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Prólogo

Virou costume.

Nas ocasiões sociais, volta e meia um amigo ou parente solta a frase: “E aí, qual sua próxima caminhada?”. Confesso que fico surpreso, pois fiz pouquíssimas trilhas até hoje. Inclusive não faz muito tempo eu ia de carro à padaria da rua de baixo. Porém, pelos caminhos sinuosos da vida, acabei me encontrando pelas trilhas afora. E nos últimos tempos a resposta para tal pergunta era: “vou caminhar em torno do Mont Blanc, cruzando as fronteiras da França, Itália e Suíça.”

Fiquei ciente desta trilha através dos relatos do Elias, do portal Extremos. Antes de pesquisar mais detalhes, a primeira palavra que me vinha à cabeça relacionada ao Tour era “neve”. Ainda não a conhecia pessoalmente. Seria uma ótima oportunidade, somado ao desafio físico mais intenso que a trilha demandaria. Valeria a pena cruzar o oceano para isso.

Iniciei então as pesquisas sobre o TMB. Destaco algumas informações interessantes:

  • A trilha percorre cerca de 170 km (dependendo da rota e das variantes escolhidas, pode aumentar um pouco) em torno do Mont Blanc, atravessando 3 países: França, Itália e Suíça. O sentido pode ser horário e anti-horário, sendo o último o mais tradicional (e que eu optei).
  • Não há um lugar oficial de início. Tradicionalmente a maioria das pessoas inicia em Les Houches. Optei por fazer o mesmo, apesar de vir pela Itália. Teoricamente seria mais prático iniciar por Courmayeur. Porém descobri que dessa forma, os últimos 4 ou 5 dias formariam a sequência mais dura do percurso. Iniciando por Les Houches, quebraria estes dias difíceis em 2 partes.
  • A duração do Tour pode variar entre 8 e 12 dias, dependendo do preparo e disponibilidade de tempo.
  • O período para se fazer a trilha é restrito ao verão (final de Junho até meados de Setembro) pois a neve e o mau tempo inviabilizam boa parte da rota no restante do ano. O inverno de 2018 na Europa fora rigoroso, então eu estava ciente de que poderiam haver algumas complicações na trilha por conta do degelo mais tardio em algumas rotas.
  • Pode-se contratar agência com guia, autoguiada (sem o guia, mas com as hospedagens e orientações de rota providenciadas) ou seguir por conta própria, fazendo pessoalmente as reservas. Optei pela última opção, após descobrir que a trilha é bem sinalizada. Encaro o planejamento como uma parte interessante da aventura.
  • As hospedagens variam entre hotéis e albergues nos vilarejos, e abrigos de montanhas nas partes mais isoladas. Muita gente segue acampando, porém é bom atentar que nem todo trecho possui permissão para camping.
  • Voando do Brasil, as cidades mais práticas para se pousar são Genebra, Paris ou Milão. Fui por Milão pois faria um tour pela Itália após a caminhada.

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1 hora atrás, Wilson Iwazawa disse:

Oi Leandro! Eu fui no final de Junho, comecei a trilha efetivamente dia 26-06
Alguns passos de montanha ainda estavam meio complicados de neve nessa data. Mas peguei uma sequencia de dias ensolarados meio incomum para a região (os locais comentavam sempre)

Acho que você confundiu a data de postagem com a de viagem.

 

Abraço!

Opa! Claro! Confundi as datas... 🤪

Te agradeço pela resposta e aproveito para explorar mais um pouco a tua experiência e boa-vontade:

1) Quanto ao número de jornadas (você fez em 11, como o Elias), você considera que foi adequado? Acha que poderia ser encurtado ou alongado?

2) E os pontos escolhidos para os pernoites, trocaria algum, desviando, antecipando ou prolongando mais a jornada?

3) Você fez reservas nos alojamentos e refúgios com muita antecedência ou depois que já estava lá? Como vê a necessidade de fazer essas reservas (considerando esse período de final de junho)? Viu muito risco de não haver lugar, caso não tivesse a reserva?

4) O que você consideraria que é uma boa estimativa de gasto no trekking, entre hospedagem e alimentação? 500 Euros?

Obrigado e um abraço!

Postado
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1 hora atrás, Leandro DC disse:

Opa! Claro! Confundi as datas... 🤪

Te agradeço pela resposta e aproveito para explorar mais um pouco a tua experiência e boa-vontade:

1) Quanto ao número de jornadas (você fez em 11, como o Elias), você considera que foi adequado? Acha que poderia ser encurtado ou alongado?

2) E os pontos escolhidos para os pernoites, trocaria algum, desviando, antecipando ou prolongando mais a jornada?

3) Você fez reservas nos alojamentos e refúgios com muita antecedência ou depois que já estava lá? Como vê a necessidade de fazer essas reservas (considerando esse período de final de junho)? Viu muito risco de não haver lugar, caso não tivesse a reserva?

4) O que você consideraria que é uma boa estimativa de gasto no trekking, entre hospedagem e alimentação? 500 Euros?

Obrigado e um abraço!

Fique a vontade @Leandro DC, o que eu puder responder, estou às ordens

 

1) Eu achei 11 dias tranquilo. Se quiser fazer 1 ou mais day off, acrescente ao roteiro. Para encurtar voce teria que aumentar a pernada (pelas variantes faceis é tranquilo, mas pelos passos, fica meio puxadinho). Muita gente também utiliza transporte em certos pontos da trilha, onde tem estradas ou telefericos, o que daria para customizar com menos dias.

 

2) eu só trocaria o pernoite de champex, pois fica longe da cidade.

 

3) Fiz a reserva com 2 meses de antecedencia, e ja tive que remanejar pois em alguns ja haviam dias cheios. A reserva seria para te deixar mais tranquilo. Porem um irlandes que eu encontrava sempre, fez sem reserva e sempre arrumou local.

 

4) gastei cerca de 560 euros de hospedagem (pensao completa) e 200 euros de alimentação (comi pouco durante a trilha em si)

Postado
  • Membros
20 horas atrás, Wilson Iwazawa disse:

Fique a vontade @Leandro DC, o que eu puder responder, estou às ordens

 

1) Eu achei 11 dias tranquilo. Se quiser fazer 1 ou mais day off, acrescente ao roteiro. Para encurtar voce teria que aumentar a pernada (pelas variantes faceis é tranquilo, mas pelos passos, fica meio puxadinho). Muita gente também utiliza transporte em certos pontos da trilha, onde tem estradas ou telefericos, o que daria para customizar com menos dias.

 

2) eu só trocaria o pernoite de champex, pois fica longe da cidade.

 

3) Fiz a reserva com 2 meses de antecedencia, e ja tive que remanejar pois em alguns ja haviam dias cheios. A reserva seria para te deixar mais tranquilo. Porem um irlandes que eu encontrava sempre, fez sem reserva e sempre arrumou local.

 

4) gastei cerca de 560 euros de hospedagem (pensao completa) e 200 euros de alimentação (comi pouco durante a trilha em si)

Legal, Wilson! Muito obrigado pelas respostas! Você já me ajudou a melhorar o entendimento desses aspectos.

Caso surja mais alguma dúvida, eu coloco aqui pra pedir a tua ajuda. 

Um grande abraço!

 

  • 2 meses depois...
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Olá Wilson, estou indo para lá em Agosto desse ano, e estou com uma dúvida que não estou conseguindo encontrar resposta. Eu vou aproveitar para fazer mais coisas além do TMB na viagem, então eu preciso de um lugar para deixar algumas coisas durante o TMB, para não levar peso desnecessário. Por acaso você passou por algo parecido? Ou lembra de algum lugar que é possível guardar algumas coisas durante o TMB?

Muito obrigado.

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4 horas atrás, felipek disse:

Olá Wilson, estou indo para lá em Agosto desse ano, e estou com uma dúvida que não estou conseguindo encontrar resposta. Eu vou aproveitar para fazer mais coisas além do TMB na viagem, então eu preciso de um lugar para deixar algumas coisas durante o TMB, para não levar peso desnecessário. Por acaso você passou por algo parecido? Ou lembra de algum lugar que é possível guardar algumas coisas durante o TMB?

Muito obrigado.

Olá Felipek, vou tomar a liberdade de responder pelo Wilson rs.

Quando eu fiz o TMB em 2019, deixei a bagagem extra no próprio albergue onde fiquei hospedado no primeiro dia e ficaria no último também (Gite Michel Fagot).

Eles cobram por dia e tamanho da mala se não me engano.

Mande um e-mail para a hospedagem q vc irá ficar pra ver se eles oferecem o serviço.

 

Postado
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13 minutos atrás, LeonardoUs disse:

Olá Felipek, vou tomar a liberdade de responder pelo Wilson rs.

Quando eu fiz o TMB em 2019, deixei a bagagem extra no próprio albergue onde fiquei hospedado no primeiro dia e ficaria no último também (Gite Michel Fagot).

Eles cobram por dia e tamanho da mala se não me engano.

Mande um e-mail para a hospedagem q vc irá ficar pra ver se eles oferecem o serviço.

 

Perfeito então, farei exatamente isso.

Muito obrigado Leonardo.

  • 3 meses depois...
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Olá, Wilson!
Em qual lugar vocês buscou informações para montar o roteiro? Que tipo de guia utilizou nas trilhas? Fez através de algum aplicativo?

Postado
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12 minutos atrás, rbminuzzi disse:

Olá, Wilson!
Em qual lugar vocês buscou informações para montar o roteiro? Que tipo de guia utilizou nas trilhas? Fez através de algum aplicativo?

Oi @rbminuzzi! Eu usei 2 livros como base. O do Elias do Extremos e o livro guia da Cicerone, que é mais técnico e detalhado.

Postado
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1 hora atrás, rbminuzzi disse:

Olá, Wilson!
Em qual lugar vocês buscou informações para montar o roteiro? Que tipo de guia utilizou nas trilhas? Fez através de algum aplicativo?

@rbminuzzi Tem o site oficial do TBM https://www.autourdumontblanc.com/en/

O site é bem completo, nele vc consegue ver o mapa da trilha com os refúgios, tem informações sobre as condições da trilha, vc consegue também fazer as reservas da maioria dos refúgios (alguns tem que ser feito por e-mail).

Na parte das reservas ele dá a estimativa de tempo entre os refúgios, ajuda bastante para planejar onde dormir.

Usei também o guia da Cicerone que o Wilson indicou, baixei no kindle e na trilha usei no celular, pra levar menos peso, e também usei como referência o relato do Wilson aqui no fórum.

Baixei também a trilha completa no GPS só pra garantir, a trilha é bem sinalizada é difícil se perder, mas foi útil para tirar dúvidas quando eu me distraía demais e pulava a sinalização.

 

  • 9 meses depois...
Postado
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Em 01/05/2019 em 00:14, Wilson Iwazawa disse:

DIA 4 - Rifugio Elisabetta a Courmayeur (15,7 km)

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A caminhada do dia prometia ser tranquila. Uma subida pesada, mas curta, se destacava na primeira metade, e o restante seria uma longa descida até a cidade de Courmayeur. Mas o destino se encarregaria de providenciar alguns obstáculos para acrescentar alguma emoção à trilha.

Segui por alguns quilômetros um caminho praticamente plano até o lago Combal, onde uma bifurcação dividia a trilha para o caminho tradicional (pelo alto) e para a variante (pelo vale), que era recomendada em caso de mau tempo. Eu vinha caminhando nos últimos dias com 2 jovens singapurianos. Um deles estava com uma bolha infeccionada em um dos pés e andava com dificuldade. Resolveram por isso tomar a variante mais leve, enquanto eu seguiria por cima. Nunca mais os encontrei. Escutei rumores de que haviam abandonado a trilha posteriormente, mas não pude ter certeza.

A subida, apesar de íngreme, foi sendo vencida com tranquilidade. Porém, logo no início, o primeiro desafio: pedaços de uma ponte de gelo sobre um riacho haviam desabado. Eu me deparei com duas escolhas: tentar cruzar o riacho pulando sobre algumas pedras emergentes, ou subir pela margem ainda coberta de neve e tentar achar outro ponto para cruzar. Porém essa subida era bem inclinada e o ponto de cruzamento, incerto. Resolvi arriscar pelas pedras. Fatalmente acabei pisando algumas vezes no leito do riacho e encharcando minhas botas. A partir dali, tomei o mesmo cuidado do dia anterior: paradas constantes para secar os pés e trocar as meias molhadas.

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Ao final da subida, alcancei o ponto mais alto do tour (2.430m). O tempo aberto e a posição proporcionavam uma vista espetacular das montanhas e glaciares e do próprio Mont Blanc. Fiquei ali por um tempo enquanto deixava as meias e botas ao sol para secar um pouco.

Segui caminho, e logo no início da longa descida até Courmayeur, um campo de gelo que aparentava ter a mesma dificuldade de todos os anteriores, revelou-se bem mais perigoso. Estava bem escorregadio (neve ainda dura) e havia uma grande inclinação para baixo no trecho final. Qualquer passo em falso ou escorregada, seria uma queda montanha abaixo. Foi a primeira vez que fiquei com medo real no TMB. A cada vacilada, a sensação de "morri", caracterizada por uma corrente gelada que subia a espinha e só não arrepiava meus cabelos por conta da ausência dos mesmos...

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Passado o aperto, continuei a descida, que seguiu tranquila dali para frente. Fiz uma parada no refúgio Maison Vieille para almoçar. Depois, uma descida íngreme e monótona até Courmayeur, que colocaram meus joelhos à prova. Se não sentisse dor após esta, estaria 100% recuperado das dores que sentia nas descidas de trilhas anteriores. E não precisaria mais das incômodas joelheiras, que nessa altura, só ocupavam espaço na mochila.

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Aproveitei a estrutura de Courmayeur para lavar uma boa parte da roupa. É uma cidade cara, então a lavanderia custou mais caro que um bom jantar. Mas ter as roupas limpas é muito bom também. E nem sempre temos como lavar e secar as mesmas nos refúgios. Também fiquei em um hotel neste dia. Aproveitaria um pouco de privacidade, espaço e conforto para variar. Mas os dormitórios e camas coletivas não estavam sendo de nenhuma forma um problema para mim. Meus padrões de conforto mudaram muito nos últimos anos com estas experiências em trilhas. Desapego sendo aprendido e exercitado.

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vou realizar o TMB na semana que vez, segunda quinzena de junho/2023. Se puder me ajudar com duas duvidas ficarei muito grata. 1º é possível acampar próximo ao LAGO CHECROUIT, ou antes dele? 2º sabe me dizer se os teleféricos (o de les Houches e o que desse para courmayeur) são muito caros $? Obrigada.

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