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Após trabalhar no feriado de carnaval, assim que chegou quinta-feira estava eu partindo rumo a uma bela caminhada pelo Sul de Minas, na Serra da Mantiqueira, no total foram nove dias de pura diversão, tranquilidade e paz rural. Fiz meu planejamento ao meu modo, mas no decorrer do périplo eu soube que alguns trechos fazem parte do Caminho dos Anjos, e eu estava o fazendo ao contrario. Bom, como eu já havia visitado e me encantado por Aiuruoca, decidi começar por lá novamente e conhecer a Cachoeira do Batuque. Segue um relato!

27/02/2020 - 06/03/2020 - Roteiro:

Dia 1: Ônibus de São Thomé das Letras até Aiuruoca. Caminhada do centro de Aiuruoca até a Cachoeira do Batuque. Pernoite no Abrigo do Batuque R$40,00 (Distância 6km)

Dia 2: Abrigo Batuque em Aiuruoca até o centro de Alagoa. Pernoite na Pousada Pica-Pau R$50,00 – (Caminhada de 25km)

Dia 3: Cachoeira Zé Pena + Corredeira de Itaoca até a Pousada Casarão R$90,00 com café e refeição (Caminhada de 20km)

Dia 4: Pico do Santo Agostinho ou Pico do Garrafão – altitude 2380 metros (Caminhada de 20km) Pernoite Pousada Casarão R$90,00

Dia 5: Cachoeira do Facão e Cachoeira do Veloso – (Caminhada 7km) – Pernoite Pousada Casarão R$90,00

Dia 6: Cachoeira Ingá e Camping do Formigão Amarelo – Pernoite R$20,00 – (Distância 19km)

Dia 7: Cachoeira do Escorrega (Caminhada 19km) – Pernoite Chalé Formigão Amarelo R$20,00

Dia 8: Descanso no Formigão Amarelo – diária R$20,00

Dia 9: Ônibus para Itamonte centro (R$6,00)

Dia1

Mapa Aiuruoca até Batuque: https://goo.gl/maps/TFtxScMJkXp2hHoC8

Atrasado pra pegar o ônibus das 07h30, saí praticamente correndo em direção ao ponto e cheguei no exato momento em que o ônibus passava, só deu tempo de tirar a mochila das costas e subir os degraus. Não deu 30 minutos e uma vontade horrível tomou conta de mim, com aquele sacolejo todo, de repente, eu queria era urinar, foi aí que tive que me concentrar até chegar a Cruzília, quase uma hora de puro desespero. Também me vem um latão sem banheiro e eu estava sem jeito de pedir pra parar na estrada, até esperei alguma deixa, mas depois de sobradinho ninguém mais desceu ou subiu. Umas 08h50 pensei em descer de vez e ir andando até Cruzília, mas sabia que ia melar a viagem já desde o inicio, pois a previsão em Cruzília era de chegar 09h10 e as 09h20 já saia um ônibus para Aiuruoca pela viação Sandra.

Contudo, aguentei e a minha chegada em Aiuruoca transcorreu perfeitamente. Logo quando desembarquei, me pus a almoçar no mesmo self service de outrora, o Restaurante Central. Além de comida boa é com preço justo. R$16,00. Vale a pena! Com isso, foi só seguir caminhada até a Cachoeira do Batuque, essa cachoeira eu não havia visitado das duas vezes em que estive em Aiuruoca e nesta ocasião eu fui direto e somente pra ela, no que diz respeito a minha passagem em Aiuruoca.

Vou contar pra vocês que a previsão do tempo não estava nada boa para se fazer caminhadas, os dias estavam chuvosos e não costumo dizer que é um dia ruim, até porque chuva é sempre bem vinda, uma dádiva, uma benção. Por isso eu disse que só não era apropriado para as andanças, mas “era o que tinha pra hoje” e assim se fez. O jeito foi proteger o que não podia molhar e bora walking and singing in the rain...

Segui sentido Vale do Matutu, ou seja, pela rua à esquerda da Igreja Matriz até encontrar a estrada de chão batido e após 5km, virei à direita, no local tem placas indicando o Vale do Matutu e as pousadas, mais alguns metros adiante e tomei à direita novamente pra chegar até o Abrigo Batuque. Fui bem recepcionado e mesmo na chuva eu parti pra Cachoeira do Batuque, distante uns 30 minutos do abrigo. De cara, após passar uma porteira, começa uma subida num morro, daí se encontra uma via mais demarcada e com 10 minutos se encontra a placa indicando o início da trilha mais fechada até as quedas. Foram mais 15 minutos de caminho autoguiado até se chegar na imensa, surpreendente e bela Cachoeira do Batuque!

Devido à chuva não fiquei mais que 30 minutos por ali, e voltei pro abrigo. Bom, já devo adiantar que é mais que indicado se hospedar no Abrigo Batuque.

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Cachoeira do Batuque - fev/2020

2.thumb.JPG.97dcf60965b693201161df1c948b5e86.JPG      3.thumb.JPG.c1ca752f56c6a77ef3ce5a2d8ba6aafb.JPG

Legenda1: acesso ao Abrigo Batuque        -------      Legenda2:    subir o morro ida cachu

 

4.thumb.JPG.bdfcfd0f9dc4afae43372b3e605c94bf.JPG      5.thumb.JPG.6725502c82242e35a04b9e4f1de3577f.JPG

Legenda1: virar à esquerda            --------            Legenda2:  inicio da trilha, esquerda

Dia 2

Mapa Batuque até Alagoa: https://goo.gl/maps/2SLAZXdBBcTpb2S28

Acordei cedinho, com tempo nublado e uma garoa fina, aquele aspecto do dia que não dá vontade de nada fazer. No entanto, eu tinha o anseio de caminhar, de pegar estrada, parecia um remédio que tinha que tomar na hora exata, mas sem hora marcada. Bom, eu ainda estava com uma “carga” pronta pra ser despejada a cada passo dado.

O dia prometia o trajeto mais longo do meu planejamento, seriam pelo menos 25km do Batuque até o centro de Alagoa. Assim, ainda com o sorriso na boca comecei a pernada. Voltei, como se tivesse indo pro centro de Aiuruoca, às 06h25, mas logo tomei uma curva acentuada para a direita. As placas indicavam as distâncias até cada bairro/povoado. Neste momento nem reparei muito e nem tirei uma foto, depois de 5 minutos eu pensei comigo que deveria ter tirado uma foto só pra ter uma referência a mais.

Em todo esse trajeto eu tive o Rio Aiuruoca como testemunha, ele sabe que com uns 14km eu tive que abandonar de vez a ideia de andar com tênis e usei um chinelo. Liberdade para meus pés, pois o calçado anterior estava apertado, após certo tempo de uso (meses) e não laceou, uma pena. E com o tênis molhado agravou mais a situação, ainda acho que demorei bastante pra trocar.

Passaram-se poucos carros por mim, a estrada em muitos trechos estava em condições difíceis de percorrer com carro. Bom, foi chuva por vários dias, e nesta ocasião não tinha sido diferente. Mesmo assim a paisagem se fazia bonita em certos trechos, no Povoado Tamanduá eu parei no mercadinho pra abastecer de alimentos, fiz meu lanche e depois segui novamente. Já tinha se passado das 9h.

O meu ritmo era de boa, até porque os trechos de lama não permitiam uma velocidade maior. Nesse momento eu ainda tentava evitar me “sujar” muito. Ao chegar no Bairro Nogueira, fiz mais uma parada. Na verdade eu não estava cansado e não se tem tantas subidas nem descidas íngremes e logo me acostumei com a chuva no corpo.

Após atravessar o bairro de Campina, que se mostrou um lugar bem bonito, diga-se de passagem, eu pausei de novo. Sempre parando num abrigo ou ponto de ônibus e dessa vez do lado de uma placa que indicava 5km pra chegar em Alagoa. Opa, quase lá!

12h10 eu já estava numa subida, uma lotação escolar subindo também encalhou bem na minha frente, a motorista abandonou por ali e continuou a pé até seu destino, o qual eu não sabia, mas o carro estava vazio, não tinha estudantes. A ideia de tirar o chinelo nas lamas mais profundas foi ganhando força até que uma hora já tava descalço direto mesmo, porém sempre prestando atenção por onde pisava.

Passei o bairro Ouro Fala e ao chegar no centro, depois das 13h, procurei a Pousada Pica Pau, ao tocar a campainha uma senhora me atendeu, me apresentei e assim fechei a pernoite. Corri pra um banho, pois eu estava todo enlameado e andava assim na cidade e todos me olhavam, estranho rs.

Após uma boa ducha, fui almoçar de fato no restaurante ao lado da pousada, chama-se Restaurante Pica Pau. Agora, imagina uma comida saborosa... muito bom mesmo e era self service por R$15,00. Pra esse dia só descanso...

Dia 3

Mapa Alagoa até Zé pena: https://goo.gl/maps/SMueaH63SD1Tm1nH9
Mapa Zé Pena até Itaoca: https://goo.gl/maps/cSD1eh2ZtxPKpT2CA
Mapa Itaoca até Casarão: https://goo.gl/maps/4uBVk6PySQD5BfHQ9

Mais um dia nublado, mas despertei empolgado ainda, além da expectativa de chegar a Pousada Casarão, eu teria duas cachoeiras para visitar, a do Zé Pena e a Corredeira Itaoca. Com isso, daria em torno de 20km de caminhada.

Voltei mais pro centrinho até dobrar na rua Jose F. Ribeiro, já em estrada de chão, (barro e lama rs), prossegui mais uma andança. Nesse dia eu já comecei a andar descalço logo de cara, já não ia ficar me preocupando muito. Até a Cachoeira do Zé Pena seriam 5,7km e uma bifurcação à esquerda. Na estrada eu passava por muitos pastos e o silêncio imperava, só os pássaros cantavam. Ainda sem muitas subidas nem descidas.

Eita Rio Aiuruoca que baita companhia, com 3km veio a bifurcação e tomei o caminho da esquerda, tem até uma placa e no fundo se avista mais um povoado. Assim, com mais 2km eu estava próximo da cachoeira. O acesso fica atrás de uma casa, tem uma ruazinha de acesso, nesse dia estava bem lamaceira mesmo. Ainda bem que tinha uns trabalhadores e pude perguntar o caminho. Já digo que o acesso até a cachoeira tava bem dificultoso, a grama do pasto alta, muita lama e pouca sinalização, mas quando avistei a placa “welcome”, atravessei o curso d’água e na outra margem consegui chegar na queda. Como a correnteza tava bem forte devido as chuvas, só contemplei, comi meu lanche em pé mesmo, fotos e voltei.

6.thumb.JPG.6b0f8976a504e0fba62ccf86988aa88c.JPG      7.thumb.JPG.a58eb44988d104e813bd738eac2f4ba3.JPG

Legenda1: atravessar o leito do rio                 --------------------------      Legenda2:       Cachoeira Zé Pena

O mesmo caminho, mas agora eu ia virar a primeira esquerda pra seguir até a Corredeira Itaoca e passar bem pelo povoado mesmo. Lugar muito simpático, não parei pra prosear mas acenava cumprimentando. Cada vez mais lama e cada vez mais rural. A chuva vinha intermitente. Os passos eram lentos e olhos atentos! Depois de 5km na mesma estrada, virei à esquerda pra já estar na rua da corredeira Itaoca, a corredeira é bem visível!

8.thumb.JPG.f0c20de225558d2386b20aa98d06942f.JPG     9.thumb.JPG.2d0c82f6f90688b8211c91b7d311feb1.JPG

Legenda1: Panorama Corredeira Itaoca          -----------------------        Legenda2:   Araucárias no caminho

Faltavam mais uns 8km até a pousada casarão, mas ainda uma parte hard me aguardava, uma subida de 1km pra chegar até a estrada principal que liga Alagoa até Itamonte (LMG-881), muita cautela para atravessar, um pouco de dificuldade pois parecia que não andava, pisei num grampo e sorte que não furou profundo a sola do pé. Ali pensei, O que eu tô fazendo aqui? Haha. As vezes bate esse pensamento, mas é bom, imagina se fosse tudo flores?

Ao vencer esse trecho que considerei difícil, saí na estrada e de cara um mercadinho, fiz umas compras e mais uns 6km até pousada, só que agora com asfalto e chuva também!

Têm placas indicativas pra se chegar na pousada Casarão, e de lei que lá cheguei bem sujo, mesmo assim fui muito bem recepcionado pelo Joãozinho e sua família. Ali eu iria permanecer por 3 dias super agradáveis onde deu o tom da magia e tranquilidade dessa viagem.

Após batermos um papo, fui me ajeitar, pois mais tarde já tinha janta! Na pousada Casarão eles fazem com que os hospedes se sintam em casa. Vale muito a pena passar por lá, seja qual tipo de viagem for a sua, o lugar tem uma ótima estrutura e chalés família, casal, etc. Bom, confira nas redes e verás.  

Dia 4

Mapa pico google: https://goo.gl/maps/YUXWA61rnJwAMX8G8

Após um sono muito confortável, acordei com uma sensação ótima pra se iniciar o dia. Eu havia marcado o café da manhã as 07h com a dona Ana, e assim pude me fortalecer pra subir o Pico do Santo Agostinho ou Pico do Garrafão, que tem no seu cume 2380 metros de altitude. O céu permanecia nublado, mas não se tinha mais chuvas. O café da manhã é muito bem servido e contem, é claro, o famoso queijo parmesão artesanal de Alagoa, no dia anterior o Joãozinho havia me mostrado parte da produção e me encantei, uma pena que dessa vez eu não ia comprar pois ia pesar demais na minha mochila, senão ia trazer umas peças comigo.

A jornada do dia seria o ponto alto da minha caminhada, alto em todos os sentidos. Muito eu esperava por esse momento e assim me pus a caminhar rumo ao Parque Estadual Serra do Papagaio. Após passar alguns sítios e chegar numa igreja, logo tomei à direita e a subida já se mostrou acentuada e constante. E era isso mesmo, já dizia o ditado quem tá na chuva é pra se molhar. No meu caso só fui presenciar chuva na volta da trilha.

Foram quase 7km até a porteira que marca o inicio da trilha, ou seja, dali não se passa mais carro. Eu estava acompanhando um mapa wikiloc e em certo ponto me confundi um pouco depois de adentrar a porteira, mas a dica é: a trilha sobe sentido oposto ao de uma casa bonita e é subindo o morro beirando uma cerca.

10.thumb.JPG.ed30d1fac2a8ae83a9d02681d4fe4b48.JPG     11.thumb.JPG.6e7a53516ce3c06dfef4687c083aeb4f.JPG

Legenda1: à direita e inicio aclive           ---------------------           Legenda2:    à esquerda pro pico

12.thumb.JPG.40a6085d6b904600cb2b11ecad086c2d.JPG     13.thumb.JPG.b26702868e5cea639b9de619b6a3fde9.JPG

Legenda1: pico santo agostinho encoberto                          ---------------------------           Legenda2: primeiro morro vencido

Após vencer esse morro e com algumas paradas para recompor o fôlego, cheguei na placa indicando “Vale do Garrafão”, um pouco mais de subida até se estabilizar, foi um trecho de quase 3km, a trilha super tranquila de se guiar. Eu sempre atento aos passos pra não pisar em nada que não deveria. O visual estava neblinado o tempo todo, só por um momento que pude visualizar à minha direita o Pico do Papagaio, mas ainda foi pouco perante todo potencial de visual que aquela região tem. Logo adiante, e quase chegando na parte final da trilha, consigo visualizar o Pico do Santo Agostinho, mas rapidamente a neblina o cobriu novamente. Nesse último trecho a trilha se faz por uma mata fechada pra depois abrir nos campos de altitude.

Eis que após 3h30min de caminhada, cheguei no grande topo do Pico do Santo Agostinho (ou Pico do Garrafão). Lá no alto andarilhei, vi todas as possibilidades de visual (neblina) e também as possibilidades de acampamento, realmente é muito bacana o espaço pra acampar lá no topo. Legal de lembrar sempre de manter uma preservação e seguir uma boa conduta em meio a natureza.

A única coisa que me incomodava era o meu tênis! Complicado mesmo, e fazia tempo que não passava por isso. Se não fosse tal incomodo minha volta seria bem mais tranquila, no entanto tive que fazer diversas paradas e andar todo torto rs. Contudo, com 3h de trilha eu estava de volta na Pousada Casarão, de lei aquele merecido descanso!

14.thumb.JPG.f817b2429b27420f29aafc46526fc205.JPG      15.thumb.JPG.f61cbabc8ed46e695d54cf7a7cb665e3.JPG

Legenda1-  inicio vale do garrafão 2,7k                                           -----------------------------------            Legenda2- visu do Pico Papagaio

16.thumb.JPG.ebfbdea2e45bb71bf44d577f7847cf92.JPG           

Pico Santo Agostinho ou Pico do Garrafão

   17.thumb.JPG.0771e14c4fd60133f55794b96cf9eae7.JPG      18.thumb.JPG.f64c173f76a7335e4b3e9899c4361bfa.JPG

Dia 5

Mapa Cachoeira do Facão: https://goo.gl/maps/cpZ7gTBPjtbSGWXX8

Já é Março, nesse dia acordei um pouquinho mais tarde, no planejamento inicial eu havia deixado pra ir até as principais cachoeiras do bairro quilombo, mas resolvi alterar e fazer um pouco mais light, afinal de contas eu fiquei bem satisfeito com o rolê até então. Por isso o novo plano era ir até a Cachoeira do Facão e depois a Cachoeira do Veloso, passei também pela Cachoeira Boa Vista, que fica bem no acesso ao Bairro do Engenho, porém a trilha se mostrou bem fechada, eu tava light rs. Andei uns 7km ao todo.

Conforme os dias iam se passando o tempo ia abrindo de pouco em pouco, A Cachoeira do Facão que era chamada de Cachoeira da Usina antes, fica a 3km da Pousada Casarão e é só pegar a estrada sentido Alagoa e virar no Bairro Companhia. Ao descer a rua, tem uma placa indicando a trilha no meio do pasto. Trilha demarcada e depois vem um trecho íngreme, tem até umas cordas de apoio em momentos mais críticos, mas no geral é uma trilha curta e tranquila.

19.thumb.JPG.47db2d997ee876dcc37d261c1aed7657.JPG     20.thumb.JPG.bec1c3da0131065f1277cc2116afbfa3.JPG

Legenda 1 - entrada trilha cachoeira facão                  -----                     Legenda 2 - entrada trilha cachoeira facão

21.thumb.JPG.20dad392280e1a864c5d9302aafb2b65.JPG     22.thumb.JPG.d29d19f5fdb9879a186c91bb80d4467f.JPG

Legenda 1 - Cachoeira do Facão por cima           -----------------                Legenda 2 - cachoeira facão por baixo

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Queda bonita, Cachoeira do Facão

A outra cachoeira era a do Veloso, pra ir eu tive que voltar a pousada e seguir por mais uns 500 metros e pronto, à direita tem uma trilhinha e então segui pelo leito do rio pra se chegar na queda mais acima, parece ser meio fechado, mas é tranquilo. E do lado da pousada!

24.thumb.JPG.398abb670d1b601229a948743c698c33.JPG     25.thumb.JPG.bbd7cde7bf2c4bbe2888d81bd691a295.JPG

Legenda 1: trilha saindo da estrada           --------------                     Legenda 2: Uma Queda, Cachoeira Veloso

Dia 6

Mapa Casarão até Formigão: https://goo.gl/maps/kPbxhpotyVD4RfBy8

Minha última manhã na Pousada Casarão, mais um café da manhã farto e ainda pude fazer um lanche para a caminhada do dia. O destino era o Camping Formigão Amarelo em Itamonte e dar uma passada antes na Cachoeira Ingá, no bairro Quilombo. Bom, a queda eu só vi de panorama mesmo. Segui a estrada e agora com fone de ouvido eu entrei numa brisa muito dez, pus minha playlist pra funcionar e assim fiz uma caminhada agradável por demais. Veja bem, Minas Gerais ajuda também, muitas montanhas ao redor, o clima rural ameno, respirando aquele ar puro por dias já. Eis um cara mais uma vez transformado pela caminhada, eu mesmo. Com 1 hora e 30 minutos de caminhada, uma rapaz me ofereceu uma carona. Aceitei e assim pude bater um bom papo até chegar ao camping formigão amarelo, foi mais uns 10km de estrada, que ora era asfaltada ora de terra ainda. Quando começou a descida de serra eu fiquei atento e ao passar o Mercadinho do Bairro Cachoeira, veio o portão do camping, pedi pra descer e já me despedi, poxa adiantou um bom lado!

Bati palmas e ninguém me atendia, o portão tava aberto e então adentrei pra ver se a recepção era mais pra baixo. O camping apesar de bem estruturado estava com ar de que não tinha ninguém ali por um tempo, voltei pro portão e lá tem um chalé bem do lado, vi que tinha umas roupas e resolvi chamar novamente. Daí então apareceu uma senhora e disse que estava hospedada lá e que os proprietários estavam viajando. De prontidão ela disse que ia pegar o número do whats app deles e me passou também a senha do wifi.

Logo entrei em contato, e demonstrei interesse de pousar no chalé de baixo, que era rústico de madeira. A diária era de R$20,00. Só fui checar se estava aberto e sim, estava. Confirmado e então era só eu entregar o dinheiro no centro de Itamonte, pois lá eles têm uma funcionária numa lan house. Chamei a senhora novamente, mas acho que ela não me ouviu, então resolvi descer.

Só deixei as coisas, relaxei um pouco e com um tempo de sobra, fui ver como era o acesso a Cachoeira da Conquista, e não estava muito a fim de fazer trilhas longas, pois estava de chinelo, não queria usar aquele tênis mais nunca rs. Quando fui sair o portão estava trancado, ou seja, a senhora saiu e nem percebeu que eu estava por lá. Arrumei um jeito de sair e segui rumo ao bairro da conquista. Descendo à direita do camping, logo virei à esquerda e segui numa boa em mais um povoado rural. Muita tranquilidade por sinal, muitos pastos e aos poucos a vista da Serra da Mantiqueira ficava mais linda. Nessa tarde o tempo já estava ensolarado. Andei por uns 40 minutos e logo percebi que não tinha nada de sinalização da Cachoeira da Conquista. Enfim, conforme o mapa que eu tava mostrava de fato o começo de um leito do rio, mas de acordo com algumas informações que colhi teria mais uns 40 minutos de trilhas. É, realmente não dava naquele momento. Uma pena!

Andei mais um pouquinho subindo mais só pra ver se não tinha alguma placa mais acima e do nada me deparo com uma moça na beira da estrada, sentada e ouvia um som. Era a mesma senhora que me atendeu no camping, que coincidência. Ela estava rezando ali e logo voltei pra não atrapalhar! Assim, foi essa breve caminhada pelo bairro. Passei no mercadinho do bairro Cachoeirinha e fiz um rango/ lanche para aquela tarde! Na paz. Nesse dia eu devo ter andando uns 10km.

Dia 7

Mapa Formigão até Cachoeira Escorrega: https://goo.gl/maps/FqbvfZNNWn9mDKnJ9

Mais uma manhã que eu acordo extremamente bem, e realmente apesar da boa disposição eu fiz mais uma mudança no roteiro, a intenção era ir para a grande Cachoeira da Fragaria, porém de ida e volta daria uns 40km e mesmo que conseguisse alguma carona ainda ficaria muito para caminhar. Então resolvi ir para a Cachoeira do Escorrega, distante menos de 10km do camping e assim peguei estrada, bem de manhã.

Sentido Itamonte eu segui por uns 5,5 km, até que avistei a placa Usina dos Bragas, então tomei à direita rumo ao Bairro do Morro Grande. Mais 600 metros fiz uma curva à direita de novo e então em 2km eu estava próximo da Cachoeira do Escorrega, já perto da cachoeira tem uma placa indicativa. Se for de carro cobra-se estacionamento, coisa de R$5,00.

Com uma água bem gelada, que não tive coragem de testar o tobogã natural, o lugar guarda sua beleza. São varias quedas para poder refrescar num dia de calor, ali parece que costuma lotar nos finais de semana. Bati umas fotos, comi meu lanche e fiquei numa boa ali! Paz maior não existe, o sol já era bem presente no dia. A caminhada foi sensacional! Vale muito a pena.

Caminhada do dia: ida e volta uns 20km.

26.thumb.JPG.9c223869900138d3f10820aca5a31a82.JPG      27.thumb.JPG.5f6e69fdc7ff97a1aa2687d9b58910a6.JPG

Legenda 1 - indo pra Cachu Escorrega, direita                 ------------            Legenda 2 - Usina dos Braga

28.thumb.JPG.996196184ae938d98b5ccf87ca868ad6.JPG     30.thumb.JPG.e59a1a74a041c1e322c6597e1cd962f8.JPG

Legenda 1 - esquerda, poucos metros       ----------------------       Legenda 2 - primeira corredeira

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Cachoeira do Escorrega - Itamonte - MG

Dia 8 e Dia 9

Tirei o dia pra descansar já que o camping era propicio para isso. Recomendo o Camping Formigão Amarelo, eles contam com algumas atividades como tirolesa no próprio local, tem uma cozinha comunitária, churrasqueira, banheiros com chuveiros quentes e preço bom! Esta a 13km do centro de Itamonte.

Na minha estadia, pude refletir na pura tranquilidade, por ora comecei a relembrar a leitura de Walden ao visualizar o chalé de madeira, só que em meio aos eucaliptos o bosque.

31.thumb.JPG.e1bc92f3d775cb0eed8de330bf898149.JPG      32.thumb.JPG.e8dd8c9fe58b535daec5f9fe05bf4f15.JPG

No centro de Itamonte eu ia embarcar no ônibus para São Lourenço e depois, para Três Corações (passou por Cachoeira do Carmo, Jesuania, Lambari, Cambuquira). E, por fim, embarquei num ônibus para São Thomé das Letras. Tomei ciência de um ônibus que ia até o centro de Itamonte, horário único, as 07h, a um custo de R$6,00. Esse ônibus sai de Alagoa as 06h e volta às 15h. Fica aí a dica. (o preço de Alagoa até Itamonte eu não sei). É bom até pra mim, pois quem sabe logo poderá ter outros passeios por essa região que tanto me agrada!

Faltou com certeza a Cachoeira da Fragária, mas ainda darei um jeito de visita-la e emendando com outro pico.

Assim é Pé de Natureza! Até a próxima!

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    • Por rafa_con
      Olá pessoal, entre 6 e 10 de Junho de 2021 fui para Itamonte-MG com o objetivo de subir umas montanhas pela primeira vez e quero contar aqui minha experiência de forma breve (não foi breve), sem foto, sem nada, só um relato rápido do que você, que quer iniciar no montanhismo pode esperar do incrivelmente lindo Parque Nacional do Itatiaia. Escolhi essas montanhas porque achei que fosse algo realmente voltado para iniciante. Não é. Bom, talvez seja. Enfim, sei lá. 
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      Acabamos escolhendo ela porque na portaria do parque nos falaram que tinha muita gente nas Agulhas e nos permitiram mudar de ideia. A trilha até a base é suave com um leve desnível. A parte difícil é quando começa o 'trepa pedra'. Em vários trechos eu, com meus 1,65 de altura, tive alguma dificuldade de passar de uma pedra para outra por causa da altura. Fora os vários trechos que uma escorregada pode ser fatal. Muitas fendas e buracos, meu joelho tremia. Pouco antes do cume, tem um trecho em que é necessário corda. Foi a primeira vez que fiz 'rapel' na vida mas achei bem tranquilo na verdade. Depois desse rapel chegamos no cume. Assinei o livro, me senti dona do mundo. Meu guia confessou lá em cima que achou que eu não ia conseguir porque eu tive muito medo em vários momentos de maior exposição. Mas lá estava eu no fim das contas. A volta foi o mesmo processo da ida: bastante medo nos trechos expostos ou com valas enormes mas conseguimos. Em 3 horas a gente subiu e desceu. Foi bem cansativo, as coxas pediram socorro mas deu. Estava muito satisfeita com o meu desempenho. 
      2) Agulhas Negras
      Tinha dado uma LEVE GAROA NO FIM DA MADRUGADA/ MANHÃ daquele dia, isso vai ser importante lá na frente. Só tinha a gente na montanha naquela terça-feira, 8 de Junho de 2021. Inicio de trilha suave como sempre. Para ascensão das Agulhas tem vários trechos que são paredes de pedra bem íngrimes que vc simplesmente sobe andando sem corda sem nada. Precisa duma boa bota, bem aderente. Diferente das Prateleiras, as Agulhas pega mais pelo cansaço da extensão da trilha. Não é tanto 'trepa pedra' (pelo menos até a parte que eu fui - já dando spoiler do final) mas são subidas bem íngrimes. No primeiro trecho de corda, é uma parede quase de 90 graus que o guia vai na frente, subindo pelas fissuras da rocha para amarrar a corda pra gente. Nessa parte, a gente começou a ver de fato uma prova do que já havíamos notando antes: ele tava escorregando demais para fazer algo que já tinha feito muitas vezes na vida. Ou seja, a rocha tava mesmo mais escorregadia que o normal. Aquela garoa da manhã, super leve, ficou acumulada na pedra. Juntando com a areia das pessoas do dia anterior, possivelmente ficou um 'sebinho' ali a tornando a situação mais complicada. 
      O problema veio depois dessa primeira corda. Nesse trecho de paredão a minha bota simplesmente não parava na pedra. Consegui subir aos trancos encaixando o joelho na fissura (o que me rendeu váááários hematomas) mas subi. As outras duas pessoas do meu grupo não conseguiram subir nessa parte, mas o guia jogou uma corda (contra a vontade dele pois ali naquele trecho não havia onde amarrar a corda, ficou eu e ele segurando e isso é muito perigoso) e ai eles subiram. Mais pra cima havia um trecho de duas pedras sobrepostas com uma vala entre elas. Ali, infelizmente não tinha espaço para encaixar o joelho pois a fissura era bem mais 'rasa'. Não deu jeito. Escorregar ali eu poderia cair na vala e a minha bota não firmava de jeito nenhum. Olhei para a cara do meu marido e da outra moça que estava no grupo e ambos, que já tinham tido problemas no trecho anterior, não quiseram nem tentar subir ali. Voltamos. Não consigo colocar em palavras o quão frustrada eu fiquei. Orgulho ferido demais. Faltava tão pouco. 
      (informação complementar, caso queiram saber, uso a bota Titã da marca Vento) 
      Visto que ainda era cedo, algo em torno do 12h30 quando voltamos para a base da montanha, o guia sugeriu levar a gente no Morro do Couto, uma trilha mais simples. Vou falar que nessa altura do campeonato, meu joelho e coxas não existiam mais. Mas vamos lá. A trilha do Morro do Couto é bem tranquila. Na parte final, pouco antes do cume rola um 'trepa pedra' mas nem se compara com a dificuldade e exposição que tivemos nas Prateleiras. A vista do Morro do Couto é muito bonita pois dá pra ver as Agulhas Negras e as Prateleiras em um só panorama. Foi um belíssimo prêmio de consolação. Apesar da minha lerdeza (por causa das muitas dores que eu já tava sentindo) levamos 2h30 para ir e voltar do topo do Morro do Couto (contando do início da trilha). 
      3) Mirante Pedra do Picu
      A trilha é fácil pois não tem nenhum trecho técnico e nem é tão longa. No entanto, é muuuuito íngreme, especialmente nos metros finais, o que a torna extremamente cansativa. Talvez se não tivesse acumulado as dores no joelho e na coxa do dia anterior, teria sido mais fácil. A vista lá de cima é muito linda e foi o único lugar que a Claro deu sinal no meu celular (rs). A gente levou 2 horas para subir e 1h20 para descer. Meu único problema aqui foi ter tropeçado COM FORÇA numa raiz de arvore que me rendeu um dedão inchado por vários dias e hoje é apenas uma unha preta (que talvez caia em breve).
      4) Considerações finais e indicação de guia
      O que eu aprendi: melhorar meu cardio pra ontem. Fazer agachamento e subir escada todos os dias da minha vida daqui pra frente.
      É isso pessoal, essa foi minha experiência, espero que tenha sido útil. Caso queiram, vou passar o contato do meu guia Alan (WhatsApp: 35 9129-9245). Ele fez um preço muito bacana pra gente porque (já falei trocentas vezes aqui nesse fórum) aqui em casa não dirigimos e é sempre uma m* resolver alguns deslocamentos. Não existe ônibus direto de São Paulo para Itamonte, a cidade mais próxima que o ônibus para é Itanhadu, cerca de 20km. Fechamos com o Alan um pacotão completo com transfer da rodoviária de Itanhandu para Itamonte, hospedagem numa casa na roça da família dele, em Itamonte (sem wi-fi, sem TV e fogão a lenha, foi uma experiência bem legal), transfer todos os dias de Itamonte até as trilhas (dentro do Parque do Itatiaia e até a Pedra do Picu), as três guiadas e transfer de volta para a rodoviária de Itanhandu no último dia: R$1.600,00 para duas pessoas. Como as estradas dentro do Itatiaia são péssimas... Achei um valor muito bacana. Se forem fechar com ele, fala que a Rafaela indicou aqui no fórum (não vai ter desconto mas é só pra comentar mesmo hahaha). 
      Até uma próxima!
    • Por Felipao86
      Olá pessoal,
       
      Dando continuidade a atualização de alguns relatos, vou contar um pouquinho de uma viagem que fizemos até Carrancas, no Sul de Minas, no feriado de Tiradentes.
      Nessa viagem minha filha mais velha estava com 1 ano e 2 meses e fomos também acompanhados dos meus pais.
      Hospedagem: Chalé da Tica, via Airbnb.  620 reais para 3 diárias. Muito charmosinho e arrumado, só a água do chuveiro que não esquentava legal.
      Obs1: as atrações são divididas em “complexos”, porque com uma entrada visita-se várias piscinas naturais e cachoeiras. Geralmente dá para visitar 2 complexos por dia.
      Obs2: todas as atrações visitadas encontram-se um pouco afastadas do centrinho da cidade, mas em estradas de terra muito tranquilas de percorrer, mesmo em carro comum.
      Obs3: Carrancas tem otimos preços, média de 5-10 reais a entrada nos complexos de cachoeiras. A exceção fica pela pelo Parque Serra do Moleque, que custa 25 reais a entrada (porém é o que possui melhor infraestrutura).
      Dia 1: Chegada + Cachoeira da fumaca
      Saimos de BH cedo, é uma viagem de cerca de 5 horas considerando uma parada de 20 minutos para esticar as pernas. A chegada em Carrancas já é uma atração a parte, a medida que vamos nos aproximando da serra sabemos que iríamos conhecer um lugar especial. Fomos direto nos instalarmos no chalezinho e procurar um lugar para almoçar. Achamos um barzinho que tinha comida self-service por 10 reais por pessoa, bem saborosa.
      Após o almoço fomos até a Cachoeira da fumaça, que apesar de muito linda é proibido o mergulho. Ficamos lá curtindo a natureza diante de nós. À noite pedimos pizza.


      Dia 2: Complexo da Ponte + Complexo da Toca
      Após o café da manhã partimos para o primeiro complexo de Carrancas, o complexo da ponte: ao longo da trilha já se apresenta diversas pequenas poços que são deliciosos para experimentar as aguas extremamente geladas, mas no final você atinge a estrela do lugar, que á Cachoeira do Salomão, que é deliciosa, é fácil de sentar em baixa de sua queda e curtir uma hidromassagem natural.

      Após o almoço partimos para o complexo da Toca, que também possui vários poços, quedas dagua e o escorregador da Toca que é legalzinho (mas o da Zilda é muito mais, rs), mas a cereja do bolo sem dúvida era o poco do coração e do coraçãozinho, extremamente disputados, rs. A trilha também é belíssima, com bela flores arroxeadas que minha esposa adorou.

       
      Dia 3: Complexo da Zilda + Parque Serra do Moleque
      O complexo da Zilda fica um pouco mais afastado do centrinho de Carrancas (cerca de 12km), mesmo assim em menos de 30 minutos já estávamos lá.
      É cheio de atrações, inclusive para os mais aventureiros tem o racha da Zilda, que pelo que eu li é difícil de ser acessado, pois em determinado momento  precisa atravessar  o rio contra a correnteza.
      Para os meros mortais as melhores atrações são Cachoeira do Indio, as pinturas rupestres e a cereja do bolo: o escorregador da Zilda. É um tobogã absolutamente natural, delicioso de escorrega e cair um poco de agua no final. Ficamos uma manhã inteira somente subindo e descendo por ele.
       
      Depois fomos ao Parque Serra do Moleque, que é na mesma região e onde encontra-se a cachoeira mais gostosa de carrancas, na minha opinião: a Cachoeira da Zilda. Você deixa o carro no estacionamento e desce de jardineira até a entrada da trilha, onde tem banheiro e restaurantes. A trilha até a cachoeira é leve e totalmente sinalizada e acessível, com escadas e pontes. Um poco enorme com uma prainha te espera ao final. Ficamos o restante da tarde ali só curtindo essa maravilha.

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      Dia 4: Complexo da Vargem Grande + Retorno para casa
      Nesse dias meus pais já estava um pouco cansados então fomos só eu, minha esposa e minha filha.
      Esse complexo na minha opinião é o mais lindo. É onde encontra-se a famosa Cachoeira da Esmeralda, ao final da trilha. Mas no caminho até lá já aparecem várias piscinas naturais belas e deliciosas para mergulho. Se chegar na cachoeira por volta de meio dia, a incidência da luz solar faz a agua ficar verde transparente, muito bonita.
      Almocamos num restaurante de comida caseira, que na verdade é na casa de uma senhora mesmo. Demos uma volta no centrinho da cidade, uma rapida passada na sua igreja principal que é bem bonita e voltamos para Belo Horizonte descansados e satisfeitos.

       
      Considerações finais: destino delicioso, de bom custo-beneficio e com ótimos atrativos naturais. Ao contrario de capitólio, que a cada dia que passa fica mais e mais elitizado, Carrancas preserva um ar mais rústico e bom para o bolso. A infraestrutura que ainda é um pouco limitada, fomos num feriado, a cidade estava lotada, poucas opções de bares, lanchonetes e restaurantes, todos lotados, com fila de espera. E também poucas opções de pousadas. Creio que melhorará com o tempo.
       
       
       
    • Por Caçadordeviagem
      No dia 14 de Junho de 2019 foi inaugurado o Caminho de Nhá Chica, inspirado no Caminho de Santiago de Compostela e no Caminho da Fé, a rota se inicia na cidade de Inconfidentes/MG e vai até o Santuário de Nhá Chica em Baependi/MG, são cerca de 260 km cruzando as belíssimas paisagens montanhosas da Serra da Mantiqueira, é todo sinalizado com setas e placas, para mais informações há um grupo no Face com o nome "Caminho de Nhá Chica" ou visite o site: www.caminhodenhachica.com
      1° Dia: Inconfidentes/Borda da Mata (21 km).
      Eu percorri em Setembro de 2019, o 1° trecho, entre Inconfidentes e Borda da Mata, é o mesmo do Caminho da Fé, após Borda os caminhos se separam, o da Fé vai pra Tocos do Moji e o de Nhá Chica vai para Congonhal...
      2° Dia: Borda da Mata/Congonhal (25 km).
      Trecho muito bonito após uma fazenda com um haras, muito pitoresco, na metade do trecho há uma torneira ao lado da Igrejinha no bairro das Almas, o topo da Serra das Almas e Cachoeira das Almas são os destaques desse trecho...
      3° Dia: Congonhal/Espírito Santo do Dourado (26km).
      Trecho magnífico, logo de cara tem que superar a Serra de São Domingos, ainda na Serra, no km 07 tem fonte de água potável e mais uns 7 km depois tem o Santuário da Obediência, com estrutura de água e lanchonete, a paisagem é linda, com lindas araucárias e várias plantações de brócolis e morango, um dos trechos mais bonitos do caminho...
      4° Dia: Espírito Santo do Dourado/Silvianópolis (20 km).
      Trecho muito bonito e ermo até a rodovia MG-179, chegando nessa rodovia, a uns 100 mts tem uma barraca de frutas e doces mineiros onde adquiri bananas e doces, os últimos 3 quilômetros são em asfalto até Silvianópolis...
      5° Dia: Silvianópolis/Careaçu (20 km).
      Trecho plano e tranquilo perto dos anteriores, na saída de Silvianópolis há um belo lago chamado Lago dos Bandeirantes, próximo a Careaçu o caminho coincide com o Caminho de Aparecida até a cidade, paramos no bar da ponte para beber alguma coisa e seguimos para a belíssima Pousada Castelo...
      6° Dia: Careaçu/Heliodora (24km).
      Saindo de Careaçu por baixo da Fernão Dias, chegasse na Comunidade Rainha do Brasil, ali o monge Bernardo ofereceu café e batemos um papo, deixando o local passa-se por umas 3 porteiras e uma pequena trilha até pegar a estrada de terra novamente, a partir dali caminha-se por lugares muito ermos e bonitos até o km 16, ali há um comércio para abastecer e depois seguir pelos 8km finais pelo asfalto visualizando lindas montanhas...
      7° Dia: Heliodora/Natércia/Conceição das Pedras (24km).
      Entre Heliodora e Natércia há uma grande inclinação a ser vencida, ou seja; vai ter que subir muito e descer tudo até Natércia, lá de cima tem uma bela vista de ambas cidades, em Natércia me abasteci com víveres e segui rumo a Conceição das Pedras em meio a belíssimas paisagens, o destaque nesse trecho é a bela Cachoeira da Usina, eu aconselho a ficar em Natércia pois a pousada lá é muito boa e serve janta e a de Conceição das Pedras fica atrás de posto de gasolina, sem janta...
      8° Dia: C. das Pedras/Cristina (36km).
      Mais um dia com uma serra a ser vencida, talvez a maior inclinação do trecho, porém esse trecho é o mais belo do caminho, passa por mata nativa, pelo bairro Sertãozinho e Vargem Alegre onde há muitas plantações de banana e café, em Vargem Alegre (km18) há uma pousada, seguindo adiante, o caminho até Cristina revela-se magnífico com suas belas paisagens, Cristina é uma cidade turística e charmosa, a mais bela do caminho...
      9° Dia: Cristina/Carmo de Minas Carmo de Minas (20km)/ Soledade de Minas (16km).
      Pretendia fazer os 36km mas entre Cristina e Carmo de Minas é por uma rodovia movimentada e sem acostamento, portanto peguei uma carona até Carmo e de lá iniciei os 16 km até Soledade, o trecho é por terra e plano, não tem a beleza dos trechos anteriores mas é bonito, ali já estamos caminhando pela famosa Estrada Real, Soledade de Minas é uma cidade bem pequena, há um trem turístico que vem de São Lourenço até lá...
      10° Dia: Soledade de Minas/Caxambu/Baependi (30km).
      Pra sair de Soledade é necessário subir uns 4 km de asfalto (trecho movimentado) até a estrada de terra que leva a Caxambu, alguns km depois encontra a Estrada Real e segue até a cidade por trechos tranquilos, com matas preservadas, consegui ver alguns saguizinhos nas árvores, ao chegar em Caxambu segue pela rua de cima da rodoviária rumo a Baependi, terra de Nhá Chica, devido a proximidade das cidades, os 7 km finais não tem muita beleza, com alguns lixos no meio da estrada mas ali o importa é chegar ao Santuário de Nhá Chica e agradecer pela jornada perfeita, conhecer o local, comprar lembranças, carimbar e pegar o certificado, foi o que fiz depois segui para um hotel p/ descansar e voltar pra casa no dia seguinte...
      POUSADAS QUE PERNOITEI: Preços em 2019...
      Santa Varanda: Inconfidentes: $50 Tem janta 👍
      Nossa Senhora de Fátima: Borda da Mata: $60 Tem janta 👍
      Hotel Silva: Congonhal: $50🙁 sem janta (é melhor ficar no JS).
      Pousada do Adão: Espírito Santo do Dourado: $50🙁sem janta (Na verdade é ponto apoio onde vc pousa, não tem outra opção por enqto).
      Hotel Luciana: Silvianópolis: $50👍 Tem janta no comércio embaixo do hotel.
      Pousada Castelo: Careaçu: $50👍 Tem janta na praça da Matriz.
      Hotel Vilarejo: Heliodora: $50😒 (Única opção na cidade, tem o suficiente, conseguimos janta mas não sei se é sempre que consegue).
      Natércia: Pousada do Juliano: $?👍Tem janta, eu não fiquei lá mas vi que é bonita.
      Conceição das Pedras: Pousada da Dona Fininha ☹️ $50 sem janta, fica atrás de um posto de gas.
      Bairro rural Vargem Alegre: Zé Toco $?( Por ser casa de família, provavelmente serve janta, eu não fiquei lá).
      Cristina: Pousada Casarão: 👍🤑$100 (belíssima pousada mas é cara e não oferece janta, é melhor ficar na Pousada Real, do Célio, $50 + janta).
      Carmo de Minas: Hotel São Lucas:👍$? (Não fiquei mas vi que o hotel é muito bom).
      Soledade: Solar das Montanhas: 👍$60(boa mas não serve janta).
      Caxambu: Hotel São Francisco 👍$80 não oferece janta.
      Baependi: Pousada Instituto Nhá Chica: 👍$? (não fiquei, não sei se serve janta, a pousada é bonita).
       
      Se quiserem um relato bem detalhado visite o site abaixo:
      http://www.oswaldobuzzo.com.br/Home/caminho-de-nha-chica
       
       
       
       
       
       
       
       
    • Por leonardo_baptistella
      Olá pessoal, pretendo ir para o Parque Nacional do Itatiaia em março de 2021 (ou quando a pernoite no parque for reaberta), saindo de São Paulo e indo de ônibus até a cidade de Itatiaia.
      Segundo relatos eu vi que a maioria dos tranfers até a portaria da parte alta (portaria do Marcão) saem da cidade de Itamonte. 
      Gostaria de encontrar algum contato de transfers que saem de Itatiaia.
    • Por Carlosfuca
      Rancho Wind Inn e Cachoeiras do Túnel e Itagyba em Delfim Moreira - MG
      Feriado de 15 novembro, previsão de tempo bom, então bora viajar! Dessa vez o convite veio do meu primo Fepa. O destino seria Delfim Moreira em Minas Gerais, lugar ao qual o Fepa já havia visitado outras vezes e sempre me relatava o quão bom era lá. Lugar de pura paz e boa vibe em meio à roça do sul de minas gerais. 
      Delfim Moreira se situa na Região de Itajubá e fomos de carro seguindo pela via Dutra e um trecho da Carvalho Pinto. Foi uma viagem de um pouco mais de 4 horas de duração saindo de São Paulo, capital. Passamos então por Arujá, Jacareí, Taubaté, Aparecida, Guaratinguetá, Loreta e já perto de Delfim Moreira, fizemos uma pausa pra lanche em Piquete. 
      Lanchonete bem legal e com lanches bons, assim já juntamos meio que um café da manhã e um pré-almoço. Não me recordo o nome da lanchonete agora, mas é bem na entrada da cidade. Logo depois, a subida da serra começou e assim pudemos ir apreciando cada vez mais o visual da serra abaixo. O Rancho Wind Inn se encontra a 2km do centro de Delfim Moreira e ao chegarmos fomos recepcionados pelo Tuia, dono do estabelecimento.
      O Rancho Wind Inn inspira tranquilidade desde o primeiro contato, é composto por algumas Casinhas da Roça e uma área para Camping. Por vezes, funciona o Bar do Vento, com seu ambiente meio rural e meio alternativo, uma ótima pedida pra curtir e relaxar numa roda de amigos onde se flui boas vibes e bons papos. Tem área para fogueira num ambiente bem arborizado, com flores e uma vista para as montanhas. Mas, para além de tudo, existem dois diferenciais, uma vitrola onde se pode ouvir diversos discos com música boa e variada. Outro diferencial é o atendimento do Tuia, que nos deixa bem à vontade com sua recepção. Paguei no camping R$45,00 (nov/19) onde se teve incluso um café da manhã mega especial com produtos frescos diretamente da roça!  
      Mapa da Entrada pra estrada do Rancho: https://goo.gl/maps/sJYYsiPPjY7nW3Lo9
      Página do Rancho: https://www.facebook.com/Rancho-Wind-Inn-1000026003472797/
      Foram duas noites que se passaram voando, no entanto, conseguimos nos carregar com um pouco dessa atmosfera rural do sul de minas. No primeiro dia nos pusemos a relaxar no próprio rancho, só saímos mesmo pra dar um rolê pela cidade e almoçar. Um almoço super bom, saboroso e de tempero tipico de minas. (R$15,00) foi onde almoçamos nesses dois dias.
           
      Legenda: visual dos arredores - Legenda: corte de cabelo
           
      Legenda: vários discos e paz - Legenda: Caminhada na cidade
      No segundo dia acordamos cedo, a mesa já estava forrada com muitas delicias para o café da manhã. O sol já pairava lindo sobre nossos corpos e por toda extensão de Delfim, daí então foi a pedida para fazermos um rolê pelas cachoeiras mais próximas. O Fepa estava no comando do roteiro, pois ele era o conhecedor da região, e assim ele decidiu visitar primeiro a Cachoeira do Túnel. Distante uns 8km do camping, ao sair da estrada que leva ao rancho, dobramos a direita para acessar uma estrada de terra e numa bifurcação à esquerda seguimos o trecho último até a cachoeira. Nessa bifurcação contem uma placa, é bom manter a atenção. Para melhor orientação segue o link do google 
      maps: https://goo.gl/maps/t9p4CxrWCzF9a8Rj9 
      Ao chegarmos no ponto certo, exitem duas trilhas a se seguir, é bom fazer as duas, uma de cada vez. Nosso caso fomos no da direita primeiro, que é uma queda maior e não chega a passar pelo túnel, já na segunda queda, no qual pegamos a trilha da esquerda da estrada, lá sim tem que se passar por um túnel, é um trajeto curto, mas que é bom fazê-lo bem de boa. Ambas as quedas são ótimas para banho, volume bem tranquilo das águas e é possível também se refrescar sob a cachoeira de fato. Renovador e massageador natural e de graça. é só preservar para manter, na nossa experiência trombamos uma área bem limpa, e tomara que as pessoas que frequentam mantenham essa premissa.  
           
      Legenda: Cachoeira do Túnel - Legenda: Lado oposto cachu do túnel
           
      Legenda: a pose dos primos - Legenda: após atravessar i túnel
      Em seguida, partimos para a Cachoeira Itagyba, agora então voltamos sentido o centro da cidade e de lá tomamos o caminho de 1km até a porteira da cachoeira. Nessa trilha logo se aparece diversas placas de propriedade particular (Fazenda Bartira), e assim parte da trilha estava bloqueada, pudemos ver a cachoeira de longe e mesmo assim não íamos nos banhar nela pois possui um volume bem forte de água, todo cuidado é pouco. Ficamos nos perguntando e levantando respostas sobre o que deveria ter acontecido para o bloqueio. No almoço, foi nos informado que algumas pessoas estavam fazendo churrasco na beira da cachoeira e de seu leito, assim tentaram inibir de alguma forma essa prática. Contudo, a queda é bem linda e dá uma dimensão da força da natureza. 
      Mapa: https://goo.gl/maps/GEm5wrTTPBZLeAoz6
      Nosso rolê estava feito, agora mais do que nunca aquele ambiente do Rancho Wind Inn nos cairia como uma luva para passar uma tarde e noite de muita paz com os amigos de verdade! Não preciso nem falar que esse tipo de rolê fica marcado de fato por um longo tempo. Essa é minha busca na vida, na medida do possível viver dias agradáveis pode ser fruto de muita reflexão e saber o que se quer para a vida. Por vezes vale parafrasear o ditado popular de alguns mochileiros: viajar não é gasto, é investimento!
      Obs: Delfim Moreira está próximo de Marmelópolis, tenho um relato de Marmelópolis aqui, além de se ter diversas outras cachus em Delfim (Ninho da Águia, e Fazenda boa Esperança), pode-se também esticar até a cidade do Marmelo. É nóis. Bons ares!
           
      Legenda: Entrada para a cachoeira Itagyba -    Legenda: Cachoeira Itagyba
       
      Legenda: Água com seu leito Forte
       
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