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Bate-volta Ilha de Marajó


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Caros amigos mochileiros, tudo bem?

Estou indo para Belém para um fim de semana, porém meus horários são bem apertados, chego no dia 05/09 (12:00pm) e meu voo de volta é no dia 07/09 (16:00pm). Gostaria de saber se da pra eu aproveitar um bate-volta no mesmo dia (06/09) até a Ilha de Marajó? Se sim, vocês poderiam me dar dicas? Será minha primeira viagem sozinho e estou com muita vontade de conhecer essa ilha cheia de encantos!!! Um abraço!!!

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snme de lancha rápida é menos de 2 horas o trecho

mas sinceramente devido o curto período de tempo eu usaria para conhecer Belem em si que já tem várias atrações para passar um fds

a ilha de marajó é enorme, e em um dia você não iria conhecer nada

  • Obrigad@! 1
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@Ricson Silva Não aconselho bate e volta para o Marajó. Vale a pena ficar lá mais tempo. Além disso, são poucos horários para ir e voltar. Quando eu fui, peguei a lancha que levou umas duas horas e meia para chegar. O horário de chegada era perto do meio dia. E para voltar, a lancha saia as 6 da manhã. Fiquei duas noites e me arrependi por não programado para ficar mais.

Com esse tempo, aproveite conhecer Belém, ir no Ver-o-Peso, no teatro da Paz, nas Docas... 

  • Obrigad@! 1
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  • Membros
2 horas atrás, FCRO disse:

snme de lancha rápida é menos de 2 horas o trecho

mas sinceramente devido o curto período de tempo eu usaria para conhecer Belem em si que já tem várias atrações para passar um fds

a ilha de marajó é enorme, e em um dia você não iria conhecer nada

Muito obrigado, pelas dicas. Acho que vou aproveitar pra conhecer Belém mesmo e deixar Marajó pra uma próxima :)

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  • Membros
1 hora atrás, NataNL disse:

@Ricson Silva Não aconselho bate e volta para o Marajó. Vale a pena ficar lá mais tempo. Além disso, são poucos horários para ir e voltar. Quando eu fui, peguei a lancha que levou umas duas horas e meia para chegar. O horário de chegada era perto do meio dia. E para voltar, a lancha saia as 6 da manhã. Fiquei duas noites e me arrependi por não programado para ficar mais.

Com esse tempo, aproveite conhecer Belém, ir no Ver-o-Peso, no teatro da Paz, nas Docas... 

Muito obrigado, pelas dicas. Acho que vou aproveitar pra conhecer Belém mesmo e deixar Marajó pra uma próxima :)

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  • Colaboradores

@Ricson Silva Belém não tem muito a conhecer, sobretudo nesta época de isolamento social. Tem um passeio pela floresta e a igreja do Curió que não acredito que estejam funcionando, terá o mercado ver o peso e os shoppings, não sei se mais alguma coisa, pois fui lá em campanha política há 8 anos. 

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    • Por Iana Briaca
      Vou falar aqui no meu relato sobre formas de transporte que usei, hospedagem, duração da viagem e valores. Porque eu acho que é isso que uma pessoa procura quando busca informações sobre Mochilão. Sendo que na maioria das vezes é a primeira experiência da pessoa com um; 
      Resumo: 
      Tipo de transporte: ID JOVEM e carona pelas br da vida.  
      Hospedagem: Couchsurfing e voluntariado em hostel.
      Alimentação: Fazia compras para preparar minha própria comida ou às vezes eu comprava PF (mas comprar PF sai mais caro)
      Valor em dinheiro que levei: R$ 550,00.
      Duração da viagem: 54 dias.
      Quantidade de estados: 3 Estados e uma pequena parada em Brasília.
       
      SOBRE HOSPEDAGEM, TRANSPORTE PARA SAIR DO MEU ESTADO E ALIMENTAÇÃO NO PRIMEIRO DESTINO; PERNAMBUCO: Então, meu mochilão começou quando eu saí de Belém, que é a cidade que eu moro, no dia 04/07/2019, ruma à Pernambuco. Fui de ônibus usando o ID jovem, de passagem de Belém para Recife eu paguei 3,50. Isso, três reais e 50 centavos. Esse valor corresponde à taxa de pedágio que é cobrado pela empresa de ônibus, apenas. Quando eu cheguei em Recife fiquei hospedada na casa de um casal que consegui estadia pelo Couchsurfing. O tempo que passei na casa deles foi incrível, pessoas super legais. Com o mesmo aplicativo consegui estadia para passar um final de semana em Olinda, em uma pousada localizada bem no centro histórico. Também não paguei nada para ficar hospedada, apenas tinha que ajudar a moça que trabalhava na cozinha com serviços bem simples pela parte da manhã. Ah, e sobre alimentação, essa era por minha conta. (Talvez o seu anfitrião não tenha problema em ajudar nesse quesito com algumas coisas, mas também ninguém gosta de gente folgada né, se tu tiver condições de comprar a tua comida é muito melhor, caso contrário é bom você avisar à pessoa que vai te receber que vais precisar de alimentação também).
      OBS: Couchsurfing é uma plataforma que possibilita a troca de hospedagem em qualquer lugar do mundo. Na época era totalmente gratuita quando usei, agora o app tá cobrando uma contribuição de R$ 4,99 mensal ou R$ 29,99 anual por conta da crise do corona vírus.
      ROTEIRO: Quando estive em Pernambuco conheci Recife, Olinda, Porto de Galinhas, Praias do litoral de Cabo de Santo agostinho: Calhetas e Gaibu (caara, as praias mais lindas que conheci até hoje, e por não serem tão famosas quanto Porto de Galinhas, elas não são taão movimentadas, o que eu acho ótimo) e vila de Nazaré. Isso em uma semana, que foi o tempo que passei em Pernambuco. 
      TRANSPORTE PÚBLICO: Como eu fui com um amigo que sabia tocar banjo e eu enrolava no Maracá, optamos por não pagar passagens em transporte público e sim pedir para os motoristas deixarem a gente subir e tocar Carimbó nos ônibus. E assim, essa ideia deu super certo, tanto que a galera até ajudava com uns trocados, o que ajudou muito a gente na viagem. Sobre o valor de passagem de ônibus urbano não vou saber falar do custo, pois não tive essa experiência. Porém, fica a dica: Toquem nos ônibus ou subam pra vender algo. 
      SAÍDA DE PERNAMBUCO RUMO À BAHIA:  Saí de Pernambuco de carona, com a intenção de descer até a Bahia. Porém, no primeiro dia consegui carona com um caminhoneiro que tinha como destino Maceió, aceitei porque isso ia me deixar mais próxima do meu destino, né. Tive que ficar uma noite em Maceió para poder partir no outro dia. 
      Fiquei em uma Pousada de beira de estrada que custou R$ 40,00 no total pra dormir eu e meu amigo em um quarto com duas camas. 
      Jantei em um Restaurante que o PF custava R$ 10,00.
      No outro dia peguei mais duas caronas Alagoas-Sergipe Sergipe-Bahia e cheguei na Bahia, finalmente.  Passei uma semana em Salvador, consegui hospedagem no Couchsurfing, alimentação por minha conta, fazendo compras e preparando minha própria comida, de transporte usei o mangueio kk pedindo pra subir e tocar. Depois de uma semana, saí da bahia e voltei à br para pegar carona. Consegui diversas caronas no mesmo dia e cheguei na Chapada Diamantinaa. 
      NA CHAPADA DIAMANTINA:  Não consegui estadia com o couchsurfing na Chapada, tive que pagar uma semana de Hostel. 
      VALOR DO HOSTEL: 15 Reais a diária (pedindo desconto)
      ALIMENTAÇÃO: Comprava minha comida e preparava. 
      GUIA: É necessário guia apenas em algumas trilhas em outras tem como fazer de boas usando o gps. 
      DICA DE APP: MAPS ME Nele tem como usar o gps da localidade que tu se encontra sem internet. 
      SAINDO DA BAHIA RUMO GOIÂNIA: Saí da Chapada Diamantina de carona com inumeráveis pessoas, carona com caminhoneiro e carro particular, e passei perrengues, porque a Bahia é imensa. Levei 4 dias pra chegar em Goiânia.
      Nesse percurso nem sei quantas caronas peguei, foram muitas. Em nenhum momento precisei pagar pousada, até porquê nem tinha como, pois a grana já tava curta. Na primeira noite dormi na casa da família de um rapaz que me deu carona quando ainda estava indo para Chapada, Na segunda passei a noite em um posto de gasolina, Na terceira noite dormi na casa de um amigo que conheci com a experiência de carona também, isso em Brasília. (aproveitei pra comprar logo minha passagem de volta pra belém quando eu estava em Brasília) E por fim, no quarto dia consegui a carona para Goiânia. Em Goiânia passei quase algumas semanas, fiquei na casa de um amigo, apenas ajudando com a alimentação, no trasporte também não gastei nada.
      GOIÂNIA ATÉ A CHAPADA DOS VEADEIROS: De Goiânia até a Chapada dos Veadeiros, por muita sorte, tive só uma carona. Consegui carona com um fazendeiro que tinha uma propriedade próximo da cidade que eu ia ficar. Ele me deixou até a cidade que era meu destino, lá eu fiquei hospedada em um hostel onde trabalhei como voluntária em troca de estadia. Nos dias eu que trabalhava as minhas refeições eram por conta do hostel. A dinâmica de trabalho era a seguinte, eu trabalhava um dia e folgava dois. Passei uma semana na Chapada do Veadeiros, conheci a cidade de Cavalcante e Alto Paraíso. 
      FINAL DA VIAGEM: Saí da chapada dos Veadeiros de carona também, e fui até Brasilia. Lá eu passei apenas uma noite e no outro dia embarquei de volta pra Belém. A passagem que eu comprei foi com o ID Jovem, paguei apenas R$ 5,00. Ah, eu comprei com antecedência, sempre tens que comprar a passagem com usando o id com antecedência, não deixa pra comprar na hora senão vais te ferrar. 
      Enfim, minha experiência foi essa, espero ajudar em alguma coisa, é nooós!

    • Por Anderson Paz
      O Parque Estadual de Monte Alegre - PEMA pode ser facilmente incluído em uma viagem por Santarém e Alter do Chão. Para chegar no município de Monte Alegre, é necessário pegar uma balsa no porto do DER em Santarém, com saídas diárias conforme a escala abaixo (desconsiderem a frase e a seta indicativa hehehe) e duração de aproximadamente 2h de viagem até Santana do Tapará, de onde saem carros (transporte alternativo) ou ônibus regulares com destino a Monte Alegre (R$30, 1h15 de viagem).


      O parque se situa a cerca de 35km do centro de Monte Alegre. Criado em 2001, abrange uma área de 3.678 ha com vegetação de Cerrado, formações geológicas super interessantes, grutas e ainda pinturas rupestres com cerca de 12 mil anos de idade. Vale a pena reparar na paisagem ao longo do caminho entre a cidade e o parque, na qual se verá os campos de Monte Alegre: formações de campo sujo em que o capim natural parece que foi roçado por alguém.

      Para conhecer o parque é recomendável ir com carro traçado, pois há alguns trechos com areia fofa e alta. O guia atualmente é obrigatório. Fomos com o agente de turismo Natio (NW Transfer - 92-991810506) e com o guia Ilivaldo, ambos super atenciosos e com muito conhecimento sobre a região.

      As paisagens de Cerrado imersas na Amazônia são maravilhosas! E digo isso como um "calango do Cerrado do Planalto Central". 😂

      O PEMA é um campo cheio para quem curte pinturas rupestres e de viajar na imaginação sobre os povos originários. Logo na entrada do Parque, nos deparamos com a Serra da Lua, um paredão com pinturas de 11.200 - 12.000 anos que se estendem por mais de 200 m. Entre as figuras, alusões ao sol e lua, figuras zoomórficas, outras antropológicas, outras que cada um pode interpretar da maneira mais conveniente para si, deixando a imaginação fluir. Interessante ver como algumas pinturas foram feitas em locais mais altos. Será que usavam escadas, andaimes ou em alguns locais subiam uns nos outros, como os pichadores dos nossos dias? Ainda não se sabe a resposta e provavelmente nunca saberemos exatamente.
       
       
       
       
      Do alto da Serra, é possível ver melhor o design do centro de visitantes/complexo de musealização, que foi construído inspirado nas pinturas rupestres e tem banheiro e espaço para loja, lanchonete, museu e biblioteca, mas que por enquanto ainda não está em pleno funcionamento. Ô, Governo do Pará, vamos dar mais atenção para este lugar incrível!

      Seguindo pela estrada, chegamos à Pedra do Mirante. O nome por si só já define o local. Um dos melhores pontos para se ter uma vista em 360° da paisagem e se deslumbrar com o rio Tapajós ao longe, encontrando uma faixa de floresta amazônica que depois se entremeia na vegetação de Cerrado.
       

      VID_20191208_101547.mp4 Mais adiante na estrada, chegamos à Gruta de Itatupaoca, com 56m de comprimento e uma bela entrada de cerca de 9,5m de altura. Dentro da gruta, infelizmente há traços de vandalismo de um pastor doido (segundo o guia) que pendurou uma garrafa de plástico no teto e escreveu uma frase em referência a Deus no teto da entrada. 
       
      Seguindo o caminho, chegamos à Pedra do Cogumelo, uma formação bem interessante, que fica isolada, bem no meio do Cerrado. E um pouco mais adiante, avistamos a Pedra da Tartaruga, que fica na parte alta da serra. De longe parece mais um pato pra mim (hahaha!), mas olhando melhor se vê a tartaruga em cima da base de rocha. 
       
      Mais adiante no parque, encontramos o Painel do Calendário, com mais figuras de animais, outras geométricas abstratas e as que motivam o seu nome que consistem quadradinhos marcados, como se indicassem a contagem de dias. Ou seria de pessoas, de animais ou de qualquer outra coisa?!
        




      A partir do Painel iniciamos uma caminhada um pouquinho cansativa de cerca de 20 min até a Pedra do Pilão. Com cerca de 8m de altura e uma bela visão da paisagem,  é um dos atrativos de maior destaque no parque.



       
      No nosso percurso acabamos não visitando a Gruta do Pilão (caverna da Pedra Pintada), a qual tem mais mais algumas pinturas rupestres, pois estava fechada por conta de infestação de marimbondos (ou "cabás" em bom paraense hehehe).

       Realmente valeu muito a pena incluir Monte Alegre na viagem pela região de Santarém e Alter do Chão. Se quiser ver algumas dicas de Alter do Chão, acesse o meu Instagram de viagem: https://www.instagram.com/viajadon_/


      Outras informações:
      - O nosso condutor Natio levou frutas, água, suco e biscoitos no passeio, então não tivemos que nos preocupar com comida e água previamente.
      - O passeio tem uma duração total de 5h30, 6h com saída às 7h30 da sua hospedagem.
      - Ficamos no Hostel Itatupaoca. O local é uma grande casa com posição e vista privilegiadas. O preço era bom, o café da manhã simples, mas bastante satisfatório, porém ficamos decepcionados com a limpeza do local e com o conforto das camas. Para reservar hospedagens, acesse o link https://join.booking.com/r/d/8065942d?lang=pt-pt&p=4
       
       
    • Por Dan Wollker
      Primeiramente será um breve relato e desculpem meu português!
      Sempre viajei !!!
      Amo viajar !!!
      Mas me tornei pai esse ano, então o mochião programado para o Peru e Bolívia em outubro foi invertido para chapada diamantina por esta próximo do meu filho!
      Então esse mês do nada, chamei a mãe do meu filho e meu filho e tive a ideia de ir a porto no mesmo dia (coisa de louco mesmo) sem carro, apenas nos três e 1000,00 hahaha e 3 dias. será que dá ???
      Sexta Feira as 14 da tarde larguei com a ideia de ir só fazer o mergulho profundo, mas cancelei e levei todos nessa aventura.
      Pegamos um cargueira, um canguru e as nossas coisas, leite, fralda o básico, pois qlq coisa lá compraríamos.
      Pegamos um carro na rodoviária e lá foram 2 horas de viagem até Recife, chegamos as 18:00hs com receio do bebê fica chatinho, choroso , cansando.
      Na hora estava saindo um ônibus Veracruz convencional ( o tal pinga pinga) lá se foram mais duas horas.
      Assim que chagamos em Porto e fizemos check-in no albergue APT no centro(coração de porto) era quase 22hs .. o bebê está mais animado que nós dois juntos, estávamos cansados e com fome.

      Olha ai a animação do rapaz.
       
      Após uma volta, comer, fizemos o ritual para ele dormir..
       aproveitamos apenas porto de galinhas, pois com bebê não dá p fazer muita coisa, apenas fica por perto, fechamos um passeio para o domingo (mergulho de snorkel ) Almoçamos, jantamos, andamos... foi um dia ótimo.
      Já no domingo fizemos o mergulho reversando e voltamos para casa a tarde após 2 dias de aventura. A primeira de muitas.




      Partiu.. Apos 40hs em porto. 6hs de trajeto. 40 fraudas. 1 lata de aptamil 400g. 1 mergulho familiar. Calor. Frio. Choro. Sorriso. Resultado de viajar c um bebê c dois meses e meio? Eu sou louco achei. Mas foi demais. Sem palavras. Se suportei ate hoje choros e noites sem dormi oq seria não dormir viajando? Bebê dormiu melhor, se sentiu melhor e eu consegui passar mais tempo e senti o calor e o frio dele. Viajar é dms. devagar chegaremos longe.


      VID-20191110-WA0008.mp4 Um alô para heitor

       

       
    • Por StanlleySantos
      Fala mochileiros!
      Cheguei recentemente de um passeio no chamado "caribe brasileiro" (nome mais do que merecido, diga-se de passagem), ou Alter do Chão, para quem não conhece, e, como me surpreendi com a experiência que tive lá (principalmente em relação a gastos, uma vez que destinos exclusivamente turísticos acabam sendo por vezes temidos pelos custos de viagem), nada mais justo do que compartilhar. Então, partiu!!!

      Alter do chão lá de cima, com a ponta do cururu bem definida. Acreditem, caminhei boa parte disso aí de praia
      A época escolhida foi a segunda semana de novembro, logo após o agito derivado do tradicional Sírio de Nazaré em outubro. As passagens deram uma aliviada, e consegui pegar uma ida e volta de 400 mangos (com barco, de Manaus, você gasta quase esse mesmo valor de ida e volta, só com passagem, e fica de um dia e meio a quase três dias nos rios dos trechos, enquanto que o vôo dura nem uma hora).  Fato rápido: as praias do norte costumam estar mais bonitas na segunda metade do ano em virtude da seca, mas, diferentemente do Amazonas, que seca demais e não fica tão bacana no ponto mais baixo, certos rios do Pará secam menos e mantêm sua beleza natural em virtude da proximidade geográfica com o oceano. E com o belo rio Tapajós não foi diferente. A propósito, Santarém tem seu próprio encontro das águas, assim como Manaus, só que é Tapajós e Amazonas, ao invés do Rio Negro e Solimões (não a dupla sertaneja) da minha terrinha 

      Bando de copião, pegaram o encontro das águas amazonense e fizeram uma versão deles kkkkkkkkk  é brincadeira, mas é igualmente impressionante e belo
      Estamos em um período de calor intenso, então acreditei que iria encontrar um sol de rachar cuca no Pará, mas como a vida é uma caixinha de surpresas, houve uma grande frente fria e transição de massas de ar e pressão atmosféricas (aqueles papos de previsão do tempo, não vou entrar em detalhes) que preencheu a maior parte do país com chuvas e temporais. Os cariocas sentiram isso na pele, infelizmente, e em outros estados o estrago foi menor. Mas exatamente nessa semana pegaria umas chuvas no Pará. Pois bem, vida que segue....
      Cheguei no aeroporto de STR no domingo (4), após deixar Manaus embaixo de um toró, por sorte as nuvens de chuva estavam mais no Amazonas, e no Pará ainda tinha um pouco de sol. Mais perdido que cego em tiroteio, tratei de procurar um jeito de me deslocar para Alter. Tinha apenas 5 dias disponíveis para conhecer os lugares, uma estadia boa, a meu ver, para conhecer as principais atrações, mas dessa vez não fiz um roteiro rígido para ser seguido. Conhecia uns lugares e simplesmente iria na cara e na coragem pq acredito que as viagens ficam mais interessantes assim, e é bom você saber lidar com imprevistos. Levei apenas 500 bonoros para essa viagem, e acreditem, deu e sobrou.
      Fato do aeroporto de STR: os taxistas chegam em cima de você que nem urubus numa carcaça, e os preços deles não são muito convidativos (50 pila para ir ao centro de Santarém, 100 a 120 para ir para Alter). Mas fica a dica do tio: esperem passar o bus para Santarém, pois tem uma linha que faz essa integração, ou rachem o táxi com alguém, que com certeza vai ter gente afim. De santarém tem ônibus para alter, mega fácil de pegar, e barato, vale esperar um pouquinho. Mas como não sabia desse fato, resolvi rachar o táxi com uma família que iria direto para alter

      Pessoalmente acho massa ter uma ciclovia entre a cidade e a vila turística, em Manaus não temos isso
      O táxi rachado me custou apenas 34 reais, o que foi uma boiada e tanto! Desci perto da famosa ilha do amor, já na orla da vila. O "centro" é ali mesmo, e você não vai se afastar muito dali, a não ser para os passeios para os lugares distantes. Tem pousada pra dedéu, hotéis, e redários com camping, que era o que eu estava procurando (eu prefiro acampar e ter o desconforto e privacidade da minha barraquinha ). Não lembro de ter visto hostel, mas creio que tenha sim.
      Não andei muito e logo de frente pra ilha achei um camping com redário, rústico, bem localizado, além dos donos serem bem receptivos, e com um preço MEGA em conta, considerando a sua localização. Altas vibes naquele lugar (estilo roots, espere encontrar hippies e pessoal alternativo, se você tem algum preconceito com esse tipo de gente, não recomendo o camp, mas não achei nem um pouco ruim).

      Le acampamento base. Fui muito bem tratado aqui.
      Honestamente pensei que só ia chegar no domingo com tempo de achar um lugar para ficar, mas estava no meio da tarde, e não queria perder o dia, então conheci a dona, fechei as diárias, e tratei de dar um rolê pelo lugar.

      A vila até parece meio feinha com o rio seco, mas vai por mim, lá na frente é a coisa mais linda de se ver. Detalhe para a conhecida serra da piroca 
      A vila é tranquila, mesmo nos fins de semana, confesso que achei bem vazia de gente, e desconheço a alta temporada de lá, apesar de ter chutado o mês de outubro. O lugar é cheio de moradores e visitantes latinos, no camp mesmo haviam argentinos e chilenas de passagem. O cajueiro parece ser o capim de lá, de tanto que tem, existem ruas onde você passa e sente o cheiro gostoso, de tanto caju (e cajuí) que tem no chão. Curiosamente não encontrei nenhuma bebida específica feita dele na vila. Se eu tivesse vontade de comer caju, era só olhar para uma árvore e colher.

      Caju hoje, caju amanhã, caju sempre
      Andando pela praia da ilha do amor (que na seca pode ter seu curso d'água atravessado a pé, só tomar cuidado pq dizem que tem arraia lá), decidi ir a pé para a conhecida ponta do cururu. Quando os rios secam, faixas de areia são descobertas pela água e ficam em contato com a parte mais funda e bonita do rio, em Alter há várias pontas, sendo as do cururu, pedras e muretá as mais conhecidas. Na cheia não dá para chegar nelas a pé, ou simplesmente nem dá pra acessar (por já não existirem!), sendo obrigatório pagar barqueiro para levar lá. Li que os valores não são dos melhores para quem está só, fora que eu não estava afim de fazer um passeio regrado com hora para ir e voltar, e como você deve ter visto na foto lá de cima, tinha uma mega praia formada em todas as margens da região, então resolvi botar as panturrilhas para trabalhar e ir a pé.

      Partiu ponta do Cururu
      A "andada" leva mais ou menos 1 hora e 20 minutos, de alter até chegar lá, e você fica com aquela ansiedade de estar vendo o horizonte, e não chegar perto dele, mas deu para me distrair com os achados da praia. Corais, peixes mortos e muitos mexilhões se faziam presentes na margem (de noite é possível achar caranguejos). Ah, nas praias também é possível achar MUITOS sapinhos, eles são um símbolo da vila, e representados na cultura local por esculturas e amuletos com o nome de muiraquitã (embora não seja o nome certo pro sapo em si, apesar de tentarem te convencer do oposto). Sapo na areia, embaixo de sol, durante o dia nunca tinha visto, isso me encantou.

      Eu desconheço o gênero e espécie, mas lá parece haver pelo menos 3 ou 4 espécies de diferentes cores e tamanhos, até sapinho de meio centímetro achei
      Chegando na ponta, senti na pele o porquê de chamarem aquele lugar de caribe brasileiro. Nossa, que praia sensacional!!!!!  Água semelhante à do mar (transparente e azul-esverdeada), agitada, e areia branquinha. Agradeci à Deus e à minha mãe por estar naquele momento e naquele lugar tão únicos, e com o sentimento de conquista de mais um lugar paradisíaco de nosso Brasil

      Recadinho básico pra mandar pra patroa em casa

      É vontade de ficar aqui e não sair mais, difícil imaginar uma paisagem dessas que não é no litoral

      A minha foto favorita dessa viagem. Depois das altas fotos, um bom banho
      Engraçado que só eu tinha vindo a pé, todos os demais presentes estavam nos seus barcos de passeio ou particulares, fiquei pensando no quanto que devo ser louco para fazer essas proezas, mas sem crise!! Dizem que pôr do sol é perfeito nessa ponta, mas infelizmente, em virtude desse clima de nublado e chuvas, o céu não ficou legal para o crepúsculo em nenhum dia da minha estadia. Fica para a próxima. Uma história engraçada: não ajustei meu relógio para o fuso horário do Pará, e por isso saí bem tarde da praia, achando que ainda era uma hora mais cedo  os demais barcos indo embora e eu sobrando na praia, e com mais de uma hora de caminhada no breu total. Mas como uma pessoa precavida vale por duas, tinha levado minha lanterna na bolsinha, então o "passeio noturno" foi mais divertido que frustrante. Adorei achar caranguejos na margem, nesse processo.

      Que que foi, maninho, tá olhando o q? Já me vu....
      Apesar da caminhada ter sido ótima, andar na areia dá uma fadiga aos músculos do pé, batata da perna, calcanhar, etc., e cheguei em alter pedindo um torsilax para não amanhecer com as patas doendo. Armei a barraca, fui procurar o que jantar e depois, dormir.
      2o. dia: Tsunamis aéreos e a tentativa de subir a careca
      A segunda iniciou com temporais, com direito a raios de minuto a minuto, e eu, desde a madrugada dormindo com aquele barulho gostoso de chuva batendo na barraquinha. Como a chuva estava forte durante a manhã toda, não tinha como procurar uma panificadora e comprar itens pro café, o povo do camp estava todo em off nas suas redes tbm  então o jeito era me acomodar na barraca, e planejar o que fazer pro dia, caso o temporal não parasse mais. Teve uma hora que precisei sair para improvisar uma "vala" pra água acumulada vazar, ou minha casinha provisória seria inundada 
      Depois de meio-dia, a chuva finalmente deu uma trégua, e estava na hora de andar na vila e procurar algo para comer. A falta de paciência para cozinhar algo na cozinha do camp me fez apelar para o bom e velho PF, que veio numa quantidade generosa, me fazendo dividir ela com o Robervaldo (um vendedor de arte e viajante que conheci lá, gente boa, inteligente e bom de papo, com esse deu pra conversar até sobre política sem haver atritos).
      Como o sol estava ainda tímido, mas querendo aparecer, achei que o melhor seria ir para algum lugar próximo da vila, então resolvi subir a piroca, literalmente 

      March!!!!!!

      Esse lugar é diferenciado
      Sim, é isso que você leu. Um ponto conhecido de alter, que está em praticamente todas as fotos turísticas e artísticas é a chamada serra da piroca (que está mais para morro a meu ver, mas vai da sua interpretação). A etimologia do nome é justa: significa algo como "vegetação rala" ou "careca", que tem a ver com a vegetação do alto do morro e o nosso falo masculino A trilha é sussa, vc leva uns 40 minutos andando até chegar ao topo.
      Infelizmente, nesse dia, não deu pra chegar no topo, topo mesmo, por causa de insetos, não precisa ser biólogo(a) para saber que depois de grandes chuvas certos insetos como cupins e formigas saem para namorar aos montes na mata e no céu. Pois bem! Tinha uma espécie de "muquitinho" que resolveu fazer uma verdadeira suruba galáctica bem no alto da piroca (!), não é exagero amigos, o bicho é do tamanho de um mosquito, mas eram enxames de enxames, tantos, que dava pra ouvir alto e claro o barulho das asas deles da base do morro, e o céu escurecia um pouco lá no topo. Mosquito grudando no meu corpo suado, batendo nos olhos e ouvidos obviamente incomodava bastante, além de eu não saber se eram bichos nocivos de alguma forma, então me vi obrigado a descer.

      A trilha é super de boa e demarcada na subida, mas não recomendaria para pessoas de idade e com problemas cardíacos ou de locomoção

      O máximo que deu pra subir. Ahlá a vila, o lago verde e a ilha do amor no fundo
      Como ainda haviam umas três horas de luz do dia, resolvi ficar no lago verde de bubuia, curtindo o final da tarde. Ele é bem raso por tipo, um quarto de quilômetro na seca, então pra criança brincar é mais de boa, e a água é igualmente gostosa. Tem aluguel de caiaque também. Fiquei brincando de caiaque por uma hora, e depois apenas boiando na água

      Até aqui e ainda está bem raso
      Com tempo de sobra, em comparação com o dia anterior, resolvi andar e conhecer a vila de noite. Achei o lugar relativamente tranquilo e seguro (apesar de não ter visto policiamento, o que sugere que não é bom ficar dando sopa nas ruas até tarde da noite). Além da orla para passear existe a praça central, onde tem wifi gratuito (quando está pegando), várias lojas de lembrancinhas e uma praça de alimentação. Em algumas ruas próximas há restaurantes, lanches e moradores que fazem refeições prontas a um valor ok. Particularmente não sou um "gourmet", então não fiz questão de provar as especiarias locais (até pq já provei a maniçoba num festival paraense de Manaus, uma vez, e não gostei muito, fiquei com receio de gastar muito num prato que não me agradasse), então comprar um prato do bom e velho vatapá já estava de bom tamanho 😀

      10 pila num pratão desse vale cada mordida!!!
       
      3o. Dia: Ponta do Muretá e mais caminhadas na praia
      Segundo dia consecutivo em que amanhece com as altas tempestades, não tinha muito a ser feito a não ser aguardar na barraquinha a chuva passar, e dormir ao som da chuva. De madrugada, um visitante inesperado no meu quartinho:

      Mas ein???????
      Bom, tinha conhecido a ponta do cururu, a ilha do amor, morro da piroca e lago verde, hoje poderia ser uma nova atração. Como tinha visto anteriormente no "gugrou maps", a ponta do muretá fica próxima da vila (em termos pq é mais uma hora de caminhada na praia), então não vi o motivo de não fazer essa atividade. Estava decidido.
      Dessa vez o povo do camp se juntou pra fazer um frango guisado MA-RA-VI-LHO-SO (Parabéns ao Robervaldo, nível master chef já  ).
      De tarde dei mais um rolê na vila, a procura de lembrancinhas para levar para casa, e após isso segui rumo à ponta. Não é complicado, só seguir a margem do rio pela cidade, não pela ilha do amor. A ponta do Muretá é curiosa pq ela tem um lago atrás que tem um formato triangular, assim como a ponta.

      Fonte: google maps, 2018
      A caminhada foi sussa, tirando o esforço óbvio nas pernas e pés por andar na areia, mas o segredo é ficar mais perto da água onde a areia é mais firme. A ponta do Muretá também é linda!!!! Com ondas batendo o tempo todo, e dessa vez, sem sinal de vida, salvo pelos barcos de passeio que passavam (mas não paravam) e botos que brincavam perto da praia (sim, vi botos na superfície, mas era difícil registrar os danados). A praia era só para mim naquela tarde 🤩

      Por essa tarde, declaro a ponta do Muretá território Stanlístico!  Detalhe: no horizonte é a serra da piroca e mais à direita da imagem fica a ponta do cururu

      Praise the Sun!
      O pôr do sol também ficou impedido pelas nuvens, mas foi melhor do que no cururu. Lindo demais, uma pena que tinha que voltar logo para a vila antes que anoitecesse.
      Só a nível de curiosidade, os gastos foram mínimos nesses dias: tirando as diárias do camping, só gastei um pouco com comida, leite-achocolatado-pão-queijo-presunto-ovo para café + lanche, e as lembrancinhas nesse dia, estava bem alimentado e com um espaço seguro para acampar, que pra mim era o principal. Poderia ter gastado mais, poderia, se eu quisesse fazer os passeios, mas optei por não fazer, pelo medo de chover e o passeio não valer a pena (fora que sempre gosto de fazer as coisas de forma mais independente).
      4o. Dia: despedida de Alter do chão
      Esse seria meu último dia na vila, até porque queria conhecer Santarém um pouquinho. Me recomendaram ficar em Alter pq valia mais a pena e tal, mas acabei seguindo meu coração das cartas.
      O dia seria para visitar lugares previamente visitados. Sei muito bem que deixei de visitar a ponta das pedras, que meio mundo diz ser o lugar mais bonito da região. Os valores dos barcos não estavam justos, a meu ver (prefiro não informar), e a praia infelizmente é bem isolada, sendo necessário um transporte próprio para chegar lá, se não for contratando barqueiro. A pé, pelas praias, até é possível, mas levaria o dia inteiro, fora o cansaço, então penso que essa atração serviria para me motivar mais ainda a retornar (pensando seriamente em trazer a mãe aqui em 2020). 
      Esse foi o primeiro dia em que não amanheceu chovendo, pelo contrário, fez até um solzinho forte que duraria o dia todo, então com esse tempo bonito, imaginei que daria para chegar ao topo do morro sem me deparar com os insetinhos (descobri que as chilenas que estavam acampando foram lá de noite, e chegaram no topo sem problemas, me arrependo de não ter pensado em fazer essa trilha noturna )
      Tomei um café reforçado, pois só iria retornar no meio da tarde à vila, então comecei o dia na trilha do morro. E dessa vez deu tudo certo, apesar de lá haver um outro inseto chatinho (que lembra uma abelha sem ferrão), deu para ficar lá em cima por um bom tempo, e tirar altas fotos para matar os amigos de inveja.

      Melhor vista. Reconhece aquela ponta ali?

      Agora posso dizer pra família e amigos: subi a piroca, minha gente!!!
      Após terminada essa trilha, como eu tinha gostado bastante da ponta do cururu, e como eu tinha chegado lá no final da tarde de domingo, imaginei como estaria bonita em plena quarta ensolarada. E acertei em cheio! As águas estavam bem agitadas, e com uma cor maravilhosa   aquele local digno de cartão-postal havaiano. E a melhor parte: novamente estava com a ponta só para mim 

      Que água transparente é essa, cara?

      O calor não faz muito bem pros anuros, então o jeito é procurar uma sombrinha, ne

      Ah, o paraíso

      Perfeição
      base montada, passei umas horinhas brincando na areia, nadando, ou simplesmente boiando nas ondas, e era uma felicidade sem fim! Um cabra de quase 30 com a alma de 10 brincando na praia, mas como alegria de pobre dura pouco, a fome estava batendo, e precisava retornar para a vila. Umas 13:00 me despedi daquele cantinho do céu e tratei de retornar.

      Recadinho para o povo que iria assistir o pôr do sol, antes de ir embora 🤭🤭🤭
      Almoço devorado, era hora de enfim me despedir do pessoal do camp., agradecer à anfitriã pela hospitalidade, e pegar o rumo à Santarém. Existe uma única linha que faz a integração Santarém-Alter, que passa pelas paradas de ônibus sinalizadas nas ruas. Então é só ir, comprar um chopão geladinho (vc sabe o que é chopão?), e esperar, pq se não me engano é de meia em meia hora que passa.

      Ah o Rober na breja se depedindo de mim. Obrigado a todos presentes nesses dias!
      Cheguei em Santarém no final da tarde, no centro, e fiquei perambulando pela famosa orla, procurando possíveis lugares para pernoitar (enfim, dormir numa cama!! 😭😭😭), até que encontrei o hotel alvorada. Uma casa no melhor estilo do início do século passado,um pouco rústica, comparando com o padrão de hotel e pousada atual, porém receptiva e com um ótimo custo-benefício (paguei nem 100 reais por duas diárias, isso com café e wifi incluso), com vista pro rio, e ainda localizada no centro da cidade. Definitivamente acertei em cheio  e recomendo, se você está numa estadia em Santarém, e não faz questão de muito luxo, ou quer uma experiência de vivência do homem do norte autêntica, e uma ótima localização.

      Le orla com a área recreativa

      A cultura do sapo presente também em STR.
      Com isso, só restava arrumar as coisas, tomar um banho merecido, e dormir.
      5o. Dia: conhecendo um pouquinho de Santarém
      O dia foi resumido a simplesmente conhecer alguns dos principais pontos da cidade. A mãe estava sempre mandando mensagens para eu tomar cuidado com isso e aquilo, mas confesso que dificilmente me senti inseguro em alter e STR. A cidade é razoavelmente policiada, e a impressão que tive é de que a criminalidade lá é pequena, comparando com Belém e outras regiões do estado. Além do mais, a cidade tem vários pontos em comum com Manaus, então, de certa forma me senti familiarizado ao andar por ali  
      Alguns pontos que você precisa saber se quiser conhecer a cidade:
      * Santarém, como já disse, tem um centro comercial colado com a orla, onde a maioria dos ônibus passa (incluindo o ônibus para alter). Se você se hospedar no centro, tem um retorno garantido.
      * No centro, a melhor referência de parada de ônibus é a praça Barão de Santarém (também chamada de praça São Sebastião). Lá tem museu e uma catedral, também.
      * O encontro das águas pode ser visto do início da Orla, nessa data que fui estava em reforma, mas, diferente de Manaus, onde você precisa pegar uma balsa ou um barco particular para ver a atração, o encontro dos Rios Amazonas e Tapajós é mais de boa para ver e registrar. 
      * Uber não existe lá. Mas particularmente não vi como um problema, uma vez que a cultura de mototáxi é forte, e passam muitos ônibus nas avenidas principais da cidade.
      * A orla é bem movimentada de noite, porque tem uma parte da praia que é destinada para o lazer, atividades físicas, fora o calçadão, onde as pessoas comem e fazem caminhada. Super de boa. 
      * Há um zoológico legal para visitar, mas que é de difícil acesso, é altamente recomendado você ter transporte próprio para chegar nele.
      * Há Wifi gratuito nas principais praças da cidade, é só se registrar e usar, se estiver disponível. Pela tranquilidade das pessoas usando, deu a entender que o receio de assaltos era mínimo.
      * O parque da cidade fica próximo do centro, dá para ir até a pé, mas vai de cada um.
      * O melhor horário para visitar a Orla, a meu ver, é do fim da tarde até umas 21 ou 22 horas, pelo fluxo de pessoas. Na área do conhecido bar do mascotinho tem uns restaurantes, pizzarias e bares bacanas.
      * Existem umas praias bacanas próximas do aeroporto de STR, mas que necessitam de transporte próprio (ou money para o taxi) para chegar lá, numa delas fica a badalada casa do Saulo, pela correria e ausência de transporte, acabei não indo também para esses lugares.
      O primeiro ponto que fui conhecer foi o parque municipal, gosto de espaços naturais para o convívio e prática de exercícios e ações sociais, fui me orientando pelo localizador + google maps, vi que dava para ir andando, e logo cheguei ali.

      A pista de cross para quem curte uma bike marota. 

      Uma coisa que achei muito legal do parque é a preocupação com a educação, ali existem inúmeros avisos de conscientização, e uma pegada forte para o cuidado com o meio ambiente, com foco no reaproveitamento de pneus, os mesmos foram utilizados para a trilha de mountain bike, e confecção de animais e plantas de pneus. Simplesmente show de bola! Viveiro de quelônios, de plantas, e até um minhocário foram pontos interessantes de se ver. 

      O parque pega pesado (num bom sentido) na pegada ecológica, além de ser bem arrumado. Parabéns!

      Idéias que viram inciativas que embelezam o lugar

      Espaço saúde para caminhadas e trilhas
      Depois do passeio, o próximo ponto de interesse era o Zoológico da UNAMA. Este fica praticamente na zona rural da cidade, foi meio tenso o mototáxi me deixando numa rua de terra e me dando as direções  mas o maps estava indicando que era ali mesmo, e os moradores confirmaram a direção. 
      O zoológico estava passando por uma reforma e ampliação, nessa semana em que estava indo, mas deu pra curtir. É cobrado um valor simbólico de entrada, e um valor adicional para visitar o "berçário" dos peixes-boi, segundo o rapaz que estava me atendendo era uma taxa para ajudar na compra de material para fazer o leite "manipulado" dos filhotes, pessoalmente pagar os R$ 3,00 de entrada mais os R$ 3,00 de manutenção dos viveiros dos peixes-boi vale MUITO a pena, pelo prazer de colaborar para o desenvolvimento de um espaço de lazer e conhecimento.

       

      Que gutyyyyy 🤩
      As araras-vermelhas estavam livres no espaço, eu não sei se podia fazer algo além de tirar foto com elas (até porque uma delas quase rouba minha bandana e belisca minha orelha ), mas achei isso legal, pois promove uma interação maior com os visitantes, além de dar uma liberdade maior para os animais (só as araras, no caso). De resto, haviam algumas gaiolas com espécies nativas, algumas vistas no Pará e não no Amazonas, acho sempre válido conhecer elementos da nossa fauna. Infelizmente não haviam tantos animais, comparando com outros zoológicos que visitei, mas gostei bastante do espaço (trilha no meio da mata), e como já disse, o zoo está em expansão, então provavelmente no ano que vem já existirão mais espécies em exibição.

      Era o animal mais próximo dessa visita
      Saí do Zoo na hora do almoço, então peguei dois ônibus em direção ao Shopping da cidade (acho que o único), mas não cheguei a ver nenhum restaurante bacana, então fiquei por pouco tempo lá. Creio que era melhor ter ido de tarde, até para assistir um filminho, mas sem crise!!! 
      Retornei para a pousada no meio da tarde, descansei um pouco, e de noite, fui dar mais uma volta na orla, para beliscar uma besteira ou outra, e curtir a vibe noturna da cidade. No dia seguinte seria apenas para dar uma voltinha no centro comercial, ver se tinha algo que valia a pena comprar, e pegar o vôo para Manaus, então não entrarei em detalhes.
       



      Então é isso. A viagem foi extremamente prazerosa, feita na base dos improvisos, em alguns aspectos, mas valeu cada segundo aproveitado. E ao contrário do que um ou outro pode achar ou pregar, não é um destino caro. Alter é um lugar para todos os bolsos, penso que se a pessoa consegue fazer contatos, ou se dedica um pouquinho a pesquisar sobre os lugares, ela se programa tranquilamente, e honestamente, isso nem é necessário. A corrente da boa vibe do lugar por si só te carrega sem maiores problemas. Só seguir a onda =D
      Agora às informações básicas, como de praxe em meus relatos:
      Melhor época para ir: semelhante ao Amazonas, Pará possui um período de cheia (que é mais evidente nos primeiros meses do ano e vai até o mês de Junho, mais ou menos, as águas estarão mais cheias, chuvas se farão mais frequentes), e um período de seca (de junho a novembro, onde chove bem menos e os rios dão uma secada, mas como disse, as praias ficam melhores nesse período, peguei chuva nessa semana por puro azar mesmo). Acredito que entre Agosto e novembro seja a melhor época, se você quiser evitar o movimento do final de ano. Em alter existe a famosa festa do Çairé, um grande e importante festival da região, que vale a visitada pela importância cultural.
      custos: cara, levei R$ 500,00 e gastei aproximadamente R$ 390,00, e pude ficar super de boa lá. Tomava café, almoçava, lanchava, jantava e/ou comia besteira quase todo dia, acampei em 3 dias e fiquei hospedado em um quarto próprio de hotel em 2, pude comprar lembrancinhas, e se quisesse teria comprado mais. O que realmente dói no bolso do visitante são os passeios de barco ou o transporte alugado, pois muitas atrações são de difícil acesso por terra, ou estão um pouco longe, ou mesmo em outras vilas. Penso que você vai gastar mais em alter mesmo.
      O que fazer lá: Só a vila de alter por si só possui a ilha do amor e as praias próximas como referência (atrações 0800), a trilha para a serra da piroca, o lago verde e suas adjacências. As pontas, como mostrei, podem ser acessadas por terra, mas somente durante a seca, e exige um esforcinho, então o melhor jeito de chegar nelas é de barco. Há passeios com preços variados. Existem atrações ainda mais distantes como a FLONA (que pessoalmente não me interessa por eu já ter muito contato com a floresta amazônica), a tal cidade das casinhas dos americanos, etc.
      Em Santerém também tem muitos lugares interessantes, mas que vão exigir pesquisa e um transporte próprio. De principal, o centro, o parque, o zoológico e algumas praias que ficam lá nas proximidades do aeroporto.
      Dinheiro ou cartão: leve ambos, porque há sinal de cartão em alter, e alguns bancos. Como me senti seguro andando na vila e na cidade, para mim bastou levar o dinheiro muito bem escondido e uma parte na carteira, de uso imediato. O cartão de crédito sequer foi utilizado.
      Transporte: recapitulando, em Santarém existem ônibus que circulam pela cidade quase toda, uma linha que vai para o aeroporto, e uma linha comum que vai para alter. A menos que você realmente não goste de ônibus, existem pontos de táxi e mototáxi em alguns lugares da cidade. O mototaxi é mais frequente. Em alter não vi taxi de nenhum tipo, então basicamente você se desloca por barco para certos lugares.
      Hospedagem: Tanto em Alter quanto em Santarém, lugar para ficar não falta, e tem para todos os bolsos. Pessoalmente não gostei dos preços dos estabelecimentos ofertados pelo booking, então penso que vale a pena andar um pouco e encontrar um lugarzinho bom e barato.

      Sejam felizes, e curtam bastante a vibe paraense! =D
    • Por Adriana Gar Mi
      Olá, pessoal!
      Em outubro irei passar 14 dias no Amazonas com meu marido, dos quais, 5 dias em Presidente Figueiredo. Estaremos com um carro alugado e gostaria de estender até o Pará ou Roraima, já que não são tão distantes. Alguma dica do que posso fazer em algum desses lugares? Dá pra chegar de carro até lá, alguém já se aventurou?? Obrigada!
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