"Já fazia mais de hora que o sol havia nos abandonado, quando uma tempestade desabou sobre nossos ombros. A noite era tão escura , que eu mal enxergava o Thiaguinho que desembestou na dianteira, ladeira abaixo e quando tentei acionar os freios, as rodas trepidaram, balançaram de um lado para o outro e eu me vi totalmente desamparado , virei passageiro daquela geringonça dos anos 80. A velocidade só fazia aumentar, pensei em me jogar pro barranco, mas as valetas laterais teriam me moído no buraco. Tento manter a calma, mas as minhas energias depois de mais de 12 horas de pedalada, me levam a um transe de resiliência. Penso em pular, mas aí me vem a lembrança, o dia em que eu e meu irmão, numa infância distante, nos jogamos de cima de uma bicicleta sem freio, numa ladeira da nossa aldeia e acabamos sendo trucidados pelo chão. Enfio o tênis na roda traseira, mas o solado do maldito é daqueles tênis de atletismo e o atrito não resolve porra nenhuma. Mesmo assim, continuo tentando e quando vejo que o terreno se arrefeceu um pouco, boto os pés no chão e ao encontrar um amontoado de areia, pulo, como quem pula de um caminhão desgovernado, mas sem soltar as mão da bicicleta. Fico no cai, mas não cai, danço conforme a ondulação do terreno, até que quando me vejo estabilizado, largo mão daquela merda e me esparramo na areia molhada, enquanto o veículo do satanás, de duas rodas, segue seu caminho até se deter mais à frente. Eu não sou mais ninguém, o ciclista animado da manhã, agora parece um ser que não consegue se sustentar sobre as próprias pernas , estou acabado, a vontade é sentar e chorar."............................
No centro do Estado de São Paulo, a 200 km da sua capital, uma região de incontáveis atrações naturais, ainda se mantém muito longe do turismo de massa, ainda que sua cidade mais famosa, BROTAS, acabe por cooptar a maioria do turismo, se intitulando a Capital da Aventura no Estado. Mas a região vai muito mais além do que a sua cidade mais famosa, na verdade, são dezenas de cidade compondo uma grande região turística, mas que sinceramente, até para mim que vivo ao seu redor, me soa um pouco confuso. Costuma-se denominar algumas cidades como CHAPADA GUARANÍ, que seriam cidades encima de uma grande mesa basáltica, um incrível chapadão, uma espécie de, guardando as suas devidas proporções, Chapada Diamantina Paulista.
Acontece que, embaixo desses chapadões, também temos pequenas cidades de belezas muito cênicas, aliás, são cidades que recebem as águas que despencam das mesas e é por onde se pode acessar algumas cachoeiras. Mas não é só isso, são cavernas, formações rochosas, vilarejos charmosos, trilhas para motocross, jeep, bicicleta, formações rochosas, morros testemunhos, mirantes de perder o fôlego. Algumas dessas cidades compõe o CIRCUITO DA SERRA DO ITAQUERI e outras o circuito CHAPADA GUARANÍ, na verdade, uma salada difícil de compreender porque várias cidades acabam por fazer partes de todas as denominações e como a região é gigante, o governo do Estado e secretaria de turismo, ainda dividiu em outra região que chamou de circuito CUESTA PAULISTA.
Já fazia anos que o Thiaguinho me cobrava uma pedalada nessa região e como eu não me manifestava, colocando uma data, ele simplesmente me forçou a sair da moita e numa sexta-feira à tarde me informou que passaria na minha casa, sábado à noite e me pegaria com seu carro, porque já era hora da empreitada sair do papel. Coube a mim elaborar um roteiro, já que, apesar de frequentar muito a região, eu nunca tinha me aventurado sobre 2 rodas, então decidi que o nosso ponto de partida seria a minúscula e pacata IPEÚNA, uma charmosa cidadezinha de meia dúzia de habitantes, onde eu pretendia estacionar o carro e fazer um circuito tranquilo, de uns 60 km de pedaladas, subindo a chapada e voltando para o mesmo lugar.
Por volta das 8 da manhã, estacionamos na praça central de Ipeúna, bem da rua abaixo da sua igreja central, em frente da base policial. O Thiaguinho sacou logo sua bike de última geração e eu tomei posse de um trambolho fabricado na década de 80, uma bicicleta bem conservada, mas sem as tecnologias atuais, apenas algumas mudanças aqui e ali, mas no final do dia, eu iria descobrir que não havia sido suficiente.
O nosso caminho seguiu exatamente pela rua que estávamos e em poucos minutos, numa curva, deixamos o asfalto e ganhamos as estradas de terra junto à uma bifurcação. Logo o caminho desembesta para baixo e desce até um vale e aí a subida desafia nossa capacidade de pedalar, ainda com o corpo frio, mas eu logo arrego e empurro ladeira acima e quando se estabiliza, a estrada vira um amontoado de areia e logo à frente, uma bifurcação junto à uma placa, faz a gente parar e admirar os paredões avermelhados da Serra do Itaquerí, de frente para uma formação característica conhecida como CABEÇA DE ÍNDIO. É a primeira vez que o Thiaguinho tem contato com essa paisagem e realmente, é uma visão lindíssima e surpreendente por estar tão perto da capital e ser conhecida por poucos.
A previsão de mal tempo não se confirmou, o sol já queima sem piedade e na bifurcação, pegamos para a direita e vamos seguir como quem vai ao encontro da Cabeça de Índio e cerca de 6 km desde a cidade, uma porteira lateral nos chama a atenção para um mirante espetacular para a grande formação rochosa, então nos detivemos por um tempo para um gole de água e uma foto.
O terreno parece que vai se estabilizar, mas hora ou outra, nos deparamos com alguma ladeira e o calor inclemente da manhã, vai minando nossas energias. O cenário é muito bonito e nossa direção vai seguir o caminho que nos levará para a subida da serra. Antes de subir a serrinha, eu pretendia deixar as bikes escondidas e tentar reencontrar a Gruta da Boca do Sapo, mas achei que perderíamos muito tempo nela, haja visto que esse roteiro eu havia estabelecido para ser feito em 2 dias e estava apenas adaptando a quilometragem para um único dia, então passamos batidos e iniciamos a subida da serra, abandonaríamos a planície local e subiríamos de vez para os chapadões, era hora de ganharmos altitude.
Nossa pedalada inicial então chega ao km 12, que de bicicleta poderia significar absolutamente nada, mas diante do terreno arenoso e das primeiras subidas intermináveis sob um sol escaldante, já faz a gente começar a botar a língua de fora. No início da subida da serra o terreno vai se elevando lentamente, mas não dá nem 300 metros e pedalar já não é mais opção, não só pelo terreno inclinado, mas pelas grandes pedras que inviabilizam a progressão montado nas bikes . Empurrar bicicleta ladeira acima é um martírio que vamos absorvendo, um sofrimento que é preciso passar, sob o pretexto de que quando chegarmos lá encima, tudo vai ser diferente, e é vivendo nessa ilusão que nos apegamos à nossa força interior e quando atingimos uns dois terços do caminho, nos deparamos com um MIRANTE que nos faz voltar a sorrir novamente e continuar acreditando nas mentiras que a nossa cabeça criou.
Como não há sofrimento que dure para sempre, uma última curva da serra é deixada para trás e do nosso lado direito, meia dúzia de eucaliptos força a nossa parada e mesmo que ainda não seja definitivamente o fim da subida, será ali que abandonaremos provisoriamente a estrada, em favor de uma TRILHA que sai à direita e entra num capinzal alto, tão escondida que se não forçar passagem na alta vegetação inicial, quem não conhece e não tem nenhuma referência, passará batido.
Levamos cerca de 45 minutos empurrando as bicicletas para ganharmos quase todo o chapadão e agora, vamos abandoná-las no mato e ganharmos a trilha a pé, rumo a uma das grandes joias da Serra do Itaqueri . Então, forçando passagem no capim alto, uns 10 metros depois a trilha surgirá, aberta e bem consolidada, vai se curvar para a esquerda e descerá meio que em nível até começar a despencar de vez, curvar quase 90 graus para a direita, onde encontraremos uma arvore monstruosa e começar a percorrer um paredão de arenito que estará a nossa direita.
Não há erro, é preciso se manter quase que colado nos paredões, às vezes não mais que 5 metros de distância deles, passamos por um filete de água que despenca de cima do próprio paredão, onde poderemos abastecer os cantis, contornamos um terreno encharcado até que surpreendentemente, daremos de cara com a enorme boca da GRUTA DO FAZENDÃO.
Para quem chega, pode se surpreender com as pichações do passado, mas hoje praticamente essa prática cessou e mesmo não havendo nenhuma fiscalização, pelo estado que encontramos a trilha, percebemos que a gruta quase não está sendo visitada. Ao subir as pedras que antecedem a entrada da gruta, é possível sentir a grandiosidade do seu pórtico. A gruta do Fazendão é daqueles lugares que sempre gosto de levar os amigos e apresentar como sendo parte do meu quintal, já que a maioria do meu círculo de amizades, ligadas ao mundo de aventura, são de gente da Capital Paulista e eu acabo por me tornar um dos poucos representantes do interior. Uma vez inventei de trazer uns amigos na gruta, alguns deles jamais haviam entrada numa caverna antes, apesar de já serem exploradores que já rodaram meio mundo. E mesmo os que já estiveram em cavernas, nunca tinha entrado em cavidades areníticas, onde em algumas é preciso se rastejar feito um lagarto. E um desses amigos passou mal, deu pit, simplesmente teve uma crise de pânico e tivemos que evacuar a gruta às pressa, o que no final, rendeu muita zoeira e altas risadas.
Nos apossamos das nossas lanternas e subimos os blocos de pedras, que num passado muito distante, desmoronou do teto. No início, a impressão é que a gruta não passa de uma pequena cavidade, baixa e sem muito interesse, mas em um minuto a desconfiança da lugar a grandiosidade . Um corredor gigante se abre e o teto se eleva e nos surpreende, porque 2 minutos depois, a escuridão absoluta toma conta do lugar e quem não está familiarizado com esse tipo de ambiente, já começa a ter um desconforto. Num primeiro momento, a gruta é horizontal, anda-se em pé porque o espaço é amplo, com um grande corredor . O teto é alto , mas o chão apresenta irregularidades , onde algumas fendas vão deixando os visitantes de primeira viagem, um pouco desconfiádos.
Eu sigo à frente, fazendo as vezes de guia, mas já conhecedor dos caminhos que vão levar aos becos mais aventureiros, rapidamente abandono o caminho fácil e desimpedido , em favor de uma greta a direita do caminho, encostando na parede da caverna., onde desço por uma pequena rampa até me ver de frente à um buraco de rato.
É aqui que começa a brincadeira, num buraco de uns 50 centímetros de largura por uns 10 metros de comprimento, iremos adentrar no corredor de arenito, nos rastejando feito vermes, encostando nossas barrigas no chão e ganhando terreno metro à metro , até nos vermos dentro de um grande salão no centro da terra, com seu teto alto , sua temperatura gelada , uma cena iluminada pelas luz das nossas lanternas, como quem adentra nas histórias de Júlio Verne.
O Thiaguinho passou muito bem e parece se encantar com o novo ambiente e mesmo eu, acostumado à exploração de cavernas desde os primórdios da minha vida de aventura, ainda consigo me surpreender com esse mundo fascinante.
Uma nova passagem em formato de um pequeno pórtico, nos leva para outro salão, tão grande quando os 2 primeiros e a saída desse terceiro salão, é pela esquerda, subindo rastejando numa rampa , que vai passar por uma perigosa e profunda fenda e então virando para a direita, chegando ao salão dos morcegos , um amontoado de centenas deles, que estão agrupados no teto e ao sentirem nossa presença e nossas lanternas, tomam conta da caverna, voando de um lado para o outro, às vezes trombando nas nossas cabeças.
A saída é retornar para a esquerda, cruzando por uma passarela natural sobre a fenda que havíamos passado, com cuidado para não cair em outras cavidades, avançando lentamente, vagarosamente, até perceber ao longe, um facho de luz que nos indica a saída ou seja , o nosso ponto de partida. Foi uma exploração proveitosa e antes de deixarmos a gruta para trás, fizemos uma parada para um lanche e um gole de água.
Retornamos pelo mesmo caminho que viermos, agora subindo lentamente até reencontrarmos nossas bicicletas e ganharmos novamente a rua. Ainda iremos subir por uns 200 metros até que o terreno se estabiliza de vez, definitivamente agora, estamos em cina da CHAPADA PAULISTA, galgamos com dificuldade, mas enfim subimos à grande mesa . Logo à frente cruzamos por uma lagoinha à nossa esquerda, onde penso em me jogar , mas menos de 5 minutos , também à nossa esquerda, uma lagoa gigante desafia a minha capicidade de resistir, mas não resisto e não faço nenhuma questão. Jogo a bike no capim, tiro meu tênis e com roupa e tudo , saio correndo e me jogo na água. O calor tá de lascar e o Thiaguinho vem junto e em um minuto, somos dois moleques se regozijando nas aguas mornas .
Voltamos à estradinha até que ela chega a uma espécie de “T”, aí vamos pegar para a direita. Estamos agora indo ao encontro da Cachoeira da Lapinha e estradinha ao chegar a um cruzamento em forma de triangulo, nos obriga a viramos para a direita e aí vamos descer pra valer, tentando segurar os freios até quando ela se estabiliza, passa por uma floresta de eucalipto e aí temos que nos deter junto a um pequeno riacho que despenca no vazio, formando a cachoeira em questão.
A CACHOIERA DA LAPINHA, também é conhecida como Cachoeira do Carro Caído, devido a uma carcaça de um veículo que se encontra nos pés da queda. No passado, a gente explorou todo o vale vindo por baixo, mas a cachoeira estava com pouca água e não há propriamente uma trilha que se possa chegar partindo de cima, mas com um pouco de habilidade e sem medo dos riscos, é possível descer pela esquerda dela, desescalando uma parede perigosa, mas não ali onde a queda despenca, claro, tem que se afastar uns 300 metros, cair no leito do rio e subir até onde ela despenca.
Nos despedimos da Cachoeira, atravessamos a pontinha e seguimos adiante, apreciando as florestas de eucaliptos e sempre seguindo na principal, nosso rumo vai tomar a direção do Bar do Valentim, onde está a Cachoeira São José, sempre atentos as placas. Da Cachoeira da lapinha até a Cachoeira São José, serão exatos mais 6 km de pedalada e é um caminho belíssimo e agradável, por ser quase só descida e quando lá chegamos, nossa quilometragem vai bater exatos 25 km, pouca coisa, mas não se engane, a atividade não foi feita só de pedalar, então, já um tanto cansado, estacionamos junto ao bar, onde dezenas de pessoas se amontoam, gente de bike, de moto, de jeep, corredores de montanha, ali é parada para todas as tribos.
O bar é onde se pode tomar umas cervejas, uns sucos, comer alguma coisa ou somente descer as escadarias e ir tomar um bom banho na CACHOEIRA SÃO JOSÉ, porque a entrada é gratuita. A cachoeira não é muito alta e suas águas escuras são proveniente de terrenos areníticos com rochas basálticas, portanto, a água é avermelhada, meio cor de barro, mas com o calor que está fazendo, não vamos ficar de mi-mi-mi e não demorou muito pra gente se enfiar embaixo dela e lá ficar, aplacando o calor intenso dessa final de manhã.
Uns 15 anos atrás, eu havia chegado até aqui, mas vindo motorizado, foi quando nosso 4x4 atolou dentro de um rio e eu e minha filha ficamos horas tentando desatolá-lo, lutando contra o tempo e contra uma tempestade que se avizinhava, não levasse a gente embora caso enchesse o riacho. Acampamos próximo ao bar, mas não chegamos nem a conhecer a Cachoeira, que estava fechada. Então a partir de agora, todo o caminho à frente seria uma novidade também para mim.
Montamos nas bicicletas e prosseguimos, mas não deu nem 500 metros, fomos obrigados a desmontar novamente. O cenário que nos foi apresentado era surpreendente, sem aviso prévio, um cânion de proporções gigantescas surgiu à nossa frente. E não posso nem negar que desconhecia a sua existência, já que tinha ideia que havia uma cachoeira que despencava ali nas redondezas do bar, mas nunca que eu iria imaginar que seria daquela magnitude.
O CÂNION PASSA CINCO, me desconcertou, ainda que a grande cachoeira de mesmo nome, tivesse a sua vista muito prejudicada. Mas era mesmo surpreendente, um gigantesco abismo com bem mais de 100 metros de altura, de onde 2 quedas d’agua se precipitavam no vazio, emolduradas por uma floresta verdinha.
Claramente, por ali seria impossível descer ao fundo do cânion, então retomamos o arremedo de estrada e em mais 1,5 km, numa bifurcação tripla, vamos quebrar para esquerda e uns 150metros depois, vai surgir à direita, uma trilha que irá nos levar definitivamente para dentro do cânion. Estamos na TRILHA DO LISINHO, uma trilha somente para quem pratica motocross, com veículos especializados e com experiência vasta no assunto, evidentemente, não é nem de longe uma trilha para bicicletas, mas como ninguém havia nos dito nada, embicamos a nossa bike e fomos nos fuder naquela desgraça.
Logo no começo, já vimos que seria uma encrenca, mas sem conhecer, esperávamos que o terreno melhoraria mais à frente. Ledo engano, cada vez foi é piorando mais. As valetas eram capaz de engolir nossa bicicletas e era praticamente impossível pedalar e quando tentávamos, não era raro cairmos nos buracos e termos nossas canelas dilaceradas pelos pedais que batiam nas paredes laterais e voltavam nas nossas pernas. Aquilo foi um verdadeiro inferno, ainda que a gente se divertisse com a pataquada que acabamos nos metendo, a descida foi minando nossa energia, já que o calor ainda se mantinha insuportável.
Levamos uma meia hora ou mais para chegar ao fundo do cânion, mas mesmo assim, as trilhas ainda se mantinham confusas, parecia que não iam dar em lugar nenhum e empurrar as bicicletas já foi se tornando um verdadeiro martírio. Claro, a gente não se deu conta de que estávamos tomando decisões erradas e que deveríamos ter abandonado as bikes e seguido á pé por dentro do cânion, até conseguirmos interceptar as grandes cachoeiras. Mas chegou uma hora que a gente resolveu voltar, simplesmente o dia já começava a escorregar por entre os dedos e já havíamos passado das 14 horas e aí nos demos contas que não tínhamos mais tempo para explorações, era hora de voltar ao nosso roteiro original.
Dentro do cânion, junto ao rio que corta todo o vale, resolvemos que deveríamos atravessar para o outro lado, tentar achar um caminho que subisse as paredes opostas do vale, porque voltar pela trilha do Lisinho, estava fora de cogitação. Então atravessamos o rio com as bicicletas nas costas e ao chegarmos no centro do cânion, o horizonte se abriu e interceptamos uma sede de fazenda totalmente abandonada, um lugar lindíssimo, onde chegava uma estrada. Essa estrada ao chegar ao casarão abandonado, se transformava numa trilha que ia se enfiando para dentro do cânion, indo na direção do fundo dele, onde estavam as cachoeiras. Seguimos essa trilha por uns 5 minutos, mas logo desistimos de vez, o tempo urge, era chegado a hora de pular fora dali.
Analisamos o mapa, vislumbramos uma saída por uma perna do cânion, na verdade, outro cânion lateral. Então tomamos o rumo de quem vai em direção a entrada do vale, passamos por mais uma casa abandonada, subimos uma trilha pela sua esquerda até chegarmos ao outro cânion, onde uns bois mal-encarados nos deram as boas-vindas, louco para nos dar umas chifradas. Ali começamos a subir, na esperança que no seu final, houvesse um caminho que nos levasse para cima das paredes, ainda que tivéssemos que carregar as bikes nas costas.
Mas não adiantou, o caminho não tinha saída. Estávamos presos, não havia mais o que fazer, tínhamos que retornar, repensar nosso caminho, agora havia chegado a hora de achar uma rota de fuga. O Thiaguinho voltou rápido, eu já começava a capengar com aquela bicicleta pesada e na ânsia de alcançá-lo, meti marcha no meio da trilhinha junto ao pasto, mas um tronco estacionado fora das minhas vistas, foi o obstáculo que faltava para eu bater com a roda dianteira e ser catapultado barranco abaixo, eu de um lado, bike do outro, canela arrebentada e guidão entortado, o chão é o refúgio dos trouxas sobre 2 rodas.
Levanto-me, ainda puto, mas logo estou rindo sozinho da situação. Alcanço o Thiaguinho e tomamos o rumo da saída, passamos pelos bois, pulamos uma cerca de arame e ganhamos uma estrada larga, onde uma ponte decrepita, impede a passagem de carros. Em poucos minutos passamos por uma única casa que parecia ser habitada e ganhamos a estrada em definitivo, assim que cruzamos mais uma ponte, de onde era possível avistar sobre nossos cabeças, o MORRO DO GORILA, uma linda formação de arenito.
Verdade seja dita, a tarde praticamente já se foi e o dia já é capenga, apesar de ainda haver sol. Depois de atravessar a ponte , a estrada de areia vai seguir quase em nível, o que ajuda a gente a conseguir peladar um pouco mais forte, mas não demora muito, observo que o Thiaguinho para imediatamente à frente e sem perceber, desvio rapidamente de uma cascavel que por um pouco não picou a picou a perna dele, foi muita sorte. Dois quilômetros depois, passamos por um bar, que estava fechado , mas um senhor nos indicou que se quisessemos voltar pra Ipeúna, teríamos que virar a direira e seguir pedalando até o curral de uma fazenda, onde deveriamos contornar pela direita e nos apegarmos à estrada principal.
Como sol ja está bem baixo, os paredões do nosso lado direito, vão ficando belíssimos. Mas se o cenário é de tirar o fôlego, o caminho é de tirar a nossa paciência. O areião vai travando a gente , a pedalada não desenvolve, eu praticamente não tenho mais água, a comida acabou faz horas . Claro que poderiamos buscar socorro em algum sitio próximo, pelo menos pra buscar uma hidratação, mas a vontade é de chegar, de encerrar . As pernas já pedalam no modo automático, a minha bicicleta começa a dar sinais que o freio não quer mais funcionar e cada vez, preciso fazer mais força com as mãos.
E a gente pedala, e à frente dos nossos olhos, vão ficando para trás uma infinidade de pequenas propriedades rurais, choupanas jogadas à beira do caminho, matutos e seus animais de estimação, bois, vacas, cavalos, tratores, carroças, plantações, riachos , capões de mato, num sobe e desse sem parar, até que nem eu, nem equipamento aguentam mais . Os freios da bicicleta se foram, a minha capacidade de seguir pedalando , virou pó. Sou um homem entregue ao meu próprio sofrimento, ao meu desespero individual. Não consigo nem mensurar o que o Thiaguinho deve estar pensando de mim, também estou numa condição que nem me importo mais , sou só um homem morto que não caiu porque ainda me resta um brio interior, tentando resguardar o ultimo vestigio de dignidade que me sobrou.
Já fazia mais de hora que o sol havia nos abandonado, quando uma tempestade desabou sobre nossos ombros. A noite era tão escura , que eu mal enxergava o Thiaguinho , que desembestou na dianteira, ladeira abaixo e quando tentei acionar os freios, as rodas trepidaram, balançaram de um lado para o outro e eu me vi totalmente desamparado , virei passageiro daquela geringonça dos anos 80. A velocidade só fazia aumentar, pensei em me jogar pro barranco, mas as valetas laterais teriam me moído no buraco. Tento manter a calma, mas as minhas energias depois de mais de 12 horas de pedalada, me levam a um transe de resiliência. Penso em pular, mas aí me vem a lembrança, o dia em que eu e meu irmão, numa infância distante, nos jogamos de cima de uma bicicleta sem freio, numa ladeira da nossa aldeia e acabamos sendo trucidados pelo chão. Enfio o tênis na roda traseira, mas o solado do maldito é daqueles tênis de atletismo e o atrito não resolve porra nenhuma. Mesmo assim, continuo tentando e quando vejo que o terreno se arrefeceu um pouco, boto os pés no chão e ao encontrar um amontoado de areia, pulo, como quem pula de um caminhão desgovernado, mas sem soltar as mão da bicicleta. Fico no cai, mas não cai, danço conforme a ondulação do terreno, até que quando me vejo estabilizado, largo mão daquela merda e me esparramo na areia molhada, enquanto o veículo do satanás, de duas rodas, segue seu caminho até se deter mais à frente. Eu não sou mais ninguém, o ciclista animado da manhã, agora parece um ser que não consegue se sustentar sobre as próprias pernas , estou acabado, a vontade é sentar e chorar.
Agora a coisa ficou feia de vez. Até então, a minha capacidade de pedalar já não existia mais , só que agora, sem nada de freios, eu não conseguia nem descer as ladeiras montado, porque naquela escuridão avassaladora, não conseguia ver nada , saber se a ladeira era perigosa ou não. Então, eu subia empurrado e descia empurrando, enquanto a chuva fria castigava nossa cacunda. E nem quando o Thiaguinho me chamou a atenção para as luses da cidade, que se apresentou à nossa frente , eu me animei. Mas eu continuei, cabeça baixa , moral abaixo do volume morto . As cãibras surgirem , era algo inevitavel , a cada 15 ou 20 minutos, lá estava eu, jogado ao chão, com os musculos enriquecidos, dores tão fortes quanto a minha vergonha diante da situação.
Só quando passamos enfrente aos campings , foi que me dei conta que estavamos perto do asfalto e quando lá chegamos, minha vontade era de jogar a bicicleta fora , porque eu já não tinha mais forças nem pra pedalar no terreno plano e firme, por isso empurrei na maior parte do tempo, até que quase NOVE da noite, desembocamos em definitivo na PRAÇA CENTAL de Ipeúna, quase 13 horas de pedaladas e então , nos sentamos à frente da barraca de lanches e quando o sanduiche de costela atingiu a minha corrente sanguinia , uma lagrima escapou dos meus olhos.
Quando o Thiaguinho lançou o convite, pensei em recusar, eu estava fisicamente destruído por atividades ligadas a outros esportes tradicionais. Mas achei que seria deselegante deixá-lo na mão, já que era uma promessa antiga , que eu vinha adiando, mesmo assim , deixei bem claro que só iria com o intuito de fazer um belo passeio, apenas pra mostrar parte da região pra ele. O problema, é que a maldita palavra "passeio" jamais fez parte do nosso vocabulário, quando a gente inventa algo, será sempre acima da nossa capacidade de bom senso. O suposto passeio, se tornou numa jornada de quase 13 horas , um epopéia de achados e perdidos , que misturou montain bike com exploração de cavernas, mergulho em lagoas, descida à cânions, banho de cachoeira, pedaladas em trilhas e pastos sem caminhos . Saímos em busca de uma jornada tranquila, voltamos destruídos pela aventuda que encontramos pelo caminho.
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Boas pessoal, é com satisfação que venho fazer o relato do meu primeiro mochilão, quer dizer, meu primeiro semi-mochilão. Mais a frente explico o porquê.
Então, agradeço a todos do Fórum Mochileiros.com, a todos que gastaram um pouco do tempo que possuem pra tirar minhas duvidas. De fato, esse site nunca pode deixar de existir porque é muuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuito importante para pessoas que querem viajar sem agencias de turismo e poder conhecer o mundo gastando menos.
Bem, já começo dizendo que o primeiro mochilao saiu um pouco caro pra quem não possui o material necessário. Então vamos a algumas contas que fiz antes da viagem.
Como não tinha mais câmera digital, já fui logo parcelando uma compacta da Sony w 310, o preço total saiu por R$ 531,00. Também comprei uma mochila Trilhas e Rumos 48 L por R$ 197,00, uma bota Nômade Finisterre por R$ 320,00 e um par de meias Selene pra trekking por R$ 18,00, estes três itens foram comprados em um site que recomendo demais, atendimento personalizado e um preço competitivo, site Rota Perdida. Alem disso, comprei também um óculos da SPY por R$ 245,00, Produtos de Farmácia somaram R$ 110,00. Taxas de embarque somaram R$ 40,00. Somando tudo, já tive q desembolsar R$ 1461,00. Tudo bem que foi parcelado, mas já e uma quantia e tanto pra mim, rsrsrsrsrsrsrs. Mas não importa muito, tudo foi muito bem servido e utilizado. Ah, outra coisa, as passagens de avião utilizei com milhas, então só paguei as taxas de embarque.
Dia 15/01/2011
Início da Aventura....
Saí de Fortaleza as 06:30 e cheguei a Salvador as 08:00 mais ou menos, pela TAM. Fiquei la esperando o vôo pra Lençóis pela TRIP que sai as 09:30, se não me engano. Vale lembrar que por enquanto só tem vôo de Salvador para Lençóis em apenas um horário e no sábado. Se for fazer conexão, a TRIP só faz com a TAM.
Chegando em Lençóis as 10:30, tratei de procurar Taxi, o rapaz me cobrou 60,00. Aqui abro um parêntese, rsrsrsrsrsrsrsrs, esqueci-me de tirar dinheiro na noite anterior à viagem e no aeroporto naquele negocio de despedir da família, nem lembrei, resultado, cheguei em Lençóis com R$ 22,00 e pelo visto, sem condições de ir de Taxi, daí fiquei vendo se alguém ia, apareceu um casal la pra ir com esse taxista e me meti pra saber se queriam rachar, pra minha sorte, eles aceitaram e quando chegou em Lençóis, tive mais sorte porque o casal pediu pra eu pagar só R$ 20,00, hehehehehee. Casal carioca gente boa que me ajudaram, meu muito obrigado. O bom de viajar sozinho é que você tem que se virar nos 30. Ah, outra coisa, o aeroporto fica numa cidadezinha chamada Tanquinho, a 25km de Lençóis.
Chegando na Pousada, fiquei bastante alegre porque la é bem arrumado, limpo e o pessoal super receptivo, conversei bastante com a Ivana, dona da Pousada, e seus filhos que também são desenrolados na administração da Pousada. Bem, fiquei conversando ate umas 12:30 e daí sai pra almoçar com indicação da Ivana de que um dos melhores cantos pra almoçar seria o Grisante e o Bode Grill. O Grisante só oferece pratos a la carte ou prato feito. Já o Bode Grill tem self service e o kg não sei quanto era, mas meu prato ficou com pouco mais de 500g e deu em torno de R$ 13,00 + R$ 2,00 de refrigerante, saiu por quase R$ 16,00. Pra mim ficou dentro do planejamento de gastos com almoço que tinha proposto, já que gosto de comer bem. Pra quem não quer ou não pode gastar isso, recomendo o Restaurante da Dona Zilda, acho q e esse o nome, fica na rua das pedras, chegando la, você pergunta onde fica o restaurante dela. La tem um Prato Feito por R$ 8,00. E olha, vou dizer, nunca vi um PF daquele, no dia que fui la, pedi fígado frito, a Ro e a Karen pediram peito de frango e bife frito, respectivamente, o tamanho da carne era beeeeeeeeeeem servido e não vi nada igual aqui em Fortaleza e ainda pelo preço. Muito bem feito. Alem da carne, o arroz e o feijão deliciosos, alem de virem acompanhados de uma salada de alface, tomate, pepino e cebola pra ser temperada a gosto.
Depois do almoço fui na Pousada tomei banho, passei protetor solar e fui atrás de um guia. Aqui do uma parada pra falar algumas coisas.
O fato de agradecer tanto ao Fórum Mochileiros.com é porque eles me ajudaram em tudo mesmo. Alem disso, foi através dele que mantive contato com 3 pessoas suuuuuuuuper legais que conheci por la e que conseguimos nos reunir os quatro na mesma Pousada e quarto sem termos tido um só problema de relacionamento. Agradeço a Ro, do RJ, a Karen, de SP, e ao Vinicius, de GO. Formamos uma ótima turma pros passeios. Pena que só conseguimos ficar os quatro totalmente juntos em apenas dois passeios, já que não chegamos no mesmo dia. A Karen chegou no dia 11 ou 12 acho e o Vinicius chegou dia 14, eu dia 15 e a Ro, dia 16. Então, quando eu cheguei, Vinicius e Karen já estavam em trilha. O Jeito foi desenrolar algum guia, e vou dizer, consegui um preço bom pra uma tarde, R$ 30,00 pra me levar no Ribeirão do Meio, sei q poderia ter ido sozinho, sem pagar guia, procurando informação, mas já eram quase 15h e alem do mais, sem companhia pra fazer passeio não tem graça e também ficaria difícil guardar minhas coisas quando fosse tomar banho, então achei justificável o guia. Quem me acompanhou foi o Rian, gente boa, recomendo, caso alguém queira o contato dele: (75) 9995-2181.
O Ribeirão do Meio e tranqüilo, 3 km com subidas que da pra fazer, só e bom ir com calçado pra evitar alguma topada, o caminho no geral e arborizado, o q evita pegar sol caso vá em horário de sol matando. O lugar em si e lindo, tem o tobogã que da pra se divertir e muito e descer sentado tranquilamente, só não desça em pé. Não tem cachoeira la, mas água geladinha, revigorante. Tem Também cervejinha geladinha e ate churrasquim la.
Bem, quando foi umas 17h, voltei, cheguei quase 18 h no centro, ainda sozinho, sentei num bar la do lado do Grisante, tomei uma gelada, fiquei apreciando o movimento do centro da cidade. A Cerveja em garrafa de 600 ml geralmente custa R$ 4,00, Skol e Nova Shin, a Bohemia custa R$ 4,50. Nunca tinha bebido sozinho sentado numa mesa de bar, rsrsrsrsrsrs.
À noite encontrei Karen e Vinicius na Pousada, nos arrumamos e fomos encontrar uma turma la no centro, gente de todo canto do Brasil e um alemão q mora em SP, o mais legal de viajar é falar com gente de todo canto do Brasil e do mundo. Muuuuuuito gratificante. Ficamos no Salton, la e especialista em pizza, pedimos 3 pizzas, sendo uma de 5 queijos, que eu mesmo não curti por conta daquele cheiro do queijo parmesão, as outras duas não lembro, pedimos Também uma macaxeira frita ou aipim pra alguns, regados sempre de cerveja beeeeeeeemm gelada. O custo desse jantar saiu por R$ 20,00 por pessoa, acho q estávamos em 8 pessoas, comemos tranquilamente e ainda sobrou pedaço de pizza e aipim. Depois disso, pousada e dormir.
Dia 16/01/2011
Bem, foi o melhor dia da viagem que eu considerei por conta do passeio, seguimos em direção à Cachoeira do Sossego, e foi bom porque foram nós quatro juntos, eu, RO, karem e Vinicius além do Nosso guia, o Mikael, filho da Ivana e Carlinhos, donos da Pousada Sossego. Sair com o Mikael como guia pode ter certeza que e diversão na certa e você aprende tudo sobre a chapada, rapaz altamente inteligente. Pagamos, o grupo, R$ 80,00 pra o Mikael.
Bem, pra chegar na Cachoeira do Sossego, são 7 km de ida e mais 7 km de volta, aparentemente pode se achar tranqüilo, mas aviso, se não tem um joelho bom pra agüentar subir e descer pedra na maior parte do caminho, e bom repensar, procure um guia estilo Mikael ou Samuca Correria pra este tipo de trilha, pois quem não tem condicionamento físico bom, vai sofrer e ate desistir no meio do caminho.
Então, o caminho por si só e lindo, vendo aquele verdão la de cima, andando em mata aberta e meio fechada, tomando banho nas águas geladas vindas da cachoeira do sossego, o vale parece cenas daqueles filmes e desenhos de aventura que sempre vimos. Realmente, muito lindo. Depois de 7 km de muita andada , sobe e desce pedras e algumas tomadas de banho em poços vindos da cachoeira, chegamos na Cachoeira do Sossego, e olha, o nome diz tudo, um sossego só. O esforço vale a pena, imagens impressionantes as de la. A água geladinha, alias, todas as águas da Chapada acho q são geladas, mas uma temperatura agradável, q você chega todo suado e quando toma banho nas águas, se revigora pra poder voltar tudo. Ai ficamos la um bom tempo, acho q quase 3 horas. AI na volta é q vale um excelente guia, em vez de voltarmos pelo mesmo caminho, o Mikael mudou o trajeto e nos levou pra conhecer o Ribeirão de Cima, que e lindo Também, mas não tem cachoeira, só piscina, ficamos la um tempim e depois descemos ainda mais pro Ribeirão do Meio, onde ficamos ate escurecer, descemos o tobogã natural, conversamos, eu como tava morto de fome de querer comer carne, comi dois espetinhos de frango q vendem la com farofa e tomate e cebola, cada espetinho saiu por R$ 2,00, bem servido. Quando escureceu, fomos pra casa, doido pra inaugurar minha lanterna e consegui nesse dia, 3 km de trilha no escuro total. Chegamos no centro umas 19 horas, ficamos tomando uma gelada, jantamos e fomos dormir.
Dia 17/01/2011
Nesse dia, nós quatro fizemos o segundo e ultimo passeio juntos, já q os outros q fui fazer dois já fizeram. Então fomos pra Marimbus, o mini-pantanal e a cachoeira do Roncador.
Pessoal, eu particularmente não tava muito a fim de fazer esse passeio, pois o q tinha lido era q só andava de barco. Mas não e nada disso, o trajeto maior você faz de barco. Nesse passeio fomos por uma agencia, pela Chapada Adventure, pessoal bacana, o guia q não achei essas cosias todas porque só falava o q perguntávamos. Mesmo assim, foi um bom guia, mas se tiver outro, procure, o guia foi o QUelmo, uma das meninas não gostou de fazer passeios com ele, pois em outro passeio ele não quis fazer o poço do diabo.
Bem, pra resumir, passeio de barco em 1 h 30 min, depois caminhada tranqüila de 1 km, chega-se a uma casa onde e servido um almoço, q fica incluso se for fechado na agencia, o passeio me custou R$ 115,00 com o almoço, não e caro, pois tem q pagar barqueiro. O almoço delicioso la, comi refogado de palma, um tipo de cacto. Comi Também mamão verde ralado, achava q era repolho. Mas não almoçamos logo, fomos conhecer as piscinas da cachoeira do Roncador, da casa e 1,5 km de caminhada, tranqüila, chegando la, tudo muito lindo, pena q no dia q fomos, a água tava forte e não dava pra ficar debaixo das cachoeirinhas, mas as piscinas todas muito belas e boas pra tomar banho. Delas da pra ver la embaixo, a praia do Roncador, q tem Também uma cachoeira, q segundo a Ro, faz massagem. Depois disso, fomos almoçar e descemos pra praia do roncador, eu como tava com os pés lascados da cachoeira do sossego, fiquei sem tomar banho, já tava cansado e o sol tava matando nesse dia. Na volta fui remando, achei bem divertido, curtindo a paisagem e o por do sol q e lindo de la, vendo do rio. Chegamos em Lençóis umas 19 h e fomos jantar e beber ate umas 22 horas e depois dormir.
Aqui aproveito pra dizer q em Lençóis não tem muita balada, de 7 dias q tive la, só tem o inferninho na sexta e sábado e não ouvi muito bem de la, na quarta teve uma rave, no dia q teve aparecimento da lua cheia, como o pessoal tava cansado, acabei nem indo.
Dia 18/01/2011
Foi um outro dia q fui sozinho pra passeio, por agencia Também, pela CIRTUR, boa empresa, mas se forem fazer o Passeio do Roteiro 01, q é o rio mucugezinho, poço do Diabo, Gruta da Lapa Doce, Gruta Azul e Pratinha e Morro do Pai Inácio, não e bom fazer com ela, mesmo tendo o Mikael como guia de la, porque geralmente vão em sprinter, levando umas 12 pessoas. Por conta de muitas pessoas, acabamos tendo q ver o Morro do Pai Inácio ao meio dia, mais especificamente por conta de um casal gaiato q atrasou desde q foram pegar eles na pousada ate chegar em Lençóis novamente. Ou fazíamos o Pai Inácio antes ou não iríamos conhecê-lo na volta.
Bem, o passeio custou R$ 80,00 por pessoa, no almoço você paga seu almoço onde pararem pra almoçar, na Gruta da Lapa Doce paga-se R$ 10,00 e pra entrar na Pratinha paga-se Também R$ 10,00. Ah, pra fazer a flutuação na Gruta Azul e R$ 20,00, infelizmente por conta desse casal, Também não tivemos tempo pra fazer a flutuação,q demora 1 h 30 min, dizem q e lindo la. Vale a pena pagar. Acabei descendo de tirolesa, R$ 10,00.
O Poço do Diabo tem cachoeira Também, e linda, água muuuuuuuito boa, pra chegar e uma caminhada tranqüila, passa-se por uma ponte improvisada, da medo, mas e tranqüila, passando de um em um, não da prol. Rsrsrsrss. E quando se chega no Poço do Diabo, tem uma cachoeira deliciosa Também, tomar banho ali é tudo de bom.
O Morro do Pai Inácio e muuuuuuuuuuuito massa, a vista de la de cima e deslumbrante. Não tem igual ver o Morro do Camelo de la de cima. INFELIZMENTE, o casal nos fez antecipar esse passeio pra meio-dia, ou íamos nessa hora ou não iríamos ver o Pai Inacio, pra compensar, o Mikael encenou muuuuuuuuuuitissimo bem a Lenda do Pai Inácio, mas em minha opinião, o bom mesmo do Pai Inácio e ir pra ver o por do sol.
A Pratinha tem uma água linda, super cristalina. Lindo la Também, mas não tem muito o q fazer se não for fazer a flutuação, é local pra ir mais família passar o dia. A gruta da Lapa Doce e uma atração a parte, aquela caverna e muito linda. Vale a pena mesmo ir.
Depois da Gruta, fomos pra casa, chegando umas 20:30. O q posso dizer desse passeio e q é super tranqüilo, bem família, anda-se pouco, por isso fiz esse passeio, minha bota não tava amaciada, meus dedos estavam quebrados da trilha da Cachoeira do Sossego, procure fazer em grupo pequeno, não sei se vale a pena ir por conta, e meio longe, pra quem for dirigindo não vai valer a pena, mas e uma economia. Isso é minha opinião. Eu preferi pagar a agencia, só me arrependi porque era um grupo grande. O q salvou mesmo foi o Mikael, repito o nome dele pessoal, porque de todos os guias, só ele e o Samuca Correria foram prontamente eficientes. Entao tão totalmente indicados.
Dia 19/01/2011
Bem, nesse dia voltei a sair com o mesmo grupo, com exceção do casal atrasado. Dessa vez a Ro veio comigo. Fomos fazer o passeio do Poço Azul com as Ruínas do Garimpo. O passeio custou R$ 90,00, sem taxas.
O guia foi mais uma vez o Mikael, requisitado pelo grupo, pra verem como o cara e bom no trabalho q faz. Primeiramente fomos pro Poço Azul, pessoal, vo dizer, aquilo ali não existe. Liiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiindoooooooooooooo demais rapá, sem descrição, não se sabe se vê é o fundo ou o reflexo da parte de cima, pensa que é raso. Tudo muito doido. Pena que só dura o mergulho 20 minutos e só vão em pequenos grupos pra não haver perigo. Quando subimos, fomos almoçar la mesmo, comida Também deliciosa, você paga R$ 15,00 e come o quanto quiser, ate carne. A vontade.
Depois pegamos estrada pra Igatu de Xique-Xique. No meio do Caminho paramos na Cachoeira da DOnana, mas la não tomamos banho, meio perigoso pra chegar la, acho q por conta do grupo q tinha algumas senhoras mais idosas. Alias, esse passeio e mais dentro do carro do q caminhando, aviso logo, e meio entediante pra quem quer aventura. Só fui por conta do Poço Azul e das ruínas e historia do Garimpo, já q acho interessante. A cidade de Igatu e pequena, mas muito linda, rústica, casas de pedra, a vista das ruínas e linda, tem um pequeno museu do garimpo, onde um artista plástico colocou obras de outros artistas junto com as peças e la serve um sorvete de castanha delicioso. E um passeio pra família mesmo, pra descanso, q era o q tava precisando porque não tava conseguindo andar direito com a bota e não queria arriscar em levar uma topada indo de chinelo.
Então, depois de Igatu, só viagem dentro do carro de volta pra Lençóis, e foi ai q me arrependi amargamente de não ter ido fazer o passeio pra Cachoeira do Mosquito e Pinturas Rupestres nesse dia, porque dizem q o por do sol nas Paridas e mais lindo do q o por do sol no Pai Inácio. E justamente nesse dia 19/01 era o primeiro dia de lua cheia e o céu tava limpo. Então imaginem ai, sol descendo de um lado e lua cheia aparecendo de outro, imperdível e eu perdi. Chegando em Lençóis fomos pra Pousada, tomamos banho e fomos jantar e dormir.
Ah, falei mito em jantar em não falei em locais, valores. Bem, a noite recomendo pra quem quer comida de panela ir no Grisante, o Bode Grill só é aberto de dia. Mas mesmo que fosse aberto, recomendo o Grisante e, em especial, o prato de peixe grelhado que acompanha um purê de batata q pode ser trocado por pirão de farinha usada na tapioca. Pessoal, comida maravilhosa, sei que comemos em nossas cidades esse prato, mas adorei o tempero do arroz e principalmente do file de peixe, muuuuuuuuuuito bem feito. Pedimos Também porção de batata frita. O preço do peixe grelhado custa R$ 30,00 e serve muito bem duas pessoas, alem da batata frita q custa R$ 8,00 se não me engano. Comemos eu, Ro e Karen no primeiro dia. Gostamos tanto q eu e Ro voltamos no outro dia pra comer o mesmo prato.
Não gostei do Restaurante Na Tora, acho q e esse o nome, fica na esquina da rua do bode grill, pedi uma carne la na chapa, arroz ruim, bife mal feito, sinceramente R$ 15,00 reais mal gastos.
Outro local que recomendo pra comer e que eu comi umas 3 vezes a noite foi a Lanchonete Quilombora, fica naquelas lanchonetes de frente pra ponte da entrada da cidade, do lado do Mercado. La servem um sanduiche Beirute, e vou dizer, muuuuuuuito delicioso, o preço varia entre R$ 6,00 e no Maximo R$ 8,00, o mais completo. Pra verem quanto e gostoso, levei a Ro no outro dia, ela comeu 2x e no outro dia ainda fomos de novo comer la e duas pessoas q foram no Passeio da Cachoeira do Mosquito, a Ines e a Marluce, Também adoraram. Bem de comer em restaurante, são esses os locais que freqüentei. Me falaram do Burritos e Taquitos, mas as vezes q passei la estava fechado e quando tava aberto, já tinha escolhido o Grisante e o Quilombola como locais pra comer.
Dia 20/01/2011
Foi um dia pra andar por Lençóis, conhecer mais a cidade, tirar fotos por la, despedir-se da Karen que partiu nesse dia. Fizemos tudo isso pela manhã. Foi neste dia que fomos almoçar no Restaurante da Dona Zilma. Podem ir la conferir o almoço. La abre a partir de 11:00 e não sei ate q horas fica aberto de dia, só sei que a noite ela só serve janta ate as 21 h.
Depois do almoço, levamos Karen na Rodoviária e fomos atrás de um guia pra conhecer o Serrano, Salão de Areia (um dos locais de gravação da novela pedra sobre pedra), Poço Halley e Cachoeirinha. Nessa trilha, se conhece também a Cachoeira da Primavera, mas a Ro tava meio quebrada e só agüentou ir ate a Cachoeirinha.
Bem, essa Trilha também se da pra fazer sem guia, mas depois do salão de areia fica meio complicado achar caminho pras outras cachoeiras. Fechamos o guia por R$ 40,00, dividido 20 pra mim e 20 pra Ro. O Guia e o Renan, voluntario da Brigada de Incêndio da Chapada Diamantina. Acabei não pegando seu telefone, mas e só chegar la em frente ao Mercado e perguntar por ele.
Então, o Serrano e uma área só de pedra onde possui varias piscinas, estilo Roncador, uma piscina embaixo da outra ate chegar la embaixo, do Serrano se tem uma vista linda da cidade de Lençóis. De la, partimos pro Salão de Areia, la e legal mas não tem muito o q fazer, pelo menos pra mim não teve tanta surpresa em ver areia colorida, já q aqui tem essas areias nas falésias do Morro Branco. Do Salão fomos pro Poço Halley, e pessoal, maravilhoso la, uma pequena queda d’água q te relaxa muuuuuuuito, passar um tempinho no poço Halley vale muuuuuuito a pena. Seguimos pra Cachoeirinha e vi la o porque do nome, e bem pequeno o volume de água, mas e meio alta a queda d’água e da muito prazer tomar banho la, alem de ter uma piscina pra ficar relaxando. De la, voltamos pro Serrano, já q fomos só de passagem la e ficamos por la um tempo descansando, conversando e apreciando a paisagem. Depois seguimos pro Centro de Lençóis, bebemos, comemos e fomos pra Pousada.
Dia 21/01/2011
Depois de 3 dias pra melhorar meus dedos dos pés que ficaram quebrados por não ter amaciado a bota antes da viagem, eu e Ro fomos conhecer a Cachoeira do Mosquito. Fomos pela Agencia Chapada Adventure novamente, mas dessa vez com um guia de qualidade, foi nesse dia que conhecemos o Samuca Correria, q faz trab Também pras agencias. Seu contato é esse: (75) 9974-6759 / samucaguia@bol.com.br. E ele fez toda a diferença no passeio, sempre super bem atencioso, sempre com o lema “devagar e sempre”. Pra chegar na Cachoeira do Mosquito, que fica numa área de propriedade particular, você vai de carro um bom tempo, quando se chega na Fazenda “Os Impossiveis”, da Dona Ilza. Sra super legal e faz tapioca divinamente gostosa, alem de um bolo de chocolate, sucos deliciosos, nunca tinha provado suco de maracujá com couve, mamão com limão, gostei tanto q já repeti aqui em casa. Mas nada igual. O Passeio custou R$ 130,00, com direito a café-da-manha e almoço na Fazenda. O almoço Também delicioso, dispensa comentários, coma tudo quanto puder porque e delicioso.
Pessoal, a Cachoeira do Mosquito é liiiiiiiiiiiiiinda demais, olha, a impressão q tive q ela foi feita no computador,rsrsrsrsrsrs, serio, tem uma queda d’agua linda. Parece que ta chovendo la. E ficar deitado em uma pedra q tem la, e sem comentários, só você fazendo o q fiz. La não tem piscina funda como tem em outros locais, mas da pra relaxar legal la. A trilha e fácil, o percurso acho q fica em uns 3 km ou menos, da pra ir tranqüilo. Depois do café da manha, almoço na Fazendo e a ida a Cachoeira do Mosquito, seguimos em direção a Serra das Paridas. Local também indescritível. Aquelas pinturas rupestres são demais. Quando estiverem la, saberão o porquê do nome Paridas. Pra chegar nesse local é através de propriedade particular, vai de carro, não se anda muito, alias, quase nada, só pra subir para os locais das pinturas, geralmente se vai a tarde para as Paridas, pois como já havia comentado anteriormente, o por do sol de la é lindo, você tem o Morro do Camelo na frente do sol se pondo. Lindo demais, ficar ali conversando e apreciando a paisagem, não tem preço. De la, seguimos pra Lençóis super satisfeitos. Sem comentários esse passeio, tudo de bom. E ai fizemos a rotina, pousada, banho, fomos no mercado vê uma apresentação de capoeira e depois comer o Beirute no Quilombola, tomando uma cerveja geladeeeeeeeeeerrima, rsrsrsrsrsrs.
Dia 22/01/2011
Ultimo dia de passeio na Chapada Diamantina. Deixei a Fumaça por Cima para o ultimo dia, já que meus dedos estavam acabados. Fizemos novamente pela Agencia Chapada Adventure, não tem almoço, mas a Agencia prepara um lanche bem reforçado e delicioso. Paguei R$ 100,00, o guia conforme havia falado, foi o Samuca Correria novamente. Foi eu e Ro apenas. A Fumaça fica no Vale do Capão, local em q o povo e alternativo, e vo dizer, super aconchegante a cidade, não dormi la nenhum dia, havia ate programado e pago duas diárias, mas acabei ficando só em Lençóis por conta dos passeios serem mais rápidos e mais baratos, mas era pra ter ficado pelo menos dois dias e uma noite la. Mas deixa pra próxima. Bem, vamos ao que interessa. Falaram inúmeras vezes que a subida na Fumaça por Cima era igual ou mais difícil do que a Cachoeira do Sossego, mas pra mim, SOMENTE PRA MIM, eu achei bem mais tranqüilo, nem tenho como comparar a Fumaça por Cima com a dificuldade da Sossego. São também 7 km de ida e 7 km de volta. Você passa 1 h 30 min de subida íngreme direto, depois que chega la em cima, e tudo plano, e é a parte mais bonita da cachoeira em si, cheio de flores lindas, flores pequenas, alem de locais que parecem bosques, lembra filmes que assistimos. Quando chegamos la em cima, a 1290m de altitude, a vista e maravilhosa, indescritível pessoal. Uma pena que a cachoeira não estava com volume cheio, alias, tinha pouquíssima água caindo, mas mesmo assim não perdeu seu espetáculo. Ficamos la um tempo, lanchamos, conversamos, tiramos fotos, ficamos na ponta da pedra pra ver la embaixo e da um meeeeedo louco, mas uma sensação incrível de liberdade, pessoal, difícil falar de como e lindo aquilo ali . Na ida fomos com céu nublado, na volta pegamos chuva e depois o sol rachando a cuca. E bom andar sempre com protetor solar não só la, mas em todo canto que forem andar. Ao descer da Fumaça, fomos comer o tão falado e comentado pastel de palmito de jaca com caldo de cana. Q por sinal eu adooooooro demais. E vou dizer, realmente é o que falam, pastel delicioso, e pra quem odeia jaca como eu, pode ficar tranqüilo, não tem gosto nenhum de jaca, o que eu adorei. Só comi porque tava cheio já, esqueci de falar que quando cheguei no capao, comprei um pão recheado de coisas naturais q uma senhora vende, pode comprar, eu comprei o misto q vem todos os sabores, custa R$ 7,00, mas e delicioso demais, tinha comido também o lanche, então tava super cheio, mas o pastel e realmente delicioso. Depois disso, fomos pra Cachoeira do Riachinho, muito lindo la. Acabamos não ficando la pra tomar banho, a Ro tava muito cansada e eu tava precisando resolver minha passagem de avião pela Gol q já imaginava q daria problemas. Na volta pra Lençóis indo do Vale do Capao, você vê uma das melhores imagens do Morro do Camelo, realmente, muito lindo.
Chegando em Lençóis só deu tempo ir comprar uns presentes pra minha família e amigos, jantar e passar 1 h 30 min esperando no tel pra reservar a passagem de avião.
Dia 23/01/2011
Fim da Aventura na Chapada Diamantina, 07:00 fiz meu ultimo café da manha na Pousada Sossego, despedi-me da Família Sossego e da Ro e parti rumo a Rodoviária pra pegar o ônibus da Real Expresso que saiu as 07:30 da manha, na rodoviária reencontrei o Luis Henrique, q fez o passeio do Mosquito comigo. Fomos de ônibus ate Salvador, chegando la, fomos pro Shopping Iguatemi q fica do lado da Rodoviária, almoçamos por la e fomos pro Aeroporto. E do uma dica, pechinche um taxi, eles cobram R$ 60,00 em media, mas conversando, você paga R$ 40,00. Como estávamos em dois, saiu R$ 20,00 pra cada. E vou dizer, você andar com um mochilao e ainda outra mochila menor dentro daqueles ônibus lotados e com possibilidade de ser roubado, e melhor poupar uma grana pra pagar o taxi pro aeroporto, o taxista deixou o taxímetro ligado, a viagem custaria R$ 55,00, então saiu no preço pra gente, o cara foi na velocidade normal e sem engarrafamento. Meu vôo saia as 20:10, cheguei em Fortaleza as 21:30, se não me engano.
Pois é pessoal, essa foi minha primeira aventura, aqui digo que não foi um mochilao de verdade porque na maioria das vezes utilizei as agencias de viagem, comi em locais meio caro, entre outras coisas como puderam ver. Mas ainda sim, considero Mochilao porque fui sozinho, conheci gente de outros cantos, fiz trilhas a pé, procurei locais baratos pra ficar. Minha primeira viagem, acho q pra inicio, fui ate bem, me desenrolei bem, graças ao fórum mochileiros.com e a comunidade Mochileiros no Orkut.
Bem, é isso, caso queiram tirar alguma duvida comigo, tem meus contatos, to sempre vindo por aqui. Espero ajudar alguém e meu muuuuuuuuuuito obrigado a equipe do Mochileiros.com
Ah, durante esses 7 dias na chapada, gastei R$ 1.300,00, tirando aqueles valores la de cima. Não tive pena em gastar dinheiro lá, então me consumiu tudo isso, além de ser alta estação.
Pousada Sossego (Ivana ou Carlinhos ou Mikael):
(75) 3334 – 1203 / (75) 9942 – 9285 / (75) 9966 – 1168
Diária: R$ 35,00 com café da manha, quarto com banheiro privativo e chuveiro elétrico, quartos com chaves, são limpos todos os dias. Impecável.
Aviso ainda que o Carlinhos é um dos guias mais experientes nas trilhas do Paty. Caso queiram, falem com ele pra consulta.