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Chapada Diamantina - Lençois - Bahia - Brasil - janeiro de 2011


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Boas pessoal, é com satisfação que venho fazer o relato do meu primeiro mochilão, quer dizer, meu primeiro semi-mochilão. Mais a frente explico o porquê.

Então, agradeço a todos do Fórum Mochileiros.com, a todos que gastaram um pouco do tempo que possuem pra tirar minhas duvidas. De fato, esse site nunca pode deixar de existir porque é muuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuito importante para pessoas que querem viajar sem agencias de turismo e poder conhecer o mundo gastando menos.

Bem, já começo dizendo que o primeiro mochilao saiu um pouco caro pra quem não possui o material necessário. Então vamos a algumas contas que fiz antes da viagem.

Como não tinha mais câmera digital, já fui logo parcelando uma compacta da Sony w 310, o preço total saiu por R$ 531,00. Também comprei uma mochila Trilhas e Rumos 48 L por R$ 197,00, uma bota Nômade Finisterre por R$ 320,00 e um par de meias Selene pra trekking por R$ 18,00, estes três itens foram comprados em um site que recomendo demais, atendimento personalizado e um preço competitivo, site Rota Perdida. Alem disso, comprei também um óculos da SPY por R$ 245,00, Produtos de Farmácia somaram R$ 110,00. Taxas de embarque somaram R$ 40,00. Somando tudo, já tive q desembolsar R$ 1461,00. Tudo bem que foi parcelado, mas já e uma quantia e tanto pra mim, rsrsrsrsrsrsrs. Mas não importa muito, tudo foi muito bem servido e utilizado. Ah, outra coisa, as passagens de avião utilizei com milhas, então só paguei as taxas de embarque.

 

Dia 15/01/2011

 

Início da Aventura....

Saí de Fortaleza as 06:30 e cheguei a Salvador as 08:00 mais ou menos, pela TAM. Fiquei la esperando o vôo pra Lençóis pela TRIP que sai as 09:30, se não me engano. Vale lembrar que por enquanto só tem vôo de Salvador para Lençóis em apenas um horário e no sábado. Se for fazer conexão, a TRIP só faz com a TAM.

Chegando em Lençóis as 10:30, tratei de procurar Taxi, o rapaz me cobrou 60,00. Aqui abro um parêntese, rsrsrsrsrsrsrsrs, esqueci-me de tirar dinheiro na noite anterior à viagem e no aeroporto naquele negocio de despedir da família, nem lembrei, resultado, cheguei em Lençóis com R$ 22,00 e pelo visto, sem condições de ir de Taxi, daí fiquei vendo se alguém ia, apareceu um casal la pra ir com esse taxista e me meti pra saber se queriam rachar, pra minha sorte, eles aceitaram e quando chegou em Lençóis, tive mais sorte porque o casal pediu pra eu pagar só R$ 20,00, hehehehehee. Casal carioca gente boa que me ajudaram, meu muito obrigado. O bom de viajar sozinho é que você tem que se virar nos 30. Ah, outra coisa, o aeroporto fica numa cidadezinha chamada Tanquinho, a 25km de Lençóis.

Chegando na Pousada, fiquei bastante alegre porque la é bem arrumado, limpo e o pessoal super receptivo, conversei bastante com a Ivana, dona da Pousada, e seus filhos que também são desenrolados na administração da Pousada. Bem, fiquei conversando ate umas 12:30 e daí sai pra almoçar com indicação da Ivana de que um dos melhores cantos pra almoçar seria o Grisante e o Bode Grill. O Grisante só oferece pratos a la carte ou prato feito. Já o Bode Grill tem self service e o kg não sei quanto era, mas meu prato ficou com pouco mais de 500g e deu em torno de R$ 13,00 + R$ 2,00 de refrigerante, saiu por quase R$ 16,00. Pra mim ficou dentro do planejamento de gastos com almoço que tinha proposto, já que gosto de comer bem. Pra quem não quer ou não pode gastar isso, recomendo o Restaurante da Dona Zilda, acho q e esse o nome, fica na rua das pedras, chegando la, você pergunta onde fica o restaurante dela. La tem um Prato Feito por R$ 8,00. E olha, vou dizer, nunca vi um PF daquele, no dia que fui la, pedi fígado frito, a Ro e a Karen pediram peito de frango e bife frito, respectivamente, o tamanho da carne era beeeeeeeeeeem servido e não vi nada igual aqui em Fortaleza e ainda pelo preço. Muito bem feito. Alem da carne, o arroz e o feijão deliciosos, alem de virem acompanhados de uma salada de alface, tomate, pepino e cebola pra ser temperada a gosto.

Depois do almoço fui na Pousada tomei banho, passei protetor solar e fui atrás de um guia. Aqui do uma parada pra falar algumas coisas.

O fato de agradecer tanto ao Fórum Mochileiros.com é porque eles me ajudaram em tudo mesmo. Alem disso, foi através dele que mantive contato com 3 pessoas suuuuuuuuper legais que conheci por la e que conseguimos nos reunir os quatro na mesma Pousada e quarto sem termos tido um só problema de relacionamento. Agradeço a Ro, do RJ, a Karen, de SP, e ao Vinicius, de GO. Formamos uma ótima turma pros passeios. Pena que só conseguimos ficar os quatro totalmente juntos em apenas dois passeios, já que não chegamos no mesmo dia. A Karen chegou no dia 11 ou 12 acho e o Vinicius chegou dia 14, eu dia 15 e a Ro, dia 16. Então, quando eu cheguei, Vinicius e Karen já estavam em trilha. O Jeito foi desenrolar algum guia, e vou dizer, consegui um preço bom pra uma tarde, R$ 30,00 pra me levar no Ribeirão do Meio, sei q poderia ter ido sozinho, sem pagar guia, procurando informação, mas já eram quase 15h e alem do mais, sem companhia pra fazer passeio não tem graça e também ficaria difícil guardar minhas coisas quando fosse tomar banho, então achei justificável o guia. Quem me acompanhou foi o Rian, gente boa, recomendo, caso alguém queira o contato dele: (75) 9995-2181.

O Ribeirão do Meio e tranqüilo, 3 km com subidas que da pra fazer, só e bom ir com calçado pra evitar alguma topada, o caminho no geral e arborizado, o q evita pegar sol caso vá em horário de sol matando. O lugar em si e lindo, tem o tobogã que da pra se divertir e muito e descer sentado tranquilamente, só não desça em pé. Não tem cachoeira la, mas água geladinha, revigorante. Tem Também cervejinha geladinha e ate churrasquim la.

Bem, quando foi umas 17h, voltei, cheguei quase 18 h no centro, ainda sozinho, sentei num bar la do lado do Grisante, tomei uma gelada, fiquei apreciando o movimento do centro da cidade. A Cerveja em garrafa de 600 ml geralmente custa R$ 4,00, Skol e Nova Shin, a Bohemia custa R$ 4,50. Nunca tinha bebido sozinho sentado numa mesa de bar, rsrsrsrsrsrs.

À noite encontrei Karen e Vinicius na Pousada, nos arrumamos e fomos encontrar uma turma la no centro, gente de todo canto do Brasil e um alemão q mora em SP, o mais legal de viajar é falar com gente de todo canto do Brasil e do mundo. Muuuuuuito gratificante. Ficamos no Salton, la e especialista em pizza, pedimos 3 pizzas, sendo uma de 5 queijos, que eu mesmo não curti por conta daquele cheiro do queijo parmesão, as outras duas não lembro, pedimos Também uma macaxeira frita ou aipim pra alguns, regados sempre de cerveja beeeeeeeemm gelada. O custo desse jantar saiu por R$ 20,00 por pessoa, acho q estávamos em 8 pessoas, comemos tranquilamente e ainda sobrou pedaço de pizza e aipim. Depois disso, pousada e dormir.

 

 

Dia 16/01/2011

 

Bem, foi o melhor dia da viagem que eu considerei por conta do passeio, seguimos em direção à Cachoeira do Sossego, e foi bom porque foram nós quatro juntos, eu, RO, karem e Vinicius além do Nosso guia, o Mikael, filho da Ivana e Carlinhos, donos da Pousada Sossego. Sair com o Mikael como guia pode ter certeza que e diversão na certa e você aprende tudo sobre a chapada, rapaz altamente inteligente. Pagamos, o grupo, R$ 80,00 pra o Mikael.

Bem, pra chegar na Cachoeira do Sossego, são 7 km de ida e mais 7 km de volta, aparentemente pode se achar tranqüilo, mas aviso, se não tem um joelho bom pra agüentar subir e descer pedra na maior parte do caminho, e bom repensar, procure um guia estilo Mikael ou Samuca Correria pra este tipo de trilha, pois quem não tem condicionamento físico bom, vai sofrer e ate desistir no meio do caminho.

Então, o caminho por si só e lindo, vendo aquele verdão la de cima, andando em mata aberta e meio fechada, tomando banho nas águas geladas vindas da cachoeira do sossego, o vale parece cenas daqueles filmes e desenhos de aventura que sempre vimos. Realmente, muito lindo. Depois de 7 km de muita andada , sobe e desce pedras e algumas tomadas de banho em poços vindos da cachoeira, chegamos na Cachoeira do Sossego, e olha, o nome diz tudo, um sossego só. O esforço vale a pena, imagens impressionantes as de la. A água geladinha, alias, todas as águas da Chapada acho q são geladas, mas uma temperatura agradável, q você chega todo suado e quando toma banho nas águas, se revigora pra poder voltar tudo. Ai ficamos la um bom tempo, acho q quase 3 horas. AI na volta é q vale um excelente guia, em vez de voltarmos pelo mesmo caminho, o Mikael mudou o trajeto e nos levou pra conhecer o Ribeirão de Cima, que e lindo Também, mas não tem cachoeira, só piscina, ficamos la um tempim e depois descemos ainda mais pro Ribeirão do Meio, onde ficamos ate escurecer, descemos o tobogã natural, conversamos, eu como tava morto de fome de querer comer carne, comi dois espetinhos de frango q vendem la com farofa e tomate e cebola, cada espetinho saiu por R$ 2,00, bem servido. Quando escureceu, fomos pra casa, doido pra inaugurar minha lanterna e consegui nesse dia, 3 km de trilha no escuro total. Chegamos no centro umas 19 horas, ficamos tomando uma gelada, jantamos e fomos dormir.

 

Dia 17/01/2011

 

Nesse dia, nós quatro fizemos o segundo e ultimo passeio juntos, já q os outros q fui fazer dois já fizeram. Então fomos pra Marimbus, o mini-pantanal e a cachoeira do Roncador.

Pessoal, eu particularmente não tava muito a fim de fazer esse passeio, pois o q tinha lido era q só andava de barco. Mas não e nada disso, o trajeto maior você faz de barco. Nesse passeio fomos por uma agencia, pela Chapada Adventure, pessoal bacana, o guia q não achei essas cosias todas porque só falava o q perguntávamos. Mesmo assim, foi um bom guia, mas se tiver outro, procure, o guia foi o QUelmo, uma das meninas não gostou de fazer passeios com ele, pois em outro passeio ele não quis fazer o poço do diabo.

Bem, pra resumir, passeio de barco em 1 h 30 min, depois caminhada tranqüila de 1 km, chega-se a uma casa onde e servido um almoço, q fica incluso se for fechado na agencia, o passeio me custou R$ 115,00 com o almoço, não e caro, pois tem q pagar barqueiro. O almoço delicioso la, comi refogado de palma, um tipo de cacto. Comi Também mamão verde ralado, achava q era repolho. Mas não almoçamos logo, fomos conhecer as piscinas da cachoeira do Roncador, da casa e 1,5 km de caminhada, tranqüila, chegando la, tudo muito lindo, pena q no dia q fomos, a água tava forte e não dava pra ficar debaixo das cachoeirinhas, mas as piscinas todas muito belas e boas pra tomar banho. Delas da pra ver la embaixo, a praia do Roncador, q tem Também uma cachoeira, q segundo a Ro, faz massagem. Depois disso, fomos almoçar e descemos pra praia do roncador, eu como tava com os pés lascados da cachoeira do sossego, fiquei sem tomar banho, já tava cansado e o sol tava matando nesse dia. Na volta fui remando, achei bem divertido, curtindo a paisagem e o por do sol q e lindo de la, vendo do rio. Chegamos em Lençóis umas 19 h e fomos jantar e beber ate umas 22 horas e depois dormir.

Aqui aproveito pra dizer q em Lençóis não tem muita balada, de 7 dias q tive la, só tem o inferninho na sexta e sábado e não ouvi muito bem de la, na quarta teve uma rave, no dia q teve aparecimento da lua cheia, como o pessoal tava cansado, acabei nem indo.

 

Dia 18/01/2011

 

Foi um outro dia q fui sozinho pra passeio, por agencia Também, pela CIRTUR, boa empresa, mas se forem fazer o Passeio do Roteiro 01, q é o rio mucugezinho, poço do Diabo, Gruta da Lapa Doce, Gruta Azul e Pratinha e Morro do Pai Inácio, não e bom fazer com ela, mesmo tendo o Mikael como guia de la, porque geralmente vão em sprinter, levando umas 12 pessoas. Por conta de muitas pessoas, acabamos tendo q ver o Morro do Pai Inácio ao meio dia, mais especificamente por conta de um casal gaiato q atrasou desde q foram pegar eles na pousada ate chegar em Lençóis novamente. Ou fazíamos o Pai Inácio antes ou não iríamos conhecê-lo na volta.

Bem, o passeio custou R$ 80,00 por pessoa, no almoço você paga seu almoço onde pararem pra almoçar, na Gruta da Lapa Doce paga-se R$ 10,00 e pra entrar na Pratinha paga-se Também R$ 10,00. Ah, pra fazer a flutuação na Gruta Azul e R$ 20,00, infelizmente por conta desse casal, Também não tivemos tempo pra fazer a flutuação,q demora 1 h 30 min, dizem q e lindo la. Vale a pena pagar. Acabei descendo de tirolesa, R$ 10,00.

O Poço do Diabo tem cachoeira Também, e linda, água muuuuuuuito boa, pra chegar e uma caminhada tranqüila, passa-se por uma ponte improvisada, da medo, mas e tranqüila, passando de um em um, não da prol. Rsrsrsrss. E quando se chega no Poço do Diabo, tem uma cachoeira deliciosa Também, tomar banho ali é tudo de bom.

O Morro do Pai Inácio e muuuuuuuuuuuito massa, a vista de la de cima e deslumbrante. Não tem igual ver o Morro do Camelo de la de cima. INFELIZMENTE, o casal nos fez antecipar esse passeio pra meio-dia, ou íamos nessa hora ou não iríamos ver o Pai Inacio, pra compensar, o Mikael encenou muuuuuuuuuuitissimo bem a Lenda do Pai Inácio, mas em minha opinião, o bom mesmo do Pai Inácio e ir pra ver o por do sol.

A Pratinha tem uma água linda, super cristalina. Lindo la Também, mas não tem muito o q fazer se não for fazer a flutuação, é local pra ir mais família passar o dia. A gruta da Lapa Doce e uma atração a parte, aquela caverna e muito linda. Vale a pena mesmo ir.

Depois da Gruta, fomos pra casa, chegando umas 20:30. O q posso dizer desse passeio e q é super tranqüilo, bem família, anda-se pouco, por isso fiz esse passeio, minha bota não tava amaciada, meus dedos estavam quebrados da trilha da Cachoeira do Sossego, procure fazer em grupo pequeno, não sei se vale a pena ir por conta, e meio longe, pra quem for dirigindo não vai valer a pena, mas e uma economia. Isso é minha opinião. Eu preferi pagar a agencia, só me arrependi porque era um grupo grande. O q salvou mesmo foi o Mikael, repito o nome dele pessoal, porque de todos os guias, só ele e o Samuca Correria foram prontamente eficientes. Entao tão totalmente indicados.

 

Dia 19/01/2011

 

Bem, nesse dia voltei a sair com o mesmo grupo, com exceção do casal atrasado. Dessa vez a Ro veio comigo. Fomos fazer o passeio do Poço Azul com as Ruínas do Garimpo. O passeio custou R$ 90,00, sem taxas.

O guia foi mais uma vez o Mikael, requisitado pelo grupo, pra verem como o cara e bom no trabalho q faz. Primeiramente fomos pro Poço Azul, pessoal, vo dizer, aquilo ali não existe. Liiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiindoooooooooooooo demais rapá, sem descrição, não se sabe se vê é o fundo ou o reflexo da parte de cima, pensa que é raso. Tudo muito doido. Pena que só dura o mergulho 20 minutos e só vão em pequenos grupos pra não haver perigo. Quando subimos, fomos almoçar la mesmo, comida Também deliciosa, você paga R$ 15,00 e come o quanto quiser, ate carne. A vontade.

Depois pegamos estrada pra Igatu de Xique-Xique. No meio do Caminho paramos na Cachoeira da DOnana, mas la não tomamos banho, meio perigoso pra chegar la, acho q por conta do grupo q tinha algumas senhoras mais idosas. Alias, esse passeio e mais dentro do carro do q caminhando, aviso logo, e meio entediante pra quem quer aventura. Só fui por conta do Poço Azul e das ruínas e historia do Garimpo, já q acho interessante. A cidade de Igatu e pequena, mas muito linda, rústica, casas de pedra, a vista das ruínas e linda, tem um pequeno museu do garimpo, onde um artista plástico colocou obras de outros artistas junto com as peças e la serve um sorvete de castanha delicioso. E um passeio pra família mesmo, pra descanso, q era o q tava precisando porque não tava conseguindo andar direito com a bota e não queria arriscar em levar uma topada indo de chinelo.

Então, depois de Igatu, só viagem dentro do carro de volta pra Lençóis, e foi ai q me arrependi amargamente de não ter ido fazer o passeio pra Cachoeira do Mosquito e Pinturas Rupestres nesse dia, porque dizem q o por do sol nas Paridas e mais lindo do q o por do sol no Pai Inácio. E justamente nesse dia 19/01 era o primeiro dia de lua cheia e o céu tava limpo. Então imaginem ai, sol descendo de um lado e lua cheia aparecendo de outro, imperdível e eu perdi. Chegando em Lençóis fomos pra Pousada, tomamos banho e fomos jantar e dormir.

Ah, falei mito em jantar em não falei em locais, valores. Bem, a noite recomendo pra quem quer comida de panela ir no Grisante, o Bode Grill só é aberto de dia. Mas mesmo que fosse aberto, recomendo o Grisante e, em especial, o prato de peixe grelhado que acompanha um purê de batata q pode ser trocado por pirão de farinha usada na tapioca. Pessoal, comida maravilhosa, sei que comemos em nossas cidades esse prato, mas adorei o tempero do arroz e principalmente do file de peixe, muuuuuuuuuuito bem feito. Pedimos Também porção de batata frita. O preço do peixe grelhado custa R$ 30,00 e serve muito bem duas pessoas, alem da batata frita q custa R$ 8,00 se não me engano. Comemos eu, Ro e Karen no primeiro dia. Gostamos tanto q eu e Ro voltamos no outro dia pra comer o mesmo prato.

Não gostei do Restaurante Na Tora, acho q e esse o nome, fica na esquina da rua do bode grill, pedi uma carne la na chapa, arroz ruim, bife mal feito, sinceramente R$ 15,00 reais mal gastos.

Outro local que recomendo pra comer e que eu comi umas 3 vezes a noite foi a Lanchonete Quilombora, fica naquelas lanchonetes de frente pra ponte da entrada da cidade, do lado do Mercado. La servem um sanduiche Beirute, e vou dizer, muuuuuuuito delicioso, o preço varia entre R$ 6,00 e no Maximo R$ 8,00, o mais completo. Pra verem quanto e gostoso, levei a Ro no outro dia, ela comeu 2x e no outro dia ainda fomos de novo comer la e duas pessoas q foram no Passeio da Cachoeira do Mosquito, a Ines e a Marluce, Também adoraram. Bem de comer em restaurante, são esses os locais que freqüentei. Me falaram do Burritos e Taquitos, mas as vezes q passei la estava fechado e quando tava aberto, já tinha escolhido o Grisante e o Quilombola como locais pra comer.

 

Dia 20/01/2011

 

Foi um dia pra andar por Lençóis, conhecer mais a cidade, tirar fotos por la, despedir-se da Karen que partiu nesse dia. Fizemos tudo isso pela manhã. Foi neste dia que fomos almoçar no Restaurante da Dona Zilma. Podem ir la conferir o almoço. La abre a partir de 11:00 e não sei ate q horas fica aberto de dia, só sei que a noite ela só serve janta ate as 21 h.

Depois do almoço, levamos Karen na Rodoviária e fomos atrás de um guia pra conhecer o Serrano, Salão de Areia (um dos locais de gravação da novela pedra sobre pedra), Poço Halley e Cachoeirinha. Nessa trilha, se conhece também a Cachoeira da Primavera, mas a Ro tava meio quebrada e só agüentou ir ate a Cachoeirinha.

Bem, essa Trilha também se da pra fazer sem guia, mas depois do salão de areia fica meio complicado achar caminho pras outras cachoeiras. Fechamos o guia por R$ 40,00, dividido 20 pra mim e 20 pra Ro. O Guia e o Renan, voluntario da Brigada de Incêndio da Chapada Diamantina. Acabei não pegando seu telefone, mas e só chegar la em frente ao Mercado e perguntar por ele.

Então, o Serrano e uma área só de pedra onde possui varias piscinas, estilo Roncador, uma piscina embaixo da outra ate chegar la embaixo, do Serrano se tem uma vista linda da cidade de Lençóis. De la, partimos pro Salão de Areia, la e legal mas não tem muito o q fazer, pelo menos pra mim não teve tanta surpresa em ver areia colorida, já q aqui tem essas areias nas falésias do Morro Branco. Do Salão fomos pro Poço Halley, e pessoal, maravilhoso la, uma pequena queda d’água q te relaxa muuuuuuuito, passar um tempinho no poço Halley vale muuuuuuito a pena. Seguimos pra Cachoeirinha e vi la o porque do nome, e bem pequeno o volume de água, mas e meio alta a queda d’água e da muito prazer tomar banho la, alem de ter uma piscina pra ficar relaxando. De la, voltamos pro Serrano, já q fomos só de passagem la e ficamos por la um tempo descansando, conversando e apreciando a paisagem. Depois seguimos pro Centro de Lençóis, bebemos, comemos e fomos pra Pousada.

 

Dia 21/01/2011

 

Depois de 3 dias pra melhorar meus dedos dos pés que ficaram quebrados por não ter amaciado a bota antes da viagem, eu e Ro fomos conhecer a Cachoeira do Mosquito. Fomos pela Agencia Chapada Adventure novamente, mas dessa vez com um guia de qualidade, foi nesse dia que conhecemos o Samuca Correria, q faz trab Também pras agencias. Seu contato é esse: (75) 9974-6759 / [email protected]. E ele fez toda a diferença no passeio, sempre super bem atencioso, sempre com o lema “devagar e sempre”. Pra chegar na Cachoeira do Mosquito, que fica numa área de propriedade particular, você vai de carro um bom tempo, quando se chega na Fazenda “Os Impossiveis”, da Dona Ilza. Sra super legal e faz tapioca divinamente gostosa, alem de um bolo de chocolate, sucos deliciosos, nunca tinha provado suco de maracujá com couve, mamão com limão, gostei tanto q já repeti aqui em casa. Mas nada igual. O Passeio custou R$ 130,00, com direito a café-da-manha e almoço na Fazenda. O almoço Também delicioso, dispensa comentários, coma tudo quanto puder porque e delicioso.

Pessoal, a Cachoeira do Mosquito é liiiiiiiiiiiiiinda demais, olha, a impressão q tive q ela foi feita no computador,rsrsrsrsrsrs, serio, tem uma queda d’agua linda. Parece que ta chovendo la. E ficar deitado em uma pedra q tem la, e sem comentários, só você fazendo o q fiz. La não tem piscina funda como tem em outros locais, mas da pra relaxar legal la. A trilha e fácil, o percurso acho q fica em uns 3 km ou menos, da pra ir tranqüilo. Depois do café da manha, almoço na Fazendo e a ida a Cachoeira do Mosquito, seguimos em direção a Serra das Paridas. Local também indescritível. Aquelas pinturas rupestres são demais. Quando estiverem la, saberão o porquê do nome Paridas. Pra chegar nesse local é através de propriedade particular, vai de carro, não se anda muito, alias, quase nada, só pra subir para os locais das pinturas, geralmente se vai a tarde para as Paridas, pois como já havia comentado anteriormente, o por do sol de la é lindo, você tem o Morro do Camelo na frente do sol se pondo. Lindo demais, ficar ali conversando e apreciando a paisagem, não tem preço. De la, seguimos pra Lençóis super satisfeitos. Sem comentários esse passeio, tudo de bom. E ai fizemos a rotina, pousada, banho, fomos no mercado vê uma apresentação de capoeira e depois comer o Beirute no Quilombola, tomando uma cerveja geladeeeeeeeeeerrima, rsrsrsrsrsrs.

 

Dia 22/01/2011

 

Ultimo dia de passeio na Chapada Diamantina. Deixei a Fumaça por Cima para o ultimo dia, já que meus dedos estavam acabados. Fizemos novamente pela Agencia Chapada Adventure, não tem almoço, mas a Agencia prepara um lanche bem reforçado e delicioso. Paguei R$ 100,00, o guia conforme havia falado, foi o Samuca Correria novamente. Foi eu e Ro apenas. A Fumaça fica no Vale do Capão, local em q o povo e alternativo, e vo dizer, super aconchegante a cidade, não dormi la nenhum dia, havia ate programado e pago duas diárias, mas acabei ficando só em Lençóis por conta dos passeios serem mais rápidos e mais baratos, mas era pra ter ficado pelo menos dois dias e uma noite la. Mas deixa pra próxima. Bem, vamos ao que interessa. Falaram inúmeras vezes que a subida na Fumaça por Cima era igual ou mais difícil do que a Cachoeira do Sossego, mas pra mim, SOMENTE PRA MIM, eu achei bem mais tranqüilo, nem tenho como comparar a Fumaça por Cima com a dificuldade da Sossego. São também 7 km de ida e 7 km de volta. Você passa 1 h 30 min de subida íngreme direto, depois que chega la em cima, e tudo plano, e é a parte mais bonita da cachoeira em si, cheio de flores lindas, flores pequenas, alem de locais que parecem bosques, lembra filmes que assistimos. Quando chegamos la em cima, a 1290m de altitude, a vista e maravilhosa, indescritível pessoal. Uma pena que a cachoeira não estava com volume cheio, alias, tinha pouquíssima água caindo, mas mesmo assim não perdeu seu espetáculo. Ficamos la um tempo, lanchamos, conversamos, tiramos fotos, ficamos na ponta da pedra pra ver la embaixo e da um meeeeedo louco, mas uma sensação incrível de liberdade, pessoal, difícil falar de como e lindo aquilo ali . Na ida fomos com céu nublado, na volta pegamos chuva e depois o sol rachando a cuca. E bom andar sempre com protetor solar não só la, mas em todo canto que forem andar. Ao descer da Fumaça, fomos comer o tão falado e comentado pastel de palmito de jaca com caldo de cana. Q por sinal eu adooooooro demais. E vou dizer, realmente é o que falam, pastel delicioso, e pra quem odeia jaca como eu, pode ficar tranqüilo, não tem gosto nenhum de jaca, o que eu adorei. Só comi porque tava cheio já, esqueci de falar que quando cheguei no capao, comprei um pão recheado de coisas naturais q uma senhora vende, pode comprar, eu comprei o misto q vem todos os sabores, custa R$ 7,00, mas e delicioso demais, tinha comido também o lanche, então tava super cheio, mas o pastel e realmente delicioso. Depois disso, fomos pra Cachoeira do Riachinho, muito lindo la. Acabamos não ficando la pra tomar banho, a Ro tava muito cansada e eu tava precisando resolver minha passagem de avião pela Gol q já imaginava q daria problemas. Na volta pra Lençóis indo do Vale do Capao, você vê uma das melhores imagens do Morro do Camelo, realmente, muito lindo.

Chegando em Lençóis só deu tempo ir comprar uns presentes pra minha família e amigos, jantar e passar 1 h 30 min esperando no tel pra reservar a passagem de avião.

 

Dia 23/01/2011

 

Fim da Aventura na Chapada Diamantina, 07:00 fiz meu ultimo café da manha na Pousada Sossego, despedi-me da Família Sossego e da Ro e parti rumo a Rodoviária pra pegar o ônibus da Real Expresso que saiu as 07:30 da manha, na rodoviária reencontrei o Luis Henrique, q fez o passeio do Mosquito comigo. Fomos de ônibus ate Salvador, chegando la, fomos pro Shopping Iguatemi q fica do lado da Rodoviária, almoçamos por la e fomos pro Aeroporto. E do uma dica, pechinche um taxi, eles cobram R$ 60,00 em media, mas conversando, você paga R$ 40,00. Como estávamos em dois, saiu R$ 20,00 pra cada. E vou dizer, você andar com um mochilao e ainda outra mochila menor dentro daqueles ônibus lotados e com possibilidade de ser roubado, e melhor poupar uma grana pra pagar o taxi pro aeroporto, o taxista deixou o taxímetro ligado, a viagem custaria R$ 55,00, então saiu no preço pra gente, o cara foi na velocidade normal e sem engarrafamento. Meu vôo saia as 20:10, cheguei em Fortaleza as 21:30, se não me engano.

Pois é pessoal, essa foi minha primeira aventura, aqui digo que não foi um mochilao de verdade porque na maioria das vezes utilizei as agencias de viagem, comi em locais meio caro, entre outras coisas como puderam ver. Mas ainda sim, considero Mochilao porque fui sozinho, conheci gente de outros cantos, fiz trilhas a pé, procurei locais baratos pra ficar. Minha primeira viagem, acho q pra inicio, fui ate bem, me desenrolei bem, graças ao fórum mochileiros.com e a comunidade Mochileiros no Orkut.

Bem, é isso, caso queiram tirar alguma duvida comigo, tem meus contatos, to sempre vindo por aqui. Espero ajudar alguém e meu muuuuuuuuuuito obrigado a equipe do Mochileiros.com

Ah, durante esses 7 dias na chapada, gastei R$ 1.300,00, tirando aqueles valores la de cima. Não tive pena em gastar dinheiro lá, então me consumiu tudo isso, além de ser alta estação.

 

Pousada Sossego (Ivana ou Carlinhos ou Mikael):

 

(75) 3334 – 1203 / (75) 9942 – 9285 / (75) 9966 – 1168

 

Diária: R$ 35,00 com café da manha, quarto com banheiro privativo e chuveiro elétrico, quartos com chaves, são limpos todos os dias. Impecável.

Aviso ainda que o Carlinhos é um dos guias mais experientes nas trilhas do Paty. Caso queiram, falem com ele pra consulta.

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Emmanuel, parabéns pelo relato, cumpriu o prometido heim rsrsrrs.

Esse restaurante de R$ 8,00 é bom mesmo, sempre que posso almoço nele, acho inclusive a comida de lá melhor que a do restaurante a Kilo.

Sobre o problema com o casal e as senhoras do passeio, é por isso que não gosto de fazer passeio com agências, terminamos ficando reféns da vontade da agência e das outras pessoas que estão no mesmo pacote. Da próxima vez tente negociar pessoalmente com um guia q tenha carro, os passeios sairão bem mais baratos e vcs sairão da rota das agências (ou não), além de poderem decidir juntos os locais que querem ir e quanto tempo querem ficar.

Sobre a Cachoeirinha: logo mais acima, subindo por umas pedras tem um mirante p a cidade de Lençóis, é legalzinho mas teria que subir por um caminho de pedras e vcs já estavam cansados.

Mais uma vez, parabéns. Esse tipo de relato detelhado, com nome e telefone de guias e com valores é de bastante utilidade na elaboração das nossas viagens. Só faltou as tão esperadas fotossssssss.

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Oohhh pessoal, valeu, legal que gostaram do meu relato, tinha que contribuir com alguma coisa aqui. QUanto as fotos, tenho no meu orkut, achei melhor nao encher aqui, mas irei postar algumas.

 

Outra coisa, a questao das agencias, vc tem razao Lycia, mas como tava sem paciencia, acabei indo com agencia, e outra, a agencia que fui com esse casal retardatario e as senhoras, foi a que o Mikael é guia, e o cara e fera, e nos passeios estamos sujeitos a esses imprevistos.

Quanto a Cachoeirinha, eu tava ate a fim, mas a Ro tava super cansada e nao queria deixa-la so la.

 

Vou postar algumas fotos aqui, pessoal!!!

 

http://www.orkut.com.br/Main#AlbumList?rl=ls&uid=9010647839325397782

 

Esse e meu album das fotos todas da Chapada Diamantina, deem uma conferida la!!!

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  • Colaboradores

Ola Pessoal, segue algumas imagens que tirei em minha viagem

 

Cachoeira da Fumaça

20110208203407.JPG

 

Eu, Ro e Samuca Correria, um dos melhores guias da Chapada Diamantina

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Cachoeira do Mosquito

20110208204133.JPG

 

Serra das Paridas (Pinturas Rupestres)

20110208204315.JPG

 

Serra das Paridas e uma das pinturas rupestres mais fascinantes que achei

20110208204953.JPG

 

Caminho para a Cachoeira do Sossego

20110208205247.JPG

 

Cachoeira do Sossego

20110208205431.JPG

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  • Colaboradores

Ah Fujita, acabei nao colocando o telefone do guia Mikael, mas é porque ele é filho da Ivana, dona da Pousada Sossego, é so ligar pra la pra falar com ele. Caso necessite de algum guia que fale inglês, falem com o Mikael, ele fala ingles fluentemente.

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  • Membros de Honra

Parabéns pelas fotos!!! Muito legal! É importante postar pelo menos algumas para que o pessoal aqui tenha noção da beleza do lugar. Eu por exemplo não tinha idéia de que era tão bonito e já coloquei na minha lista de lugares que pretendo visitar!!

Valeu.

Abraço.

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  • 2 semanas depois...

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    • Por rafael.celeste
      Visitei a Chapada Diamantina recentemente com mais 2 amigos e conseguimos fazer todos os passeios que queríamos. Contratamos um guia apenas na cachoeira do Buracão, onde dizem que o guia é obrigatório.
      Pra ir sem guia, todos nós tínhamos um bom preparo físico e alguma experiência em trilhas. Além disso, baixei a versão completa do app Wikiloc. Se não me engano, custou R$7,50. Frente à economia que você fará com os guias, tá de graça. Dá pra comprar um bom powerbank pra carregar o celular na viagem que você ainda sai no lucro (recomendo o zenpower da asus). Dito isso, com exceção da trilha da cachoeira da fumacinha todas as trilhas foram feitas tranquilamente seguindo o tracklog no celular (tracklog é o caminho que você segue com o GPS). São trilhas bem marcadas, muita gente passa por lá. Vez ou outra há uma bifurcação e você tira a dúvida com o app.
      Não vou detalhar todos os passeios que fizemos pois há uma infinidade de relatos que já fizeram isso melhor do que eu poderia fazer. Deixo apenas algumas observações:
       
      - Em Ibicoara conseguimos ‘sacar’ dinheiro numa loja de reparo de motos. O dono passa no seu cartão uma compra no valor que você quer sacar e te dá o valor em dinheiro. Pode ser uma boa alternativa, já que são poucos caixas eletrônicos e o correio fica cheio. Pegamos a dica no hostel ibicoara.
       
      - A trilha da cachoeira da fumacinha é bem pesada, mas vale a pena. Além do tracklog, baixe esse relato e siga-o. Alguns pontos parecem impossíveis, mas lendo o relato dá pra passar.
       
      - Se for fazer fumacinha e buracão, compensa dormir na vila do Baixão. Fale com o Luciano (https://www.facebook.com/luciano.guiabicho?fref=ts) ele é guia e recepciona pessoas na casa dele ou indica a casa de alguém da vila. Ficamos na casa da Biazinha, pagamos 100 reais por pessoa, com direito a janta e café da manhã, cada um de nós ficou em um quarto separado. Você economiza alguns km de estrada de terra e tem uma experiência bem legal.
       
      - Visite a cachoeira do buracão. Ibicoara fica um pouco afastada das outras cidades da chapada, mas vale muito a pena. A trilha é tranquila, a queda é enorme, o volume de água é bom, dá pra observar por cima e por baixo, há estacionamento, banheiros e colete salva vidas. Lemos em todos os lugares que é preciso de guia para fazê-la, mas vimos um casal sem guia na trilha e suspeitamos que essa história talvez seja apenas um boato muito bem difundido.
       
      -Passe uma noite em Andaraí. No hostel donanna. Melhor custo benefício da viagem, hostel limpo, banheiros bons, ar condicionado, ótimo café da manhã, donos super simpáticos. Fica perto da sorveteria Apollo, que é sensacional e tem um bom preço e também do bistrô da cidade, que parece ser a melhor opção para comer lá a noite. Tínhamos planejado passar só uma noite lá, mas gostamos tanto que resolvemos entrar e sair do Vale do Pati por Andaraí, ficando 3 noites no hostel. Andaraí fica próxima dos poços Azul e Encantado e também tem algumas cachoeiras.
       
      - Em Andaraí a única operadora que tem sinal é a Claro. Não perguntei nas outras cidades, mas acredito que seja mais ou menos assim no restante da região.
       
      - Se tivesse que cortar um dos poços do passeio, eu cortaria o Azul. É nele que se mergulha, mas o Encantado é bem maior e mais bonito, achei uma experiência mais interessante. É possível ir de um poço ao outro por estrada de terra, diferentemente do que recomenda o Google Maps. Pegamos essa dica com um guia no Poço Encantado. O trajeto aparece no Waze. Saindo do poço encantado, volte até a entrada pra fazenda chapadão, à sua direita. Siga por ela até uma bifurcação que indica poço azul à direita e borracharia à esquerda. Pela esquerda também se chega ao poço azul, mas é preciso pagar 10 reais para atravessar uma ponte dentro de uma fazenda.
       
      - O poço azul fica cheio e há fila para mergulhar nele. É bom chegar cedo, nós tivemos que esperar 2h na fila.
       
      -Em lençóis ficamos na pousada São José 2. 60 reais por pessoa, ar condicionado, café da manhã, boa localização. Recomendo.
       
      - O poço do Diabo é de fácil acesso mas não é imperdível. Eu deixaria como plano B.
       
      - Praticamente não existem placas indicando o caminho pra nenhuma atração turística de lá. Nem mesmo pro Morro do Pai Inácio que é um dos pontos mais conhecidos. Saindo de lençóis será a primeira entrada à direita depois da Pousada do Pai Inácio, numa estrada de terra. Sem placa alguma. A presença do guia em passeios como Morro do Pai Inácio, Pratinha, Poços Azul, Encantado e do Diabo é completamente dispensável. Ele meramente vai te indicar o caminho e fazer companhia durante os passeios. No Wikiloc você acha os tracklogs para chegar de carro até todos os pontos turísticos da chapada.
       
      - Fomos pra chapada em janeiro de 2017 e infelizmente havia pouca água em praticamente todas as cachoeiras. Vale a pena tentar conferir se os rios estão cheios antes de partir pra lá.
       
      - É verdade que qualquer carro enfrenta a chapada, mas ele vai sofrer um pouco. As estradas de terra são muitas, são ruins e com muito pó. Vimos alguns donos de Corolla receosos com seus carros por lá. Alugar é uma boa.
       
      -Na chapada há uma certa confusão com maracujá. O maracujá amarelo que vendem nos supermercados é
      chamado de maracujina, e o que chamam de maracujá é um maracujá do mato, de casca roxa e interior verde. Se você pedir um suco de maracujá e ele vier verde, já sabe o que aconteceu.
       
      - A cidade de Lençóis realmente possui a maior estrutura turística da chapada, com ótimas opções de bares e restaurantes, mas não recomendo passar todas as noites lá. A chapada é muito grande e as cidades menores também têm seus atrativos, além de serem mais baratas.
       
      SOBRE O VALE DO PATI
      -Têm-se acesso ao vale do Pati por 3 caminhos: Saindo do Capão, de Guiné e de Andaraí. Saindo de Guiné é o menor caminho, do Capão o mais longo, mas dizem ser o mais bonito. Fomos e voltamos por Andaraí, onde deixamos o carro. Encaramos a ladeira do Império, um caminho todo calçado por pedras. Gastamos cerca de 5h desde Andaraí até a casa de Seu Eduardo e umas 7h da casa de Dona Raquel até Andaraí. Recomendo fazer pela manhã, evitando o sol.
       
      - Não recomendo levar barraca pro Pati. A menos que você queira fazer camping selvagem (há algumas clareiras na trilha) e abrir mão de mordomias como chuveiro, banheiros e acesso às cozinhas comunitárias, não compensa financeiramente. As casas de apoio praticam os mesmos preços (20 camping, 25 pra dormir com saco de dormir e 35 pra dormir em camas, 110 a diária com janta e café da manhã). Ao meu ver, não vale a pena carregar o peso da barraca por essa economia.
       
      - As casas de apoio têm vendinhas com alguns alimentos, também vendem água, cerveja e Coca Cola. No Seu Eduardo a Coca era R$7,00 e geladíssima, na Dona Raquel era R$8,00, não tão gelada.
       
      - Não suba o morro do castelo sem lanterna. Há uma gruta lá em cima. Ao sair da gruta, ande para os dois lados. Indo pra esquerda há um mirante nas pedras e para a direita você encontra outra saída da gruta. Entre nela que você retorna ao ponto inicial
       
      - Alguns tracklogs para a cachoeira do funil têm um longo trecho andando pelo leito do rio, que é pegando uma bifurcação na trilha pro morro do castelo. Esse é o caminho difícil. Há como chegar até bem perto das cachoeiras por trilha, informe-se com os nativos.
       
      - Também existem dois caminhos entre a prefeitura e a casa de Dona Raquel, um em cada margem do rio. O caminho mais suave é o que fica à direita do rio, pra quem está indo pra Dona Raquel.
       
      Também fiz uma planilha com os passeios da Chapada, acho que pode ser bem útil. Vou deixar a edição livre, pra adicionarem ou atualizarem as informações
      https://docs.google.com/spreadsheets/d/1_4-nOWQOdKMwG-fntIXCsLC3i_HlP8i9YeBz5Z_9VpQ/edit?usp=sharing
       
      Os relatos em que me baseei pra viagem foram esses:
      http://www.nathalyporai.com.br/2016/12/chapada-diamantina-raio-x-dos-gastos.html
      http://www.mochileiros.com/chapada-diamantina-vale-do-pati-t134101.html
      http://www.mochileiros.com/descomplicando-o-vale-do-pati-com-ou-sem-guia-fotos-t89310.html
      http://www.mochileiros.com/chapada-diamantina-guia-de-informacoes-t29075.html
      http://www.mochileiros.com/chapada-diamantina-em-07-dias-gastando-pouco-no-carnaval-2015-t109690.html
       
      Espero que as informações sejam úteis, aproveitem a Chapada.
    • Por Bravo Mochileiro
      A primeira coisa que uma pessoa que nunca fez trilhas longas pensa antes de fazer uma trilha de 5 dias é: “meu deus do céu, vou andar sem parar 5 dias, será que eu agüento? Nhe nhe nhe nhe”. Bem, tem trilha que é isso mesmo, kkkkk, andar sem parar o tempo todo! Eu particularmente adoro isso! Mas o Vale do Pati, não, você anda bastante nos dias de ir e de voltar, mas os dias que você fica no Vale as caminhadas são até os atrativos do local, e essas caminhadas, dependendo de onde você estiver, não são tão longas assim, e você pode tirar uns dias de descanso no próprio Vale. Já vive em uma agitação louca de tempo e horários durante a vida toda, na cidade, vai ficar na mesma nóia no PARAÍSO? Sai dessa, vamos descomplicar o Vale do Pati AGORA!!!
       
       
      Os preços praticados pelos guias na Chapada Diamantina são altos (principalmente se você é um mochileiro quebrado como eu). Para o Vale do Pati pratica-se o preço de R$ 150,00 por pessoa por dia, incluindo alimentação durante a trilha, estadia na casa de nativos, alguns guias cozinham e levam todo o peso bruto da comida, panelas, kit de primeiro socorros, neste caso o turista leva apenas uma mochila de ataque com seus itens pessoais e não precisa fazer nada além de levar seu próprio corpo, outra opção é sem nada incluso que custa cerca de R$ 80,00 por pessoa por dia, neste caso o guia apenas conduzirá o turista pelas trilhas, ficando a cargo do contratante pagar a estadia diretamente aos nativos e levar sua comida, o guia vai ajudar a fazer a comida, caso tenha que ser feita na mata. Levando-se em conta que o Vale do Pati oferece várias atrações naturais e cada uma exige um dia para ser visitada e gasta-se no mínimo um dia inteiro para chegar no vale e outro para ir embora, o passeio exigirá então, no mínimo, para conhecer muito pouco o vale, 4 dias, o que já custaria a apenas um turista a bagatela mínima de R$ 320,00 sem contar os gastos com comida e estadia, e ele vai ver muito pouco do Vale. Esse valor pode variar de acordo com a época do ano e quantidade de pessoas no grupo. Eu recomendo o mínimo de 6 dias no Vale, e ainda acho pouco, imagine que para um grupo de 4 pessoas esse passeio de 6 dias sairia um total de R$ 3600,00 com tudo incluso, um valor bem interessante para um guia fazer em apenas uma guiada de menos de uma semana, não é?! Imagine grupos grandes com 10 pessoas ou mais, neste caso o guia contrata ajudantes que carregam peso e ajudam os turistas durante a trilha, evitando que se dispersem do grupo e se percam, mas o valor sobe estratosfericamente e torna o trekking inviável para muita gente quebrada como eu.
      Outra opção é pegar a trilha por conta própria, sem guias e sem gastos exorbitantes. Essa opção é bem mais arriscada e exige algum preparo extra, além de resistência física (sempre vai exigir resistência, com ou sem guia), mas é perfeitamente possível se você já está minimamente familiarizado com trilhas e acampamento. Ou seja, se você já foi escoteiro, já pegou outras trilhas com pernoite na mata, sabe ascender fogo e cozinhar, enfim, se tiver noção do que está fazendo, vá sem guias. O guia sempre será uma segurança, além de conhecer a flora, a fauna e a história do lugar, o fator limitante aqui é grana ou vontade de se aventurar sozinho (os dois no meu caso). E para mim o próprio guia é um fator limitante, eu gosto de fazer o que me der na telha e não de seguir roteiros pré-programados que todo mundo faz!
      Agora se você for optar por um guia, exija da agência ou procure um guia nativo e converse com ele antes de fechar, pra ver se as personalidades batem... [...]  Procure referências, peça para ver fotos, entenda a trilha que você vai fazer antes de fazer!
      As trilhas do Vale do Pati são algumas das trilhas mais movimentadas do Mundo e estão sempre cheias de turistas, trilhas dessas (pense bem) não podem ser pouco marcadas, e não são, dizem que as trilhas do Capão não são trilhas, são rodovias, de tão marcadas que são (kkkkk) e você provavelmente vai encontrar outros grupos caminhando na mesma trilha (hora perfeita para aproveitar para tirar dúvidas com o guia dos outros). Ao contrário do que dizem, as trilhas são muito fáceis de encontrar, embora sejam longas. Você só vai se perder se pegar uma trilha muito menor e menos marcada que a trilha principal, o que intuitivamente não vai fazer e se fizer, relaxe, você acabou de aprender um caminho novo para lugar nenhum e nunca mais vai entrar nele outra vez, volte por onde veio e encontre o seu erro, agora entendendo mais a geografia do lugar, sem se desesperar.
      Existem muitas trilhas que levam ao Vale do Pati, as mais famosas saem do Vale do Capão, de Guiné e de Andaraí. A trilha clássica e o visual mais bonito é uma das três que saem do Capão. A trilha mais curta, porém menos impressionante, leva o vale do Pati à Guiné. Uma linda trilha usada antigamente pelos mais de 2000 habitantes que existiam no Pati é a trilha que leva à Andaraí pela Ladeira do Império. Também existem trilhas que levam à Mucugê e Igatu, mas são bem mais roots e eu não conheço ainda.
      As 3 trilhas que ligam o Capão ao Pati tem um bom trecho em comum, saem do “Bomba” (bairro do Capão) subindo em direção ao Gerais dos Vieiras, passando pelo Córrego das Galinhas, uns minutos a frente pode se ver um extenso caminho levando às montanhas do Pati, à direita se vê uma enorme serra (Serra do Candombá) que se estende praticamente em linha reta até o Pati, à esquerda se vê cadeias de montanhas que lhe fazem perceber que está no meio de um enorme vale onde se encontra o Gerais do Vieira (Gerais é um tipo de fito fisionomia, com solo raso e vegetação geralmente rasteira, muito sol na moleira).
      Nesse ponto, depois do Córrego das Galinhas existe a primeira bifurcação importante, existe uma grande trilha principal que segue aparentemente para a direita enquanto outra trilha, também bem marcada, segue para a esquerda. A trilha da esquerda é a trilha que leva ao Pati passando pela Cachoeira do Calixto, é uma trilha mais difícil, exige pernoite na mata (existe um lugar onde as pessoas usualmente acampam, se chama Toca do Gaúcho), passa por uma parte descampada e depois por uma floresta que me arremeteu à Mata Atlântica e à Mata Ciliar (do Cerrado), até chegar na fabulosa Cachoeira do Calixto, depois mais 3horas de caminhada na floresta, recheada de aves e palmito Jussara nativo, chega-se à “Prefeitura” ou “Casa de Jailson” que são, na verdade, casas de nativos que recebem os turistas, eles oferecem quartos com camas (R$ 25,00), alojamentos para isolante térmico (R$ 15,00) ou área para camping (R$12,00), também oferecem refeições (a combinar).
      Retornando à primeira bifurcação, viramos agora à direita, continuando a trilha principal por alguns minutos, passando por alguns córregos (nunca vire nas trilhas à esquerda a partir daí, siga a principal, pela direita), chegamos agora em um corregozinho bem impactado, com várias trilhazinhas para tudo que é lado. Esse é um momento de atenção!!! Explore as alternativas de trilhas do lugar para se localizar!!! Seguindo reto você vai subir um pequeno elevado onde vai haver uma bifurcação bem visível, à esquerda andando apenas alguns metros você vai chegar no “Rancho dos Vaqueiros”, é um ponto de apoio coletivo, trata-se de uma casinha de pau-a-pique que fica trancada, mas tem uma varandinha que pode ser utilizada para dormir e/ou cozinhar, existe uma piscina natural de água geláááááda e algumas árvores frutíferas (que se você tiver sorte vai estar na época), voltando à bifurcação, à direita é a “Trilha das Mulas”, só seguir reto e sem dó de ser feliz que essa trilha vai te levar direto para a “Igrejinha” ou “Ruinha”, tenha em mente que a Serra do Candombá estará sempre à sua direita e é só ir a seguindo ao longe que não tem erro. Vale lembrar que das 3 trilhas que ligam o Capão ao Pati essa Trilha das Mulas é a mais curta, porém não tem o mesmo visual das outras duas e da vez que passei por ela estava chovendo e a lama mole da trilha fazia meu pé afundar até o tornozelo a cada pisada, as vezes até a metade da canela, sem contar as urtigas e samambaias que vão te queimando e arranhando durante o percurso, também é a trilha que tem mais sombra, acho que em época de pouca chuva é tranqüilo de fazer. Voltando ao riacho impactado, virando bruscamente à direita, no rumo da Serra do Candombá, está a trilha mais bonita e clássica do Vale do Pati, seguindo essa direita chega-se no pé da serra onde se inicia a subida do “Quebra Bunda”, é uma subida vertiginosa de uns 30 minutos, sobe até o “Gerais do Rio Preto” que é a parte superior da serra, a partir daí é só ir margeando a beira da Serra por quase todo o percurso, existem várias entradinhas à esquerda que levam a belíssimos mirantes, vale a pena entrar em todas para descansar e olhar. Permaneça na trilha principal e não entre nas bifurcações à direita, elas te levarão a Guiné. Seguindo a serra por algumas horas você chegará à beira da “Rampa” descida vertiginosa e tensa (que vira uma subida deliciosamente torturante caso volte por aí). Essa parte exige atenção pois se não perceber o lajedo da descida vai passar reto e errar a trilha, indo no rumo do Cachoeirão por cima ou Mucugê (acredite, você não vai chegar em Mucugê se errar essa trilha, é bem longe, só vai andar pra cacete e depois voltar tudo) . Do alto da Rampa se vê uma montanha com uma trilha bem marcada em um morrinho logo à frente, abaixo e à direita já dá pra ver a “Igrejinha”, se você estiver nesse ponto, procure a descida, vai ser fácil de achar, mas cuidado na hora de descer.
      Chegando em baixo, você vai ver que a descida cruza uma trilha, virando à esquerda você vai chegar em menos de 10 minutos na Igrejinha, seguindo reto você vai passar por uma pontezinha improvisada e depois subir a trilha do “morrinho” que você viu lá de cima, depois desce tudo e pronto, você estará dentro do Vale do Pati, vai passar pela casa de Dona Lea, seguindo depois para a casa de André e de Dona Raquel.
       

       
      Das atrações do vale destaca-se a convivência com os nativos, que habitam o lugar a algumas décadas, vivendo de modo tradicional, com o que eles tem lá, meio de transporte lá é cavalo e burro, fora a caminhada, constroem suas casas com madeira e barro locais, quase sem cimento, que é pouco utilizado apenas nas bases das casas mais novas, tem uma culinária peculiar, não deixe de provar o Palmito de Jaca e o Godó de Banana Verde, converse muito com eles, entenda mais do seu modo simples de viver, talvez você nunca mais volte a ser o mesmo!
       
       
       
      Dentro do Vale do Pati existem várias atrações naturais onde é possível a visitação, as mais conhecidas e visitadas são: Cachoeiras dos Funis, Morro do Castelo (ou Lapinha), Cachoeira do Calixto, Cachoeirão (por cima e por baixo), Poção (ou Poço da Árvore). Vou explanar um pouco como são atrativos tendo como ponto inicial a Casa de Dona Raquel, que é o lugar mais famoso onde a galera fica quando chega, além da casa de Dona Raquel, também tem a Igrejinha, Casa de Dona Lea, Casa de André, Casa de Agnaldo e Casa de Seu Wilson, que ficam no chamado “Pati de Cima” que é por onde a galera que vem do Capão normalmente chega. Ainda tem o “Pati de Baixo” onde tem a Prefeitura, Casa de Jailson, Casa de Seu Eduardo e Casa de Jóia que também recebem turistas. Procure ter um mapa que vai ajudar MUUUUITO, você pode conseguir um bem detalhado por R$ 20,00 na pousada “Pé na Trilha”, no Capão.
       
      Cachoeiras dos Funis: é um dos atrativos mais perto (ponto de referência Casa de D. Raquel), para chegar na primeira cachoeira é preciso pegar uma trilha subindo que passa ao lado da casa de Seu Wilson, depois desce tudo à direita até chegar na margem do rio Pati e vai subindo, a partir daí não tem erro. Chegando na primeira cachoeira que já pede um bom banho, vai seguindo pelo lado esquerdo do leito (esquerdo de quem vai subindo o rio) pelas trilhas, vai chegar na Segunda cachoeira, preste atenção do lado esquerdo tem uma “escalaminhada” sobe ela, passa pela cachoeira por cima, e continua pelo lado esquerdo as trilhas até a ultima cachoeira que tem um bom lajedo para tomar um solzinho no melhor estilo calango.
       

       
      Morro do Castelo: Fica de frente para a Casa de D. Raquel e o acesso é por uma subida íngreme, porém curta do outro lado do rio, pouco depois da Escolinha abandonada do Pati. Chegando lá em cima (aproximadamente 40min de subida depois) tem um mirante de onde se vê o Pati e as casas dos moradores, também da pra ver a ultima cachoeira dos Funis. Seguindo a trilha por mais 15 minutos você vai chegar à boca de uma gruta que atravessa para o outro lado da montanha, você vai ter que entrar nessa gruta, então leve lanterna, atravessou a gruta está do outro lado do Castelo, subindo umas pedras saindo por uma fenda. Virando a esquerda existe uma trilha que leva ao mirante mais espetacular da Chapada Diamantina, de lá se vê os dois vales, do Rio Pati e do Rio da Lapinha, no primeiro a ultima cachoeira dos Funis e no segundo a belíssima Cachoeira do Calixto, da até pra ouvir o som da água! Voltando para a fenda e v irando a direita a trilha leva a um novo mirante que dá pra ver o Pati de Baixo, seguindo a trilhazinha a esquerda passando pela mata vai chegar em um terceiro ponto de caverna chamado “Janela”, entrando lá e descendo para a caverna você vai dar em uma galeria subterrânea ainda maior que a primeira e percorrendo toda ela chega em uma fenda que vai dar bem no meio da primeira galeria por onde passamos na primeira entrada da gruta, vire a esquerda e vai estar de novo na boca da gruta, voltando a trilha. Não deixe de subir o Castelo se for no Pati, é sensacional! Pico mais lindo que eu vi na Diamantina!
       

       
      Cachoeira do Calixto: uma belíssima cachoeira, convidativa para um delicioso banho, saindo de D. Raquel passando pela prefeitura, atravessa o rio pelas pedras, contorna o morro do Castelo e o Morro Branco do Pati, chegou nela, uma andada de 3horas de duração, porém vale MUITO a pena, lá tem lugar para armar barraca, então se não quiser ir e voltar, programe bem seu itinerário para passar pelo Calixto quando estiver deixando o Pati. Mais no final vou deixar um roteiro interessante para se seguir no Vale.
       

       
      Cachoeirão: existem vários caminhos que levam ao cachoeirão, vou falar só dos mais simples, os outros descem fendas íngremes e perigosas, então se quiser saber desses caminhos, pergunte lá no Pati para algum nativo, ele vai te explicar melhor que ninguém, mas cuidado com o baianês deles! O Cachoeirão é como a Cachoeira da fumaça, um barranco de 300 metros de altura no final de um vale profundo de onde se desprendem mais de 20 cachoeiras com até 280 metros (na época de cheia), um lugar incrível. As trilhas por baixo e por cima são bem diferentes uma da outra, por cima tem que voltar de D. Raquel sentido Igrejinha, ao invés de subir o barranquinho, continue a trilha a esquerda, como se estivesse indo para trás da Serra do Sobradinho, vai passar por uma porteira, abra e feche a porteira, siga a trilha principal, atravesse o rio, suba uma ladeirinha, vai dar lá em cima do Candombá novamente, continue a trilha, vai passar por umas arvorezinhas onde a galera acampa e seguir direto, lá na frente, cerca de 1h30 de caminhada depois vai haver uma bifurcação, a esquerda é nosso caminho, a direita vai para Mucugê, não vá para Mucugê, é longe pra caralho (eu já me perdi aí e andei o dia todo sem ver nada, só sol quente e nenhuma árvore) pegando a esquerda vamos parar em um lajedo, olhando para frente tem uma descida e la na frente já da pra ver a trilha, siga as setinhas e a trilha mais batida. Nesse ponto é só lajedo, muita gente se perde aí, então preste muita atenção para não se perder na volta. Atravessa um reguinho d’água, à direita fica a Toca do Gavião, ponto de dormir, siga reto para o cachoeirão. Chegando lá tem um lajedinho e um pocinho do rio, do lado esquerdo do rio atravessa para um dos mirantes, do lado direito para o outro mirante, explore o lugar todo a partir daí, entre nas trilhazinhas e vá tirando suas próprias conclusões, não esqueça da máquina fotográfica, eu tenho muito poucas fotos daí pois acabou a bateria da câmera, das duas vezes q fui lá, não deixe o mesmo acontecer com você. Cachoeirão por baixo, siga de D. Raquel sentido Prefeitura, na prefeitura passe direto e vire a esquerda e vá caminhando até a Casa de Eduardo, no caminho você vai passar pela entrada do Poção que fica logo antes de uma ladeira à esquerda perto de uma grande pedra (Toca da Árvore). Chegando em Seu Eduardo provavelmente você vai ter que dormir lá, de D. Raquel até S. Eduardo são 3h de caminhada, e de Seu Eduardo até o Cachoeirão, mais 2 horas, então já viu, vai andar! Cuidado no caminho do cachoeirão por baixo, são muitas pedras escorregadias e boa parte do caminho é pelo leito do rio, não se arrisque demais, lembre-se que o socorro está bem longe! Chegando lá você vai ver o primeiro poço, suba as pedras e lá dentro da floresta procure um caminhozinho meio fechado à esquerda, vai dar no Poço do Coração, lindíssimo e geladíssimo!
       

       
      Com essas explicações, um bom mapa, noção do que está fazendo, aquela “boca de quem vai à Roma” e um pouco de coragem você vai conseguir curtir o Pati sem gastar rios de dinheiro e sem a rigidez de um guia por perto. Pura diversão!
       
      Roteiro MASTER 360 no Pati:
      Dia 1: Caminhada Capão – Casa de Dona Raquel (pernoite)
      Dia 2: Descanso na casa de D. Raquel ou pule para o dia 3
      Dia 3: Cachoeiras Dos Funís e volta pra D. Raquel (pernoite)
      Dia 4: Casa D. Raquel – Cachoeirão por Cima – Casa D. Raquel (pernoite)
      Dia 5: Castelo de manhã, almoço em D. Raquel, caminhada até a Prefeitura (pernoite)
      Dia 6: Caminhada Prefeitura - Poção (Poço da Árvore) - Casa de S. Eduardo (pernoite)
      Dia 7: Caminhada S. Eduardo – Cachoeira do Calixto (pernoite em barraca)
      Dia 8: Cachoeira do Calixto – Vale do Capão
      Obs: É interessante deixar uns dias pra descanso, é bem intenso e o resultado é o mesmo de um SPA, mesmo comendo feito um touro você vai chegar mais magro. Esse roteiro dá pra adaptar de modo a passar a noite na casa de vários nativos.
       
       
      ATENÇÃO: Cuidado com seus pertences. Não deixe lixo em lugar nenhum, leve todo ele com você, inclusive o orgânico, ele se decompõe sim, mas também causa impacto, não existe farinha de trigo no mato, não existe sal, nem açúcar refinado, então não deixe eles lá. Use sabão de coco para se lavar e lavar os utensílios, sempre em água corrente. Não acenda fogueiras debaixo das grutas, muitas delas já estão pretas de tanta fumaça, ao invés de queimar madeira leve um fogareiro, ou no mínimo um litro de álcool e uma latinha de atum, você já consegue cozinhar assim. Não retire plantas e pedras. Deixe somente pegadas e leve apenas saudade e fotografias. Tenha consciência, outros passarão por ali depois de você. Use esse texto com responsabilidade. Não se arrisque demais!
       
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    • Por Bernardo_carcará
      Relutei um pouco em escrever este relato, afinal, sabia que seria difícil descrever impressões tão pessoais acerca de tudo que vi e senti nestes dias de solitude pela Chapada Diamantina. Mas muito do estímulo que tive para esta empreitada me veio de outros relatos que li, de depoimentos de verdadeiras transformações pessoais advindas de viagens. Então, se este relato servir de inspiração para uma pessoa que seja, terá valido a pena cada palavra aqui escrita.
       
      Bom, em maio completei meus 30 anos. Não sei se é comum, mas nesta fase os já muitos questionamentos de vida que eu sempre trouxe comigo se aprofundaram, e eu senti uma imensa necessidade de organizar minha cabeça, tomar decisões, procurar respostas na minha alma, no meu íntimo, em um lugar que ainda não tivesse sido de certa forma corrompido pela sociedade que eu tanto questiono, mas que tanto me influencia. E eu sabia que o único jeito de conseguir este contato tão profundo comigo mesmo seria estando sozinho e em um lugar com pouco ou nenhum contato com outras tantas pessoas e informações.
       
      O fato de já ter estado outras vezes na Chapada Diamantina e sabendo que eu não teria tanto tempo para organizar uma viagem, me levaram ao interior da Bahia. Baixei um app de localização por GPS no meu celular, baixei também os mapas dos quais eu iria precisar e li bastante sobre os roteiros que eu pretendia fazer, que inicialmente eram a travessia de Lençois para o Vale do Capão passando pela Fumaça por baixo e a travessia completa do Vale do Pati, entrando pelo vale do Capão, descendo por toda a extensão do vale, subindo novamente e saindo também pelo Capão.
       
      Fiz as malas escolhendo colocar pouquíssima roupa e dando preferência para as peças mais leves e também para um conjunto de roupas que me protegessem do frio, no caso de algum contratempo na trilha. Fiz também uma farmacinha com analgésicos e material para curativos. Indispensáveis também foram a lanterna, 4 pares de meias secas, além da minha barraca (que logo descobriria deveria ser bem menor), e meu saco de dormir.
       
      Dia 22.06 entrei no avião que me levaria de Recife, onde moro atualmente, até Salvador. Cheguei na capital baiana ainda cedo, por volta das 13h e, tendo em vista que meu ônibus para Lençois estava marcado para as 22:45, resolvi visitar o centro histórico de Salvador, que naquele dia dava início aos festejos juninos, com palcos onde a noite iriam ocorrer shows. Peguei um ônibus no aeroporto que por R$ 5,50 me levou até a praça de sé, por um roteiro que incluiu toda a bela orla da cidade e que durou pouco mais de uma hora.
       
      Chegando à Praça da Sé, não havia tanta gente assim pelas ruas, já que, pelo que o cobrador do ônibus falou, estava chovendo bastante nos últimos dias e também muita gente já tinha viajado para passar o são joão no interior.
      Fui direto conhecer o elevador lacerda, aproveitando que não chovia. De lá pude conhecer o mercado modelo e também perambular pelas ruas do centro histórico, subindo e descendo, passando pelo pelourinho e pelas belas igrejas.
      Todavia, o que mais me chamou a atenção foi o povo do lugar. Salvador é um retrato da desigualdade social que assola este país. A região do centro histórico parece ser bem pobre, o que expõe as pessoas que lá vivem a problemas com álcool e o crack, sendo que as mais afetadas são as de raça negra, um povo cujos antepassados construíram aquilo tudo e que deveriam estar em situação de protagonismo, mas não estão. Os bares, restaurantes e o comércio são dominados por estrangeiros e pessoas de outros estados, nada contra, mas acredito que a população local deveria ter subsídios para também se valer do lucro trazido pelo turismo.
      Antes de ir para a rodoviária, pude ver o primeiro show da noite, uma orquestra de sanfona que eu, como apaixonado pelas minhas raízes sertanejas, não tive como não me emocionar.
      Retornei para a praça da sé e peguei um ônibus para a rodoviária, pagando pouco mais de R$ 3.
       
      A rodoviária estava LOTADA. Retirei minha passagem no guichê e aguardei o horário da partida do ônibus. O tempo até que passou rápido, e um bom papo com um Francês que estava do meu lado ajudou a distrair. É bom trocar uma ideia, ver como pessoas diferentes enxergam as coisas te ajuda a melhorar a visão de mundo. Despedir-me do camarada da França e parti rumo a Lençois.
       
      Ao chegar em Lençois, ainda de madrugada, já preparei minhas coisas para a travessia para o Capão. A esta altura, após muito refletir, decidi fazer a travessia diretamente, abortando a ideia de fazer a trilha da fumaça por baixo. Eu não estava tão seguro, não tinha estudado a trilha o suficiente e não dispunha de fogareiro, além disso, uma estranha sensação me fez recuar. Dessa forma parti rumo ao Vale do Capão.
      A trilha não é tão fácil, em alguns pontos de mata e nos lajedos eu tive dificuldade de encontrar o caminho correto, mesmo com o gps. Tive que ir e vir algumas vezes para encontrar a trilha, além de ter que encarar um lamaçal horrível, também fruto de um erro meu durante a trilha.
      No fim da tarde, já chegando em águas claras, descobri que estava proibido o acampamento na região, então voltei um pouco mais na trilha e encontrei um lugar onde um guia levantou acampamento com um casal de turistas. Decidi então montar minha barraca por ali tbm, já que era apenas uma noite e eu não precisaria de água, nem de comida, pois já tinha trazido suprimentos para aquele pouso.
      No dia seguinte desfiz acampamento e segui para o Vale do Capão.
      Chegando ao Capão a ideia era ficar em uma pousada, pois eu estava bem cansado, mas por ser são joão, estava tudo lotado. Resolvi, então, acampar no camping "Sempre viva", ao preço de R$ 20,00/dia. O Camping tem uma boa estrutura, com chuveiro quente e cozinha, além de ser um lugar tranquilo, silencioso e bem perto da vila.
      Ainda neste primeiro dia no capão fui fazer a trilha da Cacheira da fumaça por cima. Já tinha feito o percurso uma outra vez, sendo assim, dispensei o gps.
      A trilha é razoavelmente fácil, é bem batida, e por isso não tive dificuldade alguma.
      Por ainda ser cedo, tinha pouca gente na cachoeira, o que foi perfeito, pois me incomoda um pouco a barulheira.
      Ali eu percebi que tinha ido ao lugar certo para encontrar o que eu estava buscando. Aquela imensidão de beleza, o ar puro e o clima místico, tomaram conta de mim. Sim, ali estava eu mesmo, sem qualquer máscara, sem qualquer imposição social. A natureza não te exige nada, ela te deixa e te faz livre... Era a paz de espírito que eu tanto almejava!
      A noite fui com o pessoal do camping curtir um forrozinho na vila, que estava abarrotada de gente, porém, o frio e o cansaço me fizeram voltar cedo pra barraca...
      Segundo dia no capão e eu decidi ir até as cachoeiras da Angélica e da Purificação. Acordei bem cedo, pois sabia que se deixasse pra ir tarde corria o risco de ter gente demais no lugar. Fui a pé até o bomba, percurso que geralmente se faz de carro ou moto táxi, mas eu tinha tempo e disposição, então fui andando mesmo. A melhor das decisões, pois nessa caminhada vc consegue ver um pouco do estilo de vida dos nativos do capão e também das pessoas que resolveram viver por lá, mas de uma forma mais tranquila, longe da agitação da vila, recém descoberta pelo turismo de massa.
      A trilha para as duas cachoeiras tbm foi simples de percorrer com a ajuda do gps e, pra minha sorte, quando eu cheguei à purificação estavam lá apenas 5 pessoas! Meu coração se alegrou! Pude curtir tranquilamente a queda e até tirar um bom cochilo, relaxando com o som da água. Na volta encontrei MUITOS grupos se dirigindo até lá. Falo sem medo de errar, não menos de 60 pessoas eu encontrei se dirigindo para as cachoeiras.
      Retornei novamente andando para o camping, onde tomei banho e fui almoçar. Sobre o almoço, recomendo o "Pico do açaí", uma comida farta, deliciosa e vegetariana (apesar de ter opções para carnistas tbm), ao preço de R$ 20,00, uma pechincha em se tratando de Capão em época de feriado.
      Fui então comprar a comida que levaria para o Vale do Pati, nesse momento cometi meu maior erro nessa viagem! Comprei comida demais! Minha mochila, eu descobriria no outro dia, ficou demasiadamente pesada, e isso foi péssimo pra mim, pois no primeiro dia de travessia para o pati, de cerca de 23 km, eu sofri demais tendo que carregar todo aquele peso.
      À noite fui comer uma pizza com o pessoal do camping, fiquei mais um tempinho no forró e logo fui descansar.
       
      Dia de entrar no Vale do Pati. Como já falei, a mochila ficou pesada demais, já que além da comida eu ainda estava carregando uma desnecessária barraca para 4 pessoas, sendo que eu sou apenas 1, fora isolante e saco de dormir. Foi um erro pelo qual eu pagaria um preço.
      A trilha em si, do capão até a igrejinha, já dentro do vale do pati, foi fácil apesar da chuva e da lama que me acompanharam por mais da metade do percurso. Não me perdi hora nenhuma, o gps foi sempre certeiro. Levei cerca de 6:30h para percorrer os 23km.
      Ao chegar na igrejinha, capotei! Minhas pernas tremiam e eu começava a ter febre e uma imensa dor nas costas, devido ao peso da mochila. Decidi não acampar e paguei R$ 35,00 para dormir em uma cama na igrejinha. Tomei um banho e caí no colchão. Acordei por volta das 17h, a tempo de ver um por do sol que me fez recobrar minhas forças. O céu estava de um alaranjado lindo. Sim, cada passo com aquela montanha nas costas havia valido a pena.
      Cozinhei meu jantar, o cardápio foi macarrão com sardinha e suco de laranjas que eu peguei ali mesmo. Nas casas de apoio no pati é possível comprar o café da manhã e o jantar, além da dormida, ao preço de R$ 110,00 o pacote completo, mas eu queria me virar, queria cozinhar, queria provar pra mim mesmo que eu conseguiria fazer o que eu quisesse, e sozinho.
      No segundo dia acordei por volta das 7h, numa manhã bem gelada. Tomei banho, preparei meu café a base de frutas, mel e granola, e em seguida fui para o cachoeirão por cima. Também nenhuma dificuldade com a trilha ou com o gps. Quando cheguei lá, não havia mais ninguém, parece que só eu havia decidido encarar a trilha no frio. Chegando lá não dava para ver nada, tava tudo encoberto por nuvens.
      Sentei a beira do cachoeirão e decidi esperar. De repente o tempo começou a abrir e aquela imensidão de beleza veio se mostrar pra mim. Foi tão especialmente lindo! Depois da caminhada difícil um lindo dia, uma bela recompensa! Era Deus falando comigo! Me senti tão bem, tão agradecido por ter conseguido chegar até ali, por ter tomado essa decisão! Aquela viagem estava mesmo sendo um divisor de águas na minha vida!
      Retornei para a igrejinha, fiz o jantar e fiquei o restante da noite na fogueira, ouvindo as histórias do pessoal e trocando um pouco de ideia com os outros visitantes!
       
      No dia seguinte peguei a mochila e fui para a Prefeitura, outra casa de apoio dentro do vale do pati. Novamente nenhuma dificuldade com a trilha e a mochila já pesava menos, tendo em vista que eu decidi consumir boa parte da comida, pra não ter q carregar mais, e ir comprando mantimentos nas casas de apoio mesmo, apesar do preço mais salgado.
      Deixei minha mochila na prefeitura e segui para a cacheira do calixto, apesar do tempo frio.
      A trilha, apesar da muita lama, é fácil, já que não tem bifurcações. Cheguei à cachoeira e acabei nem entrando na água, pois estava gelada demais e não tinha sol, sendo assim, eu iria ficar encharcado e com frio.
      Dei uma cochilada enquanto o sol ia e vinha com constância.
      Umas duas horas depois resolvi voltar para a prefeitura. Na volta levei uma queda feia, caí em cima de um amontoado de pedras. Minhas costelas bateram em uma pedra pontuda. Fiquei sem ar, não conseguia me levantar, e como a queda foi dentro de um pequeno córrego, estava também todo molhado. Sentei por alguns minutos para recuperar o ar. Meu pulmão parece que não conseguia expandir direito e eu não havia levado qualquer analgésico, outro erro grave, tendo em vista que eu estava sozinho e deveria estar preparado para coisas assim! Consegui levantar e terminar a trilha com certa dificuldade, já que a chuva ganhara força e o lamaçal exigia ainda mais esforço. Mas cheguei bem à prefeitura, me mediquei, tomei um banho, fiz um risoto rapidinho e fui descansar.
      No dia seguinte a costela e o ombro doíam demais. Pra minha sorte tinha levado Tylex, um analgésico mega potente. Coloquei a mochila nas costas e segui para a casa do Sr. Eduardo.
      A parte baixa do pati é um pouco mais complicada que a parte de cima, já que tem mais trechos de mata. Todavia, com o gps foi fácil chegar ao meu destino, fazendo um rápida parada para um banho no Poço da Árvore, que fica no caminho. Chegando no Sr Eduardo, deixei a mochila, descansei um pouco à beira do rio e segui para fazer a trilha do cachoeirão por baixo.
      A mata estava bem fechada e as pedras escorregadias. Não tive dificuldades para me localizar, mas a trilha é difícil. Quando cheguei ao primeiro poço dei um mergulho e tentei seguir para o segundo poço, o do coração, mas não consegui encontrá-lo. O celular descarregou e eu tive que ir sem gps. Subi (muito) e desci pedra, perambulei um bocado, mas nem sinal do poço. Então, visto que as pedras estavam bem escorregadias, eu decidi voltar, pois uma queda ali poderia acabar com minha viagem ou até me colocar em perigo. Voltei para a casa do Sr. Eduardo já com tempo aberto.
      Eu estava leve e muito orgulhoso de mim, pois tinha descido todo o pati, e, mesmo com um certo receio por estar sozinho, não exitei em seguir. Bateu até um certo arrependimento por ter abortado a ideia da fumaça por baixo, já que eu teria conseguido sim concluir a travessia inteira, como havia planejado antes! A essa altura sabia que seria capaz de chegar onde eu quisesse.
      Comprei legumes na casa do sr. Eduardo ao preço de R$ 1,00 cada e fiz uma sopa para a janta. Logo após, depois de um papo com um simpático pessoal de Brasília, fui dormir.
      Nesta manhã me dei ao luxo de acordar às 9h. Fiz um rápido café e iniciei a trilha volta para a igrejinha. A única dificuldade era a dor na costela.
      Chegando à igrejinha deixei a mochila e fui até a cachoeira dos funis. O acesso não é tão fácil, já que a lama e o desce e sobe pelas encostas dos morros dificultam um pouco nossa vida. Nesse dia, apesar do frio, me arrisquei a um bom banho (devia ter feito isto no Calixto tbm).
      Era meu último dia no Pati, mas eu estava feliz demais com aqueles dias. Estar sozinho me fez ver o quanto é bom poder estar consigo mesmo, se ouvir, pensar, repensar, tomar decisões, enfim... às vezes temos medo da solidão, não sei porque! Um outro homem, mais sagaz e corajoso, iria sair daquele vale, e eu sou de uma gratidão eterna à Chapada Diamantina por isso...
       
      Na manhã da sexta fiz a trilha de volta para o vale do capão, saindo da igrejinha. Agora sem o peso da comida e com uma enorme leveza na alma...
      Usei a noite da sexta para descansar.
       
      No sábado consegui uma carona com um mineiro que havia encontrado no Pati, que me levou até Palmeiras, com direito a uma parada no Riachinho. Também no carro conheci o Esdras, um mexicano que está há 6 anos viajando de bike. Um cara com jeito simples, uma história incrível e que, mesmo falando pouco, disse tudo que eu precisava ouvir naquele fim de viagem... Foi aí que percebi que estar sozinho é muito bom, mas que preciso sim aprender com outras pessoas e suas histórias de vida, e mais, que sou responsável por ajudar a construir um mundo melhor para [email protected], onde valia a pena viver, onde [email protected] possamos ser felizes. Um mundo com mais igualdade, amor e justiça social.
      Peguei um ônibus para Lençois, onde ainda tive uma agradável noite com o pessoal com quem estava dividindo quarto no hostel, um engenheiro maranhense gente boa demais e uma outra engenheira alemã, sendo que com a moça a comunicação era lenta e hilária, já que eu sou um pereba no inglês. Mais uma edificante troca de experiências que essa viagem me proporcionou.
      No dia seguinte, Cedinho, peguei um outro ônibus para Salvador e de lá um avião de volta para Recife.
      Bom, esse é o meu relato. Se você chegou até este final, espero ter te inspirado um mínimo que seja. Espero que vc saia da zona conforto, enfrente o medo e SIGA EM FRENTE...
      Então, saudações mochileiras! Espalhe amor, seja luz!
      "Hasta a la victoria siempre!" (Comandante Che)
      Abaixo, as 3 únicas fotos que tirei na viagem... 


       

    • Por Iana Briaca
      Vou falar aqui no meu relato sobre formas de transporte que usei, hospedagem, duração da viagem e valores. Porque eu acho que é isso que uma pessoa procura quando busca informações sobre Mochilão. Sendo que na maioria das vezes é a primeira experiência da pessoa com um; 
      Resumo: 
      Tipo de transporte: ID JOVEM e carona pelas br da vida.  
      Hospedagem: Couchsurfing e voluntariado em hostel.
      Alimentação: Fazia compras para preparar minha própria comida ou às vezes eu comprava PF (mas comprar PF sai mais caro)
      Valor em dinheiro que levei: R$ 550,00.
      Duração da viagem: 54 dias.
      Quantidade de estados: 3 Estados e uma pequena parada em Brasília.
       
      SOBRE HOSPEDAGEM, TRANSPORTE PARA SAIR DO MEU ESTADO E ALIMENTAÇÃO NO PRIMEIRO DESTINO; PERNAMBUCO: Então, meu mochilão começou quando eu saí de Belém, que é a cidade que eu moro, no dia 04/07/2019, ruma à Pernambuco. Fui de ônibus usando o ID jovem, de passagem de Belém para Recife eu paguei 3,50. Isso, três reais e 50 centavos. Esse valor corresponde à taxa de pedágio que é cobrado pela empresa de ônibus, apenas. Quando eu cheguei em Recife fiquei hospedada na casa de um casal que consegui estadia pelo Couchsurfing. O tempo que passei na casa deles foi incrível, pessoas super legais. Com o mesmo aplicativo consegui estadia para passar um final de semana em Olinda, em uma pousada localizada bem no centro histórico. Também não paguei nada para ficar hospedada, apenas tinha que ajudar a moça que trabalhava na cozinha com serviços bem simples pela parte da manhã. Ah, e sobre alimentação, essa era por minha conta. (Talvez o seu anfitrião não tenha problema em ajudar nesse quesito com algumas coisas, mas também ninguém gosta de gente folgada né, se tu tiver condições de comprar a tua comida é muito melhor, caso contrário é bom você avisar à pessoa que vai te receber que vais precisar de alimentação também).
      OBS: Couchsurfing é uma plataforma que possibilita a troca de hospedagem em qualquer lugar do mundo. Na época era totalmente gratuita quando usei, agora o app tá cobrando uma contribuição de R$ 4,99 mensal ou R$ 29,99 anual por conta da crise do corona vírus.
      ROTEIRO: Quando estive em Pernambuco conheci Recife, Olinda, Porto de Galinhas, Praias do litoral de Cabo de Santo agostinho: Calhetas e Gaibu (caara, as praias mais lindas que conheci até hoje, e por não serem tão famosas quanto Porto de Galinhas, elas não são taão movimentadas, o que eu acho ótimo) e vila de Nazaré. Isso em uma semana, que foi o tempo que passei em Pernambuco. 
      TRANSPORTE PÚBLICO: Como eu fui com um amigo que sabia tocar banjo e eu enrolava no Maracá, optamos por não pagar passagens em transporte público e sim pedir para os motoristas deixarem a gente subir e tocar Carimbó nos ônibus. E assim, essa ideia deu super certo, tanto que a galera até ajudava com uns trocados, o que ajudou muito a gente na viagem. Sobre o valor de passagem de ônibus urbano não vou saber falar do custo, pois não tive essa experiência. Porém, fica a dica: Toquem nos ônibus ou subam pra vender algo. 
      SAÍDA DE PERNAMBUCO RUMO À BAHIA:  Saí de Pernambuco de carona, com a intenção de descer até a Bahia. Porém, no primeiro dia consegui carona com um caminhoneiro que tinha como destino Maceió, aceitei porque isso ia me deixar mais próxima do meu destino, né. Tive que ficar uma noite em Maceió para poder partir no outro dia. 
      Fiquei em uma Pousada de beira de estrada que custou R$ 40,00 no total pra dormir eu e meu amigo em um quarto com duas camas. 
      Jantei em um Restaurante que o PF custava R$ 10,00.
      No outro dia peguei mais duas caronas Alagoas-Sergipe Sergipe-Bahia e cheguei na Bahia, finalmente.  Passei uma semana em Salvador, consegui hospedagem no Couchsurfing, alimentação por minha conta, fazendo compras e preparando minha própria comida, de transporte usei o mangueio kk pedindo pra subir e tocar. Depois de uma semana, saí da bahia e voltei à br para pegar carona. Consegui diversas caronas no mesmo dia e cheguei na Chapada Diamantinaa. 
      NA CHAPADA DIAMANTINA:  Não consegui estadia com o couchsurfing na Chapada, tive que pagar uma semana de Hostel. 
      VALOR DO HOSTEL: 15 Reais a diária (pedindo desconto)
      ALIMENTAÇÃO: Comprava minha comida e preparava. 
      GUIA: É necessário guia apenas em algumas trilhas em outras tem como fazer de boas usando o gps. 
      DICA DE APP: MAPS ME Nele tem como usar o gps da localidade que tu se encontra sem internet. 
      SAINDO DA BAHIA RUMO GOIÂNIA: Saí da Chapada Diamantina de carona com inumeráveis pessoas, carona com caminhoneiro e carro particular, e passei perrengues, porque a Bahia é imensa. Levei 4 dias pra chegar em Goiânia.
      Nesse percurso nem sei quantas caronas peguei, foram muitas. Em nenhum momento precisei pagar pousada, até porquê nem tinha como, pois a grana já tava curta. Na primeira noite dormi na casa da família de um rapaz que me deu carona quando ainda estava indo para Chapada, Na segunda passei a noite em um posto de gasolina, Na terceira noite dormi na casa de um amigo que conheci com a experiência de carona também, isso em Brasília. (aproveitei pra comprar logo minha passagem de volta pra belém quando eu estava em Brasília) E por fim, no quarto dia consegui a carona para Goiânia. Em Goiânia passei quase algumas semanas, fiquei na casa de um amigo, apenas ajudando com a alimentação, no trasporte também não gastei nada.
      GOIÂNIA ATÉ A CHAPADA DOS VEADEIROS: De Goiânia até a Chapada dos Veadeiros, por muita sorte, tive só uma carona. Consegui carona com um fazendeiro que tinha uma propriedade próximo da cidade que eu ia ficar. Ele me deixou até a cidade que era meu destino, lá eu fiquei hospedada em um hostel onde trabalhei como voluntária em troca de estadia. Nos dias eu que trabalhava as minhas refeições eram por conta do hostel. A dinâmica de trabalho era a seguinte, eu trabalhava um dia e folgava dois. Passei uma semana na Chapada do Veadeiros, conheci a cidade de Cavalcante e Alto Paraíso. 
      FINAL DA VIAGEM: Saí da chapada dos Veadeiros de carona também, e fui até Brasilia. Lá eu passei apenas uma noite e no outro dia embarquei de volta pra Belém. A passagem que eu comprei foi com o ID Jovem, paguei apenas R$ 5,00. Ah, eu comprei com antecedência, sempre tens que comprar a passagem com usando o id com antecedência, não deixa pra comprar na hora senão vais te ferrar. 
      Enfim, minha experiência foi essa, espero ajudar em alguma coisa, é nooós!

    • Por [email protected]
      Olá pessoal, trago um relato da Chapada Diamantina, um roteiro feito em 10 dias tentando explorar ao máximo o melhor de tudo que vimos na Bahia.
      A data da Viagem foi em Junho de 2018
      Nosso estilo de viagem consistiu em avião Cuiabá/MT x Salvador/BA
      Alugamos um veículo econômico (Ford Ka) no aeroporto (reservando com meses de antecedência você vai pagar MUITO mais barato), para aproveitarmos ao máximo o tempo reduzindo a limitação por deslocamento, apesar de irmos apenas em casal digo que vale MUITO a pena, pois a Chapada é muito grande e consiste em cidades diversas, então eu penso que é um investimento de tempo e dinheiro.
      DICA DE OURO: Antes de fechar uma reserva de veículo abra em todos os navegadores possíveis < Celular, Chrome, Explorer, aba privativa.. > os preços variam no mesmo aluguel, no mesmo carro e na mesma locadora, confere e me conta. 🤑
      CUSTOS TOTAIS:
      Passagens Aéreas: R$ 350,00 cada
      Aluguel de Veículo: R$ 732,54
      Combustível: R$ 531,96
      Pedágio: R$ 13,80
      Lavagem+Balsa: R$ 50,00
      Total de Transporte: R$ 1.678,30 

      Estadias: R$ 955,92 / 2 = R$ 477,96 por pessoa

      Alimentação:
      Mercados R$ 417,62 + Restaurantes R$ 513,93
      Total alimentação: R$ 931,55 / 2 = R$ 465,77 por pessoa

      Entradas e Vouchers: R$ 461,00 / 2 = R$ 230,00 por pessoa

      VALOR TOTAL DO ROTEIRO DE 10 DIAS POR PESSOA: R$ 2.012,88

      ROTEIRO:
      Mapa principal que utilizamos da Chapada Diamantina
      Para você se contextualizar

       
      Dia 01 - Salvador > Palmeiras > Vale do Capão (474 km)
      Deslocamento Aéreo Cuiabá > Salvador
      Fomos ao centro conhecer o Elevador (estava quebrado no dia) e o Mercado Modelo (Tipo Mercadão/Feira)
      Seguimos viagem Salvador > Vale do Capão  (474 km)
      Hospedagem em Hostel Pajé Gaudeé (Vale do Capão) - 3 diárias por R$ 300,00 casal com café
      Chegamos de Madrugada no Vale do Capão (01h30 da manhã), é muito importante dizer que o Capão é beeem depois de Palmeiras, ficamos perdidos porque não acreditávamos que era tão adiante e já era de madrugada, ninguém para nos informar, então chegando em um vilarejo mantenha a esquerda e continue por alguns quilômetros a mais. (aprox. mais 20 km de terra)

      Centro de Salvador - Aonde fica o Mercado Modelo e o Elevador que leva ao Pelourinho (quebrado no dia)

      Dia 02 - Cachoeira da Fumaça (por cima)
      Localização: Vale do Capão
      Distância: 12km de trilha ida e volta. Não precisa guia.
      Trilha de nível: Médio
      Entrada: R$ 9,00 (Não existe uma taxa oficial, é feita uma doação no valor que puder)
      DICA: Leve jaqueta de frio e lanterna para ficar para o pôr do sol no ponto mais alto da trilha.
       

      Vista da trilha da Cachoeira da Fumaça por cima
       

      Vista do Mirante que há de frente para a Cachoeira, se der sorte, se molhará mesmo desta distância

       

      É inacreditável ver ela "cair" pra cima, as gotinhas dançam aos céus em uma sintonia delicada e harmônica.
       

      Pôr do Sol no retorno da trilha
       
      Dia 03  - Fazenda do Pratinha + Morro do Pai Inácio
      Cidade: Iraquara
      Dificuldade: Não possui trilha. Não precisa guia.
      Entrada: R$ 40,00 por pessoa.
      Incluso: Flutuação no Rio Pratinha, observação da Gruta Azul e observação da Gruta Pratinha. 
      Se quiser flutuar na Gruta Pratinha terá um adicional de R$ 40,00 por pessoa. A vantagem é poder observá-la mais de perto e adentrar a cerca, mas se tiver limitação com locais escuros, fechados e morcegos, aconselho que não vá. Rs!
      Almoço no Pratinha: R$ 20,00 por pessoa
      A Fazenda tem ótima infraestrutura, a observação da Gruta azul é ideal às 14h pois é quando entra o feixe de luz na gruta, se possível chegue um pouco antes pois formam filas para fotografar no momento.


      Rio Pratinha (Mirante) - Acesso à agua por baixo (não é muito profundo, no máximo 2m)


      Gruta Pratinha - Para observação ou flutuação


      Gruta Azul - Caminhada leve de 500m
       
      Localização: Iraquara
      Morro do Pai Inácio
      Dificuldade: 800 metros de subida rápida, 20 minutos. Não precisa guia.
      Entrada: R$ 6,00 por pessoa
      Último horário para entrada: 17h, ideal é chegar até as 16h.
      Vá para o pôr do sol

      Morro do Pai Inácio 

       

      Morro do Pai Inácio - pôr do sol

      Ao fim do dia fizemos as compras necessárias para fazer o Vale do Pati no dia seguinte, a noite o Vale do Capão é bem movimentado e gostoso de caminhar.
      Compre um mapa físico (R$ 30,00) como garantia em qualquer Hostel da rua principal, várias cidades não pegam sinal e mesmo que consiga um Wifi não conte com isso para carregar seus mapas, o mapa físico é uma garantia a mais caso você fique sem bateria, afogue o celular, etc. Vai te ajudar a entender os nomes e localizações e depois fica de lembrança.

      Dia 04 - Vale do Capão > Guiné > Vale do Pati (48 km)
      Saímos do Hostel Pajé Gaudée (hoje não existe mais ) e seguimos viagem para Guiné: a cidade de apoio mais próxima do Vale do Pati. Se trata de uma vila MUITO pequena com apenas um restaurante funcionando, não funciona internet em local nenhum após Palmeiras, o local é simples mas são muito hospitaleiros, comida gostosa e com preço justo, porém, cuidado com o dia e horário que passará lá pois não possuem muitos estabelecimentos.



      Hostel Pajé Gaudée - Check Out
       
      A entrada para o Vale do Pati fica bem próximo do centro de Guiné, carregue tudo no Waze no Wifi do seu Hostel no Capão.
      Almoço Guiné R$ 24,00 por pessoa
       
      Localização: Vale do Pati (Guiné)
      Entrada: Gratuito. Não precisa guia, mas precisa GPS, usamos sempre o Wikiloc.
      Dificuldade da Trilha: Difícil
      Aqui vou te convencer a alugar o carro: como o Pati é um trekking muito pesado, e fizemos uma viagem "eclética" com nossos itens de mergulho, roupas para muitos dias, entre outras coisas, pudemos deixar o excesso de peso no porta malas do carro e fazer o Pati só com o necessário.
       

      A porta de entrada do Pati, glorioso!

      O carro ficou estacionado bem a minha direita, na foto superior, é relativamente seguro, não costuma acontecer nada com os carros aqui.
       

      Mirante do Vale do Pati - Da entrada até este ponto são 6km de trilha :: Elevação de 1.200m

      A partir daqui você fará a "descida da rampa" que é uma ladeira íngreme até a base do vale.

      Na base da Rampa haverá uma tri-furcação, para frente você vai para Dona Raquel, são uns 3km até lá (hoje em dia ela já tem Instagram).
      À Esquerda para a Igrejinha - 1km
      À direita para o Cachoeirão por cima -  8km
      Escolhemos a Igrejinha pois já estava tarde, lá é uma hospedagem que oferece quartos, pensão completa ou camping. Tudo bem rústico, mas de boa qualidade.
      A "Igrejinha" é o local aonde mora o filho da Dona Raquel, se tratam de pequenas construções abrigadas no Vale.
      Pagamos R$ 40,00 por pessoa por uma boa cama com cobertor e direito a banho gelado, desistimos de acampar pelo cansaço e frio. Mas carregamos todo o peso de barraca/colchonetes pois não tínhamos como reservar e saber se haveria cama para nós. Hoje em dia eles já possuem Instagram para facilitar este contato (@hospedagemigrejinha).
      Para economizar não pagamos os R$ 40,00 por refeição, por pessoa, escolhemos pagar R$ 5,00 por dia pelo uso do gás deles, e lá possuem um "mercadinho" em que você consegue comprar comida por R$ 2,00 o molho de tomate; R$ 5,00 o macarrão e etc. Lembrando que estes são os valores de 2018, vale consultar novamente.

       

      Igrejinha - Vale do Pati
       

      Nosso quarto com vista privilegiada - Igrejinha - Vale do Pati
       
      Dia 05 - Cachoeirão por cima (18km ida e volta)
      Dificuldade: Difícil. Gratuito. Não precisa guia, mas precisa GPS.
      A cada passo uma paisagem, é impossível descrever o Pati, todo o ambiente te convence de como vale a pena viver para ver este cenário, e registrar tudo te fará lembrar com grande saudade o que foi vivido ali. Só vai!
       

      Vale do Pati - Caminho para o Cachoeirão por cima

       


      Vista para o Vale de um dos Mirantes do Cachoeirão por cima


      Vale do Pati - Retorno da trilha para o Cachoeirão por cima

      Dia 06 - Vale do Pati > Guiné > Mucugê > Ibicoara
      Após o desgaste da última trilha desistimos de fazer o Morro do Castelo, mas aconselho reservar um dia a mais para fazê-lo.
      Retornamos a trilha para Guiné, pegamos o carro, almoçamos novamente na cidade e seguimos para Ibicoara.
      DICA: Se precisar, saque dinheiro em Mucugê pois Ibicoara não possui caixa eletrônico.

      Localização: Ibicoara
      Ficamos em um AirBnb chamado: Hospedagem da Ivana - 2 diárias por R$ 295,92 
      E até hoje nada superou essa experiência. Se puder fique em AirBnb, é mais barato e é uma experiência ÚNICA, e melhor ainda, fique na Ivana, esse casal é mais que especial, hoje são amigos, e nos deixaram usar a máquina e o varal para lavar as roupas, fora as dicas e um café colonial baiano sem igual. s2

      Café Colonial Baiano da Hospedagem da Ivana - AirBnb
       
      Dia 07 - Cachoeira do Buracão + Mirante do Campo Redondo
      Nível da Trilha: Fácil. Obrigatório Guia, contratamos o Luciano (77) 99130-0392
      Ele cobrou R$ 120,00 casal + taxa de R$ 6,00 por pessoa que é pago para a administração local


      Cachoeira do Buracão - Vista por baixo



       

      Cachoeira do Buracão - Vista por cima
       
      No retorno para Ibicoara existe o Mirante do Campo Redondo que fica na beira da estrada, gratuito, sem guia, é parada obrigatória.
      Se organize para estar voltando um pouco antes do pôr do sol. A subida é de 5 minutos, muito fácil.

      Mirante do Campo Redondo 
       
      Dia 08 - Ibicoara > Itaetê > Nova Redenção > Lençóis
      Saímos de Ibicoara e seguimos viagem para Itaetê para conhecer o Poço Azul e Poço Encantado.

      Poço Encantado
      Entrada: R$ 20,00 por pessoa, sem guia, apenas observação.
      São montados grupos para descer. O raio de sol reflete na água das 10:00 às 13:30h


      Poço Encantado - Apenas observação
       
      Almoçamos em um local simples do lado do atrativo e seguimos viagem sentido Nova Redenção para conhecer o Poço Azul.
      Poço Azul
      Entrada: R$ 30,00 por pessoa, não precisa guia, apenas flutuação com colete e máscara.
      Obs: Levamos pé de pato mas não permitem o uso.
      O sol incide na água entre às 12h30 e 14h00, mas priorizamos o Poço Encantado pela logística.
      No poço azul é preciso pegar uma balsa (R$ 20,00) para chegar ao outro lado do rio, você também pode ir de barco, mas como pretendíamos seguir viagem pelo caminho mais curto, atravessamos, se você for retornar para Itaetê, não precisará atravessar o carro.

      Para realizar a flutuação você entra na lista de espera e aguarda sua vez, essa parte pode se tornar estressante pois você passa mais tempo esperando para descer do que dentro do atrativo. E quando dá o seu horário quem estava no horário anterior demora sair da água então conseguir uma foto com o poço limpo é tipo jogar na loteria, ou você tem que ser o primeiro, ou o último.


      Balsa para o Poço Azul
       
       

      Poço Azul - Fomos os últimos do dia para conseguir a tão sonhada foto

      Mas o melhor nos aconteceu neste meio tempo, ao negociar a balsa, um morador local nos ofereceu para, enquanto esperávamos a lista do Poço Azul andar, fossemos conhecer a Nascente Olho D´água que fica próximo em uma comunidade. (Mais um motivo para ir de carro)
      Então atravessamos de barco, colocamos nome na lista de espera, voltamos de barco, pegamos o carro e fomos para a Nascente e depois retornamos e conhecemos o Poço Azul com o último grupo do dia.
      E a Nascente foi o melhor mergulho da Chapada Diamantina.
      Apenas frequentada por locais, levamos pé de pato e não tínhamos conseguido usar em local nenhum, e fomos presenteados:

      Nascente Olho D´água
      Entrada: R$ 25,00 por pessoa para o guia local. 



      Nascente Olho D'água - até 5m de profundidade
       
       
      Seguimos a estrada de terra sentido Nova Redenção, desviamos sentido Lençóis, chegamos de noite na pequena e encantadora cidade.
      Nos hospedamos em um outro AirBnb, chamado: Casa LIS, mas não recomendamos. É uma casa de família simples, mas não por isso, fica em uma viela de difícil acesso, e não nos explicaram muito bem sobre isso. Insistiram em saber nosso roteiro e tentaram "empurrar" um guia tentando nos colocar medo sobre a trilha. Já éramos conscientes das dificuldades, mas passamos desconforto com essa questão, não gostamos de contratar guia pela economia e também pois nos sentimos pressionados, apressados e desconfortáveis, e com a fotografia precisamos de tempo para fazer registros e nem sempre compreendem isso. 
       
      Dia 09 - Cachoeira do Sossego
      (14km de trilha ida e volta)
      Cidade: Lençóis
      Entrada: Gratuito, nível da trilha: Difícil
      Não necessita guia, mas necessita GPS.

      Caso você não tenha NENHUMA experiência sozinho ou em casal, aconselho que contrate sim um guia local, mas um que seja indicado por alguém de preferência.
      Baixamos a trilha no Wikiloc porém por serem cânions o GPS fica doido! O maior aviso e cuidado nesta trilha é sempre o mesmo: Cascavel.
      Se você for picado, será muito difícil te socorrer pois é uma trilha técnica com muitas pedras enormes e as cobras adoram ficar entre elas para tomar o seu sol.
       


      Cachoeira do Sossego - Lencóis
       

      Cobra Cascavel - Trilha para Cachoeira do Sossego
       
      Dia 10 - Lençóis > Salvador (435km)
      Finalizamos neste dia nosso roteiro na Chapada Diamantina retornando para Salvador. Valeu cada memória.
      Espero que nosso roteiro auxilie outros a montarem os seus.
      Poderão notar que fizemos a volta na Chapada, infelizmente não contemplamos todos os locais e cidades, mas escolhemos as que melhores pudemos para aproveitar o melhor de cada região, mas quem puder ficar mais, tenho certeza que não se arrependerá, e um detalhe importante da viagem é o povo baiano que é sem igual. 
       
      Relato: Caroline Brito
      Fotografia: Murillo Raggiotto
      Todos os direitos reservados.
       
       
       

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