Finalmente desbravamos a Chapada dos Guimarães. Lá pelo começo do ano, com as notícias de que a Gol andava mal das pernas, a Tam andou fazendo umas promoções sinistras. Devia estar querendo quebrar a concorrência, hehehe. Uma das promoções foi essa que nos permitiu viajar para Cuiabá por R$ 198 ida e volta. Viva! Era a chance de realizar um antigo sonho, conhecer a Chapada dos Guimarães.
-----
Quem quiser ler o relato da Katia, com muito mais fotos, clique aqui.
-----
Chegamos em Cuiabá no começo da madrugada de sexta para sábado. Apenas fomos para o hotel para dormir e acordar cedo para partir logo para a Chapada.
Sábado
Acordamos bem cedo e partimos para a Chapada. São cerca de 60km, leva pouco mais de uma hora pra chegar. Achei bem tranquilo. No caminho até lá, alguns dos principais atrativos infelizmente estão fechados. Mirante do Inferno? Fechado. Salgadeira? Fechado (e cheio de medonhos tapumes!).
Aliás, infelizmente há outras atrações fechadas na Chapada (Cidade de Pedra? Fechado. Descer o Véu de Noiva? Proibido).
Chegamos cedo na Chapada. Já tinha planejado tudo antecipadamente, portanto já tinha agendado com a guia Márcia para fazer os passeios. Tinha marcado com ela na pracinha central às 9hs e, mesmo tendo chegado meia hora antes, ela estava lá! Partimos então para o passeio à Caverna Aroe Jari, a maior caverna de arenito do Brasil.
O guia: Para quem vai na Chapada dos Guimarães, é importante saber que os principais passeios são obrigatoriamente guiados. Em outras palavras, vc obrigatoriamente tem de fechar com um guia credenciado no ICMBio para poder fazer os passeios. Em português claro, contratar um guia. Os preços não são regulados. Dado que tinha de ser assim, alguns dias antes da viagem, a Luzazen postou aqui um relato (é pena que são relativamente raros os relatos da Chapada dos Guimarães aqui no mochileiros...) falando da Márcia Menezes. Gostei da referência, liguei para ela e fechei os dois passeios que queria fazer.
A Márcia é realmente como a luzazen relatou: vai mostrando a flora local, falando da fauna e de tudo o mais que chama a atenção. Gostei muito. Ela sempre sorri e transmite uma boa energia de quem gosta do que faz.
Para quem quiser, segue o contato dela: Márcia Menezes; (65) 9241-7582; mmgaveana@yahoo.com.br
No caminho passamos pelo famoso Mirante do Centro Geodésico, ponto supostamente equidistante dos Oceanos Pacífico e Atlântico. Tem um em Cuiabá também (!!) e há uma certa disputa sobre qual é o verdadeiro, mas só conhecemos o da Chapada. A vista é sublime. Parece que a galera vai lá ver o por do sol, embora o sol se ponha para o outro lado. Nós só passamos por lá na ida, ainda de manhã cedo.
Seguimos para a Caverna, que fica a uns 50 km da Chapada em estrada em boas condições. Eu diria que é relativamente fácil chegar lá sem guia -- a entrada é sinalizada e na estrada de terra é só seguir sempre reto. Mas vc só vai poder fazer esse passeio se estiver acompanhado de um guia, não tem jeito. E mais: paga-se R$ 20 por cabeça para entrar (além da diária contratada com o guia) -- trata-se de propriedade privada. Se quiser almoçar lá depois, reserve antecipadamente. Custava R$ 17,50. Nós dispensamos, preferimos jantar. O lugar fornece também caneleiras para vc vestir (incluso no preço).
No caminho, vegetação de cerrado, veredas, transição para a mata amazônica, mata aberta e mata fechada. Muito interessante. Eu não caminhava no cerrado desde 1995, quando explorei a Serra do Cipó.
Cores no cerrado
Durante o percurso a Márcia ia nos mostrando os frutos locais, rastros de bichos, e até – felizmente! -- parou diante de uma cascavel que possivelmente não teria sido vista por nós, se estivéssemos sozinhos. Apenas espantamos a bicha para fora da trilha.
A nativa
No caminho também se observam algumas belas formações rochosas, com destaque para a ponte de pedra e a pedra do equilíbrio, esta última suspensa por três mínimos alicerces (fica perto da lagoa azul).
Festa na folha
Na caverna Aroe Jari, fomos em três entradas – uma em cada ponta e uma no meio. Todas muito maneiras (ainda que seja necessário dar o desconto de que eu adoro cavernas e há tempos que não visitava uma daquela dimensão), exploramos bastante até onde possível, ou seja, até onde começava a alagar. Se você tiver, é bom levar lanterna – a Márcia já levava duas com ela.
Na última entrada é que você chega à Lagoa Azul, lindíssima já ao natural. Quando a luz do sol entra na caverna, iluminando o lago, torna-se mais linda ainda. Programe-se para chegar perto desse momento – em agosto a luz entrava entre 14hs e 14:30.
Fotos da Lagoa azul, na Caverna Aroe Jari
Encerrada a visita à caverna, retornamos à entrada e, de carro, partimos para um refrescante banho na cachoeira do Almescar. Ali seria complicado de chegar sem guia, há várias bifurcações e nenhuma indicação. A cachoeira é pequena, mas charmosa, e o banho no fim do dia foi revitalizante. Muito bom.
À noite ficamos nos arredores da simpática pracinha central da Chapada observando o movimento local. Tal qual vimos em Pirenópolis, a galera local tem feito uma campanha educativa espalhando placas com “proibido som automotivo”. Ainda assim, é relativamente fácil ver carros com passando com o som nas alturas.
Domingo
Foi o dia de fazer o circuito das cachoeiras. Também já tinha deixado tudo agendado com a Márcia (você precisa mandar seus dados para ela emitir um voucher na administração do Parque).
Se não me engano, a ordem das cachoeiras que seguimos foi: Andorinhas, Prainha, piscinas naturais (apenas para observar), Degraus, Pulo, Sonrisal e Sete de Setembro. Achei todas bem legais, sendo a Andorinhas a mais bonita, a Sete de Setembro a que faz a melhor “massagem” e ainda gostei muito da Degraus, porque quase ninguém parava por lá.
Cachoeira das andorinhas
Encerrado o circuito das cachoeiras, partimos para conhecer a Casa de Pedra, uma belíssima e grande estrutura de pedra (ou seria uma caverna?) aberta ao longo dos milênios pela força do rio, que atualmente passa por baixo de toda aquela estrutura.
Casa de Pedra
O tempo total estimado para esse passeio é de 5 horas. Nós entramos em todas as cachoeiras, curtimos um tempo em cada uma, e completamos em pouco mais de 4,5 horas. Achei o passeio bem tranquilo, mas isso é de cada um: teve gente falando que foi terrível subir de volta da Andorinhas, tem gente que gosta de passar o dia numa cachoeira apenas. Identifique qual é a sua melhor forma e curta do seu jeito!
De Casa de Pedra retornamos. Fomos devolver a chave do parque na administração e lá descemos para o Mirante da cachoeira Véu de Noiva -- talvez a única atração (ainda) gratuita e que dispensa guia. Entretanto, vc chega apenas no mirante para admirar a (*espetacular*!) vista da cachoeira. Não é permitido descer desde que houve um acidente anos atrás. O Véu de Noiva é um dos cartões-postais da Chapada e não é à toa: é estonteante mesmo.
Mirante do Véu de Noiva
De lá fomos no Morro dos Ventos, um restaurante com mirantes e uma vista estrondosamente linda. Acho que paga para entrar, mas sai grátis se você estiver com um guia. Ainda demos um tempo na pracinha da cidade antes de descer para Cuiabá, onde passeamos um pouco pelo centro e fomos finalmente forrar o estômago no famoso Choppão. Era dia de dormir mais cedo, porque acordaríamos no meio da madrugada para retornar ao Rio.
Panorâmica a partir do Morro dos Ventos
-----
Na Chapada eu gostaria de ter ido ao Morro de São Jerônimo, mas, pelo que pesquisei previamente, a Katia não subiria o lance final nas pedras -- que, me parece, envolve um grau maior de dificuldade e exposição. Gostaria de conhecer também a Cidade de Pedra, mas tá fechada. Gostaria também de conhecer melhor Cuiabá. Melhor assim, que haja uma próxima vez!
Finalmente desbravamos a Chapada dos Guimarães. Lá pelo começo do ano, com as notícias de que a Gol andava mal das pernas, a Tam andou fazendo umas promoções sinistras. Devia estar querendo quebrar a concorrência, hehehe. Uma das promoções foi essa que nos permitiu viajar para Cuiabá por R$ 198 ida e volta. Viva! Era a chance de realizar um antigo sonho, conhecer a Chapada dos Guimarães.
-----
Quem quiser ler o relato da Katia, com muito mais fotos, clique aqui.
-----
Chegamos em Cuiabá no começo da madrugada de sexta para sábado. Apenas fomos para o hotel para dormir e acordar cedo para partir logo para a Chapada.
Sábado
Acordamos bem cedo e partimos para a Chapada. São cerca de 60km, leva pouco mais de uma hora pra chegar. Achei bem tranquilo. No caminho até lá, alguns dos principais atrativos infelizmente estão fechados. Mirante do Inferno? Fechado. Salgadeira? Fechado (e cheio de medonhos tapumes!).
Aliás, infelizmente há outras atrações fechadas na Chapada (Cidade de Pedra? Fechado. Descer o Véu de Noiva? Proibido).
Chegamos cedo na Chapada. Já tinha planejado tudo antecipadamente, portanto já tinha agendado com a guia Márcia para fazer os passeios. Tinha marcado com ela na pracinha central às 9hs e, mesmo tendo chegado meia hora antes, ela estava lá! Partimos então para o passeio à Caverna Aroe Jari, a maior caverna de arenito do Brasil.
------------------------------------------------------------------------------------------------------
O guia: Para quem vai na Chapada dos Guimarães, é importante saber que os principais passeios são obrigatoriamente guiados. Em outras palavras, vc obrigatoriamente tem de fechar com um guia credenciado no ICMBio para poder fazer os passeios. Em português claro, contratar um guia. Os preços não são regulados. Dado que tinha de ser assim, alguns dias antes da viagem, a Luzazen postou aqui um relato (é pena que são relativamente raros os relatos da Chapada dos Guimarães aqui no mochileiros...) falando da Márcia Menezes. Gostei da referência, liguei para ela e fechei os dois passeios que queria fazer.
A Márcia é realmente como a luzazen relatou: vai mostrando a flora local, falando da fauna e de tudo o mais que chama a atenção. Gostei muito. Ela sempre sorri e transmite uma boa energia de quem gosta do que faz.
Para quem quiser, segue o contato dela: Márcia Menezes; (65) 9241-7582; mmgaveana@yahoo.com.br
[sugiro tratar com ela por telefone]
------------------------------------------------------------------------------------------------------
No caminho passamos pelo famoso Mirante do Centro Geodésico, ponto supostamente equidistante dos Oceanos Pacífico e Atlântico. Tem um em Cuiabá também (!!) e há uma certa disputa sobre qual é o verdadeiro, mas só conhecemos o da Chapada. A vista é sublime. Parece que a galera vai lá ver o por do sol, embora o sol se ponha para o outro lado. Nós só passamos por lá na ida, ainda de manhã cedo.
Seguimos para a Caverna, que fica a uns 50 km da Chapada em estrada em boas condições. Eu diria que é relativamente fácil chegar lá sem guia -- a entrada é sinalizada e na estrada de terra é só seguir sempre reto. Mas vc só vai poder fazer esse passeio se estiver acompanhado de um guia, não tem jeito. E mais: paga-se R$ 20 por cabeça para entrar (além da diária contratada com o guia) -- trata-se de propriedade privada. Se quiser almoçar lá depois, reserve antecipadamente. Custava R$ 17,50. Nós dispensamos, preferimos jantar. O lugar fornece também caneleiras para vc vestir (incluso no preço).
No caminho, vegetação de cerrado, veredas, transição para a mata amazônica, mata aberta e mata fechada. Muito interessante. Eu não caminhava no cerrado desde 1995, quando explorei a Serra do Cipó.
Cores no cerrado
Durante o percurso a Márcia ia nos mostrando os frutos locais, rastros de bichos, e até – felizmente! -- parou diante de uma cascavel que possivelmente não teria sido vista por nós, se estivéssemos sozinhos. Apenas espantamos a bicha para fora da trilha.
A nativa
No caminho também se observam algumas belas formações rochosas, com destaque para a ponte de pedra e a pedra do equilíbrio, esta última suspensa por três mínimos alicerces (fica perto da lagoa azul).
Festa na folha
Na caverna Aroe Jari, fomos em três entradas – uma em cada ponta e uma no meio. Todas muito maneiras (ainda que seja necessário dar o desconto de que eu adoro cavernas e há tempos que não visitava uma daquela dimensão), exploramos bastante até onde possível, ou seja, até onde começava a alagar. Se você tiver, é bom levar lanterna – a Márcia já levava duas com ela.
Na última entrada é que você chega à Lagoa Azul, lindíssima já ao natural. Quando a luz do sol entra na caverna, iluminando o lago, torna-se mais linda ainda. Programe-se para chegar perto desse momento – em agosto a luz entrava entre 14hs e 14:30.
Fotos da Lagoa azul, na Caverna Aroe Jari
Encerrada a visita à caverna, retornamos à entrada e, de carro, partimos para um refrescante banho na cachoeira do Almescar. Ali seria complicado de chegar sem guia, há várias bifurcações e nenhuma indicação. A cachoeira é pequena, mas charmosa, e o banho no fim do dia foi revitalizante. Muito bom.
À noite ficamos nos arredores da simpática pracinha central da Chapada observando o movimento local. Tal qual vimos em Pirenópolis, a galera local tem feito uma campanha educativa espalhando placas com “proibido som automotivo”. Ainda assim, é relativamente fácil ver carros com passando com o som nas alturas.
Domingo
Foi o dia de fazer o circuito das cachoeiras. Também já tinha deixado tudo agendado com a Márcia (você precisa mandar seus dados para ela emitir um voucher na administração do Parque).
Se não me engano, a ordem das cachoeiras que seguimos foi: Andorinhas, Prainha, piscinas naturais (apenas para observar), Degraus, Pulo, Sonrisal e Sete de Setembro. Achei todas bem legais, sendo a Andorinhas a mais bonita, a Sete de Setembro a que faz a melhor “massagem” e ainda gostei muito da Degraus, porque quase ninguém parava por lá.
Cachoeira das andorinhas
Encerrado o circuito das cachoeiras, partimos para conhecer a Casa de Pedra, uma belíssima e grande estrutura de pedra (ou seria uma caverna?) aberta ao longo dos milênios pela força do rio, que atualmente passa por baixo de toda aquela estrutura.
Casa de Pedra
O tempo total estimado para esse passeio é de 5 horas. Nós entramos em todas as cachoeiras, curtimos um tempo em cada uma, e completamos em pouco mais de 4,5 horas. Achei o passeio bem tranquilo, mas isso é de cada um: teve gente falando que foi terrível subir de volta da Andorinhas, tem gente que gosta de passar o dia numa cachoeira apenas. Identifique qual é a sua melhor forma e curta do seu jeito!
De Casa de Pedra retornamos. Fomos devolver a chave do parque na administração e lá descemos para o Mirante da cachoeira Véu de Noiva -- talvez a única atração (ainda) gratuita e que dispensa guia. Entretanto, vc chega apenas no mirante para admirar a (*espetacular*!) vista da cachoeira. Não é permitido descer desde que houve um acidente anos atrás. O Véu de Noiva é um dos cartões-postais da Chapada e não é à toa: é estonteante mesmo.
Mirante do Véu de Noiva
De lá fomos no Morro dos Ventos, um restaurante com mirantes e uma vista estrondosamente linda. Acho que paga para entrar, mas sai grátis se você estiver com um guia. Ainda demos um tempo na pracinha da cidade antes de descer para Cuiabá, onde passeamos um pouco pelo centro e fomos finalmente forrar o estômago no famoso Choppão. Era dia de dormir mais cedo, porque acordaríamos no meio da madrugada para retornar ao Rio.
Panorâmica a partir do Morro dos Ventos
-----
Na Chapada eu gostaria de ter ido ao Morro de São Jerônimo, mas, pelo que pesquisei previamente, a Katia não subiria o lance final nas pedras -- que, me parece, envolve um grau maior de dificuldade e exposição. Gostaria de conhecer também a Cidade de Pedra, mas tá fechada. Gostaria também de conhecer melhor Cuiabá. Melhor assim, que haja uma próxima vez!
Fim de mais um fim de semana inesquecível.