Postado Outubro 8, 2022 3 anos Membros Este é um post popular. E aeeee galera mochileira! Saudades de escrever um relato! Essa foi uma viagem muito planejada e muito esperada, afinal seria minha primeira viagem à Europa. Era pra ter ocorrido em maio de 2020, o que não ocorreu por motivos óbvios. Enfim, novamente planejada pra setembro de 2022. E setembro foi uma ótima escolha, fim de verão, início de outono, peguei clima favorável em 19 dos 20 dias da minha viagem, com exceção do segundo dia de viagem com chuva fina e muito nevoeiro em Sintra. No mais, sol e temperatura agradável, máximas em torno de 25 graus nos meus dias de Portugal, 28° a 30° nos dias de Madrid, de 22° a 25° em Barcelona e 29° em Sevilha. Esse é meu estilo de viagem, ando muito, faço muitas coisas no mesmo dia e meu ritmo é um pouco acelerado pois sou um viajante solitário que anda muito rápido e às vezes nem eu mesmo dou conta de me acompanhar Meus relatos sempre são nesse estilo diário de bordo pois acho que facilita a noção de espaço, tempo e deslocamento pra quem lê e pra mim mesmo como forma de recordar minha viagem no futuro. Comentários e sugestões são sempre bem-vindos! Os preços relatados são só pra vocês terem uma base, já que se lerem daqui a 10 anos tudo já vai ser diferente. E um adendo, talvez meu maior equívoco nessa viagem fosse pensar que o custo das coisas era equivalente ao Brasil. Exemplo: eu achava que, se aqui um café com leite é 3 reais e o Euro tá 5 reais, então encontraria lá café com leite de padaria por €0,60…Que tonteria!! NADA É MENOS DE 1 EURO. NÃO SE COMPRA NADA POR MENOS DE 1 EURO! O café com leite era em torno de €1,30, o dobro do que eu esperava encontrar. Daí já supõem que eu tive que apelar muito mais pro cartão do que esperava. Eu levei 1000 euros pois eu já os tinha desde 2019 (afinal essa viagem era pra sair em 2020) então levei a maior parte do que eu ia gastar em espécie. Mas tenho um cartão internacional da Nomad, desses que a conta é em dólar e você só paga o IOF de 0,38% quando deposita seus reais na conta investimento, depois passa seu dinheiro pra conta corrente e lá quando você paga no débito ele faz a conversão do euro pro dólar na cotação do dia sem nenhuma taxa extra, então é ótimo. Mesmo esquema do Wise e outros por aí. Ao menos pra economizar, a água da torneira é potável👍 então pelo menos com água não precisei gastar 1 centavo. Vamos ao relato!!! Dia 11, domingo – Lisboa Meu voo chegou em Lisboa às 8 da manhã. Imigração rápida, uns 15 minutos de fila, o cara só me perguntou o motivo da viagem, se eu conhecia alguém lá, se eu tinha as reservas das hospedagens, se eu tinha passagem de volta… só perguntou, não pediu pra ver nada! A primeira coisa que eu fiz foi comprar o LisboaCard de 72 horas que custa €44 e comprei no balcão de turismo do aeroporto, bem visível quando você sai no desembarque. Com o LisboaCard você tem acesso liberado a TODOS os transportes (metrô, ônibus, elétricos, trem de Sintra, aqueles elevadores que turistas adoram… tudo!) e libera entrada também na Torre de Belém, Mosteiro dos Jerônimos, Arco da Rua Augusta e desconto em outros lugares. Ou seja, se você fosse pagar tudo isso em 3 dias de Lisboa, ia gastar bem mais que 44 euros, logo, sim! Lisboa Card compensa muito! Já estreei meu Lisboa Card (e consequentemente comecei a contagem das 72h nele) pegando o metrô até a estação Restauradores que fica colada na estação do Rossio onde está o hostel que me hospedei, o Lisbon Destination, que fica dentro mesmo da estação do Rossio. Achei uma localização fantástica pra explorar a cidade. Ainda nem eram 11 da manhã e eu já comecei a bater perna. Saí do hostel, atravessei a Praça do Rossio onde tem a estátua de Dom Pedro IV que aqui é conhecido como Dom Pedro I e cheguei na Praça da Figueira de onde sai o elétrico 15 e mesmo do ponto inicial já sai muito cheio. Desci na parada do Largo da Princesa que é a mais próxima da Torre de Belém, datada de 1515. A bilheteria é bem antes da torre, numa beirada da praça e a fila pra validar o LisboaCard só tinha 4 pessoas. Quem não tem LisboaCard tem que pagar €8 e ainda enfrentar uma fila enorme pra comprar. Ponto pro LisboaCard! Depois de subir na Torre, fui andando pelo calçadão à beira do Tejo até o Padrão dos Descobrimentos, um monumento de 50m de altura construído em formato de caravela. O LisboaCard não dá acesso livre a ele mas dá um desconto. O preço da entrada é de 6 euros mas com o LisboaCard fica em 4,80. Mas eu não paguei!😁 Tinha uma fila bem grande, fiquei mais de meia hora na fila. Na hora que cheguei na bilheteria, o cara me agradeceu por ter esperado e me deu uma entrada de criança! Grátis!❤️Achei muito legal essa empatia dele pela minha espera, nem sei se ele tava liberando a entrada pra geral ou se era porque viu que eu tava sozinho ou falava português, enfim...entrei na faixa! E gostei demais da vista lá de cima, acho que a mais linda de Lisboa, você vê a Rosa dos Ventos lindona lá embaixo, mesmo que você tiver que pagar a entrada eu acho que vale demais, vista muito melhor que a da Torre de Belém. Depois que desci ainda passei pela rosa dos ventos no centro da praça mas nem parei muito por causa da horda de turistas ocupando o espaço. Segui caminho atravessando a avenida por uma passagem subterrânea até o outro lado onde está o Mosteiro dos Jerônimos que é grátis com LisboaCard ou paga €10. É uma construção muito bonita, com seus arcos, o jardim interno e obras de arte. Ao lado do mosteiro tem a catedral que tem entrada livre com um órgão muito bonito, belos vitrais e onde está o túmulo de Vasco da Gama. Fechando o roteiro, ali pertinho tem a famosa loja dos Pastéis de Belém. Tem uma porta só para quem quiser comprar pra levar e outra pra quem quiser entrar pra comer. Eu resolvi que queria entrar pra comer e aí tem uma fila pra esperar liberar uma mesa. Não demorou muito, mas eu me senti incomodado por ocupar sozinho uma mesa de 4 lugares. Acho que falta ali um espaço com mesas para menos pessoas ou mesmo um balcão onde alguém sozinho possa se sentar sem ocupar tanto espaço. Cada pastel custa €1,20. Eu comi 4. Apesar de não ser fã de doces, eu gostei da casquinha crocante e o recheio quente e cremoso. Uma delícia Ainda era cedo, umas 16h, e já tinha visitado o que queria ali e peguei de novo o elétrico 15, dessa vez mais vazio e desci no Mercado da Ribeira, que achei um mercado comum de cidade grande, mas era domingo a tarde então a galera tava toda na área de alimentação, as bancas de peixe e etc. já tinham fechado. Depois fui pra Praça do Comércio, onde fiquei um tempo curtindo o momento. Eu ainda estava em êxtase, ainda processando a ideia que enfim eu estava pisando pela primeira vez em terras europeias! Aproveitei o acesso do LisboaCard e subi o Arco da Rua Augusta, que custa €3 pra quem não tem LisboaCard. A vista ali é bacana demais, o formigueiro das pessoas na Praça do Comércio e na Rua Augusta e uma visão do casario da Alfama. Segui depois pela rua Augusta, super movimentada no fim da tarde de domingo. E ouvia todas as línguas do mundo! Percebi que o mundo está em Lisboa! Sei que a Europa é um ovo mas desde a Plaza de Armas de Cusco não sentia a vibe de um lugar onde o mundo parecia estar reunido como senti ali em Lisboa. Uma energia muito boa! Já era hora de comer e parei no Buffet do Leão, que fica perto do hostel, e que tem self service livre por €9,90 e um dos poucos lugares onde se pode comer feijão. Ali já percebi que além do mundo estar em Lisboa, quem te atende nos restaurantes é brasileiro ou angolano… Enfim fui fazer check-in no hostel, tomar um banho e apesar de ter virado a noite acordado no voo, não estava cansado e ainda fui subir ao Bairro Alto, o point da noite lisboeta. Parei num bar e pedi um gim de €5. Ao menos era uma taça bem grande. Precisava celebrar meu primeiro dia de mochilão. Dia 12, segunda – Sintra Peguei o trem 08:40 para Sintra. O trem está incluído no LisboaCard. O tempo virou, o dia estava nublado e ameaçando chuva. Mas mesmo assim Sintra é muito fotogênica e cinematográfica. Com uma bruma envolvente se acercando então, fica ainda mais mística. Cheguei em Sintra e fui tomar café. Passei de fora da famosa Piriquita e não estava muito cheia, pedi um café com leite €1,60, um pastel de bacalhau €1,30, outro de nata €1,30 e o famoso Travesseiro de Sintra €1,60, que é recheado de doce de leite. Tudo deu €5,80. Pela fama do lugar eu até achei o preço razoável e o atendimento muito bom. Depois fui andando até a Quinta da Regaleira que custa €8 com o desconto do LisboaCard. O tempo deu uma piorada, vez ou outra vinha uma chuva mas eu tava de boa com guarda-chuva e a chuva não atrapalha muito a visita na Regaleira. O primeiro lugar que eu fui foi no Poço Iniciático, o ponto mais emblemático de lá. Desci a torre em espiral e lá embaixo tem um túnel pra saída que leva até a parte de trás de uma cascata maravilhosa. Depois fiquei andando pelo imenso jardim, entrei no Palácio da Regaleira mas o top mesmo é o espaço aberto onde tem muita coisa bonita pra ver e mesmo com tempo nublado ou chuva fraca, não atrapalha. Depois da visita na Regaleira, voltei pro centro também a pé e aí cometi o maior erro de toda viagem O tempo estava bem fechado, com muito nevoeiro lá pra cima, mesmo assim arrisquei pegar a linha 434 faz a rota Castelo dos Mouros e Palácio da Pena. Paga o motorista €7 e vale pro dia todo. O jeito é ir de ônibus mesmo, é um pouco longe e só subida, acho que não rola ir andando. Essa foi a maior burrada que eu fiz na viagem. Você iria ao alto do Cristo Redentor num dia nublado, com nevoeiro lá em cima tapando tudo? Você sabe que chegando lá não vai ver nada né...Chegando lá em cima, o tonto aqui viu que tava uma baita cerração, não dava pra ver quase nada, mesmo assim ainda paguei €7,50 da entrada aos jardins do Palácio da Pena. Se quiser entrar dentro do palácio aí a entrada sobe pra €14 mas eu tinha lido alguns relatos que diziam não ser assim tão surpreendente lá dentro. Mas devido às péssimas condições climáticas talvez tivesse sido mais inteligente e aproveitável de minha parte fazer a visita interna, já que lá dentro não ia ter nevoeiro... Resultado, fiz umas caminhadas no meio da bruma envolvente, tirei umas fotos borradas, escondi da chuva que começou do nada e ainda veio um vendaval repentino destruindo o guarda-chuva de todo mundo...Maior rolê errado!😝 Castelo dos Mouros nem perdi meu tempo de ir por causa do tempo péssimo. Peguei o próximo ônibus e desci. Perdi tempo e dinheiro! Não sejam idiotas como eu! Castelo dos Mouros e Palácio da Pena, só se o tempo estiver bom, senão nem arrisque! No meio da bruma envolvente... Voltei pro centrinho de Sintra, só nublado, sem nevoeiro, almocei num buffet livre com bebida por 12 euros. Andei um pouco olhando a cidade, vi uma loja do Mundo Fantástico da Sardinha Portuguesa, que também tem em Lisboa e que nem dá pra descrever, quem já viu sabe como é engraçada e bonita, colorida e clássica, arrumadinha e atraente e vale muito entrar numa quando você se deparar com elas por lá. Depois fui ao Palácio Nacional de Sintra que com desconto do LisboaCard custa €9. Gostei da visita principalmente quando cheguei na cozinha e descobri que o que eu pensava que eram as torres do palácio, na verdade são as chaminés da cozinha! Já passava um pouco das 18h, o sol até ameaçou aparecer e a cerração deixou ao menos por uns minutos eu ver as muralhas do Castelo dos Mouros lá em cima, mas logo tudo ficou tapado de novo. Por volta de 19h resolvi encerrar meu rolê por Sintra, que foi bom pela Quinta da Regaleira mas no geral foi zuado pelo péssimo tempo num lugar que era muito esperado por mim pelas vistas bonitas que esperava encontrar no alto do Castelo dos Mouros e do Palácio da Pena. Cheguei no hostel por volta de 20h e mais tarde subi de novo ao Bairro Alto, o movimento tava até grande pra uma noite de segunda-feira nos bares. Parei num Irish Pub pra tomar umas Guinness e depois numa baladinha ao lado que tava bombando no reggaeton. Repito, noite de segunda-feira...Eu amei a noite do Bairro Alto Dia 13, terça – Lisboa O dia era pra conhecer e andar a esmo por Lisboa. Comecei indo ao Parque Eduardo VII. Era só 2 estações do metrô de onde eu estava mas fui de metrô aproveitando o LisboaCard. Subi até a parte mais alta do parque e depois fui descendo pelo parque que estava cheio de barraquinhas armadas pra uma feira de livros. Segui pela Avenida da Liberdade, cheia de árvores e lojas de marcas famosas, com uma cara mais “europeia” assim digamos. E logo estava de volta na Praça dos Restauradores. Peguei o Ascensor da Glória já que tava incluso no LisboaCard e subi naquele troço que todo turista adora em direção ao Bairro Alto. Fui descendo a pé e passei pela Praça de Camões e depois pra esquerda em direção ao Chiado, passando pela estátua de Fernando Pessoa de fora do Café A Brasileira Seguindo a rua Garrett, entrei na Livraria Bertrand só pra ver e depois no Armazéns do Chiado que é uma construção histórica por fora e um shopping por dentro. Dali peguei a Rua Nova do Almada, passei de fora do Museu do Dinheiro que é grátis mas só abre de quarta a domingo e logo já estava de novo na Praça do Comércio. Como já tinha aproveitado a praça um bom tempo no domingo, só passei reto e segui andando até a Casa dos Bicos que é a Fundação José Saramago na Rua dos Bacalhoeiros e é uma construção cheia de detalhes pontiagudos. Ela tem uma parte gratuita onde dá pra ver escavações do período romano. Depois fui até a igreja onde nasceu Santo Antônio, que tem um museu do santo ao lado e atrás dela a Catedral da Sé de Lisboa. Essa foto é muito clássica! Em frente a Sé, peguei o eléctrico 28 na hora que passou um mais vazio. Eles vem quase que um atrás do outro, tipo a cada 2 ou 3 minutos e como são pequenos e mega turísticos, estão sempre cheios. Estão incluídos no LisboaCard, só validar o cartão e pronto. Subi todo o bairro da Alfama e desci no Largo da Graça de onde fui a pé pro Miradouro da Senhora do Monte, o mirante mais alto da cidade. Tava uma ventania absurda mas a vista era super legal. Tinham várias pessoas lá, mas me parece que não é um ponto muito frequentado pelos turistas em geral. Voltando passei pelo Largo da Graça, um bar chamado Desgraça e depois na igreja de São Vicente de Fora. Entrei na igreja e ao lado tem um museu mas que não está incluído no LisboaCard, então não entrei. Ao lado da igreja de São Vicente de Fora, atravessando um arco, cheguei no Campo de Santa Clara, e como era terça tava tendo a Feira da Ladra, mas achei bem fraquinha, não eram muitas barracas e as coisas não eram muito atrativas Depois de atravessar a feira, pra baixo na praça, está o Panteão Nacional (incluso no Lisboa Card ou 4 euros se for pagar). É um prédio bonito, sua finalidade é homenagear portugueses ilustres, tem uma parte onde estão os túmulos do jogador Eusébio, Amália Rodrigues e outros portugueses importantes além de túmulos fictícios de outras personalidades como Vasco da Gama, que está enterrado lá na igreja ao lado do Mosteiro dos Jerônimos. O mais legal é o terraço que tem uma vista muito bonita e vale a pena. Uma boa pernada e fui até de fora do Castelo de São Jorge mas eu não estava com intenção de entrar. Ele não está incluso no LisboaCard e não me animei a pagar 10 euros pra vê-lo por dentro. Gosto mais de vistas panorâmicas e achei que ali não teria nada muito animador, e teria oportunidade de ver outros castelos pela frente. Só dei uma olhada no movimento das pessoas pra entrar e desci pro Miradouro das Portas do Sol, que tem uma vista muito bacana dos telhados das casas portuguesas da Alfama. Pouquinho mais pra frente tem o Miradouro de Santa Luzia mas não é tão legal quanto o anterior. Descendo a pé, cheguei de volta na Sé de Lisboa, que é grátis pra entrar na parte da igreja, a bilheteria que tem ali na entrada é só se você quiser subir na torre. Mais uma parada pra fotos com os clássicos bondinhos e depois fui comprar quinquilharias nas lojinhas do centro. Tal minha surpresa ao ver que toda loja que eu entrava os funcionários tinham cara de indianos. Quando enfim resolvi comprar, perguntei pro vendedor de onde ele era e ele disse ser de Bangladesh. Parece que todos os imigrantes de lá vieram pra Lisboa trabalhar nas lojinhas de lembrancinhas. Juntando isso aos brasileiros e angolanos nos bares e restaurantes e turistas falando tudo que é língua pelas ruas, acaba que português de Portugal é o que menos se escuta em Lisboa Já quase fim de tarde, barriga nas costas, passei de novo no Buffet do Leão pra fazer jus aos meus quase 10 euros e comer tudo que aguentava e mais um pouco Depois andei ali por perto, fui até a praça de Martim Moniz que tem uns chafarizes bonitos e passei no hostel pra deixar umas coisas e subi pro Bairro Alto à procura de um por do sol mas o tempo tava meio nublado. Parei num quiosque do Largo do Carmo pra provar uma Sagres. A Super Bock já tinha provado. São as 2 cervejas mais populares de Portugal mas a mais consumida é a Super Bock. Eu também elegi a Super Bock como a melhor. Depois passei pela lateral do Convento do Carmo e peguei o Elevador de Santa Justa pra descer. Pra subir a fila sempre era grande mas pra descer era de boa...estranho...E só peguei o elevador porque ele tá no LisboaCard senão nunca que eu ia pagar 5 euros pra descer nem 20 segundos num elevador turístico Mais tarde, mais uma volta pra curtir a noite e me despedir do Bairro Alto Ah como eu amei aquele lugar! Dia 14, quarta – Fátima Já com saudades e um gostinho de quero mais, me despedia de Lisboa. O bom é que como a maioria dos voos do Brasil pra Europa são pra Lisboa é fácil numa viagem futura pra outro país europeu comprar uma passagem com stopover e curtir mais uns dias de Lisboa! Pode ser pela impressão de primeira vista/começo de viagem e aquele encantamento todo, mas Lisboa me conquistou. Eu curti demais a cidade, senti uma vibração e energia muito boa. Lisboa tá bombando! Fiz checkout, juntei minhas tralhas, meu LisboaCard já estava quase vencendo as 72h, mas ainda em tempo suficiente de pegar o metrô. Desci na estação Jardim Botânico que é integrada com a Rodoviária de Lisboa (Terminal 7 Rios) e fui ao guichê da Rede Expressos comprar a próxima saída pra Fátima que era às 09:15 e paguei 13 euros. Se comprar bem antecipado no site consegue até por 5 euros mas como tem vários horários e eu não queria esse compromisso amarrado, preferi comprar na hora na rodoviária. Com 1h30 de viagem cheguei na rodoviária de Fátima e fui deixar minha mochila grande no bagageiro que custa €2,50. Vc paga no mesmo guichê da Rede Expressos onde já aproveitei e comprei a passagem pro Porto às 18h por €18. Sem o peso do mochilão, fui andar em Fátima, que é bem pequena e a rodoviária bem pertinho da praça da igreja. Assisti a missa das 12:30, visitei as igrejas, a antiga que é menor e a nova que fica no lado oposto da praça e é enorme. Depois andei nas ruas comerciais que ficam ao lado do Santuário e onde estão as lojinhas de lembrancinhas religiosas que muito lembram o que vemos em Aparecida (SP). Almocei um bacalhau a Brás por 8 euros e já eram 16h. Não tinha mais nada pra fazer lá. Fátima é muito pequena e tem bem menos atrações se compararmos com Aparecida que nós brasileiros estamos acostumados. Tem um trenzinho turístico que leva o povo pela cidade e vai até a vila onde nasceram os pastorinhos, mas preferi não ir. Fiquei ali naquela esplanada enorme olhando o movimento, achei interessante os vários grupos de turistas estrangeiros, grupos de franceses, ingleses, japoneses, coisa que em Aparecida não vemos. E no mais eu queria mesmo era agradecer o momento. Desde pequeno frequento Aparecida todos os anos, já fui em Guadalupe no México e Fátima não poderia ficar de fora, ainda mais que é caminho do Porto. 17:30 fui pra rodoviária, peguei minha mochila e embarquei pro Porto onde cheguei às 20h no Terminal Campo 24 de Agosto e fui a pé mesmo, uns 10 ou 15 minutos até o Porto Spot Hostel, onde ia ficar. Editado Novembro 20, 2022 3 anos por Rezzende
Postado Outubro 9, 2022 3 anos Membros @RezzendeSaudades de 2017 quando conheci Lisboa,viajei de novo com você.Só uma pergunta, não quis entrar no Palácio da Pena?É bem interessante.
Postado Outubro 12, 2022 3 anos Autor Membros Dia 15, quinta – Braga e Guimarães Comecei o dia com o café da manhã incluído do hostel. Esse foi o único hostel da viagem que tinha café incluso na diária. Paguei €21 na diária, bem mais barato que o hostel de Lisboa que era €33 e não tinha café. E tanto no Porto como Lisboa (país todo eu acho) tem uma taxa de turismo do governo de Portugal que custa €2 por dia e é pago a parte, por fora da diária. Eu curti bastante esse hostel, só achei um pouco distante da área das baladas noturnas, mas nada que uma caminhada resolva e achei bem tranquilo andar na rua de madrugada tanto em Portugal como na Espanha. Tirei o primeiro dia no Porto pra já fazer o bate-volta pra Braga que assim já deixaria o resto do tempo livre pra curtir o Porto sossegado. O meu interesse por Braga se dá pelo fato que eu vivo em Conselheiro Lafaiete, cidade vizinha a Congonhas (MG) onde tem o Santuário do Bom Jesus de Matosinhos com seus profetas do Aleijadinho conhecidos nacionalmente. E esse santuário de Congonhas foi inspirado no Santuário de Braga pois a pessoa que o idealizou aqui em Congonhas era um imigrante português da região de Braga que veio aqui pra Minas trabalhar na mineração, ficou doente provavelmente por causa do pó de minério e prometeu construir uma igreja no alto do morro inspirado no Santuário de Braga se fosse curado. E assim foi feito. Quem já foi em Congonhas vai ver pelas fotos, principalmente das escadarias, a semelhança entre as igrejas. Fui até a Estação de São Bento no Porto, que além de estação é um ponto turístico concorridíssimo com sua enorme parede de azulejos e comprei a passagem pra Braga que custa €3,25 mais €0,50 do cartão dos comboios. No Porto as estações não tem catracas e sim validadores onde você tem que validar seu cartão. Dizem que se não validar e o fiscal te pegar você paga multa. No trecho até Braga o fiscal passou por mim 2 vezes pra conferir o cartão. Peguei o trem às 10h e cheguei em Braga 11:20. De fora da Estação de Braga tem um ponto de ônibus pra pegar a linha 2 ao Bom Jesus. Tem ônibus mais ou menos a cada meia hora e eu esperei pouco mais de 10 minutos. A passagem é €1,55 e paga direto ao motorista. O ponto final da linha é no começo da escadaria onde também tem um funicular do século XIX que é um dos únicos no mundo que funciona com contrapeso de água. Só olhei o funicular, vi o preço dele mas já esqueci pois estava decidido que ia subir pelas escadas mesmo. Só 581 degraus, de boa…😎 Enquanto você vai subindo você vai vendo as capelinhas com os passos da paixão de Cristo. Iguaizinhas as de Congonhas Congonhas tem capelinhas idênticas, com as mesmas figuras dentro, só um pouco mais barrocas. Também tem várias fontes pelo caminho, mas a água não é potável, e muitas árvores, sombreada, uma subida bem agradável. No último lance de escadas estão estátuas de figuras bíblicas como Moisés, David e outros. Em Congonhas são profetas. Chegando lá em cima, à direita da igreja, tem um hotel...em Congonhas também A grande diferença é a arborização e jardinagem que não tem em Congonhas (que é uma cidade mineradora empoeirada e amarelada) fazendo com que o conjunto todo de Braga seja mais agradável que o de Congonhas. Mas até a visão da cidade lá de cima, com algumas serras ao redor, fazem lembrar Congonhas também. Desci as mesmas escadarias e peguei o ônibus lá embaixo voltando pro centro 14h. Dei uma volta pela parte histórica da cidade, a região da Catedral da Sé de Braga, com mais de mil anos de história, as ruas lotadas de alemães que invadiram a cidade pra um jogo do Union Berlin contra o Braga FC que seria naquela noite. Eu achei Braga uma cidade muito boa, acho que se eu fosse morar em Portugal eu escolheria Braga. Moro numa cidade média do interior e me identifiquei com Braga. Sem explicações, só curti mesmo, o santo bateu 😁 Sé de Braga Fui pra rodoviária de Braga já que ainda daria tempo de ir pra Guimarães. Tinha um ônibus da Rede Expressos às 16h e a passagem custava 6 euros. Leva pouco mais de meia hora. Em Guimarães já fui direto ao castelo e você compra o ingresso na bilheteria da Casa dos Duques e comprei o ingresso que é uma entrada conjunta pra Casa dos Duques e o Castelo por 6 euros. Já era 16:45 e me alertaram que fechava às 17:30, mas foi tempo suficiente. Na Casa dos Duques. Detalhe pro tapetão na parede. Vi vários tapetes enormes assim nas paredes de museus, tanto em Portugal como na Espanha Primeira vez num castelo milenar Depois fui pro centrinho de Guimarães passando por ruazinhas estreitas com aquelas varandinhas floridas, uma cidade bem gostosa de passear Descobri lá que tem um teleférico que leva até uma igreja no alto de um morro. Eu, como o maníaco dos morros e louco por mirantes, acho que seria uma boa ir, mas o dia já estava perto do fim e nem sei o preço do teleférico. Quem for, ou já foi, pode contar mais detalhes…E Guimarães é cheia de história, berço de Portugal Por fim, fui a pé mesmo pra estação de Guimarães onde peguei o trem pro Porto às 18:15 por €3,25. Como já tinha o cartão dos comboios é só ir na bilheteria e carregar esse valor nele. Cheguei de volta no Porto, na estação de São Bento, por volta de 19:30, passei numa lanchonete pra comer a famosa francesinha do Porto, que é bem grande, custa €8, suficiente pra uma refeição e fechei o dia tomando uma cerveja Nortada no hostel mesmo. A menina que trabalha no bar do hostel é brasileira e muito gente boa. O cara da recepção um argentino muito animado. Tava curtindo mais o staff do hostel que os hóspedes mesmo, alguns grupinhos de moleques nórdicos fechados entre si, outros aparentemente viajantes solitários concentrados em seus notebooks...o staff salvava Dia 16, sexta – Porto A ideia era perambular pelo Porto. Tinha uma amizade virtual com a @amandafanova que pode ser conhecida por alguns mochileiros ae por TripsAmanda. A gente se segue há mais de 5 anos e ela agora tá morando perto do Porto. Uns dias antes tinha falado com ela que eu estaria no Porto e ela se prontificou a sair comigo um dia e marcamos que seria nessa sexta de manhã, quando ela teria disponibilidade. Aproveitando o grande conhecimento dela de vinhos, fomos no Cais de Gaia onde as famosas caves ficam lado a lado ao longo da rua. Escolhemos ir na Ramos Pinto que custa €15 com visita ao museu, caves e degustação de 3 vinhos. Pegamos das 11h da manhã, pode parecer um pouco cedo pra começar os trabalhos alcoólicos, mas quem tá de férias não se importa com isso. O que eu mais gostei foi do vinho branco (e eu não gosto de vinho branco) mas o de lá era de um tom amarelado e de um sabor que eu nunca tinha provado. Branco, Rubi e Tawny Top companhia dessa manhã! Valeu demais Amanda! Depois subi pro Mosteiro Serra do Pilar que tem a melhor vista do Porto e do Douro. Esse lugar tem a vista mais top da cidade, dá pra ficar um tempão olhando o vaivém das pessoas na ponte, os barcos no Douro, o casario do Porto. É muito muito bom curtir um tempo ali. E olha que dia lindo! Solzão e céu azul no Porto, uma sorte e um presente! Novamente sozinho, atravessei a Ponte Dom Luis I que pode parecer uma ponte de pedestres mas passa o metrô de superfície com frequência, é até engraçado quando ele vem apitando pro povo sair da frente Fui em direção a Catedral da Sé, só olhei por fora, quem quiser entrar pro museu paga €3. Subi umas ruelas até a Igreja de Santo Ildefonso que é cheia de azulejos por fora, quem quiser entrar paga €1. Ao lado dela começa a famosa Rua Santa Catarina, a mais comercial do Porto. Nela tem alguns pontos famosos como o Café Majestic, onde você pode se sentir majestic tomando café por €5 e pagando numa xícara o valor do pacote de pó ; algumas lojas de grife, a Capela das Almas que é toda azulejada por fora e mais pro final dela umas lanchonetes com preços mais amigáveis… Fiz um pitstop no hostel, já que estava ali por perto, e mais tarde fiz outro roteiro, descendo de novo pra região da Estação de São Bento e pegando a Rua das Flores, que é uma rua comercial assim como a Santa Catarina só que com arquitetura mais antiga, com aqueles casarões clássicos que a gente imagina quando pensa no Porto. No final dela subi a direita, entrei numa escadaria e fui parar no Miradouro da Vitória que dizem ser ótimo pro por do sol mas que naquele momento não me empolgou muito e achei que não é tão grande coisa. Subi até a Torre dos Clérigos mas só olhei por fora e deixei pra entrar no outro dia e desci pra Ribeira passando pela praça onde tem o Palácio da Bolsa que quem quiser entrar paga €10 e a Igreja de São Francisco. Cheguei na Ribeira umas 17:30, parei num dos vários barzinhos pra tomar um drink e resolvi pedir uma sangria. Tinha lido que a sangria é uma bebida pra turista e não tinha intenção de tomar pois ela normalmente é feita com o vinho mais ruim, mas a Amanda tinha me dito que no Porto poderia tomar uma sangria pois até o vinho do Porto mais ruim ainda é muito bom. Então segui a dica e pedi uma sangria. Depois na Espanha só tomei tinto de verano, que é um vinho um pouco melhor com soda. E é muito bom! De lá eu já via o maior galerão juntando lá no alto do outro lado perto do Mosteiro da Serra do Pilar. Atravessei a Ponte Dom Luis, dessa vez pela parte de baixo e subi o morro do outro lado até o Jardim do Morro, que fica em frente ao Mosteiro e com uma vista f#d@ do Douro e do pôr do sol. A galera junta lá com força, os artistas amadores vão pra lá fazer um som em busca de uns trocados, na hora que eu cheguei tinha um grupo de samba tocando lá. Depois deixaram o som rolando até o pôr do sol, tem umas tendinhas que vendem cerveja, tem a galera que vai fazer piquenique, tem uma vibe supergostosa, vou deixar até um videozinho pra sentirem a sintonia do rolê. Não tinha nenhuma festa não, é só a galera aleatória juntando pro sunset... Foi o primeiro por do sol da viagem já que em Lisboa o tempo tava meio nebuloso. E foi lindo! E foi incrível. Que momento! Só me resta recomendar fortemente que vc vá curtir o por do sol no Jardim do Morro, em frente o Mosteiro da Serra do Pilar em Vila Nova de Gaia. Defina por si mesmo! Vá e sinta! Voltei pro hostel, tomei uma cerveja no bar com a brasileira que trabalha lá, a galera do hostel tava meio down de novo mas eu tava muito a fim de curtir a noite do Porto, afinal sextou né A área das baladas fica concentrada perto da Torre dos Clérigos na rua da Galeria de Paris e na rua de baixo, Rua Cândido dos Reis, onde tem um monte de discotecas e bares um do lado do outro. Cheguei lá cedo e fiquei matando o tempo com umas cervejinhas num bar qualquer. Depois da meia-noite que o negócio começa a ficar bom e as discotecas lotam, e o melhor, não paga pra entrar, só o que consumir lá dentro mesmo 👍 Dia 17, sábado – Porto Dia de terminar o que faltava pra ver no Porto. Passei no Mercado Temporário do Bolhão (já que o tradicional está fechado pra reforma) que não é nada demais, é um shopping e tem uma Decatlhon. Fui pra Av. Aliados onde tem o letreiro da cidade e a prefeitura, andei pelas ruas das baladas que de dia estava desértica, passei de fora da Livraria Lello com uma fila enorme pra entrar e cheguei na praça onde tem as igrejas do Carmo e Carmelitas (uma é grátis e a outra paga 1,50), tem uma feirinha pra comprar bugigangas em frente e essa achei com preços bons e coisas mais interessantes. Nessa feirinha comprei algumas coisas e fui pra praça onde tem a Universidade do Porto e em frente a Torre dos Clérigos. Comprei a entrada na torre 12:50 mas pra entrar só 14h, parece ter uma limitação, então fui ao Jardim das Virtudes que dizem ser bonito pro por do sol mas o Jardim do Morro em Gaia me parece ser infinitamente melhor. Nessas redondezas tem a igreja de São José das Taipas que é grátis e tem uma forma muito bacana de visita com acervo autoexplicativo. Chegando perto das 14h, já com o ingresso, subi pra visita na Torre dos Clérigos que custa €6. A Torre dos Clérigos foi construída no início do século XVIII, parece ser a construção mais alta da área central da cidade e tem uma vista panorâmica bonita. Cidade fotogênica essa tal de Porto... Panorâmica do alto da Torre dos Clérigos E essas universitárias de capa preta...clássico demais Desci em direção a Rua das Flores, parei pra almoçar no final dela onde vi um menu do dia por €9 e depois fui pra Ribeira tomar uma cerveja numa tarde de sábado de sol e calor naqueles bares na beira do Douro assistindo a música ao vivo dos artistas de rua. Subi pelas escadas para a Muralha da Fernandina pra dar uma olhada, quem quiser pode subir de funicular mas nem olhei o preço Muralha Fernandina do Porto, ao lado da ponte Pra fechar atravessei a ponte até o Mosteiro da Serra do Pilar, o pessoal já começava a se organizar pra mais um evento de sunset mas como eu tinha ônibus pra Madrid às 22h e o pôr do sol ia ser quase 20h, não pude esperar. Só curti mais um pouco a vibe daquele lugar que foi, sem dúvida, o que eu mais gostei no Porto. Voltei pro hostel, tomei um banho, peguei minhas coisas, tomei uma cerveja de saideira com a brasileira do bar e desci pra estação do Bolhão pra pegar o metrô pra estação Campanhã de onde ia sair o ônibus da Flixbus às 22:10 pra Madrid. Essa passagem eu tinha comprado pela internet com mais de 1 mês de antecedência e paguei barato, apenas €20, acho que foi um ótimo negócio. Esse terminal de Campanhã é enorme e confuso porque junta trem, ônibus e metrô num lugar só. É tão grande que quando cheguei lá não sabia pra onde ir. Perguntei uma mulher como chegar na parte de saída dos ônibus e ela me disse que eu tinha que pegar um táxi! Inconformado, já que é um terminal integrado, continuei perguntando e um cara me indicou o caminho. Andei pra caramba, me perdi umas 3 vezes, mas como tava cedo e com tempo deu tudo certo... E 22h embarcava pra Madrid depois de uma semana em Portugal, país que me surpreendeu e que tá na lista dos países mais tops que eu conheço, até o momento ocupando o primeiro lugar… Editado Novembro 20, 2022 3 anos por Rezzende
Postado Outubro 13, 2022 3 anos Membros Em 08/10/2022 em 17:53, Rezzende disse: Já passava um pouco das 18h, o sol até ameaçou aparecer e a cerração deixou ao menos por uns minutos eu ver as muralhas do Castelo dos Mouros lá em cima, mas logo tudo ficou tapado de novo. Por volta de 19h resolvi encerrar meu rolê por Sintra, que foi bom pela Quinta da Regaleira mas no geral foi zuado pelo péssimo tempo num lugar que era muito esperado por mim pelas vistas bonitas que esperava encontrar no alto do Castelo dos Mouros e do Palácio da Pena. Ah, agora que vi que vc tá escrevendo aqui! Que pena ter pego esse tempo ruim em Sintra... eu peguei somente um frio congelante quando fui, rs! E ah, eu achei o palácio da pena bem legal por dentro, mas talvez por estar começando nessa vida de palácios, rs, hj não entro mais em muitos tb! Acompanhando aqui!
Postado Outubro 16, 2022 3 anos Membros @RezzendeAgora vi uma diferença. Das vezes que estive em Portugal, não existia validador nos trens,sim um cara que ficava conferindo os bilhetes carro por carro.Não existe mais? Esses validadores vim conhecer ano passado em Interlaken.Castelos tem em todo Portugal, eu gostei mais do de Leiria,esse está totalmente preservada.
Postado Outubro 23, 2022 3 anos Autor Membros Dia 18, domingo – Madrid Viagem de ônibus noturna, tranquila como todas as outras viagens de ônibus que fiz nessa trip, as estradas são uns tapetes, o busão nem balança. Foram 8h de Porto a Madrid, cheguei 7h com fuso horário +1 e ainda escuro. Madrid amanhecia às 8h da manhã e anoitecia 20h, tarde demais pro meu gosto… Cheguei na rodoviária de Mendez Álvaro que é integrada com metrô e Cercanias da Renfe. Comprei o ticket do metrô na maquininha, já tinha lido sobre o Metrobus 10 Viajes e foi esse que escolhi. Paguei €8,50 + €2,50 da Tarjeta Multi (o cartãozinho, mais um pra mim que adoro colecionar esses cartões de transporte pelo mundo) num total de 11 euros. De cara já paguei um mico tentando passar na catraca e o cartão não funcionava, achei que tinha comprado errado e o segurança me disse que ali era a entrada da Renfe e o metrô era do outro lado tudo ok, cheguei no hostel, deixei minhas coisas e me deixaram tomar café. Só a maquina de café do hostel é de graça (podia ser café puro, capuccino, café com leite, o que tivesse disponível na máquina), se for comer o buffet é 6 euros. Eu tinha o resto de um salgado enorme que eu comprei numa padaria do Porto pra trazer na viagem, então terminei de comer a terceira parcela do salgado com o café do hostel. Fiquei no OK Hostel, perto do metrô La Latina e na entrada da Feira do Rastro, que parece a Feira Hippie de BH ou a San Telmo de Buenos Aires, pra gente comprar quinquilharia, e acontece todos os domingos. E era domingo! Fui dar um rolê na feira, que é comprida mas não demais, comprei umas bugigangas e depois peguei o metrô (já que ainda tinha 9 passagens) desci na Estación del Arte e esperei a hora grátis do Reina Sofia que começava 12:30. A entrada grátis dos museus são as 2 últimas horas de funcionamento do dia e como no domingo o Reina Sofia fecha mais cedo, às 14:30 e o Museu do Prado fecha 19h, dá pra pegar a entrada grátis dos dois!! Como cheguei com certa antecedência, logo já fui puxando a fila de espera da entrada grátis, que depois ficou beeeeem comprida. Quem já tinha reservado a gratuidade pelo site entrava por outra porta. Como fui o segundo da fila, 12:30 entrei no museu. Todo mundo na sala do Guernica! Concorridíssima. O carro-chefe do museu, tem até placas indicando pra onde vc vai pra ver o Guernica. O resto tava tranquilo, mostras sobre ditaduras, coisas que já vimos em outros museus sul-americanos. 13:15 saí, ainda tinha bastante gente pra entrar mas a fila tava fluindo. Bem perto tem o grande Parque do Retiro onde a galera adora ir num domingo de sol. Dei uma volta lá, comi um bocadillo de jamón (bem espanhol) num dos quiosques lá dentro, sentei na grama debaixo da sombra das árvores e fiquei ali curtindo o movimento dos madrileños no parque. Dentro do parque tem o Palácio de Cristal, que dava só pra ver por fora e o Palácio de Velazquez que é uma “filial” do Reina Sofia e pode entrar grátis e vários outros monumentos pelo parque, estátuas, chafarizes, um lago com pedalinho, quiosques, sorveterias e no domingo ele fica bem mais “vivo”. Depois segui para o Museu do Prado passando pela porta de Alcalá, que estava em reforma e então colocaram um revestimento nela, não sei de quê, tipo uma lona, só que toda pintada como se fosse o monumento real, até com a paisagem de fundo, na foto dá pra enganar bem. Uma curta avenida em frente e se chega no Palácio de Cibeles e na fonte de Cibeles, um ícone da cidade. Caminhei pelo Passeo del Prado, vi uma banca vendendo horchata e logo já lembrei da mexicana que é feita de arroz e uma das bebidas que mais apreciei no México (suco de arroz é bom?? Sim! No México eu adorei!) mas o vendedor me disse que a de Madrid é feita com chufa, troço que até agora não sei bem o que é, se é parente do inhame ou sei lá o quê...enfim, valeu pela experiência de dizer que eu tomei isso...não achei bom, nem ruim... aguardo mais comentários sobre a horchata de chufa...😶 Cheguei no museu pra pegar a entrada grátis que começava às 17h e já tinha uma fila bem comprida que fluiu rápido assim que deu 17h. O museu del Prado é outra pegada, quadros muito grandes, pinturas bem realistas, tinha um quadro onde os olhos do cavalo pareciam de verdade de tão brilhantes e davam a sensação de que ele estava de verdade te olhando. Se você for durante um dia de semana que não dá pra pegar a entrada grátis dos dois já que fecham quase no mesmo horário e as horas grátis coincidem, então melhor pagar a entrada do Prado que é €15 e ir na hora grátis do Reina Sofia. Achei melhor o Prado, mais interessante, mais bacana, domingo dá pra fazer os 2 de graça, mas se você não conseguir, priorize o Prado. E ali perto no Passeo del Prado, peguei um ônibus elétrico grátis que é a linha 001 que vai até Moncloa passando pela Gran Via e Plaza de España. Você só precisa validar a Tarjeta Multi nele mas não vai descontar nenhuma viagem. Desci na Plaza de España que é perto do Templo de Debod onde a galera se reúne pra ver o por do sol. E eu sou o tarado do por do sol… Tinha os artistas de rua fazendo um som, a galera sentada nos gramados, uma pegada tipo do Porto mas não tinha a ponte, nem o rio, nem uma vista da cidade do outro lado, só uma visão longínqua de umas montanhas onde o sol já estava caindo. Mas curti muito embora não comparasse ao do Porto. Voltei de metrô pro hostel, fiz o checkin, tomei um banho, organizei algumas coisas, aquele ritual clássico de quando você chega num hostel novo e saí pra comer alguma coisa. Perto do hostel tem a famosa Cerveceria 100 Montaditos, onde dá pra comer uns petiscos e tomar uma cerveja pagando menos de 5 euros. Dei uma volta pelo bairro, La Latina é famosa pelos bares e vida boêmia, era domingo à noite mas não tava tão bombante. Voltei pro hostel e o pessoal tava organizando pra sair pro pubcrawl. Era 15 euros e eu fui também. 3 bares e terminou na discoteca Moondance, bebida é pouca, só te dão um shot na chegada ao bar, voltei pro hostel 5h da manhã e só achei que valeu a pena pela interação com a galera do hostel, já que onde eu fiquei em Portugal a turma era desanimada e na Espanha dei sorte com os viajantes em todos hostels que fiquei. Dia 19, segunda – Madrid Encostei na cama pós balada e logo já saí pra explorar a cidade. Dormir eu durmo em casa, em reais, em euro tá dando não...😝 Tinha feito, desde aqui no Brasil, uma reserva de um free walking tour da Civitatis que tinha aparecido pra mim numa dessas propagandas do Trip Advisor. Só uma reserva mesmo, sem compromisso, só pra ter uma luz de onde eu deveria ir, então fui pro ponto de encontro que era perto da Puerta del Sol às 10h. A praça tava toda em obras, então era tapume e ferragem pra todo lado, nem tem foto direito de lá. Achei a guia pela sombrinha da Civitatis e o grupo era grande, tinha quase 30 pessoas. O bom do free walking são os detalhes que a guia vai te mostrando, que seguramente você não veria andando aleatório, como a história da antiga Posada del Peine, os inúmeros edifícios que foram reconstruídos pois no passado haviam muitos incêndios na cidade e otras cositas más. O percurso foi pela Calle Postas, Calle Sal, Plaza Mayor, Mercado de San Miguel, Plaza de la Villa e Calle del Factor até onde tem um mirante muito bonito pra ver a catedral de um ponto que se não fosse pelo free walking eu jamais veria. No fim dei só 3 euros porque era as moedas que eu tinha. O povo tava dando 10. Vergonha da minha mão de vaca De novo andando sozinho entrei na Catedral. O Palácio Real em frente só abriria pra visitação depois das 16h e decidi cortar. Voltei pro centro histórico, passei no Mercado de San Miguel só pra ver já que no free walking nem entramos, mas é um lugar só pra olhar mesmo, comida é bem mais cara que nos outros lugares próximos. Voltei pra Plaza Mayor, o movimento de pessoas já era bem maior no início da tarde. Numa das travessinhas na lateral da praça, Calle Botoneras, tem um bar bem famoso chamado La Campana cuja especialidade são os bocadillos de calamares (pão com anéis de lula) e famoso como é, vive lotado. Então o ideal é entrar na porta ao lado onde o pessoal compra pra levar e pedir um pra viagem. A viagem em questão foi só até a beira dos postes no meio da Plaza Mayor onde sentei e comi. É grande, tem bastante recheio, custa €3,50, achei o gosto um pouco salgado e nem sou fã de anéis de lula mas não tinha como não provar essa iguaria madrileña. De barriga cheia, sim o bocadillo enche a pança, fui andando pelas ruelas próximas, passei de fora dos também famosos churros da chocolateria San Ginés com uma grande fila pra entrar e logo mais a frente a praça onde está o monastério Descalzas Reales. Segui andando e caí numa rua de pedestres cheia de lojas e muita gente que me levou até a Plaza del Callao, onde tem a estação do Metro Callao, vários telões nos prédios estilo Times Square e pra quem é fã de La Casa de Papel, é onde rolou aquela icônica cena do dirigível lançando as notas de euro sobre as pessoas na praça no começo da terceira temporada. Nessa praça também tem uma loja do El Corte Inglês, onde no último andar tem uma vista bacana do famoso letreiro do Schweppes. Mais uma para os fãs de La Casa de Papel Toda vez que eu via um carro da polícia passando com a sirene ligada eu achava que tava rolando um atraco ao Banco de España Fim da tarde e não tinha mais muito o que ver em Madrid. Prova que pra quem anda muito como eu, 2 dias são super suficientes pra conhecer o básico. Voltei ao Templo de Debod pra acompanhar mais um por do sol. Dessa vez tinha um pouco mais de nuvens então nem esperei dar 20h. Ao lado do Templo de Debod tem uma praça, e nela muitos banquinhos, e me surpreendeu a quantidade de idosos na praça, homens e mulheres, e não casais mas grupos de idosos que se encontravam ali, as doninhas chegando e as outras dizendo “tava sumida, sentimos sua falta!”, me parece que é um point da terceira idade Fotogênica... Fiquei o resto da noite no hostel, conversando com uns chilenos e tomando umas no bar do hostel que funciona até 3 da manhã! Acho que não me lembro de ter ficado em um hostel onde o bar ia até tão tarde. E não atrapalha nada quem quer dormir já que o bar é no térreo ao lado da recepção e os quartos nos andares pra cima. Dia 20, terça – Toledo Dia de bate volta em Toledo, comecei o rolê com uma baita navalhada, fui até Atocha pra comprar a passagem mas pediam o número do documento pra inserir no bilhete e eu não tinha levado documento nenhum Tive que voltar no hostel pra pegar o passaporte e quando cheguei de volta na estação é que percebi como tava lotado de gente lá. A fila pra comprar passagem era enorme, tanto na bilheteria como nas máquinas Comprei minha passagem já era quase meio-dia e só tinha trem para 13:50. Aproveitei pra comprar a volta de uma vez e como já estava indo tarde, comprei a volta para 21:30. Custa €11,10 cada trecho (€22,20 ida e volta). Aproveitei o tempo de sobra e almocei num bar de tapas perto de Atocha chamado El Anden, tinha uns pratos combinados mais baratos e muita gente comendo, parecia ser uma opção bem procurada pelos locais. Matei um tempo na estação e peguei o trem 13:50, só meia hora até Toledo. Chegando na estação, passei no banheiro pra trocar a camisa por uma regata mais fresca (banheiro de Toledo grátis ao contrário de Atocha que cobra 1 euro) pois essa tarde seria a mais quente da viagem, o termômetro chegou aos 31 graus 🌡️ Fui andando até a parte histórica, não é longe, maníaco da pernada como sou, fiz tudo a pé em Toledo. Passei pela Ponte de Alcântara, a clássica ponte romana de quase 2 mil anos de história e subi pelas escadarias até o Museu de Santa Cruz que é grátis e onde entrei às 14:50 (pra dar uma noção de tempo). O mais bacana desse museu é que ao fundo tem uma salinha com obras de El Greco padrão o que se vê no Museu do Prado, só que aqui completamente grátis. De lá pouco a frente, fui ao Museu do Exército que também é grátis e tem algumas exposições de achados arqueológicos e escavações da época romana e os jardins com uma vista super top. O alcázar tava fechado mas pra mim o que mais vale é a vista do jardim que é super top. Desci pelas ruelas de Toledo até a Catedral onde entrei às 16h e custa 10 euros com audioguia. Construída no século XIII, é realmente impressionante, os detalhes debaixo das cadeiras do coro são dignos de nota. As pinturas da catedral, um altar muito lindo, muito rica em detalhes, o audioguia te conduz perfeitamente ali dentro, eu achei a entrada mais bem paga de toda a viagem! Se fosse pra eu recomendar apenas 1 lugar pra pagar entrada nessa viagem toda, escolheria a Catedral de Toledo. É magnífica! Foi cerca de 1 hora e 15 lá dentro que passou sem ser notada. Eu me encantei com tantos detalhes, é uma das obras de arte mais completas que eu já vi. Segui as ruazinhas de Toledo, comi um mazapan numa padaria, que é um doce de amêndoa típico de lá. Pro meu gosto pessoal não é lá isso tudo, achei um pouco seco, mas gosto é gosto e essas coisas muito típicas a gente não pode deixar passar. Pelo caminho vi algumas outras igrejas, uma sinagoga, mas onde tinha entrada paga eu resolvi não entrar. Desci até a Ponte de San Martin onde tem até uma tirolesa pra quem quiser dar um sobrevoo em cima do rio. Anima uma tirolesa ae?? Tava animado, já passava das 18h, tinha um pouco de sombra na calçada da avenida e resolvi ir andando até o mirante, uns 20 minutos a pé mas quem quiser eu vi uns ônibus da linha 71 passando escrito no letreiro Plaza Zocodovar - Mirante del Valle a quem interessar. Lá tem uma vista bonita da cidade, uma panorâmica com outro ângulo, aqueles ônibus de turista que rodam a cidade também fazem parada lá. Mas na hora que eu estava lá era eu sozinho, contemplando a cidade, o vale do rio (o mesmo Tejo de Lisboa) curti bem o momento. Vez ou outra passava alguém correndo, pedalando ou caminhando, creio que moradores daquele bairro. Voltei a pé também. Subi pela Puerta de Bisagra e fiquei surpreso ao me deparar com escadas rolantes!!! Uns 11 lances de escadas rolantes! Saí lá no alto de novo no meio das ruazinhas estreitas e fui andando aleatório, observando a cidade já no seu finzinho de tarde. Parei num dos restaurantes da Plaza de Zocodover e depois fui descendo já seguindo caminho de ir embora depois de um anoitecer impressionante. Vale muito a pena dar uma espiada em Toledo à noite, a iluminação amarelada nas muralhas dá um toque muito clássico pra cidade, valeu demais ter ficado até anoitecer, foi a parte boa de ter ido tarde pra lá. Lindíssimo anoitecer E uma bela noturna de Toledo Também voltei a pé pra estação de trem, cheguei em Atocha 22h e peguei o metrô até a Gran Via pra me sentir saindo de uma viagem no tempo do século XIII de volta pro XXI com aqueles painéis luminosos e o burburinho das pessoas. Voltando pro hostel encontrei na rua com o austríaco e a israelense que estavam no hostel e conheci no pubcrawl. Eles estavam atrás de um bar de tapas e juntei com eles numa daquelas clássicas tabernas do centro de Madrid. Fechando bem minha estadia na capital espanhola. Dia 21, quarta – Madrid a Barcelona O dia não teve muitos acontecimentos, tirar um dia mais light é importante pra não ficar tão ligadão no ritmo frenético que eu mesmo me imponho nos meus mochilões. De manhã me limitei a apenas ir na Plaza Mayor ver um pouco do movimento, sentar lá no meio da praça e pensar na vida, naquele menino criado na roça que agora estava sozinho no meio da principal praça de Madrid, coisa que a maioria das pessoas que foram criadas comigo nunca tiveram a oportunidade de fazer. Descansei um pouco no hostel e fui pra Atocha, agora já uma velha conhecida, pegar o trem bala pra Barcelona que seria às 14:30 e eu tinha comprado com quase 2 meses de antecedência por módicos 17 euros. Acho que foi um ótimo negócio!! Era um dos momentos mais aguardados da viagem, afinal era a primeira vez que eu ia viajar num trem a 300 km/h. Nada parecido com as 13h que fiquei dentro do Vitória Minas… Com 2h50min chegava em Barcelona. Adorei a experiência. Não é toda hora que se anda de trem bala. Não é todo brasileiro que tem essa oportunidade! Percebe-se que nesse dia eu tava bem reflexivo… Chegando em Barcelona, na estação Sants, comprei o ticket do metrô, o T-10, pra 10 viagens e custa €10,20, nas próprias maquininhas, antes trocando a língua pra espanhol, já que cheguei em Barcelona e o catalão sempre vem em primeiro lugar. Peguei o metrô só por 2 estações sem baldeio até a estação Verdaguer, a mais próxima de onde ia ficar, o Yeah Hostel, que logo percebi ser muito parecido com o de Madrid e tinha uma razão: era do mesmo grupo. Em diferença, esse tinha um terraço com piscina. Oferecia jantar por 12 euros e depois pubcrawl por 15 euros. Café da manhã por 7 euros. Um hostel bem caro, 40 euros a diária, mas todos que tinha pesquisado em Barcelona também eram. Peguei o jantar quase todos os dias, o café em alguns dias também, afinal por menos de 7 euros não se come muito nas padarias e o café era buffet livre. E todos os dias os jantares eram bem animados, muitos hóspedes participavam, o staff montava as mesas de modo que todo mundo ficasse junto e eles promoviam uma interação bem bacana. Foi o hostel que mais conheci gente na viagem. Já vacinado com o pubcrawl de Madrid, resolvi não fazer o do hostel, só segui a galera e entrei no bar onde eles foram, já deu pra ter uma noção do que seria o rolê sem ter que pagar por um shot bobo em cada bar Editado Novembro 20, 2022 3 anos por Rezzende
Postado Outubro 25, 2022 3 anos Membros @RezzendeEstive mais uma vez em Madrid nesse começo de mês.Não fui,nem nunca vou a esses 3 museus de arte,não gosto. Mas te pergunto.Não foi ao museu da Catedral e ao Arqueológico? O Alcazar de Toledo foi incendiado há cerca de 2 anos, por isso está gratuito. Normalmente, quando conheci, é pago,mas ali vale e muito. Pena que acho a coleção está perdida.Essa horchata nunca tomei, mas sei que é feita de uma planta que parece capim,motivo que não me motivou a experimentar.
Postado Outubro 29, 2022 3 anos Autor Membros Antes de começar a falar de Barcelona, preciso contar uma coisa. Há algumas atrações que precisam ser compradas com antecedência. A Sagrada Família é uma delas. Por vários dias antes de chegar em Barcelona eu já vinha tentando comprar minha entrada pelo site. O site sempre dava uma msg de erro e não conseguia finalizar. Ao chegar em Barcelona tentei minha última cartada e como meu hostel ficava só a 5 quadras da Sagrada Família, a primeira coisa que fiz depois de deixar minha mochila no hostel foi ir lá tentar comprar a entrada pois no site só tinham umas poucas vagas pro dia seguinte e mais nenhuma pro fim de semana. Ao chegar lá de fora daquela igreja gigante já vi um aviso igualmente gigante dizendo que não existia bilheteria física, os ingressos são vendidos apenas online e um QR Code enorme direcionando pro bendito site que dava problema. Voltei pro hostel e pedi pro cara da recepção tentar comprar pelo computador dele. Site também com erro. Ele disse que era comum e precisava ir tentando. Já quase desistindo, pedi uma moça que tava lá pra tentar pelo celular dela. Erro também. Não sei como as pessoas estavam conseguindo comprar, se era por outro site, por agências ou atravessadores, pois os ingressos continuavam esgotando. Aceitei o fato de estar em Barcelona e ter que ficar só de fora olhando a Sagrada Família. É isso, não consegui comprar o ingresso. Viagem que segue, bola pra frente… Outro adendo importante! Dessa vez, muito positivo! O meu roteiro já estava definido e uns 3 meses antes descobri que, coincidentemente, nesse mesmo fim de semana que eu estaria em Barcelona, ia rolar nada mais nada menos que o famoso e tradicionalíssimo Festival de La Mercè, que acontece todos os anos nas proximidades do dia de Nossa Senhora das Mercês e que não é uma festa apenas religiosa, deve até ter algo na catedral, mas é sobretudo um festival cultural, com shows em vários palcos pela cidade, apresentações dos castellers de Barcelona (tem até vídeo mais pra frente) e outras coisas bem típicas como a corrida do fogo (ou algo assim) bem semelhante ao que a gente vê em festa junina da Bahia com aquele povo correndo pela rua com fogos de artifício na mão. E a cidade tava super empolgada com o festival já que, por motivos óbvios, ele não ocorria desde 2019. Ou seja, todo o clima em torno do festival aumentou ainda mais minha percepção positiva sobre a cidade Dia 22, quinta – Montserrat Como o festival ia começar no dia seguinte, resolvi fazer o bate-volta pra Montserrat e deixar o resto da semana livre pra Barcelona. Montserrat é uma abadia (ou monastério) numa cidadezinha nos arredores de Barcelona. Pra chegar lá, primeiro vc pega o metrô até a Plaça d’Espanya onde faz o baldeio pro trem da FGC, linha 5, só ir seguindo as plaquinhas que indicam Montserrat. Tem um posto de informações já praticamente no lugar onde se embarca pra Montserrat e é lá que você compra o bilhete. Não tinha fila nenhuma na hora que eu cheguei e o próximo trem saía 09:40. O bilhete a Montserrat você compra combinado com o transporte que você vai usar pra subir o monte, que pode ser teleférico ou um trem que chamam de cremallera. Tanto faz o que você escolha o preço é o mesmo, 24,50 ida e volta. Eu escolhi ir de cremallera pois li que aproveita mais o trajeto e curte melhor a paisagem do que ir pendurado no teleférico. O trem leva 1h10min até a estação de Monistrol de Montserrat onde você tem que descer pra pegar a cremallera. Quem vai de teleférico desce uma estação antes na estação Aeri de Montserrat (bem lógico). Descendo em Monistrol, a cremallera já está lá parada, pronta, e sai uns 10 minutos depois que o trem chega. Ao entrar, sente na esquerda no sentido de quem sobe pra aproveitar melhor a vista e a subida leva uns 15 a 20 minutos. Lá em cima tem um Mosteiro do século 9, a basílica do século 16 e a primeira coisa que fiz foi procurar onde pega a entrada pra ver coro dos meninos que começa às 13h e pode ser reservado de graça, só tem que pegar antecipado um ingresso com uma moça numa das entradas da igreja pois são limitados. Eu peguei era umas 11h mais ou menos. Depois fui dar uma volta pra conhecer o lugar, lá é lindo, com as montanhas atrás emoldurando, tem umas barraquinhas que vendem um troço chamado mel com mató (que é tipo uma ricota) o copinho é 2 euros e vale a pena provar. Eu gostei apesar de achar meio estranho comer queijo com mel mas é muito típico dali e a questão do mochileiro é essa, sempre estar aberto a experimentar novas sensações mesmo que a princípio pareçam um pouco bizarras… Pouco antes de 13h já liberam a fila pra entrar na igreja. Muita gente vai assistir esse coro, é uma coisa bem clássica dali e são só 15 minutos, vale a pena se programar pra ver uma apresentação. Depois era hora de fazer uma coisa que eu curto muito em todas as viagens que eu faço: trilhas!!! Eu amo caminhada, trilha, tudo que envolve natureza e essa trip até então estava muito urbana e eu tinha pesquisado que tem umas trilhas saindo ali do alto de Montserrat. Tem uma mais curta pra quem quer ir até o Mirante San Joan e não pagar os 15 euros do funicular e outra mais longa que vai beeem lá pra trás até um ponto chamado Sant Jeroni, a 1236 metros de altitude e com uma vista fodástica. Levei 1h40min pra subir e um pouco menos que isso pra descer então pra ir lá reserve umas 3 ou 4 horas dependendo do tempo que você quiser ficar parado lá em cima curtindo ou parando pra descansar pelo caminho. Tem uma fonte de água em Montserrat pra você encher a garrafinha e depois pelo caminho eu não vi. Tem muitas escadas no caminho também, alguns trechos com sombra, o dia não estava muito quente e a altitude ali já deixa a temperatura mais amena também, ao menos com calor extremo não sofri. Esse lugar é sem base de lindo. Não parece ser mto explorado pelos brasileiros. Vc já foi lá nesse topo? Um pouco do visual da trilha E o monastério lá embaixo encrustado no meio da montanha Para amantes de trilha, não deixem de fazer!! Cheguei de volta já passava de 17h, comi um sanduíche e um café na lanchonete e desci 18:15 na última cremallera até a estação de Monistrol de Montserrat e lá esperei só uns 5 minutos pra pegar o trem de volta a Barcelona. Foi um rolê maravilhoso, já tinha visto umas fotos de lá mas me surpreendi muito com o lugar, foi um dos pontos altos da viagem. Editado Novembro 20, 2022 3 anos por Rezzende
Postado Outubro 31, 2022 3 anos Membros Viagem, relato e fotos topsss!!!!! Ja me identifiquei quando se queixou do hostel ficar longe da balada... Para ter uma primeira viagem nesse nivel o planejamento tem que ser muito bem feito.
Postado Novembro 2, 2022 3 anos Autor Membros Ahh com certeza @Rafael_Salvador é muito bom um hostel perto da balada ou quando o próprio hostel é a balada kkkkk. Mas no geral eu acho que meu planejamento foi bom, cometi poucos erros e não atrapalharam o resumo da ópera. Mochilões assim demandam mesmo mto tempo dedicado a um bom planejamento
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