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Olá viajante!

Bora viajar?

BOTSWANA, ZAMBIA E ZIMBABWE - PELO LADO SELVAGEM DA VIDA

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Salve amigos!

Com muito entusiasmo venho contar que tive mais uma vez o privilégio de estar na minha amada África. Foi nossa terceira vez no continente e amei intensamente cada uma delas!

Eu quero conhecer muitos lugares da África... que é um continente bem caro para latino-americanos no geral, com raras exceções. Então o jeito de ir é de pouco em pouco, viagens mais curtas... pois tudo é pra gringo rico infelizmente. Essa era meio que a vez da Namíbia... uma viagem há muito desejada e desenhada! Mas algumas coisas tiraram meu foco de lá e me jogaram aqui, nessa trip, e a Namíbia ficou pra próxima vez. Que seja em breve!

Viajamos em casal, eu e o Guilherme (filho prestando vestibular ficou).

 

ROTEIRO

LDB > São Paulo > Johanesburgo > Victoria Falls* // Kasane // Chobe National Park // Kasane // Nata-Gweta // Maun // Kasane // Victoria Falls > Johanesburgo > São Paulo > LDB.

A parte grifada fizemos de carro alugado. O * é pq chegamos em VFA mas fomos direto a Kasane! Não dormimos lá na chegada.

Deu trabalho chegar nesse desenho de roteiro e decidir as passagens aéreas. Aqui é apenas o resumo final de meses de estudos e testes.

Os aéreos foram emitidos com milhas (+ dinheiro), da seguinte forma:

LATAM PASS (via Latam mesmo): GRU <> JNB

SMILES (via South Africa Airways): JNB <> VFA

 

DOCUMENTOS, VISTOS E VACINAS

Passaporte e comprovante de vacina de febre amarela obrigatórios, e pra quem vai dirigir, a PID (mas esquecemos, depois conto como foi, rs). África do Sul e Botswana não exigem vistos para brasileiros para estadias de até 90 dias, já Zâmbia e Zimbábue sim, neste caso convém tirar o KASA, que é um visto duplo de múltiplas entradas para ambos os países num prazo de 30 dias. Custa 50 USD e é um “visa on arrival”, tipo o do Egito. Bem caro né? E tem pegadinha, se liga no relato que vou contar.

 

CÂMBIO

       África do Sul: Rand Sul-Africano (ZAR) - 1 rand cerca de 33 centavos de real

       Botswana: Pula (BPW) - 1 pula cerca de 42 centavos de real

       Zâmbia: Kwacha Zambiano (ZMW) - 1 Kwacha cerca de 22 centavos de real

       Zimbábue: Dolar americano (USD) - vcs sabem, rs

Uma bagunça! O Zimbabwe tinha seu próprio dolar tb até 2009 mas ele foi “desativado” por conta da hiperinflação. Hoje o USD é a moeda oficial. Coloquei USD na Wise (até tem ZAR mas fiquei só no dólar desta vez) e tb levei USD impresso e auditável.

 

HOSPEDAGENS

Vou listar abaixo nossas opções, que foram majoritariamente booking, e durante o relato conto como foi cada uma delas.

Joburg (1): Marion Lodge - ZAR 734,10

Kasane (1): Kasane Self Catering - BPW 1100,00

Kasane (1): Tlou Safari Lodge - BWP 1.496,88

Nata (1): Eselbe Camper Backpackers - BPW 660,00

Maun (4): Casa Berna - BPW 3850,00

Victoria Falls (3): Shoestrings Backpackers Lodge - USD 162,00

Joburg (1): airbnb perto do aeroporto - R$ 130,00

Foram 14 noites no total, mas duas foram durante um camping safari que já incluía as tendas.

 

SAFARIS E CARRO ALUGADO

É aqui que a viagem fica cara, rs! Vamos ver as opções e pq.

       SAFARIS GUIADOS

É plenamente possível fazer uma viagem de muitos dias pelo sul da África com empresas privadas que têm pacotes de todos os tipos… mas já adianto, são MUITO caros, mesmo nas opções econômicas. As opções luxuosas incluem aqueles lodges exclusivos e passam facilmente de cem mil reais, isso mesmo, CEM MIL REAIS, para um casal. Total impossível.

       CAMPERS/SAFARIS INDEPENDENTES

Boa parte dos viajantes que vem pra essa região opta pelas campers, que são caminhonetes ou SUVs 4x4 com barraca de teto. Neste caso seria mais efetivo vir desde a África do Sul com o carro ao invés de pagar as altas taxas de retorno entre um país e outro, o que já acrescenta tempo e gastos na viagem.

As campers tem a facilidade de já ter a casa em cima e todo o material de camping junto, como cozinha básica e etc mas não foi nossa opção pelos seguintes motivos: os camp sites são todos pagos e não são muitos, ou seja, obviamente vc paga pra acampar ainda que seja um camping totalmente selvagem. Se colocar na ponta do lápis o custo do aluguel da camper (que não é muito barato) + custo de combustível + custo adicional de seguro + custo de campings não fica muito viável. Além do que, tem uma mão de obra grande envolvida em abrir e fechar a barraca, especialmente se chover, e ainda não temos experiência e segurança pra uma viagem inteira assim.

       CARRO ALUGADO + SAFARIS GUIADOS

Já podem imaginar que foi essa nossa opção, certo? Um pouco de cada! Ficamos parte da viagem “a pé” e fizemos games guiados de vários tipos e alugamos uma caminhonete 4x4 numa parte do rolê (custou um rim). Desta forma pudemos economizar em relação às opções anteriores além de ter vários tipos de experiências diferentes, embora ainda seja caro. Você escolhe entre o que é muito caro e menos caro, rs.

Nossos safaris/games guiados foram os seguintes:

  1. Safari Camping de 3 dias e 2 noites (Chobe National Park, Botswana): 550 USD por pessoa com refeições, tendas para dormir, deslocamentos, entradas no parque, água a vontade e vinho nas refeições. Este rolê parte e volta pra Kasane, por isso tivemos duas noites “separadas” na cidade. Eles nos pegaram às 8h30 da manhã no dia 1 do rolê e nos devolveram cerca de 17h no dia 3. Tem várias outras opções de safaris partindo de Kasane, desde os de um dia até os de muitos dias. Eu queria muito poder acampar na savana, fazer games com guia e dormir sob aquele céu estrelado maravilhoso! Portanto este foi o primeiro rolê contratado, cerca de 9 meses antes, direto no site do Chobe National Park, tal como já tínhamos feito antes com os rolês do Kruger na África do Sul. ESGOTA RÁPIDO, reserve o quanto antes. Eu reservei antes de comprar passagens inclusive, haha. A operadora desse nosso rolê foi a Kalahari Tours e foi muito legal.
  2. One-day Mokoro Experience (Delta do Okavango, Botswana) + one-day Moremi Game Drive (Moremi Game Reserve, Botswana): 440 USD por pessoa, inclui deslocamentos, passeio a pé, de Mokoro (canoa), em carro aberto, taxas e refeições. Estes dois dias podiam ter sido contratados separados, mas optamos por contratar junto para negociar o preço. Nossa operadora foi a Africa Zim Travel & Tours e no relato conto como foi.
  3. Rafting no Rio Zambezi: rolê de 1 dia, em Vic Falls, contratado dois dias antes dele acontecer por meio do hotel que ficamos. Custou 140 USD pp e nossa operadora foi Wild Horizons.
  4. Reserva Mosi O A Tunya: rolê de 3-4h, em Livingstone. Custou 56 USD por pessoa e comprei no GetYourGuide na véspera.

 

INTERNET
Meu plano Claro Mundo não tem cobertura nos países visitados (exceto África do Sul), então comprei um plano ilimitado da Holafly (e-Sim) para Botswana apenas, pq ninguém cobre o Zimbabwe. Custou 42 USD por 10 dias.

 

Isso é tudo, BORA!

(CONTINUA)

Editado por Juliana Champi

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DIA 6 - QUINTA (11/09): continuando este dia então, o DIA DE TODOS OS GATOS!

Logo de manhã fomos até o rio contemplar muitas aves aquáticas que estavam por ali... colhereiros, pelicanos, patos, e muitas outras espécies. E poucos minutos depois já demos de cara novamente com a leoparda, aparentemente a mesma do dia anterior! Que emoção!

Depois assistimos um pequeno chacal perseguindo galinhas da angola que rapidamente empoleiraram em uma árvore e ficaram brigando com o chacal... e na sequência, encontramos novamente o bando de leoas e filhotes que tínhamos encontrado no dia anterior! Que feliz, elas estavam descansando de barriga pra cima e alguns filhotes estavam interessados em umas girafas que estavam por perto. Ficamos ali um tempo e seguimos.

Vimos uma hiena e depois uma quantidade absurda de elefantes... a gente meio que ficou “presos” na passagem deles e uma mamãe elefanta deu um passa fora na gente, indo de encontro ao carro (que foi retirado de ré calmamente pelo Joe) abanando as orelhas nitidamente nos intimidando e dizendo que não éramos bem vindos perto do filhote dela, haha!

Contando agora é tranquilo mas na hora foi um cagaço de nossa parte, rs, guia tranquilo. Aí Joe recebeu uns rádios... e começou a ir pra um lugar no meio do nada, sempre olhando pro chão e se orientando por pegadas. E ele achou! Dois leões machos adultos, irmãos, que mantinham em seu território 3 bandos de fêmeas!

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selfies!

Coisa MAIS LINDA. Eles tb estavam descansando e só deram uma erguida de cabeça pra olhar a gente algumas vezes! E depois gente, encontramos mais um bando de fêmeas e filhotes, estávamos realmente com muita sorte!

Seguimos com vários outros bichinhos incríveis e quase saindo já do parque topamos com nosso TERCEIRO BANDO DE LEOAS... nós simplesmente vimos os 3 bandos de fêmeas e os dois machos no mesmo dia, foi absolutamente incrível!

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Foi épico! Valeu Bots!

Foi incrível dividir esses dias com uma natureza tão brutal e pessoas tão incríveis, aventura épica para ficar pra sempre guardada no coração.

O Joe foi levar os meninos na fronteira onde um outro carro ia pegar eles, eles já voltariam pra VFA e no dia seguinte retornariam ao Brasil. Tb foi nos levar na nossa hospedagem, que era na vilinha dos moradores... mas eu não achei o endereço (era bem estranho na verdade), nem o Joe, e a dona da hospedagem não atendia minha ligação... acabei desistindo e fomos pra um hotel que achamos ok, seria uma noite só mesmo. Foi um hotel bom, meio caro, mas ok.

Jantamos por ali mesmo, tomamos um maravilhoso banho, hahaha e capotamos!

 

DIA 7 - SEXTA (12/09): KASANE > NATA

Esse era o dia de pegar o carro no aeroporto de kasane. Acordamos cedo, tomamos café, e como o hotel oferecia transfer pro aeroporto, solicitei. Aí a moça da recepção disse que não tinha voo naquele horário, eu disse que sabia, que ia até lá buscar o carro... aí ela disse que só havia transfer pro aeroporto pra quem fosse pegar avião!

OI?

Eu disse que isso não fazia diferença pra eles, e que eu só tinha escolhido aquele hotel por causa do transfer... ela insistiu que não, eu insisti que sim, e no fim ela arrumou um motorista pra levar a gente, oxe. Aqui é procon fiii, kkkk!

O aeroporto de kasane era um deserto, tinha acabado de abrir (as 8h) e deve receber pouquíssimos voos semanais... mas enfim, pegamos nossa nave, sim, uma Toyota Hilux 4x4 automática e partimos rumo a Nata. O deslocamento seria de cerca de 300km.

A estrada tinha trechos bons, regulares, ruins e péssimos. E muitos bichos, principalmente elefantes e avestruzes, mas muitos outros tb... andando assim como andam os caramelos aqui no Brasil.

Fizemos algumas paradas em “rest areas” e sempre tinha kilos de placas dizendo que ali era uma área de vida selvagem e que vc estava parando ali por conta e risco, rs! Adoro.

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Plaquinhas!

E chegamos em Nata... na exótica hospedagem cujo nome está no início do relato. Era como se fosse um sitio, com muitas cabanas e outras construções, tudo muito rústico. O dono era da Swazilândia... muito simpático, mas falo das pessoas depois! Ele mesmo que construía tudo... e tb tinha um rio que passava no fundo da propriedade, muito grande, e cabras, muitas cabras...

O lugar era de paz... fomos dar uma voltinha na cidade que mais uma vez era um ajuntamento de gente sem nenhuma organização visível, rs... e voltamos pra casa só pra relaxar mesmo, tomando vinho na sombra e descansando na beira do rio.

Tínhamos acesso a cozinha, mas o dono da hospedagem (esqueci o nome dele) disse que iria fazer jantar, e o custo era bem bom, então topamos. A noite nos sentamos todos em uma mesa externa pra comer, tinha legumes assados, arroz de brócolis, um purê de algo muito bom e frango assado com o melhor tempero da galáxia!

Mas o melhor de tudo foi a conversa caótica. Ao longo da tarde já tínhamos conversado com 2 norte-americanos de meia idade que estavam voluntariando ali. Na verdade, a senhora era da terceira idade já, o cara parecia um pouco mais novo. Antes achei que eram um casal, depois vi que eram apenas amigos... e os dois eram bem esquisitos, kkkk, e tb curiosos. Tb tinha uma senhorinha muito senhorinha por ali, na casa dos 90, não entendi se ela era parente do dono ou dos estadunidenses.

O Bolsonaro tinha tido sua prisão domiciliar decretada... assim que a senhorinha soube que éramos do Brasil nos perguntou o que achávamos, eu disse que estava em festa, rs, que ele tinha que pagar pelos seus crimes, e ela comemorou muito! Que fofura.

Os voluntários tb perguntaram bastante sobre a nossa vida no Brasil, o carinha já tinha “morado” uns meses por aqui e enjambrava um português! Falando sobre os nossos gostos por vida selvagem e natureza eles perguntaram se a gente não tinha vontade de conhecer os parques dos EAU... e eu disse que sim, mas que por hora o visto estava muito caro, e que o presidente deles não gosta muito de brasileiros, haha... a senhora ficou envergonhada e pediu desculpas pelo país dela... achei fofa.

Quando a gente chegou, mais cedo, vimos que uma chinesa estava chegando tb, pela estrada, a pé! Tb conversei com ela a tarde... ela estava há um ano vagando pelo mundo... disse que não queria se casar e que nada prendia ela na China, e tb falou coisas curiosas sobre a sua cultura. Contamos que tínhamos visitado a China no ano anterior e que tínhamos amado, ela ficou muito feliz e orgulhosa. Disse que ia dar um tempo na andança pq estava cansada e com sdd da família! Ela tinha mais de 40 anos... foi bem legal.

E no jantar se juntou a nós uma outra senhora, europeia, mas que vivia em diferentes países da África por que gostava... ela era muito doida, parecia bêbada ou meio chapada de remédio, foi muito engraçado! Entendi que ela era muito amiga do dono tb, parece que eles já tinham morado juntos em Luanda.

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De boné verde o proprietário, do lado dele a amiga doida. Gui em pé, ao lado dele o norte-americano e perto de mim a parça dele!

Depois de muita conversa, finalmente fomos dormir, no dia seguinte seguiríamos pro Delta do Okavango.

 

DIA 8 - SÁBADO (13/09): NATA > MAUN

Acordamos com calma, tomamos café, nos despedimos de todos e partimos! Nosso destino era Maun, cidade base para o Delta do Okavango, mas no meio do caminho queria conhecer o Nxai National Park, seus “Pans” (salinas e pântanos) e os famosos baobas de Baines.

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NXAI NATIONAL PARK

Foi nosso primeiro rally na areia. Mesmo com carro 4x4 é muito difícil dirigir naquela areia fofa... levamos 1h para andar pouco mais de 30km. A região dos baobás é mesmo muito bonita, e são famosos pq constam nas pinturas de Baines, do sec. XIX. As sete irmãs (são 7 árvores)...

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Baobás de Baines!

No mais valeu a aventura. Vimos que era muito foda mesmo dirigir na areia, mas tb vimos bichinhos e visitamos uma terra ancestral que eu queria muito conhecer.

Isso pq o Nxai National Park é contínuo ao Makgadikgadi Pans (Pântanos de Makgadikgadi)... e foi neste lugar que surgimos, nós, a espécie humana.

A região foi apontada por um estudo científico publicado na Nature em 2019 como o "berço" da humanidade moderna (Homo sapiens). Pesquisas indicam que, há cerca de 200 mil anos, esta área era um vasto sistema de lagos e zonas úmidas férteis, oferecendo o ambiente estável necessário para a evolução inicial de nossos ancestrais diretos. Enfim, mágico estar ali! Mesmo o estudo sendo um pouco polêmico.

Seguimos pela estrada sempre com muitos bichinhos e paz! E chegamos na nossa casa em Maun! Maravilhosa, enorme, numa cidadezinha com alguma estruturinha, a melhor em que estivemos.

O dono da casa era belga, casado com uma botsuana, vivia ali a muito tempo, um de seus filhos tb, os demais tinham ido pra Europa! Era muito simpático... no quintal tinha outras casas (incluindo a dele) e chalés, era muito bonita.

A tarde fomos passear na cidade, fomos num mercado, mas nada de mais! Voltamos pra nossa casinha linda para os rituais viníferos da noite, rs!

(CONTINUA)

Editado por Juliana Champi

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Em 19/01/2026 em 17:37, Juliana Champi disse:

Prometo que continuo, essa viagem foi tão legal.

O Kasa, vou antecipar... ele só permite o transito livre por 30 dias se vc ficar apenas entre Zambia e Zimbabue.
Tipo, nós chegamos no Zimbabue e emitimos o Kasa achando que por 30 dias podíamos entrar e sair sem preocupação, mas não... 
No momento em que saímos do Zimbabue pra Bots (1h30 depois de ter chegado, rs) esse visto perde a validade. Ao voltar tive que pagar por ele de novo. Ou seja, na entrada, eu devia ter pago apenas o visto simples (30usd, não 50usd) para entrar, mas de qualquer forma, ao retornar, pagaria os 50 usd.

É apenas sobre uma economia de 40 usd em casal, mas achei o cumulo do absurdo.
Espero ter sido clara, qualquer coisa me chama lá no insta @biologasemfronteira

Compreendi, aviso muito importante, independente do dinheiro, obrigado.

Falando em dinheiro (confesso que ainda não li todo o seu relato), vi que você não sacou em Joanesburgo e teve que sacar nos outros países, então cartão não era muito aceito nestes? Ou usava o Wise e sacou dinheiro por precaução?

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1 hora atrás, Leandro Z disse:

Falando em dinheiro (confesso que ainda não li todo o seu relato), vi que você não sacou em Joanesburgo e teve que sacar nos outros países, então cartão não era muito aceito nestes? Ou usava o Wise e sacou dinheiro por precaução?

Eu saquei dinheiro apenas em Bots, e 2x se não me engano, no início da viagem. O cartão é super bem aceito no geral, mas uma ou outra hospedagem aceitava pagamento apenas em dinheiro, enquanto outras apenas no cartão. Saquei um pouco a mais por precaução como sempre, mas precisar mesmo era só este dinheiros das hospedagens, que eu já tinha visto antes que era assim.

  • 2 semanas depois...
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3 horas atrás, D FABIANO disse:

@Juliana ChampiVi que as tomadas da África do Sul são diferentes daqui e da Europa (padrão M).Como você fez para carregar os seus eletrônicos lá?

As tomadas são bizarras, tem que levar adaptador! Tem pra vender lá, e alguns pontos carregam em USB, de qualquer forma, recomendo adaptador.

Mas um detalhe: quando fui pra África do Sul em 2018 levei aqueles adaptadores universais que vende aqui no Brasil, ele NÃO SERVE. Comprei um específico lá! Não sei se tem pra vender aqui deles.

Desta vez em 2025 esqueci de levar ele e comprei outro kk... ambos estão emprestado pra miga Jana que foi pra África do Sul mês passado!

Editado por Juliana Champi

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4 minutos atrás, D FABIANO disse:

Com nossos youtoubers favoritos do vou sem volta.kkkkkkkk

ECA, rs!

 

4 minutos atrás, D FABIANO disse:

Aonde se compra la?

Não lembro, mas não é difícil, principalmente na África do Sul. No aeroporto deve ter. Em Botswana eu comprei numa recepção de hotel rs, bem tranquilo.

 

5 minutos atrás, D FABIANO disse:

Aproveito para perguntar sobre o padrao da  China.Verdade que sao 3 diferentes?

Não lembro exatamente, mas tb não me lembro de ter tido dificuldade, nossa tomada de eletrônicos (dois pinos) encaixava bem!

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DIA 9 - DOMINGO (14/09): MAUN (MOREMI GAME RESERVE)

Dia de conhecer de perto um pedacico do famoso Delta do Okavango! O maior delta interno do mundo, metade dos programas da NatGeo são aqui, rs!

O guia nos pegou em casa cerca de 6h da manhã, até a entrada sul do Moremi Game Reserve são 100km... mas são 100km na estrada de areia MAIS BIZARRA da vida! Um frio de lascar, eu toda enrolada na coberta e nosso carro de safari era muito velho e não tinha cinto de segurança. Achei bem tenso. Mas as 9h da manhã (sim, foram 3h pra andar 100km) chegamos lá, entramos e fomos passear pela reserva! Minha grande expectativa era ver o cão selvagem (Wild Dog) que está ameaçado de extinção, mas não rolou!

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O sol nascendo sempre incrível e olha mãe, eu to no delta!

Vimos um chacalzinho comendo uma carcaça de elefante que já estava quase no osso, um Kudo morto sendo predado por várias aves rapinantes e carniceiras, muitas aves, herbívoros, tinha muita água por toda a parte. Elefante e hipopótamo era mato.

Paramos pra almoçar no meio do nada depois de várias voltas de carro na área pra garantir que o almoço não seríamos nós!

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Eu gostaria de merendar!

Ficamos um tempinho ali na sombra, mas o calor tava impossível, e o parque “very quiet” de acordo com nosso guia! Estava de fato meio silencioso demais, poucos bichos em movimento, e safari  é isso, não é garantia de ver nada! Lembro que no dia fiz uma lista de mamíferos e vimos muitos, incluindo mangostins que acho fofíssimos, mas assim, nada de novo ou especial. Lá pelas 15h30-16h começamos a voltar.

A volta foi bem foda, nós atolamos muito forte e já fazia uma meia hora que o guia tava tentando sair e nada... começamos a ficar preocupados, até pq o local estava muito pouco movimentado.

Passou um tempinho e passou ali outro carro de safari com vários clientes, ao contrário de nós que estávamos sozinhos com nosso guia. O carro deles era bem mais novo e o guia mais vigoroso... é foda isso, mas dava pra ver claramente quem era soropositivo e quem não era!

Esse carro conseguiu guinchar a gente do buraco. E depois disso é que foi foda. Temendo atolar novamente nosso guia correu muito. Eu sei que é o certo a fazer mas nosso carro não passava nenhuma confiança (o mostrador de velocidade por exemplo não funcionava, aliás, o painel não funcionava) e a falta de cinto me deixou bem insegura. Eu fiquei meio brava na real.

Mas conseguimos chegar em casa sãos e salvos. Não me lembro o que comemos, acho que pedimos comida que o filho dele preparava... aliás quase sempre interagíamos com o dono da casa, ele era bem legal. Tomamos nosso vinho e tb conversamos com uma amiga do dono que estava hospedada na casa sobre algumas ideias que tínhamos, mas não vou alongar essa parte!

Era hora de dormir pq no dia seguinte tinha mais rolê!

 

DIA 10 - SEGUNDA (15/09): MAUN (DELTA DO OKAVANGO DE MOKORO)

Acordamos doloridos de tanto chacoalhar no dia anterior! Tomamos nosso café e fomos buscados muito cedo tb, mas não lembro exatamente a hora, acordar entre 5h e 6h da manhã foi a rotina destas férias, rs!

O rolê do dia era navegar pelos canais do Okavango numa canoa típica local chamada Mokoro. Pegamos a mesma estrada do dia anterior, com o mesmo carro bosta mas outro motorista, mas por sorte bem antes entramos em direção ao local de embarque, era tudo muito simples.

O mokoro é ocupado por duas pessoas sentadas (no caso eu e Gui) e o guia, que vai em pé na parte por trás propulsionando o barquinho com um bambú longo que toca o chão... a força que os caras fazem não é brincadeira pq esse role dura o dia todo!

O passeio é calmo, com herbívoros, insetos, flores e aves... foi bem gostoso! Estivemos bem perto (mas com segurança) de hipopótamos, mas elefantes não vimos de tão perto! Zebras, muitas zebras, adoro elas... lindas, pastando e se refrescando nos campos alagados.

Numa certa hora paramos numa “ilha” e lá estavam acampados e preparando nosso almoço uma pequena equipe... acho que era uma menina e 2 ou 3 rapazes. Era um “wild camping” parecido ao que tínhamos ficado no Chobe!

Ficamos sentadinhos na sombra, o calor beirada o apocalipse, e de vez enquando trocávamos ideia com o guia. Essa equipe local fica ali uma semana e depois são substituídos, e hoje era dia de troca!

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Mokoro day!

Almoçamos, comida simples feita a lenha... tinha frango, não sei como fazer com relação a isso, acho que alguém traz mantimentos pq ali não tem energia! Eles tinham água gelada numa caixa de gelo mas só ofereciam a nós, eles mesmo – pausa – TOMAVAM AGUA DO RIO. Deos!

Depois do almoço fomos dar uma volta a pé pelo local com o guia, era tipo uma trilha mesmo, só que o sol gente, não era desse mundo. Fomos até uns baobás bonitos, vimos mais bichinhos (muitos bisões aqui) e mesmo sabendo que neste horário felino nenhum tava acordado, dava um medinho!

Passávamos por locais de mata mais aberta onde tinha apenas aquele capim alto e amarelado do fim do inverno... eu ficava olhando em busca do rabo do leão igual no filme “a sombra e a escuridão” kk.

Numa certa hora pedimos pra voltar... o guia disse que o tempo era nosso, que ele anda por dias e dias se precisar, sem comer, apenas com água. Essa gente tem uma força e uma resistência absurda!

Voltamos pro ponto onde estava nosso mokoro e para meu alívio o pessoal que estava se preparando pra “desacampar” estava recolhendo o lixo que eles mesmo haviam espalhado por ali, rs. Saímos meio que todos juntos, com uns mokoros lotados de tralhas e o nosso.

Eles se revezaram pra “pilotar” os mokoros mais pesados, eu cansava só de ver! Eu tenho muitos vídeos deste dia, poucas fotos, se alguém quiser, estão salvos lá nos destaques do insta.

Logo chegamos de volta ao ponto onde havíamos embarcado e retornamos ao lar! Nossos dias de safari em Bots estavam chegando ao fim!

 

DIA 11 - TERÇA (16/09): MAUN

No dia de hoje, nos meus planos originais haha, nós íamos fazer um self safari! Mas depois de tudo que vimos das estradas nos dois últimos dias achamos que não seria apropriado, tanto pelas distâncias tanto pela dificuldade de dirigir naquela areia! Se os guias ultra experientes atolavam, imagina a gente! As condições da estrada variam o tempo todo, e pegamos um época de estradas muito ruins! Resolvemos não arriscar! E tb estávamos cansados, rs! Queríamos acordar sem despertador!

O que aconteceu umas 7h30 da manhã, kk! Tomamos café com calma, muita calma, e fomos passear de carro aleatoriamente. Nos dedicamos a observar a “vida cotidiana” da cidade, crianças e adolescentes indo pra escola com vestes formais num sol a pino, a forma como a cidade “se organiza”, os comércios, as pessoas e suas relações familiares, o trabalho, as moradias... a pobreza.

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Não tem nenhuma "quadra" em Bots... e demais memórias!

Almoçamos num lugar legal, perto do aeroporto de Maun... fomos no mercado e visitamos lojinhas de artesanato (todas perto do aeroporto)... voltamos pra casa no fim da tarde pra relaxar!

Conversamos muito com nosso anfitrião a noite, ele era um fofo. Foi mostrar pro Gui a coleção de vinil dele, Gui quase chorou quando ele disse que poderíamos escolher uns discos pra levar de presente!

Foi uma última noite ultra agradável neste país maravilhoso! No dia seguinte voltaríamos a Kasane, devolveríamos o carro e cruzaríamos a fronteira para a aventura dos próximos países! Mas antes, uma consideração importante sobre o delta do Okavango!

NÃO RECOMENDO visitar o Delta da forma que fizemos, com base em Maun! Pelo menos não se vc realmente quiser ter uma experiência de natureza das boas! Tem que ir lá “pra dentro”, alugar uma camper como víamos muitas famílias fazendo, ou contratar rolês do tipo que fizemos no Chobe.

Aqui, mais do que lá (em kasane e no Chobe), as distâncias e tempos de deslocamento são muito grandes. Pra ir e voltar de Moremi vc demora SEIS FUCKING HOURS, não rola sabe? Já chega numa hora ruim, é cansativo, enfim! Eu quero voltar pra essa região e fazer roles como fiz no Chobe, ficando lá no mato... acho que vale demais!

E bora dormir, amanhã é dia de estrada!

(CONTINUA)

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