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Em 23/01/2026 em 11:21, luizh91 disse:

Acabo de retornar de uma viagem incrível ao Norte do Brasil

Migoooo, eu acompanhei a viagem no insta mas estou ansiosa pelo relato detalhado pq eu amei muito suas escolhas! Já fui pro norte algumas vezes e sempre quero voltar... comida do Pará é a melhor do mundo pra mim!

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1º DIA - 05/01/2026 - SP X MANAUS

Esse primeiro dia foi dedicado quase que exclusivamente ao deslocamento. O meu voo partiu de Guarulhos às 19:20hrs e o tempo de viagem até Manaus é cerca de 3:30. O voo foi bem tranquilo e pousei em Manaus por volta das 21:50 no horário local (lembrando que o fuso de lá é uma hora a menos em relação ao horário de Brasília). Como não despachei malas, desembarquei e fui direto para a saída para pedir um Uber e ir para o hotel. 

O aeroporto de Manaus fica um pouco distante da cidade e há opções de ônibus que fazem o trajeto até a região do centro. Mas como já estava meio tarde e tudo que eu queria era chegar na hospedagem, fui de Uber mesmo. Em cerca de 25 minutos cheguei no Ibis Styles Manaus, fiz check-in e me instalei. Neste dia nem saí para jantar, acabei comendo um lanche que tinha comprado em Guarulhos e está tudo certo. Agora é descansar para explorar Manaus no dia seguinte!

2º DIA - 06/01/2026 - MANAUS (TEATRO AMAZONAS, LARGO DE SÃO SEBASTIÃO, RELÓGIO, MERCADO MUNICIPAL, CATEDRAL, ORLA DO RIO NEGRO, MIRANTE LUCIA ALMEIDA)

Primeiro dia efetivamente completo para conhecer Manaus! Acordei por volta das 07:30 e tomei café com calma, pois comecei meu roteiro pelo Teatro Amazonas e a primeira visita guiada dele só começa às 09 da manhã. Aproveitei que estava cedo e mandei mensagem para o motorista da Pousada Juma Lake para combinar o horário que ele me pegaria no dia seguinte para ir à selva. Ficou acordado que seria às 07:30 da manhã. O translado já está incluso no pacote da pousada (o que é de praxe nas pousadas de selva, visto a distância que se encontram de Manaus). Resolvido essa parte, passei o protetor solar, me troquei e parti para o Teatro Amazonas.

Para quem visita Manaus, o ideal é se hospedar nesta área próxima ao Teatro Amazonas, pois existe uma vida noturna por ali e é possível fazer os passeios por grande parte dos pontos turísticos a pé. Cheguei na porta do teatro às 08:40 e, aproveitando que ainda estava fechado, fiquei tirando algumas fotos deste belíssimo patrimônio para aproveitar o dia lindo que estava fazendo. O teatro é um símbolo arquitetônico do Amazonas e a sua visita guiada custa R$ 20,00, havendo política de meia-entrada para estudantes e professores. O horário de funcionamento é das 09 às 15hrs e recomendo ir nos primeiros horários, pois alguns colegas que conheci durante a viagem foram perto do último horário e já não havia mais ingressos disponíveis. A visita guiada é excelente, com guias capacitados que contam a história do teatro (e consequentemente, do Amazonas) com uma riqueza de detalhes incrível, havendo um extraordinário repertório cultural, histórico e geográfico. O teatro foi construído no final do século XIX e teve seu auge durante o ciclo da borracha, com destaque para a arquitetura renascentista com influências francesas. Durante a visita, circulamos pela sala de espetáculos, camarotes, varanda e salões anexos. Todo o percurso dura cerca de 45 minutos que passam muito rápido. No final da visita, você é direcionado a uma lojinha em que pode comprar lembrancinhas vinculadas ao teatro.

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O maravilhoso Teatro Amazonas

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Tem uma Torre Eiffel ao contrário!

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Saindo do teatro, fui para o Largo de São Sebastião e tirei algumas fotos da paróquia de mesmo nome, que possui estilo gótico e neoclássico. É muito interessante notar as influências europeias pelos pontos históricos de Manaus, não a toa que ficou apelidada de "Paris dos Trópicos" ao longo do ciclo da borracha. Após o Largo de São Sebastião, desci pela Avenida Eduardo Ribeiro (uma das principais da cidade) e em poucos minutos já estava na região central da cidade. A av. Eduardo Ribeiro é o grande point comercial de Manaus, com lojas para todos os gostos e comércio fortíssimo. Aliás, algo que me surpreendeu em Manaus foi justamente o comércio popular. É um setor superaquecido que ocupa quadras e quadras, semelhante ao que ocorre no Brás/25 de março em SP (dadas as devidas proporções). No final da av. Eduardo Ribeiro, existe um relógio histórico construído nos anos 30 e, em frente dele, a Catedral de Manaus. Parei um pouco, bati algumas fotos e segui. Depois parei na Praça Tenreiro Aranha, excelente para comprar lembrancinhas, preços tão bons ou melhores do que o Mercado Municipal.

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Paróquia de São Sebastião

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Relógio Municipal

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Catedral de Manaus

Após atravessar uma avenida repleta de lojas populares e camelôs, cheguei no Mercado Municipal Adolpho Lisboa. Aqui é o paraíso para quem deseja comprar lembrancinhas e bibelôs para levar para casa. Há para todos os gostos, de todos os preços e tipos, basta garimpar e ver o que melhor se encaixa no seu perfil. Também vendem muitos remédios provenientes de plantas medicinais, frutos do mar, frutas da região (como as castanhas), além de abrigar alguns restaurantes bem famosinhos. A essa altura, já era a hora do almoço e a fome estava batendo. Aproveitei que estava no mercado e fui a um restaurante bem recomendado que se localiza na parte superior: a Taberna do Chef Procópio. É um restaurante bem gostoso, com vista para o Rio Negro, que tem como especialidade o tambaqui. Aquele seria o primeiro prato de peixe dos que eu comeria pelos próximos 15 dias kkkkkkk Pedi uma costela de tambaqui, que vinha acompanhada de banana da terra e arroz com jambu. Estava bem gostoso e o preço é bom (faixa dos R$ 50,00). 

Já almoçado, fui fazer uma caminhada ali na Orla do Rio Negro próximo ao Mercado Municipal.

Sobre a segurança em Manaus: essa região do mercado municipal é bem caótica e recomendo não dar bandeira com celular. É fazer algumas fotos e guardar. Apesar de não ter tido qualquer problema em Manaus, as áreas no entorno do mercado tem sinais de abandono, pouco policiamento e, como em qualquer cidade grande, é bom manter o alerta. A região no entorno do teatro já achei mais de boa, pois sempre havia movimento e como estava tendo diversos eventos, a sensação de segurança era um pouco maior. 

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Rio Negro e uma chuva amazônica a caminho!

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Corredores do Mercado Municipal

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Vista do Mirante Lucia Almeida

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Agência da Caixa até no barco!

Depois do almoço, começou a chuviscar e voltei para o hotel para retocar o protetor. A chuva durou menos de 20 minutos e por volta das 16:00 fui ao Mirante Lucia Almeida. Esse mirante é um ponto turístico relativamente novo em Manaus, que possui uma vista bem legal para o Rio Negro e a ponte que liga a capital a Manacapuru. No local, existem algumas lojinhas, restaurantes e cafés. É interessante, mas acredito que seja melhor para ver o por-do-sol. O caminho até lá é um pouco ermo também. Fiquei algum tempo e voltei para o Largo de São Sebastião. No final da tarde, passei na Cafeteria do Largo e pedi um cafezinho com uma torta de limão (que estavam divinos).

Tomei um banho e a noite voltei para os arredores do Teatro Amazonas para caçar algo para jantar. Neste dia, estava tendo a última edição de um evento natalino de Manaus e tinha diversas barraquinhas, shows de covers, iluminação natalina no teatro. Achei bem legal. Acabei jantando na Pizzaria Splash (que acabou virando meu ponto favorito para jantar em Manaus) e depois passei na Sorveteria Barbarella, que possui sabores regionais e um sorvete bem delicioso. Acabei experimentando o de tucumã e taperebá (gostei de ambos). Fiquei até umas 22hrs no Largo e depois parti para o hotel, já que precisava preparar minhas malas para a aventura que começaria no dia seguinte e muito esperada por mim: a selva!!

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Versão natalina do teatro!

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4 horas atrás, Juliana Champi disse:

Migoooo, eu acompanhei a viagem no insta mas estou ansiosa pelo relato detalhado pq eu amei muito suas escolhas! Já fui pro norte algumas vezes e sempre quero voltar... comida do Pará é a melhor do mundo pra mim!

Ai Ju, você precisa voltar pro Norte e ir pra selva! Obrigatório para você que é bióloga kkkkkk vou detalhar a parte da selva, mas já adianto que foi a parte mais incrível da viagem!

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