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Olá viajante!

Bora viajar?

Pico Paraná

Postado
  • Membros

Copiei este relato do augusto por que são informações consistentes do Pico do Paraná necessárias neste tópico. Ela foi editada em relatos de viagem o qual ele é editor.

 

 

 

E aí galera.

Estou disponibilizando mais um outro relato da subida de mais um Pico.

É bem hard, mas pelo menos a trilha está bem demarcada. Não tem erro. Nessa subida passei por alguns apertos, então recomendo p/ quem for lá que veja se o tempo estiver bom.

 

 

 

Boa leitura.

 

Não conhecia a trilha e só tinha duvidas quanto aos perigos de assaltos nela, mas procurei informação c/ o pessoal de Curitiba (CPM) e me disseram que na trilha não ocorriam roubos.

Os assaltos que ocorriam nas montanhas do PR eram no Anhangava, então estava tranqüilo (na verdade não ocorrem mais também). Só tinha receio das torrenciais chuvas que estavam ocorrendo na região sul naquela semana e como já tinha marcado alguns dias de folga, não tinha como mudar as datas e o jeito era ir assim mesmo.

 

Saí de São Paulo em direção a Curitiba no dia 04/Abril, em um Domingo planejando retornar no dia 07 ou 08 (Quarta ou Quinta-feira). Levei um relato do Beck que estava na Revista dele e algumas outras dicas que encontrei na net.

 

Sai do Terminal Tiete, em Sampa no ônibus das 07:00 hrs e já quase na divisa de SP/PR peguei chuva forte, o que era um mau presságio.

No posto do Tio Doca (Shell), no Km 48 já no PR, cheguei por volta das 12:00 hrs com tempo bom. O posto é bem fácil de encontrar, pois fica logo após a Represa de Capivari. Descendo no Posto tive que retornar 2 Km até o Km 46 onde se inicia a estrada de terra à direita em direção à Fazenda Pico do Paraná.

 

Uns 15 minutos depois de iniciada a caminhada pela estrada, passei ao lado de vários pés de caquis, que estavam abarrotados e ao longo da estrada. Uma pena era que os caquis estavam moles demais, o que inviabilizava levar alguns para a trilha. Mais 15 minutos de caminhada existe uma bifurcação à esquerda que leva a alguns sítios e chácaras, mas a trilha é sempre seguindo em frente, se orientando pela placa "BRUNO" ou Fazenda Pico do Paraná. Logo à frente passa-se ao lado de uma Igreja da Assembléia de Deus à esquerda e mais à frente haverá uma outra bifurcação, onde se deve seguir pela esquerda (Placa BRUNO).

 

Daqui para frente o trecho começa a ficar mais íngreme e será assim até a porteira de entrada da Fazenda Pico do Paraná, onde termina a estrada, cerca de 1 hora e 30 minutos desde a Rodovia. Cheguei aqui pouco depois das 14:00 hrs.

 

Assim que se passa a porteira existe uma descida forte até a sede da Fazenda e a direita já é possível ver uma pequena crista por onde passa a trilha e com alguns picos ao fundo (Caratuva e Itapiroca). Após passar o riacho (pegue água aqui) há uma pequena casa à esquerda onde se deve pagar uma taxa de R$3,00/pessoa e R$5,00 pelo estacionamento.

 

O Dílson, que é o responsável pela Fazenda diz que o dinheiro é para a manutenção da trilha e que a Fazenda ainda disponibiliza banheiro e chuveiro quente para os montanhistas (uma mão na roda p/ quem tá voltando do pico). No dia que passei aqui o estacionamento tinha aproximadamente uns 10 carros, então eu iria cruzar c/ muita gente voltando do Pico.

 

A trilha se inicia ao lado do estacionamento, no lado direito, onde a trilha entra na mata. Com um trecho muito forte de subida durante uns 40 minutos e vistas de toda a Fazenda, a Rodovia e a Represa ao fundo. Há também alguns mirantes naturais, onde encontrei vários montanhistas descansando. Logo a trilha se estabiliza e segue para a esquerda, passando por um lago de água parada (água não-potável) à esquerda e algumas clareiras onde podem ser montadas barracas.

 

Após cerca de 2 horas desde a Fazenda, a trilha emerge numa área de vegetação bem baixa com o Pico do Caratuva bem à frente com suas antenas de rádio localizadas no topo e o Pico do Itapiroca do lado direito, um pouco escondido. Até esse ponto devem ter passado por mim cerca de 15 pessoas, entre grupos e alguns solitários voltando do pico. Assim que a trilha volta a entrar em mata fechada novamente, existe uma clareira do lado direito, onde cabem umas 5 barracas e onde montei a minha e passei a 1ª noite. Já era por volta das 16:00 hrs e ainda vários montanhistas passaram por ali e perguntando para eles como estava a trilha do PP, diziam que estava muito escorregadia e o Pico do Paraná e seu entorno estava a maior parte do tempo encoberto. Como não tinha trazido muita água lá da Fazenda, agora era buscar em bicas que se localizavam um pouco à frente, cerca de 15 minutos de onde eu estava. Peguei cerca de 2 litros de água e fiz o meu jantar. A noite chegou e rapidamente tudo ficou encoberto.

 

No dia seguinte sai em direção ao PP por volta das 07:30 hrs com o tempo totalmente fechado e andando uns 20 mts há uma bifurcação, à esquerda que leva ao Pico do Caratuva e ao um pequeno riacho onde se pode pegar água. Não recomendo subir por essa trilha, já que é bem íngreme. Segui pela bifurcação da direita, que vai contornando o Caratuva. A trilha agora é quase toda por trechos de raízes expostas, onde o caminhar se torna mais lento. Cerca de 15 minutos depois da bifurcação há uma bica à esquerda da trilha e depois de quase 1 hora há uma outra bifurcação para a direita que leva ao Pico do Itapiroca, onde se chega no topo uns 30 minutos depois.

 

Procurei um lugar p/ esconder minha mochila e subi até o topo somente com a máquina fotográfica. Chega-se primeiro a uma parte plana bem abaixo do topo e daqui sai uma outra trilha que entra por uma mata fechada e depois emerge quase próximo do topo. Aqui em cima de uma rocha há uma caixinha que contém o livro do cume. Assinei e deixei uma mensagem. Daqui até o topo ainda são uns 3 minutos, onde pode ver em dias claros toda a crista do PP. Cheguei aqui por volta das 09:30 hrs. No dia que passei por aqui não dava p/ se ver nada. Totalmente encoberto. A descida é bem rápida e voltei para a trilha em direção ao PP.

 

Passei ainda por mais uns 2 riachos e como nos dias anteriores tinha chovido bastante encontrei varias poças de água e um lamaçal só. Pelo menos a bota estava agüentando o tranco. A trilha sempre vai contornando o Pico do Caratuva pela direita e logo se estabiliza. Agora a trilha é feita por uma vegetação baixa e logo passa por uma grande clareira bem no meio da trilha. Aqui chamam de Abrigo 1. Dessa clareira sai uma trilha à esquerda para o Pico do Caratuva. Não chega a ser difícil encontrá-la. Há também uma outra clareira uns 20 mts à frente. Cheguei aqui por volta das 11:00 hrs com o tempo totalmente encoberto e se o tempo estivesse bom daria p/ ver perfeitamente o maciço do PP e todo o percurso da crista para se chegar nele. Passando as clareiras, onde cabem umas 10 barracas, mas sem água, a trilha se inicia por uma pequena crista, mas a partir desse ponto, sempre descendo por uns 20 minutos até chegar à base do PP, onde tem início a pior parte da trilha.

 

Chegando na base, inicia-se uma longa subida íngreme, sendo que no 1º momento há um enorme paredão não muito inclinado a ser ultrapassado, mas que alguns grampos fixados na rocha ajudam. E tome subida. Passado cerca de 40 minutos desde a base do PP chega-se ao Abrigo 2 com algumas pequenas clareiras muitos boas para montar barracas e onde existe um Refúgio semi-destruído na borda à esquerda. Somente suas paredes estão de pé, não havendo teto. Aqui também é o ultimo ponto p/ se pegar água, que se localiza seguindo por uma trilha que passa ao lado do Refúgio e segue pela encosta à esquerda. A bica é bem pequena.

 

Saindo das clareiras para a direita, há uma trilha que vai p/ o Pico do Camelo, visível daqui, mas bem abaixo do PP onde se chega em uns 20 minutos.

De vez em quando o tempo abria e dava p/ se ver toda a crista restante de subida do PP, distante ainda cerca de 1 hora. Continuando a subida em direção ao topo, a trilha vai se tornando mais lenta e difícil, com lances de escalada em rocha que são um pouco perigoso. É necessário tomar muito cuidado para não sofrer algum acidente. Cerca de 2 minutos antes do topo existe uma pequena clareira à direita, suficiente para umas 2 ou 3 barracas. Junto dessa clareira também há uma trilha para esquerda que leva a um pico do Ibitirati mais abaixo. Chega-se no cume do PP pelo lado direito sem maiores dificuldades.

 

O topo é plano e possui algumas clareiras (3 ou 4) suficiente para umas 10 barracas ou mais. A visão daqui alcança o litoral, uma parte da cidade de Curitiba e todos os picos ao redor. Cheguei aqui por volta das 15:00 hrs. Há também um livro do cume que fica dentro de uma caixinha fixada em uma rocha. Pelo teor das mensagens dava para notar que a maioria que sobe até o topo retorna no mesmo dia, por isso lixo inexistia aqui. Um problema de se acampar aqui é que o topo é um local muito exposto, mas prendendo bem a barraca não haverá dificuldades.

 

Devido às chuvas dos dias anteriores, o solo estava bem encharcado e quando chegou a noite a chuva voltou com força total, continuando até a madrugada. Foi um Deus nos acuda porque onde estava começou a se formar poças de água embaixo da barraca e não deu outra. Logo estariam entrando pelos micro-furos no piso. Se eu não estivesse com o isolante, o saco de dormir estaria já estaria molhado. Por volta das 03:00 hrs da madrugada a chuva cessou e notei que a temperatura não estava tão baixa (cerca de 4°C).

 

Voltei para a barraca e dormi por mais algumas horas. Por volta das 08:00 hrs da manha (06/04 - Terça-feira) acordei, tomei um belo café da manhã e passei boa parte do tempo tentando limpar embaixo da barraca, o que foi tempo perdido, pois algo de pior ainda me aguardava.

 

Sai por volta das 09:30 hrs em direção ao Pico do Caratuva. O tempo estava todo encoberto e a vegetação toda molhada, então já imaginava que chegaria uma sopa lá no topo. Foi pior. Qdo estava chegando no Abrigo 2 a chuva retornou e com intensidade. Como estava com parte da roupa toda molhada, a chuva resolveu fazer o restante do serviço.

Pelo menos estava com uma capa para a mochila, evitando que a mesma também se molhasse. Resolvi nem pegar água na bica, pois já nem contava subir o Caratuva. A água da chuva ia formando um verdadeiro riacho pela trilha que ia descendo, mas depois de 1 hora, quase chegando no Abrigo 1 a chuva cessou e o tempo abria de vez em quando dando para ver toda a crista do PP.

 

No abrigo 1 torci algumas peças de roupas para secar um pouco da água e fiquei por um tempo ali pensando se subiria o Caratuva ou não. A alternativa que eu tinha era subir o Caratuva e acampar no topo descendo no dia seguinte pelo outro lado, mas havia um problema de eu não ter água. E se na subida da trilha, eu passar por algum riacho? A outra alternativa era voltar pela mesma trilha p/ a sede da Fazenda e acampar por lá, para no dia seguinte ir embora. Fiquei alguns minutos pensando no que fazer e resolvi seguir a 1ª alternativa.

 

Em vez de tomar a trilha que vai seguindo para à esquerda, contornando o Caratuva, para subir até o topo deve tomar uma trilha que sobe em linha reta, saindo das clareiras do Abrigo 1. Na subida não existem bifurcações o que facilita um pouco, mas logo a chuva retornou e tomei outro caldo e p/ piorar, nada de encontrar o riacho p/ se pegar água. A subida vai alternando por vegetação de capim baixo e árvores pequenas, porém sem escaladas por rochas. O solo estava bastante encharcado, então várias vezes enfiei o pé na lama.

 

No topo do Caratuva cheguei cerca de 1 hora depois, com o tempo fechado e vento muito forte. Já eram por volta das 13:00 hrs e não encontrei riacho nenhum mesmo, o que era um problema, pois estava sem uma gota de água. Até tentei procurar alguma bica de água, mas nada. Então não me restou alternativa senão descer pelo outro lado e acampar lá embaixo. O topo desse pico é marcado pela colocação de antenas de retransmissão de rádio. Existem boas clareiras onde dá p/ montar barracas sendo algumas protegidas do vento. Há até um livro do cume, que fica dentro de um cano de PVC, preso em uma das antenas.

 

A trilha de descida é bem fácil de encontrar, porém é ainda mais íngreme que a do PP, por isso todo cuidado é pouco. Fiquei imaginando alguém subindo por essa trilha. Deve ser bem difícil e não vale a pena. A vantagem é que a trilha é feita em mata fechada e as raízes expostas e os galhos ajudam muito na descida.

Existe uma pequena bifurcação à direita depois de uns 30 minutos, que provavelmente leva a outros picos, mas a trilha correta é sempre descendo. Logo cheguei a um pequeno riacho, onde peguei alguma água e continuei descendo. Mais à frente a trilha passa por um outro riacho e logo chega na bifurcação, que p/ à direita leva à sede da Fazenda e à esquerda ao PP (no dia anterior tinha passado por aqui).

 

Daqui p/ frente já conhecia a trilha e o tempo já estava bom (tinha até um sol bem forte). Passei ao lado da clareira, onde tinha acampado a 1ª noite e segui em frente, chegando logo na trilha de campo aberto. Do topo do Caratuva até ali tinha levado quase 1 hora. Resolvi então procurar um local plano junto à trilha e colocar p/ secar o que tinha molhado (mochila, isolante, barraca, bota, parte do saco de dormir.........).

 

Desse ponto dava p/ se ver que o topo do Caratuva e os picos ao redor o tempo estava muito bom, mas só foi anoitecer que o tempo se fechou novamente. A noite foi tranqüila e não choveu. Pelo menos isso, né?

 

No dia seguinte (07/04 - Quarta-feira) acordei cedo, procurei organizar bem a mochila e desci em direção à sede da Fazenda. Foi um percurso bem rápido e fiz algumas paradas. Cheguei na sede por volta das 10:00 hrs. Um funcionário da Fazenda estava próximo do início da trilha e aí pedi a ele p/ tomar um banho de chuveiro quente (os $3,00 tinham que servir para alguma coisa, né?), pois meus banhos na trilha tinham sido "bem nas coxas".

Fiquei por um bom tempo no banho (que delicia!) e sai em direção à Rodovia por volta das 11:00 hrs, mas como tinha a informação de que o ônibus para Curitiba passava entre 15:00 e 16:00 hrs, por isso fui numa caminhada bem lenta e sem pressa.

 

Passei ainda na plantação de caquis que estavam ao longo da estrada, peguei alguns e fui comendo até a Rodovia, aonde cheguei por volta das 14:00 hrs.

Existe um ponto de ônibus na Rodovia que fica ao lado do final da estrada, mas resolvi ir até o Posto do Tio Doca, onde fiquei aguardando o ônibus até quase as 16:00 hrs, chegando em Curitiba pouco antes das 17:00 hrs e em São Paulo pouco minutos antes 00:00 hrs, a tempo de pegar o Metrô e voltar p/ casa.

 

 

DICAS

 

# Existe um Hotel no Posto Tio Doca, para quem quiser ir de noite e ficar até o amanhecer para iniciar a trilha bem descansado. Só não sei os valores

 

# O telefone do responsável pela Fazenda Pico do Paraná (onde se inicia a trilha) é: Sr. Dílson

(041) 9906-5574

(041) 272-6959

 

# Água potável na estrada de acesso até a Fazenda não existe. Até têm alguns pequenos riachos, mas a água não é confiável, já que passa por algumas residências. Água somente na sede da Fazenda a poucos mts do inicio da trilha, na base do Caratuva, onde existe uma bifurcação (nas duas trilhas é só caminhar uns 10 minutos e encontrará um riachinho) e no Abrigo 2, a cerca de 1 hora do cume do PP.

 

# A água do Abrigo 2 fornece água em pequena quantidade. Talvez no inverno, quando chove menos, a qualidade da água pode não ser boa (é melhor perguntar p/ o Dílson).

 

# Sinal de celular da operadora Vivo se consegue na crista e no topo dos picos. Me disseram que celulares da Tim também possuem sinal na região.

 

# Existem varias clareiras na trilha para montar barracas, antes de se chegar nos Abrigos 1 e 2. Elas estão localizadas a cerca de 40 minutos do início da trilha e outra a cerca 50 minutos, onde existe um lago de água parada. A ultima clareira antes do abrigo 1 está junto à base do Pico do Caratuva.

 

# Se vier de carro economizará uma boa caminhada desde a Rodovia e estacionamento não é problema, porque ao lado do inicio da trilha há um imenso gramado usado como estacionamento, mas que é cobrado $5,00. Eu não perguntei, mas acho que é por dia.

 

# O valor da passagem em ônibus convencional, saindo de São Paulo é de cerca de $40,00 (referencia - mês de Abril/2004) pela Viação Cometa ou Itapemirim. Já o valor da passagem de ônibus do início da estrada até Curitiba está em pouco mais de $4,00.

 

# A região, por estar próxima do litoral, apresenta chuvas constantes, por isso é quase obrigatório levar uma capa de mochila.

 

# A menos que vc esteja treinando para uma corrida de aventura, não recomendo fazer o PP em 1 dia, pois o trecho de subida da crista do PP é bem íngreme e extremamente perigoso e vale ficar alguns minutos contemplando a vista porque é uma região muito bonita.

 

Breve estarei colocando as fotos no meu album virtual e passarei o endereço.

 

Abcs.

 

 

Augusto

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Pois é Danilo,

 

Justamente o ponto onde queria chegar. Não é somente o fato da quantidade de pessoas (o que para os locais de acampamento possíveis na região do PP já é problemático em razão da degradação causada) mas pela quantidade de "zueira" que lá se encontra, especialmente nos feriados prolongados.

 

Infelizmente, levando em consideração a definição do termo, não se fabricam mais montanhistas como antigamente... ::vapapu::

 

Abraço,

Postado
  • Membros

Farofagens à parte, o máximo que já fiz nesta área foi comer miojo chips! ::hahaha::

 

E... teve uma vez, há vários anos, fiz um serviço number 2 que não cobri adequadamente. Mea culpa. ::prestessao::

Mas hoje já sou mais consciente.

 

Quanto à questão da farofagem, tem o farofa ignorante e o farofa maloqueiro. Acho que deveria ter um cartaz na casa do sítio (não na entrada da trilha, porque aí ninguém vai ler) com as regras básicas de conduta, e avisando do risco de punição aos meliantes. E aos que, mesmo com advertências, persistirem no erro, o lance é tirr foto na moita, e passar ao Dílson (que terá todo o prazer em avisa o IAP, nesta parte, ponto pra ele) ou até mesmo ao próprio IAP. Já vi relatos dele botar no tronco junto ao IAP um pessoal que cortou lageana porque elas estavam atrapalhando a armação de barracas pouco antes da bifurcação de acesso ao Caratuva, e eles tiveram que desembolsar 1500 pila.

  • 2 meses depois...
Postado
  • Membros

Infelizmente hoje não se fazem mais homens de verdade...é um bando de maloqueiro, banana ou nerds...

 

É o fim dos tempos, nem no meio do mato não dá pra se livrar dos maus elementos da sociedade!

 

triste...

 

Abrços!

  • 3 meses depois...
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  • Membros

Estive no PP ontém, levantei informações por aqui sobre a trilha que ajudaram muito!

 

Meu primo Castanha e eu chegamos no Dilson as 22:00hs, em cima do horário de fechamento. Se atrasássemos facilmente seríamos barrados na fazenda, o horário de fechamento das 22h as 7h é regra.

Iniciamos a subida ás 4h30m e chegamos depois de 7h10, indo devagar para preservar o joelho, rs. Pegamos um tempo excelente, aberto, pouquíssimas nuvens que se concentravam abaixo, sentido baía de Antonina. Apenas uma barraca estava no pico. Na volta encontramos 2 grupos subindo, um que caminhava para dormir no A2 e outro armado no A1, ambos fariam cume dia seguinte. Voltamos em 7hs e chegamos no Dilson ás 21h.

 

Pegamos água no A2, resquícios da chuva de final de ano, que salvou, pois do contrário haveria escassez até voltar para a bica (7h depois ... com apenas 2 litros = um copinho de agua de 290 ml por hora, muito pouco para o verão e um sol pra cada um!). Não achei boa a aparência das águas do costado do Caratuva, mas se eu tivesse o "clorinho" para limpar a água eu beberia na boa. Essa época do ano o Dilson disse que é menos frequentada, o inverno á mais requisitado. Tivemos sorte com a chuva e com o visual, pois hoje o tempo voltou a fechar aqui em Ctba.

 

Abraço!

Postado
  • Membros

Natividade,

 

Essa época não é movimentada por 2 motivos:

- Chuvas;

- Farofas de verão;

 

Estou terminando minhas férias com um gostinho de "poderia ter curtido o PP", mas a previsão do tempo sempre estava contra. Rodar mais de 400km e só tomar chuvar não é mto interessante.... AHuiOAuahouhAUhAhua.

 

Valeu pelas infos!

 

Assim que melhorar esse tempo, pretendo dar um pulo na serra num feriado qualquer. ::otemo::

 

 

 

Abraços

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  • Membros

Olá Pessoal!

 

Natividade, essa idéia de chegar na Fazenda do Dilson à noite, antes das 22h e dormir lá para começar a caminhada beem cedo é muito boa, especialmente no verão, por dois motivos:

 

1) Chegar às 7h para dar entrada na fazenda e depois se arrumar e pegar o rumo da trilha de subida acaba atrasando muito e se começa a caminhar muito tarde, pegando depois sol muito forte na cachola, o que aumentará consideravelmente o consumo de água e o desgaste físico, além de perder a vista matutina, a melhor no verão, na minha opinião por não se ter a interferência da condensação das encostas da serra próximas;

 

2) A trilha fica mais tranquila com menos gente caminhando e menos "engarrafamento", além de evitar a descida do pior trecho, na volta, sob a chuva de final de tarde (os famigerados degraus da via ferrata antes do cume).

 

Abraço!

Postado
  • Membros

Olá gvogetta e Danilo beleza?!

 

A princípio íamos subir assim que a porteira se abrisse, mas como vc falou, até arrumar as malas, preencher a papeleta e ouvir as informações do Dilson (que não são poucas, felizmente!) a gente só iria começar a caminhar as 8 horas. O tempo estimado ida e volta são 12 horas, então no mínimo voltaríamos às 20 horas. Achamos arriscado e pensei em dormir lá e começar assim que levantar. Dormimos na casinha de madeira, na base. Alí no chão da cozinha, sobre um lençol, rs. De noite montamos o lanche para a trilha (um saco de pao, com presunto e cream cheese) e arrumamos a mochila de ataque. Levantamos as 4h, tomamos um café (pao com requeijão e presunto, 1 litro de choco milk) e iniciamos a subida as 4h30.

No Getúlio já estava clareando e tiramos a lanterna. No caminho passamos de barra de cereal, amêndoas e castanhas. Comprei um complemento alimentar (sem recomendação médica - errado!) chamado body pack com uns 10 comprimidos. Tomei eles no Getúlio, deu uma energia em mim que eu não parava de falar. Meu primo Castanha me apelidou de Forest. Ele não acreditava que eu ia subindo e falando ao mesmo tempo, ele ofegante. Acbou tomando aos poucos um body pack durante a trilha. Levamos também um Gu em gel sabor frutas vermelhas, eu aprovei. Também tentei o tal óleo de coco. Estava preocupado em relação à alimentação, já que a 6 meses pratico 3 vezes por semana 5km de corrida leve, entao em relação ao condicionamento achei que estaria um pouco preparado, além do psicológico estar bom e preparado para fazer o cume e voltar em seguida, por isso o cuidado na ida para não machucar o joelho. Uma pessoa que encontramos na volta, armado no A1, estava com fortes dores no joelho devido ao peso na cargueira e acredito, falta de condicionamento.

Depois que voltamos, ficou uma vontade de "quero mais", ou: e agora? Qual o próximo desafio? O PP não é uma trilha fácil e mais de 10 horas de atividade é algo bem puxado. Agora é aumentar a frequencia e distância nas corridas e planejar "Equador - Julho-12". Valeu a pena!

Outra possibilidade que eu achei bem interessante é iniciar a caminhada meia noite, para chegar no pico as 6h e ver o nascer do sol e ter tempo de sobra para poder voltar numa boa, mas a lanterna precisa ser boa...rs!

Grande abraço!

Postado
  • Membros

Existe também outras trilhas na região que infelizmente eu conheço bem pouco, por falta de tempo, mas que sem dúvidas vale muito a pena fazê-las. Mas antes, além de preparo, é bom conversar com a galera que frequenta-as pra não correr o risco de se perder ou sofrer algum acidente.

 

Só conheço o Caratuva e o Itapiroca, que são "vertentes" da trilha principal. Vale uma boa conversa com o Dilson pra te explicar bem como entrar nessas vias.

Na primeira vez que eu fui, as trilhas eram separadas por fitas coloridas:

- Amarelo: Caratuba

- Branca: PP

- Vermelha: Itapiroca

 

Mas nas últimas vezes que fui já não existia mais fita nenhuma, nem a placa indicativa da via do ITAPIROCA estava mais lá, então vale o papo com o pessoal.

 

Um "passeio" que eu gosto de fazer é subir o Caratuva e pegar uma trilha no cume sentido ao A1 (SE). Além de você contemplar o PP com olhos de observador, o restante da vista é lindíssima!!!

 

20120109131902.jpg

 

... assim que parar essa chuvarada eu vou ter que pegar a motoca e fazer uma visita. Ooooooo saudade!!!! ::mmm:::otemo::

 

 

Abraços

Postado
  • Membros

Beleza moçada!

 

Danilo, quando pensar em algo por aqui dá um toque...

 

Natividade, bacana o relato. Só não recomendo fazer as trilhas na região do PP à noite, mesmo com lanterna boa, para quem não tenha MUITA PRÁTICA em caminhada noturna em trilhas. Pode parecer bobagem e também não gosto de amedrontar ninguém, mas à noite é muito mais difícil perceber as irregularidades no terreno e pequenas ameaças em potencial, como ofídios e insetos (especialmente no verão), o que pode facilmente causar um acidente que, naquela região tende a aumentar de proporções devido à dificuldade e demora no resgate. No mais, o nascer do sol sobre o Ibitiraquire é sensacional, e s p e t a c u l a r!

 

A região da Serra do ibitiraquire (Pico Paraná) possui dezenas de trilhas e variantes para diversas montanhas da área. Caratuva e Itapiroca são as mais próximas para quem sobre pela fazenda do Dilson, pois são no caminho para o PP. Só de cumes tem ainda o Tucum, Camapuã, Ciririca, Cerro Verde, Taquapiroca, Agudos, Taipabuçu, Ferraria só para citar alguns dos principais... Dá para interligá-los em várias opções de travessia e existem variantes das trilhas de acesso que se interligam a trilhas históricas como a do Cristovão/Caminho da Conceição e Graciosa. Enfim, tem muita opção de trilha naquela área, tanto para ataque, quanto para pernoite e travessia.

 

Abraço!

Postado
  • Membros

Muito bem lembrado Vogetta! Ainda mais pra quem não conhece a trilha... Imagina só passar naquelas "escaladinhadas" por entre as raizes no costado entre o Caratuva e o Itapiroca de noite, sem conhecimento da trilha e, pra ajudar, com terreno encharcado!!! É pedir pra chegar dar dor de cabeça.

 

Já essas travessias, tem muita coisa ai que eu me pego horas e horas pensando em realiza-las. Pena que moro "tão longe" e os feriados e a grana estavam escaços. Quero tentar me programar melhor esse ano.

Vou voltar a fazer atividade física e tentar guardar uns troquinhos. ::lol3::

 

Valeu o convite Vogetta, pode deixar que mando uma MP quando for pra serra. Bora festar por ai! ::otemo::

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