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Olá viajante!

Bora viajar?

Pico Paraná

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Copiei este relato do augusto por que são informações consistentes do Pico do Paraná necessárias neste tópico. Ela foi editada em relatos de viagem o qual ele é editor.

 

 

 

E aí galera.

Estou disponibilizando mais um outro relato da subida de mais um Pico.

É bem hard, mas pelo menos a trilha está bem demarcada. Não tem erro. Nessa subida passei por alguns apertos, então recomendo p/ quem for lá que veja se o tempo estiver bom.

 

 

 

Boa leitura.

 

Não conhecia a trilha e só tinha duvidas quanto aos perigos de assaltos nela, mas procurei informação c/ o pessoal de Curitiba (CPM) e me disseram que na trilha não ocorriam roubos.

Os assaltos que ocorriam nas montanhas do PR eram no Anhangava, então estava tranqüilo (na verdade não ocorrem mais também). Só tinha receio das torrenciais chuvas que estavam ocorrendo na região sul naquela semana e como já tinha marcado alguns dias de folga, não tinha como mudar as datas e o jeito era ir assim mesmo.

 

Saí de São Paulo em direção a Curitiba no dia 04/Abril, em um Domingo planejando retornar no dia 07 ou 08 (Quarta ou Quinta-feira). Levei um relato do Beck que estava na Revista dele e algumas outras dicas que encontrei na net.

 

Sai do Terminal Tiete, em Sampa no ônibus das 07:00 hrs e já quase na divisa de SP/PR peguei chuva forte, o que era um mau presságio.

No posto do Tio Doca (Shell), no Km 48 já no PR, cheguei por volta das 12:00 hrs com tempo bom. O posto é bem fácil de encontrar, pois fica logo após a Represa de Capivari. Descendo no Posto tive que retornar 2 Km até o Km 46 onde se inicia a estrada de terra à direita em direção à Fazenda Pico do Paraná.

 

Uns 15 minutos depois de iniciada a caminhada pela estrada, passei ao lado de vários pés de caquis, que estavam abarrotados e ao longo da estrada. Uma pena era que os caquis estavam moles demais, o que inviabilizava levar alguns para a trilha. Mais 15 minutos de caminhada existe uma bifurcação à esquerda que leva a alguns sítios e chácaras, mas a trilha é sempre seguindo em frente, se orientando pela placa "BRUNO" ou Fazenda Pico do Paraná. Logo à frente passa-se ao lado de uma Igreja da Assembléia de Deus à esquerda e mais à frente haverá uma outra bifurcação, onde se deve seguir pela esquerda (Placa BRUNO).

 

Daqui para frente o trecho começa a ficar mais íngreme e será assim até a porteira de entrada da Fazenda Pico do Paraná, onde termina a estrada, cerca de 1 hora e 30 minutos desde a Rodovia. Cheguei aqui pouco depois das 14:00 hrs.

 

Assim que se passa a porteira existe uma descida forte até a sede da Fazenda e a direita já é possível ver uma pequena crista por onde passa a trilha e com alguns picos ao fundo (Caratuva e Itapiroca). Após passar o riacho (pegue água aqui) há uma pequena casa à esquerda onde se deve pagar uma taxa de R$3,00/pessoa e R$5,00 pelo estacionamento.

 

O Dílson, que é o responsável pela Fazenda diz que o dinheiro é para a manutenção da trilha e que a Fazenda ainda disponibiliza banheiro e chuveiro quente para os montanhistas (uma mão na roda p/ quem tá voltando do pico). No dia que passei aqui o estacionamento tinha aproximadamente uns 10 carros, então eu iria cruzar c/ muita gente voltando do Pico.

 

A trilha se inicia ao lado do estacionamento, no lado direito, onde a trilha entra na mata. Com um trecho muito forte de subida durante uns 40 minutos e vistas de toda a Fazenda, a Rodovia e a Represa ao fundo. Há também alguns mirantes naturais, onde encontrei vários montanhistas descansando. Logo a trilha se estabiliza e segue para a esquerda, passando por um lago de água parada (água não-potável) à esquerda e algumas clareiras onde podem ser montadas barracas.

 

Após cerca de 2 horas desde a Fazenda, a trilha emerge numa área de vegetação bem baixa com o Pico do Caratuva bem à frente com suas antenas de rádio localizadas no topo e o Pico do Itapiroca do lado direito, um pouco escondido. Até esse ponto devem ter passado por mim cerca de 15 pessoas, entre grupos e alguns solitários voltando do pico. Assim que a trilha volta a entrar em mata fechada novamente, existe uma clareira do lado direito, onde cabem umas 5 barracas e onde montei a minha e passei a 1ª noite. Já era por volta das 16:00 hrs e ainda vários montanhistas passaram por ali e perguntando para eles como estava a trilha do PP, diziam que estava muito escorregadia e o Pico do Paraná e seu entorno estava a maior parte do tempo encoberto. Como não tinha trazido muita água lá da Fazenda, agora era buscar em bicas que se localizavam um pouco à frente, cerca de 15 minutos de onde eu estava. Peguei cerca de 2 litros de água e fiz o meu jantar. A noite chegou e rapidamente tudo ficou encoberto.

 

No dia seguinte sai em direção ao PP por volta das 07:30 hrs com o tempo totalmente fechado e andando uns 20 mts há uma bifurcação, à esquerda que leva ao Pico do Caratuva e ao um pequeno riacho onde se pode pegar água. Não recomendo subir por essa trilha, já que é bem íngreme. Segui pela bifurcação da direita, que vai contornando o Caratuva. A trilha agora é quase toda por trechos de raízes expostas, onde o caminhar se torna mais lento. Cerca de 15 minutos depois da bifurcação há uma bica à esquerda da trilha e depois de quase 1 hora há uma outra bifurcação para a direita que leva ao Pico do Itapiroca, onde se chega no topo uns 30 minutos depois.

 

Procurei um lugar p/ esconder minha mochila e subi até o topo somente com a máquina fotográfica. Chega-se primeiro a uma parte plana bem abaixo do topo e daqui sai uma outra trilha que entra por uma mata fechada e depois emerge quase próximo do topo. Aqui em cima de uma rocha há uma caixinha que contém o livro do cume. Assinei e deixei uma mensagem. Daqui até o topo ainda são uns 3 minutos, onde pode ver em dias claros toda a crista do PP. Cheguei aqui por volta das 09:30 hrs. No dia que passei por aqui não dava p/ se ver nada. Totalmente encoberto. A descida é bem rápida e voltei para a trilha em direção ao PP.

 

Passei ainda por mais uns 2 riachos e como nos dias anteriores tinha chovido bastante encontrei varias poças de água e um lamaçal só. Pelo menos a bota estava agüentando o tranco. A trilha sempre vai contornando o Pico do Caratuva pela direita e logo se estabiliza. Agora a trilha é feita por uma vegetação baixa e logo passa por uma grande clareira bem no meio da trilha. Aqui chamam de Abrigo 1. Dessa clareira sai uma trilha à esquerda para o Pico do Caratuva. Não chega a ser difícil encontrá-la. Há também uma outra clareira uns 20 mts à frente. Cheguei aqui por volta das 11:00 hrs com o tempo totalmente encoberto e se o tempo estivesse bom daria p/ ver perfeitamente o maciço do PP e todo o percurso da crista para se chegar nele. Passando as clareiras, onde cabem umas 10 barracas, mas sem água, a trilha se inicia por uma pequena crista, mas a partir desse ponto, sempre descendo por uns 20 minutos até chegar à base do PP, onde tem início a pior parte da trilha.

 

Chegando na base, inicia-se uma longa subida íngreme, sendo que no 1º momento há um enorme paredão não muito inclinado a ser ultrapassado, mas que alguns grampos fixados na rocha ajudam. E tome subida. Passado cerca de 40 minutos desde a base do PP chega-se ao Abrigo 2 com algumas pequenas clareiras muitos boas para montar barracas e onde existe um Refúgio semi-destruído na borda à esquerda. Somente suas paredes estão de pé, não havendo teto. Aqui também é o ultimo ponto p/ se pegar água, que se localiza seguindo por uma trilha que passa ao lado do Refúgio e segue pela encosta à esquerda. A bica é bem pequena.

 

Saindo das clareiras para a direita, há uma trilha que vai p/ o Pico do Camelo, visível daqui, mas bem abaixo do PP onde se chega em uns 20 minutos.

De vez em quando o tempo abria e dava p/ se ver toda a crista restante de subida do PP, distante ainda cerca de 1 hora. Continuando a subida em direção ao topo, a trilha vai se tornando mais lenta e difícil, com lances de escalada em rocha que são um pouco perigoso. É necessário tomar muito cuidado para não sofrer algum acidente. Cerca de 2 minutos antes do topo existe uma pequena clareira à direita, suficiente para umas 2 ou 3 barracas. Junto dessa clareira também há uma trilha para esquerda que leva a um pico do Ibitirati mais abaixo. Chega-se no cume do PP pelo lado direito sem maiores dificuldades.

 

O topo é plano e possui algumas clareiras (3 ou 4) suficiente para umas 10 barracas ou mais. A visão daqui alcança o litoral, uma parte da cidade de Curitiba e todos os picos ao redor. Cheguei aqui por volta das 15:00 hrs. Há também um livro do cume que fica dentro de uma caixinha fixada em uma rocha. Pelo teor das mensagens dava para notar que a maioria que sobe até o topo retorna no mesmo dia, por isso lixo inexistia aqui. Um problema de se acampar aqui é que o topo é um local muito exposto, mas prendendo bem a barraca não haverá dificuldades.

 

Devido às chuvas dos dias anteriores, o solo estava bem encharcado e quando chegou a noite a chuva voltou com força total, continuando até a madrugada. Foi um Deus nos acuda porque onde estava começou a se formar poças de água embaixo da barraca e não deu outra. Logo estariam entrando pelos micro-furos no piso. Se eu não estivesse com o isolante, o saco de dormir estaria já estaria molhado. Por volta das 03:00 hrs da madrugada a chuva cessou e notei que a temperatura não estava tão baixa (cerca de 4°C).

 

Voltei para a barraca e dormi por mais algumas horas. Por volta das 08:00 hrs da manha (06/04 - Terça-feira) acordei, tomei um belo café da manhã e passei boa parte do tempo tentando limpar embaixo da barraca, o que foi tempo perdido, pois algo de pior ainda me aguardava.

 

Sai por volta das 09:30 hrs em direção ao Pico do Caratuva. O tempo estava todo encoberto e a vegetação toda molhada, então já imaginava que chegaria uma sopa lá no topo. Foi pior. Qdo estava chegando no Abrigo 2 a chuva retornou e com intensidade. Como estava com parte da roupa toda molhada, a chuva resolveu fazer o restante do serviço.

Pelo menos estava com uma capa para a mochila, evitando que a mesma também se molhasse. Resolvi nem pegar água na bica, pois já nem contava subir o Caratuva. A água da chuva ia formando um verdadeiro riacho pela trilha que ia descendo, mas depois de 1 hora, quase chegando no Abrigo 1 a chuva cessou e o tempo abria de vez em quando dando para ver toda a crista do PP.

 

No abrigo 1 torci algumas peças de roupas para secar um pouco da água e fiquei por um tempo ali pensando se subiria o Caratuva ou não. A alternativa que eu tinha era subir o Caratuva e acampar no topo descendo no dia seguinte pelo outro lado, mas havia um problema de eu não ter água. E se na subida da trilha, eu passar por algum riacho? A outra alternativa era voltar pela mesma trilha p/ a sede da Fazenda e acampar por lá, para no dia seguinte ir embora. Fiquei alguns minutos pensando no que fazer e resolvi seguir a 1ª alternativa.

 

Em vez de tomar a trilha que vai seguindo para à esquerda, contornando o Caratuva, para subir até o topo deve tomar uma trilha que sobe em linha reta, saindo das clareiras do Abrigo 1. Na subida não existem bifurcações o que facilita um pouco, mas logo a chuva retornou e tomei outro caldo e p/ piorar, nada de encontrar o riacho p/ se pegar água. A subida vai alternando por vegetação de capim baixo e árvores pequenas, porém sem escaladas por rochas. O solo estava bastante encharcado, então várias vezes enfiei o pé na lama.

 

No topo do Caratuva cheguei cerca de 1 hora depois, com o tempo fechado e vento muito forte. Já eram por volta das 13:00 hrs e não encontrei riacho nenhum mesmo, o que era um problema, pois estava sem uma gota de água. Até tentei procurar alguma bica de água, mas nada. Então não me restou alternativa senão descer pelo outro lado e acampar lá embaixo. O topo desse pico é marcado pela colocação de antenas de retransmissão de rádio. Existem boas clareiras onde dá p/ montar barracas sendo algumas protegidas do vento. Há até um livro do cume, que fica dentro de um cano de PVC, preso em uma das antenas.

 

A trilha de descida é bem fácil de encontrar, porém é ainda mais íngreme que a do PP, por isso todo cuidado é pouco. Fiquei imaginando alguém subindo por essa trilha. Deve ser bem difícil e não vale a pena. A vantagem é que a trilha é feita em mata fechada e as raízes expostas e os galhos ajudam muito na descida.

Existe uma pequena bifurcação à direita depois de uns 30 minutos, que provavelmente leva a outros picos, mas a trilha correta é sempre descendo. Logo cheguei a um pequeno riacho, onde peguei alguma água e continuei descendo. Mais à frente a trilha passa por um outro riacho e logo chega na bifurcação, que p/ à direita leva à sede da Fazenda e à esquerda ao PP (no dia anterior tinha passado por aqui).

 

Daqui p/ frente já conhecia a trilha e o tempo já estava bom (tinha até um sol bem forte). Passei ao lado da clareira, onde tinha acampado a 1ª noite e segui em frente, chegando logo na trilha de campo aberto. Do topo do Caratuva até ali tinha levado quase 1 hora. Resolvi então procurar um local plano junto à trilha e colocar p/ secar o que tinha molhado (mochila, isolante, barraca, bota, parte do saco de dormir.........).

 

Desse ponto dava p/ se ver que o topo do Caratuva e os picos ao redor o tempo estava muito bom, mas só foi anoitecer que o tempo se fechou novamente. A noite foi tranqüila e não choveu. Pelo menos isso, né?

 

No dia seguinte (07/04 - Quarta-feira) acordei cedo, procurei organizar bem a mochila e desci em direção à sede da Fazenda. Foi um percurso bem rápido e fiz algumas paradas. Cheguei na sede por volta das 10:00 hrs. Um funcionário da Fazenda estava próximo do início da trilha e aí pedi a ele p/ tomar um banho de chuveiro quente (os $3,00 tinham que servir para alguma coisa, né?), pois meus banhos na trilha tinham sido "bem nas coxas".

Fiquei por um bom tempo no banho (que delicia!) e sai em direção à Rodovia por volta das 11:00 hrs, mas como tinha a informação de que o ônibus para Curitiba passava entre 15:00 e 16:00 hrs, por isso fui numa caminhada bem lenta e sem pressa.

 

Passei ainda na plantação de caquis que estavam ao longo da estrada, peguei alguns e fui comendo até a Rodovia, aonde cheguei por volta das 14:00 hrs.

Existe um ponto de ônibus na Rodovia que fica ao lado do final da estrada, mas resolvi ir até o Posto do Tio Doca, onde fiquei aguardando o ônibus até quase as 16:00 hrs, chegando em Curitiba pouco antes das 17:00 hrs e em São Paulo pouco minutos antes 00:00 hrs, a tempo de pegar o Metrô e voltar p/ casa.

 

 

DICAS

 

# Existe um Hotel no Posto Tio Doca, para quem quiser ir de noite e ficar até o amanhecer para iniciar a trilha bem descansado. Só não sei os valores

 

# O telefone do responsável pela Fazenda Pico do Paraná (onde se inicia a trilha) é: Sr. Dílson

(041) 9906-5574

(041) 272-6959

 

# Água potável na estrada de acesso até a Fazenda não existe. Até têm alguns pequenos riachos, mas a água não é confiável, já que passa por algumas residências. Água somente na sede da Fazenda a poucos mts do inicio da trilha, na base do Caratuva, onde existe uma bifurcação (nas duas trilhas é só caminhar uns 10 minutos e encontrará um riachinho) e no Abrigo 2, a cerca de 1 hora do cume do PP.

 

# A água do Abrigo 2 fornece água em pequena quantidade. Talvez no inverno, quando chove menos, a qualidade da água pode não ser boa (é melhor perguntar p/ o Dílson).

 

# Sinal de celular da operadora Vivo se consegue na crista e no topo dos picos. Me disseram que celulares da Tim também possuem sinal na região.

 

# Existem varias clareiras na trilha para montar barracas, antes de se chegar nos Abrigos 1 e 2. Elas estão localizadas a cerca de 40 minutos do início da trilha e outra a cerca 50 minutos, onde existe um lago de água parada. A ultima clareira antes do abrigo 1 está junto à base do Pico do Caratuva.

 

# Se vier de carro economizará uma boa caminhada desde a Rodovia e estacionamento não é problema, porque ao lado do inicio da trilha há um imenso gramado usado como estacionamento, mas que é cobrado $5,00. Eu não perguntei, mas acho que é por dia.

 

# O valor da passagem em ônibus convencional, saindo de São Paulo é de cerca de $40,00 (referencia - mês de Abril/2004) pela Viação Cometa ou Itapemirim. Já o valor da passagem de ônibus do início da estrada até Curitiba está em pouco mais de $4,00.

 

# A região, por estar próxima do litoral, apresenta chuvas constantes, por isso é quase obrigatório levar uma capa de mochila.

 

# A menos que vc esteja treinando para uma corrida de aventura, não recomendo fazer o PP em 1 dia, pois o trecho de subida da crista do PP é bem íngreme e extremamente perigoso e vale ficar alguns minutos contemplando a vista porque é uma região muito bonita.

 

Breve estarei colocando as fotos no meu album virtual e passarei o endereço.

 

Abcs.

 

 

Augusto

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Eai pessoal... gostaria de saber se uma pessoa sem muito preparo físico consegue enfrentar o Pico do Paraná? Não sou uma pessoa sedentária, mais nunca tive o privilégio de fazer algo do tipo.

E segundo informações (desse site http://fazendapicoparana.altamontanha.com/) Preços normais:

Entrada das 07:00 às 18:00 horas: R$ 10,00/pessoa para 2 dias consecutivos. ... No caso esses dois dias são suficientes? Como funciona o camping de lá? Eu não preciso pagar nada a mais para acampar lá? no caso nesse A1 / A2 ? Preciso fazer reserva, ou algo do tipo? Existem guias que acompanham agente?

E existem outras trilhas, outros lugares interessantes para se conhecer aí mesmo na região? Que seja possível acampar?

E o mês de JULHO é muito cruel nessa região? no caso, pelo frio.. ::Cold::

 

Mochileira planejando a primeira viagem ::tchann::

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Eai pessoal... gostaria de saber se uma pessoa sem muito preparo físico consegue enfrentar o Pico do Paraná? Não sou uma pessoa sedentária, mais nunca tive o privilégio de fazer algo do tipo.

E segundo informações (desse site http://fazendapicoparana.altamontanha.com/) Preços normais:

Entrada das 07:00 às 18:00 horas: R$ 10,00/pessoa para 2 dias consecutivos. ... No caso esses dois dias são suficientes? Como funciona o camping de lá? Eu não preciso pagar nada a mais para acampar lá? no caso nesse A1 / A2 ? Preciso fazer reserva, ou algo do tipo? Existem guias que acompanham agente?

E existem outras trilhas, outros lugares interessantes para se conhecer aí mesmo na região? Que seja possível acampar?

E o mês de JULHO é muito cruel nessa região? no caso, pelo frio.. ::Cold::

 

Mochileira planejando a primeira viagem ::tchann::

 

 

Ola Bianca, o Pico Paraná é puxado, mas vc consegue fazer sim, quando fiz demorei 8 hrs pra subir, meu preparo nao é dos melhores rsrsr, pode ir tranquilo.

se nao me engano a entrada é ate as 22 hr, dois dias são suficiente, vc sobe em um e desce no outro, A1 e A2 são areas q da para acampar (uma clareira)

o próprio dono da fazenda é guia tbm, mas acho q tem q agendar um grupo.....e tem outras trilhas sim por lá.

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Bianca

 

É frio sim, é bom você ter um bom saco de dormir se não fica complicado. A última vez que fui em Julho tinha gente com barraca congelada lá hehe. Não sei se existe guia que acompanha, mas não acho muito necessário, a trilha é muito bem marcada. O PP foi o primeiro que fiz, sem experiência alguma e foi bem tranquilo até...

 

Não paga mais nada para acampar, esses R$10 já inclui o camping lá da fazenda caso queira aproveitar e um banho quente se não me engano. Não há necessidade de reserva também.

 

Na própria fazenda do PP existem diversas outras trilhas, como o Caratuva por exemplo, que é mais perto. Recomendo pegar uma trilha dessas mais fáceis para começar! (Na minha assinatura tem alguns relatos se intessar)

Postado
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Buenas guapos!

 

Sou de SC, e no final de junho ou julho, pretendo fazer o mítico Pico Paraná!

Em todos os locais, se diz como chegar, isso é perfeito, mas como não tenho carro, terei que ir de onibus. Daqui da minha cidade, até Curitiba, já fui muitas vezes, e para chegar lá, pego qualquer onibus CWB-Registro.

Mas para voltar? Tem algum ponto de onibus da Br-116? Os onibus param na estrada para embarque? Aqui no interior de SC, por causa daqueles incidentes de queimarem onibus, está cada vez mais complicado embarcar em onibus em pontos na beira da estrada. Se possivel também, tem algum onibus de linha (normal) do posto de gasolina doca até campina grande ou quatro barras?

Abraços do colega barriga verde!

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Olá Barriga Verde!

 

 

Sim, o ponto do ônibus (Empresa Princesa dos Campos) na BR-116 é praticamente em frente ao Posto Tio Doca mesmo. Existia placa indicando, mas na dúvida é só perguntar pro pessoal do posto. Já vi mais de uma vez o ônibus parar no posto e na entrada da vila, pouco adiante, também. O problema é a lotação, já que os ônibus rodoviários não podem mais transitar com passageiros em pé, então se ele vier lotado já era (não sei se estão parando). Já vi, em certas ocasiões/horários, transitarem dois ônibus juntos, o "normal" que vinha lotado, apenas largando gente pelo caminho e eventualmente parando para carregar alguém (de acordo com os lugares disponíveis ao longo da viagem) e um outro ônibus "extra" que vinha recolhendo o pessoal na estrada (até lotar) em complemento ao outro... Mas não sei se isso era algum esquema especial para FDS ou determinadas datas. Seria interessante ligar na empresa de ônibus e se informar sobre isso com eles.

 

Não existem linhas urbanas que liguem Quatro Barras ou Campina Grande do Sul à região de Terra Boa (Posto Tio Doca).

 

Saindo do Dílson (Fazenda Pico Paraná) geralmente é fácil conseguir uma carona até Curitiba.

 

Abraço!

Postado
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Gvogetta, muito obrigado pela resposta!

Irei ver com esta empresa, melhor ir sem preocupações para aproveitar uma trip dessas!

 

Abraço!

  • 1 mês depois...
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Fala galera, tranquilo?

 

Estou planejando subir o PP no início do ano que vem. Até lá gostaria de colher algumas informações acerca dos equipamentos adequados a esta empreitada.

 

Dei uma olhada no tópico sobre botas e o LeoRJ sugere:

 

"Trekking (caminhada mais técnica em terreno geralmente mais acidentado ou de maior pendente):

Esse tipo de bota é a categoria mais utilizada no Brasil e praticamente em todo mundo. Por ser uma categoria leve e versátil, acabou sendo a escolha perfeita para caminhadas de um a vários dias.

Com a nova tendencia de chassis mais leves, alguns fabricantes lançaram modelos chamados Lite Trek ou Light Trekking, e alguns novos modelos foram classificados como Hiking, isto é, para caminhadas simples.

Dependendo do modelo, poderá ser utilizado em travessias de neve em baixa e média montanha. Mas é preciso ter cuidado na compra desse tipo de botas, já que muitos fabricantes possuem modelos que não deveriam ser classificados como Trekking.

Além de que, hoje em dia, há um confusão tão grande criada pelos fabricantes, que já não se pode confiar quando eles classificam algum modelo como BackPacker, Trekking, ou Hiking. É preciso pesquisar muito sobre os modelos e entender um pouco mais sobre os materiais empregados."

 

Porém esta é uma indicação para calçados para trekking, enquanto a trilha do PP requer escalaminhada. Então a pergunta, qual o calçado mais adequado? Botas? Tênis? Sapatilhas? Essa será minha primeira aventura deste tipo então se puderem ser claros na resposta, me ajudaria. Sugiram também algumas marcas e modelos se possível. Minha pisada é supinada, para estes casos existem botas específicas ou corrijo com palmilha e amarração?

 

Outra questão são as meias para a caminhada. Deveriam elas ser sintéticas ou de algodão? Ou as duas?

 

Qual o tipo de barraca mais indicado e sua coluna d'água mínima? Algum modelo? E o saco de dormir?

 

Qual o fogareiro mais apropriado para se utilizar nesse acampamento?

 

Desde já agradeço todo o apoio!

 

Grande abraço!

Postado
  • Membros
[...]

 

Porém esta é uma indicação para calçados para trekking, enquanto a trilha do PP requer escalaminhada. Então a pergunta, qual o calçado mais adequado? Botas? Tênis? Sapatilhas? Essa será minha primeira aventura deste tipo então se puderem ser claros na resposta, me ajudaria. Sugiram também algumas marcas e modelos se possível. Minha pisada é supinada, para estes casos existem botas específicas ou corrijo com palmilha e amarração?

 

Outra questão são as meias para a caminhada. Deveriam elas ser sintéticas ou de algodão? Ou as duas?

 

Qual o tipo de barraca mais indicado e sua coluna d'água mínima? Algum modelo? E o saco de dormir?

 

Qual o fogareiro mais apropriado para se utilizar nesse acampamento?

 

Desde já agradeço todo o apoio!

 

Grande abraço!

 

Olá VM3!

 

Respondendo seus questionamentos, na ordem:

 

1. Para trekking/escalaminhada em montanha o calçado mais indicado é a bota de caminhada. Sapatilha é apenas para escalada em rocha e tênis, só se for um modelo bem específico para trail run, ainda assim sob severas restrições...

Ademais, os trechos de escalaminhada no PP são poucos e curtos.

 

2. Marca por si só é difícil sugerir, mas o farei pela minha experiência já que a minha pisada é levemente supinada: a minha preferida atualmente tem sido a Vento (antiga Nômade) modelo Finisterre. Bota robusta, confortável e eficiente, com boa aderência em rocha molhada, boa impermeabilidade e confortável. Como ela é bem estável, tende a ser boa para pisadas de todos os tipos. Recentemente comprei uma Vento Caos, mas esta ainda não saiu a campo, então não tenho como opinar sobre ela.

 

Existem outras boas, como Salomon e Snake, mas teria que experimentar diferentes modelos e ver qual se adaptaria melhor aos seus és e tipo de pisada. Calçado é um item do equipo muito, mas muito pessoal mesmo. Passei as minhas impressões apenas para balizá-lo. Jamais compre bota sem experimentar antes, os dois pés, no final do dia e com peso nas costas.

 

Alguns problemas podem ser corrigidos com palmilhas especiais e até minorados com tipos de amarração diferentes, mas aí teria que avaliar melhor o seu caso com um especialista desse ramo, quem sabe numa loja especializada em artigos para os pés.

 

Mais informações, pesquise em: tutorial-escolher-botas-corretas-para-praticas-esportivas-t55086.html e botas-quais-comprar-t27581.html

 

3. Meias: fuja do algodão :!:

Use sempre meias sintéticas específicas. Elas secam mais rápido, ajudam a expulsar a umidade dos pés e causam menos atrito com a pele (= menos tendência a causar bolhas), o que se traduz em maior conforto. Usar o sistema de duas camadas (uma meia fina e mais lisa em contato direto com a pele com outra meia de trekking, mais grossa, por cima) é uma ótima opção, especialmente se tem tendência a fazer bolhas nos pés.

Mais informações, pesquise em: meias-t11589.html

 

4. Barraca: existem vários modelos. Basicamente ela deve ser o mais leve possível e resistente a ventos, além de impermeável, obviamente. No mercado nacional não temos muitas opções e dependeria ainda de saber se vc quer barraca para 1 ou 2 pessoas... Temos boas opções da Trilhas & Rumos (Cota 2, Super Esquilo 2, Bivak) e da Azteq (Nepal, Minipack) e modelos da Decathlon, marca Quechua (T2 Ultralight, Quickhiker II). Alguns usuários aqui do Mochileiros têm dado bons testemunhos com as Guepardo Everest (1P) e Apolo (4P), o que as faz serem ótimas na relação custo x benefício, especialmente se o uso não for intenso/frequente. Algumas lojas por aqui vendem Ferrino e eventualmente as Marmot, mas geralmente ficam bem mais caras sem agregar nada muito mais relevante. A impermeabilidade mínima que recomendo é sempre acima de 2000mm de coluna d'água. Abaixo disso arrisca.

 

Atenção também à correta montagem da barraca. De nada adianta a barraca mais "top" montada incorretamente ou de forma desleixada. Mais de uma vez já vi barracas "decolarem" do cume do PP... :roll:

 

Para mais informações, pesquise em: barracas-qual-comprar-t30536.html

 

5. Saco de dormir: outro tópico que já foi bastante debatido e comentado por aqui: sacos-de-dormir-t7194.html e como-escolher-um-saco-de-dormir-baseando-se-nas-faixas-de-temperatura-da-norma-en-13537-t69502.html

Essencialmente, como montanha é um ambiente potencialmente muito frio (sensações térmicas em altitude podem ser agravadas facilmente com vento), é bom contar com um bom ISOLANTE térmico (só o saco de dormir direto no chão não resolve) e um bom saco de dormir, de um "range" ou faixa de temperatura adequada ao clima/local. No PP dificilmente terá problemas com um SD que possua temperatura de conforto em torno de 5ºC. Se precisar poderá também dormir mais agasalhado. Dá uma boa lida nos tópicos acima.

 

6. Fogareiro: essencialmente a peça de equipo mais simples de todas as citadas aqui. Prefiro modelos à gás butano e suas "misturas", daqueles que utilizam cartucho rosqueável, tipo "Tekgas". Qualquer modelo serve, mas obviamente o mais compacto e leve é preferível. Guepardo, Azteq e Nautika oferecem bons modelos a custos relativamente camaradas, o que faz deles as melhores relações custo x benefício nessa área. São simples e eficientes, além de pequenos e leves. Sugestões: Nautika Júpiter, Guepardo Mini Compact e Azteq Spark são as sugestões. Dica: um cartucho Tekgas 230g te dá uma autonomia de umas 3 horas cozinhando, o que é suficiente, em média, para umas 6 refeições se cozinhar somente para você (claro que isso dependerá do cardápio e tempo de uso, mas é uma média). Então não precisa carregar cartucho extra para 1 ou 2 noites por lá, assim reduz o peso.

 

No mais, bons ventos em sua ida ao PP e não esqueça das regras: traga TODO o seu lixo de volta, não abra novas áreas de acampamento, evite acampar no cume (área sensível), não urinar e/ou defecar perto de cursos d'água ou na própria trilha, não jogue restos de comida nas áreas de acampamento, não pixe as pedras, não faça fogueiras. A natureza e demais visitantes da área agradecem!

 

Abraço!

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Getúlio, muitíssimo obrigado por sua resposta.

Abordou com clareza tudo que perguntei e já abri os tópicos sugeridos em guias e os salvei. Vou ler com calma um a um.

Me desculpe a grande quantidade de perguntas concentrada, mas eu só tenho costume em acampamentos no cerrado do DF e proximidades, poucas vezes fora deste ambiente. Sem galar que nunca foram acampamentos que necessitaram de grandes deslocamentos, ainda mais com montanhas. Até hoje só subi uma montanha na Serra da Mesa, e um morro em Caldas Novas - GO e o Morro do Careca em Natal (quando ainda era possível), todavia esses dois últimos são baixíssimos, foi apenas um passeio mesmo.

Mais uma vez, muito obrigado pelas informações!

Grande abraço!

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Previsão de 18cm e neve no Pico Paraná!!! ::Cold::::Cold::::Cold::

Segundo o site Mountain Forecast previsão de neve nesta noite de segunda-madrugada de terça no PP. Levem as polainas, 18cm é neve até as canelas!!!

:arrow:http://www.mountain-forecast.com/peaks/Pico-Parana/forecasts/1877

Acredito que a previsão esteja certa, pois o Climatempo está prevendo neve para Curitiba na terça.

:arrow:http://www.climatempo.com.br/previsao-do-tempo/cidade/271/curitiba-pr

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