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É, Schwertner, acho que você não vai encontrar mapa dos atrativos da Chapada. Tem alguma informação no Quatro Rodas e em diversas revistas, mas eu penso que informações detalhadas você as encontrará mais facilmente no local, em Alto Paraíso-GO ou São Jorge. E nesse fórum também tem muitas informações.

Como você estará sem carro, sugiro que você venha diretamente para São Jorge, que fica próximo a diversos atrativos, sem que você precise de carro.

 

Então recebi hoje um Mapa do pessoal do Ibama que achei otimo. O roteiro ja esta pronto. Vou de Curitiba até Brasilia de avião e de lá pego o onibus até Alto Paraiso. De alto paraiso estou vendo ainda se pegamos um taxi ou damos um jeito para ir até são jorge.

 

Se alguem estiver indo no carnaval é so mandar um e-mail.

 

 

Nito vc ja fez a trilha do Carossel?

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Oi, Jonas. É muito fácil ir pra São Jorge de Alto Paraíso. Tem ônibus uma vez por dia, e carona rola facilmente também, inclusive você pode ver em uma das agências de turismo de Alto Paraíso se tem algum carro indo e você talvez possa também conseguir essa carona, mais segura. Nos dias úteis, tem pessoas de São Jorge em Alto Paraíso, no Banco, no Supermercado etc, que também podem dar carona. O problema é só identificá-las.

O carrosel é um local dentro do Parque que poucos conhecem, porque o acesso não é permitido. Eu conheço, porque morei em São Jorge e conheço essas trilhas antes das normas que restrigem a visitação a certos locais. Tenho muitas fotos do carrocel, que é maravilhoso, porém muito perigoso em época de chuva.

Grande abraço.

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O pessoal do Ibama me falou que ainda não esta aberto a trilha e que quando abrir vai ser uma trilha para periodo de seca que não vai ser meu caso.

 

Quanto a transporte meu problema é que terei poucos dias ai na chapada (somente o carnaval) e vou chegar de madrugada em Alto Paraiso. MAsacho que vou esperar lá até o amanhecer e ver se consigo uma forma de ir até lá.

 

E em São Jorge é facil encontrar guias para fazer os passeios?

 

Obrigado pelas dicas

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Olá galera.

 

A quantidade de dicas dadas neste tópico é muito boa. Mesmo assim vou pedir uma ajuda para os universitários, hehe.

 

Estou indo para Chapada na segunda quinzena de maio, sozinho e sem carro. Pretendo ficar por lá uns 5 dias e conhecer os lugares mais bacanas.

 

Pergunto:

- Onde é melhor ficar? São Jorge ou Alto do Paraíso?

- Qual deste dois lugares é melhor para arrumar grupos onde eu possa me "encaixar" para fazer os passeios mais maneiros (já que não vou estar de carro)?

- Qual deste dois lugares ficam mais próximos das melhores atrações do lugar?

- Onde é mais fácil arrumar uma pousada boa e barata para ficar?

 

Valeu!

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- É difícil responder onde é melhor ficar. Se o seu objetivo é visitar o Parque Nacional e outros points (cachoeiras, rios, canions etc), sem dúvida é melhor ficar em São Jorge, em razão da proximidade. Alto Paraíso tem uma maior infraestrutura de cidade (Bancos, Hospital etc) e São Jorge tem maior infraestrutura turística (Pousadas, restaurantes, campings, e tem um albergue inaugurando agora em julho/2007).

- Em São Jorge é muito mais fácil se encaixar em um grupo qualquer, que é naturalmente formado (na rua, no bar, no café da manhã, na padaria)mas em Alto Paraíso você pode procurar uma Operadora de Turismo e se encaixar num grupo já organizado.

- São Jorge, sem dúvida, fica mais próximo das maiores atrações (Parque Nacional, Rio São Miguel, Rio Tocantinzinho, Serra da Mesa)

- Pousada boa e barata? Em geral, ou é boa, ou é barata. Agora em julho tá sendo inaugurado um albergue pequeno em São Jorge. E tem o dormitório de Dona Chiquinha, mais barato e mais simples.

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Esse tópico ainda serve pra esse ano de 2007. Tá tendo a Caçada da Rainha (Festas com vários pousos de folia, agora no início de julho). Dia 21 começa o Encontro de Culturas Tradicionais, com Festival de Cinema ocorrendo paralelamente, enfim, muita diversão. Os mochileiros que quiserem ir, podem entrar em contato comigo e a gente marca um encontro lá em São Jorge. Abraços. :D

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Ae pessoal, ta saindo um grupo de umas 10 pessoas aqui de Belém do Pará.

 

Vamos chegar na chapada quinta de tarde.. se alguem quiser se integrar, deixem uma mensagem ai.

 

grande abraço! :)

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To indo dia 17, depois de um concurso em Brasília... sabem me dizer um Barzinho maneiro, ou agito pra ir nessa região??

Vai ser semana santa... tem algum atrativo especial nessa época?

Muitos turistas nessa data?

Alguém poder dizer os preços atuais, de guia?

Tem alguma pousada/hotel pra indicar na faixa de 30, 40 pratas?

Abraço :D:):o:lol:

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      A flora do Cerrado é acostumada com incêndios, o ciclo de vida de algumas plantas e animais gira em torno disso. Ainda vemos marcas do incêndio de 2017.
       
      Para resumir as infos básicas, reservei 7 dias da minha vida apenas para conhecer o lugar (é o tempo mínimo, na minha honesta opinião, se vc quiser conhecer bem a chapada, e sempre vai ficar faltando lugar pra visitar, o que motiva mais ainda para uma próxima visita ), e sobrou mais um final de semana para conhecer Brasília (se der para emendar, emende porque Brasília é RICA em opções do que fazer), estipulei um gasto médio de R$ 1.500,00 (barato, comparado com outras chapadas, vai por mim), e aluguei um carro com mais 4 viajantes (dá para ir sem carro, mas vc fica sem poder ver muita coisa dependendo do seu tempo lá, fora o risco de perder vôo, ficar preso em cidade ou vila tal, enfim). Ah, optei pelo mês de maio, por ser o final das chuvas, ou seja, ainda veria o cerrado mais verde e com os cursos d'água volumosos, perfeito. 
      Partiu?
      1º dia: chegada à chapada
      A viagem mesmo iniciou no dia 5 (um sábado), depois de meses de expectativas e conversa com mais 4 pessoas com o mesmo objetivo em comum. Saímos pela manhã do sábado (a viagem leva entre 2 e 3 horas de BSB à chapada se não houverem imprevistos). Basicamente eu tinha elaborado um roteiro para essa trip, sabe como é, tentar “devorar”  essa maravilha ao máximo, sem ficar perdido nem nada. Incrível que dos 5, só eu tinha isso  graças a ele deu para curtir quase tudo, sem maiores imprevistos.
      Saímos, acho que umas 10 horas de Brasília, mas a viagem custou um pouco, tivemos que fazer compras, fora que paramos para almoçar no Rancho do Waldomiro, para provar a tão famosa matula. Comida caseira ok, com licores e umas cachaças de diversos sabores para degustação (e quem sabe compra). Ah, o Rancho agora conta com um camping, que te dá acesso a trilhas para subir o conhecido morro da baleia, era uma coisa que queria fazer, e muito, mas acabou não dando pela falta de tempo kkkk

      Paisagem apaixonante de um dos morros que cercam o rancho do Waldomiro.
       
      A priori era começar a aventura em São Jorge, e deixar Alto Paraíso por último. Iríamos para o quilombo kalunga conhecer a Santa Bárbara, no meio da semana, então logisticamente era melhor começar em SJ, depois Cavalcante x quilombo para retornar e ficar em Alto paraíso. Isso pouparia tempo e combustível. Mas foi um planejamento meu, vocês decidem o que é melhor para vcs .
      Enfim, atrasamos bastante, chegamos em São Jorge quase às 16:00  e descobri que muitos dos atrativos fecham as portas cedo (Raizama às 15:00, Morada do Sol às 16:00, Vale da Lua às 16:00 se não me engano), então meio que perdemos o dia para boa parte das atrações. Fica a dica: Tentem ir cedo para os banhos, fecham cedo para dar o tempo para as pessoas retornarem, já houveram muitos acidentes em alguns lugares, então esse controle é um pouco justificado.
      Mas há lugares que não fecham cedo! As termas do Éden e do Morro vermelho (basicamente clubinhos com piscinas de água quentinha) ficam abertas até a noite, então o grupo partiu para ter um pouco do sábado disponível. No meio da estrada, parada para tirar fotos em uma vista maravilhosa da região.

      Se na estrada já é bonito assim, imagina nos lugares, não?

      Quase qualquer foto rola com um plano de fundo desses

      Diga xis
       
      Passamos umas horas nas termas do morro vermelho (R$ 20,00, vc fica até de noite), e retornamos para São Jorge.
      Cara, a vila é um charme. Simples, com ruas de terra, basicamente tem uma grande rua principal, onde rola o “tudão” do dia e noite da pacata vila. Lembranças, mantimentos e um chopp gelado, td funciona ali. No sábado costuma ser BEM animado, pensei que estava rolando uma festa em particular  mas não, simplesmente separam os sábados para os bares, o tal do forró, e a vila fica cheia de gente e carro circulando nas ruas (pode andar sem medo, é mais fácil uma dupla na moto te dar uma flor do que te assaltar). Gente alternativa aqui e ali, indígenas, hippies, desenhos estranhos em algumas casas, é uma vibe bem diferente da cidade grande.

      Típica noite na vila

      A rua principal
       

      Pista de pouso para OVNIS?

      O primeiro et da chapada a gente nunca esquece kkkkkkkkk vai se acostumando
      Fato que não vi em relato algum: a chapada costuma ser F R I A pela noite, e olha que estávamos no início da época seca. É tipo assim: sol de rachar o dia todo e noites frias da peste. Todo mundo andando agasalhado, vc se sente numa cidade sulista  confesso que sofri no camping, levei pouquíssima roupa pro frio tbm. E como sou do norte, acostumado com a “quentura”, aí já viu Mas, há chuveiro elétrico em praticamente todo lugar. Leve roupas para o frio, caso vc não for acostumado(a).
      Lugar pra repousar não falta, eu e o Ricardo (um dos viajantes) escolhemos o camping Aracoara, Ambiente show de bola, vibe super positiva, e o dono é um cara mega humilde e gente boa, e guia também. Existem lugares para todos os bolsos, hostel, camp, até camping mais “gourmet” como o Ricardo falou , e do camp onde fiquei não tenho do que reclamar.
       
      2º dia: compensando o dia anterior
      Estipulei dois dias para conhecer o parque Nacional da Chapada, e é o recomendado, no mínimo, pq as trilhas são longas, você vai querer ficar nos locais para banho por um bom tempo, fora as fotos, que você tira mais de 8000. Então, um dia para cada trilha é bom (existem 4 principais, saltos e corredeiras, cânions e carioquinhas, Seriema e travessia das 7 quedas.). A seriema pode até ser emendada com alguma outra, por ser a menor. Por ora, a única coisa cobrada no parque é o estacionamento (15 temeres), há boatos de que o parque será privatizado, aí vc já viu ne. Mas até então é 0800. E o parque é do lado de São Jorge, se vc está hospedado(a) na vila, poupe o combustível e faça um aquecimento indo a pé. 
      Ah, o parque abre às 8:00 e fecha as portas às 12:00 ou quando alcança o limite diário de pessoas, que esqueci agora LOL

      Finalmente nessa delícia de lugar
      O domingo foi de Saltos e corredeiras. A trilha no cerrado é magnífica, te dá uma experiência maravilhosa de conhecimento, eu que estou acostumado com floresta amazônica, fiquei maravilhado com a flora do lugar (fauna também, mas dos mascotes do cerrado mesmo, só consegui ver 1, e no final da viagem).

      A trilha é autoguiada. Você praticamente só se perde se quiser 

      Mimosa

      A imensidão desse espetáculo da natureza é de encher os olhos, sério
      O primeiro ponto é o salto de 120m. De lá vc tem uma vista TOP DOS TOP do vale x cânion da região, se vc tem um olho de águia, consegue até deduzir onde deve estar o mirante da janela. Essa cachoeira não é acessível, mas a visão por si só já é o suficiente.

      Chuchu beleza, um dos cartões postais da Chapada
      Logo em seguida vc chega no salto de 80m. Nesse sim vc pode nadar, a água é FRIA PACAS, mas não chega a ser a mais fria da chapada (!). Dá para passar umas boas horinhas aqui. Há limite de lugares para o nado, é bom respeitá-lo, ok?

      A maravilha de 80 mts. As cordas de segurança estão por um motivo ali, então seja consciente.

      Lugar perfeito para se concentrar na confecção de arte, n eh msm?
      Por fim, a trilha acaba nas corredeiras que alimentam as cachus, vc volta um pouco até a bifurcação na trilha principal. O acesso a este ponto se dá por uma trilha suspensa em madeira, isso é MUITO LEGAL para a acessibilidade de pessoas de idade, ou PNE’s (o parque tem até uma cadeira adaptada para se fazer a trilha, o que achei foda demais, sabe, fé na humanidade restaurada).

      Rumo às corredeiras

      E o passeio fica cada vez melhor!

      A água dança e renova a vida no meio das pedras
      Terminada a trilha, uma boa notícia: ainda havia tempo para conhecer mais um lugar. Decidimos conhecer o famoso vale da lua, que pelo que vc já deve estar careca de saber, tem a aparência de uma superfície lunar. Entrada 20 contos, vc dirige um pouco no ramal de acesso, mas a trilha da entrada é mega fácil e rápida. Eu não recomendaria ir a pé. De bike até pode rolar.

      Gravidade zero em solo lunar

      é bonito, mas cair ali é a última coisa que vc iria querer
      Show de bola. O Vale é lindo, misterioso, e também fatal para os desavisados. Os buracos e grutas submersas oferecem perigo de morte a quem cair ali. Muito cuidado, e se possível vá de bota, por oferecer maior estabilidade no passo. O vale não abre em caso de chuva, até pq é comum formarem trombas d’água em muitos locais (veja um vídeo de tromba d’água num youtube da vida pra vc ver que não é brincadeira). Água também super gelada, no final há um poço para nadar e tirar fotos show de bola.

       
      Engraçado que nesse dia dei de cara com mais um rapaz que conheci no mochileiros, mas pelo grupo já estar completo no carro, não deu para viajar junto. Eu nadando de boa e ele perguntando do nada se meu nome era tal, confesso que foi mega engraçado  aliás, espero que sua estadia na chapada tenha sido ótima, amigo!
      Começa o toque de recolher às 17:15: e por sorte o sol estava começando a descer, ou seja, dava para dar um bate e volta no Jardim de Maytrea para ver o espetáculo da mãe-terra. Super obrigatório ver o pôr do sol ali. Atração 0800, é fácil achar, só ver o monte de carros parados no acostamento da estrada Alto Paraíso – São Jorge.

      Se lembra daquela primeira fase do primeiro donkey kong? Veio na cabeça, rs

      Massa, ne. Camping ae deve ser coisa de outro mundo
      O dia super rendeu, compensamos o que não podemos fazer no sábado, e com juros. E a noite ainda não tinha acabado. Fomos para a pizzaria Canela d´ema, na principal de São Jorge, não tem erro. Pizza ok, meio carinha, mas rachando pra um grupo fica de boa. A decoração é show, toda temática com os famosos alienígenas da chapada, bebidas variadas, e tem karaokê, ainda por cima! Todos beberam e foram roubar a cena cantando, mas como eu sou cantor de chuveiro, e não de barzinho, resolvi ir dormir cedo para o dia seguinte.

      E ae, amigo.

      Ets hoje, ets amanhã, ets sempre
       
      3º dia: trilhas difíceis e final de tarde sussa.
      Nas segundas o parque da Chapada não abre, MAS é possível fazer a trilha do famoso mirante da janela, que te dá uma visão dos dois saltos do parque. É possível ir sem guia? Até é, mas é arriscado pq o caminho tem partes pedregosas que podem confundir, então pessoalmente sugiro que de primeira, contrate um guia. Vc decora o caminho, e das próximas vezes, show de bola. Contratamos o Rodrigo, do camping Aracoara (mais uma vez, super recomendo), e tratamos de sair cedo, para pegar pouco sol (pois é sol o dia todo, e essa é uma trilha de nível difícil). Ah, se vc vai com guia a entrada sai um pouco mais barata (15 reais), fora o valor do guia (geralmente em torno de 150 reais até 5 pessoas).

      Pegar estradinha de terra na traseira da Pick up não tem preço, me senti o rei do gado agora kkkkk
       
      O Rodrigo vai explicando de tudo um pouco: história da chapada, o lance dos ets, a geologia do lugar, histórias curiosas, um resumo da flora local... descendo um pouco chegamos na casa do guardião da trilha, um senhor humilde e gentil. Dá pra beber água para pegar um pique também.
      Encontramos uma cobrinha na trilha, mas fora isso, nenhuma surpresa. A parte fácil da trilha acaba quando chegamos nas proximidades da cachoeira do abismo. Ela já estava seca, e a água meio feinha, então seguimos.

      A caminhada é intensa, mas visões assim te enchem de determinação
      A caminhada exige um pouco, é um sobe e desce em pedras medonho, mas o esforço é recompensado com uma visão de reis do parque! Eu poderia passar o dia só sentado ali, contemplando toda aquela paisagem de cartão-postal e pensando em toda a minha vida =D

      Cara.....a gente estava ali ontem...

      A foto tradicional da janela, mas com uma pequena variação

      Como a chapada é magnífica, cara!
      Se a ida foi cansativa, a volta foi uma via sacra para algumas pessoas kkkkkkkkk o sol da tarde em cima da sua cabeça, mais o cansaço da vinda cobram seu preço na volta. Para quem não está condicionado(a) com trilhas, é possível ir, mas vc pode passar mal, então tente se condicionar um pouco com caminhadas antes de viajar. Ah sim. É possível ir ver o pôr do sol no mirante, o que deve ser uma coisa muito show. Fica para a próxima.
      Ainda havia tempo de visitar mais um lugar, então resolvemos conhecer a Morada do Sol. Na maioria dos relatos essa atração costuma ficar de fora, mas garanto que a visita vale. Paga 20 pila para entrar, chegue antes das 16:00 e fica de boa. Mas às 17:00 já precisa retornar, então se puder chegue às 15:00 no máximo. Tem uma trilha fácil em mata fechada no início, e consta de três ambientes: Morada do sol, um pequeno cânion para contemplação, apenas, e uma corredeira de águas calmas no final. Show de bola para descansar, nadar, tirar fotos.

      uma parte do cânion (vale das andorinhas)

      O final da trilha, bom para mergulhar e ser mordido por peixinhos

      A morada do sol propriamente dita. Super tranquila de nadar, mas pode haver tromba d'água na chuva

      Chegando a São Jorge, demos de cara com uma caravana de voluntários realizando o cursinho de brigadistas, particularmente isso deu um certo sentimento de esperança na humanidade, sabe..... de tempos em tempos o parque abre editais, então fica a dica, se puder ajudar, faça a sua parte, ok;
      A noite foi para descansar. Dia bem aproveitado.
      4º dia: se despedindo de São Jorge =’(
      Como era terça, o parque estava aberto novamente! Então, partiu parque. Poderia ter rolado cachoeira do segredo por parte dos meus colegas, mas como eu já estava no parque adiantando a trilha, não tivemos como discutir juntos, talvez rolasse um desencontro e eu ficasse preocupado com eles, então o dia foi de parque mesmo. Cachoeira do segredo que me aguarde na próxima ida!
      Mais uma vez, atração 0800. A trilha dos cânions e Cariocas é a vermelha, e coincide com a trilha dos saltos por quase 2 km.
      Essa trilha é mais “plana” e fácil que a trilha dos saltos, porém é maior, vc anda, anda, e anda, e pensa que não vai chegar kkkkkk, mas só a paisagem de cerrado é o suficiente para vc se distrair e devorar o momento 😃  em uma parte vc tem a bifurcação, tanto nos cânions quanto nas cariocas vc pode se banhar, mas os cânions são mais para contemplação, aí vai de vc.

       

      O famoso chuveirinho do cerrado
      Os cânions são cercados por estruturas de pedra milenares, mais que milenares, datam de tempos pretéritos da terra, e dão mesmo a impressão de que pelo menos um vulcão poderia ter passado ali, não; lindo o lugar, só tome muito cuidado, pois há perigo de acidentes, e o parque não dispõe de serviço de resgate. Aprecie com cuidado

      Lindo

      Sim, eu usei bandana e óculos praticamente a viagem toda. Sol infinito, meus amigos!
       
      Depois teve as cariocas, que consiste de um paredão aquático muito bonito, espaço de sobra para nadar, muitos peixinhos te mordendo, e uma piscina acima, que dá um bom banho também. Dá para ficar um dia inteiro fácil ali. Visão de encher os olhos mesmo. Nessa cachu meu cel caiu num poço com água  o coração quase sai pra fora, mas felizmente ele resiste um pouco à água, e ficou de boa kkkkk imagina queimar e perder umas 1500 fotos 

      Magnífico tesouro do Parque 

      Só de olhar da vontade de pular dentro e se molhar, não?

       
       
      Voltamos cedo para São Jorge, curioso que a vila fica bem pacata durante a semana, só abrem as lojas de lembrancinhas mesmo, e olha lá. O agito é aos sábados, feriados, e quando os colegas alternativos resolvem festejar algo (ali é uma mistura de culturas, tá ligado irmão?).
      Com isso, nossa estadia em São Jorge estava, por ora, encerrada. Triste, mas algo mais bonito estava nos esperando no dia seguinte.
      5º dia: a menina dos olhos da chapada.
      Nesse dia, pegamos o rumo a Cavalcante x Quilombo dos Kalungas, no sertão do cerrado goiano. Objetivo: Santa Bárbara. Para isso, precisamos passar por Alto Paraíso, aproveitamos para reabastecer o vrum vrum pq a viagem custa. Saímos relativamente tarde, umas 9 horas, em alta temporada isso poderia nos custar um dia de espera, mas por sorte era dia de semana, e não estávamos em alta temporada, então foi tudo perfeito. Dica: na dúvida vá cedo.
      No caminho passamos pela entrada da cachoeira dos Cristais (que não visitamos), o jardim zen de pedras e o suposto paralelo 34 (que também não deu pra visitar), e o poço encantado (adivinha? não deu também kkk).
      Obs: você não para em Cavalcante, apesar de muita gente associar a cach. Santa Bárbara a Cavalcante. Isso é mito, ela é vizinha dos quilombolas, apesar de que há atrações próximas de Cavalcante, também. Passando da pequena cidade, você anda um pouco numa estrada de terra, meio complicado de chegar, mas com visões do cerrado e serras que compensam a viagem. Após umas 2 horas de carro, de alto paraíso, chegamos no pequeno engenho II, sede dos guias quilombolas. Nessa hora temos um choque cultural, vemos a realidade de um povo guerreiro, que vive de forma simples e aposta no turismo e venda de produtos para ganhar seu suado dinheiro, diante das dificuldades. Então aqui fica uma dica do tio, que com certeza já foi falado em outros relatos: contratem guias quilombolas direto da comunidade. Eles costumam ser mais baratos do que os guias de Cavalcante, e você está fomentando a economia do pequeno vilarejo, ajudando os habitantes. Sério.
      Aqui, confesso que você gasta um pouco, mas vale cada centavo: 30 reais para a associação responsável pelos passeios (mas vc pode fazer umas 3 cachoeiras de uma vez!), mais 100 trocados para o guia, e mais 10 para o pau de arara, caso seu carro não aguentar a estrada de terra para a Sta. Bárbara (mas até Uno caixinha vi na entrada, então se vc manja de volante e se garante, pode poupar esse cash).
      Os guias quilombolas contam diversas histórias, e no geral estão dispostos para tirar quaisquer dúvidas. Contratamos o Sr. Jesuíno, super gente boa, discutiu diversos assuntos, contou sobre seu ponto de vista do incêndio que assolou a região também.  Ah, é possível encomendar um almoço para ser consumido na volta, comida caseira derivada da terra e trabalho dos próprios quilombolas. Nada de nutella, conservantes ou enlatados. 30 reais para comer à vontade. Tem coisa melhor?

      Até o posto militar tem um design rústico no engenho, simples e bonito.

      Mais trilha aberta
      Você já ouviu a expressão “um oásis no deserto”? pois é. Santa Bárbara é isso e muito mais, de longe a mais linda da chapada. De tão azul e cristalina, nem parece natural, mas com certeza dá de dez a zero em qualquer piscina criada pelo homem. Aproveite cada segundo, pois há um limite de tempo de uma hora no local, além do limite de visitantes. O motivo: causar o mínimo de impacto natural possível. O horário mais disputado é o do final da manhã, pois o sol bate bem em cima da água, realçando o efeito das cores. As fotos parecem pinturas feitas a dedo. É. A chapada e suas jóias. 

      A Santa Barbarinha. Que cor de água é essa, cara?

      Obrigado a Deus, grande Mãe, Gaia, Iemanjá, Espaguete Voador, qualquer um que tiver criado isso merece meu agradecimento! 

      As únicas fotos submersas que prestaram foram aqui. Pq será?

      Legendas para isso serão poucas para descrever essa maravilha
      Após Santa Bárbara, fomos para a cach. da capivara, que emendamos com o guia. Dá para fazer Sta. Bárbara, Capivara e Candaru no mesmo dia, com o guia, como chegamos meio tarde, ficaria meio corrido de fazer as 3 e aproveitar bem. Capivara tem uma piscina com borda infinita, um piscinão para banho mais embaixo, e um cânion imenso para contemplação em seguida. Show de bola também.

      Outro tesouro guardado pelos quilombolas

      Piscina em Dubai? Nah, eu dispenso
       
      Chegamos cansados, os demais colegas com fome, foram almoçar/jantar, enquanto que eu tratava de administrar a memória dos celulares. Levei 3 aparelhos, e ainda precisei comprar um cartão pra armazenar mais fotos e vídeos 
      Voltamos ao anoitecer, a estrada é um breu. Vá com cuidado e sem pressa que você chega lá. É possível dormir em Cavalcante, ou ir de uma vez para Alto Paraíso. Fica a seu critério. Em Alto, ficamos todos no Jardim da Nova Era, hostel e camping bem estruturado, equipe organizada e disponível para tirar dúvidas. Seria nosso lar nos próximos dois dias. Com tempo sobrando, aproveitei para dar uma volta na cidade.
      Alto Paraíso é aquela cidade de interior com seu toque alternativo. A Av. Ary Valadão é a principal para o turista, uma mistura de sons, cores e cultura. Aparentemente às terças e quartas ela fica mais parada, enquanto que nos finais de semana ela começa a “bombar”. Noite parada, aproveitei para provar os pastéis da vendinha 1961, point tradicional de pastéis e comidas mais completas, costuma dar gente quase todo dia. Infelizmente não tinham sucos regionais na ocasião, mas isso não desanimou meu estômago

      Lanche a luz de velas, isso pede uma companhia, ne
      Sabe quando eu disse que faz frio na chapada? Pois é. Em Alto é ainda mais frio do que em São Jorge  todo mundo agasalhado como se estivesse numa Nova Iorque de inverno, e eu de calça e camisa normais. Não chega a incomodar para sair de noite, mas para dormir sim. E olha que dormia de calça, camisa de manga e capuz, saco de dormir, e acordava de madrugada reclamando do bendito frio. Com isso eu pensava. “P%#*@, como que eu vou fazer a travessia da praia do cassino, ou subir o monte Roraima, Pico da Bandeira e afins no futuro, onde a temperatura é mais baixa ainda? Tou lascado bicho”.
      6º dia: Ets em todo o lugar.....e a água mais gelada da chapada (na minha opinião)
      Alto Paraíso é uma cidade segura. Vc sai de madrugada para andar, sem maiores preocupações. Nos dias em que fiquei lá já levantava às 5 (sangue tem que correr ne), e ia conhecer um pouco da cidade. Podia virar uma rotina sair para caminhar ou correr todo dia nesse horário que por mim estava de boa. Temperatura na faixa dos 18,20 graus, ok. Nascer do sol bonito, procurava sempre um lugar bom para assistir o raiar do dia, até numa torre de um posto de gasolina abandonado subi 

      Menino barrigudo me encarando

      Um amanhecer desses, bicho

      O que vc tá olhando?
      Como é de conhecimento geral, a chapada tem fama de energia mística, que possivelmente atrai seres de outros planetas pra cá. A cidade tem referências de Ets em todo o lugar, o que deixa a coisa toda mais divertida. O portal da cidade é uma nave espacial, po.

      Será que isso sairá do chão um dia?
      Para o dia, o combinado era loquinhas + Cristais. Eu sempre vi a Loquinhas como uma cachu secundária, sem muita coisa pra ver, passeio de umas horinhas. Como estava enganado também. Ela é fácil de chegar, de dentro da cidade, anda por um ramal ok, chega na entrada da fazenda e desembolsa 30 mangos. Parece caro, mas assim, o lugar de fato é estruturado, e as trilhas são suspensas, até mirante e local para descanso ou piquenique tem. E a loquinhas é uma das trilhas, A cachoeira mesmo é a das esmeraldas.

      vai por mim, rola

      O poço do sol, que de sol não tem nada, gelado que nem o cão isso aí
      O poço do sol é um bem conhecido nas fotos, e o último da trilha loquinhas, ele é semelhante à da Santa Bárbara no quesito cor da água, mas este é esverdeado ao invés de azul. E ele é tão lindo quanto G E L A D O! Saía da água com o corpo dormente, em nenhuma de São Jorge tinha acontecido isso *lerigo.....go....*

      Ah, que coisa boa
      As trilhas são compostas de pocinhos, alguns ok, alguns bem sem graça e alguns lindos e fundos para nadar. Além do poço do Sol, adorei o poço da xamã, da trilha loquinhas, o poço do Saci, da trilha violetas, e o tranquilitas, da trilha rubi. Achei o poço da Xamã o mais bonito do local, tbm.

      O magnífico poço da Xamã

      O poço do Saci. Será que foi o Saci que botou esses totens?

      Tranquilitas.
       
      O grupo ficou uma boa parte do dia aqui, cochilamos até, no poço tranquilitas (olha o nome também ne), decidimos que a Cristais não seria bem aproveitada no dia, então voltamos para o hostel e camp mais cedo.
      Com tempo de sobra, tratei de procurar aluguel de Bike. Eu perguntei no fórum, há uns tempos atrás, mas ninguém me respondeu, então cabe a mim a decência de dizer: HÁ ALUGUEL DE BIKE SIIIM!!! Tanto em São Jorge quanto em Alto. Aluguei uma no paraíso das bikes pq precisava pedalar na cidade, e curtir o pôr do sol na estrada de São Jorge (que aliás, possui uma ciclovia bacana). Já me sentia um só com o cerrado, um lobo-guará em formação, correndo pelos campos de gramíneas e arvoretas...melhor sensação do mundo, vai por mim.

      Estacionamento errado, chapa!

      Indo para o jardim.

      O ar esfria mas o sangue ferve de excitação

      Pôr do sol na estrada com a magrelinha
      Após isso, só restava dormir cedinho, e pensar no quanto a semana estava sendo bacana, com tanta coisa para conhecer. O dia seguinte tecnicamente seria o último dia de chapada, então a tristeza, saudade de casa, entre outras coisas, começavam a se misturar. Noite afogada em pensamentos, quase não dormi.
      7º dia: Fechando com chave de ouro num cartão postal
      Nesse dia, ficou decidido que visitaríamos a badalada catarata dos couros. Ela é um pouco problemática, pois fica no meio do cerrado e de ramais de fazendas, assentamento de sem-terra, campos de milho e abdução, e outras coisas mais. Guia é uma boa para essa, mas eu fui no CAT e nada de aparecer guia na manhã.
      Então surge a nossa salvação: um casal de moças resolveu ir “na cara e na coragem” usando o Waze (obrigado desde já e sempre, casal do Waze, vcs são fodas demais ), me meti na conversa, perguntei se podíamos acompanhar elas, por elas tudo bem. Eu já sabia que a trilha estava no google maps, mas como vc anda por uma hora dentro de ramais e ramais em território desconhecido, um erro e vc para na casa do leatherface kkkkkkk então era melhor ir de guia. Mas como tempo é precioso...
      Conseguimos. Por uns instantes pensamos que estávamos perdidos, mas enfim chegamos. Eu vou deixar uma dica aqui, mas que seja nosso segredinho, senão a associação dos guias de Alto bate aqui em casa, ok? há pouquíssimas placas da cachoeira nos ramais, mas vc pode usar o rancho da dona Luzia como referência, há referências no caminho, se vc estiver indo ao rancho da Luzia vc está no caminho. Vimos uma Seriema no final, mas não deu pra tirar foto.
      No estacionamento tem umas banquinhas pra vc comprar água ou comida, e paga um valor simbólico pro guarda cuidar dos carros. Acho super justo uns 15 reais simbólicos. A trilha é fácil a média, você chega primeiro na cachoeira da muralha, que é linda e a melhor para o nado. Pode ser deixada por último, para vc andar menos.

       
      La muralha

      Show de bola pra nadar
      Para ir para couros, só seguir a trilha do lado esquerdo do rio, há lugares nas corredeiras para tirar boas fotos e nadar também. Lindo, mas o melhor estava por vir

      Eita poha

      Cheio de curvas e poços para o banho....mas aguenta coração ae

      Caraca! Não imaginava que a imponente Couros fosse tão grande! Você precisa descer um tantinho para chegar na base dela, e dependendo da época do ano, ficar na base dela é arriscado, realmente o lugar é perigoso, pq um passo em falso e vc é arrastado para os níveis inferiores, fraturas e afogamentos não devem ser difíceis ali, então tome muito cuidado. Se Choveu, melhor sair fora.

      aviso dado.

      Para vc ter uma idéia do tamanhinho da bichinha

      Nível inferior, rola um banho, mas com cuidado.
       
      Passamos um tempo em todos os lugares, e no final da tarde, retornamos, enfim, para Alto. Se vc for sem guia, é bom que memorize as referências dos ramais, há sempre uma porta, placa ou peculiaridade de uma bifurcação que pode te ajudar. Dá para se perder sim, então leve combustível suficiente para evitar perrengue.
      A noite de sexta se resumiu em afogar as mágoas (os lugares badalados estavam abertos), e andar mais pela cidade, há sempre algo novo para se ver. Percebi que o povo goiano gosta muito de açaí e caldos diversos. Bem legal isso. Caldo combina com o frio, também, ne... Ah sim, há muita opção vegan e alternativa de comidas, também.
      Enfim.....a Chapada dos Veadeiros é mágica, misteriosa, repleta de histórias, uma verdadeira aquarela da humanidade, com tantas culturas e caras diversas em um só ponto, é um lugar onde passaria meus anos finais de vida, com certeza. O globo repórter fez uma ou duas matérias sobre o lugar, mas sabe.....aquilo só te dá uma noção mega superficial do ato de estar chapado pela magia daquele ambiente sobre a grande placa de quartzo. E com certeza será local de férias em oportunidades futuras. 😃
       
      Agora as infos básicas:
      Transporte: Como é sabido, de BSB para alto vc pode pegar um ônibus da Real Expresso, a viagem é demorada, diz que os bus costumam atrasar.....para são Jorge existem viações e transportes específicos, pelo que vi num ponto da vila. Mas a cultura da carona existe. No Face existem vários grupos. Só entrar e anunciar. Em alto Paraíso existe uma parada de ônibus perto da nave espacial da cidade, é o point de carona. Em são Jorge o point é numa parada de ônibus na entrada da vila. Mas a melhor opção sem dúvida é carro próprio.
      Hospedagem: isso não chega a ser um problema se vc não está indo em temporada alta, em casa esquina há um hostel ou camp, alguns ok, outros meia-boca, e outros de excelência, vai do seu gosto.
      Custos: olha, rachando em grupo vc gasta menos do que o esperado, mas de uma maneira geral essa chapada tem um ótimo custo-benefício. Levei R$ 1.500,00 em espécie, fora o cartão, e ainda sobrou, e olha que gastei loucamente em algumas besteiras. Sendo mais “Julius”, poderia ter gastado em torno de 1.200,00, e isso incluindo um final de semana em Brasília que fiz após a viagem!
      Levo dinheiro ou cartão? Leve ambos, em muito lugar de alto e São Jorge vc pode passar o cartão. Eu achei tudo bem seguro ali, então levar dinheiro em espécie (devidamente guardado) é super de boa. Posso confirmar que tem itaú e casa lotérica em alto paraíso e banco do brasil em cavalcante (mas não confie muito nos serviços). Não cheguei a ver caixa em São Jorge.
      melhor época: o mês de maio é uma transição entre a época úmida e seca, então chega a ser uma boa pois vc vai pegar cachus caudalosas e céu limpo. E ainda não será alta temporada. Por que não ir no verão: cachoeiras e poços mais secos, sol mais forte. Por que não ir no inverno; Atrações fechadas pelo risco de trombas d’água, água não tão cristalina. Lá pro meio do ano rola o tal encontro de culturas, então se vc é caça-festa, acho que vai encontrar a chapada bem animada.
      O que levar: além do básico pra viagem, recomendo roupa pro frio (para andar de noite e dormir), protetor solar e labial forte (estou com ferimentos nos lábios até agora em virtude da secura, e olha que usei protetor labial e me mantive hidratado), MUITA, muita água mesmo, e lanchinhos para as trilhas (vc vai passar o dia fora, dependendo do lugar, com os lanches certos vc nem chega a passar fome, comidinhas com fibras, sementes, sucos, frutas e sanduíches são uma boa).
      Quanto tempo ficar: olha, mesmo com uma semana, faltou conhecer muita coisa. Eu não fui na cristais, almécegas, raizama, que são bem conhecidas, entre outras, a chapada é IMENSA, opção não falta, para todos os bolsos, pra isso, faça uma pesquisa prévia a respeito do que lhe interessou. Tem canionismo, tirolesa, vôo de balão, a pessoa que vive em 220v (que nem eu) fica bugada com tanta alternativa  Se não conheceu tudo, já reserve uma visita futura, quem sabe vc não vê os etzinhos...
      Ah, devo contratar uma agência? NÃO PRECISA! Essa chapada te dá uma liberdade que muitos lugares não dão, vc pode ir de boa para muitos lugares por conta própria. Aproveite.
       
      Então é isso, gente boa. Permita-se, e seja abduzido(a) também 😃
    • Por Andrei Tunes Claro
      Olá amigos mochileiros. Hoje vou compartilhar com vocês um relato sobre a travessia das 7 quedas da Chapada Dos Veadeiros com eventos que podem ajudar todos que quiserem realizar a travessia, ou estejam pensando em fazer a primeira trilha com camping.
      Todo mundo que ingressou nesse mundo de trekking passou por perrengues que acrescentou grande vivência e amadurecimento, conhecimento dos limites do corpo, aprendizados valiosíssimos que carrega-se para o resto da vida.
      Esse fim de semana eu e a Nanda realizamos a famosa travessia das 7 quedas pela segunda vez junto com quem nunca havia feito e com quem já fez, mas não adquiriu muita noção ainda. E essa experiência me inspirou a contar para vocês como faz diferença ter um bom planejamento, conhecer o corpo e saber tomar boas decisões.
      São 23 quilômetros de caminhada feita em dois dias e conhecer a trilha (tipo do terreno, clima, fauna e flora) é fundamental antes mesmo de iniciar a aventura, pois é a partir daí que começamos a montar a mochila com as coisas mais essenciais, e isso faz muita diferença, pois previne de levar coisas desnecessárias que se transformaria em peso e previne de esquecer coisas extremamente necessárias.
      Primeiro vou fazer uma breve explicação sobre esse pequeno trekking.
      A Chapada dos Veadeiros se situa no estado de Goiás, é uma região muito extensa no coração do cerrado, região essa que é predominada por árvores baixas, vegetação rasteira e clima extremamente seco, a travessia só é permitida ser realizada no período da seca, de julho a setembro, período este que o clima é mais duro ainda. O percurso tem ao todo 23 quilômetros (não é uma trilha longa) que se inicia na entrada do parque nacional da Chapada Dos Veadeiros na cidade de São Jorge e acaba na beira da estrada a 11 quilômetros da cidade. Normalmente a travessia é realizada em dois dias e no final tem-se 3 opções: alguém deve estar esperando os trilheiros para serem resgatados na rodovia, ou os trilheiros pedem carona para voltar para São Jorge, ou voltam a pé pela beira da estrada. Voltando a trilha, ela é iniciada seguindo as setas vermelhas, caminho para os Canions, até encontrar com as setas laranjas que são as especificas das 7 quedas, nesta trilha há contato com com o rio em 3 ocasiões, uma quando se encontra o acesso aos Canions I (Não recomendado), outra quando tem que atravessar o rio e a última no camping.
      Agora que vocês ja conhecem o básico, vamos ao relato:
      Organizamos a travessia com um grupo que a princípio seria de 12 pessoas, mas ao final restaram apenas 6. Como só há 30 vagas no camping e é necessário agendar a travessia pela internet, se a pretensão é ir no fim de semana, o recomendado é que faça a reserva logo no dia que é aberta a temporada de reserva, pois elas acabam muito rápido. A reserva custa 18 reais.
      Vou apresentar os integrantes dessa aventura:
      - Eu (Andrei) e Nanda: os experientes do grupo, já tendo realizado a travessia das 7 quedas e outras trilhas de longa distância com camping.
      - Sônia (minha mãe) e Gabi (minha sobrinha): Já haviam realizado a travessia das 7 quedas uma vez e outra trilhas pequenas sem camping.
      - Kleber e Livia (amigos): Já realizaram trilhas pequenas sem camping.
       Como falei anteriormente, conhecendo para onde vamos é que podemos montar a mochila. Em uma trilha que, apesar de curta, é no cerrado em época de seca e com poucos pontos de água, devemos levar um reservatório de água de no mínimo 2 litros por pessoa, lanches leves com grande fonte de energia, uma farmacinha completa também não deve faltar (com no mínimo anti-séptico, álcool, algodão, bandaid, comprimidos para dores musculares, dores de estômago, problemas intestinais, problemas alérgicos, soro, sal e açúcar, pinça, etc). Como a caminhada é com muito sol, tem que ter protetor solar fator 50 no mínimo, repelente, camiseta de manga comprida, calça leve tipo tactel, tênis apropriado e amaciado. Como terá camping, temos que pensar também na barraca, saco de dormir, colchonete ou isolante (algo para não dormir no chão duro) fogareiro (pois é proibido fazer fogo), panela, copo, talher e comidas que não pesem muito na mochila, pois caminhar com muito peso nas costas de baixo de um sol quente não é fácil e lanternas. Por último, roupas leves para mais um dia, roupas para entrar no rio, bonés ou chapéu que cubram o pescoço. Nesta época faz muito calor, então é dispensável roupas de frio.
      Fomos sexta-feira em dois carros para São Jorge as 16:00hs, saindo de Brasília. Já com reservas feitas em uma pousada com o nome de Pousada Refúgio. Decidimos ficar em uma pousada e não em camping para descansarmos melhor, tomar café, poupar tempo para sair e as 8:00hs estarmos iniciando a trilha. A informação que tinha era que o parque abria as 8:00hs, então levantamos as 7:00hs, nos arrumamos e colocamos as mochilas no carro. Fui verificar a equipe, todos ja estavam acordados, fui no quarto de minha mãe e parecia que tudo ja estava pronto, as mochilas pareciam arrumadas, faltando pequenos itens. Dei bom dia e fui pegando uma das mochilas que entendi estar pronta, perguntando se ja podia levar, elas me deram um ok e eu levei. Aquele quarto tudo parecia certo, já eram 7:20hs. Depois fui no quarto do Kleber e da Livia e parecia que as mochilas também estavam prontas, o Kleber estava com uma nas costas dizendo estar testando, olhei a mochila de relance e parecia uma mochila de trilha com alças de peito e barrigueira e não dei muita atenção para a outra. Como tudo parecia ok falei que ia tomar café e que aguardava todos lá. Eu, a Nanda e a Gabi estávamos no horário tomando café, minha mãe chegou um pouco depois, mas o Kleber e a Livia se atrasaram um pouco e acabamos demorando e se atrasando em meia hora.
      Chegamos no parque por volta das 8:20hs e como da última vez, deixaríamos os carros em um chácara ao lado que tinha parceria com o pessoal do estacionamento do parque, mas surgiu o primeiro imprevisto, não havia mais parceria, se fôssemos deixar o carro no estacionamento além de ter que pagar 15 reais por dia, não teríamos segurança a noite. Minha mãe então resolveu falar com um funcionário do parque que ofereceu carona para que pudéssemos deixar os carros na pousada, levar os carros para a pousada e voltar de carona para o parque foi mais atraso. Ao entrarmos no parque, tivemos outro imprevisto, agora além de pagarmos a reserva da pernoite no camping, temos que pagar 17 reais de entrada para uma empresa nova que administra o local. Ainda ficamos sabendo que para os que vão realizar a travessia o parque abria as 7:00hs, falha nossa. Para resumir, iniciamos a trilha ad 9:30hs. O que aprendemos foi sempre se atualizar com todas as informações novas que possa ter e sempre sair no mínimo 30 minutos antes do planejado.
      A trilha:
      Começamos a caminhada seguindo as setas vermelhas. Como estávamos atrasados não tiramos fotos. A Nanda puxava o grupo e eu seguia atrás com os mais lentos. Ao andarmos alguns metros percebi um problema, a Livia estava com uma mochila muito grande para a altura dela, a barrigueira ficava folgada e as alças também, isso iria prejudicar seus ombros. A mochila que minha mãe utilizava também não era apropriada, mas se encaixava bem nas costas. Não falei nada, mas sabia que mais na frente teríamos problemas.

      Apesar do atraso resolvemos passar nos Canions II e relaxar lá por uns 30 minutos. Todos entenderam e tudo foi conforme o planejado, a trilha, incluindo o Canions, aumentou em 3 quilômetros, totalizando 19 quilômetros até o camping. Neste dia tivemos a sorte de estar nublado o tempo todo, minimizando o efeito dos raios do sol. A caminho dos Canions II a Nanda, que puxava o grupo, não percebeu a planta angiquinho, uma planta nativa do cerrado que tem uma flor linda, e acabou batendo o rosto e se cortando toda, foi a primeira necessidade da farmacinha, limpamos o rosto dela e batemos anti-séptico e passamos pomada.

      Quando estávamos no lago dos Canions II, acabei colocando minha mão em uma rocha cheia de minúsculo espinhos que só consegui tirar com pinça, utensílio indispensável na farmacinha. A Nanda estava sentindo dor na virilha e a Gabi estava com dor de cabeça, então a farmacinha novamente entrou em ação com comprimidos para dor.
      Seguimos caminho, voltando dos Canions II para seguir as setas laranjas, a partir deste ponto surgiram novos imprevistos: caminhamos por mais 3 quilômetros e a Gabi começou a passar mal do estômago, com náuseas e dor, paramos na sombra de uma árvore para dar um tempo e analisar a situação, então o Kleber aproveitou para urinar ali perto, foi ai que surgiu a primeira preocupação séria. O Kleber havia feito uma cirurgia para retirada de pedras no rim e estava com um catéter na uretra e só ficamos sabendo naquele momento, pois ele havia urinado sangue e estava preocupado. A história era que o médico do Kleber havia liberado ele para realizar a travessia, mesmo com a informação de que seriam dois dias de caminhada com mochila pesada nas costas. Pelo ponto que estávamos, ou ele e a Livia voltavam 7 quilômetros, ou seguiam por 9 quilômetros até o camping. Ai vai uma dica, nunca pense em fazer alguma trilha logo depois de qualquer tipo de cirurgia, pois seu corpo precisa se recuperar muito bem. Voltando a história, Kleber acabou por assumir o risco e resolveu seguir em frente, a Nanda para ajudar resolveu carregar a mochila do Kleber por um tempo para evitar que ele fizesse muito esforço, a Gabi se recuperou um pouco comendo uma barrinha de cereal e nós seguimos para o camping, eram 11:30 da manhã e foi ai que a Livia começou a sentir o desconforto da mochila, era impossível regula-la em seu corpo, então dei a idéia do Kleber trocar de mochila com ela, não ficou 100%, mas melhorou muito, uma mochila no tamanho ideal para o corpo e bem ajustada nunca irá prejudicar a lombar. Seguimos viagem e por algumas vezes precisei abastecer os cantis da Gabi e de minha mãe, pois a garrafinha que elas levaram era apenas de 500ml e para caminhar em um cerrado na seca não era suficiente, ai mais uma dica, nunca leve menos de 2 litros de água para uma trilha de mais de 20 quilômetros.
      Como estávamos um pouco atrasados e sem fome, decidirmos não almoçar ao meio dia e seguir em frente. Ao chegarmos no cruzamento do rio, um ponto onde é necessário atravessar o rio para seguir do outro lado do seu leito, resolvemos dar uma paradinha para encher as garrafinhas de água, ai tivemos mais um probleminha, minha mãe e a Gabi não haviam levado pastilhas de clorin (purificadora de água), por essa razão acabamos compartilhando as que nós tínhamos e isso iria fazer falta, nova dica: se quiser tomar água mais segura sempre tem que levar clorin. No rio resolvemos também dar uma pequena pausa para comer o que minha mãe tinha levado, ela havia preparado charutos de carne enrolados na couve, já prontos e congelados que, com o tempo, foram descongelando, como não era necessário preparar, foi essencial para não perder tempo, comidas rápidas podem poupar muito tempo em uma trilha.
      Após atravessarmos o rio começamos o trajeto mais difícil do dia, pois seriam 8 quilômetros de trilha subindo sem água, com pouca sombra e muito calor e seca. Não sei se aquelas plaquinhas que indicam a distância do camping mais ajudam ou mais atrapalham:

      Só sei que quando encontrávamos com uma era uma alegria e um desespero misturados.
      Fomos caminhando e tivemos que parar novamente, pois a Gabi não estava muito bem, acabou passando mal do estômago novamente, com dores de cabeça e náuseas, estava cansada e próximo de estar naqueles dias. Nada que a farmacinha não possa ajudar, dei para ela um comprimido de buscopan e a Nanda novamente se prontificou em carregar a mochila da Gabi até a plaquinha de 3 quilômetros, demos um tempo para o remédio fazer efeito e seguimos.

      Depois de passarmos a plaquinha de 3 quilômetros, a Gabi já se sentia muito melhor e pode levar sua bagagem, mas logo na subida do morro na metade do trecho minha mãe sentiu o cansaço da subida e precisou parar. A Wonder Woman, Nanda, agiu novamente e resolveu levar a mochila de minha mãe, um detalhe, quando ela levava mochila dos outros era carregando a dela nas costas e a dos outros na frente, fazia isso puxando o grupo ainda. Minha mãe precisou de um tempo para se recuperar e eu fiquei com ela, depois que se sentiu melhor emprestei meus bastões de caminhada para que ela pudesse caminhar melhor, mas uma dica para os que sentem o peso da mochila nas pernas e pés, o bastão de caminhada é essencial e ajuda a distribuir o peso do corpo.
      Mesmo sem a mochila, foi difícil para ela chegar, mas quando chegou foi uma alegria só. Chegamos por volta das 16:30hs e a dica era montar as barracas antes de qualquer coisa no camping. Depois de devidamente instalados fomos curtir o rio das sete quedas, relaxar as costas, tomar um banho sem químicos, pois é proibido utilizar shampoo e sabonete no rio, abastecer nossas garrafas e fazer o almoço. Foi nesse momento que tivemos outro contratempo, pois para um grupo de 6 pessoas nós só tínhamos o meu fogareiro. Isso não foi um problema, mas quando o grupo é grande o ideal é ter no mínimo um fogareiro para cada duas pessoas, ou fazer um jantar bem coletivo de uma panela só, se não acaba gerando fila. Para nós isso foi facilmente resolvido pois fizemos um almoço que deu para todos.

      Mais tarde resolvemos tirar fotos das estrelas, relaxar mais um pouco e depois ir pra cama. Como resultado da trilha a Lívia acabou com o pé cheio de bolhas, pois o tênis era muito novo e não fora amaciado direito, iria ser um problema para o dia seguinte. A dica aqui é sempre amacie o tênis muito bem antes de realizar uma trilha longa, assim diminui o atrito no pé e evita as bolhas. O Kleber e a Lívia não tinham levado nada para deitar, então para eles a noite foi um pouco mais dura pois dormiram apenas em cima do saco de dormir. É sempre bom levar pelo menos um isolante térmico para não deitar diretamente no chão.

      No dia seguinte acordamos as 6:00hs da manhã, mas o problema de ter apenas um fogareiro acabou por alongar demais o tempo do café da manhã e eu também acabei perdendo a noção do tempo no rio, fazendo com que fôssemos sair as 10:00hs da manhã. É sempre importante deixar todos os horários bem definidos com o grupo, pois ai todo mundo aproveita o dia e não atrasa ninguém. Por causa disso minha mãe acabou que entrou na água das sete quedas por 10 minutos apenas e a Lívia nem entrou, uma pena.
      A trilha final é bem puxada, são 7 quilômetros onde, metade é subindo o morro e o resto é por uma estrada de chão. Na subida a Gabi novamente passou mal e ficou pra trás comigo, foi preciso tomar outro buscopan e esperar um pouco, no meio do caminho ainda teve uma farpa imensa entrando em seu dedo e adivinhem, tinha na farmacinha álcool, anti-séptico, algodão, pinça, agulha e bandaid, tudo que precisamos para tirar qualquer farpa do dedo. Após ela melhorar ainda acabamos por alcançar a Lívia e o Kleber algumas vezes, pois devido as bolhas nos pés da Lívia ela andava com dificuldade, mas no final todos se encontraram na casinha da torre de celular. Dali para frente seriam mais 3 quilômetros de estrada de terra. Minha mãe emprestou um chinelo para a Lívia e ela conseguiu seguir a caminhada mais aliviada.
      Na torre liguei para os resgates nos pegar na rodovia e todos se superaram e chegaram bem as 12:40hs. Fomos agraciados pelo Célio com uma maravilhosa ducha e uma sauna para relaxar os músculos na pousada Refugio.
      Espero que esse relato ajude todos os trilheiros de primeira viajem a estarem mais preparados.
      Um grande abraço!

    • Por JESSICA EMILY
      CHAPADA DOS VEADEIROS EM 3 DIAS GASTANDO POUCO
      Saí de BH com um amigo rumo a Goiás no dia 31/08 e com 12 horas de viagem chegamos a Chapada dos Veadeiros. Média de custo de gasolina: R$ 600 reais (ida e volta). Tendo em vista que a passagem aérea para 2 pessoas daria o dobro desse valor, consideramos ok o custo. No trajeto existem pedágios que pagamos uma média de: 60 reais (ida e volta). Para conhecer os atrativos, os valores ficam entre 20 e 30 reais/atrativo sendo que a cachoeira Santa Bárbara exige um guia que custa entre 100 e 150 dependendo do número de pessoas do grupo. Os almoços na região variam de 20 a 40 reais e a diária do hostel que ficamos (quarto privativo) pagamos 150, caso seja compartilhado custa uma média de 40 reais/pessoa. Conhecemos: Vale da Lua, Loquinhas (existem vários poços a serem descobertos), Cachoeira dos Cristais (São várias quedas d'agua), Cachoeira Barbarinha  e Santa Bárbara (ambas com água azul turquesa). Indico ficar em Hostel e preparar a alimentação toda no local e levar para os passeios, fica bem em conta. Fizemos isso. Iremos voltar pois existem muitas outras cachoeiras na região e é incrível a beleza e os atrativos da Chapada dos Veadeiros. Para saber sobre mais viagens que eu fiz, acessem meu Instagram: @jessplanejatrip. 







    • Por Júlia Saleh
      Quando ir: dá para ir durante o ano todo, mas o mais aconselhável é na época da seca, no meio do ano. Faz bastante sol e calor durante o dia e a noite esfria bem. Na época de cheia existe o risco de trombas d’água e alguns atrativos ficam fechados. Fica sempre cheio de turistas em feriados e férias.
      Quantos dias ficar: por lá ouvi dizer que existem mais de 200 cachoeiras, muitos vão e resolvem ficar para morar, nenhum tempo é suficiente para conhecer tudo. Eu aconselho pelo menos uma semana para visitar os atrativos principais.
       Como chegar: a maneira mais comum é a partir de Brasília (240 km), onde muita gente aluga carro, pede carona ou pega o ônibus da Real Expresso (www.passagemrealexpresso.com.br), que sai de manhã e de noite para Alto Paraíso. A volta de ônibus tem apenas um horário de tarde. Entre Alto Paraíso e São Jorge não tem ônibus.
      O que fazer: o que tem de melhor na chapada são as cachoeiras. Não saia de lá sem conhecer as Cataratas do Rio dos Couros, os saltos de 120 e 80m do parque nacional e a Cachoeira Santa Bárbara.
      Onde ficar: Alto Paraíso e São Jorge oferecem uma infinidade de opções de hospedagem. Como são cidades pequenas, fáceis de andar a pé, o melhor é escolher um lugar perto do centro. Em Alto Paraíso a Av. Ary Valadão Filho concentra os principais restaurantes e lojinhas. Já em São Jorge, a rua principal é a Cinco. Lá eu indico o Camping Taiuá Ambiental, que é simplesmente maravilhoso. Super agradável e bem estruturado, oferece aluguel de barracas e tem vários shows na alta temporada.
      Transporte: dá para ir para a chapada sem carro sim! Essa é a escolha de muitas pessoas e inclusive foi a minha. Não tem ônibus e não dá para ir a pé para São Jorge e para a maioria das cachoeiras, mas existem outras opções. Você pode contratar empresas de turismo que oferecem os passeios ou guias que levam as pessoas em seus próprios carros. Algumas hospedagens também organizam vans que reúnem os viajantes. Dá para alugar bicicleta, a estrada entre Alto Paraíso e São Jorge tem ciclovia! Mas o jeito mais legal de arrumar transporte na chapada é por caronas. Lá se diz que a cultura caroneira é muito forte. É bem fácil conseguir carona na estrada e muita gente fica pedindo. Existem grupos no facebook que reúnem pessoas pedindo e oferecendo carona para chegar lá (https://pt-br.facebook.com/groups/240194479350012/) e para ir para os passeios.
      Se estiver de carro, tudo fica mais fácil. Dá para ir a todos os lugares, os atrativos principais são bem sinalizados.
       
      Eventos: diversos eventos acontecem durante o ano na chapada, mas tem dois que eu considero imperdíveis. O Encontro de Culturas e o Festival Ilumina. Ambos em julho.
      Dinheiro: em Alto Paraíso tem uma agência do Itaú e caixa 24h. Em São Jorge não tem nada! Se programe antes. Muitos lugares aceitam cartão, mas nem todos, principalmente cachoeiras que cobram entrada.
      Alimentação: há uma infinidade de opções de restaurantes em Alto Paraíso e em São Jorge. Tem também mercado, padaria e lugares que preparam lanches e kits para levar nas trilhas. A chapada é um paraíso para os vegetarianos e veganos. Tem muitos restaurantes específicos e os outros costumam ter opções.
                  Todo mundo fala e é verdade, a chapada é mágica. Não sei o que tem de especial naquele lugar para reunir tanta coisa boa. Mas é só chegar lá que você já sente. Não é à toa que quem vai não quer mais voltar e muita gente larga tudo para morar lá. Cada lugar, cada cachoeira, cada pessoa que você encontra, parece que está tudo em uma sintonia muito boa. É um lugar perfeito para se conectar com a natureza e conhecer as belezas do cerrado. Fui para lá sozinha e conheci muita gente, arrumei ótimas caronas e fiz boas amizades.
       
      Alto Paraíso ou São Jorge? A Chapada dos Veadeiros é uma grande região, que inclui várias cidades. Quem vai para conhecer as cachoeiras costuma se hospedar em Alto Paraíso de Goiás ou na Vila de São Jorge. Elas ficam apenas meia hora de carro uma da outra e dá para fazer os passeios saindo das duas. Alto Paraíso é uma cidadezinha pequena, já São Jorge é bem menor e mais simpática, não tem nem asfalto. Se for para ficar bastante tempo, eu sugiro dividir sua viagem entre as duas. Senão escolha a que fica mais perto dos atrativos que você quer conhecer. Visite o Centro de Atendimento ao Turista (CAT) para informações nas cidades.
       Alto Paraíso
        Feira do Produtor Local: Acontece todo sábado de manhã e terça das 15h as 18h. Dá para comprar vegetais orgânicos e comer várias coisinhas gostosas.
      Cataratas do Rio dos Couros: A entrada é de graça e o valor do estacionamento é livre. Para chegar pega-se um trecho da estrada em direção a Brasília e depois uma longa estrada de terra, sem indicação em algumas bifurcações. É indicado ir com guia, mas eu acho desnecessário. A primeira trilha é bem curta e leva até uma cachoeira muito linda. É preciso atravessar pela água para chegar nela. Depois a trilha segue o maravilhoso rio dos couros, que forma várias piscinas onde as pessoas tomam banho, até outra cachoeira bem maior. Reserve um dia inteiro para esse passeio.
         Loquinhas: É o atrativo mais perto de Alto Paraíso. Dá para ir de carro ou andando. A entrada custa R$25,00. A trilha é muito curta e muito fácil, toda de madeira, e vai acompanhando o rio e suas mini cachoeiras, com poços para banho. O mais interessante são os miquinhos que aparecem atraídos pelos turistas. O passeio é bem curto, dá para fazer em meio dia.
       Cristais: Parecido com a Loquinhas, mas bem mais bonito, uma trilha fácil e curta segue o rio e suas cachoeiras e poços. Custa R$20,00 para entrar. É um passeio para meio dia, ou um dia inteiro se você for a pé. Saindo de Alto Paraíso são 5 km na estrada em direção a Cavalcante e mais 3 km de estrada de terra.
         Fazenda São Bento – Almécegas I e II e Cachoeira São Bento: A fazenda fica na estrada entre Alto Paraíso e São Jorge e dá acesso às três cachoeiras. Entrada R$30,00. A cachoeira São Bento é a mais próxima e menorzinha, tem um bom poço para banho. Seguindo de carro por uma estrada de terra fica o acesso a Almécegas I. A trilha não é muito longa, mas é uma subidona bem cansativa. A cachoeira é bem grande e lindíssima. Primeiro se chega a um mirante em um paredão de frente para a queda. De lá dá para descer para o poço ou atravessar as pedras até a parte de cima da cachoeira. De volta à estrada de terra, é preciso seguir de carro até a Almécegas II, acessível por uma trilha curta e fácil. A cachoeira não é tão grande, mas é bonita. Reserve um dia inteiro para aproveitar as três cachoeiras.  
        Novo Portal da Chapada – Ashram do Prem Baba e Festival Ilumina: O Novo Portal é um “santuário ecológico” onde você pode se hospedar e também tem entrada para a cachoeira São Bento. Lá fica o ashram do Prem Baba, que durante uma temporada no ano recebe o guru e seus seguidores. É onde acontece o Festival Ilumina.
        Jardim de Maytrea: É uma paisagem que fica na estrada entre Alto Paraíso e São Jorge. Tem lugar para estacionar o carro e muitas pessoas vão para ver o pôr do sol. Uma bela amostra das belezas do cerrado e das formações rochosas da região.
         
      São Jorge
         
      Encontro de Culturas e Aldeia Multiétnica: É um evento incrível que acontece na segunda metade de julho e reúne indígenas, quilombolas, e visitantes para palestras, oficinas e shows.
         
      Vale da Lua: Um cenário bem diferente na chapada. Não se trata de uma cachoeira, mas de toda a área por onde a água do rio gastou as pedras formando algo que lembra a lua. Também tem pequenas cachoeiras e poços para nadar, com água bem gelada. A entrada é R$20,00 e a trilha é bem curta e fácil.  É um passeio de meio dia, ou um dia inteiro se for a pé. Seguindo de São Jorge em direção a Alto Paraíso há uma entrada para a estrada de terra, são 10 km no total.
         
      Mirante do Abismo e da Janela: Simplesmente o visual mais lindo da chapada! Na época da cheia tem a cachoeira do abismo no caminho, na seca é só o mirante. Fica fora do parque, mas a visão que se tem é dos saltos de 120 e 80m. A trilha começa com uma descidona, depois é plana e então vem uma subidona. Mais ou menos uma hora, até chegar no mirante. Dá para fazer em meio dia. A entrada custa R$15,00 e fica pertinho de São Jorge, em direção ao Parque Nacional.
      Cachoeira do Segredo: Para ir a cachoeira do Rio Segredo, é necessário sair de São Jorge na direção contrária à de Alto Paraíso. Não dá para ir a pé. Há uma placa no lado esquerdo da estrada que indica a entrada de uma estradinha de terra que leva até a guarita. Lá se paga R$40,00 para entrar ou se você comprar o ingresso antes em São Jorge tem 5 reais de desconto. A trilha até a cachoeira é bem diferente, com vegetações específicas que eu só vi por lá. O caminho todo é muito lindo e atravessa o rio por diversas vezes. Essa cachoeira é uma das mais altas da Chapada, ela fica cercada por um paredão de pedra e quase não recebe a luz do sol, a água é a mais gelada de todas.

      Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros: O parque fica pertinho de São Jorge, dá para ir a pé ou estacionar o carro lá. A entrada é grátis. Dá para entrar das 8h ao meio dia, mas ele fecha antes se atingir a lotação, o que costuma acontecer cedo em fins de semana de alta temporada. No parque tem 4 trilhas diferentes.
         Cânions e Cariocas: A trilha até a cachoeira Carioca leva aproximadamente 1 hora. O fim é uma descida pelas pedras bem íngreme, com algumas escadas. A cachoeira é grande e linda e tem uma ótima piscina para nadar. Dá para ir embaixo da queda d’água. Voltando um pouco na trilha tem um outro acesso para os cânions onde se encontra pequenas cachoeiras entre paredões de pedra e vários lugares para nadar.
       Saltos de 120 e 80m: São as maiores e mais famosas cachoeiras do parque. A trilha leva mais ou menos uma hora, sendo que boa parte é descida, bastante subida na volta. Primeiro você chega a um mirante dos saltos de 120m. Depois a trilha chega em cima dos saltos e de frente para o de 80m, onde você pode nadar sem chegar próximo da queda. De lá a trilha segue para as corredeiras, boas para nadar.
       Seriema: É uma trilha bem curtinha e sem água. Boa para quem quer andar pelo cerrado, mas não está disposto a fazer as trilhas grandes.
      Travessia da 7 Quedas: É uma trilha de 23 km, para ser feita em dois dias. A pernoite no parque deve ser agendada antes pelo site www.ecobooking.com.br. A cachoeira das 7 quedas é muito bonita e exclusiva, poucas pessoas vão até lá.
         Cavalcante
      Santa Bárbara: A cachoeira Santa Bárbara é uma das mais famosas da chapada, por sua água azul turquesa. Ela é realmente maravilhosa e vale a pena conhecer, mas fica bem longe, em Cavalcante, é um passeio de um dia inteiro. Em Cavalcante há várias outras cachoeiras e quem opta por visita-las pode se hospedar na cidade ou dentro do quilombo kalunga, onde fica a Santa Bárbara. Para visitar a cachoeira é obrigatório o acompanhamento de um guia. Alguns guias levam grupos desde Alto Paraíso, saímos em 9 pessoas em dois carros e ficou R$ 30,00 para cada. No caminho paramos em um mirante e na cachoeira Ave Maria. No quilombo pagamos R$20,00 a entrada, que dá direito também à visita da cachoeira Capivara, que é lindíssima. As trilhas são curtas e fáceis. Após o passeio, almoçamos a comida caseira típica, plantada e preparada no quilombo.
       
        Mais informações sobre esse e outros destinos no site: AVENTUREIRA  
         
       
       
       


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