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Cajón del Maipo

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Gostaria de saber de quem já fez os inúmeros passeios a essa região, quais as agências de turismo realizam os passeios a partir de Santiago, o custo, o tempo de duração, etc.

Dizem que o Cájon del maipo é lindo, principalmente o trekking até o Monumento Natural El Morado, logo vale a pena ser postado aqui dicas sobre esse passeio e inúmeros outros que podem ser realizados nessa região.

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Olá, Estou indo para Santiado do dia 29/08/10 e vou ficar 5 dias.

Vamos fazer um dia de Ski, porque para que não está acostumado é bem cansativo.... e gostaria muito de conhecer os Thermas que tem no Cajón del Maipo. Alguem já foi e podeia passar informações como:

 

- Alguem já foi por conta própria? Vale a pena ou se perde muito tempo fazendo os transfer Metro Onibus e Carona ou Taxi...

- Alguem já foi por agencia ? Qual? Quanto custa?

- Nesta epóca do ano ( inicio de set) tem como conhecer o parque El Morado, já ouvi dizer que fica fechado é isto mesmo? Ou dá para ir assim mesmo conecer os thermas... tem que estar com sapatos apropriados para neve ou dar para ir de tênis mesmo?

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Acho que chegou minha hora de dar uma contribuição a este fórum... já que minha ultima viagem foi pautada por aqui. Ainda to devendo um relato mais completo mas isso fica pro fim do ano! rs

 

Em relação a pergunta, Cajon Del Maipo é linda porém um tanto complicado de se chegar lá. Além de ter o problema de não ter ônibus regular para lá (tem um, porém com péssimos horários) não é um passeio típico de turista, então fica bem complicado de encontrar tour regular. Pra falar a verdade, os tours para os banhos termais que você mais encontra são condicionados ao número de pessoas que você conseguir levar, com um mínimo para duas pessoas. Liguei para muitas agencias, mas na hora foi só isso que me informavam.

 

Queria fazer uma viagem para a cordilheira, mas como fui durante o verão, não achei muita vantagem ir para as estações de esqui (já que são bem caras). Tentei MUITO achar alguma coisa enquanto estava no Brasil, mas as vezes há coisas que valem a pena se procurar por lá mesmo.

 

Quando cheguei no Hostel, procurei alguma agencia, porém com mais negativas, resolvi procurar por somente o transporte... e encontrei umas vans que saiam da Plaza Itália, as 7:30 da manhã, sexta / sábado / domingo, somente. Eles fazem o trajeto até Cajon del Maipo, passando por Baño Morales e terminando em Baño Colinas (mais alto ainda).

 

Segue o link abaixo:

http://santiago.olx.cl/aguas-termales-cajon-del-maipo-desde-plaza-italia-expediciones-y-buses-manzur-desde-1951-iid-58558292

 

O passeio é bem legal, rende várias fotos. Fui com uma menina de Goiânia que conheci no Hostel e dentro da van, na maior coincidência encontramos uma menina brasileira, de Brasília que morava no Chile a alguns anos, então o passeio acabou sendo bem legal. Ela também estava com uma amiga chilena, então conheciam de tudo e deram várias dicas.

 

O passeio rende o dia todo. Dá uma parada em um restaurante na beira da estrada para tomar um café da manhã e segue até baño morales, deixa parte dos passageiros e seguindo para baño colinas como destino final.

 

Baño Morales é mais preparado para receber turistas. Banheiros mais bem preparados, um restaurantezinho melhor e maior infra-estrutura das piscinas termais. Já baño colinas é uma coisa menos explorada. Além de nós, só vi uns 3 brasileiros perdidos por lá. Não possui restaurante, mas sim uma tenda lá embaixo que serve como tal. Para se almoçar lá, tem que encomendar o almoço antes de entrar no parque, porém eles servem umas empanadas INCRIVEIS sem necessidade de encomenda prévia.

 

A van te deixa lá no alto perto das piscinas, tem um barracão que serve de banheiro improvisado e você troca de roupa e vai para as piscinas. Dá pra fazer caminhas em volta e trilhas (que eu soube que tem), mas confesso que não tive pique. Além de estar acima do peso, o ar rarefeito dali acabou comigo. Até pra subir o morro até as piscinas depois do almoço eu estava precisando de um balão de oxigênio do meu lado.

 

Um passeio que vale muito a pena. Na minha humilde opinião, muito mais do que visitar aquelas vinícolas mais do que batidas (eu fui e me arrependi hehehe). Um passeio ainda não muito explorado por turistas brasileiros, com um preço honesto, bem divertido e relaxante. Agora, se você dirigir e tiver um GPS eu aconselho ir até lá de carro (muita gente vai assim). O problema desse transporte é que você fica na função deles, logo tem que seguir o horário deles. Confesso que poderia ter ficado lá pelo menos uma hora e meia a menos. Mas valeu muito a pena.

 

Estou pensando em quando passar por Santiago em dezembro deste ano, ir de novo à Cajon, mas ficando em Baño Morales que não conheci.

 

Vale a pena lembrar que é necessário MUITO filtro solar lá. Eu sou branco (mas não muito branco), me bronzeio com facilidade, e saí de lá parecendo um camarão de vermelho. Pra pegar o avião no dia seguinte foi extremamente desconfortável, todo queimado, passando pelo menos dois dias a base de caladril, assim que cheguei em Buenos Aires.

 

Ah, um rapaz que conheci em Baño Colinas e trabalhava lá me falou que durante o inverno, o parque fica fechado pois pode chegar a 10 metros de neve. Não sei como fica o esquema em baño morales...

  • Gostei! 2

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Tcastro, informações bem valiosas, obrigado. Só não ficou claro como você fez pra voltar para Santiago, já que a van tinha por destino final Baño Morales.

 

Abraços.

 

PS: quem estiver interessado em visitar o Cajon no período de 23/4 a 29/4, entre em contato e podemos ver se conseguimos visitar juntos.

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Excelentes dicas, porém ficou faltando falar sobre o valor, em que horário as vans retornam a Santiago e o tempo de viagem. Estarei em Santiago de 26/04 a 02/5, quem precisar de compania... podemos contratar juntos, irei com mais duas pessoas.

  • Gostei! 1

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Oi!

Fiz intercâmbio em santiago e acabei indo pro cajon um dia... O lugar é lindo! Qualquer paisagem se torna uma puta foto! Como estava morando por lá, a mulher da escola descolou uma van pra gente ir, mas uma outra galera foi de carro...o caminho é meio tenso no meio do nada pra chegar nos baños mas nada.impossível! Super recomendo ir de carro!

No almoço como estava tarde pegamos um restaurante de.frente pro rio...demais!

 

Tem um site com todas as informações possíveis.sobre lá:

http://www.cajondelmaipo.com/

 

Eu achei os passeios bem caros viu! Tipo, o rafting era mais de 100 reais na época... Nem fiz!

 

Se não quiser ir de carro o tiver uma galera procura essas empresas de locação de veículos e ve se eles fazem fretamento.

 

Ps: fui a viagem inteira ouvindo música andina.. Lindo!!

Boa viagem!

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Não, na minha opinião. No inverno é mais perigoso por conta da neve. Os banhos termais ficam fechados, assim como os transportes coletivos se encerram. Você teria que ir por conta própria e com crianças é complicado. Sem falar no frio.

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Marcos

 

Valeu a dica. Fico triste pois os dois lugares "próximos" que eu tava querendo ir com os meninos no inverno é inapropriado.

Cajon e Sewell. Não queria ficar somente em Santiago. Sei que não é o tópico, mas tem alguma coisa legal para fazer em agosto próximo de Santiago com os guris?

 

Antonio

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    • Por coinetekarla
      Bom dia,

      Neste tópico vou falar especificamente de valores, depois faço outro relato contando minha experiência sensorial, mas já aviso, o Chile é maravilhoso, podem ir sem medo de ser feliz, mal cheguei e já quero voltar lá pelo menos umas 10 vezes mais hahahaha.

      Passagem ida e vol Latam – 1170,00

      Hostel Che Lagarto Santiago 10 Noites 340,00

      Alimentação 600,00

      Cajon del Maipu/Embalse El Yeso 160,00

      Farellones (sem ski) 170,00 entrada + 130,00 transfer + 60 reais de alimentação

      Aluguel de roupas 120,00 (completo)

      Viña del Mar 60,00 City Tour

      Passagem ida e volta Tourbus – 100,00

      Cambio $162,00

      *Ida pra Santiago, comprei a passagem pelo 123Milhas, muito mais barato e bastante seguro comprar, não tive problemas, emitiu minha passagem 3 horas depois que confirmei o pagamento, por cartão de débito. Recomendo olhar bem os horários de conexão, porque eu não reparei e tive que ficar 10 horas numa conexão noturna em Rosário-AR e mais 10 horas na volta em Córdova-AR, na ida é até aceitável, porém na volta, muito cansativo e estressante.

      *Hostel eu reservei 6 dias pelo HostelWord, e depois comprei mais quatro dias lá mesmo. Quem paga em espécie a diária tem um acréscimo de 19%, então optei em pagar no cartão mesmo, mas é um risco, porque quando fui o dólar e estava a 3,89 e hoje a 4,31, então cada um vê o que melhor lhe convém. Hostel limpo e organizado, cozinha fica disponível das 7:00 da manhã até as 22:00 horas, tem a opção de café da manhã, staff muito bacana e gente boa, a limpeza do quarto acontece dia sim dia não. Mas o diferencial principal é a localização, fica bem no centro, tudo perto, passeio, mercado, pontos turísticos, metro, o ponto de ônibus é na frente.

      *Alimentação, caríssima e eu particularmente, não gostei da comida, mas o que é de gosto é regalo da vida não é, então depende do paladar, mas em média um prato de Pollo com papa Frita sai em torno de 30 reais, e isso em lugares populares onde os locais vão comer, o montante que eu gastei da pra ser menor sim, mas mesmo comprando em mercado ainda assim, não vai sair barato, até porque a nosso real está super desvalorizado lá.

      *Farellones, não tive sorte, o dia que eu fui não estava tudo branquinho, porém tinha uma quantidade razoável de neve, mas durante a madrugada caiu uma nevasca enorme, um grupo que estava no meu hostel foi no outro dia disse que estava tudo coberto de neve, então depende se São Pedro vai com sua cara ou não hehe. Não deixem de levar comida, lá tem pouquíssimas opções e tudo não sai a menos de 60 reais, levem sanduíches e água que da pra passar o dia e ser muito feliz, o valor da entrada inclui a tirolesa, a descida de boia, o ski bunda, o carrinho de gelo. Mas não inclui a aula de ski e o aluguel das roupas, não posso falar quanto a isso porque optei em não fazer.

      *Cajon del Maipo/Embalse el Yeso, fui no dia após a nevasca, vocês não podem imaginar o quanto é lindo, o valor citado, inclui o transfer e um comes e bebes no final do passeio, então levem comida também e muita água, lá não tem opção nenhuma para comprar. Paramos num local onde era uma passagem de trem e dizem que um rapaz se matou la por amor e tem muitas homenagens a ele, achei bacana.  O meu transfer também fez uma parada em San Jose de Maipo, uma cidadezinha pequenininha, acolhedora, mas não vi nada excepcional, a não ser a cordilheira ao redor, mas isso tem em Santigo também, conto melhor depois, mas Cajon e Embalse El Yeso é daqueles lugares que todo mundo devia conhecer uma vez na vida. Cajon del Maipo é a rota que fazemos para Embalse el Yeso, eu fui achando que era um lugar específico, tipo um único ponto, mas não é não.

      *Aluguem roupas em Santiago, sai muito mais em conta, quase metade do preço, no bairro Bella Vista tem lugares mto mais baratos que a parada das vans no dia do passeio.

      *Viña del Mar e Valparaiso, primeiro um conselho, vão bem cedinho, pra conseguir aproveitar e conhecer tudo, eu não fiz isso, talvez por isso eu não curti muito o passeio, mas valeu a experiência, outra coisa, o clima de lá é muito diferente de Santigo, sai de Santiago na hora do almoço estava maior calor, cheguei em Viña estava bem frio, outra coisa, optem por chegar por Valparaiso, que os passeios pelas casinhas coloridas tem que ser de dia, porque a noite (hora que eu consegui chegar lá não da pra ver nada :/), em resumo, contratei um passeio na rodoviária mesmo, pessoal bem gente boa, pechinchei e o passeio saiu por 60,00 reais. Em suma, vou voltar um dia para Viña e Valparaiso, pra tentar tirar a impressão ruim que tive, porque não curti muito, mas acho que isso foi por culpa minha, mas Valparaiso parece uma grande favela, não estou dizendo isso no sentido pejorativo, mas porque parece mesmo, casinhas no morro uma em cima da outra. O transfer me levou a alguns lugares turísticos, ficamos por alguns minutos. Mas como eu disse, um dia vou dar uma nova chance àquele lugar. E não se iludam quando falam que da pra fazer a pé e tal, é tudo muito grande lá e muito longe uma coisa da outra, não da pra fazer a pé e eu acho que um dia é muito pouco, pelo menos durmam uma noite por la.

      Então é isso, vou escrever um novo post contando sobre a experiência em si, e as impressões que eu tive sem me apegar muito a parte monetária.

      Espero que tenha ajudado. Desculpem qualquer erro de português, digitei meio que correndo hahaha.

      Beijos e até a próxima.






       








    • Por mcm
      Qdo revisitamos Santiago em novembro de 2017, já tínhamos comprado passagem para o feriado de 1º de Maio de 2018, com milhas. Custou a bagatela de 10.000 milhas por trecho somente. Irrecusável.
      Os planos variaram desde então e a verdade é que eu havia reservado um hostel no Lastarria para os 4 dias. Mas mudei pouco antes da viagem: Passaríamos o 1º dia na Isla Negra, conhecendo a casa do Neruda que nos faltava, pernoitaríamos em Valparaíso e voltaríamos para Santiago. Ficou +- assim:
      Dia 1 – Isla Negra, Valparaíso
      Dia 2 – Valparaíso, Viña del Mar
      Dia 3 – Cajon del Maipo
      Dia 4 – Santiago
      E assim fizemos.
      Por alguma falha séria da minha parte, eu memorizei que o voo partia às 19hs do Galeão. Na verdade ele foi alterado algumas vezes desde a compra. E na verdade ele partia às 18hs. Saí do trabalho às 16, pegamos um taxi às 16:30 e ... deu tempo. Somente no aeroporto eu me dei conta do horário! Estou piorando.
      Chegamos tarde da noite em Santiago, pegamos nosso taxi direto para o hotel. Eu havia reservado um hotel pertinho do Patio Bellavista, assim rolaria alguma saída na chegada. Hotel boutique maneiro, a 55 USD. Achei bom preço.
      Rodamos um pouco pela área para ver o agito, e tinha muita gente nas ruas. Estacionamos num canto no Patio mesmo, onde curtimos cervas e o vai e vem. Fomos dormir umas 2 da manhã.
       
      Dia 1 – Isla Negra e Valparaíso
      Acordamos cedo, umas 8hs. Depois do café, saí para fazer um câmbio rápido – desnecessário, pq tinha na rodoviária – e partimos para a rodoviária. Pegamos o metrô e descemos na Estação Universidade Santiago. Lá fomos abordados por umas meninas, uniformizadas que nos sugeriram pegar o Pulmann, que, segundo elas, era mais rápido. Ok, aceitamos. Compramos para as 11:30. 6 K cada. Eram 10:40, então fizemos hora por lá. Câmbio por lá estava 595 CLP por USD, o mesmo que no centro da cidade.
      O busum atrasou um pouco, mas lá fomos. Chegamos na Isla Negra umas 13:30. Vantagem de viajar leve é que vc carrega sua bagagem nas costas numa situação dessas numa boa. Fomos andando para a Casa do Neruda. Eu tinha receio de longas filas e tal, mas não havia ninguém na nossa frente. Maior tranquilidade. Pegamos o audioguia e lá fomos. Antigamente era guiada, agora não mais. Curtimos muito, espetáculo de lugar. “Completamos” as cass do Neruda, mas ainda voltaríamos à Sebastiana. Visual sublime dessa, com vista direto para o mar. Uma bela visita.
       
      Na volta fui comprar passagens, e a moça da cia disse que era apenas fazer sinal no ponto de ônibus. Ok. Havia gente já na espera no ponto. E logo chegou um, amem. Deu 3K e alguma coisa por pessoa. Eram umas 15hs, sinal de que nossa estadia foi de 1,5h no geral.
      Uma hora depois estávamos em Valparaíso. Decidimos ir andando para o hostel, assim respiraríamos um pouco a cidade. Os arredores da rodoviária, naturalmente, não são lá muito agradáveis, mas foi bacana o trajeto, conforme fomos nos afastando. Reservamos um hostel subindo um dos morros, perto de uma rua onde rola uma night intensa. Largamos as mochilas e saímos para explorar o fim de tarde. Em direção ao Cerro Concepcion, que é onde rola o agito que queríamos ver.
      Passamos pelo parque onde era uma antiga prisão, tinha uma galera local curtindo. Depois ficamos rodando o Concepcion de cima pra baixo e para os lados. Percorrendo os caminhos estreitos e grafitados, pasajes, ascensores, e tudo o mais que houvesse pela frente. Que lugar bacana de noite, é aquele! Belíssimas construções, belíssimo visual, belos e divertidos grafites. Lugar que merece mais tempo de curtição noturna. Curtimos um lindo pôr do sol avermelhado no Paseo Iugoslavo, e então a fome falou mais alto. Estávamos só de café da manhã.
       
      Jantamos num lugar marromeno, e logo embicamos num segundo turno na cervejaria Altamira, que fica ao lado de um ascensor. Muito boa! 
      Rola muita atração artística e gastronômica no Cerro Concepción. Recomendo muito curtir a noite por lá. Rola muito grafite também, deve valer a pena buscar um walking tour dedicado a isso – para quem curte, claro. De todo modo, andando pelas ruas e ruelas, vc vai se deparar com alguns belos exemplares de arte de rua.
      A vontade de esticar a noite era grande, mas precisávamos medir as forças e havia um dia inteiro seguinte a (re?) desbravar (de dia), então fomos dormir não tão tarde.
       
      Dia 2 – Valparaíso e Viña del Mar
      Domingo acordamos cedo para o café. Nem havia amanhecido! às 7 da matina Ideia era sair cedo mesmo, dar um rolê numas áreas lá de baixo, depois subir para a Sebastiana. Tava bem nublado. Fomos no arco inglês, pracinha da catedral (tínhamos passado no dia anterior), depois fomos subir. O ascensor estava fechado, então fomos de escada mesmo. Naquela hora da manhã, só havia bebuns. Na praça e na escadaria. Talvez assustem, mas... vivemos no Rio, né? 
       
       
      Curtimos um pouco do Museu a Céu Aberto, que anda precisando de uma repaginada, mas que ainda proporciona um belo visual. E seguimos subindo até a Sebastiana, onde fomos um dos primeiros a chegar. Visitamos a casa (novamente, no meu caso), curtimos bastante. As casas do Neruda são muito maneiras de se conhecer. E, para quem se dispõe a ouvir o audioguide, as histórias são bem interessantes também. É pena que minha insensibilidade com poesia me limite a curtição da obra dele.
       
      Depois disso repeti meu trajeto de anos antes, seguindo por toda a Av. Alemania até descer no Paseo Iugoslavo. Entramos no Museu de Belas Artes, não exatamente pelas obras, mas pelo Palácio em si, que é muito bonito. Visitamos rapidamente. Descemos de ascensor para a Praça Sotomayor, e seguimos a pé para o Artilleria. Exatamente o que eu me lembrava de ter feito antes. E, tal qual antes, havia fila para o ascensor Artilleria. Tal qual antes, subi a pé. Curtimos o visual, as casinhas, e não muito mais que isso – rola um mercado pra turistas lá em cima. Descemos a pé mesmo, e, de volta à praça, pegamos o metrô para Viña del Mar. Tanto em Santiago quanto lá, vc tem de comprar o cartão magnético para viajar no metrô. Desagradável para quem está lá só por uma viagem, mas vamos em frente. Acho que já era assim qdo fui. Devia ter guardado o cartão!
       
      Em Viña fomos direto para a Quinta Vergara, mas o Palácio que eu queria ver estava em reforma. Andamos um pouco pelo parque e seguimos para o Palacio Rioja, mas chegamos na hora em que estava fechado para o almoço. Putz (sim, falta de planejamento detalhado!). De qq forma, é bem bonito. Passamos, mas não entramos dessa vez, no Museu Fonck. Foi bem legal quando fui, mas não quis repetir. Fomos descendo para o litoral. Viña é bem agradável em suas ruas internas, muito arborizada. No litoral, uma cena interessante: estava bem nublado, e até friozinho. E a galera na praia. Cheia de roupa de frio, claro. Um conceito diferente de praia. Quando estive lá da outra vez havia galera na praia tbm, mas pegando sol. Fazia calor.
       
      Passamos pelo Cassino, visitamos o Castelo e fomos até o tradicional relógio, ponto seguro de milhões de fotos. Era hora de dar uma pausa e conseguimos encontrar um bar que servia bebidas sem precisar comer. Amem! No Chile geralmente é difícil encontrar lugares que sirvam apenas bebidas, vc necessariamente tem de pedir alguma comida para acompanhar. Depois de saborosos piscos sours e cervejas, lá fomos pegar nosso metrô de volta. Chegando em Valpo, pegamos um taxi que passou no albergue (mochilas!) e nos deixou na rodoviária. Já era fim de tarde, pegamos rapidamente um busum para Santiago. 
       
      Da outra vez em que estive em Valparaíso, em 2010, eu cheguei de manhã desde Santiago, peguei um busum para a Sebastiana, conheci a Casa do Neruda, e depois segui andando até descer pelo Paseo Iugoslavo. Gostei muito da vibe na época, e deu aquela sensação de que valeria um retorno para um pernoite. A sensação que tive dessa vez é de que teria valido a pena mais de um pernoite. Que tenha uma próxima vez. Reconfirmei a vibe Santa Tereza (RJ) que eu tinha sentido da outra vez. Com o diferencial evidente do fator segurança. Rola muita comparação entre Valpo (mais antiga, mais bagunçada, mais perigosa, mais artística) e Viña (mais moderna, mais organizada, mais tranquila, mais praiana). Gosto muito de ambas, mas minha base é Valpo mesmo.
      De busum, descemos na Pajaritos, pegamos metrô e chegamos ao nosso hostel no bairro Lastarria por volta das 20hs.
      Mal chegamos e marcamos com umas amigas da Katia de nos encontrarmos para jantar. Tentamos o Tango, umas choperias, mas tava tudo cheio. Encontramos um famoso, mas que foi meio marromeno. Várias coisas faltando, lomo que tava faltando mas depois passou a ter – e aquilo não era lomo mesmo. Depois da janta, compramos umas Kross no mercado para saborear no quarto mesmo. 
       
      Dia 3 – Cajon del Maipo
      Eu já tinha pré-acertado a visita a Cajon del Maipo por whatsapp com a TripChile. Precisava apenas confirmar qdo chegasse a Santiago, e assim fiz, na noite anterior. Cedo pela manhã lá estávamos esperando a van para o passeio. Chegou umas 7hs. Fomos os últimos a entrar, e todos eram brasileiros. Não era lá muito confortável para dormir, então fui vendo filme.
      Primeira parada, até para um café da manhã, foi em San Juan del Maipo. Tomei um café e depois fiquei rodando pela pracinha da pequena cidade. Fazia um friozinho muito bom. Lá é base para várias atrações pelas montanhas. Nosso guia era um simpático chileno que cometeu o deslize de perguntar ao grupo sobre Lula, e ainda com o agravante de elogiar o falecido ditador Pinochet. Ou seja, receita certa para a discórdia. Felizmente a galera não esticou a corda.
       
      A primeira atração é o Embase El Yeso, uma represa belíssima que é área de mineração também. Logo, há um certo conflito de espaço entre as vans de turistas (amplamente de brasileiros naquele dia) e os caminhões. O visual é espetacular. Embora estivesse frio, ainda não havia começado a nevar. Era final de abril (último dia!), consta que normalmente começa a nevar em Maio. Com ou sem neve, o lugar é muito bonito. Pena mesmo é que só temos meia hora por lá. É o mal dos tours. Eu teria ficado bastante mais tempo curtindo o lugar. Talvez uma próxima vez. 
       
      Mais 1h de viagem, e chegamos às Termas Colina. Galera nas piscinas de água quente. Funciona assim: as mais acima são mais quentes. Não consegui entrar. Ficamos numas intermediárias, só que mais próximas de baixo. Curtimos bastante. Também tem horário limite, e usamos o tempo todo de que dispomos. Ideal para lá é levar chinelos (#ficaadica), facilita muito a coisa de tirar e colocar roupas e caminhar de e para as piscinas.
       
      Tinha bastante gente por lá, muitos brasileiros naturalmente. Mas ouvimos muita gente falando espanhol tbm. Vi que muita gente vai para lá de carro, arma uma tenda, faz churrasco, etc. Curte o dia. Parece ser um programa bacana. Aquele visual belo e seco típico da região, o rio passando lá embaixo, o sol direto (fez sol!) na cabeça, o vento. Uma experiência. 
      Depois dos banhos quentes, fomos curtir um piquenique com a galera. Estava incluso (e eu nem sabia!). Garrafão de vinho e tira-gostos. Daria para ficar lá até o sol se por, mas a partida é relativamente cedo, umas 14 ou 15hs +-. De modo que chegamos umas 17hs de volta a Santiago. Eu teria ficado mais tempo!

      Ainda que seja um tour com belíssimos visuais e a experiência nas termas, deve se levar em conta que dura 10 hs do dia, das quais vc passa a maior parte do tempo na van, indo e vindo e se deslocando entre as atrações. E não é nada barato, custa 45 CLP por cabeça. Mas a ótima lembrança do visual e da experiência é o que fica, ao menos para mim. Consideraria, no entanto, repetir o passeio, mas por conta própria.
      Como chegamos ainda com luz Em Santiago, saí para passear pelo bairro Itália, que ainda não havia conhecido. O CC Gabriela Mistral, que fica ali no Lastarria, estava com as atrações fechadas na 2ª feira. Percorri Baquedano, e me embrenhei nas ruas do bairro Itália, que é bacana. Algumas áreas estavam se preparando para a noite, que começaria logo a seguir.
      Nesse dia fomos jantar com as meninas na pizzaria Tiramisu. Mais uma vez. É badalada em excesso, pra falar a verdade (minha opinião, claro). É bom, mas não tanto assim para lotar do jeito que lota. Tem fila pra entrar, enquanto os vizinhos ficam com espaço sobrando.
      Na saída ainda demos um rolê pela Isidora Goionechea antes de pegar o metrô de volta para nossa área. Tinha uma cervejaria que eu estava tentando conhecer, a Jose Ramon, mas que vivia cheia. Chegando lá, mesmo tarde da noite, estava cheia novamente. Então fomos dormir. Aproveitei um mercadinho para comprar uns refris vermelhos locais. Eram bons!
       
      Dia 4 – Santiago
      Terça-feira era 1º de Maio. Um dos feriados onde mais se fecham atrações pelo planeta (tipo 1 de Janeiro e 25 de Dezembro). Não deu outra, tava tudo fechado em termos de atrações mesmo. Nesse dia ganhamos o café da manhã de cortesia do hostel. Muito simpático!
      Saímos para passear e a Avenida principal estava fechada para o desfile de 1º de Maio. O CC Gabriela Mistral sequer abriu. Na altura de onde estávamos ficava o palco, presumo que era o final do desfile. Fomos então ao encontro das massas, em direção ao Palácio do governo, que foi onde nos encontramos com a galera desfilando. Em frente ao palácio havia barreiras, mas fora dessa área o acesso era livre. Ficamos observando e fotografando os sindicatos e outras associações de trabalhadores (assim como diversas representações comunistas) desfilando. Uma moça chilena carregava um cartaz pedindo “Lula Livre”. Geralmente era desfile com cartazes, algumas fantasias, mas havia algumas coreografias tbm, acho que de grupos de artistas. Tudo na paz, ainda bem.
      Depois de um tempo, embicamos para o centro. Tudo fechado mesmo, absolutamente nenhum museu aberto. O mercado abriu. Fizemos então uma caminhada pelo Parque Florestal, depois fizemos uma pausa na região do Bellavista. A Kross estava aberta e não lotada, como na sexta-feira em que lá estivemos. Curtimos algumas boas cervas, caminhamos nos arredores. Região bacana, aquela. Tem opções para diversos gostos e bolsos.
       
      Ainda revimos o Cerro Santa Lucia, e depois ficamos curtindo o Bairro Lastarria e toda aquela efervescência cultural que rola por lá. Artistas de rua, bandas, feirinha, painéis espetaculares nas fachadas de um prédio. Almojantamos no Tambo e depois ficamos bebericando pisco sour até a hora de ir embora. Uber para o aeroporto deu 13 CLP, acho que havia promoção de taxis por 20 CLP no hostel. 
       
      Chegaríamos ao Rio de madrugada. E assim foi mais uma viagem explorando cantos pelo mundo!
       
       
    • Por lucaskv
      Aproveitei uma promoção da Aerolineas Argetinas com trecho FLN-SCL por R$900 com taxas e resolvi finalmente conhecer o Chile, a viagem, que foi entre 20 e 27 de Setembro, vocês conferem abaixo! Tudo foi feito por conta própria, sem agências, já que o Chile é um País relativamente fácil e receptivo.
       
      Dia 1 (21/09) – Sai cedo do apartamento que tinha reservado pelo Airbnb - fiquei na região do metro Santa Lucia, na Calle Marcoleta, perto de absolutamente tudo no Centro! Fiz muita coisa a pé a partir do apartamento –, para sacar o dinheiro que tinha enviado via Western Union, dica , a cotação da WU foi de 203 Pesos por Real, contra 189 das casas de câmbio que encontrei em Santiago. Parece pouco, mas no fim da viagem gerou uma economia.
      Depois fui procurar uma loja da Claro para comprar um Chip, lá eles chamam de “Pre Pago con Internet”, na loja foram muito simpáticos e fizeram todo o processo pra mim, até a ativação do chip, sai com ele funcionando por 4.000 Pesos com 5GB de internet! Essa internet durou 7 dias com uso intenso de GPS, Redes Sociais... No aeroporto esse mesmo chip teria me custado 18.000 Pesos!
      Já eram 10hrs quando cheguei no Palacio La Moneda para o a Cerimônia de Cambio de Guarda, que acontece em determinados dias conforme o calendário disponível em http://www.gob.cl/cambio-de-guardia/, após a cerimônia aproveitei para conhecer os arredores do Palacio até o horário da Visita Guiada, que necessita de agendamento com antecedência!


      Visita encerrou meio-dia, encontrei outra brasileira turistando e fomos almoçar em um restaurante na Calle Jose Victorino Lastarria, fomos a pé do Palácio até lá e aproveitamos pra conhecer mais um pouco do Centro, depois do almoço fui para o Cerro Santa Lucia, lugar imperdível que vale a pena reservar um período de céu azul para visitar com calma.

      Por volta das 16hrs resolvi ir para o Cerro San Cristóbal e aproveitar o dia escurecendo tarde! A fila do Funicular estava enorme, mas o passeio vale qualquer espera em fila, o San Cristóbal é o Cerro mais alto da cidade, uma vista panorâmica indescritível e tem o Teleférico como atração, minha recomendação é, compre 2 “Tramos” de Funicular e 2 “Tramos” de Teleférico, assim você sobe de Funicular, desce de Tele, sobe de Tele de novo e desce de Funicular pra aproveitar bem o passeio e o visual, fiquei no Cerro até o horário do último Funicular descer, 19hrs.

       
      Dia 2 (22/09) – Sai às 6hrs do apartamento para ir buscar um carro na locadora e ir até Cajón del Maipo, esse dia foi sem dúvidas o melhor da viagem, recomendo que façam essa parte da viagem sem medo, dirigir no Chile, além de fácil, foi extremamente tranquilo, se você dirige nas grandes capitais do Brasil, não vai ter nenhuma dificuldade com um Waze funcionando no celular.
      Aluguei em SUV na Chilean Rent a Car na Calle Curico por 35.900 Pesos com taxas e seguros inclusos, considerei um bom preço depois de pesquisar bastante! Esse custo foi muito próximo ao preço do passeio por agência, sendo quase o mesmo, prefiro ir por conta e aproveitar do meu jeito.

      Sai da Chilean às 07:30 e 09:30 já estava chegando no Embalse el Yeso.

      O visual é de tirar o fôlego e não foi pela altitude! Lá você estaciona o carro na beira de uma ribanceira, e vai a pé o resto do caminho, chegando cedo você não vai se incomodar com as vans que lotam o lugar dificultando a chegada de outros carros. Minha dica é: VÁ DE CARRO, FAÇA SEU HORÁRIO, AGÊNCIA VAI CUSTAR MAIS DO QUE O ALUGUEL DE UM BOM CARRO! As fotos abaixo falam por si.
       
      Eram 11hrs quando encontrei uma família de brasileiros e resolvemos ir até Termas Colina, de Cajón del Maipo até lá são 2 horas em uma estrada muito ruim, em certos pontos passa por rios que cortam o caminho e muitas pedras grandes, dificilmente se consegue passar de 40km/h, carro alto é melhor.

      Saímos de Termas Colinas por volta das 16hrs e chegamos em Santiago às 18:30, ainda aproveitei para dar um pulo no Templo Bahá'i para ver o pôr do sol de um dos pontos altos da cidade que é onde fica esse, pelo que li, é o único da religião na América do Sul. Deixei o carro na locadora às 21hrs sem problemas, a única exigência deles é que entregue limpo, há vários postos com a placa "Lavado" que cobram 3.000 Pesos a cada 3 minutos de ducha que você mesmo tem que fazer, não tem ninguém que faça isso como temos aqui no Brasil.

       
      Dia 3 (23/09) - Sai novamente cedo e fui direto para o Terminal de Buses onde peguei um Tur Bus para Viña del Mar, outros brasileiros que encontrei por lá falaram um tanto mal de Valparaíso, que a cidade está muito suja e com assaltos a turistas, coisa que de acordo com alguns, não existia anos atrás! Isso me fez riscar Valpa e ir direto para Viña. A viagem de Santiago até Viña é de umas 2 horas e a estrada e os ônibus são realmente muito bons!

      Primeiro contato com as famosas Águas do Pacífico...

      Castillo Wulff, você pode entrar e conhecer esse Castelo que fica a beira de uma das praias de Viña, fiz praticamente toda a cidade a pé..! Os principais pontos são próximos e andar é descobrir.

      Playa el Sol com prédios altos na frente da praia, me lembrou um pouco como uma mini Balneário Camboriú aqui de SC. Lá as ruas são muito limpas e largas, carros importados pelas ruas, prédios altos e grandes, essa parte da cidade onde fica a Playa el Sol é como uma cidade a parte.
      Voltei para Santiago em um ônibus das 16hrs e cheguei no Terminal de Buses quase 18hrs.
       
      Em breve coloco a segunda parte com os dias que visitei as Vinícolas, mais um pouco de Santiago incluindo o prédio mais alto da América Latina, o Costanera Center com 300 metros de altura - é possível subir no último, 61° andar, - e a ida ao Valle Nevado!
    • Por brgalvao
      SANTIAGO
       
      Transporte

      O “transfer” no aeroporto, feito em vans que ficam paradas na porta do desembarque (há mias de uma empresa), custa CLP 7.600, contra os CLP 18.000 do táxi, negociados, estes. Sem qualquer justificativa, porque o aeroporto fica bem perto do Centro.
      O táxi em Santiago sai mais barato que no Rio, e também tem a bandeirada mais barata. Só uma vez achei mal. Era domingo de noite e tomei um táxi no ponto do Pátio Bellavista. Para andar quatro quadras, literalmente, o motorista me cobrou uma tarifa mínima de $ 3.000.

      O metrô é ótimo, tem cinco linhas e custa algo em torno de $ 600 a $ 800, a variar conforme a hora.
      O trânsito é ruim. Se a pessoa tiver hora é melhor sair com antecedência ou ir de metrô. Os dois dias em que dirigi em Santiago foram os mais tensos da viagem. As pessoas são grosseiras, impacientes e idiotas, como costuma acontecer no trânsito das cidades grandes. O que contrasta com a simpatia e a cordialidade que vi no geral. Dirigir na estrada é ótimo. Na cidade é horrível.
       
      Hospedagem

      De maneira geral, fiquei bem hospedado no Hostel Bella 269, que fica na Rua Bellavista, 269, no bairro da Recoleta, ao lado da Providência, bem central; bairros ótimos para se ficar. Paguei US$ 41 (cerca de R$ 126,00) a diária, pelo Booking.com. A Rua Bellavista tem uma numeração estranha, que me fez pensar que eu tava no seriado Além da Imaginação, num dia em que não conseguia encontrar o hostel. Os números vão decrescendo, chegam no zero e voltam a crescer. É isso mesmo. Pode haver o número 100 duas vezes na mesma rua. A transversal Pio Nono é o marco zero. De um lado dela é chamado de 100; do outro, de 0100, para marcar a diferença. Por que facilitar se é possível complicar?
      Em outra viagem que fiz (aproveitando a oportunidade), fiquei muito mal hospedado no Tralkan B&B, na Providencia.
       
      Câmbio

      Tem várias casas de câmbio, uma ao lado da outra, na Rua Agustinas, no Centro, iniciando na altura do nº 1100. Comprei pesos a 210 e a 212 reais.
      Pra se ter ideia do valor das coisas em real, a conversão prática, pro dia-a-dia, é feita multiplicando o valor em pesos por cinco e tirando os zeros do milhar, é feita multiplicando por cinco e tirando os zeros do milhar. Por exemplo, 200 pesos dá (5 x 200 = 1.000) 1 real.

      Fiz a maior burrada no aeroporto do Galeão, vendendo os pesos que tinham me sobrado, que não eram poucos, a um valor irrisório (à base de 430 pesos por real).
       
      Glossário de "Chileno"
      É bom para a comunicação saber estes regionalismos chilenos:
      ¿Cachai?: Entendeu? Como o "capicce" italiano.
      Al tiro: Imediatamente.
      Chascona: Despenteada.
      Pololo: Namorado.
      Tuto: Sesta, soneca.
      Sites a consultar:
      https://feitonacasa.wordpress.com/diccionario-chileno-espanol/
      http://html.rincondelvago.com/diccionario-de-palabras-chilenas.html
       
      Pátio Bellavista
      O Pátio Bellavista é um lugar agradável para se comer e tomar cerveja. Comi bem no Backstage Life BKS, pratos de CLP 9.000, 10.000. Tem um suco maravilhoso que se chama Windy, uma mistura de manga, framboesa e “chirimoya”, a $ 5.000. A “chirimoya” é parecida com a fruta-do-conde.

      Dentro do Pátio Bellavista, ainda, recomendo também o Le Fournil. Nos arredores do PB, principalmente na Rua Pio Nono e na Constitución, tem vários bares com mesas nas calçadas, onde se pode tomar, facilmente, uma variedade de cervejas.
      Fora do Pátio Bellavista, comi muito bem no La Signoría (Rua Bellavista, 211) – entrada, prato principal e sobremesa por $ 9700.

      O cigarro (que se compra nas Botillerias) é caríssimo, coisa de CLP 3.500. Mas tem aquele pacote com 10, que também se encontra em outras cidades sulamericanas.
       
      Museu Violeta Parra
      O Museu Violeta Parra foi interessante para mim, que amo a Violeta Parra. Podia ter mais coisas relativas à música. Fez falta pra mim, que conheço, e faz mais falta ainda para quem não a conhece, que deve ficar com a impressão de que o seu trabalho artístico principal foi a tapeçaria e não a música. Tem letras de música, o violão de muitas cordas que ela tocava, mas quase não tem música no museu. Mas tem aqueles bordados bonitos que se vêem no filme Violeta Foi para o Céu, de 2011. O Ángel Parra, filho dela e músico também, morreu poucos dias antes de eu estar lá, em 11/03/2017.

      Seguindo o tema da música, para quem gosta da música folclórica, da Nova Canção Chilena, o Quilapayún e o Inti-Illimani Histórico vão tocar juntos no Teatro Municipal de Santiago, em 19/05/2017. Tô pensando em ir assistir.
       
      Salsería Maestra Vida
      A Salsería Maestra Vida é um lugar onde as pessoas vão para dançar, muito bem, por sinal, como são as nossas gafieiras. Com a diferença do ritmo, que lá é salsa, predominantemente, cumbia e até cueca (uma dança folclórica). Da outra vez em que eu estive em Santiago, as meninas que tavam comigo foram chamadas várias vezes para dançar. Dançaram o quanto quiseram. Eu me contentei em assistir, enquanto tomava cerveja e batucava o ritmo, porque tive pena dos pés das dançarinas. Mas só ver já foi bom.
       
      Centollas e Mercado Municipal (furada)

      Esta dica é da outra viagem a Santiago, que fiz com duas amigas. Não comer centollas no Mercado Municipal. O garçom dividiu uma centolla pra nós três, que era muito cara e vinha sem acompanhamento. Comemos pouco e mal. Aliás, recomendo não comer nada no Mercado Municipal.
       
      Teatro Mori Bellavista
      Assisti a uma montagem ótima da peça Oleanna, do David Mamet, no Teatro Mori Bellavista (Constitución, 183, Providencia). O público é tão avaro em expansões, que eu fui o único que aplaudiu de pé; e o ator merecia.
       
      Outros

      Algumas coisas que eu não fiz, mas de que me falaram bem, foi alugar bicicleta e subir no prédio La Costanera, que tem vista pra toda a Santiago, e uma guia que dá um panorama geral da cidade. Sobre a bicicleta, procure por “bicicleta verde” na Internet. Tem também uns passeios guiados.
       
       
      CAJÓN DEL MAIPO
       
      Hospedagem
      Fiquei bem hospedado nas Cabañas La Bella Durmiente, por US$ 80 a diária, cerca de R$ 250,00. Caro pra uma pessoa só, mas fiquei num chalé, com fogão pra cozinhar e geladeira. Os funcionários são muito atenciosos, sobretudo o Álvaro. Apesar de ter fogão, comi uma vez por dia no restaurante de dentro da hospedagem, bonzinho. Não recomendo a pizza, que me fez passar mal, por excesso de farinha, ou de gordura, sei lá.
       
      Aluguel de carro, carona, estradas e povoados (e travessia dos Andes!)

      Aluguei um carro em Santiago, para ir até Cajón e andar por lá. Recomendo fortemente. Não sei como teria sido sem carro. Não teria feito a metade das coisas que fiz. Me saiu a CLP 98.000 o aluguel, mais CLP 30.000 de gasolina, mais CLP 5.000 pra lavarem por fora, no final. O carro fica muito sujo, e a lavagem na locadora sairia a CLP 40.000.
      A paisagem das estradas do Cajón é bonita. Vale a pena entrar nos povoados, em El Ingenio e em Queltehue, simplesmente para dirigir na estrada. Este último tem uma estrada linda, que margeia o rio (com plantas do campo) e termina numa propriedade privada, de onde se tem que voltar. Sobre essa estrada, no entanto, acho que dei sorte, porque não vinha carro nenhum na direção contrária. Se tivesse vindo, não sei o que aconteceria, porque parecia difícil dois carros passarem ao mesmo tempo. Mas dei sorte e não me arrependi.

      Dei três caronas, e numa delas conheci duas pessoas que estavam chegando de uma travessia nos Andes, de cinco dias, caminhando! Elas tinham feito por conta própria, mas a menina me deu o contato de uma empresa que faz isso: http://www.crucelosandes.com.ar. Ainda vou fazer.
       
      Caminhada, cavalgada, rafting e tuna
      Fui em fim de março e encontrei pouco movimento, e a maioria dos restaurantes e agências de passeios fechadas. Também me disseram que fica mais cheio no fim de semana, enquanto que eu cheguei em plena segunda-feira.

      Fiz caminhada e cavalgada pela agência (também pousada) Cascada de las Animas, e foi ótimo. Como tinha poucos turistas em Cajón, não conseguiram formar grupo para o rafting. A pousada onde fiquei conseguiu me encaixar na Chile Rafting, onde correu tudo bem. Acho que as duas eram das poucas empresas que funcionavam no período em que fiquei (fim de março, fora do fim de semana), porque, ainda no Rio de janeiro, mandei e-mail sondando várias empresas e uma minoria me respondeu. Fiquei seco pra andar de caiaque nas corredeiras, como fazia o cara que tirava foto da gente. Mas me explicaram que era preciso um curso de dez dias! Como insisti, me diseram que eu podia fazer, desde que soubesse desvirar o caiaque, girando sobre o eixo horizontal, sem sair dele. Eu ainda não sei, mas vou aprender.
      A cavalgada que contratei foi de duas horas, até La Meseta, por CLP 23.000. Dei uma gorjeta por fora desse valor, pro guia, porque fiz o passeio sozinho. O guia me disse que a cavalgada de cinco horas, que inclui um churrasco, não faz muito diferença em tempo sobre o cavalo. Como eu estava sozinho, ele me deixou cavalgar em vários trechos, com curvas, inclusive, em vez de simplesmente trotar. Ele também arrancou do pé de cacto duas tunas pra mim, que são frutos deliciosos (parecem kiwis por dentro, mas são melhores), mas com espinhos pequenos, que são uma bosta pra sair das mãos. Eu sei, porque precisei passar pela experiência própria de meter as mãos nelas. Tentei tirar com pinça e com lâmina de barbear. Uma moça de lá me recomendou cera de depilar. Quase duas semanas depois, ainda tenho espinhos encravados nas mãos.

      A caminhada foi de hora e meia, menos do que eu queria, mas interessante. Essa Cascada de las Animas é um refúgio ambiental e eles mantêm dois pumas presos (contraditório, mas explicável, pelo perigo pros turistas). Pumas são o mesmo que onças pardas ou leões baios, a depender da região do Brasil. Me custou CLP 7.000. Não sei mais quanto me custou o rafting.
       
      Embalse El Yeso, Monumento El Morado e Baños Morales
      Tentei fazer a caminhada para o Monumento El Morado, mas me frustrei, porque a entrada estava fechada durante todo o tempo em que estive lá, por conta de umas chuvas, com deslizamento e desastre, que tinham caído havia duas semanas. Apesar de já estar sol há vários dias, e de todos estarem achando o zelo dos carabineiros excessivo, ficou fechado. Então, não posso dizer nada sobre El Morado, a não ser que me disseram que é lindo.

      Como a estrada para El Morado fica junto de Baños Morales, entrei para ver. Mas não achei nada demais. Nada que valesse ter levado a sunga que não levei. Parti pro Embalse El Yeso, este sim deslumbrante. O terreno é muito cheio de cascalho, num grande trecho de estrada de terra. Melhor dirigir com calma ali, pra evitar derrapar. A queda é grande. Vi um relato em que o cara disse que o pneu do 4x4 que o levou, furou. E vi outro em que o sujeito disse que descalibrou um pouco os pneus, para evitar que furassem. Eu ia fazer isso mas me esqueci. Ainda assim, meu Suzuki popular sem tração, alugado, deu conta do recado. Fiz isso tudo no mesmo dia, e calculo que dirigi umas cinco horas. Portanto, o carro é mesmo muito recomendável.
       
      Baños Colina
      Depois do rafting fui direto para Baños Colina, este sim bacana. Paga-se CLP 8.000 para entrar e ficar quanto tempo quiser. Ninguém me deu a menor pelota e, se não fosse por um casal que conheci no rafting, não teria sabido do funcionamento da paradinha. São cinco piscinas naturais. A mais baixa é a de água menos quente, e o negócio é começar por ela e ir subindo, para se acostumar com a temperatura. Quanto mais em cima, mais quente. Parei na terceira piscina, depois de fazer uma hidromassagem prolongada na primeira piscina, para aliviar as dores musculares do rafting.
    • Por anaalyson
      Vi poucos relatos sobre Embalse el Yeso. Pra ser sincera, acho que muita gente não conhece. Essa foi minha segunda ida ao Chile. E eu decidi justamente conhecer o Embalse, que sempre achei maravilhoso!
       
      Havia fechado com uma empresa de Turismo Chilena que vai pra El Morado antes de chegar em Santiago. O que aconteceu foi que ele deu pra trás comigo um dia antes da ida. Acabei conhecendo uma agência de um Brasileiro que me ajudou muito a realizar esse sonho.
      Fechei com o Otavio, da Agência Mitour minha ida (até então sozinha) para Embalse el Yeso. Na noite anterior á ida á Embalse, conheci uma Brasileira, a Ilana. Ela topou de imediato fazer essa trip e então nos preparamos para a diversão. Sabendo que iríamos por Cajon del Maipo, ele (Brasileiro Otavio) incrementou o passeio e colocou Termas Valle de Colina (famoso baños colina) e outros lugares que veremos no relato:
       
       
      Bem cedinho, acredito eu que pelas 7 da manhã do dia 20/02/2013, chega uma L200 vermelha 4x4, carro que o Otavio já tinha me dito que levaria.
       
      Seguimos em direção á Rancágua (sei por causa das placas) pela autopista. Na foto de cima pode-se avistar uma mineradora em plena atividade. Já mais á frente vimos a Casa Bosque, uma espécie de hospedaria.

       
      Conhecemos o El Tinoco, um túnel de trem desativado.

       
      Passamos por várias trilhas, cachoeiras, quedas d'água.

       
      Paramos num acampamento militar abandonado. Encontramos carros de Chilenos que estavam acampando por lá.

       
      Depois de algumas horas, finalmente o destino por mim mais esperado: Embalse el Yeso.

       

       
       
      Pra quem não sabe, o Embalse é a represa que abastece toda Santiago, fica junto uma estação de tratamento de água. É próximo da fronteira Chile x Argentina. É um lago gigantesco que já esteve vazio nesse ano. Ele é abastecido pelas nascentes nas montanhas, por isso o esverdeado das águas. Lindo!
       
       
      Olha só o presente que a volta do Embalse nos trouxe: El morado!

       

       
      Mais um kms á frente e finalmente pegamos uma estradinha de terra bastante simples e chegamos nas termas. A água é azulzinha e as piscinas debaixo são mais frias pois recebem a água da primeira, que deve chegar perto dos 40 graus.

       

       

       

       
      No caminho de volta pudemos ver muitas casas rústicas, vales como o da foto e até uma Igreja com carinha bem medieval.

       
      O que eu achei bacana foi que o Otavio levou lanche, água, salgadinhos. Tudo pra gente não passar fome e nem sede! Além de incrementar o passeio com paradas em locais diferentes, no final comemos uma deliciosa empanada chilena num vilarejo de San Jose.
       
      Eu adorei! E vocês, gostaram?



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