Ir para conteúdo

Trilhas em Florianópolis - Perguntas e Respostas


Posts Recomendados

  • Colaboradores

Olá pessoal!!

 

Para quem curte um contato mais próximo com a natureza é importante saber que Florianópolis oferece uma grande variedade de trilhas, quase sempre rodeadas de belas paisagens....

 

Estou criando este tópico para o pessoal poder trocar experiências sobre as trilhas da Ilha da Magia.... Vou colocar aqui a minha contribuição para deixar a galera com água na boca!!!

 

Fonte: Prefeitura municipal (http://www.pmf.sc.gov.br)

 

A Ilha de Santa Catarina tem uma grande diversidade de caminhos e trilhas, dos quais 31 foram mapeados, apresentando as mais diversas características: de curto a longo percurso; de caminhada simples em terrenos planos à caminhada radical com exposição à altura e uso de apoio; de orientação fácil, acessíveis aos menos experientes, aos de difícil orientação que exigem experiência e conhecimento prévio da área; alguns requerem um preparo físico normal, já outros exigem um preparo físico apurado. Isto deve-se ao fato de existirem caminhos e trilhas que reúnem, ao longo de seus percursos, ecossistemas e paisagens diversificadas, com morros, costões, planícies costeiras arenosas, dunas, restingas, manguezais, baías, enseadas, lagoas, córregos e mata típica da Floresta Atlântica, às vezes compondo áreas de preservação que abrigam inúmeras espécies vegetais e animais.

 

Muitos percursos cruzam ou estão localizados em diferentes áreas de preservação, como parques e reservas ecológicas; todos os caminhos e trilhas do sul da Ilha têm essa característica.

 

Aproximadamente dois terços dos caminhos e trilhas envolvem trechos de caminhada semi-pesada, pesada, difícil e radical, geralmente em aclives acentuados que exigem esforço. O tipo de terreno mais característico é o de terra batida, inclusive argilosa, em que afloram seixos da base granítica que forma os morros.

 

Alguns caminhos e trilhas têm uso regular, servindo de acesso a praias, mantidas para passeios em áreas de preservação e como acesso a algumas comunidades isoladas, como as da Costa da Lagoa, dos Naufragados e do Saquinho.

 

Parte dos caminhos e trilhas sofre um processo de desaparecimento e esquecimento. Naqueles em que o uso se tornou pouco frequente, mesmo que tenha sido importante na história do passado da Ilha, é comum a construção de cercas, muros e construções em propriedades que impedem a passagem e camuflam os pontos de acesso, aos poucos tomados pela regeneração da vegetação ou perdidos pelo desmatamento.

 

Nem todos os caminhos e trilhas são acessíveis para a maioria das pessoas - muitos oferecem dificuldades físicas e alguns encontram-se interrompidos por cercas, podendo ocorrer o impedimento da passagem por parte dos “proprietários”. Em alguns percursos podem aparecer cães ameaçadores.

 

No link abaixo há a relação das trilhas catalogadas pela prefeitura. Cliacando sobre cada trilha encontrará um descritivo:

 

http://www.pmf.sc.gov.br/guia/novo/trilhas/_html/refrap.html

 

Tem também o http://www.guiafloripa.com.br/trilhas/index.html com 14 trilhas e seus respectivos mapas

Editado por Visitante
Link para o comentário
Compartilhar em outros sites

  • Colaboradores

Aí vai a última trilha que fiz pessoal!!! Vou começar com um copy/paste do site da prefeitura e em seguida coloco o meu relato ok?

 

Fonte: Prefeitura Municipal

 

Caminho da Costa da Lagoa ao Canto dos Araçás

 

otf_pic.php?pic_cat=users_pics&pic_id=user_60085_mcost_1_.jpg

mapa retirado de http://www.guiafloripa.com.br/trilhas/index.html

 

O caminho começa no final da rua João Henrique Gonçalves, no Canto dos Araçás, e percorre a margem Oeste da Lagoa da Conceição em áreas de Mata Atlântica em regeneração. O caminho histórico do período colonial mantém praticamente suas características originais, como o calçamento de pedras em alguns trechos.

 

O caminho cruza 32 córregos que descem as vertentes dos morros da Costa da Lagoa, das Canelas, Morro Manuel Lacerda e Morro do Milhas, percorrendo áreas de pesca, casarões antigos em estilo colonial, ruínas de engenhos, vilarejos da Costa da Lagoa e oficinas de artesanato.

 

 

Atrações da paisagem: lagoa, cachoeira, riachos.

 

Extensão em metros: 7.230

 

Fontes de água: 32 córregos.

 

Graduação para bicicletas: técnica - em desníveis com trechos acidentados.

 

Grau de dificuldade: semi pesada - caminhada em desníveis, longo percurso.

 

Linha de ônibus: Canto dos Araçás (pode-se voltar da Costa da Lagoa de barco; há uma linha que leva ao porto próximo à ponte Aderbal Ramos da Silva no estreito da Lagoa).

 

Orientação: fácil - acessível aos menos experientes; nenhum ou baixo risco de se perder.

 

Preparo físico: normal.

 

Tempo de percurso: 2 horas.

 

Tipo de terreno: o caminho intercala trechos de terra batida, apresentando terreno argiloso e com seixos durante todo o percurso. Próximo aos vilarejos da Costa da Lagoa há trechos pavimentados com cimento.

 

ENFIM....

 

Essa trilha é a melhor pedida pra quem quer começar a ter este tipo de experiência. Durante toda a extensão irá percorrer as margens da Lagoa da Conceição, de forma que não há grandes dificuldades com relevo, segue quase todo tempo em trechos planos e com poucas subidas.

 

Outra vantagem desta trilha para os iniciantes: no decorrer de todo o trecho de 7km existem distribuidos vários pontos onde os barcos da cooperativa param e, desta forma, a hora que cansar é só pegar um barquinho ao custo de R$ 3,00 e voltar...

 

O Canto dos Araçás é o bairro que inicia logo a esquerda de quem acaba de chegar na Lagoa da Conceição vindo do Centro pelo morro da lagoa. Segue-se até o final da estrada do Canto dos Araças, que começa na esquina onde está situada a "Confraria das Artes"

 

A trilha começa no ponto da estrada em que não é possivel mais seguir de carro:

3850653026_22e7860be1.jpg

 

As paradas dos barcos da cooperativa são numeradas de 1 a 23. O primeiro ponto da trilha é o de número 4.... se deixar o carro na entrada da trilha e depois resolver voltar de barco peça parta descer na parada 4:

3850719494_3f0559f97b.jpg

 

Os barcos partem do cais que tem junto á ponte no início da Avenida das Rendeiras. Também há barcos que saem do cais do bairro do Rio Vermelho e atravessam a lagoa até a outra margem, mas esses não param nos pontos, apenas levam o pessoal para passear e almoçar nos restaurantes da Costa da Lagoa

 

Próximo da parada de número 8 encontra-se uma casa antiga, construída por escravos, conhecido por casa da Loquinha.... lamentavelmente abandonada, em estagio final de deterioração..... ainda tiveram coragem de escrever na placa que tem na frente que é tombado pelo patrimônio histórico.......humph......tomara que a iniciativa privada faça um restaurante por ali antes de acabar de deteriorar:

3855160395_701a7469e0.jpg

 

Ali por perto (um pouco antes) tem uma pequena cascata, ideal para um banho refrescante (não nessa época):

3855943894_14a175966c.jpg

 

Um pouco mais adiante, logo depois da parada número 13, tem o restaurante e pousada Bela Ilha. Eles tem vários pratos na faixa de R$ 35 para duas pessoas. Esse é o único restaurante que tem barco próprio que leva e traz gratuitamente as pessoas que almoçam ali....

 

Passamos no restaurante eram 13:40h (iniciamos a trilha as 12:35h) e, como tinhamos tomado café da manhã fazia pouco tempo, deixamos pra comer na volta, mas, para finalizar o tema, conto que o risoto de camarão estava ótimo (não sobrou nada), e que o Sr. Nilson, que é o dono do restaura, é um legítimo manezinho da ilha, super atencioso.... pra quem gosta de conhecer a cultura local é um prato cheio.

 

O almoço é preparado pela esposa dele, a dona Dalva, e ele é daqueles que se vc der trela ele senta na mesa com você a bate altos papos. Ele contou que geralmente, no horário que traz o pessoal pra almoçar, vai até o ponto final para fazer um passeio e que para no meio da lagoa para nadar e tals....programasso!!!!

 

Disseram também que cobram R$ 50 pela diaria da suite (eles tem 7 suites que alugam) e que no verão fica nessa mesma média, não passa dos R$ 70.....não vi o quarto, mas o lugar é show, bem roots.... Bela Ilha (48) 3335-3125 / 9980-9348 / 9105-9802

 

Mais uns minutos de caminhada, passado um morrinho, tem uma outra vila, onde ficam concentrados a maioria dos restaurantes. Por ali rola o acesso de um outro caminho que leva ao bairro do Saco Grande: e Monte Verde

3853076662_913db0d192.jpg

 

Logo no inicio do caminho que vai ao saco Grande tem uma pequena cachoeira:

3855935332_7e678340db.jpg

 

O Sr. Nilson dise que esse caminho para o Saco Grande não é muito recomendável.... disse que anda meio barra pesada depois que instalaram uma COAHAB no bairro Monte Verde, onde termina essa trilha....

 

Ao final dessa vila, passada a parada 20, rola o acesso ao caminho que leva a Ratones. Dizem que é uma trilha boa de fazer:

3855955790_93c09ab4ec.jpg

 

Chegando na nova vila tem mais alguns restaurantes e, em um deles, o "Reestaurante do Pescador", havia uma faixa escrito "passeio de barco grátis". Não entrei para perguntar, mas, pela longa distãncia até o carro, acredito que ele não leve o pessoal embora de graça, deve apenas fazer um passeiozinho pelos arredores

 

Chegamos ao fim da trilha ás 2:30h, fizemos em menos de 2h andando sem pressa, com umas paradinhas inclusive. Avistamos os últimos 2 pontos, mas não conseguimos chegar neles, acho que a trilha dava uma fechada e, como estavamos decididos a voltar a pé até o Bela Ilha, não fizemos muita questão....

 

Voltamos até o restaurante Bela Ilha com o intuito de almoçar e terminar a volta a pé, porém, o tentador convite do Sr. nilson para nos levar de barco até o ponto mais próximo do carro se tornou irresistível, ainda mais que já eram quase 16h e tava pra começar o jogo do todo poderoso TIMÃO ::otemo::

 

Mais algumas fotos:

 

3856119590_929fb3d511.jpg

3856111848_9d972f15d2.jpg

3856129520_61afe0e2a1.jpg

Editado por Visitante
Link para o comentário
Compartilhar em outros sites

  • Colaboradores

Dae Galera!!!

 

Aproveitando o embalo vou colocar aqui a penultima trilha que fiz...

 

Vou relatar sobre a trilha que vai desde a praia da Barra da Lagoa (de onde se atravessa a ponte para pedestres sobre o canal) até a Praia da Galheta.

 

otf_pic.php?pic_cat=users_pics&pic_id=user_60085_mbarr_1_.jpg

 

Há 2 acessos para quem inicia pela Fortaleza da Barra. o primeiro é pela praia da Barra da Lagoa onde se atravessa essa ponte sobre o canal e logo depois da ponte segue pela direita. Se após a ponte seguir reto, há uma outra trilha que leva até o farol e até as conhecidas por "piscinas naturais" (que na verdade não são piscinas e sim uma região de remanso no costão), sendo esta uma trilha bem light que irei relatar em um post futuramente.

 

Seguindo pela direira em direção a praia da Galheta, após uns 40 minutos de trilha chegará na pedra onde o pessoal faz rapel, de onde tirei as fotos abaixo e, lugar o qual guarda o que, para mim, é o mais belo visual da ilha.

 

Ali tem uma vista panorâmica onde se vê a praia da Barra da Lagoa até perdê-la de vista no horizonte, no trecho onde já é chamada de Praia do Moçambique, a mais extensa e deserta praia da Ilha.

 

Dali, além do canal que liga a lagoa ao mar, dá pra se ver também a Praia da Glaheta, Praia Mole e Praia da Joaquina com suas intermináveis dunas de areia

 

3916506592_6d54300283.jpg

Visual da praia da Joaquina e suas dunas

 

3855221711_d89b2cc915_b.jpg

Visual do Canal e da Lagoa

 

3844605716_a18b5fefe6_b.jpg

Visual da praia da Galheta e Praia Mole

 

3855232865_455c522518_b.jpg

Visual da praia do Moçambique até perder de vista, no final é a praia do santinho, onde há o resort Costão do Santinho, construido sobre área de preservação permanente com o aval dos nossos politicos pizzaiolos flagrados pela operação Moeda Verde da polícia federal que acabou em pizza! A esquerda a lagoa....

 

Mais uns 20 minutos de caminhada em direção a Praia da Galheta encontrará uma bifurcação,, na qual, se virar a esquerda, descerá até a praia da Galheta e, se virar a direita, descerá para o segundo acesso do bairro Fortaleza da Barra.

 

Para quem não quer fazer toda a trilha, desde a Barra da Lagoa, pode começar já nesse acesso. Para isso, como quem vem de carro ou ônibus desde a Lagoa da conceição, entre a direita exatamente antes da ponte em que os veículos passam sobre o canal que liga a Lagoa ao mar, e siga costeando o canal. Passará por um estreito sobre a rocha onde passa apenas um carro por vez, depois passará pelos restaurantes que ficam na margem do canal (um deles chama Capitão Fortaleza, lugar agradabelissimo para curtir um petisco na beira do canal) e um pouco mais adiante avistará um estacionamento grande a sua direita, que pertence a um restaurante o qual agora não lembro o nome.

 

A trilha por este acesso inicia poucos metros antes deste estacionamento, em uma subida de lajotas que é dividida ao meio por uma cerca que dá aparencia de uma "pista dupla".

 

Chegando na praia da Galheta encontramos os restos mortais de uma baleia que foi encontrada morta por ali uns 4 dias antes. Foram retirados orgãos dela para estudo e a torcida do flamengo fazia a festa com o que sobrou hehe:

3840963169_b03733e193_b.jpg

 

A praia da Galheta é bastante frequentada por surfistas e tem o mar bem agitado. É também uma praia de nudismo e portanto bastante frequentada pelas bibas. Mas o nudismo é opcional na Galheta.... A praia da galheta é dividida da praia Mole por um costão de fácil transposição.

 

Como ainda tinhamos que voltar até a Barra da Lagoa a pé, onde tinha parado o carro, não fomos até a Praia Mole.

 

Segue abaixo copy/paste da descrição desta trilha no site da prefeitura. Pelo que entendi eles descrevem a trilha começando pela Fortaleza da Barra e não descrevem a parte que vai até a Barra da Lagoa... no http://www.guiafloripa.com.br/trilhas/05_barra_galheta/barra.html tem a descrição de toda trilha

 

Fonte: Prefeitura Municipal

 

Trilha da Galheta à Fortaleza da Barra

 

Segundo alguns moradores da Barra, esse é um antigo caminho aberto pelos primeiros moradores da Barra da Lagoa que o utilizavam para a pesca na Praia da Galheta. Porém, os primeiros pescadores da área foram os indígenas. No costão norte da Praia da Galheta existe um sítio arqueológico - a oficina lítica da Ponta do Caçador.

 

Para iniciar a caminhada deve-se descer na Fortaleza da Barra (próximo ao canal). No final da trilha, ao chegar na Praia da Galheta, caminha-se em direção ao costão sul percorrendo uma pequena trilha ou as rochas do costão que a separa da Praia Mole, de onde se retorna.

 

Atrações da paisagem: praia (livre à pratica do naturismo), riacho, áreas de preservação do Parque Municipal da Galheta, sítio arqueológico, vista panorâmica das praias da Galheta e Mole, da Lagoa da Conceição e do Parque Florestal do Rio Vermelho.

 

Extensão em metros: 1.890

 

Fontes de água: 3 pontos próximos ao costão.

 

Graduação para bicicletas: poucos trechos para montar; percurso radical; alto risco de queda.

 

Grau de dificuldade: caminhada pesada no sentido Galheta/Fortaleza, em desnível acentuado; exige esforço. Caminhada semi-pesada no sentido Fortaleza/Galheta (menor inclinação da vertente).

 

Linha de ônibus: da Barra da Lagoa.

 

Orientação: a orientação é fácil, acessível aos mais inexperientes no sentido Barra/Fortaleza. Para quem inicia a caminhada na Galheta, há dificuldades para encontrar o início da trilha pela existência de um emaranhado de caminhos na restinga, marcados pelo gado que vive solto nas encostas do Morro da Galheta. Pode-se iniciar a caminhada pelo caminho no costão, o qual apresenta uma série de bifurcações secundárias; esse sentido exige muita atenção. Na Fortaleza, o caminho inicia no final da Servidão Júlia Alexandre Florindo (nome não oficial, indicado pelos moradores locais), que parte da Rua Laurindo José de Souza.

 

Preparo físico: exige um bom preparo.

 

Tempo de percurso: 50 minutos.

 

Tipo de terreno: próximo à Praia da Galheta, o caminho é arenoso/argiloso, de terra batida e com alguns trechos cobertos por vegetação rasteira na vertente do Morro da Galheta; argiloso e com seixos na vertente da Fortaleza da Barra.

Editado por Visitante
Link para o comentário
Compartilhar em outros sites

  • Colaboradores

Olá Lbferrari!!

 

Legal ver que o post está sendo útil.... Verão tá chegando aí e quem sabe a galera não se reune pra fazer uma trilha juntos ::otemo::

 

O Cambirela eu nunca subi, mas tá na minha lista também!! Só tenho evitado camping porque ando com as costas meio estourada e naum tá dando de levar peso. Tem um amigo meu que acho que já foi. vou ver se ele tem alguma dica ok?

 

Lagoinha do Leste era bem o próximo post que ia por... já fui lá 3 vezes, mas nunca fiz saindo do matadeiro. Você já fez pelo matadeiro? Manda as fotos ae e escreve pra gente como foi lá que depois respondo com as minhas fotos e impressões blz?

 

Cacius,

 

Valeu pelos pontinhos na reputação hehe ::tchann:: Quando resolver dar uma trilhada pela ilha dá um tok!

 

Abraço!!

Link para o comentário
Compartilhar em outros sites

  • Membros
Olá Lbferrari!!

 

Legal ver que o post está sendo útil.... Verão tá chegando aí e quem sabe a galera não se reune pra fazer uma trilha juntos ::otemo::

 

O Cambirela eu nunca subi, mas tá na minha lista também!! Só tenho evitado camping porque ando com as costas meio estourada e naum tá dando de levar peso. Tem um amigo meu que acho que já foi. vou ver se ele tem alguma dica ok?

 

Lagoinha do Leste era bem o próximo post que ia por... já fui lá 3 vezes, mas nunca fiz saindo do matadeiro. Você já fez pelo matadeiro? Manda as fotos ae e escreve pra gente como foi lá que depois respondo com as minhas fotos e impressões blz?

 

Cacius,

 

Valeu pelos pontinhos na reputação hehe ::tchann:: Quando resolver dar uma trilhada pela ilha dá um tok!

 

Abraço!!

 

Beleza Glauber !! Se conseguir umas dicas eu agradeço. Estamos pretendendo ir no feriadão do dia 7 agora.

 

Sobre o post dá pra dizer que vem em boa hora. Floripa tem muitas trilhas e é difícil encontrar um local onde se tem as informações agrupadas.

 

Sobre a Lagoinha do Leste eu já fiz pelo Matadeiro e pelo Pântano do Sul. Já faz um tempinho ... preciso ver onde estão as fotos mas assim que conseguir faço um relato aqui.

 

Grande abraço

 

Luciano

Link para o comentário
Compartilhar em outros sites

  • Membros de Honra

Eu nunca subi o Cambirela, mas minha mulher já subiu há muito tempo atrás....

Não tenho infos atualizadas mas o que sei é o seguinte:

Melhor subir no outono ou no inverno, com o dia seco e que tenha pelo menos uma semana anterior sem chuva.

O primeiro trecho é em mata atântica , então tem muita humidade.

A subida leva aproximadamente 6 horas, o pessoal costuma iniciar as 6h da manhã, chega ao topo as 1200 e retorna no máximo as 1400, para voltar antes de anoitecer.

Não sei sobre acampamento no topo, não acho que seja recomendável.

para subir é bom ir com alguém que já tenha ido ou ter boa informação sobre o percurso, no primeiro trecho existem trilhas paralelas e secundárias, pegando o caminho errado pode se perder ou no mínimo se atrasar...

Se souber de mais coisas, posto depois.

Abs!

Link para o comentário
Compartilhar em outros sites

  • Membros
Eu nunca subi o Cambirela, mas minha mulher já subiu há muito tempo atrás....

Não tenho infos atualizadas mas o que sei é o seguinte:

Melhor subir no outono ou no inverno, com o dia seco e que tenha pelo menos uma semana anterior sem chuva.

O primeiro trecho é em mata atântica , então tem muita humidade.

A subida leva aproximadamente 6 horas, o pessoal costuma iniciar as 6h da manhã, chega ao topo as 1200 e retorna no máximo as 1400, para voltar antes de anoitecer.

Não sei sobre acampamento no topo, não acho que seja recomendável.

para subir é bom ir com alguém que já tenha ido ou ter boa informação sobre o percurso, no primeiro trecho existem trilhas paralelas e secundárias, pegando o caminho errado pode se perder ou no mínimo se atrasar...

Se souber de mais coisas, posto depois.

Abs!

 

Beleza Adriano !! Acabamos cancelando a subida exatamente em função do tempo. Como choveu muito durante a semana a trilha deve estar complicada. Estou pensando em fazer um bate e volta. Deixar o acampamento pra uma próxima quando tivermos reconhecido melhor a região. Em princípio seria dia 19. Se alguém tiver interesse em ir junto basta entrar em contato.

 

Abraço a todos

 

Luciano

 

 

20090907131826.JPG

Link para o comentário
Compartilhar em outros sites

  • 1 mês depois...
  • Colaboradores

Olá pessoal!

 

Vou botar mais uma trilhinha feita, a última delas....

 

Vi no site da prefeitura que rolava ir da praia da solidão até a praia de naufragados.... um caminho diferente da trilha tradicional para naufragados que começa no final da estrada do ribeirão da ilha.... e lá fui eu conferir.

 

otf_pic.php?pic_cat=users_pics&pic_id=user_60085_mapa_saquinho.jpg

 

Já na chegada bati um papo com uns locais que foram me desencorajando. disseram que depois do pastinho só mesmo quem já conhece pra atravessar pq tem que se enfiar no mato e tals. Eu insisti e disseram que dá pra a partir dali ir pelo costão mas que era meio perigoso, ainda mais com a maré cheia...

 

Informaçoes dos locais vieram a se confirmar posteriormente quando fui ler sobre a trilha no guiafloripa. Veja o que diz lá:

 

Fonte: http://www.guiafloripa.com.br/trilhas/13_saquinho/saquinho.html

 

"Queremos Continuar Isolados"

 

Entre as praias da Solidão e Naufragados, o Saquinho tem cerca de cinco quilômetros de extensão com os costões mais entrecortados e interessantes da Ilha. Sem estradas e sem energia elétrica, a comunidade do Saquinho, algo em torno de 20 famílias, faz questão de manter-se isolada do resto da Ilha, ocupando o vale e a praia de areias brancas.

 

Sobre a instalação de energia elétrica, os moradores costumam dizer: "Nunca se sabe o que vem atrás dos postes". Ao longo da trilha ficam as casas de madeira onde vivem as famílias, na maioria descendentes de açorianos que vivem basicamente da pequena agricultura e da pesca.

 

Os Costões Mais Interessantes

 

Saindo do costão direito da Praia da Solidão, logo se encontra uma trilha bem marcada, que se estende por penhascos, desfiladeiros, fontes e córregos. A Praia do Saquinho é só o começo da caminhada até a Ponta do Pasto. Até lá, a trilha vai passado por ótimos lugares para mergulho. O Pastinho, como é conhecida a Ponta do Pasto, é uma península coberta por grama. Dali se avista o conjunto de ilhas conhecidas como Três Irmãs ou Três Irmãos

 

À direita do Pastinho, uma espécie de praia de pedras arredondadas convida o trilheiro a continuar a caminhada até Naufragados, que fica logo à frente. Mas o caminho pelo costão, aparentemente fácil, é muito perigoso e não deve ser seguido. Pela mata também existe uma trilha até a Praia dos Naufragados, mas só pode ser percorrida com auxílio de guia ou conhecedor do caminho. Esta trilha está coberta pelo mato, o que aumenta muito a dificuldade.

 

 

Bom, resolvi ir até onde desse...

 

A trilha é pavimentada até a praia do saquinho:

 

3938529737_a9d85f7ce8.jpg

 

A trilha vai seguindo com belos visuais.....

 

3938246959_eeb573ba2f.jpg

 

Pelo caminho cruzavamos com grupos que vinham desde o ribeirão da ilha participando de uma corrida de aventura.

 

De longe já dá pra avistar as ilhas chamadas de 3 irmãs:

 

3939270478_b473b25fcd.jpg

 

Passa por cima de alguns córregos também....

 

3938734862_7cf6434660.jpg

 

Até que pouco antes do fim da pavimentação há a entrada para a praia do saquinho:

 

3938917682_c10edcbf27.jpg

 

Apesar da água fria o dia quente me encorajou a um mergulho.....ótimo pra recarregar as baterias....

 

3935555485_03739f1eeb.jpg

 

Na praia do saquinho conhecemos o Lupi (as crianças disseram que esse era o nome dele, até então eu chamava ele de dentinho hehe)

 

3935965482_b9b40cce3b.jpg

 

Incrivel! Esse cachorro interagiu de uma forma que me impressionei, parecia gente! Ele nos acompanhou por todo o restante da trilha! Parecia um guia turistico. Ele ia a frente e quando ficavamos muito pra trás ele parava pra esperar

 

As ilhas 3 irmãs iam ficando cada vez mais próximas:

 

3938656880_6f7ea473af.jpg

 

Até que quando as ilhas iam ficando para trás a trilha deu uma boa fechada:

 

3935653655_fbef983bd5.jpg

 

Dava pra ver que havia um traçado, mas nem mesmo o Lupi parecia animado para seguir... Ele empacou legal e eu dizia "vamos Lupi, anda" e nada... Tomei a frente do Lupi e então ele resolveu me seguir mesmo encoberto pelo mato, mas logo vi que talvez não estivesse bem preparado pra seguir e resolvi voltar.

 

Não identifiquei bem o tal do "pasto" e nem as praia de pedras redondas. Mas prometo que volto mais preparado pra tocar pelo costão até naufragados, dessa vez com o snorkel e nadadeiras hehe!!

 

Se alguém já fez esse pedaço por favor conte para nós!

 

Vou copiar aqui o que fala no link da prefeitura sobre esta trilha. O cara que relatou essa trilha no site da prefeitura tava meio de saco cheio de escrever eu acho hehe:

 

Fonte: http://www.pmf.sc.gov.br/turismo/lazer_cultura/trilhas/_html/solidao.html

 

Trilha dos Naufragados à Solidão (Praia do Rio das Pacas)

 

Esta trilha liga a trilha da Praia dos Naufragados à Praia da Solidão, ou Praia do Rio das Pacas, cruzando o Morro do Córrego dos Naufragados e percorrendo a costa sudeste da Ilha, passando ainda pela Ponta do Pasto, Saco da Baleia, Ponta do Saquinho e Praia do Saquinho, indo alcançar o Rio das Pacas no início da vertente do Morro do Trombudo. Durante o percurso pode-se avistar as Ilhas Três Irmãs, percorrer áreas de preservação dentro do Parque Estadual da Serra do Tabuleiro, que abrange o extremo sul da Ilha, e áreas de Mata Atlântica original e em estágio de regeneração. No trecho próximo a Naufragados, a trilha, no seu trecho na vertente do Morro do Córrego dos Naufragados, percorre áreas de capoeirinha e alcança um bananal próximo à cumeeira. Há ruínas de uma casa no Pastinho e de antigos engenhos ainda cercados por pomares ao longo do percurso.

 

Na Praia do Saquinho, a trilha serve à comunidade composta por famílias que vieram de Paulo Lopes no início do século XX e que originalmente viviam da pesca e do cultivo nas vertentes entre os morros do Trombudo e do Córrego dos Naufragados. Há dois bares no Saquinho.

 

Atrações da paisagem: córregos, praia de seixos, costões, vista panorâmica do Oceano Atlântico, Baia Sul, Serra do Tabuleiro, Ilhas Três Irmãs.

 

Extensão em metros: 7.918

 

Fontes de água: 14 córregos.

 

Graduação para bicicletas: radical – risco de queda; poucos trechos para montar.

 

Grau de dificuldade: pesada – caminhada em desníveis; longo percurso; exige esforço.

 

Linha de ônibus: da Costa de Dentro, na Praia do Pântano do Sul, próximo à Praia da Solidão (Praia do Rio das Pacas), e da Caieira da Barra do Sul, no início da Trilha dos Naufragados.

 

Orientação: médio – exige atenção e alguma experiência básica; próximo à cumeeira do Morro do Córrego dos Naufragados, a trilha é pouco marcada.

 

Preparo físico: apurado.

 

Tempo de percurso: 3 horas.

 

Tipo de terreno: praticamente todo o percurso é formado por solo argiloso, expondo seixos de granito.

Editado por Visitante
Link para o comentário
Compartilhar em outros sites

Participe da conversa

Você pode postar agora e se cadastrar mais tarde. Se você tem uma conta, faça o login para postar com sua conta.

Visitante
Responder

×   Você colou conteúdo com formatação.   Remover formatação

  Apenas 75 emojis são permitidos.

×   Seu link foi automaticamente incorporado.   Mostrar como link

×   Seu conteúdo anterior foi restaurado.   Limpar o editor

×   Não é possível colar imagens diretamente. Carregar ou inserir imagens do URL.

  • Conteúdo Similar

    • Por StanlleySantos
      "O ano de 2020 tirou a vida de muita gente. De tantas outras levou um ano inteiro. Sem reembolso. Irei atrás desse reembolso"
      ~ pensamentos de um mochileiro júnior frustrado no final de suas férias, março de 2021
       
      Pois bem, o objetivo deste relato é expor uma visita à "ilha da magia", com duração de 8 dias. para quem não conhece, Florianópolis é a capital do grande estado de Santa Catarina, uma herança da colonização litorânea portuguesa e presença açoriana, além de imigrantes de vários lugares da Europa. Nos dias atuais é considerada um paraíso do ecoturismo e uma capital do surfe, além de um nicho cultural fomentado pelos moradores mais antigos. Falarei das praias, mas tentarei focar mais no que dá para fazer longe das mesmas. E téleze! Como tem coisa pra fazer!
       
      "Mas peraí, viajando em plena pandemia, seu genocida, negacionista, fascista, taxista...."
      Calma que não é bem assim, caro(a) leitor(a). Bem, essa pequena viagem é fruto de 2 cancelamentos, sendo um mochilão em Minas Gerais organizado em 2019 (antes dessa coisa toda ocorrer), que foi perdido em 2020 e convertido em um mochilão em SC que deveria ter ocorrido nesse mês de março de 2021 (pessoa inocente que achava que o país estaria mais tranquilo em relação à pandemia). Chega 2021, ameaça de lockdown geral no Estado, mais uma viagem que duraria quase um mês cancelada. A passagem teria que ser usada em 2021 ou a perderia. E não havia mais espaço no ano para isso.
      Em virtude das circunstâncias do meu emprego, acabei sendo imunizado no início do ano. Já tinha contraído a doença há uns meses atrás, e, com esta proteção adicional, + um perfil de viajante que procura evitar aglomerações ao extremo (leia-se anti-social  ), veio a certeza de que não iria dar trabalho ao já comprometido sistema público catarinense. Reuni coragem e resolvi usar a passagem para andar por uma semana na ilha. Claro, isso não me impediu de obedecer as recomendações sanitárias e respeitar o próximo, fazendo uso das máscaras, álcool gel, etc (melhores do que as medidas aplicadas na minha cidade, diga-se de passagem). Mas no final das contas minha maior medida de prevenção foi o isolamento in natura (vc vai entender). Sei que fiz o necessário para evitar quaisquer problemas e a viagem correu perfeitamente bem em virtude disso, sem febre ou espirros na fuça dos outros. Consciência limpa, com ou sem julgamento alheio. Esclarecido? Ok, vamos lá.
       
      A época escolhida foi os dias 22-29 de março, início do outono na região, fora da alta temporada. As águas marinhas ainda estavam na temperatura ideal, e lindas de se ver (azul numa hora, esverdeado em outra, aí já viu). O clima deu uma colaborada, pois ia de nublado a sol forte durante o dia, caindo a chuva somente no início da noite. Primeiro mandamento de quem quer conhecer bem a ilha: NÃO.VÁ.EM.ALTA.TEMPORADA.NUNCA.JAMAIS. Primeiro: obviamente as coisas encarecem e a hospedagem fica concorridíssima. Segundo: a ilha não dá conta de tanta gente no mesmo lugar. Para você ter uma ideia, formam-se filas quilométricas de carros parados nas ruas e avenidas, devido a pouca quantidade de rotas alternativas (sabe aquelas matérias do datena cobrindo o caos no Tietê de fim de tarde? Pois é). Não convenci? pera lá:

      Essa é a avenida das rendeiras, uma das  principais da lagoa da conceição, e o principal acesso para o lado leste da ilha. É uma avenida estreita demais, dada a sua importância, e às vezes em dias de semana formam-se filas de carros. Imagina isso na temporada...
       

      Essa é uma cachoeira no sul da ilha num final de semana, isso com o "medo" da pandemia (que pandemia?). Imagina na temporada...
       
      Chegando na cidade no dia 22/03, como não conhecia patavinas do lugar, achei que uma voltinha inicial no Centro e arredores seria uma boa prévia. Já adiantaria lembranças e iria adquirir informações sobre a locomoção na ilha. Em virtude da pandemia, a maior parte dos museus ou estava fechada, ou funcionado em horários muito restritos, o que desmotivou, nesse primeiro momento, um roteiro mais "cult". Confesso que queria ter conhecido o Museu do Lixo da comcap, ou o Museu Estação do Mar, que abordam a relação do homem com o meio ambiente. Fica para a próxima.
      O centro de Floripa é bem pequeno, então vc consegue explorar o comércio local em uma manhã, sem problemas. Fui atrás das lembrancinhas e de um café no mercadão municipal, e depois fiquei circulando pelas ruas. Tem magazine, tem véio da havan, lojinha de 4,99, enfim, opções para vários gostos. Ah sim, o centro é um bairro mais marginalizado, como em qualquer capital, então cuidado redobrado ao andar por aí.

      Le mercadão. Dessa vez sem espaço para jogar moedinhas como no mercadão de POA
       
      Na mesma área tem a famosa praça XV de novembro. Anote essa referência pois tem muitos lugares para visitação nesse entorno. A figueira centenária por si só já é uma maravilha da natureza, e nem cem máquinas humanas poderiam recriar a história e o simbolismo deste ser. Os galhos são tão frondosos que foi necessária a instalação de barras para estabilizar a giganta. Sabe o que é uma árvore estar aí desde o início do Brasil-república?
       
      Majestosa

      Le catedral metropolitana, bastante visitada também
       
      Ainda na região do centro, passei pelo beira mar norte, com uma vista da ponte Hercílio Luz, o grande cartão-postal urbano da cidade. Tem um museu histórico de armas embaixo dela, que aparentemente estava aberto, mas como precisava passar na decathlon local para comprar uma coisa ou duas, passei batido dessa vez .

      O orgulho manezinho
      Ainda numa breve andada pelo beira mar, encontro o obrigatório point para fotos e uma curiosa escultura. O cão Harry, que era uma figura conhecida, supostamente é a primeira escultura brasileira em homenagem a um cão (ou a todos, se formos pelo contexto dos cães de rua). Achei simplesmente o máximo 

      Para quem quer declarar seu amor à cidade, tem um desses no mirante da lagoa da conceição, também

       
      Compras feitas, partiu para a base secreta. Segunda dica: fora da temporada, o transporte coletivo de Floripa funciona muito bem. Estava só, então carro alugado estava fora de cogitação. Mas você tendo o aplicativo local em mãos (floripa no ponto, embora o moovit tbm ajude), fica bem fácil e barato se deslocar pelos diversos pontos da ilha. Basta ter timing e disposição. Floripa tem alguns terminais de integração que facilitam bastante o deslocamento (sempre um prefixo TI + a inicial da região de referência, por exemplo, TICEN - Terminal do Centro; TILAG - Terminal da Lagoa da Conceição, e assim por diante). Caso quiser poupar no transporte, decore os terminais, suas localizações, e veja as melhores rotas no app. Claro, no momento da pandemia, havia redução de ônibus, com ênfase nos finais de semana, mas deu tudo certo, a meu ver. Outra opção é alugar bicicleta (o ciclismo é bastante forte na ilha).
       Fui para a Lagoa da Conceição, uma recomendação geral, e faço coro a tal dica, pois o bairro é bonito, é tranquilo, e é "central", ou seja, dá para pegar as 4 direções da ilha a partir dali. Acertei o checkin e fui tratar de descansar, pois os próximos dias seriam bem agitados.
       
      No dia 23 (aniversário de 348 anos da cidade, diga-se de passagem 🎂 ), levantei cedinho para realizar a primeira atividade na ilha. Queria algo afastado do povo (por motivos óbvios), e diferente de praia, então vamos de trilha! A ilha possui várias, 90% delas bem conservadas e acessíveis, rendendo aqui uma estrela de bom menino para a gestão das mesmas 👏👏👏👏👏 
      O hostel onde fiquei hospedado fica próximo da Trilha da Costa da Lagoa, uma das mais populares (e longas também, 7,5km em sua extensão completa). Uma trilha que "arrudeia" a lagoa propriamente dita, alternado entre caminhadas na mata, subidas em pedras, ruínas históricas, mirantes do lago, e pequenas vilas de moradores, Um charme.

      partiu??




      A única aglomeração que quero é a de árvores. O único sintoma que desejo é euforia. E a única infecção que almejo é a de boas vibes
       
      A trilha tem uma dificuldade baixa, e a única questão é a distância, como já informado, e isso pode ser contornado pegando barcos em certos portos da trilha (como disse, existem vilas e comunidades ao longo dela, logo fica fácil retornar). Por ser exatamente "feriado" de aniversário, não sabia como seria o funcionamento dos barcos, então acabei fazendo a ida e volta a pé mesmo (aproximadamente 15km).
      Perto do fim da trilha há uma bela recompensa, a Cachoeira da Costa da Lagoa. Por ser de manhã, num dia de semana, não havia ninguém além do caseiro local. Aquela lindeza e suas águas claras e geladas seriam só para mim =D

      Eeeeeee maravilha =D

      gatilho?

      mago d'água lvl 1
      Fiquei bastante feliz por ter aquele "isolamento" ao ar livre, por um tempo. Somente lá para meio-dia que começou a aparecer gente, o que dá a entender que Deus ajuda quem cedo começa a caminhar  Creio que nos finais de semana isso lote, pela facilidade do acesso, o que é mais um motivo para você visitar lugares como esse nos dias de semana, e fora da temporada. Hidratado e fresco, fiz a trilha de volta, encontrando algumas famílias no caminho. Sortudos são por terem lugares assim para fortalecerem seus laços familiares.
      Depois do almoço, decidi que iria conhecer a primeira praia, a Praia da Joaquina. Ela fica relativamente próxima da Lagoa da Conceição, embora aparentemente não tenha uma linha de ônibus que te deixa lá (ao menos era isso que o app dizia). Então fui de App (meu único uso em toda a viagem), e voltei a pé ao anoitecer. Essa praia é bem famosa pela prática de surfe, e tem uma história mórbida sobre seu nome. Banho tomado, andei um pouco nas famosas Dunas da Joaquina, que é vista de longe em vários mirantes da ilha, e é onde se faz sandboard (um snowboard sem neve, tá ligado?). Eu, com experiência ZERO disso, resolvi colocar meu corpinho jovem de 31 anos à prova e aluguei uma prancha. Caí algumas vezes, em outras comi areia, e em raras ocasiões conseguia me manter em pé. Quase quebro o toba de tanto cair. valeu a pena? Valeu, claro. =]

      Dunas e praia da Joaquina


      Vai lá, ow Tony Hawk desnutrido, vai se achando o fodão do sandboard, vai

      "Se a coluna ficar dormente não liga não que daqui a uns dias volta ao normal"
      Depois de passar vergonha na areia, começou a chover, e precisava voltar para o hostel. Estava bem feliz (e quebrado) com o tanto de coisa que vi e fiz em um único dia. Mal imaginava que era apenas um aquecimento para o que estava por vir...
      O dia 24 (quarta) foi dedicado à famosa Trilha da Lagoinha do Leste. Junto com a costa da lagoa com certeza é a trilha mais popular pelo seu fabuloso e conhecido mirante. Torcendo para ter a trilha somente para mim, madruguei no TILAG, rumo ao Sul da Ilha. Pessoalmente achei massa as trilhas começarem do nada em alguma rua aleatória de um bairro, fico imaginando os moradores acordando com o som de passos dos trilheiros.
      O clima foi perfeito nesse dia, pois o céu ficou aberto, deixando a trilha e o oceano lindos aos olhos do visitante.

      Segundo partiu??

      Pausa pro H2O. Tem algumas fontes no caminho que aparentam ser confiáveis
      Essa trilha é fácil, até porque as escadas de toras de madeira e pedras estão bem colocadas para ajudar o trilheiro. Apesar de ser meio "nutella", o resultado ficou muito bonito. Se não me engano leva aproximadamente 1 hora para fazer ela.

      A praia estava com poucas pessoas, a maioria surfistas de plantão. E assim que cheguei, lá estava o morro da coroa convidando mais um visitante. Essa é a parte "gostosa" do passeio. A trilha clássica para chegar ao topo do morro é feita pela praia, fazendo uma escalaminhada até o final. É um pouco difícil, e mesmo perigosa para quem não for acostumado(a) com essa intensidade. Precisei parar algumas vezes para pegar um ar e me hidratar. Mas o visual vai ficando cada vez mais lindo.

      Olhando assim vc não dá nada pra subida, ne?

      Bora que nem cheguei na metade ainda

      Pausa para contemplação. Calliandra, uma das minhas flores favoritas.
      O esforço é grande, mas o resultado sem dúvidas vale a pena! Lá de cima você pode seguir por outras trilhas para acessar alguns pontos da encosta do Pântano do Sul, mas que requerem cuidado redobrado e paciência (pois como não são trilhas oficiais, por vezes são difíceis de acompanhar em virtude da mata fechada). Mas o negócio mesmo é a pedra do surfista, provavelmente o ponto mais googleado da ilha. Para interessados, o local também é plano o suficiente para o camping. Lamentei por não ter levado minha barraquinha nessa trip.

      Mas sim, chapada dos veadeiros isso agora???

      Por mim a viagem podia acabar amanhã, esse momento já fez a viagem valer.
      Após as fotos e um tempinho para contemplação (sozinho por um bom tempo), um merecido mergulho no mar para recarregar as energias. Na praia existem algumas banquinhas que vendem o básico, a um preço meio exorbitante. Mas ponto turístico é isso ne?
      Depois do nado, pensei em fazer a trilha para o Dedo de Deus (que é outro ponto com um visual muito massa), mas a fome, o sol e a água acabando estavam acendendo o sinal amarelo. Fica para a próxima. Retornei à cidade, comprei algumas besteiras para comer/beber, e fiquei um tempo na praia do Pântano do Sul. Ah, da Lagoinha do Leste tem uma trilha que te leva até a Praia do Matadeiro, essa já mais colada com a cidade. Mas a trilha é longa (2-3 horas), e pelo mesmo motivo pelo qual não fiz o Dedo de Deus, acabei não fazendo ela nessa viagem.
      Antes de voltar para o hostel, no fim do dia, fiz um desvio. Ao invés de seguir para a lagoa, peguei um ônibus que entra no Campeche (um bairro com uma praia e ilha de mesmo nome, bem famosos, aliás), pois queria encerrar o dia com uma visão privilegiada. Então tratei de subir o Morro do Lampião. Não tem exatamente uma trilha, e sim um "ramal" de argila, pedras e cascalho, que vc sobe por uns 15, 20 minutos. A vista é sensacional, te dando um 180 graus que vai da Joaquina (norte) até morro das pedras (sul), com a Ilha do Campeche quase que na sua frente. Pela facilidade do acesso, e por ser dentro da área urbana, confesso que bateu receio de assalto, mas como me disseram em mais de uma ocasião que Floripa é mais de boa em termos de segurança pública (apesar das dezenas de maconheiros com quem cruzei na ilha ), coloquei minha vontade de viver e aproveitar em frente dos receios.

      Le início

      aos poucos a obra de arte vai se revelando, só continuar a subir...

      Show

      Le Campeche.
      Com o anoitecer nesse mirante, o dia estava fechado. As pernas iriam me xingar a partir do dia seguinte sob a forma de pontadas de dor, mas, nada que desmotivasse o tio.
      No dia 25, o destino acabou sendo uma das praias mais isoladas da ilha, Naufragados, no extremo-sul, com um acesso demorado por uma única estrada e aparentemente feito por uma única linha de ônibus. Notei que curiosamente do lado oeste da ilha as praias não são tão badaladas (até por estarem mais em contato com as cidades, as ondas serem mais fracas, a sujeira se fazer mais presente, e os locais serem usados mais para a pesca do que para o banho em si). 
      A trilha de naufragados é de nível fácil, bastante aberta, com fontes de água, perfeita para levar a família



      Seria um guardião que me testaria para saber se sou digno da passagem?
      A trilha termina em uma comunidade que se divide entre os moradores pesqueiros locais e alguns moradores alternativos (uma coisa que notei é que tem muita gente roots, hippie na ilha, assim como o consumo de maconha é bem pesado, mas o pessoal de lá é mais de boa, não são como traficantes ou viciados de outros lugares), sendo que há alguns locais para o camping (pago), mas nada que te impeça de levantar acampamento em outros lugares 0800 da praia. Aproveitei para catar conchinhas (é, não tive infância), curtir o dia, e explorar o lugar.


      Como eu tenho raiva da raça humana e sua porquisse

      Ahh, bem melhor
      Além da praia em si há umas trilhas que te levam para 3 canhões de treinamento e defesa da época da segunda guerra, no topo de uma pequena colina, e uma trilha (esta meio mal conservada) para um farol da União/forças armadas, que supostamente te dá uma visão privilegiada de algumas ilhas pequenas (incluindo a ilha da fortaleza), e do continente, mas que na ocasião estava fechado com cadeado e avisos de proibição. Como não queria correr o risco de cruzar com milico de passagem e tretar, não quis invadir o farol (MST não curtiu isso). Mas os canhões compensaram a visita, um espaço aberto muito legal para um piquenique e contemplação.

      me amarro em artefatos históricos. Bélicos então, nem se fala

      Mete bala nesse invasor fi duma égua, pau na moleira!!!!
      Esse dia foi dedicado única e exclusivamente a naufragados. A trilha é gostosa de se fazer, a praia é bem isolada, tem curiosidades para serem vistas, posso dizer que foi uma das minhas praias favoritas. O que me incomodou bastante foi a presença de lixo de alguns sem noção. Diz que não há coleta de lixo naquelas partes, o que complica um pouco. Se fosse morador organizaria um mutirão ocasional.
       

      Adianta? Adianta nada, só um milico dando cacetada no joelho de cabra que sujasse a trilha mesmo 

      O famoso peixe-porco da ilha, bastante consumido ali. Para deixar claro, esse carinha foi solto logo em seguida.
      O legal de estar fazendo todos esses passeios era a independência total. Sem agências, sem gente burocratizando os locais. Só eu mesmo e até onde as pernas e determinação levam. Estava curtindo muito cada dia ali. E queria aumentar o nível mais uma vez.
      O dia 26 era dia de "Sextou" com "S" de subida, e era o que iria fazer. Depois de um pouco de estudo no mapa de Floripa, fiquei bastante interessado na Trilha da pedra da Boa Vista. Essa trilha fica na Barra da Lagoa, no leste da ilha, bairro famoso por suas piscinas naturais. O bom é que partindo da lagoa da conceição é um dos lugares mais fáceis de se chegar de ônibus.
      A barra é bastante usada para pesca, deu para ver a rotina de alguns moradores locais.

      Amanhecer nos molhes da barra (não o gaúcho)

      A prainha da barra, diz que tem um sítio arqueológico na área, inclusive com uma pegada de dinossauro

      Essa trilha com certeza é uma das mais fáceis da ilha. Mais nutella que isso só sendo carregado, rs. Alguns minutos e eu já estava na área das pedras e piscinas. 

      Aparentemente tem que esperar a maré dar uma baixada para curtir melhor

      Aquecimento
      O legal das piscinas, a meu ver, não era nem o banho em si, mas a riqueza de vida marinha nos mínimos detalhes. Acho que passei mais tempo observando a vida local do que na água, de fato.

      caranguejos, mestres do stealth
      Depois do breve banho, tratei de comprar uns lanchinhos e procurar a entrada da trilha (meio escondida mas bem sinalizada). A trilha tem uma dificuldade fácil (chegando ao moderado para quem é cheio das frescuras). Muita subida, inclusive em pedras, com poucas oportunidades de se esconder do sol forte. Muito mato fechado também, o que sugere que não é bom fazer trilha noturna, em virtude das cobras. Mas é uma atividade, no mínimo, prazerosa e revigorante. O legal é que em uma boa parte da trilha tem sinal, então dá pra fazer uma ligação, ou mandar fotos pro insta lá do alto e matar a galera de inveja.


      Até aqui ainda é de bobs

      Tá melhorando, tá melhorando =D

      Que visão espetacular, essa foi a melhor fritada que levei do sol neste ano

      Chegando lá em cima, o visual é surreal. Você tem um 360 daquele ponto da ilha, com a cidade de um lado e a imensidão azul do outro. É uma sensação muito boa poder estar no topo daquelas grandes elevações que vc fica observando lááá da rua. 

      Essa parte em especial é muito boa para descansar ou fazer um piquenique com uma visão digna de aplausos.
      no fundo tem lagoa, praia mole, galheta e gravatá. Queria muito ter um drone nessas horas.
      Após um tempo para descanso, lanches de trilha e reflexões diversas, era hora de descer. Da pedra da Boa Vista você pode voltar para a cidade, ou fazer um desvio para a Praia da Galheta, famosa por, digamos, ser uma praia de nudismo oficial. Como o nudismo é opcional, tinha mais gente com roupa do que sem, salvo por alguns vovôs sem vergonha, alguns homossexuais, e umas moças de topless. Bom, já que estava aqui, então pq não ter uma conquista desbloqueada e uma história a mais para contar pros futuros filhos? Roupas jogadas, aproveitei para tomar um banho de mar do jeito que vim ao mundo =]  Por motivos óbvios (sedução em massa, claro), não posso postar fotos. Vão e descubram!
      Após essa atividade, retornei à cidade para comprar lanches para a tarde, e como ainda estava cedo, fui conhecer outro lugar. Perto da Lagoa da Conceição existe a Trilha e Praia do Gravatá, então estava decidido. A trilha principal é pequena e fácil, embora tenha desvios para outras trilhas, que não pude explorar. Inclusive acredito que dê para chegar no topo de um morro que tem na área, dando uma vista privilegiada da Lagoa da Conceição. Descubro na próxima viagem.


      Aqui é um ponto de saída de parapente ou asa-delta, com uma vista privilegiada de Pedra Mole e Galheta. E pensar
      que há umas horinhas atrás estava no topo daquele morro do fundo

      A praia é pequena e de ondas tranquilas, acredito que ela seja bem "familiar" por isso (vi crianças e cachorros na água de boa, coisa que não tinha visto nas demais), e parece que tem muita coisa para ver nessa região. Uma pena que um temporal estava chegando na ilha, me obrigando a ir embora mais cedo (e o temporal no final das contas ficou isolado na região sul! ).
      Com o sábado chegou o temido final de semana , afinal, com esses dias de sol era óbvio que o povo iria para os banhos, com ou sem pandemia. Escolhendo a dedo no google maps, resolvi conhecer a Praia e Cachoeira da Solidão, no sul da ilha (do lado do Pântano do Sul, onde vc faz a trilha da Lagoinha do Leste). Antes eu soubesse que solidão seria a última coisa que sentiria ali! 
      A cachoeira é de fácil acesso, seguindo uma trilha atrás de um pequeno conjunto de casas, não só a água é linda como o poço é bastante fundo para o mergulho, inclusive tem uma gruta atrás da cachoeira que mesmo eu, corajoso que só, não quis desbravar (bem claustrofóbica mesmo). Infelizmente já tinham algumas pessoas no local (aquele bem egoísta ), e só iria piorar dali para frente (sabe aquela aglomeração no início do relato? Pois é), então as fotos não saíram tão boas. Mas o lugar vale a visita (nos dias de semana, claro).

      Me disseram que é bem fundo o poço, com grutas submersas. Como a água é clara, um óculos, uma lanterna de mergulho e uma GoPro devem valer bastante a pena aqui. Para meu azar não tinha nenhum dos 3. 

      Sorriso forçado de "ahhh que maravilha que tem uma pessoa no fundo da foto"
      Bom, aí começou a aglomeração master de gente, e como o espaço não é muito grande, era mais que justo ceder meu lugar para alguém e ir embora. Passei um tempo na praia propriamente dita, e aproveitei para brincar de ser criança novamente.

      A parte legal dessa brincadeira é que eu estava numa parte protegida por pedras, e com minhas coisas em cima de uma pedra grande. Logo depois dessa foto veio a água, NÃO SEI DE ONDE CARALHOS POIS NÃO TINHA DADO ÁGUA NAQUELA PARTE ATÉ O MOMENTO, levando tudo pela frente, inclusive meu corpo de sereio  minha mochila e smart quase viram oferenda (dei um cagaço enorme pelo meu aparelho estar funcionando até agora só com uma oxidação na entrada USB). Eu não sei se foi um PUTA azar, ou se Iemanjá ficou pistola comigo por apropriação cultural. No meu estado Iara não fica com essas paradas não, viu?
      Logo depois desse incidente, tive que tirar areia de tudo o que tinha levado banho, e ir embora, pois o buzu tinha um horário mais limitado. Nessa região tem uma trilha (saquinho) que não sei pq diabos não fiz, ao invés de levar água na praia. Mas sem crise.
      O domingo veio, penúltimo dia da minha estadia no paraíso, e tinha ficado interessado numa trilha no Parque Municipal da Lagoa do Peri, um local de preservação enorme e bonito, diga-se de passagem. Na verdade não iria fazer trilha no parque propriamente dito (que também vale a pena, mas por falta de tempo não conheci), mas sim a Trilha da Gurita, que fica dentro das dependências do parque. Inclusive a entrada é bem escondida, próxima do projeto Lontra. 


      Essa trilha tbm tem uma dificuldade fácil, mas com 2 ressalvas: a distância (+ de 3km, o que levou 1 hora e meia por minha pessoa), e as várias modalidades de chão que aumentam o tempo de caminhada (de caminho firme dos pôneis sorridentes a subidas em raízes e pedras do tamanho de carros, e a parte mais escrota que são os pequenos lamaçais, é bom que você não tenha ciúmes de seu calçado limpinho ao fazer essa trilha, aviso dado).

      Tralalala oi passarinho oi planta oi céu azul tralalalalala....

      ...GODDAMMIT, EU TINHA LAVADO ESTA CARALHA DE TÊNIS ONTEM MESMO!!!!! 

      Um momento para exercitar a solitude e ter um bom papo consigo mesmo...
      A trilha termina numa cachu que na verdade é um conjunto de pequenas quedas d'água e piscinas naturais para o banho, a água estava meio turva (diferente dos outros lugares que visitei), mas o caseiro local disse que era resultado da chuva da noite anterior. Em todo o caso, uma belíssima paisagem. Tinha que aproveitar, pois logo receberia mais visitas.

      Vocês de Floripa são uns sortudos oh, mantenham esta obra limpa e preservada, por favor

      Valeu a pena. Cada segundo. Cada bendito segundo.

      Depois da cachu grande vc sobe um pouquinho que tem uma área mais "Vip", com uma queda legalzinha, acho ideal para casais que queiram um pouco de intimidade no fim da tarde, se vc me entende ( ͡° ͜ʖ ͡°)
      Logo depois começou a chegar gente, aparentemente tem uma galera que faz SUP e caiaque de outros pontos do lago até a parte da cachoeira, cortando toda a trilha. Eis uma atividade que queria ter tido tempo para fazer, adoro fazer caiaque nos igarapés amazônicos. Também fica para a próxima. Banho tomado, tinha reparado que dali havia uma segunda trilha que dava para um tal de "Sertão do Ribeirão". Como ainda estava cedo, então, pq não? Além do mais, nesse dia não tive tempo de comprar nada para lanchar, então, talvez houvesse algum mercadinho na tal estrada que o google maps dizia que levaria.

       
      Saí numa área de estradinha de terra e vários sítios , realmente um sertão da ilha. Não havia mercadinho algum por ali, algumas fazendinhas vendiam produtos-base (ovos, leite, mel), e como não tinha aparato para transformar essas coisas em uma refeição, começou a dar a desanimada de fazer agora 5km de trilhas até voltar para a cidade. Mas eis que encontro o Sítio e Café Hortêncio, que salvou minha barriguinha da miséria com seus lanches caseiros. Um sítio muito bonito com hospedagem, visita guiada nas áreas dos bichos (uma coisa mais família com criança), e o café colonial propriamente dito. O pastel de queijo recém fabricado e goiabada caseira foi uma coisa divina  O outro pastel de pernil de porco completou minhas necessidades terrenas do momento  Fui muito bem atendido, então faço questão de recomendar uma visita aqui se você passear pela região. Aliás, o Sertão do Ribeirão é uma atração por si só, pois possui mirantes, lugares para banho, alguns alambiques e sítios para visitação.

      Só o filtro de barro já ganhou minha simpatia, isso vai de encontro com minha infância...

      Quando é feito com amor são outros 500

      Pooo, vcs são muito show, voltarei a visitá-los no futuro
       
      Antes de ir embora, passei numa última cachoeira da região, aparentemente era a Cachoeira da Carabina, bem fácil de achar. Assim como gurita, possui várias quedinhas e piscinas para o banho. Essa em particular tem muita área perigosa, então não acho um lugar muito bom para crianças (pedras escorregadias, lugares altos e tal).



      Tinham umas oferendas ali num cantinho, acredito que é algo da cultura dos locais
      Bom, mais um banho tomado, e tudo mais, mas o horário já estava dando, um tempo de chuva suspeito estava formando, e tinha a questão dos ônibus, por ser domingo, então precisava ir embora. Mas a preguiça de voltar pela trilha bateu forte, MUITO forte  então o que um turista que nunca pisou naquele lugar no meio do "nada" (apenas força de expressão, tinha achado um local muito interessante na ilha) poderia fazer? Seguir a estrada, ora!
      Então liguei o player do smart, comecei a cantar as músicas sozinho na estrada, e ver onde a mesma iria dar. Às vezes os melhores momentos da vida estão nas decisões mais sem noção e na certeza da incerteza à frente.

      Mais partiu??? Partiu

      Ahlá a lagoa do Peri no fundo

      Mas donde carajos estoy, google maps???
      Essa estrada iria me deixar em 2 lugares: no bairro dos açores, próximo de onde a onda tinha me trollado no dia anterior, ou na armação do pântano do Sul, não muito longe da trilha da lagoinha do leste. Foi uma andada de 1 hora (achei que duraria mais, uma pena), até chegar na parada e esperar minha limusine com chofer me deixar no Hostel.
      A segunda-feira (29) foi meu último dia na ilha, mas resolvi dar uma descansada no corpo e ver se iria levar mais algumas coisas para casa, no centro. Fora que, coincidentemente nesse dia, choveu de manhã e de tarde, então de qualquer forma não faria nada. Sendo assim, o relato acaba por aqui, garotada =]
      Como de praxe em meus relatos, algumas informações adicionais:
      Gastos: para uma semana na ilha combinei que levaria exatos 1000 reais, apesar de que me conhecendo (economista, vulgo pata de vaca como minha mãe me chama), não usaria tudo. No final das contas, com os gastos essenciais foram usados aproximadamente R$ 500,00 (transporte, comida para cozinhar no hostel, restaurante, compra de lanches para trilha, essas coisas). De hospedagem dei uma sorte do hostel ter dado uma promoção muito boa para o período que fui, e não está incluso nessa conta (141 reais para 8 diárias no booking). Acredito que o fato de ser período de pandemia, e ter ido fora da temporada influenciaram bastante nos valores.
      Transporte: como dito, achei muito bom o serviço de coletivo da ilha, uma boa frota de ônibus em boas condições, e geralmente pontuais, fora os pulos em múltiplos terminais que te permitem gastar pouco para visitar todos os lugares da ilha. Uber é uma opção, mas pelo que me falaram, e pela demora que tive em conseguir um, não tem tanto motorista como em outras capitais brasileiras, então às vezes poder ser que vc fique na mão. Na alta temporada, em algumas praias afastadas existe o transporte de barcos, de volta para a cidade, o que é uma mão na roda. Outra opção (que eu acabei não usando mas recomendo) é o aluguel diário de bicicletas, mas tenha em mente que a ilha não é tão pequena assim, e que pode ser mais jogo ir de bus ou carro sem se cansar previamente antes de fazer uma trilha. Mas vale a pena, dado o respeito dos motoristas pelos ciclistas e a boa infraestrutura para os mesmos.
      Hospedagem: bom, não me considero um expert nesse quesito, mas vi opções para todos os gostos, desde hotéis de frente para o mar a campings 0800 em algumas atrações. Pessoalmente penso que uma hospedagem nas proximidades do centro ou da lagoa sejam boas opções em termos logísticos.
      Lugares para conhecer: eis aqui um ponto interessante. TODA A ILHA tem lugares para conhecer. Eu passei uma semana andando sem parar de um lugar para outro e posso dizer que só desbravei uma boa parte do Sul da ilha. Não quis ir ao norte por simplesmente não dispor de tempo para isso  e para lá tem lugares conhecidos como o Jurerê, a vila de Santo Antônio de Lisboa, Canasvieiras, Ingleses..... Isso fora o que não explorei no centro e no sul. E isso eu falo de conhecer a pé. Tem os passeios de barco, tem as atividades mais radicais como vôo de parapente, asa-delta, lancha, caiaque, etc. tem passeio para certas ilhas. Tem as trilhas não oficiais que levam a lugares mais exclusivos e belos. Tem a zona rural e o Sertão. Tem as visitas a museus, institutos naturais e afins. Nossa, eu nem tenho ideia de quanto tempo disponível uma pessoa precisaria para "zerar" Floripa. 
      Melhor época: eu já disse e repeti qual a época a ser evitada, certo? No mais, penso que por questões lógicas, evite o Inverno (que compreende o meio do ano) e vá para a serra catarinense beber chocolatinho quente. Dizem que no inverno dá surfista na ilha, pelas águas estarem mais "bravas", mas aí é confirmar com algum conhecido (caso vc praticar a atividade ne?)
      Mais alguma coisa? Leve bastante água, lanches, protetor solar e roupas que te protejam do sol, no caso das trilhas, ir de calça/legging ao invés de short (como o teimoso aqui foi) vai te poupar de canelas queimadas, picadas, mordidas, etc. 
       

       
      Então é isso amigos, quando essa pandemia se acalmar, ou quando geral estiver vacinado, organizem um roteiro bacana na ilha da magia.
    • Por Maria Isabel P.
      Olá pessoal,
      pretendo ir à Floripa no período de 16/01/22 a 31/01/22. Minha idéia é, já que será alta temporada e provavelmente estará tudo muito lotado, ficar só pela parte Leste e Sul da ilha. Pensei em ficar hospedada em Campeche, já que sem a parte Norte ali ficaria sendo uma área mais central, e a partir dali ir até os outros locais. Queria saber se é uma boa idéia ficar hospedada apenas em um local, se consigo aproveitar bem dessa forma, ou se me indicam ficar em outras regiões também.
    • Por Paulonishi
      Em Florianópolis são muitos os lugares para se visitar, mas um deles é quase obrigatório, a Lagoa da Conceição. Marco da colonização inicial da cidade, tem muitas atrações culturais, históricas e gastronômicas. Deixarei abaixo um panorama do lugar, com dicas e impressões da última visita em dezembro de 2020. 

      A lagoa da conceição é onde a cidade começou.  Está ao leste de Florianópolis e é dividida em duas partes por uma ponte, a lagoa de dentro e a de fora, estando  ligada ao mar pela Barra da Lagoa
      Para se chegar até ela entrando na ilha, pega-se a beira mar Norte até o Itacorubi. Mas calma, não se preocupe porque tem muitas placas indicativas até o acesso à rodovia SC 404, que nos leva até o nosso destino.

      É uma via de pista simples e que fica bem complicada durante a temporada, devido ao movimento intenso e pelo relevo íngreme e bem sinuoso.
      Na parte mais elevada, temos um mirante com um pequeno estacionamento gratuito. Oportunidade para se ter uma visão da bela paisagem da região.
      Depois disso, agora é só descida, mas com curvas ainda mais fechadas, pedindo muita atenção e paciência até o final.
      Chegando no chamado centrinho da Lagoa, o mais difícil e encontrar um lugar para estacionar durante a temporada, porque na principal são poucas vagas e as ruas transversais são bem estreitas.

      Apesar de poucos hotéis, tem muitas opções de hospedagem em hostels e casas de aluguel por temporada, que considero a melhor opção para quem viaja acompanhado.
      Encontrando uma opção próxima ao centrinho e ao terminal urbano, é possível explorar as principais atrações à pé e de ônibus, sem o stress do trânsito e do gasto com estacionamento.

      Da pequena ponte que corta parte da lagoa, se tem uma bela visão da marina e da chamada Lagoa de fora… Boa também para observar o cotidiano do lugar
      A avenida das rendeiras é passagem obrigatória e caminhar pelo calçadão é uma ótima maneira de apreciar a vista com calma e temos acesso às belíssimas dunas de areias branquinhas e bem finas, é uma atração bem característica da região.

      Continuando a caminhada no sentido a Joaquina, essa parte da Lagoa tem uma boa estrutura para passar o dia, com sombras e gramados, além de ser bem em frente aos restaurantes. Bateu fome, é só atravessar a rua para comer. Conta também com quiosques, aluguel de caiaques e aulas de Stand Up e windsurf.

      Suas águas são bem rasas e limpas na maior parte da sua extensão, mas convém sempre dar uma conferida, principalmente nas épocas de maior movimento.
      A lagoa de dentro tem águas mais escuras.. parecendo sujas 😦
      No Centrinho encontramos agências bancárias dos principais bancos, supermercados, vários restaurantes e um comércio bem variado… ah, e muitos brechós!
      Estando por lá, não deixe de visitar a parte histórica, que preserva parte do calçamento original que dá acesso ao Santuário de Nossa Senhora da Imaculada Conceição da Lagoa, que deu o nome a esta região.

      Esta igreja recebeu a visita ilustre de Dom Pedro II por 2 vezes, que doou 2 sinos para ela. Um pouco mais acima, ainda preservando a arquitetura colonial, temos a casa do vigário, datada do século 18, mais uma belo panorama do lugar.
      Em termos de opções gastronômicas, temos uma variedade bem grande, assim como em preços… Uma boa opção para quem gosta de culinária oriental é esse buffet, com ótima variedade em carnes, saladas e até sushis.

      Fica no Shopping Via Lagoa e abre todos os dias para almoço
      Você vai encontrar dois tipos de ônibus. O amarelo é o executivo. É mais caro (o dobro do comum) e confortável. Para em qualquer lugar também, bastando acenar. O outro é comum (azul e branco), que tem interligação entre os terminais.

      A terceira opção são os barcos, que fazem o transporte pela Lagoa nos mesmos valores dos ônibus urbanos.

      O transporte por aplicativo também é uma opção… Não tão barata, mas com uma ótima disponibilidade e comodidade para quem quer conhecer as outras atrações na ilha, principalmente a noite
      As atrações mais próximas são o passeio de barco até a Costa da Lagoa, a Praia da Barra da Lagoa, a Praia Mole, Praia da Joaquina.
      E, para aqueles dias em que está chovendo muito, uma ida até o centro da cidade para visitar o mercado público ou andar pelos museus e igrejas é uma das opções.
      Ah e no final da tarde, o por do sol na Lagoa é imperdível!
      Esse é só um resumo, procurei detalhar e ilustrar no vídeo sobre o lugar. Dá uma conferida e se lhe foram úteis as informações, deixe o seu comentário e o like lá no youtube (@trips.flicks).
      É isso aí, um grande abraço e até breve!
       
       

       
    • Por Paulonishi
      Um lugar de belas praias, águas limpas e com cores fantásticas, distante num voo de apenas 50 minutos da maior cidade do Brasil…

      Essa é a encantadora Florianópolis, capital de Santa Catarina, região sul do Brasil. É uma ilha, mas também tem uma partezinha no continente, que muita gente esquece, o chamado "Estreito", com uma bela orla que é mais bonita porque dá visão para a Ilha!
      A ilha de Santa Catarina, carinhosamente chamada de Floripa ou ainda de Ilha da Magia, é um dos destinos turísticos mais procurados no verão, não só pelas suas praias paradisíacas, mas também pelas muitas opções de lazer, gastronomia e cultura.
      Fundada em 1673, tem cerca de 508 mil habitantes, sendo a 2ª mais populosa do estado (a maior é Joinville, no norte do Estado). Em sua história, já foi chamada de Ilha de Santa Catarina, Nossa Senhora do Desterro, Desterro (que nome horrível!!!)  e finalmente Florianópolis, uma triste homenagem ao maior algoz do povo Catarinense, o presidente Floriano Peixoto, que promoveu uma série de fuzilamentos na ilha e, como castigo, teve o seu nome perpetuado justamente nesse lugar.
      Possui um terreno bem acidentado, com praias espremidas entre o mar e os morros.
      As mais famosas são:
       Canasvieiras, principal reduto dos argentinos
      Jurerê, o point das baladas e festas noturnas
      Joaquina e Praia mole, o paraíso dos surfistas
      e Ribeirão da Ilha, guardiã da colonização açoriana.
      A ilha é ligada ao continente por 3 pontes. As duas de concreto são Pedro Ivo Campos e Colombo Sales. Mas a mais famosa é a terceira delas, a ponte pênsil Hercílio Luz, cartão postal de Santa Catarina. Essa velha senhora tem mais de 94 anos e esteve totalmente fechada por décadas (28 anos), até a sua total reabertura só em março de 2020. Agora pode ser visitada e, nos finais de semana, é totalmente voltada para ciclistas e pedestres, sendo um passeio gratuito e imperdível! Nos dias de maior ventania, a emoção é garantida, pois ela oscila bastante!

       
      Além de automóveis e motos, podemos chegar de ônibus, desembarcando no Terminal Rodoviário Rita Maria, logo na entrada da Cidade e bem próximo do terminal urbano. Recebe ônibus de todas as partes do Brasil e também da Argentina, Uruguai, Paraguai e Chile. 

      Se você vier de ônibus, caminhando poucos metros, já estará no terminal de integração do Centro, o TICEN, de onde partem  onibus para literalmente todos os cantos da Ilha e demais terminais. Dá para conferir as opções e horários no próprio google Maps ou no Moovit. Tem um aplicativo próprio também, o Floripa no Ponto, com todas as rotas e terminais. Vale a pena conferir!

      A outra maneira de chegar à Capital é através do Aeroporto internacional Hercílio Luz, um amplo, moderno e confortável Aeroporto, cujo novo terminal foi inaugurado em outubro de 2019. Na parte externa tem um pequeno mercado da rede Imperatiz com preços razoáveis, dando para comprar um lanchinho mais em conta. Se a fome for grande, dá para encontrar almoço por 30 reais. Não é barato, mas em se tratando de aeroporto, é uma opção a ser considerada. Nesta última vez, almocei e estava muito bom!

       
       
      O aeroporto conta com uma linha de ônibus urbano que facilita bastante a vida do mochileiro (direto para o TICEN ou TIRIO). Um Uber, por exemplo, sai pelo menos uns 30 reais para se chegar ao centro da cidade! E não se preocupe, o transporte público é bem eficiente e seguro.
      Qualquer que seja a maneira de andar por Floripa, esteja preparado para um dos seus maiores problemas… O trânsito!
      Ele se agrava ainda mais durante a temporada de verão. Os congestionamentos são frequentes e encontrar estacionamento público na região central e nas praias é uma verdadeira loteria. A maioria dos lugares tem estacionamentos particulares, e cobram na média 20 reais (ou pilas, como eles dizem... 🤭) pelo período. Por isso, sempre quando vou por lá, deixo o carro onde estou hospedado e procuro ir de ônibus para todos os lugares. Assim, não tenho stress com o trânsito infernal e nem perco tempo procurando lugar para estacionar ou correndo dos flanelinhas (sim, tem bastante e enchem o saco).

      Mas as praias e as paisagens compensam o esforço! São águas bem limpas, mas frias, em comparação ao Nordeste. Fora do verão então… Geladas! As mais quentinhas estão no Norte da Ilha.
      No quesito gastronomia, não deixe de saborear as ostras, além, é claro, da tradicional sequência de camarão, girando em torno de 100 a 150 reais para duas pessoas. É composta por camarões à milanesa, fritos e "ao bafo" (no vapor), acompanhados por filé de peixe, arroz, feijão, pirão de peixe, farofa, batatas fritas e vinagrete, muito bem servido para 2 até 3 pessoas. O melhor lugar para se provar é na Lagoa da Conceição ou na Costa da Lagoa e esses preços são de lá também.

      E qual a melhor época para ir à Florianópolis? Certamente é no verão, mas é justamente o período de maior movimento na Ilha… A alta temporada vai de 15 de dezembro ao final de fevereiro e é sinonimo de muita gente, preços altos tanto de hospedagem quanto de alimentação, além de filas e congestionamentos em todos os acessos às praias. De março até abrill, além de garantir uma temperatura agradável e menos chuvas, os preços em geral caem bastante, tornando-se uma ótima opção! Agora em dezembro, aluguei uma casa para 2 pessoas por 110 reais a diária, na Lagoa da Conceição. 
      Qualquer que seja a época escolhida, tem sempre muita coisa legal para se fazer em Floripa!
      Deixo o vídeo abaixo para ilustrar melhor esse post. Se lhe for útil, peço que deixe os seus comentários e deixe um like para incentivar a postar mais materiais.
      Vou detalhando os passeios nos próximos!
      Grande abraço! 🤠👍
      https://www.youtube.com/watch?v=JaERxlPHZ_k
       
       
       
       
    • Por Paulonishi
      Praticamente nem dormi na noite anterior. Como moro distante de Florianópolis, tive que pegar um ônibus de madrugada saindo de Lages às 2:30h… 

      Quase 4 horas depois, cheguei na capital e tomei um ônibus urbano até o aeroporto de Florianópolis, que na época ainda era no terminal antigo. Cheguei muito cedo e a espera ainda seria bem longa… 

      Eram 6:22h quando cheguei ao aeroporto e meu voo só sairia às 13:40h… Nossa… longa espera…

      Pelo menos procurei aproveitar o tempo para repassar todo o roteiro e iniciar um diário de toda a viagem…
      Estava viajando com duas mochilas: uma grande de 70 litros cheia de roupas e uma menor, onde levava as minhas câmeras, os acessórios, um pequeno notebook. e uns lanches pra ir comendo nessas esperas.
      Depois de uma longa espera, finalmente o avião chegou!

      Procurei escolher as janelas em todos os voos, para poder fazer imagens durante as decolagens… E essa de Florianópolis é sempre especial…

      O voo é bem curto… É menos de 1 hora de viagem até Guarulhos…. De onde o meu próximo voo sairia às 19:30h direto pra Lima!
      Desembarquei no terminal doméstico e fui para o terminal 3… uma longa caminhada até lá, mas, como a  espera em Guarulhos seria de 5 horas até a próxima decolagem… tempo não era problema!
      Pelo menos em Guarulhos tem umas poltronas bem confortáveis, muitas tomadas e bebedouros… 
      Encurtando a história, depois de muito aguardar, finalmente o embarque!
      Voamos num Boeing 767-300… um avião bem confortável e com tela multimídia… Fiquei na janela e só havia mais uma poltrona ao meu lado…

      Agora sim… Estava decolando de São Paulo… Pouco mais de 5 horas de viagem e estaria em terras peruanas…
      O serviço de bordo foi muito bom… para o jantar escolhi um frango com polenta que veio junto pão com manteiga, quindim de coco e pra beber, pedi uma cerveja.

      O voo foi bem tranquilo e só tivemos um pouco de turbulência ao cruzarmos a cordilheira dos Andes…
      Mas pousamos dentro do horário previsto…
      Desembarcamos, passei tranquilamente pela migração, que fez apenas algumas perguntas sobre onde iria e quanto tempo ficaria, entreguei o formulário que preenchi durante o voo e recebi o carimbo de entrada no passaporte!
      Agora era só pegar a mochila e ver um transporte até Miraflores
      Tive que trocar o dinheiro para poder pagar o táxi… Sei que aeroportos nunca tem uma taxa muito boa e, por isso, só troquei 50 dólares.
      O terminal oferece internet gratuita por 30 minutos… mas a conexão foi ruim e não tive tempo de chamar um Uber… Por isso tive que tentar a sorte com os taxistas lá fora… E foi disputado...rsrsrsrs
      Falei o destino e já me pediram 60 soles! conversa vai, conversa vem… ofereci 35! A maioria já foi embora me xingando mas teve um rapaz que aceitou e fomos… Era um toyota bem novinho. Coloquei as mochilas no porta-malas e fomos conversando até chegar no hostel, em Miraflores.

      Uns 40 minutos de deslocamento. Fiz o pagamento e me registrei no hostel. Tive a sorte de estar sozinho no quarto, então pude escolher uma posição perto da tomada e um armário para as coisas. Fui deitar depois das 2h… Ah, esse era o horário local. Lima tem 2 horas a menos devido ao fuso horário…
      E assim, finalmente terminei o primeiro dia de viagem… Um longo e cansativo dia… Mas feliz por estar realizando mais esse sonho!

      E o dia seguinte já foi cheio de novidades e passeios!

      Mas isso é assunto para o próximo capítulo!
      Vou deixar o vídeo detalhado desse dia aqui no link em baixo.
      Se você gostar e puder deixar o seu like no youtube, será um grande incentivo para continuar a contar os relatos por lá!
       
      Próximo capítulo:
      https://www.mochileiros.com/topic/94309-primeiras-impressões-de-lima
×
×
  • Criar Novo...