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Olá viajante!

Bora viajar?

BH e Ouro Preto (Corpus Christi 2017) - Sozinha e de ônibus (com fotos).

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Oi mochileiros, como vcs estão?

Sempre leio muitos relatos aqui do site para me ajudar nas minhas viagens e quando viajo acabo esquecendo de postar (my bad, eu sei #naomejulguem), então aqui vai esse relato com algumas dicas práticas desses dois lugares maravilhosos.

Fazia muito tempo que queria conhecer Ouro Preto, então aproveitei o feriado prolongado e resolvi matar a vontade. SP tem um bus direto pra lá que sai às 22h da rodoviária do Tietê, porém como eu trabalho até às 23h era inviável pra mim. Resolvi então pegar o bus das 23h até BH, passar um dia lá e só depois partir pra Ouro Preto. Confesso que a princípio eu estava com zero vontade de conhecer a capital de Minas, mas dando uma pesquisada me animei um pouco e agora, após já ter ido, recomendo muito a cidade e quero voltar pra ver mais coisas. BH tem muita opção cultural, vida noturna e natureza, coisa que você não consegue ver nem a metade em só um dia, mas bora lá pro relato.

Dia 1 – 15/06/17

 

Saí de São Paulo dia 14/06, peguei o busão pra BH às 23h na Rodoviária do Tietê. Comprei antecipadamente pela Viação Gontijo, a viagem foi bem tranquila e a passagem custou uns R$ 120,00. Cheguei na Rodoviária de BH umas 7h e pouco e aproveitei pra já comprar a passagem pra Ouro Preto pro outro dia. Pelo que eu vi só tem uma companhia que faz o trajeto pra lá então a fila da bilheteria tava bem grandinha. Comprei a passagem pras 11h (tem ônibus de hora em hora pra lá) do dia 16/06 pela viação Pássaro Verde, pagando R$ 32,80. Passagem comprada, bora pro hostel. Saí da rodoviária, atravessei o estacionamento/pracinha que tem lá em frente e fui andando pra Avenida Afonso Pena, 354, onde peguei o ônibus 4032 (R$ 4,05).

Reservei o Hostel Savassi, no bairro Savassi (ah vah!), que eu tinha lido que era bem localizado, com várias opções culturais e noturnas (motivo real oficial pelo qual me hospedei lá). Já tinha deixado reservado previamente pela Booking, peguei quarto feminino com 6 camas e café por R$ 45,00 a diária. O hostel é bem legal, staff super solícito (inclusive esse caminho de bus normal da rodoviária até lá foram eles que me ensinaram a fazer), tem locker grande pra cada hóspede nos quartos, já com cadeado, tomada individual na cama, café da manhã bem completo, com pão de queijo, bolo, suco, iogurte, etc e uma localização ótima, perto de várias lojas e bares (tava tudo fechado enquanto eu estive hospedada porque era feriado, mas deu pra sacar que o bairro é excelente).

Enfim, desci do bus praticamente na rua do hostel, foi bem tranquilo ir de transporte público e mochila nas costas, cheguei lá, fiz todos os paranauês do check-in e tals e segui andando pra dar uma volta pela cidade. Passei primeiro na Praça da Liberdade,  que é bem próxima ao hostel e é onde ficam concentrados muitos dos museus da cidade; dei uma volta, tirei umas fotos e segui caminhada pro Mercado Municipal. Os museus e centros culturais da praça são incríveis, mas eu queria tentar fazer o máximo de coisas possíveis no dia, então não entrei.

Cheguei ao Mercado em uns 20 minutos; vale a pena a visita pois tem de tudo lá: desde comida, passando por bares e restaurantes até animais. Passeei bastante por lá, comi um pão de queijo (R$ 2,70) e duas empadas no Ponto da Empada, que é bem tradicional em BH e é muitooo boa. Comi de carne com jiló (amo jiló gente, aceitem hahaha) e bacalhau, cada uma foi R$ 3,50. Saí de lá, dei mais uma voltinha pelo centro e peguei um ônibus da MOVE pra Pampulha (R$ 4,05). Desci na estação Santa Rosa e fui caminhando para a lagoa, sentido Casa do Baile. Cheguei lá, tirei umas fotos, apreciei a vista, comprei uma breja e continuei caminhando sentido Igreja de São Francisco de Assis, sempre parando pra sentar um pouco e apreciar a Lagoa, que é lindíssima. Cheguei na Igreja, tirei umas fotos, caminhei e fiquei por lá vendo o movimento um pouco; meu plano era continuar a caminhada até a  Casa JK. Só que nisso vi que tinha um parque de diversões do lado de onde eu estava, o Parque Guanabara, e lá tinha, além dos outros brinquedos, uma roda gigante e um elevador/torre (o famoso Turbo Drop, pros órfãos do Paycenter, igual a mim). Ahhh, mas não deu outra, lá fui eu (com 26 anos na cara) pro parquinho ::lol3::! Chegando lá você paga R$ 2,00 pra entrar, R$ 2,00 do cartão pra colocar os créditos (que eles te devolvem se você devolver o cartão e se tiver pago em dinheiro) e o valor que você quer carregar pra ir nos brinquedos (cada atração tem um preço diferente). Comprei uma ida na torre e uma na roda gigante (R$ 8,00 cada) e posso dizer que vale muitooo a pena! A vista lá de cima é incrível dos dois brinquedos, e na torre tem um lado que você senta bem de frente pra lagoa. Fui a primeira vez, tirei umas fotos mas fiquei com medo do celular sair voando de lá de cima, então não tirei de lá do alto. Depois que eu vi que tava tudo sob controle, e depois de ir ver o por do sol na roda gigante, voltei lá e peguei o finzinho de tarde e mais uma vista incrível da Pampulha lá de cima; sério, foi melhor e mais divertido que qualquer mirante.

Peguei outro ônibus da MOVE (R$ 4,05) em um ponto em frente ao parque e desci perto do hostel. Voltei pra lá, comprei uma breja e fui pra área comum fumar um cigarro e fazer uma social. Conheci então o Dan, um americano que já estava morando a algum tempo no Brasil, e a Nana, uma argentina muito gente boa que havia acabado um intercambio no Rio de Janeiro, onde estava estudando medicina. Ficamos conversando sobre a vida e tomando breja, até que animamos e decidimos ir num bar/café perto do hostel chamado “Café com Letras”. Nos arrumamos e partimos pro bar, que é uma graça, tem ótimas cervejas artesanais e comida boa. Ficamos mais um tempo lá bebendo e gastando nosso inglês, espanhol e português e decidimos esticar a noite e ir numa balada conhecidinha de lá chamada DDuck. Fomos pra balada só que eu não animei de entrar por motivos de cansaço, fome e música eletrônica/pop que não são muito minha praia, mas no outro dia Nana e Dan me contaram que a balada foi animadíssima. Saí de lá e dei uma passada no BK, que fica aberto até às 5h, pra matar quem estava me matando hahaha. Comi um lanche  e voltei pro hostel pra ter meu sono de beleza em uma cama de verdade, pois em algumas horas iria pra tão esperada Ouro Preto.

Vale ressaltar aqui que fiz (emos) esse trajeto noturno de hostel/bar/balada/BK/hostel todo a pé, pois tudo é muito perto no Savassi, tinham várias pessoas na rua e o bairro passou uma boa sensação de segurança. Vale ressaltar também que eu sou mega sedentária, mas quando to viajando gosto de caminhar bastante pra conhecer as coisas, então se eu consigo vocês também conseguem gente hahahahaha.

Dica I: comprei todas as passagens antecipadamente e também reservei os hostels pq já queria deixar tudo pago, mas recomendo muito o aplicativo do Blablacar, pois dá pra arrumar várias caronas e economizar grana, ainda mais em feriado. Em relação aos hostels, dessa vez fiz as reservas pela Booking, mas dependendo do lugar fica mais barato reservar diretamente com eles, pois tem local que repassa o valor que não será pago com comissão em forma de desconto, vale a pena dar uma olhada.

Dica II: Sou meio péssima pra pedir informações na rua, então baixei o mapa de BH off-line no celular pra ir me guiando e também usei muito o aplicativo do Movit, que eu uso muito aqui em SP, mas que funcionou maravilhosamente lá. Foi assim que descobri os busões pra Pampulha (e com Google Maps também).

Esse foi o dia 1 gente, ainda tem mais de Ouro Preto...

 

 

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Para informação, o onibus da rodoviária a Savassi,é SC04,preço de 2,85

Porém só roda de seg a sábado,não domingos e feriados .

Não entrou na igrejinha da Pampulha? Vai fechar para reforma.

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Em 08/11/2017 em 00:16, D FABIANO disse:

Para informação, o onibus da rodoviária a Savassi,é SC04,preço de 2,85

Porém só roda de seg a sábado,não domingos e feriados .

Não entrou na igrejinha da Pampulha? Vai fechar para reforma.

Então Fabiano, quando cheguei lá era feriado, estava tudo fechado. :(

Mas vou voltar a BH e ficar mais dias, porque amei a cidade!

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É o parque Guanabara, vive cheio nos fins de semana.A foto deve ser na roda gigante. 

Carnaval aqui é desfile de blocos na Savassi,a inscrição deles está sendo agora.

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Em 13/11/2017 em 17:29, Ericalourenço disse:

Onde é esse lugar da foto com seu tênis? sobe onde?

 

Tô querendo passar o carnaval em BH. Booora haha

Erica essa foto do tênis foi na Torre (que eu chamo de Elevador/Turbo Drop) la no Parque Guanabara. Um dos bancos fica bem de frente pra Lagoa e a vista é incrível! 

Se você não tiver medo de altura vai curtir muito rs... E quem sabe rola esse carnaval aí hein :D

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Dia 2 – 16/06/17

Acordei, tomei café com a Nana e o Dan, que me contaram que a balada havia sido incrível, fiz meu check-out e parti pra rodoviária. Como eu estava atrasada fui de Uber, deu uns R$ 10,00 do hostel pra lá. Felizmente deu tudo certo e eu cheguei a tempo de pegar meu ônibus. Viajei pela Pássaro Verde, gostei bastante da companhia, as poltronas são bem confortáveis, têm bastante espaço entre as pernas, reclinam bem e a viagem foi bem tranquila; levou umas duas horas porque o ônibus para em vários pontos e em algumas cidadezinhas no caminho.

Cheguei na rodoviária de Ouro Preto e já tinha visto o caminho andando de de lá até o hostel no nosso amigo Google Maps, que era aparentemente ok. O problema é que a gênia aqui ficou com dúvida de qual caminho seguir e ao invés de perguntar saí andando tipo deixa a vida me levar que uma hora eu chego. Nisso já cheguei na cidade encarando uma descida de 90 graus, com o mochilão nas costas (basicamente desci catando cavaco, pelo menos não foi rolando hahaha). Dica: Saiam da rodoviária e sigam reto a direita (NÃO vão sentido a primeira igreja que vocês virem, que é a Igreja São Francisco de Paula, vão sentido ao Parque Vale dos Contos, é uma rua plana, reta, chamada Padre Rolim; o fim dela dá na Praça Tiradentes).

Enfim, fui descendo a ladeira e me aventurando na cidade, seguindo o Google Maps e me apaixonando por aquele lugar, que é lindo demais!!! Depois de subir e descer algumas ladeiras cheguei no meu destino, o Uai Hostel, que fica na Rua Bernardo Vasconcellos, 133. A localização é excelente, bem perto da Praça Tiradentes, com uma padaria bem em frente e um mercadinho na mesma rua. Peguei um quarto compartilhado misto com 10 camas e café da manhã, a diária foi R$ 44,00. O hostel é bem simples, os quartos não têm lockers individuais mas lá tem um daqueles armários de alumínio para guardar as coisas (levar cadeado). Acho que eles poderiam ter mais tomadas e banheiros, mas o hostel supre bem as necessidades e o staff é bem legal, sempre dando dicas da cidade e convidando pros rolês.

Deixei minhas coisas e saí pra explorar Ouro Preto. A primeira parada foi a Igreja São Francisco de Assis, que é pertinho do hostel e tava lotadaaaa de gente. A entrada é R$ 6,00 (estudante paga meia) e contempla a igreja e o museu do Aleijadinho, que é adjacente a ela. Eu não contratei nenhum guia, mas sempre dá pra pegar um pouquinho da explicação dos grupos de penetra. Realmente a arquitetura e o interior da igreja são impressionantes, muito lindos mesmo, mas não sou tão fã de igrejas e confesso que as estátuas antigas dos santos me assustam um pouco rs O.o; de qualquer forma a visita é imperdível. Na saída aconselho a já descer uma escadinha que fica na parte de trás da igreja e que dá na Rua das Mercês, onde fica a Igreja Nossa Senhora das Mercês e Perdões. A igreja não é aberta pra visita, mas tem uma vista bem bonita de uma parte da cidade.

De lá voltei pra Praça Tiradentes, desci a Rua Conde de Bobadela, que o pessoal também chama de Rua Direita e que é a rua onde têm várias lojinhas, bares e restaurantes e depois fiquei andando pelo centro. Isso já era fim da tarde e eu já estava morrendo de fome, então fui comer num restaurante chamado O Sotão, que fica na Rua São José, 201. A noite eles têm a opção de um rodízio de panquecas e pizza + buffet de sopas que custa uns R$ 30,00 se não me engano, ou só o buffet de sopas, que custa R$ 20,00. O ambiente é bem gostoso e a sopa também (não provei a pizza); quando eu fui tinha um cara fazendo som mas não foi cobrado couvert artístico, ele pedia apenas uma contribuição opcional. Saí do restaurante e voltei caminhando para o hostel, meio que congelando no caminho pq eu tava de shorts, camiseta e uma blusa de frio fina. Durante o dia fez sol e ventou bastante, então foi aquele esquema Karate Kid: põe casaco, tira casaco, até aí nenhuma novidade pra quem é de São Paulo e tá acostumado com o tempo louco, mas umas 17h30 a temperatura já caiu bastante e a noite ficou na faixa de uns 11 graus, então levem roupa de frio gente.

Cheguei no hostel, conheci o Eddie e o Gustavo e depois de muita conversa resolvemos ir na festa junina que estava tendo em frente à Matriz de Nossa Senhora do Pilar. A festa junina estava maravilhosa, com música ao vivo, várias barraquinhas vendendo comida e bebida (feijão tropeiro a R$ 5,00 e 3 latas de Ecobier – nunca tinha tomado, mas é boa – por R$ 10,00, muito amor <3 :x). A festa durou até umas 0h30 mais ou menos e depois de lá eu e o Gustavo ainda demos uma passada no bar Satélite, botecão na Conde de Bobadela, e tomamos mais umas Heinekens antes de voltar pro hostel; chegamos lá umas 2h.  Não sei vocês, mas eu quando pensava em Ouro Preto além de pensar nas maravilhosas construções históricas pensava também em vários bares, festas em repúblicas e etc e tal. Lá tem muitasss repúblicas, mas como eu fui em feriado o movimento tava meio parado, apesar de eu ter visto algumas festas bem animadas no sábado à tarde (o Eddie até foi em uma com os staffs do hostel). Como eu fiz as coisas tudo a pé acabei só indo nos barzinhos próximos ao centro histórico e na festa junina, mas a cidade tem muitasss mais opções noturnas pra quem quiser ir de ônibus ou táxi (quando eu fui não tinha Uber), é só se informar com o pessoal de lá que eles dão umas dicas bem legais. Dica: um blog que eu amo muito e que tem dicas incríveis de Minas, além de outros lugares, é o 360 Meridianos. Peguei bastante coisa da viagem lá então vale muito a pena dar uma olhada. E pra finalizar umas fotos de sexta pra vocês...

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  • 1 mês depois...
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Dia 3 – 17/06/17

Acordei, tomei o café da manhã do hostel, que é básico mas muito gostoso (tinha um pão de castanhas incrível) e fui bater perna. Passei primeiro na feirinha de pedra sabão que é bem pertinho e tem muitas coisas lindas, algumas com um preço barato até, mas eu como boa mochileira que sou não comprei nada rs.

De lá fui para o Museu de Ciência e Técnica da UFOP que, na minha opinião, foi o melhor que visitei lá. O museu é dividido em vários setores (uns mais interessantes que outros) e dá um panorama sobre várias coisas, desde as eras geológicas até a escavação de minerais. A área sobre as rochas é incrível e é possível ver muitos (eu disse muitos mesmo) tipos de pedras. Paguei R$ 5,00 na meia entrada, se não me engano.

Almocei no restaurante Tiradentes, que fica na Rua Amália Bernhaus, 25, praticamente do lado do Museu da Inconfidência, e que é o sonho de todo mochileiro: comida boa e barata. Paguei R$ 13,00 no buffet a vontade, com várias opções. O único porém é que o restaurante é lotado, muito provavelmente você terá que dividir mesa, e às vezes a comida acaba rápido, mas eles sempre vão repondo.

Saí de lá e fui andando sentido a Igreja do Carmo, que está praticamente ao lado. Passando por ela tinha um casal de recém casados que foram até sua entrada somente pra tirar umas fotos (#malandros), fica a dica hahaha. Não entrei na Igreja porque como disse, não é minha vibe, e fui conhecer o Teatro Municipal/Casa da Ópera, o mais antigo em funcionamento das Américas. A visita é bem legal, o teatro ainda tem alguns itens originais, e a meia entrada custa R$ 1,00.

A próxima parada foi no Morro da Forca, um mirante gratuito bem gostosinho que tem um espaço gramado em cima, dá até pra fazer um piquenique. De lá fui para o Museu Casa dos Contos (entrada gratuita), que é incrível também e que várias pessoas me indicaram como sendo o melhor de Ouro Preto. O museu fica num casarão colonial e lá podemos entender bem como era a vida no tempo da colônia, como eram as moedas utilizadas na época, os móveis e etc.

Para finalizar a tarde fui assistir ao pôr do sol sentada na muretinha da Igreja de Nossa Senhora das Mercês e Misericórdia (não confundir com a Igreja Nossa Senhora das Mercês e Perdões do dia 2), que fica ao fim da Rua Padre Rolim, perto da Praça Tiradentes. O pôr do sol foi espetacular, digno daquela cidade maravilhosa e várias pessoas pararam por lá.

Voltei para o hostel, encontrei o Gustavo, conheci o Gabriel a Paola e o Fernando e decidi ir com eles pra um festival de Jazz que ia ter em um bairro um pouquinho afastado do centro e que eu não me lembro o nome (apesar de um pouco afastado fomos tranquilamente a pé). O festival foi bem legal, com show ao vivo e vários food trucks de comidas e bebidas. De lá fomos novamente pra festa junina da Matriz de Nossa Senhora do Pilar, que estava bem animada e durou até 1h mais ou menos, voltamos pro hostel , ficamos conversando mais um pouco e depois fomos todos dormir pra aproveitar o último dia da maioria.

 

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  • 2 semanas depois...
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Dia 04 – 18/06/17

Infelizmente o último dia nessa cidade maravilhosa tinha chegado. Acordei, tomei café com o pessoal e aproveitamos para deixarmos nosso recado na parede do hostel (o Uai hostel tem uma parede cheia de mensagens dos hóspedes, muito legal). De lá partimos para o Mirante do Morro São Sebastião, que é na verdade é só um murinho no meio de uma ladeirona, mas que tem uma vista incrível de Ouro Preto.

Tiramos várias fotos, aproveitamos um pouco mas eu deixei o pessoal lá e fui descendo a cidade porque queria visitar a Matriz da Nossa Senhora do Pilar por dentro, pois só tinha visto por fora nas festas juninas. No caminho passei pela Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos, que é a única igreja em forma elíptica de Ouro Preto, e tem uma arquitetura incrível. Li que a visitação é gratuita, mas como não tentei entrar não sei dizer com certeza. Continuei passeando e me “perdendo” pelas ruinhas lindas de lá até chegar na Matriz. Lá a entrada custa R$ 10,00 a inteira e dá direito a visitação à Igreja e ao Museu de Arte Sacra anexo a ela. Vale muito a pena essa visita, até pra quem não é muito fã de igrejas como eu, pois o altar da igreja tem mais de 400 toneladas de ouro, seu interior é deslumbrante (e o museu é interessante também). Uma curiosidade que eu descobri lá é que o interior das igrejas não pode ser fotografado pois as fotos atraem os ladrões de artefatos históricos; aposto que você, assim como eu, pensou que não podia fotografar pois o flash danificava as obras.

Saí de lá com fome e resolvi caçar um restaurante por perto, porque eu queria comer comida mineira e barata e os restaurantes na Visconde de Bobadela estavam carinhos pro meu bolso. Achei um self-service por quilo bem pertinho chamado Restaurante Sabor das Gerais, na rua João B Fortes, 34. A comida era bem gostosa e tinha bastante variedade (embora estivesse um pouquinho fria, mas eu almocei tarde), e eu gastei uns R$ 15,00 e comi bem.  Falando em comida, outra opção boa (acho, me recomendaram, mas eu não provei) e barata é um restaurante/banquinha que fica no centro (Rua Xavier da Veiga, 443) chamado Box Mineiro. Eles também têm delivery e essa é a página do face pra quem quiser experimentar: Box Mineiro Ouro Preto.

Saí de lá e fui subindo as ladeiras (sempre ladeiras) sentido hostel, pois queria explorar a região por aqueles lados que eu não tinha ido muito, pois é o sentido contrário da Praça Tiradentes. Passei em frente ao Uai e continuei seguindo na mesma rua, observando sempre a arquitetura maravilhosa. Passei pela Ponte de Antônio Dias que tem uma pracinha muito linda embaixo, mas eu não sei como se faz pra chegar até ela, e logo em seguida já é a fonte Marília de Dirceu (aloooo tempos de estudo de Literatura no colégio). Ouro Preto tem diversas fontes dessas espalhadas pela cidade, mas elas são apenas decorativas, não me recordo de ver alguma que tinha água realmente. Continuei subindo a Rua Santa Efigênia (e que subida hein, nessa hora achei que eu ia alcançar a mão de deus) até chegar na Igreja Matriz de Santa Efigênia, que segundo a história foi formada por negros – escravos e alforriados. A igreja não estava aberta para visitação, mas foi possível subir as escadas e ter uma vista legal. Nessa parte a cidade já começa a virar um bairro normal, sem todas aquelas construções coloniais lindas; comecei a dar uma volta por ali mas um menino me alertou que não era muito bom eu ficar zanzando sozinha. Não me senti insegura, mas claramente eu estava com aquela cara de monga turista, como não conheço a dinâmica do lugar e já estava começando a escurecer achei melhor seguir o aviso e voltar para o hostel. Passei o restinho do tempo conversando com o pessoal lá e umas 18h20 fui caminhando pra rodoviária pois o meu ônibus saia às 19h. A viagem foi bem tranquila, teve uma parada e eu cheguei na rodoviária do Tietê umas 5h30.

Então amigos mochileiros, fica a dica: visitem Minas, amem aquele estado maravilhoso e vão pra Ouro Preto pois lá é incrível! Eu definitivamente voltarei!

Se alguém tiver alguma dúvida ou precisar de qualquer informação pode perguntar. :)

 

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