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TatoSR

[DÚVIDA] Cachoeira da Fumaça - Paranapiacaba

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Bom dia a todos,

Estou para realizar a trilha da Cachoeira da Fumaça em Paranapiacaba passando pela Garganta do Diabo e o Lago Cristal.

Lendo vários relatos me deparei com grande quantia de comentários a respeito de assaltos  na trilha, e muita gente frequentando-a sem preocupações com seus lixos e fazendo baderna (Farofeiros).

Gostaria de informações atualizadas sobre esta situação e também sobre a situação do local e das trilhas.

Outra coisa que me chamou a atenção foi referente a proibição da realização das trilhas e da permanência no local estando sujeito a multa. Gostaria de saber se esta informação ainda procede e se existe algum risco referente a isso e entre outros quando for realizar a trilha.

OBS: Nunca realizei essa trilha antes!

(Abaixo imagem sobre comentário referente a proibição)

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Agradeço a todos desde já! :D

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@TatoSR  Eu fazia direto essa trilha há 25 anos atrás e os assaltos já eram constantes e pelo jeito não mudou nada.  Tirando os assaltos é um dos lugares mais belos de SP.  Se puder fazer em dias de semana é a melhor opção e não leve nada de valor. Se for com celular leva um Nokia velho de R$ 50.  Fim de semana e feriados prolongados sempre foi uma farofada triste, provavelmente hoje deve estar pior. 

 

Olha esse relato antigo:
https://www.mochileiros.com/topic/453-trilha-amp-assalto-em-parnapiacaba/

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@Silnei Muito obrigado pelos conselhos! Uma pena mesmo essa questão dos assaltos.... ainda mais por ser um lugar onde deveria ser tranquilo e não haver este tipo de preocupação. Dia de semana para mim fica bem difícil pela questão do trabalho mas não pretendo desistir desta trilha apenas por este motivo. Bora que vamos!!!

Quanto a questão da proibição, sabe me dizer se ainda esta proibida a entrada? Ou é tranquilo ir sem se preocupar com isso?

Minha ideia seria de acampar lá junto a minha namorada e talvez alguns amigos.... 

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Opa! Beleza @TatoSR ?

Meu nome é Leandro, tenho 28 anos e morei praticamente minha vida toda em Rio Grande da Serra e as cachoeiras da serra do mar foram praticamente meu quintal. Digo foram porque este ano me mudei de lá a trabalho.

Sempre frequentei as cachoeiras, mas faz quase um ano que não volto lá (me mudei em maio). Iria agora nesse fim de semana com uns amigos, mas como o tempo não ajudou :(, desisti para ir agora no fim de semana de Natal, provavelmente sábado.

Em relação a assalto, de todas as vezes que fui até lá, nunca tive esse infortúnio, nem meus amigos e nem ninguém que conheci pelas trilhas afora. Já ouvi alguns relatos de assaltos no Caminho do Sal (estrada que dá o primeiro acesso à trilha que leva à cachoeira conhecida como Lago de Cristal), não no início dela, onde começa a trilha, mas mais para o meio, próximo já da Estrada Velha de Santos. Esses casos específicos são de roubos de bike, infelizmente.

Quanto a assalto nas trilhas, nas cachus ou nos acampamentos, acredito que sejam muito raros, pois nunca ouvi falar. Principalmente porque aos fins de semana, que é quando você pretende ir, muita gente frequenta esses pontos e seria mais difícil para um assaltante qualquer tentativa. Claro que é impossível garantir qualquer coisa, mas acho improvável assalto por lá. E se houver, não são assaltos a mão armada, mas grupos de "infratores" que visam a celulares, câmeras fotográficas e outros pertences de maior valor. Neste caso, seguiria o conselho de um outro post acima para não levar esse tipo de coisa.

Existem alguns pontos de acampamento legais e mais "escondidos" e se quiser, depois dou umas dicas.

Quanto às fiscalizações, elas de fato acontecem, mas é bem difícil. Alguns amigos meus já foram barrados na entrada da trilha pela Guarda Civil de Santo André. No dia seguinte em que meus amigos foram barrados (se não me engano, domingo) já não havia mais fiscalização. Já ouvi relatos de grupos que perderam barracas e equipamentos de camping para fiscalização, mas reitero que isso é raro acontecer. Quando há fiscalização é geralmente nas entradas das trilhas, para impedir que entrem e também na Lago de Cristal onde é mais fácil chegar e a concentração de pessoas é maior. Cachu da Fumaça e Garganta (lugares de mais difícil acesso), acredito que não haja fiscalização.

Contudo, É SIM ILEGAL FAZER TRILHAS E/OU ACAMPAR LÁ POR SER PARQUE ESTADUAL e esses trechos não terem estrutura de visitação turística. Mas como no Brasil se esperarmos para regularizarem esses locais para visitação acabamos morrendo sem que isso aconteça, temos que arriscar... ^_^.

Então meu caro, prepare sua barraca, seu saco de dormir e uma meia para fazer o café de manhã que dá pra acampar lá sim :D

Como eu disse no início, se a previsão do tempo manter sol para o fim de semana no Natal, vou para lá e me encontrar com uma galera e descer até depois da Garganta. Se tiver a fim, me dá um toque e a gente vai junto. (11) 997 602 008.

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@lemirando Muito obrigado pelas informações!!! Era exatamente as informações que eu precisava ...

Eu gostaria sim das dicas dos locais de acampamento mais escondidos, seria muito útil!

Nossa ideia seria ir em meados de fevereiro. Eu iria fácil agora em dezembro porem estou sem mochila :( 

Estou para providenciar em janeiro a mochila e algumas outras coisinhas e aí partiuu!!!

Vamos marcar de ir para lá juntos qualquer dia!! E aí você me apresenta as trilhas de lá e os locais "escondidos" :D

 

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    • Por Silvana_23
      Chapada Diamantina 01 a 08 de junho de 2017
      01/06/2017: Vôo de Congonhas para Lençóis com conexão em BH e em Salvador. Cheguei em Lençóis às 14h. Havia uma van da agencia Chapada Adventure Daniel que levava do aeroporto até Lençóis por R$20,00. O aeroporto é minúsculo, nem tem esteira para entrega da bagagem, acho que só há vôos às quintas e domingos. Fica a 30 min de Lençóis. A outra forma de chegar na chapada seria com ônibus a partir de Salvador ou alugando carro. Aproveitar a promoção desse vôo foi a melhor alternativa!
      Fiquei num hostel bem simples (meu Canto Hostel), mas fui muito bem recebida pela Mary. Fiquei de ir à agência Volta ao Parque nesse dia às 19h, já havia reservado o trekking do Vale do Pati de 5 dias/4 noites. Passei no centro de informações turísticas e peguei o mapa da cidade. Naquela hora da tarde, o único passeio possível era o Serrano (cerca de 15 min caminhando) onde havia umas quedas d’água, “piscinas”.

      Na agencia, quando fui conversar sobre o trekking, fui apresentada ao guia que iria comigo (Tiago) e um outro guia fez um city tour cortesia por Lençóis (falou um pouco sobre a época do garimpo).


      02/06/2017: Saí de Lençóis às 6h, demorou mais de 1 h de carro até o Vale do Capão onde encontrei o guia (Tiago) e a namorada dele que também iria no trekking (Gi). Fomos de carro até a entrada da trilha (Bomba). O vale do Pati pode ser feito de várias maneiras, entrada pelo Capão é a mais difícil.

      Caminhamos por uma região muito bonita com vista para o morro do castelo. Paramos no “Rancho” para tomar banho, descanso e lanche. De lá caminhamos mais, subimos o “quebra-bunda” e chegamos ao mirante do Vale do Pati. Vista linda!!!!

      Até ali havíamos caminhado mais de 5h. De lá se podia avistar a “Igrejinha” (onde já havia sido igreja e hoje é uma das casas para hospedagem), mas nós iríamos para a casa de D. Raquel. Descemos por uma parte bem íngreme, com pedras e que exigia 5 apoios. A mochila estava pesada, o que incomodava um pouco, mas foi tranquilo. O guia foi na frente correndo pois disse que teria que reservar jantar até às 17h, mas no trecho em que caminhamos sem ele não tinha erro. Chegamos na casa de D. Raquel umas 17:40. Tomei banho frio, mas regenerador! E a comida então...hum...tinha palma (lembra vagem mas é um cacto), batatinha com queijo, arroz e feijão feitos em fogão à lenha!!!
      03/06/17: Após ótimo café da manhã na casa da d. Raquel, começamos a caminhada rumo ao Morro do Castelo. Tem várias escalaminhadas, mas o visual compensa todo o esforço.  Passamos por dentro da gruta, fiquei com muito medo nesse lugar, mas o mirante no final foi “massa” como eles dizem por lá.


      Depois caminhamos até a cachoeira dos Funis (tem uma parte antes de chegar nela, mas não soube o nome).

      Caminhamos ao todo 5h40 min (14,89km), mas bem tranquilo pois só tinha a mochila de ataque. Outro banho frio e outro jantar maravilhoso na casa de D. Raquel. Acabei combinando com o guia ficar as 3 noites lá e não ter que andar tanto com minha cargueira que estava um pouco grande...o lado ruim foi não conhecer outros moradores, mas gostei de qualquer forma.
      04/06/2017: choveu à noite toda, amanheceu chovendo também...Começamos a caminhada na chuva rumo ao Cachoeirão (parte de cima). Foram 3h30 de caminhada contando um trecho em que ficamos perdidos por causa da visibilidade...fiquei um pouco tensa nessa hora...Mas conseguimos chegar e ver a paisagem sob a neblina...Alguns minutos depois o tempo abriu e o visual foi maravilhoso!!!

      Tirei foto na pedra (lembra um pouco a pedra da Fumaça, que eu veria depois....mas gostei mais do Cachoeirão). Fizemos um lanche ali e logo voltou a chover. Andamos até uma toca que tinha no caminho e na qual muita gente faz pernoite (mesmo sendo proibido). Esperamos mais um pouco ali, mas durante quase todo o trajeto teve chuva e barro. Foram muitos escorregões! O bastão me salvou nessa caminhada. No jantar dessa noite teve godó de banana que é típico da chapada. Gostei!
      05/06/2017: amanheceu chovendo de novo...esperamos até umas 10:30 para começar a caminhada para o Pati de baixo, ruma à casa do Sr. Jóia. O guia havia dito que seriam 2h de caminhada...mas foi 1h40 só até a prefeitura (onde havia sido prefeitura e atualmente é um ponto de hospedagem). Ali a hospedagem era 130,00 com meia pensão. Nas outras casas 110,00. Paramos um pouco para descansar e fiquei admirando a vista do Castelo dali...dava para ver a “janelinha”. Se algum dia voltar ao Pati quero me hospedar na prefeitura. Continuamos a caminhada até a casa do Jóia. Paramos numa ponte para comer e tirar fotos, lugar lindo! A caminhada durou 4h30 total. Deixamos as coisas e fomos ao Poço do Raí. Não entrei, mas o lugar é legal para tomar banho (tenho medo de água fria, uiiii!!!). Jantar bem gostoso também, fomos dormir cedo para acordar cedo no dia seguinte.


      06/06/2017: choveu forte a madrugada toda. Acordei às 5h e estava escuro e chovendo. Descemos para tomar café da manhã e até sair já eram umas 6h15. Logo que sai da casa tem um descida bem escorregadia e depois é só subir a ladeira do Império. 6km de subida, mas chão de pedras, provavelmente colocadas lá pelos escravos. Essa subida demorou 1h27min. Não achei pior que a subida do morro do Castelo, acho que a expectativa de que fosse tão difícil fez até parecer fácil...só cansativa. Foi bom estar tempo fechado, com sol seria muito mais desgastante. Até chegar em Andaraí, caminhada totalizou 4h 40 min.





      Andaraí é uma cidade pequenininha, gracinha! Comi pastel e tomei sorvete de coalhada com calda de maracujina. De lá, o carro da agencia nos levou ao Poço Azul, onde eu faria a flutuação. São 20 min para ficar no poço, chegamos numa hora muito boa, em que os raios do sol entravam na gruta e mostrava todo o azul do poço! Lindo! Depois voltei para Lençóis. Para as próximas noites eu havia reservado quarto na Pousada Roncador (mais próxima na Praça central), bem perto da agência. É simples também, mas gostei. Caminhei pelo centro e jantei estrogonofe de palmito de jaca. Conversei na agência Volta ao Parque e queria fazer o passeio da Cachoeira da Fumaça com Morro do Pai Inácio no dia seguinte. Disseram que era possível.
      07/06/2017:
      Fui à agência pensando que faria o passeio Cachoeira da Fumaça/Morro do pai Inácio. No carro estava eu e mais um casal. O motorista e guia era o Babal (só lembro o apelido...). O começo da trilha para Fumaça é no Capão. Paramos na cidade Palmeiras no caminho, para comprar lanche (1 pão de hambúrguer + 2 pães de queijo por 5reais!!!). A entrada da trilha também é entrada para quem vai fazer a travessia Capão Lençóis e para quem vai para a parte baixa da Fumaça (mas que precisa ser feita em mais de 1 dia, acampando). Todos registram sua entrada na trilha e para onde irá. Já houve muitos casos de desaparecimento e suicídios na Fumaça, triste...O começo é mais difícil por ser subida, mas depois fica um caminho plano quase por completo. Infelizmente estava chovendo e nublado. Na ida não conseguimos ver muita coisa. Mal consegui ver a cachoeira ao chegar lá, mas depois de lanchar, quando estávamos quase indo embora o tempo abriu novamente e o visual ficou incrível!!!! Essa é a segunda maior cachoeira do Brasil. A caminhada de ida demorou 2h 10 e a volta 1h30. Ao terminar temos que registrar a saída. A associação que cuida do local não cobra entrada mas pede doação para auxiliar no trabalho deles...eu não tinha nada trocado, acabei dando a bolacha que estava fechada na minha mochila e deu pra ver que alegrei a galera!!!


       
      No caminho de volta, descobri que o casal que estava comigo havia comprado o passeio Fumaça + Riachinho (que é o padrão de todas as agências). E a subida no Morro do Pai Inácio só pode ser feita até 17h...como ficamos mais tempo na Fumaça porque demorou para abrir o tempo e passamos na Riachinho, não consegui ir ao Pai Inácio ver o pôr do sol...o que me consola é que mesmo se tivesse dado tempo, eu não veria nada pois estava chovendo...mesmo assim fiquei um pouco chateada...de qualquer forma tenho motivos para voltar à Chapada! Jantei risoto de carne seca num restaurante na esquina da rua da pousada, um dos poucos que tinha espaço interno, pois estava chovendo e a maioria dos restaurantes coloca mesas nas ruas. Encontrei duas pessoas que também estavam no Pati no período em que eu estava, jantamos juntos e depois comemos sobremesa numa doceria muito fofa (D. Sonia). A filha dela também é guia, ficamos conversando, ela falou mais sobre a chapada e seus atrativos. Com certeza quero voltar para conhecer a cachoeira do Buracão, Igatu e grutas e Pai Inácio. Pelo menos o Pati que eu mais queria já fiz, mas voltaria de novo também, ficaria na igrejinha, casa do sr. Wilson e prefeitura. Gostei da agencia que contratei, o preço estava razoável por ser Chapada (infelizmente é preço para estrangeiro).  Mas agora que já conheço um pouco, gostaria de ir de carro, sem pressa, parando nas cidadezinhas que gostar...aproveitando mais esse lugar encantador.

       
    • Por Jorge Soto
      BATE-VOLTA NO VALE DO QUILOMBO
       
      Não deu nem 2 semanas de ausência de Paranapiacaba q não resistimos à tentação de lá retornar p/ perscrutar outros rincões perdidos na mata q haviam deixado vastas possibilidades de nossa incursão anterior. Se naquela oportunidade havíamos apenas arranhado superficialmente as encostas verdejantes da Serra do Quilombo, desta vez a intenção seria descer de fato às corredeiras e poços do rio q lhe emprestam o nome. Isso resultou num árduo bate-volta, porém adrenado e bem gratificante. Afinal, não é qq um q tem joelho p/ descer (e subir, posteriormente) os quase 800m de desnível q separam o planalto da famosa vila inglesa e o sertão verde q abraça as margens do fantástico Rio Quilombo.
       
      A previsão meteorológica se mostrara incerta durante a semana, razão pela qual não houve interesse geral nesse bate-volta planejado de última hora. Além disso, a festança promovida à noite anterior apenas cunhava de razão quem ainda matutava o convite. Entretanto, c/ tds esses "poréns" (inclusive uma ressaca brava!) estava resoluto a voltar p/ serras de Paranapiacaba, ainda + contagiado pelo enorme interesse da Báh (apelido carinhoso da Bárbara) em me acompanhar pois nunca tinha pisado na ilustre vila inglesa, q por sua vez dista apenas 40km de Sampa.
       
      Assim, saltamos as 8hrs numa RG da Serra envolta em brumas após cochilar boa parte do trajeto no trem. Os 20min de espera do busão passaram rapidamente e foram preenchidos beliscando guloseimas, brincando c/ trocentos vira-latas ou apenas ouvindo um bebum chato q encarnou na gente. O dia de fato não estava nada animador; nublado e c/ espesso nevoeiro, desestimulava qq passeio à região, e isso era visível, pois em Paranapiacaba não desembarcara nem meia dúzia de pessoas.
       
      Atravessamos a passarela metálica observados por um "Big Ben" bocejando em meio ao "fog londrino", típico daqui, ate ganharmos as ruas q logo nos conduzem à bucólica "Estrada do Taquaruçu". Após o portal e a cancela do Parque Nat. Nasc. de Paramapiacaba, andando tranqüilamente por um caminho cascalhado decorado de lírios-do-brejo e maria-s/-vergonhas, os primeiros raios do sol despontavam espiando-nos através de fragmentos de céu azul! A iluminação matinal conferia um "quê" de onírico àquela simplória estrada, sensação aumentada c/ a "chuva" de pétalas dos ipês-amarelos esvoaçando à menor brisa em meio à revoadas de vistosas borboletas.
       
      A Báh se encantava c/ os efeitos da iluminação nas inúmeras teias-de-aranha do percurso e merecedoras de mtos cliques de seu celular. Por sorte, a pernada oxigenara meus pulmões e a leve dor-de-cabeça da ressaca da noite anterior foi se diluindo conforme os passos eram dados. Uffaaa, menos mal! Não tardou p/ deixarmos à estrada e, após a entrada da "Trilha da Água Fria", mergulhamos na mata fechada pela "Trilha da Comunidade".
       
      As chuvas dos últimos dias haviam deixado a picada bastante úmida e escorregadia, mas o frescor da mata foi + q bem-vindo qdo começamos o trecho árduo de subida, em ziguezagues, q esquentou o corpo e encharcou nossos rostos. Dessa forma, após quase 270m de desnível, as 10hrs alcançamos a vasta clareira q marca o topo do morro, onde descansamos ao lado das ruínas da "Comunidade", beliscamos alguma coisa e a Báh terminava de me contar suas peripécias no P. da Neblina. Contudo, as brumas haviam retornado c/ força total, dando ao local um aspecto de "Machu Pichu tupiniquim", já q ali tb - no alto da Serra do Mar - tb nalguma ocasião (não) mto remota habitara uma antiga comunidade. Mais cliques, lógico!
       
      A pernada prosseguiu através de uma picada à esquerda das ruínas, q mergulhou novamente na mata e desceu por um bom tempo em suave declive, s/ problemas. O único inconveniente foram as trocentas (e enormes) teias-de-aranha q insistiam em beijar nosso rosto, indicando o pouco uso da picada. As 10:30 caímos na famosa bifurcação em "T" e, não repetindo o erro da ocasião anterior, tomamos s/ pestanejar a ramificação da esquerda q por sua vez não tardou a nos deixar na picada oficial da "Volta da Serra", vinda da estrada. Daqui bastou apenas acompanhar a picada - obvia e s/ mta declividade, porem perdendo altitude imperceptivelmente - sempre bordejando a encosta esquerda da verdejante Serra do Quilombo.
       
      No caminho desta antiga vereda, os atrativos são as velhas fornalhas cavadas na encosta, macucos indignados diante de nossa presença e um belo riacho descendo a serra q molha nossa goela. Sem falar na exuberante vegetação da Mata Atlântica, q em suas raras frestas nos permite vislumbrar o majestoso e imponente Vale do Quilombo, c/ suas verdejantes escarpas debruçando-se q quase verticalmente sentido litoral, à sudoeste.
       
      As 11:30 e após cair numa picada maior, damos finalmente na "bifurcação das bananeiras", de certa relevância. Pois bem, até então havíamos feito um repeteco do roteiro da ocasião anterior, c/ a diferença q desta vez não tomaríamos o ramo da direita, q daria a volta pelas encostas de serra ate a vila. Sendo assim, nos lançamos pela trilha da esquerda q nos levaria ao fundo do vale propriamente dito. O inicio deste trecho estava repleto de brejo e charco, e não nos restou opção senão descer champinhando ate cair numa clareira c/ restos de acampamento.
       
      Atravessamos um pequeno riachinho ate q a trilha volta novamente a subir, costeando agora um ombro de serra pela direita. Desembocamos então numa picada + larga, visivelmente no q fora outrora uma antiga estrada porem tomada em parte pelo mato, principalmente por belos exemplares de cedros, orquídeas e bromélias. Surgem pequenas e discretas bifurcações, mas o sentido é (meio) obvio indo sempre na picada + batida. Ainda assim, sempre procuro deixar alguma marcação na trilha ou apenas memorizar corretamente o trajeto p/ não ter surpresas na volta. "Ta td sussi!", a Báh responde ao lhe indagar se tava cansada. Ótimo, era sinal q poderíamos continuar no ritmo forte q havíamos imposto à pernada até ali.
       
      No alto do morro andamos um pouco ao largo de sua estreita crista ate desembocar numa bifurcação maior, cujas duas ramificações estavam bem batidas. E agora? Bem, escolhi a picada da direita (q me pareceu ser a "Trilha 240º") apenas por bom senso, mas poderíamos ter tirado no "par ou impar", pois acredito q a outra tb levasse ao rio, porem nas corredeiras bem + acima. Taí + um motivo p/ voltar e explorá-la noutra ocasião. Pois bem, tomando o ramo da direita começamos bordejando uma encosta bastante íngreme, p/ depois descê-la em curtos ziguezagues. Logo caímos num ombro (ou crista) de serra q bastou descê-lo quase q reto e forte, piramba abaixo, c/ mato caindo por ambos os lados e q demandou tb q nos firmássemos no arvoredo ao redor.
       
      Perdendo rapidamente altitude, o rugido do rio foi aumentando cada vez + de intensidade, sinal da proximidade do fundo do vale. Pequenas bifurcações surgem (e + marcações vou deixando), e após um ultimo trecho de ziguezagues, bordejamos uma ultima encosta ate cair finalmente em meio às primeiras pedras e lajedos às margens do Rio Quilombo, as 12:30! O local é cênico: corredeiras, piscinões e cachus de água cristalina em meio a enormes blocos de pedra esparramados por td a extensão do rio, q por sua vez desce vale abaixo numa espécie de desfiladeiro. Td isso emoldurado e cercado pelas imponentes e verdejantes montanhas da Serra do Mar.
       
      Não pensei duas vezes e mergulhei num enorme e convidativo piscinão à minha frente. A Báh, em contrapartida, empenhou-se + em explorações dos arredores e encontrou duas peçonhentas entre as pedras (inclusive uma charmosa jararaca!), o q já a deixou feliz da vida. Aqui as possibilidades de pernadas eram inúmeras: desde descer o rio ate a Piacanguera; subi-lo em direção ao Poço das Moças; ou até mesmo atravessa-lo e ganhar as cachus/corredeiras de outro gde afluente próximo, o Rio Anhangabaú. Porem, como esta era nossa 1º exploração, não estávamos devidamente equipados e nem dispúnhamos tanto tempo assim, nos limitamos apenas à curtir aquele belo e bucólico remanso.
       

       
      Após uma hora exata de descanso e de comer alguma coisa, as 13:30 colocamos pé na trilha p/ retornar pelo mesmo caminho. E teríamos q ser ligeiros, mas não pelo fato da árdua (e looonga!) subida q tínhamos pela frente, mas pelo fato do céu subitamente se cobrir de densas nuvens e um leve chuvisco começava a fustigar nosso rosto. Perguntei p/ Báh se ela tava pronta p/ encarar, e esta respondeu c/ td tranqüilidade do mundo: "Ta td sussi!"
       
      E lá fomos nós novamente subindo td o trajeto feito, sempre em "primeirinha", e no final dos primeiros 10min já estávamos bem ensopados de suor. No entanto, isso não reduziu nosso ritmo q manteve-se constante td tempo. As marcações deixadas foram tb fundamentais p/ diluir qq duvida q por ventura surgisse, já q a perspectiva da mata era totalmente diferente no sentido contrario. Quiçá por isso q nosso tempo de subida, por incrível q pareça, foi bem inferior ao da descida (!?) Eis um mistério q nos intrigou.
       
      Dessa forma "misteriosa", as 14:30 já estávamos de volta à "bifurcação das bananeiras", onde a partir dali o terreno praticamente nivela e a pernada ganha + agilidade e velocidade, já q a dificuldade de orientação aqui é quase nula. Pra não ter de voltar pela "Trilha da Comunidade" e subir desnecessariamente até as ruínas, ignoramos a picada q desce da esquerda e nos mantemos na principal, sempre descendo suavemente pela encosta direita da serra. De repente emergimos da mata, e a paisagem descortina à nossa direita a vila-presépio do Taquarucu, c/ as cores vivas de sua simpática igrejinha destacando-se em meio ao sertão e das montanhas verdejantes q parecem abraça-la! A ameaça inicial de chuva passara faz tempo e agora um sol brilhava radiante por td a serra.
       
      Após um bosque de eucaliptos, caímos finalmente na estrada de terra por volta das 15:40. Como a estrada liga os municípios de Sto André e Mogi das Cruzes, o sentido a tomar daqui era o da esquerda. E tome estrada! Quase 2km após ter começado, passamos por dois cruzeiros na beira da estrada, ate passar pela entrada de acesso das trilhas no inicio do dia. O cansaço acumulado já se fazia sentir, ao menos pra mim, e não via a hora de estacionar num boteco da vila p/ molhar a goela c/ uma breja gelada! A fome, por sua vez, era o q motivava a Báh a continuar, apesar de estar fisicamente bem "sussi", pra variar! Tanto q ela não parava de falar num franguinho de "televisão de cachorro" q havia visto pela manhã.
       
      Chegamos no vilarejo finalmente as 16:30, um tempo recorde q ate nos surpreendeu! Independente disso, estacionamos num dos quiosques da vila e mandamos ver td q tínhamos direito. A movimentação tava razoável, c/ td mundo já começando a se mandar qdo as brumas tomaram outra vez conta da vila, e q com ela trouxe tb um leve friozinho. De bucho cheio, tomamos o busão de volta p/ RG da Serra quase 18hrs, já escurecendo, e de lá tomamos o trem p/ Sampa, trajeto este q fizemos amparados nos braços de Morpheus. Dali p/ casa foram dois palitos, claro.
       
      E assim foi mais um produtivo domingão enfiados no meio do mato, já c/ breve promessa de retorno diante das tantas possibilidades ainda p/ explorar. Essa, enfim, é a vila de Paranapiacaba, sempre cercada pelas belezas da Mata Atlântica, c/ trilhas e paisagens q nem parecem estar tao próximos da capital. Basta apenas um passeio curto p/ se chegar lá e passar o dia, onde é possível fazer caminhadas diferentes p/ tds gosto e fôlegos, e onde cada investida parece revelar sempre novas opções de pernada. Só repete roteiros quem quer. Portanto, basta aguardar uma brecha oportuna de bom tempo, chamar alguém disposto p/ um bate-volta "natureba-diferenciado", respirar fundo e entrar em contato c/ a natureza exuberante da Serra do Mar.
       
      Fotos da bagacinha
      http://www.altamontanha.com/colunas.asp?NewsID=1281
       
      Jorge Soto
      http://www.brasilvertical.com.br/antigo/l_trek.html
    • Por Kássio Massa
      Trip realizada no dia 06 de Novembro de 2011
      Galeria de fotos da trip
       
      Roteiro traçado é roteiro cumprido, mesmo que, para isso, sejam necessárias uma ou mil tentativas!
       
      Minha tentativa de atingir os trechos mais dificultosos do tal Rio do Meio, na última Quarta-feira(02/11), não me rendeu mais que alguns ralados e retratos do trecho que antecede o chamado "Portal", onde o mesmo encontra a cachoeira da Fumaça, do Rio das Pedras, para assim prosseguir pelo Vale da Morte, com o nome de Rio da Onça.
       
      Determinado a conseguir tal façanha de burlar os enormes pedregões do leito do rio, para assim, atingir, em uma cota mais abaixo, um precipício com pouco mais que 30m de profundidade, batizado de Garganta do Diabo, fui, tão somente acompanhado pelo Gabriel, a saltar nos arredores de Rio Grande da Serra, este Domingo(06), às 8h30. Demos início fácil e ligeiro à caminhada pela estrada das antenas, até atingirmos o Lago de Cristal, em cerca de 40min, por uma encharcada, porém, suave, trilha que acompanha o leito raso desta parte do Rio do Meio - ou Rio da Solvay, se preferir -, o mesmo rio que, após o dito Lago de Cristal e a Cachoeira das Graças, se revela extremamente agressivo e traiçoeiro.
       
      Desta vez, estávamos pouco mais adiantados que na incursão do feriado, porém, não nos atentamos a fazer hora nestes pedaços sussas da trilha. Às 9h30, adentramos o "caminho das pedras", passando pela Cachoeira Escondida para uma breve - muito breve - refrescada, e demos início à descida do rio, ora saltando, ora escalaminhando, ora desescalaminhando, por pouco mais de 1h, até atingirmos o referido "Portal". A partir deste ponto, nosso rio passa a se juntar ao Rio das Pedras - Cachoeira da Fumaça - e segue adiante com o nome de Rio da Onça, até desaguar no Rio Mogi, que por sua vez, finaliza seu curso em Cubatão.
       




       
      Após a breve parada frente a um poço formado no final da Cachu da Fumaça, encontramos um grupo de rapazes que terminavam sua descida pela dita cachoeira quase vertical, e que, também, seguiam rumo à garganta demoníaca. Sendo assim, resolvemos acompanhá-los, sem muitas paradas mais.
       
      O "Portal" também marca o início de um trecho crítico do rio, denominado Vale da Morte, onde as pedras ficam ainda mais altas e difíceis de serem transpostas - cabe aí muita cautela e atenção, pois qualquer vacilo pode comprometer não apenas a jornada, mas sim, a vida de quem se acidentar. Mesmo com algumas dificuldades, até devido à minha baixa estatura, consegui desenvolver um "bom" ritmo, sendo que, após cerca de 1h desde a Fumaça, atingimos o topo da cachu que despenca abismo abaixo, por pouco mais que 30m, na chamada Garganta do Diabo
       

       
      Deste local, ainda sai uma íngreme trilha que leva à parte de baixo da cachoeira. Não satisfeitos com o magnífico visual que já presenciávamos alí, decidimos seguir por esta trilha, que, antes mesmo de atingir o rio mais abaixo, passa por uma clareira onde é possível acampar, ou mesmo, a partir de uma bifurcação à esquerda(para quem está descendo) ter vista da Garganta por outro privilegiado ângulo!
       




       
      Desescalaminhada após desescalaminhada, atingimos um novo poço, onde a rainha da vez era uma modesta queda d'água que procedia a grande queda da Garganta do Diabo. A partir deste local, só é possível prosseguir munido de equipamentos apropriados.
       


       
      Retornamos pelas mesmas pirambas, acompanhados dos rapazes, que também desceram a íngreme trilha. Porém, os mesmos seguiram às pressas rio acima, enquanto eu e o Gabriel ainda paramos para fotografar as últimas paisagens surreais. Ainda na acidentada trilha, era preciso enfrentar um obstáculo: um paredão escorregadio, com poucos pontos de apoio e quase vertical. Me apoiei em uma pedra que, aparentemente, estava firme, porém, a mesma se desprendeu, fazendo com que eu caísse 5 metros paredão abaixo! Acabei saindo ileso dessa, e por muito pouco, a mesma pedra não veio a me atingir, caso não a tivesse empurrado para o lado, ainda durante a queda.
       
      Enfim, demos continuidade ao retorno, que, por ser praticamente todo em subida, tornou-se muito mais fácil, seguro e, igualmente, cansativo! Atingimos a Cachu da Fumaça em menos de 40min, chegando à Escondida 30min depois. Já na trilha íngreme, após deixar para trás o árduo caminho das pedras, orientei o Gabriel a seguirmos pela Cachoeira das Graças, que também era possível caminho para o Lago de Cristal, bastando escalar um paredão vertical com diversos pontos de apoio. Uma vez no lago, uma sensação de dever cumprido toma nossos pensamentos, acompanhando-nos até a volta para nossas... homes!
    • Por Dyanne
      ola galera...
       
      voltando aqui pra postar o meu segundo relato
       
      tendo total sucesso na nossa primeira trilha ao poço formoso fiquei tentada a voltar para a pequena vila e fazer outra o mais rapido possivel ^^ (circulo viciante)
       
      pesquisei a respeito do lago de cristal, porém optei por subir a pedra Grande mais uma vez influenciada pelos relatos do "Massa" rs
       
      então no feriado da consciência negra me encontrei com o meu parceiro de aventuras as 7:00 no ponto aqui perto de casa e la fomos nós a Paranapiacaba...
       
      chegando na vila, compramos mantimentos e antes de encarar a longa estrada de taquarussu subimos ao mirante do lado do cemitério...
       

       
      o tempo estava ótimo bem diferente do que a gente viu na primeira trilha o que nos deu mais coragem ainda pra pernada que nos aguardava, descemos então a ponte em direção a estrada não sem antes também tirar fotos da vila e da locobreque...
       

      locobreque

       
      mais alguns cliques, depois de passar no bar da Zilda pra tomar algo gelado e criar coragem, finalmente chegamos na estrada... as 10:00

       
      seguimos então a estrada sem grandes mudanças de paisagem....cruzavamos vez ou outra com motos de trilha e ciclistas

       
      depois de muito andar, chegamos na vila de taquarussu onde comprovei o q o guarda metropolitano de paranapiacaba a quem pedimos algumas informações nos informou que na verdade era at muito pequena pra parecer uma vila com casinhas contadas a dedo, igreja e uma pequena represa...De dia naquele sol me parecia uma cidade fantasma de faroeste porém a noite imaginei como um cenário de jogo apocalipitico!


       
      até aqui tudo tranquilo foi depois de passar pelo pesqueiro que o perregue começou...
       

       
      depois de passado o pesqueiro truta nas pedrinhas entramos a direita como li no relato do "massa", passamos por uma propriedade com dois cachorros de caça , um deles bem exaltado tentando pegar os patos quase nos fez retroceder até eu perceber que ele estava preso por uma corda
       
      então continuamos depois dessa primeira propriedade tínhamos duas opções seguir reto ou uma bifurcação a direita onde entramos pensando ser a tal trilha até a pedra, errado!
       
      começamos no que parecia ser uma trilha que foi se fechando cada vez mais...embora inocentemente eu ainda achasse que era a certa...
       
      que nada... estávamos em mato fechado mais jurava que estava certa e teimosa como sou (preciso trabalhar nisso) não quis admitir o erro e como estava dando pra andar desviando dos obstáculos sempre em zigue e zague, achei que estavamos paralelos a trilha certa e que podíamos encontra-la em algum ponto...estava enganada.
       
      quanto mais andávamos mais agonia dava, o clima estava tenso e andávamos em silêncio, o único som era do "ai!" pq tinha muitos espinhos, tensa como eu estava e cheia de adrenalina nem estava me importando no momento, só queria chegar!
       
      fizemos um verdadeiro vara mato (só que sem a faca q seria muito útil por sinal), chegamos até uma parte onde tinha muito bambu e o Alex até se inspirou a querer bater fotos e quebrar um pouco o clima tenso porém estava mais preocupada em como chegaríamos, voltaríamos e a vegetação me deixou confusa oras aberta...oras fechada... aquilo com certeza não era uma trilha!
       
      depois de andar mais um bom bocado sem saber onde estávamos, passamos por mais uma propriedade que era um sitio que tinha uma placa bem grande dizendo proibida a passagem sem autorização, ouvimos barulho de cachorro e por via das duvidas a contornamos pela cerca por um caminho que se escorregasse era direto pro hospital pela queda ou por se cortar no arame farpado!
       
      continuamos pelo caminho árduo de espinhos, deslizamentos, troncos e etc...a essa altura já tinha total certeza que tomei o caminho errado em algum ponto distinto e já tínhamos andado muito, pelo menos eu achava, já que as arvores fechavam o céu acima de nós o q me deixava claustrofóbica e meio desorientada sobre onde estavamos em relação a pedra...a teimosia era maior e não me deixava retroceder, já tinha chegado até ali e iria até o final até pq tinha certeza de que já no topo acharia a trilha certa de volta.
       
      Alex até tentou me fazer voltar para trás sutilmente me dizendo que se eu não queria voltar pq estava machucada e estava preocupado, mais tentei transparecer a maior confiança do mundo de q iriamos chegar no objetivo...(era só subir então se já estava ferrada mesmo pelo menos ia até o final!).
       
      ele me olhou como se estivesse prestes a me carregar pra casa se fosse necessário mais que também iria dar o voto de confiança que eu precisava de q ainda podíamos chegar la...
       
      passado esse drama continuamos a subir... já estava anestesiada a dor que os espinhos e outros obstáculos me causavam então tentei me concentrar em detalhes como pequenas clareiras de luz, as arvores abaixando, pedras enormes e o barulho do vento mostrando que pelo menos estávamos subindo...
       
      Avistei uma clareira logo depois da subida íngreme em que estávamos como se o terreno la estivesse plano não deu outra me apressei em chegar até ela escalando como se estivesse ficando sem ar...
       
      quando alcançamos a clareira estávamos bem ao lado esquerdo da pedra tínhamos duas opções ou subíamos por ali mesmo que não era tão 'íngreme" e estava coberto com capim dourado seco até o topo(porém uma tropeçada ou perda de equilibrio era morte na certa, pq não tinha nada pra se segurar na caída) ou encarava a mata fechada de novo!
       
      não pensamos duas vezes e decidimos ir conquistando pelo lado da pedra até o topo, a vista era linda mais nem olhei pra trás com medo de ter uma vertigem, perder o equilíbrio e descer a montanha rolando...fomos bem dizer escalando, forçando o peso do corpo pra baixo e com cuidado porém estava andando com uma certa pressa, aquela situação também estava me deixando agoniada, Alex foi na frente com as mochilas e eu logo atras, em todo o perrengue que passamos aquele foi o mais fácil de vencer porém foi o de maior risco... arranhões não era uma das opções ali!
       
      chegamos em fim ao centro do topo, fiquei super empolgada "we are the champions my friends" mais logo sentei como se estivesse andando a dias, puxei todo o ar que pude e fiquei algum tempo parada até me estabilizar, devido a fatores como adrenalina, cansaço e latitude fiquei super ofegante...enquanto isso Alex ligou o radio e constatou que chegamos ao topo exatamente as 14:00 contabilizando 4 horas de ida e ainda precisávamos descobrir como voltaríamos.
       
      demos alguma olhada ao redor e já fomos até a ponta da pedra montar o piquenique, agora que estava parada e o sangue esfriava começava a ver realmente os estragos: como muita fome e minhas pernas putz as duas cheias de vergões,arranhões e ralados que começavam a doer pra burro, mais ainda quando eu tive a brilhante ideia de jogar água pra limpar os machucados...
       
      depois de comer os dois sanduíches que o Alex preparou pra mim e passada a adrenalina conclui q até foi duro chegar ali, mais perrengue faz parte, erros ensinam e a vista era linda!
      então comecei a curtir o momento e tirar fotos...
       


      Convidado do piquenique

       
      curtimos mais um pouco ouvindo legião urbana e apreciando a vista até q chegou 3 rapazes mais um senhor que era o tio e trazia os meninos para uma excurssão a pedra, fizemos amizade e explicamos o perrengue q passamos, pedimos encarecidamente se podíamos voltar com eles e evitar mais arranhões e stress na volta...eles ficaram felizes em nos ajudar!
       
      os nossos recentes amigos tiraram a nossa ultima foto na pedra...

       
      começamos a descida que foi bem íngreme porém divertida, aberta e muito mais segura que a subida, estávamos na trilha certa!

       
      os nossos amigos nos guiaram no caminho sem muita dificuldade até chegarmos em outra propriedade aparentemente abandonada com piscina que vimos do alto da pedra, pulamos a porteira branca da entrada e depois nos despedimos do pessoal que ainda iria pegar as bikes que esconderam no mato, depois desse ponto tinha uma entrada a esquerda e outra a direita fomos orientados a seguir pela esquerda pra chegar onde tudo começou na propriedade do cachorro caçador de patos....passamos pelo caminho dos dutos e chegamos de onde saímos e percebi o meu erro, deveria ter seguido reto logo após a primeira propriedade ao invés de ir pela entrada a direita!
       
      sem mais delongas nos apressamos no caminho de volta pq ainda queríamos assistir o final do jogo do Corinthians, mais claro que parando para alguns rápidos cliques,tomar uma breja no pesqueiro e para lavar o rosto no riacho que vimos na ida...
       

       

      A mãozinha...
       
      chegando na vila, fomos ao bar da Zilda e vimos o Corinthians tomar o gol e logo em seguida virar o jogo
       
      depois de bebemorar o dia e a vitória do Corinthians rumamos ao ponto mais não antes de passar no mirante de novo e ver a vista de Cubatão linda com as luzes acessas...pena que foi ai que minha câmera me deixou na mão.
       
      fomos para o ponto e ja eram 20:30...aguardamos o que parecia uma eternidade e finalmente EMTU/Trem/Metrô/ônibus.....lanchonete...CASA!
       
      aprendi muito nessa segunda trilha e ja anseio voltar a pedra(do jeito certo claro!)rs, estou adorando viver essas aventuras e descreve-las aqui!
       
      agradecendo mais uma vez ao Alex que me apoiou quando foi necessário, mesmo me chamando de doida , aguentou firme e confiou em mim até o final!
       

      A vida é uma escalada...mas a vista é ótima.
    • Por Renato37
      Trilha feita em 25/04/2013.
       
      Álbum com todas as fotos estão em:
      https://picasaweb.google.com/110430413978813571480/CachoeiraDosGramposATartaruguinhaEFumaca?authuser=0&feat=directlink
       
      Eram 8:15h quando saltei do trem na estação de Rio Grande da serra (Linha 10 - CPTM), originalmente construída pelos ingleses no século XIX que tal como Paranapiacaba, estava envolvida no seu tradicional "fog" de inicio da manhã, qdo noto que, ainda faltavam 15 minutos até a partida do busão das 8:30h, aproveitei para dar um pulo na padaria Barcelona e comprar presunto para o pão sovado que trazia de casa, mas que esquecera de comprar presunto para o recheio.
       
      Feito isso, fui para o ponto do busão e após o curto percurso com meia dúzia de passageiros no interior do veiculo, saltei no km 43, próximo a entrada da estradinha do etilenoduto a direita, portal que foi já palco de várias outras picadas feitas anteriormente. Após umas alongadas básicas, dei inicio a pernada propriamente dita as 8:50h. Durante a caminhada, notei que o sol estava rapidamente dissipando a névoa e os trechos de céu azul mostrara que o dia seria igualmente aproveitável e livre de qualquer vestígio de nuvem nas próximas horas.
       
      A estradinha estava bem seca, mostrando que fazia mais de 1 semana pelo menos que não caíra uma gota sequer naquela região, coisa rara em se tratando de uma das regiões mais chuvosas do país, perdendo apenas para a Amazônia. Mas quase todo lugar tem seu período seco (ou menos chuvoso) e a serra de Paranapiacaba não seria diferente, mesmo sendo próximo a Sampa, muitas vezes aqui passa 1, 2 até 3 meses sem cair uma gota sequer, enquanto lá o efeito da orografia e a alta umidade da serra, provoca chuviscos e chuvas fracas, mas constantes, durante a passagem de qualquer frente fria, mesmo fracas e pelo oceano.
       

      Ainda no trecho inicial da estradinha de terra
       
      A estrada + seca permitiu uma pernada mais tranquila até o inicio da trilha, exceto por 2 caminhões que passaram por mim durante o trecho inicial, me fazendo comer poeira. Adentrei a primeira bifurcação a esquerda, que leva a cachoeira do vale, trilha das torres, morro do careca e cachu escondida. Os trechos tradicionalmente enlameados e que ficam difícil de transpor, com o tempo seco, viram terra batida e as marcas de bota afundada na terra ficam duras como se tivessem sido cimentadas.
       
      Ótimo para ter o prazer de pisar ali sem afundar o tênis na lama, além de agilizar o ritmo da pernada. O som dos caminhões carregando e descarregando algo em alguma obra ali perto, foram ficando para trás dando lugar ao silêncio da floresta, depois de passar por uma antena de transmissão de energia, a estradinha adentra de vez na floresta até que as 9:16h, cheguei ao encontro das 2 estradinhas de terra que vem lá do asfalto com o inicio oficial da trilha (bem no meio entre as 2) a direita.
       
      Mas não deu nem 5 minutos na trilha da cachu do vale que logo chego no trecho onde a trilha cruza o rio vermelho. A partir dai, abandono a picada principal em favor da pequena e curta trilha a esquerda, que desce em poucos metros somente até a margem do rio vermelho. A partir de agora, já não tem mais trilha, a próxima hora será toda percorrida pelo leito pedregoso, porém calmo do rio vermelho, sabendo disso, antes de meter o pés na agua, aproveitei para trocar de roupa e colocar as roupas mais surradas, preservando a bota e calça secas para a volta.
       
      E assim, as 9:30h saio da trilha e inicio a caminhada pelo trecho do rio vermelho. As águas do rio estavam + geladas do que normalmente já são, o que fez meus pés doerem um bocadinho no começo até acostumarem com a temperatura da agua. Tchibum em alguma piscina natural pelo visto estava totalmente fora de cogitação, pois a friaca do outono e o vento gelado da manhã, me fez supor que dificilmente faria calor durante a tarde, mas por via das dúvidas, sempre carrego comigo meu bermudão para banho.
       

      Rio vermelho visto da trilha da cachoeira do vale
       

      Trecho do Rio vermelho
       
      Durante o percurso pelo leito do rio vermelho, cujas aguas seguiam calmas e rasinhas em direção ao topo da serra, dando voltas e contornando o trecho de planalto, notei que mesmo sem trilhas, havia marcas de botas recentes em suas margens além de um silêncio maior do que o normal, onde só se ouvia o barulho das aguas correndo calmamente em direção ao seu destino, o mar. É incrível como esse rio faz juz ao seu nome, pois a coloração vermelha bem forte se faz presente em todo o percurso do mesmo até o topo da cachu dos grampos, tornando-o único em toda região, pois não vira nenhum outro rio com uma coloração vermelha tão forte e intensa como a desse rio.
       
      Durante o percurso, observei atentamente se não havia nenhuma picada brotando de suas margens, ora saindo temporariamente do rio para uma rápida espiada no meio da mata em busca de algum vestígio de picada, ora varando trecho de mato para vencer os trechos cujo rio ficava represado e tinha profundidade muito acima da cintura, como em um único, porém enorme trecho erodito que me fez até ficar um pouco tenso, por conta de uma pequena caverna que poderia ser a toca de algum felino, além de estar até meio escuro naquele trecho onde o rio fazia uma curva bem fechada. Nada demais, apenas fruto de uma mega erosão provocado por trombas d´agua.
       

      Prainhas fluviais
       
      As 9:55h passei por uma área descampada a direira, onde cabe pelo menos umas 3 barracas pequenas. Sai do rio e dei uma espiada em busca de alguma picada que seguira na direção desejada. Notei restos de papel, garrafas de breja no chão e uma picada a esquerda. Pronto, imaginei que seria o fim do percurso lento pelo rio e que passaria a ser por trilha até o topo da cachu, o que aceleraria meus passos, diferentemente do que indo pelo rio.
       
      Mero engano, a curta trilha voltava para o rio um pouco mais a frente e terminara ali mesmo, sem continuação na outra margem, o que me fez lembrar das marcas de botas em alguns trechos de prainhas fluviais do rio, que aqueles que vão até a cachu seguindo por esse caminho, o faz pelo leito do rio mesmo. Diferentemente das trilhas da cachu da fumaça e vale, não há trilha alguma que segue o rio vermelho desde a bifurcação da trilha da cachu do vale até a cachu dos grampos. E se houve no passado, fechou por completo, infelizmente.
       
      Porém, a surpresa maior por não ter trilha ali seria descoberto lá no topo da cachu dos grampos. E das boas. Durante o percurso, passei por 2 pequenas, mas simpáticas cachus formadas pelo rio, que em dias de calor me deixaria tentado a dar um rápido tchibum, mas a insistência de são pedro em manter o "ar condicionado natural" ligado ao máximo, me fez mais uma vez, desistir da ideia, já que sequer estava suando, mesmo andando direto sem pausa para descanço desde o asfalto até aqui. Porém, pausa rápida para fotos em cada uma delas.
       

      Pequena queda + piscina natural do rio
       

       

      2ºqueda, mais a frente....
       
      As 10:10h passei por mais um trecho descampado a direita, com uma pequena trilha de acesso a ela. Já do outro lado do rio,notei um pequeno afluente e uma pequena e discreta picada adentrando mata adentro. Lembrei dela por ter percorrido a mesma de outra pernada anterior, de pelo menos uns 5 anos atrás. A trilha estava batida, porém meio fechada, com o mato tomando conta, entrei um pouco nela e a reconheci, mas voltei ao trecho do rio e fui dar uma espiada do outro lado, na área descampada, mas era só mais uma área de camping.
       
      Após varar um trecho de mato em busca da continuação da suposta picada e nada encontrar, voltei para o rio e segui em frente. As 10:25h cheguei a outro descampado, agora a esquerda, bem maior e com traços recentes de uso, nesse havia um bilhete dentro de um saco plastico transparente preso em uma arvore pequena que dizia: "Atenção nóia da p***, limpe a sua imundisse e leve seu lixo de volta com você" + ou - isso, pois alguns trechos estavam meio ilegíveis....
       
      Mas foi bom saber que tem gente que tem consciência, pelo menos esse descampado estava totalmente livre de qualquer vestígio de papel, vidro e outras porcarias. Ou o sujeito que deixou o bilhete recolheu e levou embora a sujeira, ou então os últimos que ali acamparam leram o bilhete e levaram o lixo de volta.
       

      Área descampada, próxima ao topo da cachu
       

      Recado para os porcos
       

      R.I.P.
       
      Aproveitei para fazer meu 1º pit-stop desde que saltei do busão até ali para forrar o estômago e molhar a goela com mais um sucão gelado que sempre trago comigo numa garrafa térmica. Após o descanço, bati algumas fotos) e voltei para o rio, seguindo para a cachu. Mas para a minha surpresa, não deu nem 5 minutos e após virar uma curva, finalmente as 11:00h, chego ao topo da cachu dos grampos.
       
      Nova pausa, dessa vez bem maior para fotos e explorar o entorno do topo e também para apreciar a bela visão das aguas do rio vermelho despencando serra abaixo, que lembra um pouco o da fumaça, pelo fato do topo tb ser um mirante, o rio chegar em nível pelo planalto e despencar serra abaixo em 2 grandes quedas....O mirante da cachoeira dos grampos permite uma visão bem parecida com o da fumaça, com destaque para o morro do careca que ficou bem + visível com o céu limpo e o céu bem azul.
       

      Vista do alto da cachoeira dos Grampos
       

      Parte da cachu, vista por baixo (até onde foi possível descer sem cordas)
       

      Morro do careca vista do topo da cachu
       

      Piscina natural do rio no topo da cachu
       
      A principio, tentei desescalaminhar a borda esquerda da cachu com o objetivo de chegar até a base da mesma, para vê-la por baixo. Vi alguns grampos de rapel fincados na pedra em alguns trechos do topo, dai ao tentar descer pelas pedras, cheguei a um ponto intransponível sem cordas, então imaginei porque haviam pregado os suportes, descer sem corda ali ainda mais sozinho, seria de uma loucura e o risco que eu não estava nem um pouco afim de correr. E não havia trilha alguma nas 2 margens que descia.
       
      Então, comecei a pensar em varar o mato ali até lá embaixo, mas ao adentrar a esquerda exatamente com essa finalidade, es que noto uma picada discreta subindo a pequena encosta e na curiosidade de ver o que é, dou de cara com uma trilha bem aberta e batida, com sinais que fora aberto faz pouco tempo. Na curiosidade de ver onde a dita cuja vai dar, abortei a descida pelo mato até a base da cachu dos grampos e fui explorar a dita picada que seguia sentido leste, na direção desejada. Minutos após entrar nessa picada, passei por um pequeno córrego e continuei pela mesma, seguindo sentido Sudeste.
       

      Piscina natural + Mirante + topo da cachu. Tudo em um lugar só.
       

      Gancho de rapel fincado na pedra.
       

      Baixada santista
       
      A picada dá uma pequena volta a direita e depois a esquerda, es que noto que ela está contornando o morro que divide os vales e vai dar em algum outro trecho que ainda iria descobrir. Mas não dá nem 10 minutos de pernada, es que a mesma termina num descampado enorme, que eu reconheci na hora, por conta de outras pernadas anteriores. Na hora, pensei: Não acredito. Fizeram uma trilha de interligação entre os vales da fumaça e do rio vermelho.
       
      Claro que fiquei radiante, pois cheguei a cogitar uma pequena ligação vara-mato com um amigo nesse mesmo dia, seguindo até ao topo da cachu dos grampos pelo rio vermelho e varando mato pelo alto do morro, até chegar no rio da cachu da fumaça, onde voltaríamos até o asfalto pela trilha. Já tinha feito 2 batevoltas entrando por um lado (cachu do vale) e voltando pela cachu da fumaça, mas descendo pelo rio do vale da morte até a trifurcação dos rios, onde os 3 rios (vale, vermelho e fumaça) se encontram e formam o rio da onça, que desce o vale da morte até encontrar com o rio Mogi lá embaixo, próximo a cubatão.
       

      Trecho da trilha de interligação direta: Cachu dos grampos <-> Tartaruguinha e fumaça!
       

      Cachu dos grampos visto do morro, no inicio da trilha de interligação....
       
      Ainda no descampado, notei que abriram novas trilhas de acesso ao topo e a borda da cachu das tartaruguinhas, aproveitei para bater umas fotos ali e definido que voltaria por ali e não mais pelo rio vermelho, resolvi retornar pela trilha de interligação dali até chegar no rio da cachu dos grampos novamente. De volta a cachu, tentei (em vão), desescalaminhar pelas pedras mesmo, até onde era possível para bater fotos e ficar ali mais um pouco, afinal, não havia uma alma viva e dono absoluto do lugar, aproveitei que tinha muito tempo livre para curtir o local, mesmo sem tchibum, já que a friaca do outono além do vento frio se mantiveram presentes o dia todo, mesmo com o sol que brilhou a maior parte do dia.
       
      Ainda no topo da cachu, as 13:40h, após um rápido cochilo, dou adeus a cachu dos grampos e inicio o retorno para o asfalto, dessa vez, utilizando a trilha de interligação. 10 minutos depois chego novamente a cachu das Tartaruguinhas onde fiz uma rápida pausa para + fotos, claro. Desci o rio pela trilha das tartaruguinhas, passando por outra cachoeira até que as 14:05 cheguei ao trecho do rio da cachu da fumaça, onde acessei a trilha de volta, mas não antes de dar uma rápida passada na velha cachoeira da fumaça.
       
      Afinal, estava perto do topo e tinha mais de 3 horas de claridade disponível ainda. Assim como a dos Grampos, não havia uma alma viva no topo da cachu da fumaça e nem nas trilhas em volta, e após espiar o entorno em busca de alguma possível picada recém aberta, mas vendo que tava tudo igual, es que as 14:20h, inicio o retorno até o asfalto, já calculado para chegar com calma (sem precisar correr) para pegar o busão das 16:00hs.
       

      Descampado, próximo a cachu das tartaruguinhas e o final da trilha de interligação a direita.
       

      Cachoeira das tartaruguinhas
       

      Topo da cachu da fumaça
       

      Trecho de rio, próximo ao topo da cachoeira da fumaça
       
      Durante a volta, notei que abriram uma trilha nova no trecho esquerdo do rio, na bifurcação entre o rio das tartaruguinhas com o da fumaça. Segui por ela e por estar bem batida e até seca, es que em menos de 10 minutos, já estava passando pela primeira cachoeira do rio. Antigamente, esse trecho até lá era feito somente pelo rio, provavelmente aquela picada nova e bem aberta foi aberto por agencias de ecoturismo, para que seus farofeiros clientes tenham mais "conforto" para chegar até a cachu (como o percurso pelo calmo e tranquilo trecho do rio da fumaça fosse tão ruim assim sem contar o trecho bem lá no começo, o pântano).
       
      Bem ou mal, o retorno pela picada foi mais rápido e permitiu uma volta com tempo de percurso menor do que antigamente. As 14:38 cheguei ao mirante e aproveitei para fazer um rápido pit-stop para degustar mais algumas barras de cereais, detonar outra parte do sucão e adoçar a língua com o doce do cereal e biscoito. As 14:50h me mando dali e aproveitando o fato da trilha estar seca, a pernada de volta foi bem rápida.....
       
      Durante o retorno, pouco antes de passar pelo rio das areias, es que as 15:05, noto uma bifurcação bem aberta do lado de uma clareira que já havia explorado anos atrás e que não dava em nada....porém, ao notar que estava mais aberta, es que resolvo dar uma rápida espiada nela. Adentrei e vi que estava bem mais aberta, com marcas de botas e que havia bastante sinais de movimento. Fui seguindo nela até que passei por 1, depois outro córrego pequeno e a picada se mantinha firme e forte, diferente da ultima vez que ela terminava no primeiro riachinho.
       
      Segui por 5 minutos e ela adentrou a mata ainda mais fechada, depois para o meu espanto, ela dava umas 2 voltas e terminava nada mais, nada menos que....no mesmo lugar, em um corrego seco, pouca coisa acima do trecho do outro lado. Ao explorar uma suposta continuação da mesma ali, seguindo em frente, dei de cara com um barranco e a trilha novamente, por onde eu passara minutos antes. Na hora pensei: Que raio de trilha é essa que começa do nada e termina em lugar algum?
       
      Poderia voltar por ali cortando caminho, mas curioso que sou ainda mais se a trilha for mto aberta e com marcas de movimento, resolvi voltar pelo mesmo caminho que vim, dando novamente a volta e vendo se não havia alguma bifurcação que por ventura poderia ter deixado passar, mas que nada...a trilha seguia assim mesmo, provavelmente era apenas trilha de caçador ou aquelas de parques estaduais de "interpretação da natureza". Ou seja: Estenderam ela, mas continua "não dando em nada".
       
      Bem, valeu pelo trecho novo, pelo menos não ficou pendente e não precisarei ir de novo lá só para explorar essa bifurcação....
       
      Ao retornar para a principal, segui rapidamente até o asfalto, onde cheguei as 15:58, bem em cima da hora do busão das 16:00hs que passou 10 minutos depois. Como gastei cerca de 25 minutos para explorar a bifurcação proximo ao rio das areias, por pouco não perco o busão das 16:00hs, tendo que esperar o das 17:00hs ou então andar por 6 km até a estação de trem em RGS. Mas tá valendo, a bifurcação poderia ter dado em alguma coisa interessante...Um detalhe que me chamou a atenção no trecho final da trilha da cachoeira da fumaça é que ela está, pouco a pouco, fechando em seu trecho que antes era bem mais mais aberto.
       
      Em 2003, era uma estradinha de terra onde passava até carro e moto. Hoje, está resumido a uma trilha pequena desde o começo, com o mato crescendo em volta, embora o trecho após o pantano sentido cachoeira estar ainda mais aberto e bem batida. Se não passarem o facão ali, a trilha do trecho inicial estará totalmente fechada daqui a alguns anos, impossibitando qualquer volta por ela sem vara mato no trecho final (ou na ida).
       
      De qualquer forma, a cachoeira dos Grampos mostra mais uma vez, um atrativo que só Paranapiacaba tem, antes escondido da maioria, e agora através da trilha de interligação, se tornou facilmente acessível sem a necessidade de vara mato ou mesmo seguir pelo leito do rio vermelho, sem trilha. Isso mostra o qto de cachus existem nessa região, uma próxima da outra.
       
      Melhor que isso, só mesmo uma trilha interligando a cachu do vale com o dos grampos, passando pela escondida. Quem sabe nos próximos anos essa trilha não venha a existir? Mesmo 11 anos depois de ter posto os pés pela primeira vez (e de trem, qdo o mesmo ainda chegava até a vila inglesa) em Paranapiacaba, ainda me surpreende estar voltando lá para explorar trechos, cachus e mirantes novos que não tinha feito até o dias de hoje.
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