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Jackson Lincoln Lopes

Itália + Paris: 16 dias – Janeiro de 2018 com muitas fotos e custos.

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É verdade que Roma se fala várias línguas, mas no resto do pais sobretudo Napoli,apenas italiano? 

Esse ingresso de 56 euros no Vaticano dá direito a visitar o que?

Como é esse Roma Pass?Comprando pela net não tem que ser roubado no IOF?

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@D FABIANO

1 - Não fui a Napoles, Fabiano. Sempre ouvi que o sul é menos desenvolvido e tal e que se fala menos inglês. Mas, acredito que comércio (lojas importantes. Importantes, não apenas caras), atrações e estações ferroviarias falam inglês sim.

2 - Esse ingresso do Vaticano de € 28 por pessoa deu direito a ter prioridade na entrada e áudio guia.

3 - RomaPass tem 48 horas ( € 28,50) e 72 horas ( € 38,50).

Optamos pelo de 72 horas já que ele te oferece 72 horas de transporte público "gratuito" por 3 dias e mais 2 atrações inclusas, no caso as nossas foram o Coliseu e o Castelo Sant'Angelo. Só de ingressos cada um gastaria € 28. Não perdemos nenhum minuto em nenhuma das duas atrações. Além disso, o RomaPass te dá desconto para entrar em todos os museus de Roma. Eu acredito que vale e valeu muito a pena para nós. Já vi pessoas dizendo que não vale a pena. Penso que vai de cada um.

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Quinta-feira, 04 de janeiro de 2018.

Milano! Quanto sei elegante?

Conforme no final do relato de Roma, fomos a Trevi, tiramos fotos e voltamos para o hotel em torno das 08h00 da manhã. Ficamos uma hora lá no café, porque nosso trem seria apenas as 12h20. Fomos para o quarto, arrumamos as coisas e check-out feito, fomos a Termini.


Fizemos varias trocas de metros na estação Termini nestes três dias, no entanto, não fomos nenhuma vez para a área dos trens. Então fomos um pouco mais cedo. Chegamos na estação próximo das 10h00 e ficamos esperando, esperando, esperando...esperando mais. Detalhe, no chão. Percebi que na Itália nas grandes cidade não tem bancos nas estações, acho que justamente para diminuir o fluxo de pessoa. É muito fácil pegar os trens na Itália. Foi minha primeira experiência. Iria de Roma a Milão, no entanto, o trem que pegaria seria de Nápoles a Torino. Então, importante olhar o número do trem, não o destino final. No telão, não dizia que meu trem iria para Milano e sim Torino. Binários são as plataformas, como eles as chamam lá. Termini tem se não me engano 24 binários e 5 portões para entrar. No telão também aparece em qual portão você tem que entrar. Geralmente eles dividem tipo: Portão A (binário 1 a 5), Portão B (binário 6 a 10)...

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Milano Centrale: painel com o horário dos trens.


Os trens de viagens distantes costumam ser bem cheios e também os usuários levam muitas malas. Estávamos com três malas. As duas de “mão” colocamos sobre nossa cabeça no “bagageiro”, mas a grandona colocamos em um lugar especifico no fundo do nosso vagão. A toda hora passa avisos na TV do trem para cuidar da sua bagagem que eles não se responsabilizam por roubos. Então, fique de olho e seja esperto: entre rápido no trem para encontrar lugar com espaço para colocar bagagens grandes. Teve gente que entrou e não encontrou lugar, ficou pelo meio do corredor mesmo. Ai quando passava o serviço de bordo, era um transtorno.

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Estação Milano Centrale.

 

Como disse na introdução deste tópico, os trens não atrasam. Um ou outro que aparecia no painel alguns poucos minutos de atrasos de 5 ou 10, no máximo. A viagem de trem foi fantástica. Nada a reclamar. De Roma a Milano paramos em Firenze e Bologna para descer e subir gente. O trem saiu exatamente as 12h20 como estava no bilhete (como compramos pela internet não foi preciso covalidar as passagens, caso comprasse lá na hora, mesmo no guichê oficial da Trenitalia, seria preciso).
As 15h40 chegamos a Milano Centrale, esta com certeza a estação de trem mais bonita que vi em toda a Itália. Em Roma estava um friozinho gostoso. Um frio como se faz em Ponta Grossa/PR (cidade na qual moro e trabalho) durante o inverno. Em Milano, a história era outra. O frio era outro! Próximo das 16h estava 5º C, não tinha sol.

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Estação Milano Centrale.

Nosso hotel seria o Íbis Milano Centro. Os recepcionistas falam francês, inglês, alemão, espanhol, chinês e italiano, claro! O português? Sem chance, mas mistura-se italiano com inglês com espanhol e tudo se resolve. Da Milano Centrale até este Íbis, são mais ou menos 12 minutos de caminhada com malas. Descansamos um pouco e logo saímos. Percebi que ali na região central existem muitos “tran” (bondinho) que circulam junto com os carros nas ruas.

 

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O belo Duomo di Milano.

 

Como Milano não tem muitos pontos turísticos fomos direto ao Duomo, assim conheceríamos as ruas da cidade e a principal atração da cidade. Os milaneses são realmente o povo mais elegante da Itália. As pessoas se vestem muito bem. O frio estava pegando. No caminho vimos um acidente entre um bondinho e um carro que faz transfer para um hotel. Passamos por um parque e por avenidas com grandes lojas. Chegando próximo ao Duomo tinha muito movimento nas ruas, mas nada comparada a Roma.

 

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Galeria Vittorio Emanuelle II

 

Antes do Duomo, avistamos o quadrilátero história da Galeria Vittorio Emanuelle. Entramos e só olhamos, claro. Qualquer coisa ali era próximo dos 2 mil euros. Bolsas da Louis Vuitton, camisetas caríssimas da Ferrari, Prada, enfim. Tinha alguns restaurantes ali com preços acessíveis, nada de assustador. Poderíamos ter comido ali mesmo, mas queríamos ver o Duomo e fomos na piazza del Duomo. Ficamos ali alguns minutos admirando o belo monumento. Jantamos com vista da lateral do Duomo em uma das muitas calçadas cobertas por ali, como se fosse uma galeria. Há muito o que comer neste canto de Milão, quase tudo massa, lógico.

 

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Jantinha: Pasta!

Encontramos um Carrefour Express por perto para comprar água. Uma coisa que esqueci de falar sobre Roma. Em nenhuma fonte bebemos água das bicas. Em Milano também não e em canto nenhum. Eu sinceramente senti um gosto ruim das fontes. Bebemos água das garrafas normal. Comprávamos no mercado todos os dias água de 1,5 ou 2 litros. Custava em média de trinta a sessenta centavos.

 

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Modernidade em Milano.

 

Como fomos a pé, voltamos? A pé também. Fomos conhecendo a cidade mesmo. Quanto mais andávamos pela Itália, mais no sentíamos seguros. Não encontrávamos pessoas de cara feia pedindo ou querendo seguir. A sensação de segurança era incrível. Não tinha hora. Observamos policiais em todos os cantos e sempre perto dos monumentos históricos o exército estava presente.

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Ainda no clima de Natal!

 

Ah, vale um ressalva que nesta hospedagem que tive no Íbis em Milano, eu utilizei 6000 pontos Accor Hotels Le Club. Então, consegui 120 euros de desconto. A cada 2 mil pontos, você consegue 40 euros em desconto.

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Loja da Ferraro no quadrilátero histórico de MIlano.

€213,00 Hotel Delle Province – Dinheiro.
€79,80 – Trenitalia: Roma à Milão – Comprado no Brasil.
€133,20* – Hotel Íbis Milano Centro – Comprado no Brasil (*Pontos Accor Hotels)
€34,00 – Jantar – Dinheiro.
€3,50 – Carrefour Express – Dinheiro.
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Total: €463,50

 

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Sexta-feira, 05 de janeiro de 2018.

Torino, che freddo!

Dia de acordar cedo em Milano. Depois de saborear o ótimo café da manhã do hotel Íbis Milano Centro e encontrar vários brasileiros neste local, fomos rapidinho a Milano Centrale, pois nosso trem era para Torino às 07h40. Chegamos com apenas 10 minutos de antecipação na Milano Centrale, mesmo sendo grande, não é a loucura que é Roma Termini. Lembra que disse que apenas uma vez o trem atrasou em nossa viagem? Pois bem, foi nesse trajeto Milano/Torino. O trem saiu as 07h55. Este trem faria a mesma rota da nossa viagem. Já estava lá no binário parado. Não entendi o porque da demora. Mas enfim, fomos. A viagem até Torino tem duração de 1h50. Como o trem atrasou, no meio do caminho o maquinista ganhou um pouco de tempo acelerando mais o trem. Chegamos apenas 5 minuto atrasados e paramos na estação Porta Sussa, segunda estação de trem mais importante de Torino. A maior e mais importante é a estação Porta Nuova.

 

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Chiesa di Santa Cristina e San Carlo Borromeo

 

Se em Milano estava frio, em Torino estava bem pior. Com certeza o lugar mais frio de toda nossa viagem pela Europa. Chegamos lá com 3º C e a noite fomos embora com praticamente zero graus, mas a sensação termina era de menos, pois estava impossível ficar sem gorro na rua. Nos lugares internos, estava tranquilo.

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Frio pra caramba em Torino.

 

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Na Itália ainda existem muitos postos da Esso. No Brasil todos viraram Shell/Cosan.

 

Tínhamos nossa agenda cheia em Torino, infelizmente não pudemos conhecer quase nada da cidade. Vi pela internet vários lugares legais para se visitar. Mas ficar fora (na rua) também seria difícil com tanto frio. Nosso primeiro destino seria o Allianz Stadium, bem ao norte da cidade. Ainda na estação Porta Sussa, compramos o bilhete integrado para turista de 24 horas por cinco euros. Podíamos andar de metro, ônibus e tran. Realmente achei bom o preço de transporte tanto em Milano quanto em Torino. E usamos esse bilhete heim! A primeira vez que usamos foi lá na estação mesmo onde passa o metro e fomos até a estação Masaua. De lá, entramos na circular 72 que nos deixou uma esquina antes do grandioso estádio da Juventus. Tivemos que dar a volta em torno de todo o estádio para entrar. Já era mais ou menos 10 da manhã. Perdemos um pouco de tempo esperando o ônibus e para fazer o tour no estádio, que seria as 12h00. Antes do tour, visitamos o museu da vecchia signora. Para quem ama muito futebol como eu, foi super legal. O estádio que vejo todo domingo na ESPN e Fox Sports, lá estava eu. Dentro dele.

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O moderno e belo Allianz Stadium

 

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Inevitável não mostrar esse escudo aos italianos né!

 

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The Champiooonnnsssss!

 

O tour poderia ser todo inglês, mas falei para o guia que eu compreendi ao italiano melhor (e é verdade mesmo). O tour também demorou pra caramba, foi uma hora exata. Passamos por vestiários, sala de imprensa, fisioterapia, camarotes Vips, e claro o campo (não podendo pisar na grama).

Quando saímos do estádio, caia uma fraca garoa que ajudava a congelar mais ainda. Por sorte eu estava com um meião de futebol (desses de jogar mesmo) e uma meia sobre ele, como faço quando jogo. Minhas pernas estavam bem aquecidas. Saímos do estádio e logo pegamos a mesma circular 72 para a estação Massaua. Entramos no metro novamente e fomos ao centro comer.

Já eram 14h30 quando almoçamos. Almocinho simples e fraco, pedaço de pizza. Não podíamos perder tempo. As 18h40 nossa passagem de retorno a Milano estava em mãos, não podíamos perder. Entramos no metro e fomos até o Museo dell’automobile di Torino. Realmente seria um tiro no escuro. Tinha visto pela internet sobre o museu e vi que tinham carros de Fórmula 1. Isso me interessava. O que eu não sabia, é que minha mulher e eu estávamos a beira de entrar em um dos museus mais legais de toda a viagem.

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Algumas das Ferraris no museu do automóvel de Torino, mas tinha muito mais F1...

 

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...como esta Lotus do Ayrton Senna da inesquecível primeira vitória dele em 1985.

 

O museu é interativo, tem carros de todas as épocas e de todos os tipos. A visita não é guiada. Você pode ficar o tempo que desejar lá dentro. Todas as salas são contextualizadas com época e fatos, não se tem apenas o carro lá parado. Estava morrendo de medo da Niceia não gostar, mas ela adorou.

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Palazzo Madama.

 

O museu fica na última (ou seria primeira?) estação de metro, Lingotto. Mais ou menos uns 8 minutos da estação Porta Nuova. O metro de Torino é novinho, curto e pequeno. Não é como esses metros de São Paulo, Rio, Roma, Paris que cabem varias pessoas. São pequenas, poucos vagões e cabe poucas pessoas sentadas. Eles são estreitos. Você não vê os trilhos, pois tem uma espécie de portas que te impedem de ter acesos aos trilhos. As portas desta estrutura abrem e chega o metro para você entrar nele. Bem seguro. Sem chance de suicídio por ali.

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Torino também estava no clima de Natal. Árvores bem legais na Itália.

 

Descemos na estação Porta Nuova as 17h. Ainda não tínhamos visto nada de atração da cidade. Eu iria no museu egípcio e tiraria o museu do automóvel, ainda bem que não fiz isso. Pois eu amo carros e corridas. De frente a estação Porta Nuova, fica a principal rua de Torino, a Via Roma. Todas as lojas famosas da Itália e do mundo tem nesta rua. O mais legal dessa rua é que as calçadas são todas cobertas, pois é como se estivesse andando embaixo de prédios.

Fomos até a principal estação de Torino, mas só passamos na frente e tiramos algumas fotos: Mole Antonelliana, onde fica o museu nacional do cinema italiano. Voltamos pela Via Giuseppe Verdi (também toda coberta) pois aquele chuvisqueiro continuava. Por sorte, todas essas calçadas eram cobertas.

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Mole Antonelliana: cartão postal de Torino.

Chegamos a um monumento histórico: Armeria reale, um museu com muitas armas, mas não entramos. Só na frente. Não tínhamos tempo. Queria ir ao Duomo di Torino também (ou cattedrale metropolitana di San Giovanni Battista), que não é tão espetacular como em Milano e Firenze, mas faltou tempo. Era tão pertinho dali, mas não fomos. Uma pena.

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Armeria reale - Torino.

 

Na volta pela Via Roma vimos uma loucura em todas as lojas. Tinha começado o Saldi em Torino naquele inicio de noite. Já eram 18h. vimos uma Zara lotada de gente. E a Niceia quis entrar. Estávamos a uns cinco minutos a pé da estação de trem. Combinei com ela de 18h20 estar no caixa da Zara, pois tinha muita, mas muita gente mesmo. Uma doidera. Consegui umas camiseta bem baratas por 7 euros. Realmente roupa vale muito a pena na Itália.

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Via Roma (sentido centro histórico/estação Puorta Nuova).

 

Fomos a estação e como tínhamos comido pouco, comprei alguns cornetos no McDonalds da estação. O trem saiu rigorosamente as 18h40. Em nosso vagão, só nos dois. Depois os funcionários (um casal) da Trenitalia chegou e sentou perto de nós. Não conversamos, estava com medo de ser muito fraco em meu fraco italiano.

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Stazione Torino Porta Nuova

 

Chegamos em Milano as 20h30 e as 21h00 já estávamos no hotel tomando banho. Ainda tínhamos que jantar, pois o almoço foi fraco e comi alguns salgadinhos San marco (muito bom, melhor que Elma chips).

Aquela garoinha chata de Torino também nos acompanhava em Milano. Quase 22h e nós andando pelo bairro do hotel em busca de um restaurante. Muita coisa chinesa e tailandesa mas queríamos um típico italiano nesta noite. Depois de andar uns 15 minutos e já estarmos indo em direção ao hotel, encontramos um restaurante tipicamente italiano chamado de One Way della speranza.

Atendimento maravilhoso! Preço normal da Itália! Som na altura ideal. Comida espetacular. Escrever esse relato está me dando mais fome do que saudade de viagem, aliás, saudade da comida italiana. É tudo de bom. Como comemos bem nessa viagem. Tinha lido muita coisa a respeito que no norte da Itália sobretudo em Milano, as comidas seriam mais caras, sinceramente achei o mesmo preço que em Roma. Em Torino, o pouco que vimos, idem.

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Menu do restaurante.

 

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Jantar maravilhoso: gnocchi di pomodoro + patate frite + risoto gamberetti.

 

Chegamos um pouco tarde no hotel, quase meia noite. Estávamos em um ritmo alucinante dormindo pouco todos os dias para aproveitar. Sem sono fomos no hall do hotel na internet, pois a internet nos hotéis italianos achei bem fraca. Voltamos para o quarto quase uma da manhã. Não tínhamos compromisso na parte da manhã, apenas visitar o Duomo, mas nada de horário marcado. Então, iríamos acordar mais tarde um pouco. Um pouco.

Gastos do dia:

€10,00 – Metro de Torino – Dinheiro.
€38,80 – Trenitalia: Milano/Torino/Milano – Comprado no Brasil.
€8,50 – Almoço – Dinheiro.
€44,00 – Juventus Stadio e Museo – Dinheiro.
€24,00 – Museo dell’automobile – Dinheiro.
€5,00 – McDonald’s – Dinheiro.
€33,50 – Jantar – Dinheiro.
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Total: €163,80

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Sábado, 06 de janeiro de 2018.

Giorno del gioco! Milan sempre per te!


Acordamos um pouco mais tarde, primeiro dia da viagem, afinal nos outros oito dias anteriores estávamos acordando cedo. Não acordamos muito tarde. Próximo das oito da manhã. Depois do café saímos em direção do Duomo. Naquele primeiro dia apenas passamos na frente a noite, hoje, era dia se subir até o topo dele. Na Itália sempre as informações e vendas de ingressos ficam próximo das atrações, nunca dentro delas ou em barraquinhas.

 

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No teto do Duomo.

 

Compramos o ingresso que daria direito para subir no topo/telhado/teto, como preferirem. Estava meio úmido, todo cuidado era pouco, por mais que fosse seguro, era melhor ir com calma e cuidado. Em Roma vimos um chinês se contorcendo de dor após torcer o pé no fórum romano (eu vi ele caindo) e no Vaticano uma senhora caiu naquelas famosas escadas em espirais e foi atendida por três médicos. Para nossa viagem continuar tranquila, fomos com calma. Ficamos mais ou menos uma hora ali em cima. Havia inclusive grupo de brasileiros com guia em português. Até escutei um pouquinho das informações.

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Detalhes da arquitetura gótica do Duomo.

 

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Detalhes da imagem no topo do Duomo. Como disse antes, alguns monumentos sempre em obras.

 

Milano com certeza foi a cidade da Itália que mais encontramos brasileiros. Tem uma visão panorâmica da cidade muito bacana lá no teto da catedral, o tempo estava nublado e tinha um pouco de nevoa, então não era possível ver locais tão distantes.

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Vista para o lado residencial de Milano.

Ah, nesse dia optamos por comprar o bilhete de transporte urbano como em Torino, valido por 24 horas, podendo usar circular, tran e metro. Diferente de todos os metros da Itália, de Santiago, de Paris, de São Paulo e do Rio (locais que já usei o metro), em Milano você precisa ter o ticket do metro para sair das catracas, ou seja, se você não guardar o bilhetinho, você terá problemas para sair das estações. Para nós não era problema, pois estávamos com o bilhete de 24 horas, então não iríamos jogá-lo fora mesmo. Vi muita gente utilizando o bilhete normal de um metro apenas e jogando o ticket no chão após sair da estação. Lá também tem gente sem educação, em menor quantidade, claro. Mas tem.

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Piazza San Siro nas proximidades do estádio.

 

Como nós fizemos o café da manhã lá pelas 9 da manhã, não almoçamos. Ficamos vendo algumas lojas ali perto da piazza del Duomo e la pelo meio dia fomos ao San Siro assistir o jogo do Milan.

Tentei comprar o ingresso pela internet de todas as formas, pois poderia escolher o lugar e economizar 10 euros comprando antecipadamente. Não sei o que acontecia que o cartão não passava. Liguei no Santander (ainda no Brasil) e não resolvia meu problema. Dizia que a data de validade do cartão estava incorreta, mas comprei ingressos para o Louvre e para a Torre Eiffel pela internet no mesmo cartão, com a mesma validade. Não sei o que houve, se era o site ou o que. Enfim, comprei na bilheteria do estádio, ou melhor. Quase.

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Todo feliz por pensar que entraria no estádio San Siro.

 

Chegamos no estádio exatamente às 12h45, um pouco mais de duas horas antes de começar a partida do Milan contra o Crotone válida pela 20ª rodada do campeonato italiano. Olhei o estádio por fora, lindo, maravilhoso, comprei um cachecol do Milan e as 13h abriram os portões para dar inicio a entrada dos torcedores. Fomos a bilheteria. Até chegar na bilheteria inúmeros cambistas queriam vender ingressos. Claro que não comprei né (na Argentina um ano antes comprei de cambista e deu tudo certo, mas jurei a mim mesmo que não faria mais isso). Na bilheteria pedi dois ingressos, escolhi o lugar e tal. Quando “Il tuo documento per favore, il passaporto”. Cara, gelei na hora. Disse “senza passaporto”, por sorte estava com minha identidade do Brasil (expedida em 1997, quando a foto era preta e branca e tinha muito cabelo, mas com cara de criança) ele foi a um superior dele e com muita conversa viu que éramos turistas, ok, liberaram. Respirei aliviado. Mas ai veio o problema. A Niceia não estava nem com a identidade dela. Resultado? Não podemos comprar. A Niceia perguntou se eu queria ver o jogo e ela ficaria la fora. Eu disse lógico que não né. Já tinha desistido do jogo, quando olhei no relógio era 13h10. Falei, vamos tentar ir buscar os passaportes no hotel. Se chegarmos até as 14h no hotel, da tempo de voltar, pois a bilheteria fechava as 15h (horário do apito inicial). Por sorte tem uma linha (roxa) novinha de metro na porta do estádio (na realidade uma esquina antes, uns 300 metros). Eram 15 estações de metro até nosso hotel. Saímos da estação San Siro linha roxa e fomos até a linha vermelha na estação Porta Venezia. Além de andar mais 6 minutos no hotel e gastar mais 5 minutos lá dentro. Saímos do hotel com os passaportes em mãos às 14h50. Falei, vai dar tempo de sobra. Mas vamos nos manter em ritmo acelerado. Pensa em uma loucura chegando no estádio de metro. A estação nova, é como em Torino, o metro é pequeno. Parecia que era de graça de tanta gente que tinha. Estava tipo em horário de pico em SP. Mas o metro lá é quase a metade do tamanho. Uma mão eu ficava na carteira e a outra no celular. Nem tinha onde segurar.

Chegamos as 14h40 na bilheteria, compramos o ingresso finalmente com o passaporte.  O chuvisqueiro apertava. Não podemos entrar com pau de selfie e nem água. Tivemos que jogar no lixo. Entramos, era enorme para achar nossos assentos. No que sentamos o jogo começou.

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Estádio San Siro, em Milano: AC Milan 1 x 0 Crotone.

O jogo não foi dos melhores, o time do Milan está péssimo este ano, mesmo contratando Bonucci, Biglia, Kalinic, Borini. O ex zagueiro da Juventus fez o único gol da partida – Bonucci 1x0 no fraco Crotone. Deveria ter mais ou menos umas 40 mil pessoas no estádio.
Atrás de nós, havia uma família de brasileiros de Minas Gerais. Conversamos um pouco, o rapaz que estava lá também era louco por futebol.

Saímos exatamente quando deu 45minutos do segundo tempo, para evitar a massa saindo do estádio. Pegamos o tran pela primeira vez em Milano. E nos deixou no centro, próximo da estação Montenapoleone. Resolvemos entrar no metro ali e descer na Porta Venezia. Estávamos com fome né, afinal, não almoçamos. Encontramos um restaurant da Renzo e Lucia, pizzeria forno a legna. Foi ali mesmo que pedi uma pizza chamada Italia e a Niceia uma lasanha bolonhesa. Pedimos vinho, batata frita e água.

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Como não amar essas massas italianas?

 

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Scusami, il conto per favore!

 

Demos umas voltas no comércio ali perto da corso Venezia e olhamos umas lojas. Passamos em um mercadinho e fizemos a comprinha de água e salgadinhos.

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Próximo a alguma estação de Metro.

 

Chegamos mais cedo ao hotel e desmaiamos, o cansaço começava a aparecer, por um lado foi bom ter um dia mais curto, nem por isso deixou de ser intenso.

Gastos do dia:

€9,00 – Metro – Dinheiro.
€80,00 – Milan x Crotone – Dinheiro.
€35,00 – Jantar – Dinheiro
€5,00 – Mercado – Dinheiro.

Total: €129,00

 

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@Lulusilveira Obrigado!!! Jajá coloco mais uma parte do relato! Semana que vem é minha última semana de férias. Se eu não fizer isso logo, não consigo terminar. E tudo está tão vivo em minha mente que lembro de tudo. Foi tudo maravilhoso. Você vai amar a Itália. Não tem como não gostar daquele lugar. Juro que me da vontade de largar tudo e ir pra lá. Mas pelo que conversei com alguns brasileiros na Itália e pelo que vi nas ruas, não está fácil a questão de empregos.

Eu vi apenas um lugar dizendo que havia vagas de trabalho. Um restaurante em Venezia.

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    • Por pedro.phma
      Após a viagem para a Itália comecei a pensar qual seria o nosso próximo destino internacional para janeiro de 2020, época em que minha esposa pode tirar férias. Queria conhecer algum lugar com passagem mais em conta. Pensei inicialmente em passar uma semana em algum lugar do Caribe, mas os preços das passagens estavam semelhantes aos da Europa. Voltei a focar novamente no velho continente. Existiam várias possibilidades: conhecer o Reino Unido, ou o trio Holanda, Bélgica e Luxemburgo, ou ainda a Alemanha. No fim escolhi a França.
      As passagens foram compradas ainda em junho de 2019. Consegui novamente pela LATAM um voo direto de Guarulhos para Paris por R$ 2.497,69 por pessoa através do Maxmilhas, com direito a mala despachada e marcação de assento. De todas as vezes que fiz simulações antes e depois da compra, só vi preço menor para a mesma época em um voo da Aeroméxico com escala no México, algo em torno de R$ 100,00 a menos, mas com a viagem durando o dobro do tempo. A saída do Brasil ficou para o dia 16/01, às 23h30, e a saída da França no dia 30/01, às 21h30. Na prática, teríamos 14 dias para aproveitar o país.
       
      Roteiro
      Definida as datas, era hora de montar o roteiro. De certeza eu só tinha duas: Paris e Nice. Achei que 4 dias inteiros em Paris, com um bate-volta em Versalhes, e 2 dias em Nice, com outro bate-volta em Mônaco, seriam suficientes. Para Nice foi. Como era inverno, não via muita lógica em conhecer as diversas cidades da Côte d’Azur. Além de Mônaco, aproveitaria para dar uma passada em Èze e Saint-Jean-Cap-Ferrat. Para Paris, os 4 dias seriam suficientes se fossem no começo da viagem, mas como deixei para conhecer a cidade no fim, o cansaço bateu forte e um quinto dia teria sido muito bem vindo. Saí da cidade com a certeza que deixei coisa para trás e com a certeza maior ainda de que voltarei lá na próxima ida para a Europa.
      Os outros locais escolhidos para visitar foram Marselha ou Cassis, por conta do Parque Nacional dos Calanques, Carcassone, e o Vale do Loire, montando base em Tours. Deixei o Monte Saint Michel de lado. Era ele ou Carcassone. Preferi a segunda opção. O deslocamento de Paris para Nice poderia ter sido feito de trem ou avião em um dia. Pensei também em fazer uma parada de 1 dia para conhecer Lyon, mas as atrações da cidade não me chamaram tanta atenção. Como tinha alguns dias em aberto, resolvi adotar uma solução diferente. Peguei um trem de Paris à Basileia, pernoitei na cidade suíça, depois peguei outro trem para Milão para atravessar a Suíça e poder conhecer as paisagens dos Alpes. Por fim, mais um trem até Nice.

      O roteiro ficou assim:
      16/01 – Saída do Brasil
      17/01 – Paris
      18/01 – Basiléia
      19/01 – Milão
      20/01 – Nice
      21/01 – Nice/Mônaco
      22/01 – Marselha
      23/01 – Carcassone
      24/01 – Tours
      25/01 – Tours
      26/01 – Paris
      27/01 – Paris
      28/01 – Paris/Versalhes
      29/01 – Paris
      30/01 – Retorno ao Brasil
      Algumas decisões foram acertadas, outras nem tanto. O deslocamento até Nice passando pela Suíça e Itália tomou bastante tempo, mas valeu a pena pela paisagem única. Também gostei de Nice. Sobre Mônaco, eu tinha uma expectativa meio exagerada da cidade por ser a sede de uma das maiores corridas de carro do mundo. É apenas um local bacana. Como estava com duas idosas junto comigo, não cogitei fazer o passeio de trilha pelos Calanques de Marselha ou Cassis. A ideia sempre foi o passeio de barco, mas no inverno é muito difícil dele ocorrer, seja pela baixa temporada, seja pelos fortes ventos que costumam soprar no local. Carcassone infelizmente não foi possível visitar devido a problemas climáticos que relatarei mais a frente. Dois dias em Tours para conhecer o básico do Vale do Loire foi mais que suficiente. Como dito antes, os quatro dias em Paris seriam suficientes se fossem no início da viagem, quando ainda estava descansado.
      O que eu mudaria no roteiro? Primeiramente, focaria em Paris no início da viagem. É a cidade mais interessante e é bom estar bem disposto para as inúmeras atrações. Descartaria a visita aos Calanques se o foco for o passeio de barco no inverno. Apesar de ter me surpreendido com Marselha, também tiraria ela do roteiro se não for para conhecer os Calanques. Esse dia a mais eu usaria para visitar o Monte Saint Michel ou ainda Mulhouse, por conta do Museu do Automóvel espetacular que a cidade tem. Se focasse a viagem totalmente na França, os dois dias que usei para Basileia e Milão provavelmente seriam transferidos para conhecer a Normandia ou Estrasburgo.
      Os deslocamentos entre as cidades foram todos feitos de trem. Aluguei um carro em duas ocasiões: conhecer o Vale do Loire e fazer o percurso de Nice a Mônaco, além de andar pelas mesmas ruas onde é disputada a corrida de Fórmula 1. Inicialmente também tinha a ideia de ir de Nice a Marselha com parada em Cassis de carro, mas alterei a forma de deslocamento no meio da viagem por motivos que exporei adiante, e acabei fazendo esse trecho também de trem.
       
      Algumas curiosidades antes de continuar o relato
      Vamos começar pela comida. Alimentação é algo muito importante na França, provavelmente o país com a gastronomia mais famosa do mundo. E não é por menos. Come-se muito bem lá. O preço de uma refeição em um restaurante razoável é equivalente ao da Itália, mas a comida é muito mais bem servida e mais variada. Esqueça aquelas coisas de televisão onde é servido um pouquinho de comida por um preço absurdo. Talvez seja assim em restaurante chique. Um prato francês normalmente já vem completo, com uma opção de proteína e carboidrato, quase sempre alguma variação de batata nos pratos mais básicos. Mas para quem estiver disposto a experimentar coisas novas, há diversos carboidratos diferentes. Por exemplo, comi um purê de beterraba em Marselha que era coisa de outro mundo.
      Os franceses amam tanto sua culinária que os funcionários e, não raras vezes os próprios chefs de cozinha, vinham à mesa perguntando se a comida estava gostosa. Isso mostra a preocupação em servir alimentos de qualidade.
      Ainda na onda da comida, li antes de viajar que os franceses são bem pontuais. Isso vale também para o horário de fechamento dos restaurantes, em especial o funcionamento da cozinha. Se um local diz que encerra suas atividades as 14h00, não ache que vai chegar nele para almoçar 13h50 e ainda sim terá seu prato preparado. Passei por isso em duas ocasiões. Em uma delas, no primeiro dia, cheguei para jantar às 19h30 numa cafeteria que fechava a cozinha às 20h00. O garçom perguntou se iria comer ou só beber. Como disse que iria comer, ele foi perguntar ao cozinheiro se ainda poderia servir comida. Felizmente o cozinheiro aceitou. Em outra ocasião, não tivemos tanta sorte. Num dia para ficar no esquecimento, chegamos a Tours às 21h45 morrendo de fome. Foi um dia de muito azar. O restaurante do hotel encerrava as atividades às 22h00, mas já não queria mais servir comida. E não havia outras opções de restaurantes próximas. Resultado, fomos na estação de trem pegar salgadinho e suco nas máquinas de self-service para não morrer de fome.
      Outra questão é o uso do inglês na França. Há uma lenda de que o francês não gosta de falar inglês. Até pode ser verdade, mas acredito que tudo vai depender de como será sua abordagem inicial. Estudei francês por três meses antes de viajar. Antes eu não sabia nada, mas consegui aprender o básico a ser usado num museu, restaurante ou hotel. Na maioria das vezes o pouco que aprendi de francês foi suficiente, mas em algumas situações eu não tinha vocabulário para manter uma conversa de qualidade. Por exemplo, quando tive problemas com o trem para Carcassone, precisei tirar dúvidas que só conseguiria me expressar em inglês. Comecei o diálogo assim:
      “Pardon. Je parle peu français. Parlez-vous anglais?”
      Seria algo como, “Desculpe, falo pouco francês. Você fala inglês?”. Todas as vezes que perguntei isso, quando recebia um não como resposta a pessoa pelo menos fazia o esforço de procurar algum colega que falava para poder me ajudar.
      Para quem fala só português, não se preocupe. O Google tradutor está aí para ajudar. A versão aplicativo dele permite até traduzir textos em tempo real através da câmera do celular. Mas claro que saber o básico de idioma local ou o inglês permite ter conversas mais fluídas.
      Por fim, dei muito azar de a França entrar em greve antes de viajar e de permacer assim no decorrer do passeio. O serviço mais afetado foi o transporte. Felizmente não tive maiores problemas por conta disso em relação aos trens, pelo menos. Para piorar ainda mais, no meio da viagem começou a aparecer os primeiros casos de coronavírus na França, mas até então não havia tanta preocupação com a doença. Só que uma coisa ficou nítida, principalmente nas atrações turísticas mais famosas: não havia muitos chineses. Era até estranho. Outros asiáticos, como japoneses ou coreanos, eram bem presentes, mas o chineses que sempre estão aos montes nas atrações turísticas, simplesmente sumiram. Era como se o governo chinês estivesse impedindo a saída de seus nacionais da China.
      Chega de papo. Hora de continuar o relato.
       
      16/01 – Saída do Brasil
      O voo estava marcado para sair do Brasil às 23h30 e chegar a Paris às 14h50. O embarque ocorreu normalmente e dentro do horário, mas a fila de aviões em Guarulhos fez com que nossa decolagem fosse próxima das 00h30.
       
      17/01 – Chegada em Paris
      A viagem ocorreu normalmente. Pela primeira vez eu e minha esposa conseguimos dormir razoavelmente bem em um voo tão longo. O serviço de bordo da LATAM também foi bom. Nenhuma queixa em relação às refeições e ao atendimento das aeromoças.
      Pousamos em Paris no Aeroporto Charles de Gaulle com um pouco de atraso, às 15h30 no horário local. Saímos do avião e seguimos as placas até chegar à migração. Na mão, uma pasta com diversos documentos e reservas. Como renovei o passaporte e ele estava sem carimbos, trouxe o passaporte antigo que mostrava que já havíamos viajado ao exterior outras vezes, para o caso de acharem que estávamos indo na França para ficar. Prefiro me precaver. Quando chegou minha vez, o oficial de migração pediu em espanhol que fosse uma pessoa de cada vez no guichê. Cumprimentei com um “bonjour”, ele olhou para a minha cara e não fez nenhum questionamento. Carimbou a entrada e chamou o próximo.
      Depois de pegarmos as malas procurei por algum local onde pudesse comprar um chip de celular para usar na França. Havia lido que no Terminal 1 era possível adquirir no atendimento ao turista um chip da “Orange”, mas como não achei fácil o local e não estava muito a fim de procurar, deixei para comprar depois.
      Fomos para a fila de táxi e pegamos um em direção ao centro de Paris. A viagem saiu por 50 euros, preço tabelado. Como estávamos em quatro pessoas, foi vantajoso. O percurso durou cerca de 1 hora e 20 minutos. Havia muito trânsito, provavelmente ainda mais agravado devido à greve dos transportes.
      Hospedamo-nos no Hotel Viator, o único que deixamos para pagar na França. Todos os outros estavam com as diárias pagas no Brasil. A grande vantagem dele é ficar a menos de 5 minutos a pé da Gare de Lyon, local onde pegaríamos o trem no dia seguinte, além de ter um preço acessível para o padrão Paris. Conseguimos reservá-lo por 105 euros o quarto de casal sem café da manha e taxa turística. É um bom hotel. Recomendo.

      Descansamos um pouco e fomos atrás do chip de celular. Vi que era possível comprar na Relay, uma loja bem comum na França. Havia uma na Gare de Lyon, e lá fomos. O plano “Orange Holiday” com 20GB de internet e 120 minutos de ligação com validade de 14 dias saiu por 40 euros. A instalação do chip pode ser feita pelo próprio usuário. Na verdade é só colocar ele no aparelho e a configuração é feita automaticamente.
      Obs: o chip funcionou bem 95% do tempo. Algumas poucas vezes ele ficava sem sinal, geralmente em deslocamento de trem entre cidades. Sobre o roaming em outros países, é preciso ficar atento, pois a Suíça não faz parte da União Europeia. Algumas operadoras forneciam planos mais em conta, porém com roaming restrito à União Europeia, sem incluir a Suíça.
      Na rua fazia frio e chuviscava um pouco. Estávamos com bastante fome, então procuramos algum lugar para comer. De início procuramos por alguma “boulangerie” (um tipo de padaria) próxima. Apesar de encontrarmos algumas que a vitrine enchia os olhos, elas não tinham espaço para comer dentro, e minha esposa não queria abrir mão de comer sentada em um ambiente aquecido. Então o jeito foi procurar algum café ou restaurante.
      Paramos para comer no La Consigne. Comemos um sanduíche e uma omelete no capricho mais as bebidas, tudo bem servido. Para o casal saiu por 25 euros.
      Depois de comer, fomos no mercado comprar algumas coisas. A água mineral na França é cara, bem mais que na Itália, por exemplo. E o gosto de várias marcas é bem ruim, principalmente aquelas sem gás. Acabávamos comprando Perrier ou San Pellegrino, que eram muito boas, porém ainda mais caras.
      Obs: teoricamente a água das torneiras na França é potável. Nos restaurantes é comum servirem uma garrafa de água da torneira de graça, e com gosto bem melhor que de muita água mineral sem gás vendida no mercado.
      Após, retornamos ao hotel para descansar.
      Gastos do dia:
      50 euros de táxi do aeroporto até o centro de Paris
      40 euros do chip de celular
      25 euros do jantar no La Consigne
      0,70 euros em suprimentos no mercado
       
      18/01 – Ida para Basileia
      Dormimos até um pouco mais tarde para descansar bem. Por praticidade resolvemos tomar café da manhã no próprio hotel. O preço não era dos melhores, custando 11 euros por pessoa, mas pelo menos poderíamos comer à vontade e daria para aguentar até a hora do almoço. Fizemos o check out no hotel e acertamos tudo, ao custo total de 135 euros por conta dos cafés da manhã e taxas turísticas.

      Seguimos para a Gare de Lyon e pontualmente às 10h22 o trem partiu rumo a Basiléia. A passagem foi comprada no Brasil com bastante antecedência, e saiu por 29 euros (R$ 153,37 na fatura do cartão). Faltando alguns dias para o embarque havia dúvida se esse horário de trem partiria por conta da greve. Havia trens fazendo a rota, mas em número reduzido. Dois dias antes do embarque recebi a confirmação da SNCF que o horário seria cumprido.


      O trem é bastante confortável mesmo na classe econômica. Em alguns momentos chegou a passar dos 300 Km/h. A paisagem também é bem bonita.
      Às 13h26 chegamos pontualmente à Basileia. Desembarcamos na estação Bahnhof Basel SBB e fomos direto para o Hotel City Inn Basel, que ficava literalmente na frente da estação. A diária já estava paga desde o Brasil, ao custo de R$ 385,81 sem café da manhã e taxa turística. Reservei pelo Hoteis.com pela possibilidade de pagar direto em reais. O idioma mais falado na Basileia é o alemão, do qual não sei nada. Mas consegui me virar bem com o inglês quando precisei. Como o dinheiro na Suíça é o franco suíço, fiz o câmbio na recepção do hotel. Troquei 100 euros por 102 francos suíços.
      Uma coisa bacana de Basileia é que os hotéis “dão” para o cliente um voucher que dá direito a usar o transporte público da cidade de graça e você pode escolher um museu para pagar metade do valor. Para quem não sabe, Basileia é a capital cultural da Suíça, e há diversos museus pela cidade. Esse voucher não é totalmente um brinde porque para isso precisamos pagar 4 francos suíços (CFH) por pessoa de taxa.
      Quando saímos do hotel já passava das 14h00. Não havia muitas opções de restaurantes abertos. Um dos poucos era o Tibits, especializado em comida vegetariana, que tinha um horário de funcionamento bem amplo. Ele tem um tipo de serviço raro na Europa, mas bastante popular no Brasil: comida a quilo. Mesmo eu sendo carnívoro, gostei bastante da comida do local. Minha comida e a da esposa saiu por 20,30 CHF com bebidas, um valor muito bom para a Suíça.
      Do restaurante, fomos bater pé pelo centro histórico da cidade, que ficava a menos de 10 minutos caminhando do hotel. Primeira parada foi na Marktplatz, uma pracinha com uma feira e onde estava localizado o Rathaus Basel-Stadt, a prefeitura da cidade. É uma construção de 500 anos de idade com uma cor única, um vermelhão bem forte. De lá partimos para a atração que eu mais queria ver na cidade: o Naturhistorisches Museum Basel (Museu de História Natural Basiléia). Por quê? Tinha uma réplica de um mamute em tamanho real, além de outros animais pré-históricos, como o tigre dentre-de-sabre e a preguiça gigante. Na verdade não sei se todos os animais eram réplicas ou realmente estavam empalhados, mas a qualidade dos modelos era incrível. Tinha também esqueletos de dinossauros, como um pterodátilo e um ictiossauro. Simplesmente fantástico. Segundo minha esposa meus olhos brilhavam quando eu vi o mamute. Eu devia estar me divertindo mais que as crianças no local. Aqui usamos o voucher e pagamos metade do valor do ingresso. De 7 CFH por 3,50 CFH por pessoa.









      Saindo do museu fomos em direção a Basel Minster, a Catedral de Basiléia, também numa coloração vermelha. Não entremos no local. Apenas apreciamos de fora. Depois seguimos até uma ponte sobre o Rio Reno, um dos grandes rios da Europa Ocidental. Apesar de o frio estar bem suportável na cidade, em cima da ponte o vento era muito forte e deixava tudo muito mais gelado. Só consegui ir até o meio da ponte e tirar umas fotos. Corremos do vento e nos dirigimos a uma rua com bastante movimento de pessoas e diversas lojas. Entramos em algumas, mas o preço era mais caro que da mesma loja em outros países. O único lugar que compramos alguma coisa foi no mercado: água e uns chocolates suíços. Tudo custou 4,05 CFH.


      Voltamos caminhando em direção ao hotel, mas passamos antes numa espécie de praça de alimentação gigante. No local, diversos tipos de restaurantes. Decidimos jantar no Acento Argentino, que era comandado por um argentino (se não me engano) e um brasileiro. Pedimos pratos com carne e empanadas, todos acompanhados de saladas. Tudo muito gostoso e bem servido. O preço saiu em 48 CFH para o casal. Após o jantar voltamos para o hotel e fomos descansar.
      Basiléia fica na fronteira tríplice da Alemanha, França e Suíça. Do lado alemão, a cidade mais próxima é Lörrach, e a Floresta Negra está localizada bem próxima. É uma cidade que entrou por acaso no roteiro, mas deu para ter uma noção do que esperar da Suíça em termos de custos numa futura viagem. Hospedagem e alimentação não são baratas, mas achei que seria pior. A diária do hotel, por exemplo, saiu mais barata do que a de Paris por um quarto muito maior e mais confortável. Fiquei animado para um dia conhecer melhor este país.
      Gastos do dia:
      135 euros de hospedagem no Hotel Viator em Paris
      58 euros para duas passagens de trem Paris -> Basiléia (R$ 306,74)
      385,81 reais de hospedagem no Hotel City Inn Basel
      8 CFH de taxa turística para duas pessoas em Basiléia
      20,30 CFH de almoço no Tibits
      7 CFH em dois ingressos no Museu de História Natural de Basiléia
      4,05 CFH em mercado
      48 CFH de jantar no Acento Argentino
       
      19/01 – Ida para Milão
      O trem para Milão iria partir tarde, então seria mais um dia para poder dormir bastante. Quando acordamos, resolvemos tomar café da manha no próprio hotel. Saiu 25 euros por pessoa, bem salgado, mas o café era espetacular. A outra opção seria um Starbucks do lado do hotel, mas eu e minha esposa não somos muito fã da rede. De bucho cheio, ficamos mais um tempo relaxando no quarto. Depois fizemos o check out e fomos para a estação de trem.
      A passagem já estava paga, saindo por 39 euros por pessoa (R$ 196,51 na fatura do cartão). O trem para Milão partiu às 11h03. Existem várias combinações possíveis para chegar à Milão. O que pegamos iria direto, com algumas paradas. Cruzaria os Alpes Suíços antes de entrar em território italiano. E era esse o motivo de ter incluído Basiléia e Milão no roteiro: conhecer uma parte da paisagem desse pedaço da Suíça. E não nos arrependemos. É realmente muito bonita. Pena que havia menos neve do que esperávamos.



      Chegamos à estação Milano Centrale às 15h50 e nos dirigimos ao Hotel Gram Milano para o check in. A diária já havia sido paga no Brasil, R$ 404,71 com direito a café da manhã e jantar no hotel. Restou pagar 10 euros para duas pessoas de taxa turística. Como são caras as taxas turísticas na Itália.
      Largamos as malas e corremos para a estação de metrô. Queríamos estar na Piazza del Duomo antes de escurecer. O ticket custa 2 euros por pessoa. Aqui há uma diferença para outros sistemas de metrô que já peguei. É necessário passar o ticket tanto para entrar quanto para sair das plataformas de embarque.
      Descemos na estação de Duomo. Ao sair para a superfície, damos de cara com o Duomo di Milano. Realmente ele possui uma fachada única, muito bonita. Tiramos algumas fotos no local e fomos fazer um lanche, afinal não havíamos almoçado nesse dia. Primeiro paramos no Caffè Vergnano 1882, onde tomamos café e alguns doces. Para o casal saiu por 12 euros. Depois pegamos uns tipos de pastéis no Il Panzerotto del Senatore. Três unidades saíram por 6,50 euros.



      Como ainda havia algum tempo até a hora do jantar, que foi agendado para as 20h30 no hotel, ficamos batendo pé. Passamos pela Galeria Vittorio Emanuele II, que estava abarrotada de pessoas. Depois andamos por algumas lojas da cidade. Quase todas estavam com liquidações de inverno. E uma coisa que constatamos depois é que os preços na Itália são bem mais atraentes que os da França.


      Pegamos o metrô na estação Montenapoleone e voltamos ao hotel. O jantar estava muito bom. Era no estilo self-service, com bastante variedade de pratos. Somente as bebidas não eram inclusas. Elas saíram por 11 euros para duas pessoas.
      O quarto do hotel era bem confortável e moderno, com o visual totalmente oposto ao dos outros hotéis que ficamos na viagem da Itália de 2019. Para melhorar ainda mais tinha uma banheira pra relaxar.
      Gastos do dia:
      50 euros de café da manhã no Hotel City Inn Basel
      78 euros para duas passagens de trem Basiléia -> Milão (R$ 393,02)
      404,71 reais de hospedagem no Hotel Gram Milano
      10 euros de taxa turística
      8 euros em quatro tickets do metrô de Milão
      12 euros de lanche no Café Vergnano 1882
      6,50 euros de lanche no Il Panzerotto del Salvatore
      11 euros de bebidas no jantar do hotel
       
      20/01 – Ida para Nice
      Hoje acordei cedo. Como novamente o trem partiria um pouco mais tarde, aproveitei para conhecer outras atrações de Milão. Deixei minha esposa descansando e fui para a estação de metrô. Desci na estação Lanza, bem próxima ao Castello Sforzesco, para onde fui logo em seguida. É uma construção do século XIV que foi restaurada diversas vezes ao longo dos séculos. Hoje conta com diversos museus. Não entrei neles, pois não daria tempo. Restou caminhar pelos arredores do castelo e aproveitar o belo nascer do sol no local, aproveitando a luminosidade para tirar algumas fotos.







      Caminhando por Milão vê-se como ela é bem mais moderna que as outras cidades turísticas italianas. Seguindo pelas ruas cheguei ao Giardini Pubblici Indro Montanelli, um parque no meio da cidade bastante arborizado. Como diversos outros parques da Europa, o chão é de um tipo de areia grossa.


      Obs: Cabe aqui uma curiosidade que percebi nas três idas ao velho continente. Excetuando bitucas de cigarro que em alguns lugares se vê aos montes, as ruas das cidades são extremamente limpas. Mesmo que ande nesses parques de areia, o solado dos calçados não suja. Parece até que não tem poeira nas ruas. Um dia andando na cidade em que moro, que visualmente falando parece limpa, sujou mais meu calçado do quê quatorze dias na França.
      Voltei pra hotel e fomos tomar café da manhã, que era tão bom quanto o jantar. Arrumamos as malas e nos dirigimos para a estação Milano Centrale, onde pegaríamos o trem para Nice, que partiu às 11h10. A passagem saiu por 22 euros por pessoa (R$ 110,84 na fatura do cartão). Milão me surpreendeu. Foi pouco tempo na cidade, menos de 24 horas, mas deu para ir ao Duomo, que era a atração mais aguardada e pude conhecer também o exterior do Castello Sforzesco, além das belas ruas e prédios do lugar. Mas só a incluiria no roteiro da Itália de 2019 se tivesse tempo sobrando ou fosse usar o aeroporto de lá.
      O trem que pegamos era da empresa Thello, pertencente à empresa Trenitalia, a mesma que foi responsável pela viagem de Basiléia a Milão. Uma coisa que ficou nítida nesses 14 dias é que os trens das empresas francesas são muito mais limpos que os da Itália. E olha que a França estava em greve e nem todo o serviço estava funcionando 100%.
      De Milão o trem seguiu em direção a Gênova e depois foi até Nice beirando o Mar de Ligúria por todo o caminho. A paisagem era linda, mas há algo que com certeza o inverno atrapalha um pouco. A latitude das cidades nessa região do globo terrestre varia entre 43º e 44,5º. Isso é quase metade do caminho entre a Linha do Equador e o Polo Norte. No inverno do hemisfério norte, quanto maior a latitude, menor é a duração do dia. Mas não apenas isso. Nessa época o sol nunca fica a pino. Sempre está numa posição de que acabou de nascer ou estar pra se por. Essa angulação faz com que a luz solar reflita muito no mar (no caso das praias voltadas para o sul). Assim, o mar nunca fica tão bonito como ficaria em outras épocas do ano.

      Chegamos em Nice às 15h50 na Gare de Nice Ville. O hotel que escolhemos, Villa Bougainville by Happyculture, ficava a cinco minutos caminhando. As duas diárias foram pagas no Brasil, custando 560,98 reais com café da manhã incluído. É um hotel pequeno, com quarto pequeno, mas bem aconchegante.
      Deixamos as malas no quarto para aproveitar o restante da luz solar que tínhamos. Seguimos direto para o mar, saindo na Promenade des Anglais no rumo do Hotel Negresco. O calçadão na beira mar estava com pouco movimento, provavelmente devido á época do ano. Dali, fomos até a Place Massena procurando por algum lanche, pois novamente não havíamos almoçado. Achamos umas barracas de crepes, mas só tinham de doce. Fizemos então uma pausa na Boulangerie Blanc e pegamos alguns salgados para comer enquanto caminhávamos. Chegamos na Colline du Château para pegar um elevador até o topo, mas já estava fechado. Felizmente ainda dava para ir de escada. Não são muitos degraus, uns dois minutos subindo, mas ninguém quis ir comigo. Fui sozinho. Lá em cima, têm-se uma bela vista panorâmica de Nice. Depois que desci fomos passear pela praia, que na verdade é pura pedra. Provavelmente isso contribui para o mar ficar bem bonito no verão, já que não tem areia para as ondas remexer e deixar a água turva.






      Ficamos mais um tempo caminhando e tirando fotos aguardando a hora do jantar. Nice não é tão fria, mas venta bastante, e com o cair da noite o vento já estava incomodando. Fomos almoçar no restaurante Casa Leya. A dona é uma simpatia de pessoa. Para melhorar ainda mais e para a alegria das minhas companheiras, falava espanhol. A comida também era deliciosa. Comemos muito e muito bem. Dois pratos de massa, um carpaccio e bebidas saíram por 58 euros.
      Voltamos em direção ao hotel caminhando pela Promenade des Anglais. A fachada dos prédios iluminadas de noite fica bem bonita. O Hotel Negresco, por exemplo, fica muito charmoso. Chegando no quarto, fomos descansar de um dia com bastante caminhada.




      Gastos do dia:
      2 euros em um ticket do metrô de Milão
      44 euros em duas passagem de trem Milão -> Nice (R$ 221,68)
      1 euro de água na estação de trem
      560,98 reais em duas diárias do Hotel Villa Bougainville by Happyculture em Nice
      4,70 euros de lanche no Boulangerie Blanc
      58 euros de jantar para o casal no restaurante Casa Leya
       
      21/01 – Uma volta pela Côte d’Azur
      O roteiro de hoje previa um passeio por parte da Côte d’Azur localizada a leste de Nice. Tomamos café da manhã cedo no hotel e fomos à Gare Nice Ville. Lá se encontra diversas locadoras de carro, inclusive a Sixt, escolhida por nós. Fiz a reserva do veículo por um dia. Paguei a diária ainda no Brasil, ao custo de 69,98 euros (353,06 reais na fatura do cartão). No fim das contas, acabei pegando o seguro completo, o que custou mais 37 euros. Não foi barato, mas o valor da diária é proporcional ao número de dias da locação. Como eu queria fazer esse roteiro de carro, me sujeitei a isso.
      Havia reservado uma BMW Series 1 ou similar, mas não tinha nenhuma disponível na hora da retirada do veículo. Por isso, a atendente nos ofereceu uma Mercedes Classe E. Para quem entende de carro, sabe que é um veículo de uma categoria bem superior. Infelizmente a razão me fez recusar o modelo. Ele é muito grande, e como imaginava que passaria por ruas estreitas, um modelo menor seria mais apropriada. No fim, ficamos com um Skoda Scala Hatchback.
      Apesar de não ter problemas com carros, sempre fico tenso quando dirijo em outros países. Algumas placas de trânsito bem comuns na França não existem no Brasil, por isso é bom dar uma estudada no significado das placas antes de pegar estrada e não fazer besteira. Mas dirigir pela região da Côte d’Azur foi bem tranquilo, pelo menos no inverno quando as ruas estão bem mais vazias.
      Há três estradas saindo de Nice que vão para o leste da Côte d’Azur: basse corniche, a mais próxima do mar, moyenne corniche, a do meio, e a grande corniche, a mais ao alto de todas. Pegamos a moyenne corniche e seguimos em direção ao Èze Village, mas primeiro fizemos uma parada no Villefranche Belvédère para aproveitar um pouco do visual. O sol ainda estava nascendo. Ao chegar em Èze, o estacionamento estava interditado com faixas policiais. Alguma investigação estava ocorrendo lá e os parquímetros estavam lacrados. O policial até falou que poderíamos estacionar. Mas preferi deixar de lado. A ideia aqui era visitar o Le Jardin Exotique no topo do vilarejo e apreciar a vista do mar lá de cima, mas como o dia ainda não estava claro o suficiente para aproveitar mais a vista, achamos melhor seguir viagem.

      Descemos então para a basse corniche. Queria entrar em Mônaco vindo por essa estrada para evitar os possíveis túneis que poderiam haver na entrada a partir da moyenne corniche. Túneis e GPS de celular não combinam. Já passei alguns perrengues em Madrid por conta disso.
      Chegando ao Principado, me dirigi direto para a largada. Contornei a Sainte Devote e segui forte, a 40 Km/h, pela Beau Rivage. Passei pelo Cassino de Monte Carlo, que estava com a fachada em reforma, contornei a Mirabeau Haute e desci pela curva do hotel. Quando vi, já estava rasgando por dentro do túnel. Na saída dele, não havia chicane, mas quem se importa? Após algumas obras, já estava na piscina, e depois na La Rascasse. Pronto, havia acabado de completar uma volta no Grande Prêmio de Mônaco. Andar nas ruas do circuito a 40 Km/h não passa adrenalina, mas a emoção de circular por um trajeto que tantas vezes vi na televisão e em jogos de videogame não tem preço. Era incrível, cada curva que eu contornava, cada reta que eu passava, era como se já estivesse estado lá. Tinha o circuito todo traçado na cabeça.
      Voltando pra realidade, deixei o carro estacionado no Parking de la Colle, próximo de Mônaco Ville, onde está localizado Le Palais des Princes de Monaco e a Cathédrale de Monaco. Até chegar à parte alta, tem que subir um bocadinho. Lá de cima, têm-se uma bela vista do Port Hercule e do Port de Fontvieille. O Palácio tem a fachada bem sem graça, mas vale a visita para ver, próximo de 12h00, a troca de guarda. A Catedral, ao contrário, possui uma bela fachada. O seu interior é simples, mas elegante. A entrada é gratuita. Nas redondezas, também caminhamos pelas ruas estreitas e charmosas do local.

       


       






      Depois de ver a troca de guarda, descemos para a marina do Port Hercule. Lá estaria o restaurante onde iríamos almoçar, o Stars 'n' Bars. Tirando o McDonalds e outras lanchonetes, é tido como um dos lugares mais baratos para uma refeição descente em Mônaco. Meu almoço e o da esposa saiu por 70 euros, em dois pratos bem servidos e gostosos com carne, arroz, salada, batata frita e bebidas. No local há outros pratos mais em contas, como sanduíches, comida tex-mex e pizzas.
      Caminhamos mais um pouco pelas ruas do Principado e voltamos para o estacionamento onde deixamos o carro. As cerca de 5 horas que ficamos em Mônaco nos custou 14,10 euros de estacionamento.
      Seguimos pela basse corniche e fomos para Saint-Jean-Cap-Ferrat, onde visitaríamos a Villa Ephrussi de Rothschild. Havia obras na entrada do vilarejo, então sem entender a sinalização acabei fazendo umas barbeiragens para conseguir acessar o local. A entrada da Villa Ephrussi custa 15 euros por pessoa. Há estacionamento gratuito no local. Trata-se de um palácio construído à beira-mar pela Baronesa Béatrice Ephrussi de Rothschild. Além disso, possui nove jardins com diferentes temáticas. Tirando o Roseiral, que estava prejudicado por conta do inverno, todos os outros jardins estavam espetaculares. Do palácio temos ainda belas vistas do Mar Mediterrâneo.









      Finalizando o palácio, seguimos para Nice. Antes paramos em um posto de combustível para colocar gasolina. Na maioria deles nós que abastecemos. Em alguns é preciso pagar antes, em outros, paga-se depois que abastece. Nos que pagamos antes, caso não gaste todo o valor em combustível, o troco é devolvido. Depois de deixarmos o carro na Gare Nice Ville, fomos descansar no hotel.
      Já de noite, sem muito ânimo para passear, resolvemos almoçar em uma hamburgueria ao lado do hotel. Um lanche para duas pessoas saiu por 15 euros. Não era um sanduíche fantástico. Estava no nível daquelas versões gourmet do McDonalds. Mas deu para matar a fome. Depois fomos a um mercado para comprar algumas coisas. Por fim, voltamos ao hotel para dormir.
      Gastos do dia:
      69,98 euros de aluguel de carro na Sixt pago no Brasil (R$ 353,06)
      37 euros da diferença do aluguel do carro (R$ 197,91)
      70 euros em almoço no Stars 'n' Bars em Mônaco
      14,10 euros de estacionamento em Mônaco
      30 euros para duas entradas na Villa Ephrussi de Rothschild
      14 euros de gasolina
      15 euros em jantar no Tacos Burger em Nice
      7,02 euros de mercado em Nice
       
      Em breve continuarei com o restante do relato...
    • Por Yunes
      Pessoal, tudo bem?

      Me chamo Yunes (@yunesviana), paulista, 27 anos e depois de ler e aproveitar muito todo o conteúdo do Mochileiros, resolvi compartilhar meu relato sobre a primeira viagem que fiz na vida, onde eu e minha mala visitamos países que tinha muita vontade de conhecer mesmo sem dominar as línguas nativas de cada, com um inglês intermediário e certa timidez que foi sendo perdida ao longo da viagem. Ao todo, passei 29 dias (distribuídos entre 25 de Maio de 2019 até 23 de Junho de 2019) viajando pelos seguintes lugares:
      🇮🇹 Itália:
      4 noites em Roma;
      Bate-volta em Pisa;
      2 noites em Cinqueterre;
      3 noites em Veneza.
      🇭🇷 Croácia:
      3 noites em Split, incluindo um bate-volta em Plitvice Lakes;
      3 noites em Hvar;
      2 noites em Dubrovnik.
      🇬🇷 Grécia:
      4 noites em Santorini;
      4 noites em Mykonos;
      3 noites em Atenas.

      Tentarei ser o mais transparente possível nos relatos, pois acredito que seja inevitável um viajante sem experiência passar por perrengues, cair em tourists traps e ser enganado pela taxa cambial dos ATMs distribuídos aos montes na Europa, mas prefiro ver isso como experiência para as próximas viagens e dicas para que outras pessoas não cometam os mesmos erros.
      Planejamento
      Sem dúvidas é uma das partes mais importantes da viagem. Acredito que nenhum objetivo, por menor ou maior que seja, é capaz de ser alcançado sem uma boa base por trás. Tentei mitigar todos os imprevistos possíveis (e nem sempre com sucesso 😂) e cometi até alguns excessos, algo que futuramente talvez eu dê uma maior margem para flexibilização, porque viajar te obriga a improvisar em diferentes cenários.
      Todo o planejamento, seja ele financeiro ou do próprio roteiro em si, começou cerca de um ano anterior à viagem, onde coloquei na cabeça que iria realizar esse sonho. Comecei a fazer várias anotações, colocar lugares numa lista de prioridades sobre o que e como aproveitar nesse atual momento da minha vida, salvar vários blogs nos favoritos até o momento de comprar a passagem, um momento simbólico durante todo esse planejamento. 
      A passagem de ida cerca de 8 meses antes da data de embarque pela LATAM, pagando R$1317 com direito a mala despachada. A partir dessa "virada de chave", pesquisei as mais diversas possibilidades de deslocamento entre as cidades, hostels, itens indispensáveis para levar na mala e palavras básicas de cada idioma (isso ajuda muito!).
      Entrei no avião com todos os hostels reservados, passagens de ida e volta comprados além dos deslocamentos entre países. Deslocamentos locais (trem na Itália e Ferry Boats pela Croácia e Grécia) comprei no ato ou um dia anterior para ir até outra cidade, pois queria ter essa margem de flexibilidade caso quisesse passar um dia a mais (ou a menos) em um local. Acabei não fazendo nenhuma alteração, mas me arrependo de certa forma em dois locais que vou contar durante o relato.
      Custos
      Confesso que agora não faço a menor ideia de quanto gastei na viagem, vou descobrindo com base na minha memória, em toda a papelada que trouxe pra casa como souvenir e pelo extrato do meu cartão. Um euro na época estava R$4,45 (caro mas... que saudades desse valor). Ao fim do relato, atualizo esse post com os gastos detalhados de cada lugar. Hoje, tenho o registro dos seguintes custos: 
      ✈️ Passagens Aéreas:
      🇧🇷 - 🇮🇹 Passagem São Paulo - Roma pela LATAM: R$1.317,00
      🇮🇹 - 🇭🇷 Passagem Veneza - Split pela Volotea: €236 (R$1050,20)
      🇭🇷 - 🇬🇷 Passagem Dubrovnik - Atenas - Santorini: €133,94 (R$596,00)
      🇬🇷 - 🇧🇷 Passagem Atenas - Istambul - São Paulo: R$ 2.086,55
      💸 Total: R$5049,78
      _
      🛏️ Hostels:
      🇮🇹 4 noites no The RomeHello: R$858
      🇮🇹 2 noites no Grand Hostel Manin: R$365
      🇮🇹 3 noites no Combo Venezia: R$809
      🇭🇷 3 noites no En Route Hostel: R$231
      🇭🇷 3 noites no White Rabbit Hostel: R$274
      🇭🇷 2 noites no Hostel Angelina Old Town: R$377
      🇬🇷 4 noites no Bedspot Hostel: R$1028
      🇬🇷 4 noites no My Cocoon Hostel: R$1258
      🇬🇷 3 noites no Bedbox Hostel: R$412
      💸 Total: R$5612
      _
      Outros custos:
      🏥 Seguro Viagem Allianz Travel: R$500,27
      🛂 Emissão do passaporte: R$257,25
       
      Próximo post: Viagem e primeiro dia em Roma: um choque de realidade


       
    • Por michele.caetano
      Utilizo há anos esse site para pesquisar roteiros de viagens, dicas, custos e, finalmente, venho aqui dar minha contribuição. Trata-se de um relato de uma viagem de um jovem casal apaixonado, em lua de mel, que teve de enfrentar uma cotação de R$ 4,50 a R$ 5,00. Que fase! Com muito planejamento e foco conseguimos fazer uma bela viagem de 23 dias na primavera européia ❤️. 
      Fizemos uma lista virtual de presentes, então boa parte dos passeios que fizemos ganhamos de presente dos nossos queridos amigos e familiares 🥰.
      Roteiro:
      Paris - 5 dias (26/04 - 01/05)
      Praga - 3 dias (01 - 04/05)
      Viena - 2 dias (04 - 06/05)
      Budapeste - 3 dias (06 - 09/05)
      Nápoles - 1 dia (09 - 10/05)
      Sorrento - 2 dias (10 - 12/05)
      Ilha de Capri - 1 dia (12 - 13/05)
      Maiori - 1 dia (13 - 14/05)
      Roma - 5 dias (14 - 19/05)
      Primeira dica: Sempre que pensar no número de dias que quer ficar num lugar acrescente mais 1, porque o dia que você chega e sai da cidade fica bastante comprometido com os deslocamentos. E às vezes algum imprevisto também pode "atrasar" seu roteiro, como um dia inteiro de chuva no dia que tinha planejado várias coisas ao ar livre. Nesse roteiro recomendaria acrescentar pelo menos mais 1 dia em Paris, Praga e Budapeste. E mais 1 em Capri se você estiver com dinheiro sobrando ou pegar um câmbio melhor, rs. 
      Segunda dica: A primavera européia nada tem a ver com a nossa! Pegamos bastante frio, especialmente em Paris e no Leste Europeu. Importante colocar na mala uma blusa e calça térmicas e um casaco mais quentinho. Nesse lugares eu saía normalmente com uma camisa de manga curta, blusa térmica (manga comprida), uma blusa mais grossa de manga comprida, casaco e cachecol. Ah, e calça térmica por baixo da calça jeans.
      Paris
      Hospedagem: Ficamos num apartamento ótimo em Montmartre pelo Airbnb, bem equipado, com uma vista incrível da Torre Eiffel e metrô em frente (estação Pigalle). Apesar de ouvir muita gente dizer que este é um bairro mais perigoso em Paris, tenho que discordar. Havia bastante movimento nessa rua até tarde, bem iluminado, farto comércio e restaurantes na região. Nos sentimos super seguros lá, inclusive à noite. Adorei! Valor da diária c/ taxas: € 114 (casal).
      Link: https://www.airbnb.com.br/rooms/882192?guests=1&adults=1&sl_alternate_dates_exclusion=true&source_impression_id=p3_1559085549_zGi%2BIA2ncnTDvdEE&check_in=&check_out=&children=0&infants=0
       
      Saindo do aeroporto Charles de Gaulle: Pegamos um trem (€ 10,30 p/ pessoa) até a estação Gare du Nord e de lá pegamos o metrô até a estação Pigalle.
      Transporte: Compramos o combo de 10 tickets de metrô por R$ 14,90. Vale a pena porque paga mais barato no valor unitário da passagem. No total compramos 30 tickets para os 5 dias.
       
      Gastos casal - 5 dias:
      Hospedagem: €572
      Alimentação: €425 - média de €85/dia (contando mercado, restaurante, lanches etc)
      Atrações turísticas: €233 - média de €47/dia
      Transporte: €147 - média de €30/dia
      Paris é uma cidade bem cara. A gente comia no máximo 1 vez por dia em restaurante, almoço ou janta, e ainda assim gastamos bastante com alimentação. Pra economizar, vale a pena ir ao mercado caso tenha cozinha no seu ap. Queijos e vinhos são uma boa pedida. Compramos um ótimo vinho por menos de €5!
       
      Dia 1
      Chegamos antes do horário de check-in. Então, deixamos as malas no apartamento e fomos explorar as principais atrações do bairro:
      Muro Je t'aime, Sacré-Coeur e Place du Tertre
      Muro J t'aime

      Sacre Croeur

      Vista da Sacre Croeur
      Almoço: Na verdade foi um lanche. Comemos baguetes num quiosque que tinha no caminho pra Sacre Croeur: 2 baguetes e 1 coca - €12,30
      Seguimos para o Trocadero pra aproveitar que o dia ainda estava claro e bonito e ver a torre mais de pertinho. Lá comemos nosso primeiro crepe de rua parisiense (eu amo!) - €3,50 cada. Depois de curtirmos um pouco, caminhamos beirando o rio Sena e fomos até a Champs-Élysées e o Arco do Triunfo. Depois dessa bela caminhada voltamos pro ap pra tomar um  banho quentinho e sairmos para o nosso primeiro jantar romântico da viagem.

      Tracadero

      Trocadero

      Champs-Élysées


      Arco do Triunfo
       
      Jantar romântico (um dos presentes de casamento): Restaurante Bouillon pigalle - foi um achado porque jantar em Paris sem gastar uma fortuna é uma missão difícil e o restaurante ficava praticamente do lado do nosso apartamento. 2 entradas, 2 pratos principais, 1 sobremesa e uma jarra de vinho da casa saíram por 50 euros, incluindo uma pequena gorjeta. E não é um menu não, você escolhe seus pratos individualmente. Foi um ótimo custo-benefício! Recomendo a sopa de cebola de entrada e o profiterole de sobremesa. Os pratos principais estavam bons, mas nada que chamasse a atenção. Os parisienses também curtem o local, então é bom chegar cedo porque já começa a ter fila antes das 20h e eles não fazem reserva. 
      E pra finalizar uma foto da sacada do nosso apartamento com uma bela vista da Torre Eiffel. Era incrível acordar e dormir com essa vista!

       
       
       
    • Por pedro.phma
      Comecei a escrever esse relato faz uns 6 meses, mas por falta de tempo acabei deixando de lado. Aos poucos vou publicando o relato e tentarei terminar ele o mais breve possível.
       
      Em 2018 fiz junto com minha esposa nosso primeiro passeio pela Europa. O primeiro destino escolhido foi Portugal e Espanha, e da viagem fiz um relato que se encontra nesta seção do fórum.
      Em 2019 foi a vez de conhecer a Itália. Durante 2018 vínhamos planejando nova viagem para a Europa caso aparecesse passagem aérea com bom preço para janeiro/2019. Até que em setembro apareceu passagem para Roma com voo direto saindo de Guarulhos pela LATAM. A passagem saiu por R$ 2734,56 por pessoa, com direito a bagagem despachada e marcação de assento, algo que está cada vez mais raro de se conseguir gratuitamente. Embarcaríamos no dia 14/01 com retorno ao Brasil no dia 26/01, um total de 11 noites na Itália. Já havia mais ou menos definido quais cidades gostaria de conhecer. Só foi necessário encaixá-las de acordo com o tempo disponível.
      Uma mudança importante em relação à viagem com Portugal e Espanha é que dessa vez o deslocamento entre as cidades seria feito de trem.
       
      Roteiro
      Em suma, pernoitamos em Roma, Florença, Bologna e Verona. Não incluí Milão no roteiro, primeiro porque teria que tirar dia de alguma outra cidade para encaixá-la e segundo porque achei que não haveria tantas atrações interessantes para valer o deslocamento. Alguns bate-voltas foram feitos, como Nápoles, Pisa, Modena e Veneza.
      Nota: Em 2020 fui novamente para a Europa e acabei passando por Milão. Apesar de não ter tantos monumentos históricos como outras cidades da Itália, é uma cidade muito interessante. Mas isso fica para outro relato...

      14/01 Guarulhos/Roma
      15/01 Roma
      16/01 Roma
      17/01 Roma/Pompéia/Roma
      18/01 Roma
      19/01 Roma/Florença
      20/01 Florença/Pisa/Florença
      21/01 Florença/Bologna/Modena/Bologna
      22/01 Bologna/Verona
      23/01 Verona/Veneza/Verona
      24/01 Verona/Roma
      25/01 Roma/Fiumicino
      26/01 Fiumicino/Guarulhos
       
      Preparativos no Brasil
      Procuramos reservar hotéis que fossem próximo de estações de trem, já que esse seria nosso principal meio de transporte. E na maioria dos casos também conseguimos ficar a uma curta distância de caminhada das atrações. Quase todas as reservas foram feita pelo Hoteis.com, principalmente pela possibilidade de poder pagar no Brasil em reais, não ficando refém da variação cambial. Outras poucas foram feitas pelo Booking. A maioria dos hotéis da Itália tem cafe da manhã incluído na diária, bem diferente da Espanha, onde geralmente era necessário pagar um valor a mais.
      Passeios mais concorridos, como o Coliseu e Museu do Vaticano foram comprados no Brasil com antecedência. Dependendo da demanda há o risco de não conseguir ingresso na hora ou de pegar filas gigantes, apesar de estarmos viajando em baixa temporada.
      Os trens de longa distância também foram pagos com antecedência no Brasil. Aqui vale a lógica das passagens área: comprar com antecedência para economizar. Para os trens regionais não há essa preocupação, pois o preço das passagens não varia.
      Nota: Algo que notei para alguns trechos é que quando eu pesquisava o preço para mais pessoas (estávamos em quatro pessoas) ficava mais em conta que pesquisando para apenas uma pessoa, uma espécie de "passagem família".
      Novamente aproveitei a Black Friday e comprei os seguros de viagem. O plano EUROPA STANDARD pela Mondial Travel saiu 122,54 reais para cada pessoa.
      Preferi levar dinheiro para a viagem. Deixei o cartão de crédito para alguma emergência. Levei cerca de 10 mil reais, ou 2.190 euros.
      Decidimos também fazer o trecho até Guarulhos de carro. Seria uma viagem de quase 1mil Km a partir do oeste catarinense, mas o valor total gasto entre estacionamento, gasolina e pedágio foi estimado entre 25% e 30% do que gastaríamos para quatro pessoas com passagens áreas a partir de Chapecó (a passagem estava bem mais cara que janeiro/2018).
       
      Total de gastos com passagem aérea, carro e seguro viagem para duas pessoas:
      R$ 5.469,13 pela LATAM, ida e volta de Guarulhos a Roma.
      R$ 245,08 do seguro de viagem para duas pessoas pela Mondial Travel.
      R$ 731,27 em combustível, R$ 147,00 em pedágios e R$ 160,00 no estacionamento do aeroporto de Guarulhos, total de R$ 1038,27 reais.
       
      Clima e o que levar nas malas
      Eu e minha esposa levamos uma mala média cada. A minha foi pesando 8 quilos e a dela foi pesando 10 quilos. Levei as roupas que uso no inverno brasileiro. Para mim foi suficiente. Só reforçando que moro numa cidade com o inverno frio onde a temperatura frequentemente cai para menos de 10ºC, registrando algumas vezes temperaturas negativas. Se não tiver muita roupa de frio, deixe para comprar lá. Era época de liquidação de inverno e pelo menos o preço das roupas para o frio eram mais em conta que no Brasil. Roupas da United Colors of Benetton e GAP, marcas com qualidade descente e com bastante lojas na Itália, saiam por preços bem melhores que os brasileiros para os mesmos tipos de vestimentas.
      Também levei numa mochila uma câmera fotográfica, carregador portátil e uma extensão de tomada. Não tive problema com nossos plugs de tomada em nenhuma cidade da viagem, pelo menos não com os de dois pinos.
       
      12/01 e 13/01 – Saindo do oeste catarinense
      Longo caminho até São Paulo. Seguimos primeiro até Curitiba, onde dormimos no Curitiba Palace Hotel Inn, ao custo de 162 reais o quarto de casal. No dia seguinte fomos até São Paulo. Viagem tranquila. Chegamos lá por volta de 15hs. Hospedamo-nos no Hotel Heritage Comfort Inn, na região da Paulista e Consolação, com reserva feita pelo Booking. A diária saiu por 280 reais o quarto de casal, paga na acomodação. 
      No domingo a Avenida Paulista fecha para os carros. Estava ocorrendo um desfile celebrando o cultura boliviana no local. Bem interessante.
        
       
      14/01 – Saindo do Brasil
      Nosso voo tinha previsão de partida às 16hs em Guarulhos. Saímos de São Paulo por volta de 12hs e quando chegamos ao aeroporto deixamos o carro num estacionamento ao lado do terminal 3. Havia uma promoção de 12 diárias por R$ 140,00 especificamente para esse estacionamento, bem o prazo que precisávamos. Os R$ 20,00 a mais foi pelo dia excedente.
      O avião saiu no horário previsto. A aeronave era um Boeing 767-300. As poltronas na classe econômica eram dispostas no padrão 2-3-2, excelente para quem viaja em par. O conforto e atendimento a bordo foram bons. O único porém é que já não tinha opção de escolha para o café da manhã ao chegar na nossa vez (estávamos na antepenúltima fileira da aeronave).
       
      15/01 – Chegada em Roma
      O avião chegou em Fiumicino pouco antes do horário previsto, que era 07:05h. Seguimos direto para a migração, que foi bem tranquila. O policial não fez nenhuma pergunta. Simplesmente carimbou o passaporte e nos entregou. Mas caso fosse solicitado, eu estava com uma pasta contendo as reservas de hotéis, trens e passeios, além do seguro de viagem obrigatório para o espaço Schengen. 
      Após pegar as malas, a ideia era comprar um chip de celular. Ainda dentro do terminal comprei um chip da TIM com foco em internet por 25 euros. Como o que aprendi de italiano era insuficiente para qualquer comunicação mais complexa, a comunicação com o atendente se deu em inglês. 
      Do aeroporto fomos para Roma de táxi, saindo por 50 euros para todos os passageiros e as malas. O valor do táxi era tabelado. Cerca de 40 minutos depois estávamos na porta do hotel.
      A hospedagem reservada foi o Hotel Lirico, cerca de 5 minutos de caminhada da Estação Roma Termini e não muito longe de algumas atrações turísticas, como a Fontana de Trevi e a Basílica de Santa Maria Maggiore. A reserva de 4 diárias foi feita pelo Hoteis.com e paga ainda no Brasil, saindo por R$ 907,74 o quarto de casal. Havia ainda uma taxa turística total de 32 euros (16 euros por pessoa) paga no check-in.
      Chegamos ao hotel bem cedo, muito antes do horário do check in. Mas mesmo assim fomos prontamente atendidos. Como havíamos reservado dois quartos (viajamos em quatro pessoas) e apenas um deles estava pronto, deixamos todas as malas em um dos quartos e saímos para tomar café da manhã. Fomos no Morganti Cafè, pertinho do hotel. Refeição para duas pessoas saiu por 6 euros.
      Após, resolvemos dar uma volta pela cidade até que os dois quartos estivessem prontos. Fomos até a Fontana de Trevi, que estava lotada de turistas. Depois, vencidos pelo cansaço da viagem, retornamos ao hotel para descansar.
      Acordamos próximo da hora do jantar. Resolvi procurar uma loja próxima para comprar algumas roupas de frio. Fomos na Coin da Roma Termini, uma loja de departamento comum na Itália. Os preços de um modo geral eram mais caros que a El Corte Ingles da Espanha e tinha bem menos variedade de roupas, mas consegui uma boa jaqueta por 30 euros.
      Jantamos no Restaurante Doveralù, próximo do hotel. A refeição para o casal mais bebida saiu por 27 euros. Em seguida fomos ao The Gelatist experimentar um sorvete italiano. Voltei nessa sorveteria outras vezes. Tinha várias delas por Roma. Foi um dos melhores gelatos que tomei e o preço era excelente. Depois fomos a um Carrefour do lado do hotel em que estávamos para comprar água e outros mantimentos. Por fim, voltamos ao hotel para descansar.

      Total de gastos no dia:
      R$ 907,74 por quatro diárias do Hotel Lirico (pago no Brasil pelo Hoteis.com)
      32 euros de taxa turística para quatro dias paga no hotel
      50 euros de táxi do aeroporto até o hotel em Roma
      25 euros por chip da Tim
      6 euros em café da manhã no Morganti Cafè
      27 euros em jantar no Restaurante Doveralù
      5 euros em dois gelatos no The Gelatist
      1,70 euros no Carrefour para água e outros mantimentos
      Nota: não vou incluir gastos com compras supérfluas tais como roupas, calçados ou lembrancinhas. Todos os preços das refeições que eu colocar já inclui a gorjeta, quando era o caso, e que normalmente eu dava 10% do valor total.
       
      16/01 – Passeio no Vaticano
      Hoje seria dia de visitar o Museu do Vaticano, um dos passeios mais aguardados por mim. Mas primeiro tomamos café da manhã no hotel, com o valor já incluído na diária. Café justo pelo valor da diária, com uma variedade razoável de comida.
      Saímos do hotel em direção à estação Roma Termini para pegar o metrô até a estação Ottaviano, onde descemos e fomos caminhando até o Vaticano. O custo do metrô é de 1,5 euros por pessoa e, em minha opinião, a qualidade do serviço prestado é pior que o de São Paulo, mas pelo menos te leva para quase qualquer canto da cidade.
      Compramos o ingresso para o Museu antecipado, pagando 21 euros por pessoa. O horário marcado para entrar era 09:30h. Minha sogra e sua irmã não quiseram ir ao Museu. Elas foram assistir a Missa do Papa, que ocorre todas as quarta feiras. Para assistir a Missa é necessário solicitar o ingresso gratuito antecipadamente, mas por ser baixa temporada é possível conseguir um lugar se chegar com antecedência.
      Sobre o Museu, a visita foi um misto de fascínio e decepção. As coleções egípcias, romanas, etruscas e de civilizações da Mesopotâmia são incríveis. Mas senti certa decepção com a Capela Sistina. Ela é bonita, os afrescos são incríveis, mas não tem a mesma imponência de outros templos religiosos. Praticamente toda ornamentação da Capela é feita com as pinturas, não contando com tantos detalhes esculpidos em pedra ou talhados em madeira. 



       
      Saindo do Museu fomos visitar a Basílica de São Pedro. É incrível a grandiosidade do local. A entrada é gratuita e mesma na baixa temporada tinha uma fila considerável para passar pelo esquema de segurança. Dentro da Basílica se encontra a Pietà de Michelangelo. Que obra de arte!


      Pagando 10 euros por pessoa é possível fazer uma visita na cúpula e ter uma visão panorâmica do Vaticano e de Roma. Recomendo fortemente.



      Fomos almoçar no restaurante Tre Pupazzi, que fica próximo do Vaticano. A refeição para o casal saiu por 40 euros. Nesse dia percebemos que o gasto com alimentação dificilmente ficaria na meta dos 50 euros diários para o casal (acabou ficando em 70 euros diários em média).
      Nota: Óbvio que há locais e formas mais baratas de alimentação na Itália, mas para mim a culinária é provavelmente a atração mais importante em uma viagem e não abro mão de comer minimamente bem. Também não tenho dinheiro para comer só em restaurante galático, então sempre procuro o custo benefício, pesquisando avaliações no Google Maps e no Tripadvisor.
      Depois do almoço fomos caminhando até o Castelo Sant'Angelo, onde admiramos apenas por fora. Após algumas fotos cruzamos o Rio Tibre pela ponte em frente ao Castelo. Como minhas companheiras estavam cansadas de caminhar, propus voltarmos para o hotel de ônibus. Queria evitar a todo custo usar táxi em Roma por conta de alguns relatos de malandragem. Compramos as passagens por 1,5 euros por pessoa em uma loja com um símbolo “T” bem grande na fachada. Esses são os pontos de venda de passagens, conhecidos como "tabacchi". Importante lembrar que toda passagem, seja de metrô, trem ou ônibus, tem que ser validada no local específico. O ônibus estava lotado. Depois de uns 20 minutos chegamos a um ponto perto o hotel.




      Após descansar um pouco saímos para jantar. O restaurante escolhido foi o Alessio, perto do hotel. A refeição do casal saiu por 30 euros. Antes de encerrar o dia aproveitamos para mais uma passada no Carrefour ao lado do hotel para comprar água e outras coisas.
      Total de gastos no dia:
      3 euros para duas passagens no metrô
      3 euros para duas passagens de ônibus
      42 euros para dois ingressos no Museu do Vaticano (pago no Brasil)
      20 euros para dois ingressos na Cúpula do Vaticano
      40 euros em almoço no Tre Pupazzi
      30 euros em jantar no Ristorante Alessio
      2,70 euros no Carrefour para água e outros mantimentos
       
      17/01 – Bate-volta para Pompeia
      Após tomar café da manhã no hotel, seguimos para a estação Roma Termini. Iríamos pegar o trem até Nápoles. Compramos a passagem antecipadamente no Brasil, pagando 14,90 euros pela Italo Treno. Saímos de Roma 09h11 e chegamos pontualmente em Nápoles às 10h20, desembarcando na estação Napoli Centrale. Seguimos então as placas que indicavam o trem Circunvesuviano. Compramos a passagem no guichê, ao custo de 2,80 euros por pessoa. Ao comprar a passagem, informei que iria até a estação Pompéia Scavi Villa Misteri, que é a mais próxima da entrada do sítio arqueológico. Atenção aqui, pois também há uma outra estação chamada apenas de Pompei.
      A estação Pompéia Scavi Villa Misteri fica a uma curta caminhada de uma das entradas do sítio arqueológico de Pompéia. O ingresso, comprado na hora, saiu por 15 euros por pessoa.
      Pompéia é grande, mas com cerca de 3~4 horas no local dá para conhecer as principais atrações. Começamos o passeio pela Porta Marina, passando pelo Fórum, Terme Stabiane, Casa della Venere in Conchiglia e Praedia Di Giulia Felice, até chegar ao Anfiteatro de Pompeia, que se encontra num belo estado de conservação. Seguimos para o Orto dei Fuggiaschi, onde é possível ver os corpos carbonizados dos antigos habitantes da cidade. Fomos até o Teatro Grande e Teatro Piccolo e depois voltamos ao Fórum.

       





      Perto do Fórum há um restaurante. Não é grande coisa, mas dá pra matar a fome. O almoço para duas pessoas saiu por 17,40 euros.
      Com a barriga cheia, seguimos caminhando ao ponto mais isolado do sítio, a Villa dos Mistérios. Por fim, visitamos a Casa del Fauno e o Lupanar.

       

      Andar por Pompéia é um espetáculo. Provavelmente será a melhor amostra de como era uma cidade na época do antigo Império Romano. Posso afirmar sem sombra de dúvida que, sob a temática histórica, é o melhor passeio que fiz na Itália.
      Saímos do sítio arqueológico por onde entramos e seguimos até a estação para comprar a passagem de volta para Nápoles pelo Circunvesuviana.
      Inicialmente tínhamos planejado fazer um passeio por Nápoles e comer uma pizza enquanto aguardávamos o trem de volta para Roma. Mas estávamos tão cansados e de barriga cheia pelo almoço tardio que acabamos desistindo e aguardamos na estação Napoli Centrale. O trem de retorno saiu 17h36, com horário previsto de chegada às 19h30 em Roma Termini. Compramos a passagem antecipada no Brasil, pagando 9,90 euros por pessoa pela Trenitalia. Foi um trem mais lento que o de ida. Em relação ao conforto, não vi muita diferença entre as duas empresas que operam na Itália.
      Já em Roma, fomos jantar no Ristorante del Giglio, ao custo de 35 euros o casal. Após, retornamos ao hotel para descansar.
      Total de gastos no dia:
      29,80 euros duas passagens no trem de Roma a Nápoles pela ITALO (pago no Brasil)
      19,80 euros duas passagens no trem de Nápoles a Roma pela TRENITALIA (pago no Brasil)
      11,20 euros para quatro passagens no Circunvesuviano (ida e volta)
      30 euros para dois ingressos no sítio arqueológico de Pompéia.
      17,40 euros em almoço no restaurante do sítio arqueológico de Pompéia
      35 euros em jantar no Ristorante del Giglio
       
      18/01 – Dia do Coliseu
      Novamente tomamos café no hotel e rumamos para mais uma atração imperdível de Roma: o Coliseu. O ingresso foi comprado com antecedência no Brasil, ao custo de 14 euros por pessoa, com entrada marcada para 08h35. Mesmo comprando com cerca de um mês de antecedência e em época de baixa temporada, já não consegui mais ingresso para visita ao subterrâneo, apenas o ingresso padrão. Então fica a dica: reserve com bastante antecedência.
      Pegamos o metrô até a estação Colosseo. Saindo da estação nos deparamos com aquele monumento imenso. E é realmente muito grande. Enquanto esperávamos na fila, começou a cair uma chuvinha chata que nos acompanhou durante quase todo o dia. O passeio no Coliseu não é muito demorado, podendo ser feito em pouco mais de uma hora.



      Do Coliseu partimos para o Foro Romano, ou o que sobrou dele. Confesso que depois de ter visto Pompéia, o Foro Romano não me chamou tanta atenção, mas há algumas construções legais. E dele também se tem uma vista privilegiada do Coliseu. Depois de cerca de 2 horas no local, partimos novamente para a estação Colesseo e pegamos o metrô até a estação Spagna.



      Na região compramos algumas coisas e depois seguimos para o Ristorante Pizzeria La Francescana, onde o almoço saiu por 35 euros para o casal. Deixo aqui um comentário em relação às refeições na Itália. Elas consistem em um primeiro prato, essencialmente carboidrato, e um segundo prato, essencialmente proteína. Quando dizem que a Itália é a terra da massa, não é exagero. 90% dos primeiros pratos são algum tipo de massa. Chega um ponto que enjoa. Palavra de quem gosta bastante de comida italiana. Então o que eu e a esposa fizemos em vários restaurantes era pedir uma massa e uma carne para racharmos entre nós. Assim conseguíamos variar o cardápio na maioria das vezes. A conta saía mais cara, pois o prato com proteína sempre era mais caro, mas se comia melhor. Outra opção é procurar restaurantes com o menu do dia, que possibilita comer pratos diversos a um preço mais camarada que pegando cada prato separadamente, mas não vi tantos desse tipo como tinha na Espanha.
      Depois de comer, caminhamos novamente em direção ao Vaticano. Iríamos fazer o passeio na Necrópole do Vaticano. Não confundir com sala onde estão as tumbas de diversos papas, acessível por dentro da Basílica de São Pedro através de uma escada para o subsolo. A Necrópole fica ainda mais embaixo. Reservamos o passeio ao custo de 13 euros por pessoa com antecedência de dois meses, tudo através de troca de e-mails seguindo passo-a-passo disponíveis na internet. Nos foi agendado a visita guiada em português as 14h30. Por conta desse passeio tive que ajustar os demais passeios em Roma nos dias que sobraram.
      Não sigo nenhuma religião e também não tenho uma crença em qualquer divindade, mas sou apaixonado por história. E esse passeio foi uma aula nesse ponto. Você terá a oportunidade de visitar a cripta mais antiga do Vaticano, anterior à construção da primeira basílica, onde eram enterrados os primeiros cristãos. No local há tumbas de quase 2 mil anos de idade e claro, a cereja do bolo, que é a tumba de São Pedro. Passeio imperdível. A visita termina em uma capela bem pequena, mas muito bonita, e depois saímos no interior da Basílica de São Pedro. Infelizmente não era possível tirar fotos na necrópole.


      Fomos fazer um lanche no 200 Gradi, local que serve diversos tipos de sanduíches dos mais variados recheios. Minha parte e da esposa saiu por 15 euros, com três sanduíches e bebidas.
      Pegamos novamente o metrô e descemos na estação Barberini. Enquanto minhas companheiras faziam compras fui bater pé por algumas atrações da cidade. Visitei a Fontana de Trevi, Panteão, Templo de Adriano e Piazza Navona. Antes de voltar para o hotel, nós paramos para um jantar em uma cafeteria que não recordo o nome.

       
       

      Total de gastos no dia:
      9 euros de metrô para a aquisição de seis bilhetes.
      28 euros para dois ingressos para o Coliseu (pago no Brasil).
      35 euros em almoço no restaurante Ristorante Pizzeria La Francescana.
      26 euros para dois ingressos para a Necrópole do Vaticano (pago no Brasil).
      15 euros em lanche no 200 Grandi.
      8,90 euros em jantar numa cafeteria/lanchonete.
       


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