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luizh91

Curitiba + litoral do Paraná (Estrada da Graciosa, Morretes e Antonina) - FOTOS E VALORES

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adorei o relato de vcs. estava pensando em pegar o trem, mas realmente é muito caro. Adorei que colocaram os valores, assim posso me programar para ir de onibus. Abraço

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@Maryl Carvalho Olá!

Se for de ônibus, pegue o horário das 09 da manhã pela Viação Graciosa. É o único do dia que desce pela Estrada da Graciosa e demora um pouco mais, mas vale a pena! 

Quando pesquisei, o trem estava R$ 95,00 apenas o básico e achei muito caro. Quando fiz o trajeto de BH-Vitória a distância era bem maior e o vagão econômico custava R$ 73,00. 

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Olá! Muito bacana seu relato, conseguiu aproveitar bem os dias por aqui.

Você pode me passar por mensagem o contato desse flat, do  Airbnb? Estou pesquisando hospedagens para uns amigos que virão de SP. Abraço

 

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@Franciellen Cardoso Oi Franciellen!

Particularmente falando, não acredito que tenha problema.

Quando fomos a Morretes, a cidade estava bem movimentada. É turística e sempre tem bastante gente que desce a serra de trem ou que vai fazer um bate e volta para comer o barreado.

Antonina já é mais sossegada, mas em momento algum nos sentimos inseguros.

Qualquer dúvida só perguntar!

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    • Por Raphael Lettrari
      Boa tarde, 
      Irei subir o Pico Paraná sábado dia 15/12/2018 pela primeira vez, a ideia é subir e descer no mesmo dia! alguém se anima nessa jornada?
    • Por guskow
      EXPEDIÇÃO 4x4 - Curitiba a Uyuni e Atacama via Jujuy e Paso Sico (15 dias em Novembro de 2018)
      Após ir de São Paulo a Fortaleza via Jalapão e Lençóis (relato aqui), foi vez de se inspirar neste blog e se aventurar de Toyota Bandeirante rumo a Bolivia, Chile e Argentina.

      Principais pontos: Argentina: Jujuy (Tilcara, Purmamarca, Humahuaca) e Cafayate. Bolívia: Salar do Uyuni e Chiguana, Deserto de Siloli, Reserva Eduardo Avaroa, Lagunas, Geiser Sol de la Mañana. Chile: San Pedro de Atacama e atrações Duração: 15 dias e 6.854 km, 700 L de diesel Veículo: Toyota Bandeirante 4x4 jipe curto, ano 2001, motor diesel 14B com Turbo (K16) e intercooler, pneus AT 32", jumelos conforto, A/C e DH, guincho Equipamentos: Pá, macaco hi-lift, esteira de desatolagem, 45L diesel adicionais em galões, bomba encher pneus, extenso kit de ferramentas e peças sobressalentes Viajantes: Gustavo e seus pais Eli e Joel (idades: 33, 60 e 62 anos, respectivamente) Navegação: Aplicativo “maps.me” com mapas offline e bookmarks previamente marcados Hospedagem: pousadas via booking.com, porém estávamos preparados para dormir no carro e de fato o fizemos 1 noite Fronteiras: Dionísio Cerqueira-SC (BRA) - Bernardo de Irigoyen (ARG); La Quicaca(ARG) - Villazón(BOL); Hito Cajon (BOL-CHI); Paso Sico (CHI-ARG) Obs: Viagem para 4x4 apenas, e requer pneus resistentes devido ao terreno e pedras. Usamos bastante creme labial e hidratante, protetor solar, e quantidade absurda de ÁGUA. Parte A –  Curitiba a Jujuy (2.128 km em dois dias)
      Dois dias de bastante estrada. Saímos cedo para cruzar o Paraná e pegar a fronteira de Dionísio Cerqueira-SC, que é menos movimentada que a de Foz, além de encurtar caminho para nós. Os procedimentos foram rápidos e feitos de dentro do carro. Carta Verde foi solicitada duas vezes no processo, acho que mudou uma regra e não rola mais fazer o seguro após cruzar para a Argentina. Após entrar, pediram para estacionarmos o carro e irmos fazer mais um trâmite em outro prédio, foi tranquilo. Saímos com carimbo em uns pequenos papéis (boletas) que depois nos pediram várias vezes em hotéis e fronteira.
      Já na Argentina, sacamos uns pesos em um caixa automático e avançamos até Posadas onde dormimos em um lugar excepcional chamado Irová Apart Hotel. Cruzamos o retão do Chaco em uma pegada de 1.200km que surpreendentemente não foi tediosa. Pelo contrário, achamos a paisagem agradável e o dia foi gostoso, acumulamos centenas de insetos no parabrisa e encontramos dois passarinhos atropelados: preso um na grade dianteira, e outro no guincho.
      Passamos por dezenas de barreiras policiais. Quase todas as vezes nos perguntavam origem e destino, e frequentemente nos paravam para pedir documentos e olhar o carro. Porém correu tudo bem. Vimos uma cobra grande morta na estrada, e outra viva que fez menção de “morder” nosso pneu. Vimos um tucano, muitas maritacas, e infinitos passarinhos. Estrada é ótima (com exceção de pequeno trecho no fim) e pouco movimentada. Dormimos em um apartamento em San Salvador de Jujuy, que é bastante urbana, desviando Salta pois nosso objetivo era avançar rumo a Bolívia.
      Parte B – Jujuy (ARG) e passagem para Bolívia
      Fomos a Purmamarca logo cedo. Além de simpaticíssima, a cidade é cercada por morros coloridos que propiciam vistas incríveis. Essa foto abaixo requer subir um mirante a pé por uns 20 minutos, valeu a pena. Há uma praça central com artesanato, e bastante fluxo de turistas.

      De lá fomos a Tilcara, onde almoçamos no centrinho na companhia de cães sarnentos e uma geladíssima cerveja – uma das poucas da viagem. Conhecemos as ruínas de Pucará de Tilcara que foram medianamente interessantes. Seguimos para Humahuaca, onde dormimos, e fomos conhecer a serra de Hornocal onde está o mirante das 14 cores.

      Esta estrada é bem íngreme e leva a 4.350m, nos propiciando os primeiros episódios de Soroche – mal da altitude. Nós sentimos basicamente perda de fôlego, que era facilmente resolvida com pausa + respiração profunda. A Toyota sobreaqueceu na subida da serra, exigindo que parássemos duas vezes. Na segunda parada, percebemos que o sistema de arrefecimento estava bem vazio e com pouco aditivo, o que assustou bastante pois havíamos completado o radiador com água pela manhã do mesmo dia. Na volta, o posto YPF tinha os aditivos (refrigerantes) que precisávamos para o radiador já que eu só carregava um litro no carro.

      Acordamos no dia 4 e encaramos 481km até a cidade de Uyuni, parando apenas na Duna Huancar (lagoa e duna interessante para visitar) e na fronteira em La Quiaca / Villazón onde a burocracia foi rápida, apesar da confusão com as diversas “janelinhas” onde deveríamos passar (inclusive acho que pulamos uma). Aqui tem o detalhe de pegar a declaração juradae tratar como um filho. Fizemos fotocópias dela e tiramos fotos de todos os celulares. Já saindo da imigração, um policial parou e ficou fazendo firula, aí pediu o equivalente a uns 20 reais por um carimbo... fui embora fingindo que nem escutei.
      Trocamos uns dólares e seguimos para a cidade de Uyuni, que é bastante seca e sem graça porém é o último lugar (semi-)civilizado pelos próximos 3 dias da viagem. Visitamos o cemitério de trens (sem graça) e ficamos em um baita hotel legal (Cristales Joyas de Sal) – nosso parceiro durante as crises noturnas de Soroche. Falando nisso, compramos uma garrafinha de oxigênio e umas pílulas aqui, que acabamos não usando. Enchemos o tanque naquele preço bacana para estrangeiros (8,8 versus 3,4 para locais) e ficamos prontos com 65+20+25 litros de diesel (isso é muito importante pois não há mais infra até San Pedro de Atacama, e maioria dos carros locais é a gasolina então precisa mesmo se garantir.
      Parte C – Salar do Uyuni e Chiguana
      Se ir pra Bolívia sem muito planejamento nem experiência já era uma baita cag*ada, partir para o Salar do Uyuni em um jipe antigo próprio, sem guia nenhum, levando os pais sexagenários para passar 3 dias isolados, sem infra e incomunicáveis era realmente o ápice da irresponsabilidade! 
      Tínhamos lido na internet o suficiente para saber que muita coisa poderia dar errado. Os relatos de perrengues homéricos e fatalidades são abundantes. Mas bah, o dia clareou e adentramos no Salar sem pensr muito, só com o frio na barriga. A euforia foi grande ao ser engolido por aquela imensidão branca! Chegamos nos monumentos (Dakar, Bandeiras, Palácio de Sal) cedo e já quebramos a regrinha de 10 fotos por dia que queríamos tentar respeitar como máximo. O solo estava bastante rígido como uma highway, e o track do GPS coincidia com marcações de pneus pelo trajeto. Paramos pra tirar fotos e vimos apenas um ou dois carros no horizonte durante toda a manhã.

      Dirigimos uns 65km rumo a ilha de Incahuasi (cactos gigantes), com a curiosidade de que a pequena ilha já era visível desde uns 25 km antes como se estivéssemos chegando! Visitar a ilha foi bem bacana, tanto pela infraestrutura impecável como pelo visual show do Salar, das demais ilhas, e dos antigos cactos gigantes. Muitas agências turísticas somente vem até aqui e retornam a Uyuni, porém nós seguiríamos por mais duas noites sem muita clareza do caminho então pegamos logo “a estrada” com a Toyotona, desta vez rumo extremo sul do Salar do Uyuni.

      Ao avistar “terra firme”, sentimos grande  alívio de que a tenebrosa e incerta fase da viagem estava prestes a ser vencida. Chegamos a dizer que o Salar não era tão macabro e que “dá pra vir de fusca tranquilamente”... mas é claro que mordemos a língua e os últimos 200 metros tinham atoleiros profundos que freavam a Toyota muito melhor que seu próprio freio e exigiram alguma perícia no 4x4 para sairmos ilesos do outro lado. Agora sim, em terreno firme, achamos uma sombrinha de pedra e cozinhamos um strogonoff pra comemorar!
      Próxima parada seria a noite para dormir no alojamento da Laguna Hedionda, para onde íamos seguindo um track do Wikiloc que passava por dentro um outro extenso Salar (de Chiguana), paralelamente a um trilho de trem. De fato, precisávamos cruzar o trilho mas ele estava em um morro muito alto, até que achamos um ponto onde os locais ajeitaram o morro para poder passar de carro. Cruzamos o trilho e voltamos pro track do Wikiloc, porém o terreno já não estava tão rígido e a Toyota ia dando o melhor de si de atoleiro em atoleiro, até que entramos em um trecho onde o sal simplesmente quebrava e dava lugar a um lodo super mole que foi freando, freando, freando até que freou completamente nossa pesada Bandeirante. Atolamos!

      Bom, nem deu tempo de lembrar daqueles relatos macabros de viajantes que passaram 3 dias atolados e isolados, morrendo de frio nas noites do deserto... pegamos a pá e começamos a tirar os toletes de barro que bloqueavam nossos diferenciais, jumelos, sapatas, etc. Coletamos uns pedaços rígidos de areia e fomos colocando junto aos pneus, além de pequenas tábuas que carregávamos conosco. Tudo parecia ok, “vamos tentar sair?” mas o jipe apenas patinava as 4 rodas de uma vez sem se mexer sequer 1 cm. Já passava das 17hs e logo cairia a gélida noite. Não havia a menor possibilidade de encontrar alguém por ali, e a cidade mais próxima estava a dezenas de quilômetros, então o jeito era continuar trabalhando sem dar menor atenção ao Soroche que provavelmente nos tentava assolar.
      Enquanto Seu Joel retirava meia tonelada de barro de baixo da Band, Dona Eli rodou o perímetro a pé e encontrou uma carcaça de pneu estourado que serviria para calçar uma das rodas traseiras. Na outra roda, usaríamos nossa esteira de desatolagem. Para levantar a traseira e desenterrar o diferencial, usamos o macaco Hi-lift.

      Baixamos o macaco e a situação parecia melhor: com as rodas traseiras agora apoiadas, havia menos coisas presas no barro. O terreno a frente já começava a ficar mais rígido, então bastava vencer uns 2 metros de atoleiro. Porém pouco conseguimos avançar, ainda patinavam as 4 rodas repletas de barro. Repetimos a operação. O pouco progresso, no entanto, já permitia andar um pouco de ré para pegar embalo, avançando uns centímetros a cada iteração. O incansável trabalho com a pá continuava abrindo espaço para o jipe se movimentar para frente, até que as 18 hs nós conseguimos sair do buraco! 

      Gritei um milhão de palavrões e xinguei muito “Cochabamba” (não sei da onde me surgiu essa palavra na hora) pra comemorar. Decidimos voltar para o outro lado do trilho e seguir no caminho mais seguro (e longo) que levaria a uma cidadezinha chamada Avaroa, e de lá iríamos no dia seguinte para as Lagunas. Ainda dirigimos pela parte traiçoeira novamente no caminho de volta, quaaaase atolando.
      Já que não dava mais pra chegar no alojamento em prazo razoável, pesquisei no maps.me e vi 4 hotéis perto de Alvaroa com boa avaliação. Chegamos lá as 19h15 e encontramos uma baita placa de "ADUANA": a bendita cidade com 4 hotéis ficava no Chile, aquilo era - inesperadamente - uma fronteira!
      Estávamos em um vilarejo Boliviano que basicamente só tinha os containers da imigração e aduana, mais nada. Era desolador pensar em passar a noite ali, resolvemos tentar a todo custo atravessar a fronteira apenas para dormir bem do outro lado e voltar na manhã seguinte. Bati no container e um oficial boliviano me confirmou que já estava tudo fechado. Chorei um pouco alegando que não tinha onde dormir, que ia fazer muito frio a noite, e que eu sabia que do outro lado haveria hotéis, e o oficial simpaticamente fez uma exceção e nos recebeu. Após cancelar nossa declaração juradae cancelar os papéis que ganhamos na fronteira de La Quiaca, ele carimbou os passaportes saindo da Bolivia e mandou seguir. Sucesso!!
      Quer dizer, mais ou menos. Andamos 3 km e nos deparamos com a imigração Chilena fechada. Bem fechada, aliás, pois lá já eram 20h30 no horário deles. Encontrei um moço da Interpol e outro chileno que disseram que não havia a menor possibilidade de entrarmos na cidade para dormir e que seríamos presos imediatamente se não retornássemos. Ou seja, ficamos largados entre os dois países em um verdadeiro limbo, no meio de uma noite que já estava esfriando muito rápido.
      Me arrependi profundamente de ter tentando cruzar para o Chile, pois agora estava sem declaração juradae ia ter que me explicar mil vezes pra conseguir retornar oficialmente para a Bolívia no outro dia, sendo que poderia simplesmente ter estacionado em qualquer lugar e dormido sem nada dessa loucura. Como não tinha nada a perder, voltei para os containers bolivianos tentar fazer imigração novamente no meio da noite. Me informaram que eu só ia poder voltar pra Bolívia depois de entrar no Chile, pois já tinha dado baixa da Bolívia.
      Só que no dia seguinte já não me adiantava nada entrar no Chile, pois o caminho continuava pela Bolívia. Sei lá qual foi o chororô que funcionou, mas o pessoal começou gentilmente a me ajudar... refizeram a declaração juradapra eu entrar de novo, mas só iam me dar quando eu apresentasse carimbo de entrada no passaporte. Isso era no outro container onde ninguém me atendia. Já estava muito frio e tarde, e algum dos caras da aduana foi gentil ao ponto de ir buscar o oficial de imigração no alojamento dele no meio da noite e convencer ele a fazer nossa papelada. Esse cara apareceu fora de controle querendo me matar, batendo na mesa e gritando loucamente comigo... mas acalmaram ele, – como num passe de mágica – desfizemos toda a cagada e voltamos a estaca zero!
      Eram umas 21hs quando voltei pro lado Boliviano, parei o carro atrás de uma mureta (pra parcialmente abrigar dos fortes ventos), e dormimos o três dentro da Toyota como se fosse o melhor hotel do mundo – e, naquela situação, era!!!

      Parte D – Lagunas, Deserto de Siloli, Reserva Andina Eduardo Avaroa
      Acordamos enrolados em todas nossas roupas, saco de dormir e cobertor de emergência. Temperatura era negativa, mas por alguma razão nós dávamos muita risada e fazíamos piada da situação. Bora seguir caminho, pois este dia era talvez o mais lindo da viagem: primeiro, as lindíssimas Lagunas Cañapa, Hedionda, Chiar Kkota, Honda.

      Então cruzar o deserto de Siloli por um trajeto espetacular, seguindo uns fios de água (as vezes congelados) com vistas de tirar o fôlego (ou seriam os 4.950 metros que atingimos nesse dia?), e chegar na esplêndida Laguna Colorada.

      Na Colorada, fizemos nosso almoço com uma vista indescritível e nos ajeitamos no pobríssimo alojamento. Para o banho, tínhamos que ficar pelados primeiro, aí gritar “listoooooo”para que o antipático senhor abrisse a água. Só o cup noodlesque cozinhamos no fogareiro salvou do frio que senti depois do banho gelado que o véio me concedeu!! Dia seguinte acordamos sem pressa e fomos conhecer os Geiser Sol de la Mañana, uma cena realmente de outro planeta:

      Toda água mineral que levamos para os 3 dias fora da civilização tinham acabado e estávamos usando pastilhas de Clorin para purificar o que íamos beber. Na rota para San Pedro de Atacama, ainda tomamos banho em piscina termal (Thermes de Polques) na laguna Chilviri e passamos pelas belas lagunas Blanca e Verde. Chegando a fronteira com o Chile, nova supresa: “a aduana boliviana foi embora naquela Hilux senhor, eles não voltam mais hoje. Você precisará ir a Pachaca a 70km (ou 170, não lembro) fazer documentação de saída do seu veículo então retornar aqui”. Esse foi o anti-climax total.. eram 13hs, já tínhamos usado nosso galão reserva de 25L, e aquelas estradas péssimas iam comer horas e horas. Decidimos ignorar o conselho e seguir para o próximo checkpoint boliviano, onde encontramos um casebre de imigração fechado para almoço.
      Como mágica, seu Joel enfiou a cara numa janela e viu alguém lá dentro que, muito gentilmente, nos atendeu e carimbou os passaportes. Partimos sem o processo aduaneiro, agora em rodovia extremamente bem asfaltada e sinalizada assim que o território virou chileno. No Chile, fomos tratados com muito profissionalismo nos procedimentos e verificaram bem o conteúdo das nossas bagagens (por segurança alimentar/agrícola). Pegamos então a descida incrível que vai do Hito Cajon até San Pedro do Atacama.
      Parte E – San Pedro de Atacama, Paso Sico, Cafayate-ARG
      Foi muito bom chegar em San Pedro do Atacama e comer uma boa refeição, tomar um bom banho, dormir em uma boa cama. Passamos 4 dias excelentes em SPA fazendo os passeios tradicionais que nem vou detalhar pois são bem documentados no site, mas reforço que gostamos muito das Lagunas Escondidas de Baltinache e achamos caríssimo o Geiser del Tatio (15000 pesos por pessoa). Por sina, preços no Atacama foram bem maiores que no restante da viagem. 
      Nosso retorno para Argentina foi pelo Paso Sico onde as paisagens são absolutamente incríveis! No caminho, estão as lagunas Miñique e Miscanti, de tirar o fôlego.

      O trâmite aduaneiro costumava ser feito em SPA antes de pegar estrada, porém informaram que agora se faz tudo no próprio Paso Sico. Aduana integrada (CHI/ARG) onde fomos bem tratados. Falaram que só passam uns 4 carros por dia ali. Estrada no lado argentino estava muito pior porém igualmente linda e interessante. Chegamos em San Antonio de los Cobres para dormir (cidade de pior custo benefício da viagem), e no dia seguinte pegamos a Ruta 40 rumo a Cafayate para passar uns dias de qualidade relaxando por lá.

      A Ruta 40 neste trecho é inteirinha de costelas de vaca e despenhadeiros. Paisagens surpreendentes que nos faziam parar fotografar de 10 em 10 minutos, mas ao final do dia os 380km de costela de vaca já tinham acabado com nosso humor (e quebrado um amortecedor dianteiro). Demos carona para 3 locais no pouco espaço que tínhamos, foi divertido! Fizemos uma feijoada Vapsa em uma sombra de árvore, vimos senhoras locais pastoreando ovelhas, chegamos a maior altitude da viagem (4.992m) e começamos a ver paisagens verdes após muito tempo de secura.

      Por fim, chegamos em Cafayate que foi um oásis de conforto perfeito por duas noites para concluir esta aventura. Preços excelente de acomodação e alimentação, pratos deliciosos, vinícolas abundantes, e um estilo muito charmoso. .

      Visitamos a quebrada e ainda pegamos uma bela cena por cima das nuvens no caminho para Tafi del Vale. Fizemos a volta em três pernas: Cafayate – Resistência – Pato Branco – Curitiba. 

      Fechamento
      Não tivemos nenhum problema de saúde nem mecânico, embora as condições do ambiente e da estrada sejam extremas, e por isso muito gratos. Mais fotos no instagram @botija4x4.
      Agradeço aos viajantes que deixam relatos inspiradores, em particular ao toyoteiro Guilherme Adolf cujas histórias foram o embrião dessas nossas expedições.
      Resumo dia-a-dia
        Origem
      Destino
      Kms
      Dia 1
      Curitiba
      Posadas
      923
      Dia 2
      Posadas
      San Salvador de Jujuy
      1205
      Dia 3
      San Salvador de Jujuy
      Humahuaca
      195
      Dia 4
      Humahuaca
      Uyuni
      481
      Dia 5
      Uyuni
      Avaroa (não há alojamento)
      272
      Dia 6
      Avaroa
      Laguna Colorada
      165
      Dia 7
      Laguna Colorada
      San Pedro de Atacama
      166
      Dia 8
      San Pedro de Atacama
      SPA
      146
      Dia 9
      SPA
      SPA
      212
      Dia 10
      SPA
      Santo Antônio de lós Cobres
      381
      Dia 11
      Santo Antônio de lós Cobres
      Cafayate
      312
      Dia 12
      Cafayate
      Cafayate
      130
      Dia 13
      Cafayate
      Resistência
      991
      Dia 14
      Resistência
      Pato Branco-PR
      801
      Dia 15
      Pato Branco-PR
      Curitiba
      475
          Total
      6854
       
       
       
    • Por Rezzende
      Galera mochileira, vou postar agora mais um relato de viagem, uma das mais interessantes que já fiz e que já digo de antemão, vou ter que fazer de novo, principalmente na parte de Curitiba, pois não deu tempo de ver quase nada. Nunca tinha ido para o Sul. O Sul sempre me despertou muito interesse, principalmente porque adoro o frio e essa história de região mais fria do Brasil sempre me deixou interessado em ir pro Sul. Como só posso viajar quando saio de férias, não deu pra ir pro Sul no auge do inverno. Fui no feriado da Semana Santa e tava mais frio aqui em Minas do que por lá, mas tudo bem! Escolhi Floripa não sei porque. Resolvi ir pro Sul desde o meio do ano passado e o primeiro nome que me surgiu foi Floripa. Quando comecei a pesquisar sobre como chegar em Floripa descobri que os vôos diretos de BH ou do Rio pra lá não me atendiam, os horários não eram favoráveis e pensei na possibilidade de ir por terra. E tem Curitiba no caminho, outra cidade que sempre me fascinou. Então percebi que seria melhor ir de ônibus ate Curitiba, dormir por lá e seguir pra Floripa no outro dia, ficar uns 2 dias lá e pegar um vôo de volta. Assim fiz, algo meio do tipo prato principal (Floripa) e acompanhamento (Curitiba). Sempre mochilei sozinho, mas dessa vez 2 colegas de trabalho iam sair de férias também e resolveram ir comigo, e é bem melhor e mais divertido viajar em grupo, pena que nem sempre é possível.
       
      Comecei minha viagem na quinta-feira dia 5 a noite. O ônibus saiu de minha cidade às 20 horas rumo a São Paulo. Cheguei no Terminal do Tietê às 05:30 da manhã de Sexta-feira Santa, 06 de abril. Até gosto de começar a viagem de noite de ônibus pois sempre fico muito ansioso na véspera de uma viagem e não consigo dormir em casa. Como também não durmo no ônibus, melhor já ir adiantando o caminho. Hehehe. Peguei o ônibus pra Curitiba às 6 da manhã e nesse momento arrependi de não ter pego um vôo pra Curitiba (apesar das passagens estarem bem caras) porque fui apresentado à Serra do Cafezal!! Fiquei 2 horas preso no engarrafamento daquela serra e a chegada em Curitiba que era pra ser 12:30 foi só as 14:30. E o ônibus da Itapemirim linha São Paulo-Curitiba tava péssimo, um ar condicionado barulhento demais, junto com aquela demora... Foi uma aventura, loucura, sei lá o quê eu ter resolvido ir parar daqui em Curitiba de busão!! Esse foi o único contratempo da viagem que me impediu de conhecer a Ópera de Arame e a Torre Panorâmica de Curitiba. Mas, sem stress, viagens são pra relaxar e não pra estressar, mesmo quando algo sai errado. Voltarei depois!! Chegando em Curitiba seguimos para o Palace Hotel (Rua Barão do Rio Branco, 62, Centro, http://www.palacehotelpr.com.br/) onde reservei um quarto triplo por R$118. Hotel velho mas os quartos tem cheiro bom e são limpos. O elevador é uma relíquia, com grade e manivela!! Fomos pra Praça Tiradentes pra pegar a Linha Turismo das 15:30 mas como tinha muita gente e a linha terminava as 17 horas, desistimos. Percebi que realmente não tinha planejado muito bem minha passagem por Curitiba, por isso pretendo e vou voltar. Recorremos ao plano B, um trunfo curitibano: táxis!! Achei os táxis de Curitiba muito baratos e como éramos 3 valia muito a pena. Rachamos a corrida pro Jardim Botânico: 5 reais pra cada um. Exploramos aquele lugar onde cada foto parecia uma pintura! Lugar lindo demais, ponto alto de Curitiba, é como o Cristo para o Rio, Pampulha pra BH, Pelourinho pra Salvador, o papa em Roma e blá, blá, blá. Parada obrigatória.

      Tarde de calor no feriado, fazia 27 graus em Curitiba!!! Depois táxi de novo e fomos pro Museu Niemeyer. Ficou barato de novo 6,50 pra cada um. Nunca vi tanta bizarrice junta: aquela nave espacial que é o museu, o verme meio enterrado na foto embaixo, o chão de vidro, os pássaros rocos... esses artistas são mesmo incríveis... É uma obra fantástica do Niemeyer, suspensa, com suas curvas e cheia de parques e áreas verdes por perto. Era tarde de sexta-feira santa, fazia um calorzinho e tava cheio de curitibanos e turistas nas redondezas curtindo a tarde.


      Já estava anoitecendo e desistimos de ir pra Ópera de Arame e Torre Panorâmica como tinha previsto. Fica pra próxima...Demos uma volta no Bosque do Papa e no Centro Cívico e fomos voltando à pé pro Centro. Paramos no Shopping Mueller pro lanchinho e depois, bem cansados da maratona de viagem de busão, fomos pro hotel.

      No sábado de manhã o roteiro era no Centro e a pé. Passamos na Rua 24 Horas, tinha uma feira de páscoa numa praça, Palácio Avenida, Universidade do Paraná, tudo perto do hotel e fácil de fazer à pé. Mas o tempo que eu tinha reservado pra Curitiba tinha acabado, minha intenção era mesmo só uma passada rápida, pra voltar depois. Só que acabou sendo uma passada rápida demais. Minha impressão de Curitiba: cidade limpa, muitas flores e verde, comparável a BH com uma diferença bem marcante: avenidas e calçadas largas, os prédios não ficam em cima de vc, dando aquela impressão de sufocamento que dá em BH. Gostei muito e voltarei!
      Seguimos pra rodoviária e mais um ônibus pra Floripa às 11:15, mas esse ônibus da Viação Catarinense era bom, o melhor que pegamos.

      5 horas de ônibus e chegamos em Floripa por volta de 16 horas de sábado. Em Floripa só usamos ônibus urbanos pra deslocamento. Ao chegar no Terminal do Centro compramos o cartão turista, que é muito bom: custa 3 reais e vc pode devolver ele quando for embora e pegar o dinheiro de volta. No nosso caso, ficamos com o cartão pra guardar de lembrança. Colocamos crédito de 27 reais que dá pra 10 viagens e ainda sobrou 1 no final. Detalhe que a passagem custa 2,70 no cartão e 2,90 no dinheiro, então o cartão é vantagem se vc for usar mais que 10 ônibus. Pegamos a linha pra Lagoa da Conceição, point baladeiro da cidade e onde ficaríamos hospedados. Chegamos no Lagoa Hostel umas 17:30. Nossa casa em Floripa!! Hostel muito bom, pessoal atencioso, tudo limpo, cheiro bom, perto do terminal de ônibus e da rua dos bares, recomendo muito mesmo!! O gosto musical de Floripa é muito bom, todos os bares tinham música ao vivo e tocavam pop e rock. Fizemos uma peregrinação de botecos até 4 da manhã e até hoje me lembro do sábado à noite em Floripa e dá uma saudade danada!

      No domingo de Páscoa pegamos o ônibus para Canasvieiras pela manhã e almoçamos por lá. Fiquei impressionado com os valores de alimentação por lá: restaurantes com self service sem balança e churrasco entre 18 e 20 reais a uma quadra da praia. Achei bem barato! Depois seguimos pra Jurerê. Não tinha mais linha de ônibus de Canasvieiras pra Jurerê, e isso eu só descobri lá. É porque algumas linhas de ônibus são sazonais, como essa por exemplo que só funciona no verão. Mas encontramos com o Walmor naquelas redondezas, que tinha um "táxi" e cobrou 20 reais pra levar a gente pra lá. Valeu muito a pena pois ele era muito gente boa e contou altas histórias de sua vida de motorista e ainda fez um tour com a gente pelas ruas de Jurerê pra mostrar as casas de luxo com seus carrões e seguranças armados. Depois fomos pela praia de Jurerê até a Fortaleza de São José. Não entramos na Fortaleza, só umas fotos por fora e ali nas redondezas. Andamos um pouco por aquelas ruas chiques de Jurerê, onde Gisele Bundchen e outros bambambams tem suas "casinhas de veraneio". Tudo limpo, casas sem muros, mas vez ou outra passava um segurança por ali...Jurerê Internacional é pra quem pode!! E pegamos outro ônibus pra Santo Antônio de Lisboa. Ótimo lugar pra ver o por do sol, o mais recomendado da ilha, e foi incrível. A casa açoriana também é muito interessante. O bairro é colônia açoriana. Floripa é muito diversa, a maioria dos bairros são isolados uns dos outros seja por uma serra, ou um pântano, ou uma lagoa. E de um bairro para outro é como se vc trocasse de cidade. De Jurerê pra Santo Antônio vc foi de Miami pra Portugal! De lá voltamos pra Lagoa e pra mais um tour pelos bares, que na noite de domingo já não estavam mais tão lotados como sábado.

      Na segunda de manhã fomos de barco para a Costa da Lagoa, só pra conhecer e voltar. Eu, sinceramente, não vi nada muito interessante por lá. Talvez fosse mais legal se estivesse com mais tempo e fizesse umas trilhas, tem umas cachoeiras e tal ou se fosse almoçar nos restaurantes típicos de lá, mas os preços eram bem salgadinhos. Como não optei por nenhuma das 2 ideias, voltei e depois até as Dunas da Joaquina, essa sim bem mais interessante, pelo contraste de paisagens com dunas, mar, lagoa, montanha e floresta. Pelo menos pro geógrafo aqui é bem mais legal. Depois fomos almoçar no The Black Swan, o pub da Lagoa. Vc pode pensar em uma coisa fina e é. Olha a foto do prato executivo aí embaixo, essa é só a entrada e ainda tem o prato principal e uma sobremesa de banana caramelada com creme, coisa fina viu! E o naipe do pub, transmitindo jogos de beisebol... aí vc imagina o precinho do prato executivo...uma fortuna? não! apenas 14,90! isso mesmo, 14,90. Realmente, alimentação em Floripa foi surpreendente pra mim. Pois outras capitais são bem mais caras nesse quesito e em Floripa, pela apresentação dos pratos e dos lugares, os preços tavam muito em conta. O almoço no Black Swan então, recomendo demais!!

      Depois do almoço fomos para o centro de Floripa, na ponte Hercílio Luz, que acho bem mais bonita de noite quando fica iluminada, e no Morro da Cruz, um mirante sensacional onde tem até um binóculo pra ver a paisagem. De volta ao centro, já anoitecendo, um passeio no Mercado Municipal que não tem muita coisa de artesanato e lembrancinhas locais. O comércio no centro é mais pra população local, as coisas pra turista vc encontra mais na Lagoa da Conceição e Canasvieiras. Voltamos pra Lagoa, segunda a noite já tinham poucos bares abertos mas como era nossa última noite em Floripa ainda saímos pra tomar um chopp. Na terça cedo só demos uma volta rápida pelas redondezas pois o voo era meio dia pro Rio. Do Rio peguei outro ônibus pra minha cidade e cheguei em casa pouco depois de 8 da noite.

      Esse foi meu roteiro passando por essas 2 capitais limpas e organizadas, coisa rápida mas só pra reconhecimento de terreno mesmo, mas voltarei em breve!! Em Curitiba porque não deu tempo de conhecer tudo e ainda tem o trem da Serra do Mar! E Floripa pq me apaixonei por essa cidade!!
    • Por Millena Medeiros
      Oie gente, tudo bem?
      Estou me programando com meu marido, passar 9 dias em dezembro (26/12 à 04/01), em Curitiba. Porém nunca fui pra lá e tô querendo fazer uma trip massa, conhecer lugares, andar bem muito, tomar uns chopps diferentes, mas não conheço nada por lá! 
      Alguém tem alguma dica de algum passeio legal, algum barzinho que eu possa ir à noite? Queria saber se vocês já fizeram o passeio de trem e se vale a pena também?
      Só mais uma coisa... kkkkk Estou querendo passar o réveillon na Ilha do Mel, alguém que já foi, sabe de alguma pousada ou Hostel? Eu sei que está em cima da hora, mas todos que eu estou vendo, estão super caros  ...
      Estou aceitando sugestões!
      Obrigada pela ajuda gente! 😘
    • Por Andreaz Herz
      se tromba na trip, só dá um slv ;
       
      ✌️
       
       


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