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Augusto

Travessias da Serra Negra e Rui Braga juntas - De Maromba at

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Oi pessoal.

Abaixo segue o relato dessas 2 travessias.

 

Por muitos anos qualquer travessia no PNI era proibida; muita gente fazia, mas sempre na surdina.

Para muitos a Serra Negra era a única opção, já que não passava pelo interior do Parque Nacional e contornava ele pelo norte, mas em 2007 o PNI reabriu a Travessia Rui Braga que liga a parte alta à parte baixa e oficializou a Serra Negra, mas seguindo pelo trecho: Rebouças - Aiuruoca - Serra Negra - Mauá.

E com isso, reles mortais como nós pudemos realizar travessias com autorização do Parque e com isso no mês de Julho marquei com o Sandro (do Fórum Mochileiros) fazermos as 2 travessias juntas e com quase 1 mês de antecedência solicitei ao PNI a Autorização para fazer a Rui Braga.

Antes de chegar na Vila de Maromba, íamos subir a Pedra Selada.

 

Fotos da Pedra Selada:

 

Eu, a Márcia, a Sophia (nossa filha) e o Sandro seguiríamos de Sampa em direção à Visconde de Mauá e enquanto eu o Sandro iríamos sair de Maromba na caminhada em direção ao PNI pela travessia da Serra Negra e depois emendar com a Rui Braga, a Márcia e a Sophia iam ficar hospedadas em Maromba por 4 dias para depois nos pegar no final da travessia da Rui Braga, já na parte baixa do PNI.

Nosso plano era chegar no Domingo, 11 de Julho em Maromba a tempo de ainda assistir a final da Copa do Mundo, mas como o técnico Dunga não ajudou, assistir Espanha x Holanda não estava nos planos. A prioridade agora era subir a Pedra Selada só para dar uma aquecida nos músculos.

Por volta das 07:00 hrs saímos de Sampa e com algumas paradas pela estrada, chegamos em Visconde de Mauá pouco antes das 13:00 hrs e logo fomos procurar um lugar para comer.

 

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Saciados da fome, seguimos por uns 12 Km por uma estrada de terra, sentido leste em direção à base da Pedra Selada, margeando o Rio Preto e pouco depois das 14:00 hrs cruzamos o pequeno bairro de Campo Alegre e de lá já era possível avistar a Pedra Selada em todo o seu esplendor à frente.

 

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Chegamos pouco antes das 14h30min chegamos na bifurcação que leva à sede da Fazenda e aqui não tem como errar, pois existe até uma placa indicativa da Pedra Selada.

 

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Já na sede é cobrado uma taxa para se fazer a trilha e estacionar o carro.

 

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As 14h40min eu e o Sandro iniciamos a subida e por razões óbvias a Márcia e a Sophia ficaram na sede, já que o desnível é de mais de 700 metros e o total da trilha chega a uns 2,5 Km.

 

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Ao longo da subida a trilha segue um trecho de descampado para depois entrar na mata fechada e ao longo dela vamos encontrando algumas placas de cachoeiras e altitudes.

 

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Cruzamos com um riacho e passamos próximo dele várias vezes, sendo possível descansar em alguns bancos estrategicamente colocados em alguns mirantes.

 

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A trilha é bem demarcada e segue pelo lado direito da Pedra até atingir a crista e de lá o ataque até o topo por uma subida muito íngreme.

 

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Poucos metros antes do cume encontramos vestígios de acampamento na trilha, mas que não eram muito confortáveis e as 16:00 hrs alcançamos nosso objetivo.

 

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A altitude aqui é de 1755 metros e o visual é de 360º.

A Pedra tem mesmo o formato de uma sela de cavalo por isso o nome que recebe.

 

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Estávamos de um dos lados do cume e pudemos perceber que no outro lado o acesso ao topo só é feito com equipamento de escalada.

 

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Existe aqui um livro de assinaturas onde deixamos as nossas também e as 16h40min iniciamos a descida.

Ainda passamos por um abrigo semi-abandonado próximo da trilha, que vimos do topo.

 

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Ao chegarmos na sede ficamos um pouco mais de tempo, pois naquele momento estava acontecendo o jogo da final da Copa do Mundo e estava ainda em 0 x 0 e somente quando já estava escuro seguimos para a Pousada em Maromba.

 

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A estrada até lá é toda de terra e somente pequenos trechos são asfaltados, mas de péssima qualidade e depois de passarmos as Vilas de Visconde de Mauá e de Maringá chegamos na Praça da Igreja em Maromba por volta das 20:00 hrs.

Ficamos em pousadas diferentes, mas em frente à Igreja Matriz de Maromba e depois de deixar as coisas nas pousadas fomos procurar algum restaurante que ainda estivesse aberto naquele Domingo.

Pelo horário (por volta das 21:00 hrs) só fomos encontrar um restaurante funcionando próximo da Igreja e junto ao Rio Preto.

A comida era boa e farta, mas o rio, que passava nos fundos do restaurante, exalava um cheiro de esgoto que incomodava quando chegávamos perto.

Não era um Rio Tietê, mas parece que estão querendo chegar lá; uma pena.

Depois do jantar marcamos de se encontrar no dia seguinte por volta das 08h30min em frente à Praça para seguirmos em direção ao início da trilha.

 

 

Continua no 2º dia

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2º dia (12/7- Segunda-feira) – Início da Travessia da Serra Negra – De Maromba até a Cabana Cabeceiras do Aiuruoca

Fotos e alguns mapas:

 

 

A Segunda-feira, dia 12 de Julho amanheceu perfeita, com muito Sol e depois de um café da manhã bem reforçado a Márcia nos levou de carro até o início da trilha, pouco antes de chegar na Cachoeira do Escorrega.

 

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O lugar onde iniciamos a caminhada junto a uma bifurcação depois de alguns metros que se atravessa 2 pontes de madeira seguidas sobre o Rio Preto.

Seguindo em frente a estrada vai terminar próximo da Pousada Tiatiaim, mas a nossa direção é seguir na bifurcação da direita.

A altitude aqui é de pouco mais de 1300 metros e ainda tínhamos de chegar a uns 2100 metros.

Marcando com a Márcia de pegarmos a gente só daqui a 4 dias na parte baixa do PNI, nos despedimos e só torcíamos que não chovesse e não acontecesse nada de mal, pois sinal de celular é bem difícil de ter nessas 2 travessias que íamos fazer.

 

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As 09h25min iniciamos a caminhada, seguindo pela bifurcação por um pequeno trecho de estrada de terra e uns 50 metros antes do término dela, que vai dar em uma casa, saímos à esquerda até cruzar uma cerca de arame e dali para frente foi só seguir morro acima.

 

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A trilha é bem demarcada e com início bastante íngreme e atrás de nós já surgiam visuais do vale do Rio Preto com as vilas ao fundo e as 09h50min chegamos na primeira bica de água da trilha onde abastecemos e seguimos em frente.

 

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Por volta das 10:00 hrs alcançamos a crista que divide 2 vales: para esquerda é o Rio Preto que passa ao lado da Praça de Maromba e da direita é o vale do Rio Morro do Cavado, que segue paralelo ao Rio Preto.

 

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A altitude aqui está em aproximadamente 1500 metros e daqui para frente seguimos para esquerda até o topo da trilha (para direita, a trilha desce em direção a Cachoeira da Santa Clara)

Quando passei aqui em 2003 vindo do Parque do Itatiaia, as voçorocas na trilha já existiam e sempre foram enormes, mas as 11h30min encontrei uma novidade: uma placa indicando água a 140 metros da trilha, do lado direito, mas nem chegamos a conhecer, pois tínhamos água o suficiente da bica anterior.

 

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Fica aí a dica se quiser pegar água na subida. Aqui é o melhor local.

Conforme íamos subindo, de vez em quando apareciam alguns descampados no meio da subida, mas pelo menos o Sol tinha dado uma amenizada.

 

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Por volta das 12h15min pegamos um longo trecho plano na trilha onde era possível avistar a Serra do Papagaio com o pico bem ao norte.

 

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Terminando o trecho no plano, a trilha se divide em duas: uma que segue um pouco para esquerda subindo um pequeno morro e a outra que continua no plano, contornando o morro pela direita.

 

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A trilha da direita eu já conhecia, pois em 2003 eu tinha vindo por ela (essa é a que passa pelo Subidão da Misericórdia).

A trilha da esquerda segue descendo por um imenso vale com belo visual e termina junto ao Sítio do falecido Sr. Anísio.

 

Ficamos na dúvida sobre qual trilha seguir e resolvemos descer pela esquerda mesmo.

 

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Iniciamos por volta das 13:00 hrs em meio a arbustos e trechos de mata fechada.

 

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Passamos por uma pequena casa no meio da descida e uma pequena bica de água para terminar junto ao Sítio cerca de 1 hora depois.

Saímos em uma estrada de terra, passando ao lado da Pousada do Matão e quando chegamos na estrada principal depois de uns 5 minutos, viramos a esquerda em direção a casa do Sr. José Rangel (um dos filhos do falecido Sr. Anísio).

 

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Em 2003 tinha pernoitado em seu pequeno chalé com valor de $40,00/pessoa.

 

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Percebi que um deles está pintado e outro está sendo construindo ao lado. Logo que chegamos, ele já veio bater um papo com a gente e perguntou se não queríamos ficar no chalé, mas pelo horário (14h15min) vimos que era possível chegar na Cabana Cabeceiras do Aiuruoca e lá fomos nós.

 

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Aqui um aviso aos que forem continuar a trilha até a Cabana, pois existem 2 trilhas (uma que segue próximo ao Rio Aiuruoca, mas não muito demarcada e quase sempre no plano e uma outra que é bem mais longa e com subidas fortes).

 

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Por nossa distração nem percebemos que pegamos a trilha mais longa e só descobrimos quando chegamos na Cabana pouco antes das 17:00 hrs (talvez essa trilha nem exista mais).

 

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Lembro que em 2003 fiz esse trecho pela trilha mais curta em pouco menos de 1h30 min - o grande problema dela é que em razão do desuso, a trilha tá se fechando em alguns trechos.

 

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Quando chegamos na Cabana, o lugar estava vazio e fechado. Montamos nossas barracas bem ao lado do Abrigo (quem quiser ficar dentro do Abrigo, existe um telefone para reserva).

 

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Depois de uma explorada pelo entorno onde encontrei algumas caixas com abelhas para produção de mel e um banho tomado no rio de água gelada, fui fazer o jantar. Durante a noite choveu por umas 2 horas, o que até ajudou a dormir melhor e durante a madrugada dei uma olhada no termômetro que marcava por volta de 10ºC.

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Continua no 3º dia

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3º dia (13/07- Terça-feira) – Continuação da Serra Negra – Da Cabana até antiga Pousada do Alsene, passando pela Cachoeira do Aiuruoca

 

Naquela manhã de Terça-feira, dia 13 de Julho, acordei com o alarme do celular e depois de um breve café da manhã, tínhamos pela frente um trecho onde eu nunca caminhei.

Estávamos um pouco abaixo da altitude de 1800 metros e naquele dia tínhamos que chegar a pouco mais de 2400 metros, o que não era muita coisa.

Junto à Cabana existe a continuação da trilha, que são 2: uma que segue na direção da antiga Pousada Alsene, terminando próximo dela e outra que segue na direção das nascentes do Rio Aiuruoca, pela trilha oficial do PNI: a travessia Rebouças – Serra Negra – Mauá.

A que segue para o Alsene é só atravessar o Rio Aiuruoca onde existia uma ponte de madeira (é bem fácil identificar o lugar) e dali subida íngreme por antiga estrada. A outra trilha é só seguir na direção leste, passando pelas caixas onde ficam as abelhas até encontrá-la entrando na mata fechada, seguindo com o rio do lado direito.

Saímos da Cabana por volta das 09:00 hrs e a trilha é bem nítida, só o tempo é que não estava ajudando, pois de vez em quando caia uma garoa bem fina.

 

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Depois de uns 30 minutos cruzamos o Rio Aiuruoca para a margem direita e continuamos margeando ele até chegar em um enorme descampado, conhecido como Invernada, um pouco abaixo da altitude de 2000 metros (o lugar era ou ainda é usado para criação de animais, haja vista a quantidade de merda de cavalos e vacas que encontramos na trilha).

 

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O lugar é bem plano e com um abrigo perfeito para passar a noite e dali era possível avistar a Cachoeira do Mane Emídio, a leste bem ao fundo.

 

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A continuação da trilha é um pouco confusa, pois um pouco acima do abrigo parece que sai uma trilha, mas resolvemos seguir até o final do descampado, onde encontramos vestígios de trilha que vai subindo e contornando o morro da direita (é preciso tomar cuidado, pois os animais deixaram várias trilhas paralelas que podem confundir).

 

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Depois de pegar um pequeno trecho de mata fechada, as 10h20min emergimos em uma área de capim elefante e daqui era possível avistar o topo da Cachoeira do Mané Emídio.

Conforme íamos subindo, outras trilhas paralelas iam se juntando à principal até chegarmos a uma pequena crista que divide 2 vales. Aqui encontramos uma trilha bem demarcada que vem da direita e provavelmente é aquela que sai atrás do abrigo.

Com as 2 trilhas se encontrando e seguindo para esquerda, a caminhada ficou mais fácil, pois já apareciam algumas fitas presas nas árvores e pouco depois das 11:00 hrs saímos da mata fechada e emergimos novamente em área de capim elefante e arbustos.

 

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Agora é mais um trecho de subida até uma outra crista, mas sempre com o Rio Aiuruoca do lado esquerdo e daqui já era possível ver todo o percurso que já tínhamos feito atrás de nós.

 

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Mais alguns minutos por um trecho plano e chegamos na Cachoeira do Rio Aiuruoca pouco depois das 12:00 hrs.

 

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Estávamos bem de frente para o vale das nascentes do Aiuruoca e dos Ovos de Galinha e daqui sai uma trilha que atravessa o rio e segue em direção à Visconde de Mauá, passando pelo Rancho Caído.

 

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Os picos mais altos ao redor do vale estavam todos encobertos, mas o visual daquele lugar é de encher os olhos.

 

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Depois de um pequeno descanso seguimos pela trilha em direção ao Rebouças, mas não chegamos até lá.

 

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Depois de sair do vale das nascentes e a poucos minutos de chegar na base da Pedra do Altar, cruzamos com um grupo de 3 pessoas do RJ dizendo que tinham o intuito de fazer a limpeza da trilha que desce para Visconde de Mauá, passando pelo Rancho Caído.

 

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Eram por volta das 13:00 hrs e depois de lhes desejarmos sorte na empreitada, continuamos a caminhada e quando começamos a seguir para a esquerda na direção da Pedra do Altar, abandonamos a trilha principal e seguimos para direita, como se estivéssemos saindo dos limites do Parque. Eram 13h10min e daqui para frente não existia trilha demarcada e tínhamos que ir escalaminhando rochas e varando capim e arbustos para contornar o morro da esquerda.

Uma trilha semelhante eu tinha visto no site de um guia de montanha, chamado Tácio, então pensei porque não continuar por ela até o Alsene, evitando passar pelo Rebouças.

 

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A direção que seguíamos era sempre noroeste, como se estivéssemos saindo do PNI e até pegamos trechos com vestígios de trilha, mas parece que eram bem antigos, pois estavam se fechando.

 

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A navegação nesse caso era sempre no visual, consultando as cartas topográficas e algumas imagens do Google Earth que eu estava levando.

Depois de cruzar alguns riachos e caminhar por mais de 1 hora sem muitas subidas e descidas próximo da altitude de 2450 metros, seguimos para oeste e iniciamos a subida até a crista que divide o PNI do vale do Rio Aiuruoca.

 

Nesse trecho de subida encontramos uma trilha bem demarcada e as 14h40min chegamos no topo da crista.

Daqui era possível avistar do lado norte a Invernada e todo o vale do Rio Aiuruoca; ao sul um pequeno lago encravado no meio dos vales e a sudoeste o Morro da Massena, isso quando as nuvens permitiam vê-lo.

 

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No fundo do vale, junto ao lago encontramos um descampado muito grande, provavelmente de camping selvagem.

Parece que não éramos os únicos a caminhar por aqui.

Nossa direção agora era seguir entre o vale que divide os Morros da Massena do lado esquerdo e Morro da Massena Noroeste à direita.

 

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Em 1998 já tinha chegado ao topo do Massena Noroeste, então eu sabia que existia uma trilha que descia até o Alsene, nosso objetivo naquele dia.

 

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Nesse trecho a caminhada foi só no visual, sem vestígio de qualquer trilha (parece que ninguém tem chegado no topo do Massena Noroeste a muito tempo), mas sem maiores dificuldades, já que o capim e os arbustos não eram tão altos e só no trecho final tivemos alguns problemas para varar os arbustos e o capim.

 

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E pouco depois das 17:00 hrs chegamos no riacho que fica atrás do Alsene.

No dia que passamos aqui, apesar de estar lacrado pela Justiça, pudemos comprovar que existia um vigia cuidando das instalações da antiga Pousada (confirmado pelo pessoal do PNI), pois ouvimos um rádio ligado no interior da antiga pousada.

Naquela noite de Terça-feira choveu bastante e com fortes rajadas de vento.

A temperatura ambiente deve ter chegado próxima de zero, mas estávamos bem protegidos.

 

 

Continua no 4º dia

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4º dia (14/07- Quarta-feira) – Início da Travessia Rui Braga até o Abrigo Macieiras

 

Acordamos na manhã seguinte com tempo nublado, mas sem chuvas e agora tínhamos a Travessia Rui Braga pela frente. Até aquele tudo ocorreu como planejado.

Estávamos com a Autorização para a travessia da Rui Braga para fazê-la em 2 dias, pernoitando em algum dos Abrigos Massenas ou Macieiras, apesar de que a Rui Braga dá para ser feita em apenas 1 dia de caminhada.

Pegamos dias nublados, só chovendo durante a noite.

 

Fotos da Travessia Rui Braga

 

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A Quarta-feira, 14 de Julho amanheceu com tempo nublado, mas pelo menos sem chuvas e nesse dia iríamos fazer a Travessia Rui Braga em 2 dias, já que a Márcia estava nos aguardando no dia seguinte na parte baixa do PNI.

Na travessia da Serra Negra ficamos sem sinal de celular por 2 dias e só contávamos que na Rui Braga conseguíssemos para dar sinal de vida aos nossos familiares.

 

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Mochilas prontas, seguimos para a portaria do PNI (posto Marcão) e lá entregamos a Autorização da travessia e pagamos a taxa de $11,00.

O lugar estava deserto e parece que éramos os únicos a fazer alguma travessia no Parque.

 

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O funcionário só demorou um pouco para nos liberar porque na solicitação que eu enviei, não tinha colocado que iriamos pernoitar no Parque e depois de acionar o pessoal da Administração do PNI pelo rádio, recebemos a autorização para fazer a travessia.

Estávamos na altitude de pouco mais 2400 metros e nosso plano era caminhar até o Abrigo Macieiras, na altitude de 1850 metros.

O total da caminhada, se fossemos direto até o final da trilha, junto ao Piscinão de Maromba seria de uns 30 Km, mas era muito para apenas 1 dia (até dá para fazer, já que boa parte da trilha é sempre descendo, mas tem de entrar bem cedo no Parque).

 

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Mochilas nas costas de novo, saímos da Portaria as 09:50 hrs e seguimos em direção ao Rebouças pela estrada, onde chegamos as 10h20min e daqui só víamos uma neblina espessa sobre o Agulhas Negras.

 

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Passamos direto e continuando pela estrada que na verdade é a Rodovia BR 485 (coisas do Pres. Getúlio Vargas) que em alguns pontos ainda apresentam trechos de asfalto em bom estado de conservação, mas perde um pouco da magia, já que é uma aberração construir uma estrada em um lugar como esse.

 

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Tendo o Rio Campo Belo do lado esquerdo, logo passamos pela Cachoeira das Flores e as 10h50min chegamos ao final da estrada e na bifurcação para o Pico das Prateleiras.

 

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Aqui existe uma placa enorme da Travessia Rui Braga e daqui para frente a caminhada tem de ser feita pela trilha que apresenta inúmeras voçorocas e algumas até perigosas, por isso muita atenção nesse trecho.

 

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Seguindo pela trilha, vamos passando por algumas áreas de charco, mas em alguns pontos o pessoal colocou totens que sinalizam a evitar esses lugares.

 

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Por volta das 11h50min a trilha se abre para o enorme vale do Rio Campo Belo à esquerda e já é possível ver ao Sul uma construção, que são as antigas ruínas de um posto meteorológico.

 

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Por volta de 12h10min e logo que terminamos esse trecho de descida, chegamos em uma área de capim elefante.

Um pouco mais a frente uma bifurcação que pode confundir, já que as trilhas são bem demarcadas.

Dando uma olhada na antiga Revista do Beck percebo que a bifurcação da direita é na verdade a Trilha do Pinhal, que ele fez a muito tempo atrás e parece que está sendo usada, pois a trilha está bem visível.

A trilha que devemos seguir é a da esquerda, tendo como referencia as antigas ruínas que são vistas a cerca de 15 minutos no alto do morro (existem totens apontando a trilha correta – é só procurar no alto de algumas pedras).

 

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Chegamos às ruínas pouco antes das 12h30min, saindo à direita da trilha principal.

Aqui somente as paredes estão de pé e o telhado nem existe mais.

 

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Daqui é possível ter uma vista bem privilegiada da Serra das Prateleiras não muito longe daqui.

Pode se visualizar também uma parte do telhado do Abrigo Massenas, escondido por entre as árvores. Voltamos à caminhada e chegamos ao Abrigo depois de uns 7 minutos, antes cruzando um pequeno trecho de mata fechada.

 

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Água é possível encontrar na trilha principal uns 200 metros antes de chegar ao Abrigo, mas como a bica de água é em pequena quantidade, tome cuidado que pode estar seca em algumas épocas do ano.

 

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A altitude no abrigo é de 2200 metros e o lugar é enorme, mas apenas onde fica a lareira está parcialmente encoberto.

 

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Eu não recomendo bivacar aqui já que os ratinhos podem ser um visitante incômodo durante a noite e para piorar, o piso é de madeira e está um pouco apodrecido; eu montaria a barraca do lado de fora, na área coberta, junto à varanda.

 

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Chegamos aqui pouco antes das 13:00 hrs e na sala da lareira encontramos um pequeno armário com alguns alimentos (tinha até 2 cup nodles) e uma Bíblia Sagrada.

Deixamos nossas mochilas aqui e subimos até um mirante onde existem antigas ruínas de uma Torre de TV.

 

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O lugar possui uma laje de concreto, mas também não vale a pena acampar e aqui conseguimos falar no celular.

Daqui é possível visualizar boa parte do Vale do Paraíba e Serra Fina.

 

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Depois de descansar por alguns minutos e comer um lanche no Abrigo Massenas, saímos em direção ao Abrigo Macieiras as 14:00 hrs por uma trilha bem demarcada à leste.

 

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Uns 10 minutos de trilha e chegamos a um trecho bem extenso de brejo e aqui não tem jeito; vai ter de molhar as botas.

Existem algumas telhas do abrigo, mas não ajudam muito (eu cheguei a afundar os pés até as canelas, mas pelo menos saimos inteiros de lá).

 

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Passando essa área se tem a impressão que a trilha está voltando, mas é só por pouco tempo, já que logo ela bifurca para a direita e segue descendo na direção Sul com o enorme vale do lado esquerdo.

 

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O visual é de encher os olhos.

Passamos por algumas nascentes de água e as 15h45min chegamos no Abrigo Macieiras, do lado esquerdo.

 

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O lugar também está em ruínas, mas é coberto, porém o único lugar adequado para montar barraca é na sala.

 

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Bivacar aqui também é um problema porque os ratinhos são moradores permanentes do lugar e as paredes e o piso são de madeira o que facilita a circulação deles.

Como eu já tive problemas em acampar em lugares como esse, resolvo montar a barraca do lado de fora.

 

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Água pode ser encontrada atrás do Abrigo, seguindo por uma trilha de uns 50 metros, mas que pode estar seca se for época de estiagem, por isso traga água dos riachos que são cruzados na trilha.

Como já era nosso último dia, resolvi fazer toda a comida que eu tinha, até para não levar de volta (ainda deixei em um pequeno armário 2 miojos, que depois fiquei sabendo continuam até hoje lá).

Durante a noite choveu novamente, mas somente por algumas horas.

 

 

Continua no 5º dia

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5º dia (15/07 - Quinta-feira) – Do Abrigo Macieiras até o final da Travessia, junto ao Piscinão de Maromba.

 

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A Quinta-feira amanheceu com o Sol aparecendo atrás do Abrigo e por volta das 10:00 hrs saímos em direção ao final da trilha.

 

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Bem demarcada, ela segue descendo por vestígios de uma antiga estrada, que tá quase toda tomada pelo mato. Em alguns trechos surgem proteções de concreto ao longo da trilha e muito bambuzal.

 

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Sem problemas de navegação, boa parte da trilha segue com alguns zig zags e pouco depois das 12:00 hrs chegamos a um portão de metal, colocado no meio da trilha.

 

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Daqui para frente já é uma estrada de terra muito usada por veículos do PNI que leva até o final da trilha junto ao Piscinão de Maromba, onde chegamos as 12h20min.

 

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Aqui um vigia anotou nossos nomes para dar baixa da nossa travessia na Admn. O problema era contatar a Márcia, já que não tínhamos sinal de celular e por isso resolvemos conhecer o Piscinão e a Cachoeira Véu da Noiva.

 

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Pouco depois das 13:00 hrs iniciamos a descida, torcendo para que o carro com a Márcia passasse por nós, mas em vão e pouco depois do prédio da Administração do PNI resolvemos aguardar, mas como já eram pouco mais de 16:00 hrs, tentei novamente ligar para ela, mas só consegui receber uma mensagem SMS dizendo que estava no Piscinão de Maromba nos aguardando. Que p. desencontro.

 

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O que aconteceu foi de que ela levou a Sophia para almoçar em um restaurante de uma pousada próxima ao Piscinão e justo naquele momento estávamos descendo pela estrada e não vimos o carro dela estacionado na pousada e com isso só fui encontrá-la no Centro de Visitantes que não era muito longe de onde paramos.

Depois de colocar todas as mochilas no carro, seguimos pela Via Dutra para chegar em Sampa no meio da noite.

 

 

É isso aí.

 

Depois eu posto as dicas e algumas informações úteis.

 

 

Abcs

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Algumas dicas e informações atualizadas para quem pretende fazer essas 2 travessias ou qqer uma delas:

 

# Relatos do Sandro:

Serra Negra - clique aqui

Rui Braga - clique aqui

 

# Tracklog da Serra Negra: http://pt.wikiloc.com/wikiloc/view.do?id=1128560

 

# Tempos de caminhada da Serra Negra

- Início da trilha em Maromba, junto as 2 pontes sobre Rio Preto até a Pousada do Sr. José Rangel (filho do Sr. Anísio): cerca de 4 horas.

- Chalé do Sr. José Rangel até Abrigo Cabana do Aiuruoca: quase 3 horas pela trilha mais longa.

- Abrigo Cabana até Nascentes do Aiuruoca: 3 horas.

- Nascentes do Rio Aiuruoca até a antiga Pousada Alsene: cerca de 5 horas

 

# O trecho da Serra da Pedra Selada que dá acesso a Visconde de Mauá está todo asfaltado e pelo que fiquei sabendo querem implantar um pedágio na estrada (espécie de taxa de conservação para quem quiser acessar a Vila de Visconde de Mauá).

 

# No acesso a Pedra Selada é cobrada uma taxa: $5,00 de estacionamento e $3,00/pessoa.

 

# No início de 2013 se iniciou a pavimentação da estrada que liga as Vilas de Visconde de Mauá até Maringá. Dali até Maromba só o tempo dirá se vão asfaltar também.

 

# Em Maromba é possível encontrar inúmeras pousadas e preços variados, assim como vários campings.

A Márcia ficou 4 dias na Pousada Águas Claras em suíte com lareira:

http://www.pousadaaguasclaras.com.br

 

# Fique pelo menos uns 2 dias em Maromba. Vale a pena conhecer a Cachoeira do Escorrega, o Poção de Maromba e outras cachoeiras próximas.

 

# Na Vila de Maromba são poucos os horários de ônibus que chegam ou saem da Praça Principal para Resende (Graal) e de lá para outras cidades:

Clique aqui

 

# No Rio Preto não é recomendável tomar banho a partir da Praça de Maromba, devido ao lançamento de esgoto. Do Poção de Maromba para cima a água já é de melhor qualidade.

 

# Na travessia da Serra Negra, saindo de Maromba é possível encontrar 2 pontos de água ao longo da subida.

 

# Ao chegar no Chalé do Sr. José Rangel (filho do Sr. Anísio), se quiser evitar a trilha mais longa, procure se informar por uma outra trilha mais curta que leva ao Abrigo Cabana Cabeceiras do Aiuruoca e quem estiver saindo da Cabana sentido Chalé, é só pegar a bifurcação da esquerda depois de uns 200 metros de trilha. Porém quem quiser seguir por ela, tem de ter faro de trilha.

 

# É possível ficar hospedado dentro do Abrigo Cabana Cabeceiras do Aiuruoca. Reservas: (24) 3387- 1433 (Marinalva).

Na parte de fora do Abrigo é possível o camping selvagem.

 

# Quem quiser ficar na Pousada-chalé do filho do Sr. Anísio (Sr. José Rangel), tente ligar nesses números para reserva: (35) 9965-6515 ou (35) 9915-2460 ou (35) 9149-7746.

 

# Sinal de celular (operadora Vivo) na Travessia da Serra Negra é muito difícil conseguir.

Dizem que é possível próximo ao antigo Alsene.

 

# Se quiser fazer qualquer travessia no interior do Parque Nacional é necessário solicitar a Autorização:

http://www.icmbio.gov.br/parnaitatiaia/reservas.html

 

# Logística é sempre um problema na Travessia da Serra Negra, tanto para iniciar em Maromba quanto no Alsene. Abaixo seguem alguns contatos de Itamonte que podem levar você até o Alsene ou resgatá-lo, dependendo em que sentido está fazendo a travessia:

- Taxista Marquinhos (35) 9113-1214

- Sr. Samuel (35) 9113-1700

- Zezinho (35) 9113-0745

- Carlinhos (35) 9109-1185

- Maú (35) 9216-4793

 

# Criei um tracklog da Travessia Rui Braga

http://pt.wikiloc.com/wikiloc/view.do?id=1128164

 

# Tempos de caminhada da Travessia Rui Braga

- Da portaria do PNI (Posto Marcão) até o Abrigo Massenas: 02h30min.

- Abrigo Massenas até Abrigo Macieiras: 01h40min.

- Abrigo Macieiras até o final da trilha, junto ao Piscinão de Maromba: 02h15min.

 

# Na Travessia Rui Braga só consegui sinal de celular no mirante das ruínas da Torre de TV, junto ao Abrigo Massenas.

 

# Desde o final da travessia Rui Braga, junto a Piscinão de Maromba até a Via Dutra são mais de 10 km.

 

# Na Rui Braga, junto aos Abrigos Massena e Macieiras é possível encontrar pontos de água próximos, mas que podem estar secos em época de estiagem. Tome muito cuidado com isso.

 

# Logística é sempre um problema nessa travessia, já que o acesso a parte alta do PNI somente com veiculo.

Abaixo seguem alguns contatos de Itamonte que podem levar você até o Alsene ou resgatá-lo, dependendo em que sentido está fazendo a travessia:

- Taxista Marquinhos (35) 9113-1214

- Sr. Samuel (35) 9113-1700

- Zezinho (35) 9113-0745

- Carlinhos (35) 9109-1185

- Maú (35) 9216-4793

 

# Para se fazer essa travessia é necessário solicitar autorização do PNI

http://www.icmbio.gov.br/parnaitatiaia/reservas.html

 

# Existe um ônibus circular que faz a linha PNI – Rodoviária de Itatiaia com poucos horários:

http://www.itatiaia.rj.gov.br/servico/226/informacoes-uteis

 

# Algumas informações sobre as travessias no PNI:

http://www.icmbio.gov.br/parnaitatiaia/guia-do-visitante.html

 

 

 

 

É isso aí pessoal.

 

 

Abcs

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Salve Augusto!

Primeiro parabenizo pelos relatos, sempre interessantes e informativos.

Acompanhava o fórum esporadicamente, caçando informações, e agora q tenho planos concretos de um trip pra conhecer a Serra da Mantiqueira (particularmente essa região do PNI) me cadastrei e essa é minha primeira participação.

Sobre esse percurso descrito por você, acha viável (e seguro) ser encarado por quem não conhece nada da região nem tem muito experiência em trilhas? E sobre o nível de dificuldade, muito pesado?

Minha (pouca) experiência em trilhas limita-se a pequenos percursos no litoral norte de SP e sul do RJ.

Li tb seu relato sobre acampar no topo da Pedra do Baú e tb me interessei.

No momento estou atrás de informações pra planejar a viagem provavelmente pro feriado de Tiradentes.

Já agradeço!

Abço!

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Blz Massagua.

 

P/ vc que não tem experiência e conhece pouco da região, eu recomendaria a travessia da Serra Negra.

Nessa travessia é até capaz que vc encontre com algum morador indo ou vindo de Maromba.

E tente fazê-la no sentido PNI-Maromba.

Em 2003 fiz a travessia nesse sentido.

O relato é esse:

http://www.mochileiros.com/travessias-marins-itaguare-serra-fina-e-serra-negra-juntas-em-uma-so-caminhada-t1100.html

 

A Rui Braga é um pouco complicada, ainda mais p/ vc que não tem experiência.

Considero a Serra Negra e a Rui Braga travessias medianas, apesar de que a Serra Negra é caminho de vacas. E é muito usado por moradores da região.

Já na Rui Braga isso não acontece.

 

Sua pretensão é fazer essas 2 travessias também?

 

Qto a Pedra do Baú, é muito mais fácil, já que a trilha parece uma estrada e acampar no topo é maravilhoso.

 

 

Abcs

 

 

 

 

Salve Augusto!

Primeiro parabenizo pelos relatos, sempre interessantes e informativos.

Acompanhava o fórum esporadicamente, caçando informações, e agora q tenho planos concretos de um trip pra conhecer a Serra da Mantiqueira (particularmente essa região do PNI) me cadastrei e essa é minha primeira participação.

Sobre esse percurso descrito por você, acha viável (e seguro) ser encarado por quem não conhece nada da região nem tem muito experiência em trilhas? E sobre o nível de dificuldade, muito pesado?

Minha (pouca) experiência em trilhas limita-se a pequenos percursos no litoral norte de SP e sul do RJ.

Li tb seu relato sobre acampar no topo da Pedra do Baú e tb me interessei.

No momento estou atrás de informações pra planejar a viagem provavelmente pro feriado de Tiradentes.

Já agradeço!

Abço!

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Valeu, Augusto!

Não sei ainda se faço as duas travessias, na verdade minha intenção é conhecer o PNI e passar o feriado (tiradentes e páscoa) na região. Caso achemos viável podemos até fazer.

Sobre sua recomendação de fazer a travessia de Serra Negra no sentido PNI-Maromba, é por ser mais fácil?

Qto ao transporte pra essa região (ônibus) é tranquilo?

Mais uma vez, obrigado!

 

Danilo.

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A travessia da Serra Negra, que se inicia lá no Rebouças e termina perto da Cachoeira do Escorrega em Maromba é longa, mas não é dificil. A trilha é demarcada. O trecho final é quase uma estrada.

 

Vc só terá de fazer a reserva dessa trilha direto no PNI. Tem de ter a autorização.

E p/ vc é uma boa porque aí vc já conhece o Abrigo Rebouças e uma parte do PNI.

 

Qto ao transporte, é um problema.

Muita gente tenta carona lá na Garganta do Registro, mas não é fácil.

O ideal é vc pegar um táxi em Itamonte mesmo.

Fazer no sentido contrario (iniciando em Maromba e terminar dentro do PNI) é mais complicado ainda porque aí vai ter depender de carona p/ sair de lá. Acho arriscado.

 

 

Abcs

 

 

 

Valeu, Augusto!

Não sei ainda se faço as duas travessias, na verdade minha intenção é conhecer o PNI e passar o feriado (tiradentes e páscoa) na região. Caso achemos viável podemos até fazer.

Sobre sua recomendação de fazer a travessia de Serra Negra no sentido PNI-Maromba, é por ser mais fácil?

Qto ao transporte pra essa região (ônibus) é tranquilo?

Mais uma vez, obrigado!

 

Danilo.

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Belo relato Augusto,

Tô precisando de umas informações de gastos: qto vc gastou para acesso ao parque e pernoites? Estou querendo fazer essas 2 trilhas agora na Páscoa, e estou querendo verificar os gastos...

Abs

Rodrigo

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Blz Rodrigo.

 

P/ a travessia da Serra Negra:

O pernoite na Vila de Maromba pode ser em camping, pousada ou até quartos de alguns moradores.

P/ a gente, como foram varios dias, a pousada onde ficamos fez um preço menor.

Saiu $42,00/pessoa em suite com lareira e café da manhã.

Ficamos na Pousada Aguas Claras, bem de frente p/ a Igreja da Praça de Maromba. Mas existem outras com valores menores e junto da praça mesmo.

Alguns moradores também oferecem suites de suas casas, a um valor bem baixo. Na Praça é bem facil encontrar quem aluga esses quartos.

 

Já o pernoite na Cabana Cabeceiras do Aiuruoca é de graça, já que o camping é em selvagem.

Mas o lugar é bem tranquilo e o terreno é bem plano e fica ao lado do Rio Aiuruoca.

 

E o pernoite antes de entrarmos no PNI foi às escondidas, já que a Pousada e Camping do Alsene fechou de vez.

Acampar ali é proibido hein. Se te pegarem é multa. Cuidado.

 

P/ a travessia Rui Braga:

P/ entrar no PNI tivemos que apresentar a autorização que conseguimos através do site do Parque. Eles enviam por e-mail e eu tinha levado uma cópia (pelo que eu vi, lá eles não tem controle de quem vai fazer a travessia)

Depois de entregar a autorização tivemos que pagar somente o valor do ingresso, já que não iriamos pernoitar no Rebouças (lá eles cobram).

O valor por dia está em $10,00/pessoa. Como iriamos ficar 2 dias fazendo essa travessia tivemos que pagar 2 dias, mas o PNI oferece desconto p/ quem ficar mais de 1 dia no PN.

O desconto é da seguinte forma: se for em dia da semana o desconto p/ o segundo dia chega a 90%, isto é, vc acaba pagando $1,00 por dia.

Já se for em fds e feriados o desconto é de 50%, pagando $5,00 a partir do segundo dia.

Então acabamos pagando somente $11,00 porque a travessia foi em um dia da semana.

O pernoite dentro do PN não é cobrado se vc estiver fazendo a trilha. Eles só cobram mesmo quem usa o Abrigo Rebouças.

Esses preços são de 2010 e creio que ainda continuam os mesmos.

 

É isso aí.

 

 

 

Abcs

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Mto obrigado pelas dicas Augusto.

Já mandei um e-mail pro Parque e estou aguardando retorno deles.

Abs

Rodrigo

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Se eles te deram muita canseira p/ responder, ligue lá na Adminstração do PN e fale com a Juliana.

Mas ligue em horario mais tranquilo. O telefone deles sempre dá ocupado.

 

 

 

Abcs

 

 

 

Mto obrigado pelas dicas Augusto.

Já mandei um e-mail pro Parque e estou aguardando retorno deles.

Abs

Rodrigo

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4º dia (14/07- Quarta-feira) – Início da Travessia Rui Braga até o Abrigo Macieiras

Fotos e mapas: http://agsts.multiply.com/photos/album/145/

 

 

Água pode ser encontrada atrás do Abrigo, seguindo por uma trilha de uns 50 mts.

Como já era nosso último dia, resolvi fazer toda a comida que eu tinha, até para não levar de volta (ainda deixei em um pequeno armário 2 miojos – os ratinhos agradeceram) e durante a noite também choveu, mas somente por algumas horas.

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Continua no 5º dia

 

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Provavelmente esses são os miojos. Estão lá, intactos. (foto tirada em 12/06/2011)

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E aí Daniel, blz?

Acho que são esses miojos mesmo. ::otemo::::otemo::::otemo::::otemo::::otemo::::otemo::::otemo::::otemo::::otemo::

Intervalo de quase 1 ano e ninguém mexeu? ::ahhhh::::ahhhh::::ahhhh::::ahhhh::::ahhhh::::ahhhh::::ahhhh::

Nem imaginava que eles ainda estivessem lá mesmo após todo esse tempo, senão teria batido uma foto.

Pensava que os ratinhos de lá iriam comer até a embalagem, mas não.

 

E passaram pelo Massenas também? Viram como tá o lugar?

E a parte do brejão?

Teve algum problema?

Tá escrevendo o relato?

E pelo jeito ninguém tá passando a muito tempo nessa travessia hein.

 

 

 

 

Abcs

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E passaram pelo Massenas também? Viram como tá o lugar?

***O grupo acampou no Massenas e passou pelo Macieiras. O que existe são as ruínas do abrigo. Essa travessia foi reaberta em 2007, até 2007 praticamente ninguem passava por lá. Houve um avanço, claro que devemos querer mais. Acredito que o ideal seria o PNI transformar as ruínas em abrigo.

 

E a parte do brejão?

Teve algum problema?

***No segundo dia, ou seja apó o Massenas estávamos certos que teríamos agua no mínimo até as canelas e a preocupação era não ficarmos atolados. Contornando daqui e dali foi possível não molhar os pés nos 2 dias e ninguém ficou "atolado". Dava pra ver que em muitos locais isso era possível.

 

Tá escrevendo o relato?

Um dia vou escrever algum relato com informações que possam ser útei a outras pessoas. Nesse caso você e o Sandro praticamente esgotaram o assunto, aí não dá rsrsr

Essa travessia é simples ... sai dali chega lá, não tem muito mistério. O que eu teria pra relatar ? Só sentimento, subjetividade total. Não consigo explicar pra mim mesmo como e porquê eu gostei tanto de ter feito essa travessia. Deve ser a impressão de um novato.

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Bem que o Parque poderia fazer uma pequena reforma (não precisa ser grandiosa) nas ruinas desses abrigos que existem nessas travessias e aí eu citaria o Massenas e o Macieira. E agora que estão p/ abrir oficialmente a Rebouças-Mauá, que passa pelo Rancho Caído, poderiam também construir algum nessa travessia.

O Rebouças é um bom exemplo disso, mas depender de ações de governo é esperar sentado p/ não se cansar.

 

Acho que um relato não é só informações, dicas, sentimentos. Cada pessoa tem uma maneira diferente de escrever.

Tem de contar as impressões, perrengues, problemas, essas coisas. Essa é a magia.

 

Depois que escrever o primeiro, vc vai ver que vale a pena.

 

 

Abcs

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Fala, Augusto!

 

Fiz essa travessia com um grupo em meados de maio/2011. Seu relato (e do Sandro) foram muito úteis para mim, pois tive uma idéia do tempo entre as referências. Já deixo aqui meu agradecimento ::cool:::'>

 

O que não bateu muito, pra mim, foi o tempo entre o Massena e o Macieiras (onde devemos ter levado mais de 3 horas, porém como estávamos em grupo a caminhada naturalmente era mais lenta).

 

Não conseguimos evitar o segundo charco (após o Massena) totalmente, e um dos integrantes atolou até a coxa. Só conseguiu sair comigo puxando, e mesmo assim o cara deve ter arejado todas as vértebras de tanto que o estiquei :lol:

 

Não me lembro de ter visto quaisquer ratinhos. Bivacamos no Massena, nem levei barraca - só um saco de dormir pra 0°C que foi suficiente. Ficamos na sala principal, numa parede ao lado da entrada, e como levei um pedaço de lona plástica de 3x4m (que aliás deixei lá para quem precisar) o assoalho não foi problema. Porém sem a lona é meio chato, está bem apodrecido e embora não ofereça riscos maiores, é bem fácil enroscar o saco de dormir ou mesmo os pés em alguma farpa.

 

A vossoroca me impressionou. Em um certo ponto, a trilha fica muito exposta e um passo errado é queda com certeza.

 

Enfim, disso tudo você sabe, então vou rasgar um pouco de seda em favor do pessoal do PNI.

 

Quinze dias depois que fiz a travessia eu retornei ao parque para uma estadia no Rebouças com alguns amigos. Nessa data tive oportunidade de conversar com o Luiz Coslope, que é o responsável pela parte alta (e por responsável entenda o cara que põe as mãos na massa). Ele comentou o que agora já é oficial, sobre reabertura de certas travessias. E também me disse que a Ruy Braga será recuperada (falando da trilha em si - quanto ao Massena e demais abrigos é uma incógnita, mas existe a intenção de recuperá-los sim). A vossoroca não tem remédio, não existe como aterrá-la. O que está nos planos é a construção de contenções e o desvio da trilha por um caminho mais afastado da erosão. Os charcos provavelmente terão algum tipo de ponte ou passarela, e os buracos nas canaletas do início da trilha (tem buraco que cabe uma pessoa com a mochila) também serão devidamente reparados. Pelo que ele me falou (e já havia lido no site do parque) essa é uma iniciativa conjunta com a Michelin. O GEAN também tem desempenhado papel importante na manutenção e reabertura das trilhas, porém não cheguei a conversar com o Luiz sobre isso - a informação que tenho a respeito deles é apenas o que consegui ler no site do parque.

 

Estou relatando isso apenas para enfatizar que, muitas vezes, metemos o pau em quem trabalha lá sem saber da missa a metade. Eu mesmo em momentos de raiva já reclamei muito da administração do parque, mas conhecendo melhor alguns funcionários, não posso deixar de admirar a força de vontade e o amor que eles têm ao parque. Claro que existem burocracias, faltam verbas, xingar Brasília não vai ajudar em nada (embora alivie nosso stress), nem tampouco encrencar com o pessoal de lá. O que podemos (devemos) fazer, é usar bem para não dar quaisquer motivos para que fechem as travessias novamente.

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Blz Alessandro.

 

Aquele trecho entre Massenas e Macieira depende de uma serie de fatores. A gente foi rapido porque não queriamos chegar no Macieiras no final da tarde. Não sabiamos como estava a trilha. Vai que começava a escurecer e nada de chegar lá não é?

Por isso fizemos em menos de 2 horas.

Ratinhos no massenas a gente não viu mesmo, mas como os 2 abrigos são parecidos, pensei isso.

Mas é uma boa noticia, já que com isso dá p/ fazer essa travessia só bivacando.

As voçorocas em todos os trechos dessa travessia estão ficando cada vez piores. Tomara que façam uma manutenção o mais breve possivel, pois se demorar mais ainda, com certeza teremos que seguir por desvios e isso eu não concordo.

 

Eu sou frequentador desse parque a uns 15 anos, qdo subi pela primeira vez o Agulhas Negras, então eu tive muitas decepções com o pessoal do PNI ao longo desses anos.

Lembro que todo fds tinha alguém perdido nas trilhas e o pessoal do PN tinha de ir atras.

E a época dos crachás coloridos? Coisa absurda.

Fora as inumeras promessas de reabrir essa ou aquela travessia.

Principalmente em gestões anteriores.

Só foi mudar um pouco a alguns anos atras, qdo uma nova direção assumiu.

Por isso que qqer melhoria ou promessa de fazer isso ou aqquilo eu estou sempre com um pé atras.

 

 

Abcs

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