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Leia aqui o relato original com fotos!¬†ūüď∑

 

Porto Covo é uma pequena vila do litoral alentejano na linha da magnífica Costa Vicentina, a menos de 2h de carro de Lisboa, no conselho de Sines. Um combo de cidadezinha charmosa com paisagens naturais incríveis!

A cidade em si é bem pequena, são basicamente umas três ruas principais e uma praça central. No verão, turistas e portugueses enchem as esplanadas dos cafés e restaurantes e as lojinhas praianas. As encantadoras casas típicas alentejanas, brancas com detalhes azuis, e a igrejinha no Largo Marquês de Pombal dão aquele ar aconchegante de interior.

Ficamos acampados no¬†Camping do Vizir, que √© bem pertinho do centro e tem uma super infra estrutura! Pra quem n√£o quiser ficar em barraca, h√° outras op√ß√Ķes como os bungalows. Os valores para campismo s√£o bem simp√°ticos e o lugar √© pet friendly!

Para comer indico o restaurante Taska do Xico, bem no centro. Ficamos na área externa por causa do Banoffe, mas há uma varanda interna com uma vista linda (e provavelmente bem disputada, talvez seja melhor reservar)! Provamos a feijoada de choco, deliciosa e bem temperada! Os preços são bem justos, especialmente se comparado à outros restaurantes da cidade.

Para o cafézinho vale conhecer a Gelataria e Cafetaria Marquês, bem ao lado da igreja. A área externa é agradável pra ficar vendo a vida passar, mas a decoração do lugar também é um charme! A especialidade doce da casa é o pastel de laranja, amêndoa e gila (um tipo de abóbora).

Muitas das praias são acessíveis a pé, entre elas a famosa Praia Grande. O nome talvez não seja o mais adequado, já que a extensão dela não é assim tão grande (o que eu particularmente prefiro), mas por ser uma das mais procuradas, é uma das praias que tem mais infra estrutura e consequentemente, que ficam mais cheias.

As praias vizinhas, delineadas pela encosta de falésias, são mais vazias e poéticas. Para ir de uma a outra há um caminho simples e plano, com paisagens que vão ficando mais lindas a cada quilometro percorrido por entre campos de suculentas e flores exóticas.

O acesso até as praias é feito através de escadinhas nas encostas. Só não se anime muito, apesar de lindas, o mar de azul profundo é gelado como a grande maioria das praias da costa portuguesa! Pode ser que a melhor pedida seja mesmo ficar pela areia.

No fim do dia escolha um cantinho bem em frente ao mar pra admirar o p√īr do sol perfeito!

Estar de carro (ou bicicleta) facilita no acesso à outras praias mais distantes, como a Praia da Ilha do Pessegueiro. A estradinha de acesso já revela ao longe a ilha que dá nome à praia. Não cheguei a conhecê-la mas durante o verão há travessias de barco até lá.

Achei a paisagem bem impactante! Meio¬†Irlanda, meio Star Wars!¬†‚̧ԳŹ

Se tiver mais de um dia, vale a pena esticar mais meia hora at√©¬†Vila Nova de Milfontes. O vilarejo √© t√£o fofo quanto¬†Porto Covo, mas as paisagens s√£o um pouco diferentes. A cidade √© banhada pelo¬†Rio Mira, que proporciona um pedacinho de √°guas l√≠mpidas e calmas ao p√© do Forte de S√£o Clemente. Do outro lado do rio, a Praia das Furnas se estende at√© a abertura para o Oceano Atl√Ęntico. Um bom lugar para ver tudo isso do alto √© a rotat√≥ria do Farol de Milfontes, onde tamb√©m fica a est√°tua do Arcanjo.

De lá se tem acesso a algumas praias mais voltadas para o lado do rio, mas fomos atraídos por um campo de flores no lado oposto, digno de fundo de tela do Windows, e acabamos descobrindo a Praia do Carreiro das Fazendas. Linda, enorme e vazia!

Essa é uma sugestão de roteiro para 2 dias pelas praias alentejanas, mas se tiver mais tempo, certamente vale a pena percorrer com mais calma a Costa Vicentina!

 

Leia aqui o relato original com fotos!¬†ūüď∑

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    • Por Mari D'Angelo
      Em 2012, quando viajamos para Portugal, decidimos alugar um carro e ir do Porto √† Lisboa conhecendo alguns lugares no caminho. A primeira parada foi a Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra, em seguida o Santu√°rio de Nossa Senhora de F√°tima (onde derramei litros e litros de l√°grimas!) e por √ļltimo o Pal√°cio Nacional da Pena, na vila de Sintra. Todos s√£o muito interessantes, mas meu encantamento pelo Pal√°cio todo colorido foi imediato e s√≥ aumentava a cada ambiente percorrido!
       

       
      O local √© na verdade um enorme parque com lagos e constru√ß√Ķes diversas espalhadas pela imensid√£o verde. Com muito pesar tivemos que renunciar a esse incr√≠vel passeio e ir direto ao topo da montanha, onde se encontra o pal√°cio. Como o tempo era muito curto, pois j√° estava quase no fim da tarde, subimos e descemos com o transfer (3‚ā¨).
       
      Ao chegar, pegue o √°udio-guia (3‚ā¨). Ouvir a hist√≥ria do local, como as pessoas viviam e o porqu√™ de cada detalhe faz toda a diferen√ßa na visita. Falando nisso, aqui vai um resuminho da hist√≥ria deste lugar fascinante.
       
      Antigamente, o topo da Serra de Sintra, abrigava uma capela em homenagem a Nossa Senhora da Pena, o lugar foi doado √† Ordem de S√£o Jer√≥nimo que construiu um convento de madeira. Algum tempo depois dois desastres naturais, um raio e um terremoto, destru√≠ram quase por completo o local, restando apenas uma parte da capela. No s√©culo XIX, Fernando II, conhecido como o Rei-Artista, adquiriu as ru√≠nas do convento com o intuito de reformar e transformar em ‚Äúcasa‚ÄĚ de veraneio. Para isso, contratou o Bar√£o von Eschwege, arquiteto alem√£o que j√° havia trabalhado para ele em outras ocasi√Ķes, depois de recusar os primeiros projetos, o rei aprovou o trabalho e inclusive participou da concep√ß√£o de algumas √°reas.
       
      Em 1853, a esposa do rei, Dona Maria II, morre em seu 11¬ļ parto. Ele casou-se novamente com a cantora l√≠rica e condessa Elisa Hendler e ap√≥s sua morte, em 1885, deixou o Pal√°cio como heran√ßa √† ela. Como o casamento dos dois nunca foi aprovado pela sociedade portuguesa, houve uma grande pol√™mica sobre os direitos do local, que a essa altura j√° era um monumento hist√≥rico. Ent√£o, Luis I, em nome do Estado portugu√™s, comprou a propriedade, deixando √† condessa apenas um chal√©, onde ela continuou residindo. O pal√°cio tornou-se ent√£o patrim√īnio nacional da Coroa Portuguesa. Outros membros da fam√≠lia real l√° se instalaram at√© a queda da monarquia. Depois disso, o lugar se transformou no museu que conhecemos hoje.
       
      A arquitetura do pal√°cio, encrostado em rochas, foi fundamentalmente rom√Ęntica, por√©m v√°rios estilos se misturam na constru√ß√£o, entre eles o medieval, o g√≥tico, o renascentista, o manuelino e o √°rabe. Misturas de padr√Ķes e texturas, azulejos diversos e cores vivas est√£o presentes em todo o monumento, dando um ar aconchegante √† cada canto do pal√°cio. Al√©m disso, seus detalhes est√£o carregados de simbologias.
       

       
       
      No pórtico de entrada, chamado de Arco dos Lagartos, 3 rosas abertas simbolizam o conhecimento. Já no interior do castelo, há o Pórtico do Tritão, alegoria muito rica em detalhes que representa a criação do mundo, trata-se de uma figura mística, meio homem meio peixe , concebida por D. Fernando II. Uma das partes mais interessantes do palácio!
       

       
      Dos terraços desnivelados temos vistas incríveis de toda a cidade e arredores, inclusive da muralha do Castelo dos Mouros.
       

       
      Outra área que merece toda a atenção é o Claustro Manuelino, parte original do antigo mosteiro. Meio surrealista, a área é toda revestida de azulejos hispano-árabes. Em seu centro, há uma taça em forma de concha sobre 3 tartarugas apoiadas em heras, os animais recordam que o caminho é lento e as plantas são o símbolo da eternidade.
       

       
      √Č poss√≠vel visitar alguns dos ambientes internos, como o sal√£o nobre, com motivos orientais e org√Ęnicos, a sala √°rabe toda pintada com afrescos, os quartos e a cozinha, onde est√£o expostos alguns dos utens√≠lios usados na √©poca. Mas n√£o √© permitido tirar fotos.
       
      O monumento n√£o est√° em perfeitas condi√ß√Ķes de conserva√ß√£o, mas seu estilo l√ļdico e colorido, t√£o diferente do que normalmente vemos em uma edifica√ß√£o da realeza europ√©ia, compensam a visita. Espero voltar um dia para poder explorar todo o entorno do pal√°cio e ainda conhecer a cidadezinha de Sintra, que dizem ser uma gra√ßa!
       
      Informa√ß√Ķes √ļteis:
       
      Site oficial: http://www.parquesdesintra.pt/parques-jardins-e-monumentos/parque-e-palacio-nacional-da-pena/
       
      Nele √© poss√≠vel simular o gasto total de acordo com a data, n√ļmero de pessoas e quais √°reas gostaria de visitar!
       
      Relato original e mais fotos aqui: http://www.queroirla.com.br/o-colorido-palacio-da-pena-em-sintra
    • Por Mari D'Angelo
      Relato original com fotos e mapa aqui: http://www.queroirla.com.br/porto-e-vila-nova-de-gaia-parte-i/
       

       
      DIA 1
       
      Em 2012, quando eu o Dan fizemos nossa primeira viagem internacional, a √ļltima parada foi Portugal. Decidimos incluir o pa√≠s no roteiro pois ele tem fam√≠lia por l√° e como s√≥ tinha lembran√ßas de pequeno, era hora de conhecer as origens!
       
      Começamos pela cidade do Porto, no norte de Portugal. Na verdade a família dele fica em Vila Nova de Gaia, que é um distrito do Porto, mas fica do outro lado do rio Douro. ficamos hospedados por lá também, no Ibis Budget Porto Gaia (que pagamos com pontos no cartão, como muitas coisas nessa viagem! =).
       
      J√° come√ßamos fazendo presepada, pegamos o √īnibus para o lado oposto do que dever√≠amos e quando vimos, chegamos na praia. Enfim, √© uma daquelas surpresas boas quando as coisas saem do planejado.
       
      Sorte nossa que os portugueses s√£o muito, extremamente simp√°ticos! Em toda a nossa estadia por l√° foram muito sol√≠citos quando ped√≠amos informa√ß√Ķes, quase que iam conosco at√© o lugar, eles s√£o todos uns fofos!
       
      Chegamos ent√£o ao Pavilh√£o Rosa Mota (ou Pavilh√£o dos Desportos) onde antigamente ficava o Pal√°cio de Cristal. Hoje o lugar √© rodeado por um jardim super agrad√°vel e bem cuidado, com uns pav√Ķes circulando, lindos azulejos e uma vista incr√≠vel!
       
      Continuamos a pé pelo centro até que vejo a Igreja dos Carmelitas, totalmente barroca (é bobo me animar com isso, afinal tudo em Portugal é dos Carmelitas, mas como minha vó, uma das pessoas que mais amei na minha vida, e que ainda sinto saudades depois de tantos anos sem, se chamava Carmelita, sempre vou adorar esses acasos da vida).
       
      Passamos pela Torre dos Clérigos, que faz parte da Igreja dos Clérigos e tem uma vista bem legal da cidade (claro que depois de subir aquelas escadinhas super esmagadas. Claustrofóbicos, fiquem longe!).
       
      Uma das coisas que mais me encantou por l√° foram os azulejos, √© realmente incr√≠vel o efeito de igrejas, pr√©dios e casas revestidos de azulejos azuis e brancos ou coloridos, pintados com cenas super elaboradas ou simplesmente padr√Ķes decorativos.
       
      A fome bateu e √≥bvio que fomos comer um bacalhau! Ali√°s, n√£o √© t√£o √≥bvio assim pois at√© pouco tempo atr√°s eu n√£o era nada f√£ da iguaria lusitana, mas gra√ßas a um almo√ßo da minha sogra pouco antes de ir viajar, mudei de opini√£o e pude aproveitar de verdade a experi√™ncia em Portugal! O melhor de comer por l√° √© que √© super barato! Vinho ent√£o nem se fala, perfeito pra n√≥s que adoramos comer. Para sobremesa tamb√©m optamos pelo cl√°ssico, pastel de bel√©m, e achamos muito melhor do que o ‚Äúoficial‚ÄĚ, em Lisboa.
       
      O pr√≥ximo ponto √© um dos lugares mais legais da cidade, a Livraria Lello e Irm√£o. A fachada em estilo neog√≥tico √© fant√°stica (s√≥ agora reparei na mo√ßa estragando minha foto) e o interior mais lindo ainda, todo de madeira, com escadas imponentes revestidas com um tapete vermelho‚Ķ Infelizmente n√£o era permitido tirar fotos, mas √© s√≥ dar uma olhadinha nas imagens do Google (aqui) que d√° pra ter uma no√ß√£o de como √© incr√≠vel o lugar. (Ah, e aqui outra coincid√™ncia, meu av√ī, marido da Carmelita, que agora voc√™s j√° conhecem, tinha o apelido de Lelo, e a livraria fica na Rua das Carmelitas! Muito amor n√©?).
       
      Caminhar pelo Porto √© uma del√≠cia, daqueles lugares que tem surpresas o tempo todo (pra mim uma viela, roupas coloridas penduradas ou casinhas azulejadas s√£o lindas surpresas). Tem seus ‚Äúdefeitos‚ÄĚ, claro, tem sujeira, tem coisa mal conservada, tem lugar feio‚Ķ mas realmente acho uma perda de tempo ficar se apegando a esse tipo de coisa ao conhecer uma nova cidade, todo lugar no mundo tem defeitos, cabe a cada um escolher se isso vai pesar mais que a parte positiva da viagem ou n√£o (momento desabafo).
       
      Já no fim da tarde seguimos pela Avenida dos Aliados, que é linda, cheia de prédio históricos e uma estátua equestre em homenagem à D. Pedro IV, até a Sé do Porto, um dos monumentos mais antigos de Portugal.
       
      A arquitetura da catedral √© uma mistura de estilos. Inicialmente o rom√Ęnico, percebido na estrutura geral do pr√©dio, mais comprido do que alto e sem muitas janelas, a heran√ßa g√≥tica √© vis√≠vel especialmente no p√°tio interno, cheio de arcos ogivais, e finalmente o barroco, que est√° presente em todo o interior, assim como em alguns detalhes da fachada. √Ä toda essa miscel√Ęnea se adicionam ainda imensos pain√©is em azulejo azul e branco e mais uma vista da cidade (sim, tem muitos lugares onde √© poss√≠vel ver essa cidade de cima rs!).
       
      Pra fechar o dia fomos finalmente conhecer a família portuguesa do namorado, mal entramos na rua, de taxi e uma das mulheres já veio correndo nos receber, disse que a tia-avó do Dan estava esperando ansiosíssima sentada em uma cadeirinha na calçada desde a hora em que ele ligou (umas 15h)! Não podíamos ter sido mais bem recebidos, todos estavam felizes demais em rever ou conhecer o parente brasileiro, ligaram pra todo mundo que morava perto ir lá nos dar um oi e até pra quem morava em outro país, pra contar que ele estava lá! Todos são super simpáticos e com um senso de humor muito peculiar dos portugueses, além disso não sabiam mais o que fazer pra nos agradar, era vinho, era bolinho de bacalhau… tudo maravilhoso! Fomos embora depois de levar uma bronca enorme porque estávamos num hotel e não ficamos lá rs, mas já prometemos que da próxima vez vamos nos redimir.
       

       
      DIA 2
       
      Nosso segundo dia pela terrinha começou com uma visita a Igreja de Santo Ildefonso. A fachada de azulejos azuis e brancos conta algumas passagens da vida do santo e no interior há uma mistura de estilos com destaque para o altar barroco.
       
      Bem pertinho de l√° fica a Esta√ß√£o ferrovi√°ria S√£o Bento, inaugurada em 1896. Ela √© toda forrada por dentro com pain√©is de azulejos com cenas hist√≥ricas portuguesas e padr√Ķes decorativos, maravilhoso! Pode parecer um pouco (ou muito) repetitivo falar tanto dos azulejos, mas √© irresist√≠vel, em Portugal eles est√£o por toda parte e √© justamente esse seu charme especial.
       
      Depois fomos nos perdendo até chegar na região do Palácio da Bolsa, um belo prédio rodeado por jardins super bem cuidados, não entramos mas o lugar é bem recomendado por quem já fez a visita.
       
      O pr√≥ximo ponto foi o Conjunto de S√£o Francisco, que conta com a Igreja da ordem terceira de S√£o Francisco, um dos melhores lugares para admirar a chamada talha dourada (t√©cnica de esculpir em madeira e revestir com ouro), junto com a Casa do Despacho, que funciona tamb√©m como um pequeno museu de arte sacra, e o Cemit√©rio Catacumbal, este √ļltimo um tanto perturbador, trata-se de um andar subterr√Ęneo com jazigos pela sala toda e ainda uma grade no ch√£o onde se v√™ um ‚Äúdep√≥sito de ossos‚Ä̂Ķ bem m√≥rbido!
       
      Pelo menos ao sair dá pra relaxar com uma linda vista do Douro, aquela região às margens do rio chama-se Ribeira, o que era a algum tempo atrás considerada uma área decadente, hoje é bastante turística e encanta os visitantes com suas ruelas e casas coloridas, é um dos pontos mais agradáveis pra sentar e comer um bolinho de bacalhau!
       
      Os simpáticos barquinhos lá ancorados serviam antigamente para o transporte de barris de vinho, já que do lado de Vila Nova de Gaia existem muitas caves de vinho do Porto (já chegaremos lá), mas se não me engano hoje a maioria serve como embarcação turística.
       
      Hora de conhecer o outro lado do rio, a regi√£o de Vila Nova de Gaia. A passagem principal entre os dois lados √© a magn√≠fica Ponte Luis I, projeto do engenheiro Th√©ophile Seyrig que j√° foi parceiro de Gustave Eiffel, respons√°vel pelo projeto da Torre Eiffel, da√≠ a semelhan√ßa entre as duas estruturas. A ponte, cart√£o postal da cidade, √© constitu√≠da por dois tabuleiros, um em cima, por onde passam metr√ī e pedestres e um em baixo, tamb√©m para uso de pedestres e de carros.
       
      Chegando √† outra margem do rio encaramos uma imensa subida para chegar at√© a cave da Graham‚Äôs. Tem v√°rias op√ß√Ķes por l√°, escolhemos essa pois era onde o tio do Dan trabalhava. A visita passa pelos enormes ton√©is, pelos barris, pelas caves‚Ķ tudo com explica√ß√£o do guia, e no final, a melhor parte, a degusta√ß√£o! E foi a√≠ que descobrimos que l√° eles tomam vinho do porto como um vinho normal, n√£o como um aperitivo ap√≥s a refei√ß√£o, como fazemos aqui!
       
      Pra finalizar o dia com mais uma vista linda da cidade, e tamb√©m descansar um pouquinho antes de ir jantar com a fam√≠lia do Dan, subimos at√© o Miradouro do Mosteiro da Serra do Pilar. √Č interessante observar o fragmento que sobrou das chamadas Muralhas Ferdinandas, constru√≠das no s√©culo XIV, quando o Porto estava em crescimento e precisava expandir a √°rea protegida da cidade.
       
      No dia seguinte alugamos um carro e seguimos para Lisboa, parando em Coimbra, F√°tima e Sintra, onde fica o maravilhoso Pal√°cio da Pena.
       
      Relato original com fotos e mapa aqui: http://www.queroirla.com.br/porto-e-vila-nova-de-gaia-parte-i/
    • Por Mari D'Angelo
      Relato original com fotos aqui: http://www.queroirla.com.br/brela-e-baska-voda-paraisos-escondidos-na-croacia/
       
      Brela e Baska Voda, uma do lado da outra, s√£o min√ļsculas cidadezinhas na Cro√°cia que escondem praias verdadeiramente paradis√≠acas banhadas pela imensid√£o azul do mar adri√°tico! Na verdade mesmo, n√£o havia nada pra fazer l√°, o √ļnico atrativo era uma ilhota de pedra com √°rvores no meio do mar que parecia incr√≠vel no Google Images (e que praticamente foi o motivo de escolhermos esse lugar t√£o fora do roteiro) e que ao vivo era bem menos pitoresca. Mas havia calmaria, simpatia sincera e cen√°rios que fazem meu cora√ß√£o palpitar at√© hoje, e o melhor, tudo isso s√≥ pra n√≥s dois, ou quase.
       
      Depois de passar pelas paisagens mais lindas das estradas croatas (fizemos praticamente a costa toda nessa viagem), chegamos em Baska Voda. Nosso ‚Äúhotel‚ÄĚ era na verdade era um flatzinho que os pr√≥prios moradores alugam (j√° falei um pouco sobre isso aqui no post de Split), o nome era Haus Bilic e reservamos pelo Booking.com. O lugar era grande e super aconchegante. Ali√°s, entrando na cidade j√° era poss√≠vel sentir o clima de aconchego que pairava por l√°. A mulher que veio nos receber era de uma simpatia extrema, deixou uma cestinha com bananas e ainda se ofereceu para lavar nossas roupas. Muito amor, muita simpatia!
       
      Como eu disse, n√£o havia muito o que fazer, foi um dia totalmente relax (o √ļnico, em uma intensa programa√ß√£o de 30 dias e aproximadamente 10 cidades) e foi maravilhoso! As vezes, t√£o bom quanto um dia cheio de novidades e cultura √© parar e simplesmente andar a toa, sentar nas pedras (l√° n√£o tem areia, s√£o praias de pedras), ouvir o mar e se sentir totalmente realizada, naquele momento n√£o queria estar em nenhum outro lugar al√©m daquele!
       
      Passamos pelo modesto porto, algumas lojinhas e uma estátua virada para o mar que ainda estou tentando buscar o significado. Andando pelas poucas ruas da cidade vimos muitos carros modelo Renault 4, muito comuns na época comunista, antes da antiga Iugoslávia se desmembrar em países separados, sendo um deles a Croácia.
       
      Antes do p√īr-do-sol pegamos o carro para ir at√© Brela e ver a tal pedra! Parece at√© mentira de t√£o po√©tica a paisagem que √≠amos tendo no caminho, as casas em frente a gigantes montanhas com seus topos encobertos por nuvens. O visual do sol se pondo ent√£o, foi espetacular! Ali√°s, a Cro√°cia est√° l√° em cima na minha lista de pores-do-sol maravilhosos!
       
      Voltando para Baska Voda, j√° de noite, observamos um caixa eletr√īnico no meio do ‚Äúcal√ßad√£o‚ÄĚ, √© engra√ßado pra n√≥s que estamos sempre preocupados com seguran√ßa a ideia de tirar dinheiro assim, t√£o ‚Äúabertamente‚Ä̂Ķ √© outro modo de viver!
       
      Pra terminar nosso day-off da viagem do melhor jeito possível paramos num restaurantezinho pra tomar uma cerveja e comer os melhores cogumelos-recheadinhos-de-queijo-sobre-arroz do mundo! (não faço ideia do nome desse prato e também nunca mais achei igual em outro lugar, mas era divino). O Dan foi de carne de porco com fritas, bem tradicional por lá.
       
      E assim foi um dia pacato, numa cidade pequena e totalmente desconhecida do qual n√£o vamos nos esquecer jamais.
    • Por Mari D'Angelo
      Relato original e mais fotos aqui: http://www.queroirla.com.br/as-incriveis-falesias-de-etretat/
      Tenho uma verdadeira atra√ß√£o por lugares paradis√≠acos (quem n√£o, n√©?), assim que coloco o nome de um desses lugares no Google Images, j√° sei que n√£o vou sossegar at√© conhec√™-lo pessoalmente! √Č verdade que essa lista √© muito maior na coluna de ‚Äúquero ir‚ÄĚ do que na de ‚Äúj√° fui‚ÄĚ, mas √© meu objetivo mudar isso ao longo da vida.
      E foi assim que decidimos conhecer¬†√Čtretat! A pequena cidade litor√Ęnea fica na regi√£o da¬†Alta-Normandia, no norte da¬†Fran√ßa. O mais comum para chegar √† partir de¬†Paris¬†√© pegar o trem (aproximadamente 2h30) at√© √† cidade portu√°ria de Le Havre e de l√° um √īnibus at√©¬†√Čtretat.
      Ao chegar descobrimos que o √īnibus demoraria quase 1h pra sair e n√£o t√≠nhamos tanto tempo assim, pois era s√≥ um bate-volta. Fomos ent√£o ver o valor da corrida de taxi. N√£o t√≠nhamos muita no√ß√£o da dist√Ęncia mas sab√≠amos que n√£o era t√£o longe.
      Aqui come√ßa um epis√≥dio c√īmico, se n√£o tivesse sido t√£o deprimente e despendioso no dia! N√£o me lembro o motivo, mas negociamos o pre√ßo em ingl√™s. Eu o ouvi dizendo¬†sixteen,¬†e achando um bom valor, entramos no carro. Quando o tax√≠metro passava dos 20‚ā¨, ¬†comecei a ficar brava, achando que o taxista tinha nos enganado, quando chegou a 30‚ā¨ e ele nos mostrava feliz e tranquilo as vaquinhas na estrada, comecei a perceber que tinha algo errado‚Ķ sempre tive problemas em diferenciar o som do¬†sixteen e¬†do¬†sixty!
      Resumindo, gastamos 60‚ā¨ em alguns minutos de carro! Ao chegar no t√£o sonhado destino, s√≥ conseguia chorar de desespero pela minha estupidez. Enfim, acontece!
      Passado o choque, olhei para a incr√≠vel paisagem √† minha frente e vi que mesmo assim, o dia seria maravilhoso! A praia de¬†√Čtretat¬†√© de pedras, como em grande parte da Europa, o mar em tons de azul e verde √© cercado pelas enormes fal√©sias brancas de calc√°rio, que s√£o as atra√ß√Ķes principais do lugar.
      Com a mar√© baixa √© poss√≠vel entrar em uma de suas grutas e ter uma vista diferente, ‚Äúde dentro‚ÄĚ do mar, por√©m o respons√°vel por este local √© bem enf√°tico ao pedir para as pessoas se retirarem quando chega o hor√°rio de a mar√© subir. H√° inclusive uma placa dizendo que na parte superior da ‚Äúcaverna‚ÄĚ √© seguro, e que caso voc√™ esteja l√° dentro √© necess√°rio esperar ali at√© a mar√© baixar para descer.
      Um calçadão (se é que se pode usar no superlativo) separa a praia da cidade, e liga as duas subidas para caminhar por cima das falésias. Começamos pela da esquerda, a falaise d’Amont. Certa vez o escritor francês Guy de Maupassant a comparou a um elefante molhando a tromba no mar, e depois de vê-lo, fica difícil enxergar outra coisa!
      A vista quase completa de todo aquele conjunto natural com a pequenina cidade de √Čtretat no meio √© magn√≠fica! A caminhada √© longa, mas com tantas paradas para admirar o visual, n√£o fica t√£o cansativo.
      De volta à base, passamos no mercado para fazer um lanchinho rápido e continuar. Se tiver com tempo (e gostar), a especialidade da região são as ostras. Para os mais básicos, a gallete (uma variação do crepe) também é muito tradicional.
      A falaise d’Aval, do lado direito da praia, é menos extensa. Depois de uma subida íngreme e cansativa, avista-se a charmosa capela de Notre-Dame de la Garde, toda de pedra! Ela foi destruída durante a 2ª Guerra mundial e reconstruída em 1950.
      Atr√°s dela um monumento homenageia os aviadores Nungesser e Coli, os primeiros a tentar cruzar o oceano atl√Ęntico norte.
      √Čtretat, que j√° foi uma vila de pescadores, √© hoje destino comum dos parisienses nas f√©rias de ver√£o. Al√©m da natureza exuberante, o conjunto de casinhas de madeira no centro da cidade parece ter sa√≠do de um cen√°rio de filme.
      Tenho certeza que esse foi um dos melhores bate-volta que j√° fiz na vida! E garanto que Monet concordaria comigo, ele era um grande f√£ de¬†√Čtretat¬†e a retratou em diversos quadros, como esses das imagens abaixo.
      No site oficial h√° informa√ß√Ķes sobre as atra√ß√Ķes, assim como hospedagem e alimenta√ß√£o:¬†www.etretat.net
      Relato original e mais fotos aqui: http://www.queroirla.com.br/as-incriveis-falesias-de-etretat/
    • Por ALIRIO GABRIEL
      OL√Ā, MEU PASSAPORTE FORA CARIMBADO NO DIA 08-10-19 (MADRID), ATUALMENTE ESTOU EM PORTUGAL, POR√ČM SURGIU UMA OPORTUNIDADE RELACIONADA A UMA VIAGEM PARA PARTICIPAR DE UM EVENTO EM MO√áAMBIQUE, EVENTE ESTE COM DURACAO DE 4 DIAS, NO ENTANTO PRETENDO VOLTAR PARA PORTUGAL. MEU VISTO √Č DE TURISMO (90 DIAS). ISTO √Č POSS√ćVEL OU O CARIMBO √Č DE ENTRADA UNICA¬†? ¬†

      (MEU CARIMBO TEM A DATA E EM SEGUIDA UM PEQUENO ESPACAMENTO COM UMA NUMERAÇÃO 07)


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