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Ps2: descobri agora que no caminho para Nuremberg, pararemos em Copenhagen, Dinamarca. Que viagem. Esse flixbus é uma maravilha, tem poltronas confortáveis,  luz individual, tomada, banheiro e wifi.

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Sucede que Copenhagen era o destino final do ônibus e não uma parada no caminho, falha nossa.

Cheguei em Nuremberg e comemorei pelo hostel ser porta com porta com a rodoviária. No entanto, ao entrar no quarto meia noite ja me bateu a vontade de ir embora. Luzes acesas e todo mundo acordado. O quarto parecia um MANGUE. E pra piorar não tinha locker debaixo da minha cama. Eu pedi pra me mudarem de quarto,  mas no outro também não tinha.

Ja tava decidido a vagar pelas ruas de Nuremberg atrás de um hostel com lockers, mas fui convencido a ficar esta noite e resolver amanhã. O hostel é descolado, muito bem localizado mas sem locker é complicado

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Eu já perdi a conta de quantas conversas significativas tive com pessoas totalmente estranhas. Conversas com Yafit,  a canadense; com Isabela outra canadense que conheci no meio da praça em Barcelona; com Latifa, uma médica marroquina de 45 anos, oncologista, numa mureta do castelo de Montjuic; com Katherine, médica grega no trem do aero de Munich para a ZOB; com Nelson, um alemão que falava um pouco de português,  no ônibus a caminho de Nuremberg; com René, um El Salvadorenho que mora em Los Angeles atualmente e é meu colega de quarto aqui em Nuremberg. 

As pessoas e as conversas dessa viagem estão me transformando. Algumas delas vão ser "single serving friends" (Clube da Luta), mas que em nada tem a sua importância diminuída. Elas vem, preenchem e vão embora. Mas deixam valiosas lições. René, depois de uma longa conversa disse o seguinte para mim:

"Você escolheu o melhor meu amigo. Sabe por quê? Você escolheu ser amigo de Deus. Esses advogados Mickey Mouse por aí,  que ganham milhões e milhões não são amigos das pessoas. Não queira ter milhões,  fama, nada disso. Queira ser apenas você.  Seja apenas você"

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bate bola rápido 

Café da manhã reforçado em Nuremberg e saída pra Praga às 12:15. Chegada às 16:15. Gastos do dia: um sanduíche grande comprado na rodoviária para comer durante a viagem por 3.8 euros, já que todos os mercados de Nuremberg estavam fechados por ser domingo. Checkin feito em Praga, comprei um ticket de trem por 1 euro numa loja vietnamita, mais caro, mas tinha que chegar logo na loja de câmbio Exchange antes que fechasse. Troquei 30 euros, deu 756 Czk. Passei no mercado Billa e comprei a janta por 29.9 Czk ou apx 1.16 E.

Gastos do dia: 3.8 e + 1 e + 1.16 e = 5.96 euros.20191006_201020.thumb.jpg.a7ee173822c8fe82555f2c10ec12639c.jpg

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Não tive uma boa primeira impressão de Praga.. Talvez por ter criado muita expectativa.  A cidade é insanamente abarrotada de turistas, 80% chineses que saem com o celular na mão parecendo uns doidos filmando tudo torto. Em cada esquina aparecem grupos com até umas 300 pessoas. Todo e qualquer ponto turístico da cidade vai estar lotado, ficando difícil até para andar.  Mas amanhã será um novo dia e espero que role um sentimento por essa cidade. Vou procurar sair em horários alternativos.

Gastos do dia: 1 pacote de pão integral, chá 1.5L, queijo, presunto e cookies 126 Czk; Adaptador universal de tomada 100 Czk; Pizza 69.9 Czk; talheres plásticos  2 Czk; 2 tickets de transp público 48 czk. Aproximadamente 13.5 euros.20191007_122846.thumb.jpg.1851246f3c240b921ce5ecfa7f1d12d5.jpg20191007_151355.thumb.jpg.1a9e2bd2346113b3f45daeea350b91eb.jpg20191007_144039.thumb.jpg.2421f6653db2622d500eb46bf2a79b1c.jpg20191007_124947.thumb.jpg.f6fe2be2742c1498027879c2c84d08d5.jpg20191007_140217.thumb.jpg.1634bba8ad0dbad0ad849f578f153032.jpg20191007_144246.thumb.jpg.22a30df38703ec02da2182c92c118f02.jpg20191007_131648.thumb.jpg.0cd6621f4661ec6269d53e813e1bc38f.jpg20191007_134048.thumb.jpg.f92d25739bd3ed81f8b3e12eb6b4b0da.jpg20191007_132851.thumb.jpg.321357579a49215f583d733766234a1d.jpg20191007_122021.thumb.jpg.aa186e5946244bbcac9d009b1129775a.jpg20191007_122021.thumb.jpg.aa186e5946244bbcac9d009b1129775a.jpg20191007_121912.thumb.jpg.6e401d63df666d8c27b7fe4d87cdd5d0.jpg20191007_143231.thumb.jpg.a806833ee0d40bfd93d920ac0270b83b.jpg20191007_132407.thumb.jpg.e9de6e98ead913c37b26824635ed8227.jpg20191007_121527.thumb.jpg.5ccaa6b23ea184289a88b0f105b85013.jpg20191007_132154.thumb.jpg.3ad6a871790a0ad543693db87d3ff2ef.jpg

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15 horas atrás, Carlos FD disse:

A cidade é insanamente abarrotada de turistas, 80% chineses que saem com o celular na mão parecendo uns doidos filmando tudo torto.

Isso, e pessoas que ficam assediando a gente, são as coisas que mais me irritam! Talvez por isso eu esteja escolhendo destinos meio do mato ultimamente. Em Barcelona, no Camp Nou, um chinês entrou na minha foto super de boas... o mesmo no Palácio da Pena em Sintra, Portugal...

No túmulo da Evita em Buenos Aires eles pareciam formigas, passavam sem nem olhar, só batendo foto!

SO-CO-RRO! ::lol4::::lol4::::lol4::::lol4::

 

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Em 08/10/2019 em 14:31, Juliana Champi disse:

pareciam formigas, passavam sem nem olhar, só batendo foto!

É exatamente assim! Eles não param pra admirar as coisas, simplesmente passam rápido!

Bom, ontem foi um novo dia, e com ele uma chuva que GLÓRIA A DEUXX esvaziou um pouco a cidade. Pelo menos pra mim a vibe mudou completamente.  Eu simplesmente comprei um passe de 24h e saí sem roteiro. Eu tava puto no dia anterior, pra falar a verdade, pelo fato de não ter visto as duas coisas mais relevantes pra mim: o cemitério judeu e a John Lennon Wall. Cobrar para entrar nas sinagogas eu até entendo, mas cobrar pela entrada no cemitério? Pra mim não rola. Se querem preservar a paz e a espiritualidade, simplesmente não permitam a entrada de pessoas que não guardam relação direta com os mortos dali. Agora fazer dinheiro com isso? Me recusei a ir.

O muro de Jhon Lennon ta todo coberto, a foto que tirei é da única parte visível. 

Ontem acabei vendo muita coisa legal, inclusive a Universidade em que Einstein deu algumas aulas:

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Fiz uma boa amizade aqui, Pedro, da Venezuela, que ta morando em Amsterdam. Era o último dia dele em Praga e resolvemos ir jantar num bar-restaurante. No caminho, Pedro comprou o ticket dele dentro do bondinho, usando um cartão de crédito. Tivemos que pegar o metrô, ocasião em que um fiscal solicitou nossos tickets (se você estiver com celular na mão vai ser abordado, ctz). Mostrei o meu, ok. Quando Pedro mostrou o dele, o fiscal apontou que na verdade ele tinha comprado um ticket de criança, que custava 12 czk ao invés dos 24. Não teve jeito, pediu o passaporte e aplicou a multa de 800 czk (+- 35 euros). 

O curioso é que ele recebe o dinheiro e não te dá nenhum comprovante de pagamento, nem registra em nenhum lugar a operação.  Haha. 

Fomos no Kantýna e a comida é sensacional, assim como a cerveja. Comi feito um condenado e paguei 438 czk, apx 16 euros. Vale cada centavo.

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    • Por Mari D'Angelo
      Visitar Barcelona é, entre outras coisas, imergir profundamente no mundo colorido e orgânico de Gaudí. O arquiteto catalão nasceu em Reus e passou a maior parte de sua vida em Barcelona, onde deixou um grande legado de obras modernistas, sempre inspiradas em elementos encontrados na natureza. Suas técnicas normalmente fugiam do convencional para época, como por exemplo o uso da maquete invertida em que ele utilizava correntes e cordas com pesos nas pontas e através de um espelho via a imagem invertida. Além é claro, dos mosaicos coloridos feitos com fragmentos de cerâmica ou vidro, sua marca registrada.
       
      A casa Batlló, patrimônio mundial da UNESCO, foi algo que me deixou perplexa, nem com toda pesquisa feita antes de ir pra lá imaginava que pudesse ser algo tão incrível! É caro, muito caro (21,50€) e talvez isso faça muita gente desistir, mas sinceramente recomendo guardar uns eurinhos a mais e ter essa experiência.
       
      PS. A casa é tão incrível que serviu de inspiração para os cenários do Castelo Rá-tim-bum!
       

       
      O edifício construído em 1877 fica no bairro modernista de Barcelona, no Passeo de Grácia, uma das avenidas mais famosas da cidade. Foi reformado por Gaudí entre 1904 e 1906 a pedido do proprietário, Don José Battló Casanovas. A princípio a ideia era demolir todo o prédio e recomeçar do zero, mas no fim acabou sendo “apenas” uma reforma. Há vários mistérios em relação aos simbolismos utilizados pelo arquiteto, a teoria mais famosa é de que o telhado, com suas escamas coloridas representa um dragão, que ao lado da cruz, homenageia São Jorge. Os balcões da fachada tem formatos que se assemelham à crânios, e por isso o conjunto ganhou o apelido de “casa dos ossos”.
       
      Fomos em uma chuvosa e fria noite de novembro e tivemos que encarar uma pequena fila (mas é possível comprar pela internet, o que não fizemos!). Ao entrar você recebe um áudio-guia que faz toda a diferença na visita, dê o play e viaje com as explicações e ambientações de cada cantinho da casa.
       
      A visita começa no térreo, onde já é possível perceber que Gaudí se inspirou totalmente nos elementos marítimos e nas características de diversos animais. Não há um elemento reto na casa, desde os objetos até as paredes cuja textura lembra escamas de peixe. O corrimão da escada de carvalho que leva ao andar nobre sugere a espinha dorsal de um grande animal. Os vasos são peças de Pujol I Bausis ceramista.
       

       
      As portas e janelas, todas com formatos orgânicos, são feitas de madeira e vidro, sendo a parte de cima ornamentada com vitrais coloridos que dão um efeito incrível. Gaudí se preocupou muito para que a casa recebesse bastante iluminação natural, para isso fez aberturas estratégicas em alguns locais e trabalhou as portas com vidros foscos, para que a luz passasse de um ambiente para outro sem perder a privacidade.
       
      No andar principal há uma curiosa lareira em cerâmica com formato de cogumelo que foi contruída onde antes era o escritório. José Battló pediu que ela tivesse bancos confortáveis para que a família desfrutasse do espaço em dias frios.
       

       
      O salão principal é uma das partes mais interessantes, o teto, todo retorcido, sugere o movimento da água e o lustre central simboliza uma água-viva. A enorme janela tem vista para a badalada avenida. Pensando na questão do arejamento, Gaudí criou um esquema simples e genial de abertura de ventosas localizadas abaixo das portas para entrada regulada do ar (quase que como um ar condicionado da época).
       

       
      No pátio externo há uma fonte e um colorido jardim de cerâmica, feito com as sobras da fachada. Mas como estava chovendo bastante, não conseguimos aproveitar muito as partes externas da casa.
       
      O pátio interno é todo coberto por azulejos em diferentes tonalidades de azul, com tons mais claros nos andares baixos, onde há menos entrada da luz e tons mais escuros nos andares altos, além disso as janelas também seguem esse conceito, sendo maiores nos andares inferiores e menores nos superiores. Neste local é possível perceber totalmente a inspiração de Gaudí nos ambientes marinhos, vidros irregulares dão a sensação de estar embaixo d’água.
       

       
      No último andar, chamado de águas furtadas, todas as paredes tem uma coloração verde água, os arcos parabólicos catenários que sustentam o terraço tem o formato de costelas e projeções representam o que funcionava nos locais. No fim, um vídeo bastante lúdico mostra todo o encanto da casa que acabamos de visitar.
       

       
      No terraço há um conjunto de chaminés decoradas com mosaicos de cerâmica e o suposto dragão.
       
      Além de todo o trabalho estético e arquitetônico, Gaudí também desenhou a fonte usada nos números das portas, projetou detalhes como as maçanetas (que eram feitas para encaixar anatomicamente na mão) e criou diversos móveis, como estas cadeiras expostas no fim da visita.
       

       
      Dicas úteis:
       
      Site oficial: http://www.casabatllo.es
       
      Valor: Adulto 21,50€ | Estudante 18,50€ | Crianças -7 anos não pagam (outros valores no site)
       
      Horário: Todos os dias, das 09:00 às 21:00 (Entrada até as 20:00)
       
      Relato original e mais fotos aqui: http://www.queroirla.com.br/por-dentro-da-surreal-casa-battlo-de-gaudi/
    • Por Mari D'Angelo
      Viajamos para Amsterdam nos primeiros dias do verão europeu, mas acho que esqueceram de avisar São Pedro, o frio estava congelante! Não que isso tenha estragado o fim de semana, a cidade das bikes é maravilhosa, chova ou faça sol, dá pra aproveitar! Aliás, é super comum ver as mães e pais carregando seus filhos pequenos na bicicleta mesmo em dias de chuva.
       
      Chegamos no fim da tarde meio perdidos e descemos do ônibus no ponto errado, que para nossa sorte era exatamente na Praça dos museus (ou Museumplein), onde fica o Museu nacional e a famosa escultura I Amsterdam. O lugar é lindo, até em dias cinzentos como aquele. O grande lago com algumas esculturas contemporâneas completa o charme.
       

       
      Decidimos ir direto ao Museu Van Gogh, que não é barato, mas é maravilhoso! Obrigatório para os amantes da arte. Logo ao chegarmos, uma banda começou a tocar no hall principal. Uma banda dentro de um museu, adorei! As obras estão dispostas em ordem cronológica, o que é muito interessante pra ir acompanhando as diversas fases da vida do pintor holandês. Além dos quadros há também desenhos, rascunhos e uma parte muito interessante onde é possível através de microscópios ver as espessas camadas de tintas utilizadas pelo artista. só tivemos 2 horas antes do museu fechar, mas dá pra “perder” horas lá dentro!
       

       
      Fomos a pé para o hostel admirando os canais, as floreiras nas pontes e toda a peculiar arquitetura dos prédinhos holandeses. Mas em pouco tempo de caminhada já deu pra perceber que quem manda na cidade são as bikes! Se você está a pé tem que prestar muita atenção pra não ser atropelado por uma delas.
       

       
      Sobre o hostel, a dica é: Não fique lá! A hospedagem em Amsterdam é bem cara e pelo que vi não há muitas opções (viáveis) interessantes. Na minha pesquisa pelo melhor custo-benefício (mais custo na verdade rs) encontrei o Hansbrinker, eles se auto-intitulam como o pior hotel do mundo e fazem campanhas bem-humoradas confirmando isso, mas, achei que era mais uma jogada de marketing, que não seria tão ruim assim e de qualquer forma, era um dos mais baratos mesmo, então ficamos com ele. Me arrependi! Na chegada nos deparamos com uma fila enorme para o check-in, uma multidão entrando e saindo sem o menor critério, barulho a noite toda e o atendimento era bem razoável. Talvez seja um sinal de que estou ficando velha, mas enfim, não recomendo! (ps. pelo menos a localização era boa!).
       
      À noite saímos sem rumo e acabamos na Rembrandtplein, seu nome homenageia o pintor Rembrandt, assim como uma grande estátua no centro da praça. Na frente dela há um conjunto escultural representando um de seus quadros, “A ronda noturna”. A grande praça é cercada por vários bares, restaurantes, casas noturnas e claro, coffe-shops. Amsterdam, apesar (ou exatamente por isso) de ser uma cidade liberal em relação às drogas (leves, é bom especificar) e sexualidade, funciona muito bem e é bastante segura.
       

       
      No dia seguinte começamos pela Casa de Anne Frank, enfrentamos uma enorme fila no frio e na chuva, mas valeu a pena! Li “O diário de Anne Frank” há muito tempo e foi algo que me marcou muito. Entrar nos pequenos aposentos onde se escondia toda uma família e ver as condições em que eles sobreviviam é realmente muito triste. No fim há um depoimento do pai dela, único sobrevivente da família e responsável por publicar o diário da filha após a guerra. É impossível não sair com lágrimas no olhos!
       

       
      Seguimos pela mais antiga praça da cidade, a Dam Square, onde entre outras coisas fica o obelisco em homenagem aos soldados mortos na 2ª guerra mundial e o famoso Madame Tussauds (e uma multidão de turistas e locais).
       
      A Fábrica da Heineken (ou Heineken experience) é parada obrigatória, mesmo pra quem não é tão apreciador de cerveja. Começa contando um pouco a história da marca com garrafas e rótulos antigos, depois uma breve explicação sobre os elementos principais e uma visita à sala dos enormes caldeirões. Há ainda uma criativa sala de cinema onde eles prometem te transformar em uma cerveja, e não é mentira Mas a parte mais legal é no fim, onde há a degustação de algumas rodadas de cerveja e uma sala interativa toda futurista. Vale a pena passar na lojinha, as coisas são caras mas as promoções são boas! Comprei um pack com 4 long necks com embalagens comemorativas por 5 euros!
       

       
      À noite fomos até o Red light district, estava curiosíssima pra conhecer essa tão falada região! A conclusão é que é exatamente como falam, vitrines ao longo de todo o canal e das ruas próximas com mulheres (das mais variadas belezas e feiuras) de lingerie ou biquini tentando atrair seus “clientes” e várias casas eróticas de shows de todo o tipo (segundo os cartazes, não me aventurei! Rsrsrs). Os neons nas fachadas criam o clima, mais ou menos como no baixo Augusta em São Paulo. Mas, apesar do “conteúdo adulto”, haviam muitas famílias, homens e mulheres de todas as idades, acho que hoje já se tornou mais um ponto turístico, algo que as pessoas tem curiosidade de ver. Ah, nem tente tirar fotos das moças, além de ser proibido, elas percebem mesmo de longe e se escondem.
       

       
      No último dia fomos até o Vondel Park, que é o mais famoso da cidade. Para nossa sorte, estava tendo uma apresentação musical meio alternativa e paramos um pouco pra ouvir, uma delícia! O legal foi ver no fim do show, todo mundo guardando as cadeiras em que estavam sentados.
       

       
      Sem tempo pra mais muita coisa, apelamos para o tradicional Mc Donald’s e seguimos para o aeroporto, com mais algumas lembranças na mala.
       
      Texto original e mais fotos aqui: http://www.queroirla.com.br/pelos-canais-de-amsterdam/ =)
    • Por Mari D'Angelo
      Post original com fotos e mapas: http://www.queroirla.com.br/roteiro-londres-5-dias/
       
      Londres é do tipo de cidade que tem tanta coisa pra ver e fazer que acho que só morando lá seja possível conhecer tudo (e talvez nem assim)! Bom, eu, o Dan e uns amigos tínhamos apenas 5 dias, sendo um deles reservado para um bate-volta à Liverpool, então foi necessário definir prioridades e se contentar em conhecer “só″ os principais pontos (como se isso fosse pouco em Londres rs). Queria muito ter conhecido um dos incríveis museus da cidade (muitos inclusive são de graça), mas realmente o tempo era curto, ficou pra uma próxima vez.
       
      Ficamos hospedados no Gallery Hyde Park Hostel, não foi exatamente barato, isso aliás é bem difícil em Londres, mas tem um bom custo benefício pois fica numa região legal, bem perto do metrô e do Hyde Park, tem um café da manhã ok e é bastante limpo e tranquilo.
       
      Para nos deslocarmos por lá optamos por usar o Oyster, cartão do metrô que você define as zonas em que quer andar e se devolver quando acabar o uso recebe 5 libras de volta. Compramos na estação de trem mas imagino que seja possível em qualquer estação do metrô também.
       
       
      Dia 1
       
      Até desembarcar, pegar o trem do aeroporto para o centro de Londres e fazer check-in no hostel já era quase noite, então atacamos uma pizza deliciosa (o que é raro fora de São Paulo, bairrismo a parte) e já fomos logo para o cartão postal da cidade, o Big Ben! Ele faz parte do maravilhoso conjunto arquitetônico neogótico do Parlamento Britânico ou Palácio de Westminster. Na verdade, o nome Big Ben refere-se somente ao sino que se encontra dentro da Torre do Relógio, mas hoje em dia quase não há como chamá-lo de outra forma. Em seguida passamos para dar uma olhada na Abadia de Westminster, outro exemplar da arquitetura neogótica.
       
      Atravessando o Rio Tâmisa tem-se uma vista maravilhosa do Parlamento completo, vale a pena dar uma paradinha antes de chegar ao próximo e último ponto do dia, a London Eye! Ela é uma roda gigante enorme com capsulas envidraçadas super modernas para ver a cidade de todos os lados. Também não é barato, mas realmente vale a pena! Em conjunto com ela há um filme 3D com imagens da capital inglesa, mas ai já não é algo tão especial.
       
       
      Dia 2
       
      Esse dia foi inteirinho dedicado à Liverpool e aos Beatles, claro!
       
       
      Dia 3
       
      Começamos esse dia cinzento, bem clichê de Londres, visitando a Tower Bridge. Ela é linda por fora e por dentro oferece vista para um lado mais moderninho da cidade além de uma área expositória simulando a “casa das máquinas”, mas honestamente, acho que dá pra gastar esse tempo e principalmente o dinheiro em outros lugares mais interessantes. Ah, a lojinha de souvenirs tem coisas muito lindas, me apaixonei por tudo!
       
      Saindo de lá fomos presenteados com um céu azul lindo e aproveitamos para ir até a Abbey Road, a rua com o Abbey Road Studios e a faixa de pedestres mais conhecida do mundo! Ela se tornou tão turística por causa do disco homônimo dos Beatles, que ficam uns “profissionais” por lá caso você queira desembolsar 10 libras pra tirar a foto atravessando (tem que tirar, né!) e imprimir na hora pra você ou 3 libras se quiser que ele só tire a foto com a sua máquina mesmo. O estúdio mantém uma câmera gravando a faixa 24h por dia e disponibiliza um link caso você queira ver sua travessia, é simpático da parte deles!
       
      Atenção para a pegadinha, a faixa de pedestres e o estúdio ficam na estação St. John’s Wood do metrô e não na estação Abbey Road, que fica bem mais distante.
       
      Em seguida descemos na estação Baker Street, que homenageia Sherlock Holmes. Em uma rua próxima há também o museu que dizem recriar o ambiente da casa do detetive e seu assistente Watson, como não sou fã (na verdade nunca li nenhum dos livros) fui só dar uma olhadinha na loja ao lado do museu por curiosidade.
      A fome bateu em todo mundo e fomos provar o tão falado fish & ships, especialidade londrina! Não foi a melhor coisa do mundo mas ok! Naquele restaurante aprendi que pra pedir um chá gelado em Londres é preciso ser bem específico, acabei almoçando com uma xícara de chá quentinho hahaha.
       
      A próxima parada foi a Picadilly Circus, uma praça com estilo meio Champs Elysées meio Quinta Avenida de onde saem algumas ruas super movimentadas. Muitas lojas, muita gente, e como era natal, um globo de neve gigante como decoração (amo natal, amo decoração de natal e coleciono globos de neve dos lugares visitados, logo, o que é brega pra maioria das pessoas foi lindo e mágico pra mim! Uma das lojas imperdíveis, nem que seja só pra dar uma olhada é a M&Ms World, um verdadeiro paraíso doce e colorido.
       
      Terminamos a noite no All Bar One, um pub um pouco decepcionante. Talvez muito decepcionante, já que fomos obrigados a parar no KFC pra matar a fome!
       
      Dia 4
       
      Passamos um começo de dia gelado no Hyde Park, apesar de estar sol e céu azul. O parque é lindo, enorme, bem cuidado e como era outono, estava repleto de folhas caídas no chão, eu amo isso! Alguns dos pontos interessantes são o entorno do lago e uma simpática estátua do Peter Pan, além disso é possível avistar esquilos de vez em quando.
       
      Pegamos o metrô até o centro de Londres e paramos na Parliament Square, de onde se pode ver o Big Ben, o Parlamento e a Abadia de Westminster. Ela é conhecida como Praça das Estátuas pois lá estão representados, entre outras personalidades, Mandela, Churchill e Lincoln. Fomos dar uma olhada na Abadia mas decidimos não entrar, seguimos para a Catedral de Saint Paul, como ambas eram bastante caras, não deu pra conhecer as duas.
       
      Saint Paul é linda! A fachada tem uma mistura de estilos com predominância neoclássica. Você pode solicitar um áudioguia incluso no valor da entrada que vai contando a história de cada pedacinho da Catedral. No subsolo estão os túmulos de personalidades britânicas e no topo uma vista fantástica da cidade! É preciso subir alguns lances espremidos de escadas até chegar lá, mas vale a pena. Não é permitido tirar fotos no interior. Ah, foi lá que Lady Di e Príncipe Charles se casaram em 1981.
       
      Terminamos o dia em Camden Town, uma área mais alternativa de Londres com lojas, bares e gente de todo o tipo. Não se assuste se de repente alguém passar por você e oferecer: “Cocaine?”, como se fosse super normal! De lá sairam algumas celebridades sendo a mais conhecida a cantora Amy Winehouse. Resolvemos dar mais uma chance ao fish & ships no Poppies e dessa vez valeu a pena, o lugar é bem legal e a comida é boa!
       
       
      Dia 5
       
      Último dia, mas ainda faltava ver a troca da guarda no Palácio de Buckingham. A cerimônia acontece sempre as 11:30, para confirmar os horários acesse o site oficial, é bom chegar com bastante antecedência para conseguir um lugar melhor pois fica lotado! Ficamos no Victoria Memorial, um monumento em frente ao portão principal do Palácio. Vou ser bem sincera, apesar de ser interessante (especialmente pelo paramento todo dos guardas, com aqueles famosos chapéus enormes com penas coloridas na lateral de acordo com seus cargos), não acho que seja imperdível, se você não faz questão de participar desse momento, invista em outras atrações na cidade.
       
      Demos uma última volta em um dos parques próximos ao museu (agora não me lembro se foi o Green Park ou o St. Jame’s Park) onde comemos um delicioso e gordo waffle com chocolate como presente de despedida. Depois pegamos o trem de volta para o aeroporto e partimos pra Dublin, nosso próximo destino.
       
      *Dados com base na data da viagem, novembro de 2013.
    • Por Mari D'Angelo
      Post original com fotos e mapas aqui: http://www.queroirla.com.br/3diasembarcelona/
       
      Três dias é pouco para conhecer tudo que a jovem e cultural Barcelona tem a oferecer, mas quando não há escolha, o jeito é fazer caber! É possível conhecer as obras clássicas de Gaudí (na minha opinião, a melhor parte), ver uma apresentação de flamenco, experimentar a culinária local, visitar museus fantásticos e até pegar uma prainha!
       
      Barcelona é a capital da Catalunha, região da Espanha com cultura e identidade próprias e até um idioma diferente do espanhol, o catalão (que aliás, se parece muito mais com o francês). Os catalães buscam insistentemente a independência total da região, fale com um deles e você perceberá isso em frases como “não sou espanhol, sou catalão”.
       
      A cidade não tem um custo tão elevado se comparado a outras grandes cidades européias, como Londres e Paris, e conta com um eficiente sistema de transporte público. Como é comum na Europa, o principal perigo por lá são os pickpockets, fique bem esperto com bolsas e carteiras!
       
      Dia 1
       
      Começamos pelo Park Guell, na parte alta da cidade (não se preocupe, tem escadas rolantes pra chegar até lá!), um complexo construído por Gaudí que originalmente seria um condomínio em meio a natureza, mas por falta de interessados acabou virando atração turística, inclusive declarada patrimônio da humanidade pela UNESCO. Uma das casas terminadas tornou-se moradia do arquiteto no período de construção, hoje é um museu com alguns móveis usados -e criados- por ele. Essa atração é paga a parte.
       
      O lugar é totalmente orgânico e colorido, marcas registradas das obras de Gaudí. Muitas áreas, incluindo a famosa escultura da salamandra, são revestida por mosaicos coloridos, uma técnica chamada trencadís. Tudo ali tem uma inteligentíssima razão funcional, sem deixar de encantar pela beleza! Como se não bastasse tanta coisa linda pra ver lá dentro, a vista nas partes mais altas, voltada para o mar, também é espetacular!
       
      Endereço: Carrer d’Olot, s/n, 08024 Barcelona / Metrôs Vallcarca ou Lesseps, linha 3 – verde
      Horários: Variam de acordo com as estações.
      http://www.parkguell.cat
       
      A próxima parada foi o Museu Picasso, uma coleção incrível, que vai muito além do cubismo, em sua maior parte doada por Jaime Sabertés, amigo do artista. Alguns pontos altos são a série Las Meninas e as telas dos períodos azul e rosa. O prédio gótico onde fica o museu é uma atração a parte! Infelizmente estávamos com pouco tempo e não era permitido fotografar, então não tenho muitos registros, mas vale demais a visita!
       
      Endereço: Montcada 15-23, 08003 Barcelona / Metrô Jaume I, linha 4 – amarela
      Horários: De terça a domingo das 09:00 as 19:00 / Quintas das 09:00 as 21:30 / Fechado as segundas.
      http://www.museupicasso.bcn.cat
       
      Pra encerrar a noite fomos ver um show de flamenco, simplesmente fantástico!!! Entre tantas opções, escolhemos o Restaurante Nervion, ali mesmo pertinho do museu, o lugar é simples mas acolhedor e o valor pago inclui além do show, um jantar com entrada, prato principal e sobremesa.
       
      Dia 2
       
      Visitamos a Fondació Joan Miró, um enorme museu com quadros, esculturas, tapeçaria entre outras obras compondo a maior coleção do artista catalão. O lugar fica no Parc de Montjuïc, uma montanha com diversas outras atrações, mas como não parou de chover, ficamos só pelo museu mesmo! Também não tenho muitos registros pois não era permitido fotografar.
       
      Fundação Joan Miró
      Endereço: Parc de Montjuic, 08038 Barcelona
      Horários: Variam de acordo com os dias da semana / Fechado as segundas.
      http://www.fmirobcn.org
       
      Seguimos para a Casa Milà, também conhecida como La Pedrera, outra magnífica obra arquitetônica de Gaudí encomendada por Pere Milà e fortemente criticada na época. O prédio fica localizado no famoso Passeig de Gràcia, a fachada sinuosa com varandas em ferro forjado se destaca em meio as outras construções mais convencionais. Dentro do prédio é possível visitar um dos andares com os cômodos mobiliados como uma casa da época de sua construção, 1906. O último andar é uma exposição permanente com obejtos, desenhos, maquetes e audiovisuais que mostram algumas das obras de Gaudí e suas técnicas. O terraço é a parte mais esperada, mas infelizmente por causa da chuva não pudemos subir.
       
      Casa Milà / La Pedrera
      Endereço: Passeig de Gràcia, 92. 08008 Barcelona
      Horários: Segunda a Sexta das 09:00 as 18:00 / Sábados, domingos e feriados das 10:00 as 14:00.
      http://www.lapedrera.com
       
      Ainda do espírito Gaudí, fomos conhecer a Casa Batlló, uma verdadeira obra de arte em forma de prédio, não dá pra não sair de lá maravilhada com a genialidade do arquiteto! Conto sobre ela em detalhes aqui neste post!
       
      Fomos num bar de tapas ali pertinho experimentar a famosa iguaria nacional, que é na verdade uma entradinha ou comidinhas em pequenas porções. A variedade é imensa, quentes ou frios, com queijos, presuntos ou conservas… combinam direitinho com uma cerveja ou uma cava, o vinho espumante espanhol. Não me lembro o nome do lugar, mas certamente não vai ser difícil encontrar um desses onde você estiver!
       
      Dia 3
       
      Começamos o dia pela parte mais esperada da viagem, o Templo Expiatório da Sagrada Família, obra-prima ainda inacabada de Gaudí e cartão postal de Barcelona. A basílica que começou a ser construída em 1882 teve seu projeto modificado algumas vezes, passando do neogótico ao modernismo catalão, movimento da qual Gaudí fazia parte. Ele a construiu inspirado em uma floresta, o que é visível nos detalhes de seu interior todo branco, ladeado por vitrais que inundam o espaço com cor e vida. O projeto conta com 3 fachadas, a da Glória, a da Paixão e a da Natividade, sendo que as duas últimas já estão terminadas e são fantásticas, com estilos bem diferentes.
       
      Se tiver tempo (não foi nosso caso), ainda é possível subir em uma das torres e ter uma vista linda da cidade. No subsolo há uma área que conta um pouco da história do lugar.
       
      Eu não sou católica e preciso dizer que foi a primeira vez que entrei em uma igreja e senti paz, me senti realmente bem em estar ali, acho que o objetivo foi cumprido!
       
      O plano é que a obra fique pronta em 2026, no ano do centenário de seu criador, mal posso esperar para visitá-la outra vez!
       
      Sagrada Família
      Carrer de Mallorca, 401, 08013 Barcelona / Metrô Sagrada Família, linha 5 – azul ou 2 – lilás
      Horários: Variam de acordo com as estações.
      http://www.sagradafamilia.org
       
      O próximo ponto foi Barceloneta, o bairro de pescadores junto a praia. O tempo estava bem feio então foi só uma parada rápida e uma caminhadinha na orla. Alguns pontos marcantes são a escultura da artista alemã Rebecca Horn, conhecida como Los Cubos, mas que originalmente se chama L’Estel Ferit e o Hotel W Barcelona, uma construção moderníssima que se destaca na paisagem.
       
      Seguimos para Las Ramblas, a avenida mais famosa de Barcelona, que divide os bairros El Raval e Barri Gòtic, bonita e lotada de turistas! Em sua extensão ficam lojas, bares, restaurantes e ícones turísticos como o Mercat de La Boqueria, o mercado municipal, queríamos conhecê-lo mas estava fechado. O mosaico Pla de l’Os, de Miró também é um destaque no passeio.
       
      Entramos no Bairro Gótico, uma das regiões mais antigas da cidade, com diversas construções arquitetônicas no estilo gótico, é claro! A janta foi no Les Quinze Nits, na Plaza Real, não se assuste com o aspecto fino do restaurante, os valores são super acessíveis, e a comida é ótima!
       
      Lá por perto encontramos o Milk, um bar/restaurante super diferente, com uma decoração meio retrô, uns sofás, bem agradável… por lá terminamos a noite (e a viagem) tomando uma cava pra nos despedir em grande estilo de Barcelona.
       
      Para ir até o aeroporto usamos o Aerobus, como estávamos perto de um dos pontos por onde ele passa e não tínhamos muitas malas foi a opção ideal e mais econômica, o valor hoje é de 5,90 €.
       
      Como estávamos em 5 pessoas, alugamos um apartamento ótimo e baratíssimo pelo Airbnb, entre a Plaza de España e a Avenida Diagonal, uma boa localização para conhecer a cidade usando o metrô.
       
      *Valores e outras informações atualizados em Fev/2016
       
      Post original com fotos e mapas aqui: http://www.queroirla.com.br/3diasembarcelona/
    • Por Mari D'Angelo
      A Alemanha nunca esteve nos meus planos principais, mas quando se vive (e viaja) a dois, você acaba multiplicando destinos, e às vezes isso pode ser uma ótima surpresa! Não vou dizer que Berlim esteja entre as cidades que mais gostei no mundo, mas com certeza superou minhas expectativas!
       
      Estávamos estudando em Paris, e encaixamos um fim de semana pra conhecer a terra do apfelstrudel! Logo ao chegar no aeroporto alemão, assim como em todo o trajeto do trem para o centro da cidade, já se via uma imensidão verde, Berlim apesar de um pouco cinzenta, é muito arborizada.
       
      Tudo por lá é bem moderno, o metrô é um exemplo a ser seguido, você chega até os trilhos do trem sem passar por nenhuma catraca, lá chegando há algumas máquinas onde você mesmo compra seu bilhete (caso algum fiscal te solicite e você não esteja com o bilhete, a multa é de 100 euros!). Foi ai que começamos a nos surpreender com a simpatia dos germânicos, depois de muitos minutos sem entender que tipo de bilhete deveríamos comprar, veio uma alemã gentilmente nos ajudar, ainda bem!
       
      Descemos na estação Friedrichstraße (aqui aceitei que não entenderia uma só palavra em alemão rs) e seguimos a pé para a pousada só para deixar as mochilas e começar a descobrir uma nova cidade, era outubro e já estava bem frio.
       
      Começamos pelo Checkpoint Charlie, a réplica de um posto militar que ficava na divisão entre as Alemanhas ocidental e oriental na época da guerra fria. Ao lado há uma grande placa com os dizeres “Você está deixando o setor americano”/”Você está entrando no setor americano” e alguns metros à frente um grande painel com explicações e mapas da época, assim como um pedaço do muro.
       

       
      Já tínhamos reparado nos simpáticos homenzinhos nos semáforos, e de repente trombamos com uma loja inteirinha de produtos do Ampelmann, irresistivel dar uma entradinha antes de passar para o próximo ponto.
       
      Seguimos em direção ao Portão de Brandemburgo, um dos lugares mais visitados de Berlim, já era noite e ele estava lindo todo iluminado. Sua história é bastante longa, palco de comemorações e de eventos para serem esquecidos como o nascimento do Terceiro Reich de Hitler. Em 1961, o Brandenburger Tor, foi fechado pelo Muro de Berlim, hoje é possível ver a demarcação do muro logo atrás dele.
       

       
      Procurando algo para comer, caímos em um lugar super tradicional e nada turístico. O Staendige Vertretung era uma mistura de bar e restaurante com mesas grandes onde todos acabam sentando juntos, e onde tivemos certeza da simpatia dos alemães. Um casal da mesa ao lado puxou conversa conosco e recomendou que tomássemos uma cerveja típica do lugar, era um lindo copinho pequeno e a cerveja era terrível rs, logo depois um grupo grande chegou nos pediram para pular uma cadeira para que coubessem todos, como agradecimento, um deles ofereceu ao meu namorado a tal cerveja típica, coitado, teve que aceitar rs! Recomendo, a comida era maravilhosa e a cerveja -não tradicional- também!
       

       
      No dia seguinte pegamos o metrô em direção à East Side Gallery, que é a parte do muro ainda preservada e transformada em galeria de arte a céu aberto, são vários kilometros de muro grafitado, é lindo e ao mesmo tempo triste, todas as obras tem temas relacionados aos sofrimentos pelos quais a Alemanha passou, ver aquelas imagens de pessoas sofrendo e depois imaginar que estamos tocando em algo que simplesmente acabou com a vida de muitas pessoas, separou famílias… é bem forte.
       

       
      Decidimos seguir a pé até a Alexandrerplatz, a principal praça do centro da cidade onde se encontra a enorme Torre de TV. Mais a frente fica a igreja de Santa Maria, a mais antiga de Berlim e a linda fonte de Netuno. Continuamos até a ilha dos museus, onde, além dos museus, claro, se encontra também a imponente catedral de Berlim, mas como o tempo era curto, só deu para tirar algumas fotinhos. (Cuidado com essa região, há muitas mulheres e crianças tentando golpes pega-turista).
       

       
      O próximo ponto foi a Neue Wache, que hoje é um memorial para as vítimas da guerra e da tirania. É um prédio vazio com uma pietá no centro e acima dela um buraco aberto no teto, exposta a chuva, a neve e ao frio, ela simboliza o sofrimento das pessoas na época da guerra.
       
      Depois de um lanchinho rápido seguimos para a Gendarmenmarkt, uma curiosa praça onde se encontram uma sala de concertos e frente a frente duas catedrais praticamente iguais, uma francesa e outra alemã.
       

       
      Pra terminar o dia, fomos novamente até o Portão de Brandemburgo e seguimos pela avenida, passando pelo memorial de Guerra soviético até chegar à Coluna Vitória, uma enorme construção com a estátua da deusa Vitória no topo. Subir seus intermináveis degraus pode ser cansativo, mas garanto que a vista compensa, os parques que margeiam a avenida formam uma densa floresta multicolorida.
       

       
      Em nosso último dia na capital alemã, o sol finalmente apareceu! A temperatura continuava quase congelante, mas o céu azul limpinho se encarregou de deixar tudo mais agradável.
       
      Passamos novamente pelo metrô Friedrichstraße, e pela segunda vez notei a triste escultura em frente à estação. Uma família de um lado e duas crianças do outro, eles carregam malas e alguns pertences pessoais e todos tem expressões tristes. Não encontrei o significado dela, mas com toda a história que a Alemanha carrega, certamente é uma homenagem aos que já sofreram muito por ali.
       
      Seguimos para o Reichstag, o Parlamento alemão. Seu imponente prédio é lindo e bem preservado por fora (não é original da época, passou por uma reforma após ser incêndiado e destruído em diferentes épocas da história), mas a parte mais interessante é sua enorme e moderníssima cúpula de vidro (também reformada), onde se pode caminhar e ter uma bela vista da cidade. Para nós foi impossível pois teríamos que ficar em uma fila de 2h e não tínhamos esse tempo, infelizmente em uma viagem curta como essa é preciso deixar algumas coisas de lado.
       

       
      O muro de Berlim passava muito próximo ao Parlamento e é um dos lugares onde é possível ver suas marcas no chão.
       
      Ainda nesta região, encontramos sem querer o recente Memorial para os ciganos vítimas do holocausto. Inaugurado em 2012, a homenagem é um lago circular rodeado de placas no chão e um poema na entrada.
       

       
      Saindo de lá, seguimos para um dos lugares mais tristes que já visitei, o Memorial do holocausto. São 2.711 blocos de concreto que (pelo menos para mim) dão a impressão de serem caixões gigantes, cada um com uma altura diferente, formando um labirinto irregular por onde as pessoas circulam. O conjunto cinzento e triste com certeza alcança seu objetivo de reflexão sobre um período tão tenebroso.
       

       
      Ufa, pra sair dessa vibe triste nada melhor que um típico apfelstrudel! Bem em frente ao memorial tem alguns restaurantes e lojinhas de souvenirs (que aliás, não são nada baratos nesta cidade!).
       
      Finalizamos com uma visita ao parque Tiergarten, próximo ao Portão de Brandemburgo. Uma enorme área verde super limpa e bem cuidada, os parques por aqui são um pouco diferentes, há pouco cimento e nada de restaurantes ou lanchonetes, apenas árvores, muitas muitas árvores, lagos, esculturas e alguns banquinhos. Mesmo estando em uma área bem urbana, é um lugar que emana paz tranquilidade. O chão todo forrado de folhas de outono completa o visual incrível.
       

       
      Dentro do parque há uma exposição permanente chamada Global Stones, são 5 pedras, cada uma simbolizando um continente. Porém, a representante da América, vinda da Venezuela, vive há anos uma polêmica entre o artista Wolfgang von Schwarzenfeld e índios venezuelanos que lutam para ter sua pedra de volta. O caso está em negociação até hoje.
       

       
      Antes de pegar o trem de volta para o aeroporto não resistimos a tentação de comprar uns chocolatinhos, assim como os cosméticos, eles são muito baratos (e maravilhosos) na Alemanha, existem algumas lojas como a Rossmann onde se encontra de tudo com ótimos valores.
       
      A Alemanha me surpreendeu muito por sua modernidade, acolhimento e diversidade cultural, mas creio que as memórias deixadas por sua história tão triste e violenta ainda são as principais lembranças que os visitantes carregam de Berlim.
       
      Posts originais e mais fotos aqui: http://www.queroirla.com.br/fim-de-semana-em-berlim-parte-i/ e http://www.queroirla.com.br/fim-de-semana-em-berlim-parte-ii/


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