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Olá viajante!

Bora viajar?

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Em 2019, realizei a maior viagem da minha vida e agora, finalmente decidi compartilhar um pouco dela aqui :) espero que gostem!

Capítulo 1: Preparação e França

Em setembro de 2018, decidi largar a faculdade e juntar dinheiro para me jogar em uma aventura na Europa. Estava trabalhando em uma ONG de intercâmbio voluntário e fechei um pacote para passar 45 dias na Croácia por R$400 reais. Muito barato! Pelo menos tinha a hospedagem garantida. (Só vim saber exatamente onde ia dormir quando cheguei na Croácia, mas essa parte fica para outro momento)

 Tinha pouquíssimo tempo e pouquíssimo dinheiro (somente R$1000 guardados) pois planejava passar o ano novo em Paris (já que as passagens no inverno são mais baratas). Vendi praticamente TUDO o que eu tinha, roupas, livros, e vendia comida na rua (principalmente bolo vegano)! Contava a história de que estava indo realizar meu sonho de mochilar, e muitas pessoas me davam dinheiro sem nem pegar a fatia, para que eu vendesse para outra pessoa. Lembro-me de um dia em que ofereci o bolo para dois senhores em um restaurante chique: Um me deu uma nota de R$50 e outro, de R$20. Quase engasguei de surpresa hahaha 😅 depois de vender muito bolo, pastel e etc, consegui juntar R$2500, que somando com o que eu tinha guardado, foi o preço da passagem de ida e volta! Poderia ter pago bem mais barato se tivesse comprado com mais antecedência, então essa é a primeira dica: Se você for fazer na loucura que nem eu, presta atenção nas promoções e procure as datas mais baratas (usei o Skyscanner para isso) mas se você tem mais tempo, compre com antecedência, pois isso pode te fazer economizar uma boa grana! 

Outra dica: se você vai vender na rua para juntar grana e viajar, não seja seletivo. Eu era um pouco mais tímida, e só oferecia para pessoas que não estavam em grandes grupos e ainda era seletiva, escolhia na rua para quem ia oferecer. OFEREÇA PRA GERAL! HAHA Sério!

Fiz vaquinha, continuei vendendo e tive também uma ajuda dos meus pais. Acabei indo com cerca de 800/900 euros (ou seja, eu iria me virar com uma média de 100 euros por mês). Na época, isso seria mais ou menos R$4000. 

Cheguei em Paris e nem podia acreditar que estava ali. Eu nunca nem havia saído do nordeste! Estava fazendo 7 graus, e eu estava com um agasalho de inverno. Porém quando eu digo inverno, é inverno nordestino, ou seja, não servia para quase nada :D me lasquei de frio, então outra dica: Não seja mão-de-vaca como eu fui na hora de investir em roupa de inverno. Porquê meu pensamento foi "São menos de três meses de frio, eu vou sobreviver". NÃO PENSEM ASSIM, PELO AMOR DA BICICLETINHA! 

Fiquei uma semana em Paris e dei um bate e volta em Versailles com uma amiga peruana que fiz através do Couchsurfing. Fui no museu do Louvre de graça (o Louvre é gratuito nos sábados à noite, na baixa temporada! Outro motivo de querer ir pra Paris no ano novo). Fui na Sacred Coeur, Notre Dame (não entrei porquê era pago) e bati bastante perna! Os franceses a quem pedi informação foram gentis e prestativos. O segredo é começar com "Bonjour/Bonsoir! Excusez-moi parlez-vous anglais?" (Bom dia/boa noite! Com licença, você fala inglês?)

A ideia era pagar pelo transporte (e ainda paguei algumas vezes) mas os próprios parisienses me ensinaram como burlar o metrô 🤷‍♀️ quase não paguei transporte público nesse mochilão. Não estou dizendo que é certo, mas era a forma que eu tinha de economizar. Se você puder pagar, pague, pois se você for pego, paga uma multa de em média 100 euros! 

Duas vezes pedi informação sobre como comprar um ticket de metrô pois estava toda enrolada, nas duas vezes, as pessoas tentaram me explicar, mas resolveram pagar pra mim. Gentileza que você não espera!

Fiquei na casa de duas pessoas do Couchsurfing. Me senti muito desconfortável na casa do meu primeiro host, era um francês que morava sozinho e era uma pessoa inconveniente, mas no da segunda, foi ótimo ❤️ uma paquistanesa super gente fina, que morava com o namorado francês e tinha um gatinho, o Pablito. Eles foram ótimos! A paquistanesa falava seis idiomas, incluindo português (se eu não soubesse que ela era do Paquistão, diria que era paulista pelo sotaque!)

Maas, na noite de ano novo, acabei dormindo no hostel onde a minha amiga do Peru estava se hospedando. O metrô estava fechado (eram 3h da manhã) e eu teria que esperar até às 7h. Tinha uma cama vazia no quarto que ela estava: Ela parou um pouco, pensou e disse baixinho: "Fica aí até às 7h, antes de checarem os quartos para limpeza"! Dei um cochilo, às 7h acordei e meti o pé. Passei pela recepção sem olhar para trás, mas a pessoa que estava na recepção nem disse nada. Provavelmente é difícil saber quem é hóspede ou não em uma época tão festiva. 

Voltei para a casa do meu host com o c* na mão, pois quando cheguei na estação da zona que ele mora, eram 8h da manhã e ainda estava escuro - e não tinha ninguém na rua. Porém em um determinado momento passei por uma menina que estava andando e mexendo no celular tranquilamente e fiquei um pouco mais tranquila. A pessoa só faria isso em um lugar minimamente seguro, não é?  Mas ainda fiquei em alerta até chegar na casa do meu host. 

 

Depois da França, peguei um voo para a Croácia (que estava incluso naqueles R$3500). Cheguei em Zagreb e peguei uma van até Rijeka, a cidade onde ficaria por 45 dias (acabei ficando 50 dias). 

 

 

 

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Oi, sumida! 😅

Acabou o relato? 🤔

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Em 14/06/2022 em 00:54, Taciano Bahia disse:

Oi, sumida! 😅

Acabou o relato? 🤔

Acabou nãooo! Um capítulo quentinho saindo do forno vai ser postado agora :)

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Capítulo 10: Edimburgo, novos amigos e templo Budista

 

Primeiramente gostaria de agradecer a paciência. 9 meses sem atualizar o relato, uau! Ainda faltam muitos lugares a serem comentados, mas prometo que irei falar de todos (ou pelo menos da maioria xD )

 

Gostaria de salientar que este relato não é um incentivo a viajar da maneira que viajei. É apenas o compartilhamento da minha experiência - espero que tirem aprendizados daqui, do que fazer e do que não fazer, assim como aprendi muitas coisas ao realizar esse mochilão. 


 

Dois dias depois, Michael, a australiana que ele também estava hospedando e eu, fomos a um pub chamado The Whistle Binkies. um velho pub pra lá de incrível, com música ao vivo e espírito escocês. 

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Uma banda muito boa estava tocando; nós três resolvemos ir para a frente do palco dançar e depois de um tempo, várias pessoas se juntaram a nós. Foi sensacional. 

Lembro de olhar um rapaz que parecia um pouco deslocado, dançando sozinho. Parei na frente dele e fiz uns passos engraçados, para que a gente interagisse. 

 

- De onde você é?

- Sou brasileira!

- Ah legal. Sou italiano.

 

E apenas com esse diálogo, ele me puxou para dançar, e para a surpresa de todos, ele era a pessoa que provavelmente, mais sabia dançar ali! Dançamos bachata (tentei segui-lo) ao som de uma música super animada.

 

Quando a música acabou, ele saiu de perto sem fazer cerimônia. Um garoto holandês que estava com um grupo de amigos, levantou as mãos, como se dissesse “bate aqui”

- Isso foi incrível, me senti vendo um filme!!

 

 

Bati em suas mãos e comecei a conversar com ele e seus amigos. Ele se chamava Roelof, e estava acompanhado de Martjin, Rik, e outro rapaz que não me recordo o nome. Parecia que nós já éramos amigos, a interação foi muito natural. 

Michael chegou em mim e disse que ele e sua hóspede estavam cansados; porém, eu não queria voltar. A noite estava maravilhosa! Então disse que ele podia ir e que não precisava se preocupar. 

Passei o resto da noite dançando, rindo e conversando com os meninos. Rik e o outro rapaz foram embora antes, então fiquei com o Martjin e o Roelof. Quando o pub fechou, ficamos conversando um pouco na rua. Eles estavam um pouco bêbados, e Roelof contou que criava formigas. Dei muita risada, mas achei incrível. 

Eles tentaram me deixar no apartamento do Michael, mas eu não consegui identificar o caminho de volta. Também não consegui achar pelo google maps, pois não tinha internet (passei a viagem inteira sem chip de celular. Não recomendo). 

Por fim, eles sugeriram que eu dormisse no Airbnb que eles estavam, e aceitei tranquilamente. Algo sobre aqueles rapazes me fazia confiar neles. 

Demos uma longa caminhada até o tal airbnb e dormi no sofá com uma manta amarela. Pela manhã, eles haviam comprado croissant pra mim e tomamos café juntos.

- Por que você confiou na gente? Não dizendo que não poderia, mas você é uma menina sozinha e nós somos quatro homens.

- Senti que podia. E outra, vocês parecem ter 14 anos. - brinquei.

 

E desde aquela interação, não perdemos contato. Três anos depois, e ainda fazemos ligação e planejamos nosso próximo encontro - Inclusive, depois de conhecê-los na Escócia, fui visitá-los na Holanda. Mas, essa história fica para outro capítulo.

 

Voltei para o apartamento do Michael, passando pelo centro e prestei atenção nas construções de pedra. Edimburgo, sem sombra de dúvida, é a capital mais bonita que visitei.  



 

Michael me fez uma oferta: no fim de semana, ele iria para um templo budista no sul, com um amigo e sua ex-namorada. Os ensinamentos seriam gratuitos - e para não pagarmos hospedagem, poderíamos dormir no carro. Aceitei. Nunca havia ido a um templo budista.

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Fiquei um pouco preocupada em relação à alimentação, pois só tinha alguns biscoitos e duas frutas. O jejum seria uma possibilidade. Mas, eu daria um jeito. Poderia oferecer meu trabalho na cozinha do templo em troca das refeições, ou ajuda na limpeza.

 

Viajamos por duas horas até o Kagyu Samye Ling. Uma paisagem verde e montanhosa com muitas ovelhas nos acompanhou por todo o caminho.

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O templo era incrível. O espaço trazia paz, embora eu me sentisse extremamente ansiosa por dentro. A ex do Michael e o Sivaram, o amigo indiano carismático do Michael, iriam ficar no hostel do templo. Michael não ia pagar hospedagem por também dormir no carro, mas iria pagar por suas refeições. Naquele momento, eu me senti pequena. Me senti envergonhada por não ter dinheiro.

 

Fui até a recepção do templo e expliquei que não tinha dinheiro pra pagar as refeições, mas que poderia pagar com trabalho. O responsável disse que se eu trabalhasse, não teria tempo para ouvir os ensinamentos.

Ele tinha razão, mas eu não tinha como fazer diferente.

Então, ele disse que eu poderia ficar tranquila. Que eu considerasse pago e fosse comer no refeitório com todos nas horas das refeições.

 

Fiquei extremamente grata por ele dizer aquilo. Mas ainda me sentia envergonhada. Não me sentia igual aos outros que estavam ali.

 

Ao anoitecer em uma sala aconchegante com cadeiras e sofás eu e Sivaram conversamos. Contei a ele como estava me sentindo e falei em voz alta as coisas que eu queria acreditar. Eu não era inferior por não ter dinheiro. A minha viagem ainda era fenomenal, mesmo ela não sendo confortável. Não ter dinheiro, não tirava a minha importância como pessoa. 

 

Choramos os dois. Fiquei grata por ele me ouvir. 

 

Engraçado é que uma das lições que o monge passou naquela tarde, foi que dinheiro tem importância no mundo material, mas ele nunca define quem somos, nunca define o nosso valor. Dinheiro é só papel.

 

Sei que dinheiro também é poder. Mas, o poder não define o seu valor. 

 

Depois dos ensinamentos, fomos almoçar. Contei na mesa que era mochileira e estava viajando sozinha. Sempre me orgulhava em dizer isso. Antes de sair do refeitório, um homem chegou em mim, perguntando se era eu que estava viajando sozinha. Confirmei, e ele disse que iria rezar por mim. À noite, ele me entregou um cordão vermelho e disse que aquilo me protegeria. Usei aquele cordão por bastante tempo (infelizmente perdi). 

 

No tempo livre, Sivaram, Michael e eu fomos brincar com as pedras no rio, equilibrando uma nas outras. Foi divertido. A água estava bem gelada.

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Mais tarde no mesmo dia, fizemos amizade com uma polonesa super gente boa chamada Evelina. No dia seguinte ela acabou voltando conosco para Edimburgo.

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Na hora de dormir, eu e Michael fomos para o carro e o pessoal ficou no hostel. Estava fazendo cerca de 0º graus do lado de fora. Dormi com um saco de dormir e vesti todas as minhas roupas - Michael se cobriu com um outro saco de dormir e parecia tranquilo quanto ao frio. 

 

Fiquei um pouco tensa nos primeiros minutos, pois apesar de ter ficado uma semana na casa do Michael, estava dormindo em um quarto diferente. Eu ainda sentia medo por ele ser um homem mais velho (sim, eu estava generalizando, mas infelizmente não conseguia evitar) e ser mais alto e forte do que eu. Mas, relaxei um pouco mais e vi que a noite seria tranquila. Um espaço respeitoso foi deixado entre nós dois, na medida do que é possível dentro de um carro. 

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No outro dia de manhã foi a última lição do monge, e partimos logo após. A viagem de volta foi tranquila.

Nenhuma descrição de foto disponível.

 

Naquela noite, fui encontrar com os meninos holandeses e dormi no Airbnb que eles estavam (dessa vez, em outra casa). Fomos de novo no The Whistle Binkies e lembro que quando voltamos para a casa, falamos sobre a questão do aborto. Em um determinado momento, Rik e Roelof começaram a debater em holandês. Gente, que língua diferente! Tem mais sons guturais que o alemão!

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Da esquerda para a direita: Martjin, Rik e Roelof :D

Quando eles foram embora da cidade, ainda passei um dia na casa do Sivaram e um dia na casa da Evelina. Foram estadias muito tranquilas, eles realmente foram muito solícitos comigo.

 

Por isso que essa viagem de certa forma me deu mais fé na humanidade. Eu era uma estranha, para todas essas pessoas. E elas abriram as portas para mim. Elas foram boas comigo, sem pensar duas vezes. Claro que eu também não dei azar, e não digo pra confiar em todos sem analisar o que seu instinto está dizendo. Mas bom. Foi assim que o mundo me tratou.

 

Próxima parada: Inverness!

 

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Nossa! Vc é muito corajosa. Eu fico abismado as vezes com sua habilidade social também. Que mulherão em, sorte de quem tiver vc do lado.

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Eita, finalmente! Pensei que tivesse sido abduzida, como outros daqui ::lol3::

Muito massa a viagem! Gostei da música, Ska! Sabe o nome? E que dança de doido é essa? Fiquei tonto só de ver ::lol4::

Vou aguardar a próxima parada em Inverness, que eu "conheço" por causa do Inverness Caledonian Thistle FC :-D

Obs: alguns arquivos não abriram.

Editado por Taciano Bahia

  • 4 meses depois...
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Que motivador! Menina, quero  ser sua amiga hahaha

Estou há um mês morando em Portugal, vim fazer uma Mobilidade Acadêmica. Ficarei aqui até março, mas terei um mês de "férias" e desejo aproveitar esse tempo  para mochilar. Bom, uma garota sozinha, sem experiência e dinheiro pouco. Estou confiante de em breve compartilhar minhas histórias por aqui também. Ler seu relato me incentivou a seguir a mim mesma hahahah parece estranho, mas é isso mesmo. Beijinhos

 

  • 2 meses depois...
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Em 21/06/2022 em 16:06, Lpnero disse:

Nossa! Vc é muito corajosa. Eu fico abismado as vezes com sua habilidade social também. Que mulherão em, sorte de quem tiver vc do lado.

❤️ ❤️ ❤️ obrigada meu bem

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Em 24/06/2022 em 23:21, Taciano Bahia disse:

Eita, finalmente! Pensei que tivesse sido abduzida, como outros daqui ::lol3::

Muito massa a viagem! Gostei da música, Ska! Sabe o nome? E que dança de doido é essa? Fiquei tonto só de ver ::lol4::

Vou aguardar a próxima parada em Inverness, que eu "conheço" por causa do Inverness Caledonian Thistle FC :-D

Obs: alguns arquivos não abriram.

Não sabia, obrigada por dizer!!

Hahahahahha, ele disse que era bachata! É bem divertido ficar girando assim, juro haha

Vou postar o capítulo de Inverness agora! Antes tarde do que nunca

Obrigada por falar sobre os arquivos

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Em 30/10/2022 em 12:54, Luely Pereira disse:

Que motivador! Menina, quero  ser sua amiga hahaha

Estou há um mês morando em Portugal, vim fazer uma Mobilidade Acadêmica. Ficarei aqui até março, mas terei um mês de "férias" e desejo aproveitar esse tempo  para mochilar. Bom, uma garota sozinha, sem experiência e dinheiro pouco. Estou confiante de em breve compartilhar minhas histórias por aqui também. Ler seu relato me incentivou a seguir a mim mesma hahahah parece estranho, mas é isso mesmo. Beijinhos

 

Eita tu não tem ideia do quão massa foi ler isso Luely!! e não parece estranho  hehe ❤️ senti isso quando li o relato da Aline Campbell, falando sobre como ela foi pra Europa aos 24, fazer uma viagem de 3 meses sem dinheiro nenhum mesmo. Se tiver curiosidade, ela disponibiliza de graça na internet. Li por aqui ó: https://www.baixelivros.com.br/nao-ficcao/portas-abertas

Ah, quero ler suas histórias viu?! xD

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Capítulo 11: Inverness 

 

Aviso: as fotos estão amassadas, mas se clicar nelas, elas são visualizadas normalmente :)

Dessa vez não passei 9 meses para atualizar, apenas 6 hahaha.

 

Me dá uma mistura de sentimentos compartilhar as histórias dessa viagem; quase quatro anos depois, estou com uma vida bastante diferente (diferente na verdade, sendo o padrão, indo à uma universidade e deixando as viagens mais em segundo plano). É bom lembrar o que me fez viajar, e as coisas que aprendi e que não quero esquecer. Recordar tira um pouco o peso da vida normativa e me faz lembrar que toda forma de viver é certa se faz sentido para você no momento.  Lembrar desse mochilão tem um gostinho agridoce. Vocês que viajaram por muito tempo e depois voltaram para uma vida mais padrão, sentem esse gosto?

 

Agora, saindo dos devaneios e de volta para as aventuras.

 

Inverness! Uma cidade bem pequenina localizada nas Highlands (terras altas) da Escócia. O rio Ness passa por lá, e fica a um pulo do lago Ness, que foi a minha maior motivação de visita à cidade. Passei três dias lá, mas dá pra ver tudo tranquilamente em um dia. 

A viagem para Inverness foi tranquila, são três horas de Edimburgo para lá (peguei carona com umas duas pessoas apenas; quase levei chuva de granizo, mas deu tudo certo)

Minha estadia lá foi calma. Fiquei na casa de uma escocesa. Cheguei no dia 07/05 e na primeira noite, ela estava com mais dois couchsurfers em casa; um casal de professores de inglês que estavam viajando o mundo e conseguindo se manter com as aulas online. Uma americana e um neozelandês. Dormi em uma cama de camping na primeira noite, e surpreendentemente, foi super confortável. 

Na manhã seguinte, Fui pegar carona para o lago Ness, que fica à 20km da cidade. Pouco tempo depois, um senhorzinho inglês parou para mim. Disse que se chamava Jin e estava com dois cães no banco de trás. Perguntou se eu aceitaria ir fazer uma trilha com ele e seus cães e disse que depois me deixava no lago. 

 

-Claro, por que não?

 

Foi uma das trilhas mais legais que já fiz. Vimos cachoeiras, seus cães se divertiram muito no caminho e ele me contou que tinha o hábito de visitar aquele lugar no passado, mas que não ia lá fazia 10 anos até aquele dia. Fiquei feliz de ter dito sim.

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pequenos registros da trilha

 

Na volta, ele me deixou no lago. Lindíssimo, mas como eu não tinha dinheiro, não tinha como fazer os passeios. Fiquei admirando o espaço e pensando na história do monstro do lago Ness. O Jin tinha me dito no caminho para a trilha que “claro que ele existe, você só precisa estar muito bêbado para enxergá-lo!"

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 Lago Ness

 

Pouco tempo depois, comecei a pedir carona para voltar. Só havia um problema: a estrada de volta, era do lado oposto à onde eu estava. A pessoa que parasse, teria que ter a boa vontade de atravessar para o estacionamento do lago. Não me desesperei porque eu sabia que ia dar certo; havia ainda muitas horas de luz pela frente. 

 

Acho que uma ou duas horas depois, uma mulher inglesa chamada Maryn me levou até Inverness. Ela disse que também costumava pegar carona na juventude e achei aquilo um máximo. Sempre ficava muito feliz em encontrar outras pessoas (principalmente mulheres) que já tinham experiência com hitchhiking.

 

Ela me deixou no centro da cidade e fui procurar algum lugar onde eu pudesse usar wi-fi tranquilamente. Achei um McDonalds e comecei a pesquisar sobre outros pontos turísticos que eu pudesse visitar no dia seguinte. 

 

Nesse meio tempo, um senhor que havia sentado ao meu lado, puxou conversa, falando sobre a arquitetura de um prédio em frente. Meia hora de papo depois, decidi fazer um teste. Até aquele presente momento, não havia pedido dinheiro para comer na viagem (apenas a comida em si). Tinha uma Poundland logo em frente e a fome estava começando a bater. 

-Posso lhe pedir um favor?

- Claro, o quê?

- O senhor pode me dar uma libra para que eu possa comprar algo para comer ali? 

- Moça, eu pago algo de verdade para você comer se aceitar tomar uma cerveja comigo.

- Não bebo, mas aceito um café.

 

Em momentos como esse, eu sentia que deveria ser simpática com cautela e contar a minha história. Porque se nesse momento a intenção fosse diferente, é conversando que se sente alguém. E que bom que esse senhor foi legal. Mas houveram outras pessoas que às vezes ofereciam as coisas na malícia, e a gente que viaja sozinho sabe que as pessoas geralmente são empáticas e solícitas. Mas quando não, a gente tem que ter jogo de cintura e às vezes, ser grosseiro quando acham que por conta do seu estilo de viagem, você vai aceitar qualquer tipo de situação. De qualquer forma, é só prestar atenção em como a pessoa fala com você que dá tudo certo. 

 

Fomos ao The Wetherspoon e lá ele me pagou um burguer vegano, um café e pediu uma cerveja para ele. Conversamos sobre nossas visões a respeito do álcool e falei que estava viajando sozinha e quase sem dinheiro.

-Mas você não pode fazer isso!

-Eu posso e estou. E têm dado certo, não se preocupe.

-Eu vou te dar um dinheiro.

-Eu não quero. Tá tudo bem.

 

Ele me encarou e disse que ia para o lado de fora fumar um cigarro, Quando ele voltou, abriu minha mão, colocou algo dentro e fechou.

-Aceite.

Ele não parecia ter a intenção de aceitar um não, então só coloquei na minha bolsa, sem olhar. Conversamos mais um pouco e nos despedimos.

 

Quando cheguei na casa da minha host fui olhar minha bolsa e descobri que ele havia me dado 40 Libras. Caramba. 

Eu não aceitei o dinheiro de primeira, mas por conta daquele homem, consegui comprar meu café da manhã por mais de duas semanas (isso intercalando com quando eu tomava café na casa dos meus hosts) e comprar café. Não lembro do seu nome, não lembro direito do seu rosto. Mas sou agradecida a ele.

 

No outro dia, apenas bati perna pela cidade. Achei um jardim botânico com plantas tropicais, então bastante coisa familiar. O clima dentro do jardim também haha. 

 

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Inverness

 

Já tinha visto tudo que queria ver, então não demorei muito pra voltar pra casa da minha host. No dia seguinte, parti para Glasgow. 



 

Obrigada por ler e feliz ano novo!

Editado por camilandarilha

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