Chapada Diamantina de carro desde Belo Horizonte para Lençóis-BA
Pessoal,
É mais que uma obrigação deixar mais um relato para esse site maravilhoso e para as pessoas bacanas que aqui escrevem e que me ajudam em todas as minhas viagens...
Eu e minha noiva fizemos essa viagem, de 12 a 19 de março de 2011.
Queríamos ir de carro de BH até a Chapada para conhecer as paisagens, as estradas, as cidades, as pessoas, e mais um pouco do Brasil.
Coisa que você não faz em um avião e faz com menos intensidade de busão.
Da mesma forma, nossa ideia não era ir para acampar e economizar até o último centavo. Estamos muito longe de ser ricos, mas queríamos um pouco de conforto, por isso ficamos em Pousada e jantamos em bons restaurantes...
Só estou avisando antes caso você esteja em busca de um roteiro topa-tudo (nada contra! já fiz muito tbm )
Decidimos ficar em Lençóis por ser um centro de vários lugares na Chapada, e pela estrutura.
No final do relato vou resumir todos os gastos mas adiantado foram R$800 por 5 dias em quarto de casal com ar condicionado.
Bom, é isso aí, vamos lá. Não vou deixar um guia muito detalhado, e sim mais as impressões.
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1º Dia - de Belo Horizonte até Montes Claros (Minas Gerais)
Viajamos ate Montes Claros, o que dá em torno de 450 km de Belo Horizonte, pela BR-040 sentido BH-Brasília.
Resolvemos parar porque saímos sábado por volta das 15h00, e já estava de noite, não queríamos dirigir mais uns 900 km de madrugada e cansados.
A estrada está excelente! E o melhor: nada de pedágios.
A paisagem na estrada é muito bonita, com muito verde.
Em Montes Claros ficamos no Dimas Lessa Hotel na rua Pires de Albuquerque, 291. Fora de temporada a diária passou de R$210 mais taxa de serviço para 150 total. Hotel muito bom e café da manha melhor ainda, com 6 tipos de sucos. Quarto excelente com ar condicionado e tv LCD e internet sem fio gratuita. 4 estrelas e recomendado.
Algumas fotos que tiramos de Montes Claros da janela do Hotel:
Fotos de Montes Claros-MG
Saímos para comer alguma coisa, e fomos a uma pizzaria em uma avenida que dizem ser a mais movimentada à noite. A pizzaria se chama Papaula e gostamos bastante.
Voltamos mortos de cansado. Dia seguinte tinha chão...
2º dia - de Montes Claros-MG a Lençóis-BA - Domingo 13/3/11
Saímos 8h40 de Montes Claros, após o super café da manhã.
Abastecemos em Montes claros e em Porteirinha gasolina R$ 2,79/litro.
Passamos por várias cidades:
em Minas:
Janaúba (cidade grande e parece ser bem cuidada)
Porteirinha
Mato Verde
Monte Azul
Espinosa
Já na Bahia:
Urandi
Guanambi
Povoado de Pilões (almoçamos lá em um restaurante de beira de estrada que não me lembro o nome)
Caetité
Paramirim
Seabra
Lençóis (finalmente!) - 1350 km depois...
Pegamos muita chuva...
Da BR242 do trevo para Lençóis até a entrada da cidade são 12 km (asfaltados). Chegamos exaustos as 20h30 na Alcino Estalagem & Atelier.
Foram 1350 km aproximadamente de BH. Haja chão!!! Apesar disso tudo, nada fora do normal aconteceu, a estrada estava bem tranquila. Aliás, lembrando que em todo o trecho é asfalto, e em alguns locais a estrada está bem esburacada. Mas em quase toda a estrada dá pra desenvolver bem e andar a 100-110 km/h.
Chegando em Lençóis, já vimos o estilo colonial da cidade, da época do Garimpo.
O Lazáro (nosso guia no dia seguinte) nos disse que a cidade se chama Lençóis porque na época do garimpo, os garimpeiros costumavam dormir em tendas, e usavam uma espécie de lona que era branca. Quem passava de longe e via, achava que eram vários lençóis. Aí pegou.
A pousada Alcino nos surpreendeu positivamente, é muito bem cuidada. No estilo colonial, bem aconchegante.
Ela é bem no início da cidade, perguntamos e nos falaram. Achamos fácil... Deixamos as coisas lá, e fomos jantar.
Tinha lido aqui no site sobre o Hotel Canto das Águas, realmente é chique mesmo, coisa pra gringo.
Nós estávamos pagando R$160 a diária no Alcino para quarto de casal com ar condicionado. Lá no Canto das Águas pelo que li na recepção o quarto de casal mais barato sai a R$290. Acho que fora de temporada esse preço pode ser negociado, como nós fizemos com o Alcino.
3º dia - rio Lençóis - 14/3/2011
Café da manha espetacular, melhor que eu já tomei. O Alcino é uma pessoa super atenciosa, você vê que as pessoas e a Pousada são tratados com muito zelo e cuidado. O café da manhã é diferente todo dia, sempre com muitas frutas, sucos de sabores diferentes, tapiocas, iogurtes com granola, ovos mexidos, pizzas com fruta pão, mamão, ameixa, fruta do conde, bolos de chocolate, de aipim (mandioca), e aí vai... é ver pra crer!
Algumas fotos da mesa de café da manhã:
Mesa de café da manhã do Alcino - repare na pizza de fruta-pão lado esquerdo. Suquinho de carambola...
De manhã, consegui tirar algumas fotos da pousada e da cidade de Lençóis:
Pousada do Alcino - lado interior ao lado da mesa de café
Janela do nosso quarto
Detalhes do corredor da Pousada...
Alcino Estalagem & Atelier vista de fora - e o guia Lazáro no canto nos aguardando...
Rua da pousada Alcino - indo para o centro de Lençóis
Mais uma da cidade de Lençóis
Fomos conhecer a rota do rio Lençóis com o guia Lázaro (celular 75 9979-6213) que o Alcino ligou chamando. O Lázaro é uma pessoa atenciosa e paciente, sempre parava para nos explicar detalhes da cultura da região, inclusive flores e insetos estranhos (veja que gafanhotos doidos na foto abaixo). Na hora de nadar, ele como todo bom baiano ficava viajando enquanto esperava a gente ou tirava um cochilo...
Veja os gafanhotos!!
Atracões do Rio Lençóis:
Serrano
Salão das areias coloridas
Cachoeirinha
Cachoeira da primavera
Mirante da cidade
Voltamos para a cidade e fomos para o Ribeirão do meio ou toboga natural onde no caminho tinha uma tenda vendendo comida inclusive frutas. Levar comida e água pois o passeio e longo. Saímos por volta das 9h e voltamos para a pousada as 16h sem pausa para o almoço.
Guia R$70 pelo dia. Todos os lugares são muito bonitos e na maioria da pra nadar principalmente na cachoeirinha e no Ribeirão do meio.
Fotos do passeio:
Serrano
Cachoeirinha
Acho que essa é a Cachoeirinha (dá pra nadar beleza!)
Salão das Areias Coloridas
Cachoeira da Primavera
Mirante - Cidade de Lençóis
Ribeirão do Meio ou Tobogã Natural
Tem coragem de descer lá no meio? Cuidado pra não ralar a bunda no primeiro dia hein
Voltamos cansados e ainda de ressaca da viagem e jantamos no restaurante Grisante, foi muito bom pedimos um file com molho madeira e purê de batata
Detalhe do Restaurante Grisante - carne e peixe a bons preços
Esse é o Banco do Brasil mais legal que eu já vi! Fica bem no centro, ao lado do restaurante Grisante e das agências de turismo
4º dia - Morro do Pai Inácio e Gruta da Torrinha - 15/3/11 Terça
Saímos 8h30 e fomos ao Morro do Pai Inácio, dá uns 30km de Lençóis. Saindo de Lençóis em direção à BR242 vire a esquerda sentido cidade de Seabra. E uma estradinha de terra escondida do lado direito, fique atento pra nao passar pois nao tem placa nao sei pq. Chegamos lá as 9h30mas não tinha ninguém só dois carros estacionados perto da antena. Subimos sem guia mesmo.
Tinha essa placa aí:
Placa na entrada trilha para o Morro do Pai Inácio - cartão postal da Chapada Diamantina
A subida eqüivale a subir um prédio de uns dez andares de escada, nada muito difícil pra quem vai na padaria a pé de vez em quando hehehehe. Chegamos lá pela trilha óbvia de pedras, mas quando chegar no platô que e o morro do pai inácio marque o local que chegaram pq e fácil confundir na volta. A descida pra primeira pedra da trilha de volta é meio escondida.
A vista é maravilhosa, vale muito a pena e dá pra ficar babando lá por algum tempo.
Do lado da cruz no Morro do pai Inácio
Os platôs
Quando voltamos os guias já estavam lá (devem ter chegado atrasado pq lá fica aberto pra subir de 9h as 17h e chegamos as 9h30 e eles não tinham chegado ainda). Eles pedem pra assinar um livro de visitantes e tem uma coluna no livro escrito contribuição, aí vc doa o que pode. Eles não cobram um valor fixo e fica por isso mesmo. Ah e não é obrigado ir com guia tinha um gringo que subiu sozinho como nós, e sinceramente acho que não precisa mesmo. Bom e isso não se esqueçam de parar em um posto na volta e tirar fotos de outros platôs da chapada, o posto fica pouco depois da entrada do pai Inácio e se me lembro bem chama Posto Pai Inácio hehe coerente. Ali é de graça.
Vejam algumas fotos que tiramos de lá:
Gruta da Torrinha
Para ir na gruta da Torrinha continue na estrada que vai até o Morro do Pai Inácio, e vire no trevo à direita depois de uma placa que se não me falha a memória está escrito Cidade das Grutas. Um pouco depois você verá uma placa da gruta para virar à esquerda.
Essa gruta é muito interessante e segundo várias pessoas a mais completa da região. Não conheço nada de grutas, mas achei muito doido.
Algumas fotos dos principais pontos. Mas a foto é uma coisa, estar lá naquele lugar que parece a caverna do Dragão, é outra bem diferente... se for claustrofóbico (sei lá como escreve), não vá!
Saca o guia Marcílio - ou pode chamar de Lampião, o rei do cangaço
Desenho do rosto de Jesus
Sacou o gasparzinho?
Lembrei que tenho que arrancar meus cisos fora... percebeu o dente no meio da foto?
Flor de aragonita - pra mim o ponto alto da gruta, é uma flor pequena (apesar de na foto parecer maior), mas muito bonita e diferente
Excelente passeio, cansa um pouco caminhar na gruta que é um lugar abafado por natureza. O ar não circula mesmo.
O guia foi o Marcílio, muito bacana e paciente.
São mais ou menos 2 horas de caminhada, passando por trechos bem baixos e quentes. Em alguns lugares, quase rastejando.
São 3 roteiros dentro da gruta, fizemos o 2 e o 3. Valor: R$ 45 com o guia e capacete inclusos. Sugestão: leve a sua lanterna, porque o lampião ilumina bastante mas falta luz na frente do seu pé hehe
Se quiser tirar fotos bacanas em grutas, um tripé ajuda muito... nem lembrei de levar e me ferrei.
Se você quiser fazer como nós, ir para a gruta depois do Pai Inácio, já que é caminho, aproveite que na casa onde ficam os guias eles fazem mixto quente e servem sucos e bebidas... além de banheiros, pois depois da trilha já será tarde e é melhor comer antes.
É uma estrutura legal e suficiente.
Recomendo conhecer a gruta, foi fascinante!
Nesse dia tivemos a opção de conhecer o Mucugezinho e o Poço do Diabo, falam muito bem. Infelizmente estávamos bem cansados e deixamos pra depois, o que não aconteceu. Fica pra próxima. Se tiver tempo e ou mais disposição, inclua esses lugares também, são muito bem recomendados!!
O pessoal falou muito também em ver o pôr-do-sol no Morro do Pai Inácio. Pra isso, tem que chegar até as 17h00 que é o última hora para subir na trilha. Preferimos ir de manhã cedo para tirar umas fotos com boa luz e não arriscar a fechar o tempo, como o guia Lazáro falou no dia anterior... mas dizem que o pôr-do-sol de lá é de arrepiar.. fica pra próxima.
De volta à cidade, tiramos algumas fotos das ruas e...
Essa loja tem altos equipamentos de aventura, desde botas, mochilas até alimentos. Compramos água, comida tipo barras de cereal, etc ali.
Pelo que vi, os preços até que são honestos.
...passeamos e comemos um macarrão muito bom em um restaurante italiano, aliás, a cidade está lotada de italianos e seus restaurantes.
Comemos um macarrão com massa feita na hora a bolonhesa (o nome do prato era italiano, nem lembro). Muito bom!
No café da manhã conhecemos um casal muito gente fina, o Osvaldo e a Marisa, que moram e trabalham perto de Londrina, no Paraná.
Conversamos com eles e com o guia deles, o Jussemar, e acertamos de irmos juntos e racharmos o preço do guia para o dia seguinte, onde faríamos o Poço Encantado e o Poço Azul. Sendo assim, nos despedimos, eles foram para o Pai Inácio e a Gruta da Lapa Doce/Pratinha (mais uma atração que não conhecemos - aliás, na Chapada tem lugar pra mês...) e nós em direção à Fumaça, que eles tinham ido dia anterior.
Pegamos a BR242 sentido Seabra e entramos trevo para cidade de Palmeiras (peça informação lá mas siga sempre a esquerda depois da cidade são 21 km de estrada de terra ate o inicio da trilha).
Já na base da trilha, contratamos um guia, o Chico, por R$80 sendo incluso nesse preço a fumaça e o riachinho.
A placa abaixo fica ao lado do posto de controle onde trabalham os guias da associação e monitores:
A placa já diz tudo né, só não fala que a subida do começo é cabulosa, dá vontade de morrer, ainda mais com o solzinho da Bahia....
Vista do Vale do Capão ou Caeté-Açú
Depois da ladeira, fica plano e aí é só maravilha.
Logo depois, chega um riozinho com a água de Coca-Cola do rio da Fumaça e o barulho da cachoeira.
Cheio de gringos para todos os lados, parecia a Alemanha, mas tudo bem, fomos no platô onde dava pra ver a cachoeira de perfil:
Cachoeira da Fumaça
Os passarinhos não têm muito medo de gente... e gostam de barras de cereais
Depois fomos ao outro lado, para agachar e tentar pegar a cachoeira de cima... 380 metros de frio na barriga. A maior do Brasil!!
Fizemos a trilha mas tenho duvidas se precisa de guia pois a trilha e obvia o tempo todo e os gringos vão sozinhos, porém como a trilha e longa e pra ajudar os caras pense de novo, pois em caso de problemas eles ajudam. Nas mochilas que eles levam tem remédios, e outras coisas úteis como papel higiênico etc
Ah, a minha noiva teve dores no joelho, e acabamos não animando de ir para o riachinho....
Na volta comi um pastel de palmito da Jaca (tem que experimentar! muito bom!) e almoçamos (R$15/kg) no lugar aí da foto. Muito bom pra recarregar as energias, tem caldo de cana e água de coco tb...
6º dia - Poço Encantando e Poço Azul - 17/3/11 Quinta
Saímos pouco antes das 9h e fomos seguindo o carro do Osvaldo, Marisa e guia Jussemar, que conhecemos na quarta (dia anterior). A estrada começa novamente na BR242 só que agora no sentido contrário ao dos outros dias, sentido Mucugê. É muito chão, inclusive de asfalto ruim e estrada de terra ruim tb, ate dar os 140km ate o poco encantado. Porém não tem nada mais bonito na Chapada, junto com o Poço Azul que é pertinho, portanto não deixe de ir!
Após o poco encantado onde o tempo de permanência e de 15 min, a não ser que não tenha outros turistas, aí os guias quebram um galho e deixam ficar um pouco mais. Não se pode nadar no poco encantado, segundo os guias pq quando era permitido a gordura do corpo influenciava no ambiente.
Quando a gente desceu devagar o caminho dentro da caverna, com os capacetes, lanternas e tal, eu pelo menos fiquei abismado com o que vi. As fotos falam melhor, apesar de que elas não ficaram tão boas...
Poço Encantado - o lugar escuro aliado à falta de apoios e de um flash melhor, fez a foto ficar meia boca (faltou um tripé...) - mas dá pra sentir o drama!!
Esse é o lugar por onde a luz entra - dizem que a partir de abril até setembro um raio de sol entra e ilumina o laguinho, além do teto também ficar azul.
O que eu achei fascinante foi que a água cristalina combinada com os elementos do fundo (nunca lembro o nome mas lembro do carbonato de cálcio) permite ver as pedras no fundo azul e do lado você vê o reflexo da parede, ou seja, o reflexo da parede confunde com o fundo, criando um efeito surreal.... Impressionante!!
Repare no lado esquerdo do lago o reflexo da parede e logo ao lado o fundo !!
Ficamos pouco tempo lá, dizem que em alta temporada é permitido ficar menos tempo ainda, pois há sempre uma fila de turistas esperando.
Agradeci por gostar de viajar fora de temporada (enquanto ainda não temos filhos e podemos!).
Poço Azul
Para o Poço Azul pegamos a estrada de terra voltando seguindo o carro com nossos novos amigos e da-lhe mais estrada de terra ruim. Paramos o carro e atravessamos em um barco o rio, e $2 por pessoa por travessia.
O rio até dá pra atravessar a nado, mas a correnteza é forte e os gringos que tentaram quase se deram mal hehehehe
Os carros ficam de um lado, de lá é um barquinho e depois poucos metros a pé.
Pagamos dez reais por pessoa para acessar a área do poco azul. Lá tem um restaurante com comida razoável a $15 liberado por pessoa. Tomamos uma ducha antes pra limpar o corpo e descemos. Novamente uma vista impressionante, daquele azul magnifico, transparente, de ver as pedras no fundo. Tiramos varias fotos, o rapaz que fica lá, o Israel, e a cara do Ronaldinho gaúcho, e muito gente boa, alem de sacar muito de fotografia, deixei minha câmera com ele, ele tirou umas fotos perfeitas!!
Descendo para o Poço Azul - apesar da água meio esverdeada - impressionante!
Curtindo um mergulho...
Voltamos, almoçamos. O pessoal colocou na casa onde almoçamos, do lado do poço, um documentário onde vários arqueólogos e mergulhadores encontraram no Poço Azul vários fósseis da preguiça gigante, um animal gigantesco. Assisti um pouco depois do almoço, bastante interessante ver o tamanho dos ossos que eles acharam lá embaixo.
Depois, muito satisfeitos, retornamos para lençóis, despedindo do Osvaldo e Marisa que foram em direção a cachoeira do Buracao e ao Morro de São Paulo.
Grande abraço para os dois, muito divertidos e gente fina.
Em Lençóis, nós jantamos em um restaurante indicado pelo guia Jussemar, que se chama Artistas da Massa. O lugar também e muito bom, muito recomendado.
Comemos uma massa feita na hora também, muito bom!
Os Artistas da Massa
Rua da Baderna, 49
Fone: 75 3334-1886
7º e 8º dias - de Lençóis de volta para BH - 18/3 e 19/3 sexta e sábado
Saímos 8h15. despedimos do Alcino, e voltamos para BH. A diferença foi que dessa vez passamos por Mucugê e não por Seabra. As estradas para esse caminho estavam pouco melhores, até porque elas se encontram em Guanambi. A distância total foi quase a mesma, pouco mais de 1300 km.
Depois de tantos lugares maravilhosos, não vou detalhar o retorno.
Se valeu a pena ir de carro? Acho que sim, você conhece muitas pessoas no caminho, nem que seja na lanchonete ou no restaurante, ou na hora de pedir informações. Mas é um pouquinho a mais do Brasil que você conhece, além e principalmente da liberdade que o carro te dá.
Vocês devem percebido que em Lençóis tudo fica meio (ou muito) longe, tem várias agências de turismo que te levam para todos os lugares da região, mas alugar um carro em Salvador (muita gente faz) ou ir com o seu carro dá muita liberdade. Bom, cada um com seu gosto e com o seu bolso!
Gastos
Todos os gastos considerados para um casal:
Gasolina = R$ 670,64 (sobrou um pouquinho no tanque na volta) - o litro girou em torno de R$2,72
Hospedagem= R$ 800 em Lençóis (5 diárias para casal com ar condicionado na Alcino Estalagem & Atelier) e R$ 308 (Montes Clarros - Dima Lessa Hotel) = R$ 1108
Alimentação = R$ 422,90
Entradas/contribuições = R$ 53,00
Guia = R$ 240,00 (usem sempre os guias das associações - não peguem guias nas ruas!)
Total geral = R$ 2.495,34
É isso aí galera!
Espero ter ajudado alguém. Não deixem de viajar nunca, desculpas sempre irão aparecer. Lembre-se: não há forma melhor de gastar o nosso dinheiro suado!!!
Estou à disposição se vocês tiverem dúvidas. Grande abraço!
Chapada Diamantina de carro desde Belo Horizonte para Lençóis-BA
Pessoal,
É mais que uma obrigação deixar mais um relato para esse site maravilhoso e para as pessoas bacanas que aqui escrevem e que me ajudam em todas as minhas viagens...
Eu e minha noiva fizemos essa viagem, de 12 a 19 de março de 2011.
Queríamos ir de carro de BH até a Chapada para conhecer as paisagens, as estradas, as cidades, as pessoas, e mais um pouco do Brasil.
Coisa que você não faz em um avião e faz com menos intensidade de busão.
Da mesma forma, nossa ideia não era ir para acampar e economizar até o último centavo. Estamos muito longe de ser ricos, mas queríamos um pouco de conforto, por isso ficamos em Pousada e jantamos em bons restaurantes...
Só estou avisando antes caso você esteja em busca de um roteiro topa-tudo (nada contra! já fiz muito tbm
)
Decidimos ficar em Lençóis por ser um centro de vários lugares na Chapada, e pela estrutura.
A única reserva que fizemos foi no Alcino Estalagem & Atelier (http://www.alcinoestalagem.com/index1.htm).
No final do relato vou resumir todos os gastos mas adiantado foram R$800 por 5 dias em quarto de casal com ar condicionado.
Bom, é isso aí, vamos lá. Não vou deixar um guia muito detalhado, e sim mais as impressões.
1º Dia - de Belo Horizonte até Montes Claros (Minas Gerais)
Viajamos ate Montes Claros, o que dá em torno de 450 km de Belo Horizonte, pela BR-040 sentido BH-Brasília.
Resolvemos parar porque saímos sábado por volta das 15h00, e já estava de noite, não queríamos dirigir mais uns 900 km de madrugada e cansados.
A estrada está excelente! E o melhor: nada de pedágios.
A paisagem na estrada é muito bonita, com muito verde.
Em Montes Claros ficamos no Dimas Lessa Hotel na rua Pires de Albuquerque, 291. Fora de temporada a diária passou de R$210 mais taxa de serviço para 150 total. Hotel muito bom e café da manha melhor ainda, com 6 tipos de sucos. Quarto excelente com ar condicionado e tv LCD e internet sem fio gratuita. 4 estrelas e recomendado.
Algumas fotos que tiramos de Montes Claros da janela do Hotel:
Fotos de Montes Claros-MG
Saímos para comer alguma coisa, e fomos a uma pizzaria em uma avenida que dizem ser a mais movimentada à noite. A pizzaria se chama Papaula e gostamos bastante.
Voltamos mortos de cansado. Dia seguinte tinha chão...
2º dia - de Montes Claros-MG a Lençóis-BA - Domingo 13/3/11
Saímos 8h40 de Montes Claros, após o super café da manhã.
Abastecemos em Montes claros e em Porteirinha gasolina R$ 2,79/litro.
Passamos por várias cidades:
em Minas:
Janaúba (cidade grande e parece ser bem cuidada)
Porteirinha
Mato Verde
Monte Azul
Espinosa
Já na Bahia:
Urandi
Guanambi
Povoado de Pilões (almoçamos lá em um restaurante de beira de estrada que não me lembro o nome)
Caetité
Paramirim
Seabra
Lençóis (finalmente!) - 1350 km depois...
Pegamos muita chuva...
Da BR242 do trevo para Lençóis até a entrada da cidade são 12 km (asfaltados). Chegamos exaustos as 20h30 na Alcino Estalagem & Atelier.
Foram 1350 km aproximadamente de BH. Haja chão!!! Apesar disso tudo, nada fora do normal aconteceu, a estrada estava bem tranquila. Aliás, lembrando que em todo o trecho é asfalto, e em alguns locais a estrada está bem esburacada. Mas em quase toda a estrada dá pra desenvolver bem e andar a 100-110 km/h.
Chegando em Lençóis, já vimos o estilo colonial da cidade, da época do Garimpo.
O Lazáro (nosso guia no dia seguinte) nos disse que a cidade se chama Lençóis porque na época do garimpo, os garimpeiros costumavam dormir em tendas, e usavam uma espécie de lona que era branca. Quem passava de longe e via, achava que eram vários lençóis. Aí pegou.
A pousada Alcino nos surpreendeu positivamente, é muito bem cuidada. No estilo colonial, bem aconchegante.
Ela é bem no início da cidade, perguntamos e nos falaram. Achamos fácil... Deixamos as coisas lá, e fomos jantar.
Tinha lido aqui no site sobre o Hotel Canto das Águas, realmente é chique mesmo, coisa pra gringo.
Nós estávamos pagando R$160 a diária no Alcino para quarto de casal com ar condicionado. Lá no Canto das Águas pelo que li na recepção o quarto de casal mais barato sai a R$290. Acho que fora de temporada esse preço pode ser negociado, como nós fizemos com o Alcino.
3º dia - rio Lençóis - 14/3/2011
Café da manha espetacular, melhor que eu já tomei. O Alcino é uma pessoa super atenciosa, você vê que as pessoas e a Pousada são tratados com muito zelo e cuidado. O café da manhã é diferente todo dia, sempre com muitas frutas, sucos de sabores diferentes, tapiocas, iogurtes com granola, ovos mexidos, pizzas com fruta pão, mamão, ameixa, fruta do conde, bolos de chocolate, de aipim (mandioca), e aí vai... é ver pra crer!
Algumas fotos da mesa de café da manhã:
Mesa de café da manhã do Alcino - repare na pizza de fruta-pão lado esquerdo. Suquinho de carambola...
De manhã, consegui tirar algumas fotos da pousada e da cidade de Lençóis:
Pousada do Alcino - lado interior ao lado da mesa de café
Janela do nosso quarto
Detalhes do corredor da Pousada...
Alcino Estalagem & Atelier vista de fora - e o guia Lazáro no canto nos aguardando...
Rua da pousada Alcino - indo para o centro de Lençóis
Mais uma da cidade de Lençóis
Fomos conhecer a rota do rio Lençóis com o guia Lázaro (celular 75 9979-6213) que o Alcino ligou chamando. O Lázaro é uma pessoa atenciosa e paciente, sempre parava para nos explicar detalhes da cultura da região, inclusive flores e insetos estranhos (veja que gafanhotos doidos na foto abaixo). Na hora de nadar, ele como todo bom baiano ficava viajando enquanto esperava a gente ou tirava um cochilo...
Veja os gafanhotos!!
Atracões do Rio Lençóis:
Serrano
Salão das areias coloridas
Cachoeirinha
Cachoeira da primavera
Mirante da cidade
Voltamos para a cidade e fomos para o Ribeirão do meio ou toboga natural onde no caminho tinha uma tenda vendendo comida inclusive frutas. Levar comida e água pois o passeio e longo. Saímos por volta das 9h e voltamos para a pousada as 16h sem pausa para o almoço.
Guia R$70 pelo dia. Todos os lugares são muito bonitos e na maioria da pra nadar principalmente na cachoeirinha e no Ribeirão do meio.
Fotos do passeio:
Serrano
Cachoeirinha
Acho que essa é a Cachoeirinha (dá pra nadar beleza!)
Salão das Areias Coloridas
Cachoeira da Primavera
Mirante - Cidade de Lençóis
Ribeirão do Meio ou Tobogã Natural
Tem coragem de descer lá no meio? Cuidado pra não ralar a bunda no primeiro dia hein
Voltamos cansados e ainda de ressaca da viagem e jantamos no restaurante Grisante, foi muito bom pedimos um file com molho madeira e purê de batata
Detalhe do Restaurante Grisante - carne e peixe a bons preços
Esse é o Banco do Brasil mais legal que eu já vi! Fica bem no centro, ao lado do restaurante Grisante e das agências de turismo
4º dia - Morro do Pai Inácio e Gruta da Torrinha - 15/3/11 Terça
Saímos 8h30 e fomos ao Morro do Pai Inácio, dá uns 30km de Lençóis. Saindo de Lençóis em direção à BR242 vire a esquerda sentido cidade de Seabra. E uma estradinha de terra escondida do lado direito, fique atento pra nao passar pois nao tem placa nao sei pq. Chegamos lá as 9h30mas não tinha ninguém só dois carros estacionados perto da antena. Subimos sem guia mesmo.
Tinha essa placa aí:
Placa na entrada trilha para o Morro do Pai Inácio - cartão postal da Chapada Diamantina
A subida eqüivale a subir um prédio de uns dez andares de escada, nada muito difícil pra quem vai na padaria a pé de vez em quando hehehehe. Chegamos lá pela trilha óbvia de pedras, mas quando chegar no platô que e o morro do pai inácio marque o local que chegaram pq e fácil confundir na volta. A descida pra primeira pedra da trilha de volta é meio escondida.
A vista é maravilhosa, vale muito a pena e dá pra ficar babando lá por algum tempo.
Do lado da cruz no Morro do pai Inácio
Os platôs
Quando voltamos os guias já estavam lá (devem ter chegado atrasado pq lá fica aberto pra subir de 9h as 17h e chegamos as 9h30 e eles não tinham chegado ainda). Eles pedem pra assinar um livro de visitantes e tem uma coluna no livro escrito contribuição, aí vc doa o que pode. Eles não cobram um valor fixo e fica por isso mesmo. Ah e não é obrigado ir com guia tinha um gringo que subiu sozinho como nós, e sinceramente acho que não precisa mesmo. Bom e isso não se esqueçam de parar em um posto na volta e tirar fotos de outros platôs da chapada, o posto fica pouco depois da entrada do pai Inácio e se me lembro bem chama Posto Pai Inácio hehe coerente. Ali é de graça.
Vejam algumas fotos que tiramos de lá:
Gruta da Torrinha
Para ir na gruta da Torrinha continue na estrada que vai até o Morro do Pai Inácio, e vire no trevo à direita depois de uma placa que se não me falha a memória está escrito Cidade das Grutas. Um pouco depois você verá uma placa da gruta para virar à esquerda.
Essa gruta é muito interessante e segundo várias pessoas a mais completa da região. Não conheço nada de grutas, mas achei muito doido.
Algumas fotos dos principais pontos. Mas a foto é uma coisa, estar lá naquele lugar que parece a caverna do Dragão, é outra bem diferente... se for claustrofóbico (sei lá como escreve), não vá!
Saca o guia Marcílio - ou pode chamar de Lampião, o rei do cangaço
Desenho do rosto de Jesus
Sacou o gasparzinho?
Lembrei que tenho que arrancar meus cisos fora... percebeu o dente no meio da foto?
Flor de aragonita - pra mim o ponto alto da gruta, é uma flor pequena (apesar de na foto parecer maior), mas muito bonita e diferente
Excelente passeio, cansa um pouco caminhar na gruta que é um lugar abafado por natureza. O ar não circula mesmo.
O guia foi o Marcílio, muito bacana e paciente.
São mais ou menos 2 horas de caminhada, passando por trechos bem baixos e quentes. Em alguns lugares, quase rastejando.
São 3 roteiros dentro da gruta, fizemos o 2 e o 3. Valor: R$ 45 com o guia e capacete inclusos. Sugestão: leve a sua lanterna, porque o lampião ilumina bastante mas falta luz na frente do seu pé hehe
Se quiser tirar fotos bacanas em grutas, um tripé ajuda muito... nem lembrei de levar e me ferrei.
Se você quiser fazer como nós, ir para a gruta depois do Pai Inácio, já que é caminho, aproveite que na casa onde ficam os guias eles fazem mixto quente e servem sucos e bebidas... além de banheiros, pois depois da trilha já será tarde e é melhor comer antes.
É uma estrutura legal e suficiente.
Recomendo conhecer a gruta, foi fascinante!
Nesse dia tivemos a opção de conhecer o Mucugezinho e o Poço do Diabo, falam muito bem. Infelizmente estávamos bem cansados e deixamos pra depois, o que não aconteceu. Fica pra próxima. Se tiver tempo e ou mais disposição, inclua esses lugares também, são muito bem recomendados!!
O pessoal falou muito também em ver o pôr-do-sol no Morro do Pai Inácio. Pra isso, tem que chegar até as 17h00 que é o última hora para subir na trilha. Preferimos ir de manhã cedo para tirar umas fotos com boa luz e não arriscar a fechar o tempo, como o guia Lazáro falou no dia anterior... mas dizem que o pôr-do-sol de lá é de arrepiar.. fica pra próxima.
De volta à cidade, tiramos algumas fotos das ruas e...
Essa loja tem altos equipamentos de aventura, desde botas, mochilas até alimentos. Compramos água, comida tipo barras de cereal, etc ali.
Pelo que vi, os preços até que são honestos.
...passeamos e comemos um macarrão muito bom em um restaurante italiano, aliás, a cidade está lotada de italianos e seus restaurantes.
Comemos um macarrão com massa feita na hora a bolonhesa (o nome do prato era italiano, nem lembro). Muito bom!
Peguei um cartão:
Casa da Maria
Rua da Baderna, 102 - Lençóis
Tel.: 75 8827-7239 / 9188-1341
acasadamaria@gmail.com
Foi o melhor jantar da viagem...
5º dia - Cachoeira da Fumaça - 16/3/11 Quarta
No café da manhã conhecemos um casal muito gente fina, o Osvaldo e a Marisa, que moram e trabalham perto de Londrina, no Paraná.
Conversamos com eles e com o guia deles, o Jussemar, e acertamos de irmos juntos e racharmos o preço do guia para o dia seguinte, onde faríamos o Poço Encantado e o Poço Azul. Sendo assim, nos despedimos, eles foram para o Pai Inácio e a Gruta da Lapa Doce/Pratinha (mais uma atração que não conhecemos - aliás, na Chapada tem lugar pra mês...) e nós em direção à Fumaça, que eles tinham ido dia anterior.
Pegamos a BR242 sentido Seabra e entramos trevo para cidade de Palmeiras (peça informação lá mas siga sempre a esquerda depois da cidade são 21 km de estrada de terra ate o inicio da trilha).
Já na base da trilha, contratamos um guia, o Chico, por R$80 sendo incluso nesse preço a fumaça e o riachinho.
A placa abaixo fica ao lado do posto de controle onde trabalham os guias da associação e monitores:
A placa já diz tudo né, só não fala que a subida do começo é cabulosa, dá vontade de morrer, ainda mais com o solzinho da Bahia....
Vista do Vale do Capão ou Caeté-Açú
Depois da ladeira, fica plano e aí é só maravilha.
Logo depois, chega um riozinho com a água de Coca-Cola do rio da Fumaça e o barulho da cachoeira.
Cheio de gringos para todos os lados, parecia a Alemanha, mas tudo bem, fomos no platô onde dava pra ver a cachoeira de perfil:
Cachoeira da Fumaça
Os passarinhos não têm muito medo de gente... e gostam de barras de cereais
Depois fomos ao outro lado, para agachar e tentar pegar a cachoeira de cima... 380 metros de frio na barriga. A maior do Brasil!!
Fizemos a trilha mas tenho duvidas se precisa de guia pois a trilha e obvia o tempo todo e os gringos vão sozinhos, porém como a trilha e longa e pra ajudar os caras pense de novo, pois em caso de problemas eles ajudam. Nas mochilas que eles levam tem remédios, e outras coisas úteis como papel higiênico etc
Ah, a minha noiva teve dores no joelho, e acabamos não animando de ir para o riachinho....
Na volta comi um pastel de palmito da Jaca (tem que experimentar! muito bom!) e almoçamos (R$15/kg) no lugar aí da foto. Muito bom pra recarregar as energias, tem caldo de cana e água de coco tb...
6º dia - Poço Encantando e Poço Azul - 17/3/11 Quinta
Saímos pouco antes das 9h e fomos seguindo o carro do Osvaldo, Marisa e guia Jussemar, que conhecemos na quarta (dia anterior). A estrada começa novamente na BR242 só que agora no sentido contrário ao dos outros dias, sentido Mucugê. É muito chão, inclusive de asfalto ruim e estrada de terra ruim tb, ate dar os 140km ate o poco encantado. Porém não tem nada mais bonito na Chapada, junto com o Poço Azul que é pertinho, portanto não deixe de ir!
Após o poco encantado onde o tempo de permanência e de 15 min, a não ser que não tenha outros turistas, aí os guias quebram um galho e deixam ficar um pouco mais. Não se pode nadar no poco encantado, segundo os guias pq quando era permitido a gordura do corpo influenciava no ambiente.
Quando a gente desceu devagar o caminho dentro da caverna, com os capacetes, lanternas e tal, eu pelo menos fiquei abismado com o que vi. As fotos falam melhor, apesar de que elas não ficaram tão boas...
Poço Encantado - o lugar escuro aliado à falta de apoios e de um flash melhor, fez a foto ficar meia boca (faltou um tripé...) - mas dá pra sentir o drama!!
Esse é o lugar por onde a luz entra - dizem que a partir de abril até setembro um raio de sol entra e ilumina o laguinho, além do teto também ficar azul.
O que eu achei fascinante foi que a água cristalina combinada com os elementos do fundo (nunca lembro o nome mas lembro do carbonato de cálcio) permite ver as pedras no fundo azul e do lado você vê o reflexo da parede, ou seja, o reflexo da parede confunde com o fundo, criando um efeito surreal.... Impressionante!!
Repare no lado esquerdo do lago o reflexo da parede e logo ao lado o fundo !!
Ficamos pouco tempo lá, dizem que em alta temporada é permitido ficar menos tempo ainda, pois há sempre uma fila de turistas esperando.
Agradeci por gostar de viajar fora de temporada (enquanto ainda não temos filhos e podemos!).
Poço Azul
Para o Poço Azul pegamos a estrada de terra voltando seguindo o carro com nossos novos amigos e da-lhe mais estrada de terra ruim. Paramos o carro e atravessamos em um barco o rio, e $2 por pessoa por travessia.
O rio até dá pra atravessar a nado, mas a correnteza é forte e os gringos que tentaram quase se deram mal hehehehe
Os carros ficam de um lado, de lá é um barquinho e depois poucos metros a pé.
Pagamos dez reais por pessoa para acessar a área do poco azul. Lá tem um restaurante com comida razoável a $15 liberado por pessoa. Tomamos uma ducha antes pra limpar o corpo e descemos. Novamente uma vista impressionante, daquele azul magnifico, transparente, de ver as pedras no fundo. Tiramos varias fotos, o rapaz que fica lá, o Israel, e a cara do Ronaldinho gaúcho, e muito gente boa, alem de sacar muito de fotografia, deixei minha câmera com ele, ele tirou umas fotos perfeitas!!
Descendo para o Poço Azul - apesar da água meio esverdeada - impressionante!
Curtindo um mergulho...
Voltamos, almoçamos. O pessoal colocou na casa onde almoçamos, do lado do poço, um documentário onde vários arqueólogos e mergulhadores encontraram no Poço Azul vários fósseis da preguiça gigante, um animal gigantesco. Assisti um pouco depois do almoço, bastante interessante ver o tamanho dos ossos que eles acharam lá embaixo.
Depois, muito satisfeitos, retornamos para lençóis, despedindo do Osvaldo e Marisa que foram em direção a cachoeira do Buracao e ao Morro de São Paulo.
Grande abraço para os dois, muito divertidos e gente fina.
Em Lençóis, nós jantamos em um restaurante indicado pelo guia Jussemar, que se chama Artistas da Massa. O lugar também e muito bom, muito recomendado.
Comemos uma massa feita na hora também, muito bom!
Os Artistas da Massa
Rua da Baderna, 49
Fone: 75 3334-1886
7º e 8º dias - de Lençóis de volta para BH - 18/3 e 19/3 sexta e sábado
Saímos 8h15. despedimos do Alcino, e voltamos para BH. A diferença foi que dessa vez passamos por Mucugê e não por Seabra. As estradas para esse caminho estavam pouco melhores, até porque elas se encontram em Guanambi. A distância total foi quase a mesma, pouco mais de 1300 km.
Depois de tantos lugares maravilhosos, não vou detalhar o retorno.
Se valeu a pena ir de carro? Acho que sim, você conhece muitas pessoas no caminho, nem que seja na lanchonete ou no restaurante, ou na hora de pedir informações. Mas é um pouquinho a mais do Brasil que você conhece, além e principalmente da liberdade que o carro te dá.
Vocês devem percebido que em Lençóis tudo fica meio (ou muito) longe, tem várias agências de turismo que te levam para todos os lugares da região, mas alugar um carro em Salvador (muita gente faz) ou ir com o seu carro dá muita liberdade. Bom, cada um com seu gosto e com o seu bolso!
Gastos
Todos os gastos considerados para um casal:
Gasolina = R$ 670,64 (sobrou um pouquinho no tanque na volta) - o litro girou em torno de R$2,72
Hospedagem= R$ 800 em Lençóis (5 diárias para casal com ar condicionado na Alcino Estalagem & Atelier) e R$ 308 (Montes Clarros - Dima Lessa Hotel) = R$ 1108
Alimentação = R$ 422,90
Entradas/contribuições = R$ 53,00
Guia = R$ 240,00 (usem sempre os guias das associações - não peguem guias nas ruas!)
Total geral = R$ 2.495,34
É isso aí galera!
Espero ter ajudado alguém. Não deixem de viajar nunca, desculpas sempre irão aparecer. Lembre-se: não há forma melhor de gastar o nosso dinheiro suado!!!
Estou à disposição se vocês tiverem dúvidas. Grande abraço!
Sérgio