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Chapada Diamantina de Belo Horizonte de carro - 8 dias


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Chapada Diamantina de carro desde Belo Horizonte para Lençóis-BA

 

Pessoal,

 

É mais que uma obrigação deixar mais um relato para esse site maravilhoso e para as pessoas bacanas que aqui escrevem e que me ajudam em todas as minhas viagens...

 

Eu e minha noiva fizemos essa viagem, de 12 a 19 de março de 2011.

Queríamos ir de carro de BH até a Chapada para conhecer as paisagens, as estradas, as cidades, as pessoas, e mais um pouco do Brasil.

Coisa que você não faz em um avião e faz com menos intensidade de busão.

 

Da mesma forma, nossa ideia não era ir para acampar e economizar até o último centavo. Estamos muito longe de ser ricos, mas queríamos um pouco de conforto, por isso ficamos em Pousada e jantamos em bons restaurantes...

Só estou avisando antes caso você esteja em busca de um roteiro topa-tudo (nada contra! já fiz muito tbm ::otemo:: )

 

Decidimos ficar em Lençóis por ser um centro de vários lugares na Chapada, e pela estrutura.

A única reserva que fizemos foi no Alcino Estalagem & Atelier (http://www.alcinoestalagem.com/index1.htm).

No final do relato vou resumir todos os gastos mas adiantado foram R$800 por 5 dias em quarto de casal com ar condicionado.

 

Bom, é isso aí, vamos lá. Não vou deixar um guia muito detalhado, e sim mais as impressões.

::cool:::'>

 

1º Dia - de Belo Horizonte até Montes Claros (Minas Gerais)

 

Viajamos ate Montes Claros, o que dá em torno de 450 km de Belo Horizonte, pela BR-040 sentido BH-Brasília.

Resolvemos parar porque saímos sábado por volta das 15h00, e já estava de noite, não queríamos dirigir mais uns 900 km de madrugada e cansados.

A estrada está excelente! E o melhor: nada de pedágios.

A paisagem na estrada é muito bonita, com muito verde.

 

Em Montes Claros ficamos no Dimas Lessa Hotel na rua Pires de Albuquerque, 291. Fora de temporada a diária passou de R$210 mais taxa de serviço para 150 total. Hotel muito bom e café da manha melhor ainda, com 6 tipos de sucos. Quarto excelente com ar condicionado e tv LCD e internet sem fio gratuita. 4 estrelas e recomendado.

 

Algumas fotos que tiramos de Montes Claros da janela do Hotel:

 

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Fotos de Montes Claros-MG

 

Saímos para comer alguma coisa, e fomos a uma pizzaria em uma avenida que dizem ser a mais movimentada à noite. A pizzaria se chama Papaula e gostamos bastante.

 

Voltamos mortos de cansado. Dia seguinte tinha chão...

 

2º dia - de Montes Claros-MG a Lençóis-BA - Domingo 13/3/11

 

Saímos 8h40 de Montes Claros, após o super café da manhã.

Abastecemos em Montes claros e em Porteirinha gasolina R$ 2,79/litro.

 

Passamos por várias cidades:

 

em Minas:

Janaúba (cidade grande e parece ser bem cuidada)

Porteirinha

Mato Verde

 

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Monte Azul

Espinosa

 

Já na Bahia:

Urandi

 

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Guanambi

Povoado de Pilões (almoçamos lá em um restaurante de beira de estrada que não me lembro o nome)

Caetité

Paramirim

Seabra

Lençóis (finalmente!) - 1350 km depois...

 

Pegamos muita chuva...

 

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Da BR242 do trevo para Lençóis até a entrada da cidade são 12 km (asfaltados). Chegamos exaustos as 20h30 na Alcino Estalagem & Atelier.

 

Foram 1350 km aproximadamente de BH. Haja chão!!! Apesar disso tudo, nada fora do normal aconteceu, a estrada estava bem tranquila. Aliás, lembrando que em todo o trecho é asfalto, e em alguns locais a estrada está bem esburacada. Mas em quase toda a estrada dá pra desenvolver bem e andar a 100-110 km/h.

 

Chegando em Lençóis, já vimos o estilo colonial da cidade, da época do Garimpo.

O Lazáro (nosso guia no dia seguinte) nos disse que a cidade se chama Lençóis porque na época do garimpo, os garimpeiros costumavam dormir em tendas, e usavam uma espécie de lona que era branca. Quem passava de longe e via, achava que eram vários lençóis. Aí pegou.

 

A pousada Alcino nos surpreendeu positivamente, é muito bem cuidada. No estilo colonial, bem aconchegante.

Ela é bem no início da cidade, perguntamos e nos falaram. Achamos fácil... Deixamos as coisas lá, e fomos jantar.

Tinha lido aqui no site sobre o Hotel Canto das Águas, realmente é chique mesmo, coisa pra gringo.

Nós estávamos pagando R$160 a diária no Alcino para quarto de casal com ar condicionado. Lá no Canto das Águas pelo que li na recepção o quarto de casal mais barato sai a R$290. Acho que fora de temporada esse preço pode ser negociado, como nós fizemos com o Alcino.

 

3º dia - rio Lençóis - 14/3/2011

 

Café da manha espetacular, melhor que eu já tomei. O Alcino é uma pessoa super atenciosa, você vê que as pessoas e a Pousada são tratados com muito zelo e cuidado. O café da manhã é diferente todo dia, sempre com muitas frutas, sucos de sabores diferentes, tapiocas, iogurtes com granola, ovos mexidos, pizzas com fruta pão, mamão, ameixa, fruta do conde, bolos de chocolate, de aipim (mandioca), e aí vai... é ver pra crer! ::otemo::

 

Algumas fotos da mesa de café da manhã:

 

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Mesa de café da manhã do Alcino - repare na pizza de fruta-pão lado esquerdo. Suquinho de carambola...

 

De manhã, consegui tirar algumas fotos da pousada e da cidade de Lençóis:

 

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Pousada do Alcino - lado interior ao lado da mesa de café

 

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Janela do nosso quarto

 

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Detalhes do corredor da Pousada...

 

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Alcino Estalagem & Atelier vista de fora - e o guia Lazáro no canto nos aguardando...

 

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Rua da pousada Alcino - indo para o centro de Lençóis

 

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Mais uma da cidade de Lençóis

 

Fomos conhecer a rota do rio Lençóis com o guia Lázaro (celular 75 9979-6213) que o Alcino ligou chamando. O Lázaro é uma pessoa atenciosa e paciente, sempre parava para nos explicar detalhes da cultura da região, inclusive flores e insetos estranhos (veja que gafanhotos doidos na foto abaixo). Na hora de nadar, ele como todo bom baiano ficava viajando enquanto esperava a gente ou tirava um cochilo... :wink:

 

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Veja os gafanhotos!!

 

Atracões do Rio Lençóis:

 

Serrano

Salão das areias coloridas

Cachoeirinha

Cachoeira da primavera

Mirante da cidade

Voltamos para a cidade e fomos para o Ribeirão do meio ou toboga natural onde no caminho tinha uma tenda vendendo comida inclusive frutas. Levar comida e água pois o passeio e longo. Saímos por volta das 9h e voltamos para a pousada as 16h sem pausa para o almoço.

 

Guia R$70 pelo dia. Todos os lugares são muito bonitos e na maioria da pra nadar principalmente na cachoeirinha e no Ribeirão do meio.

 

Fotos do passeio:

 

Serrano

 

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Cachoeirinha

 

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Acho que essa é a Cachoeirinha (dá pra nadar beleza!)

 

Salão das Areias Coloridas

 

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Cachoeira da Primavera

 

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Mirante - Cidade de Lençóis

 

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Ribeirão do Meio ou Tobogã Natural

 

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Tem coragem de descer lá no meio? Cuidado pra não ralar a bunda no primeiro dia hein

 

Voltamos cansados e ainda de ressaca da viagem e jantamos no restaurante Grisante, foi muito bom pedimos um file com molho madeira e purê de batata

 

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Detalhe do Restaurante Grisante - carne e peixe a bons preços

 

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Esse é o Banco do Brasil mais legal que eu já vi! Fica bem no centro, ao lado do restaurante Grisante e das agências de turismo

 

4º dia - Morro do Pai Inácio e Gruta da Torrinha - 15/3/11 Terça

 

Saímos 8h30 e fomos ao Morro do Pai Inácio, dá uns 30km de Lençóis. Saindo de Lençóis em direção à BR242 vire a esquerda sentido cidade de Seabra. E uma estradinha de terra escondida do lado direito, fique atento pra nao passar pois nao tem placa nao sei pq. Chegamos lá as 9h30mas não tinha ninguém só dois carros estacionados perto da antena. Subimos sem guia mesmo.

 

Tinha essa placa aí:

 

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Placa na entrada trilha para o Morro do Pai Inácio - cartão postal da Chapada Diamantina

 

A subida eqüivale a subir um prédio de uns dez andares de escada, nada muito difícil pra quem vai na padaria a pé de vez em quando hehehehe. Chegamos lá pela trilha óbvia de pedras, mas quando chegar no platô que e o morro do pai inácio marque o local que chegaram pq e fácil confundir na volta. A descida pra primeira pedra da trilha de volta é meio escondida.

 

A vista é maravilhosa, vale muito a pena e dá pra ficar babando lá por algum tempo.

 

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Do lado da cruz no Morro do pai Inácio

 

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Os platôs

 

Quando voltamos os guias já estavam lá (devem ter chegado atrasado pq lá fica aberto pra subir de 9h as 17h e chegamos as 9h30 e eles não tinham chegado ainda). Eles pedem pra assinar um livro de visitantes e tem uma coluna no livro escrito contribuição, aí vc doa o que pode. Eles não cobram um valor fixo e fica por isso mesmo. Ah e não é obrigado ir com guia tinha um gringo que subiu sozinho como nós, e sinceramente acho que não precisa mesmo. Bom e isso não se esqueçam de parar em um posto na volta e tirar fotos de outros platôs da chapada, o posto fica pouco depois da entrada do pai Inácio e se me lembro bem chama Posto Pai Inácio hehe coerente. Ali é de graça.

 

Vejam algumas fotos que tiramos de lá:

 

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Gruta da Torrinha

 

Para ir na gruta da Torrinha continue na estrada que vai até o Morro do Pai Inácio, e vire no trevo à direita depois de uma placa que se não me falha a memória está escrito Cidade das Grutas. Um pouco depois você verá uma placa da gruta para virar à esquerda.

 

Essa gruta é muito interessante e segundo várias pessoas a mais completa da região. Não conheço nada de grutas, mas achei muito doido.

Algumas fotos dos principais pontos. Mas a foto é uma coisa, estar lá naquele lugar que parece a caverna do Dragão, é outra bem diferente... se for claustrofóbico (sei lá como escreve), não vá!

 

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Saca o guia Marcílio - ou pode chamar de Lampião, o rei do cangaço

 

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Desenho do rosto de Jesus

 

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Sacou o gasparzinho?

 

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Lembrei que tenho que arrancar meus cisos fora... percebeu o dente no meio da foto?

 

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Flor de aragonita - pra mim o ponto alto da gruta, é uma flor pequena (apesar de na foto parecer maior), mas muito bonita e diferente

 

Excelente passeio, cansa um pouco caminhar na gruta que é um lugar abafado por natureza. O ar não circula mesmo.

O guia foi o Marcílio, muito bacana e paciente.

São mais ou menos 2 horas de caminhada, passando por trechos bem baixos e quentes. Em alguns lugares, quase rastejando.

São 3 roteiros dentro da gruta, fizemos o 2 e o 3. Valor: R$ 45 com o guia e capacete inclusos. Sugestão: leve a sua lanterna, porque o lampião ilumina bastante mas falta luz na frente do seu pé hehe

Se quiser tirar fotos bacanas em grutas, um tripé ajuda muito... nem lembrei de levar e me ferrei.

 

Se você quiser fazer como nós, ir para a gruta depois do Pai Inácio, já que é caminho, aproveite que na casa onde ficam os guias eles fazem mixto quente e servem sucos e bebidas... além de banheiros, pois depois da trilha já será tarde e é melhor comer antes.

É uma estrutura legal e suficiente.

 

Recomendo conhecer a gruta, foi fascinante!

 

Nesse dia tivemos a opção de conhecer o Mucugezinho e o Poço do Diabo, falam muito bem. Infelizmente estávamos bem cansados e deixamos pra depois, o que não aconteceu. Fica pra próxima. Se tiver tempo e ou mais disposição, inclua esses lugares também, são muito bem recomendados!!

 

O pessoal falou muito também em ver o pôr-do-sol no Morro do Pai Inácio. Pra isso, tem que chegar até as 17h00 que é o última hora para subir na trilha. Preferimos ir de manhã cedo para tirar umas fotos com boa luz e não arriscar a fechar o tempo, como o guia Lazáro falou no dia anterior... mas dizem que o pôr-do-sol de lá é de arrepiar.. fica pra próxima.

 

De volta à cidade, tiramos algumas fotos das ruas e...

 

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Essa loja tem altos equipamentos de aventura, desde botas, mochilas até alimentos. Compramos água, comida tipo barras de cereal, etc ali.

Pelo que vi, os preços até que são honestos.

 

...passeamos e comemos um macarrão muito bom em um restaurante italiano, aliás, a cidade está lotada de italianos e seus restaurantes.

Comemos um macarrão com massa feita na hora a bolonhesa (o nome do prato era italiano, nem lembro). Muito bom!

 

Peguei um cartão:

 

Casa da Maria

Rua da Baderna, 102 - Lençóis

Tel.: 75 8827-7239 / 9188-1341

[email protected]

 

Foi o melhor jantar da viagem...

 

5º dia - Cachoeira da Fumaça - 16/3/11 Quarta

 

No café da manhã conhecemos um casal muito gente fina, o Osvaldo e a Marisa, que moram e trabalham perto de Londrina, no Paraná.

Conversamos com eles e com o guia deles, o Jussemar, e acertamos de irmos juntos e racharmos o preço do guia para o dia seguinte, onde faríamos o Poço Encantado e o Poço Azul. Sendo assim, nos despedimos, eles foram para o Pai Inácio e a Gruta da Lapa Doce/Pratinha (mais uma atração que não conhecemos - aliás, na Chapada tem lugar pra mês...) e nós em direção à Fumaça, que eles tinham ido dia anterior.

 

Pegamos a BR242 sentido Seabra e entramos trevo para cidade de Palmeiras (peça informação lá mas siga sempre a esquerda depois da cidade são 21 km de estrada de terra ate o inicio da trilha).

 

Já na base da trilha, contratamos um guia, o Chico, por R$80 sendo incluso nesse preço a fumaça e o riachinho.

 

A placa abaixo fica ao lado do posto de controle onde trabalham os guias da associação e monitores:

 

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A placa já diz tudo né, só não fala que a subida do começo é cabulosa, dá vontade de morrer, ainda mais com o solzinho da Bahia.... ::quilpish::

 

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Vista do Vale do Capão ou Caeté-Açú

 

Depois da ladeira, fica plano e aí é só maravilha.

Logo depois, chega um riozinho com a água de Coca-Cola do rio da Fumaça e o barulho da cachoeira.

Cheio de gringos para todos os lados, parecia a Alemanha, mas tudo bem, fomos no platô onde dava pra ver a cachoeira de perfil:

 

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Cachoeira da Fumaça

 

Os passarinhos não têm muito medo de gente... e gostam de barras de cereais

 

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Depois fomos ao outro lado, para agachar e tentar pegar a cachoeira de cima... 380 metros de frio na barriga. A maior do Brasil!!

 

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Fizemos a trilha mas tenho duvidas se precisa de guia pois a trilha e obvia o tempo todo e os gringos vão sozinhos, porém como a trilha e longa e pra ajudar os caras pense de novo, pois em caso de problemas eles ajudam. Nas mochilas que eles levam tem remédios, e outras coisas úteis como papel higiênico etc

Ah, a minha noiva teve dores no joelho, e acabamos não animando de ir para o riachinho.... :(

 

Na volta comi um pastel de palmito da Jaca (tem que experimentar! muito bom!) e almoçamos (R$15/kg) no lugar aí da foto. Muito bom pra recarregar as energias, tem caldo de cana e água de coco tb...

 

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6º dia - Poço Encantando e Poço Azul - 17/3/11 Quinta

 

Saímos pouco antes das 9h e fomos seguindo o carro do Osvaldo, Marisa e guia Jussemar, que conhecemos na quarta (dia anterior). A estrada começa novamente na BR242 só que agora no sentido contrário ao dos outros dias, sentido Mucugê. É muito chão, inclusive de asfalto ruim e estrada de terra ruim tb, ate dar os 140km ate o poco encantado. Porém não tem nada mais bonito na Chapada, junto com o Poço Azul que é pertinho, portanto não deixe de ir!

 

Após o poco encantado onde o tempo de permanência e de 15 min, a não ser que não tenha outros turistas, aí os guias quebram um galho e deixam ficar um pouco mais. Não se pode nadar no poco encantado, segundo os guias pq quando era permitido a gordura do corpo influenciava no ambiente.

 

Quando a gente desceu devagar o caminho dentro da caverna, com os capacetes, lanternas e tal, eu pelo menos fiquei abismado com o que vi. As fotos falam melhor, apesar de que elas não ficaram tão boas...

 

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Poço Encantado - o lugar escuro aliado à falta de apoios e de um flash melhor, fez a foto ficar meia boca (faltou um tripé...) - mas dá pra sentir o drama!!

 

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Esse é o lugar por onde a luz entra - dizem que a partir de abril até setembro um raio de sol entra e ilumina o laguinho, além do teto também ficar azul.

 

O que eu achei fascinante foi que a água cristalina combinada com os elementos do fundo (nunca lembro o nome mas lembro do carbonato de cálcio) permite ver as pedras no fundo azul e do lado você vê o reflexo da parede, ou seja, o reflexo da parede confunde com o fundo, criando um efeito surreal.... Impressionante!!

::otemo::

 

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Repare no lado esquerdo do lago o reflexo da parede e logo ao lado o fundo !!

 

Ficamos pouco tempo lá, dizem que em alta temporada é permitido ficar menos tempo ainda, pois há sempre uma fila de turistas esperando.

Agradeci por gostar de viajar fora de temporada (enquanto ainda não temos filhos e podemos!).

 

Poço Azul

 

Para o Poço Azul pegamos a estrada de terra voltando seguindo o carro com nossos novos amigos e da-lhe mais estrada de terra ruim. Paramos o carro e atravessamos em um barco o rio, e $2 por pessoa por travessia.

 

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O rio até dá pra atravessar a nado, mas a correnteza é forte e os gringos que tentaram quase se deram mal hehehehe

Os carros ficam de um lado, de lá é um barquinho e depois poucos metros a pé.

 

Pagamos dez reais por pessoa para acessar a área do poco azul. Lá tem um restaurante com comida razoável a $15 liberado por pessoa. Tomamos uma ducha antes pra limpar o corpo e descemos. Novamente uma vista impressionante, daquele azul magnifico, transparente, de ver as pedras no fundo. Tiramos varias fotos, o rapaz que fica lá, o Israel, e a cara do Ronaldinho gaúcho, e muito gente boa, alem de sacar muito de fotografia, deixei minha câmera com ele, ele tirou umas fotos perfeitas!!

 

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Descendo para o Poço Azul - apesar da água meio esverdeada - impressionante!

 

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Curtindo um mergulho...

 

Voltamos, almoçamos. O pessoal colocou na casa onde almoçamos, do lado do poço, um documentário onde vários arqueólogos e mergulhadores encontraram no Poço Azul vários fósseis da preguiça gigante, um animal gigantesco. Assisti um pouco depois do almoço, bastante interessante ver o tamanho dos ossos que eles acharam lá embaixo.

 

Depois, muito satisfeitos, retornamos para lençóis, despedindo do Osvaldo e Marisa que foram em direção a cachoeira do Buracao e ao Morro de São Paulo.

Grande abraço para os dois, muito divertidos e gente fina.

 

Em Lençóis, nós jantamos em um restaurante indicado pelo guia Jussemar, que se chama Artistas da Massa. O lugar também e muito bom, muito recomendado.

Comemos uma massa feita na hora também, muito bom!

 

Os Artistas da Massa

Rua da Baderna, 49

Fone: 75 3334-1886

 

7º e 8º dias - de Lençóis de volta para BH - 18/3 e 19/3 sexta e sábado

 

Saímos 8h15. despedimos do Alcino, e voltamos para BH. A diferença foi que dessa vez passamos por Mucugê e não por Seabra. As estradas para esse caminho estavam pouco melhores, até porque elas se encontram em Guanambi. A distância total foi quase a mesma, pouco mais de 1300 km.

Depois de tantos lugares maravilhosos, não vou detalhar o retorno.

 

Se valeu a pena ir de carro? Acho que sim, você conhece muitas pessoas no caminho, nem que seja na lanchonete ou no restaurante, ou na hora de pedir informações. Mas é um pouquinho a mais do Brasil que você conhece, além e principalmente da liberdade que o carro te dá.

 

Vocês devem percebido que em Lençóis tudo fica meio (ou muito) longe, tem várias agências de turismo que te levam para todos os lugares da região, mas alugar um carro em Salvador (muita gente faz) ou ir com o seu carro dá muita liberdade. Bom, cada um com seu gosto e com o seu bolso!

 

Gastos

 

Todos os gastos considerados para um casal:

 

Gasolina = R$ 670,64 (sobrou um pouquinho no tanque na volta) - o litro girou em torno de R$2,72

Hospedagem= R$ 800 em Lençóis (5 diárias para casal com ar condicionado na Alcino Estalagem & Atelier) e R$ 308 (Montes Clarros - Dima Lessa Hotel) = R$ 1108

Alimentação = R$ 422,90

Entradas/contribuições = R$ 53,00

Guia = R$ 240,00 (usem sempre os guias das associações - não peguem guias nas ruas!)

 

Total geral = R$ 2.495,34

 

É isso aí galera!

 

Espero ter ajudado alguém. Não deixem de viajar nunca, desculpas sempre irão aparecer. Lembre-se: não há forma melhor de gastar o nosso dinheiro suado!!!

 

Estou à disposição se vocês tiverem dúvidas. Grande abraço!

 

Sérgio

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  • 2 semanas depois...
  • Membros de Honra

Olá Sérgio!

 

Muito bacana seu relato!!

 

Poço Azul e Poço Encantado: Eu os acho fantásticos!! Tem a Pratinha tb (que é uma farofada... ) mas nem por isso é menos linda!!! Eu adoro a Pratinha! ::otemo::

 

Fiquei com saudades da minha terra! Sempre estou indo pra lá... e nessa brincadeira deixo de conhecer outros lugares.. é um vício, uma cachaça!! Aliás, como voltei a ser estudante depois dos 30, tá faltando tempo e grana pra viajar mais.

 

Por falar em grana, sacanagem cobrar R$ 80,00 pra subir a Cachoeira da Fumaça!!! ::carai::

 

Parabéns pelo relato e pela trip! Fui aqui, curtindo as fotos das cidadeszinhas e da estrada!! muito bacana!

 

abraços! ::otemo::

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  • Membros

Oi Frida!

 

Poxa, legal que você gostou do relato. Ainda mais por ser da região.

Os R$ 80,00 foram caros mesmo, não sei se precisa de guia pra subir pra Fumaça, acho que não. A trilha é muito clara...

 

É um lugar show de bola mesmo, voltarei lá mais com certeza.

 

Grande abraço!

 

Sérgio

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  • 2 semanas depois...
  • Membros

Fala Márcio!

 

Cara, o poço encantado é impressionante. É uma pena que o mergulho é proibido, os guias disseram que é pq com muita gente mergulhando, a gordura do corpo tava alterando a cor do reflexo e tal...

 

Mas dá pra matar a vontade de nadar no Poço Azul, que é bem perto.

 

Compete bem com o rio Futaleufú!

 

Abraços

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  • 2 anos depois...
  • Membros

Opa!! Blz pura conterrâneo!??

 

Gostaria de agradecer pela contribuição!! Muito fino!! Estou planejando ir a Chapada agora dia 13 de agosto e todas as dicas foram muito valiosas.

Porém, estou pesquisando tanto e vi tantas dicas que me ''compliquei'' para decidir onde hospedar e quantos dias em cada lugar…hehehe.

Vou de carro próprio tambem e saindo de Belo Horizonte.

 

Como estou vindo do sul, como voce fez, minha ideia inicial era me Hospedar em Mucuge e depois subir para Lençois. Como disponho de 17 dias, talvez de para fazer tudo tranquilo... porem nao sei quantos dias vou gastar em cada local...; se puder dar uma “luz”, agradeço demais.

 

Grande abraço e obrigado,

 

Felipe Roberto

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  • 1 mês depois...
  • 3 semanas depois...
  • 1 mês depois...
  • 4 semanas depois...
  • Membros

Olá Sergio, ótimo relato.

 

Estamos indo logo para a Chapada Diamantina a partir de São Paulo.

Nossa dúvida é sobre as rodovias que devemos pegar após Montes Claros. Está um pouco confuso.

Pode, se possível, esclarecer melhor o caminho das rodovias a serem trafegadas assim que possível?

 

Obrigada,

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    • Por rafael.celeste
      Visitei a Chapada Diamantina recentemente com mais 2 amigos e conseguimos fazer todos os passeios que queríamos. Contratamos um guia apenas na cachoeira do Buracão, onde dizem que o guia é obrigatório.
      Pra ir sem guia, todos nós tínhamos um bom preparo físico e alguma experiência em trilhas. Além disso, baixei a versão completa do app Wikiloc. Se não me engano, custou R$7,50. Frente à economia que você fará com os guias, tá de graça. Dá pra comprar um bom powerbank pra carregar o celular na viagem que você ainda sai no lucro (recomendo o zenpower da asus). Dito isso, com exceção da trilha da cachoeira da fumacinha todas as trilhas foram feitas tranquilamente seguindo o tracklog no celular (tracklog é o caminho que você segue com o GPS). São trilhas bem marcadas, muita gente passa por lá. Vez ou outra há uma bifurcação e você tira a dúvida com o app.
      Não vou detalhar todos os passeios que fizemos pois há uma infinidade de relatos que já fizeram isso melhor do que eu poderia fazer. Deixo apenas algumas observações:
       
      - Em Ibicoara conseguimos ‘sacar’ dinheiro numa loja de reparo de motos. O dono passa no seu cartão uma compra no valor que você quer sacar e te dá o valor em dinheiro. Pode ser uma boa alternativa, já que são poucos caixas eletrônicos e o correio fica cheio. Pegamos a dica no hostel ibicoara.
       
      - A trilha da cachoeira da fumacinha é bem pesada, mas vale a pena. Além do tracklog, baixe esse relato e siga-o. Alguns pontos parecem impossíveis, mas lendo o relato dá pra passar.
       
      - Se for fazer fumacinha e buracão, compensa dormir na vila do Baixão. Fale com o Luciano (https://www.facebook.com/luciano.guiabicho?fref=ts) ele é guia e recepciona pessoas na casa dele ou indica a casa de alguém da vila. Ficamos na casa da Biazinha, pagamos 100 reais por pessoa, com direito a janta e café da manhã, cada um de nós ficou em um quarto separado. Você economiza alguns km de estrada de terra e tem uma experiência bem legal.
       
      - Visite a cachoeira do buracão. Ibicoara fica um pouco afastada das outras cidades da chapada, mas vale muito a pena. A trilha é tranquila, a queda é enorme, o volume de água é bom, dá pra observar por cima e por baixo, há estacionamento, banheiros e colete salva vidas. Lemos em todos os lugares que é preciso de guia para fazê-la, mas vimos um casal sem guia na trilha e suspeitamos que essa história talvez seja apenas um boato muito bem difundido.
       
      -Passe uma noite em Andaraí. No hostel donanna. Melhor custo benefício da viagem, hostel limpo, banheiros bons, ar condicionado, ótimo café da manhã, donos super simpáticos. Fica perto da sorveteria Apollo, que é sensacional e tem um bom preço e também do bistrô da cidade, que parece ser a melhor opção para comer lá a noite. Tínhamos planejado passar só uma noite lá, mas gostamos tanto que resolvemos entrar e sair do Vale do Pati por Andaraí, ficando 3 noites no hostel. Andaraí fica próxima dos poços Azul e Encantado e também tem algumas cachoeiras.
       
      - Em Andaraí a única operadora que tem sinal é a Claro. Não perguntei nas outras cidades, mas acredito que seja mais ou menos assim no restante da região.
       
      - Se tivesse que cortar um dos poços do passeio, eu cortaria o Azul. É nele que se mergulha, mas o Encantado é bem maior e mais bonito, achei uma experiência mais interessante. É possível ir de um poço ao outro por estrada de terra, diferentemente do que recomenda o Google Maps. Pegamos essa dica com um guia no Poço Encantado. O trajeto aparece no Waze. Saindo do poço encantado, volte até a entrada pra fazenda chapadão, à sua direita. Siga por ela até uma bifurcação que indica poço azul à direita e borracharia à esquerda. Pela esquerda também se chega ao poço azul, mas é preciso pagar 10 reais para atravessar uma ponte dentro de uma fazenda.
       
      - O poço azul fica cheio e há fila para mergulhar nele. É bom chegar cedo, nós tivemos que esperar 2h na fila.
       
      -Em lençóis ficamos na pousada São José 2. 60 reais por pessoa, ar condicionado, café da manhã, boa localização. Recomendo.
       
      - O poço do Diabo é de fácil acesso mas não é imperdível. Eu deixaria como plano B.
       
      - Praticamente não existem placas indicando o caminho pra nenhuma atração turística de lá. Nem mesmo pro Morro do Pai Inácio que é um dos pontos mais conhecidos. Saindo de lençóis será a primeira entrada à direita depois da Pousada do Pai Inácio, numa estrada de terra. Sem placa alguma. A presença do guia em passeios como Morro do Pai Inácio, Pratinha, Poços Azul, Encantado e do Diabo é completamente dispensável. Ele meramente vai te indicar o caminho e fazer companhia durante os passeios. No Wikiloc você acha os tracklogs para chegar de carro até todos os pontos turísticos da chapada.
       
      - Fomos pra chapada em janeiro de 2017 e infelizmente havia pouca água em praticamente todas as cachoeiras. Vale a pena tentar conferir se os rios estão cheios antes de partir pra lá.
       
      - É verdade que qualquer carro enfrenta a chapada, mas ele vai sofrer um pouco. As estradas de terra são muitas, são ruins e com muito pó. Vimos alguns donos de Corolla receosos com seus carros por lá. Alugar é uma boa.
       
      -Na chapada há uma certa confusão com maracujá. O maracujá amarelo que vendem nos supermercados é
      chamado de maracujina, e o que chamam de maracujá é um maracujá do mato, de casca roxa e interior verde. Se você pedir um suco de maracujá e ele vier verde, já sabe o que aconteceu.
       
      - A cidade de Lençóis realmente possui a maior estrutura turística da chapada, com ótimas opções de bares e restaurantes, mas não recomendo passar todas as noites lá. A chapada é muito grande e as cidades menores também têm seus atrativos, além de serem mais baratas.
       
      SOBRE O VALE DO PATI
      -Têm-se acesso ao vale do Pati por 3 caminhos: Saindo do Capão, de Guiné e de Andaraí. Saindo de Guiné é o menor caminho, do Capão o mais longo, mas dizem ser o mais bonito. Fomos e voltamos por Andaraí, onde deixamos o carro. Encaramos a ladeira do Império, um caminho todo calçado por pedras. Gastamos cerca de 5h desde Andaraí até a casa de Seu Eduardo e umas 7h da casa de Dona Raquel até Andaraí. Recomendo fazer pela manhã, evitando o sol.
       
      - Não recomendo levar barraca pro Pati. A menos que você queira fazer camping selvagem (há algumas clareiras na trilha) e abrir mão de mordomias como chuveiro, banheiros e acesso às cozinhas comunitárias, não compensa financeiramente. As casas de apoio praticam os mesmos preços (20 camping, 25 pra dormir com saco de dormir e 35 pra dormir em camas, 110 a diária com janta e café da manhã). Ao meu ver, não vale a pena carregar o peso da barraca por essa economia.
       
      - As casas de apoio têm vendinhas com alguns alimentos, também vendem água, cerveja e Coca Cola. No Seu Eduardo a Coca era R$7,00 e geladíssima, na Dona Raquel era R$8,00, não tão gelada.
       
      - Não suba o morro do castelo sem lanterna. Há uma gruta lá em cima. Ao sair da gruta, ande para os dois lados. Indo pra esquerda há um mirante nas pedras e para a direita você encontra outra saída da gruta. Entre nela que você retorna ao ponto inicial
       
      - Alguns tracklogs para a cachoeira do funil têm um longo trecho andando pelo leito do rio, que é pegando uma bifurcação na trilha pro morro do castelo. Esse é o caminho difícil. Há como chegar até bem perto das cachoeiras por trilha, informe-se com os nativos.
       
      - Também existem dois caminhos entre a prefeitura e a casa de Dona Raquel, um em cada margem do rio. O caminho mais suave é o que fica à direita do rio, pra quem está indo pra Dona Raquel.
       
      Também fiz uma planilha com os passeios da Chapada, acho que pode ser bem útil. Vou deixar a edição livre, pra adicionarem ou atualizarem as informações
      https://docs.google.com/spreadsheets/d/1_4-nOWQOdKMwG-fntIXCsLC3i_HlP8i9YeBz5Z_9VpQ/edit?usp=sharing
       
      Os relatos em que me baseei pra viagem foram esses:
      http://www.nathalyporai.com.br/2016/12/chapada-diamantina-raio-x-dos-gastos.html
      http://www.mochileiros.com/chapada-diamantina-vale-do-pati-t134101.html
      http://www.mochileiros.com/descomplicando-o-vale-do-pati-com-ou-sem-guia-fotos-t89310.html
      http://www.mochileiros.com/chapada-diamantina-guia-de-informacoes-t29075.html
      http://www.mochileiros.com/chapada-diamantina-em-07-dias-gastando-pouco-no-carnaval-2015-t109690.html
       
      Espero que as informações sejam úteis, aproveitem a Chapada.
    • Por Bravo Mochileiro
      A primeira coisa que uma pessoa que nunca fez trilhas longas pensa antes de fazer uma trilha de 5 dias é: “meu deus do céu, vou andar sem parar 5 dias, será que eu agüento? Nhe nhe nhe nhe”. Bem, tem trilha que é isso mesmo, kkkkk, andar sem parar o tempo todo! Eu particularmente adoro isso! Mas o Vale do Pati, não, você anda bastante nos dias de ir e de voltar, mas os dias que você fica no Vale as caminhadas são até os atrativos do local, e essas caminhadas, dependendo de onde você estiver, não são tão longas assim, e você pode tirar uns dias de descanso no próprio Vale. Já vive em uma agitação louca de tempo e horários durante a vida toda, na cidade, vai ficar na mesma nóia no PARAÍSO? Sai dessa, vamos descomplicar o Vale do Pati AGORA!!!
       
       
      Os preços praticados pelos guias na Chapada Diamantina são altos (principalmente se você é um mochileiro quebrado como eu). Para o Vale do Pati pratica-se o preço de R$ 150,00 por pessoa por dia, incluindo alimentação durante a trilha, estadia na casa de nativos, alguns guias cozinham e levam todo o peso bruto da comida, panelas, kit de primeiro socorros, neste caso o turista leva apenas uma mochila de ataque com seus itens pessoais e não precisa fazer nada além de levar seu próprio corpo, outra opção é sem nada incluso que custa cerca de R$ 80,00 por pessoa por dia, neste caso o guia apenas conduzirá o turista pelas trilhas, ficando a cargo do contratante pagar a estadia diretamente aos nativos e levar sua comida, o guia vai ajudar a fazer a comida, caso tenha que ser feita na mata. Levando-se em conta que o Vale do Pati oferece várias atrações naturais e cada uma exige um dia para ser visitada e gasta-se no mínimo um dia inteiro para chegar no vale e outro para ir embora, o passeio exigirá então, no mínimo, para conhecer muito pouco o vale, 4 dias, o que já custaria a apenas um turista a bagatela mínima de R$ 320,00 sem contar os gastos com comida e estadia, e ele vai ver muito pouco do Vale. Esse valor pode variar de acordo com a época do ano e quantidade de pessoas no grupo. Eu recomendo o mínimo de 6 dias no Vale, e ainda acho pouco, imagine que para um grupo de 4 pessoas esse passeio de 6 dias sairia um total de R$ 3600,00 com tudo incluso, um valor bem interessante para um guia fazer em apenas uma guiada de menos de uma semana, não é?! Imagine grupos grandes com 10 pessoas ou mais, neste caso o guia contrata ajudantes que carregam peso e ajudam os turistas durante a trilha, evitando que se dispersem do grupo e se percam, mas o valor sobe estratosfericamente e torna o trekking inviável para muita gente quebrada como eu.
      Outra opção é pegar a trilha por conta própria, sem guias e sem gastos exorbitantes. Essa opção é bem mais arriscada e exige algum preparo extra, além de resistência física (sempre vai exigir resistência, com ou sem guia), mas é perfeitamente possível se você já está minimamente familiarizado com trilhas e acampamento. Ou seja, se você já foi escoteiro, já pegou outras trilhas com pernoite na mata, sabe ascender fogo e cozinhar, enfim, se tiver noção do que está fazendo, vá sem guias. O guia sempre será uma segurança, além de conhecer a flora, a fauna e a história do lugar, o fator limitante aqui é grana ou vontade de se aventurar sozinho (os dois no meu caso). E para mim o próprio guia é um fator limitante, eu gosto de fazer o que me der na telha e não de seguir roteiros pré-programados que todo mundo faz!
      Agora se você for optar por um guia, exija da agência ou procure um guia nativo e converse com ele antes de fechar, pra ver se as personalidades batem... [...]  Procure referências, peça para ver fotos, entenda a trilha que você vai fazer antes de fazer!
      As trilhas do Vale do Pati são algumas das trilhas mais movimentadas do Mundo e estão sempre cheias de turistas, trilhas dessas (pense bem) não podem ser pouco marcadas, e não são, dizem que as trilhas do Capão não são trilhas, são rodovias, de tão marcadas que são (kkkkk) e você provavelmente vai encontrar outros grupos caminhando na mesma trilha (hora perfeita para aproveitar para tirar dúvidas com o guia dos outros). Ao contrário do que dizem, as trilhas são muito fáceis de encontrar, embora sejam longas. Você só vai se perder se pegar uma trilha muito menor e menos marcada que a trilha principal, o que intuitivamente não vai fazer e se fizer, relaxe, você acabou de aprender um caminho novo para lugar nenhum e nunca mais vai entrar nele outra vez, volte por onde veio e encontre o seu erro, agora entendendo mais a geografia do lugar, sem se desesperar.
      Existem muitas trilhas que levam ao Vale do Pati, as mais famosas saem do Vale do Capão, de Guiné e de Andaraí. A trilha clássica e o visual mais bonito é uma das três que saem do Capão. A trilha mais curta, porém menos impressionante, leva o vale do Pati à Guiné. Uma linda trilha usada antigamente pelos mais de 2000 habitantes que existiam no Pati é a trilha que leva à Andaraí pela Ladeira do Império. Também existem trilhas que levam à Mucugê e Igatu, mas são bem mais roots e eu não conheço ainda.
      As 3 trilhas que ligam o Capão ao Pati tem um bom trecho em comum, saem do “Bomba” (bairro do Capão) subindo em direção ao Gerais dos Vieiras, passando pelo Córrego das Galinhas, uns minutos a frente pode se ver um extenso caminho levando às montanhas do Pati, à direita se vê uma enorme serra (Serra do Candombá) que se estende praticamente em linha reta até o Pati, à esquerda se vê cadeias de montanhas que lhe fazem perceber que está no meio de um enorme vale onde se encontra o Gerais do Vieira (Gerais é um tipo de fito fisionomia, com solo raso e vegetação geralmente rasteira, muito sol na moleira).
      Nesse ponto, depois do Córrego das Galinhas existe a primeira bifurcação importante, existe uma grande trilha principal que segue aparentemente para a direita enquanto outra trilha, também bem marcada, segue para a esquerda. A trilha da esquerda é a trilha que leva ao Pati passando pela Cachoeira do Calixto, é uma trilha mais difícil, exige pernoite na mata (existe um lugar onde as pessoas usualmente acampam, se chama Toca do Gaúcho), passa por uma parte descampada e depois por uma floresta que me arremeteu à Mata Atlântica e à Mata Ciliar (do Cerrado), até chegar na fabulosa Cachoeira do Calixto, depois mais 3horas de caminhada na floresta, recheada de aves e palmito Jussara nativo, chega-se à “Prefeitura” ou “Casa de Jailson” que são, na verdade, casas de nativos que recebem os turistas, eles oferecem quartos com camas (R$ 25,00), alojamentos para isolante térmico (R$ 15,00) ou área para camping (R$12,00), também oferecem refeições (a combinar).
      Retornando à primeira bifurcação, viramos agora à direita, continuando a trilha principal por alguns minutos, passando por alguns córregos (nunca vire nas trilhas à esquerda a partir daí, siga a principal, pela direita), chegamos agora em um corregozinho bem impactado, com várias trilhazinhas para tudo que é lado. Esse é um momento de atenção!!! Explore as alternativas de trilhas do lugar para se localizar!!! Seguindo reto você vai subir um pequeno elevado onde vai haver uma bifurcação bem visível, à esquerda andando apenas alguns metros você vai chegar no “Rancho dos Vaqueiros”, é um ponto de apoio coletivo, trata-se de uma casinha de pau-a-pique que fica trancada, mas tem uma varandinha que pode ser utilizada para dormir e/ou cozinhar, existe uma piscina natural de água geláááááda e algumas árvores frutíferas (que se você tiver sorte vai estar na época), voltando à bifurcação, à direita é a “Trilha das Mulas”, só seguir reto e sem dó de ser feliz que essa trilha vai te levar direto para a “Igrejinha” ou “Ruinha”, tenha em mente que a Serra do Candombá estará sempre à sua direita e é só ir a seguindo ao longe que não tem erro. Vale lembrar que das 3 trilhas que ligam o Capão ao Pati essa Trilha das Mulas é a mais curta, porém não tem o mesmo visual das outras duas e da vez que passei por ela estava chovendo e a lama mole da trilha fazia meu pé afundar até o tornozelo a cada pisada, as vezes até a metade da canela, sem contar as urtigas e samambaias que vão te queimando e arranhando durante o percurso, também é a trilha que tem mais sombra, acho que em época de pouca chuva é tranqüilo de fazer. Voltando ao riacho impactado, virando bruscamente à direita, no rumo da Serra do Candombá, está a trilha mais bonita e clássica do Vale do Pati, seguindo essa direita chega-se no pé da serra onde se inicia a subida do “Quebra Bunda”, é uma subida vertiginosa de uns 30 minutos, sobe até o “Gerais do Rio Preto” que é a parte superior da serra, a partir daí é só ir margeando a beira da Serra por quase todo o percurso, existem várias entradinhas à esquerda que levam a belíssimos mirantes, vale a pena entrar em todas para descansar e olhar. Permaneça na trilha principal e não entre nas bifurcações à direita, elas te levarão a Guiné. Seguindo a serra por algumas horas você chegará à beira da “Rampa” descida vertiginosa e tensa (que vira uma subida deliciosamente torturante caso volte por aí). Essa parte exige atenção pois se não perceber o lajedo da descida vai passar reto e errar a trilha, indo no rumo do Cachoeirão por cima ou Mucugê (acredite, você não vai chegar em Mucugê se errar essa trilha, é bem longe, só vai andar pra cacete e depois voltar tudo) . Do alto da Rampa se vê uma montanha com uma trilha bem marcada em um morrinho logo à frente, abaixo e à direita já dá pra ver a “Igrejinha”, se você estiver nesse ponto, procure a descida, vai ser fácil de achar, mas cuidado na hora de descer.
      Chegando em baixo, você vai ver que a descida cruza uma trilha, virando à esquerda você vai chegar em menos de 10 minutos na Igrejinha, seguindo reto você vai passar por uma pontezinha improvisada e depois subir a trilha do “morrinho” que você viu lá de cima, depois desce tudo e pronto, você estará dentro do Vale do Pati, vai passar pela casa de Dona Lea, seguindo depois para a casa de André e de Dona Raquel.
       

       
      Das atrações do vale destaca-se a convivência com os nativos, que habitam o lugar a algumas décadas, vivendo de modo tradicional, com o que eles tem lá, meio de transporte lá é cavalo e burro, fora a caminhada, constroem suas casas com madeira e barro locais, quase sem cimento, que é pouco utilizado apenas nas bases das casas mais novas, tem uma culinária peculiar, não deixe de provar o Palmito de Jaca e o Godó de Banana Verde, converse muito com eles, entenda mais do seu modo simples de viver, talvez você nunca mais volte a ser o mesmo!
       
       
       
      Dentro do Vale do Pati existem várias atrações naturais onde é possível a visitação, as mais conhecidas e visitadas são: Cachoeiras dos Funis, Morro do Castelo (ou Lapinha), Cachoeira do Calixto, Cachoeirão (por cima e por baixo), Poção (ou Poço da Árvore). Vou explanar um pouco como são atrativos tendo como ponto inicial a Casa de Dona Raquel, que é o lugar mais famoso onde a galera fica quando chega, além da casa de Dona Raquel, também tem a Igrejinha, Casa de Dona Lea, Casa de André, Casa de Agnaldo e Casa de Seu Wilson, que ficam no chamado “Pati de Cima” que é por onde a galera que vem do Capão normalmente chega. Ainda tem o “Pati de Baixo” onde tem a Prefeitura, Casa de Jailson, Casa de Seu Eduardo e Casa de Jóia que também recebem turistas. Procure ter um mapa que vai ajudar MUUUUITO, você pode conseguir um bem detalhado por R$ 20,00 na pousada “Pé na Trilha”, no Capão.
       
      Cachoeiras dos Funis: é um dos atrativos mais perto (ponto de referência Casa de D. Raquel), para chegar na primeira cachoeira é preciso pegar uma trilha subindo que passa ao lado da casa de Seu Wilson, depois desce tudo à direita até chegar na margem do rio Pati e vai subindo, a partir daí não tem erro. Chegando na primeira cachoeira que já pede um bom banho, vai seguindo pelo lado esquerdo do leito (esquerdo de quem vai subindo o rio) pelas trilhas, vai chegar na Segunda cachoeira, preste atenção do lado esquerdo tem uma “escalaminhada” sobe ela, passa pela cachoeira por cima, e continua pelo lado esquerdo as trilhas até a ultima cachoeira que tem um bom lajedo para tomar um solzinho no melhor estilo calango.
       

       
      Morro do Castelo: Fica de frente para a Casa de D. Raquel e o acesso é por uma subida íngreme, porém curta do outro lado do rio, pouco depois da Escolinha abandonada do Pati. Chegando lá em cima (aproximadamente 40min de subida depois) tem um mirante de onde se vê o Pati e as casas dos moradores, também da pra ver a ultima cachoeira dos Funis. Seguindo a trilha por mais 15 minutos você vai chegar à boca de uma gruta que atravessa para o outro lado da montanha, você vai ter que entrar nessa gruta, então leve lanterna, atravessou a gruta está do outro lado do Castelo, subindo umas pedras saindo por uma fenda. Virando a esquerda existe uma trilha que leva ao mirante mais espetacular da Chapada Diamantina, de lá se vê os dois vales, do Rio Pati e do Rio da Lapinha, no primeiro a ultima cachoeira dos Funis e no segundo a belíssima Cachoeira do Calixto, da até pra ouvir o som da água! Voltando para a fenda e v irando a direita a trilha leva a um novo mirante que dá pra ver o Pati de Baixo, seguindo a trilhazinha a esquerda passando pela mata vai chegar em um terceiro ponto de caverna chamado “Janela”, entrando lá e descendo para a caverna você vai dar em uma galeria subterrânea ainda maior que a primeira e percorrendo toda ela chega em uma fenda que vai dar bem no meio da primeira galeria por onde passamos na primeira entrada da gruta, vire a esquerda e vai estar de novo na boca da gruta, voltando a trilha. Não deixe de subir o Castelo se for no Pati, é sensacional! Pico mais lindo que eu vi na Diamantina!
       

       
      Cachoeira do Calixto: uma belíssima cachoeira, convidativa para um delicioso banho, saindo de D. Raquel passando pela prefeitura, atravessa o rio pelas pedras, contorna o morro do Castelo e o Morro Branco do Pati, chegou nela, uma andada de 3horas de duração, porém vale MUITO a pena, lá tem lugar para armar barraca, então se não quiser ir e voltar, programe bem seu itinerário para passar pelo Calixto quando estiver deixando o Pati. Mais no final vou deixar um roteiro interessante para se seguir no Vale.
       

       
      Cachoeirão: existem vários caminhos que levam ao cachoeirão, vou falar só dos mais simples, os outros descem fendas íngremes e perigosas, então se quiser saber desses caminhos, pergunte lá no Pati para algum nativo, ele vai te explicar melhor que ninguém, mas cuidado com o baianês deles! O Cachoeirão é como a Cachoeira da fumaça, um barranco de 300 metros de altura no final de um vale profundo de onde se desprendem mais de 20 cachoeiras com até 280 metros (na época de cheia), um lugar incrível. As trilhas por baixo e por cima são bem diferentes uma da outra, por cima tem que voltar de D. Raquel sentido Igrejinha, ao invés de subir o barranquinho, continue a trilha a esquerda, como se estivesse indo para trás da Serra do Sobradinho, vai passar por uma porteira, abra e feche a porteira, siga a trilha principal, atravesse o rio, suba uma ladeirinha, vai dar lá em cima do Candombá novamente, continue a trilha, vai passar por umas arvorezinhas onde a galera acampa e seguir direto, lá na frente, cerca de 1h30 de caminhada depois vai haver uma bifurcação, a esquerda é nosso caminho, a direita vai para Mucugê, não vá para Mucugê, é longe pra caralho (eu já me perdi aí e andei o dia todo sem ver nada, só sol quente e nenhuma árvore) pegando a esquerda vamos parar em um lajedo, olhando para frente tem uma descida e la na frente já da pra ver a trilha, siga as setinhas e a trilha mais batida. Nesse ponto é só lajedo, muita gente se perde aí, então preste muita atenção para não se perder na volta. Atravessa um reguinho d’água, à direita fica a Toca do Gavião, ponto de dormir, siga reto para o cachoeirão. Chegando lá tem um lajedinho e um pocinho do rio, do lado esquerdo do rio atravessa para um dos mirantes, do lado direito para o outro mirante, explore o lugar todo a partir daí, entre nas trilhazinhas e vá tirando suas próprias conclusões, não esqueça da máquina fotográfica, eu tenho muito poucas fotos daí pois acabou a bateria da câmera, das duas vezes q fui lá, não deixe o mesmo acontecer com você. Cachoeirão por baixo, siga de D. Raquel sentido Prefeitura, na prefeitura passe direto e vire a esquerda e vá caminhando até a Casa de Eduardo, no caminho você vai passar pela entrada do Poção que fica logo antes de uma ladeira à esquerda perto de uma grande pedra (Toca da Árvore). Chegando em Seu Eduardo provavelmente você vai ter que dormir lá, de D. Raquel até S. Eduardo são 3h de caminhada, e de Seu Eduardo até o Cachoeirão, mais 2 horas, então já viu, vai andar! Cuidado no caminho do cachoeirão por baixo, são muitas pedras escorregadias e boa parte do caminho é pelo leito do rio, não se arrisque demais, lembre-se que o socorro está bem longe! Chegando lá você vai ver o primeiro poço, suba as pedras e lá dentro da floresta procure um caminhozinho meio fechado à esquerda, vai dar no Poço do Coração, lindíssimo e geladíssimo!
       

       
      Com essas explicações, um bom mapa, noção do que está fazendo, aquela “boca de quem vai à Roma” e um pouco de coragem você vai conseguir curtir o Pati sem gastar rios de dinheiro e sem a rigidez de um guia por perto. Pura diversão!
       
      Roteiro MASTER 360 no Pati:
      Dia 1: Caminhada Capão – Casa de Dona Raquel (pernoite)
      Dia 2: Descanso na casa de D. Raquel ou pule para o dia 3
      Dia 3: Cachoeiras Dos Funís e volta pra D. Raquel (pernoite)
      Dia 4: Casa D. Raquel – Cachoeirão por Cima – Casa D. Raquel (pernoite)
      Dia 5: Castelo de manhã, almoço em D. Raquel, caminhada até a Prefeitura (pernoite)
      Dia 6: Caminhada Prefeitura - Poção (Poço da Árvore) - Casa de S. Eduardo (pernoite)
      Dia 7: Caminhada S. Eduardo – Cachoeira do Calixto (pernoite em barraca)
      Dia 8: Cachoeira do Calixto – Vale do Capão
      Obs: É interessante deixar uns dias pra descanso, é bem intenso e o resultado é o mesmo de um SPA, mesmo comendo feito um touro você vai chegar mais magro. Esse roteiro dá pra adaptar de modo a passar a noite na casa de vários nativos.
       
       
      ATENÇÃO: Cuidado com seus pertences. Não deixe lixo em lugar nenhum, leve todo ele com você, inclusive o orgânico, ele se decompõe sim, mas também causa impacto, não existe farinha de trigo no mato, não existe sal, nem açúcar refinado, então não deixe eles lá. Use sabão de coco para se lavar e lavar os utensílios, sempre em água corrente. Não acenda fogueiras debaixo das grutas, muitas delas já estão pretas de tanta fumaça, ao invés de queimar madeira leve um fogareiro, ou no mínimo um litro de álcool e uma latinha de atum, você já consegue cozinhar assim. Não retire plantas e pedras. Deixe somente pegadas e leve apenas saudade e fotografias. Tenha consciência, outros passarão por ali depois de você. Use esse texto com responsabilidade. Não se arrisque demais!
       
      Quem gostou do texto e quiser seguir minha fanpage:
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    • Por Bernardo_carcará
      Relutei um pouco em escrever este relato, afinal, sabia que seria difícil descrever impressões tão pessoais acerca de tudo que vi e senti nestes dias de solitude pela Chapada Diamantina. Mas muito do estímulo que tive para esta empreitada me veio de outros relatos que li, de depoimentos de verdadeiras transformações pessoais advindas de viagens. Então, se este relato servir de inspiração para uma pessoa que seja, terá valido a pena cada palavra aqui escrita.
       
      Bom, em maio completei meus 30 anos. Não sei se é comum, mas nesta fase os já muitos questionamentos de vida que eu sempre trouxe comigo se aprofundaram, e eu senti uma imensa necessidade de organizar minha cabeça, tomar decisões, procurar respostas na minha alma, no meu íntimo, em um lugar que ainda não tivesse sido de certa forma corrompido pela sociedade que eu tanto questiono, mas que tanto me influencia. E eu sabia que o único jeito de conseguir este contato tão profundo comigo mesmo seria estando sozinho e em um lugar com pouco ou nenhum contato com outras tantas pessoas e informações.
       
      O fato de já ter estado outras vezes na Chapada Diamantina e sabendo que eu não teria tanto tempo para organizar uma viagem, me levaram ao interior da Bahia. Baixei um app de localização por GPS no meu celular, baixei também os mapas dos quais eu iria precisar e li bastante sobre os roteiros que eu pretendia fazer, que inicialmente eram a travessia de Lençois para o Vale do Capão passando pela Fumaça por baixo e a travessia completa do Vale do Pati, entrando pelo vale do Capão, descendo por toda a extensão do vale, subindo novamente e saindo também pelo Capão.
       
      Fiz as malas escolhendo colocar pouquíssima roupa e dando preferência para as peças mais leves e também para um conjunto de roupas que me protegessem do frio, no caso de algum contratempo na trilha. Fiz também uma farmacinha com analgésicos e material para curativos. Indispensáveis também foram a lanterna, 4 pares de meias secas, além da minha barraca (que logo descobriria deveria ser bem menor), e meu saco de dormir.
       
      Dia 22.06 entrei no avião que me levaria de Recife, onde moro atualmente, até Salvador. Cheguei na capital baiana ainda cedo, por volta das 13h e, tendo em vista que meu ônibus para Lençois estava marcado para as 22:45, resolvi visitar o centro histórico de Salvador, que naquele dia dava início aos festejos juninos, com palcos onde a noite iriam ocorrer shows. Peguei um ônibus no aeroporto que por R$ 5,50 me levou até a praça de sé, por um roteiro que incluiu toda a bela orla da cidade e que durou pouco mais de uma hora.
       
      Chegando à Praça da Sé, não havia tanta gente assim pelas ruas, já que, pelo que o cobrador do ônibus falou, estava chovendo bastante nos últimos dias e também muita gente já tinha viajado para passar o são joão no interior.
      Fui direto conhecer o elevador lacerda, aproveitando que não chovia. De lá pude conhecer o mercado modelo e também perambular pelas ruas do centro histórico, subindo e descendo, passando pelo pelourinho e pelas belas igrejas.
      Todavia, o que mais me chamou a atenção foi o povo do lugar. Salvador é um retrato da desigualdade social que assola este país. A região do centro histórico parece ser bem pobre, o que expõe as pessoas que lá vivem a problemas com álcool e o crack, sendo que as mais afetadas são as de raça negra, um povo cujos antepassados construíram aquilo tudo e que deveriam estar em situação de protagonismo, mas não estão. Os bares, restaurantes e o comércio são dominados por estrangeiros e pessoas de outros estados, nada contra, mas acredito que a população local deveria ter subsídios para também se valer do lucro trazido pelo turismo.
      Antes de ir para a rodoviária, pude ver o primeiro show da noite, uma orquestra de sanfona que eu, como apaixonado pelas minhas raízes sertanejas, não tive como não me emocionar.
      Retornei para a praça da sé e peguei um ônibus para a rodoviária, pagando pouco mais de R$ 3.
       
      A rodoviária estava LOTADA. Retirei minha passagem no guichê e aguardei o horário da partida do ônibus. O tempo até que passou rápido, e um bom papo com um Francês que estava do meu lado ajudou a distrair. É bom trocar uma ideia, ver como pessoas diferentes enxergam as coisas te ajuda a melhorar a visão de mundo. Despedir-me do camarada da França e parti rumo a Lençois.
       
      Ao chegar em Lençois, ainda de madrugada, já preparei minhas coisas para a travessia para o Capão. A esta altura, após muito refletir, decidi fazer a travessia diretamente, abortando a ideia de fazer a trilha da fumaça por baixo. Eu não estava tão seguro, não tinha estudado a trilha o suficiente e não dispunha de fogareiro, além disso, uma estranha sensação me fez recuar. Dessa forma parti rumo ao Vale do Capão.
      A trilha não é tão fácil, em alguns pontos de mata e nos lajedos eu tive dificuldade de encontrar o caminho correto, mesmo com o gps. Tive que ir e vir algumas vezes para encontrar a trilha, além de ter que encarar um lamaçal horrível, também fruto de um erro meu durante a trilha.
      No fim da tarde, já chegando em águas claras, descobri que estava proibido o acampamento na região, então voltei um pouco mais na trilha e encontrei um lugar onde um guia levantou acampamento com um casal de turistas. Decidi então montar minha barraca por ali tbm, já que era apenas uma noite e eu não precisaria de água, nem de comida, pois já tinha trazido suprimentos para aquele pouso.
      No dia seguinte desfiz acampamento e segui para o Vale do Capão.
      Chegando ao Capão a ideia era ficar em uma pousada, pois eu estava bem cansado, mas por ser são joão, estava tudo lotado. Resolvi, então, acampar no camping "Sempre viva", ao preço de R$ 20,00/dia. O Camping tem uma boa estrutura, com chuveiro quente e cozinha, além de ser um lugar tranquilo, silencioso e bem perto da vila.
      Ainda neste primeiro dia no capão fui fazer a trilha da Cacheira da fumaça por cima. Já tinha feito o percurso uma outra vez, sendo assim, dispensei o gps.
      A trilha é razoavelmente fácil, é bem batida, e por isso não tive dificuldade alguma.
      Por ainda ser cedo, tinha pouca gente na cachoeira, o que foi perfeito, pois me incomoda um pouco a barulheira.
      Ali eu percebi que tinha ido ao lugar certo para encontrar o que eu estava buscando. Aquela imensidão de beleza, o ar puro e o clima místico, tomaram conta de mim. Sim, ali estava eu mesmo, sem qualquer máscara, sem qualquer imposição social. A natureza não te exige nada, ela te deixa e te faz livre... Era a paz de espírito que eu tanto almejava!
      A noite fui com o pessoal do camping curtir um forrozinho na vila, que estava abarrotada de gente, porém, o frio e o cansaço me fizeram voltar cedo pra barraca...
      Segundo dia no capão e eu decidi ir até as cachoeiras da Angélica e da Purificação. Acordei bem cedo, pois sabia que se deixasse pra ir tarde corria o risco de ter gente demais no lugar. Fui a pé até o bomba, percurso que geralmente se faz de carro ou moto táxi, mas eu tinha tempo e disposição, então fui andando mesmo. A melhor das decisões, pois nessa caminhada vc consegue ver um pouco do estilo de vida dos nativos do capão e também das pessoas que resolveram viver por lá, mas de uma forma mais tranquila, longe da agitação da vila, recém descoberta pelo turismo de massa.
      A trilha para as duas cachoeiras tbm foi simples de percorrer com a ajuda do gps e, pra minha sorte, quando eu cheguei à purificação estavam lá apenas 5 pessoas! Meu coração se alegrou! Pude curtir tranquilamente a queda e até tirar um bom cochilo, relaxando com o som da água. Na volta encontrei MUITOS grupos se dirigindo até lá. Falo sem medo de errar, não menos de 60 pessoas eu encontrei se dirigindo para as cachoeiras.
      Retornei novamente andando para o camping, onde tomei banho e fui almoçar. Sobre o almoço, recomendo o "Pico do açaí", uma comida farta, deliciosa e vegetariana (apesar de ter opções para carnistas tbm), ao preço de R$ 20,00, uma pechincha em se tratando de Capão em época de feriado.
      Fui então comprar a comida que levaria para o Vale do Pati, nesse momento cometi meu maior erro nessa viagem! Comprei comida demais! Minha mochila, eu descobriria no outro dia, ficou demasiadamente pesada, e isso foi péssimo pra mim, pois no primeiro dia de travessia para o pati, de cerca de 23 km, eu sofri demais tendo que carregar todo aquele peso.
      À noite fui comer uma pizza com o pessoal do camping, fiquei mais um tempinho no forró e logo fui descansar.
       
      Dia de entrar no Vale do Pati. Como já falei, a mochila ficou pesada demais, já que além da comida eu ainda estava carregando uma desnecessária barraca para 4 pessoas, sendo que eu sou apenas 1, fora isolante e saco de dormir. Foi um erro pelo qual eu pagaria um preço.
      A trilha em si, do capão até a igrejinha, já dentro do vale do pati, foi fácil apesar da chuva e da lama que me acompanharam por mais da metade do percurso. Não me perdi hora nenhuma, o gps foi sempre certeiro. Levei cerca de 6:30h para percorrer os 23km.
      Ao chegar na igrejinha, capotei! Minhas pernas tremiam e eu começava a ter febre e uma imensa dor nas costas, devido ao peso da mochila. Decidi não acampar e paguei R$ 35,00 para dormir em uma cama na igrejinha. Tomei um banho e caí no colchão. Acordei por volta das 17h, a tempo de ver um por do sol que me fez recobrar minhas forças. O céu estava de um alaranjado lindo. Sim, cada passo com aquela montanha nas costas havia valido a pena.
      Cozinhei meu jantar, o cardápio foi macarrão com sardinha e suco de laranjas que eu peguei ali mesmo. Nas casas de apoio no pati é possível comprar o café da manhã e o jantar, além da dormida, ao preço de R$ 110,00 o pacote completo, mas eu queria me virar, queria cozinhar, queria provar pra mim mesmo que eu conseguiria fazer o que eu quisesse, e sozinho.
      No segundo dia acordei por volta das 7h, numa manhã bem gelada. Tomei banho, preparei meu café a base de frutas, mel e granola, e em seguida fui para o cachoeirão por cima. Também nenhuma dificuldade com a trilha ou com o gps. Quando cheguei lá, não havia mais ninguém, parece que só eu havia decidido encarar a trilha no frio. Chegando lá não dava para ver nada, tava tudo encoberto por nuvens.
      Sentei a beira do cachoeirão e decidi esperar. De repente o tempo começou a abrir e aquela imensidão de beleza veio se mostrar pra mim. Foi tão especialmente lindo! Depois da caminhada difícil um lindo dia, uma bela recompensa! Era Deus falando comigo! Me senti tão bem, tão agradecido por ter conseguido chegar até ali, por ter tomado essa decisão! Aquela viagem estava mesmo sendo um divisor de águas na minha vida!
      Retornei para a igrejinha, fiz o jantar e fiquei o restante da noite na fogueira, ouvindo as histórias do pessoal e trocando um pouco de ideia com os outros visitantes!
       
      No dia seguinte peguei a mochila e fui para a Prefeitura, outra casa de apoio dentro do vale do pati. Novamente nenhuma dificuldade com a trilha e a mochila já pesava menos, tendo em vista que eu decidi consumir boa parte da comida, pra não ter q carregar mais, e ir comprando mantimentos nas casas de apoio mesmo, apesar do preço mais salgado.
      Deixei minha mochila na prefeitura e segui para a cacheira do calixto, apesar do tempo frio.
      A trilha, apesar da muita lama, é fácil, já que não tem bifurcações. Cheguei à cachoeira e acabei nem entrando na água, pois estava gelada demais e não tinha sol, sendo assim, eu iria ficar encharcado e com frio.
      Dei uma cochilada enquanto o sol ia e vinha com constância.
      Umas duas horas depois resolvi voltar para a prefeitura. Na volta levei uma queda feia, caí em cima de um amontoado de pedras. Minhas costelas bateram em uma pedra pontuda. Fiquei sem ar, não conseguia me levantar, e como a queda foi dentro de um pequeno córrego, estava também todo molhado. Sentei por alguns minutos para recuperar o ar. Meu pulmão parece que não conseguia expandir direito e eu não havia levado qualquer analgésico, outro erro grave, tendo em vista que eu estava sozinho e deveria estar preparado para coisas assim! Consegui levantar e terminar a trilha com certa dificuldade, já que a chuva ganhara força e o lamaçal exigia ainda mais esforço. Mas cheguei bem à prefeitura, me mediquei, tomei um banho, fiz um risoto rapidinho e fui descansar.
      No dia seguinte a costela e o ombro doíam demais. Pra minha sorte tinha levado Tylex, um analgésico mega potente. Coloquei a mochila nas costas e segui para a casa do Sr. Eduardo.
      A parte baixa do pati é um pouco mais complicada que a parte de cima, já que tem mais trechos de mata. Todavia, com o gps foi fácil chegar ao meu destino, fazendo um rápida parada para um banho no Poço da Árvore, que fica no caminho. Chegando no Sr Eduardo, deixei a mochila, descansei um pouco à beira do rio e segui para fazer a trilha do cachoeirão por baixo.
      A mata estava bem fechada e as pedras escorregadias. Não tive dificuldades para me localizar, mas a trilha é difícil. Quando cheguei ao primeiro poço dei um mergulho e tentei seguir para o segundo poço, o do coração, mas não consegui encontrá-lo. O celular descarregou e eu tive que ir sem gps. Subi (muito) e desci pedra, perambulei um bocado, mas nem sinal do poço. Então, visto que as pedras estavam bem escorregadias, eu decidi voltar, pois uma queda ali poderia acabar com minha viagem ou até me colocar em perigo. Voltei para a casa do Sr. Eduardo já com tempo aberto.
      Eu estava leve e muito orgulhoso de mim, pois tinha descido todo o pati, e, mesmo com um certo receio por estar sozinho, não exitei em seguir. Bateu até um certo arrependimento por ter abortado a ideia da fumaça por baixo, já que eu teria conseguido sim concluir a travessia inteira, como havia planejado antes! A essa altura sabia que seria capaz de chegar onde eu quisesse.
      Comprei legumes na casa do sr. Eduardo ao preço de R$ 1,00 cada e fiz uma sopa para a janta. Logo após, depois de um papo com um simpático pessoal de Brasília, fui dormir.
      Nesta manhã me dei ao luxo de acordar às 9h. Fiz um rápido café e iniciei a trilha volta para a igrejinha. A única dificuldade era a dor na costela.
      Chegando à igrejinha deixei a mochila e fui até a cachoeira dos funis. O acesso não é tão fácil, já que a lama e o desce e sobe pelas encostas dos morros dificultam um pouco nossa vida. Nesse dia, apesar do frio, me arrisquei a um bom banho (devia ter feito isto no Calixto tbm).
      Era meu último dia no Pati, mas eu estava feliz demais com aqueles dias. Estar sozinho me fez ver o quanto é bom poder estar consigo mesmo, se ouvir, pensar, repensar, tomar decisões, enfim... às vezes temos medo da solidão, não sei porque! Um outro homem, mais sagaz e corajoso, iria sair daquele vale, e eu sou de uma gratidão eterna à Chapada Diamantina por isso...
       
      Na manhã da sexta fiz a trilha de volta para o vale do capão, saindo da igrejinha. Agora sem o peso da comida e com uma enorme leveza na alma...
      Usei a noite da sexta para descansar.
       
      No sábado consegui uma carona com um mineiro que havia encontrado no Pati, que me levou até Palmeiras, com direito a uma parada no Riachinho. Também no carro conheci o Esdras, um mexicano que está há 6 anos viajando de bike. Um cara com jeito simples, uma história incrível e que, mesmo falando pouco, disse tudo que eu precisava ouvir naquele fim de viagem... Foi aí que percebi que estar sozinho é muito bom, mas que preciso sim aprender com outras pessoas e suas histórias de vida, e mais, que sou responsável por ajudar a construir um mundo melhor para [email protected], onde valia a pena viver, onde [email protected] possamos ser felizes. Um mundo com mais igualdade, amor e justiça social.
      Peguei um ônibus para Lençois, onde ainda tive uma agradável noite com o pessoal com quem estava dividindo quarto no hostel, um engenheiro maranhense gente boa demais e uma outra engenheira alemã, sendo que com a moça a comunicação era lenta e hilária, já que eu sou um pereba no inglês. Mais uma edificante troca de experiências que essa viagem me proporcionou.
      No dia seguinte, Cedinho, peguei um outro ônibus para Salvador e de lá um avião de volta para Recife.
      Bom, esse é o meu relato. Se você chegou até este final, espero ter te inspirado um mínimo que seja. Espero que vc saia da zona conforto, enfrente o medo e SIGA EM FRENTE...
      Então, saudações mochileiras! Espalhe amor, seja luz!
      "Hasta a la victoria siempre!" (Comandante Che)
      Abaixo, as 3 únicas fotos que tirei na viagem... 


       

    • Por Iana Briaca
      Vou falar aqui no meu relato sobre formas de transporte que usei, hospedagem, duração da viagem e valores. Porque eu acho que é isso que uma pessoa procura quando busca informações sobre Mochilão. Sendo que na maioria das vezes é a primeira experiência da pessoa com um; 
      Resumo: 
      Tipo de transporte: ID JOVEM e carona pelas br da vida.  
      Hospedagem: Couchsurfing e voluntariado em hostel.
      Alimentação: Fazia compras para preparar minha própria comida ou às vezes eu comprava PF (mas comprar PF sai mais caro)
      Valor em dinheiro que levei: R$ 550,00.
      Duração da viagem: 54 dias.
      Quantidade de estados: 3 Estados e uma pequena parada em Brasília.
       
      SOBRE HOSPEDAGEM, TRANSPORTE PARA SAIR DO MEU ESTADO E ALIMENTAÇÃO NO PRIMEIRO DESTINO; PERNAMBUCO: Então, meu mochilão começou quando eu saí de Belém, que é a cidade que eu moro, no dia 04/07/2019, ruma à Pernambuco. Fui de ônibus usando o ID jovem, de passagem de Belém para Recife eu paguei 3,50. Isso, três reais e 50 centavos. Esse valor corresponde à taxa de pedágio que é cobrado pela empresa de ônibus, apenas. Quando eu cheguei em Recife fiquei hospedada na casa de um casal que consegui estadia pelo Couchsurfing. O tempo que passei na casa deles foi incrível, pessoas super legais. Com o mesmo aplicativo consegui estadia para passar um final de semana em Olinda, em uma pousada localizada bem no centro histórico. Também não paguei nada para ficar hospedada, apenas tinha que ajudar a moça que trabalhava na cozinha com serviços bem simples pela parte da manhã. Ah, e sobre alimentação, essa era por minha conta. (Talvez o seu anfitrião não tenha problema em ajudar nesse quesito com algumas coisas, mas também ninguém gosta de gente folgada né, se tu tiver condições de comprar a tua comida é muito melhor, caso contrário é bom você avisar à pessoa que vai te receber que vais precisar de alimentação também).
      OBS: Couchsurfing é uma plataforma que possibilita a troca de hospedagem em qualquer lugar do mundo. Na época era totalmente gratuita quando usei, agora o app tá cobrando uma contribuição de R$ 4,99 mensal ou R$ 29,99 anual por conta da crise do corona vírus.
      ROTEIRO: Quando estive em Pernambuco conheci Recife, Olinda, Porto de Galinhas, Praias do litoral de Cabo de Santo agostinho: Calhetas e Gaibu (caara, as praias mais lindas que conheci até hoje, e por não serem tão famosas quanto Porto de Galinhas, elas não são taão movimentadas, o que eu acho ótimo) e vila de Nazaré. Isso em uma semana, que foi o tempo que passei em Pernambuco. 
      TRANSPORTE PÚBLICO: Como eu fui com um amigo que sabia tocar banjo e eu enrolava no Maracá, optamos por não pagar passagens em transporte público e sim pedir para os motoristas deixarem a gente subir e tocar Carimbó nos ônibus. E assim, essa ideia deu super certo, tanto que a galera até ajudava com uns trocados, o que ajudou muito a gente na viagem. Sobre o valor de passagem de ônibus urbano não vou saber falar do custo, pois não tive essa experiência. Porém, fica a dica: Toquem nos ônibus ou subam pra vender algo. 
      SAÍDA DE PERNAMBUCO RUMO À BAHIA:  Saí de Pernambuco de carona, com a intenção de descer até a Bahia. Porém, no primeiro dia consegui carona com um caminhoneiro que tinha como destino Maceió, aceitei porque isso ia me deixar mais próxima do meu destino, né. Tive que ficar uma noite em Maceió para poder partir no outro dia. 
      Fiquei em uma Pousada de beira de estrada que custou R$ 40,00 no total pra dormir eu e meu amigo em um quarto com duas camas. 
      Jantei em um Restaurante que o PF custava R$ 10,00.
      No outro dia peguei mais duas caronas Alagoas-Sergipe Sergipe-Bahia e cheguei na Bahia, finalmente.  Passei uma semana em Salvador, consegui hospedagem no Couchsurfing, alimentação por minha conta, fazendo compras e preparando minha própria comida, de transporte usei o mangueio kk pedindo pra subir e tocar. Depois de uma semana, saí da bahia e voltei à br para pegar carona. Consegui diversas caronas no mesmo dia e cheguei na Chapada Diamantinaa. 
      NA CHAPADA DIAMANTINA:  Não consegui estadia com o couchsurfing na Chapada, tive que pagar uma semana de Hostel. 
      VALOR DO HOSTEL: 15 Reais a diária (pedindo desconto)
      ALIMENTAÇÃO: Comprava minha comida e preparava. 
      GUIA: É necessário guia apenas em algumas trilhas em outras tem como fazer de boas usando o gps. 
      DICA DE APP: MAPS ME Nele tem como usar o gps da localidade que tu se encontra sem internet. 
      SAINDO DA BAHIA RUMO GOIÂNIA: Saí da Chapada Diamantina de carona com inumeráveis pessoas, carona com caminhoneiro e carro particular, e passei perrengues, porque a Bahia é imensa. Levei 4 dias pra chegar em Goiânia.
      Nesse percurso nem sei quantas caronas peguei, foram muitas. Em nenhum momento precisei pagar pousada, até porquê nem tinha como, pois a grana já tava curta. Na primeira noite dormi na casa da família de um rapaz que me deu carona quando ainda estava indo para Chapada, Na segunda passei a noite em um posto de gasolina, Na terceira noite dormi na casa de um amigo que conheci com a experiência de carona também, isso em Brasília. (aproveitei pra comprar logo minha passagem de volta pra belém quando eu estava em Brasília) E por fim, no quarto dia consegui a carona para Goiânia. Em Goiânia passei quase algumas semanas, fiquei na casa de um amigo, apenas ajudando com a alimentação, no trasporte também não gastei nada.
      GOIÂNIA ATÉ A CHAPADA DOS VEADEIROS: De Goiânia até a Chapada dos Veadeiros, por muita sorte, tive só uma carona. Consegui carona com um fazendeiro que tinha uma propriedade próximo da cidade que eu ia ficar. Ele me deixou até a cidade que era meu destino, lá eu fiquei hospedada em um hostel onde trabalhei como voluntária em troca de estadia. Nos dias eu que trabalhava as minhas refeições eram por conta do hostel. A dinâmica de trabalho era a seguinte, eu trabalhava um dia e folgava dois. Passei uma semana na Chapada do Veadeiros, conheci a cidade de Cavalcante e Alto Paraíso. 
      FINAL DA VIAGEM: Saí da chapada dos Veadeiros de carona também, e fui até Brasilia. Lá eu passei apenas uma noite e no outro dia embarquei de volta pra Belém. A passagem que eu comprei foi com o ID Jovem, paguei apenas R$ 5,00. Ah, eu comprei com antecedência, sempre tens que comprar a passagem com usando o id com antecedência, não deixa pra comprar na hora senão vais te ferrar. 
      Enfim, minha experiência foi essa, espero ajudar em alguma coisa, é nooós!

    • Por Eloá Simões
      Alguém indo para O Maranhão e/ou Jeri em Novembro 2020? Preciso de algumas dicas tbem ☺️
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