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21 dias em SC - Parte 1: Floripa

Posts Recomendados

• Igreja de N.S. da Lapa, R. Alberto Cavalheiro, 238, defronte à Praça Hermínio Silva

 

• Eco Museu do Ribeirão, Rodovia Baldicero Filomeno, 10.106, 3237-8148, ter-qui das 8-12h / quar e sex das 13-17h

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• Igreja de São Sebastião do Rio Tavares, R. da Capela. Fica no final da rua. Depois, passando o cemitério, tem uma trilha para a praia

 

• Ilha do Campeche, mergulho e trilhas. Como ir:

o Associação Couto de Magalhães, escritório na R. Conselheiro Mafra, 220, Ed. Des. Antero de Assis, Sala 304, Centro, 3224-8333 / 8814-4364 / Trapiche Armação 8814-4756 / Ilha do Campeche 8813-9478, [email protected], http://www.ilhadocampeche.org/ A associação tem saídas regulares de barco com partida às 9h e retorno às 15h, porém a embarcação é de uso exclusivo de associados e seus convidados. Eventualmente pode-se adquirir um convite. Ao entrar em contato por telefone, fui muito bem atendida, mas me disseram que a diretoria teria que ser consultada e não obtive retorno

o Associação de Pescadores da Armação, 3338-9470 / 8430-4097

o Praia do Campeche, 3338-3160. Saída de botes infláveis

o Vento Sul Turismo, 3284-8297 / 9982-2867, [email protected]

 

• Casa de Retiro N. Sra de Fátima ou Retiro dos Jesuítas, acesso em frente ao costão do Morro das Pedras, subir o morro do outro lado da estrada, 3237-9309 / 9245. Mirante para a praia da Armação e a Ilha do Campeche

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• Capela Sagrado Coração de Jesus, Estrada Dom João Becker, Ingleses

 

• Museu Arqueológico Ar-livre Costão do Santinho. Inscrições Rupestres grafadas entre 1 mil e 4 mil anos atrás. As inscrições rupestres ou petroglifos são expressões gráficas marcadas em superfícies rochosas, quase sempre em lugares elevados como costões, penhascos e paredões. No costão sul da Praia do Santinho, há sinalização e calçamento, assim como uma "praça do conhecimento", onde se encontram murais com informações sobre as inscrições. No costão Norte encontram-se 2 sítios arqueológicos um à 200 metros da praia e outro à 800 metros, com acesso mais difícil. Normalmente as representações são de figuras antropomorfas, conjunto de linhas retas, onduladas, ou ziguezagueadas e animais. No Museu também podem ser vistas, oficinas líticas, que representam um importante patrimônio arqueológico da Ilha de Santa Catarina. Visitação: horário livre aberto ao público

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• Joaquina com 3.000m, areias claras e fina, ondas largas e fortes com muito repuxo, cercada por grandes e belas dunas onde se pratica o sand board. Tem infra-estrutura com estacionamento, sanitários, terminal turístico, salva-vidas, posto policial, lojas, bares, restaurantes e hotéis. Por isso é bem movimentada

 

• Mole com 960m, praia aberta para o Oceano Atlântico, ondas fortes e longas, águas cristalinas e uma faixa de areia fina e encorpada com grãos maiores. Badalada, cercada de verde sem construções. O morro à direita é rampa de decolagem de parapente

 

• Galheta, praia de naturistas com costões de pedra, água verdinha e areia branca. Acesso por trilha pela areia de 15min da Praia Mole

 

• Barra da Lagoa, passando o bar Ponto de Vista e descendo o morro, tem-se a Barra da Lagoa, com 650m, praia de mar aberto, porém tranquila, pois a correnteza do canal da barra provoca uma freajem das ondas, tornando-as suaves, águas piscosas, de baixa salinidade pela mistura da água doce vinda da Lagoa, areia branca e fina. Urbanizada, movimentada, com bares e restaurante populares e núcleo pesqueiro. Base do Projeto Tamar

 

• Moçambique com 7.500m, praia oceânica de tombo, ondas fortes e largas, areia alva e água límpidas com forte salinidade. Selvagem, faz parte da Reserva Florestal do Rio Vermelho. Acessos não sinalizados a partir da SC-406

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• Cacupé Pequeno com 1.800m, composta por 4 trechos de praias arenosas, de textura média, amarelas claras, mar interno, de baía e manso

 

• Cacupé Grande com 650m, ondas fracas, excelentes condições balneárias. Tem um desenho em curva suave e nela deságuam dois pequenos riachos vindos do Morro do Cacupé

 

• Santo Antônio de Lisboa com 750m, mar manso, areia média e amarelada, com alguns trechos acinzentados pelo deságue de pequenos riachos e que acompanha a estrada de acesso à sede da Vila

 

• Sambaqui, tradicional e histórica, possui vários pequenos trechos, suas areias cobrem um sambaqui. Conhecida pela criação de ostras. Turistas ficam nos restaurantes provando ostras e apreciando a paisagem

 

• Daniela com 3.000m, praia calma, faixa estreita de areias finas, banhada pelas águas mornas da Baía Norte. Muitas casas de veraneio e no canto esquerdo, um manguezal

 

• Forte com 400m, boa para recreio e balneário, areia branca e fina, águas mansas, claras e com temperatura agradável

 

• Jurerê com 3.200m, praia longa de mar intermediário, águas de temperatura agradável, límpidas e de média salinidade, com ondas longas e calmas, faixa estreita de areia fina e clara. Divide-se em 2, do lado direito, hospedagens e casas de veraneio, do lado esquerdo, é conhecida como Jurerê Internacional com um condomínio luxuoso e beach lounges descolados

 

• Canasvieiras com 2.200m, praia de mar intermediário entre o mar oceânico e o de baía, aberta para o Norte. Águas claras, quentes e ondas suaves, faixa de areia estreita. Frequentada por argentinos e uruguaios. Movimentada e com infraestrutura de hospedagem, restaurantes e lojas

 

• Cachoeira do Bom Jesus com 2.800m, praia de águas limpas, temperatura agradável, ondas suaves, larga faixa de areia branca e fina. Grande movimentação de turistas e moradores locais o ano inteiro. Uma pequena faixa de vegetação preservada evita que as construções alterem muito a paisagem

 

• Ponta das Canas, área de recreio e férias para famílias, calma, com águas claras e finas, temperatura agradável. Frequentada por argentinos e turistas que chegam em lanchas. Pequena lagoa do lado esquerdo e muitos restaurantes na orla

 

• Lagoinha com 680m, praia que alterna água doce e salgada, longa, larga, com areias alvas e piso firme, com algumas áreas de areia mole às margens da parte interna da lagoinha. Pequena enseada com infraestrutura de hospedagem, bares e restaurantes

 

• Brava com 920m, águas límpidas, com muita salinidade, e de temperatura agradável, areia finíssima e macia. Possui quebra ondas, com poços profundos e depois do fundo do mar segue com suave declide. É piscosa, possui infra-estrutura e é badalada. Belo visual com costões de Mata Atlântica nas laterais

 

• Ingleses com 4.830m, praia oceânica, virada para o norte, extensa, com fortes e longas ondas, areia finíssima, branca e limpa, águas cristalinas e de temperatura agradável. Muito urbanizada e com infraestrutura de hospedagem, comércio e serviços.

 

• Santinho com 2.200m, ondas fortes, muito repuxo, larga faixa de areia branca e fina, dunas, orla extensa para caminhar. Trilha fácil e curta a um sítio com inscrições rupestres e a Moçambique

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• Campeche com 3.800m, praia de mar grosso, ondas fortes e bravias, em oceano aberto, a sua frente a pequena Ilha de Campeche. O trecho Riozinho do Campeche é o mais movimentado com o pessoal do kitesurfe

 

• Morro das Pedras com 2.450m, praia longa e larga, com ondas fortes, boa para surf. No Retiro dos Jesuítas, há um mirante. Na Lagoa do Peri, há uma pequena praia e trilhas

 

• Armação com 3.200m, larga faixa de areias brancas e finas, ondas serenas em alguns trechos, agitadas em outro, ao Norte (propicia para o surf), águas límpidas e frias. Vila de pescadores

 

• Matadeiro com 850m, praia bravia, ondas fortes e largas, com repuxo, areia fina e clara, águas claras e muito fria. Está guarnecida pelos contrafortes do Morro do Matadouro, forma de um semicírculo, e nela deságua um pequeno riacho. Acesso por uma caminhada de 5min por passarelas de cimento da Armação

 

• Lagoinha do Leste com 680m, de um lado, o lago, do outro, o mar, ao meio, a faixa de areia. Longa e larga, com areias finas e brancas. Acesso por trilha de 1h da Pântano do Sul ou de 3h da Matadeiro ou ainda por barco de ambas as praias vizinhas

 

• Pântano do Sul com 3.000m, praia de pescadores, com larga faixa de areia acinzentada. Suas ondas morrem suavemente ao longo da praia.

 

• Açores, o balneário de Açores é o mais bem planejado do extremo sul da Ilha de Santa Catarina, possuindo um plano diretor feito pela Prefeitura

 

• Solidão, 850m de praia semi-deserta com areias claras e mar bravo, cercados de morros cobertos por Mata Atlântica. No final dela, uma pequena trilha após o Rio das Pacas leva a uma cachoeira que forma uma piscina natural de águas geladas.

 

• Saquinho, área de preservação. Acesso por trilha calçada de 40min da Praia da Solidão

 

• Naufragados com 1.450m, areia fina e branca, águas de mar alto com ondas largas e fortes, especialmente quando sopra o Vento Sul. Em seu contorno, há um maciço de morros muito forte, dificultando o acesso por terra. Do lado direito da praia tem uma pequena trilha até um farol. Tem 2 bares, mas podem não estar abertos, por ser área de reserva. Vila de pescadores, semideserta. A partir da Caieira da Barra do Sul, acesso por trilha de 40min ou de barco em dias de mar calmo

 

• Caieira da Barra do Sul. A estradinha do Ribeirão da Ilha até essa praia passa bem perto do mar e das montanhas. Faixa de areia curta encoberta pela maré alta

 

• Ribeirão da Ilha com 750m, formada por três trechos

 

• de Fora

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• A vila: vielas de terra ou de paralelepípedos, natureza preservada. Lojinhas, mercado, lan-house, restaurantes, bares, etc

 

• Praia Guarda do Embaú, a 36 km do centro, está separada da vila pelo Rio da Madre, que é um bom lugar para passeios de caiaque ou canoa. A água do mar invade o rio avançando vários quilômetros adentro na maré cheia, podendo-se ver claramente o fundo do rio. Na maré vazia a água doce toma conta, ficando mais escuro, provocando uma corrente forte e perigosa. Acesso por barcos, a nado ou por caminhada quando o rio esta baixo. Boa para surf, durante a temporada se instalam na praia várias barraquinhas e escolas de surf. Na foz do Rio da Madre, formam-se bancos de areia nos quais a água é muito rasa, ideal para crianças. O Rio da Madre separa-se do mar por uma faixa de areia branca com cerca de 80 metros por seis quilômetros, composta por dunas, terminando na Praia da Gamboa, cujo acesso pode ser feito pela Trilha Guarda do Embaú/Gamboa. No costão da Guarda do Embaú há o Calendário Solar Primitivo, um monumento de marcação do solstício de verão, construído por alguma civilização primitiva com técnicas rudimentares e inscrições rupestres

 

• Pedra do Urubu, mirante natural, oferece vista da Baixada do Maciambú, incluindo a Praia da Pinheira, Praia da Guarda do Embaú, Ilha dos Corais, Praia da Gamboa, Siriú, Garopaba, etc.

 

• Prainha ou Praia da Barra ou Praia da Gaucha Pelada, pequena praia deserta, s/ infra-estrutura, tem um aspecto selvagem, estende-se por aproximadamente 1 km e está rodeada por costões, morros, dunas e mata atlântica, boa para surf. É passagem obrigatória para quem vai ao Vale da Utopia, Praia do Maço ou para quem dá a volta ao morro até a Pinheira.

 

• Vale da Utopia - Praia do Maço tem mata atlântica em recuperação e paisagem rural com vacas e cavalos, é atravessado por um riacho com pequenas lagoas que são aquários de água doce. Praia do Maço é a menor das praias da região com extensão de 50m, rodeada pelo Vale da Utopia, tem vista para a Praia dos Naufragados e para várias das ilhas da região. No final da tarde, é possível ver cardumes de peixinhos na praia. Na praia, o bar do Mema, aberto somente na temporada, compete com o do Evori em termos de visual. Não há outras construções no vale ou na praia. Existem grutas, algumas delas habitadas, como a da Rapina, onde mora a mais de 15 anos Vilmar Godinho, que escolheu a vida simples e o naturalismo. Há também um camping improvisado, desprovido de qualquer infraestrutura. A poucos metros do camping existe um belo penhasco de pedras sobre o mar.

 

• Ponta das Andorinhas: avança centenas de metros mar adentro e tem, no final, enormes pedras, entre as quais se criam piscinas naturais de acordo com a maré, acesso pelo costão direito da Praia de Cima

 

• Praia de Cima, a 3 km da Praia Guarda do Embaú. Tem uma extensão de 700m, é uma sequência da Praia da Pinheira, está limitada pelo Morro da Toca e a Ponta das Andorinhas. Oferece vista para o farol e a praia dos Naufragados, as ilhas Três Irmãs e toda a enseada formada pela praia de Baixo. Mar calmo, boa para mergulho na Ponta das Andorinhas. O ambiente que reina no lugar é uma mistura de praia, pesca artesanal e rural, na Ponta das Andorinhas, com vacas e cavalos pastando. Oferece vista para um farol, as Ilhas Três Irmãs e a Praia de Naufragados. Tem bares na praia e restaurantes e pousadas a poucos metros

 

• Morro da Toca separa a Praia de Baixo e a de Cima. A faixa litorânea do morro tem uma extensão de aprox. 600m e pode ser percorrida a pé por uma trilha de 20 minutos. Acesso pelo costão da Praia de Baixo ou pelo costão esquerdo da Praia de Cima. Deve-se caminhar por entre pedras por alguns metros, logo chegando um gramado pelo qual se faz a maior parte do caminho

 

• Reservatório de água da região (caixa d'água da Casan), no topo do Morro da Toca. A caixa d'água está localizada no ponto mais alto da vila da Pinheira, desde onde se tem uma vista espetacular da Baixada do Maciambú, a baía da Pinheira, Ponta do Papagaio, Sul de Florianópolis e outras ilhas da região

 

• Praia da Pinheira ou de Baixo, a 6 km da Praia Guarda do Embaú, no extremo sul de uma baía de 8 km de extensão, tem ao norte a Ponta do Papagaio. Tem infraestrutura com pousadas, bares, restaurantes e comércio em geral. Mar calmo, costões, morros, muita natureza e peixes frescos direto dos pescadores. Caminhar pelos morros que cercam a região é uma boa opção. Uma trilha conecta a Praia de Baixo com a de Cima pelo costão

 

• Praia do Sonho, a 10 km da Praia Guarda do Embaú, mar calmo, boa para caminhadas e pescaria, em frente ao extremo sul de Florianópolis, oferece vista para a Praia de Naufragados, o farol da Barra do Sul, a ilhota de Araçatuba, onde fica a Fortaleza de N. Sra da Conceição e as Ilhas Três Irmãs

 

• Praia Enseada do Brito, a 19 km da Praia Guarda do Embaú, barcos de pescadores, criações de ostra, antigo vilarejo com algumas construções tombadas, vista para Florianópolis. Trilhas que atravessam os morros da região com cachoeiras e riachos

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Há mais de 30 trilhas mapeadas pela prefeitura com diferentes graus de dificuldade, mas geralmente dispensam o uso de equipamentos mais pesados e todas tem duração de caminhada inferior a 1 dia. Algumas estão bem demarcadas, sinalizadas e não requerem o acompanhamento de guias, outras possuem bifurcações e/ou não estão demarcadas pela falta de uso, dificultando o seu percorrimento.

 

Há grupos que organizam trilhas na capital e proximidades. Infelizmente não coincidiu a época que estive por lá de férias com as datas das trilhas desses grupos, mas entrei em contato com alguns de seus membros e todos foram muito gentis, passando dicas e informações. Nos sites há instruções de como se cadastrar para receber os convites das trilhas.

 

http://www.fazendotrilhas.com.br/

http://www.loucosportrilhas.com.br/site.html

http://www.trilhasfloripa.org/

 

As trilhas relatadas a seguir foram percorridas e impressões sobre o percurso, a paisagem podem ser vistas no relato de Florianópolis. Demarcadas e de fácil orientação.

 

Trilha Costa da Lagoa

Trilha Costa da Lagoa é ideal para quem não quer enfrentar penhascos e desfiladeiros, é feita em trechos planos por quase todo o percurso, onde o visitante passa por enseadas de águas calmas e por sete vilas (Vila Verde, Praia Seca, Praia da Areia, Baixada, Centrinho, Praia do Sul e Saquinho). O ponto mais elevado fica após a Ponta da Areia, de onde se pode avistar as dunas da Praia da Joaquina, a Lagoa em toda sua extensão, a Reserva Ecológica do Rio Vermelho, o Morro da Barra da Lagoa e a Ponta da Galheta. Percorre-se cerca de 7 km por uma região que, desde a metade do século XVIII, desenvolve atividade agrícola. Em meio a casas de antigos e novos moradores, ainda hoje é possível ver ruínas de engenhos de farinha e casarões antigos que ilustram parte da rica história desse local. Já foram 26 engenhos - hoje são poucos, que acabam virando atração turística. Farinha de mandioca, café, açúcar e aguardente abasteceram por mais de um século a Vila de Nossa Senhora do Desterro (mais tarde Florianópolis) e os navios que ancoravam em seu porto. A Costa da Lagoa era "celeiro da Ilha". O caminho deixou de ser conservado em l945. Até então, era possível percorrer toda sua extensão de charrete ou carro-de-boi. Tempo: 2h; Início: Final da Estrada Geral do Canto dos Araçás; Final: Praia do Saquinho; Principal dificuldade: Extensa; Como chegar: Seguir em frente, após o final da Estrada Geral do Canto dos Araçás; Ônibus: Barra da Lagoa, Lagoa da Conceição e Canto dos Araçás. No final da Estrada Geral do Canto dos Araçás, quando acaba a pavimentação e só se pode seguir a pé, começa o Caminho da Costa. Trilha bem marcada, entre a Mata Atlântica e a Lagoa da Conceição, passa pelas sete vilas. Por toda região existem outros caminhos que fazem a ligação com o lado Leste da Ilha, mas se deve manter o principal. Algumas vilas são servidas de bares e restaurante, como bar do Seu Manoel, na localidade conhecida por Vila Verde, bem no começo da caminhada. A Cachoeira da Costa da Lagoa tem acesso fácil através do ponto de parada número 16, próximo a igreja. Também existem trilhas que levam a uma pequena praia, chamada de Praia do Paraíso ou Praia do Castelinho, uma paisagem bem convidativa e tranquila. A trilha da Costa da Lagoa termina no Saquinho, mas para voltar pega-se um barco na Praia do Sul. O desembarque é no trapiche do Centrinho da Lagoa, depois de cerca de uma hora de viagem pela lagoa.

 

Trilha Ratones/Lagoa

Ultrapassando o morro que separa a comunidade de Ratones da Praia do Saquinho, chega-se à Lagoa da Conceição. Do topo da montanha, tem-se uma vista inusitada da Lagoa. Esta trilha é uma das várias que se ligam à Costa da Lagoa. Foi aberta na mata quando as únicas formas de chegar às comunidades do interior da Ilha eram a pé ou no lombo de um cavalo e já foi a principal via de escoamento da produção agrícola e dos engenhos de farinha. De acordo com biólogos, em Ratones ainda se pode encontrar o jacaré-de-papo-amarelo, que habita os rios da região. Tempo: 30min; Início: Na Estrada Geral de Ratones, na localidade do Canto do Moreira; Final: Costa da Lagoa, próximo à Praia do Sul; Principal dificuldade: Subida íngreme; Como chegar: Seguir logo após o Canto do Moreira; Ônibus: Ratones. A trilha inicia logo após as últimas casas da região conhecida como Canto do Moreira. Dali, segue-se em frente por um caminho bem marcado (usado pelos moradores), que depois de subir e descer a montanha liga-se ao Caminho da Costa. Às vezes, é mais fácil para chegar ao Centro de Florianópolis caminhando até Ratones do que esperar as embarcações da Cooperbarco.

 

Existem 2 opções de trilha para a Praia da Lagoinha do Leste, via Praia do Matadeiro e via Pântano do Sul. Pode-se ir e voltar pela mesma trilha, mas parece mais interessante ir por uma trilha e voltar pela outra para fazer o roteiro completo. Particularmente, indicaram fazer o percurso Praia do Matadeiro/Praia da Lagoinha do Leste/Pântano do Sul.

 

Trilha Pântano do Sul/Praia da Lagoinha do Leste

Extensão: 2.500m; Tempo: 50min; Início: Pântano do Sul; Trilha mais curta, porém mais íngreme. Foi a trilha que eu percorri, bem sinalizada e de fácil orientação

 

Trilha Praia do Matadeiro/Praia da Lagoinha do Leste

Extensão: 4.500m; Tempo: 2h30min; Início: Praia do Matadeiro; Trilha mais longa, porém menos íngreme. Disseram que não tem sinalização tão óbvia quanto a outra trilha, tem algumas bifurcações, mas com bom senso dá para seguir. A vantagem é ter um visual mais bonito, pois vai bordeando o costão.

 

Trilha Praia do Matadeiro/Praia da Lagoinha do Leste/Pântano do Sul

Praia espremida entre dois costões formando quase uma pequena enseada de pouco mais de 1 km. Atrás, uma vasta Mata Atlântica. Uma lagoa, próxima ao costão esquerdo, dá nome ao lugar. De águas quentes e escuras, a lagoa se esconde atrás da restinga, tendo origem num rio que nasce no morro. A praia é perfeita para acampar, já que tem bastante sombra e água potável, junto ao costão direito. O único problema, diz a lenda, são as bruxas que volta e meia a utilizam para seus rituais. Tempo: 2h50min; Início: Costão direito da Praia do Matadeiro; Final: Pântano do Sul, na R. Manoel Pedro de Oliveira; Principal dificuldade: Extensa, subida íngreme; Como chegar: Seguir em frente, a partir do costão direito da Praia do Matadeiro; Ônibus: Armação, Pântano do Sul, Costa de Dentro, Costa de Cima. A melhor maneira de se chegar à Lagoinha do Leste é pela Praia do Matadeiro, voltando pelo Pântano do Sul. Assim, enfrenta-se o trecho mais pesado primeiro, deixando para a volta, quando se está inevitavelmente mais cansado, o Morro do Pântano do Sul. A partir do costão direito da Praia do Matadeiro acaba a areia e surge a trilha. Os primeiros 30min são os mais difíceis e cansativos. É preciso fazer subidas íngremes e, em alguns pontos, o mato é um pouco fechado. No meio do caminho, um córrego corta a trilha e oferece água fresca. Depois deste trecho, o caminho é tranqüilo, grande parte do percurso é coberto por vegetação rasteira, permitindo vista panorâmica. Durante 1h30min a trilha margeia os costões, passando pela Ponta do Quebra-Remo, Ponta do Facão e Ponta da Lagoinha. Na Ponta do Facão, um rochedo de mais de 15m guarda uma pequena caverna banhada pelas águas. Para chegar até lá é preciso um pouco de coragem, já que você terá que descer pela encosta até o mar. Ultrapassando a Ponta da Lagoinha, chega-se à praia com apenas uma residência registrada e sem nenhuma infra-estrutura. Geralmente são encontradas muita barracas de camping junto à margem da lagoa, na maioria surfistas atrás de boas ondas e pescadores. A Coroa é uma formação rochosa no costão direito. A volta se dá pelo costão direito, subindo a trilha que sai no Pântano do Sul. Ela é mais fácil e mais rápida que a do Matadeiro, porém não é tão atraente. São cerca de 50min para subir e descer o morro que separa a praia do Pântano do Sul. A subida é íngreme, mas a trilha é aberta e não oferece nenhum obstáculo. Na maior parte do tempo as árvores oferecem uma boa sombra. No topo, a vegetação rasteira permite uma vista panorâmica: de um lado a Praia do Pântano do Sul e do outro a vista da Praia da Lagoinha e sua lagoa de água doce (costão esquerdo)

 

Trilha Costão do Santinho

Trilha Costão do Santinho é área de grande valor histórico com suas inscrições rupestres semelhantes às da Ilha do Campeche. Na região existem vários percursos possíveis, como a travessia até a Praia do Moçambique, mas a mais interessante é a subida do Morro das Aranhas. Tempo: 40min; Início: Costão do Santinho, subindo a trilha que fica em frente à escultura metálica que representa uma família de antigos habitantes; Final: Topo do Morro das Aranhas, a 255m de altura; Principal dificuldade: Subida íngreme; Como chegar: Seguir até o costão direito da Praia do Santinho; Ônibus: Ingleses. A trilha começa no costão direito da praia, bem em frente a uma escultura. Segue-se uma subida, em meio à Mata Atlântica. Do topo do morro, tem-se uma vista panorâmica, tanto da Praia Brava, ao Norte, quanto o Centrinho da Lagoa da Conceição, ao sul.

 

Trilha Caieira da Barra do Sul/Praia de Naufragados

O caminho até Naufragados é bem marcado, bastante utilizado pelo menos desde a inauguração do farol, no costão direito da praia, em l861. A partir desta época, famílias migraram para a região, um engenho foi construído e abriu-se os primeiros roçados na mata. Deste período restaram algumas ruínas que ainda podem ser observadas à margem da trilha. Também podem ser percebidas algumas melhorias no traçado do caminho, degraus e valos de drenagem. Nas construções era utilizado o óleo de baleia misturado a pedras e conchas para erguer as paredes. Extensão: 2.800m; Tempo: 50min; Início: Ponto final da linha Caieira da Barra do Sul; Final: Praia dos Naufragados; Principal dificuldade: Sem dificuldades; Como chegar: Seguir pela trilha que começa no ponto final da linha Caieira da Barra do Sul; Ônibus: Caieira da Barra do Sul. São os 3 km de trilha percorrendo os dois morros que separam a Caieira da Barra do Sul e a Praia dos Naufragados. Com cerca de 20min, o caminho passa por um verdadeiro túnel na vegetação nativa. Um pouco mais adiante pode-se parar em um dos riachos para se refrescar e tomar água. Por ser um caminho bem marcado, basta seguir a trilha principal. Contudo, dois caminhos partem da trilha principal, podendo causar dúvida. O primeiro parte de um ponto no alto da primeira montanha e leva diretamente ao Farol, localizado no costão direito da praia, com vista para a Ilha de Araçatuba. A outra trilha, menos conhecida, tem seu início já próximo à Praia dos Naufragados e segue à esquerda do caminho principal, levando à Ponta do Pasto, na direção da Praia do Saquinho. Na praia, que já foi deserta e encontra-se em área de preservação do Parque Estadual do Tabuleiro, encontram-se hoje várias casas de madeira, formando uma pequena comunidade, onde funcionam quatro restaurantes. Ali são servidas refeições à base de frutos do mar a bons preços. Mais ao Sul, na Ponta dos Naufragados, está a Ilha de Araçatuba, onde foi erguido o Forte de Nossa Senhora da Conceição, em 1742.

Infelizmente não tive tempo de percorrer as trilhas descritas abaixo, mas deixo aqui a pesquisa que realizei.

 

Trilha dos Macacos

Trilha dos Macacos, como é conhecido o tortuoso caminho que liga a Vargem Grande à Lagoa da Conceição, faz a ligação entre as regiões Norte e Leste da Ilha. Este caminho, praticamente abandonado, foi, até o final do século XVIII, utilizado pelos moradores da Costa da Lagoa que pretendiam chegar ao Norte da Ilha. Tempo: 3h; Início: Estrada Geral da Vargem Grande, próximo às últimas casas da Comunidade Santo Daime; Final: Costa da Lagoa, entre as praias do Saquinho e do Sul; Principal dificuldade: Trilha praticamente abandonada e com bifurcações, é recomendável ir com guia; Como chegar: Na Comunidade Santo Daime, pouco antes de um campo de futebol, segue-se à direita, no sentido Vargem Grande-Rio Vermelho; Ônibus: Vargem Grande. A trilha atravessa cerca de 8 km de mata nativa densa e pouco explorada com árvores de grande porte, percorrendo o Parque Florestal do Rio Vermelho, que é uma área de preservação fiscalizada pela Polícia Ambiental. Para localizar o início da trilha, deve-se, a partir do ponto final do ônibus da linha Vargem Grande, seguir em direção à cadeia de morros. A entrada está a 100m de um campo de futebol, próximo às últimas casas da comunidade do Santo Daime. No início do percurso passa-se por uma ponte sobre um riacho onde há uma cachoeira. A caminhada prossegue pela Mata Atlântica, que em muitos locais parece apagar completamente a trilha. Depois de muito caminhar, chega-se a uma bifurcação. A trilha que segue à direita leva à comunidade do Rio Vermelho. Para se chegar à Costa da Lagoa é necessário seguir em frente pelo caminho principal e somente abandoná-lo quando se encontra um riacho que leva à Praia do Saquinho, uns dos locais mais isolados da Costa da Lagoa, freqüentado somente pelos poucos moradores. Para sair do Saquinho, pode-se continuar pelo caminho em direção ao Centrinho da Costa da Lagoa. Mas, depois de uma caminhada tão pesada, aconselha-se seguir até o trapiche onde atracam as embarcações da Cooperbarco, que levam diretamente à Freguesia da Lagoa (Centrinho da Lagoa). Próximo ao ponto de desembarque passam ônibus da empresa Transol, que levam ao centro da cidade.

 

Trilha Monte Verde/Lagoa

Trilha Monte Verde/Lagoa sobe o morro que deu nome ao bairro e faz a ligação com a Costa da Lagoa. Tempo: 2h; Início: R. do Marfim, no bairro Monte Verde, próximo ao Clube de Caça e Pesca Independente; Final: Costa da Lagoa, na Vila Verde; Principal dificuldade: Extensa, trilhas secundárias e subida íngreme; Como chegar: Seguir em frente, a partir do final da R. do Marfim; Ônibus: Monte Verde. O caminho margeia o riacho que forma quedas d'água e piscinas naturais, que não estão liberadas para banho, por determinação da Companhia de Águas e Saneamento, mas um dos locais mais conhecidos, a pouco mais de 150 metros do início do caminho, é bastante freqüentado no verão. Uma piscina natural onde se vê os moradores locais arriscando saltos das pedras e das árvores, a uma altura de quase 8m de altura. Seguindo em frente, o caminho ultrapassa o riacho e sobe a montanha, logo chegando à segunda queda d'água - também bastante visitada. Ela fica em uma trilha secundária que deve ser seguida com guia. Após visitar as quedas d'água, continue em frente até atingir o topo do morro. Para isso, é só seguir a trilha principal. Quase no ponto mais alto da montanha, o visitante se depara com uma bifurcação na trilha. A da direita leva à Pedra do Urubu, de onde se tem uma vista panorâmica da Baía Norte. A da esquerda liga ao Caminho da Costa. É um trecho de trilha sinuosa entre a mata fechada, mas que não chega a representar riscos maiores. Quando se inicia a descida da montanha a mata fica mais densa. Caminha-se mais um pouco e o visitante se depara com o Caminho da Costa da Lagoa. Dali é só escolher entre mais 30min a pé, até a Freguesia da Lagoa, ou esperar o barco da Cooperbarco, que faz a ligação entre todas as vilas da Costa e com a Freguesia da Lagoa, onde existe ponto de ônibus e chegam automóveis.

 

Trilha Barra/Galheta

Trilha Barra/Galheta. Tempo: 2h; Início: Logo após a ponte pênsil sobre o Canal da Barra; Final: Praia da Galheta; Principal dificuldade: Alguns trechos desaparecem sob a vegetação; Como chegar: Subir à direita, logo após à ponte; Ônibus: Barra da Lagoa. Passando a ponte pênsil sobre o Canal da Barra, deve-se seguir à direita por um caminho bastante conhecido pelos moradores da região. Depois de percorrer cerca de cinco minutos em caminho calçado segue-se em frente até a última casa. Neste ponto, à esquerda, é que realmente começa a trilha Barra-Galheta. Subindo a montanha, são aproximadamente 20 minutos até chegar ao topo, e o mar começa a ser avistado aos poucos. No alto do morro está localizado o Farol da Barra da Lagoa. A cerca de 200m de altura, vista panorâmica da Praia da Barra, da Lagoa da Conceição e da Reserva Ecológica do Rio Vermelho. A vegetação, composta por gravatás e cactos, é um indício de queimadas passadas. São plantas primárias que nascem mesmo em solo seco. No local conhecido como Pico da Bandeira, bem no topo da cadeia de morros, percebe-se toda a trilha até a Galheta. A partir deste ponto, é só seguir em frente pela trilha sinuosa no topo do morro. Alguns trechos do percurso estão apagados, mas, seguindo em frente, a trilha começa a descer a cadeia de montanhas em direção à Praia da Galheta. Ali, o visitante pode dar um mergulho e matar a sede na fonte que fica bem no meio da praia. Depois é só continuar a caminhada até a Praia Mole, por onde se chega à rodovia SC-406.

 

Trilha Poção do Córrego Grande

É a melhor queda d'água da Ilha, a 9 km da região central da cidade, em um bairro residencial em expansão. A área própria para nado e mergulho tem dimensão aproximada de 10m x 4m e não comporta mais que 10 pessoas, mas no verão fica lotado com lixo nos arredores e baixa qualidade da água. Tem 5m de queda e ultrapassa 3m de profundidade em alguns pontos. É cercada por Mata Atlântica e paredões de até 10m de altura, de onde alguns se atiram de cabeça. O córrego é responsável pelo abastecimento de água do bairro, mas já serviu como lavanderia para descendentes de açorianos que lá se instalaram na primeira metade deste século. Tempo: 20min; Início: R. Sebastião Laurentino da Silva, próximo ao ponto final da linha Córrego Grande; Final: Poção do Córrego Grande; Principal dificuldade: Sem dificuldade; Como chegar: A partir do ponto final da linha Córrego Grande, subir pela R. Sebastião Laurentino da Silva até a entrada da trilha, que fica à direita; Ônibus: Córrego Grande. Fácil acesso, a partir do ponto final do ônibus Córrego Grande, subindo pela R. Sebastião Laurentino da Silva, logo surge um pequeno caminho, à direita, que chega à cachoeira. A caminhada segue por uma trilha aberta, cercada de árvores e margeando todo o córrego, sempre acompanhada por um aqueduto da Companhia de Águas e Saneamento (Casan). Pouco mais acima do Poção fica o ponto onde a Casan faz a captação da água, mas a passagem não é permitida. Obs.: Do Poção para frente não existe mais trilha. A caminhada segue por dentro do córrego e a presença de aranhas torna-se comum, aumentando muito o grau de dificuldade

 

Trilha Praia do Gravatá

Trilha Praia do Gravatá, a praia tem uma pequena extensão de areia de cerca de 60m, entre a Praia Mole e a Praia da Joaquina. Uma placa da escola Parapente Sul marca a entrada da trilha, na Estrada Geral da Barra da Lagoa, na altura da boate Latitude 27. Tempo: 30min; Início: Estrada Geral da Barra da Lagoa, entrando na trilha da Parapente Sul; Final: Ponta do Gravatá; Principal dificuldade: Entrada da trilha coberta por mato; Como chegar: Ir até a trilha da Parapente Sul; Ônibus: Barra da Lagoa. A caminhada é curta e fácil, mesmo com o início sendo uma subida. Chegando ao topo do morro encontra-se o ponto utilizado para os saltos de parapente. Basta descer para chegar à Praia do Gravatá, onde existe uma pequena colônia de pescadores. Segundo biólogos, ao amanhecer é possível encontrar lontras na praia. Chegando ao costão, na Ponta do Gravatá, pode-se avistar parte da Praia da Joaquina e da Praia Mole.

 

Trilhas da Ilha do Campeche

Ilha do Campeche fica em frente ao Pontal do Campeche e é o mais importante sítio arqueológico de Florianópolis, com a maior concentração de inscrições rupestres de Santa Catarina. Os sinais gravados nos paredões de diabásio-preto ainda são visíveis na parte Oeste da ilha, na Praia do Mar Grosso. Chamadas de petróglifos, tem cerca de 1,5cm de largura, com 0,5cm de profundidade, sendo polidas por dentro. Formada por costões e morros recobertos de Mata Atlântica, possui uma única praia com areia fina e extremamente clara. O mar, que tem coloração variando entre verde e turquesa, possui poucas ondas. A presença de quatis desequilibra a fauna e a flora da ilha. A ilha é uma área de preservação e não se pode acampar. Atualmente, a ilha é ocupada pela Associação Couto de Magalhães. O modo mais fácil de conhecer a Ilha do Campeche é entrando em contato com o clube e adquirindo um convite por R$ 15,00, que dá direito à viagem de barco, com saída diária da Praia da Armação, às 9h, e pernoite nos alojamentos do Couto Magalhães. Na alta temporada fica praticamente impossível conseguir um convite, mas se pode alcançar a ilha alugando os barcos dos pescadores da Praia da Armação. Tempo: 1h30min. (de barco) e 3h (contorno da Ilha); Início: (em ordem crescente de preço) Praia da Armação, 0,5h em barcos de pescadores artesanais; Barra da Lagoa, 1h15min em escunas; Praia do Campeche, em botes infláveis. Final: Ilha do Campeche; Principal dificuldade: Não existem indicações sobre a localização de inscrições rupestres, cavernas e demais trilhas; Como chegar: Travessia de barco; Ônibus: Armação, Pântano do Sul, Costa de Dentro e Costa de Cima. Os barcos atracam na Praia da Enseada com cerca de 500m. Para conhecer os costões, os sítios arqueológicos e os monumentos rochosos é necessário fazer uma das trilhas monitoradas com pagamento de uma taxa. O passeio com mergulho contemplativo R$ 40,00 e inclui roupa e acessórios de segurança, monitor e condução por embarcação de pesca artesanal. Barco Brisamar, Praia de Armação, saída às 10h, retorno às 15h. Na praia há dois restaurantes, um posto onde para agendar trilhas e um outro para alugar equipamento de mergulho livre.

 

Trilhas da Ilha do Campeche:

• Caverna dos Morcegos - Tempo: 3h; Grau de dificuldade: alto; Limite de pessoas por grupo: oito. Caminhada em meio à vegetação nativa até a costa sudeste da Ilha. Chega-se ao costão onde se pode avistar cinco sinalizações nas pedras, além de um maravilhoso visual oceânico. Continuando a caminhada pelo costão, atinge-se um conjunto de piscinas naturais, formadas entre as pedras, com água cristalina e peixes coloridos, onde o visitante pode mergulhar. Em seguida chega-se à entrada leste da Caverna dos Morcegos. A Caverna consta de um abrigo de aproximadamente quinze por trinta metros formado entre grandes rochas e uma abertura para o mar. É preciso ter cuidado ao entrar na caverna, pois o chão é escorregadio e há um grande desnível, com o mar batendo forte ao fundo. Ela atravessa a Ilha, saindo pelo lado oeste. Saindo da Caverna, as condições do mar permitindo, pode-se mergulhar em águas límpidas e calmas, próximas ao costão. O retorno pode ser efetuado numa embarcação previamente combinada ou pela trilha da costa oeste. Neste caso segue-se por 30min através da vegetação, perto de penhascos desafiadores. E, de sobra, há uma passagem pela Pedra do vigia e por um sítio arqueológico com oficinas líticas e inscrições rupestres.

• Letreiro - Tempo: 60min; Grau de dificuldade: médio; Parte dos fundos das instalações do Clube Couto Magalhães e atravessa a ilha no sentido oeste. No início da trilha encontra-se um a oficina lítica com seis amoladores em rocha de granito. Caminha-se 20min em meio à vegetação nativa até avistar a paisagem da costa leste da Ilha. A seguir há uma descida íngreme que dá acesso ao costão onde se encontra um sítio arqueológico que tem o maior número de inscrições da Ilha, cerca de 40 desenhos, alguns únicos no Mundo. [Há outra caverna.]

• Pedra Fincada - Tempo: 40min; Grau de dificuldade: baixo; Caminhada em meio à vegetação nativa por uma trilha até a costa leste. Passa por um dos pontos mais altos da Ilha de onde podem ser avistadas as costas leste e oeste, bem como a praia do Campeche, Ilha dos Moleques e Ilha do Xavier. E após seguir por uma trilha, também curta, você chega ao melhor ponto de visualização da Pedra Fincada (pedra de formato fálico, de altura aproximada a nove metros, disposta próxima ao mar) e de um poço de aproximadamente um metro de profundidade com 60 centímetros de diâmetro, esculpido em uma pedra de granito.

• Pedra do Vigia - Tempo: 40min; Grau de dificuldade: baixo; Visita a ruínas de fornos de extração de óleo de baleias. Caminhada pela praia na direção sul até um sítio arqueológico que consta de duas sinalizações e uma oficina lítica com aproximadamente 30 amoladores. Passagem por entre a vegetação nativa até a Pedra do Vigia. Pedra esta que faz parte da história da caça às baleias, consiste em um mirante de onde se avista toda a costa sudeste da Ilha de Santa Catarina, que vai da Ponta do Facão (entre Matadeiro e Lagoinha do Leste) à Praia da Joaquina.

• Pedra do Ímã - Tempo: 1h30min; Grau de dificuldade: alto. Caminhada dentro de restinga e vegetação nativa até a chegada ao costão. Visita a sítio arqueológico dotado de cinco estações líticas com amoladores em granito e basalto. Anda-se pelo costão com uma vista exuberante da praia da Joaquina. Visita a um sítio arqueológico com duas inscrições rupestres, uma delas de grande interesse por estar localizada num ponto magnético que altera o comportamento das bússolas. Além de uma intrigante pegada entalhada sobre a pedra e vários amoladores de diferentes formas. No retorno, em condições de mar favoráveis, há a opção de mergulho em águas calmas e cristalinas com abundante quantidade de peixes coloridos.

• Volta Norte - Tempo: 3h; Grau de dificuldade: alto; Limite de pessoas por grupo: oito. Caminha-se em meio à mata nativa até chegar ao costão nordeste, no Saco do Rosa. Em seguida o passeio chega à Pedra Fincada, megalito de aproximadamente nove metros de altura com forma fálica. Seguindo pelo costão podem ser vistas nove inscrições rupestres que se encontram quase todas no chão. A próxima parada é na Pedra Preta do Norte, importante sítio arqueológico dotado de cerca de vinte inscrições. Logo atinge-se a Pedra do Ímã que tem uma sinalização sobre uma pedra que é capaz de desorientar bússolas. Além de uma intrigante pegada entalhada na pedra e vários amoladores de diferentes tamanhos. Após a contemplação da paisagem oferecida no trajeto, como a Ilha do Xavier e a Praia da Joaquina, pode-se aproveitar para mergulhar , estando o mar em boas condições, em águas cristalinas cheias de belos peixes. Antes de chegar à Praia visita-se um sítio arqueológico com cinco oficinas líticas com diferentes amoladores em granito e basalto.

• Pedra Preta do Sul

 

Trilhas da Lagoa do Peri

• Caminho do Saquinho - Dificuldade: Média; Extensão: 2.200m; Altitude média: 20m; Tempo aproximado: 2h; Principais atrativos: Sítios históricos, pequenas praias e córregos são alguns dos inúmeros atrativos.

• Trilha da Restinga - Dificuldade: Fácil; Extensão: 2.300m; Altitude média: 5m; Tempo aproximado: 2h; Principais atrativos: Ambiente marinho, sítios históricos, rio sangradouro, vista geral da lagoa

• Caminho da Gurita - Dificuldade: Difícil; Extensão: 4.900m; Altitude média: 40m; Tempo aproximado: 3h; Principais atrativos: Sítios históricos, córregos, engenho, cachoeira.

 

Trilha Peri/Ribeirão

Menos explorada que a Lagoa da Conceição, na Lagoa do Peri ainda se pode encontrar Mata Atlântica Primária. Com alguma sorte, pode-se ver o jacaré-de-papo-amarelo, que, de acordo com biólogos, é inofensivo ao homem. No verão, a lagoa costuma ser bastante freqüentada por banhistas. Entre os distritos do Pântano do Sul e do Ribeirão, o Sertão do Peri fica perto da lagoa e é extremamente isolado. O único habitante é Valdomiro dos Santos, 59 anos. Seu Miro, como gosta de ser chamado, mora com seus 13 cães, gansos, galinhas e bois, numa casa construída na metade do século passado. Sem energia elétrica, seu Miro desenvolve atividades rurais de subsistência. Os caminhos abertos por escravos passam também pelo Sertão do Ribeirão. Tempo: 3h30min; Início: SC-406, na entrada da Pousada Alemdomar; Final: SC-401, no Ribeirão da Ilha; Principal dificuldade: Extensa; Como chegar: Seguir até o final da rua da Pousada Alemdomar; Ônibus: Armação, Pântano do Sul, Costa de Dentro, Costa de Cima, Ribeirão da Ilha e Caieira da Barra do Sul. Inicia na restinga da Lagoa do Peri, na entrada da Pousada Alemdomar, quando uma pequena estrada, por onde passam também automóveis, estreita-se em uma trilha de solo irregular. Segue-se à beira da Lagoa do Peri até entrar em mata fechada por 1h. Quando se alcança uma clareira chega-se ao Sertão do Peri. Neste ponto, vale conhecer o engenho à tração animal que seu Miro mantém em atividade. A Cachoeira Grande (são várias quedas-d'água, mas a melhor fica nos fundos da casa dele) é boa opção para banho e mergulho, servindo também para abastecimento de água. Para continuar a travessia até o outro lado da Ilha deve-se retomar a trilha no portão de entrada do terreno de seu Miro. O caminho recomeça no outro lado do rio e sobe em mata fechada até um canavial, de onde se tem uma visão da Lagoa do Peri e da Ilha do Campeche por um ângulo inusitado. Deixando o canavial, chega-se ao Sertão do Ribeirão. Basta atravessar a comunidade rural para chegar ao Ribeirão da Ilha, na SC-401.

 

Trilha Cachoeira da Solidão

Os mais antigos ainda chamam de Praia do Rio das Pacas, mas ela ficou conhecida como Praia da Solidão. Fica cercada por morros de verde abundante e seus 850m de praia são procurados pela tranqüilidade do lugar, apesar do mar bravo. Tempo: 15min; Início: Praia da Solidão; Final: Cachoeira da Solidão; Principal dificuldade: Sem dificuldade; Como chegar: Logo após à ponte, na direção da Praia do Saquinho, subir à direita; Ônibus: Costa de Dentro. Atravessando a ponte de madeira sobre o Rio das Pacas, sobe-se, à direita, por uma trilha rústica até a Cachoeira da Solidão, que forma uma piscina natural de águas claras. Uma corda amarrada no galho de uma árvore funciona como cipó, de onde os freqüentadores realizam saltos acrobáticos. Na Praia da Solidão há restaurante e também chega-se de carro. De ônibus, deve-se saltar no ponto final da linha Costa de Dentro e caminhar até a praia.

 

Trilha Praia do Saquinho

Trilha Praia do Saquinho tem cerca de 5 km de extensão com os costões mais entrecortados e interessantes da Ilha. Sem estradas e sem energia elétrica, a comunidade do Saquinho, algo em torno de 20 famílias, faz questão de manter-se isolada do resto da Ilha, ocupando o vale e a praia. Ao longo da trilha ficam as casas de madeira onde vivem as famílias, na maioria descendentes de açorianos que vivem basicamente da pequena agricultura e da pesca. Tempo: 2h30min; Início: Costão direito da Praia da Solidão; Final: Ponta do Pasto; Principal dificuldade: Extensa; Como chegar: Do costão direito da Praia da Solidão, seguir na direção da Praia do Saquinho; Ônibus: Costa de Dentro. Saindo do costão direito da Praia da Solidão, logo se encontra uma trilha bem marcada, que se estende por penhascos, desfiladeiros, fontes e córregos. A Praia do Saquinho é só o começo da caminhada até a Ponta do Pasto. Até lá, a trilha vai passado por ótimos lugares para mergulho. O Pastinho, como é conhecida a Ponta do Pasto, é uma península coberta por grama. Dali se avista o conjunto de ilhas conhecidas como Três Irmãs ou Três Irmãos. À direita do Pastinho, uma espécie de praia de pedras arredondadas convida o trilheiro a continuar a caminhada até Naufragados, que fica logo à frente, mas o caminho pelo costão, aparentemente fácil, é muito perigoso e não deve ser seguido. Pela mata também existe uma trilha até a Praia dos Naufragados, mas só pode ser percorrida com auxílio de guia, pois está coberta pelo mato.

 

Trilha Praia da Solidão/Praia de Naufragados

Extensão: 8.200m; Tempo: 3h; Início: localidade de Rio das Pacas (Solidão); Final: Praia dos Naufragados; Principal dificuldade: pouco transitada, ficando fechada em muitos trechos. Esta trilha pode ser dividida em 3 trechos: 1) Trilha Rio das Pacas (Solidão) - Saquinho. Trecho tranqüilo, pois é uma estrada de cimento batido, embora íngreme. Usado pela comunidade que lá vive desde o início do século XX, e que sobrevive basicamente da pesca e pequenos cultivos. 2) Trilha Saquinho - Ponta do Pasto (Pastinho). Trilha longa, mas tranqüila, usada para passagem de animais. O Pastinho tem grama baixa, com vegetação nativa rasteira, ao seu lado uma "praia" coberta por pedras arredondadas. 3) Trilha Pastinho - Naufragados. Pouco transitado, possui vegetação um pouco fechada (tem o topo das árvores fechado não permitindo a vista do sol).

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• Existem representações típicas do folclore como o Boi-de-Mamão, a Maricota, Bernunça, Pau de Fita e Cacumbi presentes no carnaval, nas festas juninas, e nas festas de bairro. Há também festas religiosas como a Festa do Divino Espírito Santo, o Terno de Reis e Pão por Deus

 

• Não consegui fazer o passeio de escuna em julho, mas deve ser bom, uma oportunidade de conhecer ilhas e fortes e ter uma bela vista de praias. Na baixa temporada, entre em contato com a agência e veja se tem a probabilidade do passeio sair

 

• Passeios para a Ilha do Campeche e outros passeios de barcos para praias mais isoladas como Lagoinha do Leste e Naufragados também ficam complicados na baixa temporada, quando não há saídas frequentes. Telefone/informe-se com antecedência para verificar se haverá saída de barco que é mais provável de ocorrer em final de semana

 

• O Floripa by Bus é bem turístico, mas pode ser divertido, andar de ônibus com 2 andares e fazer um passeio light

 

• O Centro Histórico é interessante, mas não considero imperdível. As construções que mais chamam a atenção são o Mercado, a Antiga Alfândega e o entorno da Praça XV de Novembro. Vale uma visita rápida no mesmo dia do passeio da escuna, por exemplo

 

• Uma boa surpresa foi descobrir que a Lagoa da Conceição é limpa com águas transparentes

 

• Domingo tinha feirinha na praça da Lagoa da Conceição e muito movimentos nos bares, apesar de ser julho

 

• A Av. Beira-Mar tem ciclovia e calçadão, parece agradável para dar uma caminhada

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• Hotel Hola, R. Crisógono Vieira da Cruz, 304, Lagoa da Conceição, 3226-1002, [email protected], http://hotelhola.com.br/ O hotel está mais para pousada, é pequeno e tem decoração agradável. É novo com instalações e equipamentos novos, mas não tem elevador. O quarto e o banheiro são pequenos, mas limpos e funcionais. Conta com funcionários atenciosos e prestativos. Tem localização estratégica na Lagoa da Conceição, ao lado do TILAG e cercado de bares, restaurantes e comércio em geral. Embora muito perto do centrinho onde o movimento ferve, fica numa quadra mais isolada e não está no meio da muvuca. O local é muito agradável e é possível sair à noite a pé para jantar e/ou ver lojas, caminhando tranquilamente pelas ruas próximas. Café da manhã simples, mas bom.

 

• Cecomtur Hotel, R. Arcipreste Paiva, 107, Centro, 2107-8800, [email protected], http://www.cecomturhotel.com.br Hotel muito bom, atendimento bom, porém impessoal como ocorre na maioria dos grandes hotéis. O quarto é grande, bem equipado, conta com TV a cabo e cofre. Banheiro reformado com box blindex e torneira de água quente na pia. No coração do centro da cidade, fica praticamente ao lado da Praça XV de Novembro e da Catedral Metropolitana e também bastante próxima do TICEN e do Terminal Rodoviário Rita Maria. A localização é muito boa, mas para sair a pé durante o dia em horário comercial. Depois que o comércio fecha, as ruas ficam mais desertas e dão uma impressão ruim. O restaurante e a área da piscina têm janelas de vidros para todos os lados e oferecem vista panorâmica de 360° do centro da cidade. Café da manhã muito bom e variado. Preço muito bom, considerando-se o nível do hotel. Reservar com antecedência mesmo na baixa temporada, pois o hotel lota, sendo bastante frequentado por quem viaja a trabalho.

 

Outras opções:

 

No centrinho da Lagoa da Conceição:

 

• Don Zepe Hotel, Avenida Afonso Delambert Neto, 740, Lagoa da Conceição, 3232-3020, [email protected], http://www.donzepehotel.com.br/ É bem localizado, mas fica em cima de restaurante/barzinho, ou seja, em cima do agito, no centro da muvuca. Deve ser barulhento na alta temporada,

 

• Pousada Casa da Lagoa, Servidão Palmeiras Nativas, 500, Lagoa da Conceição, (48) 3269-9569, http://www.casalagoa.com.br/ http://www.pousadasdefloripa.com.br/casadalagoa/ Fica bem localizado, perto do agito, mas não no meio da muvuca, parece agradável

 

No Centro:

 

• Rio Branco Apart Hotel, Av. Rio Branco, 369, Centro, 3224-9388 / Fax 9464 / reservas 3261-3317 / 3314, [email protected], http://www.riobrancoaparthotel.com.br

 

• Hotel Farol da Ilha, R. Bento Gonçalves, 163, Centro, 0800-480099 / 3203-2760 / reservas 2799 / fax 3225-0435 / 4446, [email protected], http://www.hotelfaroldailha.com.br/

 

Albergues em várias localidades da ilha:

 

• Tucano House, R. das Araras, 229, Lagoa da Conceição, 3207-8287

• Hostel Way2Go, R. Rita Lourenço da Silveira, 139, Lagoa da Conceição, 3364-6004

• HI Hostel Barra da Lagoa, R. Inelzyr Bauer Bertolli, Barra da Lagoa, 3232-4491

• HI Hostel Ilha de Santa Catarian, R. Duarte Schutel, 227, Centro, 3225-3781

• Backpackers Sunset, Rod. Jornalista Manoel de Menezes, 631, Praia Mole, 3232-0774

• Albergue do Pirata, R. Rozalia Paulina Fereira, 4973, Costa de Dentro (Pântano do Sul), 3389-2727

 

Dicas de hospedagem:

 

• Para quem está com carro, não vejo problemas para selecionar local de hospedagem. Para quem vai depender de transporte público e pretende conhecer norte e sul da ilha e cidades vizinhas, é bom escolher onde vai ficar

 

• O centro tem boas opções de hospedagem e facilita na hora de usar o transporte público, mas achei que o local fica esquisito depois que o comércio fecha. Não sei se chega a ser perigoso, mas as ruas desertas dão uma impressão ruim para caminhar à noite, principalmente nas proximidades da Praça XV de Novembro. Na dúvida, usei táxi. Talvez a Av. do Rio Branco, por ter vários restaurantes, seja mais movimentada e mais agradável para sair à noite. E a Av. Beira-Mar Norte também tem muitos restaurantes e o calçadão deve ficar cheio de pessoas caminhando e correndo ao final do dia, talvez tenha um clima mais agradável à noite

 

• O centrinho da Lagoa da Conceição é muito agradável com várias opções de hospedagem e alimentação. Dá para fazer tudo a pé, sair à noite para jantar, ir a um barzinho e o TILAG oferece linhas para todos os locais da ilha geralmente com apenas uma conexão em outro terminal

 

• Os meios de hospedagem costumam funcionar o ano todo, por ser uma capital. Em outras cidades, algumas pousadas fecham na baixa temporada para reforma/manutenção. Parece que os preços oscilam bastante conforme a época

 

• Guarda do Embaú é um distrito de Palhoça, provavelmente o mais famoso e o mais citado dessa cidade. É uma vilinha com infraestrutura turística com restaurantes, pousadas e comércio variado para atender o turista. Na alta temporada é movimentado e badalado. Na baixa, estava vazio, mas não parecia morto. Ainda assim, acredito que, fora da alta temporada, seja melhor ficar hospedado na capital

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      Venho aqui deixar o meu primeiro relato no Mochileiros sobre o mochilão de carona na estrada que acabei de realizar com meu namorado, Manuh, para o Sul do Brasil e Uruguai. Ao todo, foram 21 dias na estrada, 25 caronas e 28 cidades, entre as quais vivemos experiências imprevisíveis, conhecemos pessoas maravilhosas e, claro, passamos pelos perrengues imprescindíveis de uma boa aventura, hehe. Nesse relato, contarei resumidamente nossa experiência com cada carona, dando dicas sobre como gastar pouco, sobre as diferenças que sentimos entre viajar assim dentro do Brasil e dentro do Uruguai e algumas considerações finais sobre o que funcionou e o que não funcionou. Viajar de carona é tudo de bom! 
      Vamos lá! Desde o início, a ideia era fazer uma viagem extremamente baixo custo, pedindo carona na estrada o máximo possível e levando equipamento de camping (barraca, saco de dormir, fogareiro portátil com mini cartucho de gás para cozinhar, 1 pacote de arroz, 1 pacote de lentilha). Quanto a estadia, além de contarmos com a possibilidade de acampar nos lugares, utilizamos o aplicativo  Couchsurfing (que, para quem não conhece, é uma rede de hospedagem solidária e de trocas culturais) e nos prontificamos a pedir abrigo previamente para conhecidos das cidades que faziam parte do nosso esboço de roteiro. Dessa forma, o objetivo foi destinar nossas economias unicamente para alimentação, transporte público dentro das cidades e, apenas em caso extraordinário, estadia. Ao todo, gastamos cerca de 650 reais cada um, sendo que, se estivéssemos com um espírito totalmente roots e se evitássemos alguns perrengues e confortos (confira a seguir), ainda seria possível reduzir bem esse número (até porque, sempre tem quem se aventure por aí zerado, não é?). Tentei incluir, ao longo do relato, anotações dos gastos que ainda me lembro.
      Então, decidimos ir rumo ao Sul e, como sempre flertamos com nosso querido vizinho Uruguai, quando começamos a planejar o mochilão, mais ou menos um mês antes de sairmos, fizemos um rascunho do roteiro, que foi: São Paulo-SP > Curitiba-PR > Florianópolis-SC > Porto Alegre - RS, Pelotas-RS, Chuy na fronteira, litoral do Uruguai e Montevideo como destino final. Agora, por que eu chamo o roteiro de "rascunho"? Quem escolhe viajar de carona sabe que não dá para criar um roteiro engessado e nem se apegar muito a uma idealização de rota, afinal, nunca se sabe o que exatamente vem pela frente em termos de opções de destino. Tendo isso em mente, guardamos esse plano de caminho principalmente para conhecermos os pontos de referência e um pouco das rodoviais no Sul do país e no Uruguai, mas nos mantivemos sempre abertos a alterações (que, diga-se de passagem, aconteceram  mesmo).
      Quem nunca viajou de carona ou nunca leu relatos sobre esse jeito de viajar, acaba pensando que é coisa de maluco. "Arriscar a vida assim?! Você não tem medo?" Que nada! A verdade é que quem dá a carona tem o mesmo medo que quem pede a carona, por isso, construímos relações de confiança mútua e isso é super legal! Sempre digo que viajar pegando carona é muito, mas muito mais tranquilo do que parece, desde que tomemos algumas precauções básicas (tanto para a nossa segurança, quanto para facilitar a nossa vida no caminho). Esse foi o meu segundo mochilão pegando carona e muito do que aprendi sobre viajar assim está resumido nesse post aqui do Mochileiros e em outros blogs de viajantes aventureiros por aí, então, não entrarei em detalhes sobre o método em si, mas sim, sobre o que aconteceu no caminho. Basicamente, acrescento que evitamos sempre pegar carona de noite e a maioria delas foi com caminhoneiros muito gente fina! 

      VID_20190718_090353.mp4 Por fim, o passo a passo da viagem: (dia 1) começamos no dia 11 de julho. Como somos de Campinas-SP, para chegar ao nosso ponto de partida oficial ainda pela manhã (para aumentar as chances de carona longa), a maneira mais prática foi pegar um Blablacar para São Paulo-SP saindo da rodoviária às 5h40 (20 reais). Chegando em São Paulo-SP, depois de um metrô para a rodoviária (4,30 reais), chegamos no Terminal Rodoviário Tietê (onde compramos um item muito importante do mochileiro caroneiro: canetão/pincel atômico). De lá, para sair da zona metropolitana, que inviabiliza conseguir carona, pegamos um ônibus para Juquitiba-SP (12 reais) e pedimos para descer no Posto 68, na BR 116, antes de Juquitiba. Postos de gasolina grandes, na rodovia, são sempre uma ótima pedida para pedir carona. Chegamos lá quase 11h, comemos alguma coisinha que levamos e pedimos papelão na conveniência para fazer uma plaquinha com o nome do próximo destino.

      (Carona 1, com seu Wanderlei)
      Carona 1: de Juquitiba-SP até Curitiba-PR - com seu Vanderlei, caminhoneiro. Pouco tempo depois de irmos até a saída do posto com nossa plaquinha, parou um caminhão para nós, o do seu Vanderlei. Seu Vanderlei é natural de Gaspar-SC e estava voltando para casa depois de ficar 35 dias na estrada, o máximo que já passou fora. O caminhoneiro, que estava cheio de saudade de casa e da família, nos falou sobre a distância e a solidão serem a parte difícil da profissão de caminhoneiro. Seu Vanderlei, que já viajou o país todo e gosta muito de viajar, nunca havia dado carona na estrada antes (e, coincidentemente, foi a primeira carona do Manuh também!). Nos deixou na saída de Curitiba, em São José dos Pinhais, onde pegamos 2 ônibus (5 reais + 4,50 reais) para o centro de Curitiba para chegarmos até a casa de um amigo que topou nos dar abrigo por duas noites!

      (em frente ao prédio histórico da UFPR, em Curitiba)
      (dia 3) Carona 2:  de São José dos Pinhais-PR para Joinville-SC - com casal da Kombi. Depois de pernoitar duas noites em Curitiba-PR, cidade que amamos demais e onde a comida é muito barata, pegamos de manhãzinha um ônibus intermunicipal sentido São José dos Pinhais-PR para pararmos no Posto Tio Zico II, na BR 376, que o seu Vanderlei havia nos indicado de antemão para seguirmos pegando carona. No posto Tio Zico, nem tivemos tempo de pedir carona: enquanto eu estava no banheiro, um casal de idosos logo abordou o Manuh para nos oferecer carona em sua Kombi "motor home". Dona Iva e seu Luís, que estão  aos poucos customizando sua kombi para viajar com mais conforto, se dirigiam para São Francisco do Sul-SC para procurar o filho hippie que parou de dar notícias havia uma semana. O casal, muito simpático, nos deixou em um posto grande na BR 101, onde seguimos viagem.

      (Dona Iva e seu Luís com a gente em frente a kombi)
      Carona 3: de Joinville-SC para Itajaí-SC - com ônibus do Grupo Explosão. Depois de almoçarmos petiscos que trouxemos de cada (castanhas e polenguinho), fizemos uma plaquinha para "Floripa" e fomos para a saída do posto pedir carona. Poucos minutos depois, parou para nós o ônibus da banda "Grupo Explosão" que, seguindo sentido Brusque-SC, poderiam nos deixar em Itajaí-SC. Aceitamos a carona e, por mais curioso que tenha sido pegar carona com a banda em turnê, fica o aviso para o caroneiro inexperiente que quer chegar à Floripa: parar em Itajaí vai te deixar i-lha-do! hahah A dificuldade é que, além de sermos deixados em um posto pequeno meio dentro da cidade, definitivamente, Itajaí não é um ponto de parada para quem está descendo para Floripa: outros caminhoneiros, com quem conversamos depois, disseram que, inclusive, evitam parar ali e perto de Floripa para evitar o trânsito da rodovia na região. Felizmente, conversando com um caminhoneiro de cada vez no posto em que paramos (e depois de um baita nervosismo vendo a noite chegar sem conseguirmos carona), achamos uma alma abençoada que aceitou nos dar carona para Balneário Camboriú-SC. 
      Carona 4: de Itajaí-SC para Balneário Camboriú-SC - seu Paulo, caminhoneiro de mudanças. Já no fim da tarde, o seu. Paulo, que havia acabado de encontrar o irmão por coincidência no mesmo posto, topou nos levar a Camboriú. Nos contou que sempre faz o possível para ajudar os outros e já deu carona para outros viajantes. Nos contou que, certa vez, quando deu carona para uma moça chilena que viajava sozinha, ela havia lhe contado que os 3 últimos motoristas com os quais ela havia pego carona tentaram se engraçar com ela de alguma maneira e ele, ouvindo o relato da moça, fez de tudo para dizer que ela poderia ficar tranquila porque ele nunca faria nada a ela e, assim, rumo ao Rio de Janeiro, acabaram até pernoitando os dois na boleia do caminhão em uma relação de total confiança. Seu Paulo nos contou de sua noiva, com a qual namora a distância, e nos disse sobre o quão triste é o estereótipo que fazem dos caminhoneiros como homens que "tem várias mulheres", "que só querem saber de mulher" ou que "não se importam com família" e que não percebem o quanto esses trabalhadores, na verdade, tem uma vida sofrida. 
      Carona 5: Balneário Camboriú-SC para Florianópolis-SC - Blablacar com Eloir. Chegamos no centro de Balneário Camboriú já muito no fim da tarde e, sem esperança de conseguir chegar a um posto de gasolina antes do anoitecer, avaliamos que o melhor custo benefício seria pegar um Blablacar para Florianópolis (20 reais), onde já tínhamos conhecidos esperando para nos receberem. Eloir é natural de Cascavel-PR e mora em Florianópolis, cidade que, segundo ele, não troca por nenhuma outra. Chegando na rodoviária de Floripa, pegamos dois ônibus para chegar a casa de nossos amigos (2x 4,40), no Campeche, onde pernoitamos por três noites para descansarmos da saga de caronas e conhecermos melhor o lugar, cheio de praias e belezas naturais. Ficamos chocados com o preço absurdo de todas as coisas e, ainda por cima, fora de temporada (ex: 1 pastel de queijo = 10 reais?!), mas, felizmente, estávamos bem equipados com nossos próprios alimentos.



      (fotos na praia do Campeche, Florianópolis)
      (dia 7) Carona 6: Palhoça-SC para pedágio na BR 101 - Gui, ex ator e diretor de teatro. Chegamos ao Posto Cambirela, na BR101, saída de Palhoça, depois de pegarmos dois ônibus saindo de Florianópolis (4,40 + 6,65 reais). No posto, fizemos nossa plaquinha de "Porto Alegre", quando Gui parou para nos oferecer carona. Gui estava indo ao seu sítio próximo a Paulo Lopes e contou que já viajou de carona pelo Brasil com sua antiga trupe de teatro - um de seus amigos, inclusive, ficou no Espírito Santo e nunca mais voltou. Contou que deixou o ofício para se "desurbanizar" e agora trabalha com a produção de brinquedos de madeira. Gui nos deixou em um pedágio, onde logo desistimos de ficar ao observarmos a ausência de acostamento para os carros/caminhões conseguirem parar em segurança. Assim, caminhamos um pouco mais de 2km e chegamos a um pequeno restaurante de beira de estrada. 
      Carona 7: BR 101 (restaurante Três Barras) para Tubarão-SC - com Sandro, caminhoneiro.  Sandro salvou a nossa pele no restaurante, de onde pensamos que seria quase impossível sairmos. Por sorte, ainda era hora do almoço e, apesar da plaquinha de "Porto Alegre", ficamos super gratos com a carona para Tubarão-SC. Sandro parou os estudos cedo e, por necessidade da família, trabalhou desde a infância com o seu pai na plantação de pinus. Os anos de trabalho pesado e precoce deixaram muitas marcas nos músculos de seu corpo. Sandro seguiria para Braço do Norte-SC e, apesar de nos ter dado a opção de seguirmos para a Serra Catarinense, decidimos continuar indo ao Sul e, assim, paramos em Tubarão-SC.

      (Carona 8, com Evandro)
      Carona 8: Tubarão-SC para Três Cachoeiras-RS - com seu Evandro, caminhoneiro. Paramos em Tubarão em um posto não muito grande na marginal da BR. Aparentemente, quanto mais ao Sul do país, menores são os postos de gasolina e é muito comum se localizarem na marginal da pista. Isso dificulta um pouco o processo de pedir carona, já que o fluxo do posto acaba sendo menor ou de moradores da própria cidade. Ficamos um tempo considerável tentando sair de Tubarão, falando com cada caminhoneiro que chegava, até que, já perto do fim da tarde, seu Evandro topa nos levar até Três Cachoeiras-RS. Lá, pernoitamos pela primeira vez em nossa barraca em um posto de gasolina bem grande e cheio de caminhoneiros, onde todos os frentistas foram extremamente solícitos e simpáticos. 
      (dia 8 ) Carona 9: Três Cachoeiras-RS para Cachoeira do Sul-RS, com seu Roberto. Completando uma semana de viagem, chegou o momento de abandonarmos a plaquinha "Porto Alegre" e, enfim, alterarmos a rota planejada (como eu disse antes, era só o rascunho). Foi aí, também, que o universo começou a mostrar suas conexões cósmicas (os viajantes aventureiros entenderão do que se trata aqui). Acordamos bem cedo em Três Cachoeiras e logo partimos para a saída do posto, ainda com a antiga plaquinha. Momentos depois, um caminhão com um casal parou perto de nós: contaram que já haviam nos visto cerca de três vezes em outros pontos da estrada e que, portanto, decidiram finalmente parar para nos perguntarem o nosso destino. O casal seguia para oeste de porto alegre e, embora não tenham conseguido ajudar com a carona, pois não teriam como nos deixar em um ponto bom e seguro para seguirmos na estrada, nos ajudaram comentando sobre outras possíveis cidades de fronteira para entrar no Uruguai, como Santana do Livramento. Pouco depois, um outro caminhoneiro para e nos chama até seu caminhão, o seu Roberto. Seu Roberto passaria por Porto Alegre, no entanto, seguiria para Rosário do Sul, a cidade mais próxima da fronteira em Santana do Livramento, que nos havia sido apresentada pouquíssimo antes. Topamos, então, deixar PoA de lado e seguir para o destino final do seu Roberto, que tomou chimarrão conosco o trajeto todo e virou um grande amigo nosso! Ao pararmos para almoçar em Pantano Grande-RS, encontramos duas ciganas vendendo jaquetas de couro: umas delas, insistentemente, até mesmo ficou falando em ler o futuro do Manuh e, após esse encontro breve, o Manuh ficou meio atordoado com a forte presença das moças. Minutos depois, seu Roberto nos chamou para continuar viagem e nos comunicou que havia acabado de ser comunicado de uma alteração na sua rota e precisou nos deixar em Cachoeira do Sul-RS, no Posto Laranjeiras. Por um breve momento, o Manuh ficou encanadíssimo de ser mal olhado da cigana por ele não ter comprado a jaqueta, mas mal sabíamos o que aconteceria a seguir.

      (Carona 9, com seu Roberto)

      (Almoçando no caminhão do seu Roberto)
      Carona 10: Cachoeira do Sul-RS para Rosário do Sul-RS, com seu F, caminhoneiro medium. Por alguma razão, achei melhor ocultar o nome desse figura, que é realmente uma pessoa diferenciada em muitos sentidos. Poucos minutos depois de chegarmos ao Posto Laranjeiras, conversamos com seu F, que estava indo justamente para Rosário e topou nos levar, se não nos incomodássemos com a boleia um pouco apertada. Conversa vai, conversa vem, seu F. pergunta nossa religião e começamos a falar de espiritualidade quando ele diz ser espírita. Seu F. nos contou que é filho de pai indígena feiticeiro e cresceu junto de uma comunidade cigana da vizinhança, da qual conheceu a hierarquia. Seu F. nos explicou que é médium e é como um "receptor universal", que sente e percebe coisas quando olha nos olhos das pessoas. Além de nos contar histórias de coisas que já pressentiu, acabou nos dizendo uma série de coisas bastante pontuais e emocionantes sobre mim e sobre o Manuh, as quais, apesar de não revelar aqui, afirmo serem de uma precisão que deixa meu lado mais cético impressionado. Nos tornamos amigos e trocamos contato ao final da viagem, que, na verdade, sentimos como se fosse uma espécie de viagem astral. Seu F. disse que nos chamou até ele, o que é ainda mais curioso depois da série de combinações imprevistas que nos levaram a nos encontrarmos naquela tarde. Pernoitamos no posto em Rosário do Sul.
      (dia 9) Carona 11: Rosário do Sul-RS para Santana do Livramento-RS/Rivera-Uy, como sra. Janice e seu Jairo. Depois de um dia exaustivo, nos permitimos sair do modo roots e ter mais conforto, portanto, jantamos e tomamos café da manhã no posto (cerca de 40 reais para cada). Seguimos pela manhã de carona com um casal de Santa Maria-RS que ia até Santana. Disseram que pararam para nós não porque pensaram racionalmente, mas porque sentiram que precisavam ajudar. Nos deram a dica de não comprar comida do lado Uruguaio da fronteira porque é bem mais caro e logo isso ficou ba$tante evidente. Passamos o dia em Santana resolvendo questões mais "técnicas", como dar a entrada no Uruguai na aduana (nunca se esqueçam dessa parte), trocar o dinheiro por pesos e comprar chips uruguaios para o celular (um roubo no total de 40 reais cada, um gasto que eu preferiria ter evitado). Troquei 200 reais para pesos e a cotação estava 1 real = 9 pesos: você tem a falsa sensação de que seu dinheiro vale bastante mas, logo em seguida, descobre que tudo o que já te disseram sobre o Uruguai ser um país caríssimo era verdade. Passeamos em Santana/Rivera até o começo da noite, enquanto procurávamos lugar para ficar por ali: não encontramos hostels baratos, o albergue de Santana não estava aberto quando passamos por ele e ninguém nos respondia no Couchsurfing. Esse foi, talvez, o primeiro momento real de perrengue. Nossa próxima tentativa seria caminhar até o maior posto 24h na entrada da cidade, onde pediríamos para montar a barraca. Deixo aqui outra dica: sempre é uma opção, também, se apresentar e pedir abrigo para moradores locais - principalmente nas áreas mais periféricas da cidade -, no entanto, já havia anoitecido e não nos pareceu uma boa ideia naquela circunstância. Por sorte, quando estávamos já exaustos de andar sem rumo com as mochilas pesadas, uma alma bondosa aceitou nossa solicitação no Couchsurfing e, assim, ganhamos um abrigo e ótimos amigos: Emerson e Rodrigo, um casal incrível de Santana que usava o aplicativo pela primeira vez e pretende mochilar pela Europa em breve. 
      (dia 10) Carona 12: Rivera-Uruguai para Tacuarembó-Uruguai, com Luís do grupo de rally de Tacuarembó. Depois de uma noite maravilhosa na casa dos anfitriões em Santana, pela manhã, Emerson nos deu carona até a saída de Rivera, onde paramos após uma grande rotatória para pedir carona com a plaquinha "Montevideo" na entrada da Ruta 5. Foi aí que, passados alguns minutos, conseguimos a carona mais amedrontadora da viagem: ao nosso lado, para uma caminhonete e o motorista diz que pode nos dar carona até Tacuarembó, mas que só tem lugar na caçamba. Lá fomos nós: nos segurando com as mochilas enormes na caçamba da caminhonete, tomando um vento desgraçado, enquanto o doido dirigia a uns 120km/h e ultrapassava todo mundo na pista. Acreditem ou não, meu maior medo na viagem toda foi sair voando daquela caçamba e me espatifar na estrada, o que, obviamente, não aconteceu. Na verdade, a sensação depois dessa carona foi uma adrenalina muito gostosa. Acontece que, em Tacuarembó, não tivemos a mesma sorte com caronas e, no início, não entendíamos o porque. A partir daqui, você saberá o que descobrimos, na prática, sobre como funciona viajar de carona no Uruguai.
      Em Tacuarembó, nos posicionamos em um posto de gasolina na saída da cidade para a continuação da Ruta 5 e esperamos alguém parar. Como todo caroneiro está sempre caçando pontos de redução de velocidade na rodovia, vale o comentário de que algo que ajuda a pedir carona nas Rutas uruguaias, por elas cortarem as cidades/pueblos no meio, é a existência de semáforos na própria rodovia, principalmente em rotatórias da entrada e saída, funcionando como pontos bons para pedir carona quando há acostamento. Esperamos alguma carona. Uma hora depois: nada. Começamos a nos questionar e lembramos que era sábado. Fica a dica para os caroneiros iniciantes: pedir carona é sempre mais fácil e rápido em dia de semana, pois o movimento das vias cai aos fins de semana e a maioria dos caminhoneiros fica parado para descarregar e carregar, só saindo novamente a partir de domingo de noite ou segunda-feira. Não é que não funcione viajar de carona nos fins de semana, apenas, pode ser mais demorado. Até aí, nada específico do Uruguai.
      Seguindo o conselho de dois moços uruguaios, decidimos caminhar até o próximo posto da Ruta 5, de onde costumam sair mais caminhões. Nos posicionamos nesse posto e, novamente, nada de carona. Não havia caminhoneiros saindo do posto e os carros que passavam indicavam estar entrando na própria cidade ou na próxima há poucos quilômetros. Caminhamos até um posto da Polícia Federal um pouco mais a frente. Conversando com os policiais - que foram extremamente hospitaleiros dizendo que poderíamos montar acampamento do lado do posto em segurança e, inclusive, usar o banheiro de lá - descobrimos que, apesar do movimento da Ruta estar baixo, não é muito maior nos dias de semana. Disseram, também, que não valeria a pena pegarmos carona para parar no meio da estrada nas próximas cidades já que, na verdade, elas são tão pequenas que não passam de "vilas" (e, aparentemente, a maioria das cidades do país se encaixa nessa descrição). Percebendo o quanto estávamos ilhados enquanto começava a anoitecer, achamos que seria inviável pedir carona de pueblo em pueblo (até por uma questão de tempo hábil para retornarmos ao Brasil) e, assim, julgamos que o mais prudente seria caminhar até a Rodoviária de Tacuarembó (cerca de 1h) e usar boa parte dos pesos que trocamos para pegar um ônibus da madrugada direto para Montevideo (448 pesos cada passagem + taxa por pessoa, algo como R$49,70). Assim fizemos e, partindo 00h15, chegamos as 5h em Montevideo.
      (dia 11) Ônibus Tacuarembó-Uruguai para Montevideo-Uruguai. Chegando em Montevideo, ainda antes de amanhecer, logo fomos informados de que não se pode passar muito tempo na rodoviária porque passam para conferir seu bilhete (se você não está de passagem, cai fora). Sendo assim, fomos ainda no escuro (literalmente) procurar um lugar barato para tomar café da manhã. Paramos em um local na praça em frente a rodoviária. Pedi duas empanadas, que nada mais são do que salgados assados de tamanho convencional (2x60 pesos, mais ou menos R$6,70 cada), e o Manuh pediu uma promoção de medialuna com café (100 pesos, aproximadamente R$11,10). Apesar de imaginarmos que não era um estabelecimento barato, por conta de sua localização, notamos depois que esses preços são a média da cidade. Agora já deu para ter uma noção do custo de vida, não? Mesmo preço de café da manhã em estabelecimento chique de São Paulo. Depois de comermos, saímos para explorar a cidade. Conhecemos várias praças, a feira de antiguidades da Ciudad Vieja (que indico fortemente) e quase toda Ciudad Vieja em si. Não tendo recebido respostas no Couchsurfing, decidimos procurar um Hostel mais em conta. Ficamos no Punto Berro Hostel, fechando a pernoite, depois de uma choradinha, por 300 pesos por pessoa no quarto compartilhado (algo como R$33,30). Compramos um vinho Faisan no mercado (150 pesos = R$16,70) e um pacote de lentilhas pequeno (200g por 37 pesos = R$4,10, mais do que pagamos por um de 500g no Brasil).  Na manhã do dia seguinte, compramos duas medialunas (60 pesos cada = 2xR$6,70) e seguimos viagem.
      (dia 12) Pegamos um ônibus para um posto de gasolina grande na saída de Montevideo, na Ruta 8, e paramos lá com nossa plaquinha mais que otimista "Acegua o Chuy". Ainda não havíamos aprendido a lição sobre como pedir carona aos uruguaios. Uma hora depois: nada ainda. Todos os carros pareciam estar ficando pelas proximidades de Montevideo e não havia um ponto próximo mais a frente para pedirmos carona. "Será que pegar carona no Uruguai é tão difícil assim?" Lembrava-me de ter lido antes, em outros relatos de viagem, que pegar carona no Uruguai era fácil e que essa cultura era mais forte por lá do que no Brasil, no entanto, não somente não confirmamos isso, como percebemos, a medida que pedíamos informação para vários moradores locais e frentistas, que muitos deles são extremamente descrentes na viagem de carona e não parecem acostumados a ver mochileiros fazendo isso, diferente do que experimentamos no Brasil. É claro que muitas pessoas estranham a viagem de carona e sabemos disso, no entanto, enquanto no Brasil recebíamos incentivo de frentistas e de pessoas no caminho, no Uruguai, mesmo quando ajudavam com alguma informação, era comum acrescentarem algo como "creio que vai ser muito difícil, as pessoas tem medo de dar carona, mas podem até tentar, vai que...", opinião que não representa a realidade, mas sim, uma mentalidade. 
      Continuamos esperando no posto, até que um moço veio até nós para avisar-nos que aquele ponto seria muito ruim para chegar até Montevideo porque, justo ali, fizeram um desvio de caminhões para reduzir o trânsito na Ruta. Nos contou que, em sua juventude, também precisou se locomover muito pedindo carona e que, por isso, sabia que depois da cidade de Pando, ainda na Ruta 8, conseguiríamos uma carona com muito mais facilidade. Sendo assim, pegamos ali mesmo um ônibus para Pando e, depois de atravessar essa cidade a pé, chegamos a uma rotatória na saída para a Ruta 8.
      Carona 13: Pando-Uruguai para mais a frente na Ruta 8 - com Hector, caminhoneiro. Depois de toda a dificuldade, aprendemos algo muito importante: parece muito mais fácil pegar carona no Uruguai com plaquinhas para destinos próximos, ainda que muito pequenos, porque não é comum que as pessoas viagem "longas" distâncias. Além de o combustível ser extremamente caro no país, nosso referencial de distâncias longas/pequenas é totalmente diferente do deles. Então, o que no início nos parecia perfeitamente factível e razoável, como tentar carona direto para Montevideo, para eles significa cruzar o país todo. Quando, por exemplo, eles falam de "150km" a frente, estão falando de um local distante e, para nós, soa o contrário. Não que seja impossível, afinal, há caminhões e empresas que fazem esses longos trajetos até a capital, mas é bem mais improvável do que ir pingando de cidade em cidade. Sendo assim, decidimos mudar nossa plaquinha para destinos mais realistas: "Minas o Treinta y Tres". Cinco minutos depois, Hector parou para nós, nos deixando alguns quilômetros adiante na rotatória de entroncamento para Atlântida. Dali caminhamos aproximadamente 3 km até chegar a um pedágio na Ruta. Paramos com nossa plaquinha no acostamento após o pedágio e, em poucos minutos, conseguimos nossa nova carona.

      (Carona 13, com Santiago)
      Carona 14: Pedágio Ruta 8 para rotatória na Ruta 8 - com Santiago, professor de dança. Um carro parou para nós: era Santiago, um moço muito animado que logo foi movendo os instrumentos de percussão que carregava consigo para o porta-malas, a fim de liberar espaço para nós no banco traseiro. Santiago nos ofereceu um pote cheio de flores de maconha, que plantou em sua casa, para o restante da viagem. Achamos a insistência do moço muito engraçada e até pensamos em aceitar, mas sabíamos que cruzaríamos a fronteira bem em breve. Além disso, ao contrário do que pensamos no início da viagem, nos mantivemos em estado de alerta o tempo todo e sequer nos sentimos a vontade para fumar no Uruguai. Santiago estava indo a Migues e nos deixou na rotatória para aquela saída da Ruta. 
      Carona 15: rotatória na Ruta 8 para Minas-Uruguai - com Carlos, caminhoneiro. Logo que Santiago nos deixou na rotatória -que, aparentemente, não era um lugar tão bom assim para pedir carona, visto que os veículos não estavam reduzindo a velocidade -, avistamos, poucos metros adiante, um caminhoneiro parado no acostamento com seu caminhão. Antes mesmo de nos posicionarmos com nossa placa para continuar, o caminhoneiro nos chamou até ele. O Manuh correu para verificar o que era e, para nossa felicidade, ele nos ofereceu carona. Carlos estava indo a Minas e nos deixaria na entrada da cidade. Carlos havia parado no acostamento apenas para atender uma ligação, o que convergiu perfeitamente com o tempo em que chegamos lá com Santiago: viajar assim, de maneira imprevista, tem seus acontecimentos cósmicos mágicos. Carlos nos deixou em Minas, onde logo fomos procurar lugar para ficar.
      Como nem eu e nem o Manuh temos perfis verificados no Couchsurfing (o que é bem limitante, já que o aplicativo te dá somente direito de usar 10 solicitações de hospedagem por semana), não possuíamos mais solicitações para usar. Precisaríamos acampar e, assim, começamos a perguntar aos moradores locais onde havia um lugar relativamente seguro para armar nossa barraca. Nos indicaram um parque público aberto às margens de um rio, cortado por uma ponte. Ali, encontramos em seu lado mais arborizado um local aparentemente seguro para acampar, exceto pela placa em uma das árvores com os dizeres "prohibido acampar". Ficamos com medo de cometer uma infração e precisarmos pagar algum tipo de multa, por isso, antes de montar acampamento, ainda fomos caminhando até a delegacia no centro da cidade para pedir autorização à polícia. Explicamos a situação a um dos policiais, que foi muito bacana em nos compreender e dizer que fariam vista grossa. Compramos 10 alfajores de Minas por 110 pesos (mais ou menos R$1,20 cada).

      (Carona 16, com Javier)
      (dia 13) Carona 16: Minas-Uruguai para Aceguá (Uy/RS) - com Javier, caminhoneiro. Desmontamos acampamento ainda antes do dia amanhecer e consideramos que a melhor ideia para continuar com as caronas seria atravessar a cidade a pé para chegar em sua saída para a Ruta 8. Caminhamos por cerca de 1h30 e, quando finalmente chegamos a saída, nos deparamos com uma grande insegurança por causa do baixo movimento da Ruta. Além disso, estávamos congelando com o vento frio cortante daquela manhã. Mal conseguíamos ficar um momento sem luvas para olhar o mapa no celular. Estávamos já praticamente sem pesos para cogitar pegar algum ônibus dali para qualquer lugar. A saída era continuar pedindo carona e usar o que aprendemos sobre caronas no Uruguai ao longo do caminho. Fizemos uma nova plaquinha com as cidades próximas, "Treinta y Tres o Melo" e, mesmo desesperançosos, decidimos continuar ali por um tempo. Tentando nos fortalecer naquele momento, Manuh repetiu em voz alta o nosso mantra de caroneiros: "A carona certa virá na hora certa para o lugar certo". Eu, já com um tom de humor impaciente, retruquei que a hora certa era aquela mesma. Como num passe de mágica, nem um minuto depois, um caminhão encostou para nós. Era Javier, indo diretamente para o nosso sonhado destino "Acegua", na fronteira. Entramos as pressas no caminhão, eternamente gratos por sermos salvos por ele e, mais uma vez, por essas conexões do universo. Chegamos em Aceguá por volta das 17h, onde fizemos a saída do Uruguai na imigração e gastamos os últimos pesos em um mercadinho uruguaio antes de ir montar acampamento em um posto de gasolina na saída da cidade. 
      Acontece que, em Aceguá, se iniciou o nosso momento de maior perrengue da viagem toda: enquanto montávamos nossa barraca no posto SIM, começou a chover cada vez mais forte, molhando todas as nossas coisas. O borracheiro do posto, que nos ajudou quando chegamos, sugeriu que dormíssemos em uma Ipanema abandonada ao invés de nos molharmos mais e passarmos mais frio na barraca. Assim fizemos. A Ipanema estava com os bancos abaixados, então, nos organizamos como possível com nossos sacos de dormir e mochilas lá dentro. Ao menos, tínhamos refrigerante e alfajores para amenizar o mau humor pós chuva. A pior coisa é passar frio estando molhado. 

      (dormindo dentro da Ipanema abandonada, no Posto SIM de Aceguá-RS)
      (dia 14) Carona 17: Aceguá-RS para Bagé-RS - com seu Luís, caminhoneiro. Acordamos em Aceguá, com muito frio, ainda úmidos e ainda estava garoando. Não sabíamos como fazer para pegar carona com aquele tempo. Conversamos com os frentistas do posto, super hospitaleiros, que nos aconselharam a tentar pegar um ônibus para Bagé. O problema é que, como não parava de chover, mal conseguiríamos chegar ao ponto de ônibus a apenas alguns metros dali. Decidimos esperar no posto para ver se a chuva pararia. A decisão foi a mais acertada porque, pouco depois, um frentista nos avisou que um dos caminhoneiros que havia acabado de abastecer estava seguindo para Bagé. Nos prontificamos a falar com o caminhoneiro, seu Luís, que topou nos dar carona para lá numa boa. Pensamos que nossos pesadelos acabariam por aí, no entanto, também estava chovendo e muito frio em Bagé, por volta de 10ºC e uma sensação térmica de menos. A chuva não parava por nada. Paramos em mercadinho, de atendimento péssimo, para comprar uns pães franceses e frios de café da manhã/almoço/lanche da tarde. Pegamos um ônibus para o centro de Bagé e, de lá, também não conseguimos fazer muita coisa. Ainda não tínhamos solicitações disponíveis no Couchsurfing e não encontrávamos hostels na cidade olhando e ligando nos telefones do google. Caminhamos até um hotel próximo, que nos deu a indicação do hostel de preço mais acessível. Não havia carros do Uber disponíveis na cidade e, portanto, tivemos que comprar um guarda chuva (uma sombrinha pequena por 12 reais e os outros eram caríssimos) e ir caminhando para esse tal hostel por cerca de 40 minutos. 
      Chegamos no Hostel da Campanha ensopados. Nossos casacos molhados, sapatos molhados e mochilas molhadas (inclusive, as roupas de dentro). Pegamos a acomodação mais barata, R$50 por pessoa, em um quarto com beliche para duas pessoas. Apesar do preço ainda meio salgado, pagar aquela estadia foi absolutamente necessária, caso contrário, precisaríamos bater de porta em porta ou morreríamos de hipotermia. Além disso, o Hostel da Campanha é de longe o melhor hostel que já fiquei na vida: além de incluir um café da manhã muito bom e com várias opções, é extremamente limpo, extremamente novo e confortável, fora o atendimento impecável de todos da recepção (estou reforçando essa parte porque quem viaja gastante pouco sabe como pode ser o frustrante pagar estadia para se deparar com um lugar precário). Como eu havia levado um rolo de fio de nylon, improvisamos varais por todo quarto e penduramos nossas coisas. 

      (Varais no quarto do Hostel, em Bagé)
      (dia 15) Escolhemos, para a infelicidade do nosso bolso e para a alegria de nossos pertences pessoais, ficar mais uma noite no hostel. Isso porque não seria possível seguir viagem com as coisas todas molhadas, ainda mais com o tempo tão frio e chuvoso. De dia, pedimos indicação de uma lavanderia na recepção, para onde mandamos todas as nossas roupas. Aproveitamos um breve momento sem chuva durante a tarde para passear e, a noite, deixamos nossos sapatos secando em frente a lareira da sala. O gasto com a estadia no hostel poderia ter sido evitado, mas consideramos que existem situações emergenciais em que é realmente muito difícil não abrir mão de algumas economias para garantir nossa segurança e bem estar. Acabou sendo uma parada extremamente estratégica para nos recompormos e repararmos os danos do tempo chuvoso. 
      (dia 16) Carona 18: do meio da cidade em Bagé-RS para saída de Bagé-RS, com Fabrício. Enquanto caminhávamos para a saída da cidade, Fabrício nos avistou e ofereceu carona para o posto de gasolina ao qual nos dirigíamos. Essa foi a carona mais curta de todas, menos de 4km, e a única que pegamos em zona urbana. 
      Carona 19: Bagé-RS para Hulha Negra-RS, com Hosana. Desistimos de tentar carona no posto de gasolina, que não parecia ainda tão "na saída" para a rodovia. Caminhamos cerca de 1h até chegarmos, de fato, a BR 293, em uma rotatória. Estávamos com a plaquinha "São Gabriel", contudo, ao observarmos o movimento da rotatória, sentimos uma forte intuição de que teríamos mais êxito se pedíssemos no sentido contrário, para "Pelotas ou Porto Alegre" - e essa foi nossa nova plaquinha. Em menos de 10 minutos, Hosana parou para nós. Disse que não está acostumada a dar carona para mochileiros, mas que sempre ajuda os policiais que pedem carona. Hosana nos deixou na entrada de Hulha Negra, quilômetros a frente. 

      (Carona 19, com Hosana)
      Carona 20: Hulha Negra-RS para Pinheiro Machado-RS, com sr. Paulo. Novamente, menos de 10 minutos depois, sr. Paulo, natural de Candiota-RS, nos salvou de passar frio na estrada e nos levou até a entrada de Pinheiro Machado. Viajamos juntos ao som de clássicos da música caipira enquanto observávamos as paisagens de campos. 


      (Carona 20, com sr. Paulo)
      Carona 21: Pinheiro Machado-RS para Pelotas-RS, com Rose e Wal. Poucos minutos depois de esperarmos novamente no frio congelante, Rose e Wal nos ofereceram carona. Fomos tomando chimarrão e conversando sobre o que achamos das cidades que conhecemos ao longo da viagem. Conversamos bastante sobre como as cidades no sul e no Uruguai são, de modo geral, mais seguras que em São Paulo. Rose nos falou sobre a praça do Mercado Municipal de Pelotas e topamos parar por ali mesmo. Chegamos em Pelotas por volta das 15h e decidimos pernoitar por lá. Mais uma vez, começou a saga de procurar lugar para pousar, enquanto conhecíamos o mercado e prédios históricos dos arredores. Na praça em frente ao mercado, abordamos um moço com um violão nas costas para perguntar se poderia nos indicar um lugar barato para comer. O moço, chamado Marcelo, foi h extremamente hospitaleiro e nos acompanhou por um tempo em nossa busca e trocamos contato antes de nos despedirmos. Naquela noite, conseguimos abrigo na casa de uma amiga do Manuh, no bairro Porto. Por termos gostado muito da cidade, decidimos passar mais um dia em Pelotas. Convidamos Marcelo para uma volta pelo centro da cidade e acabamos, no fim das contas, pedindo abrigo para ele na casa de sua família. Depois de uma tour por Pelotas, guiados por Marcelo, almoçamos com sua família e fomos recebidos com carinho. Não deixamos de experimentar os doces de Pelotas e conhecer a bancada de discos do James na feira em frente ao Mercado Municipal. 

      (Carona 21, com Rose e Wal)
      (dia 18) Carona 22: Blablacar de Pelotas-RS para Eldorado do Sul-RS, com Ezequiel. A escolha de pegar um Blablacar, a essa altura da viagem, foi bastante estratégica. O objetivo era chegar até o Posto SIM, na saída de Eldorado do Sul, para encontrarmos lá o nosso amigo caminhoneiro seu Roberto, o mesmo que conhecemos na carona de número 9. Combinamos com seu Roberto que nos encontraríamos lá por volta da hora do almoço, para que pudéssemos, então, seguir com ele até Jaraguá do Sul-SC. 
      Carona 23: Eldorado do Sul-RS para Jaraguá do Sul-SC, com seu Roberto. De fato, conseguimos encontrar nosso amigo seu Roberto no posto e seguimos viajando juntos até por volta das 22h. Paramos em um posto de gasolina próximo a Florianópolis para pernoitarmos e partimos novamente por volta das 3h. Chegamos a entrada para Jaraguá por volta das 5h e esperamos em um posto de gasolina até o dia amanhecer.
      (dia 19) Carona 24:Jaraguá do Sul-SC para Curitiba-PR, com seu Alberí, caminhoneiro. No mesmo posto em que ficamos em Jaraguá, fizemos uma plaquinha para "Curitiba" e, coisa de meia hora depois, seu Alberí parou para nós. Seu Alberí, um caminhoneiro com 35 anos de estrada, nos contou vários histórias sobre subornos policiais no Rio de Janeiro, sobre o problema com bloqueios eletrônicos dos caminhões - que "só servem pra deixar caminhoneiro estressado e matar caminhoneiro", sobre seguradoras que querem traçar rotas para os caminhoneiros sem, ao menos, conhecerem o dia a dia deles nas rodovias. Seu Alberí nos deixou na entrada para São José dos Pinhais-PR, mesmo local onde paramos no início da viagem e, assim, pegamos os mesmos ônibus novamente para o centro de Curitiba. Almoçamos no buffet livre (R$11,50) e pernoitamos novamente na casa de nosso conhecido. No dia seguinte, preferimos continuar descansando em Curitiba, onde almoçamos novamente em outro buffet livre (R$7,50) e aproveitamos a companhia do pessoal da república. 
      (dia 20) Carona 25: de São José dos Pinhais-PR  para Taboão da Serra-SP, com seu Edimilson. Para sairmos de Curitiba, pegamos um ônibus intermunicipal de volta para São José. Fomos pedir carona em um posto grande recomendado pelo seu Alberí, "Posto Aldo Locatelli". No posto, tentamos carona na saída com a plaquinha "São Paulo ou Campinas", não obtendo sucesso por cerca de 1h. Fizemos uma pausa para comer na conveniência e usar o wifi. Na saída da conveniência, fomos abordados pelo seu Edimilson, que perguntou nosso destino e nos ofereceu carona até sua cidade, Taboão da Serra, limítrofe de São Paulo capital. Edimilson nos contou sobre várias viagens que fez pelo globo motivado pelo seu hobby: o mergulho. Nos contou sobre as melhores experiências e perrengues mergulhando, assim como sobre vários outros pontos turísticos, como as pirâmides no Egito. 
      Em Taboão da Serra-SP, encerramos a viagem pegando um ônibus e um metrô para o nosso marco zero, São Paulo-SP. Lá, jantamos na rodoviária e pegamos um blablacar para nossa casa em Campinas-SP.

      No fim das contas, depois de contar um pouco dessa maravilhosa odisseia, deixo algumas considerações para quem se sente inspirado a procurar o mesmo tipo de aventura. Já ouvi dizer por aí que "pressa não combina com viajar de carona" e isso é verdade! É possível, sim, viajar durante poucos dias de carona - até mesmo para fazer só um bate-volta em um fim de semana-, porém, a verdade é que, se você tem dia prazo para "estar de volta", você acaba se sentindo mais pressionado pelas circunstâncias imprevisíveis da aventura. Hoje tenho a percepção de que viajar pedindo carona é mais confortável quando se tem tempo de sobra, ou indeterminado, para ficar na estrada e poder aproveitar mais dias nos lugares em que, de fato, se quer parar. Outra consideração é que viajar de carona e de maneira econômica te proporciona uma visão muito menos idealizada do que aquela adotada em uma viagem convencional: não se conhece os lugares pelo olhar de turista - até porque, é muito comum acabar desviando de rotas turísticas -, mas sim, pelo olhar das pessoas que vivem diariamente a realidade dos lugares e das rotas que os cercam. 
      Antes de viajar de carona, leia sobre o passo a passo a se seguir e o memorize bem. Procure os melhores pontos do trajeto para pedir carona e mantenha o pensamento sempre positivo. Se atente, também, aos dias da semana. Algumas rotas, como rodovias com postos de gasolina grandes, facilitam mais do que outras, como pistas estreitas e pouco movimentas, contudo, sempre dá pra conseguir uma condução! Cada lugar tem uma cultura diferente e isso também afeta no processo de pedir/conseguir carona, como comentamos sobre a experiência no Uruguai, mas essa questão se resume apenas em entender as particularidades do ambiente. No caso de quem vai pedir carona no Uruguai, principalmente no interior do país, meu conselho é o de fazer plaquinhas com destinos próximos, ainda que pareçam distâncias pequenas, ou, mais prático ainda, se valer apenas do número da Ruta desejada (ex: Ruta 8). O movimento das vias é muito menor do que no Brasil, mas, como dito antes, isso não é sinônimo de não conseguir carona. Se estiver indo para o Sul, dê atenção especial aos postos de gasolina da rede SIM, que tem boa estrutura e costumam ser maiores e frequentados pelos caminhoneiros.
      Dito tudo isso, desejo boa viagem aos que se inspiraram! Aos que não se inspiraram, espero que tenham feito boa viagem, ao menos, durante a leitura. Até breve, mochileiros e curiosos!
    • Por casal100
      Realizamos no periodo de 05 a 17 de Julho de 2015 a Volta completa da ilha de florianopolis a pé. Foram 12 dias e 251 quilometros.
      Somente a trilha entre ponta de canas e lagoinha que estava fechada, as outras estavam abertas.
      Em breve relato completo.
    • Por Brunooliveira99_
      Viagem para a região Sul do Brasil (Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul) por R$1349
       
      De 29/01 até 06/02
       
      A viagem foi feita em casal, eu (Bruno) e minha princesa Thamires. O gasto do título é o total dividido por dois.
       
      📖 ROTEIRO
       
      29/01 - Barretos/SP > Curitiba/PR
      30/01 - Curitiba/PR > Florianópolis/SC
      31/01 - Florianópolis/SC
      01/02 - Florianópolis/SC
      02/02 - Florianópolis/SC
      03/02 - Florianópolis/SC > Gramado/RS
      04/02 - Gramado/RS
      05/02 - Gramado/RS
      06/02 - Gramado/RS > Barretos/SP
       
      ✈️ PASSAGENS
       
      Barretos > São José do Rio Preto (ônibus) - R$26
      São José do Rio Preto > Curitiba (avião) - preço no final *
      Curitiba > Florianópolis (ônibus) - R$79**
      Florianópolis > Porto Alegre (avião) - preço no final *
      Porto Alegre > Gramado (ônibus) - R$110
      Gramado > Porto Alegre (ônibus) - R$110
      Porto Alegre > São José do Rio Preto (avião) - preço no final *
      São José do Rio Preto > Barretos (ônibus) - R$26
       
      *  Todas as passagens aéreas foram compradas com milhas Multiplus e Porto Seguro, no total do casal, considerando todos os trechos, ficou R$180
      ** Na passagem de Curitiba para Florianópolis a Thamires conseguiu utilizar o ID Jovem, logo ela pagou apenas a taxa de R$9 e eu paguei o valor integral da passagem, R$70.
       
      TOTAL CASAL = R$531
      TOTAL INDIVIDUAL = R$265,5
       
      🛌 HOSPEDAGEM
       
      Curitiba - Euro Hotel - 1 diária - R$90
      Link: http://bit.ly/eurohotelcuritiba
      Opinião: O quarto tinha ventilador, TV a cabo, banheiro privativo, Wi-Fi e etc. A gente foi bem recebido, o quarto e o banheiro estava bem limpo, café da manhã bom. O hotel fica no centro, de frente para o terminal de ônibus. Nosso quarto ficava no terceiro andar, para quem não gosta muito de escada, pode ser um pouco ruim, mas a gente recomenda.
       
      Florianópolis - Airbnb - 4 diárias - R$460
      Link: http://bit.ly/airbnbdanielucas
      Opinião: Era nossa primeira experiência com o Airbnb… foi muito bom, fomos recebidos pela Dani que nos mostrou a casa, como tudo funcionava e foi extremamente prestativa dando recomendações de locais e nos tratando muito bem. Durante toda estadia tudo correu muito bem, não tivemos nenhum problema. O quarto tinha ar condicionado, banheiro compartilhado, porém bem limpo. Casa localizada muito próxima da UFSC. Para quem for ficar hospedado naquela região, recomendamos muito a casa da Dani e do Lucas.
       
      Gramado - Hospedagem Saint Peter - 1 diária - R$75
      Link: http://bit.ly/saintpeterhospedagem
      Opinião: O quarto tinha ar condicionado, banheiro privativo, frigobar e era bem limpo. A localização era realmente o diferencial, ficava há um quarteirão na principal rua de Gramado, Avenida Borges de Medeiros. Não tinha café da manhã, porém recomendamos muito este lugar.
       
      Gramado - Hello Hostel - 2 diárias - R$150
      Link: http://bit.ly/hellohostelgramado
      Opinião: Ficamos em um apartamento muito grande, com uma vista linda para um vale. O apartamento tinha cozinha, o que nos ajudou a economizar muito na cidade. Tinha café da manhã, porém passa longe de ser dos melhores. A localização não era tão boa quanto a do primeiro local que ficamos, porém valeu bastante a pena. Recomendamos.
       
      TOTAL CASAL = R$775
      TOTAL INDIVIDUAL = R$387,5
       
      🏥 SEGURO VIAGEM
      Contratamos o seguro viagem da Assist Card, via Multiplus, para ganharmos milhas. O custo para todos os dias para nós dois foi de R$90.
       Dentre as coberturas do seguro, temos despesas médicas (R$10.000), seguro de bagagem (R$500), e outras várias.
       
      DIA 29/01
       
      Acordamos cedo e pegamos um ônibus na rodoviária de Barretos para São José do Rio Preto. Chegando na rodoviária fomos para o aeroporto de Uber. No aeroporto fizemos o check-in e embarcamos para Curitiba, com conexão em Guarulhos. Por volta das 16h chegamos em Curitiba, após fazer dois voos bem tranquilos.
      Por adiante, pegamos um Uber do aeroporto para o hotel, fizemos o check-in e dormimos até umas 18h. Após isso, fomos caminhando do hotel até o Shopping Estação, onde compramos algumas coisas para fazer sanduíches e também jantamos. Do Shopping fomos de Uber para o hotel.
       
      GASTO DO DIA CASAL (sem considerar o que já foi mencionado no início do texto)
      Uber em Rio Preto = R$9,8
      Almoço em Guarulhos = R$125
      Uber do aeroporto para o hotel = R$33
      Compra para sanduíche = R$20
      Jantar =R$25,8
      Uber do shopping para o hotel = R$4,8
      TOTAL = R$218,4
      GASTO DO DIA INDIVIDUAL = R$109,2
      📷 FOTOS

      Embarcando em Rio Preto para São Paulo

      Aeroporto de Guarulhos

      Almoço em Guarulhos

      Shopping Estação
      DIA 30/01
       
      Acordamos cedo e partimos para o Jardim Botânico. Ficamos muito impressionado com a limpeza do local e o cuidado, realmente um lugar muito bonito. Do Jardim Botânico fomos fazer um tour na Arena da Baixada, o estádio é muito bonito, um dos mais tecnológicos da América Latina.
      Voltamos para o hotel, fizemos o check out e fomos para a rodoviária. Compramos as passagens para Florianópolis com a viação Catarinense. O horário de saída foi 13h. Chegamos em Florianópolis por volta das 18h e fomos para a casa onde ficamos hospedados. Como estávamos cansados, pedimos uma pizza e fomos dormir.
       
      GASTO DO DIA CASAL (sem considerar o que já foi mencionado no início do texto)
      Uber Hotel para Jardim botânico = R$8,4
      Uber Jardim Botânico para Arena da Baixada = R$9,6
      Ingresso meia do Tour Arena da Baixada = R$20
      Uber Arena da Baixada para Hotel = R$9,3
      Uber Hotel para Rodoviária de Curitiba = R$4,4
      Uber Rodoviária de Floripa para casa = R$12,2
      Pizza = R$50
      TOTAL = 113,9
      GASTO DO DIA INDIVIDUAL = 56,95
      📷 FOTOS

      Jardim Botânico

      Jardim Botânico

      Jardim Botânico

      Jardim Botânico

      Arena da Baixada

      Arena da Baixada

      Chegando em Floripa

       
      DIA 31/01
       
      Na parte da manhã pegamos um Uber e após uns 20 minutos de viagem chegamos no nosso destino, a Praia da Joaquina. A praia é uma das mais bonitas de Florianópolis possuindo 3 quilômetros e ainda, com outro atrativo, as dunas. Na praia tivemos que alugar um guarda-sol (R$10 e passam cartão) pois estava muito quente. Almoçamos em um restaurante chamado Lorena próximo a Joaquina e partimos para a Praia Mole. Na Mole as ondas são fortes, água muito bonita, recomendo a visita. Por adiante, no final da tarde, fomos para a Lagoa da Conceição, onde pagamos R$50 por 30 minutos de caiaque e 30 minutos de stand up paddle, ou 1h em apenas um desses. Após passar pela Lagoa, fomos para o mercado do Shopping Iguatemi comprar ingredientes para preparar algumas refeições. Depois do mercado a gente foi para a casa descansar para o próximo dia.
       
      GASTO DO DIA CASAL (sem considerar o que já foi mencionado no início do texto)
      Uber casa para Praia da Joaquina = R$25,2
      Guarda-sol Joaquina = R$10
      Almoço = R$46
      Uber Praia da Joaquina para Praia Mole = R$8,4
      Guarda-sol Mole = R$10
      Uber Praia Mole para Lagoa da Conceição = R$6,7
      Passeio de Caiaque e Stand up Paddle = R$50
      Uber Lagoa da Conceição para Shopping = R$17,3
      Mercado = R$85,5
      Uber Shopping para Casa = R$7,2
      TOTAL = R$266,3
      GASTO DO DIA INDIVIDUAL = R$133,15
      📷 FOTOS

      Praia da Joaquina

      Praia da Joaquina

      Praia da Joaquina

      Praia da Joaquina

      Dunas na Praia da Joaquina

      Praia Mole

      Praia Mole

      Lagoa da Conceição

      Lagoa da Conceição
       

      Shopping

      Shopping
      DIA 01/02
       
      Acordamos por volta das 10h e fomos em direção a Praia do Campeche. Essa praia é uma das mais visitadas no Sul da ilha e possui dunas. Uma das recomendações é realizar o passeio rumo a ilha do Campeche, onde você poderá mergulhar nas águas calmas e transparentes. Após o almoço fomos em direção a Praia da Armação. A praia é muito linda, um pouco deserta e com água gelada. Ficamos até umas 16h na praia e voltamos para a casa pois estávamos cansados.
       
      GASTO DO DIA CASAL (sem considerar o que já foi mencionado no início do texto)
      Uber casa para Praia do Campeche = R$25,2
      Guarda-sol Campeche = R$10
      Uber Praia do Campeche para Praia da Armação = R$17,4
      Água = R$4
      Uber Praia da Armação para casa = R$40,5
      TOTAL = R$97,1
      GASTO DO DIA INDIVIDUAL = R$48,55
      Obs: Infelizmente não realizamos o passeio até a ilha do Campeche.
      📷 FOTOS

      Indo para a Praia do Campeche

      Água-viva

      Praia do Campeche

      Praia da Armação
       
      DIA 02/02
       
      Nesse dia dormimos muito pois também estava chovendo e não daria para ir nas praias na parte da manhã. Por conseguinte, almoçamos em casa e logo após parar a chuva (por volta das 13h) fomos para Jurerê Internacional. Essas corridas de uber são verdadeiras viagens, pois todas as praias são muito longe, se preparem. Jurerê foi a praia mais calma que visitamos, porém não estava perto de ser a mais bonita, na minha opinião. O preço das coisas é mais caro que nas outras praias. Recomendo a visita, mas não como prioridade. Após passar por Jurerê fomos para o Mercado Municipal comprar algumas lembrancinhas. Por adiante, fomos para a casa. Para jantar conseguimos cupons de desconto nos aplicativos Rappi e Uber Eats, o que ajudou muito pois não fizemos janta.
       
      GASTO DO DIA CASAL (sem considerar o que já foi mencionado no início do texto)
      Uber casa para Praia de Jurerê Internacional = R$46,8
      Guarda-sol Jurerê = R$10
      Uber Praia de Jurerê Internacional para Mercado Municipal = R$46,7
      Lanche Mercado Municipal = R$30
      Uber Mercado Municipal para casa = R$13,5
      Lanches comprados nos aplicativos = R$15
      TOTAL = R$162
      GASTO DO DIA INDIVIDUAL = R$81

      Praia de Jurerê Internacional

      Praia de Jurerê Internacional

      Praia de Jurerê Internacional

      Praia de Jurerê Internacional

      Mercado Municipal

      Último rango em Floripa
       
      DIA 03/02
       
      Bem cedinho fomos para o aeroporto para pegar o voo para Porto Alegre. O voo foi com a Azul, bem tranquilo. Chegando em POA fomos direto para a rodoviária pegar o ônibus para Gramado (depois descobri que não precisávamos ter ido para rodoviária, pois o ônibus que vai para Gramado passa pelo aeroporto, triste, mas fazer o que kkkk). Chegamos em Gramado por volta das 14h, fomos para o hotel, deixamos as mochilas e partimos para a Avenida Borges de Medeiros, que ficava a uma quadra do hotel. Nessa avenida você encontra vários pontos famosos de Gramado, como a Rua Coberta, Catedral de Pedra, Rua Torta, entre outros. Voltamos para o hotel, tomamos um banho e fomos jantar num restaurante da Rua Coberta. O mais engraçado é que ficamos andando até encontrar um lugar que não tinha couvert, pois queríamos dar uma economizada, beleza. Em todos os lugares os cantores estavam na parte de fora do restaurante (onde ficam as mesas na Rua Coberta), até que encontramos um que “aparentemente “não tinha cantor. Quando pegamos a conta estavam cobrando R$15 de couvert, demos uma risada e falei “pqp, onde esse fela da mãe está cantando”, o tal fela da mãe estava dentro do restaurante, onde ninguém come, ninguém o vê... Pagamos tudo certinho e fomos embora rindo (por fora), mas triste por dentro kkkk.
       
      GASTO DO DIA CASAL (sem considerar o que já foi mencionado no início do texto)
      Uber casa para aeroporto = R$20,6
      Uber aeroporto POA para rodoviária = R$16,7
      Uber rodoviária de Gramado para hotel = R$6,7
      Chocolate quente e fondue = R$21
      Jantar Rua Coberta (com couvert) = R$80
      TOTAL = R$145
      GASTO DO DIA INDIVIDUAL = R$72,5
      📷 FOTOS

      Aeroporto de Floripa


      Voo para POA

      Lanche no avião

      Ônibus de POA para Gramado

      Paróquia São Pedro


       

      Rua Torta

      Museu do Festival de Cinema de Gramado

      Rua Coberta

      Fondue

      Jantar na Rua Coberta
      DIA 04/02
       
      Na parte da manhã continuamos andando pela Borges de Medeiros. Por adiante, por volta das 11h fizemos check out no hotel e fomos para o Hello Hostel (ficamos em dois lugares diferentes em Gramado porque foi a forma mais barata). Após o check in no hostel, almoçamos no Ita restaurante. A comida do restaurante é maravilhosa, tem churrasco, diversas opções de salada e sobremesa, tudo por um preço muito baixo, se comparar aos demais restaurantes da cidade. Por adiante, fomos ao Lago Negro, lugar maravilhoso, muito bem cuidado e que com toda certeza deve ser visitado. Após conhecer o lago fomos ao mercado Nacional Gramado, que fica próximo ao Hard Rock Café, comprar algumas coisas para fazer comida e voltamos para o hostel.
       
      GASTO DO DIA CASAL (sem considerar o que já foi mencionado no início do texto)
      Uber hotel para Hello Hostel = R$7,5
      Uber Hello Hostel para Ita Restaurante = R$8,2
      Almoço Ita = R$60
      Uber Ita Restaurante para Lago Negro = R$9,1
      Uber Lago Negro para Mercado = R$6,7
      Mercado = R$60
      Uber Mercado para Hostel = 7,1
      TOTAL = R$158,6
      GASTO DO DIA INDIVIDUAL = R$79,3
      📷 FOTOS

      Mc Donald's

      Vista do Hello Hostel


       

      Almoço no Ita Restaurante

      Pórtico Gramado

      Pórtico Gramado

      Lago Negro

      Lago Negro


      Andando pelo Lago Negro
       
      DIA 05/02
       
      Por volta das 10h fomos para o Mundo a vapor, lugar fantástico que deve ser visitado. Após passar pelo Mundo a vapor fomos para Canela, onde conhecemos a Paroquia Nossa Senhora de Lurdes, lugar muito lindo. Ademais, voltamos para Gramado, compramos lembrancinhas e ficamos andando até o final da tarde. Voltamos para o hostel, jantamos e arrumamos a mala para infelizmente ir embora no dia seguinte.
       
      GASTO DO DIA CASAL (sem considerar o que já foi mencionado no início do texto)
      Uber Hello Hostel para Mundo a Vapor = R$16,3
      Ingressos meia Mundo a Vapor = R$36
      Uber Mundo a Vapor para Paroquia = R$7,8
      Uber Canela para Borges de Medeiros = R$16,3
      Uber Borges de Medeiros para Hello Hostel = R$7,5
      TOTAL = R$83,9
      GASTO DO DIA INDIVIDUAL = R$41,95
      📷 FOTOS

      Mundo a vapor

      Paróquia Nossa Senhora de Lurdes

      Canela

      Canela

      Andando pelas ruas de Canela

      Avenida Borges de Medeiros

      Restaurante do atleta de futebol Cristiano Ronaldo
      DIA 06/02
       
      Tomamos um café da manhã reforçado e fizemos o check out no hostel. Pegamos um Uber para a rodoviária de Gramado, onde pegamos um ônibus para POA. O ônibus para na rodoviária de Porto Alegre e depois segue para o aeroporto. Almoçamos no aeroporto de POA, no Mc Donald’s, pegamos o voo para São José do Rio Preto, com conexão em Congonhas. Chegamos em Rio Preto pelas 19h, pegamos um ônibus para Barretos e por volta das 22h já estávamos em casa.
       
      GASTO DO DIA CASAL (sem considerar o que já foi mencionado no início do texto)
      Uber Hello Hostel para rodoviária = R$6,9
      Almoço Mc Donald’s = R$50
      TOTAL = R$56,9
      GASTO DO DIA INDIVIDUAL = R$28,45
      📷 FOTOS

      Rango


      Obs: Deixamos de fazer alguns passeios em Gramado, como o Snowland, por conta do preço. Em Canela não visitamos o Parque do Caracol. Contudo, indicamos muito esses passeios para quem tiver a oportunidade.
       
      Gasto Total da Viagem (Casal) = R$2698,1
      Gasto Individual da Viagem = R$1349,05
       
      Obs2: Não colocamos o valor gasto com lembrancinhas na conta porque não é um gasto da viagem “necessário”, porém gastamos R$50 em Floripa e uns R$120 em Gramado.
      📷 FOTOS


       
      Quem tiver dúvidas sobre essa viagem e sugestões para nossas próximas viagens pode comentar embaixo que vamos ler e responder.
      Espero que tenhamos ajudado de alguma forma.
      Se quiserem nos acompanhar no instagram é só seguir @ourtrip22
      Obrigado.
       
       
       
       
       
       
       
       
       
       
       
       
       
    • Por Guilherme Furukawa
      Boa noite,
      Estou procura de pessoas que viajará nessas cidades(Curitiba-Blumenau-Itajaí-Floripa) no mês de fevereiro e trocar idéias de locais interessantes para visitar, principalmente de comida. hahaha
      Pretendo ir de carro para curtir e dividir a viagem em várias cidades do PR e SC.
      meu whats: (16)992033255
    • Por Débora Boblitz
      Oi, pessoal! Chego em Floripa em 1° de junho de 2019. Já fiz um roteiro pelas cidades que me agradam e volto por Balneário Camboriú em 9 de junho de 2019. Alguém aí?


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