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Mochileiro Peregrino

Ascensão ao vulcão mais ativo da América do Sul - Tungurahua em erupção !

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ATENÇÃO : De maneira alguma estou incentivando pessoas a escalarem o vulcão tungurahua, seu acesso é restrito por ser um vulcão ativo, e em processo de erupção as chances de se escapar com vida são minimas, esse breve relato tem apenas o intuito de descrever minha experiência em vulcão em erupção ! Ainda alerto que diversas pessoas já perderam suas vidas o escalando, e um dos motivos é que muitas delas foram atingidas por ataques piroclásticos. Procure orientação antes de qualquer atividade.

 

Para um maior aproveitamento do conteúdo aqui apresentado aconselho o tópico :arrow:

 

dicas-como-escalar-e-visitar-vulcoes-ativos-ao-redor-do-mundo-t71678.html

 

FICHA TÉCNICA

 

Nome : Tungurahua.

Status : Ativo - Considerado o vulcão mais ativo da América do Sul, sendo um dos mais ativos do mundo.

Localização: Ecuador - Baños.

Altitude : 5020 m.

Época de visitação : Nada consta - clima váriavel.

Clima : De altitude, com gelo apenas no cume. Atento apenas ao detalhe das chuvas e névoas.

Como visitar ? Na cidade Baños existem mirantes para 'mirar' tungurahua.

Quando entra em erupção ? Nada consta. Não existe tecnologia capaz de prever erupções em vulcões com antecedencia. Obs: A técnologia mais moderna prevê com 30 secundos de antecedência.*

Como chegar ? Em Quito - Ecuador, pegue um ônibus para Baños no terminal sur( terminal quitumbe ). Do aeroporto até o terminal um taxi custa cerca de 8 dólares. Do terminal até Baños são cerca de 4 horas de Onibus. *3,50 dólares. Ou cerca de 3 horas de taxi. Cerca de 80/100 dólares.

Hostel recomendado em Baños : Erupción Hostel & Restaurant - http://www.hostalerupcion.com Calle Ambato & Tomas Halflants

Desayuno : Rico Pan > com cerca de 3 dólares é possível ter um excelente café da manhã. Existem diversas opções de desayunos no Rico Pan. ( no hostel serve desayuno*)

 

Final de ano, passagens marcadas para Guatemala. Ops, Guatemala ? Sim, exatamente. Acontece que meu vôo era pra Guatemala, meu destino era pra ser os vulcões Santiaguito, Fuego e Pacaya. Mas em cima da hora cancelei o vôo e comprei passagens para o Ecuador.

 

Tungurahua estava sendo noticia no mundo todo, pois tinha se ativado com extrema fúria. Um dos vulcões mais temidos no mundo, um verdadeiro desafio para vulcanólogos e aventureiros dos mais extremos. Cerca de 30 pessoas perderam suas vidas tentando percorrer seu terreno em erupção. Sua altitude e terreno de dificil acesso torna este "gigante negro" um dos vulcões mais respeitados em nosso planeta.

 

Ainda no Brasil ... Compro 500 dólares na casa de câmbio, acontece que quando foram me entregar os 500 dólares me entregaram foram 1 mil euros. Mas devolvi todo o dinheiro e sai com os meus 500 dólares 'limpinhos".

 

Como eu tinha comprado a passagem em cima da hora para o Ecuador ( comprei a passagem no mesmo dia, com poucas horas de antecedencia ) eu precisava 'voar" para o aeroporto. Conclusão, 100, 140km por hora a caminho do aeroporto a bordo de um taxi. Talvez pensem " taxi' ? Deixo um 'conselho" aqui para quem pretende "investir" no mundo aventureiro de erupções vulcânicas. Vocês podem estar prestes a presenciar o maior poder de destruição do nosso planeta, mas pode ter um valor financeiro alto, bem alto. Taxi, corridas com 4x4, vôos marcados em cima da hora, 'cafés", ou até mesmo frete de helicóptero podem fazer parte da jornada.

 

Mas porque tudo isso? Simples... Tempo, é uma corrida contra o tempo erupções vulcânicas. Se um vulcão entra em erupção agora no chile por exemplo, imaginem o gasto para se estar lá neste momento. Enfim, não entrarei muito nesses detalhes agora.

 

O vôo para o Ecuador faz escala na Colômbia, aliás não sei o que a narcótico vê em mim que sempre sou barrado. Talvez seja a barba por fazer a bandana e a cara de inocente. Chego no Ecuador dia 25 de dezembro, e a conclusão é que tive que pegar um taxi para Baños ao invéz de um ônibus. Mas eu não precisava de um taxi "comum", eu precisava de um taxi "malandro'. Eu tinha que ganhar tempo a todo custo. Digamos que meu "instinto das ruas" escolheu o melhor "taxi malandro" disponível no local. Corrida combinada e partimos ...

 

Não deu meia hora e a policia mandou encostar e "cana" ... Não sei bem o motivo pelo qual fomos barrados, assim posso dizer, só sei que teve uma discussão feia. Eu pouco me importei, continuei com o mesmo taxicista que foi liberado rapidamente depois de uma "conversa" com um policial. Considero que fiz a escolha certa, o taxicista era bom no volante, sabia o que estava fazendo, mesmo estando errado.

Chego a Baños muito rápido e sigo para o hostel, pego algumas informações e logo em seguida faço um passeio pela cidade percorrendo algumas ruas. Em 2011 eu já tinha estado em Baños, e já tinha tentando fazer uma ascensão ao Tungurahua. Em minha sincera opnião esta cidade é charmosa, até mesmo romântica.

 

Compro minhas provisões para 3 dias, no máximo 5 dias se eu racionar. Antes da noite chegar 'faço' minha mochila e deixo parte das minhas coisas no hostel guardadas. Eu não me dou bem com os chuveiros do Ecuador, acontece que a água tem que ser "temperada", uma é fria, outra é quente. Ou eu deixo fria como água de geladeira, ou quente o suficiente para fazer um café expresso em segundos. Eu nunca acerto, demoro um bom tempo para fazer este tal ' tempero".

 

1º DIA

O dia amanhece, combinei por 15 dólares uma caminhonete 4x4 para me pegar no hostel e me levar até a oficina abandonada do tungurahua em Pondoa, inicio do trekking. A trilha se incia em uma estrada a caminho de Pondoa, todos sabem onde se localiza, não tem erros pois a caminhonete me deixa exatamente no começo da trilha, onde fica uma 'oficina" abandonada do Tungurahua. Desde que Tungurahua se ativou novamente em 1999, suas instalações foram abandonadas e sua ascensão desde então é proibida por motivos de segurança.

O tempo está nublado e chuvoso, uma curiosidade é que as 3 últimas erupções de Tungurahua o clima ficou assim, e por incrivel que pareça o vulcão entrou em erupção por volta do final e meio do ano ( jun/jul - nov/dez/jan ). Devido as chuvas a caminhonete mesmo sendo 4x4 teve dificuldades em subir. Pondoa está a 2650m de altitude, a oficina abandonada está a 2886m de altitude. Sem muitas dificuldades chego ao meu destino combinado com o homem da caminhonete, rapidamente nos despedimos e parto em direção ao refúgio. São cerca de 3 horas de caminhada em meio a uma trilha muito bem marcada até o refúgio que se localiza há 3800 m de altitude.

O caminho é percorrido em meio a mata e lama, é impossível se perder nesta trilha, navegação nao será problema, mas o cansaço fisíco é real, o tempo todo estou subindo e ganhando altitude, é um caminho exaustivo em meio há um verde incrível. Demorei cerca de 4 horas devido ao peso que carrego, inclusive água, pois é fundamental carregar água potável, pois mesmo em meio há todo esse verde, onde eu quero ir não há água.

 

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Pelo caminho é possível sentir as explosões e tremores, chego por volta das 14:30hs ao refúgio em meio a chuva e neblina. Cerca de 10 minutos antes de chegar ao refúgio nuvens aceleradas vão em direção ao cume, eu já estive no Tungurahua antes e embora eu não pudesse disser o que estava acontecendo eu sabia que Tungurahua estava "aprontando" alguma. Pois as nuvens estavam acelerando demais em direção ao seu cume, foi então que Tungurahua me da as boas vindas com suas explosões gigantescas e logo em seguida fortes chuvas e ventanias tomam contam do local. Fico praticamente preso no refúgio devido ao vento, chuva e névoa. O refúgio está abandonado e desde 1999 no recebe manutenção alguma, mas a real possibilidade de abrigo é nitida, considero uma verdadeira benção um refúgio a esta altura do campeonato e assim faria desse refúgio meu lar por 5 dias consecutivos. Atento que existem 2 refúgios, o primeiro se localiza ao lado direito da trilha e está completamente destruído pelas explosões do vulcão, deve - se seguir mais adiante por volta de 10 minutos de caminhada até alcançar o final da trilha e o refúgio desejado.

Tungurahua tem mesmo um poder incrivel, mesmo minha visibilidade sendo praticamente zero, escuto nitidamente as rochas sendo arremessadas de sua cratera e as dezenas de explosões que estão ocorrendo, pela noite o vento reina absolutamente sobre a inóspita paisagem vulcânica.

 

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2º DIA

 

Minha primeira noite no refúgio foi 'tranquila", acordo no dia seguinte com as fortes explosões do Tungurahua, pois entre as 6 hs e as 9hs da manhã o vulcão demonstrava sua fúria e sua força. O clima está péssimo, a fina chuva e a densa neblina me faz ficar "preso' no refúgio, não tenho visibilidade alguma se quer. A densa névoa entra por entre os vãos da parede de madeira e pelas janelas quebradas deixando até mesmo o meu lar frio. Daquele momento em diante estava mais do que certo que eu enfrentaria sérios problemas com o clima.

Passo maior parte do tempo dentro do meu saco de dormir, mas por volta das 12 hs um frances de 53 anos aparece no refúgio, assim que escuto seus passos e seus movimentos dentro do abrigo rapidamente me levanto e vou de encontro a este homem, ele estava com frio e molhado então rapidamente ascendo um fogo e preparo uma bebida quente, o ajudo com suas vestes e o alimento. Ele me pergunta se falo frances, e ao mesmo tempo eu pergunto se ele fala espanhol, o ar quente das nossas bocas entra em choque com o frio fazendo muita fumaça. Nós demos risadas.

 

Nossa comunicação era por mimica e algum espanhol de ambas as partes, o frances era animado e tinha bom humor, mesmo não dominando o idioma um do outro passamos todo o tempo conversando e trocando experiências. Stephane era seu nome, professor de matemática em universidade, já tinha realizado ascensões em outros vulcões ao redor do mundo, e até mesmo no tungurahua em anos anteriores, era de fato um homem que eu precisava conhecer. Quando perguntei para ele qual vulcão mais ativo que ele já visitou, ele deu risada e ficou com uma cara assustada, mas me alegrei muito quando escutei o barulho de sua jaqueta se movimentando e os pingos de agua caindo no chão quando rapidamente ele apontou para o cume do Tungurahua. Aquele momento passou em camêra lenta pelos meus olhos fazendo com que o meu coração dispara se um pouco de tanta emoção e adrenalina.

 

Eu deveria retornar em 3 dias para o hostel onde Henry Aldaz me aguardava, Henry me ajudou com informções preciosas sobre o vulcão, e como possui um hostel em Baños fiquei hospedado em sua habitação. Mas eu não consiguiria retornar no tempo previsto devido ao tempo. Então pedi para Stephane entregar um bilhete meu a Henry.

 

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Então por volta das 15 hs em meio a neblina o francês tomou seu rumo em direção ha cidade, me disse que o recado seria entregue com segurança, me desejando sorte e me parabenizando pela determinção assim ele me deixa, mas antes me deixou alguns mantimentos extras que possuia. O que me ajudaria nos próximos dias.

Logo depois da sua partida pequenas "janelas" de tempo começaram a surgir, aos poucos o azul tomava conta do céu mesclando - se com o branco da névoa e o cinza das explosões, o cume permanceu fechado o tempo todo. Por volta das 18 hs fortes explosões arrebentavam a paisagem, aos poucos observei algo que de fato me deixou surpreso, digo mais, muito surpreso. O que cobria o cume não eram nuvens, era uma densa camada de cinzas e uma densa "nuvem de fumaça" cinza e tenebrosa cobria Tungurahua. O vento que sopra do leste sem parar levava boa parte da coluna de fumaça para o oeste, porém a densidade era tão grande que pairava sobre o cume, e como Tungurahua explodia sem parar, o céu nunca permanecia limpo e azul, pois havia toneladas de depósitos vulcânicos pairando no ar. Uma imagem assustadora. Observei atentamente o vulcão com essa densa camada cinza por cerca de 1 hora, eu fiquei tomando anotações do vento e dos intervalos das explosões, fundamental para minha investida rumo ao cume.

 

Quando a noite caiu, minha visão foi bloqueada pelas cinzas, porém estava animado pois o céu estava lindo com poucas nuvens e a lua me acompanharia por toda a noite gélida regada ao som das explosões de Tungurahua.

 

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3º DIA

 

Novamente acordo com as explosões por volta das 6 hs e assim prosseguiu até as 9:30hs, estou chateado, pois o clima está péssimo e o tempo é o pior de todos até o momento. Não pe possivel sair do refúgio devido a forte chuva e visibilidade zero, o vento esta cada vez mais forte e gélido. Espero que o céu se abra a tarde assim como abriu no dia anterior. Meio dia e nada do tempo melhorar, não será um dia muito alegre eu creio.

 

AS 13:30 hs uma forte explosão ocorre, a mais forte até o momento, com o barulho das fortes explosões e com o som de rochas rolando do cume, fico imaginando o que está acontecendo lá em cima. Mas eu imaginava, pois eu já tinah visto Tungurahua em fúria em 2011. Eu sabia que colunas de fumaça gigantescas e ataques piroclásticos estavam ocorrendo naquele momento, assim como também sabia que uma aproximação me significaria a morte com toda a certeza.

A tarde realemnte vai caindo e continuo com visibilidade zero preso na névoa e na chuva ...

 

Um breve silêncio por voltas das 16:20 hs, um atrégua talvez. Eu estava sentado tranquilamente pensando e meditando, quando de repente ... meu corpo se levantou do chão, meus dentes baterão um no outro e minha barriga doeu. uma gigantesca explosão tinha acontecido, senti meu corpo todo tremer assim como tudo ao meu redor começou a vibrar fortemente. Era Tungurahua me "seduzindo' com sua fúria e beleza em meio ao frio e a cinzas.

 

Eu estava a poucos metros de cada explosão e mesmo sem poder ver absolutamente nada, eu poderia sentir na pele cada tremor, cada explosão ecoava por todo meu corpo. E foi assim o dia todo e grande parte da noite.

4ºDIA

 

Pela madrugada escuto um dos barulhos mais fortes que um vulcão pode produzir. O temido "tiro de canhão" ... Assustador, ensurdecedor, capaz de ser ouvido por quilometros de distância. Um som digno de 'cenário de guerra", é possível sentir a vibracão do som no ar.

Como de costume Tungurahua mantinha fortes explosões pela manhã e dessa vez nao era diferente, por voltas das 6 hs acordo novamente em meio as explosões mas dessa vez junto ao canto dos passáros. Dia chuvoso, visibilidade zero como de costume, confesso que estava chateado, com o tempo assim se torna impossivel uma aproximação e pelo visto minha última esperança é a tarde, quando pode ocorrer alguma "janela de tempo' e me usufruir dela.

 

Acontece que preso dentro do refúgio, eu estava ficando 'enjoado" de não ter quase nada para fazer, eu varri o refúgio, concertei algumas janelas, limpei boa parte do espaço interno, li todas as embalagens de produtos que tinha levado como mantimentos, e passava boa parte do tempo dentro do meu saco de dormir poupando energia. Não estava tão frio assim, porém com meu corpo praticamente parado, uma temperatura em torno de 0 graus fazia eu sentir um frio tremendo, e sem nada para fazer eu cochilava bao parte do tempo e aguardava pacientemente a hora exata.

 

Fiz até mesmo um 'refletor de luz e calor a velas' com a embalagem de batata, e ficou bom, funcionou muito bem.

 

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Invenções e destrações a parte, para o tempo piorar só nevando. Dizem que a esperança é a última que morre e minha determinação ainda era forte mas estou começando a acreditar que Tungurahua está tímido ou que ele não vai com minha cara. Pois agora eu vejo as nuvens se abrirem e os raios de sol tocarem o chão em toda a paisagem, menos onde eu quero em direção ao cume, pois o mesmo permanece completemente escuro e cinzento.

 

Se eu subir nessas condições eu considero 45% de chances de ser atingido por ataques piroclásticos ou alguma explosão, 45% de chances de ficar perdido em suaescuridão cinzenta e me perder de vez, e 10 % de cair em algum abismo. Era tolice demais prosseguir nessas condições, até mesmo a minha mais alta determinação me levaria a morte.

 

Vulcões em erupção é considerado por muitos a última palavra em aventura, poucas pessoas se arriscam e estão dispostas a submeterem suas vidas em tal terreno. Pois em um terreno tão hostil não é fácil perder a vida. aliás é a coisa mais fácil que pode ocorrer.

 

Eis que Deus atende meu pedido, ou Tungurahua estava brincando comigo dessa vez ?

De repente rapidamente o clima começa a mudar, e avisto Tungurahua e suas paredes com gelo ! Gelo ? Isso mesmo, Taungurahua é coroado com gelo.

Eu não vou entrar em detalhes sobre a questão "gelo' em vulcões em erupçaõ, mas acreditem vulcões também expelem gelo de suas crateras.

 

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Meus olhos brilharam, meu coração acelerou confesso, porém da mesma maneira que o céu se abria ele se fechava ao mesmo tempo, diversas vezes abrindo e fechando, abrindo e fechando até que uma fina camada de nuvem como se fosse um véu de uma noiva ou de uma dançarina o cobria misteriosamente. Fiquei completamente seduzido por entre o véu e o vulcão. Então assim permaneci calado, paralizado pela "sedução" de Tungurahua.

 

Eis que o "véu" caiu ... Chegou a hora !

 

Enfim, depois de tanta espera eu avistei o que tanto desejava, as incríveis explosões do Tungurahua o " GIGANTE NEGRO ". Gigante por seus 5020 mts, negro pela sua paisagem inóspita e hostil. Um sinal claro de bom tempo me foi enviado, e tinha nome ... Chimborazo, eu o avistei em meio ao céu amarelado do oeste. Ainda com algumas nuvens em seu cume, mas em breve Chimborazo e seus 6267 mts de altitude ficaria tão nitído que eu avistaria seu eterno cume coroado com gelo.

 

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Parto com minha mochila de ataque o mais leve possível, pois agilidade seria um quisito minímo exigido por Tungurahua em meio a suas explosões.

Caminho por entre pedras e poeira negra em direção a suas paredes com gelo, mas agora é tudo diferente, com o céu praticamente todo azul, eu não somente escuto e sinto as explosões, eu as viejo, e de fato são poderosas, de força e fúria, de cores acinzentadas e negras, de tamanhos e formas váriaveis. Este era Tungurahua.

Entre a escuridão acinzentada e em meio a ataques piroclásticoas ainda a uma distância segura eu caminho lentamente, sinto as pedras do chão se levantarem a cada explosão, o chão tremendo por completo e o cinza se mesclando com o negro. Esse era o caminho trilhado escolhido por mim.

 

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Como tinha observado nos dias anteriores, o vento sempre soprava do leste em direção a oeste, as explosões ocorriam durante o dia todo, mas pela manhã e pela tarde eram muito violentas. Atravéz de um contato obtive a informação que as explosões ocorriam no intervalo de 1 hora, mas que durante essa 1 hora, haveria extrema fúria de Tungurahua. Eu não somente estava em um vulcão em erupção como também estava no momento mais explosivo dele, e como se não fosse o suficiente, o nível de alerta do vulcão era laranja, acima desse nível apenas o vermelho. Vulcanologos e cientistas tanto do ecuador como de toda parte do mundo observavam Tungurahua com extrema cautela, pois segundo os mesmos Tungurahua estava 'diferente", não era apenas mais um ciclo de explosões do Gigante Negro, o comportamento do vulcão estava bem diferente dos últimos anos e processos eruptivos, eu estava de frente com Tungurahua em um dos seus processos de erupção mais violentos de todos os anos.

 

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Próximo as paredes onde as rochas se mesclam com o gelo o frio e o vento se tornam cada vez mais presentes, "furar' esta "segurança' não será missão fácil, minha máscara para gases está de imediata disposição para uma possível fuga caso algo aconteça.

 

É em situações como me encontro agora é que penso em um dos techos do livro que escrevi .... "Grandes feitos não serão obtidos pela razão e sim pela nossa capacidade de acreditar que sim, é possivel. Muitos morrerão realizando seus sonhos e outros viverão sonhando, aí está a diferença entre o querer e o fazer."

 

Com as explosões e tremores cada vez cada vez mais fortes é hora de pensar rápido e saber o que exatamente o que fazer. Eu não consiguiria me aproximar mais com tal intensidade e atividade vulcânica, seria como ir abraçar a morte. Então em meio ao frio e vento atentamente fiquei observando as explosões e ataques piroclásticos do vulcão. Confesso que é uma sensação completamente diferente de tudo o que se possa imaginar ou viver na vida, as colunas de fumaça de levantando e seus movimentos e formas são extremamentes curiosos, a fumaça de coloração cinza a negra se envolve entre ela mesmo em movimentos circulares.

 

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O caminho até aqui não exige grande navegação terrestre, pois eh 'fácil" atingir as paredes citadas anteriormente cobertas de gelo, atento apenas ao fator altitude, e é sempre bom reelembrar. Velocidade aqui é importante e correr a cerca de 5 mil mts de altitude não é nada fácil, assim como também pode ser desafiador permanecer praticamente imóvel por um longo período em temperaturas frias e com rajadas de vento.

Em questão de medidas de segurança, todas elas já foram quebradas e deixo a critério de cada um.

 

Com minha coragem ou loucura ( já que cada pessoa chama de um nome ) eu estava de fato indo além do que eu deveria ir, completamente seduzido pelo vulcão que me puxava em direção a sua crátera. Mais tarde eu descobriria que eu era um dos únicos seres humanos que tinha consiguido me aproximar de Tungurahua em erupção e regressar com vida, cerca de 30 pessoas já perderam suas vidas em situações similares e com atividades vulcânicas menos intensas.

 

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Acho importante alertar sobre o uso de GPS, o sinal é claro com margem de erro de apenas 3 mts, algumas variações sem significancia perante algumas nuvens no céu. Porém com a densa fumaça que sai da crátera a margem de erro pula de 3 mts para 44 mts imediatamente, isso pode ser um verdadeiro desastre, pois mesmo com a rota/tracklog já gravados no GPS seria praticamente impossível percorre la com precisão, Tungurahua possui algumas inclinações cuja as quais ja tiraram vidas.

O céu está azul e bem profundo, é possível até mesmo sentir calor. As pessoas costumam me pedir para meditar e orar por elas, e assim foi feito naquele momento. Ficar em harmonia em tal terreno considero algo extremamente desafiador e harmonioso, exige bem mais do que técninca, exige algo que parte de dentro de cada um de nós.

 

Lentamente as explosões acabam, o azul do céu escurece um pouco, o vento diminui até silenciar completamente. Não é possível escutar absolutamente nada, o silêncio é extremo e assim permaneceu por alguns minutos ...

Era mais fácil escutar o abrir e fechar dos meus olhos doq ue qualquer outro som, tinha algo "errado", algoq ue acredito que todos nós sabemos é que quando a natureza está em silêncio algo está acontecendo ou está para acontecer.

 

Lentamente começo a caminhar, e em frações de segundos sem aviso e silenciosamente Tungurahua me derruba no chão com uma explosão extremamente forte e gigante, passados as frações de segundos o som de sua explosão foi incrível ... Tungurahua novamente me demonstra sua fúria perante meus olhos, meu corpo foi praticamente arremessado no chão com o impacto e tremor da explosão.

Mas o que fez dessa explosão ser diferente ? Fora a força o silêncio, não é comum esse tipo de comportamento, antes do som da explosão eu avistei em frações de segundos a densa fumaça negra saindo da cráteram, isso tudo em um extremo silêncio.

Eu arrepio só de lembrar desse momento, do meu corpo no chão, do meu corpo tremendo com a vibração no solo e do meu coração feliz. Em menos de 3 secundos o céu foi completamente coberto pela escuridão negra e cinzenta, o azul se tornou cinza, as sombras dominavam e nem mesmo o sol foi capaz de atravessar a escuridão de Tungurahua. Este é de fato o GIGANTE NEGRO.

 

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Considero dessa vez o meu feito uma verdadeira aventura, mas antes de finalizar este dia eu gostaria de estar compartilhando uma foto que tirei a noite. Sempre que avisto uma cidade ou uma se quer casa quando estou em alguma montanha e vejo aquela casinha la no fundo, ou aquela 'cidadezinha" toda iluminada, eu fico imaginando o que será que as pessaos que eu conheço estão fazendo naquele exato momento, assim como tambem fico pensando que em cada casa que eu avisto, lá tem uma cama quente e um copo de chocolate bem quentinho.

 

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Quando a escuridão noturna cai por completo as nuvens retomam o seu lugar e voltam a reinar absolutamente sobre o céu, e como de costume fui dormir ao som das explosões.

 

5º DIA

 

Hora de partir, minha "missão" tinha sido cumprida com êxito. Porém regressar não foi tão fácil assim, embora dessa vez era apenas descida, a lama acumulada nos últimos dias, e a chuva que não da uma trégua se quer fez com que meu regresso fosse um processo cansativo.

O meu retorno ao aeroporto me trouxe uma grande surpresa, encontrei o mesmo taxicista que me levou da última vez !( dezembro/2011 ) Fizemos a mesma corrida até o aeroporto .

 

Com certeza eu ainda regressarei ao Tungurahua diversas vezes, e em breve farei um tentiva de cume/cratera. Dados cientificos afirmam que eu estive presente em 84 explosões e 102 tremores, também afirmam "1 tiro de canhão".

 

Recentemente lançei meu livro - A Senda e o Aprendizado do Mochileiro Peregrino, onde o último capítulo foi narrado no Tungurahua ( dez./2011) quem quiser conferir/adquirir a obra, basta acessar o site http://www.mochileiroperegrino.com

 

Obrigado a todos, e espero retornar em breve com mais ascensões a vulcões em erupção .

 

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LARGA VIDA A TUNGURAHUA !!!

O GIGANTE NEGRO

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Peregrino,

 

sei que o relato não está completo ainda, mas antecipo que foi adrenalina nível Chuck Noris...

 

 

Saudações,

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A cada atualização deste relato, fiuco emocionado e encantado pela imensidão, imponência e beleza deste vulcão e de sua trip por ele. Parabéns, estou acompanhando...

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Você: - Alerta laranja.

Eu: - Isso significa?

Você: - Em termos de risco só o vermelho supera!

Eu: - E abaixo do vermelho?

Você: - Ahhh tem um monte.

 

Sempre que eu lembro disso, eu começo a rir. ::lol4::

 

Mais uma vez, parabéns pela conquista, pela determinação e pela coragem! Show de bola o relato e as fotos então, SENSACIONAL!

 

Grande abraço.

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[...]

 

Eis que o "véu" caiu ... Chegou a hora !

 

Enfim, depois de tanta espera eu avistei o que tanto desejava, as incríveis explosões do Tungurahua o " GIGANTE NEGRO ". Gigante por seus 5020 mts, negro pela sua paisagem inóspita e hostil. Um sinal claro de bom tempo me foi enviado, e tinha nome ... Chimborazo, eu o avistei em meio ao céu amarelado do oeste. Ainda com algumas nuvens em seu cume, mas em breve Chimborazo e seus 6267 mts de altitude ficaria tão nitído que eu avistaria seu eterno cume coroado com gelo.

 

[...]

 

É em situações como me encontro agora é que penso em um dos techos do livro que escrevi .... "Grandes feitos não serão obtidos pela razão e sim pela nossa capacidade de acreditar que sim, é possivel. Muitos morrerão realizando seus sonhos e outros viverão sonhando, aí está a diferença entre o querer e o fazer."

 

[...]

 

 

Grande Gabriel, Mochileiro Peregrino!!!

 

Meu caro, o que dizer dessa sua epopéia?! Simplesmente avassaladora! Como no segundo trecho que destaquei acima, tu foi lá novamente e fez... Desafiou o "Gigante Negro" e voltou para nos contar a história e mostrá-lo. Sonhar é preciso, realizar nossos sonhos é imperativo para viver e alçar novos vôos. Isto é o que diferencia meninos de homens.

 

Fiquei imaginando as condições do abrigo, o cheiro, o barulho, os tremores... Sem dúvida mais do que uma grande aventura: A AVENTURA!

 

Parabéns pela trip e um grande abraço!

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    • Por lucband
      Eu, Lúcio, e minha esposa Marlene, 61 e 55 anos respectivamente, havíamos feito muuuuitos acampamentos (já fazia camping selvagem na década de sessenta) e algumas trilhas, mas a mais exigente até então havia sido a Ferrovia do Trigo, de nível fácil a moderado, além de pequenos trechos de montanha. Tínhamos o sonho de chegar ao topo do Pico Paraná (PP), a montanha mais alta do Sul do país, com 1.877 metros, mas sabíamos que seria muito difícil, então nem nos preocupamos em fazer preparação física especial, somente o que fazemos normalmente: eu jogo Tênis competitivo, minha esposa caminha e corre na esteira, caminhamos seis a oito quilômetros, andamos de bicicleta. Quase todo dia fazemos uma dessas atividades.  Meu planejamento inicial seria chegar com as cargueiras até o Caratuva (com possibilidade de acampar no cume do morro do Getúlio caso estivéssemos muito cansados) acampar e seguir no dia seguinte para o Pico Paraná, percorrendo a Trilha da Conquista até o acampamento 1 (A1). Escolhi pernoitar no Caratuva porque pensei que, se não conseguisse chegar ao Pico Paraná, pelo menos teria o prazer de ver o nascer e o pôr do sol no segundo mais alto pico da região Sul. Fiz um planejamento minucioso, para evitar aperto, e ficamos esperando um final de semana com tempo bom, até que finalmente chegou o grande dia, o feriado de Tiradentes, com uma previsão de tempo perfeito.
      Nos acompanharam na aventura a Tânia, uma amiga nossa com a nossa faixa etária, seus dois filhos Guilherme e Riana, os três com experiência em trilhas, pois fizeram a Ferrovia do Trigo conosco, mas sem experiencia em montanha, e um casal de jovens amigos, Diego e Marina, que não tinham feito nenhuma trilha ainda. Saímos de Chapecó na quinta, dia 19/04/18, à tardinha e pernoitamos em uma Pousada em Quatro Barras, a 30 quilômetros do PP. Na sexta cedinho rumamos para a Fazenda Pico Paraná, onde conversamos com o Dilson e comentamos sobre nosso planejamento. Ele nos recomendou não acampar no Caratuva, porque a trilha da Conquista não era muito usada e era muito fácil de se perder, e falou que era melhor acamparmos no Itapiroca, fazendo a trilha normal para chegar ao PP. Aceitamos a sugestão, afinal o bom planejamento é aquele que prevê alternativas, colocamos as cargueiras, tiramos uma foto e partimos.

      A tradicional foto da partida: Riana, Marina, Diego, Marlene, Lúcio, Guilherme e Tânia.
       
      Com o corpo ainda frio, quase morremos ao subir o íngreme gramado inicial na fazenda kkk (lembrei do filme Por Aqui e Por Ali - A Walk in the Woods, imperdível). Tocamos em frente, sem pressa, parando para apreciar a paisagem e tirar muitas fotos. Perto de uma da tarde chegamos na bica, depois da bifurcação do Caratuva, onde paramos para almoçar um delicioso Cup Nodles turbinado com sopa Vono e meio pacote de queijo ralado para cada um.

      Riana almoçando na bica.
       
      Depois de quase uma hora de descanso, abastecemos de água para o acampamento e tocamos em frente. Com dois quilos a mais em cada mochila o cansaço logo aumentou, e chegamos estropiados ao Itapiroca em torno de quinze e trinta, a tempo de montar acampamento, subir o pequeno trecho até o cume, deixar uma mensagem no livro e apreciar um belo pôr do sol.

      Na chegada ao Pico Itapiroca, eu e Marle dividindo o sabor da conquista.
       

      Deitado na barraca, namorando o Pico Paraná e imaginando como era longe...
       

      Nossas barracas com o PP ao fundo. Em primeiro plano o saco para lixo (traga de volta todo seu lixo e mais um pouco como colaboração).
       
      À noite deve ter feito menos de zero grau, porque estava ventando muito e mesmo assim formou gelo nas barracas. Estávamos bem agasalhados e com bons sacos de dormir, mas mesmo assim passamos frio...

      Na primeira noite formou gelo nas botas, isso que estavam no avanço da barraca...
       
      No dia seguinte bem cedo acordamos para ver o nascer do sol, e as oito horas estávamos prontos para partir para o PP.

      Nascer do sol com o Pico Paraná ao fundo. Parece uma pessoa deitada, onde o PP é o nariz...
       
      Escondi nossa comida no mato (porque na trilha do Pontal de Tapes nos roubaram algumas coisas a noite, inclusive toda nossa comida, nos deixando em situação de risco, fiz um relato aqui no Mochileiros.com), deixamos nas barracas somente os isolantes, os sacos de dormir e alguns itens menos valiosos e saímos com três a quatro quilos em cada cargueira. Tudo na expectativa de não passar muito aperto caso furtassem nossas barracas enquanto estivéssemos na trilha... E fomos subindo, descendo, pulando, escalando, curtindo a paisagem, tirando fotos, bebendo água geladinha de cada fonte que tinha no caminho, até chegar no Acampamento 2 (A2), em torno de onze e meia, onde Tânia e Marina disseram que ficariam ali nos esperando, porque estavam cansadas.

      Marle, Marina e Diego escalando o paredão.
       
      Fomos atrás da bica de água para reabastecer, pegamos somente uma mochila, com água, kit remédios e kit de emergência, e partimos os cinco restantes para o ataque ao PP. Depois de pouco mais de meia hora, parecia que estávamos chegando ao cume, ficamos felizes, mas... não era o cume, avistamos mais um caminho por dentro da mata, e um paredão ameaçador no final, e o cume nos chamando lá em cima. Diego, Riana e Guilherme desanimaram e disseram que não iriam continuar... olhei para a Marle, para ver se ela estava bem, ela me olhou firme e disse: vamos! Não pensei duas vezes, peguei duas garrafas de água, coloquei uma em cada bolso da calça e saímos quase correndo em direção ao pico, com a adrenalina a mil. Chegamos lá em menos de quinze minutos, ainda gritamos para nossos amigos, dizendo que o último trecho era fácil, que era para eles tentarem subir, mas eles não entenderam, acharam que estávamos acenando para eles e voltaram para o A2.

      Eu e a Marle na pedra, ao lado do livro do cume do Pico Paraná.
      Nos abraçamos, rimos que nem crianças, sem acreditar que conseguimos chegar lá, tiramos muitas fotos, curtimos a paisagem, deixamos uma mensagem no livro do cume, sentamos um pouco e iniciamos a caminhada de volta, porque não tínhamos muito tempo, eram mais quatro horas até o acampamento base no Itapiroca, já era mais de duas da tarde e não queríamos pegar noite na trilha. Ao chegar no A2, onde o resto da galera nos esperava, um susto: Guilherme estava com câimbras, eu fiquei com medo de que ele não conseguisse retornar e tivesse que ficar no A2, sem abrigo. Demos para ele um coquetel energético (Capuchino com leite em pó adicional, Carb up, mandolate e Snickers, que mistura!), o que fez com que ele melhorasse (pelo menos das câimbras, porquê o estomago foi detonado kkkk) e ficasse em condições de iniciar a jornada de volta. No caminho abastecemos de água novamente, no último filete que tinha na trilha, ficamos com as mochilas mais pesadas, o que aumentou o cansaço, e acabamos chegando no Itapiroca já quase de noite, as dezoito horas, exaustos. Uma janta quente e uma cumbuca de sopa passada de mão em mão, como em um ritual indígena, nos reanimou, o frio estava menor (ou o cansaço maior?) daí pudemos dormir melhor.
      No dia seguinte, acordamos cedo, a tempo de ver mais uma vez o belo nascer do sol, arrumamos as cargueiras e iniciamos a descida em um bom ritmo, às oito horas. Fazendo as tradicionais paradas para descansar, tirar fotos e apreciar a paisagem, às onze e meia chegamos na Fazenda Pico Paraná e fomos correndo encontrar uma churrascaria para tirar o atraso de comida e bebida. Que ótimo sabor tem a comida e bebida depois da trilha!

      A chegada na fazenda Pico Paraná
       
      Acho que alguns montanhistas contumazes vão rir da nossa história, achando muito fácil chegar ao cume do PP, mas na nossa idade acredito que poucas pessoas teriam a preparação física e principalmente mental para sequer conseguir chegar com as cargueiras até o Itapiroca, o que dirá sair do Itapiroca no dia seguinte, com algum peso na mochila, ir ao PP e voltar. Ficamos muito felizes em poder provar que a velhice está na cabeça das pessoas, e que nunca é tarde para realizar seus sonhos, por mais malucos que possam parecer. O pior é que descobri o que muitos falavam e eu não imaginava o estrago que fazia: o bicho da montanha nos picou e contaminou, ficamos viciados e já estamos preparando nova jornada, agora para conhecer o Pico Caratuva... A montanha é o paraíso na Terra!
       

      No mirante próximo ao A2... nossa sinergia nos faz mais fortes!
    • Por Astrolábio Trip
       Fernando de Noronha é um arquipélago que pertence ao estado de Pernambuco. Noronha acaba sendo um destino não muito econômico, pois todos os produtos utilizados no arquipélago vêm do continente, o que os encarece bastante. Mas cada centavo gasto é muito bem recompensado pelas paisagens. Lembrando que a Baía do Sancho está em primeiro lugar na lista das 25 praias mais bonitas do Brasil pela Traveller’s Choice 2018 e a Praia da Cacimba do Padre também está lá.
      Como chegar:
             As duas companhias aéreas que operam voos para Noronha são a Gol e a Azul. Momento “Lá vem estória”: Essa parte me dói só de lembrar. Rs Estava pesquisando já há algum tempo os preços de passagem, até que achei por 700,00, aí fiquei na indecisão: compro ou não compro? Resultado: não comprei. Quando foi a tarde, a passagem já estava 1200,00, fiz a desesperada e comprei. No dia seguinte estava 700,00 de novo. Moral da estória: se a passagem estiver barata, compra logo ou espera o valor reduzir novamente.

           Para entrar na Ilha é necessário o pagamento da Taxa de Preservação Ambiental que varia de acordo com o tempo de permanência. Segue tabela abaixo:

             Mais informações no site http://www.noronha.pe.gov.br/turPreservacao.php
             Dica: Já compre antes pela internet para evitar filas no aeroporto. E guarde o comprovante !
          Além da taxa de preservação, é preciso comprar um Ingresso do Parque Nacional Marinho para acessar alguns locais como a Baía do Sueste,a trilha para o Mirante da Baía do Sancho e a Praia do Atalaia, que está R$ 97,00 para brasileiros e R$195,00 para estrangeiros e também pode ser comprado pelo site https://tickets.parnanoronha.com.br/ ou direto lá em Noronha.
      Onde ficar:
             Como os valores de hospedagens em hotéis em alta temporada eram muito altos para meu orçamento, depois de muito pesquisa, descobri que alguns moradores fazem adaptações em suas casas transformando em “mini pousadas”. Escolhi a “Casa da Albertina”, pois tinha um valor atrativo e foi super atenciosa comigo e a localização era excelente, no centro – na Vila dos Remédios. Acabei ficando em um quarto anexo do outro lado da rua da casa principal, com micro-ondas, frigobar e sanduicheira. Como o café da manhã não estava incluído, foram extremamente úteis. Quem quiser, eu passo o contato.
      O que levar:
      > Se ainda não tiver um snorkel, acho válido comprar o seu. Pois você o usará em praticamente todas as atividades, além de poder utilizar em outras viagens e não precisará gastar com o aluguel (além de ser mais higiênico também.rs)
      > Câmera subaquática ou gopro. Mas há alguns lugares que alugam essas câmeras.
      > Protetor solar e labial
      > Um tênis confortável, se for fazer as trilhas.
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      O que fazer em Fernando de Noronha
             Fiquei 6 dias em Noronha e pra mim foi o tempo ideal para aproveitar os passeios de barco, de Buggy, mergulho e trilhas. A ilha não é muito grande, mas oferece muito para se ver e fazer. Organize-se para não desperdiçar nem um minuto!
      Praia da Cacimba do Padre, Baía dos Porcos e Sancho.
             Um dos cenários mais bonitos de Noronha, em cima e embaixo d´água. O acesso  à Baía dos Porcos e Sancho não é dos mais simples. Do mirante da Baía do Sancho há uma escada na fenda de um penhasco para descer até a Praia do Sancho, mas como tudo em Noronha, vale a pena o esforço para mergulhar nas águas transparentes repletas de peixes e conseguir apreciar o Morro Dois Irmãos de excelentes ângulos.

      Ilha Tour
             O passeio pelo arquipélago que pode ser realizado em buggy, van ou 4×4 (dependendo da agência) com visita às praias, pontos históricos, com parada para banho, mergulho livre e dura o dia inteiro. Inclui ainda os mirantes e a Vila dos Remédios. O almoço não está incluso.

      Mergulho
             Os mergulhos são os pontos altos de Fernando de Noronha. Devido à sua preservação, podemos entrar em contato com toda sua diversidade de fauna marinha.

              As agências de turismo oferecem mergulhos para credenciados e batismo. Mas como sou uma viajante econômica, achei muito caro. Até que na volta de um dos passeios, chegando na Praia do Porto, conheci um rapaz que cobrava a metade do preço para o mergulho até o Naufrágio GregoEleane Stathatos, afundado em 1929, próximo ao Porto de Santo Antônioe sua profundidade é de 8 metros. Já estava incluído no valor todos os equipamentos (roupa de Neoprene, pés de pato, cilindro, máscara, colete). Para mim esse mergulho foi ideal. Mas para os mais corajosos, oriento verificar direto com as agências os de maior profundidade.
            Pôr do sol        Esse é um espetáculo à parte. Os locais mais disputados (sim, ficam cheios) para assistir são a Praia da Conceição, Cacimba do padre e do forte Nossa Senhora do Remédios e o Forte São Pedro do Boldró (nos levam no final do Ilhatour).
      Projeto Tamar
      Além das palestras ambientais que acontecem diariamente às 20h, sobre tubarões, tartarugas, golfinhos e o próprio Parque Nacional Marinho de Fernando de Noronha, há uma atividade imperdível: o monitoramento de tartarugas marinhas. Esta atividade pode ser acompanhada por nós, todas as 2ª e 5ª feiras, e é realizada através de captura intencional para marcação das tartarugas, na Praia da Baía do Sueste.
      Museu do Tubarão
             No museus do tubarão podemos conhecer um pouco mais sobre estes animais e as espécies presentes em Noronha. Há também um restaurante anexo. Uma parte bem divertida desse local são as esculturas onde podemos tirar muitas fotos, além da vista maravilhosa como em toda ilha.

             Gostou? Então não perca o próximo post com a continuação da viagem, com os Passeios de Barco, Trilhas, vida noturna e dicas úteis.
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        Até breve, pessoal! Xoxo
    • Por peresosk

      Antes de sair perguntando eu viajei com bastante tempo e nada melhor que voltar a Istambul para uma mini temporada, na primeira vez que estive em 2015 fiquei 4 dias inteiros, desta vez resolvi ficar 10 e explorar com mais calma algumas regiões novas.
      Vamos aos números que muita gente gosta de saber.
      Dias: 10
      Noites em Hostel: 3
      Couchsurfing: 7
      Valor Gasto em Real: R$291,60 ($91,13)
      Média Diária em Real: R$29,60 ($9,11)
      Planilha com todos os gastos: https://goo.gl/btbLUM
      Vale ressaltar que estive hospedado com couchsurfing que acaba gastando muito menos, como não paguei para ver atrações turísticas o valor é este mesmo. Como eu já tinho ido a vários lugares pagos em 2015 não achei necessário repetir, além de caro não seria nenhuma surpresa para mim.
      Peguei um voo direto de Varsóvia (Polônia) para Istambul, a primeira coisa para ser fazer na cidade é um cartão transporte que vale no metrô, bondes e ônibus, você vai precisar, nem adianta tentar pagar com dinheiro.
      O mês foi início de setembro com um clima impressionante perfeito, acho que peguei apenas 1 dia nublado e com temperaturas acima dos 25 graus.

      Fonte de Tophane, durante o século 18 serviu de fonte de água pública
      Minha sugestão para 3 ou 4 dias na cidade é dividir em setores, não somente em Istambul mas qualquer cidade gigante, não faz sentir se matar de andar em dois dias para tirar foto e ir embora. Andar pelo centro histórico (apesar de praticamente toda a cidade ser histórica) é fácil, o trânsito é assustador principalmente nos horários de pico, então fica a dica para evitar deslocamento nestes horários.
      Os dois primeiros dias fiquei em um hostel na região de Karaköy, custou por volta de $8,33 dólares, só valeu mesmo por estar perto de onde gostaria de explorar, por este preço não espere grande coisa em Istambul. Mas serviu principalmente para não ficar subindo a descendo os morros de Karaköy, por lá fui fácil até a Praça Taksim.

      A Praça Taksim é um dos point durante o dia, várias opções para comer por menos de 10 Liras

      Igreja Santo Antônio de Pádua, uma igreja católica no centro de Istambul
      Uma das atrações principais da cidade é a Torre de Gálata, onde você vai deixar algumas liras para subir nela, nenhumas das duas vezes senti curiosidade, mas as fotos na internet são bem interessantes, tem fila até mesmo no inverno mas é tranquilo. Não espere conseguir uma foto dela sem uma lente de ângulo aberto, pois a bichinha é grande mesmo com mais de 66 metros de altura.

      A Torre de Gálata de 1348, foi fez parte da expansão da colônia genovesa de Constantinopla

      A Torre de Gálata se destaca até mesmo do outro lado do Rio Bósforo
      A Avenida İstiklal é uma boa pedida para quem deseja comprar produtos de marcas e comer em bons restaurantes, existe um bondinho clássico fazendo uma rota até a Praça Taksim, mas desta vez estava em reforma e nem vi a cor dele. Nestes dois primeiros dias eu andei com muita calma na região e garanto que foi uma ótima escolha ficar hospedado ali.
      Apesar de não estar exatamente perto do meu hostel resolvi ir até Beşiktaş, por lá encontrei centenas de pescadores e gatos tentando roubar os peixes. Por lá também tem a Ponte do Bósforo que une o lado Europeu o Ásiatico da cidade, mas não pode cruzar a pé, então tire o seu cavalinho da chuva.

      Meu primeiro couchsurfing da viagem pela Ásia, um casal que sabe como ninguém fazer uma jantar
      Consegui um casal para ficar em sua casa, eles moram pertinho do aeroporto Atatürk, o que não é exatamente perto mas fácil para chegar ao centro. A recepção dos Turcos foi em grande estilo, extremamente simpáticos e simples como todos que conheci durante a minha viagem.
      Tempo colaborando decidi explorar o Distrito de Sultanahmet, onde se encontra as principais atrações da cidade e também claro um monte de turistas, lembrando que a Turquia é um país seguro para viajar, mas podem acontecer atentados terroristas sim.
      Fiz com calma a Mesquita Azul, Hipódromo e seus arredores, Basílica de Santa Sofia que é paga eu não entrei, o mesmo para a Cisterna da Basílica e o Palácio de Topkapı, os quais visitei na minha viagem para Istambul em 2015.

      A Mesquita Azul é um dos pontos mais visitados entre os turistas

      O interior da Mesquita Azul é de impressionar

      Hipódromo de Constantinopla foi o centro esportivo e social da capital do Império Bizantino
      Pode anotar uma coisa, na sua primeira vez para ver esta pequena região você vai precisar de um DIA INTEIRO, não adianta inventar moda que é quase impossível especialmente pois o Palácio é bem grande, uma dica minha é terminar o dia comendo um sanduíche de peixe ali na Ponte de Gálata, custava uns 10 Liras em 2017, é bem simples tipo pão com peixe e deu, acredite você vai voltar para comer outras vezes.

      Dentro destes coloridos barcos tem sanduíche de peixe, uma tradicional delícia de Istambul
      Continuando a explorar partes não lotadas de orientais resolvi andar por Fatih, uma antiga região da Constantinopla que fica uns 30 minutos andando de Sultanahmet. Separei uma tarde inteira e sem um gps você acaba se perdendo nas centenas de curvas e subidas, em baixo existe uma rua principal para os turistas. Alguns moradores parecem não gostar muito da presença de gringos, bom para observar locais de verdade.
      Lá existe um colégio grego, algumas igrejas em reformas devido a sua idade e um mirante com vista para a torre de Gálata, o bom mesmo é andar sem guia e ir descobrindo cada canto de Fatih.

      Prepare-se para encontrar muitas subidas em Fatih

      Algumas mulheres escolhem cobrir o corpo todo, não é uma obrigação religiosa

      Aqueduto de Valente, do ano 368 era responsável para a chegada de água até Constantinopla
      Se quiser combinar no mesmo dia é possível com uma caminhada até o Spice e Grande Bazar, como o nome fala são dois enormes lugares onde você pode comprar de tudo, eu falei tudo mesmo dentro de uma normalidade, joias, roupas, brinquedos, chás, tapetes, louças, decoração em geral. Se você vai com a intenção de comprar algo só digo boa sorte, algumas horas do dia se torna irritante andar por ruas entupidas de gente, como da foto abaixo.
      Espere encontrar turcos e árabes falando bom dia para você, afinal de contas Brasileiros são facilmente reconhecidos, também preços nas alturas para você treinar o seu poder de barganha, o normal é começar com 3 ou 4 vezes mais caros que o normal. Se você não fala Turco não tem problema, os vendedores sabem quem comprar souvenir é gringo, e eles vão fazer o possível para lhe vender, quase comprei um tapete e eles mesmo enviam para o Brasil, coisa fina.

      Não espere encontrar muito espaço para andar no Grand Bazaar de Istambul

      Chá é coisa séria na Turquia, e eles são incríveis. Também espere pagar bem caro

      O Grand Bazaar é enorme sendo impossível ver todas as lojas, mas tudo é separado por tipo

      O Grand Bazaar fica aberto até umas 7 da noite, melhor mesmo é ir bem cedo
      Comer em Istambul é muito fácil, desde uma simples torrada, kebab, peixe ou arroz com frango você vai encontrar opções baratas até bem caras. Como sempre eu gosto de economizar e comer onde os moradores vão, com 10 Liras é possível fazer um almoço regular. Fica humanamente impossível falar o que e onde comer na cidade, só não vale ficar indo em fast-food na Turquia.
      Nos meus últimos 4 dias na cidade acabei ficando na casa de uma brasileira que trabalha com turismo, voltando para Gálata por sinal, com um razoável sistema de metrô é possível de deslocar pela cidade, uma pena que ônibus seja mais funcional, ou pelo menos tenta pelo horrível trânsito. Entendo que como Istambul seja muito antiga é difícil construir metrô para todas as regiões.
      Uma volta durante a noite é altamente recomendável, especialmente para conferir as iluminações das várias mesquitas, no verão eu garanto que foi muito melhor que em janeiro, onde o vento foi complicado.

      Muito comum este copos com saladas serem vendidos perto da Ponte de Gálata, 2 Liras

      Basílica de Santa Sofia

      A Mesquita Azul fica mais bonita durante a noite
      Resumo da ópera, Istambul não é uma cidade para apenas 2 ou 3 dias e muito menos para uma visita na vida. Mesmo quem não goste de cidade grande acho difícil não se apaixonar por este lugar, não espere uma Europa organizada ou limpa, espere sim encontrar muita gente legal pelo caminho, especialmente quem hospeda viajantes pelo couchsurfing. Foi minha segunda visita na cidade, onde os 10 dias passaram voando.
      Não escrevo dicas do que fazer pois isto vai depender do gosto de cada um, considero mais importante viver o clima de uma cidade e suas pessoas, do que apenas ficar visitando pontos turísticos.
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    • Por fal
      ROTEIRO PIAÇABUÇU E MACEIÓ ARREDORES
      No sábado 28 de abril 2012 às 7:30 peguei os mochileiros no hotel e fomos para litoral sul de alagoas com destino principal Piaçabuçu . Paramos no mirante da praia do Gunga para fotografar e prestigiar a linda paisagem, seguimos para Piaçabuçu.Chegando às 9:30 para fazer o passeio de barco com a agência Site: http://www.faroldafozecoturismo.com Telefone: (82) 3552-1298 (82) 9975-1975 valor 35 reais duração 3h sendo 1hora para chegar, 1 hora para permanece na foz e 1 hora para voltar . A maioria dos barqueiros não te levam exatamente para a foz, então eles param uns 2km do encontro do mar com o rio são Francisco e vc tem que andar mais ou menos 1 hora, então qd for procurar ver um barqueiro que te leve até ao encontro. Pelo que vi vc pode chegar na beira do rio na cidade e lá há vários barqueiros, então poderá negociar valor e que te leve até a foz. No barco conhecermos um casal de salvador super simpático, fizemos amizade. Quando descemos fomos almoçar no restaurante Santiago de frente p o rio (5 pessoas pagamos total 83reais com refri peixe frio arabaiana e acho que dourado), seguimos todos no mesmo carro para Penedo(25km de paiçabuçu),mas como eu e os dois mochileiros tínhamos que voltar para Maceió não paramos na cidade,mas vale muito a pena dormir em piaçabuçu(foi o que o casal de salvador fez) e no dia seguinte ir só para penedo para ver com um guia e conhecer a parte histórica que é enorme. Duas horas de viagem na volta para Maceió.
       
      Gastos
      76 reais de álcool – combustível
      35 reais passeio para foz do rio de barco
      83 reais almoço no santiago para 5 pessoas
      Gasto por pessoa 77 reais
       
      Dicas para piaçabuçu:
      • Programe pegar estrada ainda claro.No nordeste amanhece super cedo ,então às 5:30 já está tudo claro e às 17:30 tudo escuro. Estrada para piaçabuçu alguns trechos com buracos.
      • Leve para o barco biscoitos, sanduiche, achocolatado e frutas, pois lá só vende refri, água cocada e uns salgados fritos. Agência que fechamos o passeio nos dá um isopor com refri, água cerveja que levamos e pagamos na volta a consumação.
      • Na foz conversamos com um senhor que tem uma barraca lá e ele nos contou que ali havia uma cidade que foi engolida pelo rio. Tomamos uma cachaça deliciosa de uma fruta que ele diz que só tem em piaçabuçu,mas não recordo o nome.
      • Dica é ficar em piaçabuçu uma diária para ir a penedo e na volta vim parando em coruripe, miai de cima e baixo e entre as outras que der
      • A noite vá passear pela cidade e bater papo com os moradores, pois em cada casa há no mínimo duas cadeiras de balanço para passar o dia todo jogando conversa fora.
      • Se precisar sair do hotel ou pousada antes do café ser servido poderá tomar café na bodega do sertão (av jatiúca) acho que abre às 5:30 ou na padaria na av. João davino (defronte a concessionária mangabeiras veículos) que abre às 6horas(preço mais em conta que na bodega) em ambos são a quilo.
       
      29 de abril de 2012- domingo
      Peguei o pessoal no hotel às 7:30 e realizamos o seguinte trajeto:
      • praia de jatiúca e ponta verde para tirarmos fotos
      • bairro de bebedouro para para ver alguns casarões antigos(não descemos do carro)
      • pelo dique estrada observando a lagoa (não descemos do carro)
      • Marechal Deodoro conhecer a casa do marechal e lá fomos guiados por uma guia que nos contou a história da família, mostrou objetos e replicas(não paga,mas eles pedem contribuição,sempre bom deixar alguma coisa(lá pegamos um mapa bem explicativo dos mares e lagoas no litoral sul, não deixe de fazer o mesmo)
      • Praia do francês para tirarmos fotos
      • Praia barra de são Miguel para tirarmos fotos
      • Massagueira de baixo para tirarmos fotos
      • Barra nova, onde há uma praia chamada de praia que de um lago é a lagoa e do outro o mar .vc pagar 3 reais para o barqueiro te levar para o outro lado. Reduto de lanchas e Jet Sky .
      • Massagueira redutos de restaurantes
      • Ilha de santa Rita- onde pegarmos um barco do restaurante Joel para atravessar (travessia grátis)e almoçamos lá mesmo. Pedimos peixe frito arabaiana para 3 pessoas . 60 reais com bebidas.
      • Chegamos em Maceió âs 14 horas e eles seguiram para Maragogi
      • Mas para quem ainda tem tempo pode fazer passeio das 9 ilhas para fechar o dia
       
       
      Gastos
      56 reais de álcool – combustível
      60 reais almoço no bar do joel para 3 pessoas
      Gasto por pessoa 39 reais





    • Por lhrodrigues
      Nosso hino nessa aventura foi Erasmo Carlos e Renato Russo cantando "A carta"...por quê? porquê passado um ano retornamos à mesma origem que nos levou ao Jalapão e que foi demais! O guia: Flávio da NorteTur, a amiga: Clara, e desta vez com uma nova integrante: Luzia, com um novo destino: Chapada das Mesas. Então vamos lá. Saindo de Palmas rumo ao Maranhão e com a alma livre, leve e solta. No caminho visitamos um sítio de árvores fossilizadas, nunca havia visto, foi demais. O caminho de Palmas até Carolina, onde ficam as maiores atrações, é um pouco longe ainda que seja mais perto do que se tivéssemos saído de S. Luiz, mas fomos parando para fotos, lanchinho, abacaxi geladinho, risadas e "A Carta"... até Carolina, ou um pouco depois, numa pousada que abriga uma cachoeira sensacional. Uma não ... várias, como vimos no dia seguinte. Foram tantas que não consigo me lembrar o nome de todas, mas não dá pra esquecer a de Santa Bárbara, onde a maioria das pessoas enxerga uma Santa e onde eu não me dei conta que era aquela e perguntei: a que horas a gente vai na cachoeira da Santa? só risadas... a de São Romão, o encanto azul, as trilhas super estruturadas, enfim, não dá pra esquecer nada. A Luzia também é Bióloga e fomos biologando e fotografando pegadas: de onça, de jaguatirica, aves, pequenos mamíferos, a diversidade da flora belíssima, além do grupo é claro. E é Clara, que com suas genialidades tornou a expedição mais interessante até com Max Gehringer dando suas dicas fantásticas de corporativismo e mercado de trabalho enquanto não chegávamos aos destinos . E, claro e Clara, a música que nos acompanhou: a Carta!
      Não dá pra esquecer a viagem, com o profissionalismo do Flávio e agora DUAS melhores amigas, a Chapada das Mesas foi tudo de bom, quero voltar!
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