Ir para conteúdo
  • Cadastre-se
  • Faça parte da nossa comunidade! 

    Peça ajuda, compartilhe informações, ajude outros viajantes e encontre companheiros de viagem!
    Faça parte da nossa comunidade! 

deiafranzoi

Equador: Galapagos + Cuenca, Alausi, Riobamba, Banos, Latacunga e Quito!!

Posts Recomendados

Como usualmente faço nos relatos, vou começar com a parte prática, com informações rápidas para quem não está a fim de ler o relato completo ou não tem tempo, depois parto para o relato mais detalhado!

 

Visto / Passaporte

Não precisa de passaporte e nem de visto para entrar no Equador. Eu levei porque queria o carimbo!!. Mas só usei no aeroporto, no resto do tempo andava só com a identidade e não tive problemas.

Diz que precisa da vacina da febre amarela, que deve ser tomada com 10 dias de antecedência e tem que fazer a carteira internacional de vacinação na ANVISA. Porem não me pediram a vacina.

Tem que preencher um cartão com algumas informações e esse cartão tem que permanecer com você porque para sair do país vai precisar dele. Cuide bem.

 

O Voo:

Para ir ao Equador saindo de Porto Alegre não temos muitas opçoes, faça uma pesquisa no decolar, submarino, etc e depois compre direto no site da cia aérea que apresentar o melhor preço. No meu caso foi a Avianca, porem quando fui comprar direto no site deles o preço ficava mais caro do que comprar nos sites de busca mesmo pagando as taxas. Então liguei para uma agencia de viagens, pedi para cotarem pra mim e o preço continuou mais alto. Falei que tinha conseguido por determinado valor no decolar e eles ligaram para a Avianca e baixaram o preço. Sempre, sempre, sempre cotar, colocar opções de data, de cidades. Trabalhoso mas econômico.

 

Voo para Galápagos:

No meu caso como não ia somente para Galápagos, comprei a passagem ida e volta do Brasil para Quito e o trecho de Galápagos separado. Existem 3 cias que operam saindo de Quito e de Guayaquil, sendo que o voo que sai de Quito é mais caro e todos param em Guayaquil antes de seguir para Galápagos. Ouvi boatos de iam começar a operar voos diretos de Quito para Galápagos também, mas não sei quando começa.

http://www.lan.com.br

http://www.tame.com.ec

http://www.aerogal.com.ec

A passagem em alta temporada custa 415 USD e em baixa cerca de 360USD, de Quito. De Guayaquil sai mais barato. (preços aproximados de 2014)

 

Procedimentos aeroporto para quem vai a Galápagos:

Você vai ter que fazer 3 coisas no aeroporto antes de embarcar para Galápagos: pagar a taxa da Ingala, que custa U$10,00, inspecionar toda a bagagem e fazer o check in. As filas para pagar a taxa no posto da Ingala são bem grandes, então chegue bem cedo no aeroporto, duas horas antes do voo. Tanto faz a ordem: pagar a taxa ou inspecionar a bagagem, vá primeiro no que tiver menos fila, mas você só vai conseguir fazer o check in depois dessas duas coisas porque a bagagem tem que estar com o lacre.

Quando pagar a taxa vai receber um cartão que deve ser guardado até o final de sua viagem para Galápagos porque vão te pedir ele pra sair de lá.

 

Chegando em Galápagos:

Já na chegada mais um desfalque para seu bolso. Tem que pagar uma taxa de U$50,00 para entrar, que é a taxa de preservação. Esse valor é para latino americanos, o resto do mundo paga U$100,00 e os equatorianos pagam bem menos que nós.

O pouso é na ilha de Baltra, que fica ao lado da ilha Santa Cruz. Passa pela imigração pega as bagagens, e saindo do aeroporto já tem ônibus esperando pra te levar até o canal onde você vai pegar a balsa para cruzar o canal entre a ilha de Baltra e a de Santa Cruz. (bus leva 7 minutos até o canal + uns 15 minutos de balsa, entre “despachar” bagagem, embarcar e pegar bagagem). O bus do aeroporto até o canal onde se pega a balsa é de graça. A balsa custa $1 para atravessar. Saindo da balsa você tem que pegar um outro bus, que custa U$2,00 que vai te levar para Puerto Ayora, a vila onde estão os hotéis, restaurantes, agencias... Esse trajeto demora mais de uma hora para chegar na cidade. Tem a opção de ir de taxi, valor 18 dólares para ir da balsa até Puerto Ayora.

 

Importante: lembre que para voltar ao aeroporto você terá que fazer o mesmo trajeto, então saia com antecedência para não perder o voo. Dá para ir de ônibus de Puerto Ayora até onde pega a balsa, porem o ultimo horário é as 08:00, custando 2 dólares. Na volta o ônibus não passa na vila, vai ter que pegar um taxi que custa U$0,50 até o terminal rodoviário e de lá pegar o ônibus. O terminal é perto da vila, acho que nem 10 minutos de taxi. Porem sugiro se informar BEM sobre o horário do ônibus, porque perguntei pra umas 10 pessoas e cada uma me disse um horário diferente. No terminal me disseram que o ultimo era as 08:00 mas as duas vezes que peguei ele saiu 08:15. A outra opção é a mesma da vinda: taxi por U$18,00 até a balsa. Depois mais U$1,00 para pagar a balsa e depois o ônibus até o aeroporto que é de graça. Não se preocupe que sempre vai ter ônibus esperando quando chegar a balsa. Tanto de um lado como de outro.

 

 

HOSPEDAGEM

 

Galápagos:

Em Puerto Ayora

existem zilhoes de opções, eu fiquei em um lugar na chegada e outro na ultima noite:

Hostal Elisabeth U$15,00 single com banho quente - Av. Charles Darwin. Estando no porto, vá umas 2 ou 3 quadras na direção do Centro de Pesquisa Charles Darwin

hotel Lirio del Mar: U$15,00 quarto single banho frio. - Av Bolivar Naveda ou Isla Plaza between Tomas de Berlanga and v Charles Darwin

Achei o quarto e o tamanho do banheiro do Lirio del mar melhor e maior que o da Elisabeth que por sua vez tinha banho quente pelo mesmo preço. No resto os dois são muito parecidos: limpos, bem localizados, ótimo atendimento e sem café da manha...

 

Em Isabela:

Não recomendo o lugar que fiquei. Apesar do quarto ser grande e bem localizado a limpeza era péssima e a dona mau humorada. Ficamos no Hostal Los Flamincos, fuja dele. Pagamos U$15,00 por pessoa (eu + uma brasileira que conheci lá). Queríamos ficar na Casa Rosada mas estava lotada. Segue endereço:

Iguana (Casa Rosada) Av. Antonio Gil., Puerto Villamil – Isabela u$20,00 com café. É bem no final da praia, o lugar é lindo e apesar de ser no final não é longe porque tudo lá é perto! E eles fazem Happy hour todos os dias. Tem quartos privados tambem.

Hostal Loja - Av. 16 de Marzo y los Cactus, Isla Isabela U$23,00 c/ café

 

San Cristobal

Não fiquei hospedada na ilha, mas segue opção que achei em algum relato (desculpa, não lembro o relato de quem para creditar) quando pesquisava:

Posada Turística Terito U$15,00 quarto impecavelmente limpo e arrumado, banheiro privado limpíssimo com um chuveiro delicioso!!

Gosen Guest House Avenida Alsacio Northia, Carlos Mora U$20,00 sem café

 

Guayaquil:

Não fiquei hospedada mas segue opçao que achei em algum relato (desculpa, não lembro o relato de quem para creditar) quando pesquisava:

hostel Manso Boutique – Malecon 1406 y Aguirre, muito bom o lugar e a localização. –recomendado 2x U$14,00 sem café

Dreamkapture Hostal - Alborada Doceava Etapa, Calle Juan Sixto Bernal; MZ 02, Villa 21 U$10,00 c/ café e piscina

Hotel Andes Inn Calle Lorenze de Guaraycoa 1233 y Calle Ballen Centro US$ 12,00 a diária com impostos, habitação single com banheiro. Hotel simples

Thefunkymonkeyhostel -Cdla. Vernaza Norte, Mz 5 V11 U$10,25 sem cafe

 

Cuenca:

fiz Couchsurfing mas pesquisei algumas opções, só não posso dar minha opinião porque não fiquei nesses lugares:

hostal Majestic, em quarto individual com banheiro por US$ 10

Hostal Fenix, fica atrás da rodoviária seguindo um pouco para a direita, atravessando a rua. Foi a melhor hospedagem da viagem, o problema é que fica afastado do centro

Hostal Turista Del Mundo (Calle Larga 5-79) fica bem pertinho do centro e foi uma ótima hospedagem. U$10,00 single shared bath

Hostal La Escalinata (Calle Larga # 5-83 y Hermano Miguel, [email protected]) é bem econômico, paguei 4 Dólares (mais custa 6 Dólares) com café da manhã, Internet Wi Fi, banheiro coletivo) se quiser com banheiro no quarto o valor é 10 Dólares.

La Cigale: 8 dolares p/p quarto compartilhado e 10 dolares p/p quarto matrimonial, com cafe da manha excelente

Posada del Rio, que é um hostel/pousada muito bom. Sem duvidas foi o melhor lugar que fiquei na minha viagem de 25 dias. A dona é muito gente boa, o lugar é muito charmoso e a localização é ótima

hostel El Cafecito. Resolvi seguir até lá de taxi (U$2) e o lugar é mesmo super bacana. Fiquei em um quarto vazio com 3 camas e banheiro privado, sem chuveiro, por U$7,84 sem café da manhã

Mallki Hostel: Calle Aurelio Aguilar 1-31 y Av. Solano U$8,00 6 bed ensuite c/ café (pegar com bano no quarto porque só tem um chuveiro pros shared

Alternative Hostels - Av. Huayna Capac y Casique Duma Esq., U$11,00 single shared bath good atmosphere

 

Riobamba

Fiquei no Los Shyris, paguei U$10,00. Quarto bem grande, limpo, com TV e chuveiro bem quente, mas tão quente que nem consegui tomar banho e levei vários queimoes, hehehe!! Só peça por um quarto nos fundos porque fica numa avenida bem movimentada e tem bastante reclamação de barulho. No quarto que fiquei não ouvi nada.

hostel Los Shyris: Rocafuerte & 10 de Agosto

Outras opçoes:

Oasis Hostel: Veloz 15-32 y Almagro - U$15,00 single ( um casal de alemães que conheci estavam la e gostaram.)

Hostel La Estación, muito bem localizado, com o dono muito atencioso, por US 24

 

Banos

Sem sobra de duvidas fique no Plantas Y Bianco. Paguei U$10,00 por um quarto duplo (ou U$8,00 coletivo). Limpo, organizado, computador com internet gratuita, wifi gratuita, guarda volume de valor declarado gratuito e todos muito simpáticos, fora o terraço onde voce pode tomar café da manha pago à parte que é lindo demais com uma vista incrível da cidade. Super recomendo.

Plantas y Blanco - Luis A. Martínez and 12 de Noviembre

Na noite que cheguei fiquei no Hostel Erupcion (U$12,00 quarto coletivo com café), mas não recomendo, tanto que troquei pelo Plantas e Bianco na hora que acordei. Não era muito limpo e o chuveiro era frio e com pouca agua.

Outras opçoes pesquisadas:

Hostal los Andes (Oriente y Eloy Alfaro, http://www.losandeshostal.com) que custou 6 Dólares um quarto dividido com banheiro, TV, Internet Wi Fi

Hostal San Sebastian localizado ao lado na rua lateral da Igreja, um prédio verde e a entrada é ao lado de uma lojinha de artigos femininos. O dono do hostal se chama Javier, ele e sua esposa cuidam de tudo, sao receptivos e bem educados. Fui viajar com minha amiga, pagamos US$15,00 para as duas em um quarto com banheiro privado, água quente, tv a cabo. Vale a pena fica localizado bem no centro, perto das baladas e é bem limpinho.

Hostal Chimenea - Luis A. Martinez y, Rafael Vieira, Baños, Ecuador 180250 - Quarto espaçoso, com banheiro, sacada e internet free

Hostal El Oro (Calle Ambato y Juan Leon Mera) que é afiliado da rede HI, O preço é $6, e o café da manhã não é incluso e custa $2. Negociamos por $7 com café. Os quartos eram muito bons e bem limpos. Paguei 7 dólares por um quarto privativo com banheiro.

 

Latacunga

Eu fiquei no Tiana por U$10 com café da manhã e café/chá à vontade o tempo todo, super bem localizado, todo arrumadinho, limpinho, decoradinho, com cozinha, espaço comum para os hóspedes, vários banheiros (com água quente) e um terraço com vista para o Cotopaxi que eu não vi porque as nuvens não deixaram.

Outras opçoes:

Hostal Amazonas, não tenho o endereço mas é só pedir ao motorista do taxi para te deixar la. 5 USD sem café, vc pode tomar café no Hostal Tiana e pagar 2,50

Hotel Rosim Address Quito 16-49 Latacunga – U$15,00

Hotel Central – Sanches de Orellana Y Padre Salecedo - U$10,00 private sem café

 

Quito:

O melhor lugar para ficar é no bairro Mariscal, sem dúvidas.

Fiquei hospedada no Galapagos Natural Life - Joaquin Pinto E8-64 y Av. 6 de Diciembre EC170104 Quito U$10,00 c/ café. Achei o hostel legal, mas nada espetacular, pra mim faltou uma área de integração maior para os hospedes. Não era muito animado. É de uma família que mora lá, eles são bem solícitos ( o homem +/-). Mas eu não ficaria lá novamente, tem muitas outras opções, inclusive ao lado e na frente. A localizaçao é ótima, perfeita, mas a limpeza deixou a desejar e depende do seu quarto pode ser bem barulhento, afinal voce estará a uma quadra da Plaza Foch, onde tudo acontece.

Outras opçoes:

Hotel Yumbo Imperial - Guayaquil N2-49 y Sucre U$12,00 sem café

Hostal Backpackers inn – U$7,25 ou U$8,35 4 camas ensuite - Juan Rodriguez 245, y Reina Victoria, Sector La Mariscal Quito, Equador (barato mas não muito bom)

Hostal El Taxo, em Mariscal. Peguei um quarto individual novinho e limpinho com banheiro por US$ 10

Hostel Mitad del Mundo: como ia ficar só uma noite na chegada, peguei um quarto individual com banheiro fuleiro por US$ 7,85. O hostel era muito simples mas bem no meio do agito de Mariscal, muito bem localizado.

Hostal Centro Del Mundo (Lizardo Garcia E7-26, esquina com Reina Victoria). Só havia quartos coletivos disponíveis, ficamos nós 5 em um quarto pagando $5,60 cada um, com café da manhã incluso, banheiro no corredor. Não gostamos muito do lugar, era meio sujo e não sentimos muita segurança

New Bask (Lizardo Garcia 537, esquina com Reina Victoria), que fica logo ao lado do Centro Del Mundo. Pagamos $7 no quarto privado com banheiro e TV e $6 no dormitório. O café da manhã não estava incluso, mas eles servem por preços baratos. Tem cozinha e uma sala de TV legal com TV a cabo, o problema é que a galera fazia a salinha de fumódromo, e como era tudo fechado era quase impossível ficar ali.

Hostel $ 12 - Secret Garden – centro - eleito melhor hostel de Quito em 2011. Recomendo.

El Cafecito Hostel. Calle Luis Cordero 1124 Y Reina Victoria. ([email protected]) É um Hostal e misto de Bar, restaurante e café. Limpo, arejado, Armários grandes onde da para guardar até mala, e muito bem localizado, fica no centro nervoso de Quito, Bares, Discotecas e etc, com disposição da até para ir andando até o Centro Histórico.

 

TRANSPORTE

 

DISTÂNCIAS

Quito – Latacunga: 100 km – 01:30

Latacunga – Riobamba: 100 Km – 01:30

Latacunga – Baños: 82 km – 01:20

Riobamba – Baños: 88 km / 01:30

Baños – Cuenca: 400 Km – 05:00

Riobamba – Cuenca: 275 km – 04:00

Cuenca – Guayaquil: 175 km – 04:00

Guayaqui – Canoa: 300 km – 05:00

Canoa – Quito: 500 km – 06 hs

Quito - Riobamba 3h30min US$ 4,00

Quito - Otavalo 1h40min US$ 2,50

Riobamba - Cuenca 5h30min US$ 6,00

Cuenca - Guayaquil 4h30min - via cajas US$ 8,00

 

HORÁRIO ONIBUS

 

Quito - Guaiaquil

09 hs U$10,00. Horários: 08:20 / 11:40 / 14:30 / 21:00 / 21:45 / 22:40 / 23:30 pela Panamericana

Dá pra conseguir voo por U$40,00.

 

Guayaquil a Cuenca:

04 horas de viagem, tem bus a cada meia hora. U$8,25. Compra a passagem no guichê 51 no 1º piso e embarca no 3º piso. Meio confuso o terminal, parece um shopping.

POR CAJAS custa U$8,25 e dura 4h, POR CAÑAR custa o mesmo preço e dura 7h, então preste atenção na hora de escolher a passagem

Obs: o aeroporto e o terminal rodoviario de Guayaquil são bem próximos um do outro. Dá pra ir de ônibus tranquilo. Saindo do aeroporto atravesse a passarela e pegue o metrovia que custa só U$0,25 e te deixa na porta do terminal 5 minutos depois.

Outras opçoes pesquisadas:

Private van (various companies on Av. Remigio Crespo in Cuenca new town and Terminal Bahia Norte next to Guayaquil bus station - $12 pp. or $80 for van and driver)

Van de Cuenca a Guayaquil, direto, pelo caminho mais curto, ninguém entra, ninguém sai antes de chegar na cidade. U$12,00 / 04 hs

 

Cuenca – Alausi - Riobamba

06:00 hs US$ 6,00

fui de Cuenca p/ Alausi, fiz Nariz del Diablo e segui p/ Riobamba depois do passeio de trem. De Cuenca para Alausi muitas opçoes de horarios, pois todos os onibus que vao para Quito ou Riobamba param em Alausi, sendo que o 1º sai as 03:20 e o último meia noite, entao não precisa se preocupar!Tem ônibus de Alausi para Riobamba a cada 30 minutos também.

 

Riobamba – Banos

U$2,00 e demora 2 horas porque o caminho mais rápido está fechado devido a ultima erupção do vulcão. Para pegar o ônibus tem que ir no terminal oriental (não no terminal normal), quem opera é a cia Sangay

 

Banos – Latacunga

Pode pegar qualquer onibus que vai para Quito, todos eles param em Latacunga, tem onibus de 30 em 30 minutos, por várias cias. Não anotei o valor, mas deve ser U$2,00

 

Latacunga – Quito:

A viagem dura cerca de três horas e custa 2,50 USD, tem ônibus agora que sai do terminal rodoviário.

 

LANCHAS EM GALÁPAGOS:

É possível ir a ilha de San Cristobal e Isabela com ferries diários e a Floreana ( ferry 1 vez ao mês ou barcos particulares).

Santa Cruz – Isabela: si 07:00 chega 10:00 ou sai 14:00 chega 17:00

Isabela – Santa Cruz: sai 06:00 chega 09:30 ou sai 15:00 chega 18:30

Santa Cruz – São Cristobal: sai 07:00 chega 10:30

São Cristobal – Santa Cruz: sai 07:00 chega 10:30

U$30,00 por trajeto

 

Outra opção é fazer o trajeto de aviao, pelo que vi custa U$120,00 por trecho. Pra quem tem problema de enjoo é uma opçao. Eu acho que vale a pena se for fazer as 3 ilhas principais, sai de Santa Cruz para Isabela de lancha, depois para ir de Isabela para San Cristobal eu pegaria o aviao. Porque nao existe transporte direto entre as duas ilhas entao tem que voltar de Isabela para Santa Cruz e de lá pegar outra lancha para San Cristobal, perde um dia inteiro e vai gastar U$60,00. Por U$60,00 a mais ganha MUITO tempo e ainda tem a vista que deve ser maravilhosa!

 

Para entrar na ilha de Isabela tem uma taxa de US5,00

Compartilhar este post


Link para o post
Compartilhar em outros sites

Valeu Perio, devagar e sempre, as coisas estao meio corridas por aqui mas vou atualizando essa semana e nao te preocupa que eu sempre termino os relatos hehehehe!!!

Déia

Compartilhar este post


Link para o post
Compartilhar em outros sites

A VIAGEM MAIS TENSA DA MINHA VIDA

Foi um começo de viagem beeeem conturbado. Pra começar só não perdi o único ônibus que sai de madrugada da minha cidade para o aeroporto de POA porque o motorista teve que ir no banheiro. Foi por pouco. Depois a Avianca conseguiu atrasar o voo em 14 horas e todos os passageiros tiveram suas conexões remarcadas.

 

Em vez de chegar em Quito a uma da tarde eu cheguei as duas da madrugada, sendo que eu tinha que pegar o voo para Galápagos de Guayaquil as 08:30. A única cia aérea que estava com o guichê aberto naquela hora da madrugada era a Tame, que por sinal era a mesma cia que eu tinha comprado a passagem para Galápagos. Fui conversar com o atendente para tentar trocar a saída do voo em vez de Guayaquil para Quito, mas ele me disse que não tinha mais lugar no voo nem para aquele dia nem para os dois seguintes. DESESPERO... Saí de lá pensando o que eu iria fazer. Olhei o painel de embarque e vi que o nº do voo era exatamente o mesmo que o meu voo de Guayaquil p/ Galápagos! Voltei lá e disse pra ele olhar se tinha lugar só para o trecho de Quito para Guayaquil. Sim, tinha mas a passagem custava U$140,00 e eu teria que descer do avião em Guayaquil e fazer o check in, despachar bagagem tudo novamente, o que não seria possível porque eu perderia o voo em Guayaquil para Galápagos. Para unificar as passagens, a que eu compraria naquela hora com a que eu já tinha, teria que pagar cerca de U$500,00 a mais, sem chances.

 

Mais uma volta pelo aeroporto, pensando, pensando, pensando e decidi comprar a passagem separada de Quito para Guayaquil e arriscar para tentar não perder o outro voo. Passagem comprada, já era quase 5 horas da manha e o voo saia as 06:30 e eu tinha que fazer os procedimentos para os passageiros que vão para Galápagos (pagar a taxa e inspecionar a bagagem). Fila gigante, fui para o final dela e de um em um fui pedindo para passar na frente porque senão perderia o voo. Faltava fazer o check in. Quando cheguei lá tive uma luz e me fiz de louca, entreguei as duas passagens para ela tentar despachar a bagagem até Galápagos e eu não precisar descer do avião, assim não perderia o voo. Só que o sistema não estava aceitando de jeito nenhum, porque eram trechos separados e ela não conseguia fazer. Pedi se não poderia embarcar com toda bagagem como de mão (mochila de 60 litros + mochila de ataque). Ela olhou, ligou pra supervisora, ouvi dizer que até que eu não tinha muita bagagem e lá vai eu, para a sala de embarque com toda minha bagagem! Quando o avião chegou em Guayaquil eu não desci do avião, (que fazia apenas uma escala em Guayaquil para pegar os passageiros que estavam lá e seguir para Galápagos) então antes de fecharem as portas entra uma pessoa me procurando para ver se eu estava no voo aí eu disse na maior cara de pau: sim, minha passagem está aqui, e entreguei o bilhete. Tudo certo!!!! Partiu Galápagos, uhuuuu!!!!

 

 

FINALMENTE GALÁPAGOS

 

SANTA CRUZ - Puerto Ayora

Cheguei no aeroporto por volta de 09:30 e como eu não tinha que esperar pela bagagem na esteira fui a primeira a sair da sala de embarque, não sem antes pagar a taxa de U$50,00 e passar toda bagagem pelo raio x, pois não é permitido entrar com produtos animais ou vegetais para não contaminar o ecossistema que é único no mundo. O ônibus que leva até o canal já estava lá, só esperar chegar o povo e seguir viagem no esquema que comentei no 1º post. Chegando em Puerto Ayora fui dar uma volta para procurar um hotel barato. Andei pela rua principal por algumas quadras e acabei voltando e me hospedei no Lirio del Mar. Só larguei a mochila, coloquei o biquíni, aluguei um snorkel na loja bem embaixo do hotel por U$3,00 para a tarde inteira, passei no mercado para comprar algo para comer e beber e segui para Tortuga Bay. Apesar do nome, não vi nenhuma tartaruga, só iguanas!

 

São uns 40 minutos de caminhada até lá, para achar o caminho pergunte para qualquer um que vão te dizer, é muito fácil chegar lá. Você vai até o final de uma rua, sobe umas escadas e lá está o posto de registro, tem que se registrar para entrar e assinar na saída. Dali em diante é só seguir a trilha que é um caminho só, não tem como errar. Na 1ª parte da praia o mar é mais agitado e com ondas e dizem que tem correnteza, eu não entrei. Vá até o final dessa praia à direita e siga o caminho pela areia entre os arbustos e vai chegar na outra parte, uma baía com aguas calmas e tranquilas onde dizem que é excelente para fazer snorkel. Nesse dia a água estava meio turva, não estava boa a visibilidade. Tem um pessoal que aluga caiaque e equipamento de snorkel, mas é mais barato alugar na cidade e levar. Tem que levar agua e comida também porque lá não tem nada, só a praia, que por sinal é linda! Não esqueça o protetor solar.

 

Fiquei na praia até umas 15:30 e decidi voltar para a cidade e visitar o Charles Darwin Research Station, que é o centro de reprodução e pesquisa sobre as tartarugas terrestres. Pra chegar lá muito fácil, é o caminho oposto da Tortuga Bay. Volte para cidade até a rua principal e siga até o final. Do centrinho até lá dá uns 20 minutos de caminhada. A entrada é gratuita, porem se vai ver tartarugas gigantes em outro lugar não achei que tenha muita graça, porque ela ficam num cercado, tipo um zoológico.

 

Terminei tudo e já eram quase 18:00 hs, e tinha que decidir o que faria no restante dos dias. Devolvi o equipamento de snorkel, tomei aquele banho e fui bater perna nas agencias pesquisar preços, pois eu queria muito fazer um cruzeiro se conseguisse os de ultima hora com um mega desconto. Até tinha, só que alem do cruzeiro o meu plano era ficar 3 dias em Isabela e a data que saía esse cruzeiro não batia pra eu ficar os 3 dias em Isabela. Todas as agencias que eu fui me ofereceram exatamente o mesmo cruzeiro, que sairia em 2 dias de Puerto Ayora. Quase desistindo fui na ultima tentativa e bingo! Eles tinham um cruzeiro saindo no dia seguinte que iria para as ilhas do sul, incluindo Espanhola que eu queria muito conhecer. O preço é caro, mas eu já sabia e estava disposta a pagar até esse valor. Esse cruzeiro era de 5 dias e custou U$800,00 com todas alimentações e guia incluso. Equipamento de snorkel tinha que alugar separado, mas chorei e consegui que ele me emprestasse. Fechei com ele que no ultimo dia eu desembarcaria antes e pegaria a lancha para Isabela, já que neste dia era só pra visitar o Charles Darwin que eu já conhecia e assim eu ganhava tempo.

Tudo resolvido, foi comer a pizza e cama, afinal já estava há duas noites sem dormir.

 

CRUZEIRO

 

Os cruzeiros em Galápagos não são aqueles que estamos acostumados a ver, com navios enormes com tudo dentro. As embarcações são pequenas, acho que no máximo para 50 pessoas e sem muitas frescuras. No meu caso, o barco era o menor que tinha em Galápagos, hehehe! Era um veleiro com capacidade para 8 pessoas + tripulação. Mas eu não consigo nem sequer imaginar 8 passageiros naquele barco, porque ele era realmente muito pequeno. Estava só eu e mais duas estudantes americanas no cruzeiro, então foi bem tranquilo. Por isso se optar por fazer um, peça para ver as fotos do barco, pergunte detalhes, encha bem o saco mesmo, porque depois que embarcar não tem volta. Eu acho que seria bem estressante se o barco estivesse cheio. Eu até vi as fotos antes porem decidi ir porque era o único disponível que atendia minhas necessidades e pelo fato de estarmos só em 3 pessoas.

 

Nosso cruzeiro era pelas ilhas do sul de Galápagos: North Seymour, Plaza Sour, South Seymour, Santa Fe, San Cristobal, Española e terminando em Santa Cruz. A saída era da ilha de Baltra, onde fica o aeroporto e de onde saem a maioria dos cruzeiros, porque o povo já chega do aeroporto e vai direto para o cruzeiro. Diria que 80% faz isso. Como eu já estava em Puerto Ayora, tive que ir até o aeroporto e esperar pelo guia e pelas duas americanas que chegavam no voo lá. O dia amanheceu chovendo, porem duas horas depois quando cheguei no aeroporto já tinha sol. Meio dia estávamos embarcando e almoçamos no barco enquanto ele seguia para a 1ª ilha, North Seymour onde apenas fizemos uma caminhada de uma hora para conhecer os animais e a vegetação. Muitas aves nessa ilha de várias espécies, leões marinhos e iguanas. Embarcamos novamente e seguimos para Plaza Sour onde conhecemos a parte terrestre da ilha e fizemos snorkel.

 

Eu não vou ficar dizendo o quanto tudo é lindo, incrível, maravilhoso, sensacional, demais, etc... porque senão vou só falar isso o relato inteiro de Galápagos. Mas a quantidade inacreditável de animais, a distancia que eles ficam das pessoas, as coisas que acontecem, a paisagem maravilhosa é algo pra não esquecer jamais. Sabe quando passa aqueles documentários na TV e tu pensa: “nossa, o cara ficou horas com a câmera ligada pra pegar essa cena.” Lá o tempo inteiro vai estar vendo algo: briga de iguanas, de leões marinhos, disputas territoriais, animais namorando... pois é, não tem palavras pra descrever tudo!

 

Enfim, enquanto nosso barco seguia para a ilha de Santa Fé onde dormiríamos, tomamos banho e jantamos. Alias, a comida do barco era uma atração a parte. O cozinheiro era sensacional, fazia um prato melhor que o outro. Comida de cruzeiro de luxo! Baita sorte tivemos! Nessa noite tive um pouco de dificuldade de dormir, não pelo balanço, mas porque acordei para fazer xixi várias vezes... não sei o motivo, se era pelo barulho da agua, ansiedade da viagem, não sei.

 

Passamos esse dia quase inteiro em Santa Fé. Lindo demais o lugar, de manha fizemos uma caminhada na ilha e snorkel. Almoçamos e mais um snorkel em outro local, e 1º contato com os leões marinhos. Eu disse que não ia ficar dizendo tudo aquilo, mas essa foi a experiência mais incrível que eu já tive na vida com animais! Não tem explicação o que é fazer snorkel com os leões, eles são simplesmente demais! Parecem que estão se exibindo pra ti, ficam brincando, rodeando, “dançando balé”!!!! eu só saí da agua quando já estava com hipotermia. Não que a agua fosse fria, era quente até, mas é que ficamos tanto tempo na agua que deu muito frio! Nesse dia além da experiência incrível com os leões vimos tubarões, arraias, tartarugas, muitos cardumes de peixes e o visual terrestre também muito lindo.

 

Hora de voltar pro barco porque tínhamos um longo percurso até San Cristobal, nossa próxima parada. Nesse dia o mar estava muito agitado na navegação, foi bem ruim essa parte. Eu precisava de um banho e foi muito complicado tomar banho com o barco pulando que nem um touro naquelas ondas. Mas deu certo, devagar e sempre! Chegamos em San Cristobal já de noite, e morrendo de fome porque não tinha como cozinhar naquelas condições. Mas o nosso cozinheiro era ninja e em meia hora ele fez uma janta deliciosa para nós! Nesse dia a única que não passou mal fui eu, as duas americanas enjoaram valendo no caminho.

 

Terceiro dia de cruzeiro dedicado à ilha de San Cristobal. Depois de um café da manha delicioso, hora de pular na agua para mais um snorkel, dessa vez em um dos lugares mais famosos de Galápagos: Leon Dormido. Quando descemos do barco e entramos no bote menor para nos aproximar da pedra já apareceu um golfinhos dando seus pulos na frente do barco. Foi só colocar a mascara na agua e dois leões marinhos vieram dar um oi rapidinho dessa vez e já se foram. Enquanto dávamos a volta na pedra apareceu de tudo: tubarão, arraia, tartaruga, peixes, peixes, peixes, muitos peixes, cardumes imensos de peixinhos, corais... O lugar é sensacional mesmo. Lá a profundidade chega a 70 metros e a visibilidade em um dia ruim é de 10 metros, em um dia excelente 20 metros (snorkel). Pegamos um dia “ruim” e vimos de tudo, imagina com tempo perfeito! Pra mim já foi perfeito! Voltamos para o veleiro, descanso, aquele almoço e já estávamos em outro ponto da ilha, num lugar chamado Isla Lobos.

De tarde caminhamos na ilha, onde a quantidade de animais era absurda e vimos os piqueiros de patas azuis pela 1ª vez. Depois mais um snorkel com direito a muitos leões marinhos brincalhões novamente! Não dá vontade de ir embora, sério mesmo! Quero um leão marinho pra mim!

 

Voltamos para o barco e nesse dia passamos a noite ali mesmo, não sem antes assistir a um por do sol daqueles! As 04:00 da matina o barco zarpou rumo à Espanola enquanto as anjinhas dormiam um sono dos justos. Acordamos, tomamos café e primeira caminhada do dia em Gardner Bay, uma praia de areia branquinha cheia de ninhos de tartarugas marinhas, iguanas e pássaros. Caminhamos pela ilha e depois ultimo snorkel do cruzeiro ao redor de uma pedra que fica a alguns metros da praia. Fui sozinha e fiquei o tempo que quis enquanto os demais esperavam na praia e perdiam mais um snorkel maravilhoso! Dei duas voltas na pedra e chamei o barco pequeno pra me pegar pois já estava cansada. Voltamos para o barco e fomos até Punta Suarez, onde fica a paisagem mais bonita que eu vi em Galápagos. O lugar é incrível mesmo, a vista que se tem nessa ilha é maravilhosa! Além da vista como de praxe muitos animais entre eles o Albatroz, que não tem nas outras ilhas!

 

Hora de partir, nesse dia navegamos 6 horas de Espanola até Puerto Ayora, mas não foi nada cansativo, além de mais um por do sol fomos acompanhados de um céu com um bilhão de estrelas! Chegamos em Puerto Ayora bem tarde, jantamos e fomos dar uma volta na vila para as gurias conhecerem. Eu fui junto só pra esticar as pernas e caminhar, mas nem 11 horas já estava dormindo.

No dia seguinte eu teria que acordar as 6 porque minha lancha para Isabela era as 07:00. Alias, uma observação importante: o ultimo dia de todos os cruzeiros não dá pra contar. Todos eles te desembarcam em Puerto Ayora, visita o Charles Darwin Station e te levam pro aeroporto porque todos os voos saem até meio dia de Galápagos. Então se for comprar um cruzeiro de 4 dias, pode considerar dois dias e meio, porque no 1º já vai embarcar perto de meio dia e no ultimo desembarca cedo e já vai embora.

 

ISABELA

Mas eu graças a Deus ainda tinha alguns dias no paraíso, saí do barco e já entrei na lancha pra ir pra Isabela. Na lancha conheci a Maria, uma brasileira muito gente boa, já nos demos bem logo de cara e chegando lá ela já era minha amiga de infância. As lanchas chegam em Isabela depois de uma viagem torturante, se eu achei que o veleiro tinha pulado nas ondas aquele dia, o que dizer dessa viagem? Mas enfim chegamos sãs e salvas, eu não passei mal mas muitos passaram, então dramin na veia pra quem tem problemas com barcos. Para chegar no porto tem que pegar um aquataxi, que em Isabela custa U$1,00, só pra te levar da lancha até o cais, nem cinco minutos. Desembarca, inspeciona a bagagem porque não pode levar nada de uma ilha para outra, paga uma taxa de U$5,00 e liberdade! Pegamos um taxi para ir até o centro, que fica meio longe do porto, pelo menos pra ir caminhando com a mochila. Não lembro quanto custou, mas era baratinho, acho que deu U$1,00 cada uma. Tanto eu como ela queríamos ficar na Casa Rosada, mas estava lotada, e as outras opções que tínhamos ou não tinha vaga ou o preço estava mais alto do que o pesquisado. Achamos um hotel fuleiro que nos cobrou U$15,00 por noite cada uma e era isso. Deu pra sobreviver.

 

Já era umas 11 da manha e eu queria fazer o passeio das Tintoneras ainda nesse dia, então fomos procurar uma agencia e já fechamos Tintoneras par esse dia e o Vulcão Sierra Negra para o dia seguinte que era o único que eu teria inteiro na ilha. Saímos para o passeio (U$40,00) as 15:00 hs do porto. Antes de desembarcar, pudemos ver os pinguins de Galápagos e vários pássaros sobre as rochas. O passeio começa com uma trilha por lava vulcânica e segue até um canal de aguas cristalinas onde normalmente estão tubarões. Nesse dia eles estavam de folga então quem apareceu para dar show foram as tartarugas marinhas. Assistimos a um verdadeiro espetáculo e de camarote ainda! Duas tartarugas fazendo amor na maior tranquilidade, aquele relax e chega um outro macho enxerido querendo pegar o lugar do que estava lá se divertindo. Ele investia no casal e ficava dando mordidas no macho que estava lá se divertindo pra tentar tomar o lugar. Depois chegou mais um macho, mas o que estava lá era persistente e não cedeu o lugar! Ainda pudemos ver uma iguana marinha macho com seu harém de cerca de 30 fêmeas sobre uma rocha. E dois machos brigando por território. Em seguida voltamos ao barco para fazer o snorkel com as tartarugas, porem a visibilidade da agua estava péssima. Até conseguimos ver umas 4 tartarugas mas muito rapidamente, porque não dava pra ver muito longe... uma pena. Mas a parte terrestre compensou, e como!

 

Voltamos para a vila e no caminho o capitão nos disse que a visibilidade de toda a ilha estava comprometido devido a uma maré que entrou, e que não tinha previsão de melhora pra os próximos 3 dias. Logo, o meu ultimo passeio programado foi cancelado, não fiz Los Tuneles, que dizem ser fantástico também. Mas as agencias estavam vendendo os passeios normalmente, então se informe sobre a visibilidade com os barqueiros antes de comprar os passeios. Ainda deu tempo de passar no centro de criação de tartarugas de lá, fomos mais pelo caminho do que pelo destino final. Jantamos na rua principal, tomamos umas caipirinhas (sim, tem lá!) e cama.

 

Tomamos o nosso café da manha no hotel da agencia que reservamos os passeios, eu juro que perdi o papel com a anotação do nome da agencia e do hotel... foi mal. O passeio para o vulcão saia do hotel mesmo Esse passeio é pra quem gosta de caminhar. São 16 km para conhecer dois vulcões. Sierra negra com sua gigante cratera e Chico, que parecia que estávamos em marte. Saímos de Puerto Villamil as 07:30h, percorremos cerca de 40 min em uma caminhonete até o início da trilha para o Vulcão Sierra Negra. São 16 km de caminhada (ida e volta) com o objetivo de avistar o segundo maior vulcão ativo do mundo (sua boca tem 10km de diâmetro e sua última erupção foi em 2005). Esse percurso também inclui uma caminhada até o Vulcao Chico, que na verdade não tem formato de vulcão, parece ser derivado do Sierra Negra. De lá, pode se avistar a parte norte da Ilha Isabela, além da Ilha Fernandina. O valor foi de 50 dólares voltamos por volta de 15hrs. Infelizmente o tempo não ajudou. Se em Puerto Villamil tinha aquele sol, na medida que íamos subindo para chegar no inicio da trilha as nuvens tomaram conta. Não conseguimos ver o vulcão Sierra Negra, mas mesmo assim valeu a caminhada. O percurso é bem tranquilo, com poucas subidas. Voltamos para a vila e não tivemos dúvidas do que fazer: praia!!!! Ficamos tomando mojitos na praia até escurecer e ver mais um por do sol. Janta e cama.

 

Ultimo dia em Isabela. Já que não rolou de fazer Los Tuneles, alugamos uma bicicleta e fomos fazer Muro de Las Lagrimas. O aluguel custa U$2,00 por hora e demoramos 3 horas para fazer tudo bem devagar e com calma, parando nos vários pontos pelo caminho. Me surpreendi com esse passeio, foi muito bom, bem legal mesmo. Pelo caminho vimos várias tartarugas gigantes no seu ambiente natural. A ida é um pouco puxada, mas nada que indo devagar não se consiga fazer. Eu nunca ando de bicicleta e fiz. A volta tranquila (só descida, hehehe). Pelo caminho existem mirantes onde se avistam lagunas, lagoas, praias fantásticas e os vários ambientes da ilha. Próximo ao muro, que foi construído pelos prisioneiros da antiga colônia, a título de trabalhos forçados, é um dos locais de soltura das tartarugas nascidas no centro de criação da ilha. Levamos só agua, não tem necessidade de levar lanche se for de bicicleta.

O local vale a pena pela força da história. É possível ir a pé, mas é recomendável o aluguel de uma bicicleta. O muro das lágrimas está no fim da trilha, porem o melhor são as diversas paradas que se fazem no caminho.

 

Chegamos cedo, e a lancha para voltar para Puerto Ayora saia só as 15:00 entao... praia! Almoçamos uns mojitos e agua de coco com rum na praia e as 2 voltei pro hotel tomar um banho e pegar minhas coisas. Hora de me despedir de Isabela... Cheguei no porto bem tonta, porque ficamos bebendo sem comer nada, pensa a situação, hehehe! E o que acontece quando a pessoa bebe? Dá uma mijadeira daquelas né. E eu naquela lancha pulando no mar por 3 horas e aquela ilha de Santa Cruz que não aparecia nunca, e quando ela apareceu onde que tá aquele maldito porto, e porque que essa lancha não chega, vou me jogar no mar e fazer xixi e voltar nadando pra Puerto Ayora, me dá um dauqeles saquinhos de vomitar que vou fazer xixi dentro... que sofrimento. Quando a lancha diminuiu a velocidade pra entrar na baia do porto corri pro banheiro. Que alivio!!!

 

Chegamos já era 6 da tarde, não dava tempo de fazer mais nada. Larguei a mochila no Hotel Elisabeth e fui procurar algo pra comer na Calle los Kioskos. Uma refeiçao com arroz, feijao, salada e dois pedaços enormes de carne por U$6,00. Comi que nem uma porca e fui dormir. No dia seguinte foi só acordar, tomar um banho e segui para o aeroporto com dor no coração. O que me consolava é que a viagem ia continuar. Tinha muita coisa pra acontecer ainda!

 

 

ALGUNS PREÇOS DOS DAYS TOURS (dez/2014) :

Floreana: U$75,00

Isabela: 80,00 (faz o caminho do muro de las lagrimas e snorkel na Concha E Perla)

Bartolome: U$165,00

Pinzon: 110

Santa Fé: 80,00

Tour de Bahia: de U$35,00 a U$45,00

 

 

INFORMAÇOES IMPORTANTES

•São 63 ilhas no total, das quais apenas 4 são habitadas: Santa Cruz, Isabela, San Cristobal e Floreana.

•Para comer, Calle los Kioskos é a opção mais barata. São diversos restaurantes com mesas na rua onde se come muito bem com porçoes bem servidas por U$5,00. Na rua principal estão os restaurantes mais sofisticados e mais caros tambem, porem comi uma pizza lá bem boa por U$3,00.

•Agua não é potável, não beba água da torneira. Inclusive ao escovar os dentes vai sentir ela meio salobra. Eu escovei os dentes todos os dias com água da torneira e não tive nenhum problema. Gringaiada toda escovava os dentes com agua mineral, mas realmente não precisa.

•Óculos de sol, chapéu e protetor solar, indispensáveis.

•Não compre nada antes de chegar lá. Eu fui em alta temporada e tinha hotel, lugar nos passeios, e até o cruzeiro de ultima hora eu consegui com 30% de desconto. Deixe para fazer tudo lá e negocie sempre.

•Para los tuneles só existe saída pela manhã, enquanto para las tintoneras existem 6 horários de saída (eu peguei o das 15:00, que se não me engano era um dos últimos É possível sim fazer os dois no mesmo dia, algumas pessoas fazem los tuneles e pegam o barco das 15h para a Isla Santa Cruz (o guia inclusive pergunta se há alguém que precisa estar às 15h de volta), Além do mais, você já vai estar no porto, que é de onde saem os dois passeios, combinar com a agência para encontrá-los por lá mesmo!

 

 

O QUE FAZER E COMO FAZER EM GALAPAGOS:

(roubei essa parte de algum relato, não lembro de quem... mas tá muito bem descrito)

A opção mais comum e a mais cara é você já sair com um cruzeiro marcado. Inclusive o mais frustrante quando você está pesquisando sobre Galápagos na internet é que parece que a única opção que existe é você fazer um cruzeiro. Não é verdade. Os cruzeiros geralmente duram entre 4 e 10 dias. E é claro que o preço varia de acordo com a qualidade das acomodações. A grande vantagem dessa opção é que você não se preocupa com absolutamente nada durante toda a viagem. Todas as refeições, passeios, e acomodações estão inclusos. A outra grande vantagem é que o barco vai de uma ilha a outra durante a noite enquanto você dorme. Não se perde tempo algum se locomovendo entre as ilhas e pode-se aproveitar o dia inteiro apreciando a natureza.

 

Pelo o que eu vi quando estava em Puerto Ayora existem “day trips” para as ilhas de: Floreana, Bartolome, Rabida, North Seymore, Santa Fé, e Plazas. Fazendo assim, diremos que você gastará $20 por dia para o hotel (se quiser um hotel com ar condicionado e água quente põe ai $50), mais $20 para comida, e mais o preco do day-trip em si (entre $80 – $160) dependendo de qual ilha você quer ir. A vantagem dessa opção é que sai a mais ou menos a metade do preço diário da opção anterior. A desvantagem é que você pode demorar ate 3 horas para ir e 3 horas para voltar de cada ilha, perde-se a metade do dia apenas para se deslocar entre uma ilha e outra e também você não vai poder conhecer as ilhas mais distantes.

 

A terceira opção e a mais barata é você ir lá e só ficar nas 3 ilhas que são habitadas: Santa Cruz, São Cristobal, e Isabela. Nessa opcao, você so vai gastar $40 para comida e hotel por dia e vai pagar $30 pelo barco quando for se deslocar de uma ilha para outra. Entre Puerto Ayora e San Cristobal, e entre Puerto Ayora e Isabella são 3 horas de barco. A grande desvantagem desse método é que você vai deixar de presenciar algum dos locais mais bonitos do arquipélago e não vai ver toda a biodiversidade de Galápagos.

 

A melhor opção (a mais barata) é você marcar o seu hotel e ou cruzeiro com os agentes turísticos que ficam tentando pescar turistas no aeroporto. Já que eles não tem agência (não pagam aluguel) e so aceitam cash (sonegação fiscal!) eles fazem um preço bem mais em conta especialmente para cruzeiros de ultima hora.

 

 

O QUE PRECISO SABER PARA FAZER UM CRUZEIRO EM GALAPAGOS:

 

Pegar um cruzeiro,que pode ser de 4, 5 ou 8 dias. Os preços variam conforme a categoria do barco e nível de conforto. Pra economizar mais ainda, pra quem tiver tempo, pode-se tentar comprar tours de ultimo minuto, se sobrar lugar no barco. Os preços as vezes saem 30 a 40% mais barato. É um pouco arriscado, na alta temporada (jun/set e dez/mar),mas não impossível. O ideal na escolha do cruzeiro é ver em quais ilhas eles passam e qual vc prefere.

1. SOUTHERN ISLANDS (San Cristobal, Santa Fe, Plazas, Española, Floreana) – recommended for diversity of wildlife, especially Española which is the only place to see the waved-Albatross, and evidence of the human history of the islands.

2. NORTHERN ISLANDS (Santiago, Bartolome, Rabida, North Seymour, Genovesa) – recommended for volcanic landscapes such as the classic pinnacle rock of Bartolome and the vast lava fields on Santiago. Wildlife is also interesting such as the red-footed booby colony on Genovesa and penguins at Bartolome.

3. WESTERN ISLANDS (Isabela, Fernandina) – Fernandina and the western side of Isabela are the youngest and most volcanically-active islands, they offer a great combination of interesting wildlife (such as the flightless cormorant, Galapagos penguin, and possible whale spotting) as well as breath-taking volcanic landscapes.

 

O cruzeiro, na verdade não tem nada de cruzeiro, pois são iates ou barcos pequenos, param nas ilhas por tempo determinado. Mas as ilhas são pequenas e praticamente vulcânicas e quase sem vegetação. As caminhadas nelas são feitas pra se aproveitar bem o tempo e ver o que há de interessante, que são os animais. Como são áreas de proteção, vc tbem não pode sair das trilhas demarcadas para não perturbar a vida selvagem ou por acidente pisar em um ninho de pássaro. Os dois tipos de passeios foram proveitosos. O cruzeiro pq eu pude ir para as ilhas distantes e o barco para em alguns pontos para mergulho e snorkel e o tempo é bem menos corrido, do que se fosse por um passeio diário. Queira ou não as distancias entre as ilhas lá é grande e mesmo o barco de passeio pode levar 3 horas pra chegar ao destino. Com exceção de vc pegar o ferry ir para uma ilha habitada e ficar lá.

 

A escolha do barco é muito importante para quem tem problemas de enjoo. Quanto menor o barco mais vai balançar. E balança mesmo. Então esse é um ponto importante para verificar, porque ninguem quer ficar passando mal e perder o cruzeiro.

 

Links para pesquisa de valores (não compre, deixe pra comprar tudo lá)

http://www.happygringo.com/ecuador-trav ... index.html.

http://galapagosoptions.com/

http://www.galapagosislands.com/galapagos-islands-boat.html

 

 

MERGULHOS

(todo esse trecho tambem peguei de relatos de outras pessoas)

O mergulho em Gordons Rock é perfeito para quem quer mergulhar com tubarão martelo, pois lá dizem que sempre tem e quando fui tinham vários!!! O lugar é relativamente perigoso por causa da correnteza que é um pouco forte, mas é só se segurar nas pedras que dá tudo certo ..rs. E quando tem correnteza é a hora que os tubarões mais aparecem. Em floreana vimos muitos leões marinhos, umas tartarugas, pequenos tubarões de ponta branca, mas as pessoas que fizeram snokell lá viram as mesmas coisas. Não achei tão legal, mas pode ter sido o dia ... U$165,00 por mergulho (2014)

 

Mergulhar em Galápagos é sinônimo de mergulhar em águas frias. Portanto, deve-se usar roupa semi-seca ou pelo menos de 7mm. Chegamos a mergulhar em águas de 18ºC.

Ilhas Wolf e Darwin.

Certamente esses 3 dias foram o grande motivo de nossa viagem a Galápagos. As ilhas são santuários de vida submarina. Posso escrever aqui mil páginas e mesmo assim não conseguiria descrever a emoção que foi mergulhar nessas ilhas, especialmente Darwin.

Antes de prosseguir, tivemos uma ótima surpresa com relação a temperatura da água, que foi bem menos fria do que pensávamos que seria. Nessas ilhas, a temperatura da água oscilava entre 24 e 25 graus celsius (enquanto em San Cristóbal, e Isabela, a temperatura média foi de 19ºC - um gelo). A roupa de neoprene de 7mm que levamos foi mais do que suficiente.

É importante reforçar que o mergulho em Wolf e Darwin só é indicado para quem tem certificação Avançada, tendo em vista que o mergulho é feito em correnteza. Mas, não é nada de super difícil. Apenas alguns cuidados básicos devem ser tomados para não ser levado pela correnteza. Utilizar luvas é essencial para conseguir se segurar nas pedras sem arrancar a mão fora.

mergulhar nas ilhas Darwin e Wolf é o maior desejo de 10 entre 10 mergulhadores. Estas ilhas são consideradas um dos melhores lugares do mundo para se mergulhar.

 

liveabord DEEPBLUE. Excelente. É um Iate com capacidade para 16 mergulhadores, divididos em 8 cabines. As cabines são suítes, com banheiro, TV, ar condicionado. Um luxo só. Se você quiser, volta do passeio gordo, pois a comida é farta. Nunca mais tinha comido tanto camarão. Nas saídas dos mergulhos, tinham toalhas à disposição e sempre tinha algo quente para beber na saída do mar frio. Os 10 tripulantes são excelentes, super atenciosos.

 

 

 

UM DIA EM TRÂNSITO

 

Na hora de escolher o voo para ir embora de Galápagos optei pelo ultimo horário do dia, 12:30 pensando em aproveitar o máximo de tempo lá, porem no final não compensou porque na vila de Puerto Ayora mesmo não tem praia e nem nada muito próximo para fazer a não ser o Charles Darwin, juntando ao fato do ultimo ônibus (U$2,00) ser as 08:00 hs e a outra opção ser pagar U$18,00 por um taxi, mofei no aeroporto esperando a hora do vôo e não fiz nada de útil nesse dia. A idéia era chegar em Guayaquil, deixar a mochila no locker da rodoviária e fazer um mini day tour, porem chegaria em Cuenca só depois da meia noite e como fiz couchsurfing não achei de bom tom chegar tão tarde na casa da minha anfitriã logo na 1ª noite. Então cheguei em Guayaquil e segui do aeroporto para o terminal de bus mesmo, que custou só U$0,25. Um taxi não vai custar mais que U$2,00 porque os dois são bem próximos um do outro.

 

O terminal de Guayaquil é enorme, mais parece um shopping, com muitas lojas, praça de alimentação... As dicas de bus estão no 1º post. Achei meio confuso o negócio, e como queria embarcar logo para Cuenca fui logo procurar onde compra a passagem, depois desci na praça de alimentação para comprar um lanche e corri para pegar o ônibus. Dizem que o caminho é muito bonito, eu não posso dizer muita coisa porque dormi no começo da viagem e quando acordei já era de noite. Cheguei em Cuenca por volta de 21:30 e fiquei esperando a Kari, minha anfitriã, que ficou de me buscar no terminal. Muito querida e gentil ela! Nem jantei esse dia de tão cansada que estava, só tomei um banho e fui dormir.

 

CUENCA

 

Acordei cedo porque queria visitar Ingapirca nesse dia, e saí junto com a Kari que tinha que trabalhar. Pegamos um ônibus (U$0,25) para ir até o centro e de lá eu teria que pegar outro para ir até o terminal, porem como saímos atrasadas tive que fazer o segundo trajeto de taxi (U$2,00). Para ir de Cuenca a Ingapirca não há muitas opções de horários, deve-se tomar o ônibus da empresa Cañar que sai da rodoviária às 08:50 ou 12:20 e deixa diretamente na entrada das ruínas. Nos finais de semana só existe o primeiro horário. Apesar de serem só 80Km de distância de Cuenca até as ruínas, a viagem demora quase 02:30 horas, porque o ônibus para muito durante o caminho. A visita dura cerca de 45 minutos, de modo que quando terminou já estava quase no horário do ônibus da volta. Para a volta as duas opções de horários são 13:00 e 15:45 (finais de semana só 13:00).

 

A entrada custa U$6,00 e dá direito a um guia, pode escolher inglês ou espanhol. As visitas saem a cada 30 minutos, então deu tempo de comprar o ingresso e ainda fazer um lanche antes de começar o tour. Tem duas barraquinhas que vendem lanches e porcarias, eu comi um sanduiche terrível de queijo com um pão seco, mas como não tinha tomado café da manha era o que tinha para o momento. Aconselho levar algum lanche. Ingapirca é um dos únicos sítios incas no Equador e com certeza o mais famoso e bem conservado. O lugar em si é muito bonito, no alto das montanhas, e em conjunto com as ruínas forma uma bela paisagem. Não vão para lá esperando algo como Machu Picchu porque vão se decepcionar, mas achei que vale a pena. Estava muito na dúvida se faria ou não esse passeio quando estava planejando a viagem e não me arrependo de ter ido. Dizem que lá é muito frio, e que venta muito. Eu dei sorte, o dia estava ensolarado e sem vento, então não foi tão frio. Nem usei a toca e a luva que levei e estava só de segunda pele e um casaco.

 

Voltei para Cuenca e tinha combinado de encontrar a Kari as 16:30 na frente do trabalho dela que era bem no centro, e aproveitar para conhecer o centro histórico de lá, que é tombado pela Unesco como Patrimônio da Humanidade. Obviamente que não daria tempo de ver muita coisa e muito menos de entrar em nenhum dos museus e igrejas, então decidimos pegar aqueles ônibus turísticos de dois andares pelo menos para eu ter uma idéia e passar pelos principais pontos históricos da cidade. No dia seguinte era véspera de natal e eu ia para Cajas e no outro dia já iria embora logo cedo, então essa era a única oportunidade.

 

Pegamos o tal do ônibus as 17:00, e o trajeto leva cerca de 02:15 para ser percorrido, sendo que a única parada que fizemos nesse horário foi no Mirador Turi. Em outros horários ele pára nos museus também, porem nesse horário já estavam fechados. Achei bem bom até, mas ainda prefiro o velho método de bater pernas para conhecer. Esse ônibus é sistema Hop On – Hop Off, então pode descer e pegar o próximo e seguir viagem. Nós não tínhamos tempo porque a Kari tinha marcado uma janta com as amigas dela as 19:30, foi a maior correria para conseguir chegar a tempo.

 

Horários do Ônibus:

De Segunda a Sábado: 09:00 / 10:00 / 11:00 / 12:00 / e depois das 14:00 até as 19:00 de hora em hora

Domingo: das 09:00 as 15:00 de hora em hora

Saída do Parque Calderon

Preço: U$5,00 para adultos e U$2,50 crianças.

Trajeto: Simon Bolivar (Iglesia San Sebastian) / Coronel Tálbot (museo Arte Moderno) / Av 3 de Noviembre (Plaza otorongo) / Calle Larga (Mercado 10 de Agosto) / Museo del Sombrero (1ª parada) / Ministerio de Cultura – Banco Central (2ª parada) / Las Herrerías (Casa Chaguarchimbana) / Solca – Hospital Regional / Av 12 de Abril (El Barranco – Puente Roto) / Parque de la Madre (3ª parada) / Av Fray Vicente Solano (Monumentos) / Mirador de Turi (parada de 15 minutos) / Mall del Rio (parada) / Av 1º de Mayo / Av Loja (Arco de Yanuncay) / San Roque (Puente del Vado) / Calle Condamine / Calle Larga / Calle Luis Cordero / Parque Calderón

 

Enfim, recomendo o ônibus para quem não tiver tempo. Eu queria muito ter ido no museo do Banco Central e na Fábrica de Sombreros, infelizmente não deu. Também acho valido porque o ônibus vai até o Mirador Turi, de onde se tem uma vista linda da cidade, e um taxi para o mirador vai custar uns U$8,00. Então vale a pena pegar o bus, dar a volta completa e depois fazer com calma os principais pontos. Achei Cuenca uma cidade muito bonita, bem limpa, organizada, tem 4 rios que cortam a cidade e eles fizeram toda uma estrutura de lazer nas margens para a população aproveitar o lugar.

 

De noite tinha a janta na casa da Kari, elas pediram pizza e ficamos conversando sobre as diferenças (e semelhanças) de nossos países, foi bem legal essa troca de experiências e informações! Isso é o que eu considero o mais valioso do couchsurfing, a gente realmente convive e conhece os lugares que visitamos!

 

Meu último dia em Cuenca, era 24 de dezembro e a coitada da Kari tinha que trabalhar ainda nesse dia. Nem sei o que é isso porque sempre tenho férias no natal, mas deve ser horrível ter que trabalhar na véspera de natal e ano novo... Enfim, eu não tinha que trabalhar, meu compromisso do dia era conhecer o Parque Nacional Cajas. Vida dura essa de turista! Pra variar a Kari se atrasou e mais uma vez tive que pegar um taxi para o terminal para chegar a tempo de pegar o bus para Cajas.

 

A Cooperativa Transporte Occidental tem ônibus para o parque do terminal às 08:30, 10:20 e 14:00. A viagem leva uma hora e o parque abre às 8:00. Existem na verdade muitas outras opções do horário, pois os ônibus para Guayaquil que passam nessa rodoviária também param na entrada do parque e passam com maior freqüência. Passagem U$1,50 ida + U$1,50 volta. Outra opção é ir até a Feria Libre no terminal Occidental que tem um ônibus que sai as 07:00. Passamos por esse lugar na ida pra Cajas e achei meio sinistro, parece com as ruas da Bolívia com pessoas vendendo até a mãe só que achei meio inseguro. Se for pegar o ônibus ali tome cuidado. A entrada do parque é gratuita.

 

Localizado nas montanhas a cerca de 01:30 de bus do centro de Cuenca, o Parque Nacional é de extrema importância tanto para a conservação de fauna e flora. Se destaca por apresentar mais de 300 lagoas e diversas opções de trilhas que variam de 3 horas até 3 dias de caminhadas dentro do parque. A vegetação é o páramo andino - gramíneas - e bosques de polylepsis, muito linda e encontrada apenas em altitudes mais elevadas e de climas frios. A altitude do parque vai dos 3.600m ate os 4.500m. Como todo parque nacional, a entrada é gratuita e conta com um centro de informações aos turistas.

 

Para quem gosta de caminhadas vale a pena fazer esse passeio pois é um lugar muito bonito mas leve roupa de frio mesmo que o clima de Cuenca esteja um pouco quente. Chegando na entrada do parque já é possível ver a Laguna Toreadora, que é uma das maiores e mais bonitas. Ali tem que fazer o registro e escolher qual das trilhas fazer. Conheci um casal e fizemos a trilha juntos, pois eu queria fazer uma que fosse no máximo de 5 horas porque tinha que voltar para Cuenca e me encontrar com a Kari pois iriamos passar o natal com a família dela. Como eles optaram pela mesma trilha fomos juntos! Só que nos perdemos da trilha que queríamos fazer... existem umas 6 opções e cada uma delas é demarcada por uma cor. Logo no começo, não tínhamos feito nem uma hora de caminhada e não conseguimos mais localizar os pontos marcados com a cor da nossa trilha, então acabamos fazendo outra. Queríamos fazer a azule fizemos a rosa! A trilha é toda sinalizada, mas deve-se manter atenção pois em alguns lugares a marcação é fraca o que pode confundir. A cada 10 a 15 minutos haverá uma marcação sinalizando a trilha. Há também placas com informações sobre altitude, espécies de plantas, etc., mas em muitos locais estão danificada.

 

Mesmo não fazendo a trilha escolhida foi um passeio muito agradável. Apesar da altitude, o caminho não é difícil, tem algumas subidas mas são bem curtas. E a paisagem é linda, são várias lagoas, rios, animais que encontramos no caminho. O termino das trilhas não é no mesmo lugar do começo. A nossa terminou na estrada, acho que todas devem ser assim. Para voltar para Cuenca é só pedir pra parar qualquer ônibus que passar por lá descendo que com certeza vai pra Cuenca!

 

O único local onde pode comprar alguma coisa para comer ou beber é na entrada do refugio no inicio das trilhas, então levar lanche e agua. Uma garrafa pequena é suficiente porque existem várias fontes de agua para abastecer ao longo do caminho, e a agua é muito boa! Levar casaco, touca, luva e protetor solar também. O parque fica numa altitude bem maior que Cuenca e lá pode fazer muito frio, então vá preparado.

 

De volta pra a cidade me encontrei com a Kari na saída do trabalho, fomos para casa dela, nos arrumamos e antes de irmos para a casa dos pais dela, ela ainda me levou dar uma volta de carro pelo centro da cidade que estava todo enfeitado para o natal. Muito lindo! A ceia foi muito agradável, toda família dela me recebeu super bem, e apesar do cansaço que eu estava valeu a pena mais essa experiência. Fui sugada de todas as maneiras com perguntas de todos os assuntos possíveis sobre o Brasil, e demos muitas risadas! Depois foi só chegar em casa bem alimentada pela primeira vez desde Galápagos e dormir, porque no dia seguinte acordaria cedo para pegar o ônibus para Alausi e tentar ver se a sorte estava do meu lado para conseguir um lugar no trem Nariz Del Diablo. A Kari me recebeu tão bem e fez tanto por mim que só tenho que agradecer a mais uma experiência maravilhosa, pena que não consegui ninguém do couch nas outras cidades. Ela ainda acordou cedo e me levou pro terminal! Antes de sair peguei dois pedaços de pizza que tinha sobrado e levei para tomar de café da manha porque fiquei com medo de estar tudo fechado por ser natal (como já aconteceu em outros países) mas estava tudo funcionando normalmente no terminal.

 

ALAUSI E NARIZ DEL DIABLO

 

Há três horários para o recorrido do trem Nariz del Diablo, às, 8h, 11h e 15h. É recomendável chegar uns 15 minutos antes, pois há necessidade de validar seu bilhete antes do embarque.

U$25,00

Percurso: Alausí - Sibambe – Alausí

Distância: 12km

Tempo: 2h 30 (ida e volta)

A viagem nos dois sentidos leva cerca de 40 minutos, mas há uma hora parada em Sibambe

 

Peguei o ônibus das 09:00 em Cuenca e cheguei em Alausi as 12:00 . Quando desci do ônibus mais um casal de alemães desceu junto e fomos até a estação do trem para ver se ainda tinha lugar no trem das 15:00 hs. Adivinha? Trem lotado, com todos os lugares já reservados e pior, todas as reservas já estavam pagas. Mas eu sou brasileira e não desisto nunca, e alemão acho que é pior que brasileiro, afinal deu 7x1 pra eles, hehehe!!! Deixamos as mochilas lá na estação (eles guardaram pra nós sem cobrar nada) e decidimos ir almoçar pois todos estavam com fome. Achamos um restaurante na rua principal com menu do dia por U$3,50 que servia sopa de quinoa, prato principal, sobremesa e suco, e a comida era muito boa. Não lembro o nome, mas fica na metade do caminho entre a estação de trem e o lugar onde pega o ônibus pra Riobamba lado direito de quem vai pra pegar o ônibus. Demos mais uma mini volta pela cidade, que é bem pequena e voltamos para a estação chorar para ver se era mesmo impossível um lugar. Sem chance, só para o dia seguinte. Mas, já que estávamos lá e falta apenas uma hora pro trem sair, porque não esperar pra ver o que dá? E não é que 4 pessoas não apareceram e conseguimos comprar nossas passagens e fazer o trem? Presente der natal esse!

 

O trem turístico é bem confortável e permite uma visão ampla da paisagem, que é bem marcante e formada por precipícios, vegetação, rios e montanhas andinas. O guia fornece informações bem detalhadas sobre cada um dos pontos de interesse da viagem, bem como sobre a história de construção da ferrovia.

 

O dia estava bem nublado, achei que não seria muito legal para ver a paisagem, porque enquanto esperávamos estava passando um vídeo com a viagem num dia lindo de sol e tal, mas sim, valeu a pena. Não é A PAISAGEM, a mais linda que eu vi na vida mas achei muito bonito sim. E a parte onde o trem faz as tal das manobras que os engenheiros criaram é bem interessante também. O trem vai até Simbabe, onde se pode ver a montanha Nariz del Diablo e entender melhor a dificuldade em se construir uma ferrovia naquelas condições. Lá eles tem um pequeno museu com visita guiada que explica bem direitinho sobre a construção da ferrovia e tudo que aconteceu durante, incluindo muitas mortes. A passagem ainda dá direito a um lanchinho bem gostoso e tanto na chegada como na saída fica um grupo apresentando danças típicas (que eu achei bem fraquinho...). é um passeio caro para os padrões do Equador, mas quando vou ter oportunidade de voltar lá? Valeu a pena sim! Ah, e para os desavisados, não pode mais viajar no teto do trem de jeito nenhum.

 

De volta para Alausi, pegamos nossas mochilas e seguimos para pegar o próximo ônibus para Riobamba. Cheguei em Riobamba as nove e pouco da noite, fui a pé do terminal até o hotel, uns 15 minutos de caminhada. Só entrei no quarto, larguei a mochila e desci pra recepção para ligar nas agencias e tentar conseguir fazer o Chimborazo no dia seguinte. E não é que na 1ª agencia eles atenderam o telefone mesmo sendo quase 10 da noite? E mais sorte ainda que a agencia ficava umas tres quadras do hotel. Fui lá, fiquei mais de uma hora conversando com o cara, testei as bicicletas e fechei o passeio para o dia seguinte. Jantei um sorvete, tentei tomar banho naquela agua fervendo e dormi que nem uma pedra.

 

RIOBAMBA

 

Tive uma passagem relâmpago por Riobamba, da cidade mesmo não conheci nada, porque nesse dia acordei, fui tomar um café da manha no único lugar que estava aberto as 07:30, era próximo do hotel mas não lembro o nome, fica na rua principal. Voltei pro hotel, peguei a mochila e fui pra agencia aguardar o carro que iria levar a gente para o Chimborazo. A agencia busca os clientes nos hotéis, mas como o meu era bem pertinho eu disse que iria até lá. Eles guardaram a minha mochila porque na volta do tour eu iria direto para Baños. As 08:15 o carro chegou já com os outros dois que iriam fazer o passeio comigo, um casal da Noruega. Paramos na padaria para buscar os lanches que já tínhamos encomendado previamente. Na saída da cidade o tempo estava fechado e chuvoso, porem conforme avançamos o tempo fui abrindo para nossa alegria! Antes de subir para o vulcão ainda paramos numa vila para comprar rapadura ou açúcar mascavo, não entendi bem o que era, que segundo eles é bom para a altitude.

 

Fizemos o tour de um dia mais longo disponível na agencia, porque quando cheguei os noruegueses já tinham fechado esse então tive que aderir! O passeio durou 7 horas no total, sendo que 4 horas foram de downhill. O preço normal é de U$65,00 mas se chorar consegue desconto! Paguei U$50,00!! Começamos subindo de 4x4 por um caminho onde pudemos avistar o vulcão e diversas paisagens lindas até o 1º refugio. Lá estacionamos a caminhonete e subimos a pé até o segundo refugio, que fica a 5070 m de altitude. Eu não estava aclimatada, só tinha feito a caminhada no Cajas em Cuenca mas mesmo assim não achei muito difícil a subida, Fui devagar e parando diversas vezes para tentar encontrar oxigênio naquelas alturas, quando achava fazia um estoque nos pulmões e ia de novo! Acho que levei uns 40 minutos pra subir bem devagar. Quando chegamos o tempo estava totalmente fechado, conforme subimos as nuvens resolveram nos dar uma trégua e saíram da frente do vulcão! Chimborazo seu lindo! Fiquei esperando os outros chegarem e admirando a paisagem, na volta resolvi descer correndo, o caminho é de terra e com bastante pedrinhas soltas e não deu outra, obvio que cai o maior tombão e desci uma parte rolando, hahahaha!!! Por sorte não me machuquei, mas fica a dica: vão devagar!

 

Chegando no estacionamento tomamos um chá de coca num dos bares que tem lá, fizemos xixi, colocamos todos os equipamentos de segurança fornecidos pela agencia (luvas, cotoveleiras, joelheiras e capacete) e iniciamos o downhill. A 1ª parte é no asfalto e logo entramos por estradas secundarias, de terra, de grama, de rochas, de tudo quanto é tipo. Essa agencia faz um caminho alternativo e passa por lugares que as outras não vao nesse roteiro maior deles. Nosso motorista ia nos acompanhando e dando todas as dicas necessárias, cada um de nós tinha um rádio para se comunicar caso necessário.

Foram várias paradas por lugares lindos, valeu muito a pena fazer esse tour de 7 horas. Tem duas subidas nesse caminho, e eu pedi pra colocar a bicicleta na 4x4 nas duas e ele prontamente atendeu!

O motorista / guia parou todas as vezes que pedimos para bater fotos, sempre atencioso e respondendo todas as perguntas, preocupado com a saúde e os efeitos da altitude, sempre de bom humor. Recomendo demais essa agencia, eles foram muito profissionais em todos os momentos, desde as explicações super detalhadas antes de fechar o tour até o final. Quando chegamos na cidade passamos na agencia pegar minha mochila e eles ainda me levaram até o terminal para pegar o bus! As bicicletas então são de primeira, muito boas mesmo. Segue contato:

 

Probici

http://www.probici.com

e-mail: [email protected]

Endereço: 1ª Constituyente 23-51 ou 23-40 e Larrea (na quadra da frente do parque Sucre)

Fone: (593-3) 2951759 ou 2941880

 

Peguei o ultimo bus para Baños que sai as 19:30 e duas horas depois estava no terminal. Fui a pé procurar o hostel que eu tinha o endereço, Erupcion, que não recomendo. No 1º post expliquei porque. Tomei um banho gelado e fui dormir porque estava mega cansada do dia cheio que tive.

 

 

BAÑOS

 

Acordei cedo decidida a procurar outro hostel. Tomei o café da manha que estava incluso na diária e fui procurar o Piantas e Bianco. Era bem pertinho, como tudo em Baños, chegando lá consegui lugar por sorte num quarto para duas pessoas e ela foi me mostrar o lugar. Lindo, limpo, organizado, com um terraço maravilhoso com vista para a cidade e para as montanhas, no meu caso para as nuvens que cobriam as montanhas! Recomendo demais esse hostel! Depois de me acomodar decidi mesmo com chuva alugar a bicicleta pra fazer a ruta de las Cascadas. O aluguel fica em U$5,00 eles te dão um mapa mas o caminho não tem erro, é bem fácil. Antes de ir comprei uma capa de chuva dessas bem vagabundas pra proteger a mochila e a câmera. O percurso é basicamente descida, alguns pontos tem que pedalar mas nada muito absurdo até pra mim que não ando nunca de bicicleta. Tá bom, tá bom, fiz o downhill ontem e hoje aluguei bike de novo, mas pode ter certeza que até as próximas férias não vou andar de bike, hehehe!! Pode ir tranquilo! No caminho existem diversos pontos de parada onde pode fazer tirolesa ou andar nas tarabitas. Não sei quanto custa porque não fiz nenhum desses. Apenas parei nesses pontos para admirar a paisagem e as cachoeiras. A única que desci da bicicleta foi a Paillon del Diablo. Deixa a bicicleta em algum estacionamento, não esquece de colocar a corrente que a agencia fornece, e desce por uma trilha de uns 30 minutos. Tem que pagar U$1,50 para entrar. Tem dois caminhos pra fazer, na “bilheteria” vai 1º à direita onde você pega um caminho que tem que passar agachado embaixo das pedras pra chegar atrás da cachoeira. Depois volta na bilheteira pra ir até a ponte pênsil onde se atravessa pra ter a visão dela de frente. A volta é pelo mesmo caminho, só que só subida...

 

Para voltar a cidade de Baños, do estacionamento mesmo onde deixar a bike pra trilha do Paillon saem os caminhões onde voce paga U$2,50, coloca a bike em cima e vai de carona até o centro. A volta é só subida, entao pra quem não é acostumado recomendo fazer isso. Dá pra pegar esse caminhão de qualquer ponto da estrada, é só sinalizar com o braço que eles param (caso decida voltar de bike e não aguente o tranco!). Eu recomendo muito fazer esse passeio de bicicleta ou se estiver em mais pessoas alugar um buggy. Jamais pegue a Chiva. Muita gente, barulhenta, tempo corrido, paradas rápidas... acho que não vale a pena. Eu demorei 4 horas pra fazer tudo bem tranquilamente e no tempo que eu quis!

 

Devolvi a bicicleta, que tinha alugado na agencia bem na frente do hostel. Pelo que vi no geral as bicicletas de lá nem se comparam com a de Riobamba, são bem ruins. Fui comer alguma coisa e andando pelas ruas achei um restaurante de comida típica deles, com sopa, menu principal, sobremesa e suco por U$3,00. Novamente não anotei o nome nem o endereço, mas em todas as cidades que fui tem esse tipo de restaurante, eles colocam a plaquinha na frente com o que tem de comida e o preço fica entre U$2,50 e U$3,00. Vale a pena! De barriga cheia, com a chuva caindo e o cansaço da viagem batendo, voltei pro hostel e passei o resto do dia de molho na cama.

 

Na janta fui comer numa pizzaria indicada num relato de alguém daqui. Pizzaria Pappardele (Calle Ambato, perto do hotel Dusseldorf). Muito boa a pizza! Depois fui procurar o que fazer no dia seguinte e como ainda não tinha parado de chover e nada indicava que isso aconteceria fechei de fazer Cannyoning. U$25,00 por 3 horas de passeio, o que achei mais do que suficiente, porque a agua do rio é fria e eu terminei com os meus pés congelados de tanto frio, mesmo usando roupa de neopreme. Segue contato da agencia:

 

MTS

http://www.mtsadventure.com

[email protected]

Av. 16 de diciembre y Luis A Martinez

Fone: (03)2743 283 ou 0984 549 974

 

A agencia fica há uma quadra do hostel e eu achei o atendimento deles muito bom. O guia principal que foi com a gente é um dos donos da agencia e antes de sair todos testaram os equipamentos (roupa, tênis, capacete e equipamentos de rapel). Ainda praticamos em uma parede de escalada que eles tem lá antes de seguir para o rio. Estávamos em umas 15 pessoas e 4 guias, o que fazia com que a gente fosse rápido apesar do nº de pessoas, porque enquanto descíamos por uma das quedas os outros guias já preparavam a próxima. Eu nunca tinha feito cannoning, só rapel, mas não achei difícil, eu adorei a experiência e pretendo repetir só que num lugar mais quente do que Baños! No final ainda rola um CD com muitas fotos, mas se você tiver uma câmera a prova d’água leve ela e garanta as tuas fotos porque as que eles tiraram não ficaram muito boas não! Antes de voltar tem um galpão pra se secar e trocar de roupa.

 

Eu já tinha conversado no hostel para fazer o check out uma hora mais tarde, porque era até as 12:00 e voltaríamos do passeio as 12:30 e eu queria tomar um banho antes de viajar novamente porque iria pra Latacunga nesse dia. Tudo certo, cheguei do passeio, tomei aquele banho quente e necessário, deixei a mochila no locker do hostel e fui comer alguma coisa. Mas antes de ir embora de Baños, tinha mais uma coisa que eu queria fazer. Na verdade eu não queria ir embora tão cedo assim, adorei Baños e acho que mais um dia lá não ia ser nada mal, mesmo com chuva! Mas enfim, um dia a mais lá era um dia a menos em outro lugar então vamos seguir o curso.

 

Queria ir no Mirador Casa del Arbol pra andar no balanço e ver o vulcão Tungurahua. Tem um ônibus publico que sai de Baños as 14:00 hs, mas chegue meia hora antes se quiser ir sentado. Infelizmente não anotei a rua que esse ônibus sai, mas é só perguntar em qualquer lugar (não nas agencias porque elas tem tour pra lá). O ônibus custa U$1,00 pra ir e demora uns 40 minutos. Fui de pé e a experiência não foi muito boa com todas aquela curvas. Pra voltar tem ônibus sim, eu não tinha achado essa info em nenhum lugar mas tem um ônibus que sai de lá as 15:50 hs. Dá o tempo certo de ficar na fila do balanço e curtir o local rapidamente. Pra entrar tem que pagar U$1,00 e não paga nada pra andar no balanço. Eu já imaginava que o vulcão estaria escondido, mas valeu pelo balanço na casa da arvore que é bem legal!

 

De volta a cidade, peguei minha mochila no hostel e fui pro terminal pegar o ônibus pra Latacunga, que já tinha me informado no dia anterior que saia de meia em meia hora. Só que era volta de feriado no Equador, e não existe ônibus de Baños p/ Latacunga, tem que pegar o que vai pra Quito e descer em Latacunga. E quem disse que as agencias que ainda tinham lugar no ônibus queriam vender passagem só pra Latacunga? Tive que pagar até Quito e descer em Latacunga. Achei que era porque eu era turista mas vi muitos locais que tiveram que fazer isso também. Enfim, consegui um ônibus e cheguei já de noite. O onibus para na estrada mesmo, que passa dentro da cidade e não tem nada lá. Fiquei uns 10 minutos esperando e nada de aparecer taxi, até que passaram duas senhoras e perguntei se elas sabiam onde era o hostel Tiana. Não sabiam mas me indicaram o caminho do centro, entao coloca a mochila nas costas e caminha uma meia hora tentando achar o hostel, porque a burra aqui não tinha anotado o endereço. Mas enfim depois de procurar achei e mesmo sem reserva consegui vaga!

 

 

LATACUNGA

 

Bom, depois da chegada tumultuada na noite anterior, tomei o café da manha do hostel e fui a pé até o terminal, uns 15 minutos de caminhada para pegar o 1º ônibus que vai direto para Latacunga. Esse ônibus sai do terminal rodoviário as 09:30, custa U$2,00 e demora 2 horas para chegar até Quilotoa. A entrada custa U$2,00. Para aqueles que pretendem fazer a volta na cratera, precisa pegar o ônibus mais cedo nesse mesmo terminal que vai até Zumbahua e dali contratar uma caminhonete ou taxi até Quilotoa, pois a volta completa demora umas 5 horas, mais o tempo para subir e descer. Para voltar fazer o mesmo trajeto, caminhonete ou taxi até Zumbahua e depois ônibus até Latacunga. Dá pra dormir em Quilotoa também, tem opções tanto na vila quanto embaixo da cratera. Mas eu não fiz nada disso, somente fui até Quilotoa, desci a cratera, subimos e pegamos o ônibus as 14:30 de volta pra Latacunga.

 

Esse passeio não vale a pena fazer por agencia, definitivamente. Eles cobram U$40,00 pra fazer a mesma coisa que você pode fazer por conta e aproveitar do teu jeito, então vá sozinho, não contrate agencia que não vale a pena.

 

Estava no terminal esperando o ônibus sair e chegou um alemão que eu tinha visto no café da manha no hostel, já começamos a conversar e ele estava indo pra laguna também. Dentro do ônibus encontrei uma colombiana que tinha conhecido em Baños na fila do balanço da Casa del Arbol, e assim decidimos fazer a caminhada juntos. Já na chegada da Laguna a visão é espetacular, incrível! O lugar é lindo demais, e para aqueles mais sedentários ou que não estão a fim de fazer uma caminhada já vale a pena ir até lá só pra ter essa vista! Mas a gente foi até lá pra descer até a base da laguna, então depois de recuperar o ar que nos foi tirado com aquela visão inicial partimos pra descida, que foi relativamente fácil. O dia estava nublado, sem vento. O caminho é de terra, areia, cinzas vulcânicas, sei lá o que é aquilo, mas é um pó bem fininho e acredito que em dias com bastante vento seja necessário tapar a boca com lenço e usar óculos para proteger os olhos, pois quando alguém eventualmente escorregava subia um pó desgraçado e coitado de quem estava atrás! Boné também é interessante para proteger o cabelo de tanta poeira.

 

Descemos bem tranquilos parando várias vezes para fotos, e demoramos uns 40 minutos para chegar até o lago. Lá embaixo é possível alugar barcos / caiaques para passear na laguna e tem um pequeno bar com salgadinhos, chocolates, biscoitos, que me salvou a vida porque eu simplesmente esqueci que precisava comer e não levei nada de lanche, só agua. Ficamos um bom tempo por ali, demos uma volta, descansamos, apreciamos a paisagem e chegou o duro momento de começar a subir. Existe a opção de alugar um cavalo ou mulas para subir, por uma pífia quantia de U$10,00. Achei que valia a pena o sofrimento, subir a pé era de graça, hehehehe! Demoramos 01:15 pra subir, tinha alguns trechos que escorregava muito, entao tu dava um passo pra frente e voltava dois. Fora a altitude que insistia em não me deixar oxigênio pra respirar. Mas chegamos vivos e esgualepados até o topo, onde paramos pra recuperar o folego e bater mais algumas fotos! Fomos até a portaria esperar o ônibus para voltar a Latacunga. A estrada é muito bonita, sente no lado direito do ônibus e aprecie a vista!

 

Chegamos na cidade mortos de fome, a colombiana queria ir pra Quito nesse mesmo dia mas decidiu ficar com a gente no Tiana pra descansar. Fomos caminhando procurando algum lugar para comer e quando vimos já estávamos bem perto do hostel, então passamos lá para a colombiana fazer o check in e largar a mochila. Eu e o alemão decidimos ir numa pizzaria indicada pelo staff do Tiana, que fica na rua lateral da igreja, Buon Giorno, algo assim era o nome. Fica na Calle Maldonado no cruzamento com a rua do hostel. Só pedir indicação porque eles falavam pra todo mundo ir comer lá. Então fomos e eu pedi uma massa e o alemão uma pizza. Paguei U$8,00 pelo prato de massa, muito caro pros padrões do equador mas se ficasse mais tempo na cidade voltaria lá novamente, que massa mais gostosa! Caro, mas vale totalmente o preço. E a pizza que o alemão pegou era gigante, certamente dava para duas pessoas. E ele disse que estava muito boa também.

 

Voltamos para o hostel e a colombiana estava com problemas: cartão não funcionava e ela não tinha mais dinheiro. Ela teve que ligar pra uma amiga na Colômbia para transferir por Wester Union, só sei que até o dia seguinte quando fui embora de manha ela ainda não tinha conseguido. Então dei U$10,00 pra ela pelo menos ter dinheiro pra uma refeição e conseguir chegar de ônibus até a fronteira da Colômbia onde poderia sacar dinheiro novamente. Já fui ajudada uma vez, justamente por uma Colombiana, chegou a hora de retribuir!

 

Enfim, chegamos do restaurante, tomamos um banho pra tirar todo pó da Laguna do corpo e fomos atrás pra descobrir como poderia ir por conta até o Cotopaxi no dia seguinte. Todos nos deram a mesma resposta, que não valia a pena, porque o ônibus te deixa em um cruzamento na estrada e lá tem que contratar caminhonete + guia pra poder te levar e entrar no parque (não pode ir sem guia) e o valor ficava praticamente o mesmo do que contratar agencia. Como o tempo começou a fechar, deixei pra decidir no dia seguinte de manha. Se eu fosse, iria por conta mesmo, pegaria o ônibus que vai pra Quito e descia no cruzamento. Se o tempo não ajudasse eu iria direto pra Quito. Para ir com agencia para o Cotopaxi de Latacunga o preço é U$45,00.

 

Depois de vários cafés e muito papo fomos dormir relativamente cedo. O café da manha começa as 07:30 e nesse horário em ponto já estava com todas as coisas prontas pra ir embora, pois queria sair cedo e aproveitar o dia, ou no Cotopaxi ou em Quito. Tomei café, me despedi da colombiana e fui a pé até o terminal. Como o tempo não colaborou e todas as nuvens resolveram sair pra dar uma volta nesse dia, comprei a passagem direto pra Quito. Ainda tinha esperança de conseguir fazer esse passeio por Quito, de onde também saem excursões para o vulcão.

 

 

QUITO

 

Consegui pegar o ônibus das 08:15 e 11 e pouco cheguei no terminal sul de Quito, que estava lotado porque era véspera de ano novo e todos resolveram viajar nesse dia. O centro de informações estava fechado, e demorei uns 15 minutos pra descobrir como fazia pra ir de ônibus até Mariscal onde eu tinha reservado o hostel. Ninguém sabia me informar, até que esbarrei numa policial que me deu as dicas quentíssimas e precisas de como chegar lá. Peguei o EcoVia, um sistema de ônibus sobre trilhos de trem que andam em pistas exclusivas para eles. Já tinha lido relatos de que era perigoso e que várias pessoas tinham sido roubadas ali mas comigo foi tudo muito tranquilo. Inclusive fui conversando com os passageiros e nem vi a hora que fiquei lá dentro do ônibus passar! Sim, porque demorou uma hora pra chegar do terminal até o hostel.

 

Para quem chegar de ônibus nesse terminal sul e ficar hospedado em Mariscal tem que procurar pelo sistema Eco Via, pegar o que está escrito Playon Marin, descer nessa estação e pegar qualquer um que vá em direção a Rio Coca e descer na estação Manuela Cañizares. Atravesse a rua e já estará há duas quadras da Plaza Foch, onde ficam praticamente todas as hospedagens. No caso do hostel que eu fiquei a estação ficava bem na rua do hostel! Fácil fácil de chegar! Fiz o check in, larguei a mochila no quarto e fui a pé até o centro histórico. No caminho almocei num KFC que tinha um prato tipico de lá com arroz, feijao e frango, mas bem meia boca eu achei, mas pelo preço valia a pena. De Mariscal até o centro histórico demora uns 40 minutos a pé e é bem tranquilo de ir, não é perigoso, tem bastante movimento. Quando cheguei já dei de cara com a Catedral, que é enorme e pode ser vista de vários pontos da cidade. A Igreja é linda por fora, com vários detalhes na sua decoraçao, olhem com atençao. Não entrei na igreja, não sou fã desse tipo de turismo entao segui caminhado e avistei o cerro Panecillo com a famosa estátua da virgem e decidi ir direto pra lá e depois voltar e fazer o centro historico.

 

Peguei um taxi porque perguntei pra varias pessoas e todos me disseram isso, mas não precisa, tem onibus que sobe lá por U$0,25. O taxi me cobrou U$3,00. Vários relatos diziam que é perigos subir e descer a pé, entao resolvi não arriscar. De fato, pelo caminho vi vários policiais, mas na estrada principal onde sobem os carros, porque para ir a pé é por outro caminho. A vista lá de cima é bem bonita, já não posso dizer o mesmo da tal virgem, que achei horrorosa, hehehee!! Fiquei um tempo por lá e haviam vários taxis parados, poerguntei para vários e o preço mais barato que me falaram foi U$3,00, que eu não ia pagar de jeito nenhum, ainda mais sozinha, se tivesse alguem pra dividir acho que valeria a pena. Nisso vem se aproximando um onibus, nem perguntei pra onde ia, me atirei dentro porque sabia que ele teria que descer pela única estrada que vai justamente para o centro historico que era onde eu queria ir. Entrou mais um pessoal e descemos juntos na mesma parada proximo a uma das igrejas.

 

Continuei caminhando por lá e passei por praticamente todos os pontos mais importantes:

Com 3,2 km², é o centro histórico mais extenso e considerado o mais bem conservado da América. A região possui praças, mais de 20 igrejas, mosteiros e conventos, além de museus e edificações que exibem graciosamente as tradicionais varandas enfeitadas com vasos de flores.

Percorrendo a área, é possível observar e vivenciar um pouco do cotidiano dos moradores da capital equatoriana. A paisagem colonial, com arquitetura preservada, se mistura com a movimentação de uma cidade grande: entre homens engravatados apressados, idosas caminham lentamente com seus trajes típicos, feitos com tecidos coloridos. Quito tem cerca de 1,6 milhões de habitantes.

Por estar próximo à linha do Equador e a 2,8 mil metros acima do nível do mar, Quito costuma ter um clima variável ao longo do dia. Com manhãs e noites frias, a temperatura média na cidade é de 17°C

 

Plaza de La Independencia

É no coração da cidade, na Plaza de La Independencia – também chamada de Plaza Grande - que está localizado o Palácio de Carondelet, a sede do governo do Equador. Além de abrigar o centro do poder do país, a praça é cercada por outros três importantes órgãos: a Catedral Metropolitana, o Palácio Arcebispal e o Palácio Municipal. No centro da praça está o Monumento da Independência, construído em 1909, em homenagem ao movimento iniciado 100 anos antes. A estrutura é composta por um leão ferido - enfatizando a derrota das tropas espanholas -, um condor, ave emblemática dos países andinos, e a deusa romana Libertas, que representa a liberdade.

 

Catedral Metropolitana de Quito

No roteiro da Plaza Grande não há como não incluir a Catedral Metropolitana de Quito. Em estilo ortodoxo, ela foi construída entre 1562 e 1567 e é considerada a mais antiga da América do Sul. Com uma fusão de estilos arquitetônicos, a catedral tem arcos góticos que se misturam com decorações neoclássicas e barrocas. Além disso, é nela que está o mausoléu com os restos mortais do marechal Antonio José de Sucre, considerado herói da independência equatoriana e de outros países latino-americanos.

 

La Compania de Jesus:

A mais impressionante das quase 90 igrejas de Quito, tem 10 altares e o maior deles em ouro. Quase 1 tonelada e meia de ouro foi aplicada nos tetos, paredes e altares em sua construção. Diariamente 9:30-11 e 13-18. Calle Garcia Moreno na Calle Sucre. A única das igrejas que visitei, e achei que vale a pena tanto pelo conjunto quanto pelos dois quadros expostos lá que só por eles já vale a visita. Peça um guia, o valor já está incluido no ingresso mas eles não oferecem o serviço, tem que pedir.

 

Plaza de San Francisco

Em uma das maiores praças de Quito, está situada também a maior e uma das mais antigas igrejas da cidade: a de San Francisco. A construção, iniciada em 1535 junto ao mosteiro que leva o nome do mesmo santo, demorou 70 anos para ser finalizada. Com fachada simétrica e um pórtico todo talhado em pedra, a igreja em estilo barroco tem ainda sobre seu altar a imagem da Virgen Alada de Quito, esculpida por Bernardo de Legarda em 1734. Inspirada na Virgen de la Inmaculada Concepción, a imagem foi feita com madeira e tem 30 centímetros.

 

La Basílica del Voto Nacional

De diversos cantos da cidade é possível avistar a Basílica del Voto Nacional. Com construção majestosa em estilo gótico, inspirada na Catedral francesa de Bourges, ela é a maior do gênero na América Latina. Sem dúvida, é uma das igrejas mais belas da cidade.

Do lado de fora, as gárgulas - estruturas que servem para escoar a água das chuvas - são especialmente decoradas com figuras de animais da fauna equatoriana, como tartarugas, iguanas, tatus, pumas e golfinhos. Na parte interior, inúmeros vitrais coloridos retratam a flora do país e relembram cenas da vida de Jesus. Um dos diferenciais do local é que o visitante pode subir até o topo de uma das torres da Basílica para ver, de uma altura de 117 metros, grande parte da cidade. O valor para entrar na Basílica é de US$ 3, cerca de R$ 7.

A Basílica del Voto Nacional começou a ser construída em 1883 e foi concluída somente em 1924. O Papa João Paulo II visitou o local em 30 de janeiro de 1985 e ganhou uma estátua em sua homenagem que está instalada em frente à entrada principal da igreja

 

Iglesia de la Merced

Igreja que tem o maior sino da cidade. Tem uma vasta coleção de pinturas e esculturas. Entrada Franca, Seg-Sab 15-20.

 

Após caminhar muito por todo centro ainda voltei a pé até o hostel, quando entao fui descobri a Plaza Foch! Ali tem uma cafeteria da Juan Valdez que visitei duas vezes por dia, melhor café do mundo! E o capuccino deles entao, delicia! Jantei no restaurante mexicano El Mariachi, que fica na E4-318 y Juan Leon Mera, delicioso o restaurante! Dei mais umas voltas pelas principais ruas do bairro, apenas onde tinha bastante pessoas porque li que ali ocorrem muitos assaltos e eu estava sozinha, melhor não dar bobeira. Constatei que o negocio ali são os karaokês e musica eletrônica, o que não me agradou muito entao voltei pro hostel e cama.

 

No dia seguinte programei para visitar Mitad del Mundo, onde passa a linha do Equador. A linha pintada no monumento na verdade está no lugar errado, a linha verdadeira só pode ser localizada após a invenção do GPS, e está no museu que fica logo ao lado do monumento. Museu Inti Ñan, a 200 metros do parque, no local exato onde passa a linha. E eles provam isso de mil formas divertidas! Para ir até lá partindo do hostel me indicaram pegar o bus Shopping Condado, descer na parada desse shopping e pegar outro bus Chamado Mitad del Mundo! O trajeto todo demorou 01:15 hs, bem demorado. Para entrar no complexo Mitad del Mundo se paga U$3 e se quiser subir a torre paga mais U$3. Dentro do complexo alem da linha do Equador tem a torre de onde se avista os 4 pontos pintados no chao, tem uma maquete de Quito bem interessante, uma pequena exposiçao do Guayasanim, várias barracas de artesanato. O lugar é bem bonito e vale a visita, mas eu achei o Inti Ñam muuuuuiiiito mais legal!

 

Depois de ver tudo que eu queria no Mitad del Mundo fui comer um Subway que fica bem em frente ao complexo. De barriga cheia, fui procurar o Inti Ñam. Vire de frente para o Mitad del Mundo, caminhe para a sua direita até achar uma ruazinha de estrada de chao com uma entrada bem escrota. Siga por essa rua mesmo uns 100 metros e vai achar o museu. Não lembro quanto custa a entrada, mas vale total a pena!

Depois de visitado os dois lugares, peguei um onibus para ir até o teleferico, já que teria apenas mais essa tarde e o dia seguinte de manha para visitar Quito. Para ir da Mitad del Mundo até o teleferico pegar o bus Occidentao ou America e pedir para o motorista te deixar na parada do teleferico. Nessa parada tem um onibus gratis que te leva até a entrada do teleferico mesmo, não precisa subir a pé. Nesse onibus conheci uns brasileiros e aí já viu né, quando se juntam... Subimos juntos e assim que colocamos os pés la em cima e batemos a 1ª foto começou a chover e ventar muito, um frio muito grande. Leve touca, luva, casaco extra, tudo lá para cima. Pena que eu tinha pouco tempo e ainda começou a chover porque tem uma trilha lá em cima que se faz em umas 5 horas de caminhada, deve ser bem interessante!

 

Aproveitamos pouco lá em cima porque o tempo fechou e não dava pra ver mais nada da cidade entao bora descer, afinal ficar lá passando frio não era bem o que eu queria. Para voltar do teleferico até o hostel, bus La Comuna que passa bem na parada onde desce do onibus gratis do teleferico. Esse onibus me levaria até bem proximo da Plaza Foch se as ruas não estivessem fechadas porque era ano novo e todos estavam se preparando para a festa de noite, que na verdade já tinha começado.

 

O ano novo no Equador é comemorado de uma maneira bem interessante, eles queimam bonecos de todos os tipos, figuras e tamanhos! Fecham as ruas para fazer festa, os homens se vestem de mulher e saem pedindo dinheiro, parando os carros e bebendo muito! Nosso hostel preparou uma ceia para os hospedes e depois disso eu e mais umas argentinas fomos continuar a festa em algum lugar da Plaza Foch que estava bem animado, com direito a tocar É o Tchan em espanhol... pensa numa coisa bizarra e a galera enlouquecida. Tudo bem, depois de uma garrafa de rum vale tudo! Eu fui embora era umas 2 da manha, estava beeem cansada mas o pessoal que ficou disse que a festa terminou por volta das 3 (no lugar que a gente estava).

 

Meu ultimo dia em Quito, acordei de ressaca e perto do meio dia. Corri pra Juan Valdez tomar aquele café necessario, voltei pro hostel terminar de arrumar as coisas e partir pro aeroporto. O plano desse dia era ter ido até a Capilla del Hombre, mas a bebedeira não deixou... fazer o que. Para ir do hostel até aeroporto tambem fui de metrobus, e achei bem tranquilo. Peguei o metrobus na estaçao em frente ao hostel, desci no ponto final. Depois é só atravessar a rua e pegar um bus verde que vai até o aeroporto. Mas se for dessa maneira atençao que o trajeto todo demorou 2 horas, o aeroporto fica longe pra caramba de Quito. Mas poe longe nisso. Cheguei cedo entao tive tempo de almoçar em um centro comercial que fica na frente do aeroporto, mais um ultimo café Juan Valdez e onde comi uma das delicias do Equador: Dulce de 4 leches, se acharem esse doce comprem, comam muito, é muito bom! Depois foi só pegar o voo e partir de volta pra casa.

  • Gostei! 1

Compartilhar este post


Link para o post
Compartilhar em outros sites

Oi Pri!

Vou terminar o relato e coloco as fotos esse final de semana!

Já separei elas, só nao consigo baixar desse computador...

 

Nao fiz nenhum mergulho, mas todos os passeios saem da ilha de Santa Cruz, lá eles oferecem de tudo. Lembro que quando pesquisei li que para mergulhar nas ilhas de Darwin e Wolf só fazendo um cruzeiro de mergulho porque elas sao mujito longe, mas não sei onde fica Gordon Rocks...

Déia

Compartilhar este post


Link para o post
Compartilhar em outros sites

Participe da conversa!

Você pode ajudar esse viajante agora e se cadastrar depois. Se você tem uma conta,clique aqui para fazer o login.

Visitante
Responder

×   Você colou conteúdo com formatação.   Remover formatação

  Apenas 75 emoticons no total são permitidos.

×   Seu link foi automaticamente incorporado.   Mostrar como link

×   Seu conteúdo anterior foi restaurado.   Limpar o editor

×   Não é possível colar imagens diretamente. Carregar ou inserir imagens do URL.


  • Conteúdo Similar

    • Por Marcos A
      O nosso principal objetivo em visitar o Equador era subir o Cotopaxi. Para isso, planejamos um programa de aclimatação que é extremamente recomendado para aumentar o sucesso e diminuir as chances de ter o famoso mal de altitude. Quito foi escolhida como a nossa cidade base. Ponto de partida de todos os nossos hikings e subidas. Durante o tempo livre tentamos conhecer o que Quito tem de melhor. Dá uma olhada como foi.
      Quito
      Como chegamos
      Chegamos em Quito vindos do Canadá pela AeroMéxico. Gostamos bastante do serviço e a conexão na Cidade do México foi muito mais comoda do que se tivesse sido no Panamá. O voo de Toronto à Cidade do México e de lá até Quito tiveram duração de 4h e alguns quebrados cada um. Nada mal, não?
      Onde nos hospedamos
      Em todas as noites que passamos em Quito, ficamos hospedados no Centro Histórico. Exite uma corrente que diz para se hospedar no bairro La Mariscal. Eu entendo. Um bairro mais jovem, novo, mais vibrante durante a noite. Mas o Centro Histórico me agradou bastante. O hostel que ficamos foi o Masaya Hostel. Sem dúvida, o melhor hostel que ficamos até aqui, de longe! Limpo, organizado, repleto de serviços e conveniências e sua localização era perfeita. Pertinho das principais atrações do centro histórico e da calle La Ronda, conhecida pela sua noite agitada.
      O que fizemos
      CONHECEMOS O CENTRO HISTÓRICO DE QUITO
      Passear pelo centro histórico de Quito é uma experiência a parte. É considerado um dos mais bem preservados de toda a América Latina e de quebra é tombado pela Unesco, como o primeiro patrimônio cultural da humanidade em 1978. Quer mais?
      Os prédios históricos estão em excelente estado de preservação e o interior das igrejas é de impressionar, principalmente na Iglesia de la Compañía de Jesús e na Basílica del Voto Nacional.
      Tire um dia inteiro para conhecer tudo, é mais do que o suficiente. As principais atrações (no nosso ponto de vista), com destaque, são:
      Plaza de la Independencia: sente no banco da praça e veja a vida acontecer no centro da capital equatoriana. Palácio de Carondelet (residência oficial do presidente do Equador): se você tiver sorte, poderá ver a troca da guarda presidencial e quem sabe o próprio presidente do Equador, que costuma acompanhar a cerimônia. Catedral Metropolitana de Quito. Calle de las 7 cruces (Calle Garcia Moreno): 7 igrejas construídas umas perto das outra, elas fazem parte de uma das ruas mais charmosas de Quito. Visite uma por uma e termine o trajeto na Plaza de la Independencia. Iglesia de la Compañía de Jesús: a mais impressionante de todas as igrejas de Quito. Seu interior é totalmente folheado a ouro. Fotos não são permitidas e o acesso é pago (USD 10). Aqui também foi enterrado o corpo do presidente Gabriel García Moreno, um dos presidentes mais venerados do Equador. Plaza e Iglesia San Francisco: praça e igreja de mesmo nome, ambos valem a visita. O interior da igreja é também revestido em ouro, mas não como a Iglesia de la Compañía de Jesús. Plaza e Iglesia de Santo Domingo. Basílica del Voto Nacional: possui uma arquitetura gótica totalmente diferente das demais igrejas da cidade. Chega a lembrar a Catedral de Notre-Dame de Paris de tão imponente que é. O detalhe interessante é que você pode visitar os terraços da igreja que são acessíveis ao público. Dá pra ver a cidade de Quito de lá de cima. O único problema é conseguir subir, pois as escadas são bem estreitas e não é todo mundo que tem coragem de se arriscar por ali. USAMOS O TELEFÉRIQO
      Mesma regra vale para Bogotá. Se for a Quito, não deixe de ir ao TelefériQo. A forma mais simples de ir até a estação base do teleférico é de táxi. Do centro histórico até lá, uma corrida vai te custar no máximo 4 dólares. A viagem ida e volta custa USD 8.50 para estrangeiros.

      Entrada do teleférico de Quito.
      Além da vista incrível de Quito e dos arredores (se tiver sorte, vai poder ver quase todos os principais vulcões da redondeza), você pode lanchar ou fazer uma pequena caminhada até um dos mirantes. Entretanto, uma das coisas mais legais pra se fazer quando se usa o TelefériQo é subir até o cume do Rucu Pichincha (confere aí embaixo).
      SUBIMOS AO CUME DO VULCÃO RUCU PICHINCHA

      Se você curte uma boa caminhada com um pouco de adrenalina, sugiro fortemente você tentar subir o vulcão (inativo) Rucu Pichincha. A trilha é bem sinalizada na maior parte do tempo e o vulcão, com ponto mais alto à 4698 metros de altura, é uma das principais atividades de aclimatação se você almeja subir montanhas maiores no Equador. Foi o que fizemos e recomendamos bastante.
      Otaválo
      Otaválo vale a visita pois é uma cidade atípica. Além do mercado de artesanato, o que a maioria dos turistas vao ver, Otavalo e os seus arredores oferecem muito mais. Uma das coisas é a Laguna Cuicocha e os vulcões ao seu redor.
      Como chegamos
      Chegamos de ônibus, vindos de Quito (Terminal Carcelén). A passagem de Quito até Otavalo custou em torno de USD 2.5 por pessoa e durou 2h30 mais ou menos. A viagem foi tranquila e boa parte da estrada é duplicada.
      Onde nos hospedamos
      Ficamos no Hostel El Andariego, que ficava à algumas quadras da Plaza de los Ponchos, ponto principal da cidade de Otaválo. O hostel era simples, mas super limpo e confortável. Pagamos USD 23 por noite para um quarto privado sem café da manhã. Recomendo se você quer passar uma noite em Otaválo.
      O que fizemos
      MERCADO DE ARTESANATOS
      Principal atração da cidade de Otaválo. É considerado o maior mercado de artesanatos indígena do mundo. Funciona durante o ano todo e durante todos os dias da semana, mas se você quiser vê-lo em seu tamanho máximo, vá no sábado. Também nos sábados, acontece o mercado de animais. Não fomos nesse, só visitamos o de artesanatos mesmo e foi suficiente. 

      O que muita gente não sabe é que durante a noite o mercado continua em funcionamento só que com barracas de comidas típicas de todos os tipos. Se puder dormir um dia por lá, vale a pena visitar o mercado noturno. Foi lá que encontrei pamonha, que os equatorianos chamam de Humita.
      LAGUNA CUICOCHA
      A Laguna Cuicocha é uma destinação completa. Além das belas vistas da lagoa (que é a cratera de um vulcão inativo), você pode fazer o hiking ao seu redor em uma trilha chamada Sandero de las Orquídeas (sim, lá existem mais de 10 espécies diferentes de orquídeas, por isso o nome). São 14 km de trilha bem sinalizada que são feitos normalmente entre 4-5 horas. A trilha é linda e fica linda durante todo o percurso, principalmente pela presença dos vulcões ao redor da lagoa.

      Para acessar a Laguna Cuicocha, você tem que pegar um ônibus de Otaválo à Cotacachi e parar em Quiroga. Lá, você vai pegar um táxi rumo à lago. Tudo por menos de USD 6.
      Iliniza Norte

      Os Ilinizas, um conjunto de duas montanhas que eram antigamente um só vulcão é um ponto turístico muito conhecido pelos amantes da altitude. Não é muito comum vir conhecer uma das duas montanhas sem ter um plano maior pela frente, como por exemplo subir o Cotopaxi ou qualquer outro vulcão/montanha da redondeza. Foi o que fizemos. Subimos o Iliniza Norte, a menor das duas montanhas com 5126 metros de altura. Vale a pena! Assim como o Cotopaxi, o acesso ao Iliniza é feito normalmente com uma agência.
      Cotopaxi
      O vulcão Cotopaxi é um dos principais destinos no Equador, pois oferece de tudo. É o vulcão mais ativo do Equador com 5897 metros. Para ter acesso ao Cotopaxi, normalmente você terá que contratar os serviços de uma agência.
      Para os curiosos, você pode subir até o refúgio e tomar um chá com bolo quentinho. Pros que querem descanso, você pode se hospedar em umas das várias haciendas e ficar admirando o silêncio e a vista. Você pode andar a cavalo ou de bicicleta pelo Parque Nacional Cotopaxi com o vulcão de plano de fundo. E para os aventureiros e corajosos, você também pode tentar descer parte do vulcão de bicicleta ou subir ao cume do vulcão.

      Subir ao cume do Cotopaxi não foi fácil, mas a experiência foi incrível e posso afirmar sem nenhuma dúvida que se você for ao Equador e não conhecer o Cotopaxi, você vai se arrepender muito! Vai por mim.
      Conclusão
      Essa primeira parte da nossa visita ao Equador foi muito intensa. A cidade de Quito, além de ser nossa base durante quase 10 dias, foi também a nossa casa. Foi uma bela surpresa e gostamos bastante de cada rua e atração. Não tenho nem palavras para descrever os arredores, as coisas que fizemos a partir de Quito. A mais marcante vai ser sem dúvida, ter subido ao cume do Cotopaxi. Só de lembrar, já dá saudade...
       
      Quer ler mais sobre as nossas viagens? É só acessar o nosso site: www.feriascontadas.com
    • Por Marcos A
      Ah Galápagos! Famosa pela teoria da evolução de Charles Darwin, hoje é muito mais do que isso. Nos últimos anos, as ilhas vêm recebendo cada vez mais turistas de todo o mundo, em busca das mais variadas atrações que as ilhas oferecem: cruzeiros luxuosos, mergulhos, observação dos animais e plantas, trilhas por vulcões ativos e descanso em praias paradisíacas. Difícil de acreditar que um lugar como esse existe. Gostou do aperitivo? Então dá uma olhada no que fizemos por lá durante a nossa visita.
      Ilha de Santa Cruz
      Ficamos 3 dias em Santa Cruz e achamos o suficiente para conhecer por completo as principais atrações da ilha. Conhecemos as principais praias, demos um rolê em Puerto Ayora e conhecemos a famosa Estação Científica Charles Darwin. Planejamos também visitar um das fazendas para observar as tartarugas gigantes, mais o passeio melou aos 45 minutos do segundo tempo.
      Como chegamos
      Voo de Quito (com escala em Guayaquil) à Baltra, uma pequena ilha ao norte de Santa Cruz. Todo o trajeto foi feito com a companhia Tame. Já adianto que o preço da passagem vai te desanimar um pouco. Fizemos a estratégia de chegar por Santa Cruz (Baltra) e ir embora de Galápagos por San Cristóbal. Assim, ganhamos tempo e deu pra aproveitar mais cada ilha.
      Onde nos hospedamos
      Em Santa Cruz, nos hospedamos no Galápagos Best Hostel. O local é bem simples e bem afastado do centro de Puerto Ayora (uns 20 minutos de caminhada). Entretanto, gostamos bastante do hostel. Era limpo, água quente e os quartos privados tinham uma mini cozinha. Fizemos o café da manhã todos os dias que ficamos em Santa Cruz. Valeu a pena!
      O que fizemos
      Santa Cruz foi de longe a ilha com a melhores praias. Além disso, é a ilha mais desenvolvida do arquipélago, então, você vai encontrar mais opções de restaurantes, comercio, agências, etc.
      PUERTO AYORA
      A maior cidade de Galápagos, também a mais desenvolvida. Puerto Ayora é o ponto de partida para quem quer conhecer tudo em Galápagos. Agências de viagens estão espalhadas por várias ruas. Em uma das ruas principais, a Av. Charles Darwin, você vai encontrar inúmeras opções de restaurantes, dos mais ocidentais (hambúrguer, pizza, batata frita, etc.) até os mais tradicionais de comida local. Nós, por outro lado, amamos a Av Binford. A rua concentra vários restaurantes de comida realmente local. De noite fica super movimentada. Se você quer um almoço com um precinho mais amigo ( por volta de USD 5.00), é lá que você vai encontrar.

      Outro destaque é o Mercado de Peixes de Puerto Ayora. É lá que os barcos carregados de pescado chegam para serem pesados, lavados e vendidos. Mas a clientela não é só de pessoas. Toda a fauna de Galápagos se reúne por lá: leões marinhos, pelicanos, pássaros, iguanas, etc. Todo mundo esperando a oportunidade perfeita para roubar um pedaço de peixe. Vale a visita.
      TORTUGA BAY E PLAYA MANSA

      Tortuga Bay. As ondas eram mais intensas. Vimos vários surfistas por lá.
      Pegando uma trilha de 2 km por dentro da vegetação típica de Galápagos, você vai acessar primeiramente Tortuga Bay, uma praia onde o banho não é recomendado, mas que é linda mesmo assim. O acesso a praia é gratuito. A areia é branquinha e o mar azul claro. Várias iguanas passam constantemente por você e em algumas pedras, você vai poder ver os famosos caranguejos vermelhos de Galápagos.

      Playa Mansa. Dá pra entender o nome, não dá?
      Andando mais um bocadinho, você vai chegar no ponto alto de Puerto Ayora, a Playa Mansa. Tire pelo menos metade de um dia para relaxar nessa praia. A água é bem calma e você pode ficar um tempinho na areia, perto das árvores, só relaxando. O único problema é que a praia pode ficar muito cheia a partir do final da manhã.
      LAS GRIETAS E PLAYA LOS ALEMANES
      Normalmente você vai fazer Las Grietas e Playa los Alemanes em uma só tacada. Pra chegar lá, você vai ter que pegar um barco no porto de Puerto Ayora por USD 0.5 que vai te levar até um hotel/restaurante. Descendo, é só seguir a plaquinha que indica "Las Grietas" que não tem erro. Depois de percorrer uma trilha bem curta, você vai chegar em Las Grietas. Um pedaço de mar localizado entre dois rochedos enormes, ideal pra se refrescar rodeado de peixes.

      Já a Playa los Alemanes é bem pequenininha, mas muito linda. Ficamos sentados alguns minutos olhando a paisagem e pudemos ver, sem entrar na água, vários peixes e duas arraias que passavam tranquilamente entre os banhistas.

      PLAYA EL GARRAPATERO
      Essa praia fica mais afastada de Puerto Ayora. Pra chegar lá, tivemos que pegar um táxi que nos custou, ida e volta, por volta de 30 dólares. A praia é maravilhosa. O taxista te deixa em um estacionamento (combine o horário da volta) e você tem que andar por uns 15 minutos antes de chegar na praia propriamente dita. 

      Playa El Garrapatero.
      O lugar é um paraíso. Quando fomos, vimos alguns leões marinhos (um inclusive dormia a menos de 2 metros das nossas mochilas), pelicanos, iguanas e uma garça cinza linda. Além disso, se você quiser, você pode alugar caiaques que ficam disponíveis na entrada da praia. Não chegamos a perguntar os preços, mas fica a dica.
      ESTAÇÃO CIENTÍFICA CHARLES DARWIN

      Fica pertinho de Puerto Ayora e dá pra ir andando mesmo. Lá funciona um centro de pesquisa e recuperação animal. O centro é aberto ao público e a entrada é gratuita. Dentre as principais atrações, você vai poder visitar um pequeno museu da biodiversidade das ilhas de Galápagos; vai poder ver o George, a tartaruga mais famosa de Galápagos que morreu em 2012 (ele foi empalhado e se encontra em uma câmara resfriada para sua preservação); e vai poder ver inúmeras tartarugas gigantes e iguanas que estão sob cuidado do centro. Vale muito a pena a visita.
      Ilha San Cristobal
      Foram somente dois dias em São Cristóbal, mas muito intensos. Aqui, a principal atração foi os leões marinhos. Estavam por todos os lados, em todas as praias que visitávamos.
      Como Chegamos
      Chegamos de barco, vindos de Puerto Ayora. Compramos os tickets em uma agência de viagens qualquer perto do porto. Sim, você pode comprar o ticket entre as ilhas em qualquer agência. Eles contactam as empresas que fazem os percursos e tudo funciona direitinho. Só não deixe pra última hora, porque a procura é grande e são poucos barcos por dia. Pagamos USD 30 por pessoa para a viagem de barco entre Santa Cruz e San Cristóbal.
      A viagem demora cerca de 2 horas e meia e é um pouco desconfortável. A lancha é bem pequena (devem caber umas 20 pessoas no máximo) e não há espaço para acomodar os braços. Além disso, dependendo da condição do mar, a viagem pode ser um pouco enjoativa. Tivemos sorte que o mar estava calmo no dia que fomos.
      Onde nos hospedamos
      Em San Cristóbal nos hospedamos no Guesthouse Hostal Cattleya. Sabe aquelas pousadas do Brasil, onde os próprios donos tocam o lugar e conseguem fazer você se sentir em casa? Ficamos em um quarto triplo (reservamos em cima da hora...) bem simples, mas arrumadinho e limpo. O café da manhã estava incluso e era preparado pelo donos (pão comprado no dia, frutas, iogurte, e um cafezinho bem preparado). No momento da reserva, a dona entrou em contato comigo para pedir mais informações da nossa chegada. Quando chegamos em Puerto Baquerizo Moreno, o marido dela já estava nos esperando e enquanto nos acompanhava a caminho do hotel ele nos deu várias dicas. Recomendadíssimo!
      O que fizemos
      Basicamente praias e contato com a natureza! Tínhamos somente 2 dias para aproveitar a ilha então resolvemos gastar todo o tempo na praia, curtindo o tempo que faltava antes de voltar pra casa.
      PUERTO BAQUERIZO MORENO

      Pôr do sol em Puerto Baquerizo Moreno. Não preciso acrescentar nada...
      Capital de Galápagos e ponto de partida para todas as praias da redondeza. Diferente de Puerto Ayora, as praias aqui estava um pouco mais perto do centro. Fomos andando para todas elas sem nenhum problema. Aproveite o final da tarde para ver os leões marinhos que se encontram aos montes e para comer em um dos restaurantes espalhados pela rua principal da cidade.
      PLAYA MANN
      A Playa Mann é a mais próxima do centro de Puerto Baquerizo Moreno e uma das mais populares para ver o pôr do sol em San Cristóbal. No final da tarde, centenas de pessoas se reúnem nas areias da praia para ver o espetáculo e alguns se arriscam a tomar um banho de mar. A praia também é frequentada pelos leões marinhos. 

      Se você estiver procurando um lugar para almoçar ou tomar um suco de fruta, é na Playa Mann que você vai encontrar vários restaurantes. São restaurantes simples, mas que servem uma comida deliciosa e com preço em conta. Recomendo.
      PLAYA PUNTA CAROLA

      Um pouco mais ao norte da Playa Mann, se encontra a Playa Punta Carola. A praia não é tão boa para banho pois é repleta de rochas. Entretanto, a água é cristalina e você vai ter a companhia constante de leões marinhos que usa a areia da praia para descansar. Ela também é mais intocada que a sua vizinha Playa Mann, com mais árvores e locais de descanso. É de lá que parte a trilha para o mirador Cerro Tijeretas, parada obrigatória em San Cristóbal.
      MIRADOR CERRO TIJERETAS E MUELLE TIJERETAS

      Uma pequena trilha vai te levar para o mirador Cerro Tijeretas. O mirador proporciona vistas incríveis de San Cristóbal, principalmente de Muelle Tijeretas, um pequeno pier onde a galera aproveita pra mergulhar e observar a vida marinha da ilha. Na mesma trilha, se encontra a famosa estátua de Charles Darwin.
      PLAYA LA LOBERIA

      Lobos marinhos descansando na beira da praia - La Loberia.
      Foi o dia mais tranquilo da nossa visita à San Cristóbal. Não tínhamos hora pra ir e nem para voltar. O plano era ir bem cedo para Playa La Loberia, voltar mais ou menos de tarde e ver o por do sol na Playa Mann (pela segunda vez). Fomos andando do hostel até a praia. Foi uma caminhada longa, mas nada impossível. 

      Lá, tivemos nossa mais intensa experiencia com leões marinhos da viagem. Eles estavam por todos os lados. Não é a toa que a praia se chama La Loberia. Eles mandam por lá. Não se importavam com ninguém e em alguns momentos, até chegavam a avançar nas pessoas que entravam na água. Um momento muito especial foi quando vimos um casal de leões marinhos brincando dentro da água e correndo um do outro. Nadavam muito rápido, saltando como golfinhos para fora da água. Valeu muito a pena visitar essa praia!
      Conclusão sobre Galápagos
      Galápagos foi um lugar que me expôs a vários tipos de emoções e experiencias. Galápagos é um paraíso, repleto de vida e energia, que vai te fazer pensar sobre como estamos cuidando da nossa natureza. Um lugar onde a vida selvagem consegue viver em quase-harmonia com os homens. Um lugar inesquecível.
       
      Quer ler mais sobre as nossas viagens? É só acessar o nosso site: www.feriascontadas.com
    • Por Marcos A
      Veja primeira parte (Iliniza Norte – A subida ao refúgio Nuevos Horizontes).
       
      Era hora do ataque ao cume do Iliniza Norte. 4h da manhã e começamos os preparativos. Colocamos as roupas, camada por camada, capacetes, lanternas e tudo que era necessário e nos sentamos na mesa para tomar café da manhã. O café foi básico mas bem potente. Aveia com iogurte, pão e café bem forte. Saímos bem alimentados e prontos para as próximas 6 horas de subida até o cume, à 5126 metros de altitude!
      Saímos e ainda era noite. Fazia menos frio do que o dia anterior, mas ainda sim, o frio incomodava. Ligamos a lanternas pregadas aos capacetes e iniciamos a trilha. Começamos a subida por uma parte arenosa na lateral da montanha, repleta de rochas soltas. Passamos o grupo que saiu minutos antes da gente e continuamos em frente.


      Em determinado momento, o sol começou a aparecer. Minha expectativa era que pudéssemos ver o nascer do sol la de cima, com vista privilegiada aos vulcões acima das nuvens, principalmente o Cotopaxi. Tinha visto vários vídeos incríveis e mentalizei aquele momento. Entretanto, a neblina tinha estragado meus planos. Não dava pra ver quase nada, somente um pequeno pedaço do caminho que devíamos percorrer. O vento e o frio foram aumentando e as pedras que antes estavam negras e um pouco úmidas, agora estavam cobertas por gelo e neve.
      Isso tornaria a subida mais cuidadosa e consequentemente mais perigosa. Pra completar, ventava forte, muito forte, cada vez mais forte. O nosso guia estava focado e tudo que mandava fazer, executávamos sem hesitar.
      Horas de subida e de pequenas escaladas, havíamos chegado ao famoso Paso de la Muerte, um paredão de rochas que para ser transposto, deveríamos descer um pouco e passar por um desfiladeiro e depois subir novamente. O cume ficava algumas centenas de metros dali. Hesitamos um pouco, mas o guia manteve o foco e nos encorajou. Fui o primeiro a descer. O guia se posicionou mais acima, segurando a corda, me ajudando a descer lentamente, pedra por pedra. Em alguns momentos eu não tinha nada além do meu corpo pra usar como apoio. Tinha que usar as mãos, descer o máximo possível e confiar que haveria outra pedra ali embaixo pra me acudir. Funcionou…

      Dá pra ver a cruz do Iliniza Norte atrás do guia.


      Passamos a parte mais complicada e depois de alguns minutos, em uma última escalada, chegamos ao cume. Diferente do Rucu Pichincha, a emoção não veio como esperado. Nenhuma lágrima, nenhum grito, nada. Um sorriso foi a única coisa que veio. De alívio eu acho. Tinha sido uma subida complicada. O vento batia forte e não perdoava. Minhas mãos já estavam quase sem movimento devido ao frio. Dava pra ver a cruz congelada atrás do guia, mas devido as condições climáticas, ele não deixou ir mais adiante para tocá-la. O terreno estava instável e o vento estava forte. Tiramos fotos com o celular, já que a maquina congelou de tanto frio. Essas são as únicas fotos que temos. Depois de alguns rápidos minutos, começamos a descida.
      A rota de descida seria outra. Não voltamos pelo refúgio, mas sim por uma rota alternativa, mais rápida pela lateral da montanha. Era um desfiladeiro de rochas e terra. Tínhamos somente que descer, descer e descer. A inclinação era tanta que mal dava pra estabilizar o corpo e a velocidade de descida. Caímos várias vezes pra resumir. Durante uma boa parte decidimos somente descer como um tobogã. Ajudou um pouco, mas não por muito tempo. Tínhamos que sair rápido dali, pois, o grupo que vinha logo atrás poderia jogar pedras sobre nós.
      Passado o sufoco, a trilha foi se nivelado novamente e alguns minutos depois já estávamos novamente na trilha principal, indo em direção ao estacionamento. Estava com a garganta bem ruim e ficando cada vez mais resfriado. Não pensava muito sobre isso. A cabeça só pensava em chegar logo e descansar. Teria que me cuidar e descansar bastante se quisesse ter chance de subir o Cotopaxi. Esse sim seria difícil, exigiria de nós mais esforço e preparo. Tiramos os próximos dias para descansar e torcer para que o corpo suportasse o último grande desafio.
       
      Quer ler mais sobre as nossas viagens? É só acessar o nosso site: www.feriascontadas.com
    • Por Marcos A
      O dia começou bem cedo para nós. O motorista nos buscou as 8h da manhã e o nosso primeiro destino seria Machachi, uma cidadezinha a alguns quilômetros de Quito. Lá, nos encontraríamos com o nosso guia e acertaríamos os últimos detalhes para o Iliniza Norte. Não esperava nenhum grande esforço no primeiro dia. Seria um hiking de umas 4h até o refúgio Nuevos Horizontes (4700 metros de altura). Seria muito parecido ao do Rucu Pichincha que havíamos feito no dia anterior. De lá, no dia seguinte, faríamos o ataque ao cume do Iliniza Norte, com seus 5126 metros de altitude.
      Chegamos na entrada da reserva ecológica por volta das 10h30 e lá pelas 11h, começamos a subida até o refúgio. Estávamos um pouco cansados do dia anterior. Deu pra sentir o desgaste. Pra piorar, tivemos que levar muito mais peso do que o esperado, o que dificultou ainda mais a subida.

      O começo lembrava muito a trilha do Rucu Pichincha. Era praticamente a mesma paisagem. Vegetação rasteira, cor verde musgo e muita poeira. Alguns quilômetros depois, a neblina veio com força e a inclinação da trilha aumentou consideravelmente. Tínhamos que fazer ziguezagues constantes. Não via a hora de chegar, mas parecia que era interminável.

      A parte final seria uma grande montanha de areia cinza e pedras soltas. 1h de subida desgastante. Após vencer o último obstáculo, vimos uma casinha amarela bem distante. Era o refúgio Nuevos Horizontes, o primeiro refugio construído no Equador. Estava envolto em neblina. Também deu pra sentir que a temperatura havia caído drasticamente naquele ponto.
      Enfim estávamos no refúgio. Fomos os primeiros a chegar por incrível que pareça. O refugio era bem pequeno. Tinha uma pequena mesa e dois banquinhos de madeira bem na entrada. Vários beliches encostados uns nos outros, bem apertado e uma pequena cozinha, onde o administrador do lugar, "Gato", fazia a coisa funcionar. Não deu tempo nem de colocar as mochilas na cama e já tinha uma sopinha e um chá quentinhos nos esperando. O guia aproveitou o momento e disse que o refúgio aceitaria mais pessoas do que o normal e teríamos que dormir nós 3 juntos em uma cama para 2. "Sem problemas", pensei sem refletir muito.



      Terminamos a sopa e logo fomos tirar uma soneca. Isso era por volta das 14h da tarde. O silêncio estava maravilhoso. Dava pra ouvir o coração batendo tentando levar oxigênio pra todo o corpo a mais de 4700 metros de altitude. Isso tem seu preço. O corpo usa muito mais rápido o líquido que entra e por conta disso, a vontade de fazer xixi é quase instantânea. E não é qualquer xixi, é muitooo xixi.

      Bom, uma hora depois, outros grupos foram chegando. O silêncio deu espaço ao barulho. Conversa pra lá e pra cá, e nós ali deitados, tentando descansar ao máximo para o dia seguinte. Foi então que a vontade de ir ao banheiro veio. O banheiro ficava no lado de fora. Eram duas cabines bem rústicas, sem luz e bem sujas. O que esperar além disso? Vamo que vamo. A aventura de usar o banheiro nessas condições poderia render um post separado, mas vou deixar a sua imaginação fazer o resto.
      Voltando ao refúgio, era hora do jantar. Nos sentamos na mesa com um grupo de mexicanos e começamos a comilança. Uma das meninas virou pra mim e disse "ça va?". Fiquei meio confuso. Sei falar francês mas esperava um "¿Como estás?". Olhei com cara de bunda pra ela e logo veio a pergunta "De onde vocês são?". Prontamente disse que era brasileiro e todos os mexicanos falaram "HA! eu disse, ou eram brasileiros ou franceses!". Foi a deixa para muita conversa e troca de experiências.
      Voltando ao jantar, uma sopa veio como entrada. Era uma sopa de legumes neutra. Tinha pedido um cardápio sem lactose. Gato virou para mim e perguntou, pode ter um pouquinho de leite? Ou aceitava ou não comeria nada naquela noite, então disse que não tinha problema. O prato principal foi frango cozido, arroz quentinho e abacate maduro. Uma delícia! Pra finalizar, pêssegos em calda. Tudo acompanhado com chazinho quentinho. O jantar elevou a nossa moral em todos os sentidos.
      Voltamos para a cama e tentamos descansar até as 4h do dia seguinte. Não deu nem 1h depois do jantar e já estava com vontade de ir no banheiro de novo. E lá vamos nós novamente. Sair do saco de dormir, vestir a bota e encarar o frio do lado de fora pela vontade de fazer xixi que era interminável. Era quase 1 minuto de xixi, coisa que nunca tinha visto na vida. O corpo parecia está em seu modo de sobrevivência, produzindo xixi em uma taxa acelerada para se manter em funcionamento.
      Essa teria sido a última ida ao banheiro antes do ataque ao cume. De volta a cama, coloquei novamente o saco de dormir e dessa vez o guia se juntou a nós. Lembra que dormiríamos 3 em um lugar de 2? Pois eu tive que ficar no meio, entre o guia e a Gabriela, por motivos óbvios. Só não contava que seria espremido durante horas noite a dentro. Resolvi dormir do lado contrário e foi assim que consegui recarregar minhas energias até as 4h da manhã, quando acordamos para atacar o cume do Iliniza Norte.
       
      Veja a segunda parte (Iliniza Norte – O ataque ao cume)
      Quer ler mais sobre as nossas viagens? É só acessar o nosso site: www.feriascontadas.com
    • Por Marcos A
      Acordamos bem cedinho, preparamos o café e pedimos o táxi até o teleférico de Quito na recepção do hostel. Tentaríamos subir ao cume do vulcão Rucu Pichincha. Deixamos tudo preparado no dia anterior para não perder tempo. Queríamos chegar no máximo às 9h da manhã, hora que o teleférico de Quito (chamado TelefériQo) abriria naquela terça feira, 1 de janeiro.

      Saímos do teleférico rapidamente e logo começamos a trilha. Ela começa indo para a esquerda, subindo umas escadarias por trás de um prédio. Dali pra frente, não tem muito erro. Foram quilômetros e quilômetros de subidas intermináveis, mas como estávamos dosando os passos, não foi nada complicado.

      Eu diria que a trilha ao cume do vulcão Rucu Pichincha é dividida em três partes. A primeira parte, a mais longa, é composta de um hiking moderado em uma trilha bem sinalizada. É a parte mais tranquila de toda a trilha. A vista que tínhamos de Quito e das montanhas ao redor era incrível. Dava pra ver todos os principais vulcões do Equador no horizonte, principalmente o Cotopaxi, imponente, majestoso, surgindo ao fundo da cidade. Além disso, a vegetação era muito característica. Era praticamente rasteira com algumas árvores e flores que nunca tínhamos visto. Parecia um cenário dos senhor dos anéis.

      Dá pra ver bem no meio da foto onde começava a parte das rochas.

      A segunda parte da trilha começou lá pelo 3.5 quilômetro. Estávamos mais perto do cume do vulcão Rucu Pichincha, e lá, as coisas começaram a ficar mais complicadas. A trilha foi deixando de ser fácil para ser tornar somente um filetinho de terra na encosta do vulcão, composto principalmente de pedras soltas, alguns pequenos rochedos (que tivemos que escalar) e areia escorregadia. Um paredão de pedras negras surgiu mais a frente e o vento aumentou consideravelmente, assim como a temperatura ficou um pouco mais baixa. Até esse ponto, nada que nos assustou o bastante para nos desmotivar de continuar e alcançar o cume.


      E finalmente, a terceira parte e mais complicada de todas. Até ali, não sentimos em nenhum momento o efeito da altitude (estávamos a mais de 4000 metros de altura) e o corpo respondia a todos os comandos. Foi na terceira parte que tivemos a ideia de esforço. Depois de contornar o paredão de rochas negras, um enorme desfiladeiro de areia e pedras apareceu. Muito grande. Começava justamente bem perto ao cume e descia praticamente por todo o vulcão. A trilha ali já não tinha mais sinalizações que faziam sentido e cada um tentava subir da maneira que dava. Isso incluiu a gente.
      Começamos a subir e vimos que ninguém tinha ido atrás de nós. A pergunta ficou no ar: "Só a gente está certo?". Demos meia volta, descendo quase que esquiando sobre a areia para acompanhar o grupo de pessoas que subiam com a gente. Depois de alguns minutos de trilha incompreensível, chegamos de fato ao paredão de rochas negras. Não tínhamos escolha, era subir ou subir. A inclinação passava dos 50 graus na maioria dos trechos.

      Começamos a subida, pedra por pedra, com o maior cuidado possível, pois qualquer deslize poderia ser fatal. Em um dado momento, não sabíamos mais como subir. Lá do alto, um equatoriano gritou, desceu alguns metros e nos ajudou a encontrar o melhor lugar para escalar. Foi muito gentil e nos ajudou bastante! Antes disso, estávamos quase pensando em desistir, com medo da inclinação e da dificuldade da subida. Além disso, algumas pedras que se desprenderam quase nos acertaram. Mas essa ajuda nos trouxe mais ânimo e alguns minutos depois, chegamos ao cume, a incríveis 4698 metros de altitude, nosso recorde até então.


      A emoção era tanta, eu e Gabriela nos abraçamos e começamos a lacrimejar. O abraço foi demorado, quase de alívio por ter chegado vivo ali em cima. Não conseguíamos acreditar que tínhamos chegado ao cume do Rucu Pichincha. A sensação foi intensa, uma alegria imensa de mais um passo cumprido rumo ao objetivo final.

      Vulcão Guagua Pichincha, um dos mais ativos do Equador.
      Nos sentamos, comemos e descansamos um pouco. Percorremos toda a extensão do cume e tiramos várias fotos. Lá no alto, encontramos um guia que levava um grupo de americanos ao cume. Era do Equador (se chamava Alejo) e parecia super doido. Conversando com a gente, ele disse que já percorreu todo o Rio Amazonas saindo do Equador de barco e em suas próprias palavras: "foi uma coisa de louco!". Só ouvindo pra acreditar. Ele também nos ajudou nos informando a melhor rota pra descer o vulcão.
      Ficamos por mais alguns minutos no cume e resolvemos descer. A descida foi mais tranquila do que a subida, mas devido ao cansaço um pouco mais perigosa. Em um determinado momento, quase despenquei de um rochedo por não ter ponto de apoio para os pés. Mas não passou de um susto, se não não estaria aqui para contar a história.

      Vulcão Cotopaxi ao fundo com os seus 5897 metros.
      A trilha de volta dava uma visão limpa e direta do Cotopaxi. Foi praticamente nosso companheiro durante toda a descida. Algumas horas depois, estávamos novamente no teleférico, prontos para descer e descansar. Teríamos mais um grande desafio no outro dia: o Iliniza Norte.
       
      Mais sobre o Rucu Pichincha
      Rucu Pichincha, que significa "velho vulcão" em Quéchua, é um vulcão inativo localizado nos arredores de Quito. Seu cume está a 4698 metros de altitude em relação ao nível do mar. Sua última erupção foi em 1859 causando destruição à cidade de Quito na época. A trilha (ida e volta) ao cume é em torno de 10 km e pode demorar de 4-5 horas para ser percorrida. O Rucu Pichincha é também um dos melhores pontos de partida para aclimatação se você pretende fazer outras montanhas no Equador 👍.
       
      Mais sobre o TelefériQo
      O teleférico da cidade de Quito é um feito que traz orgulho para a população local. Ele é o meio de transporte mais acessível para quem quer subir ao cume do Rucu Pichincha. A entrada para estrangeiros (em 2018) custava USD 8.50. Para saber mais sobre horários de funcionamento ou como chegar a estação do teleférico da forma mais simples, você pode acessar o site teleferico.com.ec.
       
      Subir o Rucu Pichincha é seguro?
      Um tópico muito recorrente relacionado ao Rucu Pichincha é a questão da segurança. Anos atrás, turistas eram desaconselhados a fazer o hiking ao cume do vulcão devido a falta de segurança na trilha. Vários relatos de assaltos e violações graves foram reportados em fóruns, principalmente por volta do ano de 2010. Entretanto, o governo local tomou várias providências e agora a trilha é completamente segura e altamente frequentada por turistas e locais. Ainda se recomenda fazê-la em grupo (mais de uma pessoa).
      Já com relação à segurança ou dificuldade da trilha, eu diria que é de moderado a difícil. Não são exigidos nenhum equipamento técnico de escalada, mas a precaução é sempre bem-vinda, principalmente na parte final da subida ao cume. Como a trilha não é bem sinalizada nessa parte, a subida fica complicada. Além disso, existe o perigo constante de pedras caírem do alto e atingirem as pessoas que vem abaixo. Eu recomendaria a utilização de um capacete de escalada no mínimo ☝.
       
       
      Quer ler mais sobre as nossas viagens? É só acessar o nosso site: www.feriascontadas.com



×
×
  • Criar Novo...