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Volta a Ilha de Florianopolis a pé - Julho/15 + trilhas

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Realizamos no periodo de 05 a 17 de Julho de 2015 a Volta completa da ilha de florianopolis a pé. Foram 12 dias e 251 quilometros.

Somente a trilha entre ponta de canas e lagoinha que estava fechada, as outras estavam abertas.

Em breve relato completo.

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Estive trabalhando por 20 dias na região sul do país(porto alegre e interior RS e florianopolis-SC), neste ano.

No ano passado estivemos fazendo a volta da ilha de florianópolis a pé, mas como estava acontecendo a copa do mundo no Brasil, a maioria das pousadas, principalmente nas praias mais afastadas estavam fechadas, o que comprometeu a logística.... algumas trilhas estavam fechadas, conforme informações dos moradores, naquela oportunidade abortamos a maioria das trilhas, pois confiamos nas informações dos moradores.

Na verdade desta vez foi a mesma coisa, as informações dos moradores davam conta que as trilhas estavam fechadas e com muitas cobras venenosas..... se vc perguntar a eles, quase todos vão falar a mesma coisa....não sei a razão disso, mas a verdade é essa.

 

Segundo alguns pescadores, neste período é realizada a pesca da tainha.

Para essa pesca ter resultado satisfatório, os pescadores se reúnem em grandes equipes(em praticamente todas praias) e montam grandes estruturas de barcos, redes, homens...... e nisso tem que ter OLHEIROS nos morros para visualizar a chegada dos cardumes de tainha, assim esses olheiros emitem sinais para os pescadores na praia e, eles, vão atrás pegá-las com barcos...funciona assim.

Como os olheiros ficam na parte alta da costa, os pescadores tem que abrir as trilhas existentes para acessar esses pontos, por isso essa é a melhor época para fazer a volta da ilha pelas trilhas. Pois a maioria estão abertas por eles, não acontecendo no restante do ano(acredito).

Portanto, antes de programar viagem para fazer a volta completa, se informe primeiro.

 

1º dia 05/07/2015 - Domingo

 

Saída do Aeroporto de Florianópolis e chegada ao centro da cidade(praça da matriz).

+- 9 kms em aprox. 02:15 hrs

 

Minha parceira chegou no aeroporto de florianopolis, vindo de São Paulo-SP, por volta das 11 horas da manhã.

Já veio preparada para começarmos um pequeno trecho até o centro da cidade.

Trecho fácil, somente reta..... o problema foi o forte calor que estava fazendo, e o grande público que saiu do jogo do Avai(estádio perto do aeroporto), muitos carros...até quase o centro da cidade.

 

Hospedagem: Hotel Valerin, centro, camas boas, tv, wifi ruim, banheiro privado, café da manhã ótimo. Preço: R$140,00 casal com cafe da manhã.

 

Algumas fotos:

Na estrada, depois do jogo entre Avai x Sport recife.... duas pistas para o centro...

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Forte calor e linda ponte Hercílio Luz...

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2º dia - 06/07/2015 - Segunda-feira

 

Saída do Centro de florianopolis e chegada a Praia do forte

+- 26 kms em aprox. 06 horas

 

1ª PARTE - centro até Sambaqui(estrada + trilha):

Tomamos um excelente café da manhã antes da 06 da manhã.

Passamos em frente rodoviária e pegamos avenida beira mar, logo a seguir passamos embaixo da ponte Hercílio Luz toda iluminada(linda).

Seguimos na beira mar até viaduto... contornamos, à esquerda, um mangue e entramos numa rodovia com bastante movimento com algumas partes sem acostamento, atá entrada para Santo Antônio Lisboa pista a esquerda.

Algumas subidas/descidas fortes até St. antônio, lindo visual de toda orla e do centro da cidade e algumas cidades do continente norte de SC...

Depois de Santo Antonio entramos em outra estrada na beira do mar até Sambaqui.

Após Sambaqui pega-se uma estradinha de terra, até uma porteira(final do trecho e início da trilha).... trilha bem demarcada com subida/descida fortíssima, como choveu na noite anterior tinha muita lama, na subida escorregavámos muito.

No final da trilha chegamos até a Barra de Sambaqui, pequeno bairro onde compramos, num mercadinho, alguns petiscos.... como era baixa estação o serviço de barcos até a praia de Daniela esta inoperante....

 

2ª parte: Barra de Sambaqui até Praia do Forte:

Decidimos ir até praia de Daniela de busão..... pegamos até o terminal de Sto antonio, outro até praia de Daniela, descemos no ponto final.... caminhamos até a praia de mesmo nome, no final após a barraca de um pescador começa trilha até praia do Forte.

Chegando numa pedra preta, descemos uma escada andamos +- 50 metros (entramos trilha que começa em cima de uma pedra grande), depois subidas/descidas até a praia, uma placa sinalizava que ali havia jacarés.

Passamos em frente ao forte(ponto turístico), numa subida forte..... após outra descida até avenida onde tem ponte de ônibus..... como pousadas naquela região estavam caras, resolvemos pegar outro busão e dormir na praia de canasvieira, onde tem melhor estrutura.

 

Hospedagem: Hotel das nações(canasvieira) na entrada, em frente ao supermercado e centro do bairro, acomodações novas, camas ótimas, tv, ar, wifi, limpíssimo. Preço: R$100,00 o casal sem café da manhã. RECOMENDO

 

Canasvieira: Praia grande, com ótima estrutura turística, apesar de estarmos na baixa temporada, alguns restaurantes/lanchonetes estavam abertas.....

 

Algumas fotos:

Ponte iluminada

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Tempo encoberto, visual do centro de florianópolis

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Trilha após Sambaqui

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Trilha escorregadia devido a chuvas

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Trilha entre praia de Daniela e praia do forte

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3º dia - 07/07/2015 - Terça-feira

 

Saída de Canasvieira e chegada a Praia dos ingleses

+-23 kms em aprox. 04:25 horas

 

1ª Parte: de canasvieira até Praia do Forte:

No dia anterior compramos nosso café da manhã no supermercado em frente.

Saimos bem cedo com o tempo nublado, fomos pela praia até Jurerê internacional(ou seja fizemos sentido anti-horário) e de lá até praia do forte.

Pegamos busão no mesmo ponto do dia anterior até terminal de ônibus canasvieira e de lá outro até onde iniciamos.

 

2ª parte: de canasvieira até praia brava(e depois busão até praia ingleses):

Agora sim, tocamos sentido praia Brava nosso destino final.

Trecho largo de praia, andamos muito até final da praia de canasvieira, entramos numa pequena trilha até avenida asfaltada, andamos um bom trecho nela(até praia de ponta de canas), segundo moradores a trilha entre ponta de canas a lagoinha estava fechada, portanto seguimos pela rua asfaltada.

Na praia pescadores estavam preparando para pescar tainha.

Na praia de Lagoinha os moradores afirmaram que a trilha até a Praia brava estava fechada pelo mato e com muitas cobras venenosas. Devido as informações, seguimos novamente pela rua asfaltada até o final da praia brava.

No ponto final do ônibus nos informaram que a trilha entre praia brava x praia dos ingleses estava fechada.......De novo abortamos a travessia.

Resolvemos, então, dormir na praia dos ingleses, assim no outro dia cedo tocariámos até barra da lagoa, e deixariámos as trilhas ao norte para fazer no final da volta, isso se obtivessemos informações seguras sobre todas trilhas.... o que no final aconteceu FIZEMOS TODAS, menos a trilha de ponta de canas até praia de lagoinha....conferimos pessoalmente, e realmente estava fechada(fomos até o meio do percurso, depois estava totalmente fechada pelo mato alto) FICA A DICA.

Da praia brava pegamos um busão até o terminal de canasvieira e de lá outro até a praia dos ingleses, chegamos lá e caiu um diluvio.....molhamos tudo!

 

Hospedagem: Cia inglesa hotel, centrinho, ar, tv ruim, micro-ondas, frigobar, wifi ruim. Preço: R$75,00 o casal sem café da manhã. Hotel um pouco velho, mas pelo preço compensa,

 

Praia dos ingleses: grande estrutura turística.

 

http://OBSERVAÇÕES IMPORTANTES:

1) - da Praia lagoinha até praia dos ingleses têm duas trilhas, todas bem demarcadas e de fácil acesso:

a primeira começa dentro do quintal de uma casa na rua asfalta que liga lagoinha x brava(essa é bem curta sem grandes dificuldades);

a segunda trilha: no final da praia tem uma caminho de pedra que passa próxima murro das casas, segue até chegar numa pedra grande(à esquerda), chegando nela, do lado direito tem uma escada bem ingreme de concreto, suba ela até o final da rua, vire a esquerda e siga sempre reto(vai passar numa casa com um muro bem longo)....começa logo a seguir uma trilha bem demarcada, mas com subidas /descidas fortes..... no meio dela vc chegará na rampa de asa delta com lindo visual de ingleses, jurere, canasvieira, brava, lagoinha....LINDA TRILHA(RECOMENDO FAZER ESSA, apesar de ser mais difícil).... o final dela coincide com a outra trilha(mais curta)

Algumas fotos:

Trilha entre canasvieira x jurerê(estava muito escorregadia) resolvemos desviar pequeno trecho e ir pelo asfalto, depois entramos novamente na praia até o forte

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Tempo encoberto praia jurerê indo para praia do forte

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Praia canasvieira indo para ponta de canas

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Praia lagoinha

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Chegada praia brava(nb.: trilha termina do lado esquerdo, e vimos que estava aberta)

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Praia brava, lugar refinado

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4º dia - 08/07/2015 - Quarta-feira

 

Saída da praia dos ingleses e chegada a Barra da Lagoa-SC

+- 22 kms em aprox. 05:20 horas

 

Preparamos nosso café da manhâ comprado num supermercado próximo ao hotel.

Saimos bem cedo, com tempo frio e nublado, no dia anterior choveu muito.

No final da praia vira a direita com sentido ao Santinho, chegamos numa avenida, viramos a esquerda. Chegamos no Hotel Costa do Santinho, ali resolvemos ir pela trilha mais fácil(no ano passado fizemos pela costa), como estava chovendo fino, as pedras deveriam estar muito escorregadia).

A outra trilha começa dentro do Hotel, tem que entrar pela portaria, logo a seguir tem uma placa a esquerda indicando a trilha. Muito bem demarcada de aprox. 2 kms.

Chegamos na praia, caminhamos um bom trecho nela, como começou a ventar muito e chover mais forte com raios, entramos na rodovia que é paralela a praia.

Um lindo cachorro preto, nos seguia.... vimos um camping do lado esquerda da rodovia, tinha um restaurante com ótima comida(Prato feito R$15,00 por pessoa). Nisso o cachorro sumiu. O problema do cachorro que ele de vez em quanto ia pra o meio da estrada, o que causava stress.

Chegando na Barra da Lagoa, a chuva apertou mais ainda.

 

Hospedagem: Pousada Mariazinha, barra da lagoa, avenida principal, camas boas, tv, wifi ótimo, cozinha completa, ar condicionado, limpíssimo. Preço: R$80,00 o casal sem café da manhã. RECOMENDADÍSSIMO!

 

Algumas fotos:

Praia dos ingleses, tempo nublado e frio

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Início da trilha dentro do hotel(cachorro companheiro)

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Ótima trilha coberta

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Praia e nosso companheiro

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Logo a seguir entrando no asfalto, a partir dai, com chuva forte não temos fotos

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5º dia - 09/07/2015 - Quinta-feira

 

Saída da Barra da Lagoa-SC e chegada a Armação do Sul-SC

+- 26 kms em aprox. 06:30 horas

 

Saimos bem cedo, pois o trecho era complicado(subidas/descidas fortes e grande trecho na praia).

Logo de cara enfrentamos uma pequena mas forte subida/descida até a praia de galeta, atravessamos a praia e pegamos outra pequena trilha(fácil) até a praia Mole, curtimos um lindo visual........ paramos um pouco ali pra curtir as manobra dos surfistas....

Pegamos asfalto, e logo a seguir subida forte/descida até a Lagoa da conceição.

Fomos conhecer o hostel che lagarto, que fica na saída da lagoa indo para praia da joaquina.

Dali pegamos pequeno trecho em asfalto, chegando a praia......

Longoooooo trecho de praia até campeche, saimos da praia pois havia um paredão e não tinha como passar por ali..... resolvemos almoçar um PF a R$15,00 num restaurante próximo a praia.

Descansamos um pouco, resolvemos andar até a praia da armação do sul..pegamos novamente estrada asfaltada até a praia onde andamos mais alguns kms na areia....

No início muitas nuvens, mas muito quente.... no final chuva fina!

 

Hospedagem: Pousada Pires(048) 3237-5370 e 9971-2299, Armação do sul, simples, camas boas, tv aberta, sem wifi, cozinha completa, ventilador, preço: R$90,00 o casal sem café da manhã. Tem supermercado próximo pra comprar mantimentos e café da manhã.

 

Algumas fotos:

Lindo visual da praia de galeta(praia de nudismo)...

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Trilha entre galeta e Praia mole

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Praia de Joaquina...laaaá na frente moro que chegamos...

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Chegada a campeche, à frente paredão...

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Praia armação do sul...olhem o morro que visualizamos a uns 15 kms....

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Depois de muito sofrimento chegamos...

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6º dia - 10/07/2015 - Sexta-feira

 

Saída de Armação do sul e chegada Costa de dentro-SC

+-22 kms em aprox. 05:30 horas

 

Como pegaríamos trilha logo no começo, resolvemos sair com dia claro....

 

1º trecho: Armação x Lagoinha: Até matadero trilha em concreto(em alguns lugares o concreto estava muito escorregadio, então íamos pela grama ao lago), após trilha com subidas/descidas fortíssimas(curtas) com muitas pedras escorregadias. +- 02:30 horas

 

2º trecho: Lagoinha x Costa de dentro: Início subida fortíssima com muitas pedras, no topo lindo visual...logo a seguir descida forte, com muitas pedras(se estiver molhada, tomem muito cuidado, pois escorrega muitoooo).

 

Após trilhas, pegamos pequeno trecho em asfalto até as areias da Praia do Pântano do Sul.

resolvemos ir pela areia mesmo.... depois de um tempo vimos um hostel no final da praia da costa de dentro.

Dia de muito calor e no final céu encoberto.

 

Hospedagem: Hostel pousada da Praia, Costa de Dentro, não tem ar condicionado(muito calor), bem simples, cama razoável, tv só na sala, banheiro privado. Preço: R$120,00 casal com café da manhã.

O hostel fornece refeição: R$15,90 comercial por pessoa...ótima comida.

Obs.: apesar do hostel ser simples, a administradora, Juliana, é de uma educação ímpar, esquecemos completamente da estrutura, e aproveitamos cada momento na companhia dela e de seu esposo...pessoas educadíssimas...

 

Algumas fotos:

Pedras e mais pedras....

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Subindooooo....Lindooo visual

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Chegando a praia da lagoinha

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Trilha subindo após lagoinha

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Pedras e mais pedras...

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Chegada a praia do Pântano do Sul

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Praia de costa de dentro e uma vaca curtindo....

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7º dia - 11/07/2015 - Sábado

 

Saída da Costa de dentro-SC e chegada caldo cana estrada caieiras do sul-SC

+-23 kms em aproximadamente 06:40 horas.

 

Novamente saimos mais tarde, devido a alguns trechos de trilhas.

Pequeno trecho na praia da Costa de dentro depois entramos noutra praia.

 

1º trecho: Trilha em cimento(+- 3kms) com muito lodo, muito escorregadio, tivemos que fazer parte pela grama....depois trecho em trilha bem demarcada mas com mato alto, o que dificultava o rendimento, muitas pedras.... alguns tombos... mas no geral foi tranquilo... Lindo visual da praia de joaquina ao norte....terminamos no pastinho.

 

2º trecho: No pastinho começa a trilha que vai até naufragados, tem que ficar bem atento: quando vc chega no pastinho, passa dentro de um pequeno alagado, logo a esquerda tem uma linda formação rochoça que adentra o mar.....nesta formação vc visualiza uma trilha bem demarcada que sai do lado esquerdo, margeando o mar(numa praia cheia de pedras), NÃO ENTRE NELA. Erramos aqui, e perdemos um tempão!

A trilha correta é a que sai bem defronte ao pastinho, ela fica meio escondida, mas é só procurar depois de um lindo gramado com vegetação rasteira....No início subido bem forte, algumas bifurcações complica um pouco, mas tenha em mente que é sempre seguir morro acima, no topo outra bifurgação vc vira a esquerda..... daí é somente acompanhar o mar(que fica encoberto pela vegetação, mas dá pra ouvir o barulho das ondas.....)

Chegamos diretamente na praia, uns pescadores estavam armando rede para pesca da tainha....uma festa.

Seguimos toda a praia e fomos conhecer o farol de naufragados, após subir uma escada caindo aos pedaços, vimos um lindo visual da praia e do continente....retornamos a trilha até caieiras do sul(trilha tradicional), trecho com muitas pedras, e algumas subidas/descidas moderadas, mas bem demarcada.

No final desta trilha chegamos a um estacionamento, tinha um ponto de ônibus, mas resolvemos tocar o máximo neste dia, pois era somente em asfalto, com o mar a nossa esquerda...lindos visuais das praias, e de montanha no continente.....

Conseguimos chegar num caldo de cana(que é servido com açaí, muito gostoso).....

Como não havia hotel aberto nesta região, resolver pegar um busão e dormir no centro da cidade.

 

Hospedagem: Ibis hotel, centro, cama boa, ar condicionado, wifi, tv..Preço: R$160,00 sem café da manhã.

Obs.: estava acontecendo um grande exame na cidade, e a maioria dos hotéis do centro estavam lotados.

 

Algumas fotos:

Saída da praia da costa

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Trilha de concreto entre praia da costa até matadero

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Algumas pedras

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Mato alto, lindo visual do mar, pastinho do lado esquerdo da foto

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Entramos errado aqui.....

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Trilha bem demarcada até naufragados...

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Pesca da tainha

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Praia de naufragados visto da trilha que leva ao farol

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Trilha entre naufragados x estacionamento

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8º dia - dia 12/07/2015

 

Resolvemos mudar o roteiro, como dormimos no centro da cidade, pegamos um busão no terminal central até o TICAN(terminal de canasvieira), de lá pegamos outro busão até a Praia Brava... descemos no mirante da praia brava(entrada).

 

Quando fizemos o roteiro praia do forte x praia brava, moradores da praia da lagoinha, dizeram que a trilha estava fechada e com muitas cobras.... então resolvemos fazer o caminho inverso(prais brava x praia lagoinha).

 

1ª trilha:

Esta trilha começa um pouco abaixo do mirante....demarcada, bem curta, com uma subida/descida forte.... ela termina praticamente dentro duma casa.

Obs.: se tiverem vindo da praia da lagoinha para Praia Brava, o certo é seguir a estrada asfaltada até a casa de número 728(lado esquerda da via), entrar ali e subir a trilha que começa do lado esquerdo da casa.....é somente uma subida e uma descida até o mirante da praia brava.

 

Quando chegamos na casa(final da trilha), viramos a direita e fomos direto a praia, resolvemos fazer a outra trilha que leva, também a Praia Brava.

 

2ª trilha

Essa outra trilha começa no final da praia, subimos uma escada feita em pedra, seguimos uma trilha bem demarcada no fundo das casas e chegamos até uma pedra bem grande, vc avistará do seu lado direto, uma escada em concreto construida ao lado de umas casas....suba nela e vá até o final da rua, vire a esquerda.....no final da rua começa uma trilha bem demarcada, com subidas e descidas fortíssima, no topo tem a rampa de asa delta, com lindo visual das praias do norte(jurerê, canasvieira, brava, ingleses......).... após a rampa começa descida forte, como choveu muito na noite anterior tinha muito barro, ficando muito escorregadia.... no final ela encontra com a outra trilha que vem daquela casa que citei acima.

Chegamos novamente ao mirante, então decidimos ir até o final da Praia Brava e fazer a trilha até a Praia dos Ingleses.

 

3ª trilha:

Praia Brava x Praia dos Ingleses(trilha no costão): subimos uma escada na pedra até o inicio da trilha, tinha uma placa informando o perigo de assaltos(segundo pescadores, somente no verão que acontece assaltos nesta trilha, mas é bom se cuidar).

Alerta: a uns 150 metros tem uma pedra, com uma trilha subindo e outra descendo rumo ao mar, pegue essa(rumo ao mar), erramos novamente e subimos, no final não chegava a lugar algum.

Essa trilha tem que tomar muito cuidado, apesar de ser bem curta, ela é perigosa, pois vc segue beirando o costão, como choveu muito, estava muito escorregadia.

No início trilha normal sem grandes problemas, assim que a trilha chega em uma laje é que complica um pouco...... tem que descer, como é nas pedras, a trilha fica complicada, mas é só seguir observando mais a frente que verá a trilha quando sai das pedras.... assim vai até o final.

No final chegamos diretamente na praia dos ingleses, caminhamos um bom trecho na areia da praia até o centrinho. De lá pegamos um busão direto a barra da lagoa, pois no outro dia faríamos o resto da volta a ilha(do caldo de cana até o aeroporto).

Obs.: procure não fazer essa trilha em epóca das chuvas, pois são bem escorregadias mesmo...

 

Tempo aproximado: 05 horas essas 3 trilhas e a parte das praias.

 

Hospedagem: Hotel Mariazinha, na barra da lagoa...ver detalhes no início do relato. Foi engraçado, quando chegamos, a proprietária(que cobrou R$80 no outro dia), queria cobrar R$100 por dia, dizendo que ela tinha lavado as roupas de cama e banho..... e nós com isso, iríamos ficar mais um dia..... no final negociamos ficar mais 2 dias com ela..... ao preço "antigo". só no Brasil mesmo!

 

Algumas fotos:

1ª trilha...subindo(praia brava x lagoinha)

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1ª trilha chegada na casa 728 da estrada que liga praia da lagoinha a praia brava

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2ª trilha (praia da lagoinha x praia brava) início(escada de concreto)

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Lindo visual

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Do lado esquerda da foto praia brava(dá pra avistar ingleses) do lado direto(jurerê, canasvieira...) Um dos mais lindos mirantes da ilha

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Outra foto do mirante(ao fundo ingleses)

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3ª trilha(Praia brava x Praia dos ingleses), pelo costão - início do costao, ficar atento aqui.

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Trilha termina nesta laje, daqui pra frente tem muita pedra....

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Trilha um pouco complicada

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Avistando ingleses

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Praia dos ingleses

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    • Por Rezzende
      Galera mochileira, vou postar agora mais um relato de viagem, uma das mais interessantes que já fiz e que já digo de antemão, vou ter que fazer de novo, principalmente na parte de Curitiba, pois não deu tempo de ver quase nada. Nunca tinha ido para o Sul. O Sul sempre me despertou muito interesse, principalmente porque adoro o frio e essa história de região mais fria do Brasil sempre me deixou interessado em ir pro Sul. Como só posso viajar quando saio de férias, não deu pra ir pro Sul no auge do inverno. Fui no feriado da Semana Santa e tava mais frio aqui em Minas do que por lá, mas tudo bem! Escolhi Floripa não sei porque. Resolvi ir pro Sul desde o meio do ano passado e o primeiro nome que me surgiu foi Floripa. Quando comecei a pesquisar sobre como chegar em Floripa descobri que os vôos diretos de BH ou do Rio pra lá não me atendiam, os horários não eram favoráveis e pensei na possibilidade de ir por terra. E tem Curitiba no caminho, outra cidade que sempre me fascinou. Então percebi que seria melhor ir de ônibus ate Curitiba, dormir por lá e seguir pra Floripa no outro dia, ficar uns 2 dias lá e pegar um vôo de volta. Assim fiz, algo meio do tipo prato principal (Floripa) e acompanhamento (Curitiba). Sempre mochilei sozinho, mas dessa vez 2 colegas de trabalho iam sair de férias também e resolveram ir comigo, e é bem melhor e mais divertido viajar em grupo, pena que nem sempre é possível.
       
      Comecei minha viagem na quinta-feira dia 5 a noite. O ônibus saiu de minha cidade às 20 horas rumo a São Paulo. Cheguei no Terminal do Tietê às 05:30 da manhã de Sexta-feira Santa, 06 de abril. Até gosto de começar a viagem de noite de ônibus pois sempre fico muito ansioso na véspera de uma viagem e não consigo dormir em casa. Como também não durmo no ônibus, melhor já ir adiantando o caminho. Hehehe. Peguei o ônibus pra Curitiba às 6 da manhã e nesse momento arrependi de não ter pego um vôo pra Curitiba (apesar das passagens estarem bem caras) porque fui apresentado à Serra do Cafezal!! Fiquei 2 horas preso no engarrafamento daquela serra e a chegada em Curitiba que era pra ser 12:30 foi só as 14:30. E o ônibus da Itapemirim linha São Paulo-Curitiba tava péssimo, um ar condicionado barulhento demais, junto com aquela demora... Foi uma aventura, loucura, sei lá o quê eu ter resolvido ir parar daqui em Curitiba de busão!! Esse foi o único contratempo da viagem que me impediu de conhecer a Ópera de Arame e a Torre Panorâmica de Curitiba. Mas, sem stress, viagens são pra relaxar e não pra estressar, mesmo quando algo sai errado. Voltarei depois!! Chegando em Curitiba seguimos para o Palace Hotel (Rua Barão do Rio Branco, 62, Centro, http://www.palacehotelpr.com.br/) onde reservei um quarto triplo por R$118. Hotel velho mas os quartos tem cheiro bom e são limpos. O elevador é uma relíquia, com grade e manivela!! Fomos pra Praça Tiradentes pra pegar a Linha Turismo das 15:30 mas como tinha muita gente e a linha terminava as 17 horas, desistimos. Percebi que realmente não tinha planejado muito bem minha passagem por Curitiba, por isso pretendo e vou voltar. Recorremos ao plano B, um trunfo curitibano: táxis!! Achei os táxis de Curitiba muito baratos e como éramos 3 valia muito a pena. Rachamos a corrida pro Jardim Botânico: 5 reais pra cada um. Exploramos aquele lugar onde cada foto parecia uma pintura! Lugar lindo demais, ponto alto de Curitiba, é como o Cristo para o Rio, Pampulha pra BH, Pelourinho pra Salvador, o papa em Roma e blá, blá, blá. Parada obrigatória.

      Tarde de calor no feriado, fazia 27 graus em Curitiba!!! Depois táxi de novo e fomos pro Museu Niemeyer. Ficou barato de novo 6,50 pra cada um. Nunca vi tanta bizarrice junta: aquela nave espacial que é o museu, o verme meio enterrado na foto embaixo, o chão de vidro, os pássaros rocos... esses artistas são mesmo incríveis... É uma obra fantástica do Niemeyer, suspensa, com suas curvas e cheia de parques e áreas verdes por perto. Era tarde de sexta-feira santa, fazia um calorzinho e tava cheio de curitibanos e turistas nas redondezas curtindo a tarde.


      Já estava anoitecendo e desistimos de ir pra Ópera de Arame e Torre Panorâmica como tinha previsto. Fica pra próxima...Demos uma volta no Bosque do Papa e no Centro Cívico e fomos voltando à pé pro Centro. Paramos no Shopping Mueller pro lanchinho e depois, bem cansados da maratona de viagem de busão, fomos pro hotel.

      No sábado de manhã o roteiro era no Centro e a pé. Passamos na Rua 24 Horas, tinha uma feira de páscoa numa praça, Palácio Avenida, Universidade do Paraná, tudo perto do hotel e fácil de fazer à pé. Mas o tempo que eu tinha reservado pra Curitiba tinha acabado, minha intenção era mesmo só uma passada rápida, pra voltar depois. Só que acabou sendo uma passada rápida demais. Minha impressão de Curitiba: cidade limpa, muitas flores e verde, comparável a BH com uma diferença bem marcante: avenidas e calçadas largas, os prédios não ficam em cima de vc, dando aquela impressão de sufocamento que dá em BH. Gostei muito e voltarei!
      Seguimos pra rodoviária e mais um ônibus pra Floripa às 11:15, mas esse ônibus da Viação Catarinense era bom, o melhor que pegamos.

      5 horas de ônibus e chegamos em Floripa por volta de 16 horas de sábado. Em Floripa só usamos ônibus urbanos pra deslocamento. Ao chegar no Terminal do Centro compramos o cartão turista, que é muito bom: custa 3 reais e vc pode devolver ele quando for embora e pegar o dinheiro de volta. No nosso caso, ficamos com o cartão pra guardar de lembrança. Colocamos crédito de 27 reais que dá pra 10 viagens e ainda sobrou 1 no final. Detalhe que a passagem custa 2,70 no cartão e 2,90 no dinheiro, então o cartão é vantagem se vc for usar mais que 10 ônibus. Pegamos a linha pra Lagoa da Conceição, point baladeiro da cidade e onde ficaríamos hospedados. Chegamos no Lagoa Hostel umas 17:30. Nossa casa em Floripa!! Hostel muito bom, pessoal atencioso, tudo limpo, cheiro bom, perto do terminal de ônibus e da rua dos bares, recomendo muito mesmo!! O gosto musical de Floripa é muito bom, todos os bares tinham música ao vivo e tocavam pop e rock. Fizemos uma peregrinação de botecos até 4 da manhã e até hoje me lembro do sábado à noite em Floripa e dá uma saudade danada!

      No domingo de Páscoa pegamos o ônibus para Canasvieiras pela manhã e almoçamos por lá. Fiquei impressionado com os valores de alimentação por lá: restaurantes com self service sem balança e churrasco entre 18 e 20 reais a uma quadra da praia. Achei bem barato! Depois seguimos pra Jurerê. Não tinha mais linha de ônibus de Canasvieiras pra Jurerê, e isso eu só descobri lá. É porque algumas linhas de ônibus são sazonais, como essa por exemplo que só funciona no verão. Mas encontramos com o Walmor naquelas redondezas, que tinha um "táxi" e cobrou 20 reais pra levar a gente pra lá. Valeu muito a pena pois ele era muito gente boa e contou altas histórias de sua vida de motorista e ainda fez um tour com a gente pelas ruas de Jurerê pra mostrar as casas de luxo com seus carrões e seguranças armados. Depois fomos pela praia de Jurerê até a Fortaleza de São José. Não entramos na Fortaleza, só umas fotos por fora e ali nas redondezas. Andamos um pouco por aquelas ruas chiques de Jurerê, onde Gisele Bundchen e outros bambambams tem suas "casinhas de veraneio". Tudo limpo, casas sem muros, mas vez ou outra passava um segurança por ali...Jurerê Internacional é pra quem pode!! E pegamos outro ônibus pra Santo Antônio de Lisboa. Ótimo lugar pra ver o por do sol, o mais recomendado da ilha, e foi incrível. A casa açoriana também é muito interessante. O bairro é colônia açoriana. Floripa é muito diversa, a maioria dos bairros são isolados uns dos outros seja por uma serra, ou um pântano, ou uma lagoa. E de um bairro para outro é como se vc trocasse de cidade. De Jurerê pra Santo Antônio vc foi de Miami pra Portugal! De lá voltamos pra Lagoa e pra mais um tour pelos bares, que na noite de domingo já não estavam mais tão lotados como sábado.

      Na segunda de manhã fomos de barco para a Costa da Lagoa, só pra conhecer e voltar. Eu, sinceramente, não vi nada muito interessante por lá. Talvez fosse mais legal se estivesse com mais tempo e fizesse umas trilhas, tem umas cachoeiras e tal ou se fosse almoçar nos restaurantes típicos de lá, mas os preços eram bem salgadinhos. Como não optei por nenhuma das 2 ideias, voltei e depois até as Dunas da Joaquina, essa sim bem mais interessante, pelo contraste de paisagens com dunas, mar, lagoa, montanha e floresta. Pelo menos pro geógrafo aqui é bem mais legal. Depois fomos almoçar no The Black Swan, o pub da Lagoa. Vc pode pensar em uma coisa fina e é. Olha a foto do prato executivo aí embaixo, essa é só a entrada e ainda tem o prato principal e uma sobremesa de banana caramelada com creme, coisa fina viu! E o naipe do pub, transmitindo jogos de beisebol... aí vc imagina o precinho do prato executivo...uma fortuna? não! apenas 14,90! isso mesmo, 14,90. Realmente, alimentação em Floripa foi surpreendente pra mim. Pois outras capitais são bem mais caras nesse quesito e em Floripa, pela apresentação dos pratos e dos lugares, os preços tavam muito em conta. O almoço no Black Swan então, recomendo demais!!

      Depois do almoço fomos para o centro de Floripa, na ponte Hercílio Luz, que acho bem mais bonita de noite quando fica iluminada, e no Morro da Cruz, um mirante sensacional onde tem até um binóculo pra ver a paisagem. De volta ao centro, já anoitecendo, um passeio no Mercado Municipal que não tem muita coisa de artesanato e lembrancinhas locais. O comércio no centro é mais pra população local, as coisas pra turista vc encontra mais na Lagoa da Conceição e Canasvieiras. Voltamos pra Lagoa, segunda a noite já tinham poucos bares abertos mas como era nossa última noite em Floripa ainda saímos pra tomar um chopp. Na terça cedo só demos uma volta rápida pelas redondezas pois o voo era meio dia pro Rio. Do Rio peguei outro ônibus pra minha cidade e cheguei em casa pouco depois de 8 da noite.

      Esse foi meu roteiro passando por essas 2 capitais limpas e organizadas, coisa rápida mas só pra reconhecimento de terreno mesmo, mas voltarei em breve!! Em Curitiba porque não deu tempo de conhecer tudo e ainda tem o trem da Serra do Mar! E Floripa pq me apaixonei por essa cidade!!
    • Por Andreaz Herz
      se tromba na trip, só dá um slv ;
       
      ✌️
       
       
    • Por bstorquato
      Visitar Florianópolis é uma experiência incrível, a Ilha da Magia, na minha opinião, é um dos melhores destinos brasileiros. Não importa se você é amante da natureza e gosta de tranquilidade ou se gosta de bares e baladas. Em Florianópolis você tem de tudo.
       
      História
       
      Inicialmente fundada como Nossa Senhora do Desterro em 1675, Florianópolis fazia parte da vila de Laguna, e somente em 1726 foi elevada à categoria de vila, assim desmembrando-se de Laguna.
       
      Com sua boa localização estratégica, a ilha passou a ser ocupada militarmente. Esse fato contribuiu bastante com a ocupação de toda a ilha e também com o desenvolvimento da agricultura e indústria manufatureira de algodão e linho.
       

       
      Em 1823 a vila foi elevada à categoria de cidade, tornando-se capital da pronvíncia de Santa Catarina. Com grande investimento de recursos federais, esse foi um período de grande prosperidade para Desterro, com construções de prédios públicos, melhorias no porto e a organização de atividades culturais.
       
      Em 1894, devido à grande influência do Marechal Floriano Peixoto, a cidade foi renomeada para Florianópolis em sua homenagem. A partir do século XX a cidade passou por profundas transformações, e hoje tem sua economia baseada no comércio, prestação de serviços públicos e turismo.
       
      O que fazer em Florianópolis
       
      Já visitei Florianópolis várias vezes, e sempre falta tempo para fazer tudo o que quero. É tanta coisa pra fazer que um mês seria pouco na ilha. Pra resumir um pouco, vou fazer uma lista das coisas que considero bacanas.
       
      Lagoa da Conceição.
       
      Meu lugar preferido em toda a ilha, aqui existem muitas opções, sejam atividades, restaurantes, barzinhos, etc. Eu recomendo:
       

      Stand-up paddle. 20 reais meia hora.
      Passeio de barco. 10 reais para um passeio de 1hr.
      Sandboard. Não tenho certeza mas acredito que seja em torno de 30 reais 1hr.
       

       
      Além dessas atividades, muita gente faz piquenique na beira da lagoa, ou passa a tarde caminhando pelas lojinhas de artesanato, e pra fechar o dia uma boa cerveja num dos diversos bares e restaurantes é uma ótima opção.
       
      Ainda na Lagoa, recomendo 2 lugares ótimos. Bar do Boni é um restaurante na beira da lagoa que oferece boas porções e algumas opções de cervejas artesanais, recomendo a porção de isca de côngrio. E o The Black Swan é pub inglês de excelente qualidade, serve ótimas porções e oferece diversas opções de choppes, inclusive alguns ingleses.
       
      Passear pelo centrinho da lagoa é um bom passatempo, tem diversas lojinhas, bares, pessoas vendendo artesanato na rua, feirinhas e etc. Tem até um espaço de food trucks com várias opções. Bem bacana!
       

       
      Trilhas
       
      Trilha do Gravatá
       
      Essa é uma trilha bem tranquila com duração media de 30min e que pode ser feita até de chinelo. A entrada é já do lado do Bar do Boni e a primeira parte é bem curta, terminando numa rua, na qual você desce um pouco, atravessa e começa a segunda parte. O final da trilha é numa praia incrível com água clara e azul, também há uma uma casa onde mora um senhor muito simpático. Passando essa praia e subindo no próximo pico é possível ver a Praia do Mole.
       

       
      Trilha Piscinas Naturais
       
      Para chegar nessa trilha vá até a Barra da Lagoa e chegando lá, caminhe para a direita até o final da praia, onde vai ter uma ponte, atravesse a ponte e siga sempre em frente. Simples assim. Também é uma trilha leve de mais ou menos meia hora e vale muito a pena, o lugar é muito bonito.
       

       
      Trilha da Lagoinha do Leste
       
      Talvez a mais famosa trilha de Florianópolis, a Lagoinha do leste é imperdível para quem gosta desse tipo de atividade. É no final dessa trilha também, que fica a famosa pedra da coroa.
       

       
      Até a praia, são aproximadamente 60 minutos de trilha, de dificuldade leve/moderada. A trilha é bem construída e sinalizada, mas é uma subida um pouco pesada e pode ser cansativa. Da praia até a pedra da coroa são mais uns 45 minutos de pura subida. Esse é o trecho mais pesado de toda a trilha, mas a vista faz valer a pena.
       

       
      Além da trilha, também é possível conhecer a praia da lagoinha do leste de barco, que custa R$ 40,00 na alta temporada.
       
      Beira Mar Norte
       
      A melhor opção para fazer uma caminhada/corrida, passear de bike ou quem sabe até fazer um passeio de barco. A beira mar norte é uma boa opção para passar o final da tarde e ver pôr do sol, e depois jantar em um dos restaurantes ali localizados.
       
      Reveillon
       
      A noite da virada de Florianópolis é considerada uma das mais bonitas do país, e não é por menos. Passei a virada de 2015/16 lá e foi fantástica, foram mais de 20min de queima de fogos, junto com diversos shows na beira mar norte, bem no estilo Rio de Janeiro. O clima é bem tranquilo seguro e familiar, com uma estrutura muito boa, contando com banheiros, enfermaria e um bom número de policias para garantir a segurança.
       
      Gastronomia
       
      - Sanduicheria da Ilha. O melhor lugar da ilha pra comer um sandubão caprichado, fica na beira mar norte e oferece um cardápio bem completo.
       
      - Santo Antônia de Lisboa (Bairro). Esse bairro merece um destaque aqui, um pouco afastado do centro da ilha, lá encontram-se muitos restaurantes ótimos, com comidas para todos os gostos. Além disso ainda tem um clima muito aconchegante e até romântico.
       
      - Mercado Municipal. Mercadões são sempre ótimos lugares pra comer e em Florianópolis não podia ser diferente. O mais famoso no mercado é o Box 32.
       

       
      - Guacamole. Rede de restaurantes mexicanos, em Floripa o guacamole fica na bera mar norte e sempre lota, é bom chegar antes das 19h.
       

       
      - Rosso Restro. Conhecido pelo seu famoso Polvo à Rosso, eleito o melhor polvo do Brasil, o Rosso está localizado em Santo Antônia de Lisboa, na beira do mar e com um ambiente fantástico.
       

       
      - Costa da Lagoa. A Costa da Lagoa é uma pequena parte da ilha onde só se chega através de trilha ou pegando o barco na lagoa da conceição. Só o passeio já vale a pena, mas também tem restaurantes por ali. O mais recomendado é o que está no pier número 19, mas em todos os piers tem algum lugar bacana pra comer.
       
      - Bar do Arantes. O Bar do Arantes é famoso mundialmente, você talvez até já tenha ouvida falar. O restaurante funciona desde 1958, e fica localizado no bairro Pântano do Sul, que é muito procurado pelas trilhas. A fama do bar deve-se aos bilhetinhos, que antigamente eram deixados por mochileiros, avisando os colegas que chegariam mais tarde, onde encontrá-los. Hoje isso virou tradição no bar e quem passa por lá deixa o seu bilhetinho. Já são mais de 70 mil bilhetes colados pelas paredes do bar!
       

       
      Pântano do sul
       
      Pântano do sul é um bairro bem ao sul da ilha, cheio de trilhas e natureza. Ao contrário do centro e norte de Florianópolis, esse é um bairro bem menos agitado, apesar de bastante visitado. Turistas vão diariamente para lá para fazer a trilha da Lagoinha do Leste e visitar o Bar do Arantes, mas não costumam se hospedar por lá.
       

       
      Em minha última viagem à Florianópolis, ficamos hospedados em Pântano do Sul, e foi perfeito pra relaxar. A praia é ótima e tranquila, sem muita gente, também fizemos uma trilha e descansamos bastante. Mas recomendo se hospedar lá se quiser mesmo fugir do agito, pois todo o resto dos atrativos da ilha ficam bem longe, e a estrutura do bairro é fraca, com poucos mercados e lojas.
       

       
      Hospedagem
      Florianópolis tem hospedagem pra todos os gostos e bolsos, eu geralmente fico na casa de um amigo, mas já sei que vários hostels da ilha estão entre os melhores do Brasil.
       
      Minha dica é: pegue algum que seja bem localizado, assim você não depende de transporte, o que facilita bastante. Recomendo se hospedar na Lagoa da Conceição.
       
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      Florianópolis é sem dúvida uma das cidades mais bonitas do Brasil e definitivamente merece uma visita, gosto muito da cidade e estive por lá diversas vezes. Não deixe de ir caso esteja pela região.
    • Por Augusto
      Oi pessoal.
       
      Este é um relato dessa caminhada saindo de Tambaú (SP) até a Basílica de Aparecida com algumas dicas, informações e depoimentos em vídeo que fui fazendo ao longo do percurso.
      Iniciei sozinho a caminhada no dia 27 de Maio e fui terminar no dia 10 de Junho. Passei no meio de plantações de café, cana de açúcar, trilhas na mata, trilhos de uma linha férrea e no asfalto.
      Atualmente o Caminho sai de 3 lugares diferentes e sempre estão acrescentando mais cidades. Seguindo sempre as setas amarelas, o Caminho passa por mais de 20 cidades e vilas. Até a cidade de Paraisópolis fui caminhando sozinho e a partir dali continuei a caminhada com a minha esposa Márcia. Ao longo do Caminho encontrei outros peregrinos, alguns de bike e outros caminhando.
       
       
      Tem um trecho de uma música do Gilberto Gil que diz: “Andá com fé eu vou que a fé não costuma faiá”. Acho que reflete bem sobre o que eu passei em toda essa caminhada, que me fez reunir forças para caminhar 429 Km.
      Os primeiros dias foram os mais difíceis (muitas dores musculares). Começou a melhorar lá pelo 4º dia, quando caminhei 50 Km em 15 horas direto.
      Na maioria dos trechos eu saia por volta das 08:00 hrs e chegava na outra cidade no final de tarde. Alguns trechos cheguei já escurecendo.
      Para quem usa GPS, no wikiloc eu plotei toda essa caminhada:
      http://pt.wikiloc.com/wikiloc/view.do?id=945495
       
      As fotos eu dividi em vários álbuns, sendo que para cada dia eu fiz um.
       
      No final de cada trecho eu também fazia uma filmagem em vídeo relatando sobre os problemas que passei, como foi o percurso e uma descrição de como é a pousada. O tempo médio de cada vídeo ficou entre 5 a 9 minutos.
      Aqui estão todos os vídeos:
      http://www.youtube.com/view_play_list?p=BEB6909BA9522A51
       
       
       
      Abaixo um pequeno resumo dessa caminhada
       
       
      1º dia: Tambaú/SP até Casa Branca/SP - 35 Km

      Trecho dos mais tranquilos, por ser plano e com poucas subidas e descidas. Ideal levar uns 2 litros de água (apesar de haver indicações e lugares onde pegar água pouco antes da divisa). Ao longo do trecho, o caminho passará por plantações de café, cana de açúcar, batata, feijão, laranjas e tangerinas.
      Ao passar pelo cemitério de Tambaú, logo à frente o Caminho sai da Rodovia à direita e segue por estradas de terra até chegar em Casa Branca.
      A divisa de municípios você chega depois de 11 Km, umas 3 horas depois. Cheguei em Casa Branca depois de pouco menos de 9 horas de caminhada.
      A Pousada na cidade fica em uma área da Igreja Nossa Senhora do Desterro e com café da manhã simples.
      Fornece jantar, mas é necessário reservar antecipadamente.
      Os quartos são coletivos e enormes (sem TV), mas um local bastante tranquilo.
       
      Fotos desse dia:
      Vídeo:

       
       
       
      2º dia: Casa Branca/SP até Vargem Grande do Sul/SP - 31 Km

      Trecho bem desgastante e cansativo, sempre com o Sol incidindo. Leve água da pousada ou compre em algum bar da cidade, pois ao longo do trecho eu não achei. Só nos Kms finais. Logo que estiver saindo da cidade e passar embaixo da Rodovia, fique atento que o Caminho pega uma bifurcação à direita e segue cruzando outras Rodovias até chegar no acostamento de uma delas e aí seguir por 6 Km até um desvio à esquerda (fique atento a isso) que agora segue por inúmeros sítios e fazendas. Com varias paradas para descanso fui chegar em Vargem Grande do Sul depois de 10 horas de caminhada. Existe somente um Hotel na cidade para receber os caminhantes: Príncipe Hotel que fornece café da manhã.
      Melhor lugar para jantar na cidade é no Varanda´s Restaurante (próximo da Igreja Matriz).
      Existe outra Pousada a cerca de 10 Km da cidade, que o Caminho passa ao lado: é a Pousada Da. Cidinha.
      Fotos desse dia:
      Vídeo

       
       
       
      3º dia: Vargem Grande do Sul/SP até São Roque da Fartura/SP - 27 Km

      Trecho inicialmente no plano com subidas leves e depois de passados uns 12 Km se iniciará a árdua e íngreme subida da Serra da Fartura (existe a Pousada da Da. Cidinha no início dessa subida). Já do outro lado da serra, o Caminho segue por um pequeno trecho de asfalto, de onde já se consegue ver São Roque da Fartura ao fundo e depois volta a subir a Serra da Fartura, como se fosse um desvio. É um trecho bem desgastante, pois é só subida (o visual lá da crista vale a pena). Levei 8 horas de Vargem Grande do Sul até São Roque da Fartura.
      A Pousada Cachoeira (que pertence Da. Cida) fica depois da Vila, cruzando a Rodovia e se localiza numa subida bem íngreme e oferece jantar. Se quiser fornece café da manhã também.
      Fotos desse dia:https://www.flickr.com/photos/augusto08/albums/72157658134415908
      Vídeo

       
       
       
      4º dia: São Roque da Fartura/SP até Andradas/MG - 50 Km

      O trecho mais longo de todos - caminhei durante 15 horas direto até Andradas. Até o início da descida da serra em direção a Águas da Prata é quase todo no plano, passando por inúmeras nascentes e no meio de plantações de café. Saí de São Roque da Fartura pouco antes das 05:00 hrs e cheguei em Águas da Prata pouco depois das 09:00 hrs. Como encontrei a Pousada do Peregrino fechada, passei direto pela cidade. De Águas da Prata até Andradas o trecho segue por um imenso vale inicialmente no plano para depois só subida. Andradas se localiza em um grande vale entre 2 serras, por isso o trecho final é de descida íngreme e longa.
      Fiquei no Hotel Pastre, mas na cidade existe outro Hotel que é melhor: o Hotel Palace.
      Os dois fornecem café da manhã.
      Melhor lugar para comer é no Restaurante União.
      Fotos desse dia:
      Vídeo

       
       
       
      5º dia: Andradas/MG até Crisólia/MG - 36 Km

      Esse trecho é dividido em vários outros: de Andradas a Serra dos Limas e depois até Barra e depois até Crisólia.
      O trecho de Andradas até a Serra dos Lima lembra um pouco a subida da Serra da Fartura por ser muito íngreme.
      De Serra dos Lima até distrito da Barra é plano e depois descida íngreme até o fundo do vale. Já de Barra até Crisólia é uma subida íngreme muito forte, uma parte plana e pequenas descidas. Na parte final é um longo trecho plano que parece nunca terminar. Não se vê Crisólia do Caminho. Ela aparece de repente, escondida entre os morros. Saí de Andradas por volta das 07h30min, chegando na Barra pouco depois das 12:00 hrs e por volta das 18:00 hrs em Crisólia.
      Na Serra dos Lima, a cerca de 10 km de Andradas fica a Pousada da Da. Natalina.
      No distrito da Barra, a cerca de 20 km de Andradas se localiza a Pousada do Tio João.
      Em Crisólia fiquei na Pousada da Da. Adelaide e que fornecia café da manhã.
      Atualmente em Crisólia só funciona a Pousada do Peregrino, que pertence a Da. Maria.
      Melhor lugar para comer em Crisólia é no Bar da Zéti.
      Fotos desse dia:
      Vídeo

       
       
       
      6º dia: Crisólia/MG até Borda da Mata/MG - 38 Km

      Crisólia está próxima de Ouro Fino (7 Km). Esse trecho passa por dentro dessa cidade (passe no Supermercado Peg Pag e visite a Gruta de Nossa Sa. Aparecida) e depois chega a Inconfidentes (pare no Bar do Maurão – fica na entrada da cidade). Depois o Caminho segue por uns 2 Km pela Rodovia e logo sai para a esquerda, junto a um ponto de ônibus. Passa ao lado da Pousada Águas Livres e segue ora no plano, ora subidas leves. Nesse trecho, talvez você encontre o Seu Joaquim, ao lado da bica que ele fez (tem uma enorme placa em frente). O lugar é perfeito para descanso. O trecho final, de onde se enxerga a cidade de Borda da Mata é de descida e algumas partes planas, mas bem tranquilo. Saí de Crisólia as 07h30min e cheguei as 19:00 hrs em Borda da Mata.
      Se puder visite a Igreja Matriz de Borda da Mata, pois os vitrais internos são lindos.
      Fiquei no Hotel Village com café da manhã.
      Melhor lugar para comer em Borda da Mata: Restaurante San Diego onde também funciona um Hotel.
      Fotos desse dia:
      Vídeo
      http://www.youtube.com/watch?v=TyTeRQK1N5A
       
       
       
      7º dia: Borda da Mata/MG até Tocos do Mogi/MG - 16 Km

      Um dos trechos mais tranquilos dessa caminhada. Saí de Borda da Mata por volta das 10:00 hrs e cheguei em Tocos do Moji por volta das 15h30min.
      Alguns aclives e declives bem fáceis e muita plantação de morango ao longo do Caminho (isso se estiver na época).
      Não deixe de ir à Pastelaria Zé Bastião, que vende pastel de fubá. Pouco antes de chegar na cidade encontrei o Ronald (colega de uma lista de trekking da qual eu participo) e que me acompanhou até Estiva (de lá ele retornou para São Paulo).
      Fiquei na Pousada do Peregrino (Da. Terezinha) que não oferece café da manhã e nem refeição.
      Fotos desse dia: https://www.flickr.com/photos/augusto08/albums/72157656209632074
      Vídeo
      http://www.youtube.com/watch?v=zrHN79M3ntY
       
       
       
      8º dia: Tocos do Mogi/MG até Estiva/MG - 22 Km

      Li em alguns relatos de que esse trecho seria um dos mais difíceis, mas não chegou a ser. Depois de uma subida inicial, o Caminho passa pelo distrito de Fazenda Velha e depois uma longa descida e subida pelo Vale dos Teodoros. É um dos trechos mais bonitos de todo o Caminho. Muita plantação de morango também. Saí de Tocos do Moji as 08h30min e cheguei em Estiva pouco antes das 15:00 hrs.
      Fiquei na Pousada do Póka que se localiza sobre Padaria Santa Edwiges e ao lado da Igreja Matriz.
      Melhor lugar para comer: Nélios Restaurante
      Fotos desse dia: https://www.flickr.com/photos/augusto08/albums/72157656220156963
      Vídeo
      http://www.youtube.com/watch?v=9RLl3q9kO00
       
       
       
      9º dia: Estiva/MG até Consolação/MG - 20 Km

      Trecho também bem tranquilo. Saí de Estiva as 09:00 hrs e cheguei em Consolação por volta das 15h30min. Depois de cruzar a Rodovia Fernão Dias, o Caminho segue no plano a sua maior parte. Cerca de 2 horas depois da cidade se inicia uma longa subida da Serra do Caçador por quase 1 hora. Chegando ao topo o trecho é todo no plano com descidas até chegar em Consolação.
      Fiquei na Pousada da Da. Elza, que oferece jantar e café da manhã.
      A cidade é bem pequena e não oferece muita coisa.
      Fotos desse dia: https://www.flickr.com/photos/augusto08/albums/72157658131337630
      Vídeo
      http://www.youtube.com/watch?v=zPyrn6FpCcc
       
       
       
      10º dia: Consolação/MG até Paraisópolis/MG - 22 Km

      Trecho também bastante tranquilo. Saí as 08h30min de Consolação e cheguei em Paraisópolis as 15h30min. O inicio dele é com leves descidas e todo no plano com uma ou outra subida leve. A longa subida não tão íngreme já tá quase no final, depois que o Caminho segue por uma estrada secundária. Chegando no topo é só descida até Paraisópolis, onde já se avista a Pedra do Baú de ângulo bem diferente.
      Fiquei no Hotel Central que oferece café da manhã.
      Melhor lugar para comer: Restaurante Choupana (simples, mas de qualidade)
      Fotos desse dia:https://www.flickr.com/photos/augusto08/albums/72157656209731114
      Vídeo
      http://www.youtube.com/watch?v=26TQDEioe6U
       
       
       
      11º dia: Paraisópolis/MG até Campista/MG - 41 Km

      Sem dúvida nenhuma um dos trechos mais difíceis de todos. Aqui eu já estava com a Márcia que se juntou a mim até a Basílica de Aparecida. Por não saber como era o trecho e não encontrar relatos de outros peregrinos, já que ele foi inserido em substituição ao trecho de São Bento do Sapucaí, Sapucaí Mirim e Santo Antônio do Pinhal, caminhamos cerca de 14 horas direto. Ao chegarmos ao Distrito de Luminosa, que fica em um imenso vale, imaginávamos que a subida da serra não fosse tão extensa. Foi um desnível de 1000 metros, tendo de subir um trecho muito íngreme e extremamente cansativo no final.
      Não recomendo fazer esse trecho se você não está preparado para uma longa subida.
      Já quem for fazer esse trecho, deverá estar passando por Luminosa no máximo até 12:00 hrs, para chegar no asfalto antes do anoitecer, senão terá problemas - sugiro ficar na Pousada N. Sra das Candeias (Da. Ditinha) que fica ao lado da Igreja de Luminosa ou na Pousada da Da. Inez, uns 4 Km depois de Luminosa, já na subida da serra. No final da subida da serra, o Caminho segue por um trecho de mata e sem qualquer vestígio de vida humana (só com lanterna para fazer esse trecho no escuro).
      A Pousada Barão Montês fica na Estrada do Campista (que liga Campos do Jordão à São Bento do Sapucaí) e tá no meio do nada.
      Por não saber onde ficava a Pousada, cometemos vários erros nesse trecho.
      Nem imaginávamos que a Pousada ficava longe de tudo. E para piorar nem avisamos ao proprietário da Pousada que íamos chegar durante a noite.
      Por isso avise com antecedência que você vai pernoitar na Pousada para ele preparar o jantar.
      Fornece café da manhã.
      Fotos desse dia: https://www.flickr.com/photos/augusto08/albums/72157658134904928
       
      Vídeo 1
      http://www.youtube.com/watch?v=lhWUQKTpd_8
       
      Vídeo 2
      http://www.youtube.com/watch?v=yjXA9ErDFWg
       
      Vídeo 3
      http://www.youtube.com/watch?v=OBkPI-AHOoM
       
       
       
      12º dia: Campista/MG até Campos do Jordão/SP - 21 Km

      Saímos de Campista as 09:00 hrs e chegamos em Campos do Jordão por volta das 15h30min. O trecho é tranquilo e segue descendo pelo asfalto durante uns 30 minutos e ao chegar na divisa São Bento do Sapucaí/Campos do Jordão, o Caminho segue por estradas de terra à direita, agora em aclive.
      Chegando na crista o visual compensa, mostrando alguns bairros de Campos do Jordão e passando próximo da Pedra do Baú, à direita. Existe um pequeno bar à esquerda, pouco depois de se avistar a Pedra do Baú. O ideal é parar aqui, pois ainda tem um longo trecho até a Pousada Refúgio do Peregrino, que oferece café da manhã.
      Campos do Jordão oferece inúmeras opções de alimentação, mas dependendo da época se tornam muito cara.
      Fotos desse dia: https://www.flickr.com/photos/augusto08/albums/72157658478799316
      Vídeo
      http://www.youtube.com/watch?v=gxLkCskaDCM
       
       
       
      13º dia: Campos do Jordão/SP até Pindamonhangaba/SP - 42 Km

      O trecho inicial ainda é pelo asfalto com algumas subidas e descidas, passando pelo ponto culminante ferroviário do país. O trecho mais chato é quando você caminha pela linha do trem (cuidado com o trenzinho, pois sempre tem algum descendo ou subindo). Chegando na Estação Eugênio Lefreve, em Santo Antônio do Pinhal, aqui é ponto final dos trenzinhos que saem de Campos do Jordão, por isso está sempre cheia - dizem que o bolinho de bacalhau do barzinho da estação é um dos melhores. No local tem um belo mirante de todo o vale e agora o Caminho sai da linha do trem e segue por uma trilha no meio da mata - tem a opção de continuar pela linha do trem, mas é bem mais cansativo. Terminando a descida chegamos no Bairro de Piracuama, onde existe uma estação de trem e 2 Pousadas, mas no dia nenhuma tinha vaga. Se quiser pernoitar por aqui em qualquer das pousadas é necessário reservar antecipadamente. Até o centro de Pindamonhangaba são uns 20 Km e lá existem mais 3 pousadas. Saímos de Campos do Jordão as 08h30min e chegamos no centro de Pindamonhangaba por volta das 20:00 hrs. Tivemos um pequeno problema nesse trecho. Veja no vídeo.
      Ficamos no Hotel Comendador, que oferece café da manhã.
      Fotos desse dia: https://www.flickr.com/photos/augusto08/albums/72157658134964888
      Vídeo
      http://www.youtube.com/watch?v=O_2Kc4BSmqc
       
       
       
      14º dia: Pindamonhangaba/SP até a Pousada Jovimar (Aparecida)/SP - 27 Km

      Saímos por volta das 08h30min e chegamos na Pousada Jovimar as 17:00 hrs.
      O percurso foi todo no asfalto, ao lado da Rodovia que segue para Aparecida. É bem entediante, monótono e barulhento e para piorar não existem trechos de sombra (foi Sol na cabeça o tempo todo). Como não pretendíamos chegar no final de tarde na Basílica ficamos em uma Pousada a 3 Km antes, de onde ainda não se consegue ver a Basílica. O legal é que durante todo percurso sempre vão passando bikers ou peregrinos de outras cidades e ao verem eu e a Márcia de mochilas passam incentivando.
      Fotos desse dia:https://www.flickr.com/photos/augusto08/albums/72157658478853556
      Vídeo
      http://www.youtube.com/watch?v=6o8_9wGcKpw
       
       
       
      15º dia: Pousada Jovimar até Basílica - 3Km

      Saímos da Pousada pouco antes das 09:00 hrs, já que pretendíamos participar da Missa das 10:00 hrs. Assim que nos aproximávamos da Basílica, percebíamos que estaria lotada, haja vista o número impressionante de ônibus de turismo.
      Fomos subir as escadas da Basílica as 09h40min e depois da Missa fomos pegar nossa Mariana (certificado de quem conclui o Caminho da Fé) e no final da tarde voltamos para São Paulo.
       
      Fotos desse dia: https://www.flickr.com/photos/augusto08/albums/72157656220376453
      Vídeo
      http://www.youtube.com/watch?v=jZnqML264mg
       
       
      Por hora é isso.
       
       
       
      Abcs
    • Por kely.alves
      Muitos me questionaram porque ir para Florianópolis que é a Ilha da Magia em pleno outono e a resposta foi bem simples: MEGA PROMO!!
      Tava um valor bom, então bora fazer desse limão uma limonada delícia. 😀
      Floripa é muito conhecida por suas praias exuberantes e gente bonita passando para cima e para baixo. Mas por conta do período do ano (Outono) eu sabia que não daria praia, mas que poderia fazer muitas outras atividades como trilhas e bater perna por outras áreas.
      Época fria, mas tive a sorte de não pegar chuva nenhum dia, então, foram dias e noites bem aproveitados.
      Eu dispunha somente de um final de semana prolongado, então fiz muitas coisas nesses meus 3 dias e meio. Mais uma vez com a ajuda de alguns amigos desse site, consegui fazer a seguinte programação:
      13.06.2018: Chegada em Floripa (à noite)
      14.06.2018: Trilha Lagoinha do Leste
      15.06.2018: Tour Área Norte: Santo Antonio de Lisboa, Jurerê Internacional, Fortaleza de São José da Ponta Grossa, Barra da Lagoa
      16.06.2018: Trilha da Galheta
      17.06.2018: Jogo do Brasil e retorno para SP
      Dia 1: Chegada em Floripa
       

      Dentre as muitas opções que me foram dadas, optei em me hospedar na Lagoa da Conceição por ser o centro efervecente de Floripa, uma boa quantidade de hostels, restaurantes, bares, mercados, fácil acesso ao Sul e ao Norte. Enfim, localização perfeita!
      Me hospedei no Gecko´s hostel http://www.geckoshostel.com/ (RECOMENDO!!) e com um valor ótimo de diária R$ 30,00 sem café da manhã. Caso opte pelo café, paga-se R$ 10,00 a mais.
       

      📌Sugestão:
      Faça suas compras nos mercados próximos. Há opções de orgânicos, sacolões, mercados grandes, mercados menores, padarias com pãoes quentinhos. É possível usar todos os utensílios da cozinha do hostel. Sai mais barato e você pode fazer um café mais reforçado, pois achei bem fraquinho o deles. Para o jantar, sugiro o mesmo, pois só tinha lanches disponíveis nos arredores e precisava de comida por conta da energia gasta nas atividades. Sendo baixissima temporada, muitos locais estavam fechados. Na ponta do lápis, foi uma ótima economia também!💲
      Do aeroporto até o hostel o percurso foi de meia hora e custou R$ 26,00 com uber. Chegando lá, a recepcionista me perguntou se eu estava afim de ir numa festa numa balada onde a entrada era VIP até 23h30 e tinha um free shot de Catuaba pelo simples fato de estar hospedada com eles (ganharam pontinho positivo). Com meu colega de quarto (que tinha acabado de conhecer e topou meu convite) partimos para essa vibe underground chamada Santa https://pt-br.facebook.com/santalagoa/. O lugar toca um pouco de tudo desde funk a clássicos indie anos 2000. Tava meio vazio, mas o pouco pessoal que lá estava tocaram o terror e foi bem animado.
      Voltamos cedo porque no dia seguinte seria o único dia de sol daquele final de semana e queria fazer a melhor trilha de todas.
      Dia 2: Trilha Lagoinha do Leste
      De todas as dicas que recebi a mais indicada foi essa trilha. Ela possui dois caminhos: um fácil e rápido (sem vista) ou um mais longo e com vista espetacular. Optei pelo segundo.
      Usando ponto de partida como a Praia do Matadeiro:

       
      📌Depois de passar pela praia e entrar na trilha depois das placas indicativas, mantenha sempre o lado direito. Pq uma hora as placas desaparecem e sobram trilhas no chão. Não tem erro. É tranquilo.
       

       
      Essa foi a única placa que encontrei no caminho, depois foi seguir esse esquema de manter a direita e deu tudo certo. Pelo caminho sempre se encontram pessoas que estão fazendo o mesmo trajeto e passada a parte de mata fechada, se abre um costão lindo, rende fotos espetaculares:

      E o lance de manter a direita faz todo sentido se chega nessa parte: se for para a esquerda você desce o costão que cai direto no mar, e não queremos isso, certo?
      Fiz uma parada para contemplação e lanchinho antes de continuar a caminhada e depois que retomei o caminho, vê-se do alto de um morro o destino: Praia da Lagoinha do Leste:

      Como se pode ver no canto direito da foto é realmente uma lagoinha que fica de frente para uma praia. Sendo baixíssima temporada, estava sem ninguém, por exceção de dois pescadores que parei para conversar e saber como ir embora (já que não seria o mesmo caminho da ida) e como faz para chegar no ponto alto do passeio: Morro da Coroa.
      Andando pela praia vê-se uma montanha e dizem que no alto dela a vista é sensacional, mas tem que ter disposição e pernas fortes para subir. Como não estava lá à toa, fui, é claro.
       

      É uma subida realmente bem íngrime e há pontos em que para ter mais segurança, você sobe literalmente de quatro, mas vale a pena e a vista. Os pescadores tinham dado uma dica boa por qual caminho seguir onde não há desprendimento de pedras no caminho e subi bem e em segurança.

      À medida em que se vai ganhando altura, consegue ver perfeitamente a Lagoa e a praia.
      Chegando no topo, estava receosa de estar sozinha no meio do nada e no alto de um morro, mas tinha um grupo de amigos lá e me juntei a eles. Foi ótimo pela cia, pela conversa, pelas trocas de fotos e principalmente pela cia no retorno, pois apesar de gostar de entrar no meio do mato, não gostaria de estar nele sozinha com pouca luz, afinal, segurança em primeiro lugar.
       
      Existe um ponto de foto clássica nesse morro, tipo Pedra do Telégrafo no Rio de Janeiro. Fiquei meio desengonçada, mas eu fiz a tal foto depois de milhares de tentativas. Ficou mais ou menos boa. Preciso de braços mais fortes para erguer as pernas, mas o que vale é a intenção.

      Esse foi o único dia de sol que realmente peguei nessa viagem então, a cor da água fica incrivel e rende ótimos flashs. Super recomendo. (Mesmo em dias nublados, porque a vista vale muito a pena, além do desafio de fazer uma trilha de tempo razoavelmente longo)
       

      Como tudo o que sobe, desce, fizemos com tranquilidade o caminho de volta e com atenção para não nos machucarmos ou sofrer qualquer torção. Porque sendo íngrime, certas partes na volta, também faz-se sentado.
       

      O retorno foi feito pela trilha do Pântano Sul que é bem demarcada, com pontos onde é possível encher as garrafas de água e não tem erro porque ela é fechada por mata e não tem bifurcações, mas diferente do caminho da Praia do Matadeiro, ela não tem vista, e consequentemente ela é mais rápida (45 mins mais ou menos)

       

      A saída por essa placa leva a uma rua que não sei o nome, mas que tem ponto de ônibus que roda por vários lugares, inclusive para a Lagoa da Conceição. Mas não pode ter pressa, porque o sistema de transporte de Florianópolis não me pareceu muito eficente: ele te deixa num terminal e depois desse terminal tem que pegar outro ônibus. É bem demorado, mas é o modo mais econômico.
      Chegando no hostel, fui fazer meu jantar e descansar, afinal a caminhada foi boa: 3h na ida e 1h20 na volta + o trajeto de buso que desisti de contar o tempo.
      Portanto, se forem à Floripa coloquem esse destino na lista, não vão se arrepender!
      📌O que levar para esse passeio:
      Água: não há quiosques ou ambulantes pelo caminho (na alta temporada, talvez); Lanche; Protetor solar; Agasalho; Ao fazer a trilha pelo Matadeiro, sugiro estar com calça comprida para proteger as canelas da vegetação rústica que tem pelo caminho e não se machucar; Repelente; Câmera para fotos espetaculares; Disposição, muita disposição. Dia 3: Tour Área Norte: Santo Antonio de Lisboa, Jurerê Internacional, Fortaleza de São José da Ponta Grossa, Barra da Lagoa
      Por meio do app Couchsurfing troquei contato com uma pessoa que mora em Floripa e estava disponível para me levar para passear. Esse novo amigo me perguntou o que eu gostaria de conhecer e respondi que parte histórica das cidades é algo me encanta. Então, fomos eu e uma colega do hostel que estava sem programação. Colocamos gasosa no carro do amigo e fomos rodar por aí para conhecer um pouco do passado para entendermos o tempo presente. Esse foi o nosso roteiro:

      Foi muito produtivo!
      Breve resumo histórico:
      "Os primeiros habitantes da região de Florianópolis foram os índios tupis-guaranis. Praticavam a agricultura, mas tinham na pesca e coleta de moluscos as atividades básicas para sua subsistência. Os indícios de sua presença encontram-se nos sambaquis e sítios arqueológicos cujos registros mais antigos datam de 4.800 A.C. Já no início do século XVI, embarcações que demandavam à Bacia do Prata aportavam na Ilha de Santa Catarina para abastecerem-se de água e víveres. Entretanto, somente por volta de 1675 é que Francisco Dias Velho, junto com sua família e agregados, dá início a povoação da ilha com a fundação de Nossa Senhora do Desterro (atual Florianópolis) - segundo núcleo de povoamento mais antigo do Estado, ainda fazendo parte da vila de Laguna - desempenhando importante papel político na colonização da região.                                                                                                                                          Em 1726, Nossa Senhora do Desterro é elevada a categoria de vila, a partir de seu desmembramento de Laguna. A ilha de Santa Catarina, por sua invejável posição estratégica como vanguarda dos domínios portugueses no Brasil meridional, passa a ser ocupada militarmente a partir de 1737, quando começam a ser erguidas as fortalezas necessárias à defesa do seu território. Esse fato resultou num importante passo na ocupação da ilha.
      Nesta época, meados do século XVIII, verifica-se a implantação das "armações" para pesca da baleia, em Armação da Piedade (Governador Celso Ramos) e Armação do Pântano do Sul (Florianópolis), cujo óleo era comercializado pela Coroa fora de Santa Catarina, não trazendo benefício econômico à região.
      No século XIX, Desterro foi elevada à categoria de cidade; tornou-se Capital da Província de Santa Catarina em 1823 e inaugurou um período de prosperidade, com o investimento de recursos federais. A modernização política e a organização de atividades culturais também se destacaram, marcando inclusive os preparativos para a recepção ao Imperador D. Pedro II (1845).
      Dentre os atrativos turísticos da capital salientam-se, além das magníficas praias, as localidades onde se instalaram as primeiras comunidades de imigrantes açorianos, como o Ribeirão da Ilha, a Lagoa da Conceição, Santo Antônio de Lisboa e o próprio centro histórico da cidade de Florianópolis."
      Fonte completa: http://www.pmf.sc.gov.br/entidades/turismo/index.php?cms=historia&menu=5&submenuid=571
      Santo Antonio de Lisboa: grande ocupação açoriana e portuguesa. Região que tem grande concentração de sambaquis que são vestígios indígenas.


      Igreja de Nossa Senhora das Necessidades: construção proximada em 1750.

      Considerada uma das mais belas expressões do barroco no sul do Brasil.
      Jurerê Internacional: a cara da riqueza com suas mansões estilo americanas. Casas sem muros e ruas largas. Muito chique.  

       
      Fortaleza de São José de Ponta Grossa (1740): Ao Norte da Ilha de Santa Catarina, entre as praias do Forte e Jurerê, ergue-se um dos mais belos monumentos catarinenses do século XVIII: a Fortaleza de São José da Ponta Grossa. Em conjunto com as Fortalezas de Santa Cruz de Anhatomirim e Santo Antônio de Ratones, formava o sistema triangular de defesa que deveria proteger a Barra Norte da Ilha contra investidas estrangeiras e consolidar a ocupação portuguesa no Sul do Brasil. (Fonte: http://www.fortalezas.ufsc.br/fortaleza-ponta-grossa/guia-fortaleza-de-sao-jose-da-ponta-grossa/)

       
      Fui muito bem recebida por um ser gracinha que estava no caminho😍

      Barra da Lagoa: O bairro da Barra da Lagoa está localizado na costa leste da Ilha de Santa Catarina, entre o Rio Vermelho e a Lagoa da Conceição. Distante cerca 19,8 km do centro de Florianópolis, a Barra da Lagoa é uma comunidade tradicional, que ainda mantém viva a raiz cultural açoriana e madeirense, como a pesca e a produção de trançados, a confecção da renda de bilro e de redes para a pesca artesanal. (Fonte: http://www.guiafloripa.com.br/cidade/bairros/barra-da-lagoa)
      Ruelas estreitas, vida simples e com um paz que muita gente procura. Ótimo lugar para caminhadas.

       

       
      Dia 4: Trilha da Galheta
      Florianópolis tem muitas trilhas para serem apreciadas. Escolhi essa porque me falaram que era muito bonita a vista e daria tranquilamente para eu fazer sozinha. Sai na caminhada da Lagoa da Conceição e fui até a Praia Mole. Chegando lá tem uma entradinha de terra sentido praia que disseram que era caminho para chegar na Galheta.

      No final dessa estradinha realmente vira praia e como era um dia de semana, no outono e tempo nublado não tinha quase ninguém só raros gatos pingados.

      Não deu praia, mas deu para fazer a caminhada com muita tranquilidade e relaxamento:

      Da praia mole até a Galheta há um paredão de pedras que a gente segue uma trilhazinha e é bem demarcada e esse lado é realmente muito bonito. No meio do caminho encontrei um rapaz que fazia sua caminhada de boas como eu e conversamos. Como ele  tb estava sozinho, eu disse que estava fazendo essa trilha da Galheta e queria sair na Barra da Lagoa, perguntei se ele tava afim de acompanhar e ele topou. Perguntamos a um local como fazíamos para subir a trilha pela mata e ele indicou uma faixinha de areia que passou desapercebida da gente e seguindo os conselhos do local deu tudo certo e tivemos essa vista:

      Tenho certeza que num dia ensolarado a cor da água deve ser sensacional.
      Infelizmente não há placas indicativas, mas depois que se entra na trilha é só seguir a demarcação no chão e seguir sempre em frente. No final saimos num bairro residencial e encontramos outro morador ilustre pelo caminho e não resisti, tirei uma fotinho:

      O final do nosso caminho nos levou até a Trilha Arqueológica também chamada de Trilha da Oração, é um santuário Arqueoastronômico. Nela encontra-se um conjunto de Monumentos Megalíticos, que são pedras que estão posicionadas de forma estratégica, que mostram exatamente quando ocorrem os fenômenos de solstício e equinócio, e também determinam a direção norte-sul.
      (Fontes: https://inspiralma.com/2017/10/11/trilha-arqueologica-fortaleza-da-barra/  https://arqueoastronomia.com.br/atividades)

      Infelizmente não pude conhecer esse lugar e estava rolando umas atividades muito boas e algumas gratuitas, mas como eu tinha caminhado uns 9km estava bem cansada e precisava almoçar em algum lugar. Deixo os links acima para quem tiver interesse nesse lado místico que eu achei sensacional e gostaria de me aprofundar, mas a natureza da fome foi mais forte.

      Tudo bem, mais um motivo para voltar para esse lugar incrível e como vocês podem ver, há muitas trilhas e caminhos para desbravar.
      Depois de comer algo, mais uns 3km desse local chegamos na Barra da Lagoa e é uma graça de simplicidade e beleza:

      Meu parceirinho de trilha precisava ir embora e eu estava cansada, mas aproveitando que eu já estava na Barra da Lagoa, fui conhecer uma trilha que leva para umas piscinas naturais Ela é bem curtinha e leva uns 30 minutos e é bem sinalizada. Reuni força, animo e vontade e fui.

      Valeu a pena!


      Depois de ver tudo o que gostaria, peguei um ônibus de volta para a Lagoa da Conceição. Jantei, estiquei as pernocas e vocês acham que fui dormir? Bem, era esse o plano original, mas quando você se hospeda em hostel, ainda mais naqueles que parece que você está em casa com seus melhores amigos, recebi o convite para um aniversário de uma moça que estava no mesmo quarto que eu numa balada mara em Floripa. Fizemos nosso esquenta no hostel e depois tocamos pra vibe! Já que temos espírito teen, ele baixou em mim e assim ficou...hehehe

      Pessoas sensacionais. E que noite!!!
      O dia seguinte era meu retorno a SP e pela primeira vez na trip me permiti dormir até a hora em que meu corpo quisesse. (Respeitando o horário do check out, é claro).
      Esses poucos dias foram lindos e intensos e conheci muita gente boa e especial pelo caminho. Muitas mulheres ficam com receio de sairem sozinhas por ai afora e posso dar a dica de ouro: SE JOGA!! Quando emanamos boas energias, boas pessoas e bons momentos serão atraídos até a gente. Não se limite a esperar cia, às vezes a sua agenda e de seus amigos podem não bater e você perde a oportunidade de fazer bons novos amigos pelo caminho.
      Ir para novos lugares é um prazer imenso e uma perfeita válvula de escape para mim, mas voltar para casa tb me alegra, e muito.

      Espero ter colaborado um pouco para o planejamento de algumas pessoas e mostrar que a Ilha da magia, mesmo em céu cinzento é linda e acolhedora.
      Qualquer dúvida que tiverem podem me perguntar que será um prazer ajudar. Tenho comigo a planilha de gastos dessa viagem, caso necessitem.

       
       
       
       
       
       
       
       


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