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Anderson Paz

Jalapão, Serras Gerais (Natividade, Almas, Dianópolis, Taguatinga, Aurora/TO) e Chapada dos Veadeiros - viagem de 11 dias

Posts Recomendados

* Jalapão: municípios de Ponta Alta do Tocantins, Mateiros e São Félix do Tocantins - Cachoeira da Fumaça, Cachoeira do Soninho, Pedra Furada, Cânion Sussuapara, Cachoeira do Lajeado, Cachoeira da Velha, Prainha, Dunas, Fervedouro do Ceiça, povoado quilombola Mumbuca, Fervedouro Buritizinho, Cachoeira do Formiga, Fervedouro Alecrim, Cachoeira das Araras, Morro da Catedral e Morro do Gorgulho

 

** Serras Gerais:

- Natividade: centro histórico, biscoitos Amor Perfeito Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos

- Almas: Cahoeirinha, Cânion Encantado, Cachoeira do Urubu-Rei, Cachoeira da Cortina (ou Véu de Noiva) e Arco do Sol (ou Pedra Furada)

- Dianópolis: Lagoa Encantada

- Taguatinga: Cachoeira do Registro

- Aurora do Tocantins: Rio Azuis

 

*** Chapada dos Veadeiros: Alto Paraíso e Macaquinhos

 

- Este é um breve relato de uma viagem de carro de 11 dias pelo Jalapão, Serras Gerais e Chapada dos Veadeiros, incluindo os dias de ida e de retorno.

- A viagem foi feita no período de 3 a 13 de junho de 2015 com saída de Brasília - DF.

- Para conhecer o Jalapão, contratamos o guia Neném com veículo 4x4 ((63) 8472-0830 - operadora: OI). Para conhecer os atrativos do município de Almas contratamos o guia Alminha ((63)92080515)

 

Itinerário resumido

Dia 1) Brasília - Natividade - Ponte Alta

Dia 2) Jalapão: Cachoeira da Fumaça, Cachoeira do Soninho e Pedra Furada

Dia 3) Jalapão: Sussuapara, Lajeado, Cachoeira da Velha, Prainha e Dunas

Dia 4) Jalapão: Fervedouro do Ceiça, Mumbuca, Fervedouro Buritizinho e Cachoeira do Formiga

Dia 5) Jalapão: Fervedouro Alecrim, Cachoeira das Araras, Morro da Catedral e Morro do Gorgulho

Dia 6) Ponte Alta - Almas: Cachoeirinha

Dia 7) Almas: Cânion Encantado, Cachoeira Urubu-Rei, Cachoeira Cortina e Arco do Sol

Dia 8 ) Almas - Dianópolis - Aurora do Tocantins: Lagoa Bonita

Dia 9) Aurora/Taguatinga - Alto Paraíso: Rio Azuis e Cachoeira do Registro

Dia 10) Alto Paraíso: Macaquinhos

Dia 11) Retorno a Brasília

 

DIA 1 | Brasília - Natividade - Ponte Alta

 

Estrada (até Ponte Alta)

A viagem foi feita em um Peugeout 207. Fizemos o trajeto de Brasília a Ponte Alta do Tocantins passando pela Chapada dos Veadeiros, Arraias, Campos Belos, Natividade e Pindorama do Tocantins https://goo.gl/maps/727Ml. Pegamos um único trecho de estrada de terra (67 km) entre a Chapada da Natividade e Pindorama, que estava muito bem batida e não tivemos problemas para atravessar.

 

As estradas estão em bom estado em praticamente todo o trajeto. O trecho de 40 km após Arraias, que estaria mais crítico de acordo com relatos que vimos, foi recém reformado em uma operação tapa buracos e deve aguentar bem até as primeiras chuvas de 2015.

 

Atenção:

a) Dentro da região da Chapada dos Veadeiros, de São João da Aliança até Cavalcante, a estrada foi reformada há algum tempo, mas ainda está sem sinalização horizontal.

b) Depois de uns 18 km da saída de Natividade no sentido Chapada da Natividade, haverá um trevo sem qualquer placa em que vc deverá entrar à direita para seguir rumo a Pindorama.

 

Dica: Não se acanhe em pedir informações. No Tocantins há poucas placas informativas e em algumas situações é fácil se perder.

 

Natividade

No caminho à Ponte Alta do Tocantins, paramos em Natividade para uma visita ao centrinho histórico. Deixamos o carro próximo à igreja São Benedito e caminhamos pelas ruas e pracinhas da simpática cidade.

 

O que não deixar de ver em Natividade:

- Ruínas da Igreja da Nossa Senhora do Rosário dos Pretos

- Biscoitos da Dona Neninha - Amor Perfeito: provamos todas as opções de biscoitos e os nossos campeões foram o Amor Perfeito, o de canela e a peta, também chamada de pipoca na região. Todos são assados em forno de barro ao fundo da pequena fabrica de biscoitos. São deliciosos e dão um ótimo presente de lembrança da viagem! =)

 

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Ponte Alta do Tocantins

Nossa hospedagem em Ponte Alta foi na pousada Águas do Jalapão. A pousada fica um pouco fora da cidade, cerca de 1,5km. Mas já o suficiente pra se ter uma vista livre para as estrelas!

Café da manhã simples, mas com opções de frutas e suco da fruta.

Diária: R$150 (casal) ou R$30 por pessoa em barraca.

 

DIA 2 | Cachoeira da Fumaça | Soninho | Pedra Furada

 

Cachoeira da Fumaça

Com um grande volume de água em uma queda larga, é possível ver o vapor da água subindo e rodopiando acima do poço formando um efeito de fumaça muito bonito.

 

A cachoeira em si não é própria para banho, mas para quem quiser se aventurar, dá para caminhar por trás dela e tomar um banho com o vento no vapor das águas. A caminhada é fácil e é recomendado usar tênis por conta das pedras. Vale a pena!

 

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Por outra trilha acima da cachoeira é possível ter uma vista muito linda do poço. Dependendo do horário forma-se um arco íris na fumaça! Demos sorte!

 

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No rio acima da cachoeira há uma área para banho pequena que deve-se tomar muito cuidado por conta das corredeiras que se formam abaixo do nível do rio. Soubemos que recentemente havia ocorrido um afogamento por imprudência na área das corredeiras. Tomando cuidado, pode ser um ótimo banho pra refrescar ate a próxima parada do dia!

 

Cachoeira do Soninho

Próximo à ponte sobre o Rio Soninho paramos para o nosso almoço. Há uma sombra gostosa na beira do rio perfeita para um piquenique.

 

Em seguida fomos à Cachoeira do Soninho, por onde se chega atravessando uma pequena trilha na mata e tem-se uma vista das bifurcações de pedras por onde a água contorna e segue o seu fluxo. A cachoeira é bem bonita e estreita. Não é apropriada para banho e sim para contemplar a vista e a água contornando as pedras profundas.

 

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Pôr do Sol na Pedra Furada

Terminamos o dia na Pedra Furada, uma rocha calcária muito bonita esculpida pelo vento.

 

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O Jalapão exibe extensões de cerrado a perder de vista no horizonte. Infelizmente nos últimos 3 anos o proprietário de uma fazenda próxima ao morro da Pedra Furada iniciou uma produção de eucaliptos, prejudicando a paisagem que se tinha antigamente. Com isso, achamos a vista da Pedra Furada um pouco decepcionante.

 

Jantar em Ponte Alta: recomendamos o Restaurante Beira Rio, que fica em frente à antiga ponte alta, que dá nome à cidade. Comemos um peixe fresco com porções de mandioca, feijão tropeiro, arroz e salada de tomates. Cervejinha gelada e bom atendimento!

 

DIA 3 | Susssuapara - Cachoeira Lajeado - Cachoeira da Velha - Prainha - Dunas

 

Gruta Sussuapara

Começamos o dia na Sussuapara que fica bem próxima de Ponte Alta. Ouvimos de nosso guia que antigamente os moradores da cidade costumavam ir para a gruta para tomar banho no grande poço que se formava. Para chegar atravessamos uma pequena trilha e nos deparamos com os paredões úmidos da gruta. Atualmente não há mais área para banho devido ao assoreamento do poço causado pela construção de estradas próximo ao local. Ainda assim, a visita à gruta vale pela contemplação da formação rochosa e do pequeno veio d'água que atravessa as pedras e circunda todo o caminho formando uma paisagem bonita!

 

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Cachoeira do Lajeado

Seguindo na mesma estrada rumo à Cachoeira da Velha, chega-se à Cachoeira do Lajeado. A cachoeira ganhou esse nome em função da curiosa formação de pedras pela qual o rio passa esculpindo. De cor avermelhada e superfície muito lisa, a cachoeira é toda feita de pequenos degraus imitando lajes até chegar em sua queda principal onde um bom poço para banho. Para chegar até a queda principal é preciso descer a cachoeira margeando-a e depois encarar a subida de volta!

 

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Cachoeira da Velha

Um das atrações mais incríveis do Jalapão, a Cachoeira da Velha é surpreendente não apenas pelas caudalosas quedas d'água como também pela vista maravilhosa no horizonte, com as serras do Jalapão e o rio atravessando o Cerrado até chegar na área de queda da cachoeira. Os contrastes de cores da paisagem para nós foi um show a parte.

 

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A cachoeira ganhou este nome pelos antigos moradores do Jalapão que diziam da existência de uma mulher que morava nas imediações da cachoeira e sempre era vista lá. Há uma opção de atravessar a Cachoeira da Velha por trás das quedas d'água e chegar em uma outra vista que dizem ser muito bonita também! Quando fomos não tínhamos tempo para a travessia, mas prometemos um dia voltar lá pra isso.

 

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Prainha

Escolhida como locação de cenas do filme Deus é Brasileiro, a Prainha é uma mesmo um lugar delicioso para relaxar e apreciar a natureza! Escolhemos uma boa sombra para fazer nosso almoço e em seguida tomamos banho no rio de águas transparentes e agradáveis como são as águas do Tocantins!

 

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Dunas

Fechamos nosso dia no por do sol nas Dunas, que, sem dúvida, é uma das atrações mais incríveis do Jalapão! A chegada até as Dunas é um show a parte. Ao se aproximar do local, tem-se no horizonte a imponente Serra do Espírito Santo. Após passar pelo cadastro de visitantes no posto da Naturantins, percorremos uma estrada em direção às Dunas na qual se abre uma paisagem belíssima com um lago azul claro cercado de buritis com uma vegetação linda, numa alusão a um oásis. Para acessar as Dunas deixamos o carro e já descemos descalços, que é o melhor jeito de fazer a trilha na areia.

 

O cenário é deslumbrante: dunas de areia esculpidas pelo vento, margeadas por um rio no meio do Cerrado com a impressionate Serra do Espírito Santo ao fundo. O pôr do sol tinge a areia e roseia o céu. Ao subir as dunas tem-se vista livre do poente e do nascente e não dá para saber qual dos lados é o mais bonito.

 

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Terminamos o dia rumo a Mateiros. Chegamos ao pequeno município à noite, por volta das 20h, o céu estava impressionantemente cheio de estrelas. Jantamos no restaurante Galpão 21, que fica mais afastado do centro com comida típica e muito bem preparada.

 

Nossa hospedagem em Mateiros foi a Pousada da Bibi, uma senhora muito acolhedora. Café da manhã simples, quarto e banheiro limpos. Valor: R$ 150 p/ casal.

 

DIA 4 | Fervedouro do Ceiça - Comunidade Mumbuca - Fervedouro do Buritizinho - Cachoeira do Formiga

 

Fervedouro do Ceiça

Ao chegar no fervedouro pegamos uma trilha curta até o local. Como tinha sido nosso primeiro fervedouro ainda não sabíamos o que nos esperava exatamente. Cercado de bananeiras, o fervedouro formava uma pequena banheira natural com fundo de areia e cheia de nascentes que com a pressão da água não nos deixava afundar! A experiência é deliciosa e cada um descrevia a sensação de um jeito.

Para visitar pagamos R$10,00 por pessoa. A entrada é restrita a 6 pessoas por vez e a permanência é de 20 minutos.

 

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Comunidade Mumbuca

A pequena comunidade kalunga Mumbuca é cercada de casas construídas tradicionalmente com barro e coberturas de palha. Ao longo dos últimos anos estão modificando seus padrões construtivos e já se vê algumas casas de alvenaria. No coração da vila há uma casa de exposição do artesanato do capim dourado na qual homens e mulheres da comunidade apresentam suas mais variadas obras: vasos, cestas, chapéus, bijouterias, madalas, etc. A casa é sempre cheia de turistas que adoram poder comprar direto da fonte. Atualmente no Tocantins há varios lugares que revendem o artesanato produzido em Mumbuca.

 

Fomos recepcionados com sorrisos e cantoria por uma das mulheres mais antigas da comunidade, que nos ensinou a versão do Capim Dourado para a cantiga do Alecrim Dourado.

 

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Fervedouro Buritizinho

O Fervedouro Buritizinho é bem menor e com menor pressão que o fervedouro do Ceiça mas não deixa de ser bonito e delicioso para tomar banho. O local é preparado para receber os turistas para o almoço, que é feito pela família proprietária da área. Tomamos um banho delicioso e em seguida almoçamos uma comida caseira feita na hora!

 

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Cachoeira do Formiga

Passamos uma tarde muito agradável nos banhos da Cachoeira do Formiga. De águas azuis esverdeadas, a cachoeira tem uma pequena queda com um poço delicioso para banho. Levamos snorkel para apreciar os vários tipos de peixinhos nas águas transparentes!

Para visitar, pagamos R$20,00 por pessoa.

 

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No final do dia, jantamos novamente no Galpão 21. Era meu aniversário e a Renata fez uma surpresa com um bolo de chocolate delicioso que ela combinou no dia anterior com o pessoal do restaurante de fazerem! =)

 

Dia 5 | Fervedouro do Alecrim - Cachoeira das Araras - Morro da Catedral - Morro do Gorgulho

 

Fervedouro do Alecrim

O fervedouro do Alecrim é muito bonito e maior que a área de banho do Fervedouro do Ceiça. Vale muito a pena conhecê-lo. Cercado de Buritis enormes e com um lindo aro formado pelas areias no fundo, a área de banho é deliciosa e também proporciona a experiência de não afundar que os fervedouros com maior pressão oferecem! Valor: R$ 5,00 por pessoa.

 

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Cachoeira das Araras

Chegamos à propriedade da Cachoeira das Araras e já fomos recebidos de forma muita acolhedora pela família de gaúchos que mora no local há 4 anos. Eles adquiriram a propriedade e estão cuidando da área para preservação e turismo. Nós almoçamos um delicioso banquete com opções vegetarianas e tudo preparado na hora no forno a lenha. Vimos botes de rafting e uma turma que estava explorando o local descendo os rios da região. Para fazer o rafting é preciso se informar com os guias da região. Nós não fizemos mas ficamos curiosos para explorar essa outra atração em uma outra visita ao Jalapão.

 

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Após o almoço nós seguimos para o banho na cachoeira das araras, que tem um poço muito gostoso para banho com uma bela queda formando um véu de noiva. Taxa de visita da cacheoeira: R$ 5,00 por pessoa.

 

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Morro da Catedral e Morro do Gorgulho

No caminho de volta para Palmas percorremos a estrada que passa em frente ao Morro da Catedral. Trata-se de uma formação rochosa muito interessante que se apresenta no alto do morro, formando um imenso paredão lembrando uma catedral. Paramos para fazer algumas fotos.

 

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Na sequência chegamos ao Morro do Gorgulho. O acesso é uma vendinha na beira da estrada, na qual pagamos 5,00 por pessoa e fizemos uma pequena trilha para ter acesso a vista de cima do morro e apreciar o céu que já estava próximo do por do sol. O Morro do Gorgulho chama muita atenção tanto pelas rochas exóticas que se formam no alto quanto pela vista do cerrado imenso a perde de vista, com círculos de buritis que se formam margeando o rio abaixo. Para nós valeu muito a pena ver o Morro do Gorgulho na despedida do Jalapão!

 

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Deixamos o casal de amigos em Palmas e voltamos para dormir em Ponte Alta.

 

Dia 6 | Ponte Alta - Almas

 

Nesse dia, a ideia era achar o Cânion Encantado que fica no caminho a Almas. Tínhamos como referência apenas algumas distâncias que encontramos em alguns sites.

 

De Ponte Alta a Almas, a melhor opção é pegar uma entrada à esquerda a uns 20 km de Ponta Alta no sentido de Pindorama e depois seguir pela estrada de chão. Como não conseguimos essa informação em Ponte Alta, fomos até Pindorama e de lá seguimos rumo a Almas por um estrada de chão.

 

Fomos informados que teríamos que atravessar um córrego com o carro porque a ponte que havia no local tinha caído há quase dois anos e ainda não tinha sido consertada. Nos falaram que o nível da água não estava alto e que daria para atravessar mesmo com o carro pequeno e baixo. Se não fizéssemos isso, teríamos que dar uma boa volta para pegar a estrada citada acima. Decidimos então arriscar.

 

Depois de uns 34 km de estrada de chão boa, chegamos ao córrego e não sentimos segurança em atravessar com o carro. Decidimos então deixar o carro em um terreno ao lado e seguir a pé em busca de informações de como chegar no Cânion Encantado, que era o nosso objetivo no caminho.

 

Depois de uns 20 min de caminhada, chegamos a uma fazenda e lá conseguimos informações sobre três cachoeiras próximas, mas ninguém sabia dizer nada do cânion.

 

O pessoal foi super atencioso e nos deu uma carona até a entrada de uma cachoeira a uns 3 km de distância. Logo que descemos e chegamos à cachoeira, reconhecemos que era a Cachoeirinha por fotos que tínhamos visto.

 

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Depois de tirar umas fotos da Cachoeirinha, decidimos procurar uma outra cachoeira mais adiante seguindo as dicas do pessoal da fazenda. Depois de uns bons minutos de caminhada, não achamos a cachoeira e resolvemos voltar à Cachoeirinha para dar um mergulho e almoçar. Depois disso, retornamos à fazenda para conversar com a galera e agradecer pelo apoio. Para a nossa alegria, chegando lá eles se oferecerão para rebocar o carro desligado através do córrego.

 

Com o apoio deles, atravessamos o córrego sem riscos de problemas mecânicos e podemos seguir até Almas pelo caminho mais curto.

 

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Seguimos por mais 60 km de estrada de chão até Almas. Em vários trechos a estrada está bem ruim e é necessário escolher o menor buraco para se passar, mas nada que não dê para enfrentar com um carro pequeno, se tiver calma.

 

Em Almas, ficamos no Hotel Cardoso, uns 500 m depois da entrada da cidade. O hotel tem bons quartos e um café da manhã simples, mas satisfatório. Valor: R$100 (casal).

 

Jantamos na pizzaria Ardosia, que tem uma pizza boa e barata.

 

Dia 7 | Cânion Encantado - Cachoeira do Urubu Rei - Cachoeira Cortina - Arco do Sol

 

Saímos 7h40 com o guia Alminha rumo ao Cânion Encantado e Arco do Sol no final do dia e algumas opções em aberto de cachoeiras, que dependeriam de sorte em encontrar as porteiras abertas.

O guia Alminha mora na ponta da rua acima do hotel e nos foi apresentado por intermédio da galera do hotel. É um dos poucos guias na cidade e é o que mais conhece a região.

 

Cânion Encantado

O Cânion Encantado é uma formação que se estende por cerca de 4 km com mais de 70 m de altura e com 5 cachoeiras que se formam em seu desfiladeiro. Tiramos algumas fotos das quedas d'água em diferentes ângulos e apreciamos a vista linda que se forma.

 

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Cachoeira do Urubu-rei

A cachoeira do Urubu-rei fica em um paredão em um grande vale com Cerrado a perder de vista. A cachoeira pode ser apreciada contornando o paredão à esquerda. O local é deslumbrante e contemplativo. A cachoeira é para apreciação e não para banho.

 

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Cachoeira da Cortina

A cachoeira da Cortina fica na propriedade do Pastor Davi e da Dona Antonia. Vale muito a pena conhecer este casal simpático e hospitaleiro que mora no canto do vale de forma simples e muito amorosa! Fizemos a trilha para a cachoeira e depois fomos recebidos com um belo almoço caipira feito por dona Antônia! A prosa e as histórias daquele casal eram tão agradáveis que não queríamos mais ir embora!!

 

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Para chegar na Cortina fizemos uma caminhada de 40 minutos. É bom usar calça e camisa comprida na trilha!

 

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Arco do Sol

O Arco do Sol também é conhecido como Pedra Furada. Particularmente achamos o Arco do Sol muito mais bonito que a Pedra Furada em Ponte Alta. São relativamente próximos um do outro.

 

São três rochas de arenito muito bonitas. Uma delas possui dois furos, sendo o maior deles o próprio Arco do Sol. O pôr dol sol na pedra forma tons dourados avermelhados lindíssimos. O cerrado a perder de vista se mistura no horizonte. No caminho de volta tivemos uma vista maravilhosa já com o céu colorido pelo pôr do sol.

 

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Como Chegar no Arco do Sol: saindo de Almas percorrer 59,5km e virar a direita na bifurcação (sentido de Ponte Alta, uns 2 km depois da placa Prata e Flores) / 62km: vire a esquerda na bifurcação

74km: vire a esquerda na placa 2 irmãos / 77km: vire a esquerda (areal) / 78km: vire a esquerda na entrada do mato (trilha marcada) / 78,5km: parar o carro e contornar a pé

 

DIA 8 | Almas - Dianópolis (Lagoa Bonita) - Aurora

 

Seguimos viagem partindo de Almas rumo à Aurora. No caminho, paramos em Dianópolis para visitar a Lago Bonita. A estrada, especialmente depois de Dianópolis estava em péssimo estado de conservação. Tenham muita atenção e paciência!

 

Lagoa Bonita

A lagoa é formada por água que brota de varias nascentes como se fossem pequenos fervedouros. No horário próximo ao meio dia é possível ver tons azuis esverdeados lindos.

 

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Como chegar: saindo de Dianópolis, passar pelo povoado Amarelina (17km) /Entrada à esquerda na Fazenda Imperial / Seguir na estrada de terra / 6.7km: Virar à esquerda na 1a bifurcação / 9,0km: Virar à direita na 2a bifurcação / 12km: Chegada na porteira da propriedade / 16km: Chegada na Lagoa Bonita

 

Aurora

A cidade é pequena com uma opção de hotel (Hotel Itália, onde ficamos) e mais algumas opções na estrada próximo ao Rio Azuis e em um rancho mais próximo de Aurora. Nas proximidades da cidade há algumas opções de cachoeiras e um balneário, além do Rio Azuis.

 

DIA 9 | Aurora - Rio Azuis - Cachoeira do Registro - Chapada dos Veadeiros (Alto Paraíso)

 

Rio Azuis

Saindo de Aurora em sentido a Taguatinga percorrer 20 km de asfalto e virar à direita na placa Rio Azuis; 1,5km depois chega em um estacionamento coberto de árvores.

 

O Rio Azuis é conhecido na região como o menor rio do mundo! Ele nasce e em alguns metros desagua no rio sobrado. Há duas áreas para banho, uma no poço mais próximo à nascente e outra com acesso lateral mais a frente.

 

Há opções de restaurantes próximos à margem do rio e por isso, em finais de semana o local deve ficar bem movimentado.

 

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Cachoeira do Registro

A Cachoeira do Registro é uma cachoeira que fica em uma Pequena Central Hidrelétrica chamada PCH Sobrado administrada pela empresa Energiza. A cachoeira fica em uma região cercada de morros muito bonitos da Serra Geral. Para acessá-la é preciso percorrer uma estrada de terra com bela vegetação. Há um mirante na propriedade instalado para ter uma vista de frente da cachoeira. Por causa da casa de máquinas da PCH, não é possível descer para ter acesso ao poço da cachoeira. A cachoeira tem uma queda linda com um poço de águas verdes e azuis. Para nós valeu muito a pena ter ido conhecê-la!

 

Como chegar: saindo de Aurora em sentido à Taguatinga no asfalto passar a entrada para o Rio Azuis e seguir em frente em direção à PCH Sobrado / 41km: Virar a direita na entrada da PCH Sobrado

43km: Na 1a bifurcação virar a direita / 50 km: Na 2a bifurcação virar a esquerda / 52km: Na 3ª bifurcação virar a esquerda / 62km: Chegada na sede da PCH Sobrado

 

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Chapada dos Veadeiros - Alto Paraíso

Chegamos em Alto Paraíso no cair da noite. Para quem não conhece a Chapada, Alto Paraíso é uma das 3 principais cidades da Chapada: as outras duas são Vila de São Jorge e Cavalcante.

 

Alto Paraíso é a que tem mais estrutura para o turismo (São Jorge também tem uma boa estrutura e Cavalcante tem uma estrutura razoável). Próximo a Alto Paraíso há várias cachoeiras bem bonitas e a cidade tem várias lojinhas, bons restaurantes, muitas opções de pousadas, hotéis, 2 ou 3 campings e ainda 2 ou 3 opções de hostel. Ficamos no hostel Eco Nóis, que estava vazio e assim tivemos o quarto todo só para nós.

 

Jantamos uma deliciosa pizza na Pizzaria Vila Chamego. A pizzaria tem várias opções de sabores com carne ou sem carne. Super recomendamos!

 

DIA 10 | Alto Paraíso - Macaquinhos

 

As famosas cachoeiras do Macaquinhos são encantadoras e apesar da estrada até lá não ser muito boa (estavam cascalhando alguns trechos quando fomos), não é necessário 4x4 para acessá-las. O caminho para o Macaquinhos é belíssimo, cercado por vários morros e com direito a horizontes de cerrado a perder de vista.

 

Saindo de Alto Paraíso em direção à Brasília, percorrer 19 km e virar à esquerda na sinalização Macaquinhos. A estrada de terra é boa em grande parte do trajeto. Apenas nos 2km finais há muita pedra solta. A descida de carro até a sede da Macaquinhos não é difícil, mas é preciso tranquilidade máxima pra fazer a subida de volta. O segredo é procurar o acesso com pedras menos solta e barro menos marcado na época de chuva, subindo sempre de primeira e jamais frear.

 

A taxa de visitação é R$20 por pessoa. Se for ficar no camping, o valor é de R$50 incluindo a taxa de visitação.

 

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Trilha para as cachoeiras: 2km, muito bem sinalizada. É possível visitar 11 cachoeiras que se formam ao longo do rio. Cada uma mais bonita que a outra! Recomendamos começar a trilha cedo e aproveitar a área de sol na última cachoeira do roteiro, que fica no nível mais baixo que as demais. A partir das 14h pela inclinação do sol costuma-se formar um arco-íris nessa queda. Após as 15h por conta dos morros ao redor, grande parte da área começa a sombrear. Nas demais cachoeiras curtimos área com sol até às 16h20.

 

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No Macaquinhos há uma boa área de camping com banheiro e cozinha equipada com fogareiro, fogão a lenha, freezer e utensílios. Todo o camping foi criado com construções de pedras. Próximo à área de camping é possível acessar um poço muito bom para banho a cerca de 100 metros da área da cozinha. O guardião do Macaquinhos, é bem atencioso e preparou para nós uma fogueira linda para a nossa noite de Dia dos Namorados!

 

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DIA 11 | Retorno a Brasília

 

Desmontamos nosso acampamento pela manhã logo após o café da manhã.

Saindo de Alto Paraíso a Brasília percorremos 240 Km, com direito a uma pequena parada na Pamonharia Vereda com uma pamonha deliciosa.

 

____________

 

GASTOS

 

- Combustível (gasolina): R$ 630,00 no total; gasolina mais barata em Dianópolis (R$3,34), no restante da viagem de R$ 3,45 (estrada a Alto Paraíso) a R$ 3,63 (Ponte Alta) - Quilometragem total de aprox. 2150 km.

 

- Hospedagem: R$ 150,00 diária casal nas pousadas de Ponte Alta e Mateiros; R$ 100 diária casal no hotel de Almas; R$ 70 diária casal no hotel de Aurora; R$20 por pessoa no hostel de Alto Paraíso; R$ 30 por pessoa no camping da Macaquinhos (além da taxa de visitação) .

 

- Passeios (por pessoa): R$ 600,00 (p/ pessoa) com guia no Jalapão + R$55 (p/ pessoa) com entradas nas atrações: Fervedouro do Ceiça (R$ 10), Fervedouro Buritizinho (R$ 10), Cachoeira do Formiga (R$ 20), Fervedouro Alecrim (R$ 5), Cachoeiras das Araras (R$ 5), Gorgulho (R$ 5); R$ 150,00 (grupo) com guia em Almas; R$ 5,00 (p/ pessoa) - Lagoa Bonita; R$20,00 (p/ pessoa) na Macaquinhos

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Passando aqui para agradecer as dicas e contar que eu e meu namorado, após chegar la no Jalapão, fomos até Almas e à Lagoa Bonita em Dianópolis, na Lagoa somente com essas dicas do post e achamos o máximo!!! Muita aventura e a Lagoa é mesmo maravilhosa!!! Fomos também até o Rio Azuis em Aurora do TO e Chapada dos Veadeiros em Cavalcante, que também tem cachoeiras maravilhosas!!!

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Aê!!! Que ótimo, Ilca Fernanda! Mais uma pessoa que conhece esses atrativos maravilhosos e ainda pouco conhecidos do sul do Tocantins.

 

Cavalcante também é demais, né?! Gosto muito das atrações de lá também.

 

Obrigado pelo retorno! =)

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    • Por guilhermenavarro
      Duração: 7 dias, passando a primeira e a última noite em Palmas.
      Veículos: Duster 1.6 (Movida), Renegade 1.8 (Unidas). 09 pessoas.
      Acesso aos atrativos sem carro 4x4: Ao fim do texto há uma lista dos atrativos visitados e especificações sobre o acesso.
      Época do Ano: Fim da estação chuvosa, início da estação seca. Caíram apenas algumas gotas de chuva durante a semana.
      Roteiro básico: Palmas – Ponte Alta – Mateiros – cidade de Rio da Conceição – Pindorama do Tocantins – Palmas. Foram percorridos cerca de 1200 km.
      Custo por pessoa: cerca de 800 reais + passagem aérea. O valor total da viagem foi contabilizado e dividido entre as 09 pessoas do grupo pelo aplicativo Tricount. Nesses 800 reais considera-se quase tudo o que foi gasto, inclusive passeios, camping, hostel, almoços, aluguel de carro e combustível.
       
      Domingo, 29/04. Palmas, Praça dos Girassóis, Praia da Graciosa, Hostel Aconchego.
      Aluguel de Veículos
      Alugamos a Duster pela Movida. Foi pago 926 reais pelos 7 dias; a Movida não oferece franquia reduzida, sendo que o valor é de 1800 reais e caso o dado ao veículo seja menor do que esse, paga-se o valor do concerto. Me ofereceram seguro contra terceiros, seguro contra pneu furado e vidros, porém não achei nenhum deles vantajoso.
      O outro veículo foi alugado na Unidas, lá eles oferecem o Renegade. Há uma vantagem: a franquia reduzida, que aumenta o valor do aluguel, porém a franquia fica por 500 reais. O valor total pago pelos 7 dias foi de 1400 reais.
      Mas porquê a busca pela franquia reduzida? Já prevíamos que as estradas de terra, pedra e areia fossem danificar esses veículos, especialmente o Renegade, que é mais baixo e que não possui um local feito pra que se amarre a corda ou cinta pra viabilizar o reboque. A Duster possui um ferro com um furo no meio, tanto na dianteira como na traseira que facilita muito o reboque.
      Porquê não alugar uma 4x4? É simples, em Palmas o valor da 4x4 era quase 5 vezes maior que o da Duster e do Renegade, por volta de 4.500 reais durante o mesmo período de uma semana.
      Conhecendo Palmas
      Cheguei em Palmas cerca de 06 horas antes do resto do grupo, aproveitei pra conhecer a cidade, apesar de não achar muita coisa pra se fazer por lá.
      Conheci o Palácio do Araguaia, de fato bem bonito. Próximo a ele ficam dois monumentos em homenagem a Luis Carlos Prestes e à Coluna Prestes.
      Após o passeio cultural, achei legal ir conhecer as praias que margeiam o Rio Tocantins. Elas em geral são cercadas por uma rede que impede a entrada das Piranhas (ainda bem hahaha). Conheci a Praia da Graciosa, é simpática, mas não é grande coisa; pude me refrescar enquanto esperava o resto do pessoal.
      A cidade de Palmas parece uma USP gigante, pra quem conhece a Cidade Universitária... São inúmeras rotatórias e avenidas. As avenidas se estendem por muitos quilômetros, não há trânsito, é uma cidade planejada.
      Hospedagem
      Ao fim da tarde, fui atrás de um lugar pra ficarmos a primeira noite em Palmas. O primeiro lugar que fui, adorei! É o Hostel Aconchego (foto 1).
      Fiz o percurso entre o Aeroporto e o Hostel em cerca de 25 a 30 minutos. O lugar é bem bonito e aconchegante (hahaha é verdade), há uma rede do lado de fora, cadeiras e mesinhas. Do lado de dentro é muito limpo e organizado. Pagamos por volta de 40 reais por pessoas, com direito a um ótimo café da manhã – com uma série de ingredientes locais, um suco de Cajá maravilhoso, goiabada... meu deus hahahaha – e as ótimas dicas e conversas com a Ariela, moça que nos recepcionou no Hostel. Gostamos tanto do local que passamos nossa última noite lá, novamente

      Foto 1: Em frente ao Hostel Aconchego, com a Ariela (a esquerda).
      Feira Local
      A nossa janta foi numa feira local, pra mim o melhor lugar de Palmas. Pudemos encontrar muita comida boa e barata, além de artesanato feito com o capim dourado – num preço muito mais em conta do que se encontra no Jalapão.
      Na feira há muitos tipos de caldos, um que é muito bom e local é o Caldo de Chambari (R$ 7,50) (foto 2). Nós gostamos também de um prato que chama Jantinha, onde vem MUITA carne picada, arroz e feijão tropeiro (R$ 10,00).

      Foto 2
      Vale lembrar que passamos em um supermercado e garantimos mantimentos pra quase toda a viagem... muita água, miojo e pão! Hahahahah
       
      30/04 Ponte Alta – Dunas do Jalapão (Antes de Mateiros), via TO-255.
      Passeios do Dia: Cachoeira do Lajeado.
      O café da manhã no Hostel começava as 07. Saímos um pouco tarde, por volta das 09 horas de Palmas, uma vez que paramos numa loja de pesca pra comprar fogareiro.
      Fomos em direção a Ponte Alta, lá abastecemos o carro e seguimos sentido Mateiros pela TO-255. Quando falo o nome das estradas, não é porque está indicado, mas só pra vocês acharem elas no Google haahha
      A ideia inicial era ir para a Cachoeira da Velha, a 30 km da estrada principal, e terminar o dia nas Dunas, a 6 km da estrada principal. Não sabemos se carro sem ser 4x4 chega a Cachoeira da Velha, por ser muito longe deixamos de ir. Em relação as dunas, os 6 km seriam feitos a pé, não fosse a pick up que nos ofereceu carona na caçamba.
      Há um camping em frente à entrada das Dunas, cuja diária é 25 reais por pessoa. Passamos a noite por lá. Eles servem almoço, deve ser em torno de 30 a 35 reais, porém ficamos com o nosso miojo... o moço disse que seria complicado fazer a janta, pois não havíamos avisado que iríamos jantar lá, e então ele teria que matar a galinha ainda... ok né
      De fato, o que fizemos foi ir a Cachoeira do Lajeado (Foto 3), chegamos lá com certa tranquilidade sem carro traçado, além do fato do caminho até ela ser curto. A cachoeira é mais legal do que as fotos que vimos pela internet, talvez as pessoas tenham ficado apenas nas primeiras quedas.... Há uma pequena trilha, que qualquer pessoa com básico preparo físico consegue fazer e chegar no poço da cachoeira, onde há a maior queda.

      Foto 3
      Terminamos o dia na frente das dunas, porém chegamos após o anoitecer. Atolamos algumas vezes, a maioria delas bastava alguém empurrar pra desatolar. Em um dos casos, um guia que passou com turistas numa caminhonete 4x4 nos salvou! 😃
      O camping em questão era o da Dona Benita (Foto 4). Senhora muito simpática, com uma ótima cachaça 51 com Jalapa, uma batata da região.

      Foto 4: A cachaça fez efeito
      Tempo de Viagem Palmas-Ponte Alta-Dunas
      Não consigo lembrar exatamente quanto tempo demoramos no percurso Palmas-Ponte Alta-Dunas, o que é certo é que curtimos uma cachoeira ótima (por cerca de 2 horas) no meio do caminho, e que saímos de Palmas as 09 horas da manhã e chegamos nas dunas por volta das 19 horas da noite.
      Condição das estradas
      A estrada de asfalto que liga Palmas a Ponte Alta é ruim. Por vezes é um tapete, do nada há tantos buracos que você tem que escolher o menor e passar por cima. Tem que ir de vagar.
      A estrada que liga Ponte Alta a Mateiros passa pelo acesso a Cachoeira da Velha, pela Cachoeira do Lajeado, e pelas dunas é a pior do Jalapão, complicadíssimo para carros não traçados.
      Apenas pra explicar o que torna essa estrada (TO-255) complicadíssima: Os carros atolam quando passam pela Areia (foto X), pelo menos na época seca o problema não é lama. Além disso há inúmeras pedras e verdadeiros blocos na pista. Em um dos trechos, há um morro, onde passar por ele é tão complicado que colocaram um pouco de asfalto nesse trecho; o problema é que há tantos blocos antes do asfalto, e um degrau tão grande entre o asfalto e a pista de “terra” que tivemos que fazer uma força tarefa pra melhorar a pista e os carros passarem (fotos 5 e 6).

      Foto 5

      Foto 6: Haviam blocos de pedra muitos grandes logo antes de um pequeno trecho asfaltado, exatamente pelo relevo ser íngreme nessa porção da rodovia que liga Ponte Alta a Mateiros.
       
      01/05 Ponte Alta – Mateiros, via TO-255.
      Passeios do dia: Mirante do Espírito Santo, Cachoeira do Formiga.
      Para ver o nascer do sol no Mirante do Espírito Santo, saindo das dunas, acordamos 03:30, desmontamos as barracas, e saímos do Camping as 04:00.. 04:20. Atolamos algumas vezes logo após a saída do camping hahahaha, chegamos rapidamente ao acesso da trilha.
      Sem carro 4x4 não vale a pena pegar essa acesso, mas sim estacionar na própria estrada principal e percorrê-lo a pé, é muito curto.
      Não sabíamos disso, fomos de carro e a Duster atolou (foto 7); o Renegade conseguiu voltar e ficou pela rodovia.

      Foto 7: Duster atolada no acesso à partir da estrada principal para a Trilha do Mirante do Espírito Santo.
      Abandonamos o carro (Foto 8 ) no acesso. A trilha é bem pesada, porém curta. É pesada pois é muito íngreme.

      Foto 8: O carro acima, na rodovia principal é o Renegade. No meio do caminho é a Duster, atolada. Na parte inferior da imagem, estão os carros das agências de turismo. Um moço nos salvou ao nos desatolar! 😃 
      Suponho que a tenha subido em cerca de 30 minutos, parei pra descansar algumas vezes. É importante levar lanterna. É possível demorar muito mais do que 30 minutos pra fazer essa subida, é necessário estar em boa forma.

      Foto 9: O nascer do sol é mais bonito pra quem tá atolado ahahahha não nos rendemos à mafia da 4x4

      Foto 10: descida do Mirante do Espírito Santo

      Foto 11: Outra vista da mesma trilha... parece que a descida da Serra do Espírito Santo é mais bonita do que a vista do mirante em si...
      Lá em cima há a possibilidade de fazer uma outra trilha, de mais 3 km, onde se tem acesso a outra vista – das dunas e a erosão que dá origem às dunas. Não sabemos se é legal ou não, descemos rapidinho pra pedir ajuda a alguma caminhonete 4x4!
      Após desatolar, fomos rapidinho pra Mateiros, reabastecemos o tanque (gasolina por R$ 5,60, em Palmas é R$ 4,60). Fizemos breves reparos no parachoque, com enforca gato... pois descobrimos que alguns parafusos caíram, e um pedaço quebrou – isso nos custou ao fim da viagem R$ 500,00.
      Em Mateiros achamos uma Padaria, lá comemos demais, e gastamos de menos! O pão na chapa era 1 real, café 1 real... coisa assim... tinha suco de laranja, bolo, tudo muito ótimo!
      Partimos pra Cachoeira do Formiga, sentido São Felix, que fica mais a norte. A estrada (TO-247) que liga Mateiros a São Felix é, como quase todas, de terra. Seu estado é incomparavelmente melhor do que a que liga Mateiros a Ponte Alta.
      Na Cachoeira do Formiga o esquema é R$ 30,00 camping + cachoeira. Só a cachoeira fica por R$20,00. Acampamos por lá mesmo. Curtimos a Cachoeira o resto do dia... almoçamos por lá, mas isso não vale a pena: R$ 35 reais por pessoa, não veio tanta comida assim.
      O legal dessa cachoeira é que não há limite de tempo, nem de pessoas. Boa parte do tempo ficamos lá sem ninguém mais. Pudemos inclusive aproveita-la de noite, pois há uma luz no local!
      O camping é meio precário, mas foi tranquilo. Não tivemos coragem de usar o chuveiro com shampoo e sabonete, pois isso iria diretamente para um córrego. O som da cachoeira durante a noite é ótimo.

      Foto 12: Cachoeira do Formiga

      Foto 13: Cachoeira do Formiga

      Foto 14: Cachoeira do Formiga
      02/05 Nascente(“fervedouro”) Buritizinho, Ceiça e Dunas.
      Acordamos ainda na Cachoeira do Formiga, desmontamos nossas barracas e partimos pro Buritizinho, posteriormente para o Ceiça e terminaríamos o dia nas dunas. O acesso aos dois fervedouros é tranquilo sem carro 4x4.
      O fervedouro do buritizinho é pequeno, a água é muito transparente. Vê-se ao fundo a água “ferver”. Paga-se R$ 15 ou 20,00... pudemos ficar lá um bom tempo, só tinha um casal fora o nosso grupo. Tem um rio bem legal lá também, a água é bem límpida.
      Minha opinião pessoal em relação aos “fervedouros” é que eles na verdade são nascentes, muitas vezes devem cavar pra que se faça essas piscinas – apenar de chamarem por fervedouros, na verdade a água não é quente, é apenas uma nascente. O do buritizinho é pequeno, mas dá pra nadar um pouco e rende boas fotos.
      Partimos pra nascente do Ceiça, é mais legal que o Buritizinho, porém bem mais cheia. R$ 20 reais, 15 minutos... Parte do grupo nadou lá, parte do grupo nadou no riozinho do lado de grátis ahahhaha
      Acho que vale muito a pena quando vazio!
      Almoçamos em Mateiros, num restaurante logo ao lado de um mercadinho! Foi bem barato... algo em torno de 15 reais, foi ótimo.
      Partimos pras dunas umas 15:00, chegamos ao final da tarde, nenhum atolamento no caminho ahahha.
      Fomos começar nossa jornada de 6 km pra ir a pé, 6 km pra voltar. Parte do nosso grupo conseguiu uma carona numa caminhonete de um guia muito simpático, o passeio na caçamba foi muito melhor do que dentro de qualquer carro... que visual (foto 15).

      Foto 15: Eunuco e Juru divando da caçamba... nem precisou descer pra tirar foto
       
      Pra voltar das dunas, os guardas do parque deram carona pra todo mundo!
      As dunas (foto 16) devem ser visitadas mais cedo, desde o começo da tarde até o final da tarde. Há uma série de lagoas ao fundo que podem ser visitadas, não tivemos tempo. Além do que, as próprias dunas já são muito impressionantes!

      Foto 16: Pinga divando nas dunas. Serra do Espírito Santo ao fundo.
      Descemos das dunas e pensamos se íamos dormir novamente no camping em frente. Decidimos ir pra Mateiros e acampar na pousada e camping Toinha. O preço foi R$ 20,00 por pessoa.
      03/05 Serras Gerais: Viagem para Dianópolis e Rio da Conceição. Passeios: Lagoa da Serra
      Partindo de Mateiros, saímos pela TO-247 sentido Pedra da Baliza, já na fronteira com a Bahia. Ao chegar lá viramos a direita na BA-458 sentido Panambi. Passamos por um infinito latifúndio, monocultura: soja.
      Uma estrada não assinalada no mapa do Google, perfeitamente asfaltada, nos levou diretamente para Dianópolis. Em Dianópolis deve-se abastecer o carro, pois não há posto de gasolina em Rio da Conceição. Entre Dianópolis e Rio da Conceição é cerca de 30 minutos. De Rio da Conceição a Lagoa da Serra, mais 1 hora. Apesar de termos saído cerca de 08:00 da manhã de Mateiros, só chegamos na Lagoa da Serra 15:00.
      Uma grande confusão foi criada na internet, em vários lugares a Lagoa da Serra foi citada como sendo a mesma que a Lagoa Bonita. Deixo claro que são lugares diferentes. Vale-se ressaltar que a Lagoa Bonita está fechada.
       A Lagoa da Serra (Foto 17) fica na cidade de Rio da Conceição, seu acesso é possível sem carro 4x4, e em seu estacionamento vimos vários carros de passeio comuns.
      O lugar é muito bonito. A água é bem transparente, e a visão da serra é impressionante.

      Foto 17: Galerinha na Lagoa da Serra. O Stand-Up foi emprestado por uma moça muito legal, dona do Restaurante Quintal da Serra e de uma agência de turismo em Rio da Conceição. Ela aluga Stand Up, e acho que vale muito a pena!

      Foto 18: Capa de disco
      Por fim, apesar de não haver nenhuma placa em nenhum lugar, tivemos que pagar 20 reais por pessoa por ficar na Lagoa da Serra.
      Achamos um PF de 12 reais em Rio da Conceição, ótimo. Ao lado dele ficamos na Pousada Brandão, o dono chama Márcio e me deu várias dicas. Negociamos o valor por estarmos em 9... queríamos acampar exatamente pra abaixar o valor, ele nos fez um desconto e pagamos 35 reais ao invés de 40!
      04/05 Viagem pra Pindorama do Tocantins, Passeios: Cachoeira da Fumaça e Lagoa do Japonês
      Partimos de Rio da Conceição por volta das 09 da manhã. Tomamos café da manhã numa padaria onde tudo era muito barato... café 1 real, pão na chapa 1,50...
      Após uma hora de viagem em estrada de chão, chegamos à Cachoeira da Fumaça (foto 19); pra achar o local exato perguntamos numa casa, antes de uma ponte. Não há placas.
       
      Foto 19: A cachoeira da Fumaça tem uma queda bem alta, muito forte. Não é possível nadar nela, apenas em partes do rio um pouco mais acima. É bem bonita, tem um arco-íris permanente. É uma parada rápida durante a viagem.
      Voltamos à estrada em direção a Pindorama, numa única bifurcação pegamos a esquerda, não há placa. Chegamos lá por volta das 14:30. Comemos um PF barato de 12 reais, partimos pra Lagoa do Japonês.
      O caminho entre Pindorama do Tocantins e a Lagoa do Japonês é relativamente bem sinalizado e simples. Todo mundo conhece, basta perguntar caso seja necessário.
      É um caminho de 30 km entre a cidade e a lagoa. A partir de certo momento a estrada passa por uma pequena serra, muito íngreme.
      Alguns córregos são cortados no meio do caminho, tanto a Duster quanto o Renegade desceram sem maiores dificuldades.
      Durante a descida me questionei se os carros subiriam, mas subiram tranquilamente. Inclusive no estacionamento da Lagoa do Japonês havia: HB-20, Civic, uma Mercedez esportiva. Não me perguntem como esses carros chegaram lá, eu não sei... ahahhaha

      Foto 20: Lagoa do Japonês

      Foto 21: Lagoa do Japonês

      Foto 22: Lagoa do Japonês

      Foto 23: Há uma caverna na Lagoa do Japonês

      Foto 24: Júlio dentro da Caverna; é possível entrar em partes que não estão submersas.
      Atrativos e Acessos sem 4x4 (não traçados):
      A ordem é de acordo com o nosso roteiro;
      Estrada Ponte Alta-Mateiros: Cachoeira do Lajeado
      Chegamos sem maiores problemas até a cachoeira, é um acesso a partir da rodovia principal. É sinalizado.
      Há um córrego que passa em terreno bem arenoso, fui andando antes do veículo para saber se afundava; não afundava.
      Na época das chuvas as condições de acesso podem mudar.
      Estrada Ponte Alta-Mateiros: Serra do Espírito Santo
      Não entre na estradinha de acesso à trilha sem veículo 4x4. Estacione na estrada principal que liga Ponte Alta a Mateiros e ande até o início da trilha, deve ser cerca de 300 metros.
      Estrada Mateiros São Felix: Cachoeira do Formiga
      Chega sem veículo 4x4 pois há uma parte da estrada mais recente, onde os veículos passam com tranquilidade.
      Não vá pelas partes onde há areia, é possível evita-las com tranquilidade.
       
      Estrada Mateiros São Felix: “Fervedouro” Buritizinho
      Veículos não traçados chegam tranquilamente.
      Estrada Mateiros São Felix: “Fervedouro” Ceiça
      Veículos não traçados chegam tranquilamente.
      Estrada Ponte Alta-Mateiros: Dunas
      Estacione na entrada da rodovia de acesso. Só chegam até as dunas veículos 4x4. Você pode dar a sorte de pegar carona em algum  veículo 4x4 que passe pelo caminho.
      São cerca de 4 km para ir, 4 km para voltar.
      Na volta é quase certeza que os guardas do parque forneçam carona.
      Cidade Rio da Conceição: Lagoa da Serra
      Veículos não traçados chegam com tranquilidade, ao menos na época seca.
      Cidade Pindorama do Tocantins: Lagoa do Japonês
      Veículos não traçados chegam com tranquilidade. Porém é ideal que o veículo seja alto, é necessário cruzar alguns córregos no caminho.
      Vi um HB 20, um civic, e uma Mercedez esportiva no estacionamento do local, eu não sei como eles chegaram, mas sei que é possível.
      Estrada entre Pindorama do Tocantins e Ponte Alta: Pedra Furada
      Há uma estrada de acesso, sinalizada, para a pedra furada. Tem bastante areia e é preciso tomar cuidado para não atolar.
       
    • Por Jackie Erat
      Jalapão foi muito além das nossas expectativas. Entrou na nossa lista dos 5 melhores locais para se visitar no Brasil.
      Vamos descomplicar o Jalapão e condensar o maior número de informações de forma resumida.
      Quando ir?
      Você pode ir ao Jalapão em qualquer época do ano. Não é o tipo de lugar que se você ir no período errado não vai conseguir aproveitar. Se você for no período de chuva ou logo após, vai pegar um cenário verde com flores. Já entre julho e novembro vai estar tudo seco, um visual mais desértico.
      Meses que tem muito turista: dezembro, janeiro, julho e agosto
      Meses com mais chuva: janeiro e fevereiro
      Melhores meses: abril - junho
      Ir sozinho ou com agência?

      Serão mais de 300 km de estrada de chão para entrar de um lado do  parque e sair pelo outro, passando pelas 3 cidades principais: São Felix, Mateiros e Ponte Alta. Não é uma estrada de chão qualquer, requer veículo 4x4 com fundo alto, apenas ser 4x4 não resolve pois você vai arrastar o fundo no chão em certas partes do caminho se não for alto.
      Se você for com seu próprio carro vai ter que levar algumas peças de reposição contigo para trocar caso estraguem no meio do caminho. Também, depois da viagem, terá que fazer uma boa revisão no carro - alinhamento, balanceamento, etc. Outro ponto a se considerar é que o combustível é o praticamente o dobro do preço em São Felix e Mateiros do que outras cidades do Tocantins. Então ao calcular quanto seria ir sozinho inclua tudo isso + o gasto de tempo extra que você terá que planejar para conseguir chegar aos locais que deseja. É necessário pesquisar tudo em coordenadas de GPS antes de ir pois não há sinal de celular ou internet na grande maioria dos locais.
      Se você for alugar um carro 4x4, o mais barato é pegar um do aeroporto de Palmas. Mesmo assim está cerca de 500 reais por dia (2018). Isso vai salvar você de ter que fazer uma revisão no seu carro, mas não vai impedir que o carro tenha problemas durante a viagem - que você terá que consertar para conseguir continuar viagem. Também, você perderá bastante tempo para planejamento de cada local que você quer ir.
      Há certas "manhas" que os nativos têm e que são muito valiosas. A gente aprendeu algumas, mas com certeza há inúmeras que não sabemos.
      Tirar o ar dos pneus: para um pneu que usa 30 colocar 20. Isso ajuda com o terreno arenoso e também com as costelas de vaca, tanto para aliviar os socos como para conseguir manobrar melhor o veículo; De vez enquanto baixar os vidros e ouvir o carro para detectar irregularidades. Vão ser 4h de saculejo. No outro dia você vai ter dores nas costas e costelas por causa dos socos constantes. Tudo remexe, parece que vai ser impossível ouvir o que é o barulho regular do dirigir e algum outro barulho que aponta um problema, mas você vai precisar ficar atento e tentar; Buzinar e reduzir a velocidade ao fazer curvas fechadas. Não é claro quando uma rua é mão dupla ou única. Mesmo quando a via é mão única há motoristas que vem na contramão. Por isso, se você não conseguir ver o que está atrás de uma curva comece a buzinar para alertar - assim como fique atento para ouvir se outro motorista se aproxima. No fim das contas, minha opinião é que as empresas não tiram muito lucro em cima do passeio e que vale a pena ir com uma agência (custo x benefício). Meu marido e eu raramente pegamos passeios com agência, sempre fazemos por conta. Mas Jalapão é um local que recomendo. Eu não gostei do serviço da agência que eu fui então não vou passar o contato deles. Mas no grupo dos mochileiros no Facebook foi passado o contato da pessoa abaixo e teve boas avaliações.
      Bicudo Adventure (063) 8423-3778 - Indicação da Isa Paulista. 1700 reais por 5 dias de passeio (2018).
      Passeios Imperdíveis
      Ficar em cima do olho d'água de um fervedouro é incrível, indescritível. Só sentindo para saber. Há vários fervedouros na região, cada um com sua personalidade. Assim como cada cachoeira é única, os fervedouros também. Nossos favoritos foram: Encontro das Águas (o mais forte) e Buritis (o mais azul).
      Para saber o que é um fervedouro clique aqui.

      Essa foto acima representa as regras de visitação dos fervedouros - apenas 20 min de permanência.
      Cachoeiras:
      Cachoeira da Formiga - águas cristalinas

      Sussuapara - fica bem pertinho da estrada, é gratuita (2018) e é linda.

      Vale muito a pena assistir o nascer do sol do topo da Serra do Espiríto Santo. Foi o nascer do sol mais bonito que eu já ví na vida. E claro, não dá para esquecer do tradicional pôr do sol das dunas do parque.


      Povo Mumbuca - há uma loja de artesanato que o turísta pode visitar. O Povo Mumbuca inventou o artesanato feito com o capim dourado. Suas peças são bem sofisticadas. Não deixe de visitar, vale a pena. Nessa loja você tem a oportunidade de conhecer mais sobre a cultura deles - mas pergunte! Eles não ficam seguindo a pessoa na loja como vendedores fazem na cidade. Eles criaram instrumentos próprios, pergunte sobre a mateira prima das peças, é fascinante. Dali você também consegue ver como estão organizados hoje, aprender sobre seus métodos de plantação, etc.

      Ir a Lagoa do Japonês adiciona 1 dia na sua viagem pois é fora do caminho e então você vai querer aproveitar e passar o dia lá.
      Essas são os passeios imperdíveis - todo o resto é "adicional". Então quando estiverem negociando o roteiro com as agências ou montando o seu próprio, bate o pé para esses pois são especiais.
      Hospedagem
      A maioria dos locais não fazem divulgação na internet, mas você encontrará algo por lá quando chegar. Se você for por agência eles já cuidam disso. Procurem no Facebook, pois é onde a maioria dos locais divulga.
      Minha dica é acampar pelo menos uma noite em um fervedouro, pois você terá o privilégio de usar o fervedouro a noite sem restrição de tempo (site).
      Quantos dias?
      Como tudo é longe e a viagem pela estrada de terra é bastante cansativa, vale a pena você ir quando tiver pelo menos 5 dias para aproveitar. Nós fizemos o passeio em 3 dias, não tínhamos mais tempo que isso e foi muito cansativo.
      Se você ficou com alguma dúvida pergunte abaixo nos comentários, assim nossas respostas já ficam visíveis para outras pessoas com dúvidas similares às suas.
      Confira os melhores momentos desse passeio incrível! Vídeo Jalapão
      Gostou das nossa dicas e fotos? Nos procure nas redes sociais > @vidaitinerantebr
      Boa viagem!
    • Por Rogpan
      Salve Galera!
      Dessa vez fomos fazer o comentado Poço das Esmeraldas... Aproveitamos a folga do feriado para fazermos esse confere!
      No sábado partimos cedo saindo da Vila de São Jorge para a fazenda Volta da Serra, quem vai da Vila para Alto paraíso cerca de 7 KM depois da entrada do Vale da Lua, existe uma Placa meio discreta com as informações!
      Entre nessa estrada de chão e percorra cerca de 7km a 8 km de carro... até chegar na entrada da fazenda, alí poderá estacionar ( um gramado show de bola) e a sua direita verá um parte para atendimento ao público e pagamento da taxa de entrada. Pagamos 25$ por pessoa e o atendente faz algumas orientações bem como lhe coloca uma fita no pulso para controle!
      Após segue de carro passando pela segunda porteira mantendo um caminho de mais uns 2km até chegar em um "estacionamento" ali começa a Trilha!
      SÁBADO POÇO DAS ESMERALDAS
      Antes é bom lembrar de levar água... caso tentem fazer o trajeto completo!!! São 3 Cachoeiras sendo uma de menor queda que resolvemos não ir pois logo no início de nossa trilha encontramos com um senhor que fazia o trajeto de volta e nos informou que a mesma estava sem queda d'agua, talvez pelo período de seca que estamos...resolvemos não ir! Partimos então para o Poço das esmeraldas que daquele ponto ( já tínhamos andando um bom pedaço em parte plana  - a outra questão é que a maior parte do trajeto é descampado leve proteção para o sol) pela placa constava de mais 1.200 pela placa de orientação!
      Trajeto tranquilo... como partimos cedo 7:40 chegamos cedo no Poço e encontramos somente 3 pessoas .... ali ficamos um bom tempo! Aproveitamos para fazer algumas fotos legais e tomar nosso banho... optamos sempre por valorizar o local de forma tranquila, essa foi nossa sorte!
      As 12h o local estava lotado e sem a calmaria da natureza... seguimos então para a última...



       
      CACHOEIRA DO CORDOVIL
      Quase tiramos no par ou ímpar! Resolvemos seguir em frente... ( dica - em época de secar não vale a pena ir até essa última queda, pois o fio de água é pequeno e o local não favorece bem para ficar com muitas pessoas por haver muitas pedras e sem muitas sombras)
      Isso nos cansou um pouco a mais... ficamos pouco tempo e seguimos voltando, saímos mais ou menos por volta das 15h sol rachando...
      O caminho apesar de ser tranquilo, nesse último trecho para o Cordovil é um tanto atencioso por ter muitas pedras ( pedras de cachoeiras pois o caminho o leito do córrego de agua quando se esta cheio... ) como estava seco, fizemos o trajeto de boa.. meio com algumas subidas e descidas em alguns trechos...
       
      DOMINGO CACHOEIRA DOS CRISTAIS
      No domingo resolvemos não voltar cedo e fazer a Cachoeira do Label como era nosso plano inicial, por conta da seca e de algumas quedas sem agua... preferimos não arriscar...
      Saímos cedo novamente e partimos para a Cachoeira dos Cristais, saimos da Vila de São Jorge e fomos no sentido Cavalcante... a entrada fica cerca de 8 KM depois de Alto Paraíso, bem notável na estrada...entra-se mais uns 4 km de estrada de chão até a portaria...
      Confesso que fiquei muito surpreso com a estrutura do local, muito legal mesmo!
      O espaço conta com restaurante, banheiros e um espaço bem amplo com lojinha e etc...
      Passando dessa parte inicial começamos a trilha que começa com um poço pequeno e muito bom de banho... Ah a cachoeira dos cristais não é uma única cachoeira como imaginamos encontrar... e sim um complexo de várias quedas pequenas... que ao longo da trilha vamos observando e parando até chegar na última!

       
      Findamos nossa trip após almoçar no local onde servem um buffet por Kg e aceita cartão! Recomendo1
      Terminamos após esse almoço pegando a estrada e voltando para Brasília!
      Até próxima e boa trilha!
       

    • Por Rogpan
      Nossa Trip foi bem louca galera!
      Primeira vez que resolvemos fazer o Mirante, confesso que foi uma das melhores e mais sinistras...rs
      No dia 30SET resolvemos comemorar meu niver fazendo uma bela trilha, um bate e volta dos bons... Como estava recebendo uma grande amiga em BSB Ariadne Rodrigues ( amiga de velhas cervejas )... fechamos a equipe convidando nosso grande amigo Reis ( conhecido nas redes sociais das trilhas).
      Partimos então para a Vila de São Jorge - GO e claro direto para a trilha!
      O acesso dar-se ao final da Vila de São Jorge no caminho para a antena de telefonia e seguindo um caminho não muito demarcado, como trata-se uma área particular apenas se chega de carro até uma área onde deixamos os carros e seguimos a pé por uns 1500m até a entrada onde fica o Sr Graciliano, senhor simples e de boa prosa... a trilha não tem mapa, é demarcada em partes ( talvez por conta dos guias e dos aventureiros que não curtem pagar ) então as orientações são de total conhecimento de quem já foi pelo menos uma vez e do Sr Graciliano.

       

      Início da trilha
       

      Chegando próx a Cachoeira do Abismo
       

       

      Cachoeira do Abismo
       
       

       
       
      Platô antes da Janela
       

      Reis fazendo um registro irado
       
       
      Registro no Mirante da Janela
       
       
       
      Após um café com Sr Graciliano
       
      Paga-se em média um valor de R$15,00 a R$20,00 por pessoa (em espécie) para visitação ao local dando direito a visitação na Cachoeira do Abismo ( fácil acesso ) e no Mirante da Janela ( médio a difícil). Neste último é comum muitos visitantes voltarem sem achar o mirante pois na parte final da trilha as demarcações foram retiradas, e acabam muitos se perdendo, o que muitas vezes é acionado o Corpo de Bombeiros local...
      Assim é importante ter em mente as orientações do Sr Graciliano ou ir com alguém que já foi.
      Dica: na última parte, ao achar uma espécie de circulo de rochas, mantenha a sua direita contornando este círculo, descendo um pequeno trecho onde tem como marcação um aste de madeira fincada e contornando pela direita novamente chega-se ao Mirante. Recomenda-se também voltar antes de escurecer ou levar lanternas para não perder o caminho de volta. Já fiz esse trecho a noite e é um pouco ruim o acesso.  
      Boa Trilha!
       
       
       

    • Por FlavioToc
      Faz um bom tempo que desejava ir ao Jalapão, mas me faltavam informações e também  certo preconceito que tenho sobre destinos ecológicos ou de aventura,     que é sobre explorarem o turista e não ter certeza de que iria realmente gostar. O fato de que é um destino fantástico e que deixou aquela sensação de quero mais. Só não é para quem tem frescura. E o que vi em todas as atrações eram adultos eufóricos, como crianças e adolescentes.
      Esta viagem aconteceu no início de agosto de 2018. Foram quatro dias no destino. Não contei o tempo em Palmas, mas creio que cinco seria melhor. Observei que poucas pessoas fazem por conta própria. Descrevo como nós fizemos e outras opões para quem não se atrever dirigir.
      Fizemos com uma pick-up 4x4, Nissan Frontier, alugada em Palmas e fomos entre quatro pessoas. Vejam que o motorista nunca tinha dirigido uma camionete, muito menos 4x4, que é necessário, pois as estradas são muito ruins mesmo e provavelmente as piores em que já andei e tenho longa experiência em estradas de terra. Não experimentem fazer com um veículo menor como Jeep Renegade ou Fiat Toro mesmo 4x4 porque vai danificar alguma coisa muito menos com 4x2 que até vi, porém não tem como acessar todas as atrações. Tem que ser um veículo mais robusto. Outro ponto positivo do veículo foi o controle de tração e de estabilidade. As estradas são brutas. Lá vendem camisetas com uma frase bastante original: “Jalapão terra bruta”.
      Como o aluguel de uma camionete é bastante caro fica mais em conta se dividir em mais pessoas. Devido à disponibilidade da pick-up só a pegamos no final da tarde e tivemos que fazer o primeiro percurso até Ponte Alta do Tocantins à noite. Evitem isso, pode ter animais na pista.
      O percurso do Jalapão é feito em semicírculo o que torna bastante prático. Fizemos em sentido anti-horário.
       
      Hospedagens
       
      Ponte Alta do Tocantins – Águas do Jalapão (R$ 170 casal por noite) – duas noites. Esta tem restaurante (R$ 35, mas tem que reservar a refeição).
      Mateiros – Pousada Monte Videl (R$ 150) – uma noite. Jantamos no restaurante do Bob ou Tempero Nosso (R$ 30), é só perguntar que é bem conhecido e o melhor, dizem. O Bob é o mesmo da operadora Jalabob (abaixo).
      São Félix do Tocantins – Pousada Cachoeiras do Jalapão (R$ 170) – uma noite. Também tem restaurante (R$ 35). Pode encomendar quando chegar ao final da tarde.
      A comida é simples mas farta e gostosa tipo self-service. Estas pousadas tinham um excelente café da manhã.
      Os valores das hospedagens foram negociados. Eles pediam um pouco mais.
      Primeiro dia
       
      Saindo de Ponte Alta do Tocantins em torno de 8 da manhã.
      - Lagoa do Japonês. As águas são cristalinas com pedras no fundo, refletem cores lindíssimas. Ótima para mergulho. Para segurança use sapatilhas de mergulho (tem para alugar no
      local).
      Almoço as 13:30h no restaurante da dona Minervina (falaram que era melhor), que é um pouco antes à direita é em sua própria casa muito simples. Tem que deixar reservado inclusive o horário e ela é precisa. A comida é bem gostosa e tudo bem limpinho. Lá na lagoa também tem refeições.
      -Pedra furada. A maioria fica para o por do sol. Vi até araras azuis (azul escuro, mais raras) lá.
       
       
      Retorno para Ponte Alta.
      Segundo dia
       
      Saindo de Ponte Alta em torno de 8 da manhã, levamos toda a bagagem (embalada) a hospedagem foi em Mateiros. Coma bastante no café da manhã, porque este dia vai ser bem pesado. Também leve o que comer porque provavelmente não irá almoçar. Também foram muitas horas andando de carro.
      -Canion Sussuapara
      -Cachoeira da Velha. Não deixe de ir. Alguns guias dizem que não vale a pena que é só para tirar foto. O fato é que eles evitam a estrada que é bem ruim e longa (29 km para ir 29 para voltar) mas é realmente impressionante. Depois vá para a praia que se forma rio abaixo e se refresque um pouco. Também tem um rafting bem emocionante.
      -Dunas. Todos vão para assistir o por do sol. Lembre-se que tem que chegar lá até as 17:00 horas, depois não entra. Cuidado com as abelhas. Para prevenir evite usar perfumes, roupas amarela, laranja e branca estas cores são atrativo.
       
       
      Terceiro dia
       
      Saímos de Mateiros às 8 da manhã.
      -Fervedouro do Ceiça
      -Fervedouro do Rio Sono
      -Fervedouro Buritis
      -Comunidade Mumbuca. Não achamos interessante. É mais fácil encontrar souvenires em  Ponte Alta.
      -Cachoeira da Formiga. É muito bela.
                  Pernoite em São Félix do Tocantins.
      Quarto dia
       
      Saímos em torno das 8 horas para os fervedouros. Se não forem os primeiros no Bela Vista corra para o Alecrim para não esperar.
      -Fervedouro Bela Vista
      -Fervedouro Alecrim
      Veja o vídeo no YouTube: 
       
      Os fervedouros são tão impressionantes que parecem falsos, como em filme de fantasia da sessão da tarde. As cores são fantásticas. Nós fomos em cinco fervedouros, mas tem muito mais. E as águas em todas as atrações são de uma transparência incrível.
      -Cachoeira das Araras onde tem restaurante. A cachoeira achamos que não vale a pena. Encomendar o almoço ainda na pousada.
      -Serra da Catedral só uma parada para fotos.
      Saímos rumo a Palmas onde será o pernoite. Lembre-se que o tempo de viagem até Palmas (da cachoeira) são em torno de 5 horas. Cuidado o Google Maps errou na distância e tempo para menos.
       
       
      Dicas
       
      -Se alugar uma pick-up, embale toda bagagem em sacos de lixo daqueles bem fortes. Pois tem uma poeira e ficam rolando na caçamba.
      -Baixar mapas no Google Mapas para uso off-line. Já que tem internet somente dentro das cidades. Usei também o Here.
      -Levar máscara de mergulho ou óculos de natação.
      -Levar lanches, frutas, barra de cereais,etc e água. Em Ponte Alta dá para comprar alguma coisa para comer.
      -Levar uma boa quantidade de dinheiro em espécie pois são poucos lugares que aceitam cartão.
      -Para calcular as diárias de locação lembre-se do tempo de viagem até Ponte Alta do Tocantins que é em torno de duas horas e o retorno a partir da cachoeira das Araras em São Félix é em torno de 5 a 5 horas e meia.
      -Deixe pelo menos um dia inteiro para conhecer Palmas. E quando usar o navegador digite uma referência como o seu hotel ou Palácio Araguaia é bem mais fácil do que os endereço que são semelhantes aos de Brasília. Ou seja, digite onde quer ir e não o endereço.
      Para quem não quer dirigir
      Canela de ema Ecoturismo - (63) 99976-1968; email: [email protected]
      40º no Cerrado - https://www.40grausnocerrado.com.br
      Deserto do Jalapão - http://www.desertodojalapao.com.br/home
      Jalabob Turismo - https://www.jalabobturismo.com/
      Recomendo estes acima porque conheci as pessoas que foram com eles, todos muito contentes, e os guias que inclusive nos ajudaram com sugestões no roteiro e até permitiram que os seguíssemos. A Jalabob também tem a opção de camping e na ocasião ele levava um grupo assim. Todos eram bem flexíveis nos horários e nas atrações.
       
       
      A seguir as fotos:
      -Mapa
      -Lagoa do Japonês
      -Dunas
      -Pedra furada
       



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