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Olá viajante!

Bora viajar?

Itália + Paris: 16 dias – Janeiro de 2018 com muitas fotos e custos.

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Olá mochileiros! Este é meu segundo relato aqui no fórum. Depois de uma grande aventura pela América do sul de carro, chegou a vez de viajar de avião. Pela primeira vez fui a Europa e posso dizer que superou minhas expectativas.

Inicialmente a minha ideia era apenas de conhecer a Itália. Não tenho descendência, mas sempre gostei deste país e foi o tiro mais certeiro que poderia fazer. Foi tudo praticamente lindo, perfeito e maravilhoso.

Li muita coisa aqui no fórum que me ajudou muito. Sou professor, então meu período de férias é no mês de janeiro. Minha maior preocupação na viagem seria a chuva, que muitos diziam cair com abundância neste período nos países europeus. São Pedro, foi muito legal conosco, posso garantir isso a  vocês.

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Cidades que conhecemos na Itália: Roma, Milano, Torino, Monza, Venezia, Bologna, Imola, Firenze e Pisa.

Paris entrou na viagem meio que de intrometida, mas valeu muito a pena. Estávamos buscando um voo barato do Brasil a Itália e vice versa. Para a volta a passagem mais em conta que encontramos foi a partir de Paris. Então colocamos a cidade francesa em nosso roteiro. E quem não gostaria de conhecer Paris, né?

Comprei as passagens ainda em abril pelo Decolar.com, sendo que na ida fomos em um voo da Latam saindo de São Paulo para fazer uma escala em Paris e logo pegar um voo da Vueling no dia seguinte para Roma (com troca de aeroporto). A volta seria feita pela Royal Air Maroc (que medoooo) de Paris, com escala em Casablanca (Marrocos) até São Paulo.

As passagens de ida saíram R$2.350,00 para duas pessoas. Enquanto as passagens de volta saíram por R$2.100,00 para duas pessoas. Totalizando R$4.450,00 para nós dois. Nós dois no caso, eu e minha mulher, Niceia. Acredito que foi um bom preço, pois não estava achando preço menos que R$6.000,00 entre abril e junho.
Passagens compradas, comecei a definir meu roteiro. A ida seria foi dia 30 de dezembro de 2017 e a volta dia 17 de janeiro de 2018.

Como sou amante de esportes, meus passeios sempre tem algo ligado a ele. Entre os meus destinos, queria conhecer os autódromos de Ímola e Monza, além de conhecer o Juventus Stadium e assistir um jogo do campeonato italiano, que acabou sendo entre Milan x Crotone.

Antes da viagem fui acompanhando o aumento do euro e sempre comprava um pouco da moeda. Fiz compras no valor de R$3,87, R$3,90, R$3,95 e lá pelo dia 20 de dezembro acabei pagando R$4,13  na moeda da UE.

Em todo o relato vou colocar os preços em euro, OK? Para uma fácil conversão em real, a média em que paguei na moeda ficou nos R$4,00 por euro.

Mas, uma dica. Esqueça que o quanto o real vale. Se não você ficará louco. Eles ganham em euros, por isso o preço parece ser tão absurdo de tudo.

No relato também não colocarei o que gastamos em compras pessoais. Compramos blusas, camisetas, calças jeans, cachecóis, gorros. GENTE, não comprem as coisas no Brasil. Blusa de frio e acessórios para as mulheres, não compre aqui. Compre lá. São melhores, tem mais opções, as blusas são próprias para o frio e o preço? Na Itália uma maravilha! Em Paris estava mais caro as coisas. Compre tudo na Itália. Mas vale aquela perguntinha: você realmente precisa disso?

 

Algumas curiosidades que não esperava sobre a Itália e italianos:


Italianos amam cachorros e bicicletas.
Italianas (e italianos em uma quantidade menor) fumam e fumam muito. Chega a irritar. Meninas de 13 anos, pareciam chaleiras.
Muitos monumentos na Itália parecem que vivem em reformas. Atrapalha e muita a paisagem, as fotos. E parece que são obras intermináveis.
Os trens não atrasam como li muito por aqui. Nem os regionais. Peguei mais de 10 trens e apenas um atrasou (Milano a Torino).
Italianos são muito receptivos.
No norte da Itália, em hotéis, comercio e monumentos o inglês é falado com muita frequência. Não esperava isso.
O transito é caótico em Roma
Com exceção de Torino que o metro é novo (acredito que foi feito para as Olimpíadas de Inverno de 2006) os vagões são mais velhos que os de SP ou Rio. Mas são muito eficientes e tem a toda hora.
Na Itália se vê muitos carros da Fiat (claro) e Ford. É normal ver um Masseratti nas ruas das cidades maiores.
Os italianos  italianas são muito, mas muito elegantes. Se vestem muito bem.

Sexta, 29 de dezembro de 2017.

Eu moro no Paraná, então a minha viagem começa antes e termina depois destes dias citados da compra das passagens aéreas. Não encontrei bons preços do Paraná para SP, então acabamos indo de ônibus para São Paulo. Chegamos um dia antes do voo para a Europa e ficamos hospedados no Hotel Íbis Styles da Barra Funda, bem perto do terminal da Barra Funda.
Conhecemos um pouco da região da Barra Funda, passamos próximo ao Allianz Parque, fomos no hotel Bourbon e também em uma loja da Decathlon ali perto, na marginal tiete.

 

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Ônibus da Viação Garcia - Cabine cama: Tudo de bom! Parece executiva no avião.

Gastos do dia

R$198,00 – Passagens Londrina/SP – viação Garcia.
R$120,00 – Alimentação
R$177,00 – Íbis Styles Barra Funda
R$9,00 – Uber.

Total do dia: R$504,00.

Sábado, 30 de dezembro de 2017.

Depois de sete meses de espera de quando compramos as passagens e organizando a viagem, finalmente chegou o dia mais esperado de todos. Já era nosso 10º dia de férias, no entanto como teve Natal e a organização das malas. Passou rapidinhos essa fase pré viagem. Levamos três malas. Duas de mão e uma grande para despacho. Inicialmente, essa mala grande a ser despachada era para trazer vinhos. Claro que ela já foi com varias coisas, tripé (quase inútil), tênis, sapato (inútil), blusas e algumas guloseimas.

Como sou cliente Accor Hotels (aconselho muito a todos serem, é de graça mesmo) pude fazer o later chek-out, então saímos do hotel próximo das 17h00 (horário limite para deixar o hotel) e pegamos um Uber até Guarulhos.
Chegamos e logo despachamos a mala e já fomos para a sala de embarque. Passamos pela polícia e tudo mais. Só esperando o voo JJ8108 da Latam.

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O apertadíssimo B777 da Latam.

Exatamente uma hora antes do voo começou o procedimento de embarque, às 21h35.
Entramos no B777 e partimos rumo a Europa.

Gastos do dia:

R$45,00 – Alimentação
R$58,00 – Uber.

Total: R$103,00.

Domingo, 31 de dezembro de 2017.

Andei poucas vezes de avião no Brasil, mais ou menos uns 4 ou 5 destinos. Sempre voos de no máximo duas horas. Já imaginava que seria um porre o voo. Mas não esperava que seria tanto. Este avião B777 é uma das piores aeronaves que já voei, certamente a pior. Imagine ficar nesta posição por quase 12 horas. Felizmente, a pessoa que sentaria ao nosso lado não foi. Então tínhamos 3 assentos para duas pessoas. É de se comemorar muito. Os comissários da Latam foram legais, mas você sente um arzinho de superioridade neles. Chegamos em Paris exatamente as 12h50 como o programado.
Um adendo aqui: quando comprei as passagens tinha a decolar deu a opção de realizar a continuação do voo para Roma no mesmo dia, as 21h30 (horário de Paris), mas como eu estava morrendo de medo de não dar tempo, preferi ir no outro dia cedinho, as 06h20 para Roma. Um erro gigantesco que cometi. Mas repito, a minha inexperiência causou isso. Eu pensava que 9 horas não era o suficiente para fazer a troca de aeroporto e tal. Tinha que ir do Charles de Gaulle para Orly. Fiz este trajeto em pouco menos de 3 horas, somando o tempo desde que o avião pousou, passando pela imigração (super tranquila, só pediram a passagem de volta, nem seguro, nem valor, nem comprovante de hotéis ou passeios, apenas o bilhete de volta) e depois para pegar as bagagens, que demorou um pouco. Inicialmente eu iria do CDG para Orly com um transfer do França entre amigos na casa dos 80 euros, mas li sobre o Le Bus Direct no conexão Paris, então resolvi arriscar, já que teria tempo caso desse algo errado. Paguei metade do valor do transfer no Le Bus Direct.

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Em Orly, às 4 da manhã esperando o busão que liga os terminais sud e ouest.

Ficamos hospedados no Íbis Budget Orly (com atendimento em espanhol, inglês e francês, claro), ao lado do aeroporto de Orly no terminal Sud. Fizemos o check-in próximo das 15h30. Estávamos a praticamente 24 horas sem tomar banho. Então la se foi a primeira ducha em solo europeu. Nesse finalzinho de tarde começou a chuviscar, nada demais. Um friozinho de 5º, bem diferente dos 35º que estava no norte do Paraná. Eu queria saber onde era a Vueling no terminal Ouest em Orly, então, fomos em busca de desbravar o aeroporto. Entre 03:30 e 23h35 tem um ônibus que liga os dois terminais: sud e ouest. O ônibus é gratuito e faz cinco paradas entre um terminal e outro, pois ele vai parando nos estacionamentos ao longo dos terminais. Voltamos para o hotel próximo das 20h00 e fomos jantar no Íbis Orly, vizinho ao Íbis que estávamos, pois lá não tinha jantar.

Por recomendação do Adriano aqui do mochileiros.com eu fiz essa reserva no hotel para poder dormir antes da viagem de fato se iniciar, pois no voo como muitos dizem e pude comprovar, é quase impossível dormir. Você tira cochilos, mas sono de qualidade esquece. Criança gritando, gente se esbarrando, servido de bordo, turbulências... sem chance dormir. Claro que a ansiedade aliada ao fuso horário e a virada de ano, foi difícil dormir. Mas foi possível repousar o corpo.

Gastos do dia:

€42,00 – Le Bus Direct (CDG – Orly) – Cartão de crédito.
€29,00 – Jantar no Íbis Orly – Dinheiro
€46,58 – Íbis Budget Orly Airport – Comprado no Brasil.

Total: €117,58.

Segunda, 01 de janeiro de 2018. Dia 1

Após tanta espera, vamos a Roma! Claro que sem um perrengue não poderia faltar. Comprei as passagens todas com duas bagagens despachadas de 32 kg por passageiros. Eu já sentia que teria problemas com isso, então no mês de outubro do ano passado enviei emails para o decolar.com sobre isso: o voo da Latam e depois a continuação com a Vueling. A resposta que tive do decolar.com naquela época é de que caso acontecesse qualquer coisa guardasse os comprovantes. Pois bem, aconteceu. Eles afirmaram que não tinha direito a mala despachada pois minha tarifa era a basic e tals que não dá direito a bagagem despachada: resultado? Paguei €40 para despachar uma mala. Lei de Newton? Sempre tem um pior né? Pois é, uma mãe e filha brasileira compraram a mesma passagem que eu, mas elas tinha 4 malas a serem despachada... multipliquem os €40 x 4...
Mas, é claro que isso não me tirou nenhum pouco do sério, pois eu tinha todos os emails salvos do decolar.com, além dos comprovantes da venda deles e do pagamento que fiz lá na hora. Deixa isso pra depois, por bem ou por mal, eu recupero isso. Na pior das hipóteses na justiça ganho fácil.
O avião decolou exatamente as 06h20 e chegamos as 08h15 em Fiumicino.

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Loja da Vodafone em Fiumicino


Meus planos eram pegar as malas e partir rumo ao centro para aproveitar cada momento em Roma, pois eu teria menos 75 horas na cidade. Errei feio no planejamento nesta parte. Roma merece no mínimo 5 dias. NUNCA vá para ROMA e fique menos de 5 dias. É sério. Se você não ficar pelo menos 5 dias, vai ter que voltar lá. E eu farei isso com certeza. É tudo de bom Roma.
Comprei o RomaPass pela internet no inicio de dezembro e escolhi tirá-lo no aeroporto para não perder tanto tempo. Segundo perrengue do dia. As 9 da manhã já estávamos com tudo nas mãos, prontos para ir ao centro. Fomos pegar o RomaPass e uma maldita plaquinha na porta do escritório deles: Giorno 1/1 a partire le 11:00. FDP! Perdemos duas horas em Roma. Logo em Roma? Onde já seria corrido. Eu com medo de não poder tirar no centro da cidade por ter escolhido ali, não queria ir. Perguntei para as pessoas (com meu super italiano) mas ninguém sabia de nada. Só ali mesmo. Resolvi esperar então né. Do que correr o risco de ter que voltar ali. Enquanto isso comemos nosso primeiro corneto italiano. O tempo não passava. Próximo do café tinha uma loja da Tim e uma da Vodafone. Tim eu não queria nem pintado de ouro, pois ela me deixa na mão todo instante aqui no Paraná. Pois bem, pensava que gastaria uns 30 euros no chip. Saiu por €55. A sensação de ser assaltado foi instantânea 3 coisas inesperadas em menos de 3 horas: a mala despachada paga, esperar o RomaPass e o valor do chip. Sabe quando você pensa “Putz, vai dar tudo errado nessa viagem!”? pois bem, pensei isso. Mas, felizmente os problemas ficaram por aí. Aí quando cheguei fazia aquela conta maldita de multiplicar um euro por 4 reais e pensava toda hora em quanto esse chip custou... faça as contas. É de doer o bolso, a alma, o coração. Mas eu sabia que seria necessário. E foi. Este plano da Vodafone era de 30GB para 28 dias. Nesses €55 entrava o chip (físico), o plano de 30GB e a ativação do chip. No aeroporto tinha wifi grátis.
Pois bem. O tempo passava lentamente e depois abriu o escritório para retirar o RomaPass, logo encontrei os primeiros brasileiros ali. Nosso RomaPass era de 72 horas.

ROMA, prima fermata!

Contrariando muitos, eu optei por não ficar no centro da cidade. Confesso que estava com medo. Mas arrisquei e fiz um golaço modéstia a parte. Chegamos no hotel próximo das 13h00. Não peguei o Leonardo Express. Peguei o trem para Tiburtina que era mais em conta e o hotel ficava próximo da estação Tiburtina. Como era dia primeiro e feriado, já imaginava que tudo estaria fechado. Levamos as guloseimas e as detonamos. Só foi tomar um banho rapidão e cair fora para aproveitar Roma.

 

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Hotel Delle Province - Pensa em um atendimento e um café da manhã maravilhoso!

 

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Bairro do Hotel


A distancia do metro ao hotel era de 600 metros – estação Bologna. Mais três estações estávamos em Termini. Logo fizemos a baldeação para outra linha e saímos no metro Republica. Aí sim começamos a andar a pé. Os primeiros quilômetros de centenas nesta viagem. Sim, centenas. Acredito que a média a pé nossa em km era superior a 10 por dia.
Tinha um pequeno roteiro que não consegui seguir e “começamos a nos perder” nas maravilhosas ruas e becos de Roma. A cada esquina uma surpresa. A alegria por estar lá era gigante. Sol e garoa ao mesmo tempo. Estava friozinho, mas fazia calor de tanta emoção por estar na cidade eterna.

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Primeira foto em Roma com nossa máquina fotográfica: Piazza Repubblica.

Da piazza Repubblica fomos em direção a piazza Barberini e logo depois ao monumento colona de Marco Aurelio. Estávamos bem pertinho da Fontana de Trevi e levamos um susto com a quantidade de gente. Por ser baixa temporada e feriado do dia primeiro, sabia que teria muita gente, mas não tanta. Entramos em algumas igrejas próximas e fomos em direção a piazza di Spagna. Começou a chuviscar e surgiram vendedores de guarda chuvas de todos os lados.

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Fontana di Trevi lotada!

Andamos e andamos mais, a fome bateu. Não tínhamos almoçado, só comido as guloseimas. Vimos vários cardápios do lado de fora, mas resolvemos parar no restaurant pizzeria Cesar. Ficava há duas quadras do Vitorio Emanuelle, mas nessa altura eu já estava andando de qualquer jeito e deixei Google maps de lado.
Logo no primeiro dia, o meu prato não poderia ser outro: pizza.

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Ristorante e pizzeria Cesar: Primeira refeição em pra valer em solo italiano.

Já passava das 21h00. Estávamos meio que perdidos mesmo sem o maps, então, utilizei o maps para chegar ao metro e ir ao hotel. Quando vimos que o Coliseu estava perto, não tivemos duvidas. Fomos para lá. Quando saímos da estação do Coliseu, vimos a quantidade de gente que tinha na rua. Parecia altíssima temporada. Todo mundo tirando fotos e na rua que levava até o monumento Vittorio Emanuelle. Depois de uns 30 minutos tirando fotos e admirando o Coliseu fomos ao Vitorio. Lá mais um tempo deste. Voltamos pela mesma rua e pegamos o metro na frente do Coliseu para ir ao nosso hotel, a estação Bologna era da mesma linha do Coliseu. Então, chegamos no hotel as 23h30.

 

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Coliseu a noite.

 

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Monumento a Vitorio Emanuelle.

Cheguei no hotel, estava bem cansado mas ainda deu tempo de fazer aquela reclamação no reclameaqui.com sobre o decolar.com, vueling e Latam.

Gastos do dia:

€40,00 – Despacho de bagagem Vueling Airlines – Dinheiro.
€77,00 – RomaPass – Comprado no Brasil.
€55,00 – Chip Vodafone – Dinheiro.
€16,00 – Trenitalia (Fiumicino – Tiburtina) – Dinheiro.
€213,00 - Hospedagem - (com o sogiorno €36)
€  5,00 – Lanche/Água – Dinheiro.
€30,50 – Jantar – Dinheiro.
€  5,00 – Água/Salgadinho – Dinheiro.

Total: €441,50

Terça-feira, 02 de janeiro de 2018. Dia 2

Acordamos bem cedo, tipo 06h30. Fomos surpreendidos com a qualidade excepcional do café da manhã do Hotel Delle Province. Vou deixar as fotos falarem por si.

Nossa primeira parada era o Coliseu novamente. Mas agora, entrando nele. Não apenas fotos pelo lado de fora.

A fila para quem não comprou o ingresso era grande, não gigante. Grande apenas.
Nós, que tínhamos o RomaPass passávamos direto, não demorou nem 5 minutos para estar na frente do coliseu e já estar lá dentro, passando por todas as revistas, validar o ticket, essas coisas.

Falar sobre o coliseu não é necessário. Fomos abençoados com um dia maravilhoso e as fotos ficaram legais.

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Nenhuma nuvem no céu. Ótimo dia para visitar o Coliseu.

 

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O famoso Arco de Constantino nos arredores do Coliseu.

Do coliseu para o Palatino e Forum Romano. Chegamos as 08h30 no primeiro destino e saímos as 12h00. Andamos feito loucos por tudo que é lado. E ainda acredito que não fomos em todos os cantinhos. Mas andamos sem parar no Forum Romano. Determinado momento o chip do celular não funcionava mais porque recebi mensagens que estava sem crédito. Eu ainda estava puto com o valor que paguei no chip (funcionando e tal), imagina sem funcionar. Estava muito de cara.

Depois dali, saímos próximo ao monumento Vitorio Emanuelle. Entramos lá e ficamos mais algum tempo, fotos vai e vem. E eu louco querendo ter o Google maps e internet para se localizar e otimizar o tempo né. Afinal, deixei poucos dias para Roma. Dali, saímos em direção a Via del Corso e logo nos primeiros 200 metros encontrei uma loja da Vodafone. Entrei e gastei todo meu italiano. O rapaz ficou uns 10 minutos mexendo e já estava nervoso também, afinal, não ia ganhar nada e estava perdendo tempo. Até que ele achou as configurações e mudou umas coisas da Tim Brasil para a Vodafone Itália. Internet funcionando a todo vapor.  Continuamos na rua com as lojas de grifes e outras com preços bons e já fizemos as primeiras compras. O frio também exigia isso. Embora a tarde, estava na casa dos 14º C. a noite viria o frio com tudo.

 

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Vista de 180º do fórum romano.


No final da via del Corso demos de cara com a piazza del popolo. Olhamos a entrada da Villa Borghese. Ainda tínhamos uma atração do RomaPass a usar, pois só tínhamos ido no Coliseu. Como a Galleria Borghese necessiatva ade ligar para reserva, estávamos em duvida no Musei Capitollino ou Galleria Borghesse no outro dia. Mas como tínhamos o Vaticano no dia seguinte, iria ficar pesado duas atrações parecidas. Pensamos no Capitollino.
A fome batia, mas a vontade de bater perna era maior, até que indo em direção a piazza Navona, resolvemos almoçar, isso lá pelas 15h00.

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Piazza di Spagna. Bastante escadarias.

Depois de almoçar, estávamos bem próximos da Piazza Navona e do Pantheon, fomos na praça primeiro. Lá tinha bastante pessoas e estava bem movimentado. Algumas fotos depois, fomos ao Pantheon, onde tinha mais gente. Começava a esfriar bem e a luz solar ameaçava ir embora. Já eram quase 17h. resolvemos andar mais e fomos em direção a corte suprema e a ponte Umberto I. de lá, resolvemos andar pelo parque Adriano. Já era mais ou menos umas 17h30 e avistamos o de Sant’Angelo e vi que poderia entrar com o RomaPass. Pensei e falei para a Niceia, vamos? Vai ser diferente! E foi. La na hora eram 12 euros para entrar se não me engano.

 

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No Castel Sant'Angelo - com vista para a cidade/Basílica de San Pietro.


O passeio no Castelo durou mais ou menos uns 70 minutos. É escada pra caramba e boas rampas, mas também sobe até o topo dele. Valeu a pena porque tínhamos o RomaPass. Se não, não teríamos entrado. A atração fecha as 19h30. Saímos de lá próximo das 19h.

Iríamos jantar no McDonald’s, pois ainda estávamos um pouco cheio do almoço. Sempre levamos na bolsa, o salgadinho San Marco, uma espécie de Elma Chips deles lá. O de batata com sabor de extrato de tomate é o melhor. Mas os McDonalds é tudo automatizado e só no cartão de crédito, não estava afim de usá-lo e pagar IOF.

Voltamos pela Fontana de Trevi (mais uma vez) e lotada só para variar. Compramos nosso primeiro gelato na Itália na sorveteria Melograno, o melhor sorvete que encontramos em Roma. Minha mulher disse que foi o melhor da Itália. Eu ainda fico com da sorveteria Venchi. Não jantamos. Fomos embora e compramos um vinho na frente do nosso hotel, com salames e queijos. Estávamos comendo às 21h mais ou menos. Dormimos às 23h.

Gastos do dia:

€30,50 – Almoço – Dinheiro.
€10,00 – Sorvete – Dinheiro.
€11,00 – Mercado – Dinheiro.

Total: €51,50

Quarta-feira, 03 de janeiro de 2018. Dia 3

Neste dia acordamos as 06h30 mais uma vez. Dia de conhecer o Vaticano. Depois do belíssimo café do Hotel Delle Province (insisto em falar, muito bom, quase um almoço) pegamos o metro e após fazer a troca da linha B (azul) pela linha A (vermelha) descemos na estação Ottaviano, até o momento estava calmo. De repente começou a brotar gente em direção ao Vaticano. Nem precisava olhar o Google maps, era só seguir o fluxo e os chineses. A fila no Vaticano era imensa. Nosso bilhete era o da visitação das 9h00. Chegamos lá 08h50. Em cima da hora. Quase ninguém na fila de quem comprou pela internet. Pagamos 4 euros a mais por pessoa para furar fila e mais 7 euros no áudio guia. NUNCA, nunquinha e em hipótese alguma você deve comprar os áudio guias, a não ser que você seja fanático pelas informações. Se você for apertar todos os códigos das obras, você sairá do museu só na outra semana. Jogamos 14 euros fora nesses áudio guias. Escutamos umas 10 coisas e olhe lá. Além de carregar no pescoço. Não sou católico, nem evangélico e de nenhuma outra religião. Acredito em Deus. Resolvi ir ao vaticano, pois é um passeio clichê e com familiares religiosos, já viram né. Tem obras lindíssimas e tal. A capela sistina não é nada outro planeta. Se você não faz questão de passar por lá, não vá. Mas, é aquela, foi em Roma e não foi no Vaticano. Eu sabia que seria meio xarope, mas não sabia que seria tanto.

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Fila do lado de fora do Vaticano para comprar ingressos. Compre pela internet e não se arrependerá?

 

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Dentro do Vaticano lugarzinho especial que o Papa Francisco fez. Adorei!

Ficamos lá das 09h00 até as 11h00. Eu sinceramente não aguentava mais. Minha mulher e eu estávamos cansados e ela queria comprar um casado, pois iria começar os “Saldi” no dia seguinte. Queríamos conhecer a Basilica de San Pietro, mas havia uma fila monstruosa em caracol. Deveria ter no mínimo umas 2 mil pessoas naquela fila que fazia a volta naquele famoso e grande circulo do pátio do Vaticano onde são celebradas as missas. Tiramos umas fotos e fomos embora. Neste local, foi onde mais vimos pessoas pedindo esmolas e ajudas em Roma. Mas nada de pessoas chatas ou mal encaradas.

Saímos de lá e fomos para o hotel, descansar um pouco. Acredite, anda e anda muito lá dentro Vaticano. Calculo que percorremos uns 2km lá dentro em corredores, escadas e jardins. Mais 3,5km do Vaticano até a estação Barberini. E mais uns 600 metros do metro até o hotel. Pode por 6km só na parte da manhã.

Aí, conhecemos de vez a via del Corso. A Zara, a Kiko, Celio, Alcott. Lojas excelentes e com preços melhores ainda. Compramos casacos que não tem no Brasil. Cachecóis e outras coisas. Lá se foram euros que levamos separados do valor da viagem.

Chegamos no hotel as 14h. logo saímos para almoçar e conhecer a vizinha do bairro do hotel. Já era tarde, mais ou menos 15h. Algumas coisas fechando, quando passamos em frente uma portinha, chamado Il Tunel ristorante e pizzeria. Pensa em um lugar massa e deve ser bem tradicional e bem a cara de Roma fora do centro. Muito legal, atendimento mil. Nos ajudaram a escolher o vinho. Todos que trabalhavam no local eram mais velhos, e tinha duas pessoas que devem bater o ponto lá todos os dias comendo, pois estavam no maior dos papos.

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Ristorante e pizzeria Il Tunel: lasagna bolognesa e spaghetti carbonara.

Saímos dali e tínhamos duas missões ainda. Ir no Pantheon, pois no dia anterior estava lotado e também tirar fotos legais em Trevi, mas na Fontana sempre lotado. Minha mulher queria porque queria tirar fotos lá, então, ela armou o plano de acordarmos 5 da manhã na quinta, para ir a Fontana la pelas 6h, voltar ao hotel e ainda tomar café.

 

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Pantheon. Gratuidade está acabando.

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Conseguimos a Trevi só para nós! Também né, acordando as 5 da manhã (quinta pela manhã).

Fomos ao Pantheon e claro, andar, andar, andar... Não sei se era por estar a noite, mas esperava um pouco mais do Pantheon. Vale lembrar que a partir de maio, será cobrado uma taxa de 2 euros para entrar no Pantheon. Até lá, é gratuito. Andamos mais um pouco e não jantamos de novo, apenas o sorvete. Comemos no hotel, pois tínhamos muitas coisas ainda a comer. Mas, sem vinho esta noite.

Gastos do dia:

€56,00 – Vaticano – Comprado no Brasil.
€27,50 – Almoço – Dinheiro.
€10,00 – Sorvete – Dinheiro.

Total: €93,50.

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Então @Lulusilveira , o RomaPass pelo que eu saiba não inclui nada da Trenitalia. Tanto é que, nem o trem Leonardo Express (o mais utilizado) para deixar o aeroporto até a estação Termini é incluso no RomaPass. Para pegar este trem são 14 euros. Eu peguei outro trem e fui para a estação Tiburtina que era no bairro onde me hospedei, pagando 8 euros a passagem.

Entrei aqui no site da Trenitalia e vi que esse local onde você quer ir, tem passagens a partir de 7,80 euros para Orvieto. Então, o RomaPass não cobre isso com toda certeza.

 

Entrando no site do RomaPass diz  seguinte:

Is valid on all means of local public transport operated by ATAC (bus, metro A, B, B1 and C and railway lines Roma-Lido, Roma Flaminio Piazza del Popolo-Viterbo, Roma-Giardinetti), within the territory of the Municipality of Rome.

All special connections tpl Atac, the railway lines Trenitalia FL, the connection Tiburtina/Termini/Fiumicino Airport, the connection Trenitalia “No stop” Roma Termini-Fiumicino Airport (Leonardo Express) and all connections to and from Fiumicino Airport are not included.

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@Jackson Lincoln Lopes Que Trip Report bem detalhado. Parabéns!!

Eu estou indo em Março pra lá, vou ficar 14 dias, que dividi em 7 dias em Roma (dividido em dois momentos, no começo e no fim), 5 em Florença (com vários bate-e-volta para o interior da Toscana) e 2 em Pisa.

Queria saber se poderia me tirar algumas dúvidas para me ajudar no término do meu planejamento:

- Imigração: Quando você disse que o oficial só queria ver o bilhete de volta, você mostrou o e-mail de confirmação de reserva da cia aérea, certo? Digo isso pois geralmente não se tem o cartão de embarque dos voos de volta até umas 24h antes do voo.

- Roma Pass: Também estou planejando retirá-lo no ponto do Aeroporto Fiumicino. É que como no site fala que esse ponto fica no desembarque internacional do T3 e eu estarei vindo num voo da Suíça (que é considerado um voo doméstico europeu), fiquei na dúvida de se esse ponto fica fora da área de controle de imigração, onde qualquer um possa acessar.

- Mercado: Você fez compras em algum mercado em Roma? Preços são caros?

- Trens: Você chegou a guardar as malas em alguma estação de trem? Ouvi alguns relatos sobre serem meio caóticas as estações, fiquei com tanto medo de dar problema ao guardar, ou de nem poder guardar mais (ouvi notícias que algumas estações não deixam mais por razões de segurança) que transformei Pisa numa estadia de dois dias (a ideia inicial era montar base em La Spezia, para dali seguir a Cinque-Terre e na volta para Roma largar as malas na estação de Pisa pela manhã e voltar no fim da tarde). Mas acho que não me arrependerei disso, pois tem a dobradinha com Lucca que com certeza valerá a pena.

 

Ahh, um agradecimento especial por confirmar que não valem a pena os audio-guias, nunca os utilizei nos museus que já fui nos EUA e sinceramente nunca me fizeram falta nenhuma.

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Segunda-feira, 08 de janeiro de 2018.

 

Aspettata più di Venezia. Solo Acqua, ponte e chiesa.

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Venezia: diferente de tudo, igual no todo.

 

Acordamos bem cedinho (mais uma vez) e fomos pela última vez a estação Milano Centrale, próximo das 06h30. Nosso trem seria para Venezia, onde passaríamos duas horas dentro do Trem, parando em Bréscia, Verona, Vicenza e Padova, antes de chegar a Venezia.

Não paramos em Venezia Mestre, e sim Venezia Santa Lucia, já fora do continente. Neste trajeto de trem conhecemos um casal de brasileiro que coincidentemente compraram as passagens de frente para as nossa, estávamos naqueles vagões onde tinham as mesinhas. A Emily, que conhecemos mora na Itália há 20 anos, e conversamos muito sobre a situação do país.

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Estação Venezia Santa Lucia

 

Nos ajudaram, nos deu dicas de italiano, enfim foi bem legal conhecê-los. Tinha reservado pelo Booking o hotel Il Mercadante di Venezia, que ficava mais ou menos 300 metros de distância da estação. Como estávamos com malas (e a maior delas não era mala de rodas giratórias) foi um alívio saber que estávamos tão perto do hotel. Logo nos binários, tem uma saidinha pela lateral nesta estação Santa Lucia onde não é pela saída principal (que são escadarias), utilize esta saída caso tenha malas, pois é uma rampa de acessibilidade.

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Basílica Simeone Picollo. Primeira coisa que você vê quando sai da estação de trem.

 

Logo que deixamos a estação o que mais tinha em Venezia eram aqueles caras que te pedem para carregar as malas, lógico que o serviço é pago. Eu jamais gastaria um euro com isso. Nosso hotel era um dos becos, o segundo beco (via) que a esquerda da estação. Confesso que comecei a ficar assustado com os locais da proximidade do hotel, de ser muito velho, pequeno e estranho. Mas, eu tinha escolhido esse hotel pelo preço (claro) e porque no Tripadvisor tinha lido que havia uma recepcionista que falava português. Por azar, em nossa chegada a Fabíola que fala português, não estava trabalhando pela manhã. Mas fomos super bem atendidos. Eram 10 da manhã, e já deixaram fazer o check-in e tudo mais. O hotel era maravilhoso. Velho, mas grande, espaçoso. Tínhamos duas sacadas em duas janelas. Cama grande, banheiro grande e novo. Frigobar. O café da manhã deixou um pouco a desejar, mas o resto era excelente. Super indico a quem vai a Venezia. Fiquem no hotel Il Mercadante di Venezia. Luxo não terá, mas tudo é limpinho e o atendimento é de primeira. Não me lembro de ter elevador neste hotel, mesmo com malas grandes, no meu modo de ver isso não foi um problema. Talvez alguns se importa com isso, eu não, estava na Itália, em Venezia.

 

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Entrada do Hotel Il Mercadante di Venezia: atendimento em português.

Logo que saímos já fomos nos perdendo. Por alguns minutos eu esqueci o Google maps e segui os conselhos: se perca em Venezia. Nos perdemos mesmo. É quase impossível não ser perder. A única coisa que fiz (no segundo dia lá) foi ir a praça San Marco pelas plaquinhas das ruas. Conseguimos!

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Alguma das dezenas de igrejas de Venezia.

 

Estávamos sem rumo, apenas conhecendo e apreciando os becos, vielas, canais, pontes. Venezia é isso. Ponte e água, água e ponte. É diferente de tudo, mas é tudo muito igual. Um dia inteiro lá acredito que seja suficiente. Não fomos em nenhuma das ilhas. Alias, Venezia, Monza, Imola e Bologna foram as cidades que não utilizamos transportes públicos. Para um barco (vaporetto) de 90 minutos eram 7 euros. Se não me engano 20 euros daria direito a 24 horas de vaporetto.

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Nos dois dias em Venezia passamos pela Piazza San Marco umas 8x. Esperava mais deste local: cheio de pombos e camelos.

 

La pelas 13h00 encontramos novamente os conhecidos brasileiros e fomos almoçar. Um rapaz na porta do restaurante nos convidou para entrar em português. Claro que caímos na isca né. O bom é que o cardápio era todo em português. Pedimos uma garrafa de vinho, carinha por sinal, mais ou menos 25 euros, mas como estávamos em quatro ficou acessível. Foi um dos poucos locais em toda a viagem que vimos o restaurante lotar e continuar lotado sem mesas para as pessoas entrarem. Assim que saímos, logo chegaram outras pessoas. Eu indico este restaurante: Trattoria al Leoncini.

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A noite começa a surgir em Venezia.

 

Uma outra reflexão aqui: li muito antes de viajar sobre onde comer na Itália. Osteria, Tratoria e Restaurante. Locais próximos ou distantes dos monumentos turísticos. Vamos lá! Não senti diferença alguma de preços entre osteria, tratoria e restaurante, sinceramente para mim todos os preços era parecidíssimos. É claro que você vê o o nível do restaurante pelas mesas, garçons, tamanho, decoração. Também não vi tanta diferença de preços em locais próximos a pontos turísticos e mias distantes, mais uma vez, claro, o nível do restaurante. Tem restaurante que não é para o nosso bolso. Eu por exemplo, não vou pagar 15 euros em uma pizza em qualquer restaurante italiano, já é nítido que é um restaurante mais luxuoso e para outro tipo de público, sendo que em restaurantes normais a pizza variava de 6 a 10 euros. esse restaurante que almoçamos em Venezia era ao lado da Piazza San Marco e os preços dele era mais ou menos iguais a restaurantes do mesmo nível próximo ao nosso hotel e em em outros pontos mais afastados de pontos turísticos. O mesmo vale para osteria, pensava que seria o mais barato, mas não foi isso que vi.

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E tinha café brasileiro na Itália.

 

Voltamos ao hotel e fomos passando por vários locais que já tinha visto pela internet e outros que não imaginava. Passamos por uma das principais vias que era a “strada nuova” tipo um calçadão que daria acesso a estação Santa Lucia e no terminal rodoviário também.

Ali encontramos vários mercadinhos da rede italiana Coop. Ali também havia McDonalds, Burger King, Subway. Pensava que Venezia teria preços exorbitantes por ser tão turística, mas não. Normal. Nada muito alto, nada baixo. Achei os preços das comidas na Itália iguais em todos os locais. Sem vinho, para duas pessoas dava para se alimentar com 27 euros, normalmente 10 de um prato (x2), coperto em média 2 euros (x2) e uma água na casa dos 3 euros. Com o vinho, geralmente a jarrinha de meio litro do vinho da casa era mais 6 ou 7 euros. uma garrafa saia a partir dos 12 euros (750ml).

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O tempo colaborou no primeiro dia: nenhuma gota de água. Temperatura na casa dos 8ºC.

 

Andamos e andamos mais e jantamos em um restaurante que pensávamos ser italiano, mas era de um chinês.  Tudo no restaurante era italiano, a atendente, o caixa e o garçom. Inclusive o nome, era alguma tratoria, confesso que não anotei o nome. A comida estava muito boa.

Fomos para a parte da cidade até onde os carros e ônibus chegam e passamos pela ponte mais moderna de Venezia. Logo depois disso fomos ao hotel e dormimos.

Gastos do dia:

€39,90 – Trenitalia: Milano/Venezia – Comprado no Brasil.
€141,00 – Hotel Il Mercadante di Venezia – Comprado no Brasil.
€50,00 – Almoço – Dinheiro.
€5,00 – Mercado – Dinheiro.
€38,00 – Jantar – Dinheiro
€ 6,00 – Sorvete – Dinheiro

Total: € 279,90.

Terça-feira, 09 de janeiro de 2018.

Era o dia que a Niceia mais esperava, dia de andar de gôndola. Tentamos encontrar algum gondoleiro que falava português, mas não os encontramos, mesmo pedindo referência ano hotel. Só para variar, andamos por toda Venezia!

Passamos por Santa Croce, Dorsoduro e Accademia, chegando a Punta della Dogana e a Basílica di Santa Maria della Salute. Passamos por vários lugares residenciais, com moradores nativos, escolas e alguns locais que faziam as gôndolas. Bem legal. Poucos turistas estavam por ali, apenas um grupo com um guia. Um ou outro gato pingado como nós estava ali.

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Mais uma Basílica: São Paulo Futebol Clube? ;)

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Basílica Santa Maria della Salute.

 

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Interior da Basílica di Santa Maria della Salute: esta não paga para entrar.

Voltamos por outro caminho com ajuda do Google maps, começou um leve chuvisqueiro. Nos escondíamos conforme aparecia partes cobertas. Almoçamos ao lado do hotel que estávamos hospedados, pois tinha a Osteria al Cicheto. Local bem legal, pequeno e que muitos nativos de lá comem.

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Mais da gastronomia italiana.

 

Venezia é cansativo da forma que fizemos, mas penso que é a melhor forma de conhecer tudo. Acredito que andamos em uns 20% de todos os becos, ruelas e canais. Andamos pra caramba mesmo. Ai, descansamos um pouco a tarde. Lá pelas 15h saímos em busca da gôndola. Fomos próximos da Ponte Rialto, pois lá tinha muitos gondoleiros. Os preços são tabelas um passeio de 25 minutos durante a luz solar são 80 euros. Após as 19h, o valor aumenta se não me engano para 120 euros. Já tinha ouvido falar que os gondoleiros são meio xaropes. Fomos até San Marco ver como estava o movimento das gôndolas e praticamente sem ninguém. Esqueci de mencionar que Venezia era das cidades turísticas que fomos, a que menos turistas tinha. Realmente estava deserta. Para nós, achamos muito bom. Voltamos a Ponte Rialto para encontrar um gondoleiro.

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Fabricação de gôndolas em Venezia.

Tinha a opção de dividir a gôndola com outras pessoas. Até poderíamos fazer isso caso encontrasse algum brasileiro que topasse, mas o momento era nosso também né, então, resolvemos ir só nós dois.

O passeio não demorou nem 25 minutos e tínhamos que pagar antes. O gondoleiro falava um pouco de espanhol,  mas pedi para ele falar em italiano mesmo. Ele ia falando algo de alguns locais e em determinado momento arriscava cantarolar.

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Essa não precisa de legenda...

 

Sobre o passeio de gôndola: fui por conta que era um sonho da Niceia. Eu mesmo não fazia questão nenhuma de ir. Fui por ela, assim como ela foi no jogo por mim. É aquilo, um cede aqui e outro cede ali. Mas assim, talvez para a mulher a gôndola tem aquela magia, talvez para o homem não tanta. Acho muito dinheiro para tão pouco tempo e algo meio sem graça.

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No final da tarde fomos agraciados com o por do sol na Ponte Rialto. O pessoal vai em peso para lá ver o sol indo embora.

 

Andamos pelo grande canal e por canais pequenos próximo a Ponte Rialto. Logo na sequencia andamos mais e mais e passamos no mercado comprar salames e queijos para comer com um vinho que comemos. Também comemos um pedaço de pizza que vendia próximo ao hotel em um fast food chamado QB (Quanto Basta) que também era sorveteria. O atendente sabia falar algumas gírias em português e era super animado. Bem legal e a comida era boa e baratíssima. O pedaço era grande, não era um pedacinho qualquer, por 2,5 euros.

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Escolhendo os frios no mercado.

 

Levamos os pedaços de pizza par ao hotel junto com os queijos, salames e vinho. Então, já sabem que fizemos nossa ultima refeição em Venezia dentro do quarto do hotel.

Gastos do dia:

€39,00 – Almoço – Dinheiro.
€80,00 – Gôndola – Dinheiro.
€9,50 – Mercado – Dinheiro.
€5,00 – Pizza – Dinheiro.

Total: € 133,50.

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Prêmio após um dia com alguns chuvisqueiro.

 

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Fala cara, obrigado! Espero que ajude você e os demais que estão indo.

Imigração: exatamente isso. Só imprimi no site a passagem de volta como as cias aéreas ou agencia de viagem mandam o "bilhete" o que importa é ter o código localizador e o número do bilhete, caso o fiscal da alfandega queira conferir com as cias.

RomasPass: Então, o escritório deles fica logo na saída (ou entrada) do aeroporto. Qualquer um tem acesso seja pela rua ou vindo da estação de trem.

Mercado: Em Roma foi onde menos fiz compra, mas era onde tinha os menores preço. Olhe isso, 950 gramas por 25 reais. Não sei exatamente o que você deseja comprar no mercado, mas como disse tem vinhos a partir de 1,7 euros... Lanches a partir de 2 euros... Salgadinhos a partir de 1 euro. Agua de 1,5L a partir de 30 centavos de euro... Eu achei o mercado muito acessível (mesmo fazendo as contas em reais). Carne é o mais caro. Yakult também é caro (para nós) na europa, 3 euros... Macarrão barrilla de 1kg é 70 centavos de euro. Biscoitos a partir de 1 euro. Não sei se você vai em dois ou sozinho. Mas, caso for em dois, onde as refeições saíram na casa dos 30 euros, você faz uma compra para 4 dias no mercado com este valor. Aqueles queijos que no Brasil você paga 20 reais em 100gramas, lá pagava 1 euro. Pão francês (baguete) 70 centavos de euro.

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Estações: Velho, é complicado. Digo, é complicado a opinião das pessoas. Eu moro no Brasil e em uma cidade onde tem muitos problemas de infraestrutura (Ponta Grossa/PR) e olha que moro no "poderoso e belo" sul do Brasil. Onde tudo é "lindo, maravilhoso e funcional". Eu achei as estações ótimas. Como disse, Roma Termini é meio loucura, mas é A estação da Itália né.
Utilizei sim para guardar as malas. Em Bologna. São 6 euros por mala para 5 horas. A partir da 6ª hora, é um euro por hora por mala. Deixamos duas malas das 09h às 16h. Foram 16 euros. Eles pedem passaporte, colocam uma fitinha e levam lá para dentro. As estações são super tranquilas e seguras. Minhas malas voltaram do mesmo jeito que deixei.

Não são todas estações que tem o serviço, entra aqui no site da Trenitalia que mostra:http://www.trenitalia.com/tcom/Offerte-e-servizi/Il-servizio-portabagagli-in-stazione Mas, por ex... aí no site diz que não tem o serviço em Bologna e tinha.
Qualquer coisa, pergunte aí @ricardo.barros 

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Nossa achei massa o fato de que você não se prendeu a visitar 2913 paises como todos, preferiu conhecer bem uma, eu estava pensando em 5 paises em 15 dias, mas to vendo que  e melhor reduzir e conhecer melhor as cidades!

  • 2 semanas depois...

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