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Olá viajante!

Bora viajar?

Portugal em maio e junho: 18 dias por Lisboa, Sintra, Cascais, Óbidos, Nazaré, Talasnal, Guimarães e Porto

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Olá, mochileiros!

Passei dezoito dias de muita movimentação, chuva e bacalhau em Portugal. País lindo e seguro. 😍
Usamos quase todos os tipos de transporte disponíveis no país, experimentamos algumas comidas típicas e nos enrolamos quase todos os dias com as diferenças do idioma. Curiosamente, nem sempre o idioma que temos em comum facilita as coisas. Às vezes dificulta a comunicação e nos proporciona bons rolos e boas risadas. Apesar de não termos tido sorte com o tempo (choveu praticamente 14 dos 18 dias que passamos por lá) adorei conhecer Portugal e deixo aqui minha experiência para quem planeja visitar a terrinha. Vou postando em etapas porque o relato ficou um pouco extenso, mas fiquem à vontade para ler, comentar e perguntar entre os posts.

DIA 1: Lisboa - Oceanário, Telecabina e Parque Eduardo VII de metrô
Depois de meses esperando uma promoção, voamos de TAP direto para Lisboa e chegamos lá às 5h da manhã. O check-in no estúdio que alugamos pelo Booking era só ás 15h e então aproveitamos o dia e a localização próxima do aeroporto para conhecer o Oceanário e a região do Parque das Nações. O voo foi muito cansativo, com direito a neném chorando o tempo todo, e o cansaço nos impediu de aproveitar melhor as visitas desse dia. 😴 Mesmo assim, valeu muito.

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Obs: optei por reservar estúdios em 3 das sete cidades pelas quais passamos para ter liberdade de cozinhar algo rápido, preparar nossos cafés da manhã, lavar e passar roupa, tudo isso pagando menos que em um hotel normal. Isso nos permitiu viajar com uma mala menor e economizar um pouco nas refeições. Dica: fiz minhas reservas com quatro meses de antecedência e peguei ótimos preços em lugares excelentes. Se puder, não deixe para a última hora.

Continuando: esperamos um pouco no próprio aeroporto e lá mesmo compramos um chip da Vodafone com o plano turístico para ligações e internet (€ 10 com cerca de 4MB e do meu celular eu roteava para o do marido), que funcionou maravilhosamente bem em toda a viagem. Compramos também o Lisboa Card (de 3 dias, € 40 por pessoa) no balcão de informações turísticas do aeroporto Esse cartãozinho permite visitar várias atrações “gratuitamente” e dá desconto em outras tantas, além da gratuidade nos transportes da cidade como metrô, trem, bonde, elevadores. Já começamos a usar o cartão ali mesmo no aeroporto quando pegamos o metrô para a estação do Oriente. Sair do aeroporto de metrô é fácil, fácil. E barato!

Na estação de trem Oriente, deixamos nossas malas no que eles chamam de cacifos (ou lockers), que são armários/cofres automáticos. Você deposita um valor em moedas de acordo com o tamanho do armário que escolher, recebe uma senha e paga o restante no retorno para retirar a bagagem. Se usar os cacifos, não perca a senha. Só com ela você consegue reaver as malas. Outra coisa que achei legal é que há no local uma máquina para trocar dinheiro, para o caso de você não ter moedas na hora. Você deposita uma nota e recebe tudo em moedas. Muito prático e fácil de usar. Também é possível guardar malas no aeroporto.

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Recomendo muito a visita ao Oceanário. Não é à toa que ele é considerado dos mais bonitos da Europa. Reserve um bom tempo para essa visita, especialmente se você for fã de vida marinha. Ao redor do imenso tanque principal há banquinhos para você observar com calma a movimentação de peixes, tubarões, arraias etc. Lindo!

Há também lontras❤️, pinguins, patos, águas-vivas etc etc etc.

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Nós visitamos as duas exposições: a permanente (os aquários em si) e a exposição de florestas aquáticas, também interessante. Pagamos € 15,30 por pessoa já com o desconto do Lisboa Card. Sem ele ficaria em € 18 pp.

Já cansados e com fome depois de não dormir à noite e bater perna pra lá e pra cá, pegamos a telecabina ali pertinho e fomos almoçar um bacalhau, melhor dizendo, quatro bacalhaus, pra começar bem a viagem: bacalhau a brás, posta de bacalhau grelhado, bacalhau com broa e bacalhau com natas no restaurante D’Bacalhau, ali mesmo no Parque das Nações.

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O passeio na telecabina é bacaninha, mas nada excepcional. Também tem desconto com o Lisboa Card.

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Depois dessa odisseia já estávamos mortos de cansaço e ainda não eram 14h. Não tínhamos gás pra mais nada, então liguei para o proprietário do estúdio que alugamos, que foi super gentil e nos deixou fazer o check-in um pouco mais cedo. Por falar nisso, o horário de check-in em Portugal é quase sempre às 15h e o check-out às 11h ou 12h.

De volta à estação Oriente, reavemos nossa bagagem e pegamos o metrô até a estação Alamedas e lá mudamos para a linha verde até a Baixa-Chiado. Molezinha. O único porém é quem nem todas as estações estão equipadas com escada rolante/elevadores e isso pode dificultar a vida de quem viaja com malas grandes ou muitas malas. A nossa era pequena e não tivemos problemas.

Descansamos um pouco no estúdio e saímos para conhecer a região.

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Ficamos hospedados no estúdio Chiado InSuites 100, na Baixa, pertinho de tudo. Recomendo. O estúdio é uma graça e muito prático. A área é muito bem servida de bares, restaurantes, farmácias, mercado, lojas, metrôs, trens, ônibus etc.

Passamos no mercado Pingo Doce para comprar produtos para o café da manhã e, apesar de a água da torneira ser própria para beber em todo o país, não gostei do gosto dela e preferi comprar a mineral no mercado mesmo. Mas fica a dica para quem quiser economizar uns euros em água.

Aproveitando que nessa época escurece por volta das 21:30 e, apesar do tempo feio, passeamos pela rua Augusta, conhecemos o Arco da Rua Augusta, a Praça do Comércio, o Parque Eduardo VII (que estava hospedando a Feira do Livro de Lisboa e não rendeu boas fotos).

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Jantamos uma massa deliciosa com vinho da casa no Prima Pasta, um dos inúmeros restaurantes da Baixa, e desmaiamos até o dia seguinte. Vale comentar que os vinhos da casa nos restaurantes portugueses são geralmente muito bons e baratos. Eles servem uma taça, meia garrafa ou garrafa inteira. Peça sem medo de ser feliz.

DIA 2: Lisboa – São Pedro colaborou com a minha preguiça
Conforme anunciado por vários aplicativos de previsão do tempo, o dia amanheceu frio e muito chuvoso. 😒 Aproveitamos para descansar e tentar espantar a desgraça do jetlag. O marido precisava trabalhar e passei a manhã de preguiça no estúdio. A chuva parou pela hora do almoço e resolvemos conhecer o Timeout Market, com a intenção de almoçar por lá. Não mesmo, de jeito nenhum. Muita gente, muita fila, muita confusão. O local é muito legal e há restaurantes de todos os tipos de cozinhas, mas estava insuportavelmente cheio. Desistimos e acabamos almoçando na Pastelaria Brasília ali pertinho. Bem simples, mas com bom preço, boa comida e bom vinho da casa.

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Dali pegamos o metrô e fomos visitar alguns clientes em Lisboa mesmo. Chovia bem e voltamos para o estúdio para o marido continuar o trabalho pendente. De novo fiquei de preguiça dando uma folguinha para os meus pés e esperando a chuva passar.

À noite fomos bater perna pela região e experimentamos o bolinho de bacalhau da Casa Portuguesa do Pastel de Bacalhau. Apesar de famoso e de vir recheado com queijo da Serra da Estrela, achei que não vale a grana pagar tanto por uma massa de batatas. Enfim, gosto é gosto.

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Nesse dia experimentamos também os famosos e aclamados pastéis de nata. Gostamos, mas não achamos nada assim tão fenomenal neles. Enfim, questão de gosto mesmo.

Mas o mais decepcionante em Portugal, para mim, foi o café. Passamos por uma sofrida peregrinação em busca de um café, no mínimo, mais ou menos. Sempre que pedíamos café, serviam um expresso MUITO FORTE ou alguma outra coisa muito ruim. A gente fazia cara feia e tomava por questão de honra, mas só mesmo em Cascais descobrimos o nome do café que gostamos e que normalmente tomamos aqui no Brasil. Fique de olho nos próximos capítulos para saber e fugir das roubadas. Hehe... 🤪

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Estava chovendo, então pegamos o metrô e fomos conhecer o shopping Colombo. São mais de 400 lojas de marcas conhecidas como Timberland, Chilli Beans, Toys "R" Us, C&A, Nike, Lacoste etc. Há também um mercado Continental e uma ótima praça de alimentação por lá. O acesso ao metrô é super fácil, feito por dentro do shopping mesmo. Não achei os preços lá essas coisas, mas vale a visita...

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Caminhar tranquilamente por Lisboa à noite com uma câmera a tira colo e mochila nas costas foi algo surreal pra mim. Mesmo morando em uma cidade relativamente pequena aqui no Brasil, não tenho coragem de sair à noite de câmera na mão. Essa é, sem dúvida, uma das grandes vantagens de Portugal.

DIA 3: Lisboa – Belém e Castelo de São Jorge de elétrico (bonde)
Um dia que eu não repetiria.
Ainda com um pouco de jetlag, pegamos o elétrico 15E (o moderno, com wi-fi gratuito e tudo) na Praça da Figueira e desembarcamos em Belém. Detalhe: esse elétrico tem Wi-Fi gratuito. É tanto turista em Belém que achei que estava entrando em um formigueiro.

- Padrão dos Descobrimentos: monumento interessante e imponente. Subimos de elevador até a cobertura, de onde se tem uma boa vista da Torre de Belém, do Mosteiro dos Jerônimos e de toda a região. Tem também um pátio muito bonito contando a história dos descobrimentos e das conquistas portuguesas, onde as escolas levam seus alunos para conhecer um pouco sobre as antigas glórias do país.

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- Torre de Belém: do Padrão fomos caminhando até a Torre (Cerca de 10 minutinhos) e depois de quase desistir, decidimos enfrentar aquela fila enooorme para entrar no monumento. Valeu, mas eu não faria de novo. Perdemos tempo demais ali.

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A intenção era visitar o Mosteiro dos Jerônimos logo em seguida, especialmente porque ele fica gratuito com o Lisboa Card, mas não tivemos coragem. A fila estava quase chegando no Japão e não tínhamos mais muito saco sobrando pra elas.

Visitamos rapidamente a igreja (grátis para todos) e partimos para tentar experimentar os famosos pastéis de Belém. Doce ilusão. Como eu já tinha usado toda a minha cota de paciência na fila da Torre, nem pensei em enfrentar a quilométrica fila para saborear os pastéis. Entramos então em busca de uma mesa, na esperança de que seria mais fácil comer ali mesmo, mas a coisa estava séria demais para o meu gosto. Saímos dali correndo e, a mando do estômago, entramos no primeiro restaurante com mesas disponíveis na área. Era uma hamburgueria e nesse dia eu comecei a confirmar o que eu já vinha suspeitando desde o primeiro dia: a comida portuguesa é mesmo muito boa e muito farta, mas carece de sal. Durante toda a viagem fiquei com a sensação de que faltava alguma coisa.

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Pegamos o mesmo bonde de volta, saltamos na Praça da Figueira e fomos ao estúdio descansar um pouco.

Com as energias meio renovadas e o tempo um pouco melhor, partimos para o Castelo de São Jorge no elétrico 12E, na mesma Praça da Figueira. Esse elétrico nos deixou em frente ao miradouro das Portas do Sol, ao lado do miradouro de Santa Luzia. O elétrico 28 vai mais próximo do castelo, mas a diferença não é grande. Depois de algumas fotos ali, fomos caminhando para o Castelo. É fácil chegar seguindo as indicações, não se preocupe.

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Adoramos o castelo, especialmente agraciado com uma linda vista da cidade e do Tejo, ótimo local para assistir ao pôr do sol.

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Descemos o bairro de Alfama caminhando, com a noite em nosso encalço, e nos enfiamos no estúdio, exaustos. Ô dia cansativo!

Sobre alimentação, os preços dos pratos ali na Baixa variam entre € 7 e € 11. Nem passei perto de restaurantes mais caros. 😬

Veja mais abaixo:
- Sintra de trem e taxi: Quinta da regaleira, Palácio da Pena, Castelo dos Mouros e Travesseiros da Periquita
- Cascais e Cabo da Roca de trem e ônibus
- Óbidos, Nazaré e Aldeia do Talasnal de carro alugado
- Guimarães de trem
- Porto e Douro de ônibus e bonde

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@milamguerra Esses passeios de bonde poderiam ser feitos de onibus,parada na própria Praça da Figueira, e a fila do mosteiro é evitável.Ao lado,tem uma construção de nome museu de arqueologia com um imenso cartaz na porta,não sei se reparou.

Ali vende a entrada dupla para este museu,que é imenso e tem objetos da idade da pedra e para o mosteiropor 14 euros,enquanto visitar somente 1 deles paga se 10 euros.

Descobri por acaso no dia em que fui lá. Hehehe 

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@D FABIANO  Verdade, há ônibus que percorrem o mesmo trajeto. Em Lisboa andei uma vez no bonde antigo e outras duas no bonde novo. Claro que o novo é infinitamente mais confortável e mais estável, mas é legal pegar o antigo pelo menos uma vez porque eles são uma atração em si. Só achei os condutores dos bondes muito mal-humorados não só em Lisboa, mas no Porto também...

Sobre o Museu de Arqueologia, estivemos lá, especialmente porque ele fica gratuito com o Lisboa Card, mas acabamos não entrando por motivo de força maior. 😬 O problema da fila do mosteiro é que precisávamos enfrentá-la para poder validar a entrada com o Lisboa Card. Achei um absurdo, pois se já está "pago", devíamos poder entrar direto ou passar por uma fila separada. Em todos os lugares que fomos com o cartão, tivemos que enfrentar a fila normal para validar a entrada.

Se você comprar o ingresso para a Torre de Belém e para o Mosteiro em conjunto também tem um bom desconto.

[]'s,
Camila

 

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Como costumo passar muitos dias em capitais como Lisboa,nem sei aonde vendem esse cartão, pois tem um certo espaço de tempo para usá lo ,o que torna impraticável para mim que tenho que trabalhar todos os dias,ou seja,não tenho tempo completo para andar. 

Não subi na torre,por ex,estava fechada quando cheguei em 1 dia apos as 16h.Aproveitei para ir ao museu militar ao lado,mas não sabia disso.

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@D FABIANO No seu caso então o Lisboa Card realmente não vale a pena.

Uma coisa que achei bacana nele é que os transportes são totalmente gratuitos e isso me deu liberdade para pegar o metrô, por exemplo, todas as vezes que meus pés gritaram, mesmo que só para trechos curtos de uma estação a outra. É um conforto, eu diria, porque eu pensaria duas vezes se tivesse que pagar...

Acho que o Lisboa Card compensa ainda mais para quem é fãzoca de museu. Dá gratuidade em praticamente todos eles.

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DIA 4: Sintra – Quinta da Regaleira, Palácio da Pena e Castelo dos Mouros de trem e taxi

Que dia!
Pegamos o metrô cedinho na estação do Rossio de graça com o nosso Lisboa Card e paramos na estação final de Sintra (não desçam na estação Portela de Sintra, por favor heim!). Acontece que nem lembramos do horário em que começamos a usar o Lisboa Card e quando chegamos na estação de Sintra, o cartão já tinha vencido e não conseguimos liberar a catraca para sair da estação. Tivemos que pedir ajuda a um dos vigilantes, que liberou a catraca muito a contragosto e provavelmente achando que estávamos aplicando algum tipo de golpe.

De lá fomos caminhando até o centrinho da cidade, é pertinho e a caminhada é agradável. Não resisti e fui direto à Periquita, que vende os famosos Travesseiros de Sintra. Como chegamos bem cedo, estava vazio (oba!) e os travesseiros estavam quentinhos. Nham! Que delícia! Sem fila e sem estresse experimentei o meu doce preferido de toda a viagem. Recomendo os travesseiros da Periquita. Não perca, porque não achei igual em nenhum outro lugar! 😍😍

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De lá caminhamos até a Quinta da Regaleira, que fica próxima do centro e a caminhada é praticamente toda plana. A Quinta é um lugar lindo e delicioso para passar umas horas.

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Reserve um tempo para explorar os jardins cheios de simbolismos, as grutas e belas áreas de mata e quedinhas d’água dessa propriedade idealizada por um brasileiro muito sui generis. O palácio em si é interessante, mas a visita fica restrita a uma pequena parte dele. Durante nossa passagem havia um pequeno conserto com um quarteto de violinos. Muito bonito!

O Poço Iniciático é surreal:

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E esse caminho de pedras próximo a uma queda d’água faz a gente querer ficar ali o dia todo.

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Ficamos apaixonados pelos jardins da Regaleira.

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Retornamos ao centro, almoçamos por ali mesmo e, bem, confesso que eu já estava bem cansada. Além disso, uma bolha no dedo me deixou com muita preguiça de procurar o ônibus turístico 434. Pegamos então um taxi em frente ao restaurante e subimos até o Palácio da Pena (€ 10). Fiquei surpresa de ver que o taxista falava inglês e francês. Amarrou num papo e conseguiu uma cliente francesa pra não descer com o carro vazio e ainda negociou com ela, em francês, uma viagem a Cascais. Aliás, falar dois ou três idiomas por lá não me pareceu vantagem e sim obrigação. Qualquer atendente de boteco fala pelo menos o inglês e se vira muito bem no espanhol e no francês.

Na entrada do Parque da Pena compramos o bilhete conjunto com os jardins, o palácio e o Castelo dos Mouros, que sai mais barato. Eu queria visitar a área dos lagos e, por isso, tive a brilhante ideia de subir a pé caçando a entrada. #@$&*¨@&*%¨ 😖

Descemos mata adentro seguindo as placas malucas do parque, mas não tivemos fôlego pra chegar nos lagos, tivemos que subir tudo de novo e ainda perdemos o busum hop-in hop-off que roda o parque. Gente, sério, cansa demais. O palácio fica lá no alto e subir aquelas ruas no calor é um saco. Enfim, a área externa do Palácio da Pena tem uma arquitetura muito interessante, diferente e oferece uma linda vista para a cidade e para a região.

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De lá se pode ver o Castelo dos Mouros também.

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Já a parte interna do palácio, onde fica o museu propriamente dito, não achei lá essas coisas. Talvez por já estar careca de visitar o Museu Imperial de Petrópolis e os dois serem bem semelhantes, passei pelos aposentos meio sem paciência. Pra quem é apaixonado por museus, no entanto, ou que nunca tenha visitado um do estilo, vale a pena. Pra quem não quer visitar o museu, mas quer passear pela área externa do palácio e apreciar a paisagem lá de cima, aconselho comprar somente o bilhete do parque, que dá direito também a caminhar pelas sacadas externas do palácio. Lá dentro tem banheiros e bar/restaurante.

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Detalhe: MUITA, MUITA GENTE!

Descemos as ruas do Palácio caminhando, sob os protestos do marido, e, nessa hora, já estávamos mais que mortos. Não sei quem reclamava mais dos pés, eu ou ele.

Mas, enfim, apesar dos muitos protestos do marido, continuamos (é pertinho) para o Castelo dos Mouros.

Como sempre, turista aos montes, de todas as nacionalidades, mas estava menos cheio que a Pena.

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Prepare as pernas porque é escada pra todo lado, mas prometo que compensa. O lugar é lindo, a vista é incrível e você fica ali imaginando as batalhas travadas no local. Vá protegido porque o vento muitas vezes incomoda e castiga os desavisados. ::Cold::

Do Castelo dos Mouros também se tem uma ótima vista para o Palácio da Pena:

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Saímos do castelo com a intenção de esperar o ônibus 434 para descer, mas fomos convencidos pelo cansaço e pelo condutor de um carro elétrico (adoramos esses carrinhos) que ficam ali na porta “pegando” os turistas. Pagamos € 5 por pessoa até a estação de trem.

Quem estiver com a grana curta pode subir e/ou descer por trilhas dentro dos parques ou pelas estradas. Outra opção é comprar a passagem de ida e volta do 434 que sai a € 3, 90 o trecho ou € 6,90 ida e volta.

Meu plano era pegar um ônibus para visitar a vila de Azenhas do Mar logo depois de visitar o Castelo dos Mouros. Até dava tempo, mas não deu fôlego. Ficou para uma próxima viagem.

O cara do carro elétrico disse que o melhor horário para visitar o Palácio da pena é depois das 17h, pois tem muito menos excursões.

Vejo que uma dúvida geral é se dá tempo de fazer Regaleira + Pena + Mouros em um só dia. Dá sim e foi o que eu fiz, mas na correria e sem aproveitar devidamente os locais que, diga-se de passagem são lindos e caros em tempos de real desvalorizado. O Parque da Pena, em especial, é muito extenso. A escolha é sua. Eu preferia ter optado por um pernoite em Sintra. Fica a sugestão.

Cenas do próximo capítulo:
- Lisboa x Cascais de trem e ônibus: Boca do Inferno e Cabo da Roca
- Cascais x Óbidos de carro alugado

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Tenho que concordar contigo,Sintra em 1 dia não dá para ver muito, principalmente que os palácios são imensos.Não fala no mais importante,o Nacional,na praça Central,dos tempos da idade das trevas.

Verdade que depois das que diminui o número de pessoas na Pena e no Castelo.Quando ali cheguei, mais de 18h,haviam poucas pessoas. 

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@D FABIANO O Palácio Nacional até aparece na foto que tirei dentro do Castelo dos Mouros, lá embaixo, mas só passamos em frente, por isso acabei não o incluindo no relato. Eu faria Pena e Mouros em um dia e Regaleira, Nacional e Azenhas do Mar em outro. Mesmo assim ainda é capaz de faltar tempo. 😛 São todos imensos mesmo e a gente para toda hora para uma foto.

[]'s,
Camila

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Realmente, 1 dia em Sintra não dá nem de longe pra ver o que a cidade tem a oferecer. Além do Palácio Nacional, tem um outro atrativo bem legal que é o palácio de Monserrate, que apesar de pequeno, é bem charmoso e também tem um parque interessante.

Algo que achei bem incômodo na época que visitei é a infra estrututura de transporte público da cidade. O tal ônibus turístico 434 e 435, além de demorado, só anda lotado. Assim como o hop on, hop off de dentro do parque da pena lotadão, pelo visto não mudou muito, mas mesmo assim é melhor do que encarar aquela subida a pe 😃 

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