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Relato com fotos, preços e dicas: 3 Noites na Capadócia (Turquia)

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Entre Setembro e Outubro de 2018 viajei para a Turquia, Balcãs e Europa Central. Meu roteiro foi esse:

São Paulo - Goreme - Istambul - Bucareste - Sófia - Belgrado - Budapeste - Varsóvia - Cracóvia - Praga.

Farei o relato de toda viagem, mas em partes. Neste falarei de GOREME/CAPADÓCIA.

LEGENDA
USD - Dólar Americano
EUR - Euro
BRL - Real Brasileiro
TRY - Lira Turca

Goreme é uma linda e simpática cidade localizada na região da Capadócia, Turquia. Muito viajantes usam essa cidade como ponto de apoio para realizar seus passeios na região. A cidade possui uma boa infra estrutura: vasta rede de hotéis e pousadas, restaurantes, bares, casas de câmbio e agências de turismo.

Contratei a empresa Happy Capadócia que fez tudo pra mim: dos transfers, passeios às pernoites num Cave Hotel. A Roseli (brasileira que vive lá há 5 anos) foi quem me atendeu e ela foi super legal e atenciosa. Quem for pra lá, recomendo entrar em contato com eles e pedir um orçamento. Fechei tudo por 320EUR

1º Dia de Viagem: SP -> Istanbul -> Goreme (7 a 8 de Setembro de 2018)

Meu vôo saiu de SP e fiz uma escala em Roma antes de chegar no aeroporto de Ataturk, em Istanbul.

Goreme fica à 750km de Istanbul. Até dá pra ir de ônibus, mas é melhor pegar um vôo até a cidade de Kayseri, que fica à 70km de Goreme. Eu paguei 694TRY nos vôos de ida e volta (Ataturk - Kayseri) pela Turkish Airways.

Fui chegar em Kayseri às 23h do dia 8 de Setembro. Havia uma van me esperando que também levou outros passageiros Me deixaram no Eliseé Cave Hotel era mais de 1h da manhã. Tomei banho e dormi.

2º dia de viagem: Goreme (9 de Setembro de 2018)

Acordei às 4h45 da manhã e às 5h10 a van da agência Urgup já estava na porta do meu hotel para fazer o passeio de balão. Nos levaram até um lugar que os grupos que iam em cada balão e nos serviram um café da manhã café, chá, fatias de bolo pronto e pão. Simples mas muito gostoso. 

Deixamos a agência às 5h45 e fomos até o local da decolagem dos balões. Decolamos às 6h éramos em 17 pessoas: 16 passageiros e o piloto. Foi sem dúvida um dos passeios mais incríveis que eu já fiz em toda a minha vida. É impressionante ver toda aquela quantidade de balões decolando ao mesmo tempo, subindo devagar de forma organizada.  A vista fica ainda mais linda quando o sol nasce e ilumina as montanhas e os outros balões que nos acompanhavam. Depois de 1h10 aterrizamos e nos serviram um champagne pra brindar o final do passeio. 

Por volta das 8h me deixaram de volta em meu hotel. Fui tomar um café da manhã mais “reforçado”: queijos, salsicha, um tipo de “mortadela” que eu não sei o nome mas é muito boa, ovos, pães, coalhada… Tb tinha cereais, frutas e até salada de pepino e tomate. Tomei tb um café com creme e suco de laranja.

Por volta das 9h30 passaram pra me levar ao GREEN TOUR. Éramos em umas 10 pessoas em uma van. Fizemos a primeira parada num mirante com um vale e várias lojas de artesanato local. Por volta das 10h30 seguimos para a CIDADE SUBTERRÂNEA.

A Cidade Subterrânea foi encontrada por acidente pelos fazendeiros da região nos anos 60. Ela tem vários túneis, salas, quartos e até estábulos debaixo da terra e 10% está aberto ao público. Descemos por mais de 100 degraus e 40 metros. Havia lugares que mal passava uma pessoa.

***Dica: se vc tem claustrofobia ou qualquer tipo de incômodo de lugares fechados NÃO FAÇA esse passeio. Também não aconselho pessoas que têm qualquer tipo de dificuldade ao se movimentar a fazer uma vez que há muitas escadas.😵

Deixamos a Cidade Subterrânea e passamos pelo MONASTÉRIO, que são salas construídas em uma montanha. Na verdade a gente não ia passar lá, mas um italiano do nosso grupo disse que no programa do passeio mencionava esse monastério. Então a nossa guia resolveu nos levar lá. Mas pelo jeito ela não sabia muito sobre o lugar pq não houve explicação alguma…

Depois caminhamos por uns 15 minutos numa trilha. Passamos por pontes, riachos e um pouco de mata. Ao final da trilha estava nosso restaurante. O almoço (que já estava pago) foi: sopa de lentilha, salada e prato principal (almôndega, frango ou peixe). As bebidas não estavam inclusas e eu paguei 6TRY numa coca-cola.

Depois do almoço passamos por um lago e pelo mirante do PIGEON VALLEY. Depois o tour nos levou a uma loja de doces e artesanatos locais. Houve uma degustação dos doces mas eu não gostei muito (não sou muito fã de doces).

Por fim passamos numa joalheria que faz o beneficiamento da pedra ONYX. Além da pedra onyx, havia também jóias de pedra turquesa. Mas era tudo muito caro.

Voltei ao meu hotel as 17h30 e descansei até as 20h, quando fui encontrar com a Roseli (da agência Happy Capadócia) e uma amiga dela inglesa que era professora lá.

Fomos ao restaurante FAT BOY onde comemos porções de batata, nachos e bebemos a cerveja turca EFES. Fomos muito bem atendidos pelo Nuri, simpatico garçom do restaurante. Fiquei lá até 1h quando voltei para dormir.

Distância caminhada no dia: 5km 🚶‍♂️

3º dia de viagem: Goreme (10 de Setembro de 2018)

Acordei as 8h30 e fui tomar café. Às 9h20 vieram me buscar para o RED TOUR.

Primeiro passamos no OPEN AIR MUSEUM que é um conjunto de cavernas onde pessoas moravam. Estimam que cerca de 300 pessoas viviam naquele lugar. Esse cálculo foi feito pelos lugares nas mesas de jantar. Há também igrejas e capelas, todas elas com referências à Jesus e seus apóstolos. Uma dessas igrejas, a DARK CHURCH, tem que pagar 10TRY para entrar.

De lá nos levaram a uma loja de cerâmica onde nos mostraram o processo de fazer os potes, vasos, etc. 

Deixamos a loja e fomos a um restaurante almoçar, que também já estava incluso no tour. O restaurante era bem melhor que o anterior e era buffet: havia muitas opções de pratos quentes, saladas e doces. Paguei a bebida à parte: 7TRY a pepsi lata. Do lado de fora do restaurante tomamos um chá turco (2,50TRY).

Seguimos para o IMAGINATION VALLEY que tem esse vale pq vc precisa usar a sua imaginação para ver alguns formatos nas formações rochosas. Tem “camelo”, “chapéu do Napoleão”, etc…

Depois fomos ao FAIRY CHIMNEY que são formações rochosas tão peculiares que os antigos achavam que foram feitas por fadas. 

***DICA: Não esqueça de passar protetor solar! Esses passeios são todos ao ar livre e o sol lá é muito forte!🌞

Por fim passamos no CASTLE que são mais moradias esculpidas nas montanhas e seu formato lembra um castelo.

Voltamos as 15h45 pra Goreme. Me deixaram no centro da cidade e passei num mercado pra comprar uma cerveja EFES (lata 500ml) por 9TRY.🍻

Voltei ao meu hotel e descansei até as 17h30, quando passaram pra me levar ao ATV TOUR, ou “passeio de quadriciclo”. Nos levaram até a saída da cidade, onde estavam os quadriciclos. 

Haviam vários grupos, cada um com seu guia. Alguns tinham 10 ou 15 pessoas. Mas no meu só tinha eu e um casal de italianos.

Cheguei a pegar 60km/h e fomos seguindo um guia que pilotava uma moto tradicional. Primeiro paramos no SWORD VALLEY, que leva esse nome pq lá os soldados treinavam lutas com espadas.

Depois seguimos para o ROSE VALLEY onde havia um belo mirante e uma loja de comida, bebida e artesanatos. 

Por fim fomos até outro mirante onde haviam muitos turistas, todos se “acotovelando” para ver o pôr do sol.

Por volta das 19h seguimos de volta à cidade. Chegando lá passei novamente no mercado e comprei 2 cervejas: 1 Bomonti (7TRY) e 1 Efes Malte (8TRY).

Cheguei ao meu quarto, tomei as cervejas e comi um salgadinho que tinha comprado no aeroporto. 

Descansei até umas 21h e fui para o bar ONE WAY. Lá encontrei novamente a Roseli e tomei 3 cervejas TOUBORG (22TRY cada). A Zoey (inglesa amiga da Roseli) chegou mais tarde e vimos na TV a seleção de futebol da Turquia vencer a Suécia por 3x2 de virada. Fechamos o bar as 1h e no caminho de volta ao hotel passei novamente no mercado pra comprar as “últimas” da noite: 1 EFES EXTRA e 1 EFES FIÇI (10TRY cada).

Tomei as 2 cervejas e fui dormir as 2h.

Distância caminhada no dia: 7,5km 🚶‍♂️

4º dia de viagem: Goreme -> Kayseri -> Istanbul (11 de Setembro de 2018)

Acordei com batidas na porta do quarto. Tinha esquecido de colocar meu relógio pra despertar e era o pessoal do transfer que ia me levar ao aeroporto! Era 9h e meu vôo saía as 11h30.

Arrumei minhas coisas VOANDO e em 5min já estava dentro da VAN. 

Gostei muito do Eliseé Cave Hotel. Fica a menos de 10min caminhando do centro da cidade. Os quartos estavam bem limpos e o staff era muito simpático. Altamente recomendado!

Já na estrada, no caminho para o aeroporto, o motorista foi informado que 2 passageiros ficaram para trás. Paramos no acostamento e depois de uns 10 minutos alguém apareceu trazendo eles.

Chegamos ao aeroporto as 10h35 e fiz o check-in. Às 11h30 estava decolando e 13h30 estava chegando em Istambul.

FIM DA CAPADÓCIA.

Próximo relato: Istanbul
 

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    • Por FABIOLA ZUCKERT
      Oláá!! Consegui uma promoção muito boa e então decidi ir pra Chapada dos Veadeiros novamente!! Estou a procura de parcerias para que a gente divida as despesas com aluguel de carro e acima de tudo façamos uma viagem incrível e inesquecível!! Já conheço lá, mas quero ir novamente em todos os lugares que já fui e fazer render muito mais a viagem indo nos tantos outros lugares que faltaram.. Chego dia 22/12 logo cedo e retorno dia 01/01 fim de tarde, se conseguíssemos alinhar as datas seria perfeito, aproveitaríamos muito!! A idéia também é ficar hospedado os dias suficientes para cada região, assim a gente aproveita muito melhor de cada uma e não perde tempo, passando por São João d'Aliança, Alto Paraíso, Cavalcante e o restante dos dias em São Jorge!! A quem interessar, fale comigo para que possamos conversar melhor no whatsapp, deixe seu contato  garanto que astral e risadas não vão faltar!!
      Segue o roteiro que montei, claro que não vai dar pra fazer tuuudo, quem dera, mas dá pra ter uma base e aproveitar intensamente cada lugarzinho mágico da Chapada:
      ROTEIRO CHAPADA DOS VEADEIROS
      São João D'Aliança - 3 dias, 22 a 24/12
      - Cachoeira do Label (maior da Chapada, saindo do aeroporto)
      - Cataratas dos Couros + Cachoeira da Muralha + Cachoeira do Papagaio
      - Bocaina do Farias (lugar incrível)
      - Cachoeira do Macacão + Cachoeira dos Macaquinhos
      - Cachoeira do Dragão (mais maravilhosa, vai um dia todo)
      Alto Paraíso - 2 dias, 25 e 26/12
      - Cachoeiras Loquinhas + Cachoeira dos Anjos e Arcanjos
      - Cachoeira dos Cristais + Cachoeira Água Fria
      - Cachoeira do Sertão Zen (vai um dia todo, mirante incrível)
      Cavalcante - 2 dias, 27 e 28/12
      - Cachoeira Poço Encantado (passadinha, beira da rodovia)
      - Cachoeira Ave Maria + Cachoeira Capivara + Cachoeira Santa Bárbara + Cachoeira Candaru
      - Cachoeiras do Prata (distantes, mas valem a pena)
      - Fazenda Veredas (Cachoeiras Veredas + Veredinhas + Véu da Noiva + Cobiçada + Toca da Onça + Poço Encantado + Cânion)
      São Jorge - 4 dias (tudo muito perto), 29/12 a 01/01
      - Cachoeira São Bento + Cachoeiras Almécegas I e II
      - Morro da Baleia + Jardim de Maytrea + Cachoeira da Bailarina
      - Fazenda Volta da Serra (Cachoeiras Cordovil + Encontro + Rodeador + Poço das Esmeraldas)
      - Vale da Lua
      - Mirante da Janela + Cachoeira do Abismo
      - Cachoeira Morada do Sol + Cachoeira Raizama (pequenas, mas pertinho)
      - Cachoeira do Segredo (maravilhosa, vai um dia todo)
      - Águas Termais (perfeito pra relaxar anoitecendo)
      - Praia das Pedras + Encontro das Águas (distantes, não compensa)
      Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros (São Jorge)
      - Cachoeira dos Saltos + Cachoeira do Garimpão + Corredeiras + Cachoeira do Carrossel
      - Cachoeira Carioquinhas + Cânions I e II
      - Cachoeira das 7 Quedas (travessia, vai um dia todo, fica pra próxima)


    • Por Roberto Tonellotto
      No mês de maio de 2018 viajei para a Itália com o objetivo de assistir a duas etapas do Giro d’Italia, uma das competições de ciclismo mais importante do mundo ao lado do Tour de France. Ao todo são 21 etapas. Nessa edição as três primeiras etapas foram em Israel antes de chegar na Sicília, já na Itália, e subir até o Norte e depois retornar ao Sul para a última disputa em Roma.
      Meu objetivo era assistir a 14ª etapa, com partida de San Vito Al Tagliamento com chegada no Monte Zoncolan. Assistir de perto uma final de etapa sobre o mítico Zoncolan na região do Friuli é o sonho de qualquer ciclista ou apreciador do esporte.  Considerada a montanha mais dura da Europa, com 10,2km e com ganho de elevação de 1.225 metros, torcedores do mundo todo disputam espaço ao longo de toda subida para ver de perto o sofrimento e a garra dos melhores ciclistas de estrada do mundo. Na tarde do dia 19 de maio eu e o amigo Tacio Puntel, que mora no país há 13 anos, estávamos estrategicamente colocados sobre a Montanha para assistir à chegada. Milhares de pessoas chegaram cedo ou até acamparam no local, onde a temperatura mínima naquela madrugada tinha ficado abaixo de zero. Mas tudo é festa. Ali ficou evidente para mim como a cultura do ciclismo é tão importante para a sociedade italiana e europeia. Mas para a alegria de alguns e a tristeza de outros quem ganha a etapa é o britânico Chris Froome (que se tornaria o campeão do Giro) seguido de perto por Simon Yates e em terceiro colocado o italiano Domenico Pozzovivo.
      No outro dia fomos até Villa Santina para assistir a passagem da 15ª etapa com 176km, que teve início em Tolmezzo e chegada em Sappada, também na região do Friuli. A passagem dos ciclistas ocorreu dentro da cidade. Sentados em um bar ao lado rua, podemos ver toda a estrutura envolvida para dar suporte as 22 equipes que somam quase 180 ciclistas. Ônibus, Vans, Carros de abastecimentos, motos, equipes de televisão, ambulâncias. Uma grande logística para um negócio milionário que percorreu mais de 3.571 mil quilômetros em terras israelenses e italianas.
      Mas nem só de assistir ao Giro se resumiu essa viagem. Após passar alguns meses planejando roteiros para pedalar na Itália, Áustria e Eslovênia, chegava a hora de pôr em prática. Narro a partir de agora alguns trechos de cicloturismo que realizei nos três países.
      Cleulis (Itália) –  Passo Monte Croce - Dellach (Áustria) – 70km.
      Acordei decidido que iria almoçar na Áustria. Para chegar até lá teria que enfrentar o Passo do Monte Croce Carnico, ao qual já tinha subido e tinha noção que não era muito difícil. O retorno porém, era uma incógnita. O dia estava bonito, a minha frente a espetacular Creta de Timau, a montanha de 2218m, me mostrava o caminho. Uma parada rápida para foto na capela de Santo Osvaldo e cruzo Timau, a última frazione antes de chegar à fronteira. A partir dali, só subida e curvas. Muitas curvas. Eram incontáveis os grupos de motociclistas, trailers e cicloturistas que desciam a montanha. A cada curva um novo panorama se abria. Placas indicavam a altitude, 900m, 1000m, 1200m, até alcançar os 1375m na fronteira Itália/Áustria. Depois, só alegria... Descida de 12km até Mauthen.
      Parada em Kotschach para foto e planejar o próximo passo. Viro à direita na 110 e o vale que se abre a minha frente (e que se estende por quase 80km até Villach) me faz recordar da Áustria dos cartões postais e filmes. Campos verdes infinitos e montanhas que ainda conservavam a neve do inverno. O que mais me impressionou foi o aroma. Um frescor no ar. Uma mistura de terra molhada com lenha verde recém cortada. Segui por esse vale até encontrar a primeira cidade, a segunda, a terceira. Resolvi que era hora de voltar. Encontro a Karnischer Radweg R3, uma ciclovia que acompanha um belo Rio de águas cristalinas. Chego novamente em Mauthen, compro um lanche reforçado e quando vejo já estou subindo os 12km em direção a Itália. Começa a chover faltando poucos quilômetros para a fronteira.
      Parada obrigatória no Gasthaus Plockenhaus. Tempo depois a chuva diminui e começo o último trato até a fronteira. Mais um túnel congelante. Pedalo forte para esquentar o corpo. Na fronteira, já aquecido, vou beber um café no Al Valico, no lado italiano. Como ainda tinha algum tempo até anoitecer e querendo aproveitar ao máximo a viagem, deixo a bicicleta no restaurante e parto rumo a um trekking montanha acima, rumo ao Pal Piccolo. O local foi cenário de um dos episódios mais sangrentos da Primeira Guerra Mundial e hoje abriga um museu a céu aberto, onde mantém em perfeito estado as trincheiras e equipamentos utilizados nas batalhas entre o Império Austro-Húngaro e Itália. Seria uma caminhada de 2km com quase 600m de subida. Logo comecei a ver alguns animais selvagens e neve.
      Nenhuma palavra pode descrever o que eu senti lá. É emocionante estar em um local de Guerra tão bem preservado a quase 2 mil metros de altitude. Ali as trincheiras ficam a menos de 30 metros umas das outras. A bateria da Gopro e do celular já tinha acabado. A minha também. Apenas uma foto registrou a chegada. Não demorei muito e comecei a descer. Depois de 40 minutos de descida até a fronteira, pego a bicicleta e desço em direção a Cleulis, sob chuva e vento forte.
      Grossglokner Alpine Road – Áustria – 30km
      O corpo cobrava o preço do esforço dos últimos pedais e do cansaço da longa viagem. O sábado amanheceu bonito na região da Carnia na Itália e fazia calor quando partimos rumo a Heiligenblut na Áustria. O contraste do verde das montanhas com alguns pontos de neve com o céu azul e a brisa leve nos lembravam que a primavera havia chegado e não iria demorar muito para o verão dar as caras. Por volta do meio dia chegamos a Heiligenblut. A partir dali eu seguiria pedalando. Rapidamente preparo a Mountain Bike, me visto, respiro fundo e começo a “escalar” os 15 quilômetros até o mirante do Grossglockner, a maior montanha da Áustria e a segunda da Europa, com 3797m de altitude. Os primeiros metros, com uma inclinação de 15% já demonstravam que o desafio seria vencido com paciência e força. O calor me surpreende, o Garmin marca 33 graus e uma altitude de 1295m, o que só aumenta o desconforto, que iria diminuir conforme ganharia altura. Pra quem já subiu a linha São Pedro, Cortado, Cerro Branco, Lajeado Sobradinho, Linha das Pedras ou Linha dos Pomeranos pode ter uma pequena ideia do que foi. Chegava na marca dos 11km de subida, na altitude de 2000 mil metros. Pausa para hidratação e para admirar a paisagem. Picos nevados, cachoeiras, mirantes, campos verdes. Impossível não ficar hipnotizado com tamanha beleza de uma das estradas alpinas mais bonitas do mundo. Depois de 2 horas e 15 minutos e algumas paradas para hidratação chegava a 2.369m com uma visão espetacular do Glaciar Pasterze com 8,5km de comprimento e do imponente Grossglockner. Depois de comprar alguns souvenires e comer um pouco, iniciei a descida que em alguns pontos era possível ultrapassar facilmente os 80km/h.
      Triglav - Kranjska Gora (Eslovênia) Tarvisio - Pontebba - Chiusaforte - Moggio Udinese (Itália)
      Parque Nacional Triglav, Eslovênia. Passava do meio dia quando inicio mais uma pedalada. O trajeto do dia seria quase todo em ciclovias através de vales. Segui até a fronteira em Ratece e dali até Tarvisio na Itália onde encontrei a ciclovia Alpe Adria que inicia em Salsburgo na Áustria e vai até Grado no litoral do mar Adriático. Feita sobre uma antiga ferrovia, asfaltada e bem sinalizada é considerada uma das mais bonitas da Europa. Diversos túneis, pontes, áreas para descanso e pontos para manutenção das bikes com ferramentas a disposição. Durante o dia cruzei por centenas de ciclistas e fui cumprimentado por japoneses, espanhóis, alemães, holandeses e claro, italianos.
      É um parque de diversão só para ciclistas. Um ponto de encontro de apaixonados por bicicleta de diferentes nacionalidades. Ali famílias pedalam tranquilamente, sem pressa. Mais do que uma atividade física, percorrer a Alpe Adria é uma viagem na história e nos valores culturais e ambientais do Friuli.
      A paisagem mudava constantemente, ao fim de cada túnel se abriam bosques selvagens, montanhas rochosas e rios com água em tons de azul. Parei na antiga estação de Chiusaforte que foi transformada em um bar para cicloturistas. Dessa cidade as famílias Linassi, De Bernardi e Pesamosca emigraram para a Quarta Colônia na década de 1880. Recarreguei as energias com café e cornetto e segui em frente encantado com a beleza do Rio Fella. Após alguns quilômetros, ao lado do Rio Tagliamento encontrei a cidade medieval fortificada de Venzone. Próximas paradas: Buia terra das famílias Tondo e Comoretto e a cidade de Gemona Del Friuli das famílias Copetti, Forgiarini, Baldissera, Londero, Brondani, Papis, Rizzi, Patat e tantas outras que dali saíram para colonizarem a região central do nosso Estado.
      Nos últimos quilômetros encontrei a belíssima planície friulana e Údine, Palmanova e Aquileia, a antiga cidade romana fundada em 181 a.C. que conserva vestígios arquitetônicos do Forum, do porto fluvial e os 760 metros quadrados de mosaico do século III na Basílica de Santa Maria Assunta.
      Já era tarde da noite quando cheguei em Grado. Degustei uma pizza e um bom vinho tocai friulano e adormeci ao som do Mar Adriático.
      Pendenze Pericolose
      Pendenze Pericolose é um hotel para ciclistas de estrada em Arta Terme. Estrategicamente localizado próximo das subidas mais desafiadoras da Europa como o Zoncolan e o Monte Crostis é também cenário para diversas competições esportivas. Foi ali que conheci seu idealizador, o romano Emiliano Cantagallo que deixou o emprego de Guarda do Papa para se dedicar inteiramente ao ciclismo e a hotelaria na região da Cárnia.
      Eu já acompanhava seus vídeos na internet com ciclistas profissionais em lugares incríveis onde ele demonstrava a paixão que sentia por aquela terra. Estando tão perto eu não poderia perder a oportunidade de ter essa experiência. Através dos amigos Tácio e Marindia Puntel o encontro foi marcado. No outro dia já estávamos na estrada, eu, Emiliano e Alessandra que também veio de Roma e estava hospedada no hotel. Fiquei espantado com seus níveis de condicionamento físico. Normal para quem faz por volta de 150km todos os dias. Nesse dia aliviaram para mim, seriam 100km e “apenas” duas montanhas.
      Foi um dia inesquecível, apesar do ritmo forte, conversamos muito. Emiliano contava sobre cada lugar: Sella Nevea, Tarvisio, Montasio... Falamos sobre o acaso da vida. Dois romanos e um brasileiro nas montanhas da Cárnia unidos por um esporte e com visões de mundo semelhantes. No meio do caminho, fizemos uma parada no Lago del Predil. Contemplamos o lago cercado por montanhas e nos abraçamos como velhos amigos.
      Foram mais de 500 quilômetros pedalados entre Áustria, Itália e Eslovênia durante a primavera do hemisfério norte. Foram 15 dias de imersão cultural, descobrindo e aprendendo. Permaneci a maior parte do tempo entre Arta Terme e Paluzza. Sentia-me em casa convivendo com pessoas que possuem uma ligação genealógica e afetiva com nossa região. Daquela área saíram as famílias Anater, Prodorutti, Puntel, Maieron, Dassi, Muser e Unfer. Se não fosse pela língua e pelas montanhas, diria que estava na Linha dos Pomeranos ou na Serraria Scheidt.  Na fração de Cleulis, em Paluzza, conheci as casas que foram de alguns emigrantes. Construções em sua maioria de dois pavimentos e que ainda se mantem intactas e bem cuidadas.
      Foi de Cleulis que iniciei mais uma pedalada, agora até o Lago Avostanis. Não fazia ideia do que ia encontrar quando parti às 7 horas de um domingo ensolarado e frio. Logo comecei a subir por uma estrada de terra que serpenteava a Floresta de Pramosio. Muitas curvas. Seriam mais de cinquenta nos dez quilômetros até o topo. A inclinação era absurda. A mata fechada permitia que apenas alguns raios de sol atingissem a estrada. Quanto mais alto, mais a temperatura diminuía e a paisagem se transformava. Parei em uma placa indicativa que mostrava em detalhes como a vegetação se dividia conforme a altitude. Assustei-me quando percebi que havia percorrido apenas um terço do caminho. O silêncio era quase total, ouvia apenas a minha respiração e o barulho do atrito dos pneus com o cascalho.  O ambiente, muito bem preservado, é lar de cervos e coelhos selvagens que saltavam de um lado para o outro. Na altitude de 1500 metros está a Malga Pramosio. Malga é uma espécie de estabelecimento alpino de verão, geralmente um restaurante ou bar com produtos típicos. Segui em frente. O caminho a parti dali só é possível ser feito a pé ou de bicicleta. Ainda havia muita neve em alguns pontos, o que exigia colocar a bicicleta nas costas e caminhar sobre o gelo ao lado de um precipício. Foi assim que cheguei a quase 2 mil metros de altitude no Lago Avostanis que ainda estava congelado. Foi o lugar mais bonito de toda a viagem, uma beleza que só se revela para aqueles dispostos a enfrentar a si mesmos e a respeitar o poder da natureza em sua forma bruta.
      Durante esse tempo pedalando por antigas estradas romanas, cidades medievais, atravessando fronteiras e exposto a uma diversidade de culturas e tentando me adaptar a cada uma delas, percebi uma coisa que mais me chamou atenção: o respeito. O respeito não só com o ciclista, mas com o ser humano em si. E o respeito se transformava em solidariedade, em empatia. Por diversas vezes, em bares e restaurantes principalmente no Friuli, recusavam-se que eu pagasse a conta. Não sofri qualquer tipo de preconceito por ser brasileiro ou por não ter sangue “puro” italiano. Havia apenas curiosidade e fascínio de ambas as partes.
      Foram tantos os detalhes que me chamaram atenção durante esses dias que são difíceis de enumerá-los. Desde beber água direto das fontes à beira da estrada até a generosidade daquele povo. É poder conhecer coisas assim quer torna o ciclismo tão especial. Não é apenas o lugar em si. Mas o modo que você o visita. As pessoas e as histórias que conheceu. O que você precisou fazer para chegar até ele e o quanto dele ficou em você quando foi embora.
       
      Roberto Tonellotto
      Vice presidente do Fogolar Friulano de Sobradinho - RS - Brasil
































    • Por RodrigoDigão
      Boa tarde pessoal, estou montando um roteiro para ir a as seguintes cidades, quem puder me ajudar com dicas, agradeço, meu perfil é de viajante que gosta de airbnb, zonas turísticas só para fotos, bares e cerveja! Estarei junto com minha esposa que curti a mesma coisa. Não somos de ir a restaurantes, somente para provar algo típico. 
      Minha ideia é a seguinte:
      SP / BARCELONA
      BARCELONA / PRAGA
      PRAGA / BERLIM OU ALGUMA CIDADE DA ALEMANHA 
      CIDADE ALEMà/  AMSTERDÃ
      AMSTERDÃ / BRUXELAS OU AMSTERDÃ / LISBOA OU AMSTERDÃ / SP
       
      Minhas dúvidas são qual a cidade da Alemanha, ou pulo ela. E a saída de Amsterdã, ou se já volto pra SP ou vou pra Bruxelas ou Lisboa.
      Lisboa já fui, mas PT é minha terra também. (ainda não tenho a cidadania).
      Todo esse roteiro pretendo fazer em 20 dias. Saindo dia 10/05 e voltando dia 30/05.
      Caso tenham alguma sugestão estou a ouvidos.
       
      Obrigado! 
    • Por anselmoportes
      Entre Setembro e Outubro de 2018 viajei para a Turquia, Balcãs e Europa Central. Meu roteiro foi esse:
      São Paulo - Goreme - Istambul - Bucareste - Sófia - Belgrado - Budapeste - Varsóvia - Cracóvia - Praga.
      ***DICA IMPORTANTE: Levei o meu celular e usei MUITO o Google Maps. Mesmo sem um chip local, eu consegui internet em quase todos os lugares usando redes wifi abertas. Além dos bares, cafés e restaurantes, muitos transportes públicos também oferecem esse serviço. Uma vez que vc acessa o Google Maps estando online, ele carrega o mapa da região. Depois, mesmo OFFLINE, é possível ver sua localização no mapa e achar os lugares que procura.
      Farei o relato de toda viagem, mas em partes. Neste falarei de SOFIA.
      LEGENDA
      USD - Dólar Americano
      EUR - Euro
      BRL - Real Brasileiro
      RON - Leu Romeno
      BGN - Lev Búlgaro
      Depois de 3 dias em Bucareste (Romênia) segui minha viagem até Sofia, na Bulgária. Lá eu fiquei no esquema Couchsurfing então nesse relato não há nenhuma dica ou avaliação de hostel, hotel ou pousada.

      12º dia de viagem: Bucareste -> Sofia (Terça-feira, 18 de Setembro de 2018)
      Por volta das 23h30 meu ônibus Flixbus (USD 12,70) estava deixando Bucareste com destino à Sofia, capital da Bulgária.
      O ônibus não é NADA confortável e foi muito difícil dormir nele. Ao menos o wifi funcionava razoavelmente bem. Por volta das 2h o ônibus parou na fronteira mas nem precisamos descer: pegaram nossos passaportes, deram saída da Romênia e entrada na Bulgária e depois nos devolveram.
      Distância percorrida no dia: 20km 🚶‍♂️
       
      13º dia de viagem: Sofia (Quarta-feira, 20 de Setembro de 2018)
      Por volta das 6h30 estava chegando em Sofia. A estação principal fica ao lado da estação de chegada do ônibus da Flixbus. Entre as duas estações há um banheiro (BGN 0,6) e uma casa de câmbio. Dentro da estação central há também uma casa de câmbio, mas a cotação estava pior do que a do lado de fora. Fui no câmbio de fora e troquei RON 40 (peguei BGN 16,50) e EUR 50(BGN 95).
      Comi na estação central um salgado (BGN 1,30) e tomei 1 capuccino e 1 mocaccino numa máquina automática (BGN 0,6 cada). No subsolo da estação há um LEFT LUGGAGE e deixei minha mochila lá por BGN 2.
      Deixei a estação às 8h15 e fui caminhando até o centro. Depois de uns 30 minutos de caminhada cheguei até o PALÁCIO DA JUSTIÇA. Ao lado fica a CATEDRAL DE SVETA-NEDELYA. Entrei nela e estava tendo uma missa com um canto gregoriano (?) muito bonito. Tirei umas fotos e saí. Segui caminhando pelo centro e passei pela IGREJA DE SÃO NICOLAS. Andei mais um  pouco e voltei para o Palácio da Justiça, onde iria começar o FREE WALKING TOUR.
      Quem conduziu o tour foi o KRIS e ele foi um dos melhores guias que eu encontrei em toda a minha viagem. Passamos por umas ruínas romanas encontradas na escavação da estação de metro SERDIKA. Ali perto está também a PRAÇA DA TOLERÂNCIA, que tem esse nome pq fica próxima a 1 igreja ortodoxa, 1 igreja católica, 1 sinagoga e 1 mesquita. Passamos por vários outros lugares históricos.Terminamos o tour da Igreja de SANTA SOFIA que dá o nome a cidade.
      Depois do tour fui até o Centro de Informação Turística que fica passagem subterrânea da estação SOFIA UNIVERSITY. Peguei uns mapas da cidade e o rapaz que me atendeu escreveu um bilhete em búlgaro para me auxiliar a comprar o SOFIA CARD, que é o cartão de transporte. O guichê de compra do cartão fica ao lado do centro de informação turística. Comprei o cartão válido por 3 dias e paguei BGN 12.
      Ali perto da estação fica o KNYAZHESKA GARDEN onde tem o MONUMENTO AO EXÉRCITO SOVIÉTICO. Do outro lado do parque está o ESTÁDIO NACIONAL VASIL LEVSKI. Não há nenhum tour, museu ou centro de informação. Pedi para alguns guardas para entrar e tirar umas fotos mas nenhum deles deixou.
      Voltei para a estação Sofia University e peguei o metrô até Serdika. Fui até um supermercado chamado BILLA e comprei 1 sanduíche de salame e verduras, 1 pacote com 3 chocolates Mars e 1 cerveja DAMBURGER (BGN 5,20). Fiz meu almoço num banco em frente ao supermercado e por volta das 14h fui até o MUSEU DE HISTÓRIA REGIONAL. Para entrar custa BGN 8 e se quiser tirar foto tem que pagar mais BGN 15. Só paguei a entrada e deixei minha mochila num armário de lá. O museu fala como a cidade de Sofia foi formada e tem algumas peças da civilização que viveu lá há muitos anos. 
      Deixei esse museu e fui para outro: o MUSEU DE ARQUEOLOGIA. Lá tem várias peças de quando a Bulgária fazia parte do Império Romano e de até muito antes disso. Vi jarros, estátuas, potes, jóias, espadas, esculturas, etc.  Saí do museu e fui descansar um pouco no CITY GARDEN, que é um parque que fica em frente ao TEATRO IVAN VASOV.
      Fui para a estação central e peguei a minha mochila. Voltei para o Palácio da Justiça e atrás dele fica um ponto de bondes. Peguei o tram 5 que ia para a casa do Slavi, meu anfitrião em Sofia. Fui acompanhando o caminho do tram no Google Maps do celular. Um rapaz ao meu lado percebeu que eu não era de lá e disse que me avisaria quando chegasse a estação que eu deveria descer. Desci na estação certa e agradeci o rapaz. Fui chegar no apto do Slavi por volta das 19h. Ele me apresentou sua esposa, a Maria que nos serviu um delicioso jantar: feijão branco, almôndegas, pão, antepasto de pimentão, azeitonas e queijo branco. Depois de comer fomos num bar ali perto. Tomamos umas cervejas, conversamos bastante e voltamos. Tomei banho e fui dormir por volta das 23h.
      Distância percorrida no dia: 27km 🚶‍♂️

      14º dia de viagem: Sofia (Quinta-feira, 20 de Setembro de 2018)
      Acordei 8h50 e por volta das 9h estava saindo em direção ao centro. Resolvi visitar com calma os lugares que eu havia passado com o Free Walking Tour do dia anterior.
      Primeiro fui até a MESQUITA BANYA BASHI, que é bonita mas como havia passado por várias outras em Istanbul não me chamou muito a atenção. Depois fui SINAGOGA DE SOFIA. Para entrar há um guarda que faz uma revista nas bolsas e mochilas e é cobrado BGN 4. A sinagoga é muito bonita mas estava em reforma então tinha muita coisa coberta.
      Saí da sinagoga e fui para a ST. GEORGI ROTUNDA CHURCH que é a igreja católica mais antiga de Sofia. Depois fui até o teatro Ivan Vasov mas estava fechado.
      Caminhei até a CATEDRAL DE ST. ALEXANDER, que é a 2ª maior catedral ortodoxa dos Balcãs e uma das 5 maiores do mundo. Nela cabem até 10.000 durante a missa. A entrada é gratuita, porém tem que pagar BGN 10 para tirar foto. A catedral é muito bonita e imponente.
      Ali perto está a Igreja de Santa Sofia que não é tão grande, mas é bonita. Sob a igreja há um museu arqueológico.
      Depois fui até um supermercado BILLA que fica na passagem subterrânea da estação Sofia University e comprei 1 salgado de salsicha, 2 waffles tipo “bis” e 1 cerveja ASTIKA. A conta toda ficou em apenas BGN 1,78! Fiz meu lanche numa mesa do McDonald’s que tem ao lado do supermercado.
      Peguei o metrô até a estação DIMITROV e fui até o MUSEU DE ARTE SOCIALISTA. Caminhei uns 10 minutos e o museu fica meio escondido, ao lado de um prédio comercial com um café no térreo. O museu (entrada é BGN 6) tem 3 partes: um jardim com estátuas de líderes socialistas ao céu aberto, uma pequena sala de exibição que passa 2 filmes (aprox. 15 min. cada) sobre as conquistas e desenvolvimento do socialismo na Bulgária. A 3ª parte é uma sala que exibe vários pôsteres de propaganda socialista e outros eventos ligados como: A queda do muro de Berlin, Primavera de Praga, fim da I Guerra Mundial, etc. Eu gostei muito desse museu e recomendo a visita!
      Voltei ao centro e fui até o Palácio da Justiça pegar o COMMUNIST TOUR que saiu às 16h. Nosso guia foi o VASIL (ou VASCO) e ele foi muito bom! Explicou muita coisa sobre a era comunista da Bulgária, desde a arquitetura dos prédios e as manobras que o governo fazia para manter a população longe das igrejas. Os principais líderes comunistas foram GEORGI DIMITROV e THEODORE JIVKOV. O tour terminou por volta das 19h30 no belíssimo PARQUE  PALÁCIO NACIONAL DA CULTURA.
      ***Nota: Como o nome diz, os Free Walking Tours são gratuitos e vc não tem obrigação nenhuma de dar a gorjeta no final. No entanto, a maioria dos guias depende exclusivamente dessa atividade para viver. Eu costumo dar de gorjeta algo em torno de EUR 10 (ou esse valor convertido na moeda local). Mas isso, claro, vai de cada um.
      Caminhei pela VITOSHA BULEVARD até o ponto de tram atrás do Palácio da Justiça. No caminho peguei uma fatia de pizza de pepperoni no GRAB N’ GO (BGN 2,20).
      Cheguei em casa e conversei um pouco com o Slavi. Saí para comprar umas cervejas e uns salgadinhos para assistirmos o jogo entre LUDOGORETZ (time da Bulgária e tem vários jogadores brasileiros) x Bayern Leverkusen. Assistimos ao jogo que terminou Ludogoretz 2 x 3 B. Leverkusen. 
      Antes de dormir me despedi do Slavi pois eu iria partir no dia seguinte e não iria mais ver ele.
      Distância percorrida no dia: 21km 🚶‍♂️
       
      15º dia de viagem: Sofia -> Belgrado (Sexta-feira, 21 de Setembro de 2018)
      Acordei as 8h50 e as 9h30 estava deixando a casa do Slavi e da Maria. Como meu vôo para Belgrado era só às 16h, fui até a estação central e deixei minha mochila mais uma vez no guarda-volumes.
      Peguei o metrô até o PALÁCIO NACIONAL DA CULTURA (a estação se chama NDK). A entrada é pelo lado esquerdo do prédio mas só tem acesso à bilheteria. Até pedi para ver como era o prédio por dentro mas não deixaram.
      Caminhei pela parque em frente (onde terminou o Communist tour do dia anterior) e voltei à Vitosha Bulevard. Peguei uma fatia de pizza (BGN 2,20) e comprei uma cerveja num supermercado na rua paralela (BGN 1,20). Enquanto fazia meu almoço um bêbado veio falar comigo. Apesar de não falar coisa com coisa, ele mandava muito bem inglês.
      Por volta das 13h voltei para a estação, passei no supermercado BILLA e comprei uns chocolates (BGN 2,50) e às 13h30 estava pegando o metrô para o aeroporto. A viagem do centro ao aeroporto leva uns 45 minutos e fui chegar lá 14h15.
      Fiz check-in e 16h10 estava decolando sentido Belgrado.
      FIM DE SOFIA
      Próximo relato: Belgrado
       









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