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Primeira trilha


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Oi, estou pensando em fazer minha primeira trilha sozinha em algum lugar do rio de janeiro, que curiosamente será a primeira trilha da minha vida. Quais equipamentos ( só o absolutamente necessário) que tem de levar e quais são os cuidados.

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10 respostass a esta questão

Posts Recomendados


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Basicamente o que foi dito acima, tome cuidado com cobras apenas, tá bem quente e nessa época volta e meia é possível vê-las nas trilhas.

Ah, e use roupas bem leves, pode ser aquelas de academia mesmo, que não fiquem 'esfregando' na pele causando assaduras.

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Não é querer ser preconceituoso não, mas não falaram aqui uma coisa. É uma trilha. Sozinha. No Rio. Eu não iria de jeito nenhum a menos que eu soubesse bem onde eu tou me metendo. 😂😂 e olha que eu amo as atrações naturais do rio (troco Cristo Redentor por pedra do telégrafo sem problema algum).

 

Recomendo fortemente que saiba o que vai fazer, onde vai fazer e que conheça a história do local. E claro, deixar pessoas avisadas de seus passos. Para quem não está acostumada com essas atividades, seria bom ir com alguém, mas na impossibilidade, muita cautela. Sites como o TripAdvisor ou mesmo o Google maps compartilham impressões de quem já visitou os lugares almejados, sendo uma boa fonte de informações, como horários recomendados, nível de dificuldade, ou mesmo ocorrências como assaltos. 

  • Gostei! 1
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1 hora atrás, StanlleySantos disse:

Não é querer ser preconceituoso não, mas não falaram aqui uma coisa. É uma trilha. Sozinha. No Rio. Eu não iria de jeito nenhum a menos que eu soubesse bem onde eu tou me metendo. 😂😂

 

Recomendo fortemente que saiba o que vai fazer, onde vai fazer e que conheça a história do local. E claro, deixar pessoas avisadas de seus passos. Para quem não está acostumada com essas atividades, seria bom ir com alguém, mas na impossibilidade, muita cautela. Sites como o TripAdvisor ou mesmo o Google maps compartilham impressões de quem já visitou os lugares almejados, sendo uma boa fonte de informações

@Samu-kao as observações do @StanlleySantos são importantíssimas. Acredito que não só pra um lugar específico, mas para qualquer outro. Concordo plenamente com ele em todos os aspectos.

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Normalmente as trilhas do Rio são pelo Parque da Tijuca. Nunca gostei de caminhada por isso nunca fui.Mas há posts aqui discriminatórios e ofensivos a qualquer pessoa que ama o Rio.Para esses pergunto :Por que não falam o mesmo da terra do PCC????

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Em 12/01/2021 em 23:47, Crom disse:

Água, filtro solar, um bom par de tênis e saber bem o caminho, para não se perder.

Concordo com o Crom, Samu! E não leve pouca água pois faz muita falta e você pode ficar desidratado e passar muito mal.

Abraços,

Gustavo Woltmann

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Além das dicas do pessoal, outro item que acho util é apito (mas um apito bom, alto). Serve para caso precise pedir socorro, espantar animais ou em caso que se sinta insegura.

PS: Eu tb não faria trilha sozinha, é melhor arrumar companhia.

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Todo ano os bombeiros tem que resgatar dezenas de pessoas que se perderam enquanto faziam trilhas, e os casos sempre tem o mesmo padrão:

São pessoas sem experiência em trilhas, que estavam fazendo trilhas sozinhas e tiveram um acidente bobo como por exemplo escorregar e torcer o tornozelo, ou que estavam fazendo as trilhas difíceis sem o acompanhamento de alguém experiente.

Então se for fazer trilha sozinha e sem experiência, escolha um local muito bem sinalizado e bastante movimentado, pois basta você tropeçar numa pedra ou raiz solta para torcer o tornozelo, e se você estiver sozinha e num lugar pouco movimentado, você vai precisar ser resgatada pelos bombeiros, isto se conseguir sinal de celular para chamar os bombeiros.

 

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    • Por Carolina Rosaboni
      Depois de tanta emoção o último dia foi para relaxar e com poucas aventuras
      O barco que sai do Bonete nos deixa na praia de Borrifos no restaurante Nova Iorqui, e é uma boa subida (Que não dá pra fazer de chinelo) até voltar ao ponto que o ônibus nos deixou no dia 31. Como gastamos todo nosso dinheiro em espécie eu estava indo para o mercado mais próximo a pé ( mais ou menos 5Km) mas o motorista de ônibus U. foi super legal e foi a segunda alma boa que encontrei na viagem, me emprestou 10 reais para ir de ônibus. O mercado tinha preços bem salgados,mas precisamos nos alimentar no camping. Finalmente voltamos para o parque estadual e estávamos morrendo de medo de não conseguir entrar porque sabíamos que eles estaria fechado, e já tínhamos contado com a fé muitas vezes em um só dia, contudo como tínhamos a reserva e era o mesmo segurança do dia 31 ele nos informou que poderíamos embarcar no parque e que o dono do camping estava de carro um pouco a frente e conseguimos até uma carona. A chegada ao camping da Lage foi um alívio depois de muito perrengue. Lá tem Wi-Fi, fogão, chuveiro quente e luz depois das 18h, minha definição do mínimo para viver. Finalmente falei com os meus familiares e pude aproveitar o dia. E descobrimos que vendia os mesmo produtos do mercado com um preço bastante similar

      Do camping para a cachoeira que passamos primeiro na trilha para praia do Bonete são 20 minutos, desta vez atravessamos por ela e descemos mais um pouco onde existe um escorregador natural muito divertido, essa parte do rio não chega a dar pé, mas é só se mexer um pouco depois da queda que dá para chegar em uma margem, no fim de tarde existe um mirante em cima do buraco do cação para admirar o lindo pôr do sol. Armamos a barraca longe do penhasco pois lembramos da ventania no dia anterior e fomos abençoados com uma noite tranquila de sono

      Mas a melhor parte do camping foi conversar com a galera de lá, a mãe do Ivo, a Dona Nice é maravilhosa e cheia de histórias e causos para contar, além de me ter dado o antialérgico que fez meu pé voltar ao tamanho normal (recomendo todo mundo levar loratadina antes de entrar na ilha, pois vão precisar). O cunhado do Ivo também é super gente boa e prepara os melhores drinks, é um pessoal muito de bem e que conhece bastante o lugar, para quem não pretende passar a noite eles também fazem uma visita guiada pelo parque por um preço super acessível. As paisagens do camping são maravilhosas e tem passarinhos o dia todo comendo do seu lado, mais um pouco dá até para subir no colo
       
      Eu fui embora no dia seguinte e não aproveitei as outras trilhas do parque, mas teria material o suficiente para mais um final de semana. A volta foi bem tranquila, a trilha é bem mais fácil para voltar do que para ir, estava sozinha e no meu tempo cheguei na balsa em 2h40 e peguei o ônibus, pois os Blablacars estavam bem mais caros que a passagem convencional

       
      Água: R$ 8
      Macarrão R$ 4
      Suco Tang R$ 1,40
      Cantinho do Vale R$ 10
      Camping R$ 60 por pessoa/diária
      Onibus Ilhabela/SP R$ 70
    • Por Carolina Rosaboni
      Chegando na praia do Bonete todas as nossas esperanças de sinal foram por água abaixo lá só chega Wi-Fi para as maquininhas de cartão e a luz vai até as 18h, então estejam preparados para ficarem incomunicáveis já chegando em Ilhabela, na parte Sul quase não tem sinal. Assim que pisamos fui no primeiro restaurante que encontrei e esqueci de pegar o nome pra tomar um Coca, como uma boa viciada, todos os atendentes foram super gente boa e me emprestaram o celular só para avisar que estava viva. reparamos que tinha uma ducha na porta desse restaurante e um camping do lado. 

      Nos afastamos e assistimos ao pôr do sol, em menos de meia hora a praia ficou vazia e um breu que só. Tomamos banho naquela ducha mesmo apenas iluminados pelas estrelas (dava pra ver a constelação das três marias inteirinha, o céu de lá é perfeito) e nos dirigimos para a outra ponta da praia para ver se havia possibilidade de armar a barraca. Já de aviso NEM TENTE, os moradores viram a noite com lanternas procurando se tem alguém com barraca e são bastante mal educados, chegam totalmente na ignorância só de te ver com as coisas se você não está se dirigindo a um dos campings. Mas felizmente uma mulher de São Sebastião veio nos pedir um isqueiro emprestado e disse que era super tranquilo só dormir na praia, ela e o marido estavam nessa a dois dias. 
       
      Estendemos a barraca debaixo de umas árvores perto deles e fomos atrás de comida no outro comércio que tinha na praia e tinha a aparência de estar aberto, a barraca do Cacau, assim que nos viram passando nos trataram muito, mas muito mal mesmo, com respostas vagas e sem olhar na nossa cara, até indicaram um lugar na vila que poderia estar aberto, mas depois de toda essa recepção decidimos não ir e comer o resto do que tínhamos levado para a trilha. Capotamos de cansaço às 20h, um pouco depois fui acordada pela luz da lua cheia que iluminava a praia inteira como uma lanterna em nossas cabeças, o céu de lá realmente não tem explicação e tirando os mosquitos não tivemos muitas preocupações de noite. 
      No outro dia acordamos com o nascer do sol e um grupo de golfinhos bem na nossa frente, se tivesse bateria teria sido uma foto perfeita. Nos lavamos no rio que encontra o mar bem na beira da praia e estendemos as roupas com uma corda entre as árvores. O comércio abria no final da manhã e compramos mais água e apenas salgadinhos, os preços eram bem fora do nosso padrão. Lá na vila descobrimos que havia uma trilha para outra cachoeira, mas no dia anterior um menino tinha morrido de picada de cobra, o que nos desencorajou totalmente de explorar. Acabamos  ficando pela praia mesmo pois o dia estava lindo, ao meio dia a orla se encheu de lanchas e jet skis e fomos almoçar no bar do Cacau mesmo que prometeu um PF que alimentaria 3 pessoas. Nossa sorte foi que pedimos dois, pois a porção dava  para um pouco mais de uma pessoa, mas estávamos felizes de estar comendo comida dessa vez. 

      Já eram 14h30 e tínhamos acabado de comer, literalmente do além surgiu uma ventania muito forte, daquelas de tirar as pessoas do chão. Corremos para guardar tudo e nos abrigamos no bar do Cacau enquanto observamos os barcos do tinham virado e estavam sendo arrastados, logo mais começou uma chuva forte de 2h. Nos informaram que iriam fechar e não poderíamos ficar abrigados lá, nem passar a noite na praia como no primeiro dia pois chovia, e barraca nem pensar se não irão destruí-la. Ficamos um tempinho debaixo de uma árvore e fui procurar o gerente do bar que conhecemos no primeiro dia e contei toda a história e que não tínhamos dinheiro para o camping se poderíamos dormir no chão do bar e tentariamos pagar um barco bem cedinho no dia seguinte. Ele até deixaria, mas tinha uma confraternização de Ano Novo com o dono do bar, mas a sogra dele nos deixaria ficar nos bancos na frente do bar dela que tinha um pouquinho de cobertura. Eu já estava super contente, mas fui encontrar o casal de amigos que estava abrigado no bar da praia esperando sermos desalojados novamente e contei tudo o que o gerente havia me falado. 
       
      Resolvemos tentar a sorte até a confraternização começar, umas 20h dois casais chegaram para arrumar as mesas e estávamos nos dirigindo ao bar da D. Rosinha que fica no povoado. O C. (vou chamá-lo assim para preservar a identidade, mas serei eternamente grata)  dono do bar se compadeceu da nossa miséria e salvou nosso ano novo, além de nos abrigar em seu quintal para montar a barraca, oferecer banho quente, ofereceram uma ceia maravilhosa e passamos o Ano Novo com sua família super gente boa, até me fez voltar a ter fé no pessoal de Bonete que tinha sido extremamente rude até o momento conosco. Os sobrinhos dele nos levaram para um bar que tocava música ao vivo no povoado e pulamos as ondinhas na praia. No outro dia acordamos às 8h e conseguimos um barco de volta para ilha por “apenas” R$60 (por causa do ano novo o mínimo seria R$80 ou R$90, mas o cara nos fez preço de temporada, pois era amigo do C. ) Por causa da tempestade  no dia anterior os golfinhos não apareceram, mas o barqueiro nos levou para conhecer o buraco do cação, que mesmo muito profundo dá pra ver o fundo de tão cristalina a água é
      Resumo: o Bonete é um lugar maravilhoso para visitar, uma das praias mais lindas que fui e dá pra dormir na areia tranquilamente, mas vá preparado financeiramente para imprevistos,  pois não é sempre que almas boas aparecem. E se for de trilha se prepare pois o clima lá muda em dois segundos, sempre bom levar o dinheiro do barco e não conte com o cartão sempre, pois lá o wi-fi é bem limitado o barqueiro só aceita dinheiro por exemplo

      Almoço: R$ 30 por prato + 10%
      Cerveja: R$ 6 skol
      Coca cola R$ 6 na mercearia e no bar do Cacau R$ 5 no primeiro restaurante
      Fofura R$ 5
      Shot de pinga da ilha R$7
      Barco para Ilhabela R$ 60 por pessoa
    • Por Carolina Rosaboni
      Decidi super em cima da hora com um casal de amigos a passar a virada em um camping em Ilhabela. Um grupo de amigos desse casal tinha fechado o Camping da Lage e iria conseguir um lugar para nós no dia primeiro depois de passar a virada na praia e subiriamos de trilha, o único problema é que esse grupo de amigos não nos informou em que praia iria virar. Calculando o tempo que levaria para chegar na praia do Bonete, que é a praia que tem uma trilha que sai desse Camping, e pensando no trânsito da virada, resolvemos que era melhor ir no dia seguinte, dia 30 e resolveriamos lá no Bonete onde iríamos ficar. Com fé e coragem pegamos um Blablacar às 5h30 lá do Tietê depois de quase virar a noite tentando lembrar de pegar tudo para o camping, chegamos na balsa para Ilhabela às 10h devido o trânsito de pessoas indo para o litoral. Até aí bem tranquilo, o pedestre não paga e ela sai de 30 em 30 min. Chegando lá fui tentar sacar dinheiro, mas me informaram que não tinha banco na Ilha (o que é mentira, pois depois achei vários na região central, inclusive o meu banco) e esse casal ficou me apressando para ir direto para o ônibus da trilha pois estavam com medo chover, parei só para comprar 2 águas e gelo para mantê-las geladas em minha sacolinha térmica. Já começamos a ser atacados pela fauna local e meu repelente parecia tempero de mosquito, é bom comprar o repelente da ilha que eu fiz mais tarde na viagem e é caro, mas é a unica coisa que salva. Fomos então pegar o ônibus que vai a parte Sul da ilha com meus poucos reais em espécie, comprei a ida e a volta (5 reais cada passagem e em tempos de não pandemia a passagem de domingo sairia por 1 real), foi a pior besteira que poderíamos ter feito. Chegando no ponto final desse ônibus não existe nada, nem sinal de celular (na verdade o sinal e qualquer mercado ou farmácia estão a mais de 5Km de onde o ônibus para) Nos informamos com o motorista que disse que a entrada da trilha estava um pouco a frente pela estrada de terra, andamos cerca de 40 min até a porteira do Parque Estadual, usualmente eles pedem que você marque um horário para a trilha, porém como nossa viagem foi super repentina nem pesquisamos sobre. (Recomendo que façam exatamente o contrário de nós e tente marcar.) Após assinar um termo de responsabilidade pudemos entrar, e o guardinha foi super simpático quando contamos que estávamos indo pra Lage e por isso podíamos entrar e avisou  que por causa do COVID o parque estaria fechado nos dias 1, 2 e 3. Finalmente iríamos começar a trilha de 12 Km de subidas e descidas ao meio dia em ponto. O guardinha comentou que tinha atleta que fazia em 1h mas a maioria em 5h, calculamos que em umas 3h já estaríamos lá (Claro que desconsideramos a falta de sono, fome e o peso das mochilas e a geladeira, até alí estava tudo bem) e também comentou que passando a Lage já era 20% do caminho. Já no começo da trilha tem bastante subidas, uma em principal que é bem íngreme e asfaltada dá em uma vista linda, onde o céu e o mar se confundem em dias de céu limpo, eu comecei a passar bem mal de fome. Depois de vomitar toda água que tinha no meu estômago,  pois não comia desde a noite anterior (o erro gigantesco, sempre coma algo leve, mas que te sustente antes de fazer a trilha) paramos para comer bananas que deram aquela revigorada de leve, mas ainda sentia falta de uma alimentação. Voltamos a trilha e chegamos na bifurcação indicando o camping da Lage e a praia do Bonete. O Camping era o único local da trilha que teria WiFi, mas como a Bonete estava bem longe e eles realmente estavam com medo da chuva fomos direto. Chegando na cachoeira da Lage previsão era de chuva fomos tentar a sorte com sinal na praia do  paramos para comer e relaxar um pouco, tirar umas fotos do lugar , eram já 13h .

      Revigorados voltamos a trilha 30 min depois, foi o trecho mais longo da trilha, o bom é que é quase impossível se perder na trilha do Bonete não tem bifurcações ou trilhas paralelas e você sempre vai estar acompanhado de um calango, em um momento avistamos uma cobra e eu não esperei muito para tentar descobrir mais sobre ela ( depois nos informaram que é bem comum mordida de cobra por lá, principalmente de Jararaca, mas a que vimos não matava, só necrosava a pele). Após uma longa subida seguida de uma descida, chega-se a segunda cachoeira apenas nos molhamos para tirar o suor e seguimos para o Bonete, já eram 15h40 e ainda não havia chovido, uns banhistas nos disseram que era mais 1h de atleta (to até agora tentando entender essa medida deles). Daí o trajeto spo sobe e você fica sem entender nada como vai chegar na praia só subindo, até chegar em um descampado que dá pra avistar a praia e deu aquela animada na nossa alma acabada, finalmente começam as descidas, mas fomos tomando bastante cuidado pois essa parte da trilha estava bem castigada pelas chuvas anteriores e sofreu horrores de erosão, tinha que ir prestando bastante atenção. Finalmente chegamos às 17h30, um tempo até que ok pela quantidade de coisas e nosso cansaço. Na escada que dava acesso a praia uma mulher nos recepcionou e comentou que tinha um grupo que tinha acabado de chegar e tinha saído às 8h da entrada do parque. Mas quem vai só com a água deixando as malas virem de barco geralmente demora umas 2h 

      Tempo total gasto de SP até a praia do Bonete: 12h
      Tempo total gasto na trilha: 5h30
       
      Blablacar: R$ 66 pra cada
      Água e comidinhas: R$ 40 pra cada
       
    • Por Paulonishi
      Episódio 1: A Preparação
      Depois de tantos anos, muitos lugares visitados, experiências maravilhosas, resolvi tirar um tempo pra organizar as minhas memórias e contar sobre a maior e mais marcante aventura que já vivi: a primeira viagem ao Peru! 
      Ela foi planejada nos mínimos detalhes e cheia de expectativa…
      Afinal de contas, era pra um destino que sempre sonhei: Machu Picchu. 

      Quer saber como foi essa jornada inesquecível e acompanhar todos os detalhes?
      Eu sou @Paulonishi e esta é a história de uma aventura inesquecível: a primeira viagem ao Peru! 
      Neste capítulo vou falar de toda a preparação para essa façanha, desde a compra das passagens e todas as etapas do planejamento… tudo isso pra ajudar e até inspirar a quem quiser saber como montar a sua viagem para o Peru.
      E se puder ajudar, deixe o seu comentário ou perguntas sobre o assunto....
      Vamos lá?

      Apesar de ter sido em 2016, ainda a considero como a mais desafiadora que já fiz, não só por ter sido o primeiro mochilão no exterior, mas pela complexidade envolvida....
      Eu costumo dizer que a distância entre o sonho e a realidade é o planejamento que precisa ser feito para realizá-lo… Tudo precisa ser levado em conta e friamente calculado…  E não poderia ser diferente nesse caso né?
      Bom, eu não tinha dinheiro sobrando… atravessava uma verdadeira tempestade na minha vida pessoal, com uma separação complicada, mudança de cidade e trabalho… Esse era o meu quadro pessoal no final de 2015. Mas no início de 2016 prometi para mim mesmo que tudo mudaria e que me reergueria e faria a tão sonhada viagem. 
      E esse foi realmente o começo de tudo!
      Comecei a pesquisar tudo sobre o Peru, fazendo uma verdadeira imersão na sua cultura e principalmente na história, além de começar a estudar espanhol pela internet… tudo de graça!
      Procurei fazer pesquisas de passagens aéreas em promoção… só aguardando a oportunidade… e ela chegou em abril!
      Sempre busquei fazer todos os meus gastos no cartão de crédito pra acumular milhas e com isso já vinha acumulado uma boa quantidade delas até então… Às vezes tinha que trocar por uns eletrônicos pra evitar perder quando estavam vencendo... E foi aí que teve uma megapromoção da LATAM (LATÃO ), para transferência de milhas pro programa de fidelidade Multiplus (hoje LATAMPASS), onde consegui mais do que dobrar a quantidade de milhas que eu tinha e que estavam pra vencer!… Agora sim já poderia pegar essas milhas e trocar por passagens aéreas…Então a busca começou. 
      Fiquei por dias fazendo a simulação de passagens saindo de Florianópolis com destino ao Peru, mas a quantidade de milha era muito alta. Até dava pra trocar, mas resolvi esperar um pouco mais... Aí, numa das noites seguintes, consegui encaixar um intervalo de 18 dias, entre a saída do Brasil e o retorno. Chegaria em Lima no mesmo dia da partida, no dia 7 de outubro e estaria de volta em Florianópolis no dia 24 de outubro. Dias para aproveitar mesmo seriam 14. O resto perderia nos voos e conexões. 
      Agora sim, consegui as passagens aéreas eliminando o maior custo da viagem, praticamente de graça, e mesmo assim sobraram muitas milhas, que usaria pra viajar no ano seguinte.
      Com as datas já definidas, era só trabalhar no roteiro e no planejamento completo da viagem!
      A maior motivação em ir pro Peru sempre foi a de conhecer Machu Picchu... mas como sempre costumo fazer, não iria só pra conhecer esse lugar.  Procurei aproveitar a oportunidade pra otimizar a viagem e conhecer a melhores atrações no caminho entre Lima e Cusco, que percorrendo o caminho de ônibus. 
      A base de todo o roteiro foi o Google Maps. Consultava o mapa, via as atrações em potencial e ia marcando como favoritas… aí, partia pra pesquisar na internet, principalmente no site Mochileiros.com e no youtube, pegando as dicas do lugar: tipo se era realmente bom, o que tinha pra se ver e fazer, como chegar, os custos de ingressos e transportes… 
      E os valores que eu ia levantando já anotava na minha planilha de gastos.
      Assim, fui completando o roteiro e buscando agora os horários dos ônibus pra ver se dava pra conciliar o deslocamento e também as possíveis hospedagens. Resolvi escolher a empresa Cruz del Sur, pelas recomendações de outros viajantes no Mochileiros e também por ter linhas para todos os destinos do meu roteiro. 
      Apesar de ser mais cara, resolvi optar pela segurança. O site dela é bem completo e consegui excelentes descontos em promoções com compra antecipada. Assim, já comprei as passagens de ônibus no cartão ainda no Brasil e mesmo que pagando o IOF de 6,28% e a conversão do dólar, a economia foi de mais de 50% no valor normal… Porém, não permitia a troca e nem o reembolso da passagem em caso de necessidade… Mas é o custo da oportunidade!
       
      Depois disso, com os lugares mapeados e as passagens de ônibus compradas, me concentrei nas hospedagens, fazendo buscas entre o booking e o airbnb. Novamente, a busca foi baseada no Google Maps, levando em conta a localização do hostel, a distância da rodoviária pra evitar pagar táxi, se tinha café da manhã, avaliações positivas e é claro, o preço.  Outra coisa bem legal pra se olhar é se tem cozinha compartilhada, pra poder fazer uma comida à noite e economizar um pouco mais. Visto tudo isso, já fui fazendo as reservas, mas sem ter que pagar nada antecipadamente… Só quando chegasse pagaria em dinheiro… Lá não aceitavam cartões ou cobravam uma taxa muito alta e não compensava.
      Tirando as passagens de ônibus, a única coisa que comprei antecipado foi o acesso à Machu Picchu, porque tem um limite diário de visitantes. Esse detalhe é essencial e deve ser muito bem observado! Por isso ter certinho a data de ir é tão importante, principalmente agora que também ter que escolher se vai ser no período da manhã ou da tarde! 
      Para não correr nenhum risco, fiz a compra para garantir que no dia 21 de outubro pudesse conhecer o local… Melhor do que contar com a sorte! Imagina só chegar lá em Machu Picchu e não poder entrar por estar lotado… Parece incrível, mas eu vi acontecer lá… O custo do ingresso foi de 133 nuevos soles, aproximadamente 39 dólares.
      Como viajar MAIS gastando POUCO!
      O roteiro ficou o seguinte:
      07/10 - Florianópolis x Guarulhos x Lima .
      08 a 10 - Lima
      11/10 - Lima x Ica
      12/10 - passeios em Paracas
      13/10 - Viagem a Nasca e sobrevoo
      14/10 - Arequipa
      15/10 - Vale do Colca
      16/10 - Arequipa x Cusco
      17/10 - Cusco
      18/10 - Trilha Salkantay
      21/10 - Machu Picchu
      22/10 - Cusco x Lima
      23/10 -Lima x Guarulhos
      24/10 - Guarulhos x Florianópolis
      O maior desafio da viagem seria a trilha Salkantay, uma trilha inca em grande altitude, chegando a mais de 4200 metros, percorrida por entre as montanhas mais sagradas da região de Cusco e com o final em Machu Picchu, com o diferencial que não precisa de guia e nenhuma taxa pra pagar. A previsão mais otimista de terminar a trilha era de 3 dias, segundo os relatos que encontrei.


      Assim, durante essa viagem, enfrentaria vários climas e uma grande variação de altitude, aumentando de intensidade bem na parte final da viagem.
      Para tudo isso, resolvi comprar uma boa mochila de 60 litros da Trilhas e Rumos… Achei um bom tamanho pra levar tudo e também era bem resistente e com várias regulagens nas alças pra deixar bem confortável mesmo quando cheia.
      Tive que comprar também roupas adequadas ao calor e ao frio. Pra isso, passei na Decathlon e comprei 3 camisas de manga comprida com proteção solar, uma calça e jaqueta impermeáveis e também calça e blusas térmicas, além de uma toalha de microfibra que seca bem rapidinho… E isso fez diferença, porque na maioria dos hostels não forneceram toalha de banho. 
      Na internet, comprei ainda um par de bastões de caminhada e 2 power banks. Separei para levar um par de tênis, chinelos, botas de cano médio impermeável, luvas, cachecol, gorro, boné e chapéu, além de uma série de câmeras fotográficas, gopro, celular e um tripé… 
      Pra a viagem, comprei dólares no câmbio de R$3,42… ô saudade desse valor! 
      Levei um total de $400 dólares só pra garantir, além do cartão de crédito internacional por segurança.
      Agora, com tudo reunido, roteiro pronto e planejamento completo, estava tudo pronto para iniciar a épica aventura… 
      Mas isso é assunto para o próximo capítulo!
      Espero você na continuação dessa viagem, acompanhando a partida do Brasil e a chegada na capital peruana!
      Deixarei 2 vídeos aqui do meu canal no youtube para inspirar outros viajantes...

      É isso aí... Até o próximo capítulo!  ✌️🤠
      Partindo de Florianópolis em direção à Lima!
       
    • Por Marianathuler
      Esse ano resolvi que viajaria sozinha pela primeira vez. Confesso que estava com medo e li em muitos relatos que Bonito era um destino bem seguro e por isso achei adequado fazer isso lá pela primeira vez. A experiência foi incrível, é um lugar com natureza sensacional. Confesso que se tivesse pesquisado mais sobre o destino teria aproveitado mais a viagem, mas escolhi fazer do modo "o que for será". De qualquer forma, vou deixar aqui minhas impressões e dicas que podem ajudar alguém a ter uma experiência ainda mais completa que a minha.
      IDA:
      Voei de São Paulo* para Campo Grande, de lá peguei um transfer que fechei direto com o hostel. Não existem muitos horários disponíveis, e por isso tive que ficar algumas horas esperando no aeroporto.
      Dica: leve um bom lanche e algo para se distrair, como um livro, pois aeroporto lá não tem absolutamente nada.
      A viagem de ônibus durou cerca de 4 horas, cheguei por volta de 23hrs em Bonito, que estava completamente vazia por conta do toca que recolher que está em vigor e da baixa temporada.
      *Comprei minha passagem saindo de Congonhas, mas a companhia mudou para Guarulhos. Por isso tive que pagar uma grana de uber, já que a gol não está oferecendo transfer atualmente. Alguém sabe se posso pedir o reembolso deste dinheiro pra eles?
      VOLTA:
      Novamente tive problemas com companhia aérea. Havia comprado o voo saindo direto do aeroporto de Bonito para o Rio de Janeiro, para descobrir que o aeroporto está FECHADO. Com isso a Azul ofereceu datas de remarcação muito depois do dia que eu tinha que voltar. Resultado? Tive que comparar outra passam, dessa vez com a Latam, saindo de Campo Grande. 
      Ainda não sei o que fazer quanto a isso. Se eu cancelar a passagem terei que pagar multa? Acho que vou acabar só por perder o dinheiro.
      Novamente fechei o transfer, mas o hostel me botou num ônibus de rodoviária, que fez uma viagem bem mais lenta, levando quase 6 horas. Paguei 90 reais dessa vez.
      HOSPEDAGEM:
      Fiquei hospedada no BONITO HI HOSTEL, que descobri lendo relatos que era o mais em conta e um dos mais famosos da região. A estrutura do local é boa, quartos limpos e confortáveis, um café da manhã bom e honesto. O staff é muito simpático e amigável. Tinha algumas regras de uso da cozinha que tornava a possibilidade de fazer comida ou esquentar coisas lá bem limitadas. Além disso, é um pouco longe da cidade, o que não me incomodou tanto pois eu sempre ia andando e conversando com os outros hóspedes. 
      Paguei 40 por noite, com café da manhã incluído. 
      DESLOCAMENTO EM BONITO:
      Acredito que aqui esteja a maior dica que eu posso dar. Se estiver em duas pessoas ou mais, ou até mesmo sozinho e se sente seguro, alugue um carro!
      - O transporte custa 50 reais para passeios de metade do dia e 80 para passeios de dia inteiro;
      - Como fechei os passeios só quando cheguei na cidade, muitos não consegui ir pois não havia vaga no transporte. Só vai uma van por dia para cada local. A opção alternativa é moto taxi, que cobra ainda mais caro;
      - As vezes seu grupo termina o passeio mas a van só vai te buscar num horário específico e você tem que ficar esperando;
      - É muito mais confortável de ir até a cidade e voltar de carro, economizando caminhadas de quase meia hora.
      PASSEIOS:
      Como eu disse, deixei para fechar tudo em cima da hora. Foi um erro que não cometo mais, pois muitos não consegui por estarem lotados ou falta de transporte. Não vou deixar preços aqui, pois são todos tabelados e essa tabela da pra achar fácil no google.
      DIA 1 - INSTÂNCIA MIMOSA:
      Esse passeio tive que fechar no mesmo dia e era o único que ainda tinha vagas, ainda assim tive que ir de moto táxi por falta de transporte. Sinceramente achei bem meia boca, não sei por qual motivo consideram uma das atrações principais. Não tem nada muito surpreendente quando se compara com tudo que há para ver em Bonito. Pelo menos o almoço é muito bom!
      DIA 2 - RIO DA PRATA:
      Esse passeio veio para me reanimar despois da frustração do primeiro dia. Mesmo estando meio nublado consegui ver a beleza de Bonito. Fiz a flutuação e deu para vez muitos peixes! É um passeio bem extenso, com muitos locais para foto e curiosidades. É imperdível e o almoço é semelhante ao da instância mimosa, pois as duas fazendas são do mesmo dono.
      DIA 3 - BOCA DA ONÇA:
      Um dos principais passeios de Bonito e é maravilhoso. Esse dura o dia inteiro e para em vários pontos diferentes e muito interessante. Também peguei um pouco de céu encoberto e ainda assim foi maravilhoso. Essa fazenda oferece um café da manhã muito bom, então se o da sua hospedagem não for nada demais, deixe para comer lá. No fim do passeio também tem um almoço muito bom. Não deixem de fazer esse!
      DIA 4 - PRAIA DA FIGUEIRA:
      Para esse dia não consegui fechar nada, então fui parar nesse lugar que é basicamente um day use, com toboágua, stand up, tirolesa e outras atividades do tipo. Só vale a pena pra quem está com criança e quer um dia para relaxar sem se preocupar. Fora isso, não vá.
      DIA 5 - GRUTA SÃO MATEUS E RIO SUCURI:
      GRUTA SÃO MATEUS:
      É muito interessante, gostei bastante e é bem diferente do resto dos passeios. No entanto, acho que só vale para quem está de carro. O passeio não dura nem 2hrs e tive que ficar esperando bastante para ir embora.
      RIO SUCURI:
      Esse é simplesmente o passeio mais incrível que fiz. Fechei a viagem com chave de outro. Fiz "Barra do Sucuri", existe também o "Nascente do Sucuri" que dizem que é ainda melhor. Nem consigo imaginar pois esse lugar é simplesmente sensacional. Muito mais encantador do que qualquer foto. 
      OUTROS:
      Infelizmente não consegui fazer alguns passeios que eu queria, por diversos motivos, mas se você se planejar antes não deixe de ver:
      Rio do Peixe (não consegui vaga)
      Abismo Anhumas (infelizmente não encaixava no meu orçamento)
      Boia Cross (não consegui vaga)
      Gruta do Lago Azul (fechado por questões da política local)
      ONDE COMER:
      Nesse quesito, minha intenção de fazer uma viagem low cost caiu por terra. Bonito tem ótimos restaurantes e bares.
      - Os dois principais restaurantes são Juanita e Casa do João. Gostei de ambos, não saberia dizer meu preferido. Apesar de não ser o que eu chamaria de barato, considero um preço justíssimo para o que oferecem. Em São Paulo pagaria pelo menos o dobro pelo mesmo serviço e qualidade;
      - Também é famosa a carne de jacaré. Não achei nada demais mas acho interessante experimentar;
      - Não comi o sorvete assado que é um atrativo da região, infelizmente;
       - O hostel deu o contato de um lugar que envia quentinha para o almoço por uma média de 20 reais e dá para dois. Servem no almoço. Não sei no jantar.
      ÚLTIMAS DICAS:
      A composição da água de bonito ressaca muito pele e cabelo. Eu não fui preparada e senti bastante. Leve cremes potentes para o corpo e o cabelo. Além disso, não pode ser bebida por turistas que não estão acostumados. Beba sempre água mineral.
      Não deixe para fechar seus passeios de última hora e correr o risco de não conseguir fazer algo que queria muito.
      (...)
      Espero ter ajudado com esse relato, que pra mim também é um registro do que vivi. Bonito não é a viagem mais barata do mundo mas com certeza vale a pena e, se você seguir algumas dessas dicas, vai conseguir economizar mais do que eu consegui. 
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