Ir para conteúdo
View in the app

A better way to browse. Learn more.

Mochileiros.com

A full-screen app on your home screen with push notifications, badges and more.

To install this app on iOS and iPadOS
  1. Tap the Share icon in Safari
  2. Scroll the menu and tap Add to Home Screen.
  3. Tap Add in the top-right corner.
To install this app on Android
  1. Tap the 3-dot menu (⋮) in the top-right corner of the browser.
  2. Tap Add to Home screen or Install app.
  3. Confirm by tapping Install.

Olá viajante!

Bora viajar?

Patagônia Norte Argentina no verão: Bariloche, El Bolsón, Villa La Angostura e San Martin de los Andes sem neve (só nos picos das montanhas)

Postado
  • Membros
  • Este é um post popular.

Olá mochilers!! Acabei de voltar de viagem de uma região muito visitada pelos brasileiros no inverno, mas bem pouco no verão, a Patagônia Norte Argentina. A viagem foi focada em trilhas, mas também rolou bike e praias de rios e lagos. Teve também alguns dias em Buenos Aires antes e depois, porque comprei meu voo "quebrado": São Paulo - Buenos Aires- São Paulo, pela Air Canadá (melhor preço, considerando que incluía uma mala despachada),e Buenos Aires - Bariloche - Buenos Aires pela Aerolíneas Argentinas, tb com mala despachada. Compras assim ficou mais barato que pela opção multidestinos, e pra mim sempre é um prazer passar por Buenos Aires. Em relação ao câmbio, trocamos um pouco e mandamos um pouco por western union. Em ambos pegamos a cotação 1 real para 68 pesos, só que o wester union cobra uma taxa, proporcional ao quanto vc mandou, e onde eu saquei tb cobrarm comissão de 1%. Pra mim não foi muito vantajoso, pq peguei fila de 1 hora e o local me deu tudo em notas de 100 e 200 pesos. Um calhamaço de dinheiro. Troquei no pagfacil da praça de El Bolsón.

Vou concentrar aqui o relato da Patagônia:, de 10 a 19 de janeiro.

Dia 1 - voo para Bariloche, retirada do carro alugado - alugamos com a empresa Fit Car Rental, diretamente com eles por whatsapp, pagamento via wester union (cotação blue) antecipado - tudo bem com o carro, muito mais barato que alugando pela rentcars, total com seguro full por 9 diárias e umas horas a mais 1900 reais. Em Bariloche nos hospedamos em um airbnb na altura do km 13 da Avenida Bustillo. Achamos ótimo se hospedar por lá, tem mercado bem perto e está próximo das principais atrações da cidade. Deixamos as malas e fomos almoçar num espaço de foodtruks chamado Manduka, ali comemos um sanduíche de cordero braseado no forno a lenha e as primeiras pintas de cerveza artesanal local. O lanche 2000 pesos, a pinta 700 pesos. Dali fomos para o Cerro Campanário, subimos pelas aerosillas (teleférico) , valor 2200 pesos. estava um dia lindo mas com muito vento. A vista lá é incrível, sem palavras. Descemos e fomos tomar mais umas cervezas no Manduka (é quase do lado da entrada do Cerro). Depois mercado (o La Anonima tem em todas as cidades da Patagônia e tem bastante variedade em padaria, queijos, vinhos e carnes; o Todo achamos muito básico, embora um pouco mais barato). Preço de mercado muito bom, vinhos bons a partir de 9 reais!!!! Gasolina cerca de R$ 2,50 o litro!!! Isso mesmo!

Dia 2 - Fizemos o Circuito Chico de bike! Deixei previamente reservado 3 bikes (fui com marido e filho de 13 anos) por whatsapp, mas o pagamento foi só lá mesmo, no Circuito Chico Adventure. Mountain bikes novas, aro 29. Valor do dia 5400 pesos. Vale muito a pena o rolê, mas é pesado. São aproximadamente 30 km com muitas subidas. O circuito passa por lagos, arroyos e cerros, além do Parque Municipal Llao Llao, que tem trilhas curtas e médias, tudo gratuito. Passamos o dia fazendo o circuito. Ao lado do arroyo Lopes tem um parador bem charmoso pra tomar um café, comer um pancho (cachorro quente, 700 pesos) ou sanduíches frios, como de presunto cru e queijo (foi minha escolha), pelo mesmo preço. Na entrada do parque municpal, onde tem a casinha do guardaparque, tem um mini trailer de café que é imperdível para tomar um chocolate caliente, o qual na Argentina sempre é chocolate de verdade derretido em leite quente, e não achocolatado. Nesse dia conseguimos fazer a pequena trilha Sendero de los Arrayanes, onde uma passarela de madeira abraça alguns exemplares dessa árvore de casca cor de canela, crescimento lento e tortuoso, bem rara mas que possui um bosque na região (acessado por passeio de barco, não fizemos). Pegamos a bike as 11 e devolvemos as 17h. Mortos. Fomos pra casa descansar e a noite fomos conhecer o centro de Bariloche. Pra mim vale a pena só pra comprar chocolates. Recomendo a Rapanui, na Av. Mitre, onde vende o incrível FRANUI, framboesas banhadas em chocolate branco e em chocolate amargo, 890 pesos. Das melhores comidas da viagem. Nesse dia também comi uma pasta incrível, raviolone (um ravióli grande) de espinafre com recheio de abóbora (calabaza, sempre presente nos pratos deles) e molho de cogumelos nativos. Esse foi uns 1600 pesos também numa praça com foodtruks na avenida mitre.

Día 3 - Voltamos pro Circuito Chico pra fazer algumas coisas que a bike não deixou. Fizemos a trilha do Cerro Llao Llao, no parque municipal. Subida de uns 45 minutos com uma vista linda, aliás a vista é linda ao longo da trilha inteira. Descemos e fomos até às prainhas de Villa Tacul. Esse dia estava mais quente, mas ainda bastante vento, então não teve vemos coragem de entrar na água, só tomamos um sol patagónico, que queima muito mais que eu imaginava e molhar os pés. Essas praias são do Lago Nahuel.Huapi, mas por estarem mais abrigadas pelo relevo, nelas venta menos e a água tende a ser menos gelada. Lembrando que quase todos os lagos da região são formados por degelo. Às prainhas tem vista maravilhosa, água incrivelmente transparente ,mas são de pedra, como a maioria da região, então não é fácil ficar entrando e saindo da água, o pessoal entra de crocs. Ali entre às prainhas também tem as ruínas de uma casa que dizem que o Hitler passou por lá. Dali fomos para a Colônia Suiza (tudo isso no Circuito Chico), lugar delícia para passear, comer, e ver artesanato. Recomendo o sorvete Jauja, que depois voltei a tomar em El Bolsón (a sorveteria é de lá), tomei o de arándano (mirtilo, ou Blueberry, é nativo da região) nesse dia, preços a partir de 600 pesos. Dali fomos pra casa e fizemos nosso asado, compramos uns bifes de chorizo e provoleta no mercado Lá anônima, um vino tinto, e nós sentimos os verdadeiros patacóns. Vantagens de alugar uma casinha, aliás, essa super recomendada, posso mandar o link.

 

Dia 4- Deixamos nossa casinha e fomos para o Cerro Tronador. Fica dentro do Parque Nacional Nahuel Huapi, entrada 3500 pesos. 40 km de estrada de rípio, como horários para ir e para voltar. Ida das 10:30 as 13:30. Entramos logo que abriu. A paisagem até lá é espetacular, a estrada bem ruim, perigosa, cheia de curvas e precipícios. Destaque para a área "Los rápidos", um ponto do Rio Manso, para o Lago Mascardi, que tem um tom verde azulado absurdo e para o Mirador Isla Corazón, uma ilha no lago Mascardi com esse formato. Incrível. Depois de quase duas horas, chegamos em Pampa Linda, um micro centrinho onde está o guardaparque, um camping, um albergue e uma pousada. Todos servem desayuno, almuerzo e cena. A maioria das pessoas que vai pra lá vai de van dessas de passeio, só para passar o dia. Nós dormimos uma noite no Albergue para aproveitar melhor tudo o que queríamos fazer ali e pegar os pontos mais vazios. Chegamos, deixamos as malas no albergue (quartos e banheiros compartilhados, 5500 pesos por pessoa sem café da manhã), fomos comer ali, hamburguesa com papa frita por volta de 1800 pesos. Fomos fazer a primeira trilha do dia , Saltillo de las Nalcas, trilha curtinha para uma cachoeira bem bonitinha. O caminho é lindo, destaque para a ponte com vista pro Tronador. Dali , de carro, uns 7 km acima, fomos para o Ventisquero Negro, um dos 7 glaciares do Cerro Tronador, cujo degelo arrasta sedimentos e deixa uma coloração escura, e forma um lago verde água leitoso, onde bóiam icebergs bebês. Chorei. Desse lago forma o Rio Manso, que citei acima, que mantém a mesma cor , cruza a cordilheira e vai desaguar no Pacífico. Por fim , um quilometro acima, chegamos até a base do Cerro Tronador, um paredão de onde se vê o Glaciar Alerce, e algumas cachoeiras. Alifizemos a trilha Garganta do Diabo, também curta, mas com bastante subida, onde adentramos neste paredão e vemos as cachoeiras mais de perto. Ali também tinha vários lugares com neve. Lindo demais. Pegamos esses dois lugares, que costumam ter bastante turista, totalmente vazios, pois subimos a hora que as vans de passeio já estão voltando. Voltamos com o sol começando a descer (por do sol na região no verão é entre 21:30 e 22h). Banho e fomos tomar uma sopinha no restaurante do camping. 2000 pesos a sopa de abóbora com cenoura, deliciosa mas pequena. As coisas no cerro tronador são caras, mas dá pra entender pelo isolamento total do lugar.  Tínhamos levado um vinho, e tomamos com a sopa, e depois no saguão do albergue, onde tinha uma galera comendo, bebendo e conversando sobre as aventuras do dia.

Logo mais continua...

 

 

 

 

 

 

 

 

IMG_20230112_160906800_HDR.jpg

IMG_20230113_113239604.jpg

IMG_20230113_152639952_HDR.jpg

IMG_20230113_173024997_HDR.jpg

IMG_20230110_174951096_HDR.jpg

IMG_20230111_153514996_HDR.jpg

IMG_20230113_161751479_HDR.jpg

IMG_20230113_122207328_HDR.jpg

IMG_20230113_204817689_HDR.jpg

IMG_20230111_122917176_HDR.jpg

IMG_20230111_134732928_HDR.jpg

IMG_20230110_184000459_HDR.jpg

IMG_20230112_120617616.jpg

IMG_20230113_172110534.jpg

IMG_20230113_182619131_HDR.jpg

IMG_20230113_152544164_HDR.jpg

IMG_20230110_171248540.jpg

IMG_20230111_140325642_HDR.jpg

IMG_20230112_165814597_HDR.jpg

IMG_20230112_123409046_HDR.jpg

IMG_20230113_154838220_HDR.jpg

IMG_20230113_195120968_HDR.jpg

IMG_20230111_114147522_HDR.jpg

IMG_20230111_233843748.jpg

IMG_20230112_132435616_HDR.jpg

IMG_20230113_175032160.jpg

IMG_20230113_210411764_HDR.jpg

IMG_20230113_182055355_HDR.jpg

 

 

 

IMG_20230113_151933591.jpg

IMG_20230112_200731960.jpg

Editado por JanaCometti

  • Respostas 52
  • Visualizações 13.4k
  • Criado
  • Última resposta

Usuários Mais Ativos no Tópico

Most Popular Posts

  • Continuando mais um pouco... Dia 5 - Acordamos cedo, fomos tomar o desayuno no albergue, 1500 pesos o café com duas tostadas, mermelada e manteca. Já arrumamos as malas e deixamos no carro (o que

  • Mais um pouquinho... Dia 6: Acordamos mais tarde nesse dia, cansados do batidão dos dois dias anteriores, aproveitei pra lavar roupa (a dona dos chalés disponibiliza a máquina de lavar) de manhã.

  • Dia 8: Voltamos a pegar a Ruta 40, agora pro norte, até San Martin de los Andes, fazendo a Ruta de los 7 lagos. Fizemos sanduíches para comer na estrada e bora. Já disse que a estrada tem paisagens li

Posted Images

Featured Replies

Postado
  • Colaboradores

Que delícia de viagem! E parabéns pelo relato detalhado, viajei junto!

Postado
  • Membros

Pensando aqui, acho 1 mês um pouquinho exagerado, mas tem o que ver uns 20 dias deve ter.Pena que brasileiros pensam conhecer o lugar, pois passaram.Mas,na verdade,não sabem contar o que tem contado aqui.Exemplo você dá acima, quando diz que encontrou um menino que nunca havia escutado o português. 

Postado
  • Membros

ááEl Bolson estive 3 ou 4 vezes.1 vez fiquei 1fim de semana completo e fiz um roteiro como o seu.Acho que foi em 2014.A última vez,a que tem um relato aí em 2020 foi até engraçado. Cheguei a Bariloche vindo de San Martín em um micro pela manhã.Fui almoçar e a tarde ao Cerro Otto(você não foi?).Torci o pé em San Marti e continuei com o passeio. Havia ido ao posto de saude lá,até sai com a medica para falar mal da direita e ela deu um remedio para tomar 1 semana.A dor tinha melhorado e segui.Mas voltou ao subir no onibus.Acabou a semana no começo do passeio a Bariloche.Mesmo assim,fui ao Cerro Otto naquela tarde(voce nao foi?).No outro dia fui tentar um raio x.No hospital particular mandaram ligar ao seguro e no público uma fila comum de Brasil.Fiquei com o pé doendo. Passei na farmácia e me deram uma pomada Passei outro dia na cama. Melhorei um pouco, havia um tour diferente oferecido pelo hotel a Cerveceria Patagonia com o por do sol no Lago Gutierrez. Fui,pois quase não conseguia andar.Só que não aguentei esperar a fila da cervejaria e o motorista disse que eu devia estar com um vírus.Qual?Disse ele que eu tinha vindo de região quente e podia ser um vírus. Na época não se falava em outra coisa lá.A TV havia mandado várias equipes a China e falavam horrores.O pessoal estava apavorado.Ele disse que no outro dia teria passeio a El Bolson e ia me levar ao centro de saúde lá. Assim foi,e a medica cubana lá deu um remédio bem forte para dor que me curou do pé.Foi a última vez que estive em Bolson e vi a féria de longe.

Postado
  • Autor
  • Membros
1 hora atrás, D FABIANO disse:

ááEl Bolson estive 3 ou 4 vezes.1 vez fiquei 1fim de semana completo e fiz um roteiro como o seu.Acho que foi em 2014.A última vez,a que tem um relato aí em 2020 foi até engraçado. Cheguei a Bariloche vindo de San Martín em um micro pela manhã.Fui almoçar e a tarde ao Cerro Otto(você não foi?).Torci o pé em San Marti e continuei com o passeio. Havia ido ao posto de saude lá,até sai com a medica para falar mal da direita e ela deu um remedio para tomar 1 semana.A dor tinha melhorado e segui.Mas voltou ao subir no onibus.Acabou a semana no começo do passeio a Bariloche.Mesmo assim,fui ao Cerro Otto naquela tarde(voce nao foi?).No outro dia fui tentar um raio x.No hospital particular mandaram ligar ao seguro e no público uma fila comum de Brasil.Fiquei com o pé doendo. Passei na farmácia e me deram uma pomada Passei outro dia na cama. Melhorei um pouco, havia um tour diferente oferecido pelo hotel a Cerveceria Patagonia com o por do sol no Lago Gutierrez. Fui,pois quase não conseguia andar.Só que não aguentei esperar a fila da cervejaria e o motorista disse que eu devia estar com um vírus.Qual?Disse ele que eu tinha vindo de região quente e podia ser um vírus. Na época não se falava em outra coisa lá.A TV havia mandado várias equipes a China e falavam horrores.O pessoal estava apavorado.Ele disse que no outro dia teria passeio a El Bolson e ia me levar ao centro de saúde lá. Assim foi,e a medica cubana lá deu um remédio bem forte para dor que me curou do pé.Foi a última vez que estive em Bolson e vi a féria de longe.

El Bolsón tem uma proposta diferente né. É uma cidadezinha pequena, e parece muito menos turística. Na verdade tem um turismo diferente. Atrai mochileiros pros refugios de montanha e famílias que procuram algo mais simples e barato que Bariloche para curtir rio e lagos (no caso, os lagos próximos de Lago Puelo e Epuyen).

Não fui no Cerro Otto. Preferí concentrar meus dias ali no circuito Chico. Não dá pra ter tudo, só ficando um.mês kkkk.

Postado
  • Autor
  • Membros
  • Este é um post popular.

Dia 8: Voltamos a pegar a Ruta 40, agora pro norte, até San Martin de los Andes, fazendo a Ruta de los 7 lagos. Fizemos sanduíches para comer na estrada e bora. Já disse que a estrada tem paisagens lindas e volto a dizer! Depois de umas três horas de viagem, passamos por Villa La Angostura. A ideia era parar nos mirantes dos lagos e parar em algum lago para curtir a tarde. A primeira parada já acabou sendo a de curtir... Lago Espejo! Esse dia estava bem calor, especialmente no horário que estivemos por lá, e a água muito menos fria que o que já tinhamos tido contato. Então nadamos muito, mergulhamos. Água transparente, montanhas nevadas ao fundo. Sonho! O balneário do Lago Espejo tem estacionamento, parte grátis, parte paga (pagamos 1000 pesos) pq não tinha mais vaga no gratuito, e tem um parador de comidas e bebidas também, mas nós tínhamos levado sanduíches e cerejas (cerca de 1000 pesos o quilo nos mercados), a fruta que mais comemos na Patagonia (em seguida, pêssegos e framboesas). Essa praia é de areia, diferente das que já tínhamos ido. Depois de umas horinhas de praia, seguimos viagem. A maioria dos miradores dos lagos ficam na mão da estrada de quem vem de San Martin pra Villa, então acabamos dividindo as paradas entre a ida e a volta. Paramos no mirador do Lago Correntoso e no Lago Falkner, que eram na nossa mão. Ambos possuem seus balneários, no lago correntoso inclusive camping. Vimos muitos ciclistas fazendo a rota, carregando malas e barracas nas costas e alforjes. Chegamos em San Martin de los Andes umas 18 horas, a chegada é bem impactante, depois de quilômetros de curvas, paisagens rochosas, vacas cruzando a pista, sobes e desces, você vê aquele lago enorme e azul e a cidadezinha toda construída em volta dele. Lindo! Pena que não tenho foto desse momento. Paramos para tomar um helado na Mamuscia , a partir de 600 pesos, tomei de amêndoa com arándano. Fomos pra pousada (única cidade que ficamos em pousada, airbnb é bem caro por lá) que era um pouquinho fora do centro deixar malas e tirar a poeira da estrada. Voltamos pra jantar, comemos no Corazón Contento, restaurante que tem de tudo e por preço bom. Comemos ravioloni de quatro quesos com molho branco por 1500 pesos mais ou menos. A cidade de SMA é linda, super bem cuidada, lavandas pra todo lado, amei. Mas é a mais cara das três que passei.

Dia 9: O bom de ficar em pousada , no caso Hostería Barenhaus, é ter café da manhã te esperando quando vc acorda. E lá era caprichado, com medialunas, tostadas com queso blanco cremoso e mermelada de rosa mosqueta. Aqui abro um parêntesis, muito doido comer rosa mosqueta e tomar seu chá, sendo que aqui no Brasil só é usada pra produtos cosméticos. Gostei! O rolê do dia foi dentro do Parque Nacional Lanin, mais especificamente dentro de área mapuche. Mirador Bandurrias e La Islita. A trilha sai do canto direito do lago, uns 40 minutos de subida no meio da mata até o ponto onde há cobrança de entrada, 400 pesos, pela comunidade mapuche. Ali também vendem água. Mais uns 5 minutos estávamos no Mirador, que tem uma vista incrível do Lago Lácar. Curtimos ali um pouco e seguimos para a segunda parte da trilha, que chega a uma praia de frente a uma pequena ilha, para a qual dá pra atravessar nadando. Praia de pedras, água mais fria que a do dia anterior, mas com o calor e o cansaço da trilha (mais uns 30 minutos a partir do mirador) foi maravilhosa. Eu e meu filho nadamos até a islita. Essa foi a água mais transparente de todas, abri até o olho embaixo dágua. Gente eu sou dessas! Sou das que SEMPRE entra na água e agora posso dizer que nadei três vezes em águas de degelo hahaha. Ficamos bastante tempo ali, inclusive conhecemos uma menina brasileira na trilha, que acabou passando o dia com a gente. Fizemos piquenique na praia. Tínhamos comprado medialunas salgadas e grissinis numa padaria na avenida principal, perto da sorveteria Mamuscia, deliciosos e bem baratinhos. Ali também atraímos olhares, curiosos com nosso idioma, mas ninguém perguntou nada, rs. A volta foi mais cansativa que a ida, estava bem quente. Chegamos e fomos brindar o dia no Parador Slonjah, de frente pro lago, 800 pesos a pinta de IPA e 600 pesos a taça de vinho (Chardonnay Cordero en piel de lobo, delícia). Mais um helado na Mamuscia, ousei e pedi mascarpone com frutos do bosque. Uma volta pela cidade e pela feirinha, pelas lojinhas, pela praça (Centro Cívico). A noite voltamos pra jantar, fomos de novo no Corazón Contento, dessa vez comemos milanesas com ensalada, acho que foi uns 1800 pesos. E pra fechar, una copa de vino, agora tinto (Malbec Cordero en piel de lobo) no mesmo Parador em frente ao lago.

Dia 10: Dia de chorar e dar tchau pra Patagonia. Tomamos o super café da manhã da pousada e pegamos estrada. Compramos empanadas e grissinis da padaria pra levar, empanadas 300 pesos. Paramos nos miradores do Lago Machônico e Villarino, e esse estava absurdamente espelhado, coisa mais linda. Chorei. Já chegando em Villa La Angostura, pegamos uma saidinha da estrada para ir no Rio Correntoso (se diz o mais curto do mundo) e Lago Correntoso. Bem lindo. Ali fizemos o último piquenique da viagem. Dali para o aeroporto. Nesse dia houve uma tempestadae elétrica que fechou o aeroporto por duas horas e atrasou nosso voo de volta pra Buenos Aires. Pela calma da galera, percebi que isso deve ser bem comum por ali!

Considerações finais: Chip de internet: comprei em Buenos Aires um chip da Movistar por 1000 pesos e carreguei 2500 pesos, baixei o app e escolhi o plano que eu queria com esse saldo. Deu tranquilamente e sobrou. Muitos lugares não tem sinal na internet, inclusive nas estradas. Sugiro baixar os mapas pelo google maps antes pra poder usar offline. Segurança: me senti totalmente segura em todos os momentos da viagem, porém li muito sobre arrombarem os carros para pegar coisas que estejam dentro. Então a dica é não deixar coisas a vista no carro, se possível nem no porta malas. Fora isso, é curtir, aproveitar o câmbio super vantajosos para nós e a receptividade do povo patagônico, autêntico e simpático., sempre , claro, quando tratado com respeito. Um "hola que tal" antes de pedir uma informação é sempre bem vindo.

 

IMG_20230117_160828406_HDR.jpg

IMG_20230117_160752011.jpg

IMG_20230117_165914545_HDR.jpg

IMG_20230117_173852961_HDR.jpg

IMG_20230118_115746290_HDR.jpg

IMG_20230118_120800002_HDR.jpg

IMG_20230118_124615884_HDR.jpg

IMG_20230118_131750727.jpg

IMG_20230118_131921009_HDR.jpg

IMG_20230118_172452810_HDR.jpg

IMG_20230118_182211882_HDR.jpg

IMG_20230118_234402336.jpg

IMG_20230119_105530030_HDR.jpg

IMG_20230119_120315869_HDR.jpg

IMG_20230119_122350008_HDR.jpg

IMG_20230119_122447740_HDR.jpg

IMG_20230119_123743790_HDR.jpg

IMG_20230119_105512155_HDR~2.jpg

Editado por JanaCometti

Postado
  • Membros

@JanaComettiAcho que Bolson e Angostura tem muito ar de interior, embora tenha ficado nas 2.Tenho horror a interior, só me sinto bem em cidade gigante.Mas,o que vale é a sua opinião, eu fui com você a relembrar de quando conheci a região,lá em 2008,primeira viagem que fiz de Santiago.As pedrinhas nas praias são típicas de regiões glaciares,as praias da Europa são assim também e sabe que só fui reparar lá? Lógico que perguntei porque era assim e essa foi a explicação ao curioso aqui.

Postado
  • Autor
  • Membros
Em 05/02/2023 em 00:16, D FABIANO disse:

@JanaComettiAcho que Bolson e Angostura tem muito ar de interior, embora tenha ficado nas 2.Tenho horror a interior, só me sinto bem em cidade gigante.Mas,o que vale é a sua opinião, eu fui com você a relembrar de quando conheci a região,lá em 2008,primeira viagem que fiz de Santiago.As pedrinhas nas praias são típicas de regiões glaciares,as praias da Europa são assim também e sabe que só fui reparar lá? Lógico que perguntei porque era assim e essa foi a explicação ao curioso aqui.

Eu prefiro o interior, se tiver montanhas rios e cachoeiras. Mas TB gosto de passar pelas cidades maiores. A praia de pedra é bem diferente pra nós né, mas a galera lá já tá acostumada e vai de crocs 😁.

Postado
  • Membros

@JanaComettiNa Europa vão de roupa mesmo, pois imagino a temperatura da água. Pensa em tomar banho em Lago da Riviera Suiça que neste momento deve estar cheio de neve.O Nahuel Huapi é semelhante. Kkkkkk

Postado
  • Membros

Ótimo relato, me deu norte para realizar a minha viagem à Argentina para o mês que vem. Minha idéia era fazer de carro partindo de Mato Grosso do Sul até Ushuaia, mas tem infinitos lugares para conhecer pelo caminho!

Participe da conversa

Você pode postar agora e se cadastrar mais tarde. Se você tem uma conta, faça o login para postar com sua conta.

Visitante
Responder

Conteúdo Similar

Account

Navigation

Pesquisar

Pesquisar

Configure browser push notifications

Chrome (Android)
  1. Tap the lock icon next to the address bar.
  2. Tap Permissions → Notifications.
  3. Adjust your preference.
Chrome (Desktop)
  1. Click the padlock icon in the address bar.
  2. Select Site settings.
  3. Find Notifications and adjust your preference.