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rjquel

Petrópolis

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Pessoal, obrigado pelas dicas.

Mas ainda fiquei com uma dúvida. Ouvi várias pessoas falarem que o centro de Petrópolis era melhor fazer à pé. Ouvi falar sobre um passeio de charrete que lhe leva a todos esses locais mais importantes.

A pousada que reservamos já fica em Itaipava. O pessoal da pousada disse que a questão do transporte era bem tranquila, de um lado para outro. E soube que em Itaipava, aluga-se bicicletas para fazer passeios. Aí fique na dúvida: carro para que?? Tem táxi à noite, para poder ir do Centro à Itaipava? O transporte entre os dois locais é mesmo tranquilo?

Eu tinha pensado em alugar carro, mas bati de frente com um problemaço: as locadoras querem fazer um caução de 1.000 reais no cartão de crédito. E parecem que só aceitam essa possibilidade. Como paguei passagens e hospedagem no cartao, se eu passar milzinho, não sobra nada para fazer compras. Aí, eu nem vou poder fazer uma gracinha para minha namorada.

 

Grande abraço.

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Têm taxi sim e o percurso é tranquilo.

Mas dependendo da hora o n° de taxistas rodando diminui

Abraço

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Bem, pessoal, desculpa pela demora para postar minhas impressões sobre a cidade.

Antes de qualquer coisa, obrigado ao pessoal que mandou dicas. Ajudou bastante.

Estive em Petrópolis, no período de 02 à 05 de julho. Fiquei os dois primeiros dias em Itaipava e o restante no Centro. Confesso que não achei Itaipava interessante. É muito parado, mesmo para quem procura algo menos badalado, como era o meu caso. Os shoppings e bares não ficam próximos à maioria das pousadas, o que sempre força um taxi, à noite. Achei os preços bem salgados, também. Comer um fondue, não sai por menos de 70 reais, com bebidas. Um almoço simples, para casal, fica entre 40 e 50 reais. No Centro, esse valor cai até pela metade, comendo em bons restaurantes. O Centro de Petrópolis é uma atração à parte. Ali, sim, nossa viagem começou. Eu estava muito preocupado com a questão da condução, mas vi que dá para andar de ponta a ponta, para quem tem disposição. Não gastei um centavo com táxi ou ônibus, no Centro.

Caminhamos pela famosa Rua Teresa e ficamos ipressionados com alguns preços. Algumas peças saem por menos da metade do preço, comparadas a Salvador. Visitamos a cidade inteira, passeamos de charrete e fizemos um outro passeio, com um guia que fica na Igreja construída pela princesa Isabel. Esse segundo passeio, aliás, recomendo bastante. Ele nos custou 120 reais (o casal), mas comparado aos 50 reais da charrete, fica muito barato. O passeio é feito de carro e vai a muitos locais que a charrete não consegue chegar. Sem contar com o guia que realmente mostrou conhecer bem a história de cada lugar. No final, ainda fizemos um acordo para ele nos levar à Rua Teresa, novamente, e nos esperar fazermos mais algumas compras. Depois, ainda nos levou à Rodoviária, já que estávamos voltando ao Rio, para pegar o vôo de volta.

Dos lugares visitados, o que mais gostamos foi o Museu Imperial e a Quitandinha. O espetáculo Som e Luz é realmente imperdível. Custa 20 reais por pessoa, mas tem meia-entrada. Aliás, essa é outra dica. Se tiverem cartão estudantil, sugiro que levem, porque quase todos os locais visitados são pagos, mas têm a famosa meia-entrada, para estudante.

Bom, minhas dicas são essas. Espero poder ajudar aos que desejam conhecer o local. Vale muito. Espero poder voltar, em breve.

 

Abraços.

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Alguém já ficou no ACE hostel em Petropolis?

Eles nao tem quarto coletivo e achei um pouco mais caro do que os outros albergues.

 

O atendimento do quitandinha é péssimo, entao procuro outras opçoes.

 

Se alguém souber, me de um toque.

Obrigada!

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Fala galera,

 

pÔ gostei bastante de petrópolis, achei a cidade bem acolhedora. Só lamentei o museu imperial estar fechado devido à uma greve o que impediu de ver o espetáculo luz e som.

 

Uma dica que deixo é conhecer o mirante do siméria, é simplismente SENSACIONAL, dá pra ver boa parte do Rio e Baía de Guanabara. Passeio bom e barato ::cool:::'>

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O Ace de Petrópolis não é albergue e sim uma pequena pousada. Super legal pois as suites tem frigobar, tv a cabo com um montao de canal, micro-ondas e ate cafeteira. O sinal de wi fi eles tambem nao cobram. Assim que valeu para eu e meu namorado passar um final de semana por lá por 149 reais a diaria valeu muito. O café da manha é muito bom e o espaco ultra charmoso. ::otemo::

Para namorar nao tem nada igual!

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Olá mochileiros, sou novo aqui, moro em Vila Velha-ES e estou querendo visitar Petrópolis.

Dúvidas:

- em época de carnaval os pontos turísticos, como museus, palácios, funcionam ou não?

- qual o valor em média pra vistar esses lugares?

- irei de carro, mas durante o período em Petrópolis é aconselhável andar a pé? Ou é fácil achar vaga pra estacionar em todo canto?

 

Valeu!

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Uma aula de monarquia no Museu Imperial

Publicado em 08.04.2010

Jornal do Commercio

 

 

Passeio pela residência de veraneio de dom Pedro II faz visitante mergulhar em fatos históricos e no estilo de vida da realeza brasileira

 

Roberta Pennafort

Agência Estado

 

Dom Pedro II sabia das coisas. Não à toa a residência de Petrópolis, na hoje Rua da Imperatriz, em homenagem à sua mulher, Tereza Cristina, era a preferida entre os imóveis de propriedade da família imperial. Marco inicial da cidade serrana e seu maior orgulho, o palácio, construído sob sua ordem, serviu-lhe de residência de veraneio por quatro décadas.

 

Pelos jardins onde ele gostava de passear e pelos cômodos que habitou com mulher, filhas e netos, hoje circulam anualmente 340 mil pessoas. Aos 70 anos, celebrados em 29 de março, o Museu Imperial está entre os mais visitados do Brasil.

 

E não é só pelas peças incomparáveis de seu acervo, símbolo do período monárquico, como a pena que a princesa Isabel usou para assinar a Lei Áurea, as coroas recebidas por dom Pedro I, em 1822, e seu filho, em 1841, o cetro imperial e a mobília em jacarandá original da época. Em 2007, o volume de visitantes era inferior a 300 mil. Em 2008, passou para 311 mil, até chegar a 340 mil em 2009.

 

ESPETÁCULOS

 

Os eventos mais populares são o espetáculos Som e luz, nas noites de quinta-feira a sábado, e o Sarau imperial, nos fins de tarde de sextas-feiras e sábados. Nos dois casos, reproduzem-se cenas vividas ali no século 19. No Som e luz, realizado na parte de fora e já visto por 200 mil pessoas, um filme narrado pelo ator Paulo Autran é projetado numa cortina-d’água de 16 metros de altura por 8 metros de comprimento, relembrando datas marcantes do período pré-republicano: a Guerra do Paraguai, a Abolição, a Proclamação da República. No Sarau imperial, atrizes vestidas com trajes de época interagem com o público, ao som de uma cantora de modinhas e de uma pianista, como se estivessem em 1876 e fossem a princesa Isabel, a condessa de Barral (preceptora das princesas) e uma baronesa amiga delas.

 

HÁBITOS IMPERIAIS

 

Além da curiosidade de saber como dormiam, vestiam-se, comiam e festejavam o imperador, a imperatriz e seu séquito, há também o interesse em ver de perto objetos que contam uma parte importantíssima de nossa trajetória como nação. Daí o interesse maior pela pena da Lei Áurea, comprada da família Orleans e Bragança há quatro anos, por R$ 500 mil. “Eu já estudei a Abolição e agora estou aqui vendo a pena de pertinho”, disse a menina Lorraine Soares, 11 anos.

 

PRECIOSIDADES

 

Adultos e crianças se ressentem do fato de não poderem sentar no trono usado por dom Pedro II nem tocar sua coroa, que pesa 1,9 kg de puro ouro, 639 brilhantes e 77 pérolas.

 

Contentam-se em poder admirar o dourado reluzente da pena. E de descobrir, no segundo andar do museu, o violino que dom Pedro II tocava, a luneta do imperador, o telefone primitivo que ele mandou trazer da Europa, os berços que foram usados por seus netos, a máquina de costura e o kit com dedal, agulheiro e tesourinha da imperatriz, seu toucador e a cadeira com urinol.

 

PESQUISA

 

Funcionários do museu estão digitalizando documentos, fotografias e objetos para que pesquisadores e estudantes de todo o mundo possam consultar suas preciosidades. Entre elas, a carta de abdicação de dom Pedro I, de 1831, e o bilhete de despedida de dom Pedro II antes de partir para o exílio, em 1889. Estima-se em dez anos o tempo necessário para digitalizar e disponibilizar todo o acervo, formado por 7 mil objetos, 250 mil documentos e 55 mil livros.

 

» serviço

 

O museu funciona de terça a domingo, das 11h às 18h. Adultos pagam R$ 8. Estudantes, professores e maiores de 60 anos, R$ 4. Menores de 7 anos e maiores de 80 entram de graça

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Três das principais atracções turísticas de Petrópolis são atualmente fechados, por causa de renovações importantes!

 

- O Museu Casa de Santos Dumont, mais conhecida como A Encantada

- O Hotel Quitandinha

- O Palácio Rio Negro, mas não o pequeno Museu da Força Expedicionária Brasileira na antiga cocheira deste edifício

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    • Por Jonas Silva ForadaTribo
      Preparação
      Mais uma vez começamos um planejamento para uma trip em grupo, e acabamos terminando em dois só, kkkk.
      Levantamos muita informação, dados, e dicas. Não é segredo algum que minhas viagens geralmente não contam com guia contratado, eu mesmo navego e planejo tudo. De posse das informações, havíamos levado dois meses aprendendo sobre a Serra dos Órgãos, talvez por isso as pessoas desistiram. Tiveram tempo de pensar no que fariam. Encarar uma grande aventura exige mesmo espírito livre.
      A Grande Jornada
      Em 19/07/19 saímos de Campo Mourão às 00:00, foram 1.100 km de estrada, cerca de 17h de viagem. Ainda bem que um dos passageiros que me acompanhou (BlaBlaBla Car) se dispôs a dirigir entre São Paulo e o Nova Iguaçú. Foi um dia todo na estrada. Chegamos em Terezópolis já se passavam das 17:50; o primeiro furo da viagem. Eu havia estimado chegar em Tere dia 20/07 antes das 17h e conseguir viajar até Petrópolis no mesmo dia ainda, dormindo próximo da portaria lá. Doce ilusão, já era noite e tive de procurar um camping ainda, mas tudo certo os Óreas (deuses da montanha) sempre fazem certo.
      Paciência ... tenha paciência.
      Levantamos acampamento ás 06:00, que é a hora que abre (deveria abrir) o Parque em Tere. Chegamos na portaria para guardar o carro e lá estava um aglomero de gente, logo fiquei sabendo que a recepcionista não tinha chegado. Foram 45min de espera, enquanto isso ia aumentando a fila. Quando a mulher chegou já armou-se um fuzuê danado, o povo queria brigar ao invés de me deixar fazer checkin. Com muito trabalho consegui fazer o meu checkin e deixei o povo lá batendo boca.
      Com o carro estacionado voltei para a portaria na esperança de um Uber me levar a Petro. Outra trabalheira danada, uns cinco motoristas recusaram a viagem, chegaram a pedir dinheiro por fora pra fazer o carreto, mó sacanagem. Mas o sexto Uber não hesitou e nos levou ao destino.
      Dia 1, subida, subida, s u  b   i    d     a      .        .          .
      Às 10:15 começamos a trilha, foram 7h de subidas sem fim, mas com um visual de tirar o fôlego, até o desgaste físico passa desapercebido diante da exuberância da mão verde.
      Quase todo o dia foi por dentro do Vale do Bomfin subindo suas encostas. Quase no fim do dia chegamos a Isabeloca de onde já podemos avistar a Baía de Guanabara e os Castelos do Açú, nossa parada para dormir. No final da tarde, o pôr do Sol visto do Morro do Açú foi apaixonante. Leia mais aqui.




       
      Dia 2, sobe e desce, sobe e desce...
      O segundo dia é o mais intenso de toda a travessia, e provavelmente um dos mais belos dias que você pode passar na vida. Toda a cadeia da montanhas da Pedra do Sino ficam de frente para nós. A navegação também é mais complicada, presenciamos alguns grupos perdidos (geralmente pessoas sem experiencia ou fanfarrões).
      A cada descida uma subida maior esperava do outro lado, mas tinha-mos a certeza que o visual depois da ascensão e durante a próxima descida seriam ainda mais incríveis. Foram cerca de 8 km, caminhamos por 6 morros (Morro do Açú, Morro do Marco, Morro da Luva, Morro do Dinossauro, Pedra da Baleia e Pedra do Sino), é nesse trecho também que ficam os obstáculos mais difíceis (Elevador, Lajão, Grotão e Cavalinho). Eu particularmente me apaixonei pela pedra conhecida como Garrafão, talvez seja a lembrança que ela me traz que tenha me conquistado. Foi um dia realmente incrível e às 17h novamente chegamos no Abrigo. Ainda tive tempo de tomar um banho frio numa tarde de 4º C. Leia mais aqui



       
      Dia 3, uma corridinha para encerrar a travessia.🏃‍♂️
      Levantei com o escuro e subi novamente na Pedra do Sino contemplar a sinfonia de Apolo ao empurrar seu Astro sobre as montanhas.
      Saímos do abrigo às 07:15, a partir daí só descida praticamente uma trilha bem relax, com a oportunidade de avistar Teresópolis de cima, o Morro da Caledônia e os Três Picos no horizonte. De brinde uma vista por entre as montanhas da Granja Comari, onde um dia já treinou uma seleção de dar medo. Chegamos na barragem às 11:00 fizemos a trilha suspensa e conhecemos o encanto (Cachoeira Peri e Ceci) onde nasceu uma obra prima nacional: "O Guarani". Deixei a tralha no carro e tomei a trilha para o mirante do cartão postal, logo na entrada li que tinha 1.200 m, e eu com pressa; ainda tinha 1.110 km de rodovia até a casa. Não deixei me abalar, liguei a Go Pro e saí em disparada, em 15 min estava de frente para a formação que encantou os portugueses. Mais 15 min estava novamente no carro, exausto agora.




      Reuni tudo, dei uma parada para repor as calorias e às 14:00 rumava novamente para o Paraná, dessa vez tive de dirigir sozinho por 16h. 06:30 do dia 24 de julho eu deligava o carro com aquela sensação de euforia, sinônimo de missão cumprida, só no aguardo da próxima. Leia o relato completo aqui.
       
    • Por maizanara
      Na Patagônia fizemos o nosso primeiro trekking sozinhos, o Circuito W no Parque Nacional de Torres del Paine,  e voltamos ao Brasil energizados para fazer o nosso primeiro em terras brasileñas.
      Só tinhamos um problema: qual? Qual trekking nós, mortais sem GPS,  faríamos?
      Foi aí que nossos amigos Ádria e Hugo, também mortais sem GPS em busca do primeiro trekking no Brasil,  lançaram o convite para fazermos a travessia de Petrópolis Teresópolis no feriado da Páscoa. E quer saber? Por que não? 
      Demos uma olhada nas fotos do Google,  Ádria fez as reservas das 2 noites de acampamento e as entradas do parque, e estava decidido, nossa aventura seria no Rio de Janeiro, dali 40 dias. 
      Quer ver fotos desta travessia para se inspirar? Clique AQUI
      E então, o perrengue a emoção começou
      O primeiro item do check list que apareceu foi o danado do GPS. Parecia noticiário "...no segundo dia em caso de mal tempo (neblina), o risco de se perder é grande. Utilize o GPS ou contrate um guia".
      Não queríamos contratar um guia,  opção nossa, e não tínhamos um GPS,  opção do nosso bolso.
      O segundo item era uma corda de 10 metros (eu aconselho 15 m) e essa nós tínhamos.
      Para todo restante acreditávamos estar preparados: comida, preparo físico,  primeiros socorros, equipamentos (exceto o GPS) e navegação por carta.
      Chegando ao Parque Partimos de São Paulo às 22h e chegamos à rodoviária de Petrópolis às 6h da manhã seguinte em um ônibus repleto de aventureiros com o mesmo destino, a travessia. Neste ônibus haviam 15 pessoas de um grupo guiado e 5 de outro, também guiado. Todos aqui têm guia? Sim, menos nós 3. É verdade, não éramos mais 4 e sim 3, já que o Hugo se machucou escalando. Ele até viajou conosco, mas teve que ficar em Petrópolis conhecendo todos os restaurantes, cervejarias e museus, enquanto sua esposa, Ádria, nos aturava por 3 dias. Que pena dela...
      Da rodoviária é preciso pegar 2 ônibus municipais para chegar até a sede do parque de Petrópolis (Bonfim), um até o Terminal Corrêas e outro (número 616 - Pinheiral) até a Escola Rural do Bonfim. 
      DICA: em feriados corra para as filas destes ônibus, pois lotam e você pode acabar tendo que esperar próximo.
      Na sede, às 9h assinamos os termos, checaram as nossas entradas e acampamentos (leve impresso!) e pronto.  Pé na trilha!

      DIA 1
      O primeiro trecho até a bifurcação para a cachoeira Véu de Noiva (ponto de água) foi bem tranquilo, cachoeira para esquerda e Castelos do Açu para direita. Para chegar até a cachoeira, é preciso atravessar um rio de pedras escorregadias e a trilha continua até ela, que é linda e vale a pena. Sou daqueles que entra na cachoeira por mais gelada que esteja, mas não entra em um chuveiro gelado nem com reza brava.
      Aquele dia de céu azul ainda estava começando. Voltamos até a bifurcação e tocamos para Pedra do Queijo, nossa parada para almoço e um lugar para sentar estava concorrido. Então, continuamos até o Ajax (ponto de água). No primeiro dia são mais de 1.100 metros de altimetria conquistados em 7km. Puxado! O trecho final de subida, conhecido por Isabeloca, foi desviado da rota original, portanto se você está com GPS, cuide para estar com seu tracklog atualizado. A rota original está preservada para restauração da vegetação.
      O final da Isabeloca, marcou o começo das vistas de tirar o fôlego. A caminhada neste trecho estava tranquila, mas durante o caminho para o Morro do Açu, o sol já estava se pondo, e agora? Corremos para aproveitar a luz do dia ou ficamos para ver o sol se pôr? Pessoas experientes diriam para aproveitar a luz solar e apertar o passo. Nós aproveitamos a luz solar, acompanhamos cada raio de sol se escondendo em um pôr do sol maravilhoso, e depois apertamos o passo.  No primeiro dia não tem segredo! A trilha é muito bem marcada em meio à vegetação.
      A noite, chegamos ao Morro do Açu e lá, era possível acampar próximo ao abrigo ou à cabeça da tartaruga.

      DIA 2
      Este era o dia! Navegar sem GPS, passar pelo "elevador", "mergulho", "cavalinho" e chegar até o Abrigo 4, da Pedra do Sino.
      5h da matina, é hora de ver o sol nascer! Como um ritual, todos vão ao Castelos do Açu para este momento. 
      Fez um bocado de frio a noite, mas não deve ter chegado a 0° C. Levantamos acampamento, enchemos nossas garrafas de água e partimos. Geralmente, o tempo que se leva no primeiro dia é parecido com o tempo do segundo.
      Neste dia, existem pelo menos 2 trechos que são por laje de pedra que em caso de neblina, só um guia ou GPS poderão te salvar. Tome cuidado!

      A travessia começou ao lado do abrigo, sentido Pedra do Sino. Depois de pouco tempo encontramos uma descida íngreme e então uma laje de pedra. Como o tempo estava  bom, foi possível ver a continuação da trilha ao lado do vale.
      Continuamos e começamos a subir o Morro do Marco, na subida tivemos alguns trechos de trepa pedra e os primeiros escorregões e no final d a trilha (no topo) viramos para direita, caminhamos pela crista e a descemos pela laje de pedra em direção ao Dedo de Deus.
      Chegamos a um riacho na base do Morro da Luva onde tem sombra e água fresca, (estávamos precisando!). Conosco, haviam umas 10 pessoas e outras estavam chegando, então resolvemos sair para diminuir a fila da água.  Sim, havia fila. Tocamos para cima, agora subindo o Morro da Luva. O começo é pela mata, mas a sombra durou pouco, seguimos com um sol do agreste de tostar a moleira. Quando chegamos a crista, transmitindo uma paz e maior do que as fotos podem representar, surgiu a Pedra do Garrafão. Que vista!

      A trilha continua pela crista, atravessando o morro. Terá um vale e o sentido é para direita,  continuando entre lajes de pedra, trilha e atravessando outro riacho (ponto de água). Depois de um bom tempo atravessamos uma ponte de madeira e chegamos ao Elevador. Havia chovido nos dias anteriores e boa parte da trilha tinha lama e a Ádria que tomou todo cuidado para não molhar a bota a fim de escalar o "Elevador" sem o risco de escorregar, descobriu que ele inteiro estava molhado. Antes da subida, parada para almoço. E aí, grupos estavam chegando, a fila aumentando e o tempo passando.  Vamos. A subida não foi tranquila, teve muita atenção e tensão. Ferros da escada soltos e outros faltando, todo cuidado era pouco (sem falar no peso da mochila te empurrando). Um pé de cada vez, sem pressa. Pronto, passamos.

      Como recompensa um cubinho de doce de leite doado pelo amigo da trilha, a Maiza (com a mão bem limpinha) não pensou duas vezes. Obrigado amigo!
      Após o elevador, seguimos até encontrar mais um trecho de laje, agora mais íngreme, onde era possível ver 2 pês cravados na rocha que podem ser muito úteis em dias de chuva forte. Por todos estes trechos onde caminhamos pelas rochas foi possível encontrar os totens (foto abaixo). Já as setas indicando a direção (amarela para Teresópolis e branca para Petrópolis) eram raras. Subimos a crista do Dinossauro, passamos pelo Vale das Antas (ponto de água), continuamos pela Pedra da Baleia, depois zizagueando pelas lajes de pedra chegamos ao Mergulho.
      O Mergulho é uma depressão (buraco) no final das lajes de pedra com uns 5 metros de altura. Quando chagemaos, um casal com corda, ajudava outros dois trilheiros, que não tinham. Então, começamos a nos preparar enquanto a fila se formava atrás de nós. Optamos por fazer um pequeno rapel pois achamos que era o mais seguro para aquela pedra úmida e escorregadia (imagine em dias de chuva!). No meio do rapel da Ádria, chegou um quarteto de cabras da peste, metidos a Indiana Jones, querendo passar rapidinho e ao mesmo tempo que a Ádria. 
           - Amigo,  quer passar, passa, mas não segura na corda que ela está pendurada né?
      Pois é, esses Indiana Jones estavam sem o chicote para lançar na árvore e usar feito cipó.
      Pronto, mergulho superado,  então vamos para o próximo,  o Cavalinho.
      Quando chegamos lá,  adivinha quem estava travado com medo de altura e não conseguia passar pelo cavalinho?  Um dos Indiana Jones.
           - É amigo,  no filme era mais fácil, né?
      Assim como no Mergulho, tiramos as mochilas e passei primeiro para içá-las. No Cavalinho existe um "pê" para proteção que usei para içar um Indiana Jones, dois Crocodilos Dundee, a Ádria, a Maiza, quatro pessoas que não tinham corda, tampouco guia e onze mochilas, até que chegou o grupo guiado pelo Janio,  que me perguntou:
      - Você é guia?
      - Não, estou mais para bom samaritano de trilha mesmo.
      - Eita, então pode continuar que ali em cima tem uma passagem pior que essa, e o pessoal deve estar te esperando .
      Dito e feito, dali 10 metros, a turma estava lá me esperando. Mais um trecho bem complicado com necessidade do uso da corda. Acredito que levamos mais de 1 hora, entre o Mergulho, Cavalinho e o último trepa pedra, pois foram trechos técnicos, com fila e ajuda aos desavisados.
      Dali em diante, a trilha foi tranquila e rápida até o Abrigo 4. 

      Dica: chegando ao abrigo, a primeira coisa a se fazer é colocar o nome na fila do banho quente, caso você tenha comprado, pois a espera pode ser bem longa. Armamos a barraca, a Maiza fez um jantar sinistro, comemos e esperamos, esperamos, até que eu comecei a dormir em pé esperando a minha vez no banho. Quer saber? Já tomei um banho de cachoeira antes de ontem, vou dormir. A Maiza conseguiu revender o meu banho e o lugar na fila.
      DIA 3
      5h da manhã, hora de acordar para ir ver o sol nascer na Pedra do Sino. Chegamos em 30 minutos, com tempo para andar pelo pico e escolher o melhor lugar para dar bom dia ao sol.

      Descemos, levantamos acampamento e seguimos morro abaixo. O caminho foi óbvio e tranquilo, com vários pontos de água. Chegamos à portaria da sede em Teresópolis realizados! Satisfeitos com cada minuto desta travessia e famintos.
      Andamos até o ponto de ônibus indicado pelos funcionários do parque, e próximo à rodoviária comemos um PF de respeito. Entramos no ônibus para Petrópolis, depois para o hostel e finalmente tomei banho.
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    • Por maizanara
      Cinco motivos para você fazer a incrível travessia de Petrópolis Teresópolis
      1) O pôr do sol do Castelos do Açu é incrível;
      2) A vista para Serra dos Órgãos é incrível;    
      3) O nascer do sol da Pedra do Sino é incrível; 
      4) A realização ao completar essa travessia difícil é incrível;
      5) A história que você contará para o seus netos sobre ela, será incrível (esta foto ainda não temos).
      Quer ver TODAS as fotos desta travessia para se inspirar? Clique AQUI
      Quanto tempo leva? A travessia da maneira tradicional é feita em 3 dias, sendo: DIA 1: da portaria do Bonfim até os Castelos do Açu. Duração: 7 a 8 horas;
      DIA 2: dos Castelos do Açu até o Abrigo 4 (próximo à Pedra do Sino). Duração: 7 a 8 horas;
      DIA 3: do Abrigo 4 até a portaria em Teresópolis. Duração: 4 a 5 horas.
      Qual a melhor época?
      Época com menor ocorrência de chuvas, maio a setembro. As chuvas podem tornar a travessia bem perigosa.
      Preciso contratar um guia?
      Se você está na dúvida, a resposta com certeza é sim! Se você está pensando em ir sem, saiba que a trilha exige experiência em navegação, muito preparo físico e técnicas com corda. 
      Nós fomos sem guia, mas aconselhamos você a não fazer o mesmo. ☺
      Nossas indicações: 
      Janio de Oliveira -  (24) 98812-5782 - [email protected];
      Daniel Miller (Sherpa Adventure) - (21) 97222-7745 www.sherpaadventure.com.br
      Lista dos condutores cadastrados no PARNASO (Parque Nacional da Serra dos Órgãos);
      Quanto custa?
      Custos do Parque: consulte o site do Parque, pois os preços costumam variar de acordo com a data. 
      Guia: os custos podem variar entre R$ 200,00 e R$ 400,00 por pessoa, variando de acordo com o guia e a quantidade de pessoas. Atente-se para a quantidade de pessoas por guia, não é indicado mais do que 10 por guia.
      Alimentação: é preciso levar toda a comida para os 3 dias. São 3 cafés da manhã, 3 almoços, 2 jantares e lanche de trilha para 3 dias, tudo ao gosto do freguês.
      Transporte:
           Ida (Petrópolis):
              -  A partir da sua cidade até Petrópolis - RJ. Em nosso caso, saímos de SP (rodoviária do Tietê) de ônibus e custou R$ 125,00 por pessoa; 
              - Rodoviária  até a sede em Bonfim (Petrópolis): ônibus para o terminal Corrêas + ônibus até a Escola Rural do Bonfim (número 616 - Pinheiral), R$ 4,00  
            Volta (Teresópolis):
             -  Nós voltamos para Petrópolis, para aproveitar o restante do feriado. Ônibus coletivo até a rodoviária R$ 4,00 e ônibus da Viação Teresópolis saiu da rodoviária e custou R$ 20,37. 
             - De Petrópolis - RJ para SP (rodoviária Tietê), R$ 125,00.
      Nossos gastos (por pessoa):
         • Entrada do parque + taxa + camping no Açu + Camping no Abrigo 4 + 1 Banho Quente + Taxa de Conveniência = R$ 80,96
         • Alimentação = R$ 80,00
         • Transporte =  R$ 278,37
         ► Total = R$ 439,33
      O que levar?
      Aqui, você pode encontrar a nossa checklist. Caso você contrate algum guia, confirme quais itens você não precisa levar.
      ! Leve os comprovantes dos pagamentos e reservas  do Parque impressos.
       Quanta água é preciso carregar? 
      Durante a trilha existem vários pontos de água, com um reservatório de 2 a 3 litros por pessoa foi o suficiente. Para todos os pontos de água precisamos purificá-la (Clorin, Água Sanitária, Hidrosteril, etc).
      Quer ver mais fotos desta travessia para se inspirar? Clique AQUI
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