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Descomplicando o Vale do Pati - Com ou Sem Guia (fotos)

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A primeira coisa que uma pessoa que nunca fez trilhas longas pensa antes de fazer uma trilha de 5 dias é: “meu deus do céu, vou andar sem parar 5 dias, será que eu agüento? Nhe nhe nhe nhe”. Bem, tem trilha que é isso mesmo, kkkkk, andar sem parar o tempo todo! Eu particularmente adoro isso! Mas o Vale do Pati, não, você anda bastante nos dias de ir e de voltar, mas os dias que você fica no Vale as caminhadas são até os atrativos do local, e essas caminhadas, dependendo de onde você estiver, não são tão longas assim, e você pode tirar uns dias de descanso no próprio Vale. Já vive em uma agitação louca de tempo e horários durante a vida toda, na cidade, vai ficar na mesma nóia no PARAÍSO? Sai dessa, vamos descomplicar o Vale do Pati AGORA!!!

 

 

Os preços praticados pelos guias na Chapada Diamantina são altos (principalmente se você é um mochileiro quebrado como eu). Para o Vale do Pati pratica-se o preço de R$ 150,00 por pessoa por dia, incluindo alimentação durante a trilha, estadia na casa de nativos, alguns guias cozinham e levam todo o peso bruto da comida, panelas, kit de primeiro socorros, neste caso o turista leva apenas uma mochila de ataque com seus itens pessoais e não precisa fazer nada além de levar seu próprio corpo, outra opção é sem nada incluso que custa cerca de R$ 80,00 por pessoa por dia, neste caso o guia apenas conduzirá o turista pelas trilhas, ficando a cargo do contratante pagar a estadia diretamente aos nativos e levar sua comida, o guia vai ajudar a fazer a comida, caso tenha que ser feita na mata. Levando-se em conta que o Vale do Pati oferece várias atrações naturais e cada uma exige um dia para ser visitada e gasta-se no mínimo um dia inteiro para chegar no vale e outro para ir embora, o passeio exigirá então, no mínimo, para conhecer muito pouco o vale, 4 dias, o que já custaria a apenas um turista a bagatela mínima de R$ 320,00 sem contar os gastos com comida e estadia, e ele vai ver muito pouco do Vale. Esse valor pode variar de acordo com a época do ano e quantidade de pessoas no grupo. Eu recomendo o mínimo de 6 dias no Vale, e ainda acho pouco, imagine que para um grupo de 4 pessoas esse passeio de 6 dias sairia um total de R$ 3600,00 com tudo incluso, um valor bem interessante para um guia fazer em apenas uma guiada de menos de uma semana, não é?! Imagine grupos grandes com 10 pessoas ou mais, neste caso o guia contrata ajudantes que carregam peso e ajudam os turistas durante a trilha, evitando que se dispersem do grupo e se percam, mas o valor sobe estratosfericamente e torna o trekking inviável para muita gente quebrada como eu.

Outra opção é pegar a trilha por conta própria, sem guias e sem gastos exorbitantes. Essa opção é bem mais arriscada e exige algum preparo extra, além de resistência física (sempre vai exigir resistência, com ou sem guia), mas é perfeitamente possível se você já está minimamente familiarizado com trilhas e acampamento. Ou seja, se você já foi escoteiro, já pegou outras trilhas com pernoite na mata, sabe ascender fogo e cozinhar, enfim, se tiver noção do que está fazendo, vá sem guias. O guia sempre será uma segurança, além de conhecer a flora, a fauna e a história do lugar, o fator limitante aqui é grana ou vontade de se aventurar sozinho (os dois no meu caso). E para mim o próprio guia é um fator limitante, eu gosto de fazer o que me der na telha e não de seguir roteiros pré-programados que todo mundo faz!

Agora se você for optar por um guia, exija da agência ou procure um guia nativo e converse com ele antes de fechar, pra ver se as personalidades batem... [...]  Procure referências, peça para ver fotos, entenda a trilha que você vai fazer antes de fazer!

As trilhas do Vale do Pati são algumas das trilhas mais movimentadas do Mundo e estão sempre cheias de turistas, trilhas dessas (pense bem) não podem ser pouco marcadas, e não são, dizem que as trilhas do Capão não são trilhas, são rodovias, de tão marcadas que são (kkkkk) e você provavelmente vai encontrar outros grupos caminhando na mesma trilha (hora perfeita para aproveitar para tirar dúvidas com o guia dos outros). Ao contrário do que dizem, as trilhas são muito fáceis de encontrar, embora sejam longas. Você só vai se perder se pegar uma trilha muito menor e menos marcada que a trilha principal, o que intuitivamente não vai fazer e se fizer, relaxe, você acabou de aprender um caminho novo para lugar nenhum e nunca mais vai entrar nele outra vez, volte por onde veio e encontre o seu erro, agora entendendo mais a geografia do lugar, sem se desesperar.

Existem muitas trilhas que levam ao Vale do Pati, as mais famosas saem do Vale do Capão, de Guiné e de Andaraí. A trilha clássica e o visual mais bonito é uma das três que saem do Capão. A trilha mais curta, porém menos impressionante, leva o vale do Pati à Guiné. Uma linda trilha usada antigamente pelos mais de 2000 habitantes que existiam no Pati é a trilha que leva à Andaraí pela Ladeira do Império. Também existem trilhas que levam à Mucugê e Igatu, mas são bem mais roots e eu não conheço ainda.

As 3 trilhas que ligam o Capão ao Pati tem um bom trecho em comum, saem do “Bomba” (bairro do Capão) subindo em direção ao Gerais dos Vieiras, passando pelo Córrego das Galinhas, uns minutos a frente pode se ver um extenso caminho levando às montanhas do Pati, à direita se vê uma enorme serra (Serra do Candombá) que se estende praticamente em linha reta até o Pati, à esquerda se vê cadeias de montanhas que lhe fazem perceber que está no meio de um enorme vale onde se encontra o Gerais do Vieira (Gerais é um tipo de fito fisionomia, com solo raso e vegetação geralmente rasteira, muito sol na moleira).

Nesse ponto, depois do Córrego das Galinhas existe a primeira bifurcação importante, existe uma grande trilha principal que segue aparentemente para a direita enquanto outra trilha, também bem marcada, segue para a esquerda. A trilha da esquerda é a trilha que leva ao Pati passando pela Cachoeira do Calixto, é uma trilha mais difícil, exige pernoite na mata (existe um lugar onde as pessoas usualmente acampam, se chama Toca do Gaúcho), passa por uma parte descampada e depois por uma floresta que me arremeteu à Mata Atlântica e à Mata Ciliar (do Cerrado), até chegar na fabulosa Cachoeira do Calixto, depois mais 3horas de caminhada na floresta, recheada de aves e palmito Jussara nativo, chega-se à “Prefeitura” ou “Casa de Jailson” que são, na verdade, casas de nativos que recebem os turistas, eles oferecem quartos com camas (R$ 25,00), alojamentos para isolante térmico (R$ 15,00) ou área para camping (R$12,00), também oferecem refeições (a combinar).

Retornando à primeira bifurcação, viramos agora à direita, continuando a trilha principal por alguns minutos, passando por alguns córregos (nunca vire nas trilhas à esquerda a partir daí, siga a principal, pela direita), chegamos agora em um corregozinho bem impactado, com várias trilhazinhas para tudo que é lado. Esse é um momento de atenção!!! Explore as alternativas de trilhas do lugar para se localizar!!! Seguindo reto você vai subir um pequeno elevado onde vai haver uma bifurcação bem visível, à esquerda andando apenas alguns metros você vai chegar no “Rancho dos Vaqueiros”, é um ponto de apoio coletivo, trata-se de uma casinha de pau-a-pique que fica trancada, mas tem uma varandinha que pode ser utilizada para dormir e/ou cozinhar, existe uma piscina natural de água geláááááda e algumas árvores frutíferas (que se você tiver sorte vai estar na época), voltando à bifurcação, à direita é a “Trilha das Mulas”, só seguir reto e sem dó de ser feliz que essa trilha vai te levar direto para a “Igrejinha” ou “Ruinha”, tenha em mente que a Serra do Candombá estará sempre à sua direita e é só ir a seguindo ao longe que não tem erro. Vale lembrar que das 3 trilhas que ligam o Capão ao Pati essa Trilha das Mulas é a mais curta, porém não tem o mesmo visual das outras duas e da vez que passei por ela estava chovendo e a lama mole da trilha fazia meu pé afundar até o tornozelo a cada pisada, as vezes até a metade da canela, sem contar as urtigas e samambaias que vão te queimando e arranhando durante o percurso, também é a trilha que tem mais sombra, acho que em época de pouca chuva é tranqüilo de fazer. Voltando ao riacho impactado, virando bruscamente à direita, no rumo da Serra do Candombá, está a trilha mais bonita e clássica do Vale do Pati, seguindo essa direita chega-se no pé da serra onde se inicia a subida do “Quebra Bunda”, é uma subida vertiginosa de uns 30 minutos, sobe até o “Gerais do Rio Preto” que é a parte superior da serra, a partir daí é só ir margeando a beira da Serra por quase todo o percurso, existem várias entradinhas à esquerda que levam a belíssimos mirantes, vale a pena entrar em todas para descansar e olhar. Permaneça na trilha principal e não entre nas bifurcações à direita, elas te levarão a Guiné. Seguindo a serra por algumas horas você chegará à beira da “Rampa” descida vertiginosa e tensa (que vira uma subida deliciosamente torturante caso volte por aí). Essa parte exige atenção pois se não perceber o lajedo da descida vai passar reto e errar a trilha, indo no rumo do Cachoeirão por cima ou Mucugê (acredite, você não vai chegar em Mucugê se errar essa trilha, é bem longe, só vai andar pra cacete e depois voltar tudo) . Do alto da Rampa se vê uma montanha com uma trilha bem marcada em um morrinho logo à frente, abaixo e à direita já dá pra ver a “Igrejinha”, se você estiver nesse ponto, procure a descida, vai ser fácil de achar, mas cuidado na hora de descer.

Chegando em baixo, você vai ver que a descida cruza uma trilha, virando à esquerda você vai chegar em menos de 10 minutos na Igrejinha, seguindo reto você vai passar por uma pontezinha improvisada e depois subir a trilha do “morrinho” que você viu lá de cima, depois desce tudo e pronto, você estará dentro do Vale do Pati, vai passar pela casa de Dona Lea, seguindo depois para a casa de André e de Dona Raquel.

 

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Das atrações do vale destaca-se a convivência com os nativos, que habitam o lugar a algumas décadas, vivendo de modo tradicional, com o que eles tem lá, meio de transporte lá é cavalo e burro, fora a caminhada, constroem suas casas com madeira e barro locais, quase sem cimento, que é pouco utilizado apenas nas bases das casas mais novas, tem uma culinária peculiar, não deixe de provar o Palmito de Jaca e o Godó de Banana Verde, converse muito com eles, entenda mais do seu modo simples de viver, talvez você nunca mais volte a ser o mesmo!

 

 

 

Dentro do Vale do Pati existem várias atrações naturais onde é possível a visitação, as mais conhecidas e visitadas são: Cachoeiras dos Funis, Morro do Castelo (ou Lapinha), Cachoeira do Calixto, Cachoeirão (por cima e por baixo), Poção (ou Poço da Árvore). Vou explanar um pouco como são atrativos tendo como ponto inicial a Casa de Dona Raquel, que é o lugar mais famoso onde a galera fica quando chega, além da casa de Dona Raquel, também tem a Igrejinha, Casa de Dona Lea, Casa de André, Casa de Agnaldo e Casa de Seu Wilson, que ficam no chamado “Pati de Cima” que é por onde a galera que vem do Capão normalmente chega. Ainda tem o “Pati de Baixo” onde tem a Prefeitura, Casa de Jailson, Casa de Seu Eduardo e Casa de Jóia que também recebem turistas. Procure ter um mapa que vai ajudar MUUUUITO, você pode conseguir um bem detalhado por R$ 20,00 na pousada “Pé na Trilha”, no Capão.

 

Cachoeiras dos Funis: é um dos atrativos mais perto (ponto de referência Casa de D. Raquel), para chegar na primeira cachoeira é preciso pegar uma trilha subindo que passa ao lado da casa de Seu Wilson, depois desce tudo à direita até chegar na margem do rio Pati e vai subindo, a partir daí não tem erro. Chegando na primeira cachoeira que já pede um bom banho, vai seguindo pelo lado esquerdo do leito (esquerdo de quem vai subindo o rio) pelas trilhas, vai chegar na Segunda cachoeira, preste atenção do lado esquerdo tem uma “escalaminhada” sobe ela, passa pela cachoeira por cima, e continua pelo lado esquerdo as trilhas até a ultima cachoeira que tem um bom lajedo para tomar um solzinho no melhor estilo calango.

 

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Morro do Castelo: Fica de frente para a Casa de D. Raquel e o acesso é por uma subida íngreme, porém curta do outro lado do rio, pouco depois da Escolinha abandonada do Pati. Chegando lá em cima (aproximadamente 40min de subida depois) tem um mirante de onde se vê o Pati e as casas dos moradores, também da pra ver a ultima cachoeira dos Funis. Seguindo a trilha por mais 15 minutos você vai chegar à boca de uma gruta que atravessa para o outro lado da montanha, você vai ter que entrar nessa gruta, então leve lanterna, atravessou a gruta está do outro lado do Castelo, subindo umas pedras saindo por uma fenda. Virando a esquerda existe uma trilha que leva ao mirante mais espetacular da Chapada Diamantina, de lá se vê os dois vales, do Rio Pati e do Rio da Lapinha, no primeiro a ultima cachoeira dos Funis e no segundo a belíssima Cachoeira do Calixto, da até pra ouvir o som da água! Voltando para a fenda e v irando a direita a trilha leva a um novo mirante que dá pra ver o Pati de Baixo, seguindo a trilhazinha a esquerda passando pela mata vai chegar em um terceiro ponto de caverna chamado “Janela”, entrando lá e descendo para a caverna você vai dar em uma galeria subterrânea ainda maior que a primeira e percorrendo toda ela chega em uma fenda que vai dar bem no meio da primeira galeria por onde passamos na primeira entrada da gruta, vire a esquerda e vai estar de novo na boca da gruta, voltando a trilha. Não deixe de subir o Castelo se for no Pati, é sensacional! Pico mais lindo que eu vi na Diamantina!

 

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Cachoeira do Calixto: uma belíssima cachoeira, convidativa para um delicioso banho, saindo de D. Raquel passando pela prefeitura, atravessa o rio pelas pedras, contorna o morro do Castelo e o Morro Branco do Pati, chegou nela, uma andada de 3horas de duração, porém vale MUITO a pena, lá tem lugar para armar barraca, então se não quiser ir e voltar, programe bem seu itinerário para passar pelo Calixto quando estiver deixando o Pati. Mais no final vou deixar um roteiro interessante para se seguir no Vale.

 

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Cachoeirão: existem vários caminhos que levam ao cachoeirão, vou falar só dos mais simples, os outros descem fendas íngremes e perigosas, então se quiser saber desses caminhos, pergunte lá no Pati para algum nativo, ele vai te explicar melhor que ninguém, mas cuidado com o baianês deles! O Cachoeirão é como a Cachoeira da fumaça, um barranco de 300 metros de altura no final de um vale profundo de onde se desprendem mais de 20 cachoeiras com até 280 metros (na época de cheia), um lugar incrível. As trilhas por baixo e por cima são bem diferentes uma da outra, por cima tem que voltar de D. Raquel sentido Igrejinha, ao invés de subir o barranquinho, continue a trilha a esquerda, como se estivesse indo para trás da Serra do Sobradinho, vai passar por uma porteira, abra e feche a porteira, siga a trilha principal, atravesse o rio, suba uma ladeirinha, vai dar lá em cima do Candombá novamente, continue a trilha, vai passar por umas arvorezinhas onde a galera acampa e seguir direto, lá na frente, cerca de 1h30 de caminhada depois vai haver uma bifurcação, a esquerda é nosso caminho, a direita vai para Mucugê, não vá para Mucugê, é longe pra caralho (eu já me perdi aí e andei o dia todo sem ver nada, só sol quente e nenhuma árvore) pegando a esquerda vamos parar em um lajedo, olhando para frente tem uma descida e la na frente já da pra ver a trilha, siga as setinhas e a trilha mais batida. Nesse ponto é só lajedo, muita gente se perde aí, então preste muita atenção para não se perder na volta. Atravessa um reguinho d’água, à direita fica a Toca do Gavião, ponto de dormir, siga reto para o cachoeirão. Chegando lá tem um lajedinho e um pocinho do rio, do lado esquerdo do rio atravessa para um dos mirantes, do lado direito para o outro mirante, explore o lugar todo a partir daí, entre nas trilhazinhas e vá tirando suas próprias conclusões, não esqueça da máquina fotográfica, eu tenho muito poucas fotos daí pois acabou a bateria da câmera, das duas vezes q fui lá, não deixe o mesmo acontecer com você. Cachoeirão por baixo, siga de D. Raquel sentido Prefeitura, na prefeitura passe direto e vire a esquerda e vá caminhando até a Casa de Eduardo, no caminho você vai passar pela entrada do Poção que fica logo antes de uma ladeira à esquerda perto de uma grande pedra (Toca da Árvore). Chegando em Seu Eduardo provavelmente você vai ter que dormir lá, de D. Raquel até S. Eduardo são 3h de caminhada, e de Seu Eduardo até o Cachoeirão, mais 2 horas, então já viu, vai andar! Cuidado no caminho do cachoeirão por baixo, são muitas pedras escorregadias e boa parte do caminho é pelo leito do rio, não se arrisque demais, lembre-se que o socorro está bem longe! Chegando lá você vai ver o primeiro poço, suba as pedras e lá dentro da floresta procure um caminhozinho meio fechado à esquerda, vai dar no Poço do Coração, lindíssimo e geladíssimo!

 

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Com essas explicações, um bom mapa, noção do que está fazendo, aquela “boca de quem vai à Roma” e um pouco de coragem você vai conseguir curtir o Pati sem gastar rios de dinheiro e sem a rigidez de um guia por perto. Pura diversão!

 

Roteiro MASTER 360 no Pati:

Dia 1: Caminhada Capão – Casa de Dona Raquel (pernoite)

Dia 2: Descanso na casa de D. Raquel ou pule para o dia 3

Dia 3: Cachoeiras Dos Funís e volta pra D. Raquel (pernoite)

Dia 4: Casa D. Raquel – Cachoeirão por Cima – Casa D. Raquel (pernoite)

Dia 5: Castelo de manhã, almoço em D. Raquel, caminhada até a Prefeitura (pernoite)

Dia 6: Caminhada Prefeitura - Poção (Poço da Árvore) - Casa de S. Eduardo (pernoite)

Dia 7: Caminhada S. Eduardo – Cachoeira do Calixto (pernoite em barraca)

Dia 8: Cachoeira do Calixto – Vale do Capão

Obs: É interessante deixar uns dias pra descanso, é bem intenso e o resultado é o mesmo de um SPA, mesmo comendo feito um touro você vai chegar mais magro. Esse roteiro dá pra adaptar de modo a passar a noite na casa de vários nativos.

 

 

ATENÇÃO: Cuidado com seus pertences. Não deixe lixo em lugar nenhum, leve todo ele com você, inclusive o orgânico, ele se decompõe sim, mas também causa impacto, não existe farinha de trigo no mato, não existe sal, nem açúcar refinado, então não deixe eles lá. Use sabão de coco para se lavar e lavar os utensílios, sempre em água corrente. Não acenda fogueiras debaixo das grutas, muitas delas já estão pretas de tanta fumaça, ao invés de queimar madeira leve um fogareiro, ou no mínimo um litro de álcool e uma latinha de atum, você já consegue cozinhar assim. Não retire plantas e pedras. Deixe somente pegadas e leve apenas saudade e fotografias. Tenha consciência, outros passarão por ali depois de você. Use esse texto com responsabilidade. Não se arrisque demais!

 

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    Hélio Jr1502432675

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  • Juniortrekking
    Juniortrekking

    Olá a todos do fórum, eu sou um guia nativo de Guiné e confirmo q na situação em que estamos nesse Brasil vc fazer uma viagem não é nada barato e como no relato acima do mochileiro o vale do Pati não

  • Maria Goretti Avelino Gadelha
    Maria Goretti Avelino Gadelha

    Obrigada Júnior, você foi muito gentil e sua dica pra que eu não descesse aquela rampa foi nota dez!!!!!! Foram 2hs a mais pelo arrodeio mais valeu a pena. Você é um excelente profissional pois mesmo

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Postado
  • Membros

Quero primeiro agradecer imensamente o relato de todos, estou tendo mais confiança em viajar..

me socorrem e minha primeira viagem onde irei fazer trilha estou muito empolgada e ao mesmo tempo com medo, vcs poderiam me dar dicas do que realmente preciso levar para fazer a travessia do Vale do Pati considerando que decidi ir sem guia, a unica coisa que fiz questão até o momento foi a compra de uma bota de qualidade o resto não sei nem por onde começar, não quero carregar muita coisa primeiro que não aguento, preciso do essencial e tá difícil de arrumar as malas estou partindo dia 10/01/17 vou de carro daqui de São Paulo.

Agradeço muito a todos que poderem me dar dicas.

  • 7 meses depois...
Postado
  • Membros

Olá a todos do fórum, eu sou um guia nativo de Guiné e confirmo q na situação em que estamos nesse Brasil vc fazer uma viagem não é nada barato e como no relato acima do mochileiro o vale do Pati não é um bicho de sete cabeças ,mas agora pare e pense as agências realmente cobram absurdos mas sempre tem as opções de guias independentes tanto em Guiné, Capão e Andaraí e o q guias combram por grupo eles cobram por pessoa, eu no lugar de vcs estaria tentando ir com o menos possível de gastos ,mas não sem um guia até pq sempre tem algum emprevisto e as vezes a trilha pode ter uma mudança por causa da chuva ou alguma pedra que tenha rolado ladeira abaixo como vc vai saber se vai estar sozinho ou indo pela primeira vez, uma outra coisa "Deus não a de deixar isso acontecer nunca pois não quero pra ninguém" venha de uma cobra lhe morder quem vai pedir o socorro !! E isso q quero dizer q claro Pati não é bixo de sete cabeças e fico feliz de ver que pessoas como esse mochileiro fez o Pati e conseguio o que queria mesmo sem o guia dou meus parabéns a ele eu no lugar dele não teria a coragem por ser em uma lugar que eu nunca tenha ido. Eu pesso a todos que querem se aventurar pesquisem bastante antes de ir fazer um passeio desse tipo pensem bem se vc quer passear relaxado sem preocupações de se perder ou em algum "acidente"indo com um guia "INDEPENDENTE" que é bem mais barato e que pode alterar o seu roteiro ao gosto do cliente ou viajar e ir andando sempre com aquela questao na sua mente "Será que estou no caminho certo" . Bem já espressei minha opinião e não sou contra que deseja se aventurar sozinho mas sempre é bom estar despreocupado pois vc veio até ali pra curtir e não para se preocupar . Espero ter ajudado com minha opinião meu nome é Júnior sou um guia meu contato e este (075)983608524 estou sempre a disposição e até tirar suas dúvidas pois sou um guia e é meu desejo que o seu passeio seja o melhor possível pois eu amo esse trabalho e amo conhecer pessoas novas e também lembrando que o guia vive daquele trabalho e é sempre bom ajudar o próximo . Deus abençoe a todos e um abraço!!!

  • 5 meses depois...
Postado
  • Membros

Pessoas, acidentes (fatais, inclusive) ocorrem com a companhia de um guia ou não.

A questão é: você tem experiência em caminhadas longas? Tem noção de cartografia e sabe se localizar? Uma caminhada longa envolve estudo, é preciso conhecer o trajeto, as rotas de fuga, alternativas, etc. Não ache que, só porque leu um relato, está apto a realizar uma travessia dessa magnitude. Se quiser fazer sem guia, estude a rota, prepare-se e faça. Tem vários aplicativos disponíveis que facilitam a navegação, porém fique totalmente dependente dessas tecnologias.

Sobre a trilha, vou tentar atualizar algumas informações com base na minha experiência morando aqui na Chapada Diamantina.

AS VIDAS DE ENTRADA PARA O PATI:

Como o autor do tópico informou, o Vale do Pati possui diversas entradas, das mais batidas às mais alternativas possíveis. A "principal" é via Capão, pelo Gerais do Rio Preto. O fato de ser "principal" é pelo fluxo de pessoas que passam por lá, mas todas as trilhas possuem uma beleza singular.

VIA CAPÃO:

Do Bomba ao Mirante da Rampa pelo Gerais do Rio Preto são aprox. 18km. Do mirante você pode optar por descer a zona de Dona Raquel, seguir para a Igrejinha ou Cachoeirão por cima (+7km, camping ao natural).

Do Bomba ao Pati pela Trilha das Mulas são aprox. 16km até a Igrejinha.

Do Bom ao Pati pela Mata do Calixto são aprox. 21km até a Prefeitura, há pontos de camping ao natural pela rota.

VIA MUCUGÊ:

Pelo município de Mucugê, são 3 acessos para o Pati.

O trajeto mais curto para o Pati é pela Trilha dos Aleixos, são aprox. 5km até o Mirante da Rampa. O visual é bem interessante, principalmente no trecho sobre o gerais.

Pelo Beco do Guiné a dificuldade é parecida e o acesso é um pouco mais longo, com cerca de 6km de extensão.

Um dos trajetos mais longos é pela trilha que acompanha o Gerais do Rio Preto, que sai das proximidades do AABB de Mucugê. São 30km até o Cachoeirão por cima ou 32km até o Mirante da Rampa. É uma trilha pouco frequentada e sem pontos de apoio, indicada para quem gosta de caminhadas autônomas de longa distância. Existem locais para acampar pelo percurso.

VIA ANDARAÍ:

Andaraí também possui 3 acessos para o Pati. O mais tradicional é via Ladeira do Império, são aproximadamente 13km entre Andaraí e a Casa de Seu Joia, no Pati de baixo.

Os outros acessos são alternativos, via Igatu ou Rio Paraguaçu. Saindo da casa de Joia, não cruze o rio Pati, continue pela trilha na margem direita. Adiante será preciso andar pelo leito do Rio Pati. No encontro com o Rio Paraguaçu, são duas opções: subir a serra até a Rampa do Caim, para sair em Igatu, ou continuar descendo pelo rio, até chegar no Poço da Donana, na ponte sobre o Rio Paraguaçu, a 4km de Andaraí.

 

Como se não bastasse somente esses acessos, existem outras vias muito mais alternativas, que passam por trilhas de garimpeiros e leito de rio. Para quem quer ficar no básico, as opções são: via Capão (qualquer uma), Beco do Guiné, Trilha dos Aleixos ou Ladeira do Império.

HOSPEDAGEM E ALIMENTAÇÃO NO VALE:

Atualmente, quase todos os moradores do Vale trabalham com hospedagem. Algumas casas (a maioria) oferecem o serviço de pensão completa (janta + cama + café da manhã). Se não me falha a memória, somente André e João, filhos de Dona Raquel, não trabalham dessa forma. Eles não oferecem alimentação, mas cedem a cozinha para os vistantes. Por conta disso o preço deles é um pouco mais em conta. A pensão completa hoje está em R$120 por pessoa (janeiro/2018). Se optar por acampar, dá pra reduzir um pouco este valor. Desconto é difícil, a não ser que você passe vários dias na mesma casa, aí é justo pedir um desconto.

E, claro, tem a opção de pagar somente o camping. Para quem quer fazer forma totalmente autônoma, pode optar por acampar em alguns pontos no decorrer da travessia. Não há problema. Mas, PELAMOR, tenha bom senso! Utilize áreas já existentes e não deixe lixo para trás. Pode parecer estranho, mas não tem coleta de lixo dentro do Vale (rs).

NÃO HÁ SERVIÇO DE ALMOÇO. Muito provavelmente os visitantes estarão na trilha neste horário, por isso as casas não oferecem almoço. Leve um lanche para o dia.

Nos feriados, principalmente Ano Novo, Carnaval e São João, as casas lotam. Para conseguir um quarto somente com sorte ou agendando com antecedência. Indo com o guia, normalmente ele fará isso. Indo sem guia, arrume o contato de alguém do Vale e mande uma mensagem via WhatsApp.

Dentro do Vale não tem internet ou sinal de celular, mas uma vez por semana uma parte do pessoal sai do Vale para buscar mantimentos em Guiné ou Andaraí. Guiné não tem sinal de telefone, então se for agendar com alguém do Pati de cima, terá que ser via Wpp. Se for agendar com alguém do Pati de baixo (Joia, Eduardo/Domingos, Antônio), pode ser que consiga falar pelo telefone, se eles estiverem em Andaraí, caso contrário: Wpp.

Normalmente, o Pati de baixo é mais tranquilo que o Pati de cima, os visitantes preferem ficar naquele miolo ondem mora Dona Raquel, Lea e Agnaldo.

Finalizando:

Se fizer o Pati de forma totalmente autônoma, você não terá gasto nenhum dentro do Vale, a não ser que queira ficar na casa de algum dos moradores. Utilizar da pensão completa tem a vantagem de caminhar com pouquíssimo peso (somente roupas, lanche para o dia e acessórios).

Se estiver fazendo "fora de época" e quiser pensão completa, não precisa se preocupar. Basta chegar na casa de algum morador e conversar. Mas não chegue muito tarde na casa, para que eles tenham tempo de preparar a janta. Pode ser que na baixa temporada alguns moradores estejam fora do Vale, mas sempre terá alguém por lá.

  • 1 mês depois...
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Em 27/01/2018 em 15:32, Hélio Jr1502432675 disse:

Pessoas, acidentes (fatais, inclusive) ocorrem com a companhia de um guia ou não.

A questão é: você tem experiência em caminhadas longas? Tem noção de cartografia e sabe se localizar? Uma caminhada longa envolve estudo, é preciso conhecer o trajeto, as rotas de fuga, alternativas, etc. Não ache que, só porque leu um relato, está apto a realizar uma travessia dessa magnitude. Se quiser fazer sem guia, estude a rota, prepare-se e faça. Tem vários aplicativos disponíveis que facilitam a navegação, porém fique totalmente dependente dessas tecnologias.

Sobre a trilha, vou tentar atualizar algumas informações com base na minha experiência morando aqui na Chapada Diamantina.

AS VIDAS DE ENTRADA PARA O PATI:

Como o autor do tópico informou, o Vale do Pati possui diversas entradas, das mais batidas às mais alternativas possíveis. A "principal" é via Capão, pelo Gerais do Rio Preto. O fato de ser "principal" é pelo fluxo de pessoas que passam por lá, mas todas as trilhas possuem uma beleza singular.

VIA CAPÃO:

Do Bomba ao Mirante da Rampa pelo Gerais do Rio Preto são aprox. 18km. Do mirante você pode optar por descer a zona de Dona Raquel, seguir para a Igrejinha ou Cachoeirão por cima (+7km, camping ao natural).

Do Bomba ao Pati pela Trilha das Mulas são aprox. 16km até a Igrejinha.

Do Bom ao Pati pela Mata do Calixto são aprox. 21km até a Prefeitura, há pontos de camping ao natural pela rota.

VIA MUCUGÊ:

Pelo município de Mucugê, são 3 acessos para o Pati.

O trajeto mais curto para o Pati é pela Trilha dos Aleixos, são aprox. 5km até o Mirante da Rampa. O visual é bem interessante, principalmente no trecho sobre o gerais.

Pelo Beco do Guiné a dificuldade é parecida e o acesso é um pouco mais longo, com cerca de 6km de extensão.

Um dos trajetos mais longos é pela trilha que acompanha o Gerais do Rio Preto, que sai das proximidades do AABB de Mucugê. São 30km até o Cachoeirão por cima ou 32km até o Mirante da Rampa. É uma trilha pouco frequentada e sem pontos de apoio, indicada para quem gosta de caminhadas autônomas de longa distância. Existem locais para acampar pelo percurso.

VIA ANDARAÍ:

Andaraí também possui 3 acessos para o Pati. O mais tradicional é via Ladeira do Império, são aproximadamente 13km entre Andaraí e a Casa de Seu Joia, no Pati de baixo.

Os outros acessos são alternativos, via Igatu ou Rio Paraguaçu. Saindo da casa de Joia, não cruze o rio Pati, continue pela trilha na margem direita. Adiante será preciso andar pelo leito do Rio Pati. No encontro com o Rio Paraguaçu, são duas opções: subir a serra até a Rampa do Caim, para sair em Igatu, ou continuar descendo pelo rio, até chegar no Poço da Donana, na ponte sobre o Rio Paraguaçu, a 4km de Andaraí.

 

Como se não bastasse somente esses acessos, existem outras vias muito mais alternativas, que passam por trilhas de garimpeiros e leito de rio. Para quem quer ficar no básico, as opções são: via Capão (qualquer uma), Beco do Guiné, Trilha dos Aleixos ou Ladeira do Império.

HOSPEDAGEM E ALIMENTAÇÃO NO VALE:

Atualmente, quase todos os moradores do Vale trabalham com hospedagem. Algumas casas (a maioria) oferecem o serviço de pensão completa (janta + cama + café da manhã). Se não me falha a memória, somente André e João, filhos de Dona Raquel, não trabalham dessa forma. Eles não oferecem alimentação, mas cedem a cozinha para os vistantes. Por conta disso o preço deles é um pouco mais em conta. A pensão completa hoje está em R$120 por pessoa (janeiro/2018). Se optar por acampar, dá pra reduzir um pouco este valor. Desconto é difícil, a não ser que você passe vários dias na mesma casa, aí é justo pedir um desconto.

E, claro, tem a opção de pagar somente o camping. Para quem quer fazer forma totalmente autônoma, pode optar por acampar em alguns pontos no decorrer da travessia. Não há problema. Mas, PELAMOR, tenha bom senso! Utilize áreas já existentes e não deixe lixo para trás. Pode parecer estranho, mas não tem coleta de lixo dentro do Vale (rs).

NÃO HÁ SERVIÇO DE ALMOÇO. Muito provavelmente os visitantes estarão na trilha neste horário, por isso as casas não oferecem almoço. Leve um lanche para o dia.

Nos feriados, principalmente Ano Novo, Carnaval e São João, as casas lotam. Para conseguir um quarto somente com sorte ou agendando com antecedência. Indo com o guia, normalmente ele fará isso. Indo sem guia, arrume o contato de alguém do Vale e mande uma mensagem via WhatsApp.

Dentro do Vale não tem internet ou sinal de celular, mas uma vez por semana uma parte do pessoal sai do Vale para buscar mantimentos em Guiné ou Andaraí. Guiné não tem sinal de telefone, então se for agendar com alguém do Pati de cima, terá que ser via Wpp. Se for agendar com alguém do Pati de baixo (Joia, Eduardo/Domingos, Antônio), pode ser que consiga falar pelo telefone, se eles estiverem em Andaraí, caso contrário: Wpp.

Normalmente, o Pati de baixo é mais tranquilo que o Pati de cima, os visitantes preferem ficar naquele miolo ondem mora Dona Raquel, Lea e Agnaldo.

Finalizando:

Se fizer o Pati de forma totalmente autônoma, você não terá gasto nenhum dentro do Vale, a não ser que queira ficar na casa de algum dos moradores. Utilizar da pensão completa tem a vantagem de caminhar com pouquíssimo peso (somente roupas, lanche para o dia e acessórios).

Se estiver fazendo "fora de época" e quiser pensão completa, não precisa se preocupar. Basta chegar na casa de algum morador e conversar. Mas não chegue muito tarde na casa, para que eles tenham tempo de preparar a janta. Pode ser que na baixa temporada alguns moradores estejam fora do Vale, mas sempre terá alguém por lá.

 

Ótimas informações!

Muito obrigado.

 

 

  • 3 meses depois...
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Estivemos no Vale do Pati recentemente, de 13 a 15/08/2018. Era um sonho que eu pensava ser impossível de realizar devido ser portadora de artrose no quadril e no dedão do pé. Tomei medicação e fui avançando a medida que me sentia estável. Fomos eu (60 anos) e o meu marido (73 anos). Fizemos Cachoeira da Fumaça, Cachoeira Rodas e Rio Preto e Cachoeira da Purificação e da Angélia, tudo sem a companhia de guias. Animei e fizemos o Vale do Pati de forma mais suave. Das cachoeiras só fizemos a do Funil, mas conheci a casa dos nativos até a Prefeitura, também fomos sem companhia de guias. Segui varias das orientações do relato dos mochileiros, demos uma olhada nos mapas que tem no google e fomos com a cara e a coragem. Subimos pelo Beco do Guiné e de lá até a Igrejinha gastamos 4:30m utilizando a trilha das mulas (arrodeio), voltamos pelo mesmo caminho e gastamos 5hs (tiramos mais fotos). Deixamos o carro os 3 dias na subida do Guiné e o encontramos intacto, tudo em ordem. As malas deixamos na pousada Guiné, do Eduardo, lá no Guiné, onde nos hospedamos por 2 dias (R$ 140,00 a diária). Ficamos hospedados na Hospedaria do João, 120,00 por pessoa,  com café e jantar (comida deliciosa e muito farta), vizinho a Igrejinha. Tiramos um dia inteiro para fazer um tour pelo vale, indo até a Prefeitura (hospedaria de Jailson e Marta) ele filho de  Dona Raquel. Sinceramente, não achei dificuldade nenhuma em fazer tudo sem guia e olhe que não sabemos usar alguns dispositivos que auxiliam nas trilhas (usamos a boca pra perguntar kkkkk). A dificuldade pra nós foi a fisica, mas fomos com calma, sem pressa e só com vontade de chegar e chegamos e fiquei super emocionada em ter conseguido realizar meu sonho. Ahhh, depois do Pati, nos hospedamos no Casarão da Val lá em Andaraí (110,00 a diária por pessoa, com café e jantar), na Fazenda Roncador, próximo da Cachoeira Rocador. Amamos!!!!!! Obrigada pelas dicas, seguimos muitas das suas orientações. Valeu!!!!!!

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Em 21/08/2018 em 23:26, Maria Goretti Avelino Gadelha disse:

Estivemos no Vale do Pati recentemente, de 13 a 15/08/2018. Era um sonho que eu pensava ser impossível de realizar devido ser portadora de artrose no quadril e no dedão do pé. Tomei medicação e fui avançando a medida que me sentia estável. Fomos eu (60 anos) e o meu marido (73 anos). Fizemos Cachoeira da Fumaça, Cachoeira Rodas e Rio Preto e Cachoeira da Purificação e da Angélia, tudo sem a companhia de guias. Animei e fizemos o Vale do Pati de forma mais suave. Das cachoeiras só fizemos a do Funil, mas conheci a casa dos nativos até a Prefeitura, também fomos sem companhia de guias. Segui varias das orientações do relato dos mochileiros, demos uma olhada nos mapas que tem no google e fomos com a cara e a coragem. Subimos pelo Beco do Guiné e de lá até a Igrejinha gastamos 4:30m utilizando a trilha das mulas (arrodeio), voltamos pelo mesmo caminho e gastamos 5hs (tiramos mais fotos). Deixamos o carro os 3 dias na subida do Guiné e o encontramos intacto, tudo em ordem. As malas deixamos na pousada Guiné, do Eduardo, lá no Guiné, onde nos hospedamos por 2 dias (R$ 140,00 a diária). Ficamos hospedados na Hospedaria do João, 120,00 por pessoa,  com café e jantar (comida deliciosa e muito farta), vizinho a Igrejinha. Tiramos um dia inteiro para fazer um tour pelo vale, indo até a Prefeitura (hospedaria de Jailson e Marta) ele filho de  Dona Raquel. Sinceramente, não achei dificuldade nenhuma em fazer tudo sem guia e olhe que não sabemos usar alguns dispositivos que auxiliam nas trilhas (usamos a boca pra perguntar kkkkk). A dificuldade pra nós foi a fisica, mas fomos com calma, sem pressa e só com vontade de chegar e chegamos e fiquei super emocionada em ter conseguido realizar meu sonho. Ahhh, depois do Pati, nos hospedamos no Casarão da Val lá em Andaraí (110,00 a diária por pessoa, com café e jantar), na Fazenda Roncador, próximo da Cachoeira Rocador. Amamos!!!!!! Obrigada pelas dicas, seguimos muitas das suas orientações. Valeu!!!!!!

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Fantástico!

Parabéns!

 

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Em 21/08/2018 em 23:26, Maria Goretti Avelino Gadelha disse:

Estivemos no Vale do Pati recentemente, de 13 a 15/08/2018. Era um sonho que eu pensava ser impossível de realizar devido ser portadora de artrose no quadril e no dedão do pé. Tomei medicação e fui avançando a medida que me sentia estável. Fomos eu (60 anos) e o meu marido (73 anos). Fizemos Cachoeira da Fumaça, Cachoeira Rodas e Rio Preto e Cachoeira da Purificação e da Angélia, tudo sem a companhia de guias. Animei e fizemos o Vale do Pati de forma mais suave. Das cachoeiras só fizemos a do Funil, mas conheci a casa dos nativos até a Prefeitura, também fomos sem companhia de guias. Segui varias das orientações do relato dos mochileiros, demos uma olhada nos mapas que tem no google e fomos com a cara e a coragem. Subimos pelo Beco do Guiné e de lá até a Igrejinha gastamos 4:30m utilizando a trilha das mulas (arrodeio), voltamos pelo mesmo caminho e gastamos 5hs (tiramos mais fotos). Deixamos o carro os 3 dias na subida do Guiné e o encontramos intacto, tudo em ordem. As malas deixamos na pousada Guiné, do Eduardo, lá no Guiné, onde nos hospedamos por 2 dias (R$ 140,00 a diária). Ficamos hospedados na Hospedaria do João, 120,00 por pessoa,  com café e jantar (comida deliciosa e muito farta), vizinho a Igrejinha. Tiramos um dia inteiro para fazer um tour pelo vale, indo até a Prefeitura (hospedaria de Jailson e Marta) ele filho de  Dona Raquel. Sinceramente, não achei dificuldade nenhuma em fazer tudo sem guia e olhe que não sabemos usar alguns dispositivos que auxiliam nas trilhas (usamos a boca pra perguntar kkkkk). A dificuldade pra nós foi a fisica, mas fomos com calma, sem pressa e só com vontade de chegar e chegamos e fiquei super emocionada em ter conseguido realizar meu sonho. Ahhh, depois do Pati, nos hospedamos no Casarão da Val lá em Andaraí (110,00 a diária por pessoa, com café e jantar), na Fazenda Roncador, próximo da Cachoeira Rocador. Amamos!!!!!! Obrigada pelas dicas, seguimos muitas das suas orientações. Valeu!!!!!!

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Ei fico feliz por terem conseguido sou o junior que deu umas dicas para vcs em eduardo na pousada parabens estou admirado!

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3 horas atrás, Juniortrekking disse:

Ei fico feliz por terem conseguido sou o junior que deu umas dicas para vcs em eduardo na pousada parabens estou admirado!

Boa Noite Junior. Sim chegamos. Fiquei encantada. Obrigada pelas dicas. Com certeza eu jamais desceria aquela rampa, rapaz que negocio sinistro kkkkkk

 

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