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Pessoal,

 

Estive novamente nos Marins e queria deixar aqui um alerta para o pessoal que vai encarar essa "escalaminhada".

 

Infelizmente um cidadão passou pelo Marins algumas semanas atrás e teve a idéia de marcar a trilha com "totens" de tinta florescente amarela... Deixando aquelas pixações na montanha. E para piorar mais ainda a situação, existem marcações erradas levando quem não tem experiência na trilha a se perder.

 

Marcações:

otf_pic.php?pic_cat=users_pics&pic_id=user_61065_OgAAALx_biRyzyqUTlUytzVsZqzSKWkWW0cPE4aSj1YDgfHSY8yM3RBlerQ15EzCtSxc2c3Pim4VHJJaovfqn_Y9kKoAm1T1UH1x__cYIz3e2TSVeaAADKY3g1x__1_.jpg

Foto por: Bruno SJC

 

Encontramos tanto na subida como na descida muita gente perdida, mais muita mesmo, então fica aqui o alerta. Quem não conhece bem a trilha, contrate um guia e evite o esforço desnecessário e perigo de se perder.

 

É isso ai pessoal, para quer for ao Marins muito cuidado e curta a aventura! ::otemo::

 

Grande Abraço,

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parabens ai por criar esse topico!!

a subida nos marins tem que ficar atento mesmo!!!!

ta facil de se perder , cruzei um grupo com 4 pessoas que não chegaram ao cume pois tinham se perdido e tavam voltando!!todo cuidado é necessario!!!

falow

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isso só acontece no brasil mesmo... deve ser coisa de guia pra fazer uma reserva de mercado, como foi relatado aqui no forum no topico sobre a travessia Petro-Tere

 

Valeu pelas infos Thiago e Bruno!

 

Abraços

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[info]O objetivo deste tópico é trocar informações e reunir depoimentos e dicas sobre o Pico dos Marins. Se você está com alguma dúvida em relação ao pico, coloque-a aqui que sempre um mochileiro de plantão irá ajudar. Se já conhece o Pico dos Marins, conte para nós como foi sua experiência, seja ela negativa ou positiva, deixando dicas e demais informações para mochileiros perdidos. Para isso basta clicar no Botão Responder![/info]

 

 

[t1]Pico dos Marins[/t1]


Montanha mais alta do estado de São Paulo, com 2.420m, o Pico dos Marins atrai os amantes do montanhismo pela beleza da região que o cerca, proporcionando uma vista maravilhosa do Vale do Paraíba (SP) e do Sul de Minas Gerais!

 

A dificuldade para se chegar ao cume do Pico dos Marins também é outro atrativo para os montanhistas. Embora não seja necessária a utilização de equipamentos de alpinismo, tampouco o uso de bússolas, GPS ou mapas, o trajeto até o cume é longo, demorado e exige bastante esforço muscular e articular das pernas.

 

 

[t3]História[/t3]


No dia 8 de junho de 1985, o escoteiro paulistano Marco Aurélio Bezerra Bosaja Simon desapareceu misteriosamente no Pico dos Marins. Tinha 15 anos de idade e participava, pela primeira vez, de uma excursão ao local, organizada pelo Grupo Escoteiro Olivetano, de São Paulo, e chefiada por Juan Bernabeu Céspedes, na época com 30 anos de idade. Outros três escoteiros participavam da excursão, todos da cidade de São Paulo e com idades entre 14 e 16 anos: Osvaldo Lobeiro, Ricardo Salvioni e Ramatis Rohm.

 

Durante a ascensão ao cume do Pico dos Marins, o escoteiro Osvaldo Lobeiro machucou o joelho numa pedra, o que obrigou o grupo a desistir da subida e retornar ao acampamento-base, estabelecido num sítio a 1.600 metros de altitude.

 

Marco Aurélio havia sido nomeado monitor da equipe e segundo os escoteiros, foi incumbido pelo chefe Juan Bernabeu Céspedes de descer na frente em busca de socorro. Orientado a escrever o número 240 (número do Grupo Escoteiro Olivetano) com giz nas rochas, como sinalização durante a descida, o rapaz partiu para cumprir a determinação do chefe e nunca mais foi visto: desapareceu misteriosamente, sem deixar vestígios.

 

O desaparecimento de Marco Aurélio comoveu o país, que acompanhou pela imprensa escrita e televisiva a operação de busca pelo escoteiro, realizada incessantemente durante os trinta dias seguintes ao fato, contando com mais de 300 pessoas, entre soldados e oficiais da Polícia Militar, Batalhão de Infantaria do Exército sediado em Lorena, bombeiros, alpinistas, mateiros, guias, voluntários e equipes especializadas em salvamento e busca na selva; parapsicólogos, sensitivos, videntes e rabdomantes chegaram a participar dos esforços. A região foi completamente vasculhada e sobrevoada por helicópteros e aviões, sem sucesso.

 

As teorias sobre o desaparecimento de Marco Aurélio são as mais variadas possíveis: homicídio, morte acidental, seqüestro, fuga voluntária, amnésia, trapaça, abdução, etc.

 

[t3]Localização[/t3]


[picturethis=http://img.photobucket.com/albums/v280/thiagodesigner/Mapa.gif 138 250 ]Partindo de São Paulo ou Rio de Janeiro

Pela Rodovia Presidente Dutra (BR 116) pegue a Saída 51, siga pela BR 459 até passar por Piquete. Logo em seguida (800 metros) virar à direita para a Estrada Viscinal José Rodrigues Ferreira que dá acesso à Vila dos Marins. Quando chegar ao fim do asfalto, que é na saída da Vila dos Marins, suba à esquerda (Sentido Marmelópolis) até o final da serra, passe o portal do município de Marmelópolis na divisa SP-MG, entre à direita e logo em seguida você chegará ao Acampamento Base Marins.

Distâncias: São Paulo: 220Km | Campinas: 270 Km[/picturethis]

 

[t3]Quando ir?[/t3]


A melhor época para visitar o Pico dos Marins é entre a segunda metade do outono e o início da primavera, ou seja, entre os meses de maio e setembro onde as noites são muito estreladas! Fora deste período não é seguro aventurar-se por lá devido às fortes tempestades com raios e ao tempo fechado que reduz fortemente a visibilidade, prejudicando a navegação.

 

[t3]A Trilha[/t3]


Se você deixou o carro no Acampamento Base dos Marins, a caminhada inicia-se desse ponto mesmo. Passando por uma trilha pela mata de cerca de 20 mim, depois subindo por uma estrada de terra, chega-se ao inicio da trilha. Nesse ponto se encontra uma placa informando o todo o trajeto até o Marins, mostrando os mirantes, etc.. Seguindo a trilha chega-se um local chamado Morro do Careca, e a partir dele até o cume do Pico dos Marins leva-se aproximadamente quatro horas carregando-se apenas alimentação e bebida e o retorno em aproximadamente três horas. Com barraca, provisões e alimentos para acampar no cume, o percurso de subida pode ser feito em cerca de seis horas e a descida em cerca de quatro horas . Esses tempos são apenas uma estimativa, podendo variar dependendo do seu preparo físico. Corredores de aventura que às vezes aparecem por lá para treinar, fazem a subida ao pico em menos de 2hs!!

 

Mais uma vez muitos cuidados devem ser tomados, calcule o horário de partida, se pretende voltar no mesmo dia, saia bem cedo imprevistos podem acontecer, e descer a trilha no escuro não é nada fácil. Não confie nos "totens" da trilha, se não conhece muito bem o caminho contrate um guia, você incentiva um dos únicos meios de trabalhos na cidade e ainda garante sua segurança.

 

[t3]Dicas e Cuidados[/t3]


Se você pretende visitar o Pico dos Marins pela primeira vez, será útil para sua segurança e satisfação considerar algumas orientações:

 

» Existem muitos "Totens" feitos por aventureiros informando o caminho errado até o pico. Muito Cuidado!

» Existem apenas dois pontos de coleta de água:

O primeiro fica no inicio da trilha, antes de chegar ao morro do careca.

O segundo fica próximo ao cume. Muito cuidado com esse, no período de seca onde a água é menos abundante pode ocorrer contaminações, devido ao pessoal que defeca e urina próximo ao córrego. Muito Cuidado!

» Durante o inverno a temperatura pode atingir valores inferiores a -4ºC. Leve isolante térmico, gorro, luvas e roupas adequadas para baixas temperaturas.

» Leve sempre um agasalho adequado, seja para subir ou descer, devido sua altitude e exposição venta muito na trilha.

» Mesmo durante o inverno utilize protetor solar, pois a exposição ao sol é intensa e com pouquíssimos locais para se proteger à sombra.

» Evite carregar objetos nas mãos, utilize a mochila e uma pochete para guardar todo o necessário!

» Mesmo que você pretenda apenas subir e descer no mesmo dia, leve uma lanterna!

» Antes de partir para o Pico dos Marins consulte a Previsão do Tempo!

 

[t3]Guias[/t3]


» Milton - Acampamento Base dos Marins (11) 9770-1991 / [email protected]

 

[t3]Onde Ficar[/t3]


» Pousada Fazenda Mundo Novo (12) 3156-8068 / 3156-1562 Dona Sonia (*****) Excelente!

» Hotel Pousada Rio Douro (12) 3156-5007 (**)

» Pousada Fazenda Paluana (12) 3156-1349 (*)

 

[t3]Literatura[/t3]


[picturethis=http://www.editora-opcao.com.br/imagens/CapaOperMarins.JPG 135 167 ]Operação Marins - O Sumiço Do Escoteiro Marco Aurélio

Rodrigo Nunes

Editora Opção, 2006

 

Neste livro, o jornalista Rodrigo Nunes conta os fatos de sua pesquisa sobre o estranho sumiço do escoteiro Marco Aurélio, na região do pico dos Marins, em Piquete, SP, no dia 8 de junho de 1985.

O livro de 119 páginas, 15 x 21 cm, R$ 20,00 + frete, apresenta os seguintes Capítulos:

 

Capítulos: Fatos: O sumiço; O apito, o grito e a luz; A segunda-feira; A misteriosa Terça-feira; A nação se mobiliza; Caquéio; O interrogatório; A Operação Marins chega ao fim; Versões e previsões. Passos da Investigação: Arquivou-se o processo, mas a história não acabou; Com a palavra: as fontes; "Não quero morrer sem saber o que aconteceu"; Contradições; "Eu não matei Marco Aurélio"; A cobertura da imprensa; Sumiu mais um. Terminar é preciso, concluir não: Desmistificando, Bibliografia.[/picturethis]

 

[picturethis=http://www.editora-opcao.com.br/imagens/LivroOperMarins2.jpg 135 167 ]Operação Marins 2 - Novas Descobertas

Rodrigo Nunes

Editora Opção, 2008

 

Depois da publicação do livro Operação Marins..., novas informações começaram a surgir. pessoas que participaram diretamente do caso, após a leitura da obra perderam a timidez de falar sobre o que, inicialmente, ocultaram.

Novas versões e possibilidades foram reveladas. Em meio a tantas contradições sobre o paradeiro do escoteiro desaparecido, pequenos raios de luz entram pelas frestas da então escura e misteriosa história que envolve o garoto paulistano.

A história que se conhece do escoteiro que desapareceu na Serra da Mantiqueira, no dia 8 de junho de 1985, e que nunca foi encontrado, jamais será a mesma após a leitura deste livro.

 

Capítulos: O segredo da machadinha; O dedo do silêncio; Outras vidas em perigo; Juan no corredor do linchamento; União dos Escoteiros em pânico; Suspeita de seqüestro; Extorsões; O sumiço do rapaz pobre; Investigando; Batendo o martelo...; Depoimentos.[/picturethis]

 

[t3]Links[/t3]


[linkbox]Pico dos Marins - Alerta sobre a trilha!

Travessia Marins-Itaguaré, Serra Fina e Serra Negra juntas

Acampamento Base dos Marins[/linkbox]


Isso ai pessoal, espero que as informações desse tópico sejam úteis a vocês!

 

Grande Abraço,

Thiago

Obs: Editando as fotos e os mapas para ilustrar o tópico.

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Olá povo, vou deixar um relato aqui para que outras pessoas não encontre surpresas pela frente, como foi o caso do meu grupo para o trekking no Marins....

Pesquisei em myitos lugares e todos falavam o seguinte: Da ranchonete do Milton vc andara uns 50 minutos até o Morro do Careca por uma trilha e depois por uma estrada (OK essa parte bate) gastamos 55 minutos.

Em todos todos os lugares que pesquisei falava que dai para frente começaria uma caminhada punck entre vales rochosos e capin elefante e subidas fortes. Segundo as pesquisas esse terreno nos encontrariamos até o base do Pico dos Marins, onde dali para a frente começariamos uma escalaminhada (ai nós nos lascamos). Logo após mais ou menos 1 hora (com mochilas cargueiras cheias) depois do morro do Careca nios deparamos com uma grande subida que sua maior parte tivemos que escalaminhar, e como em nosso grupo tinha pessoas (meninas) inesperientes em escalaminhada, a coisa começaram a ficar complicadas, pois as mesmas iriam somente até a base do Marins onde armariamos acampamento para o ataque final ao cume aionda pela madrugada. desse ponto até o fim da montanha, dai resolvemos dividir o grupo, pois como a montanha estava parecendo a 25 de Março aos sabados. 3 rapazes do nosso grupo foram na frente para guardar lugar no plato para montarmos acampamento, eu e o Vinicius ficamos com as Menias para darmos suporte. Quando chegamos em um ponto que é uma parede de ins 3 ou metros e tem que fazer uma pequena escada as meninas disseram que não teria como subir para o proximo lance da escalaminhada, mais eu e o Vinicius falamos que dava, eu subi pela esquerda e desci até uma parte do outro lado da parede (direita) o Vinicius ficou mais ou menos na metade desse intervalo entre eu e as meninas, onde demos suporte para as mesmas subirem até o proximo lance, so ai perdemos aprox 40 minutos, pois depois que elas subiram, nos tivemos que descer e pegar as mochilas das duas, dali continuamos a escalaminhada. Chegamos ao cume da primeira montanha, onde aida que teriamos que atravessar um vale de capim elefante para chegar até a base do outro pico, onde começaria o maciço do cume do Marins, as meninas estavam exaustas e os razes que foram na frente, subiram até o meio da outra montanha, onde levaria ao cume. Devido ao desgaste das meninas, resolvemos armar acampamento e ficar lego depois do vale de capim elefante, onde logo depois da nossa chegada foi armado mais 4 acampamentos nas imediações. Armamos acampamento pos ja erá 16:00 horas e o frio começava a chegar. Eu e o Vinicius resolvemos atacar o cume logo que o sol aparecesse, pois amanheceu com muito neblina e ninguem que ficou ali pode atacar o cume, pois a neblina só sumiu por volta das 11:00.

Então deixo meu recado aqui, tem dois lances de escalaminhada, e quem não estivem em forma e acostumadop a fazer trekking, não comece pelo Marins, pois ira se arrepender..."devido ao desgaste", pois o lugar é mágico... ::otemo::

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Pessoal, blz?

 

Estou querendo aproveitar o natal (dias 24, 25 e 26) para pegar umas montanhas... A idéia é a travessia marins - itaguaré, que eu já realizei faz muito tempo e que portanto não me lembro de praticamente nada.

 

Como sempre, várias perguntas:

 

- Clima: Dezembro, verão, chuvas, raios e muita imprevisibilidade. Não é época mais adequada para montanhismo, mas vocês acham que dá para encarar ou é furada mesmo?

 

- A idéia: Vou preparado para 2 pernoites. A trilha até o Marins é bem batida, certo? Se o tempo estiver muito fechado/ruim eu faço bate volta no marins e cancelo a travessia.

 

- Transporte. A idéia é ir de transporte público. Eu conseguiria chegar em Piquete no dia 23 pouco antes da meia-noite, ou no dia 24 por volta das 11:00. Pelo que vi do Augusto são uns 15km até a ranchonete, é isso? Pô, 15km de estradinha a pé desanima hein... Alguma sugestão? Taxi? Carona? Vou sozinho, não pretendo fechar resgate...

 

- Cronograma:

Da lanchonete até o careca vão de 45minutos.

Do careca até o riacho base do Marins vão em média 4 horas.

Do base do marins até a pedra redonda vão 5 horas.

Da pedra redonda até a base do itaguaré vão 4 horas.

Base do itaguaré até a estrada vão 2 horas.

O que acham desses horários aí? Tendo em vista que da ranchonete até a base do marins vão quase 5 horas, o limite para eu estar na ranchonete é 13:00. Será que dá para chegar aqui desembarcando em Piquete às 11:00 e caronando até lá??

 

- A trilha: Estando com tempo aberto, dá para tocar a travessia apenas com croquis? Tenho experiência em trilhas, mas não manjo de leituras de cartas e não tenho GPS. Sobre a tal pousada do Maeda, pelo que entendi as marcações de trilha dele (são as amarelas?) são confiáveis até certo ponto, depois passam a levar para a pousada do cara... COmo é isso?

 

- Água: época de chuvas, imagino que possa pegar água em todo lugar, só usando hidrosteril certo? Quanto a quantidade, quando fiz essa trilha passei o mairo perrengue... VOu com uns 4 litros...

 

- Itaguaré: Camelei que nem doido e cheguei na base do Itaguaré. Quanto tempo para ir ao cume? Da outra vez acabei não subindo lá e me lamento até hoje...

 

- Resgates: Anotei o fone do cara com a brasilia precária do relato do 'sem limites'. Mais alguns fones ?? Eu pretendo pegar carona, mas é melhor ter alguns fones para emergência...

 

Por enquanto é só!!! hehehehe

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Edu...

 

Furada na certa.

 

Não brinca com sua vida se arriscando em montanha no verão.

 

O Marins tem um historico enorme de desistência por chuvas..inclusive no inverno. Não se arrisca não.

 

Aqui no Brasil temos o privlégio de ter trilhas apropriadas para inverno e verão. Curta a Mata Atlantica nessa época.....

 

Desculpe ser franco e direto..mas é fundamental avernturar preservando a vida.

 

Grande abraço colega.

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    • Por casal100
      Vários amigos e familiares nos indagavam sobre nossas travessias, segundo eles, tudo era muito repetitivo(as fotos eram parecidas, repetimos várias vezes os mesmos caminhos, até pela falta de outros. Até tem, mas caminho particular, não faremos  mais). De certa forma eles têm razão, visto que a visão do picos e montanhas não tem comparação com fotos de estradas e, tem um detalhe mais importante: as principais atrações das cidades(tirando algumas) não estão dentro delas, mas nos arredores  (cachoeiras, picos, morros. ..). Nesses 2 meses,  caminhamos mais de 900 quilômetros é quase 10.000 kms de carro. Conhecemos pessoas maravilhosas por onde passamos, experimentamos emoções que nunca tivemos,  comidas deliciosas,  não tivemos nenhum problema mais sério, tudo muito tranquilo.
       
      O BRASIL É SIMPLESMENTE SENSACIONAL! 
      E mais bonito visto de cima. Diante disso e, até para comemorar meus 60 anos de vida (ingressei na melhor idade), neste verão resolvemos fazer algo um pouco diferente : fomos conhecer e rever alguns parques nacionais /estaduais /municipais e privados, subir alguns picos/montanhas  e alguns circuitos desses locais, região de cachoeiras,  e Brumadinho(Inhotim), poderíamos estar no dia do rompimento da barragem,  para nossa sorte desistimos em cima da hora.
      LOCAIS VISITADOS:
      Extrema - Mg (subida as base dos pico do lopo e do lobo)
      Munhoz - Mg(subida ao pico da antenas, caminhos)
      São Bento do Sapucaí - Sp(pedra do baú e roteiro)
      Marmelopolis -Mg(subida ao morro do careca, mirantes, pedra montada, roteiros e subida ao pico Marinzinho)
      Aiuruoca - Mg(subida ao pico do papagaio, matutu, cachoeiras)
      Visconde de Mauá-Rj - (subida a Pedra Selada)
      PN Ibitipoca - Mg (Janela do céu, pico, circuito das águas e grutas)
      São Tomé das Letras - Mg (cachoeiras e roteiros)
      Carrancas - Mg(cachoeiras e circuito serra de carrancas)
      Ouro Preto - Mg (centro histórico e subida ao pico do Itacolomi)
      Mariana-Mg: Bento Rodrigues, local destruído por outro rompimento de barragem da Vale.
      Serra do Cipó - Mg(todos circuitos dentro do parque e travessão)
      Conceição do Mato Dentro - Mg: cachoeira do Tabuleiro  (base e mirante)
      Lapinha da Serra - Mg(subida aos picos da Lapinha e Breu, cachoeira Bicame e Lajeado,  parte travessia Lapinha x Tabuleiro)
      Brumadinho - Mg(Inhotim)
      PN de Itatiaia - parte alta - Mg(base do pico das agulhas Negras e prateleiras, cachoeira Aiuruoca, circuito 5 lagos, subida ao pico do couto)
      Piquete - Sp(subida ao pico dos Marins)
      Infelizmente, por excesso de chuvas, não fizemos os picos do Itaguaré e da Mina( motivação da viagem). Entrou uma frente fria na semana que antecedeu o carnaval, tivemos que abortar por questão de segurança, pois não utilizamos guias e fazemos somente Bate/volta - fica para a próxima.
      As surpresas da viagem:
      Inhotim, Lapinha da Serra e Serra do Cipó. Pois não conhecia nenhuma delas.
      Algumas fotos
      Subida ao pico dos Marins - SP

      Pico do Itacolomi - Ouro Preto - Mg

      Cachoeira Bigame - Lapinha da Serra-Mg

      Subida para pico do Breu e Lapinha - Lapinha da Serra-Mg

      Vista desde o pico da Lapinha

      Cachoeira do espelho - travessão - Serra do Cipó -Mg

      A incrível JANELA DO CÉU 

      flora exuberante



    • Por katish
      Passei uma semana louca correndo atrás de uma cargueirinha de 30-35l.. enfiei na cabeça que precisava de uma mochila melnor para encarar trips de fds sem o peso extra da minha Air Contact 55+15 (que aliás nunca ficou cheia). Como boa brasileira que sou, acabei deixando pra escolher no último momento: sexta feira, 5 da tarde e eu saio correndo do trabalho. Peregrinação por SP: saí da Vila Olímpia, fui até a Arco e Flecha na Lapa comprar o saco de dormir, depois Pé na Trilha comprar a mochila no Paraíso, Decathlon do Morumbi para uma lanterninha de cabeça mais básica e finalmente pra casa tomar banho e enfiar tudo na mochila. Resultado: 11 da noite eu saindo de casa sem arrumar nada para encontrar meu amigo Cristiano na casa dele. Chegando lá começamos a arrumar as mochilas.. e percebo que esqueci meu camelback. Sabendo da reputação do Marins decido voltar em casa, a 1:30 da manha pra pegar meu camelback.. péssima decisão. Acabei dormindo só 1 hora, as 4:30 o Cris me acorda para irmos buscar o Douglas e sua noiva.
       
      Claro que dormi todo o caminho até Piquete... mas ainda acordei em tempo de ver a imponente montanha crescendo à medida que nos aproximávamos. Realmente exuberante, com suas encostas escarpadas e picos rochosos.

      estávamos em um grupo de 17 pessoas comemorando os 10 anos da lista T&T. Rapidamente nos arrumamos e colocamos o pé na estrada.. Ah, detalhe: depois de perder quase a noite toda pra ir buscar meu camelback, esqueci a tampa dele na casa do Cris e acabei subindo sem o dito-cujo. Que saco viu!
       

      Não tive problemas com a subida .. até ver a tradicional placa indicando início da subida ao Marins depois do morro do careca. Uma hora depois e só agora que a subida iria começar? Mal sabia eu o que me esperava.... Quase morri. A subida até o último platô antes do cume exigiu toda minha energia e concentração. Tive cãimbras de cair no chão gritando de dor! Minhas pernas tremiam que nem vara verde rssss.. Cheguei lá bastante tempo depois do pessoal, mas não tenho nem idéia de quanto tempo levei. Imagino que pelo menos umas 6 horas. Estava completamente exausta. A turma seguiu para o cume e ficamos eu, Cris, Douglas e Gi neste platô. Rapidamente arrumamos o acompamento, jantamos e fomos dormir.
       

      Acordamos com o astro-rei aquecendo nossas barracas depois de uma noite bastante fria como é normal no Marins. Cris, Douglas e Gi fizeram o ataque ao cume enquanto eu preguicosamente reclamava de ter que acordar. Comecei a arrumar as coisas enquanto eles desciam e logo nos reunimos ao restante da turma e iniciamos a descida. Eu me sentia super bem, nem parecia ter sofrido o que sofri no dia anterior. Algumas horas depois...percebi o quanto perdi de condicionamento. Minhas pernas nao aguentavam meu peso. Mas acompanhei bem o pessoa até o último pardeão na descida quando já se consegue ver o morro do careca. Ali fiquei pra trás, tinha que para a cada 10 passos de tanto dor que sentia nas pernas. E um enjôo danado.. e a água acabando... Acho que levei uma hora pra descer os últimos 150 metros. Quando cheguei no morro do careca me sentia tão mal, mas tão mal, que o Ronald até se ofereceu pra carregar minha mochila, o que foi prontamente aceito. Logo depois dele descer não aguentei e coloquei todo meu almoço e a água que bebera na descida pra fora. Assustei seriamente dois ciclistas que tinham acabdo de chegar... mas por incrível que pareça, isso me renovou. Me senti forte o suficiente para continuar a descida. E assim seguimos pela estradinha de terra até chegar na ranchonete, onde todos nos esperavam.
       
      Exausta mas satisfeita, não me fiz de rogada e emplaquei um pratão na churrascaria onde paramos para comer. Vai entender.. apesare de todos os pesarem, foi uma empreitada bem sucedida. Entre mortos e feridos todos se salvaram
       
      E como miséria pouca é bobagem, já estou programando o próximo perreungue no feriado de junho! Mas abaixo dos 2 mil metros de altitude
       
      Fotos de Rodrigo
    • Por rsfreitas
      Fiz esta viagem já faz algum tempo, em outubro de 2008, mas acabei não postando aqui.
      O Pico dos Marins é o mais alto que fica inteiramente dentro do Estado de São Paulo. Ele perde para o Pico da Mina, por exemplo, que fica entre SP e Minas Gerais.
      O Pico tem 2420 metros de altura, e fica no município de Piquete. O acesso até o início da trilha é fácil e pode ser feito por qualquer carro.
      Para chegar de São Paulo até o Pico dos Marins:
      Dutra - Saída 51
      BR 459 - Passar por Piquete e logo depois (menos de 1km) pegar a estrada José Rodrigues Ferreira à direita, para chegar à Vila do Marins.
      Passando o portal de Marmelópolis, logo a direita é o acampamento base.
       
      Já no acampamento base, deixe seu carro, negocie o preço com o Milton, e bata um papo com ele para conhecer melhor o que você terá pela frente.
       
      Apesar de eu ter levado o GPS para essa viagem, tinha comprado ele há menos de 1 semana, e mal sabia usar. Resultado: praticamente não usei, e o caminho tortuoso, demarcado por rochas empilhadas ou marcações bem toscas nas pedras, facilitou que nós 3 errassemos o caminho duas vezes na ida, e mais uma na volta.
      Recomendo levar um GPS com uma track bem feita (que não é o caso da minha), ou subir com um guia.
       
      A subida é realmente linda! A paisagem da mantiqueira vista cada vez mais do alto é de tirar o fôlego!
      Subimos em um dia muito quente e com muita bagagem (barraca, fogareiro, pratos e talheres, comida, água, etc..) o que dificultou muito nossa velocidade.
       
      Depois de aproximadamente 4 horas de subida e um erro, já estávamos bem cansados, e estávamos chegando nas subidas mais íngremes da aproximação do cume. Na quinta ou sexta hora, erramos o caminho novamente, em um grande charco que fica próximo ao ataque ao cume. Neste local o tempo fechou e começou a chover de leve, o que provocou um misto de calor e suor fortes sob o anorak, com muito cansaço e exaustão com o erro do caminho, que nos fez saltar de pedra em pedra no meio do charco, atolando o pé em lamas, com vegetação da nossa altura. A sensação foi de esgotamento geral.
       
      Neste ponto, tão perto do Marins, desistimos de continuar subindo e procuramos o local mais próximo para acampar: uma pedra mais plana e ampla, que cabia bem nossa barraca.
       
      O caminho tem essa peculiaridade. Quando você erra, ele é complicado de se caminhar. A vegetação entre as pedras é muito alta, por mais que não pareça, e quando você não consegue passar de uma pedra a outra, tem que entrar nessa vegetação, e passar um bom perrengue pra sair em algum lugar correto!
       
      Paramos no vale que antecede o cume, montamos a barraca e o fogareiro, arrebentados de cansados, e começamos a fazer nosso macarrão. Problema: água.
      Onde estacionamos não tinha água limpa. Tinham algumas passagens de água pouco corrente sobre as pedras, que tivemos que pegar com muito custo para pode fazer o macarrão, fervendo antes, para não ter muito problema. No dia seguinte viríamos descobrir um ponto de água próximo, mas com nosso erro não encontramos.
       
      Dormimos ali mesmo, no vale a beira do Marins, em uma noite incrível, com nuvens cobrindo a lua como se fosse o sol, criando sombras estranhas, depois limpava, e num instante uma massa de névoa vinha em nossa direção e cobria tudo, como se estivessemos em meio à serra na neblina. Demais!
      Algumas pessoas que desistiram pouco antes de nós passaram um belo perrengue nesta mesma noite. Eles estavam na área elevada, antes de nosso vale, e a noite foi de um completo vendaval, que fazia a barraca deles encostar em seus narizes durante a noite! Fica a dica: acampe no vale.
       
      Apagamos e no dia seguinte acordamos nos perguntando se deveríamos atacar o cume ou voltar, afinal, era domingo.
      Achamos que poderíamos levar muito tempo para subir e resolvemos não arriscar. Descemos em metade do tempo da subida, o que nos deu certo arrependimento de não ter deixado a bagagem e subido leve até o cume. Valeria a pena!
      Sim, voltamos sem alcançar o cume, mas com a promessa de voltar!
       
      Veja as fotos, e acesse o GPS Track com nossos erros no meu blog: http://tripsetracks.blogspot.com/2009/12/pico-dos-marins-sao-paulo.html - lá estou colocando todos os relatos de minhas viagens.
    • Por Cris*Negrabela
      [t1]E ela quaaaase chegou no cume do Marins... Sem Limites Trip[/t1]
       
      Algumas pessoas guardam na memória paisagens que completam ricas lembranças da sua vida. As minhas paisagens prediletas remetem diversas vezes há um caminho muito percorrido, rumo as chamadas Terras Altas da Mantiqueira.
       
      Sempre que pegava a Rod. Pres. Dutra, pra visitar os avós e tios durante a infância, e ainda hoje pra visitar os pais também, que se bandearam há alguns anos pro lado de lá da serra, quando a rodovia se aproximava da cidades de Lorena e Cachoeira Paulista, não havia outra coisa mais interessante no mundo pra mim do que olhar aqueles enormes maciços rochosos, como se a serra inteira resolvesse mostrar o quanto podia ser tão mais grandiosa só apartir daquele ponto. Quando criança, eu não tinha a mínima ideia de que picos poderiam ser aqueles, mas já pensava como seria poder andar lá por cima. E há alguns anos, descobri, maravilhada, que aquelas montanhas eram nada mais nada menos que os maciços do Marins, do Itaguaré e toda a Serra Fina...
       
      Bem, Pico do Marins não é nenhum lugar inédito, relatos sobre ele é o que não faltam, então o que eu posso dizer sobre o que sera "minha primeira montanha de verdade"? Já tinha declinado outros convites de conhecer essa montanha, na duvida se ia ou não aguentar a parada. Mas depois de subir o Corcovado de Ubatuba na boa, eu não tinha mais duvida que subiria qualquer montanha que viesse pela frente. E porque então não começar por aquele "morrinho" tão familiar de vista e tão desejado desde a infância?
       

      Bruno, Carla, Well, Daysa, Carol e minha mínima figura no acampamento base
       
      Há umas três semanas atrás, eu havia lançado um convite aos Sem Limites que estivessem livres esse final de semana para uma pernada qualquer. A idéia de destino, no primeiro momento, era outra, mas conversa vai, conversa vem, acabamos fechando em ir para o Marins. Previsão de tempo maravilhosa, uma senhora de uma lua cheia prometendo espetáculo para o fim de semana. Um declina daqui, outro aceita dali e fechamos o grupo: eu, o "08" Well Bericat e sua valente "frô" Daysa/Deise, o BrunoSJC e sua esposa, Carla. De ultima hora, apareceu a Carol, caindo de paraquedas no meio do grupo. Alias, grupinho interessante: aquela região é praticamente quintal do Bruno e da Carla, o Well também já conhece o Marins de tras pra frente e três "marinzeiras de primeira viagem" pra contrabalancear, sendo esse o primeiro trekking que a Carol iria fazer.
       
      As 04h50 do sábado toca o interfone do meu predio. Lá embaixo, no carro, me esperavam o Well e a Daysa. Passamos pelo metrô pra esperar a chegada da Carol e dalí toca infinatamente pela Dutra, em meio a neblina matutina e vendo - não sem uma pontinha de ansiedade - o pasto a beira da rodovia todo coberto de geada. Ansiedade porque só quando estávamos quase chegando lá descobrimos que a Carol estava sem isolante térmico e a noite prometia ser bem gelada. Pausa para o café da manhã num posto qualquer e apressamos o rumo, visto que o Bruno já estava lá.
       
      Seguimos a estrada Piquete-Itajubá, já maravilhada com a enormidade do Marins ao fundo, com um belo sábado de sol sem nuvens. Na subida para o acampamento base, encontramos um verdadeiro congestionamento... de vacas! O boiadeiro que ia tocando o rebanho apenas se limitou a dizer calmamente pro Well "vai apertando que eles abrem passagem!", mas havia ali no meio um sem numero de bezerrinhos teimosos que insistiam em bloquear o caminho por mais que o Well ameaçasse passar por cima deles. Depois de perder um tempão em meio a esse caos, o ultimo bezerro se convenceu a sair do caminho e chegamos ao Acampamento base do Marins, onde encontramos o Bruno e a Carla e deixamos o carro apos bater um papo com o Milton. A quantidade de carros estacionada ali já indicava que muita gente teve a mesma ideia de aproveitar o fim de semana de sol pra encarar a montanha tambem. Mochilas ajustadas, agua abastecida e lá fomos, as 9h50 nós tranquilamente subindo a estradinha até o Morro do Careca, batendo papo e tirando um mundo de fotos. Estávamos dando risada porque tanto a Carla como a Daysa levavam (abarrotadas) mochilas de 22l, enquanto o grosso ia nas cargueiras do Bruno e do Well, coisa que eu e a Carol achamos uma "puta falta de sacanagem", já que estávamos desprovidas de namorado ou marido pra dar uma de sherpa por nós...Dor de cotovelo é triste...rs
       

      Marins visto do Morro do Careca - Mode "Panoramica de Pobre" [[on]]
       
      Dali já víamos o primeiro cocuruto a ser vencido - não que olhar pros quase trezentos metros de subida ingreme fosse animador, mas a paisagem é o que tirava o fôlego de verdade! A imensidão do mar de morros, formado pelos contrafortes da serra , que ia se abrindo quanto mais a gente subia de um lado e os paredoes rochosos do Marins do outro são de embasbacar! E toca a subir, e subir e subir, com o vento forte e gelado aliviando o calor do sol. Com um km de lingua pra fora, lá iamos nós terminando a segunda etapa da subida. A proxima etapa era subir e cotornar o próximo maciço e encarar os primeiros trechos de escalaminhada.
       

      Pedra da Andorinha...ou , a prova cabal que Deus tem um puta senso de humor...hehe
       
      Naquele ponto, a Carol dava sinais de esgotamento. A mochila dela tambem nao ajudava muito, um modelo bem simples de cargueira com uma barriqueira que nao cumpria sua função e estava presa apenas por um nó - ou seja, o peso todo da mochila descarregava em seus ombros e a desequilibrava. Isso somado a um pouco de medo de altura e ela sentia dificuldades ao encarar os trechos de escalaminhada, então nosso ritmo ficou mais lento para dar uma ajuda e apoio moral pra ela. Era cerca de 2h da tarde quando terminamos de contornar o maciço, avistando além do cume, o Marinzinho e o vale da nascente do Ribeirão Passa Quatro. Apesar de todo mundo ter beliscado uma coisinha ou outra enquanto caminhava, resolvemos que era melhor não pararmos para comer "de verdade", até porque ali o vento resolveu mostrar o quanto estava gelado e poucos minutos parados já nos causava frio e lábios rachados.
       

      "Minas não tem mar. Lá, quem quiser navegar tem de aprender que o mar de Minas é em outro lugar."
       
      O plano geral, quando resolvemos ir pro Marins, era acampar no cume, mas naquele ponto sabíamos que a Carla tinha medo de altura e travaria só de pensar no trepa-pedra final e Carol possivelmente nao aguentaria a subida. Além disso, a galera que voltava do bate e volta ao pico nos informava que lá em cima estava parecendo a 25 de Março, não restava mais lugares planos ou mesmo abrigados pra montar as barracas. Sendo assim, ficaríamos no platô logo abaixo do cume. Faltava só atravessar aquele vale, praticamente "nadando" em meio ao capim e subir a encosta do platô. Well e Daysa dispararam na frente, o Bruno e a Carla iam logo depois e eu acompanhava a Carol no fim da fila. As 16h10 chegamosas duas, por último, no platô, onde armamos nossas barracas e atacamos vorazmente nossos sanduiches.
       

      "Vamo, Cris... nada de moleza numa uma ladeirinha de nada dessas!"
       
      A temperatura nao estava tão baixa, o sol ainda estava lá mas o vento era inclemente. Depois de nos enfiarmos em todas as nossas roupas, fomos assistir o sol, que se escondia rapidamente no horizonte, seus ultimos raios iluminando, sentido leste, todo o caminho da travessia para o Itaguaré, com a Serra Fina ao fundo fechando o cenário ao nordeste. Eu estava olhando, em linha contínua, para meus próximos objetivos e, perdão pela pieguice, mas a emoção era grande. Bebericamos um pouco de vinho, batendo um papo animado e cheio de gargalhadas, mas tremendo de frio. Eu havia esquecido minhas luvas em meio a correria; acabei sendo salva pelo Bruno que desentocou da mochila um par de luvas a mais e uma touca com uma faixinha que cobria a boca e nariz. A preocupação agora era a Carol, que estava sem o isolante, e novamente a "mochila do Gato Félix" do Bruno veio para sua salvação: ele sacou um plastico grosso e uma manta de fleece de lá de dentro. Daí bastou ela ajeitar o plástico, mochila e tudo mais que pudesse no meio para conseguir ter uma noite menos desconfortável.
       

      Ei, Marketing da Nautica, já tem uma foto dos SL num video e outra no Facebook da Trilhas&Rumos...Vai rolar um patrocínio ou vamos ter que mudar de barracas???kkk
       
      Algum tempo depois, eu, Well e Carol observávamos algo brilhando, como um conjunto de luzinhas piscantes, surgindo atras da encosta do cume, e nos perguntando o que estava fazendo um doido qualquer com um estrobo no meio da subida do cume (não sem antes cogitar se era um disco voador...). Resultado: três idiotas de queixo caído ao nos darmos conta que aquela coisa brilhante que vinha surgindo era a lua, e a sensação de luzinhas é porque estávamos vendo através do capim chacoalhado pelo vento! A Daysa, dentro da barraca quase se mata de tanto rir da nossa cara! Mas devo dizer, em nossa defesa, que nao era "qualquer lua", era um verdadeiro escandalo luminoso. E o pior é que nem tinhamos tomado tanto vinho assim que justificasse começar a ver "coisas"!!
       
      Para fugir da ventania, preparamos nosso rango abrigado no sobreteto das barracas e em poucos minutos estávamos mais aquecidos e com as barriguinhas cheias de arroz, feijoada e uma deliciosa (porém gelada!) salada. Depois de comer, acabou a coragem pra ficar do lado de fora; todo mundo se entocando em suas barracas por volta das 21h, com aquele luar "holofótico" sobre nossas barracas. Para nossa sorte, não fez tanto frio quanto temíamos, mas não acredito que tenha sido lá uma noite muito agradável pra Carol, considerando-se que alem do frio, ela dormia ao lado de um urso roncante que se tratava da minha pessoa... Eu havia simplesmente "morrido" dentro do meu saco de dormir, só ressuscitei muito depois do nascer do sol.
       
      Reza a lenda que as 05h00 o Well tentou me acordar, sem sucesso, para fazermos o ataque ao cume e ver o nascer do sol lá de cima. Disse ele que a unica resposta que ele recebeu foi um ronco. Acabaram indo apenas ele e a Daysa, e eu desconfio que ele resolveu testar mesmo os nervos dela: ao invés de ir pelo caminho comum, tomaram uma vertente "pouco usual" fazendo uma verdadeira e radical escalada, iluminados mais pela lua do que pela headlamp e em meio a uma tremenda ventania. E a moça valente passou no teste com louvor, voltando para o Platô mais radiante que o sol.
       

      Eu ainda estava morta na barraca, mas diserram que são o Well e Dona Daysa descendo do Cume..
       
      Dai me vi num dilema: O Well e a Daysa já estavam voltando; a Carla, estava numa briga entre a vontade e o medo de altura - o medo ganhou; o Bruno se declarou com uma preguiça monstro e a Carol também não tinha planos de atacar o cume. Olhei pro cume pensando "subir sozinha, eu subo de boa... mas e se eu travo pra descer dessa joça? Faço o que!?" Ainda bem que apesar de Sem Limite, pelo menos juizo eu tenho. Morrendo de arrependimento por ter acordado tão tarde e não ter subido junto com a dupla dinâmica, respirei fundo e deixei pra próxima. Porque agora virou questão de honra já que o Well ficou me zuando por ter pipocado no fim da missão!
       

      Marinzinho, Pedra Redonda, Itaguaré e a Serra Fina lá no fundo... e quem disse que eu sussego enquanto nao atravesasr isso tudo?
       
      Tomamos nosso café, arrumamos as tralhas em meio a um vento ainda mais congelante que o da noite, contando um sem numero de grupos descendo do cume e algumas figuras "interessantes" subindo para o ataque. Entre elas, um imbecil de posse de uma daquelas malditas vuvuzelas , fazendo o maior estardalhaço possivel. Começamos a descer por volta das 10h30 e pouco tempo depois percebemos que a Carol estava sofrendo com a caminhada. Acredito que a somatória de uma caminhada no dia anterior que, por causa da mochila, acabou sendo extenuante para ela, mais uma noite gélida e mal dormida tinham acabado com suas forças. O cansaço causou inchaço em seus pés e tornozelos, e como sua pisada nao tinha mais firmeza, acabou pisando de mal jeito e sentiu o tornozelo para completar. Uma coisa eu preciso dizer sobre essa menina: sem sombra de duvida, ela foi corajosa. Cada passo, curto e meio vacilante, era acompanhado por uma careta de dor, e mesmo indo muito lentamente, ela não parou.
       
      Eram cerca de 13h30 quando estávamos começando a descer o ultimo morro antes do Careca. O Bruno e a Carla foram descendo na frente, o sol já estava fritando e o Well estava explodindo de dor de cabeça por conta disso. Como a Carol não aguentava caminhar num ritmo normal e não aceitou quando ele se ofereceu para levar a mochila dela, ele e a Daysa desceram para poder se abrigar um pouco na sombra e nós duas continuamos descendo no passo da lesma, auxiliada pelo meu bastão.
       
      Acho que a Carol já devia estar de saco cheio de tanto que eu dizia pra ela "Coragem! Falta pouco pra terminar!". Como os pés dela estavam latejando de tão inchados, ela tirou o tenis e colocou meu "crocs", o que já deu um pequeno alívio na caminhada. Mesmo assim ainda demoramos quase 45 minutos para encontrar a Daysa, quase no final da descida, que havia voltado pra buscar a mochila da Carol. Com isso, ela conseguiu caminhar num ritmo melhor e em pouco tempo encontramos o Well junto a placa no inicio da trilha com uma garrafa de água fresquinha que ele havia buscado numa biquinha (pegando uma trilhazinha que começa do lado oposto da que vai para o Marins). Alias, quando ele e a Daysa chegaram ali encontraram um grupo que tinha deixado pra trás a maior zona de lixo e uma fogueira acesa, que o Well prontamente apagou.
       
      Um pouco de descanço, água fresca e o fim do terreno inclinado foram o suficiente pra dar uma renovada na Carol, e dali seguimos num bom ritmo de volta até o acampamento base, com a Daysa levando a mochila da Carol e o Well com sua cargueira e a da Daysa. Bruno e a Carla já tinham zarpado, não sem antes nos deixar um bilhete e um recado para nós com o Milton. Brindamos o fim da trip com uma breja gelada enquanto a Carol recebia nossos mais sinceros cumprimentos por ter "sobrevivido" bravamente a jornada. Hora de zarpar para a casa, não sem antes uma parada no Mc Donalds do posto Arco-Iris, em Roseira, já que a mais leve sugestão de um milk-shake por parte da Daysa atiçou nossas lombrigas...
       
      Que dizer dessa trip, no final das contas?
       
      Que caminhar na companhia do Well é sempre óoootemo, e com a Daysa então, fechou o pacote (mas arranja outra musica porque nunca mais eu quero ouvir "Alejandro" por culpa sua kkk)! Que foi um imenso prazer conhecer Carla e Bruno, o animadissimo "Casal 15". E que a Carol, sofreu mas já foi picada pelo mosquitinho da montanha, como o Well costuma dizer, e já saiu perguntando quando rola a proxima. Sinta-se bem vinda!
       
      E que o Marins é simplesmente mágico. A caminhada em si, os trechos de escalaminhada e o visual alucinante do interminável mar de morros do sul de Minas. Somo a tudo, isso poder contemplar, de um angulo novo, todos os picos que fazem parte de um dos mais ricos cenários da minha vida tornam aquele lugar único. E mesmo que eu não sentisse que fiquei me devendo o cume, pretendo voltar lá tantas vezes quanto a vida me permitir! (E que o Marins é suave perto da subida do Corcovado!)
       
      Cris SL04
      (mais fotos no http://negrabela.multiply.com ... assim que eu terminar de carregar tudo kkk)
    • Por joaopaulosarja
      Há tempos venho tentando organizar uma viagem para o RJ, para conhecer as maravilhosas trilhas e paisagens da cidade. A intenção inicial era ir para a Pedra da Gávea, mas após inúmeras desistências e contratempos, acabei indo para o Pico dos Marins. Lugar que eu já tinha na minha lista há um bom tempo mas que pretendia ir um pouco mais pra frente.



      O Marins fica entre Piquete e Cruzeiro, sendo que o acesso mais fácil para quem vem de São Paulo ou RJ seria a Dutra, pegando a saída 51 que cai na Rod Lorena-Itajuba, a partir de lá as placas facilitarão o trajeto. No site oficial dos Marins podemos ver o mapa mais detalhado do caminho.



      http://www.marinzeiro.com/como_chegar.html



      O roteiro deste caminho é o seguinte:



      Pela Rodovia Presidente Dutra (BR 116) saída 51, seguir pela BR 459, passar por Piquete e logo em seguida (800 metros) virar à direita para a Estrada Viscinal José Rodrigues Ferreira que dá acesso à Vila dos Marins. Quando chegar ao fim do asfalto, que é na saída da Vila dos Marins, suba à esquerda até o final da serra, passe o portal do município de Marmelópolis na divisa SP-MG, entre à direita e logo em seguida você chegará ao Acampamento Base Marins.





      Veja o mapa:

       

       
      As distâncias aproximadas deste roteiro são as seguintes:

      • Distância total: 40 km

      • Rodovia Pres. Dutra (saída 51) - Estrada Vicinal do Bairro dos Marins: 19 km

      • Estrada Vicinal do Bairro dos Marins: 20 km

      • Portal de entrada de Marmelópolis - Acampamento Base Marins: 1 km



      Ainda para quem vem de São Paulo ou Rio de Janeiro outro roteiro de estrada é pela Rodovia Presidente Dutra (BR 116) saída 51, seguir pela BR 459 até a divisa entre São Paulo e Minas Gerais. Passar pelo posto da barreira fiscal e pelo trevo de Venceslau Brás, seguir mais 1.500 metros e entrar na estrada de terra atrás do ponto de ônibus do lado direito da estrada (há uma placa indicando a Fazenda Saiqui). Seguir por cerca de 14 Km na estrada e entrar no pequeno trevo indicando Pico dos Marins/Montanha.





      Veja o mapa:

       

       




      As distâncias aproximadas deste roteiro são as seguintes:

      • Distância total: 53 km

      • Rodovia Pres. Dutra (saída 51) - Saída para a estrada da Fazenda Saiqui: 38 km

      • Estrada para a Fazenda Saiqui - Trevo indicando Pico dos Marins/Montanha: 14 km

      • Trevo indicando Pico dos Marins/Montanha - Acampamento Base Marins: 1 km





      Vale ressaltar que já próximo do Acampamento Base Marins, você ira pegar mais ou menos uns 4km de estrada de terra, e o caminho lá não é dos melhores, você irá achar relatos de pessoas que sobem com os mais diversos veículos, mas a chance de parar na estrada é real. Sendo que apesar de engraçado, não será nada agradável se você estiver indo de madrugada e num grupo pequeno.



      Após as tentativas e fracassos na viagem para o RJ, escolhi Domingo dia 23/07 para fazer a subida aos Marins, com a idéia de acampar no Cume e fazer a descida na segunda-feira 24/07. Fomos em dois amigos, amigo esse que me garantiu que estaria pronto para fazer a trilha, isso veríamos kkk.



      Combinamos de sair de São Paulo em torno de 07 horas da manhã, porém com alguns “pequenos” atrasos às 10:00 estávamos pegando a estrada. O caminho é bem tranqüilo e saindo de São Paulo são exatamente 4 pedágios, totalizando R$ 26,00 ( 3,40 / 3,40/ 6,10/ 13,80) e um pouco antes à saída 51 (para quem vem de São Paulo) existe um GRAAL que é uma ótimo opção para abastecer e fazer a refeição antes de por o pé na trilha.



      Continuamos nosso caminho e como falei eu temia mais a serra dos Marins do que a montanha hehe, e como a Lei de Murphy nunca falha, já próximos ao Acampamento Base atolamos. Já imaginei que ficaríamos um bom tempo ali, pois não aparecia ninguém, porém demos sorte e logo um carro descia com 4 rapazes que disseram que no dia anterior atolaram exatamente no mesmo ponto. E assim com muito esforço conseguimos tirar o carro de lá e trilha que segue. Hehehe.



       

       
      Chegamos ao Acampamento Base em torno das 14:00 horas, chegando la conversei com o rapaz que é encarregado do lugar, e não é mais o Milton como vocês devem ter visto em outros relatos por aqui. No acampamento é possível comer e comprar ainda algumas bebidas para levar para a trilha, aproveitamos para comprar algumas águas extras e antes de subir ainda fomos informados pelo novo dono que eles oferecem o serviço de resgate para quem vai fazer a Travessia Marins x Itagaré, tudo pode ser combinado assim que você chegar ao acampamento base. A diária para o estacionamento do acampamento é de R$ 20,00.



      Iniciamos a subida e com 10 minutos de caminhada meu amigo já queria parar para descansar

      Na verdade quando mandei os vídeos, fotos e relatos da trilha, ele não olhou nada e estava achando que uma trilha tranqüila, mesmo eu tendo o alertado diversas vezes. Ok, já entendi naquele momento que não seria mais possível acampar no cume, não tínhamos mais o tempo hábil para subir, muito menos naquele ritmo. Mas mesmo assim ele não quis voltar e disse que iria até o final, então decidimos ir até onde desse, acamparíamos e terminaríamos a subida no dia seguinte.



      O primeiro ponto no tracklog é o morro do careca, leva-se em torno de 40 minutos para chegar, e partindo dali começa oficialmente a trilha para o Pico dos Marins. No começo não tem segredo e a trilha é bem marcada, com alguns pequenos trechos de escalaminhada. A partir da metade da trilha que inicia a subida em pedra que passa a ficar um pouco mais técnico, porém nada que seja impossível ou demasiadamente difícil.

       

       


      Obviamente que não chegamos ao pico com a luz do sol e quando deu 18:00 horas escureceu. Porém mesmo não estando no topo é possível ver toda a beleza que existe nesse lugar. Durante praticamente toda a caminhada é possível ter o vislumbre de vistas e paisagens incríveis. Daquelas que realmente ficam guardadas na memória. E porque não tentar guardar num registro fotográfico também ! Rs !!

       

       

       

       

       

       

       

       

       


      Após escurecer andamos por mais 2 horas, porém a navegação no Marins, não é das mais simples a partir da metade do caminho, e no escuro ainda com uma lanterna fica bem complicado de prosseguir. Levem sempre mais de uma lanterna e com bateria reserva. Por fim achamos uma área onde era possível acampar e por lá ficamos.



      Nesse momento em torno de 21 horas, não estava ventando muito, porém ao longo da noite os ventos aumentaram muito, mas a barraca resistiu bem e não passamos muito pouco frio. ( Se serve de indicação a barraca ARPENAZ 2 da QUECHUA vale muito o custo beneficio na minha opinião. Para quem não quer investir uma grana muito alta em barraca esse modelo da Quechua atende muito bem as necessidades !! )

       

       
      Dormimos bastante e no dia seguinte com um vento bem gelado prosseguimos em nosso caminho. Nesse segundo dia já começamos no trecho onde se inicia alguns trechos por pelo capim elefante. Em uma primeira vez realmente se tem um pouco de dificuldade em navegar pelo caminho, porém a impressão que tive é que não existe um caminho certo quando se sobe o Marins, em alguns trechos você tem a indicação de setas e totens, mas pelo que percebi você pode ir de diversas maneiras. Não estou aconselhando a abrir novas rotas e nem demarcá-las, porém, você verá que não esta preso, e você consegue subir pelo tracklog, ou indo 20 metros para La ou para Ca. Caso você tenha se perdido pode usar o tracklog como uma referência mesmo que um pouco longe da trilha. Mas assim que você localizar as setas novamente nesse trecho de pedras, não tem erro. Dificilmente se perderá.



      O trecho final do Marins requer um pouco mais de cuidado e atenção, alguns pedaços de pura escalaminhada, subir em 4 apoios, escolha um bom calçado para não ter nenhum imprevisto, esse ultimo trecho é muito gostoso de ser feito e a recompensa fica logo a vista. Passados alguns minutos estávamos lá, chegamos ao cume !!! Mesmo não tendo a oportunidade de ver o por do sol ou o nascer do sol, ficamos sem palavras, e explicar o que é aquela vista, aquela sensação é até difícil !!! O céu estava totalmente aberto, sem nenhuma nuvem, e de La é possível ver todas as principais cidades da região da Mantiqueira, é realmente indescritível.

       

       

       

       

       

       

       


      Ficamos algum tempo apreciando tudo aquilo e fazendo o máximo de fotos que conseguimos RS. Mesmo no pico existe diversos pontos para visitar, apreciar e fazer lindas fotos. É possível avistar a travessia de Serra Fina, Pedra redonda, entre outros...

      Depois de explorar bastante, resolvemos descer, apesar de ser mais simples agora que tínhamos idéia do caminho, não foi tão mais rápida a nossa descida, e em torno de umas 16:00 horas estavamos de volta no acampamento base.



      Fomos de domingo para segunda, encontramos muitas pessoas descendo que haviam ficado La no sábado, porém domingo fomos os únicos a subir, para quem vai aproveitar um final de semana para fazer essa aventura, inicie a trilha cedo, para que consiga pegar um bom lugar para acampar, caso esteja indo dentro da semana, ou domingo não precisa se preocupar muito com isso.



      O tempo que se leva para subir é muito relativo, depende da sua condição física, do seu costume de fazer esse tipo de trilha, da sua mochila, então não vou falar em tempo pois muda muito de pessoa para pessoa.



      Por fim, a visita ao Marins não só valeu muito a pena como me deixou com vontade de mais, e pretendo logo estar voltando para fazer a travessia, e aproveitando a oportunidade para acampar no cume. A quem ainda não foi e tem vontade o único conselho que tenho é que vá, aproveite cada segundo da trilha e de tudo que essa maravilhosa montanha tem para oferecer, com certeza ficarão tão apaixonados por ela quanto eu.



      OBS: provavelmente quando forem verão pelo caminho uma cachorrinha que fica no acampamento base, ela parece uma raposa, deve ser algum espírito reencarnado sei La..kkk, enquanto estávamos lá, ela subiu e desceu a montanha 3 vezes, ela é a guia oficial pode-se dizer, mostra o caminho de verdade, e tem um pique maior que todos os viajantes juntos hehe, quando estávamos no final da trilha a encontramos novamente e resolvi retribuir o favor levando ela no colo, até que a danada dormiu, hahaha.

       

       

       


      Boa sorte a todos, e boas aventuras !!


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