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Aconcagua - sozinho e sem mulas - Confluência, face Sul e Plaza de Mulas


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  • Membros

Show de bola as fotos, parabens pela trip.

Apenas uma humilde pergunta, não aceite como critica pelo amor de Deus... Só achei leve de mais 28kg. (se tratando de Aconcágua e querendo chegar ao cume), geralmente a galera q vai sem mulas, solo ou até em duplas a carga geralmente supera os 40kg (isso quando se tem a intenção de atacar o cume), vc realmente tinha intenções de fazer o Aconcágua ou foi apenas para fazer o trekking até PÇ de Mulas??

ABç

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  • Membros de Honra

Renato,

 

Parabéns pelo relato, muito legal tua aventura. Apesar de não ter conseguido teu objetivo inicial, já se orgulhe por ter encarado essa aventura sozinho, talvez sem todo o equipamento necessário, e ter passado por onde passou pra chegar no seu limite. É o que o Cacius falou: "saber voltar, identificar o ponto onde não dá mais é uma demonstração de maturidade, de força".

 

E as fotos ficaram show!

 

Abs

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  • Membros de Honra
Esse lance de só o "cume interessa" é coisa de alpinista

É não, Edy/Edver/Penélope ::lol4::

Isso é coisa de despreparado. Conheci um cara que tentou o Aconcágua duas vezes. Na segunda retornou quando estava a menos de 50m verticais do cume, uns 250 de distância, segundo ele. Ele passara cinco minutos do tempo-limite para retorno. Virou pros companheiros e disse "acabou, vamos embora".

Isso é ser montanhista. Respeitar montanha, os companheiros, a si mesmo. ::cool:::'>

 

Renato, imagino que a barraca tenha tecido respirável, então, para ter condensado/congelado tão pouco... Se fosse normal, acho que vc teria acordado num iglu!

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  • Membros
Show de bola as fotos, parabens pela trip.

Apenas uma humilde pergunta, não aceite como critica pelo amor de Deus... Só achei leve de mais 28kg. (se tratando de Aconcágua e querendo chegar ao cume), geralmente a galera q vai sem mulas, solo ou até em duplas a carga geralmente supera os 40kg (isso quando se tem a intenção de atacar o cume), vc realmente tinha intenções de fazer o Aconcágua ou foi apenas para fazer o trekking até PÇ de Mulas??

ABç

 

Fala aí, tudo bem?

Desculpa a demora para responder, estava em um treinamento e não pude acessar o site...

Sim, minha intenção era a de tentar o cume sim, se possível. A idéia seria de chegar em Plaza de Mulas e lá me juntar a outra(a) pessoa(s) que estivessem sós, alugar os equipos restantes e continuar a subida. Infelizmente não encontrei mais pessoas para unir forças, e achei arriscado continuar só... Esse foi um dos obstáculos...

Então, sobre os 28kg, eu consegui levar tudo o que eu precisava para me virar por lá... Optei por levar "alimentos" mais leves, mas com alto teor de proteínas e vitaminas, como várias (mesmo!) barras de proteínas, chocolates, barras de cereais, efervescentes para uma melhor hidratação, complexo vitamínico, e apenas três "copos" de macarrão, porque conheço bem as necessidades do meu corpo, e me dou bem com esse tipo de alimentação. Só aí já economizei uns bons quilos na mochila...

Mas o que tornou a mochila mais leve também foi a opção de não levar as botas plásticas, crampons, etc... pois não tinha mais espaço na mochila... eu deixaria algumas coisas em Plaza de Mulas e alugaria as botas e crampons, mas me f..di com essa decisão, alugar as coisas lá em cima é caríssimo, levei pouco dinheiro, enfim, foi um baita erro de planejamento.

Da próxima vez estarei também com uma mochila maior, com certeza! 8)

É isso aí...

Abraço

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  • Membros

Grande Renato, muito bom o lance da alimentação, uma pena vc não ter encontrado ninguem para te acompanhar, e as coisas por lá são uma fortuna mesmo, os ermanos esfolam mesmo ainda mais em alta temporada...

Mais valido pela experiencia de estar lá, na minha opinião, mais uma pena mesmo vc não ter chegado ao cume...

Forte abraço!!!

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  • Membros de Honra

Parabéns Renato, pelo relato e pela aventura!

 

Numa próxima vez vc consegue o Aconcágua. Afinal não faltou preparo físico (28 Kg até Plaza de mulas) nem oxigenação no sangue!

 

Eu fiz apenas a Quebrada de Matienzo, 4 dias, vale vizinho ao Horcones (vide relato). Mas lembra muito o cenário fotografado por vc.

 

Fiquei com uma dúvida - as botas de plástico são realmente necessárias para o Aconcágua...Existem botas de montanhismo que aceitam crampons (tem sola rígida) e não são tão pesadas como as de plástico. A Salomon tem alguns modelos excelentes. Afinal normalmente é apenas a partir da canaleta que existe neve o ano inteiro.

 

Na próxima vez tente já sair do Brasil com um companheiro(a) de empreitada. Realmente é difícil chegar na Plaza de Mulas e conseguir companhia. O Aconcágua é um dos meus projetos. Se for novamente e quiser me chamar fique a vontade. É só questão de agenda.

 

Abraços,

 

Peter

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  • Membros
Parabéns Renato, pelo relato e pela aventura!

 

Numa próxima vez vc consegue o Aconcágua. Afinal não faltou preparo físico (28 Kg até Plaza de mulas) nem oxigenação no sangue!

 

Eu fiz apenas a Quebrada de Matienzo, 4 dias, vale vizinho ao Horcones (vide relato). Mas lembra muito o cenário fotografado por vc.

 

Fiquei com uma dúvida - as botas de plástico são realmente necessárias para o Aconcágua...Existem botas de montanhismo que aceitam crampons (tem sola rígida) e não são tão pesadas como as de plástico. A Salomon tem alguns modelos excelentes. Afinal normalmente é apenas a partir da canaleta que existe neve o ano inteiro.

 

Na próxima vez tente já sair do Brasil com um companheiro(a) de empreitada. Realmente é difícil chegar na Plaza de Mulas e conseguir companhia. O Aconcágua é um dos meus projetos. Se for novamente e quiser me chamar fique a vontade. É só questão de agenda.

 

Abraços,

 

Peter

 

Fala aí Peter, tudo bem?

 

Muto bom seu relato da Quebrada de Matienzo! O cenário dessa região realmente é impressionante, dava p/ eu ter conhecido mais lugares próximos... Numa próxima vez vou querer passar também pelo Cordón del Plata, falam muito bem de lá e é ótimo para aclimatação...

 

Sobre as botas de plástico, não são ítens obrigatórios, me referi a elas no relato apenas porque era o que tinha p/ alugar em Plaza de Mulas... acreditei que as minhas botas não seriam suficientes... talvez até fossem. E existem as botas duplas, mais confortáveis e também garantem uma maior resistência ao frio. Já sobre os crampons, nunca os usei na minha vida, então nem sei como é feita a adaptação... :D

 

Agora é só manter o físico e planejar uma volta ao Aconcagua dentro de alguns anos... não penso em ir já nas próximas férias, mas daqui a uns 3 ou 4 anos estarei de volta, um pouco mais equipado e com companhia! Se o Aconcagua é um dos seus projetos, com certeza eu te aviso quando for voltar para lá, quem sabe as agendas coincidam?

 

Abraços

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  • Membros de Honra

Valeu Renato!

 

Também não penso em tentar tão cedo o Aconcágua pela rota normal. Preciso antes comprar uma boa tenda geodésica para montanha, porque uma tempestade lá em cima não é brincadeira. E um saco de dormir de pluma -20º C. Ambos os itens são caros (+/-500 bucks cada!).Já tenho uma bota que aceita crampons (tem que ter o solado rígido) e piolet. Crampons eu prefiro alugar.Esta plástica é cara e pesada, e de uso muito limitado, muito profissional.

 

Penso tb quando for fazer um trekking na Bolívia contratar um curso básico de montanhismo para ensinar o uso do piolet e crampons e a fazer self arrest, coisa que só sei na teoria. Dizem que estes cursos não são caros na Bolívia.

 

Realmente o Cordon de Plata é utilizado para aclimatação. Outro local pode ser a Quebrada de Matienzo.

 

Qualquer coisa também lhe aviso, se resolver antes ir para o Aconcágua.

 

Abs, Peter

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  • Membros de Honra

Ótimo relato Renato! ::otemo::

Acabei de voltar de Chaltén e fiquei tendadíssimo a passar por Mendonza só para conhecer o acampamento base do Aconcagua, mas ficará para uma próxima.

 

Gostaria muito de tentar o Aconcagua um dia, mas acredito que ainda me falta bastante experiência. Quem sabe não conversamos dentro desses 3 ou 4 anos... já somos 3!

 

 

Desvirtuando um pouco, Peter, obrigado pelo relato de Chalten, foi meu guia de bolso! Só não consegui segui-lo 100% por causa do clima e coragem para alguns dias solo. ::putz::

 

 

Abraços

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      Olá mochileiros,
       
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      Aconcágua, Puente del Inca e Uspallata - Tópico de Perguntas e Respostas
       
      Relatos sobre Aconcágua, Puente del Inca e Uspallata:
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      Segue um pequeno roteiro de viagem para quem busca fazer um trekking para o acampamento base da face sul do Aconcágua, conhecido como Plaza Francia.
      Sobre o Aconcágua
      O Aconcágua é o pico mais alto do hemisfério sul com 6.959 m de altitude. Fica localizado na fronteira entre a Argentina e Chile e se tornou ponto para escalada por diversos alpinistas. O clima é desértico e caracterizado pela brupta alternância de temperaturas ao longo do dia, causadas pelos ventos gelados da cordilheira.
       
      Parque Provincial Aconcágua
      O parque foi criado em 1983 com o objetivo de preservar a fauna, flora e sítios arqueológicos presentes na região do Aconcágua sobre uma área correspondente a 71.000 hectares. A partir de 1990, o Depto. de Recursos Naturais Renováveis estabeleceu a regulamentação e estrutura de controle e assistência aos visitantes que praticam atividades de passeio, trekking ou escalada. O Aconcágua tem uma importância relevante no ecossistema da região andina. O abastecimento de água para consumo e irrigação nas cidade próximas da cordilheira dependem do degelo e da conservação dos recursos naturais.
       
      Como Chegar
      Para se chegar ao Parque Nacional do Aconcágua, é preciso viajar até Mendoza (1.000km de Buenos Aires). De Mendoza até a entrada do parque deve-se tomar a RN-7 (Ruta Nacional 7) até os arredores da Puente del Inca, cuja distância é de 180km e requer 3 horas de carro/ônibus. A RN-7 é a estrada que liga Mendoza ao Chile. No caminho, há diversos pontos de parada para abastecimento e restaurantes.
       
       
      Primeiro Dia
      Saímos de Mendoza pela manhã com um grupo de excursão organizado pelo pessoal do Campo Base. A viagem de Mendoza até a entrada do parque demorou 4h. Fizemos o check-in no Parque Aconcáagua (2.700m) e iniciamos a trilha. Cerca de 20min de caminhada, chegamos a Laguna de Horcones.
       
      A paisagem é surpreendente. A vegetação é rala e se limita até 3.500m de altitude. Além disto, somente pedra e areia. Após 4h de caminhada, finalmente chegamos a Confluencia (3.300m). É o local do acampamento e aclimatação dos trekkers que ora se destinam a Plaza Francia ou a Plaza de Mulas.
       
      As empresas que organizam excursões mantém uma infraestrutura básica para receber os viajantes: (i) barracas, (ii) banheiros (com privada!), (iii) água potável e (iv) chuveiro. Neste local, as pessoas se reúnem ao fim das caminhadas para fazer refeições e se confraternizarem. A turma do Campo Base mantém um cozinheiro em tempo integral que prepara todas as refeições do dia (café da manhã, almoço, café da tarde e jantar). A primeira noite no Aconcagua é inesquecível. O céu límpido permite visualizar estrelas e constelações como se estivéssemos em órbita.
       
       
      Segundo Dia
      Após o café iniciamos a marcha rumo a Plaza Francia. O caminho é demarcado por uma trilha com indicações de distância até o local. Alguns trechos exigem cuidado, pois são próximos de declives e qualquer tombo estragaria a caminhada. A medida que ganhamos altitude, o corpo começa a sentir falta de oxigênio e é preciso diminuir o ritmo para evitar as paradas.
       
      Durante o caminho, percebe-se como a natureza no Aconcágua é traiçoeira. Todos estavam vestidos de camiseta devido ao sol forte daquela manhã. Ao passarmos por um corredor, o vento deixou uma sensação térmica de 5C e tivemos que colocar as jaquetas de volta.
       
      Após 5h de caminhada, chegamos a Plaza Francia (4.200m). O local também é conhecido como acampamento base da Face Sul e pode ser descrito como uma área plana e desértica onde os alpinistas montam o acampamento para se aclimatarem antes de subir ao cume. Recebeu este nome em homenagem aos franceses que foram pioneiros na escalada pela Face Sul. Os guias comentam que Plaza Francia é o ponto onde se pode ter a visão mais bela do Aconcágua. A vista do cume é surpreendente. Nesta região também podemos observar pequenos glaciares que se formam sobre as rochas. Engana-se quem pensa encontrar um local repleto de alpinistas prontos para se aventurarem pela face mais difícil do Aconcágua. Em geral, fica vazio o ano inteiro, pois somente pessoas muito experientes (ou loucas) correm o risco de subir por esta rota. Não se assuste: chegar a Plaza Francia é fácil e o caminho não apresenta dificuldades.
       
      A visão da parede sul é inspiradora. Paramos para o almoço sob o mirador do Plaza Francia. Tivemos que nos esconder detrás de algumas rochas, pois o forte vento impedia a refeição tranqüila. Algumas pessoas do grupo sentiram muito o efeito da altitude e falta de oxigênio. Foi duro lutar contra a sonolência. Retornamos a Confluencia depois do descanso.
       
       
      Terceiro Dia
      Deixamos o acampamento pela manhã para retorno a entrada do parque. O retorno é muito mais rápido e leva apenas 1h30 em um bom ritmo. Uma van nos levou até a Puente del Inca e almoço nos arredores. Chegamos em Mendoza no final da tarde.
       
       
      Custo da entrada (permiso) e fiscalização
      A fiscalização na entrada do parque é rigorosa e exige a apresentação de documentos, pagamento de licença (permiso) e a declaração da rota que se pretende seguir. Os permisos devem ser carimbados na entrada, no destino e na saída. Para trekkings a Plaza Francia (Face Sul) ou Plaza de Mulas (Face Norte), o permiso custa US$ 20 (baixa temporada) e US$ 30 (alta temporada). Cidadãos argentinos, chilenos ou residentes pagam apenas Ar$ 20 para o trekking e podem ficar isentos conforme a época.
       
      Quanto dias reservar para o trekking?
      O trekking a Plaza Francia dura de três a quatro dias conforme a empresa que organiza. Algumas reservam a primeira noite em um hotel/albergue próximo a Penitentes.
       
      Excursão organizada x Excursão sem guia?
      Se você imaginou que pode economizar alguns trocados viajando sozinho até Plaza Francia, pode esquecer. O custo/tempo para organizar seu trekking e montar sua infra-estrutura de sobrevivência a 4.000m de altitude é muito maior. O pacote com preço mais acessível nos custou Ar$ 350/pessoa. Seguem dicas de empresas que organizam trekkings até a Plaza Francia:
       
      - Campo Base Travel Adventure - http://www.cerroaconcagua.com
      - Trekking Travel - http://www.trekking-travel.com.ar
      - Fernando Grajales - http://www.grajales.net
      - Aconcagua Spirit - http://www.aconcaguaspirit.com.ar
       
      O que levar durante o trekking?
      - Jaqueta contra vento/frio (impermeável)
      - Blusa Polar
      - Camisa de polipropileno (secagem rápida)
      - Gorro de lã
      - Boné/Chapéu para sol
      - Par de meias de lã
      - Par de meias finas
      - Bota para caminhada
      - Roupas íntimas
      - Óculos para sol
      - Mochila (65lts)
      - Mochila de ataque (20-35lts)
      - Saco de dormir (-15C a -30C)
      - Isolante
      - Par de Bastão para trekking
      - Protetor solar
      - Protetor labial
      - Máquina fotográfica
      - Lanterna
      - Cantil
       
      Aluguel e Compra de Equipamentos
      É possível alugar todo tipo de equipamento para caminhada ou escalada em Mendoza. Para aqueles que não querem ter o trabalho de carregar isolantes e saco de dormir pelos aeroportos, pode-se obtê-los em Mendoza ao redor de Ar$ 20/dia para cada item. Se vc realmente quer comprar e trazer de volta ao Brasil, sugiro comprá-los em Mendoza, pois a oferta e os preços são melhores do que B.Aires. Seguem dicas de lojas que alugam e vendem equipamentos:
       
      - Campo Base Adventures - Tel: (261) 429-0707
      - Orviz - http://www.orviz.com
       
      Posso dispensar algum dos itens listados?
      Nenhum dos itens descritos é frescura. A sensação térmica durante as caminhadas podem variar de 5C a 29C em poucos segundos. A falta de uma jaqueta contra o vento pode ser fatal. A noite em Confluencia, a temperatura (no verão) pode chegar a -5C. Um saco de dormir inadequado pode comprometer sua noite de sono. Os bastões são fundamentais para sustentar o equilíbrio e o peso do corpo (+ mochila) nas subidas/descidas. Durante o dia, é impensável deixar de passar protetores na pele e nos lábios, que ficam rachados pela aridez do deserto.
       
      Dicas para aclimatação
      É muito comum a sensação de cansaço, sono ou dor-de-cabeça para quem não está acostumado a grandes altitudes. É bom lembrar que Mendoza tem altitude próxima de S.Paulo e, no mesmo dia, chega-se a 3.500m após a caminhada. Valem as dicas:
       
      - Tome muito líquido a todo instante
      - Não deixe de fazer nenhuma das refeições
      - Leve power bars durante as caminhadas
      - Respire pelo nariz
      - Caminhe pausadamente (passos curtos), pois a falta de oxigênio é perceptível
       
      Espero que aproveitem as dicas e possam curtir o Aconcágua.

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