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O objetivo deste tópico é trocar informações e reunir depoimentos e dicas sobre as cidades de Puente del Inca e Uspallata, assim como da principal atração próxima às cidades, o Parque Provincial Aconcágua. Se você está com alguma dúvida em relação às cidades ou ao parque e seu principal pico, coloque-a aqui que sempre um mochileiro de plantão irá ajudar. Se você já conhece alguma destas localidades, conte para nós como foi sua experiência, seja ela negativa ou positiva, deixando dicas e demais informações para mochileiros perdidos. 

 

 

Guia de Mendoza por Mochileiros.com

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Aconcágua, Puente del Inca e Uspallata - Tópico de Perguntas e Respostas

 

Relatos sobre Aconcágua, Puente del Inca e Uspallata:

Relato sobre viagem de quinze dias à Argentina, incluindo Aconcágua, Puente del Inca e Uspallata pelo mochileiro Leo Caetano

Relato sobre viagem de vinte e dois dias à Argentina, incluindo Aconcágua, Puente del Inca e Uspallata pelo mochileiro Rafael Xavier

Relato sobre viagem de carro à Argentina, incluindo Aconcágua, Puente del Inca e Uspallata pelo mochileiro Serneiva

Relato sobre viagem à Argentina, incluindo Aconcágua, Puente del Inca e Uspallata pelo mochileiro Alex Melo[/linkbox]

 

Segue um pequeno roteiro de viagem para quem busca fazer um trekking para o acampamento base da face sul do Aconcágua, conhecido como Plaza Francia.

Sobre o Aconcágua

O Aconcágua é o pico mais alto do hemisfério sul com 6.959 m de altitude. Fica localizado na fronteira entre a Argentina e Chile e se tornou ponto para escalada por diversos alpinistas. O clima é desértico e caracterizado pela brupta alternância de temperaturas ao longo do dia, causadas pelos ventos gelados da cordilheira.

 

Parque Provincial Aconcágua

O parque foi criado em 1983 com o objetivo de preservar a fauna, flora e sítios arqueológicos presentes na região do Aconcágua sobre uma área correspondente a 71.000 hectares. A partir de 1990, o Depto. de Recursos Naturais Renováveis estabeleceu a regulamentação e estrutura de controle e assistência aos visitantes que praticam atividades de passeio, trekking ou escalada. O Aconcágua tem uma importância relevante no ecossistema da região andina. O abastecimento de água para consumo e irrigação nas cidade próximas da cordilheira dependem do degelo e da conservação dos recursos naturais.

 

Como Chegar

Para se chegar ao Parque Nacional do Aconcágua, é preciso viajar até Mendoza (1.000km de Buenos Aires). De Mendoza até a entrada do parque deve-se tomar a RN-7 (Ruta Nacional 7) até os arredores da Puente del Inca, cuja distância é de 180km e requer 3 horas de carro/ônibus. A RN-7 é a estrada que liga Mendoza ao Chile. No caminho, há diversos pontos de parada para abastecimento e restaurantes.

 

 

Primeiro Dia

Saímos de Mendoza pela manhã com um grupo de excursão organizado pelo pessoal do Campo Base. A viagem de Mendoza até a entrada do parque demorou 4h. Fizemos o check-in no Parque Aconcáagua (2.700m) e iniciamos a trilha. Cerca de 20min de caminhada, chegamos a Laguna de Horcones.

 

A paisagem é surpreendente. A vegetação é rala e se limita até 3.500m de altitude. Além disto, somente pedra e areia. Após 4h de caminhada, finalmente chegamos a Confluencia (3.300m). É o local do acampamento e aclimatação dos trekkers que ora se destinam a Plaza Francia ou a Plaza de Mulas.

 

As empresas que organizam excursões mantém uma infraestrutura básica para receber os viajantes: (i) barracas, (ii) banheiros (com privada!), (iii) água potável e (iv) chuveiro. Neste local, as pessoas se reúnem ao fim das caminhadas para fazer refeições e se confraternizarem. A turma do Campo Base mantém um cozinheiro em tempo integral que prepara todas as refeições do dia (café da manhã, almoço, café da tarde e jantar). A primeira noite no Aconcagua é inesquecível. O céu límpido permite visualizar estrelas e constelações como se estivéssemos em órbita.

 

 

Segundo Dia

Após o café iniciamos a marcha rumo a Plaza Francia. O caminho é demarcado por uma trilha com indicações de distância até o local. Alguns trechos exigem cuidado, pois são próximos de declives e qualquer tombo estragaria a caminhada. A medida que ganhamos altitude, o corpo começa a sentir falta de oxigênio e é preciso diminuir o ritmo para evitar as paradas.

 

Durante o caminho, percebe-se como a natureza no Aconcágua é traiçoeira. Todos estavam vestidos de camiseta devido ao sol forte daquela manhã. Ao passarmos por um corredor, o vento deixou uma sensação térmica de 5C e tivemos que colocar as jaquetas de volta.

 

Após 5h de caminhada, chegamos a Plaza Francia (4.200m). O local também é conhecido como acampamento base da Face Sul e pode ser descrito como uma área plana e desértica onde os alpinistas montam o acampamento para se aclimatarem antes de subir ao cume. Recebeu este nome em homenagem aos franceses que foram pioneiros na escalada pela Face Sul. Os guias comentam que Plaza Francia é o ponto onde se pode ter a visão mais bela do Aconcágua. A vista do cume é surpreendente. Nesta região também podemos observar pequenos glaciares que se formam sobre as rochas. Engana-se quem pensa encontrar um local repleto de alpinistas prontos para se aventurarem pela face mais difícil do Aconcágua. Em geral, fica vazio o ano inteiro, pois somente pessoas muito experientes (ou loucas) correm o risco de subir por esta rota. Não se assuste: chegar a Plaza Francia é fácil e o caminho não apresenta dificuldades.

 

A visão da parede sul é inspiradora. Paramos para o almoço sob o mirador do Plaza Francia. Tivemos que nos esconder detrás de algumas rochas, pois o forte vento impedia a refeição tranqüila. Algumas pessoas do grupo sentiram muito o efeito da altitude e falta de oxigênio. Foi duro lutar contra a sonolência. Retornamos a Confluencia depois do descanso.

 

 

Terceiro Dia

Deixamos o acampamento pela manhã para retorno a entrada do parque. O retorno é muito mais rápido e leva apenas 1h30 em um bom ritmo. Uma van nos levou até a Puente del Inca e almoço nos arredores. Chegamos em Mendoza no final da tarde.

 

 

Custo da entrada (permiso) e fiscalização

A fiscalização na entrada do parque é rigorosa e exige a apresentação de documentos, pagamento de licença (permiso) e a declaração da rota que se pretende seguir. Os permisos devem ser carimbados na entrada, no destino e na saída. Para trekkings a Plaza Francia (Face Sul) ou Plaza de Mulas (Face Norte), o permiso custa US$ 20 (baixa temporada) e US$ 30 (alta temporada). Cidadãos argentinos, chilenos ou residentes pagam apenas Ar$ 20 para o trekking e podem ficar isentos conforme a época.

 

Quanto dias reservar para o trekking?

O trekking a Plaza Francia dura de três a quatro dias conforme a empresa que organiza. Algumas reservam a primeira noite em um hotel/albergue próximo a Penitentes.

 

Excursão organizada x Excursão sem guia?

Se você imaginou que pode economizar alguns trocados viajando sozinho até Plaza Francia, pode esquecer. O custo/tempo para organizar seu trekking e montar sua infra-estrutura de sobrevivência a 4.000m de altitude é muito maior. O pacote com preço mais acessível nos custou Ar$ 350/pessoa. Seguem dicas de empresas que organizam trekkings até a Plaza Francia:

 

- Campo Base Travel Adventure - http://www.cerroaconcagua.com

- Trekking Travel - http://www.trekking-travel.com.ar

- Fernando Grajales - http://www.grajales.net

- Aconcagua Spirit - http://www.aconcaguaspirit.com.ar

 

O que levar durante o trekking?

- Jaqueta contra vento/frio (impermeável)

- Blusa Polar

- Camisa de polipropileno (secagem rápida)

- Gorro de lã

- Boné/Chapéu para sol

- Par de meias de lã

- Par de meias finas

- Bota para caminhada

- Roupas íntimas

- Óculos para sol

- Mochila (65lts)

- Mochila de ataque (20-35lts)

- Saco de dormir (-15C a -30C)

- Isolante

- Par de Bastão para trekking

- Protetor solar

- Protetor labial

- Máquina fotográfica

- Lanterna

- Cantil

 

Aluguel e Compra de Equipamentos

É possível alugar todo tipo de equipamento para caminhada ou escalada em Mendoza. Para aqueles que não querem ter o trabalho de carregar isolantes e saco de dormir pelos aeroportos, pode-se obtê-los em Mendoza ao redor de Ar$ 20/dia para cada item. Se vc realmente quer comprar e trazer de volta ao Brasil, sugiro comprá-los em Mendoza, pois a oferta e os preços são melhores do que B.Aires. Seguem dicas de lojas que alugam e vendem equipamentos:

 

- Campo Base Adventures - Tel: (261) 429-0707

- Orviz - http://www.orviz.com

 

Posso dispensar algum dos itens listados?

Nenhum dos itens descritos é frescura. A sensação térmica durante as caminhadas podem variar de 5C a 29C em poucos segundos. A falta de uma jaqueta contra o vento pode ser fatal. A noite em Confluencia, a temperatura (no verão) pode chegar a -5C. Um saco de dormir inadequado pode comprometer sua noite de sono. Os bastões são fundamentais para sustentar o equilíbrio e o peso do corpo (+ mochila) nas subidas/descidas. Durante o dia, é impensável deixar de passar protetores na pele e nos lábios, que ficam rachados pela aridez do deserto.

 

Dicas para aclimatação

É muito comum a sensação de cansaço, sono ou dor-de-cabeça para quem não está acostumado a grandes altitudes. É bom lembrar que Mendoza tem altitude próxima de S.Paulo e, no mesmo dia, chega-se a 3.500m após a caminhada. Valem as dicas:

 

- Tome muito líquido a todo instante

- Não deixe de fazer nenhuma das refeições

- Leve power bars durante as caminhadas

- Respire pelo nariz

- Caminhe pausadamente (passos curtos), pois a falta de oxigênio é perceptível

 

Espero que aproveitem as dicas e possam curtir o Aconcágua.

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Ja estive 2 vezes no Aconcagua: uma pra escala-lo e outra pra fazer caminhadas nos arredores, e existe a possibilidade de faze-lo pelo Chile tb. Na segunda vez fui de carona, de Santiago ate Pte del Inca. Contudo, pra subir o Aconcagua, é necessario ir ate Mendoza colher o visto q da permissao de entrar no pq, q hj ta bem salgadinho.

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Olá. Alguém sabe me dizer se para fazer a trilha de Puente del Inca até o Acampamento Base do Aconcágua, tendo todos os equipamentos e pago a taxa de entrada do parque (~U$40.00), é necessário ir com agência ou dá pra ir seguindo o fluxo/acompanhando sinalizações/indo pelo único caminho(hehe).

Outra Coisa: Alguém sabe dizer se a Barraca Trilhas & Rumos Super Esquilo 2 aguenta esse trekking ?

Agradeço desde já. Brigadão.

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Caro grego

Vc foi para Plaza de Mulas?

Dá para ir sozinho até o cume se quiser, sem guias, é só tar bem informado e ter noção básica de direção. Até mulas vc vai quase que seguindo o Horcones superior e a barraca aguenta até aí se não tiver tempestade e for na alta estação. Fui na baixa estação, peguei neve dentro da barraca, passei frio, tinha que dormir de saco aberto pq não entrava dentro, tempestade, ventos, chegou a menos 47 no cume, mas valeu cada segundo que passei lá e quando tiver outra oportunidade, bem fisicamente quero tentar chegar ao topo.

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Eita que faz um tempinho que não entro aqui. E venho logo prá perguntar.

 

Seguinte, assim como nosso caro amigo cujo tópico estou ressuscitando, estou planejando um trekking ao cume do Aconcágua num futuro próximo-distante. Janeiro de 2008? de 2009? de 2010? não sei.

 

Nosso colega, pela data do seu post, já deve ter ido e voltado. Se ainda estiver aqui e disposto a colocar suas considerações, agradeço. Não tem nada sobre trekking no Aconcágua no Mochileiros, tirando um relato. Pelo menos não que eu tenha encontrado.

 

Por enquanto tenho poucas questões, relativas ao planejamento:

 

1) Água. Tem água durante o trek? até que ponto?

 

2) Tem comida durante o trek? até que ponto?

 

3) Tem abrigos/pousadas na trilha? até que ponto? caro?

 

4) Quantas rotas "trekkáveis" existem do sopé ao cume?

 

5) Saindo de sampa, quais os meios de transporte e seus preços para se chegar ao Aconcágua? Provavelmente sairei de jampa com meu irmão que mora lá, ou nos encontraremos em sampa, ele vindo de jampa e eu dazoropa. Bastam então as infos concernentes à sampa como ponto de partida.

 

Por enquanto é "só" isso. Valeu para quem puder ajudar. Valeu para quem puder apoiar. Meu último trekking sério foi ao EBC. Tá mais que na hora de fazer outro da categoria...

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Sim! Ia esquecendo...

 

6) Vi uns 2 ou 3 relatos de gente falando do uso de crampons no ataque ao cume. São necessários mesmo?

 

Pergunto isso porque no Nepal havia sugestões também do uso de crampons para a travessia do Cho la. No fim os crampons que levamos não serviu para nada mais que fazer peso na mochila.

 

Precisa mesmo de crampons no ataque ao cume? onde? na Canaleta? em todo trajeto? serveria meio-crampons? tem de ter aquelas botas especiais de escalada em gelo?

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Caro Hendrik

 

Aqui vão algumas respostas para suas perguntas

 

1- Vc encontra água nos acampamentos base de Confluência, Plaza de Mulas e Plaza Argentina, embora dependendo do tempo possa estar tudo congelado, mas janeiro é alta temporada e é difícil isto acontecer. Acima (+-4300metros) só derretendo neve ou gelo.

 

2- Nos acampamentos base existem barracas refeitórios e até um Pub. Acima disso só contratando as empresas que levam grupos ou fazendo.

 

3- Existem vários lugares para montar barraca, e nos acampamentos base existem barracas dormitórios, sendo que em Plaza de Mulas há até um hotel. Acima tem três pequenos refúgios de madeira em Berlin, a 5930 metros, sendo que um está semidestruído e sempre cheio de gente na alta temporada. O hotel é caro, mas para ficar nas barracas é barato.

 

4-As principais rotas trekkáveis são a rota normal, sendo quase 40km até Plaza de Mulas, e pelo Glaciar de los Polacos sendo mais de 60km até Plaza Argentina.

 

5- De Sampa pode pegar um avião para Buenos Aires ou Santiago e depois para Mendoza, ou então ir de busão direto ou de carro (+-3000kms).

 

6- Os crampons só são necessários na rota normal a partir do Portezuelo de los vientos e canaleta se a neve estiver congelada, lisa. Não é necessário botas para escalada em gelo, embora é obrigatório o uso de botas duplas, sendo a externa de plástico para evitar congelamentos. Como vc vai na alta temporada (janeiro) é possível chegar ao cume usando somente bota de trekking.

 

Fui ano passado, sem guias e só contratei os serviços de hospedagem e alimentação em Penitentes (2 dias), Confluência (2 dias) e Plaza de Mulas (6 dias), saiu em torno de R$ 900,00. Na entrada do parque vc recebe um saco para colocar todo o lixo que gerar, e acima de Plaza de Mulas vc recebe outro saco, para fazer suas necessidades fisiológicas dentro, todos numerados e se não devolver na saída é multa de 100 doletas cada.

 

Espero ter te ajudada um pouco, qualquer outra dúvida é só perguntar.

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Valeu pela resposta!

 

Tou querendo ter certeza dessa Canaleta, porque devido à uma dessas "crampon pode ser preciso" nos fez levar 800g deles por semanas e semans e no fim apesar do passe esta completamente coberta de neve e gelo da neve super-pisada que a popularidade do passe Cho garantia, nãos os usamos. A situação de mais risco foram umas pedras coberdas de gele e que nos fez usar os bastões pesadamente. O resto foi uma longa caminhada mais ou menos inclinada sobre a supefície gelada e em muitos pontos dura mas que bastava andar com cuidado que as botas e bastões davam conta.

 

Comida por conta própria, estipulas quantos kg?

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Caro Hendrik

Eu acho que se vc for na alta temporada, e pegar tempo bom(normal), não precisará de crampons, e se por acaso precisar pode encontrar em Plaza de Mulas mesmo, emprestado ou alugado. Vai ficar sabendo se é necessário no porteo a nido ou berlin, ou pelos outros andinistas. As botas plásticas é o mesmo caso.

Se for pelo Glaciar dos Polacos irá usar com certeza.

O clima de lá é bem mais seco do que o EBC do lado nepalês e por isso o ar parece ser mais rarefeito ainda.

Aconselho se alimentar nas barracas refeitórios, principalmente por fazer amizade com um monte de gente interessante do mundo todo, sendo um ambiente muito legal, e fazer comida somente nos acampamentos superiores. A comida não é por quilo e sim por porções, pois geralmente é desidratada. Eles também fornecem comida para marcha. E por incrível que pareça ainda engordei neste trekking , mesmo andando 200 kms em 10 dias.

Nos acampamentos eles também fornecem suco a vontade, as vezes(muito comum), vc não se acostuma com a água de lá e tem uma baita diarréia.

Agora imagine vc ter uma dirréia a noite, a mais de 5000 metros, com -30 no termometro, ventos de 75 km/h, tendo que fazer dentro de um saco plástico e ainda trazer ele de volta até Horcones.

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Eu acho que se vc for na alta temporada, e pegar tempo bom(normal), não precisará de crampons, e se por acaso precisar pode encontrar em Plaza de Mulas mesmo, emprestado ou alugado. Vai ficar sabendo se é necessário no porteo a nido ou berlin, ou pelos outros andinistas. As botas plásticas é o mesmo caso.

Se for pelo Glaciar dos Polacos irá usar com certeza.

 

Então, como eu temia, é uma loteria. Tenho meio-crampons, que levei pro Nepal. Não tive oportunidade de usa-los, então não sei como vão com minhas botas. Seria frustrante chegar no ataque e descobrir que não dá prá seguir porque não tenho crampons ou minhas botas de trekking não trabalham bem com meus meio-crampons...

 

Vou considerar o aluguel de botas e crampons em Plaza de Mulas.

 

Aconselho se alimentar nas barracas refeitórios, principalmente por fazer amizade com um monte de gente interessante do mundo todo, sendo um ambiente muito legal, e fazer comida somente nos acampamentos superiores.

 

Mas essas barracas só existem em Plaza de Mulas, né?

 

A comida não é por quilo e sim por porções, pois geralmente é desidratada.

 

Desculpe, eu não especifiquei. Penso em levar daqui da Europa aqueles sacos de comida liofilizada. Dois tipos: porção para um, umas 125g, e porção para dois, umas 250g. Experiência me mostrou que porção para um não é suficiente e acabo precisando de porção para 1 e 1/2, não vendidas, claro. Como quase sempre caminho com meu irmão, acabamos usando uma porção para dois mais uma porção para um, 375g. 375gx3 refeições por dia = 1125g. O trek ao cume do Aconcágua geralmente dura uns 20 dias, né. Tirando o Plaza de Mulas, não há postos de abastecimentos, pelo que sei (ou há e se são caros). Plaza de Mulas é cara e não me animo a gastar os parcos dólares que conseguirei juntar para gasta-los com comida durante o trek, ainda mais sendo essa comida cara. Então contarei comida para 20 dias. 1125gx20=22,5kg. Algumas porções são mais pesadas, dependendo do cardápio, então botarei uns 25kg para 20 dias pra duas pessoas. 12,5kg por pessoa. Considerando o resto, tipo chocolates, farinhas, energéticos, nozes, etc, isso deve ir entre os 15 e 20kg. De comida.

 

Concorda? discorda? por que?

 

Eles também fornecem comida para marcha.

 

"Eles" quem? As tendas-refeitório em Plaza de Mulas? essas porções são suficientes e quanto custam?

 

 

E por incrível que pareça ainda engordei neste trekking , mesmo andando 200 kms em 10 dias.

 

Não engordamos no Nepal, mas ao contrário dos relatos do Tramontina e Pires, não emagrecemos e comemos muito bem. Bem até demais para nossos bolsos. Se algo desse gênero pode ocorrer de novo no Aconcágua é bom eu saber, para entrar nos cálculos financeiros...

 

Nos acampamentos eles também fornecem suco a vontade, as vezes(muito comum), vc não se acostuma com a água de lá e tem uma baita diarréia.

 

Ôpa, ôpa, ôpa! peraí que quero isso bem claro: "FORNECEM" ou "VENDEM"???

 

Nada a fazer com a água? nada que ponhamos nela adianta? só lá ou durante todo trek e mesmo derretendo neve?

 

Perguntas extras:

 

1) Quanto custava o aluguel de botas e crampons lá?

 

2) Poderia me dizer qual o meio mais barato de acesso ao local, saindo de sampa? ou sugere sair de outra cidade brasileira? já li de gente saindo de sampa até Buenos Aires e então para Medonza. Já li indo pro Chile e de lá para Medonza... tem por acaso os preços e detalhes desses trechos?

 

Grato

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Olá

 

Eu vou em Novembro para Mendoza, alguem me aconselha algum hotel onde ficar no centro da cidade?

Sabem quanto pode custar um transfer (pode ser onibus ou taxi) Aeroporto/Mendoza?

Sabem quanto pode custar a viagem de onibus Mendoza/Puente del Inca?

 

Desde já obrigado por todas as informações que me possam dar.

 

Abraço

 

Afonso :P

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Olá a todos

 

Eu vou para a Argentina em Novembro para tentar atingir o cume do Aconcágua, mas gostava de saber mais alguns pormenores sobre a zona, se alguém me podesse ajudar!!!

 

Sabem onde se apanha o onibus em Mendoza para Puente del Inca? Quanto custa? Existem vários durante o dia?

Quantas horas se demora mais ou menos de Puente del Inca a Confluencia?

O trilho está bem marcado até Plaza de Mulas (Puente del Inca - Plaza de Mulas)?

Existe água potável nos acampamentos?

 

Necessito de levar Piolet?

 

Aclimatação:

 

A ascenção ao Cerro Bonete é fácil? Como descobro o itinerário? Quantas horas demora?

 

Obrigado desde já por toda a atenção que possam dispensar ao tema.

 

Boas actividades

Afonso

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O Hostel Puertas del Sol é muito bom. Barato, melhor localização, limpo e tudo muito bem arrumado.

 

http://www.hostelpuertasdelsol.com.ar/

 

Taxi pro aeroporto eu não tenho a menor idéia.

 

Existem algumas agencias que cobram 70 pesos ida e volta outras 50.

 

Vc pode ir um dia e marcar a volta em outro, masmo sendo a volta uma semana depois.

 

Existe o bus também, mas dependendo da época, é bem concorrido.

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estou me praparando para tentar o aconcagua ,novamente, em fev.2009.

minhas duvidas sao quanto ao desemb. no aeroporto de buenos aires.

troco o dinh. aqui ou lá?

existe algum terminal de onibus proximo que ligue buenos aires a mendoza??

aguardo as dicas, Feliz ano novo p/ todos e muitas aventuras, ok .

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eloir duvidas sobre dinheiro, cambio, etc... vc pode tirar nesse tópico aqui guia-e-dicas-sobre-moedas-cartoes-e-gastos-na-argentina-t29014.html

 

não troque dinheiro nno aeroporto de ezeiza e se precisar fazer faça no banco de la nacion pq as outras casa de cambio são um absurdo.

 

no resto de suas dúvidas não opino pq num sei..r.s, mas com certeza nos topicos de mendoza vc consegue responder isso

 

Abraços!

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Caro grego

Vc foi para Plaza de Mulas?

Dá para ir sozinho até o cume se quiser, sem guias, é só tar bem informado e ter noção básica de direção. Até mulas vc vai quase que seguindo o Horcones superior e a barraca aguenta até aí se não tiver tempestade e for na alta estação. Fui na baixa estação, peguei neve dentro da barraca, passei frio, tinha que dormir de saco aberto pq não entrava dentro, tempestade, ventos, chegou a menos 47 no cume, mas valeu cada segundo que passei lá e quando tiver outra oportunidade, bem fisicamente quero tentar chegar ao topo.

 

Cara, estou indo agora para a regiao de Mendonça no final de média temporada (começo a meados de Dezembro) e tava muito afim de fazer o Aconcagua, mas os preços de agencias sao proibitivos para mim e a idéia de fazer sem agencia me pareceu absurda, principalmente porque vejo muitos casos de pessoas experientes morrendo no Aconcagua, sendo que muitas pela rota normal. Por isso queria saber saber o que voce chama de estar bem informado. Meu senso de direçao e navegaçao é bom e ja tive uma experiencia em alta montanha que foi no Huayna Potosi, mas em hipotese alguma me arriscaria novamente nessa montanha se estivesse sem guia. Portanto se possivel queria que voce respondesse algumas perguntas:

1- A partir de qual altitude os crampons sao necessarios?

2- De aproximadamente quantos dias seria uma expediçao como essa?

3- Existem muitas gretas no Aconcagua? Nao seria muito perigoso ir sem estar amarrado em ninguem?

4- Voce conhece o Huayna Potosi, para se possivel dizer as diferenças e as semelhanças tecnicas entre as duas montanhas?

 

Valeu pela ajuda. Abraços, Paulo

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Fala Paulo...

 

Não vejo o porque de não subir sozinho, mas tem que estar psicologicamente preparado pra poder morrer, pois qualquer acidente ou mudança brusca de tempo, sozinho é muito perigoso.

 

Eu gosto de fazer tudo sozinho, mas em alguns lugares, sou obrigado a contratar guia ou carregadores. Não tem jeito.

 

Pra vc ter uma idéia. Teve um cara que subiu o Aconcágua de bike. Não sei como, mas subiu. ::hahae::

 

O interessante é vc sair de Mendoza até a Plaza de Mulas pra conhecer as equipes que vão subir. Papo vai, papo vem, e vc sempre consegue entrar no meio de uma equipe e subir todo mundo junto.

 

Mas pra isso, tem que chegar lá equipado e com estoque de comida.

 

Vou te enviar um texto que tenho aqui:

 

Plaza de Mulas é o acampamento base da Rota Normal, ou rota norte do Aconcágua, a maior montanha das Américas com 6.962m. A Rota Normal é a rota mais fácil para se atingir o cume da montanha e consequentemente, a mais transitada e popular.

 

O trekking de Plaza de Mulas é muito bacana. Por outro lado, dependendo das condições climáticas, também pode ser duro e difícil e exige cuidados no planejamento e escolha dos equipamentos. O trekking percorre o mesmo caminho das expedições que pretendem escalar a Rota Normal. Pode-se entrar em contato com todo este mundo de expedições, montanhistas de diferentes partes do mundo, mulas, helicópteros e tudo mais.

 

O trekking é indicado para pessoas que não tem a pretensão de chegar ao cume mas querem sentir a vibe do Aconcágua, sem precisar de equipamentos caros e sofisticados e sem gastar muito dinheiro. Subir até Plaza de Mulas também pode ser uma preparação para uma futura tentativa de escalada da montanha.

 

Subindo até Plaza de Mulas cada um pode avaliar se gosta da montanha, se fica bem adaptado à altitude, e pode usar a experiência para se sentir mais seguro em relação a rota, logística e equipamentos necessários.

 

Aproximação - Existem dois vales para aproximação para a escalada do Aconcagua. O vale do rio Horcones e o vale do rio Vacas. Cada um destes vales tem uma entrada para o parque provincial do Aconcágua, sob responsabilidade da Dirección de Recurso Naturales Renovables da Província de Mendoza, que administra o parque e que mantém e controla o serviço dos Guarda Parques. Para a Rota Normal, entra-se por Horcones.

 

No Acampamento de Confluência, nosso primeiro acampamento, a rota de divide em duas: Horcones Superior que leva a Plaza de Mulas e Horcones inferior, rota que leva a Plaza Francia, o acampamento base da Parede Sul. A entrada pelo vale de Vacas leva ao Glaciar dos Polacos.

 

Mesmo quem pretende caminhar até Plaza de Mulas precisa retirar o permisso para Trekking no posto de emissão de permissos do Parque do Aconcagua, em Mendoza. Já faz alguns anos que este permisso deve ser retirado pessoalmente. O valor do permisso é de oitenta dólares para estrangeiros e de 80 pesos para os argentinos.

 

 

Roteiro

 

Para quem quer fazer o trekking, indico o seguinte roteiro:

 

• Reserve pelo menos dois dias para Mendoza, para conhecer a cidade, que arrebenta em culinária e tem os vinhos mais famosos da Argentina, e para os preparativos que envolvem compra de alimentos, retirada do permisso, aluguel de algum equipamento que faltou. Também acho extremamente interessante entrar em contato com os serviços de mulas ainda em Mendoza, para confirmar as condições e preços da temporada. Indico duas empresas: a do Hotel Refúgio Plaza de Mulas e a Aymara;

 

• Procure sair bem cedo para Puente Del Inca, a localidade mais próxima da entrada do parque. Ainda existe a possibilidade de ficar em Los Penitentes. Chegando em Puente del Inca procure logo o local de entrega de carga para as mulas e combine a hora em que vai deixar as suas coisas. Se você tiver tempo é interessante passar um dia em Puente del Inca e realizar alguma caminhada leve. Isto ajuda na aclimatação.

 

• Entre bem cedo no parque, faça o registro de entrada na barraquinha dos guarda parques (2850m) e caminhe uns 7km até Confluência (3320m), seu lugar de acampamento. Na sua mochila, leve somente o que você vai precisar para o Acampamento de Confluência.

 

• No dia seguinte caminhe em direção a Plaza Francia e volte até Confluência, onde deixou o acampamento montado. Esta caminhada deve ser tranquila. Você não precisa chegar até o local de acampamento de Plaza Francia, que fica bem longe. Percorrendo a trilha você verá a imponente face sul do Aconcágua se descortinando por detrás do cerro Mirador, de onde a expedição francesa que subiu a parede pela primeira vez em 1954 observou a montanha.

 

 

Mulas e Ibañez

 

Quando você contratar a sua mula em Puente del Inca, peça para ela subir somente no dia em que você planeja percorrer o trecho de Confluência a Plaza de Mulas, assim, quando você sair de Confluência, deixa um pacote com seus equipamentos (barraca, saco de dormir, fogareiro, etc) que serão recolhidos pela mula, que durante o dia irá te ultrapassar e chegará a Plaza de Mulas antes que você.

 

É preciso ter claro que, fazendo isto, você ganha em peso, ganha velocidade, mas precisa percorrer os 23km até Plaza de Mulas neste dia, pois todas as suas coisas estão na mula.

 

Uma opção conservadora para a subida, mas pouco usual, é a de levar uma mochila com barraca, saco de dormir, algumas roupas, head lamp, fogareiro, combustível e comida e acampar em Ibañes (3960m), no final da lendária Playa Ancha, para dividir a jornada de Confluência-Plaza de Mulas em dois dias.

 

Em Ibañez, cuidado: monte a barraca fora da linha de queda de pedras da encosta. Uma outra opção para o envio de carga, mais cara, é a de contratar duas mulas, uma para levar suas coisas até Confluência e outra para levar as suas coisas de Confluência até plaza de mulas. Existem várias alternativas, pense em qual se adapta melhor a você a ao seu bolso.

 

Lá, a rota naturalmente segue para a direita e já se pode ver ao fundo o Cerro Cuerno. Continuando se chega aos escombros de um antigo Refúgio de Guarda Parques, conhecido como Colômbia (4050m). De Colômbia existem duas rotas de subida. Uma que vai diretamente até Plaza de Mulas, pela direita e outra, pela esquerda, que sobe pela cuesta brava e leva até o Hotel Refúgio Plaza de Mulas.

 

 

Refúgio Plaza de Mulas

 

O Acampamento de Plaza de Mulas (4.270m), o da rota da direita é formado por barracas de todos os tamanhos e as diferentes empresas que operam no Aconcagua têm as suas bases com barracas- restaurante e barracas dormitório.

 

Neste lugar também fica a barraca dos médicos do Parque. É um lugar movimentado e agitado, onde não existe conforto. De outro lado, o Hotel Refúgio Plaza de Mulas impressiona pelo seu tamanho, construção e solidez.

 

É um hotel com quartos, hall, salas e até mesa de ping-pong. No Refúgio se pode alugar um quarto com pensão completa e até adquirir banhos, que saem algo em torno de dez dólares americanos. Escolher entre os dois lugares depende do estilo de cada um. Normalmente um telefone público fica habilitado no Hotel.

 

No hotel ou no acampamento - Alojado em Plaza de Mulas, tire pelo menos um dia de descanso, comendo bem e ingerindo muita, muita água. O ideal é beber pelo menos uns 4 litros de água. O que não é uma tarefa fácil. Para controlar, leve duas garrafas pet de refrigerante vazias e prepare algum suco ou isotônico nelas e vá bebendo até terminar com as duas durante o dia.

 

Plaza de Mulas pode ser a base para caminhadas e para outras subidas. Caminhe e curta este lugar pitoresco e até controvertido chamado de Plaza de Mulas, na base do Aconcágua.

 

Para a descida contrate uma mula, saia bem cedinho e vá em uma tacada só até Puente del Inca. Tenha fé, é possível. Quando voltar a civilização vai estranhar que as pessoas caminham sem usar bastões.

 

 

Aviso importante

 

AVISO: A subida do Monte Aconcágua apresenta riscos. Problemas com a aclimatação, mal julgamento das situações, falta de preparo físico e psicológico e equipamentos impróprios podem levar a sérios danos, inclusive à morte. Um texto nunca fornecerá todas as informações necessárias. A experiência de um profissional é insubstituível.

 

Para tanto sempre aconselho que todos realizem suas primeiras escaladas com uma empresa ou com guias experientes. Entretanto, defendo o direito de cada um decidir como quer escalar e que desta forma, também, esteja preparado para imprevistos e outras consequências mais sérias. Quando você percorre estas rotas, assume a responsabilidade pela sua segurança.

 

O roteiro proposto considera pessoas fortes, em perfeito estado físico e com boa aclimatação. Uma consulta detalhada com seu médico é indispensável para esta viagem.

 

Agora vem o problema !!! Olha quanto equipo vai ter que levar.

 

Lista de equipamento necessário para expedições ao Aconcágua pela Rota Normal

 

a) Vestimenta

 

• Roupa interior leve.

• Conjunto interior longo.

• Cueca e camiseta de manga comprida.

• Polipropileno ou Capilene ou algodão não é recomendável.

• Camiseta de soft (fleece)

• Calça de soft (fleece) - Recomenda-se uma jardineira (salopette) com abertura traseira pra necessidades

• Jaqueta abrigada. Com recheio de duvet (preferencialmente) ou thinsulate com capuz. De tipo expedição, deve ser confortável vestida sobre as outras camadas de abrigo.

• Anorak impermeável / transpirável. Deve ter capuz.

• Calça impermeável / transpirável.

 

b) Para a Cabeça

 

• Boné para sol. Com viseira e pano para proteger o pescoço.

• Gorro passa montanhas leve. Sugerido: Polipropileno ou Capilene.

• Gorro de lã ou soft (fleece) tipo esqui. Melhor Polartec Thermal Pro

• Lanterna frontal Headlamp. (lâmpadas de reposição e baterias).

• Óculos de sol 100% UV, com abas laterais.

Se você usa lentes de contacto ou de aumento lhe recomendamos trazer um par extra.

 

c) Para as mãos

 

• Luvas finas 2 pares, soft (fleece) ou polipropileno.

• Mitts 1 par.

• Luva grossa. Recomendamos com reforço nas palmas.

 

d) Para os pés

 

• Tênis de trekking. Dispensável

• Botas de montanha.

• Botas duplas de plástico. Sugerimos: Koflach ou Asolo

• Polainas Gore-Tex + Cordões. Meias grossas. (3 pares) meias de lã ou tecido sintético para clima frio. Meias finas. 2 pares de linha, nylon ou polipropileno para serem vestidas junto ao pé. Isto reduz a formação de bolhas.

 

e) Equipamento técnico

 

• Crampons. Recomendamos crampons automáticos ou semi-automáticos

• Bastões de esqui ou trekking (fortes). 1 par de bastões telescópicos

• Piolet clássico ou técnico.

• Rádio UHF.

 

f) Equipamento de acampamento

 

• Barraca técnica.

• Mochila. Com estrutura interna de, ao menos, 70L. Deve ter lugar para fixar os crampons.

• Mochila Attack pequena de 30 a 40 litros

• Saco de dormir. Qualidade de expedição para pelo menos -30ºC 1kg de duvet de boa qualidade é o melhor.

• Colchonete isolante. Tipo neoprene ou Therma rest.

• Canivete de bolso. Tipo suíço ou Leatherman tool.

• Garrafas de água. 2 garrafas de um litro com boca grande, uma garrafa térmica de um litro.

• Protetor solar. SPF 30-40.

• Protetor labial com filtro solar. SPF 20-40.

• Kit pessoal de primeiros socorros.

• Fogareiro.

• Utensílios de cozinha para os acampamentos de altura.

 

 

Considerações térmicas sobre a via normal

 

Esta vertente da montanha está muito exposta aos ventos de oes-sudoeste (ventos predominantes na zona), impondo sensações térmicas extremamente perigosas. A subida da rota normal exige, caso haja mau tempo (muito freqüente), um equipamento de alta qualidade e propriedades térmicas asseguradas bem como jaqueta barra ventos.

 

Forrar as modernas botas plásticas com palmilhas isolantes de espuma de alta densidade ("caseiras") é muito aconselhável.

 

As luvas, igual ao calçado, merecem atenção especial. É vital contar com pelo menos três pares de excelentes mitones (luvas sem dedos), para efetuar trocas caso necessário. Um par de luvas finas de seda o polipropileno, são aconselháveis como "segunda pele" permanentemente.

 

 

Tempos empregados na Rota Normal

 

 

• Plaza de Mulas - Nido de Condores (5.350m) 2 a 6h.

 

• "Nido de Condores" (5.350m) - zona de refúgios (5.800m) 30’ a 3h.

 

• Refúgios (5.800m) - cume (6.962m) 3 a 8h.

 

• Descida: cume - zona de refúgios (5.800m) 1 a 5h

 

 

 

OBS: A estada a 4.200 metros na Plaza de Mulas é determinante para o êxito da subida. Não vale nada subir saltando etapas do processo de aclimatação. É conveniente chegar em perfeitas condições à zona de refúgios a 5.800 metros. A comparação de tempos empregados para aceder às cotas mais baixas da montanha é, geralmente, um bom indicativo do posterior rendimento em altura. O tempo empregado até o “Nido de Condores” se duplica entre este lugar e o topo. É possível esperar uma aclimatação, ou melhorias no tempo, na zona do acampamento (5350m). Mais acima o organismo se deteriora e as forças diminuem rapidamente tornando necessária a descida.

 

 

 

 

 

Bem... Não é nenhum bicho de 7 cabeças, mas tem que preparar tudo meticulosamente.

 

Depois de montar o texto, me deu até vontade de ir. Se não tivesse de mudança pra Cusco... Iria lá com vc !! ::tchann::

 

Grande Abraço,

Leo

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Aqui vai a reprodução do e-mail que mandei para o Pedro do gentedemontanha:

Pedro, eu estava querendo saber dicas sobre o Aconcagua. Pelo que pude ver no > site de voces e conversando algumas pessoas que fizeram o trekking ate a Plaza de Mulas a subida do Aconcagua é quase um trekking em altitude, correto? Logo não existem trechos de escalada e quase nenhum de caminhada com camprons no gelo.

Correto, mas isso não quer dizer que seja fácil. crampons vc irá utilizar apenas se caiu neve e ele foi compactada. Não precisa de piolet, só bastões de trekking

 

Eu queria saber a respeito de gretas, se existem muitas e se ficam incobertas pelo gelo?

Não tem gretas pela normal

 

Se a canaleta é um trecho obvio ou existe alguma exigencia de escolher a melhor rota? Ela é realmente o unico trecho tecnicamente critico?

Ela é obvia, mas é o pior trecho, pois é final de tudo e quando seca ela tem os acarreos, que são as pedras soltas que cansam muito pra subir

 

Os inumeros acidentes fatais que acontecem na rota normal voce acha que sao decorrentes apenas de pessoas incompetentes, distraidas e/ou mal informadas? Sendo assim a rota normal nao oferece grandes riscos que não a grande altitude e as temperaturas extremas?

Acontece por imprudencia, porque as pessoas ignoram os sinais do tempo, chegam ao cume tarde e cansadas, não aguentando mais andar..

 

O que acha de uma escalada solo?

Ela é possivel, mas deixa tudo mais dificil pelo fator psicológico. O aconcagua é uma montanha longa e demorada que provoca muita angustia na gente. Ficar angustiado dentro da barraca com um amigo é uma coisa. Sozinho é outra muito pior. A maioria desiste do cume pq tá com saudade de casa e isso não é frescura. Depois de dez expedições aos Andes ainda sinto este problema. É terrivel!

Tem mais informações no site altamontanha.com. Eu inclusive recomendo antes de ir pro Aconcagua ir pro Cordon del Plata um ano antes pra pegar experiencia. Veja na minha Coluna lá o artigo: Aconcagua e Cordon del Plata

 

 

Pelas dicas do Pedro e as suas Leo o sonho parece cada vez mais possivel. Vou planejar pro final da media temporada e inicio da alta. Se mudar de ideia e resolver chegar ao "Teto das Américas" vai ser otimo contar com sua experiencia de alta montanha. Abraços

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      Preparativos: saí de Vitória/ES com uma Mochila de 50L e uma pequena que usava na faculdade com notebook (jamais levem um notebook em um mochilão) e algumas roupas. Como aqui não faz frio, e nunca usei botas na vida, acabei comprando uma jaqueta impermeável com fleece dentro, um par de botas, uma capa de chuva pra mochila e um cobertor de viagem (tudo na Decathlon). Levei alguns remédios (um monte, porque não sabia quanto tempo ficaria viajando), RG, carteira de vacinação e foi isso.
       
      Bolívia: ainda não tinha muita noção de se locomover de um lugar pro outro, de distâncias e tal, pouco antes da viagem consegui um Couchsurfing em Santa Cruz. Então cheguei, passei uma noite lá, e no dia seguinte peguei o ônibus pra Cochabamba. Em Cocha trabalhei duas semanas no Jaguar House Hostel. Adorei a cidade, o clima, a organização. Aproveitei esse tempo pra pensar no próximo destino. Conheci bastante gente e todos iam pra La Paz. Mantive contato com um pessoal e me falaram que lá tinham party hostels que sempre precisava de voluntários. Escrevi pro LOKI e Wild Rover. O Wild Rover pareceu mais organizado, então acabando meu voluntário em Cochabamba fui direto pra La Paz atrás desse hostel. Cheguei de madrugada, paguei uma diária, e no dia seguinte já fazia parte da equipe. Passei quase 3 semanas trabalhando no Wild Rover La Paz. Experiência incrível, e que ainda me deu direito a fazer a Death Road de graça pela agência que fica na entrada do hostel (Altitude Biking). Pensei em fazer a tour do Uyuni mas eu não estava preparado pra tanto frio então deixei pra quando (se) voltasse. Nesse tempo meu próximo destino já tava definido: Cusco. Fui no terminal comprar passagem e já não tinha mais. Tentei Arequipa, também não tinha. Comprei pra Copacabana onde passaria uma noite e pegaria o ônibus no dia seguinte pra Cusco. Só que em Copacabana conheci um chileno muito gente boa e aí acabei indo com ele pra Isla del Sol acampar lá em cima, onde tem o bosque de eucaliptos e tal. Depois dessa aventura voltei pra Copa e mais tarde peguei o ônibus pra Cusco.
       
      Peru: Em Cusco eu sabia que precisava ganhar dinheiro se quisesse seguir viajando porque já tava ficando sem nada. Como não tinha nada planejado (óbvio), fui direto pro WIld Rover Cusco, falei que tinha trabalhado no de La Paz e pedi uma diária grátis. Usei essa diária apenas pra conversar com os managers e pedir pra trabalhar lá também. Eles pegaram minha referência de La Paz e no dia seguinte já comecei a trabalhar lá também. Enquanto trabalhava no Wild Rover saí pra buscar emprego na cidade, com classificados na mão e tudo. Em uma semana consegui emprego na agência de turismo Wilka Travel, onde fiquei por 40 dias. Neste tempo consegui vivenciar mais a rotina do cidadão cusqueño e me integrar a cultura daquela cidade. Com o salário consegui sair de hostel e alugar um quartinho modesto em San Blas e ainda aproveitar pra fazer alguns tours (pela agência conseguia descontos e gratuidades).
      Ainda em Cusco comecei a pensar nos próximos destinos e decidi que iria subindo ao norte até chegar na Colômbia. Infelizmente isso nunca aconteceu porque descobri que teria de voltar pro Brasil em algum momento antes do ano acabar, então tive que comprar uma passagem de volta com certa urgência. Comprei com saída de Buenos Aires. Eu teria uns 2 meses pra me virar pra chegar em Buenos Aires. Foi uma decisão difícil porque Chile e Argentina a essa altura da viagem já estavam bem distantes dos meus planos por serem países bem caros pra mochileiros. Mas fazer o que?
      Antes de sair do Peru dei uma passada rápida em Arequipa porque havia combinado com uma amiga de assistir um jogo do Peru x Colômbia lá no Wild Rover Arequipa. Passei três dias na cidade e não fiz tour nenhum simplesmente porque machuquei meu dedão na primeira noite (bêbado). De lá decidi que voltaria a La Paz pra trabalhar mais uns dias no Wild Rover, economizar uma grana, e e depois seguir pra Uyuni. Peguei um ônibus de Arequipa até Desaguadero, cruzei a fronteira caminhando, e peguei um trufi até La Paz.
       
      Chile: Mais uns 10 dias em La Paz (já era final de outubro) e eu ainda tinha que cruzar mais algumas fronteiras até chegar em Buenos Aires. Segui pra Uyuni, fiz o tour até a fronteira com o Chile e fui pra San Pedro de Atacama. Foi uma mudança brutal de preços pra quem estava por Peru e Bolívia, e eu certamente não tava preparado pra isso. Passei (acho que) três noites em um hostel lá apenas tentando Couchsurfing. Consegui em Viña del Mar. Assim que confirmei pensei "como chegar em Viña del Mar?". Carona, claro! Já tinha escutado que caronas são relativamente tranquilas no Chile. Então fui de San Pedro de Atacama até La Serena pegando carona atrás de carona. Como não tinha barraca pra dormir na estrada, acabei tendo que pegar um ônibus por 4 horas de um ponto ao outro pra ter onde passar a noite (pagos no cartão de crédito porque já não tinha mais dinheiro em espécie). Passei uns dias em Viña, aproveitei pra conhecer Valparaíso, até que conseguium Couch em Santiago. Consegui fácil. Acabei pegando um ônibus pra lá porque a distância é curta e a passagem barata. Passei mais uns dias em Santiago pensando como faria pra cruzar a fronteira e consegui carona com um Couchsurfer que viajava de carro. Consegui ainda um Couch em Córdoba e precisava dar um jeito de chegar lá.
       
      Argentina: chegando em Mendoza, achamos um hostel barato (já que não consegui Couch) e na manhã seguinte minha carona seguia pro norte enquanto eu ia pra beira da estrada pegar carona. Acho que foi a carona mais difícil de conseguir de toda minha viagem. Era madrugada quando o caminhoneiro me alertou que, apesar de ir pra Córdoba, iria me deixar 100km antes porque era um horário perigoso demais pra chegar no ponto que ele iria parar. Como disse, não tinha barraca e praticamente sem dinheiro em espécie, passei a noite numa loja de conveniência do posto de gasolina que tinha nesse lugar que ele me deixou. Na manhã seguinte, consegui rápido uma carona pra Córdoba. Passei uns dias lá, consegui um Couch em Rosário, então saindo de Córdoba foi pé na estrada mais uma vez até conseguir carona pra Rosário. Em Rosário minha Couch me tratou como um rei, me deu várias dicas e tal. Ali já faltava perto de uma semana pro meu vôo e só precisava de uma última carona pra chegar até Buenos Aires. Conseguindo um Couch, me mandei pra estrada e, outra vez, foi uma carona bem chata de se conseguir. Desci muito longe da cidade, tive que pegar um trem gratuito, achar meu Couch à noite etc. Mas no final deu tudo certo. De lá foi só aproveitar os dias na cidade e voltar pro Brasil.
       
      Dicas aleatórias básicas: Sou totalmente contra o "dá pra se virar bem com português". Dá pra sobreviver, vivenciar experiências não. Então aprenda o máximo de espanhol que puder antes de fazer uma viagem assim. Meu inglês é bom (pra trabalhar em hostel é fundamental) e meu vocabulário de espanhol era muito bom também, entendia tudo mas faltava segurança pra tentar falar. Ao longo da viagem fui me soltando e aí tudo ficou ainda melhor. Conheci muitos brasileiros que não sabiam falar outro idioma e todos se diziam muito arrependidos porque acabaram perdendo muita coisa na viagem (proximidade com locais, negociações, interação com outros viajantes); Respeite a altitude (La Paz, Cusco, etc): você nunca saberá como vai reagir a isso até chegar lá e sentir. Tem gente que não dá nada, outros ficam morrendo dois dias no quarto do hostel com médico atendendo. Na dúvida, melhor não programar nada que requer esforço físico nos primeiros dias; Respeite a cultura local, tente aprender o mínimo de costumes e tradições de onde você estiver visitando; quando for pegar carona saia o mais cedo possível, por volta das 5h, pra estrada; tenha dinheiro trocado se tiver pegando carona pela Argentina porque pra pegar ônibus municipal é necessário ter um cartão (que obviamente você não vai ter), e sem ele o que dá pra fazer é pedir pra alguém passar o cartão pra você e você pagar em dinheiro; pedir desconto é normal no Peru e Bolívia, mas antes de começar a chorar, avalie se o valor do pedido não é justo, e principalmente, se aqueles trocados de desconto vão te fazer falta (quase sempre o vendedor precisa muito mais dessas moedas do que você, viajante); viajar tem seus riscos, mas não se esqueça de onde você vem - o Brasil é um país extremamente perigoso, então acho que há um exagero quando se fala em riscos, assaltos, etc entre viajantes brasileiros. Nunca usei doleira pra nada, minhas coisas ficavam guardadas no locker do hostel, sempre caminhei em todos os horários do dia e noite no Peru e Bolívia e nunca passei por nenhuma situação de perigo; Se puder faça seguro viagem, eu não fiz e não precisei, mas não é raro ver gente com braço quebrado em La Paz por conta da Death Road, ou que passou muito mal com altitude. Em Buenos Aires uma amiga caiu da cama do hostel, precisou ser hospitalizada e essa brincadeira custou em perto de 2 mil reais. Nunca se sabe o que pode acontecer, né? Enfim, se lembrar mais coisas importantes vou complementando.
       
      Bom, minha viagem foi basicamente isso aí. Quem tiver perguntas/dúvidas sobre os lugares/pontos de carona/qualquer coisa assim fique à vontade pra mandar mensagem inbox ou aqui no tópico mesmo que tentarei responder da melhor forma possível.
      Em 15 dias volto pra Cusco pra trabalhar na mesma agência de turismo, então quem tiver planejando ir pra lá nas próximas semanas pode entrar em contato também
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