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  • Membros

Olá

 

Eu vou em Novembro para Mendoza, alguem me aconselha algum hotel onde ficar no centro da cidade?

Sabem quanto pode custar um transfer (pode ser onibus ou taxi) Aeroporto/Mendoza?

Sabem quanto pode custar a viagem de onibus Mendoza/Puente del Inca?

 

Desde já obrigado por todas as informações que me possam dar.

 

Abraço

 

Afonso :P

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  • 2 semanas depois...
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  • Membros

Olá a todos

 

Eu vou para a Argentina em Novembro para tentar atingir o cume do Aconcágua, mas gostava de saber mais alguns pormenores sobre a zona, se alguém me podesse ajudar!!!

 

Sabem onde se apanha o onibus em Mendoza para Puente del Inca? Quanto custa? Existem vários durante o dia?

Quantas horas se demora mais ou menos de Puente del Inca a Confluencia?

O trilho está bem marcado até Plaza de Mulas (Puente del Inca - Plaza de Mulas)?

Existe água potável nos acampamentos?

 

Necessito de levar Piolet?

 

Aclimatação:

 

A ascenção ao Cerro Bonete é fácil? Como descobro o itinerário? Quantas horas demora?

 

Obrigado desde já por toda a atenção que possam dispensar ao tema.

 

Boas actividades

Afonso

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  • 2 semanas depois...
  • Membros de Honra

O Hostel Puertas del Sol é muito bom. Barato, melhor localização, limpo e tudo muito bem arrumado.

 

http://www.hostelpuertasdelsol.com.ar/

 

Taxi pro aeroporto eu não tenho a menor idéia.

 

Existem algumas agencias que cobram 70 pesos ida e volta outras 50.

 

Vc pode ir um dia e marcar a volta em outro, masmo sendo a volta uma semana depois.

 

Existe o bus também, mas dependendo da época, é bem concorrido.

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  • 1 mês depois...
  • Membros

estou me praparando para tentar o aconcagua ,novamente, em fev.2009.

minhas duvidas sao quanto ao desemb. no aeroporto de buenos aires.

troco o dinh. aqui ou lá?

existe algum terminal de onibus proximo que ligue buenos aires a mendoza??

aguardo as dicas, Feliz ano novo p/ todos e muitas aventuras, ok .

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  • Membros de Honra

eloir duvidas sobre dinheiro, cambio, etc... vc pode tirar nesse tópico aqui guia-e-dicas-sobre-moedas-cartoes-e-gastos-na-argentina-t29014.html

 

não troque dinheiro nno aeroporto de ezeiza e se precisar fazer faça no banco de la nacion pq as outras casa de cambio são um absurdo.

 

no resto de suas dúvidas não opino pq num sei..r.s, mas com certeza nos topicos de mendoza vc consegue responder isso

 

Abraços!

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  • 1 mês depois...
  • 1 mês depois...
  • Membros de Honra
Caro grego

Vc foi para Plaza de Mulas?

Dá para ir sozinho até o cume se quiser, sem guias, é só tar bem informado e ter noção básica de direção. Até mulas vc vai quase que seguindo o Horcones superior e a barraca aguenta até aí se não tiver tempestade e for na alta estação. Fui na baixa estação, peguei neve dentro da barraca, passei frio, tinha que dormir de saco aberto pq não entrava dentro, tempestade, ventos, chegou a menos 47 no cume, mas valeu cada segundo que passei lá e quando tiver outra oportunidade, bem fisicamente quero tentar chegar ao topo.

 

Cara, estou indo agora para a regiao de Mendonça no final de média temporada (começo a meados de Dezembro) e tava muito afim de fazer o Aconcagua, mas os preços de agencias sao proibitivos para mim e a idéia de fazer sem agencia me pareceu absurda, principalmente porque vejo muitos casos de pessoas experientes morrendo no Aconcagua, sendo que muitas pela rota normal. Por isso queria saber saber o que voce chama de estar bem informado. Meu senso de direçao e navegaçao é bom e ja tive uma experiencia em alta montanha que foi no Huayna Potosi, mas em hipotese alguma me arriscaria novamente nessa montanha se estivesse sem guia. Portanto se possivel queria que voce respondesse algumas perguntas:

1- A partir de qual altitude os crampons sao necessarios?

2- De aproximadamente quantos dias seria uma expediçao como essa?

3- Existem muitas gretas no Aconcagua? Nao seria muito perigoso ir sem estar amarrado em ninguem?

4- Voce conhece o Huayna Potosi, para se possivel dizer as diferenças e as semelhanças tecnicas entre as duas montanhas?

 

Valeu pela ajuda. Abraços, Paulo

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  • Membros de Honra

Fala Paulo...

 

Não vejo o porque de não subir sozinho, mas tem que estar psicologicamente preparado pra poder morrer, pois qualquer acidente ou mudança brusca de tempo, sozinho é muito perigoso.

 

Eu gosto de fazer tudo sozinho, mas em alguns lugares, sou obrigado a contratar guia ou carregadores. Não tem jeito.

 

Pra vc ter uma idéia. Teve um cara que subiu o Aconcágua de bike. Não sei como, mas subiu. ::hahae::

 

O interessante é vc sair de Mendoza até a Plaza de Mulas pra conhecer as equipes que vão subir. Papo vai, papo vem, e vc sempre consegue entrar no meio de uma equipe e subir todo mundo junto.

 

Mas pra isso, tem que chegar lá equipado e com estoque de comida.

 

Vou te enviar um texto que tenho aqui:

 

Plaza de Mulas é o acampamento base da Rota Normal, ou rota norte do Aconcágua, a maior montanha das Américas com 6.962m. A Rota Normal é a rota mais fácil para se atingir o cume da montanha e consequentemente, a mais transitada e popular.

 

O trekking de Plaza de Mulas é muito bacana. Por outro lado, dependendo das condições climáticas, também pode ser duro e difícil e exige cuidados no planejamento e escolha dos equipamentos. O trekking percorre o mesmo caminho das expedições que pretendem escalar a Rota Normal. Pode-se entrar em contato com todo este mundo de expedições, montanhistas de diferentes partes do mundo, mulas, helicópteros e tudo mais.

 

O trekking é indicado para pessoas que não tem a pretensão de chegar ao cume mas querem sentir a vibe do Aconcágua, sem precisar de equipamentos caros e sofisticados e sem gastar muito dinheiro. Subir até Plaza de Mulas também pode ser uma preparação para uma futura tentativa de escalada da montanha.

 

Subindo até Plaza de Mulas cada um pode avaliar se gosta da montanha, se fica bem adaptado à altitude, e pode usar a experiência para se sentir mais seguro em relação a rota, logística e equipamentos necessários.

 

Aproximação - Existem dois vales para aproximação para a escalada do Aconcagua. O vale do rio Horcones e o vale do rio Vacas. Cada um destes vales tem uma entrada para o parque provincial do Aconcágua, sob responsabilidade da Dirección de Recurso Naturales Renovables da Província de Mendoza, que administra o parque e que mantém e controla o serviço dos Guarda Parques. Para a Rota Normal, entra-se por Horcones.

 

No Acampamento de Confluência, nosso primeiro acampamento, a rota de divide em duas: Horcones Superior que leva a Plaza de Mulas e Horcones inferior, rota que leva a Plaza Francia, o acampamento base da Parede Sul. A entrada pelo vale de Vacas leva ao Glaciar dos Polacos.

 

Mesmo quem pretende caminhar até Plaza de Mulas precisa retirar o permisso para Trekking no posto de emissão de permissos do Parque do Aconcagua, em Mendoza. Já faz alguns anos que este permisso deve ser retirado pessoalmente. O valor do permisso é de oitenta dólares para estrangeiros e de 80 pesos para os argentinos.

 

 

Roteiro

 

Para quem quer fazer o trekking, indico o seguinte roteiro:

 

• Reserve pelo menos dois dias para Mendoza, para conhecer a cidade, que arrebenta em culinária e tem os vinhos mais famosos da Argentina, e para os preparativos que envolvem compra de alimentos, retirada do permisso, aluguel de algum equipamento que faltou. Também acho extremamente interessante entrar em contato com os serviços de mulas ainda em Mendoza, para confirmar as condições e preços da temporada. Indico duas empresas: a do Hotel Refúgio Plaza de Mulas e a Aymara;

 

• Procure sair bem cedo para Puente Del Inca, a localidade mais próxima da entrada do parque. Ainda existe a possibilidade de ficar em Los Penitentes. Chegando em Puente del Inca procure logo o local de entrega de carga para as mulas e combine a hora em que vai deixar as suas coisas. Se você tiver tempo é interessante passar um dia em Puente del Inca e realizar alguma caminhada leve. Isto ajuda na aclimatação.

 

• Entre bem cedo no parque, faça o registro de entrada na barraquinha dos guarda parques (2850m) e caminhe uns 7km até Confluência (3320m), seu lugar de acampamento. Na sua mochila, leve somente o que você vai precisar para o Acampamento de Confluência.

 

• No dia seguinte caminhe em direção a Plaza Francia e volte até Confluência, onde deixou o acampamento montado. Esta caminhada deve ser tranquila. Você não precisa chegar até o local de acampamento de Plaza Francia, que fica bem longe. Percorrendo a trilha você verá a imponente face sul do Aconcágua se descortinando por detrás do cerro Mirador, de onde a expedição francesa que subiu a parede pela primeira vez em 1954 observou a montanha.

 

 

Mulas e Ibañez

 

Quando você contratar a sua mula em Puente del Inca, peça para ela subir somente no dia em que você planeja percorrer o trecho de Confluência a Plaza de Mulas, assim, quando você sair de Confluência, deixa um pacote com seus equipamentos (barraca, saco de dormir, fogareiro, etc) que serão recolhidos pela mula, que durante o dia irá te ultrapassar e chegará a Plaza de Mulas antes que você.

 

É preciso ter claro que, fazendo isto, você ganha em peso, ganha velocidade, mas precisa percorrer os 23km até Plaza de Mulas neste dia, pois todas as suas coisas estão na mula.

 

Uma opção conservadora para a subida, mas pouco usual, é a de levar uma mochila com barraca, saco de dormir, algumas roupas, head lamp, fogareiro, combustível e comida e acampar em Ibañes (3960m), no final da lendária Playa Ancha, para dividir a jornada de Confluência-Plaza de Mulas em dois dias.

 

Em Ibañez, cuidado: monte a barraca fora da linha de queda de pedras da encosta. Uma outra opção para o envio de carga, mais cara, é a de contratar duas mulas, uma para levar suas coisas até Confluência e outra para levar as suas coisas de Confluência até plaza de mulas. Existem várias alternativas, pense em qual se adapta melhor a você a ao seu bolso.

 

Lá, a rota naturalmente segue para a direita e já se pode ver ao fundo o Cerro Cuerno. Continuando se chega aos escombros de um antigo Refúgio de Guarda Parques, conhecido como Colômbia (4050m). De Colômbia existem duas rotas de subida. Uma que vai diretamente até Plaza de Mulas, pela direita e outra, pela esquerda, que sobe pela cuesta brava e leva até o Hotel Refúgio Plaza de Mulas.

 

 

Refúgio Plaza de Mulas

 

O Acampamento de Plaza de Mulas (4.270m), o da rota da direita é formado por barracas de todos os tamanhos e as diferentes empresas que operam no Aconcagua têm as suas bases com barracas- restaurante e barracas dormitório.

 

Neste lugar também fica a barraca dos médicos do Parque. É um lugar movimentado e agitado, onde não existe conforto. De outro lado, o Hotel Refúgio Plaza de Mulas impressiona pelo seu tamanho, construção e solidez.

 

É um hotel com quartos, hall, salas e até mesa de ping-pong. No Refúgio se pode alugar um quarto com pensão completa e até adquirir banhos, que saem algo em torno de dez dólares americanos. Escolher entre os dois lugares depende do estilo de cada um. Normalmente um telefone público fica habilitado no Hotel.

 

No hotel ou no acampamento - Alojado em Plaza de Mulas, tire pelo menos um dia de descanso, comendo bem e ingerindo muita, muita água. O ideal é beber pelo menos uns 4 litros de água. O que não é uma tarefa fácil. Para controlar, leve duas garrafas pet de refrigerante vazias e prepare algum suco ou isotônico nelas e vá bebendo até terminar com as duas durante o dia.

 

Plaza de Mulas pode ser a base para caminhadas e para outras subidas. Caminhe e curta este lugar pitoresco e até controvertido chamado de Plaza de Mulas, na base do Aconcágua.

 

Para a descida contrate uma mula, saia bem cedinho e vá em uma tacada só até Puente del Inca. Tenha fé, é possível. Quando voltar a civilização vai estranhar que as pessoas caminham sem usar bastões.

 

 

Aviso importante

 

AVISO: A subida do Monte Aconcágua apresenta riscos. Problemas com a aclimatação, mal julgamento das situações, falta de preparo físico e psicológico e equipamentos impróprios podem levar a sérios danos, inclusive à morte. Um texto nunca fornecerá todas as informações necessárias. A experiência de um profissional é insubstituível.

 

Para tanto sempre aconselho que todos realizem suas primeiras escaladas com uma empresa ou com guias experientes. Entretanto, defendo o direito de cada um decidir como quer escalar e que desta forma, também, esteja preparado para imprevistos e outras consequências mais sérias. Quando você percorre estas rotas, assume a responsabilidade pela sua segurança.

 

O roteiro proposto considera pessoas fortes, em perfeito estado físico e com boa aclimatação. Uma consulta detalhada com seu médico é indispensável para esta viagem.

 

Agora vem o problema !!! Olha quanto equipo vai ter que levar.

 

Lista de equipamento necessário para expedições ao Aconcágua pela Rota Normal

 

a) Vestimenta

 

• Roupa interior leve.

• Conjunto interior longo.

• Cueca e camiseta de manga comprida.

• Polipropileno ou Capilene ou algodão não é recomendável.

• Camiseta de soft (fleece)

• Calça de soft (fleece) - Recomenda-se uma jardineira (salopette) com abertura traseira pra necessidades

• Jaqueta abrigada. Com recheio de duvet (preferencialmente) ou thinsulate com capuz. De tipo expedição, deve ser confortável vestida sobre as outras camadas de abrigo.

• Anorak impermeável / transpirável. Deve ter capuz.

• Calça impermeável / transpirável.

 

b) Para a Cabeça

 

• Boné para sol. Com viseira e pano para proteger o pescoço.

• Gorro passa montanhas leve. Sugerido: Polipropileno ou Capilene.

• Gorro de lã ou soft (fleece) tipo esqui. Melhor Polartec Thermal Pro

• Lanterna frontal Headlamp. (lâmpadas de reposição e baterias).

• Óculos de sol 100% UV, com abas laterais.

Se você usa lentes de contacto ou de aumento lhe recomendamos trazer um par extra.

 

c) Para as mãos

 

• Luvas finas 2 pares, soft (fleece) ou polipropileno.

• Mitts 1 par.

• Luva grossa. Recomendamos com reforço nas palmas.

 

d) Para os pés

 

• Tênis de trekking. Dispensável

• Botas de montanha.

• Botas duplas de plástico. Sugerimos: Koflach ou Asolo

• Polainas Gore-Tex + Cordões. Meias grossas. (3 pares) meias de lã ou tecido sintético para clima frio. Meias finas. 2 pares de linha, nylon ou polipropileno para serem vestidas junto ao pé. Isto reduz a formação de bolhas.

 

e) Equipamento técnico

 

• Crampons. Recomendamos crampons automáticos ou semi-automáticos

• Bastões de esqui ou trekking (fortes). 1 par de bastões telescópicos

• Piolet clássico ou técnico.

• Rádio UHF.

 

f) Equipamento de acampamento

 

• Barraca técnica.

• Mochila. Com estrutura interna de, ao menos, 70L. Deve ter lugar para fixar os crampons.

• Mochila Attack pequena de 30 a 40 litros

• Saco de dormir. Qualidade de expedição para pelo menos -30ºC 1kg de duvet de boa qualidade é o melhor.

• Colchonete isolante. Tipo neoprene ou Therma rest.

• Canivete de bolso. Tipo suíço ou Leatherman tool.

• Garrafas de água. 2 garrafas de um litro com boca grande, uma garrafa térmica de um litro.

• Protetor solar. SPF 30-40.

• Protetor labial com filtro solar. SPF 20-40.

• Kit pessoal de primeiros socorros.

• Fogareiro.

• Utensílios de cozinha para os acampamentos de altura.

 

 

Considerações térmicas sobre a via normal

 

Esta vertente da montanha está muito exposta aos ventos de oes-sudoeste (ventos predominantes na zona), impondo sensações térmicas extremamente perigosas. A subida da rota normal exige, caso haja mau tempo (muito freqüente), um equipamento de alta qualidade e propriedades térmicas asseguradas bem como jaqueta barra ventos.

 

Forrar as modernas botas plásticas com palmilhas isolantes de espuma de alta densidade ("caseiras") é muito aconselhável.

 

As luvas, igual ao calçado, merecem atenção especial. É vital contar com pelo menos três pares de excelentes mitones (luvas sem dedos), para efetuar trocas caso necessário. Um par de luvas finas de seda o polipropileno, são aconselháveis como "segunda pele" permanentemente.

 

 

Tempos empregados na Rota Normal

 

 

• Plaza de Mulas - Nido de Condores (5.350m) 2 a 6h.

 

• "Nido de Condores" (5.350m) - zona de refúgios (5.800m) 30’ a 3h.

 

• Refúgios (5.800m) - cume (6.962m) 3 a 8h.

 

• Descida: cume - zona de refúgios (5.800m) 1 a 5h

 

 

 

OBS: A estada a 4.200 metros na Plaza de Mulas é determinante para o êxito da subida. Não vale nada subir saltando etapas do processo de aclimatação. É conveniente chegar em perfeitas condições à zona de refúgios a 5.800 metros. A comparação de tempos empregados para aceder às cotas mais baixas da montanha é, geralmente, um bom indicativo do posterior rendimento em altura. O tempo empregado até o “Nido de Condores” se duplica entre este lugar e o topo. É possível esperar uma aclimatação, ou melhorias no tempo, na zona do acampamento (5350m). Mais acima o organismo se deteriora e as forças diminuem rapidamente tornando necessária a descida.

 

 

 

 

 

Bem... Não é nenhum bicho de 7 cabeças, mas tem que preparar tudo meticulosamente.

 

Depois de montar o texto, me deu até vontade de ir. Se não tivesse de mudança pra Cusco... Iria lá com vc !! ::tchann::

 

Grande Abraço,

Leo

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Aqui vai a reprodução do e-mail que mandei para o Pedro do gentedemontanha:

Pedro, eu estava querendo saber dicas sobre o Aconcagua. Pelo que pude ver no > site de voces e conversando algumas pessoas que fizeram o trekking ate a Plaza de Mulas a subida do Aconcagua é quase um trekking em altitude, correto? Logo não existem trechos de escalada e quase nenhum de caminhada com camprons no gelo.

Correto, mas isso não quer dizer que seja fácil. crampons vc irá utilizar apenas se caiu neve e ele foi compactada. Não precisa de piolet, só bastões de trekking

 

Eu queria saber a respeito de gretas, se existem muitas e se ficam incobertas pelo gelo?

Não tem gretas pela normal

 

Se a canaleta é um trecho obvio ou existe alguma exigencia de escolher a melhor rota? Ela é realmente o unico trecho tecnicamente critico?

Ela é obvia, mas é o pior trecho, pois é final de tudo e quando seca ela tem os acarreos, que são as pedras soltas que cansam muito pra subir

 

Os inumeros acidentes fatais que acontecem na rota normal voce acha que sao decorrentes apenas de pessoas incompetentes, distraidas e/ou mal informadas? Sendo assim a rota normal nao oferece grandes riscos que não a grande altitude e as temperaturas extremas?

Acontece por imprudencia, porque as pessoas ignoram os sinais do tempo, chegam ao cume tarde e cansadas, não aguentando mais andar..

 

O que acha de uma escalada solo?

Ela é possivel, mas deixa tudo mais dificil pelo fator psicológico. O aconcagua é uma montanha longa e demorada que provoca muita angustia na gente. Ficar angustiado dentro da barraca com um amigo é uma coisa. Sozinho é outra muito pior. A maioria desiste do cume pq tá com saudade de casa e isso não é frescura. Depois de dez expedições aos Andes ainda sinto este problema. É terrivel!

Tem mais informações no site altamontanha.com. Eu inclusive recomendo antes de ir pro Aconcagua ir pro Cordon del Plata um ano antes pra pegar experiencia. Veja na minha Coluna lá o artigo: Aconcagua e Cordon del Plata

 

 

Pelas dicas do Pedro e as suas Leo o sonho parece cada vez mais possivel. Vou planejar pro final da media temporada e inicio da alta. Se mudar de ideia e resolver chegar ao "Teto das Américas" vai ser otimo contar com sua experiencia de alta montanha. Abraços

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    • Por Claudemilson
      Olá mochileiros,
       
      Me chamo Claudemilson, moro em Brasília e pretendo tentar o cume do Aconcágua em dezembro de 2019. Em 2018, fiz o Kilimanjaro com mais 3 colegas (infelizmente 1 teve edema pulmonar aos 4.600m e teve que voltar). Enfim, procuro companhia para mais esta tentativa. Gostaria de tentar numa data em que chegasse ao cume no dia 1ª de janeiro. Tenho pesquisado algo acerca da subida e empresas que guiam os montanhistas. Se alguém se animar entre em contato: 61 992021700 (whatsapp)

       
    • Por renatomayer
      Conhecer o Aconcagua sempre fez parte dos meus sonhos, e finalmente a hora de colocá-lo em prática havia chegado.
      Passagem para Mendoza comprada, mochila pronta, mais alguns acertos a fazer, e pronto, os dias passaram tão rápido que quando me dei conta já estava desembarcando em Mendoza na tarde do dia 05 de fevereiro! Nessa mesma tarde tratei de comprar o que me faltava (gás, uma garrafa a mais p/ armazenar a água, cadeado, termõmetro de ambiente...), e claro, conseguir o permisso de ascenso (1200 pesos, uma facada!), e tive uma boa noite de sono no "Lagares" hostel...
       
      06/02 - Mendoza - Puente del Inca - Penitentes
       
      10h da manhã parti (expresso uspallata, apenas 20 pesos!) de Mendoza rumo a Puente del Inca, vilarejo mais próximo a entrada do Parque... o ônibus demorou demais e comecei a ficar apreensivo sobre entrar no parque nesse mesmo dia... Ao chegar em P. del Inca, já eram 14:30, resolvi fazer uma boa refeição e pernoitar por lá mesmo...
      Tomei um susto ao ver o preço da hosteria Puente del Inca... 198 pesos o quarto!!! Resolvi por a mochila nas costas e partir rumo a Penitentes(2750m), cerca de 5 km de distância descendo a estrada... No caminho ainda passei pelo cemitério dos Andinistas (local repleto de homenagens as pessoas que morreram tentando escalar a face Sul do Aconcagua) e tirei algumas fotos. Cheguei cansado em Penitentes e consegui um hostel por 60 pesos com café da manhã... bem melhor!
       

       
      07/02 - Penitentes - Entrada do Parque - Confluência
       
      O dia amanheceu nublado e com muito vento, e as 9 da manhã parti estrada acima rumo a entrada do Parque (transporte por lá é uma coisa complicada, fui a pé mesmo), e após 5km cheguei novamente a P. del Inca. De lá até o Parque tem mais 3km de ladeiras... As 12:00h eu estava entrando no parque, apresentando o permisso, pegando a sacolinha para guardar o lixo (para quem não a devolve há uma multa salgada!), tomei um fôlego e parti parque adentro... Optei por carregar minhas coisas sem contratar as mulas, que são caríssimas.
      Após 40 minutos de caminhada chega-se a ponte pênsil, onde acaba a trilha para os que não possuem os permissos, e começa a trilha de cerca de 3-4 horas para Confluência... Como eu estava com o peso total naquele momento (no total cerca de 28kg) e pelo desgaste de ter vindo desde Penitentes caminhando, sofri bastante nesse trecho , após vários pontos de parada para descanso e admirar o visual, alcancei o acampamento Confluência (3400m) após quase 6 horas a partir da ponte... já era 18h, e logo que fiz o check-in, já armei a barraca, fiz meu macarrão de copo e peguei no sono, mesmo com a algazarra que os foliões argentinos faziam lá fora. Acordei várias vezes durante a noite por causa da ventania, que algumas vezes jogava terra pelas abas de ventilação da barraca...
       

       
      08/02 - Confluência - Plaza Francia - Confluência
       
      Conforme planejado, hoje era dia de trekking de aclimatação sem peso nas costas até Plaza Francia, local com visão privilegiada da enorme parede Sul do Aconcagua, e retornar a Confluência. Subidas íngremes mas com um visual compensador a cada novo vale alcançado. Não havia nuvens, e embora o calor seja pouco, o Sol e o vento castigam bastante o corpo. Após cerca de 3h de caminhada cheguei ao mirador da face Sul do Aconcagua a cerca de 4100 metros de altitude. Segui pela trilha em busca do acampamento mas após 1h30min de caminhada e ainda sem chegar ao acampamento, resolvi retornar a Confluência e recuperar as energias. Voltei bem cansado a Confluência e sabia que o dia seguinte seria bem puxado, na cansativa trilha a Plaza de Mulas. Cogitei de contratar as mulas, mas quando soube do preço (U$180!) desisti da idéia...
       

       
      09/02 - Confluência - Plaza de Mulas
       
      Amanheceu, e eu estava apreensivo para este dia com carga total. 8 horas da manhã eu já estava com tudo pronto, partindo a Plaza de Mulas com todo o peso. Apenas para vencer as pirambeiras próximas ao rio no início da trilha eu já havia levado uma hora. Após isso o terreno tornou-se mais plano e simples de fazer a progressão... Percorremos um vale sem fim nesse momento, extremamente aberto, e quanto mais progredimos mais vão aparecando novas montanhas e continuações dos vales... realmente parece não ter fim! Bom momento para colocar um som e se distrair um pouco do ambiente inóspito, sem qualquer tipo de vegetação, mas com beleza única.
      Pelo caminho, apenas algumas mulas passando por mim, mais nada. Após várias horas de caminhadas sem fim, me apoiei em uma das diversas pedras no caminho para descansar as costas e vi uma pedra enorme com uma bandeira em cima... cheguei mais perto e vi que estava em Ibanez, havia até uma placa indicando a continuação da trilha para cima e indicando o tempo de 4 horas. Senti um alivio enorme, pois ainda era 13:30, eu chegaria ainda com luz do dia mesmo que levasse o dobro do tempo!
      Descansei, comi as eternas barras de proteínas e um cholocate, e parti morro acima... esse trecho é bem cansativo, sobe-e-desce sem fim em enormes montes, e alguns penhascos. Visual magnífico. Após vários montes chegamos a um local mais plano, com destroços do antigo refúgio Plaza de Mulas. A partir daí, vemos que a coisa complica um pouco: descortinando-se no horizonte surgia então a "Cuesta Brava", costa muito íngreme e escorregadia. Já havia lido em outros relatos que esse é o trecho mais complicado mas também que o acampamento estava muito próximo. As pirambeiras realmente impressionam, mas com muita calma e a passada controlada, passei por ela em cerca de 1 hora. O que eu não esperava foi o que eu vi logo adiante: Mais uma montanha a subir antes de chegar ao acampamento! Essa sim acabou com a minha energia, pois não contava com esse último e enorme obstáculo... Com passos de tartaruga, cheguei ao acampamento Plaza de Mulas(4300m) com um total de quase 12 horas de caminhada... ufa! Feliz e totalmente destruído, fiz o check-in no Guarda-parques, ancorei a barraca e logo fui dormir... Ah. aqui em Plaza de Mulas você é obrigado a montar sua barraca dentro de uma das prestadoras de serviço, e claro, pagar 5 dólares por dia para usar a estrutura (espaço da barraca, água e banheiro).
      Na pressa de me deitar e relaxar, me esqueci totalmente de deixar a head-lamp no jeito caso eu precisasse ir ao banheiro de madrugada. E foi exatamente do que eu precisei, ir ao banheiro. Esse é um grande mal de ter de tomar água toda hora... 4 da manhã, lá estava eu no escuro procurando o banheiro... Mas correu tudo bem! ) Alguns tropeções mas nada grave! hehehe
       

       

       

       

       
      10/02 - Descansando em Plaza de Mulas
       
      Dia apenas para descanso em Plaza de Mulas e conhecer os arredores (refúgio). A trilha ao refúgio leva cerca de 30 minutos e não é tão próxima quanto parece nas fotos... Chegando lá, fiquei um pouco surpreso ao ver que não havia uma barraca sequer próxima ao refúgio... Minha intenção era de migrar para lá, mas como não havia mais ninguém acampado, apenas conheci o refúgio por dentro e liguei para casa, e resolvi ficar no acampamento em Plaza de Mulas mesmo, no meio do monte de expedições que haviam por lá... Como eu não fazia parte de nenhuma delas, senti o peso de estar sozinho por lá... as enormes barracas-refeitório totalmente tomadas pelas expedições, são eles que têm os melhores lugares para as barracas, aliás as barracas deles já estão até montadas, nem com isso eles precisam se preocupar... enfim, toda a estrutura montada para atender as grandes expedições, e você lá sobrando. Infelizmente não encontrei nenhum brasileiro avulso em Plaza de Mulas... O que me causou surpresa, pois lá é quase uma cidade, de tão grande...
      Paguei 10 dólares para tomar um bando de 15 minutos lá mesmo no acampamento, e valeu a pena, estava precisando muito!
      O Sol não dava tréguas, ou eu cozinhava dentro da baraca, ou ficava lá fora com sol na cabeça até as 20h! O clima castiga bastante, e vai minando suas energias lentamente.
      Momento de descontração; fui até a câmera que tira fotos e exibe ao vivo na web para que eu fosse visto de casa... muito legal!
      Apesar de que durante o dia o frio não assuste, de noite a coisa muda e normalmente forma-se uma leve camada de gelo dentro da barraca...
       

       

       

       
      11/02 - Tentativa de subir o cerro Bonete e dilemas
       
      Fiz o check-up médico eu estava com 89% de oxinenação no sangue... nível esse considerado excelente! Eu não sentia qualquer sintoma de mal de montanha, ainda bem!
      Seguindo o planejamento, hoje é dia de subir o Cerro Bonete (5000m) para aclimatação. Saindo do acampamento, tomamos o caminho do refúgio e, após passar por ele, subimos uma empinada costa e seguimos rumo ao cerro Bonete...
      Pois é, eu parei na empinada costa mesmo... Quando você olha para cima e vê várias trilhas diferentes, é certeza de que nenhuma delas é boa. Comecei a subida vagarosamente para vencer a inclinação, mas essa se turnou cada vez mais, e mais inclinada e escorregadia por causa das pedras soltas e da areia sempre presente... a situação ia se complicando a cada novo passo, até que chegou um momento em que pensei "Agora f..deu tudo!" Qualquer passo p/ frente ou atrás faria eu escorregar morro abaixo... e ficar parado também me fazia escorregar aos poucos... Seria um tombo histórico! Coloquei toda a força em cima dos bastões de caminhada, e consegui me virar para iniciar a descida... e aí as pernas começaram a tremer... me acalmei, e tomei a descida com todo o cuidado... Após cerca de 40 minutos eu já estava em terra firme novamente, sentindo uma mistura de alívio e frustração. Voltei ao acampamento Plaza de Mulas...
      Nesse momento, durante toda a tarde fiquei pensando até onde poderia chegar com meus equipamentos, já havia reparado que todos estavam muito mais bem equipados do que eu! Os dólares contados para a volta para o Brasil, a falta das botas duplas, dos crampons, o frio que eu estava passando a noite mesmo sabendo que o clima estava bom perto do que poderia estar... os caminhos escorregadios demais, a falta de alguém mais experiente nesse tipo de montanha e solo... decidi algo muito difícil: que lá era meu ponto final, não tinha como prosseguir sem as botas e sem a companhia de outras pessoas aos acampamentos avançados... Me dei por satisfeito de ter conhecido toda aquela beleza das montanhas, e decidi voltar na manhã seguinte... Creio que seguir a diante com as botas "Titan" da Nomade, não seria uma boa idéia... Meu corpo estava também me incomodando muito... os ventos e o frio estouraram toda a minha boca, que até latejava de dor a noite...
      No fim da tarde ainda fiquei olhando, a partir do acampamento, todos aqueles caminhos para subir ao plaza Canadá, um homem me perguntou se eu estava pensando na melhor rota para subir, e eu disse "sim, sim!" mas aquilo na verdade era apenas uma última olhada... dia seguinte eu estaria partindo sim, mas em outra direção... pois seguir adiante seria imprudência demais da minha parte!
      A noite eu ainda saí da barraca para contemplar pela última vez as numerosas estrelas que podem seu muito bem vistas de lá... são tantas, que parecem que vão cair em nossa cabeça a qualquer instante! Impossível enxergar tudo isso em São Paulo! rsss

       
      12/02 - Retorno a Confluência
       
      Acordei e, como se fosse um sinal para eu retornar, o tempo estava fechado lá para cima. Perto das 11h, informei aos guarda-parques que estava retornando a Confluência. Dessa vez a volta foi em 7h30min, mesmo com várias paradas p/ fotos e descanso. A volta é um pouco monótona, e a surpresa foi o rio que, formado pelo degelo, estava muito mais volumoso na tarde e me obrigou a seguir quase pendurado nas encostas para não encharcar as botas!
      Cheguei em Confluência e dormi muito mal graças ao barulho de uma verdadeira festa de argentinos que estavam apenas passando a noite por lá numa das barracas-gigantes montadas pelas empresas! Tinha até música, tudo!
       

       

       

       

       

       

       
      13/02 - Confluência a Puente del Inca
      Se para subir a Confluência levei mais de 5h, para descer foi apenas 1h30min! Em 2h eu estava ao lado do lago Horcones, descansando junto ao verde e a calma do lago... Após mais alguns minutos já estava saindo do Parque rumo a Puente del Inca, onde passaria a noite... Lá, ainda estava pensativo sobre a decisão de ter voltado... mas agora já foi! )
       

       

       

       

       
      Considerações finais:
       
      Talvez por sempre ter sido um sonho para mim, a subida ao Aconcagua estava cercada de expectativas, que aos poucos foram desmoronando... Realmente, como algumas pessoas já haviam dito, a montanha virou uma máquina de dinheiro, lugar tomado de expedições caríssimas que tinham todos os tipos de conforto e descaracterizam totalmente o sentido da palavra “montanhismo”. Quase não haviam pessoas “solo”…
      Mesmo assim considero que, mesmo não conseguindo seguir rumo ao cume, a viagem ao Aconcagua foi inesquecível e com paisagens sem igual... até agora ainda não sei dizer se o sonho foi realizado ou se o sonho acabou... Creio que um pouco dos dois! Quem sabe nos próximos anos eu resolva voltar novamente com mais equipamentos (e mais dinheiro, claro!) e com mais alguém para tentar o cume?
       
      O link com todas as fotos está aqui:
      http://www.orkut.com.br/ExternalAlbum?uid=10822675067325729896&aid=1266659792&t=17995791440291575502&vid=13563832727213180328&ik=ACGyDXsB0otZpo7aBz4pMbTEeHQWE3jmcA
       
      O que levei:
       
      Alimentação (lembrando que cada um tem uma necessidade diferente, eu me adaptei muito bem com esses ítens):
      3 "copos" de macarrão instantâneo
      24 barras de proteína "slim" da VO2 (sobraram
      10 barras de cererais (sobraram 3)
      10 chocolates (sobraram 3)
      Repositor energético em pastilhas efervescentes marca "Suum" (muito bom! excelente para ajudar na hidratação depois de longas caminhadas)
      Leite em pó (200g) (sobrou 100g)
      Proteína em pó (100g) (sobrou 20g)
       
      Equipamentos:
      Barraca 4 estações "Artiach" modelo "Solo" p/ uma pessoa (não existe mais para venda, e logo terei de comprar outra! ventilada demais!)
      Saco de dormir "Trilhas e Rumos" - modelo Super Pluma gelo (meio grande e desajeitado mas deu conta do recado)
      Mochila Curtlo 45L (faltou espaço)
      Mochila "Artiach" 15L
      1 par de bastões de caminhada Kailash (distribuir o peso do corpo é fundamental)
      Fogareiro a gás "doite" modelo "mini rocket"
      Gás marca "doite" 450g
      Conjunto básico de 2 panelas e talheres
      Headlamp
      Capa impermeabilizante as duas mochilas
      Cobertor de emergência em alumínio (não ocupa espaço nenhum)
      Canivete
      Garrafa em policarbonato p/ água - 1,5L
      Garrafa d'água comum - 1,5L
      Garrafa térmica - 1L
       
      Vestuário:
      Calça "2a. pele" marca Kailash
      Camiseta "2a. pele" manga longa marca Solo
      Calça e camiseta (parecido com uma 2a. pele)
      Jaqueta "2a. camada" marca "Solo"
      Calça corta-vento marca "Conquista"
      Jaqueta impermeável resistente contra vento, marca "Trilhas & Rumos"
      1 par de luvar "2a. pele"
      1 par de luvas "comum"
      1 par de luvas reforçadas
      1 balaclava
      1 touca
      1 boné
      2 bermudas
      4 camisetas comuns
      5 pares de meias
      1 par de meia mais resistente ao frio (me desculpem, não me lembro do modelo!)
      7 cuecas
      Papete marca Timberland
      Bota de trekking "Titan" da marca "Nomade" (muito confortável, voltei sem bolha nos pés!)
       
      Higiene e cuidados:
      Escova de dente
      Pasta de dente
      Shampoo
      Toalha
      Lenços umedecidos
      Protetor solar FPS 30 (indispensável)
      Protetor labial FPS 30 (indispensável)
       
      Geral:
      Filmadora com bateria sobressalente
      Câmera digital com bateria
      Câmera digital sobressalente
      Pilhas
      MP3 player
       
      Não levei e senti falta:
      - Mochila cargueira com maior capacidade (não tinha espaço para mais nada!)
      - Botas para avançar aos acampamentos superiores / cume (aluguel caríssimo a partir de Plaza de Mulas)
       
      Abraços,
      Renato
    • Por willgittens
      Olá amigos e amigas!
      Queria divulgar uma aventura que estou partindo agora na semana que vem e me apresentar.

      Me chamo Will Gittens,  tenho 34 anos, apaixonado por veleiros, camping selvagem, mochilões e aventuras. Já atravessei 5 países da América do Sul com menos de 800 reais, atravessei o Atlântico e o Mar do Norte em navio de carga, fiz uma volta ao mundo atravessando a América do Sul, Europa, Rússia e Ásia por terra, conseguindo ir daqui de SP até o Vietnam sem pegar avião nenhum e gastando muito pouco.

      Estou partindo para finalizar um plano antigo meu, conhecer todos os extremos da América do Sul e nesse 3° mochilão longo pelo nosso continente pretendo atingir essa meta.

      Ponto mais alto, mais ao sul, mais ao norte, mais ao leste, mais ao Oeste, Amazônia e Cataratas do Iguaçu. Juntando com outras expedições que eu fiz pelo Atacama, Uyuni, Titicaca, Pantanal e Machu Picchu ( vou novamente dessa vez por Salkantay ), terei conhecido por terra todos os cantos desse continente incrível que moramos.


      Convido vocês à acompanharem a expedição, farei uma cobertura no youtube e no blog mostrando como é viver e trabalhar enquanto se viaja, como sempre, gastando o mínimo possível.

      Grande abraço e um 2018 de grandes aventuras para todos nós.
    • Por vanessa.miranda
      (Alerta de relato gigante! rss Se não estiver com saco pra ler esse textão, fique à vontade pra me fazer perguntas específicas sobre a expedição )

      Ainda em 2015 decidi que tentaria chegar ao cume do Aconcágua, e que seria em dezembro de 2016. Queria fazê-lo da forma mais independente possível, sem contratar porteadores, guias e expedições pagas. O primeiro desafio foi encontrar companhia, porque a maioria dos meus amigos nem considera a possibilidade de entrar num projeto desses. Mas quando um amigo me surpreendeu dizendo que animava, o plano começou a tomar rumo. Ainda queríamos encontrar mais uma ou duas pessoas pra formar um grupo, e encontramos aqui no mochileiros! Estava formada a equipe: eu, meu amigo Carlo, o Zaney e o Greison.
      O Aconcágua, com 6.962 m de altitude, é a montanha mais alta do mundo fora da Ásia. É também a segunda montanha mais proeminente do mundo, atrás apenas do Everest. Mesmo assim, por não exigir escalada técnica, alguns se referem à sua ascensão como um "trekking de altitude". Desde que seu cume foi alcançado pela primeira vez em 1897, mais de 130 pessoas morreram tentando chegar lá em cima. A temperatura no cume é geralmente por volta de -25° a -30° C, mas a sensação térmica cai facilmente abaixo de -50° C em dias de clima ruim, principalmente entre abril e novembro  . Por isso, a ascensão é permitida nos meses próximos ao verão argentino, de meados de novembro até o começo de março, sendo a alta temporada centrada em janeiro. Nas últimas temporadas a taxa de cume tem sido entre 20% e 40% das tentativas. Mas com ou sem cume, é um lugar incrível. Em média, são necessários de 12 a 15 dias para alcançar o cume e descer (se vc tiver mais sorte que eu rs). As principais dificuldades desta montanha são o clima muito instável, com frio e vento extremos (principalmente no começo e fim de temporada) e, é claro, a altitude. Com a redução da pressão parcial de oxigênio no ar, podemos sentir não só fadiga e dificuldade pra respirar, mas também dores de cabeça, dor no estômago, tonturas, dificuldade pra comer e dormir, hemorragia nasal, inchaço nas extremidades e no rosto e diarreia. O metabolismo acelera muito, assim como os batimentos cardíacos. A desidratação é facilitada pela maior taxa de vapor de água perdida dos pulmões. Dependendo da pessoa, do ganho de altitude e da aclimatação, os sintomas podem evoluir para um edema pulmonar ou cerebral de alta altitude (HAPE ou HACE), situações mais graves que devem percebidas e tratadas logo.
      Planejei começar o treinamento no primeiro dia de 2016. Porém, um dia antes, lesionei meu joelho esquerdo em uma trilha. Precisava recuperar o joelho e também os tendões de aquiles dos dois pés, outro problema que já vinha de um tempo antes. O treinamento pro Aconcágua teve que esperar... e quando começou foi em ritmo lento. Comecei a fazer academia, mas pegando leve, quase uma fisioterapia... Os pés melhoraram com alguns meses, o joelho não. Fiz um raio-x e o médico pediu uma ressonância pra ver se precisava fazer cirurgia ou apenas repouso. Ignorei (digo, posterguei a ressonância e o repouso pra depois do Aconcágua). Tentei fortalecer os músculos das pernas pra poder começar o treinamento aeróbico sem piorar muito a lesão. Só faltando quatro meses pra viagem que deu pra começar a correr, 5 km, uma ou duas vezes na semana, quando conseguia. Sabia que deveria ter treinado com peso nas costas e com inclinação... mas tinha que poupar o joelho. E a inclinação forçava os tendões dos pés, que ainda não estavam 100%. Então continuei fazendo o que dava.
      Não pensei em desistir, mas tinha consciência de que com esses probleminhas a mais estaria assumindo riscos e dificuldades maiores. Somaram-se a isso os inúmeros desincentivos do tipo: “você deveria fazer várias montanhas acima de 6 mil antes de querer tentar o Aconcágua”; “sem guia?; “você devia pensar melhor antes de ir, gastar dinheiro e ter que desistir”; “Sem querer te desanimar, mas isso de ir sem guia me parece uma utopia”; “uma pessoa deveria tentar o Aconcágua depois de fazer, pelo menos, o Kilimanjaro e o Denali, necessariamente nesta ordem, pra ter chance de sucesso”; etc. Claro que esses "conselhos" nem sempre são pra desanimar, às vezes são pra te alertar, mas... às vezes o melhor é fingir que não ouviu/leu.
      E continuei adquirindo equipamento, planejando a alimentação, estudando a montanha e montando o cronograma.


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