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Gostei bem mais de Valparaiso do que de Viña, recomendo se hospedar por lá, de preferencia no cerro concepción. Viña conheci em uma tarde e achei suficiente, já em Valpo fiquei 2 dias e meio e adorei a cidade, tem bem mais coisa para fazer.

 

 

Samanta, tem algum Hostel pra indicar no Cerro Concepción? ou algum rua-proximida especifica? :P

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  • Membros de Honra

Fiquei num hostel chamado Casa Fisher, o quarto e o banheiro são bem limpinhos, é um hostel pequeno, seguro, só o café da manhã que não é muito bom. A localização é excelente. De primeira parece meio difícil achar alguma coisa por lá porque a ruelas são confusas, mas foi só seguir as indicações do site deles e perguntando pro pessoal pelo caminho que foi tranquilo de chegar. Se preferir outro, qualquer lugar perto do elevador ou do Paseo Atkinson está bem localizado

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  • 1 mês depois...
  • Colaboradores

Domingo é bom para ir com tour,porem se sua intenção é ir por sua conta não é boa idéia,pois se já não tem nada na semana,imagine no domingo.

Valpo esta com incendio gigantesco no momento.A pobreza de lá tornar-se-a mais nitida.

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  • Silnei changed the title to Valparaíso e Viña del Mar

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    • Por ms.priscila
      ROTEIRO CHILE (11 DIAS)
      INFORMAÇÕES GERAIS

      Visto: dispensa de visto por até 90 dias
      Passaporte:  deve ser válido no momento de entrada; permitida entrada com RG
      Vacinas: não há exigências
      Quando ir: funciona bem para visitar todo o ano, se a sua preferência for neve (jun-set), calor (dez-mar) ou temperaturas mais amenas (mar-jun e set-dez)
      Capital: Santiago
      Moeda: PESO CHILENO ou CLP ($)
      Idioma oficial: castelhano
      Cod. telefone: +56
      Padrão bivolt: 220V
      Tomadas: C, L


      Chile é um país que encanta e o que mais me chamou a atenção foi a poesia de Pablo Neruda, inscrita na história do país. Por isso, não deixe de conhecer todas as casas localizadas em Santiago, Valparaíso e Isla Negra.
       
      ROTEIRO DIA A DIA

      DIA 01
      Chegada e descanso

      Dia 02
      Passeio pago – Cajon del Maipo

      Dia 03
      Palacio de La Moneda, Plaza das Armas, Catedral Metropolitana de Santiago, o Museu Histórico Nacional, Museu de Arte Precolombino, o Edifício dos Correios, Paseo Ahumada

      Dia 04
      Cerro San Cristóbal (ou Parque Metropolitano de Santiago), Casa Museo La Chascona (a primeira casa de Pablo Neruda), mercado central (Don Augusto), Museo de Bellas Artes, Sky Costanera (por do sol)

      Dia 05
      Cerro Santa Lucia, Centro Cultural Gabriela Mistral, Templo Bahai de Sudamerica

      Dia 06
      Vinicola De Concha y Toro

      Dia 07
      Aluguel de carro e Isla Negra; a noite chegada em Val Paraiso

      Dia 08
      Tour gratuito por Val Paraiso, Casa La Sebastiana, Museu Naval e Maritimo e fim de tarde no Muelle Baron

      Dia 09
      Tour por Viña del Mar

      Dia 10
      Dia livre

      Dia 11
      Retorno ao Brasil
       
       
       
       
       
       
       
       
       
       
       
       
       
       
       
       
       
       
       
       
       
       

      SANTIAGO
      Cerro San Cristóbal (ou Parque Metropolitano de Santiago)
      Endereço: Calle Pio Nono, 450, Bellavista
      Horário: seg, das 13-20h; ter a dom (e feriados), das 10-20h
      Preço: consulte o valor no site

      Casa Museo La Chascona (a primeira casa de Pablo Neruda)
      Endereço: Fernando Márquez de la Plata 192, Bellavista
      Horário: ter-dom, das 10-19h
      Entrada: $7000/R$50 para visitas guiadas em espanhol 
      Como chegar: metrô Baquedano, Parada Turistik
       
      Casa Museo La Chascona

      Mercado Central
      Endereço: San Pablo, 967, Centro
      Horário: Diariamente, das 8 às 19h
      Metrô: Puente Cal y Canto, linha 2-amarela. Parada Turistik
       
      Restaurante Donde Augusto (um dos mais recomendados)

      Plaza de Armas
      Endereço: entre as Ruas Catedral e Compañia de Jesus

      Catedral Metropolitana
      Endereço: Plaza de Armas de 9-19hs
      Entrada gratuita

      Museu Histórico Nacional
      Endereço: Plaza de Armas, 951, Região Metropolitana
      Horário: ter-dom das 10-17h30h
      Entrada gratuita

      Museu de Arte Precolombino
      Endereço: Bandera 361, Região Metropolitana
      Horário: ter-dom, das 10-18h
      Preço: consulte o valor no site

      Palacio de La Moneda
      Endereço: Moneda S/N, Región Metropolitana
      Horário: visitas guiadas de seg-sex às 9:30h, 11h, 15h e 16:30h (necessário agendamento)
      Obs.: às 10h há troca de guardas.
      Entrada gratuita

      Museo de Bellas Artes
      Endereço: Paque Forestal S/N, Santiago, Región Metropolitana
      Horário: ter-dom de 10-18:45h
      Entrada gratuita

      Cerro Santa Lucia
      Endereço: Avenida Bernardo O’Higgins 499, Barrio Lastarria
      Horário: Diariamente, das 9-19h
      Entrada gratuita

      Centro Cultural Gabriela Mistral
      Endereço: Av Libertador Bernardo O’Higgins 227, Barrio Lastarria
      Salas de exposição abertas de ter-sab das 10-20h; dom das 11-20h; visitas guiadas com agendamento prévio
      Entrada gratuita

      Calle Lastarria – de qui-sab há uma feirinha de antiguidades das 10-20h; escolha um restaurante para jantar em alguma noite da sua estada

      Templo Bahai de Sudamerica
      Endereço: Diagonal Las Torres, 2000, Peñalolen
      Horário: ter-sex de 17-21h; sab-dom de 9-19h; não abre às segundas
      Entrada gratuita

      Vinícola Concha Y toro
      Endereço: Avenida Virginia Subercaseaux, 210, Pirque
      Entrada: $18000/R$128 a $22000/R$156; é necessário fazer a reserva da visita no site
      Horário: Diariamente (exceto feriados), das 10-17h
      Transporte: por conta própria, vá de metrô (linha 4-azul) até a estação Las Mercedes; lá tome o ônibus MB 72 ou um táxi (10 minutos). De transporte público, 1h30min desde o centro
       
      Vinícola Concha y Toro

      ISLA NEGRA
      Depois de alugarmos o carro para seguir para Valparaíso e Viña del Mar, optamos por parar em Isla negra, onde está localizada a casa de praia de Pablo Neruda, assim chamada por conta de suas rochas escuras. Sem dúvida alguma, foi um dos pontos altos da viagem. A poesia está impressa em cada manifestação da vida dessa poeta e as casas exalam esse atmosfera. Isla Negra, sem sombra de dúvida, é a mais bonita de todas.
      As estradas são boas, mas a sinalização não o é. Isla Negra está localizada na comuna de El Quisco, a cerca de 114km de Santiago pela rota 68 (1h33 de carro).

      Casa Museo Isla Negra
      Horário: ter-dom de 10-18h
      Preço: $7000/R$50
       

      VALPARAÍSO
      A distância entre Valparaíso e Viña Del Mar é cerca de 20 minutos de carro. Por isso, se você não deseja se deslocar entre as duas cidades, no que diz respeito à hospedagem, escolha Valparaíso (que é a primeira delas) como sua base.

      Free Tour Valparaiso
      Endereço: ponto de encontro Plaza Anibal Pinto
      Horário: seg-dom de 10-15h (inglês, espanhol e português)
      Obs.: Somente buscar aos guias com camisas vermelhas com as palavras FREE TOUR

      Ascensor Artilleria
      Endereço: Artillería 199

      Paseo 21 de Mayo

      Museo Naval y Maritimo
      Endereço: Paseo 21 de Mayo Nº 45 – Cerro Artillería – Playa Ancha
      Horário: ter-dom das 10-17:30h
      Preço: $3000/R$22
      Obs.: aqui se encontra a cápsula usada para resgatar os mineiros soterrados em 2010.
       
      Museo Naval y Maritimo

      Plaza Sotomayor
      Endereço: Prat, Valparaíso

      Museu La Sebastiana (casa de Pablo Neruda)
      Endereço: Ferrari, 692, Cerro Florida
      Horário: ter-dom das 10-18h 3 mil pesos (R$ 10,40)
      Preço: $7000/R$50

      Muelle Baron
      Endereço: Av. España

      VIÑA DEL MAR
      Relógio de Flores
      próximo à Playa Caleta Abarca, bem no final da Av. España
      Entrada gratuita
       
      Relógio de Flores

      Castelo Wullf
      Endereço: Av. Marina, 37, Vina Del Mar, aos pés do Cerro Castillo
      Horário: ter-dom das 10-13h30h e das 15-17h30h

      Playa Miramar
      Obs.: almoçar no Divino Pecado – San Martín 180, Viña del Mar

      Museo Fonck
      Endereço: 4 Norte, 784, Viña del Mar
      Horário: seg de 10-14h e 15-18h; ter-sab de 10-18h e nos dom de 10h-14h
      Preço: $3000/R$22

      Playa Renãca
      7 km ao norte de Viña

      Parque Quinta Vergara
      Endereço: Av. Errázuriz 596

      Casino Viña Del Mar (entrada R$ 15,20; 24hs)
      Av. San Martín, 199, Valparaíso

      Jardin Botanico
      Endereço: Caminho El Olivar s/n El salto
      Horário: seg-dom de 9-18:30h; visitas guiadas gratuitas sab-dom as 11:30 e 15h
      Preço: $2000/R$15
    • Por Daniela Alvares
      Em setembro de 2018, fizemos uma viagem ao Chile e Peru.
      Roteiro - 24 dias
      São Paulo > Santiago > Valparaíso > San Pedro do Atacama > Tacna > Arequipa > Cusco > Ollantaytambo > Aguas Calientes > Machu Picchu > Cusco > Lima.
       
      Começamos nossa jornada no Chile, em Santiago, Valparaíso e San Pedro do Atacama, cujos relatos seguem abaixo:
       
       
      No ônibus das 20:30, deixamos San Pedro do Atacama em direção a Arica, cidade chilena fronteira com o Peru. Seriam 8 horas de viagem, que à noite tínhamos esperança de sequer vermos passar. Com o coração apertado de deixar aquele lugar que tinha acordado tanto dentro de nós, nos despedimos do céu mais estrelado do mundo prometendo, para o Universo e uma para a outra, que voltaríamos logo, em breve, a tempo de não esquecermos toda a emoção que sentimos, nem de deixarmos a brutal rotina do acordar-trabalhar-dormir nos transformar em marionetes que fazem o uso da palavra "sabático" para justificar o tempo em que resolveram ser felizes. Logo nós, que tínhamos acabado de enxergar o não tamanho do mundo.
      Chegamos em Arica ainda escuro. Claudio (amigo que fizemos no Atacama, junto com seu fiel cão Lucky, artista plástico de Valparaíso que, cansado do mesmo todo-dia da vida e do consumo sentimental das relações obrigatórias, encontrou em San Pedro um porto. Breve e temporário.) tinha nos dito que, ao chegarmos, deveríamos atravessar a rua para a outra rodoviária, a internacional, onde poderíamos pegar um ônibus para o Peru. Foi uma ótima dica, ou teríamos ficado perdidas na escuridão da falta de informação e sinalização.
      Ao chegarmos na rodoviária internacional, que mais parecia o ponto final de uma linha de ônibus bem acabada em uma cidade quase fora do mapa, uma mulher sentada numa mesa nos informou que o ônibus para Tacna só sairia a partir das 8:30 da manhã. Eram 4:30 da madrugada. A outra opção, como ela sugeriu, era atravessar a fronteira com um dos muitos motoristas de carro que faziam ofertas de assentos pelo mesmo valor dos ônibus. Não, só se fôssemos loucas de aceitar. Assistimos demais "Presos no Estrangeiro" para arriscarmos uma prisão por tráfico de drogas com um estranho que diria que era tudo nosso, das gringas. Nunca. Resolvemos dar uma volta na rodoviária para despistar a mulher que nos alucinava com essa ideia, quando ouvimos sem muita certeza, o motorista de um ônibus gritar "Tacnabus, Tacnabus" e corremos para confirmar a informação. O ônibus ia para a Bolívia, mas primeiro pararia no Peru, em Tacna, para onde estávamos indo. Com o dinheiro guardado na calcinha, entramos no ônibus e seguimos para o nosso próximo destino.
      Na fronteira: sai do ônibus, carimba passaporte de entrada no Peru, passa as mochilas no raio X, tira o vinho da mochila, mostra que é vinho, guarda a garrafa, volta as mochilas para o bagageiro, sobe no ônibus. E em 40 minutos, chegávamos em Tacna.
      *ATENÇÃO! Ao desembarcar no aeroporto em Santiago do Chile, na entrada no país, além do passaporte carimbado, também entregam um papelzinho, aparentemente sem nenhum valor e sem nenhuma explicação. GUARDE-O DENTRO DO PASSAPORTE! Na travessia da fronteira, esse papel é exigido.
       
      TACNA
      Não esperávamos encontrar em Tacna a cidade charmosa e acolhedora que descobrimos. De habitantes tacanhamente tímidos, que nos olhavam surpresos e alegres ao perguntarmos seus nomes, essa cidadela conquistou nossos corações, receosos de não conseguirem mais se apaixonar depois de conhecer o Atacama. Mas Tacna é leve, florida, descompromissada, como que se viesse só para provar que é possível amar depois de amar. 
      O sotaque, de tanta timidez, torna o espanhol mais difícil aos ouvidos. Os bancos das praças possuem tetos de flores para fazer sombra. Na Plaza de Armas - nome de todas as praças principais de todas as cidades do Peru - há fotógrafos velhinhos andando sob o sol, sorrindo e sugerindo um retrato para a posteridade, como um pedaço de tempo congelado entre as flores coloridas, as palmeiras altíssimas, a fonte imponente, o arco marcante da cidade e, sempre, a igreja. 
      As lojas são todas setorizadas, de forma que os supostos concorrentes são colegas vizinhos, e você jamais vai conseguir tirar uma xerox se estiver próximo dos açougues ou dos consultórios ortodônticos, uma pequena obsessão tacniana. Por toda a rua principal, há galerias como camelódromos, com cabines de câmbio, tabacaria, lojas de joça e manicures enfileiradas em carteiras escolares oferecendo seus serviços. 
      Em Tacna você vira a esquina e se depara com uma padaria a céu aberto no meio da rua! Carrinhos de pães perfumam o entardecer e nos transportam para uma imaginada infância peruana. Foi ali que também comemos o melhor hambúrguer de cordeiro da nossa vida. No "Cara Negra", uma sanduicheria especializada em cordeiro, que eles criam lá mesmo no sítio atrás do bar. É descolado e tem drinks deliciosos. Faz valer a visita na cidade.
      Por todos os lugares que passamos, sempre procuramos pelo Mercado Central, que é onde encontra-se a essência do local. O Mercado Central de Tacna é imperdível. Tem de tudo. Especiarias, ervas, carnes, queijos, farinhas, biscoitos, frutas, verduras, doces, produtos de limpeza e muitas, muitas casas de sucos. Na "Juguería Sra Rosita", uma simpática senhora de sorriso frouxo e vontade de conversar, tomamos maravilhosos sucos de melão e de morango, muitíssimo bem servidos, de ficar na memória. Conhecemos também Miguel, dono de uma barraca de remédios de plantas medicinais, que sabia a erva ideal para absolutamente todo tipo de enfermidade.
      Ao caminharmos de volta para o hotel, bem encantadas com a surpresa de Tacna, uma vendedora nos parou para oferecer azeite. Ao agradecermos e sorrirmos, ela trocou a oferta para um branqueador dental. Talvez por marketing, ou pela já citada fixação por dentes perfeitos dos habitantes da li. Tomara. 
      Por fim, antes de partirmos, passamos por uma casa roxa, um centro de, como dizia a placa, "Magia y Diversión". Sem isso, qual seria mesmo o sentido de tudo? Com a delicadeza dessa mensagem tão sutil e necessária, seguimos nossa viagem em direção a Arequipa.
       







       
       
      - Onde ficamos:
      Ficamos no Nice Inn Tacna, no centro da cidade, com atendimento muito cordial. As pessoas são super simpáticas, o quarto era confortável, chuveiro quente e café da manhã bem simples. 
      Nice Inn Tacna - Av Hipólito Unanue 147, Tacna 23001, Peru / Telefone: +51 52 280152 / booking.com/hotel/pe/nice-inn-tacna.es.html - Onde comemos:
      Cara Negra - Cnel. Bustios 298 / Telefone: +51 952 657 540 / @caranegraoficialtacna / facebook.com/caranegraranchosanantonio/ - Onde fomos:
      Mercado Central de Tacna - Calle Francisco Cornejo Cuadra 809, Tacna 23003, Peru Plaza de Armas - Paseo Cívico de Tacna, Tacna 23001, Peru  
       Seguimos para Arequipa, Cuzco, Ollantaytambo, Aguas Calientes, Machu Picchu e Lima, que detalharemos em post separados. 
      https://www.instagram.com/trip_se_/
    • Por Daniela Alvares
      Estivemos em Valparaíso em setembro de 2018, em uma viagem pelo Chile, que também contemplava as cidades de Santiago e San Pedro do Atacama, com seu espetacular deserto. Tudo isso relatado em posts descritivos de cada cidade.
      Nos hospedamos na parte baixa da cidade. Ficamos 2 noites no hostel Casa Plan, um charmosíssimo prédio que funciona como hostel, café, galeria de arte e espaço cultural. Excelentes quartos, banheiros e áreas comuns. Tudo bonito, espaçoso e muito confortável. E ainda tem a simpatia e atenção do Gabriel, idealizador desse lugar múltiplo. Teríamos ficado uma noite a mais. Saímos com a sensação de não termos conhecido tudo.
      Valparaíso é uma cidade que requer tempo. É pequenina, mas tão adorável e que desperta tantos sorrisos, que te deixa pensando por que os amigos recomendam ir, mas ninguém fala que você vai embora com muita vontade de ficar.
      Nas ruas da parte baixa vende-se de tudo: fruta, comida pronta, papel higiênico, cigarro, remédio fora da caixa, desinfetante, roupa, tudo. Pessoas dançando no meio da calçada, de alegria ou embriaguez, também chamaram nossos olhares, em meio àquela oferta de tudo e qualquer coisa, que não tem como não nos vidrar.
      E antes de conhecermos a cidade, conhecemos os cachorros. Já tínhamos reparado que os cães de rua em Santiago eram bem cuidados, mas em Valpo, como eles a chamam, os cachorros são parte não só da cidade, como da vida das pessoas, que espalham potes de água e até casinhas por todos os cantos. Eles caminham pela cidade como pessoas e dormem no sol da praça como idosos aposentados.
      A cidade baixa é conectada à cidade alta por funiculares, que levam a diferentes paisagens dos inúmeros miradouros que nos permitem não só admirar a vista, mas também entender a construção da primeira cidade portuária do Chile e fuga de muitos presos políticos durante a ditadura de Pinochet.
      A parte alta é dividida em cerros, que são como bairros. Cerro Alegre e Cerro Concepcion são os mais charmosos. São repletos de casas coloridas de zinco e de casarões transformados em hotéis, lojinhas e restaurantes, grafite e arte por todo lado. Lemos em algum lugar que Valparaíso é uma mistura de Santa Teresa, Bairro Alto, Olinda e Caminito. É mesmo. Mas é muito além.
       

       

       

       

       

       
       
      Cerro Cárcel
      Um pouco fora do circuito turístico de Valparaíso fica o Cerro Cárcel, local onde funcionava uma prisão de tortura para presos políticos e que, mantendo-se toda a estrutura para que detalhes da história do país jamais fossem esquecidos, ignorados e tampouco modificados, foi transformado em parque e centro cultural. As salas são exatamente do tamanho das celas, com suas micro janelas no alto com barras de ferro, lembrando a todo tempo onde estamos. Fotografias de mulheres presas se espalham pelas paredes, com seus nomes e um sensível relato das roupas que vestiam e do local em que estavam no exato instante em que foram capturadas.
      Uma homenagem forte a um jovem militante assassinado ali, com um testemunho duro e detalhado de um amigo que assistiu à crueldade sem nada poder fazer. Gonzalo Muñoz Aravena.
      O coração doeu ao lermos e, de certa forma, revivermos toda aquela história entre aquelas mesmas paredes, onde quanto à energia que ali paira não há arte que acalente.

       

       

       

       
      O edifício faz parte do Parque Cultural de Val Paraíso, que é ao mesmo tempo centro cultural e parque aberto para a  comunidade.
      O parque abre de quarta a domingo, das 10h às 18h no inverno e das 10h às 21h, no verão.
      Endereço: Calle Cárcel, 471
       

       
       

       

       

       
      Saímos do Parque Cultural de Valparaíso e, enquanto olhávamos o mapa e pensávamos no que faríamos no pouco tempo que ainda nos restava ali, um senhor se aproximou perguntando se estávamos perdidas e queríamos ajuda. Iniciamos uma conversa longa com aquela figura que tanto tinha para contar.
      Aquele senhor, hoje reciclador de lixo, era apaixonado pela sua cidade. Tinha sido preso naquela prisão, junto com militantes de esquerda. Não que fosse um, ele disse, pois não tinha estudos e nem coligações com partidos, mas gostava de fumar maconha, e um dia foi pego e jogado naquele pequeno inferno, em celas de 8 m2 com 12 pessoas, que não tinham sequer como ir ao banheiro. Faziam cocô num saco e quando juntavam uma quantidade cujo cheiro não dava mais para suportar, subiam na janela da cela e lançavam-no do lado de fora, ato que gerava consequências desumanas de tortura.
      Ele fugiu. Numa fuga em que escaparam muitas pessoas, já exaustas e inconformadas com tanta maldade naquele lugar onde a extrema tortura era revoltantemente comum, ele foi junto, por um pequeno túnel que levava à uma possível liberdade. Não para todos, pois muitos foram capturados na tentativa de deixar o Chile, denunciados por argentinos nas fronteiras ou pelos próprios traços cansados, machucados e desnutridos. Mas para ele, sim. Finalmente. E ali na sua cidade ele permaneceu, e fez questão de ficar para ver os anos passarem, o governo mudar, e a vida poder ser de outra forma.
      Casou-se com uma mulher que tinha 4 filhos de outro homem, e ele quis criar todos, ser pai. Não está mais casado com ela. Tem netos já grandes. Ouviu uma filha dizer que tem 2 pais e ficou muito magoado, afinal o pai foi ele a vida inteira. Mas hoje entende, acha que no fundo ela tem razão. E os dois são amigos, o que fez e o que criou.
      Fala dos filhos, dos netos e da vida com brilho nos olhos e sorriso no rosto. Além de reciclar lixo numa tentativa de ajudar a manter a cidade, é também guia no centro cultural, contando aos jovens a história da cidade, da prisão e a sua própria, para que saibam onde estão.
       
      Frequenta o centro sempre que pode, gosta muito das peças de teatro e lamenta não ter assistido à sessão de cinema em que passou Carandiru, pois todos os seus amigos disseram que ele tinha que ver esse filme, que ia adorar.
      Apertou as nossas mãos, despediu-se de nós, nos desejou um bom passeio e desapareceu antes que pudéssemos saber seu nome ou eternizar seu rosto em algum lugar além da memória, que tem por costume se esvair com o tempo.
      E assim, como que com o coração em suspensão, à espera de um final, do laço de fita no presente, deixamos aquela cidade portuária, colorida, prisioneira, alta e baixa, simples e nobre, cultural e carente, olhando para trás e querendo voltar.
       
      O que faltou fazer?
      - Não visitamos a La Sebastiana, casa museu do Neruda em Valpo. Ela fica mais distante, em um cerro mais alto. Nos arrependemos imenso, mas não tivemos tempo.
      - Walking Tour para saber mais da história da cidade. 
       
      Dicas
      - Tours 4 Tips - caminhadas guiadas de cerca de 3 horas em que você paga o quanto quiser para o guia. 
      - Pan de Magia - uma pequena casinha roxa e amarela na cidade alta que serve empanadas deliciosas e baratas. Fica na Calle Almirante Montt, 738. 
       
      https://www.instagram.com/trip_se_/
       
       
    • Por Jeffersonwbds
      Nossa primeira viagem ao Chile foi incrível! 
      A primeira vez na neve a gente nunca esquece, né!? 
      Como recordação produzi um vídeo contendo trechos de diversas partes do chile, espero que gostem! ♥
       
       
    • Por guilherme.hotz
      Olá Mochileiros! Irei em agosto para o Chile e uma das minhas tantas dúvidas era quanto me custaria estar por lá durante uma semana.
      Para tanto fiz um esboço de roteiro que irá contemplar uma diversidade de atividades, que serão alteradas ainda devido à proximidade da viagem, clima na semana e disponibilização do calendário do Campeonato Chileno de Futebol (pois quero ver um jogo).
      Todavia, segue o esboço de forma que outros viajantes tenham uma noção de preços, e o que fazer.
      Fico à disposição para discutir possibilidades, sanar dúvidas e ouvir sugestões.
       
       
      CRONOGRAMA CHILE-1.pdf

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