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Carlosfuca

Pico do Marinzinho via Maeda + Cachoeiras em Marmelópolis - MG

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Marmelópolis é um município que está situado na Serra da Mantiqueira, sul das Minas Gerais. Fica bem próximo da região de Itajubá. Lá eu acampei no Camping e Pousada do Maeda, que, assim com toda a paisagem do local, é uma pessoa incrível, com vasta história no Montanhismo.

Aqui vou relatar um pouco de como foi esses quatro dias de viagem, sempre me locomovendo de ônibus ou a pé, passando por lugares magníficos, vivenciando aventuras na mata atlântica, cachoeiras, picos e trilhas!

Essa região por bem dizer era um sonho a ser realizado, na verdade a intenção foi sempre o Pico dos Marins (2420m), mas por uma questão de logística e de reconhecimento do local, preferi fazer o Pico do Marinzinho (2432m) e lá de cima poder avistar o Pico dos Marins bem ao lado. Sim, já o fitando pra uma futura caminhada...

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(Foto: Do Marinzinho avistando Pico dos Marins)

"O que vocês diriam dessa coisa

Que não dá mais pé?

O que vocês fariam pra sair desta maré?

O que era sonho vira terra

Quem vai ser o primeiro a me responder?

Sair desta cidade ter a vida onde ela é

Subir novas montanhas diamantes procurar

No fim da estrada e da poeira

Um rio com seus frutos me alimentar"

Dia 1: Ônibus, esperas, ônibus, "Seu Maeda, vê se me escuta"...

Antes de mais nada, vale frisar que a citação da letra 'Saídas e Bandeiras' foi entendido por mim não como uma reverência aos bandeirantes, mas ao contrario, pois ao invés de entrada é saída. Não tenho a intenção de fazer o mesmo que a história "oficial" diz, que fica a cultuar e honrar esses bandidos assassinos.

Era um domingo de abril e embarquei as 07h00 sentido Itajubá, num ônibus da empresa Santa Cruz, que nesse horário tinha apenas o executivo. O custo foi de R$60,00. Esse busão deu um rolê considerável, fez umas três paradas, só vi a primeira que foi em Bragança Paulista. Nas outras paradas eu estava capotado no sono.

Deu meio dia, e cheguei na rodoviária de Itajubá, de lá era a vez de embarcar num ônibus pra Marmelópolis. No site dizia que de domingo só teria as 17h30 pela empresa São José, sendo que nos outros dias tinha o das 15h30. Mas foi isso mesmo, tive que esperar até as 17h30, mas sem erro, faz parte. Era sinal que eu teria mais tempo pra almoçar, ler um livro e por que não tomar umas brejas? Assim o tempo passou rápido. Sei que as 19h00 eu estava no centro de Marmelópolis, foi hora de estender o mapa e seguir rumo ao Maeda, no breu, uma escuridão na estrada. Lá fui eu.

Da igreja matriz, segui à direita passando pela pousada das flores. Com a lanterna do celular acessa, segui o caminho que começou com uma subida. O trajeto do centro de Marmelópolis até a pousada do Maeda tem em torno de 7km, estava um friozinho, mas logo tive que abandonar a blusa na mochila e secar o suor que escorria no rosto. O caminho que fiz vou deixar evidenciado na foto (27), quem tiver de carro tem placas indicativas desde o centro colocadas pelo seu Maeda. Na real, tudo que está sinalizado de pontos turísticos no Município foi ele quem fez, mostrando quem realmente promove o turismo na cidade.

Deu vinte minutos de caminhada e um susto! Em meio ao escuro fiz o gesto de olhar pra cima. Fiquei 'espantado' com a quantidade de estrelas que avistei no céu. Tinha muita estrela, não chegava a iluminar a estrada de terra, mas com certeza não daria pra contar de jeito nenhum. Estrela demais, uma baita noite linda.

As 20h20, cheguei na pousada do Maeda e me deparei com as luzes apagadas. Tinha apenas uma luz ao fundo acessa e por isso me fez chamar e gritar por uns 40 minutos e nada. "Boa noite!!!", "É o Carlos que vai acampar", "Olha o portão, boa noite", "Seu Maeda vê se me escuta"... Gritava e nada.

Nesse momento eu percebi a bateria do celular acabando, desliguei por um momento e o escuro tomou conta, não dava pra ver nada. Eu já logo pensei, "Pronto, tô começando bem". Mas quando se está numa viagem, imprevistos podem acontecer e é necessário improvisar as vezes. Passei na pousada do Dijalma, que fica ao lado, mas parece que não tinha ninguém. O improviso foi a de montar a barraca por ali mesmo e dormir. Não dava pra acampar na frente do portão do Maeda, pois tinha muita formiga, que inclusive subiram nas minhas pernas e só fui perceber depois das dores. Então, para aproveitar o restante da bateria do celular, tirei as coisas da mochila e montei a barraca mais a frente... Foi aí que uma luz acendeu. Sim, era o seu Hideki Maeda no portão, "Esta hora, Carlos?"

Dei risada e expliquei o horário do busão, que até então no nosso contato por telefone pensávamos que sairia as 15h30 e então eu chegaria mais cedo. Como foi anoitecendo, ele pensou que era algum tipo de trote. Uma pessoa ir sozinha, na caminhada, e num domingo, realmente não é muito comum. O importante é que deu tudo certo nesse dia, ainda jantei e pude ser muito bem recepcionado pelos Maeda.

Quem diria que um vizinho pudesse ligar pro Maeda avisando que tinha gente gritando. Ufa, salvou!

Dia 2: Pico do Marinzinho, bate-volta e autoguiado

Acordei bem cedo, um friozinho ainda pairava dentro da barraca, que estava bastante úmida na parte interna. O café da manhã estava marcado pras 07:00 horas e foi enquanto eu me alimentava que o seu Maeda deu as últimas informações, contou algumas de suas histórias no montanhismo, e disse que seria uma subida tranquila. Me entregou um mapa e uma capa de chuva, item que eu havia esquecido de levar. Mostrei meu roteiro e os mapas que eu tinha em mãos e também alguns relatos sobre o Marinzinho e sua pousada. Ele leu tudo se mostrando bastante curioso ao que se tem disponível sobre sua pousada na internet.

1.JPG.2223bf14d409f2a35b534cafbf3f882a.JPG  2.JPG.eb79b984d9f49300fc46a345ff64938e.JPG

(Foto: Barraca e jardim do Maeda)                                (Foto: Araucárias e os picos)

As 07h45, eu já estava com o pé na estrada, pronto pra um bate-volta 'Pico do Marinzinho x Camping Maeda'. A intenção era subir direto e na volta passar pela Pedra Montada.

Em 35 minutos, cheguei na cerca que delimitava a reserva particular (RPPN Terra da Pedra Montada), e a partir desse ponto não se passa carro nem moto. A trilha continuou ainda bem larga, mostrando que ali fora uma estrada, estrada essa criada a mando de um prefeito jipeiro pra chegar até a Pedra Montada. Hoje em dia está em desuso e tem trechos bem erodidos, mas parece que tem um projeto de asfaltar essa parte no sentido de facilitar o turismo local.

Por ora, quem alimenta a estrutura turística daquela região é o seu Maeda. E uma dica que dou: quem não tem muita experiência consegue fazer essa trilha. É só estar com a segurança básica, ter vontade e um certo condicionamento pra chegar no topo. De resto tá tudo muito bem sinalizado, sendo uma subida autoguiada. Tem trecho com cerca de arame farpado pra ninguém se perder, e as placas características e com o 'selo Maeda', estão por todo lado onde se é necessário informar a direção.

Peguei um tempo excelente, e isso fez com que a minha caminhada passasse voando. Não tem nada de andança monótona, foi tudo sempre com um visual esplendido à minha direita e na esquerda, depois de um tempo, eu conseguia avistar o meu destino do dia.

Depois que passei pelo trecho da Pedra Montada a trilha foi se fechando na mata, tudo estava bem demarcado, mas vira e mexe eu tinha que me agachar pra passar. Após menos de 2 horas cheguei no mirante São Pedro, quem tem 2135 metros de altitude. Ali fiz uma parada pra comer algo, beber água e recompor as energias. Dali pro Marinzinho faltava 1 hora, sendo que o estilo da trilha mudaria um pouco, seria mais rocha e tendo que fazer escalaminhada.

A partir de então começou a ficar mais puxado, sorte que minha mochila tava leve, o que pesava mais eram os 4 litros de água que eu tava carregando. Com um clima agradável a caminhada ficava sussa, apenas tive que prestar bastante atenção em cada passo, assim diminuí o risco de qualquer tipo de acidente.

No geral, o silêncio da mata imperava, quando os pássaros voavam, dava pra escutar o barulho das asas de muitos deles que passavam bem perto. Era uma segunda-feira e não encontrei um ser humano sequer na trilha, e nem quando eu estava já no topo do Marinzinho e admirando o Pico dos Marins, não vi ninguém subindo.

Faltando pouco pra chegar no topo, o tempo fechou e todo o visual que eu tinha, nesse momento só via nuvens. Isso não atrapalhou minha navegação, pois as marcações eram constantes e também tinha cordas amarradas pra ajudar na escalaminhada em trechos mais difíceis.

E foi por volta das 11h35 que estacionei no topo do Marinzinho. Todo o esforço compensado, o tempo abria aos poucos e formava uma paisagem impressionante. O cenário mudava tão rapidamente que ficava até difícil captar tudo. Depois de uns vinte minutos, a situação se estabilizou e por sorte minha com uma visão aberta pra diversas cidades, o Pico do Itaguaré, o Pico dos Marins e outras montanhas mais ao fundo. Show!

Coloquei a blusa, pois ventava muito. Comi meu lanche e descansei um pouco. Lógico que tirei várias fotos, mas para além disso fiquei contemplando bastante a natureza para que eu pudesse carregar memórias assim como nas fotos...

Pra descer foi tranquilo, tive um escorregão que me deixou mais atento e não baixar a guarda na segurança. Exigiu mais dos joelhos, mas foi de boa.

Passei na Pedra Montada e foi onde vi o ponto de Água, que me pareceu ser o único da trilha. Lembrando que esse trecho da água também estava sinalizado.

Percebi que o ideal é subir pra ver o pôr e o nascer do sol, mas seria necessário acampar lá em cima. Então, que fique pra uma próxima rs.

Já na pousada do Maeda, caiu a ficha do rolê que eu fiz, fiquei bastante contente, tinha dado tudo certo até então, e parti direto pro banho. Deitei um pouco na barraca e as 19h00 era hora da janta.

Pensa numa janta farta, comida bem diversa, uma mistura de mineira com chinesa e japonesa. Foi cobrado o valor de R$30,00, já com refrigerante incluso, salada e frutas. O valor do camping com café R$40,00; sem o café é R$30,00 a diária.

Para informações sobre o Camping segue Contatos:

https://pt-br.facebook.com/marmelopolispousadamaeda/

http://pousadaecampingmaedasuldeminas.blogspot.com.br/

Os dias 3 e 4 da viagem deixarei pra próxima postagem. Aguardem...

Até mais!

Fotos:

3.JPG.78e8dab36350497bbd5010a345193819.JPG  4.JPG.60e6d9449bd170ce17e27da73da47864.JPG

(Foto: Portal RPPN - Pedra Montada )        (foto: após passar pedra montada, o pico)

5.JPG.10f2af76d94d9821b2901dba6d84df7b.JPG    6.JPG.a91efc3af679cfd447eaf4530407e9c2.JPG

(Foto: outro angulo do pico )                                  (Foto: Mirante São Pedro (2135m))

7.JPG.82d922cdc251afa8c784966da86937c6.JPG   8.JPG.197565ec508f304c2ff3e707e6676e4e.JPG

(Foto: pronto pra subir)                              (Foto: na escalaminhada e olhei pra trás)

9.JPG.c91358c99951537f4588d1794011e0ad.JPG    10.JPG.6ad82e838ed7ed54ac44bb4e9f648596.JPG

(Foto: agora vai, o ataque)                                  (Foto: cheguei no topo, sem visual)

11.JPG.188f4f5d0d7e5886bb328d59f19c05ca.JPG      12.JPG.36f3c6eb7c30ce83bc2bbf9f9db609a9.JPG

(Foto: vento e o tempo se abrindo )                       (Foto: muito vento)

13.JPG.2c46043656b2e3b01fc3e62433b24df2.JPG     14.JPG.931d31e14752dc22b716160709f4306d.JPG

(Foto: nuvens que se foram e tbem ficaram)                     (Foto: bem loko )

15.JPG.c9c1ff314dc9d0d53b340a1e83b0fbe8.JPG      16.JPG.f8b1d51d7a5e042f59c70d78a465830d.JPG

(Foto: o zoom na cidade )      (Foto: o tempo abriu pra ver o Itaguaré)

17.JPG.296b5a323038bc10bcadc41193454796.JPG     18.JPG.001e9eb3df356d954b0abe718feacd8f.JPG

(Foto: depois da mudança de tempo)                     (Foto: as nuvens se dispersando)

19.JPG.a50b0b6f7ca9159550747c78571b49be.JPG     20.JPG.bebbf40db3abc12345fe19f592235db6.JPG

(Foto: tempo abriu pra ver o Marins)             (Foto: Marins, nuvens e sombra)

22.JPG.84a1e9c80cf4961fafcd9fbd2bc5d8d2.JPG   23.JPG.602de6799da1989bb2fb628d771994fe.JPG

(Foto: Selfie e Itaguaré desfocado no fundo)      (Foto: Marcações e a corda pra ajudar)

24.JPG.2947ec8df96e4e02fa79145a336ff59a.JPG     25.JPG.70e2dd7aa01ceb50054e3c221d6143ad.JPG

(Foto:Descendo na volta e o Visual Itaguaré )   (Foto: Flora local)

26.JPG.aa2321405c1cf8eb924e482a0d4a7f7c.JPG

(Foto: Na volta passei na Pedra Montada)

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(Foto: Do Centro pra Pousada)

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Dia 3: Caminhada até algumas cachoeiras na cidade do Marmelo: Cachoeira dos Padres, Cachoeira Santa Bárbara, Cachoeira São Mateus e São Lucas.

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                                                                                (Foto: Cachoeira dos Padres - Marmelópolis)

Mais um dia em que acordei cedo, não tinha nem porque acordar tarde, já que fui descansar bem rápido na noite anterior. As 05h30 coloquei o celular pra carregar, escovei os dentes e voltei pra barraca. O tempo tava neblinado, não dá pra negar que tava frio e então por isso voltei pra barraca. Logo quando apareceu os raios de luz, li algumas coisas que tinha pra ler, conferi os mapas e já me ajeitei pra curtir mais um dia da natureza de Marmelópolis.

Ciente de que seria algo bem mais tranquilo do que a subida que fizera no dia anterior, ainda rendia algumas dores na perna, mas que após o exercitá-las se foi. O canto dos pássaros era contante e anunciavam dia bom! Às 07h30 o seu Maeda chamou pro café, e foi momento de mais um bate papo bacana, mais histórias e mais dicas. Então, ele apresentou o seu museu do montanhismo, que é descrito dessa forma em um folder que ele me entregou.

"Museu Histórico do Montanhismo - Recorda de andação do Sr. Maeda (montanhista a mais de 50 anos), pelas montanhas do Brasil, Peru, Argentina, Chile e Japão. Com mais de 400 fotos, equipamentos utilizados nas inúmeras excursões nacionais e internacionais..."

Tem também as reportagens as quais eu já havia assistido pelo youtube em casa. Enfim, uma visita bacana e é inspirador ver o entusiamo em cada palavra proferida pelo Maeda. E então, eu parti pra caminhada rumo a Cachoeira dos Padres.

Cachoeira dos Padres

Essa cachoeira fica a 6km da pousada, conta com 3 quedas que variam de 10 a 70 metros e fica dentro do Sítio Cachoeirão. Tem uma placa cobrando o acesso (R$ 3,00), porém não cobraram nada de mim.

O dia estava semi nublado, as vezes o sol aparecia, mas tinha hora que o tempo chuvoso ameaçava. Logo quando saí da pousada avistei um Serelepe roendo o tronco de uma árvore, fiquei parado do lado árvore e continuou a roer. A partir desse trecho não se tinha muita subida nem descida, deu pra considerar uma caminhada quase plana a todo momento. Isso também levando em consideração que havia subido quase 4 horas no dia anterior até o Marinzinho, qualquer outra caminhada ali seria mais light.

Nas bifurcações estava tudo sinalizado, e assim como eu tava com um mapinha, só ia confirmando o caminho correto, sem erro. Esse clima mais rural de Marmelópolis era um show mesmo, ora chegava um riacho passando a beira da estrada, misturado com o cenário de morros, fazia a caminhada ficar bem em paz.

1.JPG.a3dc7d4d8056a09d53e5196ab65aa554.JPG    2.JPG.8d4ef77395fce3597f371fa34a72fc72.JPG

(Foto: Serelepe logo de manhã)                               (Foto: Riacho no caminho cachoeira dos Padres)

Quando deu uma hora e dez minutos de caminhada, cheguei no portão do sitio. Um garoto me atendeu, quando fui pagar a taxa ele disse que podia entrar. Explicou o caminho e pra lá eu fui. Era uma trilha básica e sinalizada, a primeira queda veio logo de cara e era a menor delas, ali eu não parei neste primeiro momento e continuei a trilha. Menos de 10 minutos veio a segunda queda, mais alta e forte, já arrancando suspiros de euforia. Ali quase ia fazer uma parada, porém a curiosidade batia mais forte e fui direto pra terceira... "Ô Loko" exclamei comigo mesmo. "Sé loko, quê isso" rs. Eu realmente havia desacreditado da potencia desse rolê. Fui na intenção de fazer algo pra refrescar e complementar a viagem, mas fui surpreendido positivamente. O lugar é lindo demais, a terceira queda é perfeita pra se passar horas ali, ou até mesmo o dia todo meditando e se encontrando em meio a natureza. Tendo diversos lugares para contemplação e piscinas naturais para se banhar em suas águas límpidas.

Por ali fiquei um bom tempo e enquanto eu tirava fotos, lembrei do temporizador de 10 segundos da máquina. Então comecei a treinar o uso para ir além de selfies rs. Na volta passei novamente pela segunda queda, mas estacionei na primeira. Ali li um livro e tomei um suco, aproveitei por mais uma hora.

A estrutura do Sítio conta com restaurante e banheiros, uma sacada que fizeram e eu me identifiquei bastante foi colocar versos de músicas em placas. Dialogando bastante com a natureza. Coisa que numa viagem sempre faço é além de escutar os álbuns que já conheço, procuro também estudar outros novos pra mim. Nesse dia o restaurante tava fechado, então voltei sentido camping pelo mesmo caminho e bem satisfeito com o local. Recomendo!

Cachoeira Santa Bárbara

Abasteci de água no camping, comi alguns pinhão que a senhora Maeda havia cozinhado e parti rumo a cachoeira Santa Barbara. Essa eu não tinha mapa, mas ganhei um do Maeda além de seguir suas orientações, seja por fala, nas arvores ou placas. Essa Cachoeira fica dentro de um sítio a 2km do camping. O caminho que fiz foi por uma trilha em meio ao pasto de uma propriedade cercada. É possível chegar de carro também, mas é uma distancia maior.

Comecei numa subida bem íngreme, depois tive que passar por debaixo de uma cerca e continuei subindo pelo pasto. Como não tem trilha demarcada, depois de uns 30 minutos fiquei um pouco perdido, Após mais uns 15 minutos eu avistei a cachoeira já ficando pra trás, foi aí que segui pela direção correta.

Ao chegar na porteira, chamei o Cauã e ele apareceu. Contou que tava trabalhando aos poucos na trilha e tava cobrando uma taxa de R$2,00. Falou que tava trabalhando com mel e comprei um também.

Cheguei na queda e lá tomei um banho. O volume de água tava baixo, mas dava pra contemplar numa boa. São 100 metros de queda, água que desce escorrendo paredão abaixo bem numa boa.

Ainda na intenção de visitar outras cachoeiras e como já era fim de tarde, minha pausa ali foi breve e já segui rumo o camping novamente.

Cachoeira São Mateus e Cachoeira São Lucas

O acesso a essa cachoeira fica na mesma estrada que leva pro Pico do Marinzinho. Tava nos planos visitá-las na volta do pico, mas como eu tava cansado, preferi voltar pro camping naquele dia. São várias quedas pra chegar na principal que é a Água Branca. Que por ficar já tarde não fui. Mas essa duas quedas já me contentou e por ali tomei um banho de cachoeira derradeiro do dia.

Dia 4: Carona até Itajubá e a volta pra São Paulo

Já era quarta-feira, dia de voltar ao trabalho. Na segunda-feira o seu Maeda ofereceu uma carona até Itajubá. Ele tinha algumas compras pra fazer lá e ele ia na terça, mas como eu tava voltando na quarta resolveu mudar pra dar mais essa força, já que os horários dos ônibus em Marmelópolis são irregulares. Saímos após o café da manhã, acertamos as contas e com isso fui me despedindo do camping. Uma estadia que não se tem em qualquer lugar, e que renova o espírito de aventura do ser viajante. Realmente surpreendente.

Embarquei no ônibus das 10:00h sentido São Paulo, viação Santa Cruz novamente, mas tem a Pássaro Marrom também. Momento de ouvir música e ler um livro, prosseguindo uma viagem bem tranquila até sampa..

Péde Natureza! Até a próxima.

Fotos:

3.JPG.897b759c17aa5cdfbb46211c14b8e2d8.JPG    4.JPG.26f4752e0d7e044b081dde9d4bf41852.JPG

(Foto: Águas da Mantiqueira )                                    (Foto: queda 1 - Cachoeira dos Padres)

5.JPG.5371dc18451318b7838d4da90baa723b.JPG    6.JPG.29934b1b1edc27b120605e7378f8da39.JPG

(Foto: queda 2 - Cachoeira Padres)                             (Foto: queda 3 - Cachoeira Padres )

7.JPG.93be6aaccac590cb1e3c6ccd5904ede6.JPG     9.JPG.cc8c5c56be701e3bc741a60db8b6288c.JPG

(Foto: 10 segundos pra foto)  (Foto: após essa visão fui pro caminho correto)

10.JPG.0328243653ed2c3f9f8305be840e5fcc.JPG     11.JPG.6bbd20901e0b719b9d25a1802ea31103.JPG

(Foto: avistando o pasto que subi desde o camping)  (Foto: do pasto vendo a estrada pra seguir )

12.JPG.b68f1114a7309a395c803a2d2d78bbca.JPG    13.JPG.376e8bfd14a9515af7cff301f2b033a4.JPG

(Foto: Cachoeira Santa Barbara - Marmelópolis)             (Foto: inicio da trilhas pras cachoeiras)

14.JPG.cf26771222a4c51bdec6954aa26130f7.JPG     15.JPG.abcff7835b49bcc5a884518676558af6.JPG

(Foto: Cachoeira São Matheus)                       (Foto: quedas ao longo da trilha)

16.JPG.56ff51d57e33ac89ea8d3bb496706a6a.JPG    17.JPG.91bb01b53fef93e2b3a28a779b29896f.JPG

(Foto: Cachoeira São Lucas )  (Foto: 10 segundos pro banho )

18.JPG.21697ea84de6d3bac8a8903b82413fd9.JPG     19.JPG.6b33e5d6f41badaba23604ba47b55359.JPG

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(Foto: Da Pousada Maeda até a Cachoeira dos Padres)

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      7° Dia: Heliodora/Natércia/Conceição das Pedras (24km).
      Entre Heliodora e Natércia há uma grande inclinação a ser vencida, ou seja; vai ter que subir muito e descer tudo até Natércia, lá de cima tem uma bela vista de ambas cidades, em Natércia me abasteci com víveres e segui rumo a Conceição das Pedras em meio a belíssimas paisagens, o destaque nesse trecho é a bela Cachoeira da Usina, eu aconselho a ficar em Natércia pois a pousada lá é muito boa e serve janta e a de Conceição das Pedras fica atrás de posto de gasolina, sem janta...
      8° Dia: C. das Pedras/Cristina (36km).
      Mais um dia com uma serra a ser vencida, talvez a maior inclinação do trecho, porém esse trecho é o mais belo do caminho, passa por mata nativa, pelo bairro Sertãozinho e Vargem Alegre onde há muitas plantações de banana e café, em Vargem Alegre (km18) há uma pousada, seguindo adiante, o caminho até Cristina revela-se magnífico com suas belas paisagens, Cristina é uma cidade turística e charmosa, a mais bela do caminho...
      9° Dia: Cristina/Carmo de Minas Carmo de Minas (20km)/ Soledade de Minas (16km).
      Pretendia fazer os 36km mas entre Cristina e Carmo de Minas é por uma rodovia movimentada e sem acostamento, portanto peguei uma carona até Carmo e de lá iniciei os 16 km até Soledade, o trecho é por terra e plano, não tem a beleza dos trechos anteriores mas é bonito, ali já estamos caminhando pela famosa Estrada Real, Soledade de Minas é uma cidade bem pequena, há um trem turístico que vem de São Lourenço até lá...
      10° Dia: Soledade de Minas/Caxambu/Baependi (30km).
      Pra sair de Soledade é necessário subir uns 4 km de asfalto (trecho movimentado) até a estrada de terra que leva a Caxambu, alguns km depois encontra a Estrada Real e segue até a cidade por trechos tranquilos, com matas preservadas, consegui ver alguns saguizinhos nas árvores, ao chegar em Caxambu segue pela rua de cima da rodoviária rumo a Baependi, terra de Nhá Chica, devido a proximidade das cidades, os 7 km finais não tem muita beleza, com alguns lixos no meio da estrada mas ali o importa é chegar ao Santuário de Nhá Chica e agradecer pela jornada perfeita, conhecer o local, comprar lembranças, carimbar e pegar o certificado, foi o que fiz depois segui para um hotel p/ descansar e voltar pra casa no dia seguinte...
      POUSADAS QUE PERNOITEI: Preços em 2019...
      Santa Varanda: Inconfidentes: $50 Tem janta 👍
      Nossa Senhora de Fátima: Borda da Mata: $60 Tem janta 👍
      Hotel Silva: Congonhal: $50🙁 sem janta (é melhor ficar no JS).
      Pousada do Adão: Espírito Santo do Dourado: $50🙁sem janta (Na verdade é ponto apoio onde vc pousa, não tem outra opção por enqto).
      Hotel Luciana: Silvianópolis: $50👍 Tem janta no comércio embaixo do hotel.
      Pousada Castelo: Careaçu: $50👍 Tem janta na praça da Matriz.
      Hotel Vilarejo: Heliodora: $50😒 (Única opção na cidade, tem o suficiente, conseguimos janta mas não sei se é sempre que consegue).
      Natércia: Pousada do Juliano: $?👍Tem janta, eu não fiquei lá mas vi que é bonita.
      Conceição das Pedras: Pousada da Dona Fininha ☹️ $50 sem janta, fica atrás de um posto de gas.
      Bairro rural Vargem Alegre: Zé Toco $?( Por ser casa de família, provavelmente serve janta, eu não fiquei lá).
      Cristina: Pousada Casarão: 👍🤑$100 (belíssima pousada mas é cara e não oferece janta, é melhor ficar na Pousada Real, do Célio, $50 + janta).
      Carmo de Minas: Hotel São Lucas:👍$? (Não fiquei mas vi que o hotel é muito bom).
      Soledade: Solar das Montanhas: 👍$60(boa mas não serve janta).
      Caxambu: Hotel São Francisco 👍$80 não oferece janta.
      Baependi: Pousada Instituto Nhá Chica: 👍$? (não fiquei, não sei se serve janta, a pousada é bonita).
       
      Se quiserem um relato bem detalhado visite o site abaixo:
      http://www.oswaldobuzzo.com.br/Home/caminho-de-nha-chica
       
       
       
       
       
       
       
       
    • Por casal100
      Esse relato é dividido em duas partes:
      A primeira foram mais de 900 kms (da página 1 até a 6), trechos de picos, travessias e alguns trechos no entorno de cidades;
      A segunda parte,  mais de 300kms, só teve uma travessia e muitos picos,  começa  na página n° 7.
       
      Vários amigos e familiares nos indagavam sobre nossas travessias, segundo eles, tudo era muito repetitivo(as fotos eram parecidas, repetimos várias vezes os mesmos caminhos, até pela falta de outros. Até tem, mas caminho particular, não faremos  mais). De certa forma eles têm razão, visto que a visão do picos e montanhas não tem comparação com fotos de estradas e, tem um detalhe mais importante: as principais atrações das cidades(tirando algumas) não estão dentro delas, mas nos arredores  (cachoeiras, picos, morros. ..). Nesses 2 meses,  caminhamos mais de 900 quilômetros é quase 10.000 kms de carro. Conhecemos pessoas maravilhosas por onde passamos, experimentamos emoções que nunca tivemos,  comidas deliciosas,  não tivemos nenhum problema mais sério, tudo muito tranquilo.
       
      O BRASIL É SIMPLESMENTE SENSACIONAL! 
      E mais bonito visto de cima. Diante disso e, até para comemorar meus 60 anos de vida (ingressei na melhor idade), neste verão resolvemos fazer algo um pouco diferente : fomos conhecer e rever alguns parques nacionais /estaduais /municipais e privados, subir alguns picos/montanhas  e alguns circuitos desses locais, região de cachoeiras,  e Brumadinho(Inhotim), poderíamos estar no dia do rompimento da barragem,  para nossa sorte desistimos em cima da hora.
      LOCAIS VISITADOS:
      Extrema - Mg (subida as base dos pico do lopo e do lobo)
      Munhoz - Mg(subida ao pico da antenas, caminhos)
      São Bento do Sapucaí - Sp(pedra do baú e roteiro)
      Marmelopolis -Mg(subida ao morro do careca, mirantes, pedra montada, roteiros e subida ao pico Marinzinho)
      Aiuruoca - Mg(subida ao pico do papagaio, matutu, cachoeiras)
      Visconde de Mauá-Rj - (subida a Pedra Selada)
      PN Ibitipoca - Mg (Janela do céu, pico, circuito das águas e grutas)
      São Tomé das Letras - Mg (cachoeiras e roteiros)
      Carrancas - Mg(cachoeiras e circuito serra de carrancas)
      Ouro Preto - Mg (centro histórico e subida ao pico do Itacolomi)
      Mariana-Mg: Bento Rodrigues, local destruído por outro rompimento de barragem da Vale.
      Serra do Cipó - Mg(todos circuitos dentro do parque e travessão)
      Conceição do Mato Dentro - Mg: cachoeira do Tabuleiro  (base e mirante)
      Lapinha da Serra - Mg(subida aos picos da Lapinha e Breu, cachoeira Bicame e Lajeado,  parte travessia Lapinha x Tabuleiro)
      Brumadinho - Mg(Inhotim)
      PN de Itatiaia - parte alta - Mg(base do pico das agulhas Negras e prateleiras, cachoeira Aiuruoca, circuito 5 lagos, subida ao pico do couto)
      Piquete - Sp(subida ao pico dos Marins)
      Infelizmente, por excesso de chuvas, não fizemos os picos do Itaguaré e da Mina( motivação da viagem). Entrou uma frente fria na semana que antecedeu o carnaval, tivemos que abortar por questão de segurança, pois não utilizamos guias e fazemos somente Bate/volta - fica para a próxima.
      As surpresas da viagem:
      Inhotim, Lapinha da Serra e Serra do Cipó. Pois não conhecia nenhuma delas.
      Algumas fotos
      Subida ao pico dos Marins - SP

      Pico do Itacolomi - Ouro Preto - Mg

      Cachoeira Bigame - Lapinha da Serra-Mg

      Subida para pico do Breu e Lapinha - Lapinha da Serra-Mg

      Vista desde o pico da Lapinha

      Cachoeira do espelho - travessão - Serra do Cipó -Mg

      A incrível JANELA DO CÉU 

      flora exuberante



      Cachoeira do Tabuleiro - Mg

      Pico da Bandeira - ES

      Pedra do Altar - Mg

    • Por casal100
      Fizemos a maioria dos caminhos que passam pela Serra da Mantiqueira(Estrada Real, Caminho da Fé, Crer....), alguns mais de 1 vez.
      É quase unanimidade entre os caminhantes que, indiscutivelmente, a Serra da Mantiqueira têm as mais bonitas paisagens e, nós concordamos integralmente. São caminhos que proporcionam lindas fotos,  clima agradabilíssimo, povo acolhedor e simpático, ingredientes que definiram esse roteiro.
      Foram quase 50 dias e mais de 1.100 quilômetros de muitas alegrias, felicidade e paz,  poucas tristezas e decepções.
      Começamos e terminamos na MAGNÍFICA cidade de Campos do Jordão-SP, depois de rever vários lugares (passei alguns invernos nesta bela cidade, quando eu era "bacana"). A cidade se transformou,  criaram vários roteiros turísticos, belas e caras casas dos novos e velhos "bacanas", ótimos restaurantes, atrações mil,  pousadas e hotéis de todo tipo e preço, tem até o refúgio do peregrino, comércio bom, povo hospitaleiro, clima perfeito e, ainda por cima fomos no verão,  baixa temporada,  onde com facilidade encontramos boa hospedagem com preços menores que muitas hospedagem em cidades pequenas.

      Outra coisa que pesou em escolher fazer essa travessia é que a região se assemelha muito com um projeto que temos em mente, que é a travessia entre Punta Arenas x Arica no Chile,  então serviu como treinamento.
    • Por William G Castro
      Estou querendo formar um grupo para uma semana de trekking e turismo rural na Serra da Mantiqueira na segunda semana de janeiro/2019. Conheço bem a região pois sou natural de lá. Criei um roteiro no Google My Maps: são 113km em uma semana de caminhada e turismo rural nos bairros e cidades que ficam ao redor da Pedra do Baú, um dos mais famosos monumentos naturais da Serra da Mantiqueira. Localizada entre S. Bento do Sapucaí e Campos do Jordão, na divisa do Vale do Paraíba com o Sul de Minas, é um dos pontos mais famosos de rapel e escalada do Brasil, com 1950m de altitude e 340m de altura. Junto com Bauzinho e Ana Chata, a Pedra do Baú forma o Complexo do Baú, formação rochosa milenar. Estou tentando formar um grupo para percorrer o trajeto de 08 a 16 de janeiro de 2019. A princípio, a proposta é de nove dias de jornada a pé pelas estradas da região do Complexo do Baú, intercalando cada dia de caminhada com um dia de turismo e descanso no vilarejo em que estivermos pernoitando, incluindo um dia inteiro em S. Bento do Sapucaí, em Campos do Jordão, no distrito de Luminosa, e finalmente um dia inteiro nas trilhas da região da Pedra do Baú. Estradas de terra e rodovias em meio à mata virgem e aos bairros da roça, vales cravados em meio às montanhas e subidas a 1700m acima do nível do mar... Contato com o povo da região e experiência única num dos lugares mais belos da Mantiqueira! E ainda tem um dia de passeio em Campos do Jordão, uma das cidades mais famosas da região! Paisagens marcantes e íntimo contato com a natureza da Serra são garantidos! Quem estiver disposto e quiser mais informações para se juntar a nós, entre em contato comigo. Fecharemos o grupo e agendaremos as hospedagens no máximo na primeira semana de janeiro. Bora lá!
      William
      WhatsApp: 012 974069277.
















    • Por E.Samuel
      Olá Mochileiros, como vão? Espero que bem, aqui estou eu novamente escrevendo meu segundo relato do ano de 2018. Ano passado fizemos a travessia da Serra Fina em 17h, se quiserem ler o relato segue o link: 
      O propósito para esse ano seria fazê-la em 2 dias para podermos aproveitar mais a montanha e o companheirismo da turma. Como de costume, o Nandão plantou a ideia de fazer a travessia em 2 dias e nós aceitamos de cara. Nosso parceiro Breno deu ideia de fazermos a travessia ao contrário, pois assim passaríamos no Vale do Ruah à tarde e não de madrugada. Escolhemos uma data que fosse melhor para todos e reunimos a turma. 
      Aquele medo de fazer a Serra fina já não era tão grande como foi da primeira vez, o medo agora era de tentar terminá-la com o peso da mochila. 
      Como sabíamos da dificuldade da travessia, treinamos por vários meses e, depois de adiarmos o passeio por 2 vezes por conta do tempo, nos dias 18 e 19 deu tudo certo. Confesso que torci para chover novamente porque estava com muito medo de fazer a Serra fina, ainda mais no sentido inverso, mas como eu havia prometido aos meus amigos que eu iria, eu fui.
      Estávamos em 5 pessoas: Samuel (eu), Nandão, Breno, Zé Renato (Fotógrafo oficial) e Jonas (primeira vez na SF). Saímos da Cidade de Santa Rita do Sapucaí-MG às 23h com o nosso motorista oficial Edson, chegamos até a entrada do Sítio do Pierre às 2:20 da manhã, fizemos uma oração e partimos rumo ao nosso objetivo.
      Passamos pela trilha, chegamos no primeiro ponto de água e já atacamos o Alto dos Ivos. Chegamos lá por volta de 7h14min, onde esperamos nosso companheiro Jonas que demorou cerca de 1h para chegar. Enquanto isso, deu pra fazer um café para dar uma aquecida - o café saiu sem açúcar porque nosso companheiro Breno esqueceu de trazer...hehe, mas faz parte.


      Saindo do Alto dos Ivos fomos direto para o Pico dos Três Estados. Até antes de chegar nesse pico eu estava animado e pensei “Até que o meu treino fez efeito, estou me sentindo muito bem”. Doce ilusão, mal sabia que a subida dos 3 Estados era difícil e ao contrario mais difícil ainda. Subindo aquela montanha enorme pensei em abortar a travessia, mas segui firme até o pico. Zé Renato e Nandão como sempre subiram primeiro, esses dois sem sombra de dúvidas são de outro planeta. Quando eu e o Breno chegamos os dois já estavam dormindo e nós aproveitamos para também tirar um cochilo e esperar o Jonas (esse cochilo rendeu viu?!).
      Chegada nos 3 Estados 10h21

      Saindo dos 3 Estados, fomos para o Cupim do Boi. Lá tiramos algumas fotos, paramos para fazer um lanche e esperar o Jonas...rsrs. Nesse momento, nosso amigo Zé Renato deu a Ideia de criarmos uma #cadeojonas...hehe, e não é que pegou?!
      Logo depois disso, partimos para o Vale do Ruah.
      Chegada no Cupim do Boi 12h58.


      O caminho até o Vale do Ruah é relativamente mais tranquilo, a única coisa que enche o saco são os Capins Elefantes que seguram, dificultando a caminhada. Lá pegamos água, molhamos os pés e fomos atacar a Pedra da Mina.
      Chegada no Vale do Ruah 14h51


      A subida da Pedra da Mina é muito cansativa, quando eu a vi lá debaixo bateu um desanimo, é muito alta. Quem já fez a travessia ao contrário sabe do que eu estou falando, é uma subida que não tem fim. Eu várias vezes sentei e comentei com o Breno que queria chorar e abortar a travessia. Sentamos umas 3 vezes para descansar e toda vez que sentávamos cochilávamos por um tempo. Quanto mais a gente subia, mais cansado a gente ficava e nunca chegava, sinceramente, nesse momento eu queria ter um amigo rico, mais bem rico com um helicóptero pra eu poder ligar e ele vir me buscar..rsrs
      Depois de todo o sofrimento, chegamos no topo. Ufa! Pensei que não chegaríamos. Montamos nossa barraca, fizemos aquela feijoada ao som de Sorriso Maroto e Thiaguinho (créditos ao Nandão), comemos e fomos dormir. Dentro da barraca eu tive vontade de chorar, pensei que no outro dia não daria conta, mas dormimos. Na madrugada fez -4°C, nossa barraca congelou.
       

      gelo.MP4 No outro dia levantamos para ver o sol nascer - que espetáculo gente! Coisa linda demais. É um espetáculo da natureza ver o sol subir por cima do Agulhas Negras. Vejam as imagens:

      Depois do espetáculo, arrumamos as coisas, assinamos o livro e partimos com o objetivo de terminar a travessia. Nosso ânimo estava renovado e, apesar da noite mal dormida, estávamos todos bem, nesse momento esquecemos dos problemas do dia a dia e demos várias risadas pelo caminho. Isso me fez lembrar de uma frase que o grande Maximo Kausch (Gente de Montanha) disse na entrevista com o Danilo Gentili “Quando a gente está na cidade a gente segura uma máscara tentando ser outra pessoa e quando estamos na montanha, longe do conforto do dia a dia, você realmente vê quem é quem”. Eu particularmente gostei dessa frase e ela retrata muito bem os amigos que eu fiz na montanha, eles são demais.

      Descemos a Pedra da Mina e paramos no primeiro ponto para pegarmos água. O Sol estava bem quente e teve um parceiro nosso que queria ir de cueca, pois já não aguentava mais. Pedimos pelo amor de Deus para que ele não fizesse isso, por fim, todos reabastecidos, fomos rumo ao Camping Maracanã.
      Camping Maracanã às 09h44.
      Passamos rapidamente pelo Camping e paramos um pouco acima para comermos. tirar umas fotos e esperar o Jonas. #cadeojonas

      Descemos um pouco mais e logo depois avistamos o Pico do Capim Amarelo - o último pico dessa travessia. Que felicidade gente! Nem acreditava que não teríamos que subir outra montanha. Apertamos o passo, chegamos lá em cima às 12h43min e Zé Renato fez um time lapse animal lá de cima.

      time capim.mp4 A subida até o Capim Amarelo é pesada.

      subida capim.MP4


      Nesse momento ligamos para a pessoa que iria nos resgatar e a mesma disse que iria nos buscar às 17h30min da tarde, pois estava saindo para fazer outro resgate, detalhe que nós havíamos conversado com ela anteriormente e cantamos a pedra que chegaríamos na Toca do Lobo por volta de 15h30min – 16h. Nesse momento lembrei do Sr. Edinho (uma ótima pessoa que todos que fazem a travessia já devem ter ouvido falar dele) e na mesma hora ele disse que iria nos resgatar, isso foi um alívio.
      Esperamos o #cadeojonas chegar e descemos às 13h30min do Capim Amarelo, rumo à Toca do Lobo. Estávamos ansiosos para passar no Caminho dos Anjos, pois na primeira vez que fizemos a travessia, não deu para tirarmos fotos, pois estava de madrugada ainda. Chegamos lá e as fotos ficaram incríveis (Creditos José Renato).

       
      Gostaria aqui de fazer uma pausa no relato e falar de uma pessoa que realmente é nota 10: José Renato Ribeiro - ele é uma pessoa que não mede esforços para tirar uma fotografia. Além de ser um ótimo profissional e humilde, ele é feliz fazendo o que gosta. Carregando a mochila pesada, cheia de acessórios, ele é capaz de ir na frente da turma e parar em um certo lugar só pra tirar fotografias da galera e das belas paisagens. Sinto-me privilegiado de conhecer essa grande pessoa e ser seu amigo. Além disso, agradeço ao Nandão por ter nos apresentado a ele. Obrigado por tudo Zé.
      Os créditos pelas fotos desse relato é seu.

      Chegamos na Toca do Lobo às 16h, tiramos mais algumas fotos, tomamos um meio banho na cachoeira pra tirar o cheiro de urso e fomos ao encontro do Sr. Edinho.

      Considerações finais: a travessia da Serra Fina no sentido normal já é bruta, no sentido inverso ela fica mais bruta ainda. Pensei em desistir várias vezes, mas a vontade de terminar, o encorajamento dos amigos e o desejo de não desistir falaram mais alto e isso me fez criar forças para concluir essa travessia tão linda e ao mesmo tempo tão dificultosa.
      É difícil colocar em palavras o quão difícil é subir uma montanha. Às vezes as pessoas acham que estamos exagerando e que não é tão difícil assim, pra essas pessoas eu digo e sempre vou dizer: vá lá e veja como é.
      A briga com o psicológico é constante, mas com um jeitinho e incentivo de todos a gente chega lá, lembrando que quando eu digo “eu”, eu me refiro ao grupo todo.
      Gostaria de agradecer de coração aos que foram nessa mega aventura - Nandão, Breno, Zé Renato, Edson (nosso motorista oficial, que todo ano está com a gente e dessa vez não foi diferente), Jonas (mesmo sofrendo para andar e acompanhar a turma, concluiu a travessia e foi até o final #cadeojonas).
      Muito obrigado a todos, espero que ano que vem nós possamos fazer outras travessias. Apesar de difícil ela se tornou extremamente divertida por conta de vocês. Estava lendo um blog um tempo atrás e vi uma frase que não sei se é da blogueira, mas eu achei que essa frase faria todo o sentido para terminar esse relato, que ficará marcado nas nossas memórias por um bom tempo.
      “E então é o seguinte: Não desista. Não deixe que um sentimento de incapacidade cresça e tome conta de você. O melhor impulso para a falta de coragem é meter a cara e sair do lugar mesmo! Porque sempre há uma chance da gente tropeçar em algo maravilhoso. E é impossível tropeçar em algo enquanto estamos sempre sentados no mesmo lugar.”
      Até a próxima.
      1º dia: 18,2km
      Ganho de elevação: 1.972m
      Tempo: 14h21m
      2º dia: 11,6km
      Ganho de elevação: 531m
      Tempo: 8h 5m
      Elevação maxima: 2798m
      Dados do Strava.


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