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Renan Sartorelli

4 dias na Serra do Cipó e Tabuleiro

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Em 26/02/2018 em 19:58, henriquecelote disse:

E ai cara, relato bem legal.

Tenho umas dúvidas, você têm Face ou WhatsApp?

Opa, tenho sim... Me chama no facebook, Renan Sartorelli

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Muito fera.

 

Você acha que veículos populares aguentam esses passeios? Foi em uma época de Dezembro. As chuvas inviabilizaram as estradas de terra?

 

Valeu.

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Adorei o seu relato! Obrigada pelas dicas. Pretendo fazer o que vc fez na mesma época esse ano, mas confesso que tenho receio de caronas. Há alguma outra forma pra ir nos locais que vc foi de carona? Nesse camping que vc foi, tinha sinal de celular, pelo que vc falou né? Acha que daria pra chamar o mototaxi, como vc fez para ir pra Tabuleiro?

Obrigada!!

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    • Por TMRocha
      O Nando é um motoqueiro nato e aventureiro nas horas vagas e de vez em quando sai por aí pelo Brasil e usa o seu Drone para nos mostrar paisagens impressionantes de nosso país.

      Confira agora como foi o seu espetacular passeio para a parte alta da Montanha do Tabuleiro, na Serra do Cipó (MG) junto ao pessoal do Ténéré Club.
      Caso queira acompanhar o post diretamente pelo blog clique no link abaixo:
      http://viagensdosrochas.blogspot.com/2018/07/um-drone-pelo-brasil-tabuleiro-parte.html
      Sem mais delongas, vamos ao vídeo:
      *********************************************************************************
      ANTES DE ASSISTIR, CONFIRA PRIMEIRO SE A QUALIDADE DO VÍDEO ESTÁ NO MÁXIMO.
      *********************************************************************************

      Incrível, não é?

      Boa sorte...

      ... e até a próxima!
       
    • Por TMRocha
      Confira aí um passeio bem legal que o Nando fez com a sua companheira, a Joyce.

      O destino escolhido por eles foi a Serra do Cipó e a Lapinha, ambos em Minas Gerais.
      Se quiser acompanhar o post diretamente pelo blog clique no link abaixo:
      http://viagensdosrochas.blogspot.com/2018/08/nando-serra-do-cipo-e-lapinha-mg.html
      Sem mais delongas, vamos ao vídeo:
      *********************************************************************************
      ANTES DE ASSISTIR, CONFIRA PRIMEIRO SE A QUALIDADE DO VÍDEO ESTÁ NO MÁXIMO.
      *********************************************************************************

      Esse é ou não é um destino para os casais apaixonados?

      Boa sorte...

      ... e até a próxima!
    • Por TMRocha
      Nesse post estarei colocando o relato da viagem que fizemos para a Serra do Cipó, em Minas Gerais.

      Tivemos de tudo nesse passeio: pontos altos, pontos baixos, problemas amorosos, sentimentos fortes [tanto de medo quanto de nostalgia] e vistas realmente espetaculares! Confira agora como foi essa viagem.
      Caso queira acompanhar o post diretamente pelo blog clique no link abaixo:
      http://viagensdosrochas.blogspot.com/2018/08/serra-do-cipo-mg-15-17082014.html
       
      Dito isto, dividirei esse post em duas partes, no botão abaixo colocarei informações importantes acerca desse destino turístico mineiro e também citarei algumas dicas que estarão dispostas de forma a ajudar àqueles que tenham interesse em visitar a Serra do Cipó por conta própria, podendo realizar os passeios de acordo com o seu próprio perfil pessoal. E após isso iniciarei o nosso relato de como foi esse passeio.

      Explicitações
      Meu ano de 2013 foi bem difícil, principalmente na parte financeira e tive de me virar nos 30 para manter as contas em ordem. Entretanto, as coisas foram mudando pouco a pouco para melhor e no final desse mesmo ano consegui passar em um concurso público da minha cidade. E em 2014 a situação melhorou um pouco mais porque descobri que tinha passado em um concurso ainda melhor que o anterior [feito em 2012, mas chamando em 2014] e assim migrei para o novo emprego ainda no início daquele ano.
      Isso me ajudou bastante e após alguns meses resolvi comemorar levando a Luciana até a Serra do Cipó, que faz parte do Município de Santana do Riacho - MG e é um local excelente para se fazer turismo ecológico ou de aventura, com opção de trilhas, trekking, escalada, passeios de caiaque e muitas outras coisas.
      Realizei tudo por conta própria apenas pesquisando pela internet e confirmando tudo por telefone. [Dessa vez fui mais esperto do que nas duas viagens anteriores e pesquisei bastante sobre o roteiro antes de realizá-lo]
      Então acabou que fiz assim:
      Ônibus por conta própria da Rodoviária de Belo Horizonte até a Serra do Cipó; 2 diárias na Pousada Recanto da Serra, de forma que pudemos aproveitar os 3 dias do feriado; Alguns passeios realizados pela Agência de Turismo Local Bela Geraes, dispostos pelo decorrer dos dias. Alguns meses antes de realizar nossa viagem para a Serra do Cipó, fechei a Hospedagem com a Pousada Recanto da Serra [que gostei muito] e acertei os passeios com a Bela Geraes [que pisaram na bola no final], e após algumas modificações meu roteiro ficou assim:
      Dia 15 de Agosto - Sexta-feira:
      [Início da Manhã] Saída de Belo Horizonte via Ônibus; [Final da Manhã até Início da Tarde] Chegada a Serra do Cipó e Passeio Lagoa da Lapinha e Pintura Rupestre; [Parte da Tarde] Passeio Serra do Abreu até Cachoeira do Rapel; [Noite] Vila Cipó. Dia 16 de Agosto - Sábado:
      [Parte da Manhã até de Tarde] Passeio Cachoeira do Taboleiro; [Noite] Demos outra passada na Vila Cipó. Dia 17 de Agosto - Domingo:
      [Parte da Manhã] Passeio de Quadriciclo; [Frustrado - não conseguimos realizá-lo] [Horário do Almoço até Início da Tarde] Lageado e Cachoeira Grande c/ passeio de Canoa pelo Rio Cipó. [Final da Tarde] Ônibus de Volta da Serra do Cipó para a Rodoviária de Belo Horizonte. -----------------------------------------------------
      Com todas as informações importantes em mãos e já sabendo o roteiro que escolhemos, chegou a hora de descrever como foi a nossa viagem!
      VIAGEM PARA A SERRA DO CIPÓ
      Feriado Assunção de Nossa Senhora
      DIA 01 - Sexta-feira [15 de Agosto de 2014]
      Acordamos bem cedo e pegamos um coletivo que foi até a Rodoviária de Belo Horizonte, e de lá pegamos o Ônibus de Viagem que foi rumo a Serra do Cipó. O ônibus seguiu normalmente e sem nenhum contratempo, com exceção do fato de parar muito para pegar mais e mais pessoas, que sempre estavam subindo e descendo do bus. Por azar da minha parte a Lu estava num período muito difícil e se estressava facilmente, quase chegando a discutir comigo durante a ida e realmente chegando a discutir comigo em alguns pontos do passeio.
      oooooooooooooooooooooooooo
      Raízes do Estresse da Lu [acredito eu]:
      - O Trabalho dela era totalmente estressante, sempre trabalhava em todos os sábados e tinha apenas uma folga durante a semana e a cada duas semanas possuía um domingo livre, sendo que essa folga do dia de semana nunca era certa e sempre mudava de dia, o que atrapalhava muito os planos na hora de fazer as coisas;
      - Por mais de um ano enfrentou estresse excessivo de trabalhar nesse local, atendendo clientes ignorantes e mal educados praticamente todos os dias, em especial nos fins de semana, que a qualidade desses clientes piorava ainda mais;
      - Por problemas de desorganização dos superiores, direto tinha que ficar muito mais tempo trabalhando, ou então acontecia algum problema no almoço e ela tinha que almoçar bem mais tarde devido a algum tipo de problema, o que a irritava bastante;
      - O Salário não estava compensando pelo tanto que ela trabalhava, e além de tudo isso, os assentos não eram ergonômicos, o que lhe causou um pouco de dor em um dos braços por um bom período de tempo;
      - Não combinei o que faríamos por lá com ela, somente falei vamos e ela foi até a Serra do Cipó comigo;
      - Detesta caminhar e fazer esforços físicos prolongados;
      - Tem medo de altura e não gosta de água.
      Basicamente: Ela possui o perfil para qualquer coisa, menos o que fizemos: Escalar, caminhar por horas e fazer exercícios físicos contínuos alimentando bem mais tarde do que estamos acostumados, e ainda sem banheiro durante todo o percurso. Para quem está cansado e super estressado fazer tudo isso por três dias seguidos deve ser quase que como uma tortura. Então ela está perdoada dessa vez! (.__.)[Dá próxima vez que nós fizermos algo assim (e vou fazer - Monte Roraima está na lista de lugares a serem visitados algum dia), avisarei ela com um bom tempo de antecedência para que ela já vá preparando o coração antecipadamente!]
      oooooooooooooooooooooooooo

      Com os motivos do estresse da Lu já explicados, vamos voltar ao relato...
       
      Chegamos após cerca de 2:30h de percurso. Paramos perto de onde precisávamos e chegamos na Pousada da Serra, que pertence à Bela Geraes e seria a nossa base para realizar os passeios.

      Ali guardamos nossas coisas e seguimos para o nosso primeiro passeio: Lagoa da Lapinha e Pinturas Rupestres, fomos em uma Land Rover [Veículo 4x4] c/ o Guia Tiago Cota e mais dois turistas que estavam conosco. Após pouco mais de meia hora conseguimos chegar próximos da Lagoa da Lapinha, ali descemos do veículo e caminhamos até a beirada da lagoa, onde pegaríamos carona em uma canoa para chegar no outro lado da margem.




      Seguimos até a costa enquanto o ajudante do Tiago Cota ajeitava a canoa. Observem que o vento estava forte ao ponto de levantar o cabelo da Luciana. Quando o guia remava o vento estava batendo contra a nossa canoa e fazia ela balançar bastante, o que fez a Lu ficar desesperada com medo de cair do barco!


      Quando estávamos quase terminando de cruzar a lagoa ela ficou um pouco mais tranquila.


      Como estávamos em cinco, o Guia Tiago Cota não foi com a gente e ficou esperando do outro lado. Então continuamos nosso caminho para apreciar as pinturas rupestres, em outras palavras, aquelas pinturas que os povos antigos faziam nas paredes, pedras ou cavernas.
      Apesar de ter uma subida essa trilha era bem curta e facinha.




      E por fim, as pinturas rupestres:



      Cheguei a tirar mais fotos, mas prefiro deixar apenas essas porque estão melhores para serem visualizadas. Provavelmente os homens das cavernas que viveram por aqui não foram bons artistas! Existe até um papel debaixo de uma pedra que conta a história dessas pinturas, que você pode ver na foto abaixo:

      Visto as pinturas, tivemos uma pequena parada para descanso.



      E realizamos todo o percurso de volta, descendo a trilha, cruzando o a lagoa novamente até o outro lado, onde o guia do passeio estava nos esperando. Dessa vez o vento estava mais fraco e a favor da canoa, então ela não balançou tanto como na ida.
      Dificuldade:

      - Baixa;
      - Notas: O que achei mais legal nesse caminho não foram as pinturas rupestres, e sim o percurso que fizemos até chegar lá. Poder ter passeado de canoa e ver aquela paisagem incrível foi algo realmente gostoso de se fazer.

      Mas ainda não tínhamos encerrado nossos passeios do dia, entramos na Land Rover e seguimos direto para Serra do Abreu, onde nosso objetivo era chegar até a Cachoeira do Rapel.
      Após pouco tempo descemos do veículo e seguimos o restante da trilha a pé. Ao longe já era possível avistar a Serra do Abreu.


      Assim que andamos mais um pouco nosso caminho já começou a ficar bem cheio de pedras.




      O caminho começou a ficar um pouco mais complicado, às vezes estreito, enfrentamos descidas, subidas e tivemos que escalar as pedras para subir ao alto da serra.



      Ainda nem tínhamos feito todo o caminho, mas a paisagem a cerca de nós já se mostrava deslumbrante e muito arborizada.

      E o cerco apertou mais porque tivemos que ter atenção redobrada, pois o caminho estava mais estreito e agora precisávamos sempre ter uma das mãos livres para poder se equilibrar nas pedras.





      Como nos videogames, sempre que jogamos em uma fase difícil ela sempre vem acompanhada com um Boss à altura! Conosco foi o mesmo, chegamos no ponto mais difícil do passeio, chegou a hora de encontrar o nosso calcanhar de Aquiles. Em algum ponto por aqui tivemos que subir em uma pedra que dava para o penhasco e passamos o maior sufoco para atravessar esse local. 
      A Lu [que tem medo de altura] sofreu bastante aqui, mas um dos nossos colegas [um engenheiro que fez o mesmo passeio conosco junto a sua esposa] apanhou ainda mais do que ela.


      Superado o desafio, ao olhar para trás já dava para ver que estávamos bem alto:

      E continuamos seguindo até onde o Guia Tiago Cota queria nos levar, sempre tomando cuidado para se equilibrar e não escorregar nas pedras. Ele sempre pedia que deixássemos pelo menos uma das mãos livres e tivéssemos atenção redobrada aonde estávamos pisando. 
      Quando eu percebia que o caminho estava complicado demais guardava a câmera no bolso e usava as duas mãos para superar o devido obstáculo, que direto aparecia em nosso caminho.


      Daqui já dava para avistar àquela lagoa que a gente tinha passeado mais cedo e mais ao fundo uma das comunidades ribeirinhas da Serra do Cipó.

      Aproveitamos para tirar uma foto com o grupo reunido. E a Lu, que estava oscilando muito entre feliz e estressada foi captada pela câmera com essa cara realmente de mal: [O que será que essa menina estava pensando nessa hora?]

      E enfim, avistamos o que acredito ser a Cachoeira do Rapel.

      Finalmente descansamos um pouco, não deixando claro de também tirar algumas fotos nossas e dessa belíssima paisagem de pedras.





      - Sempre que dava eu aproveitava para tirar fotos do casal que estava conosco, pois a câmera deles tinha descarregado, por isso me esforcei bastante para tirar boas fotos em excelentes ângulos de forma que ele pudesse ficar bem feliz quando regressasse ao lar deles e avistasse as fotos desse passeio.

      Chegou a hora de descer! O guia tinha reparado no nosso sufoco na hora da ida e escolheu uma rota um pouco mais fácil para voltarmos. Também deu para aproveitar e reparar mais um pouco dessa bela paisagem de pedras, árvores e muita água.



      E a natureza ainda nos reservou o que pode ser dito como uma verdadeira recompensa visual:

      Luciana contemplando a Lagoa da Lapinha de cima da Serra do Abreu
      Mesmo que estivesse um pouco mais fácil do que na ida, ainda tínhamos que tomar muito cuidado ao descer as pedras, mesmo assim deu até para tirar algumas fotos. A qualidade está pior porque tive de guardar minha câmera para ter as duas mãos livres e usar o celular para tirar as fotos mais rapidamente [ele tem a qualidade bem mais fraquinha se comparada a nossa câmera].





      Gastamos todo o período da tarde para realizar esse passeio, que achei bem incrível. Mesmo com alguns momentos bem desgastantes, acho que valeu muito a pena! A Lu, que tinha medo de subir as escadas para a laje da minha casa já estava escalando quase que como um verdadeiro cabrito da montanha! Pulando e saltando de uma rocha para a outra com muita facilidade.
      Dificuldade:

      - Média;
      - Notas: Gostei muito de fazer essa trilha, achei ela emocionante e apesar dos altos e baixos foi como uma verdadeira aventura, em que ainda tínhamos de bônus toda a beleza da natureza ao nosso redor.

      Voltamos para o Land Rover e seguimos de carro até o lugar em que íamos almoçar. Demoramos um bocado na estrada e já estava todo mundo bambo de fome, o guia até tentou contar algumas piadas e conversar conosco para nos distrair mas não teve jeito, a fome já estava apertando pra valer!

      Aproximadamente às 17:00h, chegamos ao Restaurante Luar da Serra, que possui uma estrutura bem simples, mas uma comida realmente gostosa.





      Assim que matamos a fome aproveitei para sair do restaurante e tirei algumas fotos dos arredores com a Lu.




      Dali seguimos o caminho de volta para a Pousada da Serra, que pertence a Bela Geraes, mas só pegamos nossas coisas, nos despedimos do resto do pessoal e fomos para o local em que nos hospedaríamos, a Pousada Recanto da Serra. [Fique atento porque o pessoal por aqui adora colocar Serra alguma coisa ou Alguma coisa Serra no nome das hospedagens, então é importante ter muita atenção para não ir até a pousada errada]
      Como já estava querendo ficar escuro e a Lu voltou a ficar estressada novamente, preferi tirar as fotos da nossa pousada no outro dia.
      Descansamos até aproximadamente as 19:00h, e fomos a pé visitar a Vila Cipó, lugar do qual estavam concentradas dezenas de pousadas, lojinhas dos mais diversos tipos, lanchonetes, bares e restaurantes. A Vila Cipó é muito bonitinha e tem tudo feito em madeira, minhas fotos não ficaram boas porque infelizmente a nossa câmera não é boa para tirar fotos noturnas.




      Essa estátua é uma reprodução da estátua do Juquinha, o original é um pouco maior e está em outro ponto da Serra do Cipó, sendo um dos pontos turísticos daqui. [Mostrarei ela no sábado, dia em que passamos por lá]. Como a Lu gosta muito de brincos Hippie, observamos o que o moço estava vendendo, deixei ela escolher um e dei de presente para ela.
      Passamos por diversas lojinhas e compramos algum artesanato, existem muitas lojas, entretanto elas são bem parecidas. Nessa área também existem vários restaurantes e pousadas e tudo é bonitinho, de madeira, organizado e incrivelmente limpo. Achei o pessoal da Serra do Cipó muito cortês e educado conosco.
      Fotos de algumas das lojinhas que achamos mais interessantes [e deixaram a gente tirar as fotos]:




      E voltamos a pé para a nossa pousada, onde descansamos e dormimos. [Felizmente antes de acabar o dia a Lu voltou ao normal, mas essa paz duraria pouco porque no outro dia ela acordou dolorida e realmente de péssimo humor, ao ponto de estragar o clima do passeio já de manhã bem cedo]
      DIA 02 - Sábado [16 de Agosto de 2014]
      Acordamos de manhã cedo e lanchamos na pousada, que é bem simples por fora, mas possui piscina e é muito linda e confortável por dentro.




      O café da manhã estava incluído na hospedagem, o que já ajuda um pouco a diminuir nos gastos.


      Terminado o lanche, fomos até a porta esperar o Land Rover nos buscar para mais um passeio, dessa vez visitaríamos a Cachoeira do Taboleiro, um roteiro bem mais longo do que o dia anterior. Ali mesmo a Luciana brigou feio comigo, chorou e teve um verdadeiro acesso de raiva, discutiu demais. Só não foi pior porque o carro chegou e tivemos que seguir o passeio.
      Andamos realmente um bocado na Land Rover, vez ou outra ela animava um pouco porque viu que eu realmente estava abatido e desanimado com aquela discussão fútil. Ao nosso grupo também se uniu um jornalista e uma fonoaudióloga [mulher desse cara], além das duas pessoas que tinham nos acompanhado no dia anterior.




      Em alguns pontos existem algumas cercas, elas servem para ajudar um pouco na proteção do parque e dividir as fronteiras de onde é habitado e os locais que são preservados pelo IBAMA.

      Andamos tanto que dava para ver a paisagem da estrada mudando pouco a pouco.

      E o Land Rover chegou em um ponto mais difícil, que precisava fazer muitas manobras e até dar uma pequena volta para não cair do penhasco, nosso carro trepidou muito nessa hora.

      E continuamos seguindo a estrada por mais algum tempo.


      Passamos pela última cerca e chegamos onde nosso guia queria, então descemos do veículo 4x4.



      Agora começava a nossa trilha rumo a Cachoeira do Tabuleiro, mas ainda faltava realmente muito chão pela frente. Para se ter um pouco da noção da distância que andamos, estarei colocando muitas fotos, atente-se principalmente às mudanças da paisagem que vão ocorrendo durante o percurso.













      Algo bem interessante que vimos no caminho foram esses líquens alaranjados, eles funcionam como um indicador de pureza do ar, os brancos e verdes são os mais comuns e costumam ficar em altitudes mais baixas, já nas mais elevadas vê-se líquens de outras cores, como esse aqui:

      O caminho era consideravelmente mais fácil do que o da escalada que fizemos no dia anterior e tinha poucos obstáculos, porém exigia mais do nosso corpo porque tivemos que caminhar continuamente por uma distância bem longa.



      Finalmente conseguimos ver a Formação do Tabuleiro.

      Vendo ao longe parecia que estávamos perto, ledo engano! Tivemos que andar realmente mais um bocado para chegarmos próximo dela. Isso acontece porque é nesse lugar que está a maior cachoeira de Minas Gerais. Então continuamos nossa caminhada.


      Na Serra do Cipó venta muio e faz um pouco de frio. Como podem ver não há nada além de natureza por todos os lados, por isso é bom ir preparado com algum lanche e água. Depois de tanto andarmos, pouco a pouco, as formações rochosas estavam cada vez mais perto de nós.





      Assim que passamos pelo último obstáculo, esse caminho bem pedregoso, conseguimos avistar o rio da Cachoeira do Tabuleiro.

      Agora dava para ver o rio que vai até a cachoeira.

      Mas não seguimos por ali, nosso guia, o Tiago Cota, disse que faríamos um caminho alternativo. Então caminhamos enfrentando vários obstáculos, subindo, descendo, andando e escalando, atravessamos o rio e seguimos por outra rota, sempre com a ideia de subir para o topo do Morro do Tabuleiro.









      E já no topo, começou a aparecer uma trilha com gramado novamente, ficando mais fácil de andar.




      Depois de mais algum tempo caminhando, chegamos bem perto da beirada do penhasco.




      Estávamos muito alto, afinal, esta é a terceira maior cachoeira do Brasil e a maior de Minas Gerais, à 273m de altura, e num local que ainda ventava muito.
      Eu nem estava muito preocupado em me aproximar mais para ter uma visão melhor, mas a Lu [que era para ter medo de altura e sofreu um bocado para chegar aqui] e o guia insistiram e me convenceram a aproximar mais da beirada do penhasco para tirarmos uma boa foto juntos. Minha barriga realmente estava sentindo um friozinho por conta da altura, então fui quase que me arrastando até ali.


      Pela foto não dá pra perceber, mas aqui você realmente sentirá a imponência da natureza.

      A vista que tivemos dali foi essa:

      Nosso primeiro objetivo, subir no topo do morro para ver a cachoeira mais alta de Minas estava concluído. Até a Lu que não estava tão bem nesse dia deu um belo sorriso nessa hora.

      E após descansar por pouco tempo fizemos o caminho de volta, dessa vez com a intenção de seguir o rio pelo caminho que dava para a Cachoeira do Tabuleiro, isto é, fomos em direção àquela cachoeira que vimos a pouco.
      Depois de andarmos de volta por toda àquela área chegou a hora de descer novamente.

      Assim, finalmente chegou o momento de ir até a beirada da Cachoeira do Tabuleiro. Mas como a natureza nunca nos dá as coisas de mão beijada, tivemos que descer um pequeno desnível e pular de pedra em pedra para chegar no nível do rio novamente.





      Aqui já começamos a ver muitos turistas, que estavam descansando, conversando, namorando, banhando numa água realmente gelada e avistamos até alguns jovens subindo em áreas perigosas das paredes para tentar tirar boas fotos. Vez ou outra já havíamos avistado grupos de turistas indo ou voltando da trilha que estávamos fazendo, mas não chegava a ter tantas pessoas como nesse lugar.



      O motivo de ter tantas pessoas aqui estava bem claro, simplesmente dava para apreciar uma paisagem como essa:

      Daqui já dava para ver melhor a cascata que a gente havia descido. 

      Paramos para descansar um pouco porque a fonoaudióloga ama água e queria nadar um pouco nesse rio.

      E continuamos seguindo pelo caminho de pedra, que hora ficava estreito e hora aparecia alguns obstáculos, mas todos superáveis.




      Estávamos quase no final do caminho, mas aqui a coisa complicou mais um pouco.
       

      Para chegar a beirada e avistar a cachoeira do alto precisávamos atravessar esse pedaço do rio pisando na água, mas cabe lembrar que estávamos a 273 metros de altura e esse pedacinho formava uma espécie de laguinho próximo da beirada do penhasco [dando direto para a cachoeira], e para nos ajudar tinha uma abelha voando e andando de um lado para o outro próxima do chão, exatamente na área que tivemos que atravessar. [Sabe-se lá como essa abelha perdida chegou aqui no topo, mas qualquer acidente poderia ocasionar uma tragédia real] 

      Com muito cuidado, o Guia Tiago Cota foi nos ajudando e passamos pelo laguinho um por um. Por sorte a abelha não deu nenhuma trela para nós e nos deixou em paz. Assim, tiramos algumas fotos nossas e descansamos um pouco.




      E contemplamos uma vista espetacular da natureza.



      Sentir na pele aquele vento, estando a essa altura e perceber toda a imponência da natureza que existe nesse local foi uma experiência inesquecível.
      Apesar disso, a cachoeira estava apenas com metade de seu potencial normal. Devido a forte seca e falta de chuvas que tivemos em 2014, acabou que o meio ambiente sentiu esses efeitos e o nível de boa parte das cachoeiras da Serra do Cipó ficou bem abaixo da sua capacidade normal.
      Dificuldade:

      - Alta;
      - Notas: A dificuldade é alta porque tem-se muitos obstáculos e a caminhada é realmente longa. Nós, por exemplo, começamos o passeio de manhã e só terminamos de tarde, totalizando quase 8 horas de caminhada, com pouquíssimas paradas realizadas durante o percurso.

      Considerações:
      - É muito importante o cuidado que você precisa ter para chegar até aqui, esse caminho que fizemos por esse rio só foi possível porque em tempos de seca como esse, o nível do rio cai e é dá para seguir pela borda, andando pelas pedras até chegar ali, como nós fizemos.
      - Se você não é profissional, não faça esse caminho sozinho, pois corre o risco de sofrer um acidente sério - afinal - dependendo de onde você se acidentar não terá nenhum socorro, e como as linhas de celular e internet por aqui quase não pegam, esse poderá ser um agravante fatal.
      - Sempre os nativos da região conhecem melhor as trilhas do que nós viajantes, então você corre o risco de se perder e ir por uma trilha muito perigosa, o que novamente poderá ser um agravante para algum tipo de acidente mais sério.
      - Nunca faça passeios como esse em tempos de chuva, o nível do rio pode encher rapidamente e ocasionar um acidente muito sério, até fatal.
      - Diversão com segurança, sempre respeite a natureza, quando a gente deixa de respeitá-la é que os piores acidentes acontecem.

      Voltando ao passeio...

      Terminado tudo que precisávamos fazer, chegou a hora de voltar. O primeiro obstáculo foi ter que pular aquele "laguinho" perigoso novamente, por sorte a abelha já não estava lá mais. Passamos com facilidade, seguimos o rio e subimos as pedras das cacatas até chegar na parte das trilhas outra vez.

      Dali, fizemos todo o percurso de volta. Entretanto, prefiro não deixar nenhuma foto para que o relato não fique cansativo e com conteúdo duplicado. Após algumas horas de caminhada, chegamos próximos a nossa querida Land Rover 4x4.


      E fomos em busca de um bom restaurante para comer, afinal, nem tínhamos almoçado ainda e todo mundo estava tremendo de fome.





      A Lu aproveitou e até tirou uma pequena soneca enquanto estávamos no caminho. A Serra do Cipó é muito bonita e até o ato simples de olhar pela janela do carro já nos agracia com uma bela visão da natureza.





      No caminho, aproveitamos para dar uma parada rápida para visitar a Estátua do Juquinha, um dos pontos turísticos da Serra do Cipó. A Lu não quis sair do carro comigo porque estava muito cansada. [Nem pudera! Claramente esse foi o dia que ela mais se exercitou na vida!]



      Tirei uma foto para o casal e eles tiraram uma minha na estátua, e voltamos para nosso carro, para finalmente podermos almoçar.



      De acordo com a lenda local:
      Juquinha da Serra era um andarilho que vivia na Serra do Cipó, MG. Figura folclórica da região, ele acabou tornando-se um ponto turístico local. Era comum vê-lo trocando as suas flores e plantas colhidas por qualquer coisa que os visitantes traziam: de pequenos utensílios até um prato de comida.
      A sua identificação com a Serra era tal que em 1987, após a sua morte, prefeitos de Conceição do Mato Dentro e Morro do Pilar resolveram homenageá-lo com uma estátua localizada em um dos pontos mais altos da paisagem.
      José Patrício, o Juquinha das Flores, brotou da serra. A serra o acolheu! A humana flor... assim dizia: Be-en-énça, cumpade! Ó o fósq...
      Dizem que mamou na loba; Comia escorpiões; Foi picado por mais de cem cobras... Tinha mais de cem anos... Ele é a própria lenda da Serra do Cipó...
      Essência de flor. O imortal, Juquinha das Flores... JUQUINHA DA SERRA!
      Fonte Pesquisada:
      http://www.guiaserradocipo.com.br/atrat_juquinha.html
      Passado mais um pouco de tempo na estrada, chegamos ao restaurante Chapéu do Sol, onde enchemos o bucho.



      Assim que almoçamos, pegamos a estrada outra vez e fomos deixados perto da nossa pousada, entramos, pulamos na nossa cama e descansamos um bocado. Até eu, que em muitos dias ando o dia inteiro no serviço, senti algum dolorimento por conta desse passeio, já a Lu, que tem um preparo físico bem menor que o meu, estava um verdadeiro caco.
      À noite, demos uma passada na Vila Cipó e comemos hambúrguer em uma das lojinhas por ali, e voltamos para nossa pousada, onde descansamos até nosso terceiro e último dia por aqui.
      DIA 03 - Domingo [17 de Agosto de 2014]
      Acordamos um pouco doloridos devido a longa caminhada do dia anterior, mas nada sério. Após lanchar na pousada, fomos a pé até onde o guia da Bela Geraes tinha nos indicado: em frente a uma lojinha na própria Vila Cipó.
      Nossa intenção para esse dia era fazer o seguinte:
      Passeio de Bug pela Parte da Manhã; Passeio de Canoa Canadense pelo Rio Cipó pouco depois do almoço; Ir embora de volta para Belo Horizonte no final da tarde. Mas tivemos um grande contratempo. A empresa que gerencia os bugs [não sei dizer o nome dela ao certo, mas ela era a única que operava na Serra do Cipó em 2014] simplesmente não tinha anotado o meu nome e o da Lu - e olha que eu paguei tudo com uns 3 meses de antecedência, e à vista ainda por cima.

      O atendente dessa loja era muito ignorante, disse que isso era problema do Tiago Cota e então os dois começaram a discutir em voz alta na nossa frente. O Tiago tentou até ligar para o dono dessa agência para falar diretamente com ele, mas não conseguiu contato e acabou que não conseguimos realizar esse passeio, o que atrapalhou bastante na nossa programação.

      Chegamos até a ir na Pousada da Serra, que pertence ao Tiago Cota e ficamos um pouco por lá. Ele pediu desculpas para a gente e falou que ia nos reembolsar, chegou até a ir procurar algum dinheiro, mas acabou que desistiu de última hora, dando a desculpa que iria me enviar o dinheiro pela conta corrente. [Assim que ouvi essas palavras já imaginei que ele ia sacanear, mas preferi ficar calado e apenas fazer o último passeio que faltava]

      Saímos dali e andamos pela Vila Cipó, até chegar na área do Parque Nacional da Serra do Cipó. Após apresentar um papelzinho entramos nela e o primeiro lugar que vimos foi o Lageado, que é essa lagoa bem simplesinha. Tinha até alguns turistas se banhando.




      Perto dali vimos a Cachoeira Grande.



      O rio que dá para essa cachoeira, que acredito chamar Rio Cipó, seria nossa base para o passeio de canoa canadense.

      O guia que nos ajudou aqui foi aquele mesmo do passeio do 1º dia, enquanto ele estava numa canoa sozinho eu tive que dividir a outra com a Lu. É muito gostoso passear pelo rio, a única coisa ruim é tem que molhar a poupança naquela água extremamente gelada.


      Nós estávamos muito fora de sincronia e nosso barco quase não andava pelo rio, então no início foi uma peleja para conseguir navegar pelo rio, ali avistamos flamingos, dezenas de capivaras e até uma tartaruguinha [que pulou para dentro do rio quando fui tirar uma foto dela].





      O que achei mais legal nesse passeio, foi que aos poucos estávamos sincronizando as nossas remadas e quando assustei já estávamos totalmente sincronizados, dessa vez andando bastante a cada remada e realmente podendo apreciar toda a beleza da natureza a nossa volta.




      Depois de pouco mais de 20 minutos navegando chegamos à prainha, ali descansamos um pouco e tiramos algumas fotos.




      A Lu aproveitou até para escrever na areia da prainha.

      Assim que descansamos um pouco, fizemos todo o caminho de volta remando, chegamos até a vistar aquela tartaruguinha novamente, mas da mesma forma que antes, quando fui tirar a foto dela a esperta pulou para dentro do rio outra vez. 
       
      Dificuldade:

      - Fácil.
      - Notas: Esse passeio é muito simples e seguro e você poderá contemplar a natureza e os animais que vivem nos entornos do rio, principalmente os flamingos e as capivaras. É excelente para quem deseja fazer alguma coisa interessante, mas que não seja tão cansativa.
      Dica Especial: A Lu, que durante os dias do passeio estava muito estressada por motivos pessoais e de trabalho, parece que realmente teve a sua alma lavada após realizarmos esse passeio. Sincronizar nossas remadas pouco a pouco não nos ajudou apenas a navegar melhor pelo rio, mas também a nos sincronizarmos melhor até no nosso próprio relacionamento.
      Então, se sua companheira está uma pilha de nervos, briga muito com você e está estressada demais, seja por motivos pessoais ou de trabalho, recomendo que realize esse passeio antes de todos os outros. O casal não conseguirá navegar corretamente no barco enquanto os dois não se acertarem e se sincronizarem nas remadas, e enquanto isso apreciarão uma paisagem realmente maravilhosa, rica, gostosa de se estar e ainda conseguirão ver dezenas de capivaras que ficam na beira do rio ou tentando cruzá-lo.
      Se esse é o seu caso. Tenho certeza que sua companheira voltará totalmente diferente ao realizar esse passeio, já com a alma lavada e disposta a curtir melhor o que a Serra do Cipó tem a nos oferecer. Da mesma forma que aconteceu comigo e a minha companheira!

      Dica Extra: Prepare-se para molhar o bumbum numa água super gelada. Não é possível navegar pela canoa canadense sem molhar a nossa poupança. Mesmo com esse contratempo ainda indico o passeio e o dito como sendo inesquecível.

      Cuidado na hora da volta: Eu quase cometi um erro mais sério, ao invés de parar na costa estava remando com a Lu rumo a queda da Cachoeira Grande, sorte que o guia nos viu, avisou a tempo e nos encaminhou para o local correto. Caso ele não tivesse me avisado nós correríamos o risco até de cair dessa pequena queda d'água. Apesar de achar que não iríamos nos machucar - com certeza iríamos molhar todos os nossos equipamentos, cartão, câmera fotográfica, celular. Enfim, o que tivesse conosco naquela hora - além de sofrer também um baita susto!

      Acabado o nosso passeio voltamos para a Vila Cipó e almoçamos num dos restaurantes que estavam por perto. Escolhemos o Restaurante Matuto.

       


      Após o almoço, voltamos até a Pousada da Serra, onde já tínhamos deixado as nossas coisas, ali ficamos assistindo TV e esperando dar o horário do nosso bus. Dado o tempo, nos afastamos um pouco da Vila Cipó e esperamos na estrada mesmo.
      O que acho mais absurdo é que um dos pontos turísticos mais importantes de Minas Gerais simplesmente não tem um terminal de ônibus ou ponto específico que os visitantes possam esperar. Ao nosso lado vimos um ou dois casais que não sabiam o que fazer, pois os ônibus de viagem sempre estavam lotados e eles estavam esperando por mais de três horas sem saber como voltar.
      Por sorte alguém deu carona para eles e o casal conseguiu finalmente voltar para casa. Já nós fomos mais espertos:
      - Para nos precaver usei a cabeça e agi do seguinte modo: Fiquei a frente de um ponto mais estreito da rua, onde os Ônibus teriam de diminuir a velocidade, assim, deixei o papel do voucher da viagem na minha mão e sempre balançava a mão acenando esse papel para os motoristas, fiz isso umas 2 ou 3 vezes até acertar o nosso ônibus [que demorou um bocado por conta de atraso deles].
      O povo aqui é bem esperto e senta no lugar de quem pagou as passagens antecipadamente, se isso acontecer com você, basta mostrar o papel para a pessoa que ela irá gentilmente se levantar e procurar outro lugar. Nossa viagem de volta também foi bem tranquila e tirando o contratempo do ônibus dar muitas paradas para subir e descer passageiros a todo tempo, não tivemos nenhum problema relevante.


      Assim que desembarcamos, pegamos um coletivo até minha casa, onde guardamos nossas coisas - levei a Lu para pegar o ônibus para casa dela e regressei novamente ao meu lar.
      Viagem Finalizada!
      (  ゚,_ゝ゚)
      Conquista do Passeio:

      Esclarecimentos:
      - Após o passeio tentei por mais algumas vezes ver se conseguia o Reembolso com a Bela Geraes, mas eles sempre inventavam alguma desculpa e nunca nos reembolsaram - é por esse motivo que apesar de termos realizados todos os passeios com eles não os recomendei eles lá no início do relato.
      Boa sorte...

      ... e até a próxima!
    • Por marcosplf
      Relato publicado previamente no meu blog Mochila&Capacete
       
       
      Sou cristão, porém não tenho religião, acredito em uma filosofia própria de vida, na qual me baseio em dogmas de outras religiões. Não frequento igrejas, templos ou similares, porém tal qual Anatoli Boukreev, montanhista cazaque que desapareceu em 1997 no monte Annapurna, tenho como minha igreja as montanhas e natureza em geral. A célebre frase do montanhista, com a qual abro esse relato, expressa bem o que eu e meus amigos que me acompanharam nessa travessia sentimos.
       
      A travessia Lapinha x Tabuleiro é um clássico circuito de trekking, que durante 3 dias corta a Serra do Espinhaço em Minas Gerais, no trecho entre o distrito de Lapinha da Serra, pertencente a Santana do Riacho e o distrito de Tabuleiro, pertencente a Conceição do Mato Dentro.
      Planejava há muito tempo fazer essa travessia e agora, no feriado de 1 de maio de 2012, a travessia se concretizou.
      Sai de São Paulo no dia 27 de abril, acompanhado de meu primo que iria debutar no mundo das trilhas, chegamos no aeroporto de Confins – MG as 22h 30min e ali aguardamos o “resgate” da van com o pessoal de BH e do Rio de Janeiro que iria montar nossa comitiva em direção ao nosso “templo”.
       
      28.04.2012 – Dia 1 – Lapinha da Serra – Casa D. Ana Benta
       
      Chegamos no distrito de Lapinha da Serra por volta das 4 horas da manhã, tiramos algumas fotos e as 5h 45min começamos a trilha, que se inicia em uma estrada a esquerda da igreja do vilarejo em direção ao pico da Lapinha (1686m), após vinte minutos de caminhada sendo acompanhados pelo sol que timidamente acordava, somos brindados pela vista de uma bela cachoeira que corre pelo paredão de pedra, com água escura, conhecida por todos como “água de coca-cola”, após a cachoeira a trilha continua, sempre íngreme, em direção ao abrigo de montanha, que fica atrás do pico da Lapinha, já no abrigo paramos para repor nossas energias por alguns minutos e abastecer nosso reservatório de água.

      Logo após o abrigo a subida até o pico da Lapinha não se delonga por muito tempo, demandando um pouco de atenção por conta das inúmeras pedras, exigindo uns trechos de escalaminhada. Atingimos o cume por volta das 9 da manhã e ali ficamos um tempo apreciando a bela paisagem.

      Após descermos do pico da Lapinha, rumamos em direção ao pico do Breu, caminhando pela crista das montanhas por umas horas chegando a base do pico, onde descansamos e tirei um merecido cochilo, pois já estava acordado a mais de 24 horas, decidimos não subir até o cume e o circundamos em direção ao riacho e com o intuito de voltarmos a trilha principal que leva a casa da Dona Ana Benta, nosso primeiro ponto de acampamento.

      A descida do Breu foi muito tortuosa, com uma vegetação de touceiras, sem trilha nítida demarcada, o que dificultava o deslocamento e a navegação, pois nosso GPS não seguia por esse caminho, após muito custo chegamos ao riacho e, após atravessá-lo, seguimos pelo pasto até a trilha principal, e de lá até a casa da D. Ana Benta seria fácil, se o GPS não tivesse apontado a localização errada desse ponto (cuidado com alguns tracklogs na internet eles indicam o fim do primeiro dia em lugar errado), para seguir até a casa da dona Benta é fácil, basta seguir a estrada branca de pó de pedra até uma bifurcação, já em terra vermelha, e pegar o caminho da direita.
       
      Chegamos no nosso destino após 10 horas de caminhada e fomos muito bem recepcionado pela D. Ana Benta, que nos preparou um delicioso jantar no fogão a lenha, armamos nossas barracas, tomamos um banho quente e dormimos exaustos, esperando iniciar-se o próximo dia.
       
      29.04.2012 – Dia 2 – Casa D. Ana Benta – Casa Seu José – Tabuleiro por cima
       
      Levantamos junto com o sol e antes das 8 da manhã já estávamos andando novamente, a trilha até a Casa do Seu José, segundo ponto de acampamento, se inicia do alto da colina, em uma estrada a direita do curral que ali se encontra, a trilha é bem demarcada, contornando as montanhas com uma subida até que suave que leva em direção da porteira que adentra no parque.
       
      Após 4 horas chegamos a casa do Seu José e da Dona Maria (como alguns mapas intitulam o local). Seu José, no alto de seus 70 anos, é uma pessoa cativante, receptivo demais e que adora uma boa conversa, conversei por um bom tempo com ele no final desse dia, conhecê-lo é uma atração a mais da travessia, proporcionando um pouco de conforto e descontração aos caminhantes.
       
      Como chegamos cedo, por volta de meio-dia, à casa de Seu José, armamos acampamento e decidimos atacar a cachoeira do Tabuleiro por cima, que é a 3a mais alta do Brasil, com 273 metros de queda livre. O ataque até a cachoeira se dá por uma trilha a direita da casa de seu José, uma trilha longa, porém caminhando sem o peso das cargueiras levamos cerca de 3 horas até lá.

      O local é fantástico, o rio corre por entre cânions de pedra, com inúmeras quedas d’água e piscinões calmos, um bom aperitivo para a fantástica vista do dia seguinte.

      Voltamos ao acampamento antes do anoitecer e, após um banho quente, fomos agraciados com o delicioso jantar preparado no fogão a lenha pelo Seu Jose e D. Maria, regado a um boa cachacinha de alambique. Após o jantar, como já disse acima, passei um bom tempo conversando com nosso anfitrião, me dirigindo depois para área de acampamento onde meus amigos se reuniam ao redor da fogueira apreciando a “marvada” e contando muitos causos.
       
      30.04.2012 – Dia 3 –Casa Seu José – Cachoeira Tabuleiro
       
      No último dia da travessia tomamos um bom café na casa do Seu José e partimos morro abaixo em direção a imponente cachoeira, o sol estava forte e nos castigou nesse dia, este trecho da trilha é muito bonito, com vista para as imponentes formações geológicas da Serra do Espinhaço.

      Em pouco mais de três horas chegamos ao mirante e podemos ver a majestosa Cachoeira Tabuleiro, simplesmente uma paisagem indescritível.

      Caminhamos mais um pouco e chegamos até a sede do parque, onde deixamos nossas cargueiras e seguimos em direção à base da cachoeira, uma trilha cansativa, com um longa descida e seguindo pelo leito do rio, pulando diversas pedras até alcançarmos o “poção”, ver a cachoeira por baixo é impressionante, toda aquela imponência ao longo de uma queda de 273 metros diante de nossos olhos é surreal, são momentos como esse compensam todo o esforço e demonstram a existência de algo Maior.

      Após curtir um pouco o local tivemos que sair rápido de lá, pois os bombeiros estavam evacuando o local, pois havia risco de uma tromba d’água, subimos os 2 quilômetros de trilha até a sede do parque e ali aguardamos nosso resgate até BH.

      Posso descrever essa travessia como uma das melhores que fiz nos últimos tempos, um lugar com uma beleza impar, ideal para a prática do trekking, andamos em torno de 50 quilômetros em 3 dias, subindo montanhas, cruzando rios e nos banhando nas aguas de belas cachoeiras, uma travessia onde o contato com a natureza se dá por completo e, parafraseando Anatoli Boukreev, lugares como esses “são as catedrais onde eu pratico a minha religião”.

    • Por rafacarvalho33
      Depois da passagem por Capitólio (leia AQUI o relato), tínhamos em torno de 400 km ate Serra do Cipó, que levou praticamente 07 horas para serem percorridas por causa de obras na pista, o Parque Nacional Serra do Cipó é totalmente GRATUITO, ótima noticia para quem quer esta com o dinheiro curto, no parque você tem a possibilidade de realizar trekkings para cachoeiras e cânions, podendo fazer a pé, ou alugar uma bike na entrada do parque. 

      O bom do lugar que ele é quase totalmente plano, não há subidas íngremes, facilitando a caminhada, foi nessa que eu consegui bater meu recorde em um dia e fazer 30 km, começando a andar as 10 horas da manhã e só indo terminar as 18 horas. Foi bem desgastante!

      Infelizmente fiquei apenas 01 dia, mas deu para aproveitar o melhor do parque, espero que vocês gostem do relato.
       
       
       
      - Hospedagem
      Na Serra do Cipó não tem muitas opções baratas para se hospedar, não tem como fugir muito do Camping Grande Pedreira, o valor esta 20 reais por cabeça e a área de camping é enorme, tem vestiários para banho, porém não tem cozinha, único fator negativo, e esta a menos de 05 km do centro da cidade, foi uma boa opção para quem ia passar 2 noites e 1 dia.
       
      - Transporte
      Infelizmente no Brasil o turismo não tem o investimento e a estrutura que merecem, geralmente se você não tiver um carro, você não conseguira chegar a lugar nenhum, só se estiver viajando de bike ou carona, pois se depender de transporte público dificilmente chegara nos lugares turísticos, ou então vai ter que depender de agências de viagem que vão cobrar o olho da cara. O que posso recomendar é ter um carro, ou alugar um, pegar o mapa da cidade com os pontos de seu interesse e dirigir ate ele.
       
       

      - Alimentação
      Como passaríamos o dia todo fazendo trilha, nosso café da manhã e almoço foram lanches que preparamos, no centro da cidade tem vários mercados que da para comprar de tudo, a noite um lugar mais em conta é no Alcinos, lá tem prato que da para 2 pessoas por 20 reais, litrão de cerveja a 10 reais e tem wi-fi no local para quem precisar, vale a pena.
      - Segurança
      Serra do Cipó me pareceu ser super tranquila, com o jeito de cidade do interior, tranquilo e mais seguro, comparado com a minha cidade, logicamente, que nem preciso falar que é bem perigosa.

       
      - Passeios
       
      Parque Nacional Serra do Cipó: O Parque é totalmente gratuito e na portaria eles fornecem um mapa simples e te ajudam com dicas para você aproveitar o melhor do parque, como tínhamos apenas um dia para aproveitar , acabamos resolvendo fazer o maior trekking do parque. Não se esqueça de levar água, comida e tudo o que for necessário.
       
      Cânion das Bandeirinhas: São 12 km para ir e mais 12 km para voltar, o trekking é plano em 95% do trajeto e é necessário atravessar um rio a pé, a água chega ao máximo na cintura,  no meio dessa trilha tem uma entrada para a Cachoeira da Formiga, são 2,5km para ir e 2,5km para voltar, e vale muito a pena, mas se prepare se você for andando, serão quase 30 km de trekking, tudo bem que é plano, mas mesmo assim são 30 km hehehe, começamos a andar as 10h da manhã e só fomos terminar as 18 horas.

      Existe a possibilidade de alugar uma bicicleta (50 reais) e fazer o trajeto todo assim, acaba sendo um pouco mais fácil do que andar, mas mesmo assim cansativo.
       
      Então foi isso, ficamos apenas 2 noites e 1 dia em Serra do Cipó, e nesse dia fizemos esse trekking de quase 30 quilômetros , mas valeu muito a pena conhecer a melhor parte do Parque Nacional e tudo gratuito, a seguir era partir rumo a Conceição do Mato Dentro e Diamantina/MG. Fique esperto para acompanhar os próximos relatos. 
       
      É isso ae galera...
       
      Espero que tenham gostado do relato e...
       
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