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henriquepsantos

Torres del Paine - Rota W em 5 dias e 4 noites!

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Pessoal, boa noite pra todos vocês!!

Nesse tópico pretendo falar sobre a minha viagem para Torres del Paine para fazer o Circuito W. Estou fazendo isso porque senti um pouco de dificuldade para pesquisar mais sobre o tema na internet e pretendo ajudar os próximos mochileiros que forem para lá. Falarei sobre roupa, alimentação, clima, roteiro e dicas em geral. 

Bom, primeiramente eu fiz a rota com dois amigos. Depois de reservar a passagem aérea, apenas para estabelecer a data que iríamos, passamos a comprar os equipamentos e roupas necessárias para fazer a Rota W. Foram vaaarias idas a Decathlon para comprar tudo que precisávamos. Muitas pessoas falam que os itens da decathlon, quechua, não são taaao bons (e realmente não dá para comparar com marcas como North Face), mas a quechua e demais marcas da decathlon são ótimas para essa viagem, não tive problema nenhum com as coisas que eu comprei. Então recomendo que vocês passem lá para comprar as coisas.

 Nessas idas e vindas nas lojas, comprei tudo e fui, basicamente, com os seguintes itens:

Roupas:

- Jaqueta impermeável

- Blusa estilo fleece (mais usada da viagem)

- 3 camisetas básicas estilo Dri-Fit 

- Camiseta segunda pele 

- Calça segunda pele

- Calça com secagem rápida

- Calça de moletom (para dormir)

- Bota (um dos itens mais importantes)

- Meias normais e meias para trekking

Equipamentos: 

- Mochila de 50 L

- Mochila de ataque de 10 L

- Barraca - Fiquei com muita dúvida nesse item, então vamos lá: Fui com uma da Quechua, "Quik Hiker 2", pq na descrição da barraca estava que ela aguentava ventos de até 70km/h, e realmente aguentou bastante vento. Um outro amigo foi com uma da Náutica, "Cherokee", mas no primeiro dia, que pegamos muito vento, a barraca parecia que não ia aguentar. No final, deu tudo certo, a barraca conseguiu sobreviver aos 4 dias.

- Saco de dormir

- Isolante térmico - como não queria despachar minha mala e não tinha mais espaço dentro, aluguei no próprio hostel que fiquei, "Carfran Hostel". Custou 4 mil pesos, tranquilo.

- Capa de chuva para a mochila

- Lanterna

- Fogareiro e panela - alugamos no hostel

- Bastão para caminhada - Algumas pessoas vieram me perguntar se não era frescura usar isso, mas digo que vale a pena cada real pago. Lógico que vc vai conseguir terminar a trilha sem um bastão de caminhada, mas ele te ajuda muito nos trajetos. 

Comida:

Neste tópico fomos muito mal planejados. Como era a primeira viagem nossa desse estilo, não tinhamos noção nenhuma de nada, então compramos varios chocolates, bolachas, café em pó, alguns miojos e algumas comidas instantâneas que o hostel vendia. Durante a viagem, vimos que não ia dar certo e compramos um pão e algumas latas de atum.

 

Bom, pode ser que eu tenha esquecido alguma coisa, mas aó estão pelo menos as coisas essenciais.

Enfim, vamos a viagem.

Saímos de São Paulo de avião com destino a Santiago (4 horas). De lá, pegamos um outro voo para Punta Arenas (4 horas). Já no aeroporto de Punta Arenas pegamos um ônibus para Puerto Natales. Dica: O ônibus para Puerto Natales para na frente do aeroporto, é só perguntar que te falam onde eles passam exatamente. Não caiam em histórias de taxistas que queiram te levar até a rodoviária de punta arenas ou coisa do tipo, pq é realmente muito tranquilo pegar esse ônibus. É praticamente falar que vai pra Puerto Natales, jogar sua mala na parte debaixo do ônibus e pagar a passagem durante o trajeto (8 mil pesos).

Enfim, chegamos em Puerto Natales, uma cidade bem tranquila, com uma vista muito bonita. O lago que beira a cidade é realmente muito bonito.

Da rodoviária pegamos um taxi até o hostel (acho que qualquer taxi ali dentro da cidade sai 2 mil pesos). O Hostel ficava ali perto e era tranquilo, o pessoal era receptivo e nos deu várias dicas.

No dia seguinte fomos para a rodoviárria e pegamos um ônibus para Torres del Paine. Acho que era 8 mil pesos, mas não tenho certeza. Sobre horário, tinha saídas às 7h30 e as 14h30. Pegamos o das 14h30.

1º Dia - Chegada no Parque:

Pegamos o ônibus e fomos até a entrada do Parque. Lá, apresentamos o comprovante de pagamento da entrada (compramos pela internet), e preenchemos um formulário simples. Depois, voltamos para o nosso ônibus e continuamos até Laguna Amarga. Fizemos isso porque o nosso trajeto era fazer o W invertido. Tem muita discussão aí nos blogs e tal sobre como fazer o W. Fazer invertido ou não, deixar as torres pro final ou começar por elas. Bom, na minha humilde opinião, fez muito mais sentido, e consegui comprovar isso durante a viagem, fazer o W invertido. As Torres são a cereja do bolo, e você caminha em direção a elas, e não para o lado contrário. Não sei, mas no penúltimo dia, o mais sofrido de caminhada, foi importante caminhar olhando para os cuernos e depois para as torres. Quando você visualiza o objetivo parece que te dá mais energia.

Enfim, voltando. Pegamos o ônibus até a Laguna Amarga e de lá pegamos o Catamarã. O preço foi de 18 mil pesos, pq no nosso caso era só a ida (voltaríamos no final do W, de transfer). O Catamarã é pago no final da viagem. Uma das vistas mais bonitas é essa do Catamarã. Ele vai se afastando e, quando vc olha pra trás, o horizonte está cheio de monstanhas e tal. Bonito demais.

No final da viagem, descemos no primeiro refúgio, Paine Grande. Esse Refúgio é privasdo, então pagamos 10 dólares pelo camping (como ficamos dois dias, pagamos 20 doletas). Chegando lá fizemos check-in e procuramos um lugar para montar a barraca. O vento estava muuuito forte nesse dia, então nós 3 montamos uma barraca por vez, e mesmo assim foi difícil. Qualquer levantada na barraca o vento levava. No final conseguimos.

Nesse primeiro dia nos habituamos com o lugar, tomamos um banho e tomamos um vinho que havíamos levado. Descobrimos que pode fumar lá. Apesar de eles serem bem rigorosos com fogo, descobrimos que era permitido fumar em alguns refúgios. Depois disso, fomos dormir.

 

2º Dia - Glaciar Grey:

Acordamos cedo, por volta das 8h e saímos em direção ao Refúgio Grey, apenas com a mochila de ataque com uma agua e jaqueta impermeavel dentro. Para quem fica com medo da trilha, pode ficar seguro pq ela é bem demarcada, em quase todos os lugares do parque. A caminhada foi bem tranquila para nos acostumarmos com o trekking e tal. No entanto, fomos apenas ao mirador. A paisagem é sensacional, absurdamente bonito. Como era nosso primeiro dia, voltamos para Paine Grande e não fomos até o Refúgio Grey. Minha intenção era ir, mas depois de um consenso entre nós 3, decidimos que os outros dias seriam bem pesados e guardamos um pouco de energia. Voltando para o Paine Grande, tomamos o resto do vinho que havia sobreado da noite anterior, conversamos com uns gringos que estavam lá e fomos dormir. 

 

3º Dia - Mirador Francês e Britânico: 

Esse dia foi um pouco pesado, já que teríamos que caminhar com a mochila cargueira de 50L. Acordamos bem cedo, desmontamos nossa barraca, colocamos tudo na mochila e seguimos até o camping Italiano. Após algumas horas de caminhada chegamos no Italiano e nos deparamos com um camping totalmente diferente de Paine Grande. Por ser gratuito, o Italiano é bem basico. Uma casinha para fazer o check in, banheiros atrás (sinceramente, inutilizaveis), não tem água, e outra casinha para refeição. Entre tudo isso, tem um espaço para as barracas. Chegamos no Italiano, fizemos o check in, largamos nossas mochilas cargueiras, pegamos a de ataque e subimos em direção ao mirador francês e depois britânico. Sinceramente, apesar do parque levar o nome das torres e elas serem consideradas a principal atração, eu arrisco dizer que a paisagem nesse dia foi a mais bonita para mim. Já no começo da caminhada entre o camping e o mirador Francês vc já vai observando uma montanha gigante no seu caminho. Chegando no mirador Francês, a vista é surreal: uma montanha gigante na sua frente, repleta de neve, com algumas avalanches acontecendo. É indescritível aquele lugar. 

Após algumas fotos, continuamos a subir em direção ao britânico.  A caminhada é pesada, apesar de estar com a mochila pequena, pois é apenas subida. Se eu não me engano, o camping italiano está a 270 metros de altitude, e o britânico está a 970. Apesar dessa subida, a vista continua incrível. No britânico estamos rodeados por montanhas, então vc tem uma visão panorâmica com diversas montanhas ao redor. É realmente incrível. Nessa caminhada, é preciso tomar cuidado com o horário. Chegamos lá 16h45, e fomos avisados por um guia que estava no caminho que o britânico fechava às 17h. Apesar disso, ficamos apreciando a vista tranquilamente até umas 17h20 e depois descemos. Algumas pessoas ainda estavam subindo,então imagino que tenha uma "margem de erro" nesse horário.

Outra coisa que é preciso atenção é a trilha. É difícil se perder completamente ali, mas como a trilha é no meio da floresta, com muitas árvores, é preciso prestar atenção na sinalização. A sinalização que eu digo são estacas de madeira, com uma ponta laranja (nós apelidamos eles de Marlborinho, já que parece um cigarro haha). Eles que indicam que caminho seguir. Algumas vezes, a indicação do caminho está nas árvores. essas manchas laranjas são colocadas nos troncos de árvores ou em fitas penduradas em galhos. Enfim, sempre fiquem atentos a qualquer coisa colorida, pois esse é o caminho a seguir.

Chegando no Italiano, montamos nossas barracas e dormimos.

 

4º Dia - 11 horas de caminhada:

Esse foi o "pior" dia da viagem. Saímos do Camping Italiano às 10h30 (saímos tarde) e chegamos no nosso destino, Camping Central, 21h30. Foram 11 horas na caminhada com a mochila cargueira. Sem dúvida foi o dia que nós mais andamos com a mochila pesada nas costas. O caminho, desde o italiano, passa pelo camping frânces (que fica perto do italiano), e pelo camping los cuernos, antes de chegar ao central. Nós passmos pelo francês e paramos no Los Cuernos para comer. Esse refúgio parece ser bem interessante. Para quem não está afim de ficar no Italiano, que é basicão, talvez seja uma boa trocar.

O caminho para o camping Central é sensacional. Passamos por um lago e sentamos um pouco para descansar, colocar o pé na água (extremamente gelada) e dar uma revigorada. A vista desse lago é sensacional. 

Bom, acho que não tenho muito para falar sobre esse dia. O caminho é sensacional, com paisagens absurdamente bonitas. No entanto, foi a caminhada mais longa da viagem.

No fim, conseguimos chegar no camping Centrla, fazer o checkin e montar nossas barracas. Jantamos no restaurante que tem no refúgio e fomos dormir.

 

5º Dia - Las Torres:

Finalmente, a cereja do bolo. As Torres. 

Nesse dia, acordamos e saímos em direção as torres por volta das 10h. No dia anterior, quando chegamos no camping, perguntamos sobre o clima do dia seguinte e se conseguiriamos ver o nascer do sol nas torres. Infelizmente, nos disseram que o tempo estaria fechado, então nao valeria a pena subir de madrugada. Assim, dormimos umas horas a mais e subimos em direção as torres.

Perguntando no caminho, antes de realmente começar a subir, alguns viajantes falavam que dava pra subir em 3 horas e descer em 2 horas das torres, então estávamos tranquilos achando que seria bem mais fácil, que o pior já tinha passado. Para tristeza das nossas pernas, não foi bem assim. Nós não temos preparo de atleta, mas a subida é exaustiva. É MUITA subida logo no começo, e parece que não para. Pelo caminho, passamos pelo camping chileno, outro lugar que parecia interessante.

Nessa trilha, não pegamos muito vento, mas é preciso muito cuidado, já que a trilha passa por umas encostas, e como é feita por pedra pequena, não é dificil escorregar. Esse aviso é apenas por precaução, pois a trilha me pareceu segura.

Chegando nas torres, mais uma imagem surreal: O lago gigante  que acaba na base das torres, e as torres gigantescas, la no fundo. É uma vista inexplicável, nenhuma foto que você procurar na internet vai conseguir demonstrar a real beleza daquele lugar.

Depois de passar uns 40 minutos lá em cima, apreciando a vista, começamos a descida. Como um dos meus amigos começou a sentir a perna por causa do cansaço, fomos mais devagar. 

Enfim, chegamos no camping às 18h.

Daí começou a correria: o nosso onibus, que tinhamos comprado ida e volta em puerto natales, ia sair as 19h30 da portaria do parque. Do camping central até a entrada do parque teriamos que pegar um transfer, que saía 18h30. Como chegamos as 18h, desmontamos a barraca e saimos correndo com nossas mochilas e algumas outras coisas na mão até o lugar do transfer, que fica atrás do refúgio. Apesar da correria, conseguimos pegar o transfer das 18h30, e chegamos na portaria tranquilamente. No final, descobrimos que nosso onibus estavam saindo 20h, acho que para esperar o transfer das 19h. Corremos a toa, mas no final foi tudo certo.

Depois disso, pegamos nosso onibus para Puerto Natales (que quebrou no caminho, mas tudo bem, pq um outro onibus, de outra companhia, levou a gente hahaha) e ficamos mais uma noite no hostel antes de voltar.

 

Pessoal, acho que é isso. Esse é o meu primeiro relato, desculpe se ficou confuso ou deixei de falar alguma coisa, mas escrevi para ajudar quem quer saber mais ou menos o que esperar dessa viagem surreal que é Torres del Paine.

Qualquer dúvida que vcs ficarem em relação ao texto podem perguntar que eu respondo. 

 

Abraço.

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Vista do Catamarã, no início da trip.

 

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Vista do Camping Paine Grande.

 

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Vista do Glaciar Grey.

 

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Camping Italiano.

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Começo da subida para o Mirador Francês.

 

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Las Torres.

 

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Caminhada puxada na volta das Torres. 

  • Gostei! 1

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Olá Henrique, valeu pelas dicas. Excelente. 
Realmente, TDP é um show de lugar e que estou de olho há algum tempo. 
Não terei muito tempo para fazer o roteiro e esse relato seu me animou. 

Se encontrar alguma companhia de trilha que aceite uma trip curta para enquadrar nesse roteiro eu fecho! rs
abração brother!  

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Bacana. Pela internet vi que existe tour de ônibus. Gostaria de fazer pelo menos metade a pé, até onde meu joelho (problemático) aguentar. Nem sei se isso é possível. De toda forma, diria que o melhor trecho pra se fazer trekking é o Las Torres?

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Danilo, boa noite.

Como planejei desde o começo fazer o trekking, não vi essa opção do tour, então não sei como funciona. Em relação ao trecho mais "tranquilo", posso afirmar que é o que leva ao mirante do glaciar grey. Nao sei o nivel do seu joelho, mas os trechos para o Mirante britânico e francês e Las Torres têm umas subidas bem íngremes. 

Na minha opinião, apesar das Torres serem lindas, o francês e britânico foram os mirantes que mais me impressionaram. 

Espero ter ajudado.

Abs.

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Boa tarde Henrique!

Muito bom o seu relato. Está me ajudando bastante.

Deixa eu te perguntar, todas as reservas de camping são feitas no site do parque (http://parquetorresdelpaine.cl) ? Mesmo os camping que são privados (pagos)? E quanto ao catamarã, compra na hora ou é pelo site também? 

Grande abraço!

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Fala cara,

Valeu pelo relato.. me ajudou a tirar algumas dúvidas.

Se possível.. você consegue se recordar o tempo que gastou do Camping Italiano até o Camping Francês e los Cuernos? E também do Camping Central até o Camping Chileno? Fiquei meio confuso olhando o mapa do parque. 

Vou mês que vem e o W não estava nos planos.. estou começando a cogitar e acredito que não consigo fechar os camping's públicos. 

 

Desde já agradeço, 

Abraços.

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Em 13/01/2019 em 15:53, rodrigofb_bh disse:

Boa tarde Henrique!

Muito bom o seu relato. Está me ajudando bastante.

Deixa eu te perguntar, todas as reservas de camping são feitas no site do parque (http://parquetorresdelpaine.cl) ? Mesmo os camping que são privados (pagos)? E quanto ao catamarã, compra na hora ou é pelo site também? 

Grande abraço!

Rodrigo, o pouco que sei.. esse site é para os camping free. 

Os camping's pagos são outras duas empresas que operam dentro do parque. 

 https://www.fantasticosur.com/

http://www.verticepatagonia.cl/home

Abraços.

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Em 11/01/2019 em 17:46, Aricleto Lidiane S Nobre disse:

Nos Camping, como ficava os pertences que você não usava

Boa noite!

Deixava na barraca mesmo, sem problemas. Um dia até pensei em colocar um cadeado, mas minha barraca tinha duas entradas e eu só tinha um cadeado, então não teve jeito hahaha

Enfim, em relação a pertences e tal, não tive nenhum problema, deixava tudo na barraca mesmo.

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    • Por matheusinacioca
      E aí, tudo bem
      Estou terminando de organizar minha viagem e preciso de algumas dicas...
      Meu voo de ida chega em Buenos Aires dia 19.01.19 (onde já tenho reservado no HOSTAL MILLHOUSE AVENUE até dia 22.01.19) e meu voo de volta sai de Ushuaia dia 23.02.19; concluindo assim 36 dias de roteiro.
      Meu segundo destino depois de BNA é Bariloche (vou de ônibus, empresa: VIA BARILOCHE). A partir de Bariloche a ideia é ir para el Bolsón, el Calafate-el Chaltén, Puerto Natales (parque Torres del Paine), e por fim, Ushuaia. Pretendo fazer todos esses trajetos de bus... 
       
      Minhas duvidas são em relação da quantidade de dias que reservo para cada cidade... Pensei da seguinte maneira:
       
      BUENOS AIRES: 3-5 dias
      BARILOCHE: 4 dias (até pensei em ficar mais, mas devido ao preço da cidade não sei se convêm)
      EL BOLSON: 4 dias
      EL CALAFATE: 3 dias
      EL CHALTEN: 5 dias
      PUERTO NATALES (P.TOR.PAINE): 6 dias
      USHUAIA: 5-7 dias.
       
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      1.devo agregar no trajeto: Villa la Angostura??... vi que tem bastante coisa legal por lá.
      2. de el Calafate vou para Puerto Natales, onde o objetivo é fazer o Parque Torres del Paine, acho que vou acabar optando pelo W, alguém tem alguma dica sobre??
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      4. en el Calafate, no glaciar Perito Moreno... minitrekking vs. big ice... já li tanto sobre isso que ainda não consegui decidir... alguém que fez, tendo em conta os valores, vale a pena o Big Ice?
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      6. Estendo para 5 dias em Buenos Aires antes de descer para Bariloche, ou 3 já está de bom tamanho?? quero conhecer Tigre tb...
       
      Desde já muito obrigado galera
    • Por matheusinacioca
      E aí, tudo bem
      Estou terminando de organizar minha viagem e preciso de algumas dicas...
      Meu voo de ida chega em Buenos Aires dia 19.01.19 (onde já tenho reservado no HOSTAL MILLHOUSE AVENUE até dia 22.01.19) e meu voo de volta sai de Ushuaia dia 23.02.19; concluindo assim 36 dias de roteiro.
      Meu segundo destino depois de BNA é Bariloche (vou de ônibus, empresa: VIA BARILOCHE). A partir de Bariloche a ideia é ir para el Bolsón, el Calafate-el Chaltén, Puerto Natales (parque Torres del Paine), e por fim, Ushuaia. Pretendo fazer todos esses trajetos de bus... 
       
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      Desde já muito obrigado galera
    • Por Ana Carla de Sousa
      Amigos mochileiros, olá!
      Viajo neste fim de semana e aceito todas as sugestões de bons HOSTELS e AGÊNCIAS DE TURISMO em El Calafate, Ushuaia e El Chalten.
       
      Queria saber se alguém já partiu de algum desses três locais para PUERTO MADRYN e como foi o trajeto, eu gostaria muito de tentar, mas não faço ideia de por onde começar...
      Se alguém tiver feito o passeio "bate volta" para TORRES DEL PAINE, que sai de El Calafate, por favor, compartilhe a experiência!!!
      Valeu.. 😊
    • Por Thay Cavalcante
      RELATO – ARGENTINA DE LÉVS & TORRES DEL PAINE DE PESÁDS – OUT/NOV 2018
      Amigas, vou contar meu relato aqui sabendo que, quando pesquisamos, não encontramos  tanta informação e nem tantos relatos atuais de torres del paine, que foi o foco principal da viagem. Espero contribuir com outros rolês!
      Se quiserem perguntar algo, me procurem no instagram (perfil: _thayoba) pois eu não fico olhando o mochileiros. Lá é certeza que eu vou olhar a mensagem.
      Eu fui com meu companheiro, parceiro, namorado e melhor amigo Daniel, que compôs grande parte do roteiro porque ele já conhecia e porque eu tava sem condições de olhar isso a fundo na época. Dá pra ir só, mas é recomendável caminhar acompanhada pela trilha, por questões de segurança, caso aconteça acidente, coisa assim.
      A BASE DO ROTEIRO:
      1 DIA: CHEGAR EM BUENOS AIRES (de Brasília/DF)
      2 DIAS EM BUENOS AIRES (Circus Hostel)
      (avião)
       2  DIAS EM EL CALAFATE (America Del Sur Calafate Hostel)
      (busão)
       1 DIA EM PUERTO NATALES (Mia Loft)
      (busão)
       5 DIAS EM TORRES DEL PAINE (grey/paine grande/francês/torre central)
      (busão)
       1 DIA EM PUERTO NATALES (Toore Patagonia)
      (busão)
       1 DIA EM PUNTA ARENAS (Hostel Sol de Hivierno)
       
      O QUE LEVAR:
      Vick vaporub – pra boca ressecada. No frio tudo resseca, pele, cabelo, etc, mas quando chega na boca ela racha, sangra, dói. Vick resolve quase instantaneamente, aprendi com um boliviano Jaqueta corta vento impermeável +capa de chuva – na patagônia chove quase todo dia e venta muuuito! Botas impermeáveis – você atravessa riacho várias vezes, e em várias delas não tem jeito de ir pulando por ciminha pelas pedras não; Luvas, meias, gorrinhos, cachecóis, fleeces, segundas peles e tudo o que protege do frio extremo que faz lá. Conheço quem só chegou ao primeiro camping e precisou voltar porque teve hipotermia. Fica esperta! Protetor solar – INDISPENSÁVEL. A incidência UV lá é altíssima, se não me engano a região às vezes fica dentro do buraco da camada de ozônio. O tanto de gringa tostada que você vê terminando a trilha não é brincadeira. Elas aparentavam quase fritas na cara, sério mesmo, a coisa é séria. Azeite/óleo, Sal, alho em flocos e pimenta – não levei e senti falta na hora de cozinhar. Comida de astronauta – arroz de saquinho, sopa de saquinho, coisas que não pesam etc. Rola de levar macarrão também! Dizem que é mais complicado você passar pela fronteira com alimentos na mochila. Se não quiser arriscar, vale a pena comprar tudo em Puerto Natales. Tem uma marca chamada “trattoria”, do rótulo preto, que faz um bom arroz de astronauta e um excelente espaguete colorido; Remédios clássicos: dor de barriga, antialérgico, analgésico, anti-inflamatório, etc Bastão de caminhada – eu diria que é indispensável, mas sei que tem gente que não gosta. Eu gosto de usar 1 só ao invés de 2, porque prefiro ter uma mão livre pra me aparar caso eu tropece, sei lá kkkk Clorin não precisa, pq a água lá é muito pura, potável e deliciosa, mas se vc for dessas, não custa nada levar né  
      AO RELATO:
      BUENOS AIRES:
      Em 2 dias dá pra fazer muita coisa, mesmo!!! Conosco foi assim:
      Buenos 01 -  Plaza de Mayo: casa rosada, catedral, livraria el ateneo, bond street, café tortoni, Obelisco, La bomba del tiempo.
       a Bond Street é equivalente à Galeria do Rock, em SP.
       A El Ateneo é considerada a segunda livraria mais bonita do mundo.

      Vou descrever só o la bomba del tiempo, que é o menos roteirão desse roteirão. É um grupo FANTÁSTICO de percussão que, segundo o pessoal do hostel, se apresenta toda segunda feira com alguma convidada diferente. Tivemos o grande privilégio de estar na cidade ao tempo da apresentação deles. Muito legal MESMOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO

       
      Claro que um vídeo gravado não tem a menor emoção perto do show ao vivo, mas lá vai:
       

      20181022_210804.mp4 Buenos 02 – La boca, Caminito,  Cemitério la Recoleta, Floralis Generica (aquela frozinha prateada), obelisco,  puerto madero.
       
       No Cemitério da REcoleta, a tumba mais visitada é com certeza a da Eva Perón. A frozinha abre e fecha,simulando os movimentos de uma flor natural. 
      Caminito
      EL CALAFATE: o glaciar Perito Moreno
      Contamos um dia pra chegar (fomos de avião) e descansar e o outro dia pra fazer um passeio ao glaciar Perito Moreno.
      O passeio ao perito moreno: só tem uma empresa que faz, que se chama Hielo y Aventura.  O Trekking tem o nome de “Big Ice”. Dizem que é bom fazer a reserva com antecedência pela internet, e assim foi feito. Achamos um pouco estranha a forma de pagamento, em que, depois de preenchido um formulário pela internet, te enviam um email com mais formulários pra você imprimir, preencher (incluindo os dados do seu cartão de crédito), escanear e responder. Bom, até agora Daniel não identificou nenhuma compra esquisita no cartão.
      O passeio é proibido pra quem está grávida, quem tem problemas ou já fez cirurgia do coração e quem tem menos de 18 ou mais de 50 anos, bem como desaconselhado para quem está com sobrepeso,  mas não achei pior do que torres del paine não. Dá uma cansadinha, mas acho que essas restrições são mais pra empresa se resguardar de eventuais problemas jurídicos.  Afinal eles podem abrir mão desses clientes, são os únicos lá mesmo...
       
      Ah, mas esse passeio é maior caro... vale a pena?
       
      Amiguinha, esse passeio é caro pra chuchu. Pagamos o equivalente mais ou menos a 750 reais cada. Acho superfaturado sim,  mas só tem uma empresa que faz e aproveita, os guias são alpinistas experientes, tudo é organizadinho e a experiência foi única também. Vou descrever e você julga se pra você vale a pena:
      No mirante é proibido dançar funk, mas eu sou transgressora.
      A gente acorda cedinho e o busão busca a gente no hostel. Leva pro mirante do el calafate (tem gente que faz o passeio versão simples e vai só pro mirante. É top, mas cara, vc já pagou passagem, já tá pagando estadia, deu trabalho pra chegar lá, faz pelo menos o minitrekking se você puder). Dão mais ou menos 1 hora pra gente caminhar, admirar, fotografar e claro, torcer pra um pedação de gelo cair na água rererererer
      Em seguida, a gente pega um barco, que leva a gente pro ponto de descida do trekking no gelo. As pessoas do minitrekking seguem até essa parte eu acho. A gente caminha com umas subidinhas consideráveis até um domo onde está o equipamento da empresa.

      No primeiro, colocamos cadeirinha (caso aconteça acidente, já fica mais fácil resgatar), no segundo, os guias medem os crampões certos pra gente carregar até a beira do glaciar. Na beirinha da neve, um bolão de luvas, que são obrigatórias nesse passeio. Quem não tem, pega com eles emprestadas.
       A melhor parte dos crampões é quando a gente tira ele dos pés e qualquer chão duro e pedregoso fica parecendo nuvens fofinhas.
      Começa o trekking!  Alguns passos na neve lamacenta e chega a hora de colocar os crampões nos pés. São pesados e desconfortáveis, mas sem eles fica impossível caminhar. Os guias dividem os grupos e dão um mini tutorial de como subir, descer e caminhar em ladeira lateral na neve compactada.
      A paisagem, que já é incrível, vai ficando ainda mais bonita a cada hora de trekking. Lá mais pra dentro, o acúmulo de água forma lagos em vários tons de azul. Nem achei tão frio quanto parecia, porque não ventou muito enquanto estávamos lá em cima. E a trilha é meio pesada, o corpo esquenta também.

      Uma pausa para comer algo, tirar foto, admirar a paisagem e começamos a volta. Eu fiquei um pouquinho frustrada porque a empresa anuncia em todos os veículos umas cavernas lindíssimas azuis azuis azuis e quando chega lá, não vai ter caverna, já estamos voltando. Mas a formação do gelo é mutante, o glaciar chega a caminhar mais de 2 metros por dia, faz sentido às vezes não ter caverna pra entrar, né?.  Só que eles podiam avisar isso antes, pq dá impressão que a gente foi iludida, tanto que o site da empresa anuncia  “Já na geleira e com os crampons colocados, o mundo toma uma nova perspectiva: lagoas azuis, profundas falhas, enormes sumideiros, mágicas covas, e a sensação única de estar no centro da geleira.”
       
       A gente se sente uma formiguinha em uma torta de limão gigante.
      fotão do Daniel.
       
      Antes de ir embora a gente faz uma pausa numa casinha pra tomar um café.
       
      [ALERTA SPOILER]
      Você volta com todo luxo e glamour no barco, olhando o glaciar, o vento acariciando o seu rosto e soprando suavemente seus cabelos, o sol refletindo no pedaço de gelo patagônico que foi colocado no seu whisky. A vida é bela, você diz.
      Enfim, voltamos, cansadinhos e felizes, e compramos a passagem pra Puerto Natales (800 pesos cada) no hostel mesmo, comemos, fomos dormir.
      Mais detalhes sobre esse passeio no site da empresa:
      http://www.hieloyaventura.com/HIELO2015/bigice-glaciar-perito-moreno-port.html
       
      PUERTO NATALES – 01 dia pra chegar (de busão), comprar insumos, se preparar para o trekking
      A cidade é pequena e fofinha, então é possível dar umas voltinhas, tomar um café por aí, ir até o píer e assistir o por do sol, soprar milhões de dentes de leão que brotam em toda rua, em toda esquina, admirar as papoulas que as pessoas plantam em seus jardins, as casinhas de madeira, etc etc...  

      Compramos os ingressos de ida e volta até o parque torres del paine na rodoviária mesmo.  A senhorita que nos alugou o loft havia recomendado FORTEMENTE uma empresa chamada Buses maria José, que apesar de ser um titiquinho mais cara que as outras, trabalhava muito melhor. Ela relatou que vários clientes compravam a passagem pelas outras empresas e, quando ia ver, os ônibus não saíam porque estavam esperando encher mais, deixando todo mundo na mão, só pra sair no dia seguinte.  Que o Maria José sai independente do número de passageiros. Não íamos arriscar não poder sair só pra economizar uns 2 mil pesos né. Buses Maria José, sem nem pensar. Deu tudo perfeitamente certo e também deu pra perceber que trabalham bem! 
      aqui eles: http://www.busesmariajose.com/
      aproveitamos para comprar os ingressos para acesso ao parque nacional torres del paine ainda na rodoviária. Lá a moça pediu pra gente mostrar todas as reservas de acampamento antes de vender os ingressos. Não sei se direto no parque eles também fazem essa exigência. Também tivemos que assistir um vídeo rapidinho de poucos minutos de “por favor não incendeie o parque”. É que  houve um grande incêndio causado por negligência de humanos que queimou praticamente tudo e vai levar muito tempo para o parque se recuperar.
       
      COMEÇA TORRES DEL PAINE
      O mapa oficial é esse aqui:
       
      http://www.parquetorresdelpaine.cl/es/mapa-oficial-1
       
       
      (eu achei que tem algo meio bagunçado e falho perto do acampamento central, mas no geral tem boas informações e dá pra usar de base sim)
      CONSIDERAÇÕES GERAIS:
      o trekking você meio que escolhe em quanto tempo faz, até onde vai, quantos dias leva... o mapa oferecido pelo CONAF indica distância entre pontos e tempo médio de caminhada entre eles. Há, porem umas falhazinhas, especialmente ao redor do camping central, onde os pontos não parecem muito bem medidos e tal. Mas deu tudo certo. Calculávamos o tempo do mapa + 30%. Não somos corredores de montanha e gostamos de parar pra tirar foto J
      Fizemos o circuito W invertido. Lê que você entende. Muita gente vai pra fazer o circuito O, que leva uns 10 dias, que consiste no W mais uma volta em cima. Até onde descobri por lá, o circuito O só abre em novembro.
      Tá, mas por que o W invertido? – porque pareceu ter menos subidas, pra deixar as torres pro último dia e pra ter uma vista melhor no caminho, especialmente do camping francês até o torre central.
      Reservas: foram feitas com alguma antecedência (umas 2 semanas, talvez) no site da vértice patagônia e da fantástico sur. O primeiro dia em refúgio, os outros, em camping. Sim, é caro. Tudo é pago separado, saco de dormir, café da manhã, etc etc... entra lá nos sites dessas duas empresas que vc confere.
      Levar barraca: pensamos, montamos, balançamos, vimos relatos por aí e optamos por não levar barraca, mas alugá-las em cada camping. Primeiro, porque qualquer 100g a mais no lombo esse tempo todo faz diferença. Segundo, porque sabíamos que os campings teriam barracas melhores e adaptadas para o frio. Foi a melhor decisão de todas, ainda que no último camping ela não era 100% vedada.
      Levar saco de dormir: igualmente, optamos por alugar os sacos de dormir (20 dólares em um dos campings), porque nosso saquinho véio de clima brasileiro obviamente não ia aguentar o rojão do frio patagônico. O saco que a gente alugou, se eu fosse botar dentro da minha mochila quéchua de 60 litros, com certeza ocuparia mais da metade do espaço, de tão volumoso que era. Tava lá que aguentava até -24ºC em situação extrema.  Pra gente não pegar as bactérias gringas, compramos liners na decathlon. Você também pode costurar um lençol no formato de um retângulo fino pra usar dentro do saco de dormir que dá certo.
       
      Ao todo foi assim:

       
      Dia 1, parte 1: busão até pudeto. Chega umas 9, 10h
      1.2: Catamarã até paine grande. Como fomos na segunda leva, chegamos perto de 13h  Larga a mochila grande em paine grande (cobram 2 mil pesos pra guardar).
      1.3: só com mochila de ataque, andamos até o grey. Dorme lá (aqui rolou refúgio porque tava maisem conta do que pagar o camping e alugar barraca + saco)
      2.1: Subir até o glaciar Grey: valeu muito a pena!
      2.2: Volta tudo até o paine grande. Dormimos no camping. Barracas TOP da north face, excelente vista, excelente estrutura, etc
      3.1: Anda até o italiano, deixa as mochilas grandes largadas no chão de terra (todo mundo faz isso) (pareceu seguro porque ficava um guardaparques lá) (mas é sempre um risco)
      3.2  sobe até os miradores francês e britânico. Desce, dorme no camping francês.
      4 – caminhar até o Paine grande. Não parece, mas é muita coisa, chegamos umas 21h. Frio congelante.
      5.1 – Subir até as torres em si. Descer.
      5.2 – Busão pegou a gente em pudeto umas 19:40. Voltamos pra cidade.
       
      Mais detalhado abaixo:
      PUERTO - PARQUE
      De Puerto Natales,  o ônibus sai da rodoviária às 7h. Descemos em Pudeto umas 9h, ponto de conexão com o catamaran, que, salvo engano, sairia às 11h (20 mil pesos, paga lá na hora de desembarcar, só aceita em espécie). Como chegamos muito cedo, sentamos, entramos em uma cafeteria que tem por ali, tomamos calmamente nosso cappuccino de maquininha de 2 mil pesos, usamos o banheiro... formou-se uma longa fila no píer, dava pra ver pela cafeteria. Carregamos um pouquinho os telefones, trocamos ideia...
      CATAMARÃ
      E na hora de embarcar a disgrama do catamarã deu overbooking. Então a recomendação é: pra chegar em paine grande 12h, tem que ir pra fila CEDO e ficar lá até o catamarã chegar, ou então você chega umas 13h e algo. Levou mais 1h pra ele ir, descer as pessoas, subir outras, voltar e levar a gente. Deu problema com uns gringos que marcaram rolê mas perderam a hora por conta do atraso do catamarã.
      O overbooking.
      A solução pro overbooking. Vale meditação, reiki, yoga, mindfulness e sair tirando foto dos arredores.
      Quando compramos o ingresso para o parque nacional, somos avisadas que o catamarã custa 20 mil pesos, que só aceitam dinheiro e que a cobrança é feita lá dentro, e assim foi.
       
      Chegamos em paine grande, largamos as mochilas grandes (2mil pesos) e fomos só com a mochila pequena até o grey. Caminho é de boas.
      REFÚGIO GREY
      O refúgio grey, como todos os outros, é bem bonitinho, de madeira, tem uma área comum com bar e várias mesas, onde são vendidos lanchinhos caros, café da manhã caro, almoço caro, essas coisas. Não sei se pode servir de índice, mas eu lembro que, convertendo para reais, uma taça de vinho custava em média 30 dinheiros. Uma lata de coca cola, uns 25. Levamos comida para cozinhar no camping, que era uma casa separada, a uns 50m de distância.
      Achei meio esquisito que, nos quartos, não havia cobertor, lençol, nada. As camas eram cobertas com uma espécie de lençol de elástico fofinho de microfibra e só. Sorte que levei o liner! Lá eu tomei o pior banho do rolê. Chuveiro só gotejava, e mesmo assim não esquentava de jeito nenhum. Foi um suplício!
      GLACIAR
      Vale muito a pena subir do refúgio grey até o glaciar. Há bons miradores pelo caminho, mas venta muitíssimo, a ponto de você precisar ter cuidado pra não ser derrubada, tropeçar e cair do penhasco. Há 2 pontes suspensas, mas acho que se a pessoa já está se aventurando a fazer torres del paine, não vai ter medo de altura desse jeito, né?
      não parece, mas venta muito forte. 
      Tem um passeio que anda por cima desse glaciar, mas não faço idéia se vale mais a pena do que o perito moreno. o preço era parecido.
       
      PAINE GRANDE
      Volta-se tudo até paine grande. A caminhada é longa, mas suave, sem grandes inclinações. O camping é o maior, melhor, mais bonito e com mais estrutura do rolê. As barracas eram iglus da north face, os sacos de dormir eram também da north face, havia uma construção só para as pessoas cozinharem e jantarem, a vista era maravilhosa, os banheiros eram bons, tomei banho decente, enfim, toppsterson. 
      Paine grande.
      Pagamos meio caro no aluguel do saco de dormir (20 dólares), mas não me arrependo de jeito nenhum. Dormir bem faz toda a diferença! O aluguel dos colchonetes foi 8mil pesos, salvo engano.
      MIRADORES FRANCÊS E BRITÂNICO
      A subida é forte, se você não está fitness, vai sofrer bastante. Caminhamos com mochilão até o camping italiano, onde largamos as coisas e subimos com a mochila pequena. A gente até fica com medo de largas as mochilas num canto pra subir, mas vimos que todo mundo faz a mesma coisa e que tem um guardaparques lá. Não aconteceu nada com nossas coisas na volta J
      Há um horário de fechamento dos mirantes. Quando chegamos ao italiano, vimos uma lousa branca com a previsão do tempo e o horário de fechamento. Saímos 12h30, algo assim. Já era meio dia e a subida demorou bastante, então, basicamente pulamos o almoço e arriscamos chegar depois do horário. Deu certo, passamos pelo francês, fizemos uma pausa rápida, continuamos, chegamos 15h40 no britânico e estava aberto, mas colega, não arrisque, agora você tem informação, acorde cedo, e se você está fatness e anda devagar, acorde mais cedo ainda.

      Sobe lá, é top!
      Desce, pega mochila, anda até o camping francês. Esse dia foi bastante cansativo, chegamos mortinhos da silva, por volta de 20h. Ainda estava claro, pois em novembro anoitece bem tarde, mas parece que todo mundo chegou em hora parecida. As barracas ficam em umas estruturas de madeira ao longo da costa da montanha. Dá preguicinha subir esses metros tão tão cansada, mas era o que tinha rerere. As barracas eram menos cabulosas e bem menores, apertadinhas eu diria, mas os colchonetes eram melhores.
      Camping francês.
       Os banheiros estavam lotados e a água quente do lugar havia acabado. Não que a água estivesse gelada, mas segundo o staff, ela não passaria de “tíbia” (morninha) enquanto as pessoas não terminassem seus banhos. Cozinhamos macarrão e uns 40 minutos depois eu arrisquei o banho. Deu certo, a água estava maravilhosamente quente, a estrutura era muito boa e deu tudo certo. Ah sim, em todos os campings existe um horário máximo de água quente (geralmente 22h, 21h) e um horário máximo de eletricidade (geralmente meia noite).
      do francês ao CAMPING CENTRAL
      Amanheceu NEVANDO. Não tivemos coragem de acordar 6h como o planejado. Esperamos o sol esquentar um pouquinho mais. Não me arrependi disso kkkkk. Essa parte do caminho é cheia de subida e descida, mas acredito que, no sentido do W invertido, havia mais descida do que subida. Fora que você vai margeando o lago Nordenskjöld, que é muito muito bonito, olhando também as montanhas ao fundo.
      Eu e minha Quechua de guerra. Cuidado aventureira, Quechua é porta de entrada para coisas mais perigosas. Quando você percebe, já está vendendo a TV da sua casa pra comprar as coisas da Sea2summit, mochila da osprey... enfim.
      O dia foi todo dedicado à caminhada, então não tivemos tanta pressa. Cozinhamos almoço no Los Cuernos e andamos, andamos, andamos... chegamos bem tarde no camping central. Na verdade, você ve umas casinhas de madeira ao longe e acha que já está chegando, mas anda infinito pra alcança-las, e quando finalmente consegue, descobre que o camping está longe pra caramba (tipo mais 1h andando). Essa parte é meio frustrante, mas o caminho é bem lindinho, tem uns cavalos, coelhos, montanha ao fundo, ainda é bonito.
      Esse último camping foi o menos estruturado. A barraca não era totalmente vedada, então entrava um vento frio de madrugada e isso foi ruim L. Lá pegamos temperatura negativa, tava bem bem frio mesmo, e acho que não foi só da previsão do tempo, porque o terreno é uma espécie de plano cercado pelas montanhas. Não tive coragem de tomar banho kkkkk
      AS TORRES EM SI
      Dia seguinte, acorda cedo, toma umas sopas pra esquentar (tem camping que pode cozinhar no avanço da barraca, tem camping que proíbe), arruma tudo, deixa as mochilonas no refugio , bora torres.
      Mais uma subida pesada, mas achei menos cabulosa do que do mirador britânico, apesar de o altímetro indicar maior inclinação. O caminho é bem pedregoso, daquelas pedras secas que tem poeira em cima, então é também perigoso, tanto de escorregar e torcer o pé, bater cabeça, etc, quanto de cair no penhasco. Recomendo subir com bastão de caminhada.
      Pit stop no refúgio chileno, almoçamos o sanduíche caro deles (+- 60 reais, convertendo), dos quais os insumos chegam a cavalo, mas estava bem gostosinho. Bora subir!
      Por favor um minuto da sua atenção para admirar meu sanduíche caro. Obrigada.
      Há muita gente que se hospeda no chileno (dá pra chegar a cavalo) só pra subir até as torres e ir embora no outro dia, sem fazer o trekking. Então esse é o dia mais cheio do circuito. Chegando às torres em si, havia muita, muita gente. Mas como o espaço era amplo, as pessoas se espalham e isso não atrapalha taaaaaaaaaaaanto assim na hora de tirar as fotos.
      Weeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeee are the chaaaaaaaaaaaaaaaaaampionnnnnnnnnnnsssssssssss, my frieeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeend...
      Não daria tempo de conhecer o vale do silêncio, pois o tempo estava apertado, então das torres, descemos tudo, chegamos por volta de 19h, e esperamos o busão Maria José da volta, que nos buscou por volta de 20h. Volta pra cidade, comemora que deu tudo certo, que está todo mundo inteiro.
      Tchau, torres del paine, um dia eu volto pra te escalar!
      O RESTAURANTE LENGA
      Antes de sair, havíamos feito reserva nesse restaurante, pois a agenda deles é meio cheia e tal. A reserva foi feita pro dia da volta, às 22h30. Voltamos pra cidade, pegamos um taxi até o loft da vez (Toore patagônia. MARAVILHOSO), largamos as mochilas, atravessamos a pista e chegamos ao Lenga às 22h34.
      O sorriso de quem chega no restaurante chique e vê que tem menu vegetariano e vegano.
      ÔNIBUS ATÉ PUNTA ARENAS
      Quando compramos o busão Maria José até o parque nacional, demos uma olhada no traslado até punta arenas, e percebemos que havia ônibus praticamente toda hora. Então, nos demos ao luxo de dormir sem despertador. Acorda devagar, arruma as coisas devagar, rodova, compra o próximo bihete, partiu punta arenas. Dura umas 3, 4 horas a viagem.
      PUNTA ARENAS
      Queríamos conhecer uma zona franca que tem no centro da cidade, mas parece que chegamos em um feriado (finados, aparentemente) e não rolou. Ficamos no hostel Sol de Hivierno (por pouco tempo, pois o vôo de volta para o brasil sairia naquela noite), e o rapaz da recepção foi maravilhoso conosco, nos deu todas as dicas do que fazer em poucas horas na cidade e me ajudou muito na operação de resgate do meu celular que  conto a seguir.
      Em punta arenas tem um cemitério no estilo da recoleta, em Buenos aires, mas o que é atrativo mesmo são as BARRAQUINHAS de comida que encontramos fora do cemitério. Parecia uma estrutura mais permanentezinha, estilo feira de semana. Não perca a oportunidade de comer um completo (dogão chileno) (dá pra pedir um descontinho do completo de guacamole sem a salsicha) e de experimentar uma sobremesa que já esqueci o nome, que consiste basicamente em grãos de trigo hidratados em calda de pêssego, com o próprio pêssego em cima. Suavemente doce e muito gostosinha.
      Na cidade há também um mirante bem bacana, de onde dá pra apreciar o por do sol e a bela vista para o mar e para a terra do fogo.

      De noite, comemos em uma hamburgueria chamada Bulnes, que o maps indicava ser muito perto do hostel, mas era na realidade menos perto.  Tem brejas, tem pizza no metro, tem ambiente descontraído, etc. Nossa pizza estava “ok”.
      Na volta, eu me aventurei de deixar o celular no banco do táxi para poder testemunhar sobre a gentileza dos chilenos. Já no aeroporto, precisando fazer o check in, 3 da manhã, tempo correndo, avião se preparando, e lá estava eu, pedindo para um taxista aleatório ligar para o hostel (que havia agendado nosso táxi), para ligar para a empresa de táxi, para ligar para o taxista, pedindo que retornasse ao aeroporto com o aparelho. O taxista respondeu positivamente para a empresa, que respondeu para o hostel, que respondeu para o taxista que eu encontrei no aeroporto, que respondeu para mim que ele viria. Eu tinha 15 minutos até o horário de decolagem do vôo. Deu certo. Paguei outra corrida, lógico, mas muito feliz.
      É isso. Eu descrevo esse rolê de forma menos brutona, mais lúdica, talvez, no meu instagram, se quiser, vai lá: _thayoba
      Espero que essas informações sejam úteis e boa viagem!
       
       











    • Por Paula (Mochilão Sabático)
      Dois dias antes de chegar em Cochamó, nunca tínhamos ouvido falar nesta cidade chilena litorânea. Vimos um planfeto no Hostal em Pucón, e nos interessamos em uma travessia que começa no Chile e termina na Argentina, passando pelo vale de Cochamó. Fomos ver pessoalmente e não nos arrependemos.
      Cochamó é uma pequena cidade localizada na região dos Lagos, onde fica um lindo vale, com montanhas e grandes paredes de pedra, bordeando o claro rio Cochamó. Faz parte da Patagônia chilena, e as temperaturas oscilam entre 0 e 20°C.

       
      Resumo do trekking
      País: Chile Distância entre cidades: Santiago (1160 km), Puerto Montt (116 km) Área: Valle de Cochamó Distância percorrida: 46 km Duração: 5 dias Subida acumulada: 2113 metros Descida acumulada: 2044 metros Altitude máxima: 1121 metros Previsão do tempo: Windguru Sinal de celular: sem sinal de celular Período do trekking: início de novembro de 2017 Dificuldade: Moderada. Não indicada para iniciantes. Necessário bom condicionamento físico. Como chegamos
      Nossa última localização era Pucón. Saímos de Pucón e após uma viagem de 5 horas de ônibus chegamos em Puerto Montt.
      No terminal de Puerto Montt há duas empresas, que disponibilizam ônibus diariamente, passando por Cochamó. Segue a grade de horários, saindo de Puerto Montt:
      2a feira a sábado: 7h45 / 11h30 / 12h15 / 14h00 / 15h30 / 16h00 domingos e feriados: 7h45 / 12h00 / 16h30 Quando entrar no ônibus, importante pedir para te deixarem em Valle de Cochamó. São 2h50min de viagem. O ônibus te deixa em uma ponte, que dá acesso a uma estrada de terra. Esta estrada termina no início da trilha.
      Campings
      No total foram 5 noites acampando:
      1 noite no camping Campo Aventura, perto da ponte, na parada de ônibus 4 noites no camping La Junta, no vale Camping Campo Aventura
      Chegamos no final da tarde em Cochamó e optamos por dormir em algum camping perto da ponte. O motorista do ônibus nos indicou o camping Campo Aventura.
      No camping fomos recebidos por Miguel, um americano que vive 17 anos no Chile. Ele nos recomendou não tentarmos a travessia que estávamos planejando para Argentina. Nos deu dois motivos: havia muita neve dificultando a visualização da trilha e o nível de água dos rios pode subir, tornando-os perigosos ao tentar atravessá-los. O ideal é fazer essa travessia entre janeiro e fevereiro, que são meses mais secos e os rios estão mais baixos.
      O camping é simples e como o chuveiro não estava funcionando, nos deram $CLP 1000,00 de desconto por pessoa. O banheiro parecia ser novo e era bem limpinho.

      O Campo Aventura fica ao lado do rio Cochamó, no lado oposto à estrada de terra que leva à La Junta. Do camping à ponte são 15 minutos andando.
      Camping La Junta
      O camping La Junta fica bem no meio do vale. É um lugar muito lindo e vale a pena ser conhecido.
       

      Para chegar ao camping deve-se percorrer uma trilha de 5 horas. Também é possível chegar em cavalos.
      Foi o primeiro camping que passamos e o único aberto em novembro. Em novembro ainda é baixa temporada. No verão, na alta temporada, é necessário reservar com antecedência.
      O camping é bem espaçoso e conta com uma boa infraestrutura, levando em consideração que não há eletricidade e saneamento básico.

      Os banheiros são bem limpos e quase inodoros. Há um esquema para separar a urina das fezes, mantendo o ambiente sempre seco. Há chuveiro frio, pia para lavar roupa e local comunitário para refeições.

      O gramado está sempre aparado pelos cavalos.

      Se precisar de comida, são vendidas algumas verduras.
      Outro ponto positivo é que não é muito alto e as noites não são tão frias.
      Em La Junta, além do caminho que cruza a Argentina, também há algumas trilhas de 1 dia, para trekkers e escaladores.
      Trilhas
      [googlemaps https://www.google.com/maps/d/embed?mid=1ZvZzklNcc8y8Ga1y2sUSDdcY25hC0UFE&w=640&h=480]
      Ponte de Cochamó a La Junta
      Para chegar a La Junta há duas etapas para seguir:
      1. Estrada de terra até início da trilha
      Resumo estrada terra   Total percorrido
      Tempo
      Subida
      Descida
      Altitude máxima
      Dificuldade 6 km
      1:30
      47 metros
      6 metros
      50 metros
      Leve São 6 km de estrada de terra sempre subindo. Dessa vez não conseguimos carona e tivemos que encará-la caminhando. Foram 1,5 hora de subida.
      Na estrada há algumas opções de hospedagens e pelo que me informaram cada ano que passa, há cada vez mais construções. Em 2010 haviam somente 2 casas nesses 6 km que separam a ponte ao início da trilha. Mas o volume de turistas está crescendo rapidamente.
       
      2. Trilha até La Junta
      Resumo La Junta   Total percorrido
      Tempo
      Subida
      Descida
      Altitude máxima
      Dificuldade 12 km
      5:30
      377 metros
      111 metros
      328 metros
      Moderada A estrada de terra termina no início da trilha que vai até La Junta.
      A trilha percorre um bosque sempre ao lado esquerdo do rio e é bem protegida do Sol. Não é necessário carregar muita água, pois há vários lugares para coletar a água do rio.
      Até Las Juntas todos os grandes cruzamentos de rios há pontes. Também há alguns riachos para cruzar, mas com a ajuda de algumas pedras não se molha os pés.

      A trilha tem muita lama, que com um pouco de ginástica, sobrevive-se sem muitos estragos.
      Após 2h30 de trilha, há uma placa para nos lembrar que devemos descansar. Essa placa indica praticamente a metade do caminho.
      No total foram 5h30min de trilha para ir até La Junta. Para voltar fomos mais rápidos e fizemos o mesmo percurso em 4h15min.
      O caminho é bem demarcado e não tem como errar. Na dúvida é só seguir as pegadas de homens e cavalos.
      Ao chegar em La Junta há 4 opções de campings: La Junta, Trewe, outra unidade do Campo Aventura e Vista Hermosa. Para esses dois últimos é necessário cruzar o rio com um carrinho-tiroleza.
       
      Sendero Cerro Arco Íris
      Resumo Arco Íris   Total percorrido
      Tempo
      Subida
      Descida
      Altitude máxima
      Dificuldade 5 km
      2:30
      555 metros
      549 metros
      853 metros
      Moderada Leve O objetivo do dia era chegar no mirante do cerro Arco Íris.
      A trilha começa atrás do camping e é totalmente dentro do bosque, protegido do Sol. Em alguns pontos era possível ver uma linda paisagem e o camping abaixo.

      Subimos 1h10 até chegarmos em uma parede com corda. A partir deste ponto achamos muito perigoso continuarmos e voltamos.
       

      Na volta passamos por uma cachoeira. Havia outra trilha saindo pela cachoeira, mas a ponte que atravessava o rio, caiu.

      Ida e volta resultou em 2h30min de caminhada.
       
      Tobogã
      A 10 minutos do camping fica uma queda d'água chamada Tobogã, onde o pessoal escorrega. O único problema é ter que atravessar o rio com água gelada pelas canelas, para chegar lá. Mas quem tiver o objetivo de se refrescar no tobogã, isso não será um problema.

       
      base cerro Trinidad
      Resumo Trinidad   Total percorrido
      Tempo
      Subida
      Descida
      Altitude máxima
      Dificuldade 12 km
      6:00
      1023 metros
      1001 metros
      1121 metros
      Moderada Pesada Saindo do acampamento La Junta há um tipo de tiroleza com um carrinho pendurado para as pessoas atravessarem o rio. Do outro lado do rio há o camping Vista Hermosa e as trilhas que levam para os cerros Trinidad, Anfiteatro e cachoeiras.

      Fomos até a base do cerro Trinidad. É uma trilha no meio do bosque, sempre subindo. Fitas rosas e amarelas marcam o caminho. Mas mesmo assim, na primeira hora ficamos 45 minutos perdidos. Até que decidimos ignorar algumas fitas e seguir o GPS. E conseguimos encontrar o caminho novamente.
      Não é necessário carregar muita água, pois tem pontos de água no caminho.
      Após 3h00 de caminhada, saímos do bosque e um lindo paredão de rocha aparece. É a base do cerro Trinidad.

      Parecia que a trilha terminava por ali. Mas seguindo o vale à direita, encontramos a continuação do caminho. Subimos por um rio, passamos por uma placa, passamos ao lado de outro rio e a trilha não acabava. Andamos mais 50 minutos e como estava ficando tarde, voltamos sem chegar até o fim. No total foram 6 horas de caminhada.
       
      Outros atrativos
      Além da travessia para Argentina vimos outras placas indicando trilhas para outras montanhas e cachoeiras próximos.
      Poderíamos ficar mais 2 dias acampando para conhecer mais os arredores. Mas tivemos que ir embora por causa da chuva e estoque de comida.
      Custos
      Custos em pesos chilenos para 1 pessoa:
      Ônibus Puerto Montt a Cochamó, ida: $ 3500,00 Camping Campo Aventura, diária individual: $ 4000,00 Camping La Junta, diária individual: $ 4000,00 Cotação em 12/10/2017:
      US$ 1,00 = R$ 3,17 = $ chilenos 623,88
      Dicas
      Em Cochamó não há caixas eletrônicos e são pouco os lugares que aceitam cartão de crédito. Leve dinheiro suficiente para sua viagem. Se for em alta temporada, entre janeiro e fevereiro, reserve sua estadia nos campings com antecedência. Para o trecho na estrada de terra, é possível pagar para te levarem de carro até o início da trilha. Se informe em Cochamó. Janeiro e fevereiro são os meses propícios para a travessia à Argentina, pelo paso El León. Dados sabáticos
      560 km trilhados
      54 noites acampando
      22 cidades
      14 áreas naturais
      5 meses
      2 países Quer mais?
      Nós, Paula Yamamura e Ramon Quevedo, estamos curtindo uma vida sabática, focando no que mais gostamos de fazer: viajar trilhando.
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