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Olá viajante!

Bora viajar?

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Em breve iniciarei o relato da aventura que está acontecendo neste momento.

Estou hoje em Chile Chico, Chile. Seguindo para a Carretera Austral.

Muitos perrengues, problemas da viatura, mas lugares maravilhosos para compensar tudo isso.

Vou tentar fazer um relato com os custos de quase tudo que eu lembrar.

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24º dia – 17/01/2020 – San Carlos de Bariloche – 0 km

Combinamos que aquele seria um dia sem estrada. Nada de quilômetros, nada de poeira, nada de mecânica improvisada. O plano era simples: bater perna por Bariloche.

E foi exatamente o que fizemos.

Caminhamos bastante pelas ruas do centro, olhando lojas, comprando lembranças da viagem e aproveitando o clima animado da cidade. O dia estava quente para os padrões da Patagônia, chegando a cerca de 28 °C, o que tornava qualquer parada para beber algo ainda mais convidativa.

No almoço, em quatro pessoas, acabamos derrubando umas cinco garrafas de litro de Quilmes. Entre risadas, conversa solta e o calor do dia, aquele almoço acabou se estendendo mais do que o planejado.

No final da tarde resolvemos subir até o Cerro Otto para conhecer a famosa confeitaria giratória que fica no topo. Pegamos o último ônibus da tarde.

Chegamos ao teleférico do Cerro Otto, e ali veio um pequeno perrengue inesperado. Em dias de calor, aquelas cabines viram verdadeiras estufas. Durante os 10 a 15 minutos de subida parecia que estávamos sendo lentamente cozidos lá dentro.

Mas, como quase sempre acontece na Patagônia, o esforço compensa.

Lá de cima a vista é espetacular. A cidade se espalha lá embaixo e o Lago Nahuel Huapi aparece imenso e azul, cercado pelas montanhas. Enquanto se toma um café ou um chocolate quente, a própria confeitaria gira lentamente, permitindo observar todo o panorama ao redor sem sair da mesa.

Depois de aproveitar o visual e dar uma volta pela confeitaria, descemos e pegamos o último ônibus do dia.

À noite fomos jantar em um restaurante que servia comida típica da Galícia, na Espanha. A refeição estava excelente e acabou sendo uma das melhores da nossa passagem pela cidade.

Antes de terminar o dia, descobri também uma pequena curiosidade que pode ser útil para outros viajantes.

Em Bariloche existe estacionamento rotativo pago nas ruas, controlado por um aplicativo. Porém, conversando com uma das funcionárias que fazia a fiscalização, ela me contou algo curioso: o sistema deles não conseguia registrar placas brasileiras no aplicativo.

Ela mesma tentou anotar a placa da Ranger e mostrou que o sistema simplesmente não aceitava. Por causa disso, segundo ela, não tinham como multar nem cobrar os carros estrangeiros estacionados na rua.

Resultado: deixei a Ranger parada bem em frente ao hotel por dois dias, sem pagar absolutamente nada por isso.

Pequenas vantagens de estar viajando com placa brasileira do outro lado da cordilheira.

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Editado por Marcelo Manente

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25º dia – 18/01/2020 – De San Carlos de Bariloche a Junín de los Andes (Ruta de los Siete Lagos) – 232 km

Não acordamos particularmente cedo naquela manhã. O trecho do dia seria curto, e depois de tantos dias de estrada já havíamos aprendido que algumas jornadas pedem calma. Tomamos o café da manhã com tranquilidade e, em seguida, fomos encontrar o André e sua esposa na praça central de San Carlos de Bariloche.

Com o grupo novamente reunido, colocamos o pé na estrada.

Antes de deixar a cidade fizemos uma parada estratégica em um supermercado para comprar carne. O plano era simples e quase poético em sua simplicidade: fazer um churrasco à beira de um lago ao longo da famosa Ruta de los Siete Lagos.

Mas a realidade logo tratou de nos lembrar de um detalhe que havia passado despercebido: era sábado. Um sábado de muito calor, daqueles que fazem qualquer argentino abandonar a cidade e correr para a natureza. E a região dos Sete Lagos, além de belíssima, fica dentro do Parque Nacional Nahuel Huapi e do Parque Nacional Lanín, onde só é permitido fazer fogo em áreas específicas.

O problema não era pagar a entrada ou seguir as regras.

O problema era encontrar espaço.

Todos os lugares estavam completamente lotados. Tentamos um ponto, depois outro… mas não havia uma única vaga disponível para montar nosso pequeno churrasco improvisado.

Ainda assim, a frustração logo se dissolveu na própria beleza do caminho.

Seguimos viagem e passamos por Villa La Angostura, uma das cidades mais elegantes da região andina. A partir dali começamos realmente a percorrer a lendária Ruta de los Siete Lagos, uma estrada que parece ter sido desenhada para quem gosta de dirigir devagar.

Entre curvas suaves e bosques densos, surgiam os lagos — um após o outro — cada qual com sua tonalidade de azul ou verde, refletindo as montanhas ao redor. Paramos em vários deles para fotos e contemplação, mesmo sabendo que isso atrasaria um pouco a viagem.

E atrasou mesmo.

Como saímos relativamente tarde de Bariloche e o movimento na estrada era intenso, acabamos chegando em San Martín de los Andes já no meio da tarde.

Ali começamos a procurar hospedagem. Mas era alta temporada, e a maioria dos hotéis estava lotada. Os poucos que tinham quartos disponíveis cobravam preços bem acima do que queríamos pagar.

Foi então que decidimos seguir mais alguns quilômetros até Junín de los Andes, onde, segundo minhas pesquisas, os preços costumavam ser mais amigáveis.

A decisão se mostrou acertada.

Assim que chegamos à cidade começamos a rodar procurando hospedagem e, para nossa surpresa, não demorou muito até encontrarmos um lugar que tinha quartos para todo o grupo. E o melhor: por um preço extremamente camarada — cerca de R$ 30 por pessoa.

Como ainda era relativamente cedo e a pousada tinha churrasqueira, perguntei ao dono, seu Guilhermo, se poderíamos usá-la para finalmente realizar nosso plano do churrasco.

Ele respondeu com um sorriso que estava tudo bem.

O único problema era que a churrasqueira deles seguia o padrão argentino: enorme. E nós tínhamos pouco carvão. Então decidimos usar a churrasqueira portátil que eu havia comprado para usar na viagem.

A carne que compramos era lomo argentino, equivalente ao nosso filé mignon. Só que havia um pequeno detalhe que só percebemos depois: ela já estava cortada em bifes fininhos.

Nada que impedisse o churrasco.

O André assumiu o comando da grelha, mas acho que ele cometeu um pequeno erro técnico: colocou o sal grosso na carne muito antes da brasa estar pronta. Resultado: o lomo ficou um pouco mais salgado do que deveria — embora continuasse absolutamente delicioso.

Durante o churrasco o próprio seu Guilhermo apareceu por ali e acabou se juntando a nós. Entre pedaços de carne, garrafas de cerveja e histórias de viagem, a conversa foi se estendendo pela noite.

Foi uma daquelas noites simples que acabam se tornando memoráveis: comida feita sem pressa, risadas soltas e a sensação agradável de estar no meio de uma longa estrada que ainda guardava muitas histórias.

Dormimos relativamente tarde.

E, no fim das contas, foi um dia bonito e tranquilo, daqueles que não precisam de grandes acontecimentos para valer a pena.

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Editado por Marcelo Manente

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26º dia – 19/01/2020 – De Junín de los Andes a General Acha – 818 km

A partir daquele ponto da viagem começava uma nova fase: muito chão pela frente e poucas atrações pelo caminho. Era a parte da jornada em que o objetivo principal era simplesmente avançar — quilômetro após quilômetro — rumo ao norte.

Fizemos o café da manhã na pousada em Junín de los Andes e saímos cedo. O plano era ambicioso: cerca de 820 quilômetros de estrada naquele dia.

Seguindo a dica do senhor Guilhermo, em vez de descer até Neuquén pelo sul para depois voltar ao norte, tomamos um caminho mais direto: seguimos primeiro para Zapala e dali cortaríamos em direção à região de Neuquén.

Logo percebemos que aquele seria um dia duro.

O calor começou a apertar ainda pela manhã e foi aumentando à medida que nos aproximávamos da região do Alto Valle. Ao redor de General Roca a paisagem muda bastante: surgem imensos pomares que parecem se estender até onde a vista alcança. Maçãs, peras, frutas de todos os tipos.

Dava vontade de parar e colher algumas direto do pé.

A região é tão tomada por plantações que facilmente poderia ser chamada de o grande pomar da Argentina.

Mas depois que deixamos essa área fértil para trás, a paisagem mudou novamente. Entramos no interior seco e árido da Argentina, e foi ali que o dia realmente ficou difícil.

O calor era simplesmente brutal.

Eu nunca havia sentido algo parecido. Para piorar, o ar-condicionado da Ranger já não funcionava desde o problema que tivemos anteriormente com o alternador. Abrir as janelas não ajudava muito: o vento que entrava era tão quente que chegava a arder na pele.

Pelo rádio comunicador, a Vera — que vinha no outro carro — avisou que o termômetro do veículo dela estava marcando 43 °C.

Quarenta e três graus.

E com o ar extremamente seco daquele interior patagônico, a sensação térmica parecia chegar perto dos 50 graus.

Em determinado momento a Vera pediu pelo rádio que parássemos. O carro dela estava com um forte cheiro de gasolina dentro da cabine.

Encostamos na beira da estrada para verificar.

O André foi direto ao ponto e abriu a tampa do tanque. Assim que a tampa girou, ouvimos um assobio forte de pressão escapando, acompanhado de um intenso cheiro de combustível.

A explicação parecia simples: o calor era tão intenso que a evaporação da gasolina dentro do tanque havia aumentado demais, e o sistema de reaproveitamento dos vapores simplesmente não estava conseguindo dar conta.

A solução improvisada foi deixar a tampa do tanque um pouco frouxa para aliviar a pressão.

E funcionou.

Depois disso não houve mais nenhum problema com o carro delas.

Seguimos viagem por aquele interior ressequido e interminável, cada um concentrado em sua direção, todos torcendo para que os quilômetros passassem logo e que General Acha surgisse finalmente no horizonte.

Quando a cidade apareceu, já no final da tarde, foi quase um alívio coletivo.

Fomos direto para um hotel onde eu já havia me hospedado em outra viagem rumo a Ushuaia. Felizmente havia quartos disponíveis para todo o grupo e o preço era bom, então decidimos ficar por ali mesmo.

Mais tarde saímos para jantar no restaurante de um posto de gasolina próximo — comida simples, mas perfeita depois de um dia tão quente e tão longo.

Depois disso não demorou muito para cada um recolher-se ao quarto.

O dia tinha sido apenas estrada, mas às vezes atravessar o vazio também faz parte da aventura. 

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Editado por Marcelo Manente

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27º, 28º, 29º e 30º dias — 20, 21, 22 e 23/01/2020

General Acha a Rosário - 725 Km.

Pela manhã nos despedimos do André e de sua esposa. Depois de tantos quilômetros rodados juntos, aquela separação parecia marcar o início do fim da grande jornada. Eles seguiriam pela Argentina rumo a Foz do Iguaçu e depois até Maringá. Nós, por outro lado, retornaríamos ao Brasil passando pelo Uruguai.

Foi uma despedida rápida, dessas de estrada mesmo — apertos de mão, alguns acenos e cada carro tomou seu rumo.

O trecho até Rosário foi basicamente estradão, daqueles em que o horizonte parece sempre à mesma distância. Pouco havia para relatar além do avanço constante dos quilômetros.

Mas resolvemos quebrar um pouco a rotina da viagem. Em Rosário decidimos abusar um pouco do conforto e ficamos em um hotel mais chique do que o habitual da viagem. Tinha até piscina, que acabou sendo aproveitada apenas por mim e pela Rosângela. Depois de tantos dias de estrada, aquele pequeno luxo pareceu quase extravagante.


Rosário a Santana do Livramento (via Uruguai) 660 km

Mais um dia de longas retas.

Saímos de Rosário e seguimos até Colón, onde paramos para almoçar uma autêntica parrillada argentina, daquelas fartas, com carnes variadas e cheiro de brasa no ar.

Ali também fizemos a travessia do Rio Uruguai pela ponte internacional que liga a cidade à uruguaia Paysandú. O pedágio da ponte, se não me engano, era de cerca de 550 pesos argentinos.

Do lado uruguaio ainda havia mais dois pedágios pelo caminho. Eu havia esquecido completamente desse detalhe nas minhas pesquisas e, para piorar, não tinha mais nenhum peso no bolso. Acabei tendo que pedir dinheiro emprestado para a Vera, do outro carro.

No trecho entre Tacuarembó e Santana do Livramento fomos surpreendidos por uma chuva torrencial. A visibilidade ficou tão ruim que tivemos de reduzir a velocidade para algo entre 40 e 60 km/h.

Em Rivera encontramos uma curiosidade interessante: o controle migratório do Uruguai e do Brasil funciona dentro de um grande shopping, o Siñeriz Shopping. Uma situação bastante diferente de qualquer outra fronteira que eu já havia cruzado.


Santana do Livramento a Imbituba - 860 km

Pela manhã nos despedimos também da Vera e das meninas do carro delas. Elas decidiram sair bem cedo para seguir direto até Curitiba e depois avisaram que chegaram por volta das 23 horas.

Nosso trecho começou tranquilo. De Santana até a ligação com a BR-158 / BR-290 a estrada é boa. Porém dali em diante começou um verdadeiro suplício.

Trechos com muitos buracos, movimento intenso de caminhões, raríssimas terceiras pistas e poucos pontos seguros para ultrapassagem. Era preciso dirigir com atenção constante.

Esse cenário só melhora quando se chega ao contorno de Porto Alegre, na BR‑290 Freeway. Ali sim a viagem volta a fluir.

Quer dizer… quase.

A partir da saída de Porto Alegre pegamos chuva novamente, que nos acompanhou praticamente até Imbituba. Com pista molhada, trânsito e cansaço acumulado, acabou sendo um trecho bastante tenso.


Imbituna a Araucária a Ponta Grossa a Araucária - 600 KM

O último dia da viagem foi, finalmente, mais tranquilo.

Seguimos pela BR‑101, enfrentando apenas os já conhecidos engarrafamentos entre Florianópolis e Balneário Camboriú.

Primeiro passamos em minha casa em Araucária para deixar o Gerson, já que o carro dele havia ficado guardado na minha garagem. Aproveitei também para descarregar minhas coisas e aliviar o peso da Ranger.

Depois seguimos até Ponta Grossa para deixar a Rosângela em sua casa. Na sequência deixei a Jucélia em seu apartamento.

A última etapa foi voltar sozinho para Araucária.

Quando finalmente estacionei o carro e entrei em casa, já eram 23h30. O cansaço era enorme — daqueles que pesam no corpo inteiro — mas junto dele vinha também aquela sensação boa de missão cumprida.

Depois de milhares de quilômetros, paisagens inesquecíveis, alguns perrengues e muitas histórias, a grande viagem chegava ao fim.

E naquela noite eu dormi como há muito tempo não dormia. 😄

Editado por Marcelo Manente

  • 1 mês depois...
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Epílogo

Quando finalmente fechei a porta de casa naquela noite em Araucária, o silêncio pareceu estranho. Durante tantos dias minha vida tinha sido o ronco do motor, o vento entrando pela janela, os mapas improvisados e a linha infinita da estrada apontando sempre para algum horizonte novo.

A viagem tinha acabado, mas dentro de mim ela continuava.

Ficaram na memória os lagos espelhados da Patagônia, as montanhas nevadas surgindo depois de uma curva inesperada, os quilômetros de solidão nas estepes argentinas, o calor sufocante do interior e as chuvas torrenciais do sul do Brasil. Ficaram também os pequenos momentos — as conversas na beira da estrada, as risadas dentro do carro, os improvisos, os erros de rota, os churrascos improvisados e até os perrengues que, vistos de longe, acabam se tornando as melhores histórias.

Viajar assim, por tantos quilômetros, muda a forma como a gente enxerga o mundo. A estrada ensina paciência, humildade e também uma certa confiança na aventura. Cada cidade desconhecida, cada fronteira atravessada e cada noite em um hotel diferente lembram que o mundo é imenso — e que sempre há algo novo logo depois da próxima curva.

No fim das contas, não são apenas os lugares que permanecem. Permanecem as pessoas que dividiram a jornada, os momentos inesperados e aquela sensação difícil de explicar de estar exatamente onde se deveria estar: no meio da estrada.

Talvez seja por isso que, algum tempo depois, quando a rotina volta a ocupar seus espaços, uma parte de nós começa silenciosamente a olhar novamente para o mapa.

Porque quem pega gosto pela estrada sabe:
as viagens podem terminar, mas o espírito da aventura nunca volta completamente para casa.

E como certa vez escreveu Amyr Klink:

"Um homem precisa viajar. Por sua conta, não por meio de histórias, imagens, livros ou TV. Precisa viajar por si."

Mais fotos.

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Editado por Marcelo Manente

  • 3 meses depois...
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Muito bom teu relato, rico em detalhes. Estava para ler fazia um tempo. Pretendo fazer rota semelhante em 2021. Uma pergunta: Usaram GPS dedicado ou só o celular mesmo? Obrigado pela tua contribuição, vai me ajudar muito no planejamento.

  • 5 semanas depois...
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Em 23/08/2020 em 17:11, FlavioToc disse:

Muito bom teu relato, rico em detalhes. Estava para ler fazia um tempo. Pretendo fazer rota semelhante em 2021. Uma pergunta: Usaram GPS dedicado ou só o celular mesmo? Obrigado pela tua contribuição, vai me ajudar muito no planejamento.

Opa colega,

Desculpe, não recebi notificação por isso estou respondendo só agora.

Usei os dois em conjunto. Tenho um Gps Garmin que é muito bom. E como eu tinha um Claro pós pago usei o roaming chamado Passaporte Américas e pude usar o celular como se estivesse no Brasil onde houvesse sinal da Claro.

Mas também dá pra usar o Google maps usando só o wifi das hospedagens e postos para baixar a região onde vc estiver passando. Tem ainda o Maps Me que vc baixa as regiões antecipadamente. Muito bom para complementar no lugar onde vc não tiver sinal nem wifi (o que hj em dia é difícil).

 

Um abraço.

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