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Ever

Mendoza

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Olá Luiz,

 

Quanto tempo você tem de viagem, quanto pretende gastar, de onde você vai sair.

Para que possamos lhe ajudar você precisa nos dar uma base da sua viagem.

viajar pela America do sul é muito vago

 

abç

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Fala Milton blz!?

 

Temos 7 dias e sairemos de guarulhos, como a grana ta bem curta estou pensando em uma viagem de

mais ou menos uns R$ 4.000,00, depois do que você me disse sobre todos esses dias em mendoza comecei

pensar em dividir esses dias entre mendoza e santiago por serem razoavelmente perto uma da outra

oque acha?

 

Oque aconselha avião ou ônibus cruzando os andes ?

 

Abraço e obrigado

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eai luiz!

em 7 dias pode conhecer bem a região de mendoza e seus vinhos, ir à maipu, lujan, uspallata, san juan... mas pode ser tempo demais, dependendo dos interesses, se apenas passear e descontrair vendo o tempo passar e curtir a lua de mel ou conhecer o maior nº de locais no menor tempo possível (o q muitos mochileiros fazem e q eu pessoalmente ñ gosto - ja fiz viagem de 25 dias por mendoza, salta, córdoba e buenos aires....)

porém, pra chegar podem ser feitos os menores trajetos por santiago ou tb por córdoba, por buenos aires são uns 1000km de estrada, então poderia aproveitar alguns dias em uma dessas outras cidades mesmo!! melhor ainda se conseguir ir por uma cidade e voltar por outra ou incluir mais um destino no trajeto de avião sem comprometer muita grana com a tarifa (mas compare com o preço de onibus, p.ex. no plataforma10.com)

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juliocerver,

 

Não cheguei a esquiar,mas conheci a estação de Los Penitentes.

Quanto a neve,acho que nesse período é meio complicado encontrar neve suficiente para pode esquiar.

 

Abraços,

 

 

Obrigado Gabriel!

 

Sabe me dizer valores, eu quero saber se é um passeio muito caro esquiar em Mendoza? Se for muito caro já vou procurando outras opçoes de passeio por lá.

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Tô programando a viagem pra santiago-mendonza do dia 06 de setembro ao dia 12. quem for nessa época ou tiver sugestoes do que fazer é só dar a ideía ::otemo::

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PESSOAL !

 

Preciso de uma ajuda hehe

Eu e um brother estaremos em Mendoza entre os dias 18 e 25 de Agosto !

 

Quero ir pra Portillo dia 20 a 22 de Agosto esquiar; porém liguei no tel da Andesmar eles me informaram que nenhum onibus da empresa faz parada em Portillo !

 

Minha dúvida é se posso pedir para motorista parar perto da estação de esqui de Portilo; ae pegaria o bus que sai de Mendoza para Santiago ! Portillo fica perto da rodovia ??

 

Tenho que comprar passagens de bus essa semana e efetuar reserva em Portillo !

 

Valeu

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Fala galera, irei fazer um relato tentando detalhar minha passagem por Mendoza com minha namorada, vou pedir desculpas pela ausência de maiores detalhes pq não consegui fazer antes o relato. De antemão já agradeço a galera que me ajudou bastante por aqui, principalmente Milton com as MP, brigadão mesmo !

 

Fiz uma viagem de 12 dias , sendo 7 em Santiago e 5 em Mendoza . O trajeto escolhido para o deslocamento foi de onibus, pela CATA INTERNACIONAL, me perdoem mas não me recordo o valor pago em Santiago, fica em torno de 10.000 a 20.000 , o trajeto de volta tinhamos 2 opcoes, ir no 2 andar pagando 230 pesos ou embaixo com uma poltrona maior e mais confortavel a 260 pesos, como ja tinhamos feito o trajeto de ida na fileira da frente do segundo andar, optamos por mais conforto no retorno a Santiago.

Recomendo fortemente esse trajeto de onibus, pois o visual que a estrada proporciona e surreal, sem sombra de duvidas uma das coisas mais lindas que já vi na minha vida ! A respeito do ônibus, o mesmo é bem confortável e pontual, é servido um cafe e um bolinho assim que se inicia o deslocamento e algum tempo depois algo em torno de 3,4 hs depois do inicio da viagem é servido um sanduba maneiro e refrigerante, a única coisa que quebra é o som, os caras lançam o volume um pouco alto de mais, atrapalhando um pouco quem quer dormir, as vezes o som e diminuido as vezes aumenta, bizarro ! Hahahahahaha ::hahaha:: . Mas o mesmo ônibus possui tvs e passa filmes bem atuais, eu que me amarro em filme na ida assisti os 2 que passaram, cochilei bem pouco .

 

Saimos de Santiago as 7:30 e chegamos em Mendoza por volta de 15:30, o deslocamento de Santiago a Mendoza é tranquilo principalmente no que se trata com Aduana, o contrário já é mais complicado, em virtude da pressão chilena a respeito do que se pode entrar no Chile. Fiquem ligados que sempre que se pega onibus, é recomendável dar a propina pro "maleteiros" , sempre que forem movimentar as malas eles pedem, não vi fazerem maldade com malas, mas sei lá, melhor dar uma merrequinha do que correr riscos.

 

Chegamos na rodoviária e fomos coletar informações e pegar um mapa, ficamos hospedados no Edian Hotel , Av Juan B. Justo 152. Hotel bem localizado e a 10,20 minutos do terminal , o taxi deu 20 pesos .A respeito do hotel, vimos o mesmo no booking e arriscamos ir la, pela reserva pagaria 240 dólares, mas como acabamos saindo 1 dia antes, paguei somente 179, a cotação usada no hotel foi 1 dólar = 6 pesos . Hotel muito simples, quarto normal com 1 cama de casal e outra ao lado, calefação muito boa, chegando a deixar o quarto bem quente as vezes, mas nada que uma mudança manual no mesmo não resolva, inclusive um dia abrimos a janela do quarto e ficamos tranquilos, banheiro normal tb nada dmais, suficiente pra tomar seu banho , ducha normal . Limpeza do ok muito boa, no primeiro dia saimos e deixamos o quarto muito zoneado, nao acreditei que fossem sequer mexer nas coisas, de tanta zona que tava, mas quando voltamos pra nossa surpresa a cama de casal tava toda arrumada, eu nao acreditava . ::lol4::

Café da manha é um cafe com leite e eles colocam medialunas e outros paes na mesa, o suficiente pra se tomar um cafe da manha bom, nao tem grande variedade, mas se come bem . Um dia quis tomar um chá e precisei encher uma garrafa de agua potavel, nao criaram nenhum tipo de impedimento pra me darem , o atendimento é bem legal do hotel todos sempre atenciosos, trocam ideia, ajudam e sempre tem alguem independente do horário que vc chegue . Internet no meu quarto ficou oscilando bastante, mas quando precisei de algo mais importante fui no computador proximo a recepção e ela funcionou muito bem .

No primeiro dia, estavamos perdidos na cidade, e como fomos informados -erradamente- que as casas de cambio ja estavam fechadas, e que nem todas as lojas aceitavam reais, decidimos com o pouco que tinhamos, controlar os gastos, entao procuramos um lugar mais baratinho pra fazer um lanche e conseguimos achar proximo ao hotel, depois de lá andamos um pouco pra conhecer a cidade e voltamos pra trocar de roupa e sair pra jantar e tomar um vinho. Fomos a rua Aristides Villanueva, rua que possui diversos bares, uns pra beber e outros mais voltados pra comer mesmo. Li no Tripadvisor sobre o El Palenque, decidimos ir lá mesmo, ambiente bem legal, pra galera mais jovem mesmo, e em sua maioria argentinos, o que é sempre um bom sinal, onde os locais vão é sinal de que o local é bem tipico. Pedimos empanadas de entrada, eu comi um bife de ternera com papas fritas, ovo, e cebolas e minha namorada comeu matambre, nao sabiamos o que era, mas veio um patacão de carne gigante com molho de shitake, muito bem servido ! Pra acompanhar pedimos o vinho da casa, que vem numa jarra em formato de pinguim, um Malbec muito bom - Malbec é o vinho característico de Mendoza. A conta sem propina deu 193 pesos, levando em conta que achamos cotação de 1 Real = 2,80 pesos, o jantar com isso tudo sem propina saiu a R$ 68, nunca aqui no Rj nos comeriamos assim e pagariamos tão pouco, já percebemos que se come e bebe bem por muito pouco em Mendoza. Voltamos ao hotel e nos deparamos com uma friaca boa ! ::Cold:: Como tinhamos pego um frio arrumado em Santiago, já estavamos acostumados e saimos todo dia preparados pro frio, entao tiramos de letra . Mas pra galera que for ja fiquem preparados, em Mendoza o clima é MUITO SECO e a noite faz bastante frio ! O clima é tão seco que minha namorada teve que comprar um creme pro rosto, ela esqueceu de levar e em Mendoza depois de 2 dias a cara dela começou a descascar sério, então fiquem bem ligados nisso, é MUITO SECO, chove em media 8 dias por ano e a umidade relativa do ar é de 20%. Mais sinistro que Brasilia.

 

Acordamos no dia seguinte e fomos bater perna, e encontramos na Las Heras - continuação da nossa avenida - um Carrefour, e muiiiiita loja de equipamento de Ski, como ja tinhamos esquiado não serviu pra gente, mas fica uma dica pra galera que for que essa Av Las Heras tem muita opção de loja de Ski, e lojas de pacotes turisticos, encontramos um quiosque de informações turisticas e pegamos outro mapa, lá fomos informados a respeito do horário não convencional da cidade, a maioria das lojas fecha por volta de 14 hs e reabrem as 16:30, 17 hs , os bancos excepcionalmente fecham as 14 hs e nao reabrem mais, porém as casas de cambio respeitam o funcionamento das lojas e reabrem a tarde, abrindo inclusive aos domingos. Andando achamos na Av San Martin , o ministério do Turismo, excelente , lá pegamos todas as informações que precisávamos, tiramos dúvidas, pegamos dicas , vale muito a pena passar lá. Fomos orientados pelo rapaz de lá sobre 2 casas de cambio, Maguitur e Cambio Santiago, elas se encontram uma de frente pra outra na Av San Martin com Espejo, a cotacao que achamos lá foi 1 Real = 2,80 Pesos, o Dólar estava 1 Dólar = 5,70 Pesos. Lá também fomos orientados a ir em uma agencia de turismo chamada El Cristo, que fica na Espejo 228, fomos andando até o local e lá já compramos o pacote pro Tour Alta Montanha, vimos outras opcoes de tours que estavamos interessados, mas fechamos apenas o da Alta Montanha, o custo foi 180 Pesos por pessoa, com a van buscando e levando ao Hotel onde estavamos. Logo a frente da agencia tinha uma loja da CATA e optamos por ja garantir a passagem de volta a Santiago no dia 27/07, lembrando que nosso voo de volta ao Brasil estava marcado para o dia 28/07 .

De lá fomos ao Parque General San Martin a pé, e não tinhamos ideia da imensidao do mesmo, ao pedir informacoes fomos informados que tinha um tour, comuma van saindo em 20 minutos, aguardamos , tiramos algumas fotos e na hora de sair conhecemos um casal de brasileiros. O tour custo 25 pesos por pessoa e vale a pena, o Parque e muiiiiiiito grande e como já tinhamos andado bastante em Santiago, no acumulo de caminhadas estavamos meio cansados, optamos pelo Tour e não nos arrependemos, o guia dá uma aula sobre as atrações do Parque e nos leva até o Cerro de La Gloria, lá paramos e ficamos por 20 minutos tirando fotos, o visual é bem bonito e impressiona o número de pessoas praticando corrida lá, parecia maratona ! Depois do Tour seguimos com os brasileiros para um restaurante na Av San Martin, pois os mesmos precisavam trocar dinheiro, ao chegar nas agencia, pelo horario elas ainda estavam fechadas, entao ficamos no restaurante , comemos e bebemos 2 garrafas de vinho. Restaurante simples, comida gostosa e vinho barato ( Nao me lembro nome do restaurante e nem o valor do que pagamos, porém ficou na media do que gastamos normalmente , bem barato pro que se come ). Ao sair do restaurante o casal nos levou a uma casa de cambio que eles tinham dito que o Dolar valia mais a pena do que nos outros lugares, enquanto os outros o dolar era trocado a 5,70, nesse lugar o dolar foi trocado por 8 pesos e o Real por 3 pesos. A casa de cambio fica na Espejo bem proxima a Av San Martin, apesar do preço cobrado não há nada de clandestino na agencia, pelo menos não a olho nu, é uma loja como qualquer outra e vc recebe a nota fiscal depois da operação, porem é meio aleatorio, no dia seguinte voltei com minha namorada e eles estavam pagando 2,60 no real, ai fomos na Cambio Santiago e vendemos por 2,80, mas de qualquer forma pela proximidade vale a ida até a agencia. Voltamos ao Hotel, demos uma descansada e saimos novamente a noite pra ir jantar, nessa noite escolhemos o La Barra, na Belgrano, avenida onde passa a linha do trem , excelente restaurante, ambiente bem de casa de veraneio, todo de madeira. A dona veio até a nossa mesa pra nos ajudar e aconselhar a respeito da escolha do vinho, fomos muito bem atendidos e comemos entranhas. O valor da conta ficou em aproximadamente 230 pesos sem propina, comemos e bebemos muito bem ! Voltamos ao hotel, novamente com um frio arrumado, ::Cold:: e fomos descansar pro passeio do dia seguinte .

 

O tour da Alta Montanha é na minha opinião um tour obrigatório em Mendoza, você percorre praticamente toda a Ruta para o Chile, sendo que vc para nos melhores locais para tirar fotos e aproveitar o que o visual tem a oferecer, são diversas paradas, porém a que mais me impressionou foi a Puente Del Inca, pela história e por simplesmente você não acreditar em como aquele ponte é bonita. No tour, ainda paramos em Uspallata pra alugar roupas e treno - por conta propria - praqueles que quiserem descer na parada em Las Cuevas e pra tomar um cafe e fazer um lanche também. A nossa guia foi muito boa, explicando detalhadamente , inclusive uma curiosidade que tinha e que tinha visto aqui, era a respeito de algumas fotos que alguns viajantes tinham tirado, de garrafas pets no meio da estrada, amontoadas em alguns pontos. Ela explicou que é uma lenda, que conta que um soldado saiu pra guerra e a esposa decidiu ir atras do mesmo,com o filho recem-nascido . A mulher morreu de sede e a criança sobreviveu bebendo leite da mae, com isso o povo distribui essas garrafas cheias em determinados pontos pra que a tal mulher não morra de sede se estiver passando andando. Mais ou menos isso ! ::otemo:: , no meio do passeio, paramos em Los Penitentes para almoçar, 90 pesos para prato principal, bebida e sobremesa por pessoa .Comida gostosa, bife de ternera a milanesa a napolitana ou so com queijo, vc escolher. Depois do almoco começa o retorno a Mendoza.

A van te busca no Hotel as 7:30 da manha e te deixa na porta as 19:30, o passeio é um pouco cansativo, mas é bem tranquilo , na volta decidimos fechar com a guia, o Tour do vinho com a propria agencia, iamos fazer de bicicleta, só que com o frio que estava fazendo, ficamos receosos de passar um perrengue pedalando pelas vinicolas, ainda mais que tinha previsao de baixa de temperatura no dia que iriamos. ::ahhhh:: . Fechamos por 200 pesos para os 2 o Tour e o mesmo inclua visita guiada a 2 Bodegas, 1 industrial e 1 artesanal e 1 fabrica de azeite, no final ainda iriamos a Igreja de la Carrodillas, igreja patrona dos vinhedos .

Ao retornar ao hotel, fomos jantar no La Barca, por orientação de um casal de brasileiros, mas o restaurante estava fechado e decidimos ir ao Ocho Cepas que foi orientação do rapaz do Ministério do Turismo. Em toda viagem escolhemos um local mais caro pra comermos , que seja altamente recomendado e o escolhido foi o Ocho Cepas, o ambiente e bem classudo, romantico e a comida nao fica atrás. Comi uma carne de 500 gr e minha namorada uma de 300 gr, pedimos um vinho - percebe-se que aproveitamos bem o que Mendoza tinha a oferecer no que se trata de vinho . ::lol4:: e a conta veio 300 pesos, novamente, por R$110, seria impossivel comer bem do jeito que comemos e com 1 garrafa de vinho por aqui, praticamente a garrafa de vinho custaria isso .

 

Acordamos nesse dia um pouco mais tarde, já que o Tour começaria somente as 14:30, ficamos andando pela cidade, conhecemos mais e fizemos algumas compras, aproveitamos pra ir conhecer o La Barca, que pra nossa surpresa estava aberto. Ja ao sentarmos na mesa fomos recebidos por um garçom muito gente boa que ao saber que eramos brasileiros e do Rj, perguntou pq tinham tantos brasileiros em Mendoza e se era pq estavamos fugindo do Papa ::lol4:: que estava no Brasil na mesma epoca. O restaurante se caracteriza por comida italiana, as massa sao artesanais, feitas na hora e comida é MUITO LEVE ! Sem sombra de duvidas uma das melhores massas que já comi na minha vida, comi uma lasanha e minha namorada um ravioli, cada prato custava 55 pesos, e nessa vez nada de vinho, só refrigerante . ::cool:::'> . Pelo atendimento, comida e atmosfera , foi pra mim o melhor restaurante que comemos, tanto é que retornamos a noite pra jantar .

Voltamos ao Hotel e partimos pro tour de vinho, a respeito do tour nao tem muita novidade, ja tinhamos feito outros e é a mesma coisa, nao tem muita diferenca dos outros, porem nesse dia tivemos sorte, pois foi incluida mais 1 bodega que normalmente não recebe visitas, e com isso visitamos 3 bodegas, 1 fabrica de azeite e a igreja no final, o que pudemos perceber pelo que pagamos, foi que quando se tem uma grana extra é muito recomendavel fazer o tour, ja que sozinho por mais que vc tenha liberdade e economize, vc no tour recebe varias informações e acaba conhecendo de verdade os lugares, em Mendoza exploramos ao maximo os tours e foi ideal pra mim, já que aprendi muita coisa neles e vc acaba saindo com uma bagagem legal de informação a respeito do lugar .

Nao tivemos nenhum tipo de problema com a agencia El Cristo, e fomos muito bem atendidos pelas 2 guias que nos acompanharam no tour, recomendamos praqueles que forem a cidade procurar a agencia pois alem de serios, possuem guias muito bons !

 

Dia 27 as 10:30 nosso onibus sai com destino a Santiago, acordamos mais cedo, fomos novamente comprar mais alguns presentes e pegamos um taxi do Hotel ao Terminal, chegamos sem problemas e a viagem de volta a Santiago serviu mais pra descansar !

 

A unica coisa que nos arrependemos de não termos feito foi o passeo aos banos termales, mas tinhamos que escolher deixar um de fora e escolhemos esse, a cidade é ideal pra casais, conseguimos sair e nos divertir todos os dias e sempre tem algo de diferente pra se fazer ! Vale a viagem !

 

Qualquer duvida to ai !

 

Abraços !

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Oi pessoal,

 

Eu li o fórum, mas tenho algumas dúvidas quanto a Mendoza. Devo chegar lá dia 27 de dezembro, vindo de busão de Buenos Aires, e partir no dia 29/12.

Então tenho três dias e duas noites na cidade... Eu gostaria de ficar na zona mais rural, em uma bodega ou fazenda, mas as que eu vi são bemmm carinhas.

Estou pensando em ficar na Posada Cavieres, que fica em Maipu: http://caviereswines.com/?lang=pt.

Achei que parece um lugar legal e tem um preço bem razoável.

Só não sei se fica muito afastado para fazer os passeios.

Pensei em fazer um passeio nas bodegas de Maipu, no período da tarde, no dia em que eu chegar.

No segundo dia, visitar o Acongagua - Altas Montanhas. E no terceiro dia visitar as bodegas de Lujan de Cuyo. E depois, a noite, encarar um busão de volta a Buenos Aires, rs.

Se der tempo, também gostaria de visitar o centrinho de Mendoza, mas não é essencial...

Acho que o roteiro está razoável, mas não tenho certeza quanto a ficar em Maipu, será que não é muito afastado? Consigo ir de Maipu para Lujan de Cuyo?

 

Obrigada!!

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Fala galera, irei fazer um relato tentando detalhar minha passagem por Mendoza com minha namorada, vou pedir desculpas pela ausência de maiores detalhes pq não consegui fazer antes o relato. De antemão já agradeço a galera que me ajudou bastante por aqui, principalmente Milton com as MP, brigadão mesmo !

 

Fiz uma viagem de 12 dias , sendo 7 em Santiago e 5 em Mendoza . O trajeto escolhido para o deslocamento foi de onibus, pela CATA INTERNACIONAL, me perdoem mas não me recordo o valor pago em Santiago, fica em torno de 10.000 a 20.000 , o trajeto de volta tinhamos 2 opcoes, ir no 2 andar pagando 230 pesos ou embaixo com uma poltrona maior e mais confortavel a 260 pesos, como ja tinhamos feito o trajeto de ida na fileira da frente do segundo andar, optamos por mais conforto no retorno a Santiago.

Recomendo fortemente esse trajeto de onibus, pois o visual que a estrada proporciona e surreal, sem sombra de duvidas uma das coisas mais lindas que já vi na minha vida ! A respeito do ônibus, o mesmo é bem confortável e pontual, é servido um cafe e um bolinho assim que se inicia o deslocamento e algum tempo depois algo em torno de 3,4 hs depois do inicio da viagem é servido um sanduba maneiro e refrigerante, a única coisa que quebra é o som, os caras lança

 

Cara, que relato bacana!

Será ótimo para engordar o pessoal ein!

 

Mendoza é assim mesmo: apaixonante. Um lugar que você sente vontade de voltar sempre pela simplicidade e paz que transmite mas também com um ar cosmopolita. Altamente recomendada para casais.

 

Parabéns e fico feliz que tb tenha gostado de lá!

 

um grande abraço

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Bom dia, Milton.

 

Seu roteiro de viagem auxiliou muito em meu roteiro. Estarei em Mendoza nos dias 14 e 15 de Setembro, uma sexta e um sábado.

 

Eu gostaria de saber quanto ao passeio comprado, o tour dos vinhos, quanto tempo dura!? O que seria os banos termales, você saberia me informar média de preços e tempo também, assim como, como seria!?

 

Agradeço a ajuda.

 

Abraços.

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    • Por VoandoAltoFH
      Pessoal,
      Vou fazer um relato detalhado do Mochilão que fiz no comecinho deste ano, mas que lembrei só agora de postar aqui neste site.
      O legal de tudo isso é que registrei em videos, então estará bem fácil entender o passo a passo da viagem.
      Foram no total 32 dias de viagem e gastei R$ 13.560,00 para 2 pessoas, incluindo TUDO (hospedagem, comida, passagem aérea, passagem de ônibus, seguro viagem, passeios, transporte, taxi, mercado, museu, gorjeta, entrada de parques, etc)!!! Considerando que a cotação do dólar na época beiravam os R$ 3,85 posso dizer que em moeda americana saiu por US$ 3.522,00.
      Ressalto que se dividir o valor por pessoa, acabou saindo então por R$ 6.780,00 ou US$ 1.761,00 por pessoa aproximadamente. 
      Então, acredito que saiu bem barato e aproveitei muito a viagem.
      Todos os episódios estão registrados no meu canal do Youtube, mas postarei um pouco mais detalhado aqui, já que o conteúdo é escrito.
      Mas quem tiver curiosidades, poderá assistir por lá.
       
      Canal Voando Alto
       
      Abs!
    • Por VoandoAltoFH
      Assista em Video no Youtube - Mendoza
       
      Vou comentar sobre dicas, curiosidades e os pontos turísticos visitados aqui na cidade de Mendoza, na Argentina.
      Como tinha somente 1 dia pra visitar o local, decidi focar somente no centro da cidade. Mas caso queira conhecer bem a localidade, acredito que sejam necessários pelo menos 3 a 4 dias.
      Mas o que fazer em Mendoza? 
      Além do centro da cidade, o principal é realizar os passeios como, 
      Tour de Vinhos, visita ao Aconcágua, a Cordilheira dos Andes, Termas e o resourt de Ski, se estiver no inverno.
      Existem outros tipos de passeios que não recomendo, pois você conseguiria fazer em qualquer outro lugar, como rafting, tirolesa, passeios à cavalo ou de bicicleta. Não vale a pena gastar dinheiro com isso, fora que estará pagando alto, por ser um ponto turístico.
      E aqui temos as ruas de Mendoza, tome cuidado ao caminhar, pois terá um monte de buracos na calçada, se você estiver descuidado ou utilizando o celular, com certeza vai tomar um belo tombo ou se machucar.
      Esses buracos ou caminhos, foram feito para irrigar as árvores da cidade, com a água que vem do degelo das montanhas. Então verá um monte de árvores ao lado desses buracos e o bom de tudo isso é ver que a cidade é bem arborizada.
      Estamos aqui na Plaza Carlos Pellegrini, que é o ponto de encontro do Walking Tour da Vivimza, que seriam passeios à pé, em troco de gorjetas. 
      Não gostei muito desse grupo, pois achei um pouco tediante, já que passava muito mais informações técnicas da cidade, achei que estava mais numa sala de aula e por pouco não fugi no 
      meio do trajeto.
      Outro ponto que não gostei, foi que ao invés de falar que o valor de contribuição das gorjetas sejam livres, meio que estipulava um teto mínimo que deveria receber, por exemplo: "O mínimo que geralmente as pessoas me dão é de US$ 5,00 ou US$ 10,00". 
      Desculpe, mas eu dou o quanto eu achar necessário, se o serviço for bom.
      Bom! Voltando, posso dizer que tinha uma espectativa da cidade, talvez seja por isso que a minha decepção foi grande. 
      Para quem já visitou a cidade de Gramado e suas vinícolas, lá no Rio Grande do Sul, que foi o meu caso, talvez se decepcione um pouco. Já que esperava algo próximo ou semelhante, mas não 
      foi o caso.
      Já que a cidade era um pouco pacato, as construções eram bem simples, bem de cidades do interior e não estou desmerecendo isso. 
      Não tinha muito policiamento na cidade, haviam alguns problemas sociais como mendigos e moradores de rua. E não era muito recomendado caminhar longe do centro da cidade ou quando 
      anoitecer, isso era a dica da própria guia.
      Essa é um das 5 pracas principais da cidades, no fundo o Edificio Da Vinci, que tem 22 andares.
      E a Plaza Independencia que é a maior e a principal da cidade. Tive o azar porque quase toda a cidade estava em reformas, tudo fechado.
      E o porque eu mostrei um prédio de 22 andares aquela hora? Não é grande coisa, mas lembre-se que em Mendoza temos terremotos, já que fica na região próxima das placas tectônicas ou o círculo de fogo do Pacífico. Não é para espantar, mas fiquem cientes disso.
      Outra curiosidade em Mendoza, temos a famosa "Siesta" que é o famoso cochilo que o pessoal tem no horário da tarde geralmente vai das 13:30 até as 16:30. A grande maioria das lojas fecham todos os dias, menos Mc Donalds, alguns restaurantes, supermercados e vinícolas. Praticamente as ruas ficam desertas.
      Em relação à casa de câmbio, posso recomendar o Cambio Santiago, que fica na esquina entre as Av. San Martin e a Rua Catamarca. 
      Recomendo lá porque era um estabelecimento seguro e confiável. Evite efetuar o câmbio diretamente com pessoas na rua, você pode até ter uma pequena vantagem na cotação, mas pode ter 
      problemas com dinheiro falso, evite este risco. 

      * Links
      - Walking Tour Vivimza ou Tours for Tips (Existem outros melhores)
      https://vivimza.com/
      - Cambio Santiago em Mendoza
      Av. San Martín 1199, M5500 Mendoza, Argentina
      http://www.cambiosantiago.com.ar/
    • Por hmarinioficial
      Beleza??
      Em Fevereiro/Março vou mochilar pela famosa Ruta 40! Vou chegar de sp em bus até Mendoza e de lá descer pela 40 até a Patagonia! Gostaria de saber se alguem já fez essa viagem e se tem algum povoado ou lugar que não posso deixar de conhecer!(Fora os já famosos!)...vou em uma viagem sem data marcada de volta...mas tenho que levar em consideração os 3 meses de visto que vão me dar...já que por essas cidades não vou ter extrenjeria para pedir mais 90 dias....(tenho como saída cruzar até o Chile e voltar)
      Aguardo opniões e dicas! Valeu!!! E espero que todos viagem muito em suas vidas!!
    • Por Danilo Gabriel
      Uma viagem de 5.470 km de carro para conhecer a Cordilheira dos Andes.
      Mendoza, Ruta 52, Cristo Redentor de Los Andes.
      PARTIDA PARA A GRANDE AVENTURA
       https://www.youtube.com/watch?v=uVHc7Qqjovw&t=24s
       
      “Um dia é preciso parar de sonhar e, de algum modo, partir. (Amyr Klink)”
      Dia 23 de dezembro de 2018, um domingo, foi o dia escolhido para o inicio da grande aventura, malas prontas, mapas impressos, veículo revisado, bike fixa no transbike e a ansiedade toma conta de nós. Primeiro dia percorremos quase 900 km, a parte mais longa de toda viagem, com estradas sinuosas, subidas e muito calor.
                  Minha esposa Elizete, preparou os lanches e bebidas para passarmos o dia na estrada, e logo ao clarear do dia partimos de Blumenau rumo a São Borja no Rio Grande do Sul.
                  Optamos em fazer pequenas paradas aproximadamente entre 200 e 250 quilômetros percorridos, para ir ao banheiro, abastecer e fazer nossos lanches.
                  Cada quilômetro percorrido é possível ver a mudança de hábitos e costumes nos locais que vamos passando. Primeiro vem a subida para a região serrana com suas Araucárias exuberantes por toda parte. Quando paramos em Lagoa Vermelha já no Rio Grande do Sul, o sotaque gaúcho fica evidente, e apesar do muito calor, é comum ver os gaúchos com o tradicional chimarrão.
      Encontramos uma linda e sombrosa árvore na cidade de Lagoa Vermelha e nesta sombra paramos para fazer um lanche caprichado. Hora de conferir se a bike continua firme no transbike, ela vai ser essencial para eu conhecer lugares míticos na Argentina.
                  Conforme vamos avançando em território gaúcho, muitas fazendas com plantações de um verde marcante vão surgindo, o vento faz um balançar nessas plantações parecendo pequenas ondas no mar. Muitas borboletas voam tranquilamente desafiando o trânsito, e infelizmente muitas acabam se chocando contra os veículos.
                  A viagem segue tranqüila pela RS 285, pois muitos já estão no litoral nesse dia e o transito é abaixo do esperado. Chegamos fim da tarde em São Borja, local escolhido para nossa parada de pernoite. Hospedamos-nos na Pousada Hotel Imigrantes, bem na entrada da cidade, local singelo, mas tranqüilo e aconchegante.
      São Borja é uma das cidades mais importantes da histórica política brasileira. É onde nasceram os ex-presidentes da República, Getúlio Vargas e João Goulart. Fundado em 1682 pelos padres jesuítas, o município faz fronteira com a cidade de Santo Tomé, na província de Corrientes, Argentina. 
                  Ao cair da tarde o som das cigarras é estridente e o pôr do sol mais parece uma pintura, e majestoso o sol vai saindo dando lugar a uma noite estrelada.
                  Para tirar o cansaço da viagem e esticar um pouco as pernas, pego minha mountain bike e dou uma pequena volta pela simpática cidade. A noite vamos de carro a procura de uma lanchonete, e logo em seguida voltamos ao hotel para descansar, pois o próximo dia promete, vamos entrar na Argentina.
                  Partimos antes das oito horas, mas o céu azul e o sol raiando indica que teremos mais um dia de muito calor. Eu e minha esposa já saímos de casa com resfriado, causando um pouco de mal estar, mas não impedindo de desfrutar o lindo trajeto e descobrir nomes não comuns de algumas cidades que vamos passando, como a cidade de Não-Me-Toque no RS.
                  Saindo de São Borja ficamos na dúvida se atravessamos pela ponte internacional e já adentramos em Santo Tomé na Argentina ou se continuamos em terras brasileiras até Uruguaiana, a distância é a mesma, mas com algumas informações colhidas na internet, decidimos ir por Uruguaiana.
      Os motivos que nos fez decidir por este caminho de 180 km foi os seguintes:
      * Por Uruguaiana não tem pedágio (na ponte Internacional em São Borja ouvimos dizer que o pedágio é de R$50,00)
      *Dizem que a policia no lado Argentino nessa região é tendenciosa a cobrar propina.
      Infelizmente a estrada de São Borja até Uruguaiana está em péssimas condições, muitos buracos e mal conservada, e se não bastasse isso, sobre o rio Ibicuí na divisa da cidade de Itaqui com Uruguaiana existe uma ponte que antigamente era ferroviária (imagina a idade dela) e foi transformada em mão única sua travessia, com controle de sinaleira nas cabeceiras para não dar problema de encontros inesperados. A espera para passar por ela foi pouca, o que nos deixou com medo foi verificar a deterioração desta ponte. Inclusive somente após passar por ela e que fomos pesquisar sobre a mesma, pois ficamos indignados com seu mau estado. Olha que encontrei em nota oficial no site da AMFRO.
      Ponte Ferroviária adaptada à rodovia BR 472, existente sobre o Rio Ibicuí, na divisa dos Municípios de ITAQUI e URUGUAIANA”, por unanimidade, decidiram encaminhar a V. Ex.ª o presente ofício, expondo e vindicando o que segue:
      1 – Dado ao entendimento que é elevado o grau de degradação em que se encontram as partes de alvenaria e algumas peças metálicas que compõem a antiga Ponte, em especial, quanto a resistência dos materiais frente à demanda pelo tráfego de cargas pesadas.
      2 – Temerosas com a deterioração, desgastes e ondulações (hoje observados a olho nu, inclusive por leigos), muitas pessoas entendem que é forte a possibilidade d’a Ponte repentinamente ruir, pela falência estrutural e de materiais.
      Olhando por este lado o pedágio de R$50,00 seria mais indicado...mas é um tanto duvidoso este valor, será que não estão explorando sabendo que por segurança a maioria dos veículos acabam passando pela ponte internacional de São Borja???
      Já sobre a policia corrupta não temos mais informações, fomos parados muitas vezes até chegar em Mendoza, mas próximo a fronteira somente uma vez, e sem exceção sempre fomos abordados com educação pela policia. Na maioria das paradas era solicitado somente documento de identidade e documento do veículo. Em uma parada tive que fazer bafômetro, em outras pediam um dos itens de segurança, alguns ficavam curiosos com a bike em cima do teto, queriam saber por onde andaria, quantas marchas tem a bike, etc...Realmente não tivemos nenhum incomodo com a tal policia corrupta, que por sinal também tem no Brasil.
       
      ENTRANDO EM TERRITÓRIO ARGENTINO
       
                  Após percorrer os caóticos quilômetros até Uruguaiana, finalmente chegamos a Aduana, iríamos cruzar a fronteira, para nós era tudo novidade.
                  Uma fiscal da Receita Federal da Argentina que veio conferir os documentos do veículo me mandou encostar ao lado e solicitou uma declaração da bike que estava levando, lá fui eu atrás da sala da Receita Federal do Brasil, que ficava bem próxima solicitar a tal declaração. Chegando lá expliquei o que me pediram, levei a nota fiscal da minha bike, e a chefe do setor brasileiro disse que não faria, pois a nota não ultrapassava dois mil dólares na conversão da moeda, e abaixo deste valor não é necessário a tal declaração. Entendi como uma picuinha entre eles, mas não queria ser alvo desse desafeto. Pedi educadamente que ela explicasse isso para a fiscal argentina, e ela se levantou e foi mesmo lá explicar, e ficou entendido entre elas que poderia passar sem fazer a declaração, se por acaso a policia me questionasse era para mostrar a nota fiscal, mas em nenhuma situação precisei mostrar a nota fiscal.
      Fizemos a migração, guardamos os comprovantes para mostrar na saída do país, e finalmente percorremos os primeiros quilômetros em terras argentinas.
      A qualidade das estradas mudou rapidamente, melhorando consideravelmente na Argentina. Muitas vias de concreto, autopistas bem sinalizadas, com limites de velocidade bem diferente do Brasil, algumas com limite de 140 km. Começava as infinitas retas, muitos quilômetros de retas, planícies intermináveis, nem de binóculo você conseguiria enxergar algum morro mais distante. Trechos de até 100 km sem ter posto de combustível, por isso é muito importante não deixar baixar de meio tanque.
      O que nos deixou impressionado foi o pouquíssimo movimento de veículos, em certa parte da viagem, em uma pista simples que o acostamento era de gramado, paramos e fizemos algumas fotos e uma rápida filmagem bem no meio da pista, e durante estes minutos nenhum carro passou por nós.
      Muito interessante você num instante está falando com pessoas em português, passa uma fronteira, e muda a língua e costumes em questão de metros percorridos.
      Nosso objetivo nesse segundo dia de viagem era chegar até a pequena cidade de Saturnino M Laspiur, município de Córdoba. Mas antes de chegar lá passamos por alguns lugares interessantes. O Túnel Subfluvial Raúl Uranga, anteriormente conhecido como Túnel Subfluvial Hernandarias, é um túnel rodoviário submerso que liga as províncias de Entre Ríos e Santa Fé na Argentina, cruzando o rio Paraná entre a capital de Entre Ríos, Paraná, foi inaugurado em 1969.
      Em Santa Fé o GPS nos orientou pelo caminho mais curto, e nos levou a cruzar o centro da cidade até chegar na Ruta 158. Observamos muitos pedintes nas sinaleiras, inclusive muitos jovens, alguns mal encarados e duvidosos nas suas atitudes. Sem chances de parar, pelo menos na região que passamos.
      Diferente da região gaucha onde tinha muitas borboletas, começamos a encontrar muitas libélulas, a frente do carro e a bike ficaram com muito desses insetos grudados no fim do dia. Mais próximo do fim da tarde, começamos a observar muitos pássaros em revoada, saindo do meio das infinitas plantações ao lado da rodovia. Também é comum ver uma espécie grande de gavião que fica na beira das estradas.
      No fim da tarde chegamos na cidade de Saturnino, um pequena cidade agrícola, muito simpática e com uma bonita praça central. Ficamos na hospedaje Quique, que encontrei por acaso no Google maps. Eles não possuem site, consegui contato através do Facebook e tem uma boa recomendação, e realmente surpreendeu o aconchego desse lugar, com camas confortáveis e um bom ar condicionado, e claro um bom preço. O Sr. Quique é uma pessoa simples, querido e receptivo, e o mascote dele foi um show a parte, um cachorro que foi nos recepciona no carro com uma pinha na boca, é lógico que queria brincar, a Nadine jogou a pinha mais adiante e o cachorro foi buscar de imediato e voltou e largou a pinha nos pés dela pedindo mais....ele não cansava da brincadeira, mas nós estávamos exaustos.
      Para relaxar as pernas fui dar uma pequena volta de bike pelas ruas da cidade, que em poucos minutos foi possível percorrer toda cidade. Claro que não poderia deixar da fazer uma foto bacana na praça da cidade, ao lado de um antigo canhão de guerra com a bandeira da Argentina ao lado, meus primeiros quilômetros de bike pela Argentina. A Elizete e a Nadine também aproveitaram para caminhar na praça e fazer algumas fotos.
      O Natal mais diferente de nossas vidas, dia 25 de dezembro acordamos revigorados e prontos para pegar a estrada por mais 720 km até Mendoza, mas um pequeno imprevisto logo cedo. Ficamos esperando o Sr. Quique abrir a sala de refeição para o desayuno (café da manhã) e ele preocupado veio nos informar que somente durante dois dias do ano não é servido o café da manhã, sendo dia 25 de dezembro e 01 de janeiro, justo os dias que pernoitamos ali....que coisa!!! Mas isso não nos desanimou, apesar de não termos nada para comer seguimos viagem até encontrar um posto com conveniência. Algo que chamou nossa atenção é os lanches nas conveniências, que tem de vários formatos (quadrados, retangulares, duplos, triplos) mas sempre os mesmos sabores, queso y ramon crudo ou cozido (queijo e presunto cru ou cozido) Simplesmente não encontramos outros tipos de lanches. Outra coisa que presenciamos muito é cachorro por toda parte, comum ter dentro dos postos, da conveniência, no banheiro, nas praças.
      Seguindo nosso caminho, neste dia já na ruta 7 passamos pelo Arco del Desaguadero (Entrada San Luis - Mendoza) também conhecida como Tierra del Sol y del Buen Vino, e nos dias que estivemos em Mendoza pudemos presenciar o sol com todo seu esplendor, e claro que fomos conhecer uma Bodega (vinícola) e tomar o bom vinho.
                    Após tantos quilometros de reta, a emoção foi tomando conta quando começamos a avistar uma silhueta de montanha, a Cordilheira dos Andes. Muitas vinículas foram surgindo pelo caminho, Mendoza estava próximo!   Foi emocionante entrar na cidade, passando pela avenida San Martin, toda arborizada num contraste de construções antigas com outras mais novas, belas e bem cuidadas praças. Chegamos com facilidade no hostel e tratamos de descarregar o carro e fomos as compras no mercado bem em frente ao hostel. Optei por um quarto que tinha sua própria cozinha e banheiro, o hostel Departamentos Avenida San Martim nos agradou bastante.                      Ja a noite quando estávamos nos preparando para dormir, próximo das 22:00 horas começamos a ouvir galhos batendo contra o telhado e barulho de vento, e quando saio do quarto para verificar o que esta acontecendo, levo um susto com o tanto de vento e logo em seguida uma forte chuva desaba, e para deixar mais dramático, muito granizo acompanha a chuva. Nosso carro está estacionado na rua, e fico muito preocupado com o tanto de granizo que cai incessante. Saio catando os tapetes da entrada do hostel para por em cima carro, mas claro que não resolve muita coisa. Em uma cidade em que a quantidade de chuvas de um ano é pouco mais do que a de um mês no Rio Grande do Sul, Mendoza vive praticamente da água que vem do degelo da Cordilheira dos Andes. Por toda cidade se veem canais na calçada por onde circula água para hidratar as árvores e jardins, e a chuvarada que presenciamos acaba inundando alguns canais, e tenho que sair debaixo do granizo para muda o carro de lugar. Interessante que apesar do caos causado por tanta chuva, os mendocinos continuam circulando de carro e ônibus normalmente, como se nada estivesse acontecendo.           Ao amanhecer levanto e curioso saio para dar uma volta de bike ao redor, e o  que vejo é as estradas cobertas de folhas, que de certa forma protegeram um pouco o carro. O céu se pronuncia num azul de brigadeiro. Em toda a zona central da cidade existem árvores gigantes fechando as ruas por cima e criando um ambiente muito agradável de sombra, numa terra em que o calor é considerável. Refrescam o verão e, ao perderem suas folhas no inverno, deixam o fraco sol de inverno entrar pelas ruas largas, aquecendo os ânimos. Os mendocinos curtem a vida, um bom lugar para comprovar isso é a rua Sarmiento tomada por um mar de guarda-sóis coloridos e mesinhas nas calçadas, onde eles gostam de se reunir, seja para saborear uma empanada assada em forno a lenha com uma taça de vinho, ou para um almoço completo, ou ainda para tomar algo, como dizem por lá.                       No dia 26 decidimos não andar de carro, ficamos o dia todo caminhando pela cidade, assim conhecendo com mais detalhes esta linda cidade. Deliciamos-nos com muitos sorvetes, que são excelentes!!! Depois de experimentar muitos sabores, elegemos o de limon granizado como o mais interessante. Almoçamos na rua Peatonal Sarmiento, que tem muitas opções de restaurante. No transito de Mendoza encontramos alguns veículos bem antigos, alguns citroen 3CV, o pequeno motor bicilíndrico refrigerado a ar de 602 cm3 e pouco mais de 30 cv, também encontramos alguns Fiat 600 (igual o carro usado nos filmes do Mr.Bean)  inclusive fiz uma foto ao lado de um, me senti um gigante perto do carro. Mendoza tem regras próprias, como a siesta e o horário do jantar, bem tarde, Em Mendoza existe a tradicional "siesta” que é das 13h00 às 17h00 onde todo o comércio da cidade se encontra fechando, retornando às suas atividades após as 17h00. Nesse horário a cidade parece abandonada, pode-se atravessar as ruas de olho fechado, ninguém circula durante a siesta. Achei bem tranqüilo pedalar por Mendoza, mesmo com trânsito, se mostrou mais seguro que na minha cidade de Blumenau.                Também fizemos boa parte do cambio do Real para o Peso Argentino em Mendoza, bem próximo a Peatonal Sarmiento.             O trecho de três quadras que liga a Plaza Independência à Avenida San Martín é um dos mais belos passeios de Mendoza. Ao longo de três quadras, com circulação apenas para pedestres, você poderá caminhar em meio ao verde das grandes árvores, sentar-se em gazebos aconchegantes ou simplesmente ver a vida mendocina passar. A rua é repleta de bares e restaurantes, com mesas ao ar livre, para todos os gostos. Lá o movimento vai do início da manhã ao final da noite. É difícil escolher onde sentar-se. Com sorte, você poderá ver um bom show de rua, sempre com boa música, que acontecem por lá, e nós paramos para apreciar uma linda apresentação de um violinista, que encantou nossa filha Nadine, que estuda música e toca violino.
                  Voltamos ao hostel para fazer nossa janta, tomar a popular cerveja Quilmes e o delicioso refrigerante Pritty limón. Hora de dormir e aguardar o próximo dia, dia de explorar a cordilheira dos Andes.
       
      RUTA 52 – CORDILHEIRA DOS ANDES
      A Ruta Provincial 52 é uma continuação da Av. General San Martín, uma longa avenida que atravessa a cidade de Mendoza. Ao sair da área urbana a paisagem se torna desértica, com vegetação típica de climas áridos, e a estrada possui uma reta imensa, com cerca de 15 km de extensão. As únicas construções existentes neste longo trecho sem curvas são uma fábrica de cimento e a unidade engarrafadora da água mineral Villavicencio, uma das águas mais conhecidas na Argentina, cuja fonte se encontra na Reserva Natural que originou o seu nome.
      No meio do caminho há uma espécie de portal com pedras pintadas de branco, que são ruínas do Monumento Histórico de Canota, construído em 1935 em homenagem ao General San Martín, pois foi neste local que ele, em 1817, tomou a decisão de separar em duas partes seu exército de 5 mil homens para cruzar os Andes rumo ao território chileno. Pouco depois deste monumento termina a grande reta e a estrada, que se torna mais estreita e com um pavimento um pouco mais precário, começa seu caminho sinuoso rumo às montanhas da pré-Cordilheira. Este caminho, que antigamente era a única ligação entre Mendoza e Santiago, é popularmente conhecido como estrada das 365 curvas ou Camino de Las 365 Curvas.
       A Cordilheira dos Andes é uma vasta cadeia montanhosa, formada por um sistema contínuo de montanhas ao longo da costa ocidental da América do Sul. A Cordilheira dos Andes protege o continente Sul americano de todas as correntes marítimas, por isso influencia tanto em nosso clima. Seu relevo é abrupto, planalto e, na maior parte coberto de gelo. Há vulcões em atividades, é a maior cadeia de montanhas do mundo (em comprimento), e em seus trechos mais largos chega a 160 km do extremo leste ao oeste. Sua altitude média gira em torno de 4000 m e seu https://www.youtube.com/watch?v=uVHc7Qqjovw&t=24s ponto culminante é o monte Aconcágua, com 6 962 m de altitude. A cordilheira dos Andes se estende desde a Venezuela até a Patagônia, atravessando todo o continente sul-americano.                A expectativa era grande por esse dia, um dos principais pontos turísticos que estava em nosso roteiro. Saímos cedo para percorrer aproximadamente 40 km de carro até reserva natural Villavicencio, ponto onde eu continuei de bike até Uspallata, pedalando mais 57 km com 1.880 metros de elevação, e alcançando a altitude máxima de 3.000 metros, subindo ininterruptamente 25 km, a subida mais longa que já fiz na minha vida. Só para ter uma idéia, a serra do Rio do Rastro tem aproximados 16 km de subida.           A medida que ganhava altitude, a vegetação ia diminuindo, a cada curva um suspiro de admiração, uma paisagem ímpar e maravilhosa, aos poucos a imponente Cordilheira dos Andes se mostrava mais.                Elizete e a Nadine estavam encantadas com a beleza do lugar, e assim fomos avançando montanha acima, elas indo de carro e acompanhado minha saga de subir essa longa montanha de bike. Boa parte do trajeto é seguro e fácil de passar de carro, somente tem que ficar atento a alguma pedra que pode rolar montanha abaixo. Paramos várias vezes para contemplar a paisagem, muitas fotos para ficar registrado. Como diz o popular ditado, uma fotografia pode valer por mil palavras, assim pode-se definir as fotos desse lugar mágico.         Mais ou menos na metade da subida surge um imprevisto, avisto de longe o carro parado e elas olhando para o pneu, uma pedra causa um rasgo no pneu traseiro. Mas isso não é motivo para reclamar ou desanimar, tivemos que tirar toda bagagem do porta molas para poder trocar com o pneu de reserva, mas fizemos a tarefa nos divertindo e rindo da situação, sabendo que seria um causo para contar posteriormente. Feito a troca seguimos viagem, e logo a frente avistamos os primeiro Guanacos. “O guanaco, assim como a lhama, é um mamífero ruminante da América do Sul. Ao contrário das outras espécies de camelídeos, este animal tem pelagem mais curta, podendo passar quatro dias sem água. Vive em grandes alturas, próximas aos 4 000 metros.”                A medida que nos aproximamos dos 3.000 de altitude, á paisagem muda rapidamente, parecendo mais uma região de deserto, praticamente nenhuma espécie de vegetais. Paramos mais uma vez num local com uma vista espetacular da cadeia de montanhas, e ali fizemos um agradecimento a Deus por poder estar nesse lugar, ficamos escutando o som da montanha com o vento batendo, e a impressão que temos é que estamos mais próximos de Deus. A Nadine aproveita o momento para tocar seu ukulele e juntos cantamos a música Ousado Amor.   “ ...Traz luz para as sombras, escala montanhas pra me encontrar, derruba muralhas destrói as mentiras pra me encontrar...”
                 
                  O cume da ruta 52 está a 3.000 de altitude, e nesse ponto apesar de estarmos em pleno verão a temperatura já é bem baixa e com a presença de um vento muito gelado. Ao redor a magnífica imagem de montanhas congeladas. Bem no topo tem um monumento denominado Cruz Del Paramillos, onde fizemos algumas fotos e iniciamos a longa decida até Uspallata. As meninas sentem com a altitude, a Nadine chega a pegar no sono sem perceber, e a Elizete também tem momentos de sonolência e um pouco de dor de cabeça.
      Nesse ponto a bike atinge facilmente 60 km e avança muito mais rápido que os carros, e diferente da subida que tinha 365 curvas a descida tem longas retas e curvas leves, o freio é usado somente para aliviar a velocidade e esperar que as meninas não fiquem muito distante, pois fico preocupado com o sintoma delas.
      Chegando na pitoresca e simpática cidade de Uspallata, vamos almoçar no restaurante El Rancho, comida deliciosa mas bem mais caro do que vínhamos pagando. A preocupação era arrumar o pneu do carro que furou no caminho, e por coincidência tinha uma borracharia bem ao lado do restaurante. Desse ponto em diante a bike volta para o transbike (mas deu uma vontade enorme de continuar de bike, quem sabe numa próxima...) e seguimos rumo a Las Cuevas, última cidade antes da fronteira com Chile.
      O caminho até Las Cuevas segue pela ruta 7 e com 84 km a serem percorridos, saindo de 1800 metros até alcançar 3200 de altitude. A paisagem é de tirar o fôlego, é impossível não nos sentirmos pequenos frente a tamanha magnitude da Cordilheira dos Andes. Impressionante a mudança de cores que se seguem em cada montanha, tons de verde, outros cinza, marrom claro e muitas outras tonalidades. O trajeto em si não é de extremo perigo, o trânsito é tranqüilo nessa época, mas exige muita atenção. Há alguns trechos em que um deslizamento de terra ou pedra perece iminente. No inverno por causa das nevascas é obrigatório ter correntes para passar nessa região. Atravessamos alguns túneis estreitos, e enfrentamos bastante vento, teve momentos que fiquei preocupado se o rack do teto iria suportar, ficava dando uns estalos fortes. Passamos por alguns cicloturistas com seus alforjes carregados, numa velocidade baixíssima, lutando contra o vento e as longas subidas. Para alguns isso pode parecer loucura, mas a sensação de liberdade e de conquista parece como estampado em suas faces, uma odisséia de respeito.
      Chegamos quase fim da tarde em Las Cuevas, o céu com um intenso azul, sombra em quase toda cidade que é encravada entre os Cerros Tolosa (5.432 m) e Navarro (4.547 m), o sol batendo nos picos das montanhas, muito gelo por toda parte, uma paisagem surreal.
       
      CRISTO REDENTOR DE LOS ANDES
       
                  A poucos quilômetros da fronteira com a República do Chile, Las Cuevas é uma alternativa diferente, em uma paisagem imponente. Lugar ideal para ambientação de quem vai escalar o Aconcagua. Las Cuevas é um pitoresco povoado de alta montanha. Entre seus atrativos se destacam suas casas de estilo nórdico e escandinavo, feitas com troncos e pedras. Uma de suas construções mais características é um edifício com um grande portal que era caminho obrigatório para o Chile.
      Nós escolhemos ficar no hostel Portezuelo Del Viento, onde o Juan Pablo nos atendeu muitíssimo bem. Foi o local que mais gostamos de ter ficado hospedado, o atendimento nota dez, ambiente rústico mas acolhedor, fica de frente para a entrada do caminho ao Cristo Redentor de Los Andes. Assim que chegamos e descarregamos as malas, Pablo nos alertou que a temperatura cairia rapidamente ao anoitecer, e após tudo arrumado no quarto resolvemos ir para fora tirar umas fotos, e realmente já estava muito frio, um vento cortante que gelou o corpo rapidamente. O hostel é muito bem equipado com aquecedores, deixando super agradável o ambiente, sem falar as histórias que Pablo contava com muita empolgação, relatando algumas aventuras de escalada ao Aconcágua, no qual ficamos sabendo que ele é um conhecido e renomado guia de escalada.
      Arrependi-me de não ter ficado mais um dia nesse local e explorar um pouco as trilhas ao redor, mas mesmo assim conseguimos visitar o que tinha planejado. De manhã após o café subimos de carro ao Cristo Redentor de Los Andes. Este trajeto é fechado durante o inverno, pois acumula muito gelo, e tivemos sorte que a estrada estava transitável a veículos pequenos. È uma subida de 9 km bem íngreme, que precisa bastante atenção na direção. Nosso carro 1.0 sofreu um pouco, nessa altura é comum a perca de potência, mas isso não impediu que nosso valente chegasse aos 4.000 de altitude. Chegar ao topo dessa montanha foi surreal, foi o ponto mais alto que atingimos. Inacreditável poder chegar até a placa que limita a Argentina com o Chile. Durante a subida passamos por vários pontos com gelo, e quase chegando ao topo passamos por um corredor de quase 2 metros de gelo.
                  “O Cristo Redentor dos Andes é um monumento na Cordilheira Principal dos Andes, a 3.832 metros acima do nível médio do mar, na fronteira entre a Argentina e o Chile. Foi revelado em 13 de março de 1904 como uma celebração da resolução pacífica da disputa de fronteira entre os dois países.”
                  Junto ao monumento tem um alojamento militar de adestramento operacional brigada de montanha. Mesmo sendo pleno verão o frio é intenso nesse lugar, o vento chega a ser perturbador. Eu vi que era possível subir um pouco mais a pé, uma pequena trilha leva a um ponto mais alto, eu não resisti e encarei essa trilha pedregosa, e nesse momento foi possível sentir um pouco o ar mais rarefeito. O visual é estonteante, é possível visualizar uma parte do antigo caminho que levava ao Chile.
      Voltamos boquiabertos com tanta beleza natural, as montanhas me fascina. Chegando ao hostel a Elizete e a Nadine já sentiam os efeitos da montanha, com enjôo, tonturas e dor de cabeça. Eu então comecei a me arrumar para subir a segunda vez ao Cristo, desta vez de bike. Minha esposa me questionou se tinha certeza que faria isso, e sem hesitar um segundo respondi que não perderia esse momento por nada. Um motociclista que tinha pernoitado no hostel veio verificar minha bike, me questionou sobre minha relação de 36 dentes, duvidando que conseguisse subir a montanha sem parar. Isso de certa forma me instigou a tentar subir os 9 km sem parada, e claro que consegui, pena que ao voltar ele já tinha partido kkkk. Foi difícil no começo, pois não consegui me aquecer, e minha ansiedade era grande, mas assim que subi o primeiro quilometro fui ajustando o ritmo e curtindo o visual, passando a centímetros do peral e superando a difícil subida. Foi uma sensação indescritível chegar ao topo pedalando, uma turista americana veio me parabenizar e quis saber o tempo que levei para subir, mostrei no celular a marca de 1:16 hora. Claro que subindo esquentou bastante o corpo, mas em poucos minutos o corpo esfriou, bateu uma rajada de vento que tive que me segurar para não cair. Resolvi descer logo para não travar a musculatura, e pelo incrível que pareça a descida foi um pouco tensa, em certo momento precisei parar devido a força do vento, mas cheguei em segurança ao hostel, com a felicidade estampada na face. Lembrei de um dizer que li em uma garrafa térmica logo cedo...” Hoy vas a conquistar el cielo sin mirar lo alto que queda del suelo. (De la canción "Ella", de la cantante española Bebe)
                  Terminamos de arrumar a bagagem e começamos a volta para Mendoza, agora eu também me sentia um pouco tonto, parecia que não tinha controle da altura da minha própria voz. Nossa intenção era parar em alguns pontos turísticos entre Las Cuevas e Uspallata, mas as meninas estavam bem enjoadas e sem ânimo para mais paradas. Fizemos somente uma parada, na entrada do parque provincial Aconcágua, a imponente montanha com 6.961 metros de altitude, o ponto mais alto da América. Por ser a montanha mais alta da América desafia todos os anos montanhistas de todo mundo a escalá-la
                  Mais uma vez ficamos admirados com a beleza das cores da montanha, e a medida que vamos descendo o calor vai aumentando e o enjôo vai diminuindo. Fizemos uma parada no dique Potrerillos, que é uma barragem localizada no Rio Mendoza, com um grande lago verde-turquesa. A barragem foi construída entre 1999 e 2003 por um consórcio formado pelas Industrias Metalúrgicas Pescarmona e Cartellone para fornecer controle de inundações, hidroeletricidade e água de irrigação.
       
      ULTIMAS VISITAS E VOLTA PARA CASA
       
                  De volta a Mendoza ficamos hospedados no hostel Restó del Teatro, um antigo casarão muito bem localizado para quem quer ficar próximo ao centro, e ao lado da Plaza Indepencia. O quarto deixou a desejar, já sabíamos que não teria ar condicionado (eu pensava que não faria falta) mas devido ao grande calor que fez nesses dias o ar condicionado fez muita falta, e o ventilador de teto funcionava precariamente, parecia que a qualquer momento cairia. Mas isso não nos desanimou, até porque o café da manhã servido foi o melhor de toda viagem. Aproveitamos para conhecer um pouco mais a cidade, e claro experimentar mais sorvetes. Uma sorveteria muito boa que conhecemos foi a da Famiglia Perin, com grande variedade e sabores deliciosos.
      Como é conhecido Mendoza, a terra do sol e do bom vinho, não poderíamos deixar de conhecer uma Bodega (vinícola), e a escolhida está localizada em Luján de Cuyo, a bodega Renacer. A visitação é possível somente com hora marcada, isso fizemos ainda no Brasil. Optamos por uma visita acompanhado de almoço, algo comum na maioria das bodegas. Uma refeição diferenciada com o chef Sebastián, com pratos deliciosos, montados de uma forma criativa, e claro servido com um bom vinho. Escolhemos no menu o prato de 03 passos com destaque para tiradito de novillo a la piedra e ao ojo de bife, foi de lamber os beiços. Muitos vinhos malbec argentinos são premiados internacionalmente, e realmente fica difícil escolher o melhor.
      Tivemos mais um dia livre em Mendoza, e nesse dia aproveitei para fazer mais um pedal. Pesquisando descobri um local muito freqüentado por esportistas, o Cerro Arco. Para chegar nesse local passei pela charmosa Avenida Del Libertador, adentrando por portões enormes ao parque General San Martin.
      “O Parque General San Martín é o mais antigo parque de Mendoza, fica próximo à Cordilheira dos Andes e é um dos maiores parques da Argentina. Foram plantadas árvores e plantas numa área de aproximadamente 307 hectares e o que era um deserto se tornou um enorme oásis, um verdadeiro jardim botânico. Feitos com ferro fundido, os portões do parque foram comprados em Paris em 1908. Um condor e um escudo de Mendoza tornam a estrutura ainda mais imponente. É um ótimo passeio para caminhadas e para apreciar o jardim que, por sinal, é muito bem cuidado. Os destaques do espaço são as praças, os lugares para piqueniques e churrascos, a bela Fonte dos Continentes, um Monumento ao Exército dos Andes em homenagem ao General San Martin, bem no topo do Cerro da Glória. Pela pista que circunda o grande lago artificial do lugar transitam ciclistas, corredores, patinadores e skatistas. Vários eventos gratuitos são realizados no parque, incluindo concertos públicos de orquestra, apresentações de bandas e grupos de danças folclóricas.Dentro do parque estão localizados, além do zoológico, o Museu de Ciências Naturais e Antropológicas, o anfiteatro do Teatro Grego Frank Romero Day, onde acontece a Festa da Vendímia, o Estádio Provincial Malvinas Argentina, a Universidade Nacional de Cuyo e até um clube de golfe!”
                  Na parte alta da cidade tem vários condomínios luxuosos e logo a frente já era possível avistar o imponente Cerro Arco. Foi uma subida muito sinuosa e com muitas pedras soltas em 4,5 km. Fiquei espantado com a quantidade de pessoas treinando ou simplesmente praticando uma caminhada. Algo que nunca vi no Brasil, e olha que já tive o privilégio de subir várias serras e morros conhecidos em Santa Catarina. Pelo incrível que pareça, esse dia amanheceu gelado, isso que no dia anterior fez 38 graus. Acredito que a mudança de direção do vento trouxe o ar gelado da cordilheira dos Andes, mudando radicalmente a temperatura, mas o céu continuava azul sem nuvens.
                  Voltando ao hostel com aquela sensação de ter conhecido mais um lugar espetacular, fui logo convocando as meninas para irmos ao parque General San Martin de carro. O parque é muito grande, e passamos um bom tempo nele. O Cerro da la Glória é visita indispensável, com um incrível monumento, uma merecida homenagem ao exército. A história de Mendoza vibra e se faz presente neste morro e em seu monumento.
                  Ficamos muito satisfeito com o que conhecemos em Mendoza, procuramos sempre que possível conversar com as pessoas e aprender mais sobre a cultura deles. A conversa se deu desde com atendentes das lojas, dos hostels, outros turistas e até morador de rua. Claro que é visível a insatisfação da população com a política argentina, uma nação em crise econômica e política. Espero um dia voltar a Argentina e conhecer mais lugares, pois a Argentina tem um potencial turístico enorme, principalmente para quem gosta de aventura e paisagens singulares.
                  Dia 31 de dezembro iniciamos a volta para casa, 03 dias de viagem. Optamos em voltar pelo mesmo caminho, inclusive paramos na mesma hospedagem do Sr.Quique em Saturnino Laspiur para passar a virada do ano. Algo muito diferente, uma cidade com aproximadamente 2496 habitantes a festa é bem singela comparando com nossas festas de virada. Ao anoitecer os moradores foram montando suas mesas e cadeiras na frente de suas casas em plena ruta 158 esperando para festejar o novo ano. Tentamos ficar acordados para participar com eles da virada, mas o cansaço nos dominou e cabamos dormindo. Graças a Deus todo nosso retorno foi sem percalços, mesmo pegando uma tempestade no segundo dia de viagem, causando um pouco de tensão.
                  Ao passarmos na alfândega para fazer a migração, encontramos o pátio alagado de tanta chuva que caiu minutos antes. Assim que passamos para o lado brasileiro bateu uma certa nostalgia por tudo que vivemos na Argentina, um sentimento de satisfação por ter decidido realizar essa viagem. Tudo começou com um sonho, parecia distante, difícil de conquistar, mas com perseverança, economia, e muita vontade de experimentar algo novo, conquistamos nosso sonho.
       
       
      Lindolf Bell: Menor que meu sonho não posso ser
      LIVRO PRONTO mochileiros.docx





    • Por Wes Bonfante
      Olá, pessoal, saio neste sábado, 13 de julho de Niterói, Rio de Janeiro, em direção a Santiago no Chile de mochilão. Quero descer até Montevideo, visitar Buenos Aires novamente, Mendoza, e seguir até Santiago. Queria chegar em Santiago até dia 22 de julho. Gostaria de dicas diversas, sobre o caminho a percorrer, segurança, banhos, tempo, também aceito ofertas para couchsurfing... Ah, preciso de seguro viagem pra cada lugar? 


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