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Ever

Mendoza

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Seu roteiro de viagem auxiliou muito em meu roteiro. Estarei em Mendoza nos dias 14 e 15 de Setembro, uma sexta e um sábado.

 

Eu gostaria de saber quanto ao passeio comprado, o tour dos vinhos, quanto tempo dura!? O que seria os banos termales, você saberia me informar média de preços e tempo também, assim como, como seria!?

 

Olá Felipe, como vai?

fico feliz que tenha ajudado. Estamos aqui para ajudar, certo?

 

O tour com visita as viniculas varia conforme o pacote que você compra pois uns tem almoço outros já não. De qualquer forma, seja via empresa ou por conta, um dia é o tempo recomendado para curtir com calma esse passeio.

Os banhos termais de Cacheuta, como o nome diz, é um termas bem na cordilheira dos Andes. Durante os finais de semana é bem movimentada, mas vale o passei - também demanda 1 dia para curtir bem.

Segue o endereço do termas http://www.termascacheuta.com/

 

Abraços

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Alguem vai está em mendoza entre 16 e 19 de setembro?

Estarei indo de Santiago de onibus, cruzando a cordilheira, e busco cia de viagem.

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Alguem vai está em mendoza entre 16 e 19 de setembro?

Estarei indo de Santiago de onibus, cruzando a cordilheira, e busco cia de viagem.

 

Olá Ivope,

 

existe um tópico relacionado a parceiros de viagem. Lé acredito que seja mais fácil encontrar parceria.

 

abraços

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Olá Pessoal. Depois de ler tantas dicas que embasaram minhas decisões, retorno de Mendoza sentindo a “obrigação” de contribuir. Estive com minha esposa Sinara por 7 dias em Mendoza entre 27-08 e 03-09 e afirmo que não tivemos vontade de ir embora. É o tipo de turismo que nós gostamos. Visitar lugares de dia, sair para caminhar no centro pela noite. Conhecer bem uma cidade, sem pressa, sem muito compromisso e de preferência em baixa temporada. Acho que para conhecer a opinião de uma pessoa, precisa saber um pouco do perfil do viajante, pois o que eu acho bom, pode não ser para você. Acho que tenho um estilo “ogro”, que gosta de refeições fartas, com muita carne e cerveja. Mendoza veio como um esforço para presentear minha esposa que gosta de vinhos. Não gosto de frescura e requinte, nem de pagar preço para turista. Alguns me chamam de mão de vaca, mas na verdade economizo para ter para gastar em momentos que vale pagar. Da argentina já conhecíamos as cidades próximo a fronteira do RS (Posadas), além de Bariloche. Mas foi a primeira vez em Mendoza. O tempo estava ameno, nem frio, nem calor, as parreiras adormecidas, mas a cidade bem desperta. Mendoza nesta época está mais tranquila, os tour nas vinícolas foram exclusivos e outros em pequenos grupos (de brasileiros). Vamos por partes: Hospedagem: Amerian Executive, em frente à Praça Itália no centro. Perfeito, que na minha opinião significa. Barato (custo x benefício = U$72 diária casal), limpo, seguro, bem localizado, boa internet, bom atendimento e silencioso. E foi tudo isso. Café padrão, suficiente para fazer uma boa base para em poucas horas estar degustando uns vinhos. Toda manhã era ovos, bacon, salsichas e media lunas. Quando cheguei em Mendoza era dia do meu aniversário, pedi um quarto maior e ganhei. Fui atendido também quanto minhas outras solicitações além de um quarto grande: que fosse em um andar elevado, com vista para cordilheira, longe do elevador (para evitar barulho) e que não tivesse as paredes vermelhas (vi em um site fotos, mas estava desatualizada, eles não tem mais quartos vermelhos). Levamos um chimarrão para rebater a ressaca e a Praça Itália era o melhor local para isso. Aliás, qualquer praça, Mendoza tem 60 delas e os moradores as usufruem. De dia e pela noite tem jovens, velhos, cachorros e crianças brincando. A cidade vive e pulsa também pela noite. Bares cheios e animados com turistas e Mendocinos sentados nas calçadas largas (vinho era pela manhã, cerveja Andes, Quilmes, Bud, Antares e artesanais Mendocinas (Pirca e Gerome) pela noite). Nos sentimos seguros caminhando no centro. Prestem atenção! nas ruas e praças não se enxerga um bico de luz queimado, nem quebrado. E todo agito e praças são perto do hotel. Então recomendo este ou outros nesta região. Transporte: Seguindo sugestões até então de alguns poucos, encaminhei um e-mail para Sr. Juan Ernesto Ferrari ([email protected]). Queria marcar apenas 1 passeio para, se gostar, marcar os demais. Foi aí que nossa viagem tomou um novo rumo. Dos 6 dias de Mendoza, estivemos 5 dias com esse Senhor. Tenho que confessar que meu primeiro contato para o passeio foi pelo preço, mas depois dos serviços prestados percebi que nossa viagem seria muito melhor pela sequência de motivos abaixo: Pontual, flexível, atencioso, ótimo português, carro luxuoso - novo, guia, inteligente (pelo caminho dava aulas de história), fazia rotas alternativas para conhecer diferente lugares, indicou bom lugares para refeições rápidas e baratas, dirige muito bem, com total segurança. Seu preço é muito justo. Não é só pelo carro, é por ficar o dia todo disponível e aguentando os passageiros que progressivamente vão “evoluindo” no teor alcoólico. Não deve ser fácil. Kkk. Ganha-se muito tempo com um condutor, chegamos a visitar 5 vinícolas em um único dia. Vale o investimento, o conforto, a comodidade e segurança de um conduto justo e carismático. Optamos por fazer um turismo de experiência. Viver e curtir Mendoza. Combinei com minha esposa de que não compraríamos nada e nenhuma garrafa de vinho. E mesmo empolgados após as degustações, conseguimos. Ao invés de comprara para levar, pagávamos taças extras e bebia ali mesmo.E lá vamos nós para o primeiro passeio. Por mais interessante que seja conhecer os diferentes processos de produção de vinho, eu estava mesmo de olho “na merenda”, digo, nas degustações, que foram nas profundas a degas ou com a vista hipnotizante das cordilheiras. O Roteiro: Dia 1- Lujan de Cuyo -Catena Zapata – foi a primeira, dia lindo, cordilheira branquinha vista do terraço, melhor explicação da Tati (charmosa) na degustação. Foi muito bom. Vale. Pulenta: ótimo atendimento, experiência de aromas e degustação de vinhos no frio da adega. Paisagem linda mais próximo da montanha. Vale. Séptima: A visita bem média. A guia disparou aquele espanhol que não a Mendocina que estava junto entendia. Mas por ser rápida, logo fomos para degustação, essa sim estava boa. (a guia tb gostou da degustação pq tomou todas...kkk) Almoçamos por lá devido indicação de um Guia de Vinícolas em que a Séptima ficou no ranking como o melhor almoço. Conhecemos um casal, ela de Mendoza e ele Canadense. Foi bom ver que ele tinha um espanhol pior que o meu kkk. Eles se conheceram quando ele veio fazer turismo e ela era a guia. A conversa estava boa e devido a graduação alcoólica do momento nem prestamos muito atenção na harmonização. Kkk. Pensei que aqueles pratos requintados não iriam “forrar o bucho”, mas é tanta entrada, entradinha que satisfaz. Vale muito pela vista do restaurante. Terazza: Acabamos perdendo a visita (que é tudo meio igual), mas pedimos para fazer a degustação. Fui muito boa, dentro da vinícola. Lugar bonito, mas murado, sem vista para as cordilheiras. Vale. Queria ter almoçado ali tb. Dica: na degustação, não tenha vergonha de pedir um pouco mais (beba o quanto “guenta”), mas lembre-se: é uma maratona alcoólica. Mantenha o ritmo para ter resistência de chegar ao final. O dia foi puxado. Sr. Juan é muito paciente com borrachos. Mesmo sendo resistente, com tanta degustação meu “espanhol” ficou mais “fluente”kkk. Fizemos uma siesta das 18h às 22hs e saímos para tomar uma cerveja e jantar na Estancia la Florência (indicação do Sr. Juan e do meu pai que esteve lá). Sempre cheio de Mendocinos, bom custo-benefício. Comemos costela em tira, mas tem de tudo lá.Dia 2 – Valle do Uco – Mais distante, mas muito bonito. Salentein – Que estrutura colossal. Diferente no tamanho. Degustação a 11 metros do solo. Vale. Atamisque – (faça esta primeiro no Uco). É na entrada de Tupangato. Próxima a montanha. Muito estilosa. Vale. La Azul – Onde almoçamos. Diferente, pequena, rústica, de cara com a cordilheira, sem os vidros das grandes vinícolas. Melhor bife de chorizo da viagem. Suculento e saboroso (tenho fotos). Vale. Voltando a Mendoza conseguimos dar uma passadinha na Chandon, sem agendar. É legal a visita devido o processo ser diferente. Degustação foi fraca. Enquanto os brasileiros se debatiam sobre o balcão para comprar, comprar e comprar (taças, souvenir e espumantes), nós aproveitamos o ambiente e o momento. Pedimos uma g arrafa gelada e tomamos lá mesmo.Voltamos para hotel e depois de uma curta siesta fomos tomar chimarrão na praça e após comer empanadas no el Pelenque (de médio para bom)Dia 3 – Alta montanha. Mais estrada, menos vinho. Linda e segura viagem. A paisagem e bonita e o dia estava perfeito. Fotos de tudo, do Aconcágua e do relevo que mudava pelo caminho. Atravessamos a fronteira do Chile, fiz um xixi lá e voltamos. Almoçamos uma típica parillada na beira da estrada com vinho orgânico (e uma ceva Andes). Foram mais de 400 km ida e volta e a agradável companhia o Sr. Juan, fez a diferença. Não foi cansativo. Mas se fosse de ônibus ou van certamente seria.Dia 4 – Maipú - Demos “folga” ao Sr. Juan. Ligamos para Mr. Hugo que nos buscou no Hotel e alugamos as Bices. Olha, bike do Mr. Hugo é legal, mas o carro do Sr. Juan é melhor..kkk. Foi tranquilo porque fizemos o circuito me nor. Trapiche, La Rural e Casa de Campo (almoço).Trapiche: Foi visita exclusiva. No final da degustação o guia nos deixou com uma garrafa de vinho curtindo a paisagem na varanda. Fomos devagar porque tinha que “pilotar”. Vale. La Rural: diferente, conta um pouco da história do vinho e da sua produção. Vale. Casa de campo: Almoço com comidas caseiras e cerveja andes. Vale. Pela noite fomos na The Vines of Mendoza. Degustar diferentes vinhos de diferentes vinícolas sem sair do lugar. O Ezequiel nos atendeu muito bem e não sei por que nos ofereceu uma finca de 1 hectare para produzirmos nosso próprio vinho. Claro, deixando U$ 200.000 cm ele. Muitos estrangeiros estão tendo alimentando esse hobby. Fiquei na dúvidade comprar ou não...kkkk. De curioso, vou imprimir uma foto minha e colar em um rótulo de vinho para ver a sensação de ter o seu próprio...kkk Dia 5 – tiramos o dia para almoço na Zuccardi. Fizemos uma vi sita na vinícolae logo fomos para o almoço. Vale muito. Não pense em ir embora sem antes passar umas 3 horas por lá. Boas empanadas e excelente carne de parrila. Vinho a v o n t a d e. Imagina o estrago...kkk. Queria visitar a olivícola, mas não tinha agendado. Para nossa surpresa, na mesa do restaurante tinha os 3 tipos de azeite de oliva que eles produzem. Nos mesmos fizemos degustação com o melhor pão caseiro que já comi. Colocávamos 3 pedaços de pão no prato e os afogava nos difetentes tipos de azeite..um mehor que o outro...diferentes aromas, diferentes experiências. Não deixe de ir até a parrilla e ver a melhor vista: a carne assando e as cordilheiras ao fundo. Após fomos ainda fazer um city tour que estava no pacote. Depois de andar de carro executivo com condutor, andar de micro-ônibus com grupos grandes é um tédio. Perde-s e muito tempo buscando os turista nos hotéis. Jantar no Dom Mário é muito bom. Tem que pegar um taxi, mas é barato. A carne, a batata frita e o pão com manteiga vale. Aliás, todo lugar tem pão com manega, digo, bom pão, óima manteiga. Preço para Mendocinos. Dia 6 – Seria o dia de folga, para caminhar pelo centro. Mas piramos e ligamos para Sr. Juan nos levar em bodegas, sem mesmo ter reservado. Achavel Ferrer foi a primeira. Que loucura. Lugar lindo, vinhos muito bons (tomar vinho de café da manhã é dimoooiiss). Belas fotos. Vale muito. Belasco de baquedano – Tinha que ter uma bodega média. Guia no piloto automático e no acelerado ainda. Legal apenas é a sala de cheiros. Linda vista. É, vale. Tapiz – Muito bom. A tiazinha é a melhor guia. Até prestei atenção e não fiquei de olho na merenda (digo, degustação). Passeio de charrete, pobre cavalo. Vinho bom. Vale sim. Almoçamos na La Barrica, restaurante ao lado se um posto, para ganhar tempo e economizar dinheiro. Vale. Norton – legal também. Bonito também. Tem história impregnada. Degustação média. Vale. Camillo Patti – Conheça esse tiozinho, ele é uma figura, enólogo lendário. É bodega pequena atípica. Conhecer pessoas além de lugares é tudo de bom. O vinho tb. Vale muito. Esta foi nossa maratona. Foram 16 adegas e mais de 60 diferente tipos de vinho (e 8 diferentes cervejas). Cada lugar e cada vinho construíram uma diferente experiência. Mendoza tem muitas vinícolas, falam de 2000. Minha esposa concluiu: “ Mendoza tem mais vinho do que água.” Queremos voltar. Ligar para Sr. Juan e fazer outras várias bodegas em Mendoza. Passear com sua parceira, de mãozinha dada pela noite bem iluminada escutando os músicos de rua tocando Beatles. Comer carne boa, batata frita de primeira, tomar cervejas e vinhos, muitos vinhos. Saber que todos os dólares economizados por muito tempo foram muito bem investidos e que a as lembranças das lindas paisagem e das diferentes pessoas estarão harmonizadas com os aromas e sabores das delícias e dos vinhos Mendocinos. Não se apegue demais aos meus ou outros comentários. Vá e faça a sua experiência. Descubra outras Mendozas. Não economize nos passeios. Não se entregue ao consumismo, mas ao “desfrutismo”. Queria fazer da viagem a Mendoza um presente para minha esposa, mas acabamos desembrulhando juntos esse presente, que permanecerá existente com as lembranças de dias bons, que serão avivados no compartilhar de cada garrafa de vinho. Ficamos com a sensação de que Mendoza foi como sair para jantar e que esse jantar durou 6 agradáveis dias. Com tudo que tem de melhor.

 

Por fim, frase de bodegas: “ El mejor vino no es necesariamente el más caro, sino el que se comparte.”

 

Listo! (palavrinha que aprendi e gostei de usar)

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Gente, posso tirar umas (grandes) duvidas com vcs?

 

Vamos viajar em Janeiro, de carro, em 6 pessoas, e tinhamos, a principio, 21 dias, mas no fim deu zebra e tivemos que passar pra 14 só (no máx 17).

Por causa do tempo tiramos Bariloche, pra poder aprovaitar mais Mendoza e região...

 

Seguinte, o planejado antes, era passar 3 dias em Mendoza, 1º dia para conhecer a cidade, o 2º para ir à Uspallata pelas Curvas de Villavicencio, e voltar pela RN7, passando por Potrerillos, e o 3º dia para o Parque do Aconcágua.

 

Talvez passemos para 5 ou 6 dias, para conhecer mais além do básico, mas aí está o problema. Tenho conhecimento dos povoados e cidades ali por perto: Uspallata, Potrerillos e Puente del Inca; Mas não tenho nem ideia de como conciliar estes lugares nesses 5 ou 6 dias... (Até porque quase tudo o que li por aqui é sobre conhecer os locais em tours, e como estaremos de carro, não encontrei muita informação :P), não sei se fazemos o trajeto do Alta Montaña, por conta, em um dia e conhecemos tudo, ou se fazemos as Curvas de manhã e conhemos Uspallata e Potrerillos a tarde, ou esses lugares merecem mais tempo? Ou talvez dormimos em Uspallata no dia das Curvas, pra no outro dia conhecer melhor a cidade e também Potrerillos...

 

E também, a partir de Uspallata num outro dia, poderiamos sair pro Aconcágua, e passar por Puente del Inca (?) (quanto tempo será? Só pra visitar, algumas horas, correto? Mas provavelmente faremos trekking pela região, e como há alguns cerros perto de PDI, vale a pena passar mais tempo lá? Um dia só pra lá, talvez?)

E no Paque, propriamente dito, por conta, sem tours, é possivel fazer bastante coisa? Vale passar um dia todo? Li sobre cavalgadas, trekkings e tal, é de boa fazer isso por conta (cavalgadas e outras atividades são pagar e guiadas né, mas trekkings, caminhadas e tal...)?

Talvez valha a pena pegar guia pra alguns trekkings? Como estaremos em 6, é bom será?

 

Any chances de alcançar neve em Janeiro em algum lugar? Dificil, né? hehe

 

Penso em não reservar hotéis/hostels (vivento intensamente haha), até porque vai que resolvemos ficar menos tempo na cidade de Mendoza mesmo, e mais dias perto das montanhas, não sei... Mas é alta temporada, então não sei hahaha

 

Outra duvida também, só sobre as outras cidades e locais da Provincia. É válido conhecer elas também? Digo, algumas estão a mais de 400km de Mendoza, não sei se vale a pena, por exemplo San Agustín, Valle de la Luna, Parque Talampaya, San Rafael e Malargue... Rola conciliar alguns destes locais com a região do Aconcagua e arredores? Ou por causa da distancia, seria UM ou OUTRO? Li que as paisagens nesses lugares são incriveis, então to bem indeciso...

 

Dexculpa o textão, mas se vcs conseguirem me dar um helps seria de gigantesca ajuda hehe ;)

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Quanta coisa ein? Vamos lá, vou tentar te ajudar por tópicos objetivos e conforme o que puder.

 

1) 3 dia em Mendoza é = pouco proveito. 5 ou 6 dias já é melhor. Faça uma força para que seja no minimo 4 dias para que possa conhecer com calma. Mendoza é uma cidade maravilhosa e vale a pena esse tempo dedicado, vai por mim.

 

2) Como estão de carro, em 1 dia vocês fazem a Alta Montanha - saiam bem cedo e subam pela RN7, passem em Uspallata e vão até o mirante do Aconcágua- em um dia dá para ver tudo sum. Não acredito que seja vantajoso ir mais alem, a não ser que tenham tempo.

Passar uma noite em Uspallata parece bacana e eu sempre quis (já fui 3x para mendoza e não consegui ainda encaixar). Deixe essa opção caso sobre tempo no roteiro.

 

3)Caminhadas e Trekking existem sim, o problema é tempo nesse seu roteiro. Em janeiro o tempo é relativamente bom e dá para aproveitar o clima. Porem você precisa saber onde está indo e como são as trilhas, afinal vocês querem fazer por conta. Sempre é bom se informar. Se for fazer isso, tente encaixar com o dia seguinte a Uspallata.

 

4) Neve em janeiro - só nos picos e sem chance de você chegar perto, infelizmente. Mesmo assim, o visual é deslumbrante.

 

5) Eu recomendo que você reserve. Mendoza é uma região movimentada nesta época do ano e albergues bons são difíceis de terem vagas, ainda mais para 6 pessoas. Reserve pelo hostelworld com a opção de cancelamento caso mudem de ideia ou queiram ir para outro lugar em cima da hora.

 

6) Mendoza tem muita coisa para ser visitado e que demanda tempo e calma. De nada adianta você ficar correndo para cima e para baixo só para dizer que visitou. Tem que curtir o lugar. Tem os vinhedos (que eu recomendo você deixar o carro de lado e alugar umas bikes no Mr. Hugo para fazer a rota do vinho - em 6 é muito divertido!), os termas de Cacheuta na cordilheira, a noite na cidade, etc... ou seja, muita coisa perto. Deixe essas outras cidades para uma outra ocasião - minha opinião. Como disse, já fui 3x para lá e sempre tem coisa nova para fazer.

 

Espero ter ajudado um pouco.

Abraços

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Valeu Milton! Sério \o

1) É, vai ser 6 dias provavelmente ;)

 

2) Sobre o Alta montanha, agora que vc falou, acho que faço no dia depois que dormir em Uspallata, até por causa da aclimatação com a altitute (to cogitando subir o Cristo Redentor em Las Cuevas), isso se ajuda em algo, porque aí faço assim: Em um dia vou até Uspallata pelas RP52 (curvas), e já fico por lá, conheço Potrerillos e Uspallata, durmo, e já to mais perto do Aconcágua e no caminho do Alta Montanha... Ou deixo Potrerillos pra quando estiver voltando de Uspallata pra Mendoza... O que acha?

 

3) Sobre as trilhas, acho que vai ser melhor pegar um guia pra fazer elas... Talvez algumas por conta dê, mas outras... Não sei, de qualquer maneira, quando chegarmos em Mendoza, já vamos no centro de informação turistica pra ver tudo isso, caso não de pra acertar antes.

 

4) Já imaginava... Enfim, não é ultra necessário chegar na neve também haha

 

5) Verdade, me liguei agora só... Além de sermos em 6 (isso até que é relativamente bom, pq dá pra pegar um dormitório só pra nós, em alguns holstels), ainda vai um cachorrinho junto, então dificulta mais ainda :/

 

6) Concordo com você... Até porque trabalhamos igual uns cavalos pra tirar férias agora, pra relaxar hahaha. Capaz de voltar pior do que como foi

Sobre os vinhedos, não bebemos, masv mesmo assim dizem que vale o passeio, então, tá nos planos. Bicicleta também é uma MUITO boa... vou ver isso também.

 

Vou continuar pesquisando aqui, qualquer duvida, pergunto de novo hahah

Valeu ;)

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Opa, que isso.

 

Vamos lá

 

1) Ótimo. Você vai ver que sempre tem alguma coisa para fazer, desde atividades mais puxadas até as light.

 

2) A primeira opção é mais viável logisticamente. Não se preocupe com aclimatização, lá não é como La Paz ou Cuzco onde você realmente sente a diferença. Apenas leve uma 2a pele ou jaqueta básica pq mesmo com Sol o vento é frio.

 

3) Vá numa boa. Você vai ver que tanto no Mirante do Aconcágua como no cristo tem diversas trilhas paralelas que você pode fazer. Agora algo mais elaborado precisa de planejamento e dicas de quem conhece.

 

4) Relaxa, você vai ver um dos visuais mais maravilhosos que temos. Ver neve não será sua prioridade. Tire muitas fotos! Veja algumas que tirei em 2012.

 

5) Cachorro na viagem? certifique-se de que o albergue aceita. SE querem um quarto para os 6 tem que ir pensando em reservar já para evitar que não tenha o numero exato disponivel. Eu recomendo o albergue Empedrado (Já fiquei em 5 albergues lá em Mendoza) esse é o melhor desde a localização, Staff, estrutura e café da manhã.

 

6) Eu acho que independente se vocês bebem ou não, a rota do vinho é deslumbrante. As paisagens são fabulosas e não existe apenas vinhedos. Há lugares para degustar azeitonas, patês, licores, chocolate, geléias, etc...além disso, é nesta região que você encontra um maravilhoso almoço colonial - só se informar qual vinícolas possuem a opção no dia que alugar a bike. Eu recomento esse passeio, ainda mais em grupo. É muito divertido.

 

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Uma das inúmeras ruas perto das vinicolas. Detalhe para os ciclistas que alugam as bikes.

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Opa! Valeu pela resposta ;)

 

1) Great ;)

 

2) Aham, é que lendo uns relatos vi que em alguns o pessoa ficava enjoado, ou com dor de cabeça e tal no Alta Montanha (principalmente Las Cuevas e no Cristo Redentor, eles supõe que seja ou comida, ou altitude, se for altitude, vai que dormindo em Uspallata evite algo assim... não sei...

 

3) É, não vai ser nada grandioso haha Por conta dá de boa acho.

 

4) Massa, é não ligo taaanto assim, se for bonito, tá valendo.

 

5) É, medo disso... Decidimos viajar há na metade do mês passado, ta tendo pouco tempo pra planejar, e nem sabe se vai dar pra viajar mesmo por causa do money... To com muito receio por causa dos hotéis...

 

6) Anotado ;)

 

Valeu Milton ;)

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Galera, alguem ja ficou no hotel Sienna, ou Imperial? Nao achei nada sobre eles aqui no forum...

OU, tem indicaçao de hotéis, ou hostels que aceitam animais? Falando animais parece até um bicho gigante, mas não, é um pinscher zero haha

Valeu:)

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    • Por VoandoAltoFH
      Pessoal,
      Vou fazer um relato detalhado do Mochilão que fiz no comecinho deste ano, mas que lembrei só agora de postar aqui neste site.
      O legal de tudo isso é que registrei em videos, então estará bem fácil entender o passo a passo da viagem.
      Foram no total 32 dias de viagem e gastei R$ 13.560,00 para 2 pessoas, incluindo TUDO (hospedagem, comida, passagem aérea, passagem de ônibus, seguro viagem, passeios, transporte, taxi, mercado, museu, gorjeta, entrada de parques, etc)!!! Considerando que a cotação do dólar na época beiravam os R$ 3,85 posso dizer que em moeda americana saiu por US$ 3.522,00.
      Ressalto que se dividir o valor por pessoa, acabou saindo então por R$ 6.780,00 ou US$ 1.761,00 por pessoa aproximadamente. 
      Então, acredito que saiu bem barato e aproveitei muito a viagem.
      Todos os episódios estão registrados no meu canal do Youtube, mas postarei um pouco mais detalhado aqui, já que o conteúdo é escrito.
      Mas quem tiver curiosidades, poderá assistir por lá.
       
      Canal Voando Alto
       
      Abs!
    • Por VoandoAltoFH
      Assista em Video no Youtube - Mendoza
       
      Vou comentar sobre dicas, curiosidades e os pontos turísticos visitados aqui na cidade de Mendoza, na Argentina.
      Como tinha somente 1 dia pra visitar o local, decidi focar somente no centro da cidade. Mas caso queira conhecer bem a localidade, acredito que sejam necessários pelo menos 3 a 4 dias.
      Mas o que fazer em Mendoza? 
      Além do centro da cidade, o principal é realizar os passeios como, 
      Tour de Vinhos, visita ao Aconcágua, a Cordilheira dos Andes, Termas e o resourt de Ski, se estiver no inverno.
      Existem outros tipos de passeios que não recomendo, pois você conseguiria fazer em qualquer outro lugar, como rafting, tirolesa, passeios à cavalo ou de bicicleta. Não vale a pena gastar dinheiro com isso, fora que estará pagando alto, por ser um ponto turístico.
      E aqui temos as ruas de Mendoza, tome cuidado ao caminhar, pois terá um monte de buracos na calçada, se você estiver descuidado ou utilizando o celular, com certeza vai tomar um belo tombo ou se machucar.
      Esses buracos ou caminhos, foram feito para irrigar as árvores da cidade, com a água que vem do degelo das montanhas. Então verá um monte de árvores ao lado desses buracos e o bom de tudo isso é ver que a cidade é bem arborizada.
      Estamos aqui na Plaza Carlos Pellegrini, que é o ponto de encontro do Walking Tour da Vivimza, que seriam passeios à pé, em troco de gorjetas. 
      Não gostei muito desse grupo, pois achei um pouco tediante, já que passava muito mais informações técnicas da cidade, achei que estava mais numa sala de aula e por pouco não fugi no 
      meio do trajeto.
      Outro ponto que não gostei, foi que ao invés de falar que o valor de contribuição das gorjetas sejam livres, meio que estipulava um teto mínimo que deveria receber, por exemplo: "O mínimo que geralmente as pessoas me dão é de US$ 5,00 ou US$ 10,00". 
      Desculpe, mas eu dou o quanto eu achar necessário, se o serviço for bom.
      Bom! Voltando, posso dizer que tinha uma espectativa da cidade, talvez seja por isso que a minha decepção foi grande. 
      Para quem já visitou a cidade de Gramado e suas vinícolas, lá no Rio Grande do Sul, que foi o meu caso, talvez se decepcione um pouco. Já que esperava algo próximo ou semelhante, mas não 
      foi o caso.
      Já que a cidade era um pouco pacato, as construções eram bem simples, bem de cidades do interior e não estou desmerecendo isso. 
      Não tinha muito policiamento na cidade, haviam alguns problemas sociais como mendigos e moradores de rua. E não era muito recomendado caminhar longe do centro da cidade ou quando 
      anoitecer, isso era a dica da própria guia.
      Essa é um das 5 pracas principais da cidades, no fundo o Edificio Da Vinci, que tem 22 andares.
      E a Plaza Independencia que é a maior e a principal da cidade. Tive o azar porque quase toda a cidade estava em reformas, tudo fechado.
      E o porque eu mostrei um prédio de 22 andares aquela hora? Não é grande coisa, mas lembre-se que em Mendoza temos terremotos, já que fica na região próxima das placas tectônicas ou o círculo de fogo do Pacífico. Não é para espantar, mas fiquem cientes disso.
      Outra curiosidade em Mendoza, temos a famosa "Siesta" que é o famoso cochilo que o pessoal tem no horário da tarde geralmente vai das 13:30 até as 16:30. A grande maioria das lojas fecham todos os dias, menos Mc Donalds, alguns restaurantes, supermercados e vinícolas. Praticamente as ruas ficam desertas.
      Em relação à casa de câmbio, posso recomendar o Cambio Santiago, que fica na esquina entre as Av. San Martin e a Rua Catamarca. 
      Recomendo lá porque era um estabelecimento seguro e confiável. Evite efetuar o câmbio diretamente com pessoas na rua, você pode até ter uma pequena vantagem na cotação, mas pode ter 
      problemas com dinheiro falso, evite este risco. 

      * Links
      - Walking Tour Vivimza ou Tours for Tips (Existem outros melhores)
      https://vivimza.com/
      - Cambio Santiago em Mendoza
      Av. San Martín 1199, M5500 Mendoza, Argentina
      http://www.cambiosantiago.com.ar/
    • Por hmarinioficial
      Beleza??
      Em Fevereiro/Março vou mochilar pela famosa Ruta 40! Vou chegar de sp em bus até Mendoza e de lá descer pela 40 até a Patagonia! Gostaria de saber se alguem já fez essa viagem e se tem algum povoado ou lugar que não posso deixar de conhecer!(Fora os já famosos!)...vou em uma viagem sem data marcada de volta...mas tenho que levar em consideração os 3 meses de visto que vão me dar...já que por essas cidades não vou ter extrenjeria para pedir mais 90 dias....(tenho como saída cruzar até o Chile e voltar)
      Aguardo opniões e dicas! Valeu!!! E espero que todos viagem muito em suas vidas!!
    • Por Danilo Gabriel
      Uma viagem de 5.470 km de carro para conhecer a Cordilheira dos Andes.
      Mendoza, Ruta 52, Cristo Redentor de Los Andes.
      PARTIDA PARA A GRANDE AVENTURA
       https://www.youtube.com/watch?v=uVHc7Qqjovw&t=24s
       
      “Um dia é preciso parar de sonhar e, de algum modo, partir. (Amyr Klink)”
      Dia 23 de dezembro de 2018, um domingo, foi o dia escolhido para o inicio da grande aventura, malas prontas, mapas impressos, veículo revisado, bike fixa no transbike e a ansiedade toma conta de nós. Primeiro dia percorremos quase 900 km, a parte mais longa de toda viagem, com estradas sinuosas, subidas e muito calor.
                  Minha esposa Elizete, preparou os lanches e bebidas para passarmos o dia na estrada, e logo ao clarear do dia partimos de Blumenau rumo a São Borja no Rio Grande do Sul.
                  Optamos em fazer pequenas paradas aproximadamente entre 200 e 250 quilômetros percorridos, para ir ao banheiro, abastecer e fazer nossos lanches.
                  Cada quilômetro percorrido é possível ver a mudança de hábitos e costumes nos locais que vamos passando. Primeiro vem a subida para a região serrana com suas Araucárias exuberantes por toda parte. Quando paramos em Lagoa Vermelha já no Rio Grande do Sul, o sotaque gaúcho fica evidente, e apesar do muito calor, é comum ver os gaúchos com o tradicional chimarrão.
      Encontramos uma linda e sombrosa árvore na cidade de Lagoa Vermelha e nesta sombra paramos para fazer um lanche caprichado. Hora de conferir se a bike continua firme no transbike, ela vai ser essencial para eu conhecer lugares míticos na Argentina.
                  Conforme vamos avançando em território gaúcho, muitas fazendas com plantações de um verde marcante vão surgindo, o vento faz um balançar nessas plantações parecendo pequenas ondas no mar. Muitas borboletas voam tranquilamente desafiando o trânsito, e infelizmente muitas acabam se chocando contra os veículos.
                  A viagem segue tranqüila pela RS 285, pois muitos já estão no litoral nesse dia e o transito é abaixo do esperado. Chegamos fim da tarde em São Borja, local escolhido para nossa parada de pernoite. Hospedamos-nos na Pousada Hotel Imigrantes, bem na entrada da cidade, local singelo, mas tranqüilo e aconchegante.
      São Borja é uma das cidades mais importantes da histórica política brasileira. É onde nasceram os ex-presidentes da República, Getúlio Vargas e João Goulart. Fundado em 1682 pelos padres jesuítas, o município faz fronteira com a cidade de Santo Tomé, na província de Corrientes, Argentina. 
                  Ao cair da tarde o som das cigarras é estridente e o pôr do sol mais parece uma pintura, e majestoso o sol vai saindo dando lugar a uma noite estrelada.
                  Para tirar o cansaço da viagem e esticar um pouco as pernas, pego minha mountain bike e dou uma pequena volta pela simpática cidade. A noite vamos de carro a procura de uma lanchonete, e logo em seguida voltamos ao hotel para descansar, pois o próximo dia promete, vamos entrar na Argentina.
                  Partimos antes das oito horas, mas o céu azul e o sol raiando indica que teremos mais um dia de muito calor. Eu e minha esposa já saímos de casa com resfriado, causando um pouco de mal estar, mas não impedindo de desfrutar o lindo trajeto e descobrir nomes não comuns de algumas cidades que vamos passando, como a cidade de Não-Me-Toque no RS.
                  Saindo de São Borja ficamos na dúvida se atravessamos pela ponte internacional e já adentramos em Santo Tomé na Argentina ou se continuamos em terras brasileiras até Uruguaiana, a distância é a mesma, mas com algumas informações colhidas na internet, decidimos ir por Uruguaiana.
      Os motivos que nos fez decidir por este caminho de 180 km foi os seguintes:
      * Por Uruguaiana não tem pedágio (na ponte Internacional em São Borja ouvimos dizer que o pedágio é de R$50,00)
      *Dizem que a policia no lado Argentino nessa região é tendenciosa a cobrar propina.
      Infelizmente a estrada de São Borja até Uruguaiana está em péssimas condições, muitos buracos e mal conservada, e se não bastasse isso, sobre o rio Ibicuí na divisa da cidade de Itaqui com Uruguaiana existe uma ponte que antigamente era ferroviária (imagina a idade dela) e foi transformada em mão única sua travessia, com controle de sinaleira nas cabeceiras para não dar problema de encontros inesperados. A espera para passar por ela foi pouca, o que nos deixou com medo foi verificar a deterioração desta ponte. Inclusive somente após passar por ela e que fomos pesquisar sobre a mesma, pois ficamos indignados com seu mau estado. Olha que encontrei em nota oficial no site da AMFRO.
      Ponte Ferroviária adaptada à rodovia BR 472, existente sobre o Rio Ibicuí, na divisa dos Municípios de ITAQUI e URUGUAIANA”, por unanimidade, decidiram encaminhar a V. Ex.ª o presente ofício, expondo e vindicando o que segue:
      1 – Dado ao entendimento que é elevado o grau de degradação em que se encontram as partes de alvenaria e algumas peças metálicas que compõem a antiga Ponte, em especial, quanto a resistência dos materiais frente à demanda pelo tráfego de cargas pesadas.
      2 – Temerosas com a deterioração, desgastes e ondulações (hoje observados a olho nu, inclusive por leigos), muitas pessoas entendem que é forte a possibilidade d’a Ponte repentinamente ruir, pela falência estrutural e de materiais.
      Olhando por este lado o pedágio de R$50,00 seria mais indicado...mas é um tanto duvidoso este valor, será que não estão explorando sabendo que por segurança a maioria dos veículos acabam passando pela ponte internacional de São Borja???
      Já sobre a policia corrupta não temos mais informações, fomos parados muitas vezes até chegar em Mendoza, mas próximo a fronteira somente uma vez, e sem exceção sempre fomos abordados com educação pela policia. Na maioria das paradas era solicitado somente documento de identidade e documento do veículo. Em uma parada tive que fazer bafômetro, em outras pediam um dos itens de segurança, alguns ficavam curiosos com a bike em cima do teto, queriam saber por onde andaria, quantas marchas tem a bike, etc...Realmente não tivemos nenhum incomodo com a tal policia corrupta, que por sinal também tem no Brasil.
       
      ENTRANDO EM TERRITÓRIO ARGENTINO
       
                  Após percorrer os caóticos quilômetros até Uruguaiana, finalmente chegamos a Aduana, iríamos cruzar a fronteira, para nós era tudo novidade.
                  Uma fiscal da Receita Federal da Argentina que veio conferir os documentos do veículo me mandou encostar ao lado e solicitou uma declaração da bike que estava levando, lá fui eu atrás da sala da Receita Federal do Brasil, que ficava bem próxima solicitar a tal declaração. Chegando lá expliquei o que me pediram, levei a nota fiscal da minha bike, e a chefe do setor brasileiro disse que não faria, pois a nota não ultrapassava dois mil dólares na conversão da moeda, e abaixo deste valor não é necessário a tal declaração. Entendi como uma picuinha entre eles, mas não queria ser alvo desse desafeto. Pedi educadamente que ela explicasse isso para a fiscal argentina, e ela se levantou e foi mesmo lá explicar, e ficou entendido entre elas que poderia passar sem fazer a declaração, se por acaso a policia me questionasse era para mostrar a nota fiscal, mas em nenhuma situação precisei mostrar a nota fiscal.
      Fizemos a migração, guardamos os comprovantes para mostrar na saída do país, e finalmente percorremos os primeiros quilômetros em terras argentinas.
      A qualidade das estradas mudou rapidamente, melhorando consideravelmente na Argentina. Muitas vias de concreto, autopistas bem sinalizadas, com limites de velocidade bem diferente do Brasil, algumas com limite de 140 km. Começava as infinitas retas, muitos quilômetros de retas, planícies intermináveis, nem de binóculo você conseguiria enxergar algum morro mais distante. Trechos de até 100 km sem ter posto de combustível, por isso é muito importante não deixar baixar de meio tanque.
      O que nos deixou impressionado foi o pouquíssimo movimento de veículos, em certa parte da viagem, em uma pista simples que o acostamento era de gramado, paramos e fizemos algumas fotos e uma rápida filmagem bem no meio da pista, e durante estes minutos nenhum carro passou por nós.
      Muito interessante você num instante está falando com pessoas em português, passa uma fronteira, e muda a língua e costumes em questão de metros percorridos.
      Nosso objetivo nesse segundo dia de viagem era chegar até a pequena cidade de Saturnino M Laspiur, município de Córdoba. Mas antes de chegar lá passamos por alguns lugares interessantes. O Túnel Subfluvial Raúl Uranga, anteriormente conhecido como Túnel Subfluvial Hernandarias, é um túnel rodoviário submerso que liga as províncias de Entre Ríos e Santa Fé na Argentina, cruzando o rio Paraná entre a capital de Entre Ríos, Paraná, foi inaugurado em 1969.
      Em Santa Fé o GPS nos orientou pelo caminho mais curto, e nos levou a cruzar o centro da cidade até chegar na Ruta 158. Observamos muitos pedintes nas sinaleiras, inclusive muitos jovens, alguns mal encarados e duvidosos nas suas atitudes. Sem chances de parar, pelo menos na região que passamos.
      Diferente da região gaucha onde tinha muitas borboletas, começamos a encontrar muitas libélulas, a frente do carro e a bike ficaram com muito desses insetos grudados no fim do dia. Mais próximo do fim da tarde, começamos a observar muitos pássaros em revoada, saindo do meio das infinitas plantações ao lado da rodovia. Também é comum ver uma espécie grande de gavião que fica na beira das estradas.
      No fim da tarde chegamos na cidade de Saturnino, um pequena cidade agrícola, muito simpática e com uma bonita praça central. Ficamos na hospedaje Quique, que encontrei por acaso no Google maps. Eles não possuem site, consegui contato através do Facebook e tem uma boa recomendação, e realmente surpreendeu o aconchego desse lugar, com camas confortáveis e um bom ar condicionado, e claro um bom preço. O Sr. Quique é uma pessoa simples, querido e receptivo, e o mascote dele foi um show a parte, um cachorro que foi nos recepciona no carro com uma pinha na boca, é lógico que queria brincar, a Nadine jogou a pinha mais adiante e o cachorro foi buscar de imediato e voltou e largou a pinha nos pés dela pedindo mais....ele não cansava da brincadeira, mas nós estávamos exaustos.
      Para relaxar as pernas fui dar uma pequena volta de bike pelas ruas da cidade, que em poucos minutos foi possível percorrer toda cidade. Claro que não poderia deixar da fazer uma foto bacana na praça da cidade, ao lado de um antigo canhão de guerra com a bandeira da Argentina ao lado, meus primeiros quilômetros de bike pela Argentina. A Elizete e a Nadine também aproveitaram para caminhar na praça e fazer algumas fotos.
      O Natal mais diferente de nossas vidas, dia 25 de dezembro acordamos revigorados e prontos para pegar a estrada por mais 720 km até Mendoza, mas um pequeno imprevisto logo cedo. Ficamos esperando o Sr. Quique abrir a sala de refeição para o desayuno (café da manhã) e ele preocupado veio nos informar que somente durante dois dias do ano não é servido o café da manhã, sendo dia 25 de dezembro e 01 de janeiro, justo os dias que pernoitamos ali....que coisa!!! Mas isso não nos desanimou, apesar de não termos nada para comer seguimos viagem até encontrar um posto com conveniência. Algo que chamou nossa atenção é os lanches nas conveniências, que tem de vários formatos (quadrados, retangulares, duplos, triplos) mas sempre os mesmos sabores, queso y ramon crudo ou cozido (queijo e presunto cru ou cozido) Simplesmente não encontramos outros tipos de lanches. Outra coisa que presenciamos muito é cachorro por toda parte, comum ter dentro dos postos, da conveniência, no banheiro, nas praças.
      Seguindo nosso caminho, neste dia já na ruta 7 passamos pelo Arco del Desaguadero (Entrada San Luis - Mendoza) também conhecida como Tierra del Sol y del Buen Vino, e nos dias que estivemos em Mendoza pudemos presenciar o sol com todo seu esplendor, e claro que fomos conhecer uma Bodega (vinícola) e tomar o bom vinho.
                    Após tantos quilometros de reta, a emoção foi tomando conta quando começamos a avistar uma silhueta de montanha, a Cordilheira dos Andes. Muitas vinículas foram surgindo pelo caminho, Mendoza estava próximo!   Foi emocionante entrar na cidade, passando pela avenida San Martin, toda arborizada num contraste de construções antigas com outras mais novas, belas e bem cuidadas praças. Chegamos com facilidade no hostel e tratamos de descarregar o carro e fomos as compras no mercado bem em frente ao hostel. Optei por um quarto que tinha sua própria cozinha e banheiro, o hostel Departamentos Avenida San Martim nos agradou bastante.                      Ja a noite quando estávamos nos preparando para dormir, próximo das 22:00 horas começamos a ouvir galhos batendo contra o telhado e barulho de vento, e quando saio do quarto para verificar o que esta acontecendo, levo um susto com o tanto de vento e logo em seguida uma forte chuva desaba, e para deixar mais dramático, muito granizo acompanha a chuva. Nosso carro está estacionado na rua, e fico muito preocupado com o tanto de granizo que cai incessante. Saio catando os tapetes da entrada do hostel para por em cima carro, mas claro que não resolve muita coisa. Em uma cidade em que a quantidade de chuvas de um ano é pouco mais do que a de um mês no Rio Grande do Sul, Mendoza vive praticamente da água que vem do degelo da Cordilheira dos Andes. Por toda cidade se veem canais na calçada por onde circula água para hidratar as árvores e jardins, e a chuvarada que presenciamos acaba inundando alguns canais, e tenho que sair debaixo do granizo para muda o carro de lugar. Interessante que apesar do caos causado por tanta chuva, os mendocinos continuam circulando de carro e ônibus normalmente, como se nada estivesse acontecendo.           Ao amanhecer levanto e curioso saio para dar uma volta de bike ao redor, e o  que vejo é as estradas cobertas de folhas, que de certa forma protegeram um pouco o carro. O céu se pronuncia num azul de brigadeiro. Em toda a zona central da cidade existem árvores gigantes fechando as ruas por cima e criando um ambiente muito agradável de sombra, numa terra em que o calor é considerável. Refrescam o verão e, ao perderem suas folhas no inverno, deixam o fraco sol de inverno entrar pelas ruas largas, aquecendo os ânimos. Os mendocinos curtem a vida, um bom lugar para comprovar isso é a rua Sarmiento tomada por um mar de guarda-sóis coloridos e mesinhas nas calçadas, onde eles gostam de se reunir, seja para saborear uma empanada assada em forno a lenha com uma taça de vinho, ou para um almoço completo, ou ainda para tomar algo, como dizem por lá.                       No dia 26 decidimos não andar de carro, ficamos o dia todo caminhando pela cidade, assim conhecendo com mais detalhes esta linda cidade. Deliciamos-nos com muitos sorvetes, que são excelentes!!! Depois de experimentar muitos sabores, elegemos o de limon granizado como o mais interessante. Almoçamos na rua Peatonal Sarmiento, que tem muitas opções de restaurante. No transito de Mendoza encontramos alguns veículos bem antigos, alguns citroen 3CV, o pequeno motor bicilíndrico refrigerado a ar de 602 cm3 e pouco mais de 30 cv, também encontramos alguns Fiat 600 (igual o carro usado nos filmes do Mr.Bean)  inclusive fiz uma foto ao lado de um, me senti um gigante perto do carro. Mendoza tem regras próprias, como a siesta e o horário do jantar, bem tarde, Em Mendoza existe a tradicional "siesta” que é das 13h00 às 17h00 onde todo o comércio da cidade se encontra fechando, retornando às suas atividades após as 17h00. Nesse horário a cidade parece abandonada, pode-se atravessar as ruas de olho fechado, ninguém circula durante a siesta. Achei bem tranqüilo pedalar por Mendoza, mesmo com trânsito, se mostrou mais seguro que na minha cidade de Blumenau.                Também fizemos boa parte do cambio do Real para o Peso Argentino em Mendoza, bem próximo a Peatonal Sarmiento.             O trecho de três quadras que liga a Plaza Independência à Avenida San Martín é um dos mais belos passeios de Mendoza. Ao longo de três quadras, com circulação apenas para pedestres, você poderá caminhar em meio ao verde das grandes árvores, sentar-se em gazebos aconchegantes ou simplesmente ver a vida mendocina passar. A rua é repleta de bares e restaurantes, com mesas ao ar livre, para todos os gostos. Lá o movimento vai do início da manhã ao final da noite. É difícil escolher onde sentar-se. Com sorte, você poderá ver um bom show de rua, sempre com boa música, que acontecem por lá, e nós paramos para apreciar uma linda apresentação de um violinista, que encantou nossa filha Nadine, que estuda música e toca violino.
                  Voltamos ao hostel para fazer nossa janta, tomar a popular cerveja Quilmes e o delicioso refrigerante Pritty limón. Hora de dormir e aguardar o próximo dia, dia de explorar a cordilheira dos Andes.
       
      RUTA 52 – CORDILHEIRA DOS ANDES
      A Ruta Provincial 52 é uma continuação da Av. General San Martín, uma longa avenida que atravessa a cidade de Mendoza. Ao sair da área urbana a paisagem se torna desértica, com vegetação típica de climas áridos, e a estrada possui uma reta imensa, com cerca de 15 km de extensão. As únicas construções existentes neste longo trecho sem curvas são uma fábrica de cimento e a unidade engarrafadora da água mineral Villavicencio, uma das águas mais conhecidas na Argentina, cuja fonte se encontra na Reserva Natural que originou o seu nome.
      No meio do caminho há uma espécie de portal com pedras pintadas de branco, que são ruínas do Monumento Histórico de Canota, construído em 1935 em homenagem ao General San Martín, pois foi neste local que ele, em 1817, tomou a decisão de separar em duas partes seu exército de 5 mil homens para cruzar os Andes rumo ao território chileno. Pouco depois deste monumento termina a grande reta e a estrada, que se torna mais estreita e com um pavimento um pouco mais precário, começa seu caminho sinuoso rumo às montanhas da pré-Cordilheira. Este caminho, que antigamente era a única ligação entre Mendoza e Santiago, é popularmente conhecido como estrada das 365 curvas ou Camino de Las 365 Curvas.
       A Cordilheira dos Andes é uma vasta cadeia montanhosa, formada por um sistema contínuo de montanhas ao longo da costa ocidental da América do Sul. A Cordilheira dos Andes protege o continente Sul americano de todas as correntes marítimas, por isso influencia tanto em nosso clima. Seu relevo é abrupto, planalto e, na maior parte coberto de gelo. Há vulcões em atividades, é a maior cadeia de montanhas do mundo (em comprimento), e em seus trechos mais largos chega a 160 km do extremo leste ao oeste. Sua altitude média gira em torno de 4000 m e seu https://www.youtube.com/watch?v=uVHc7Qqjovw&t=24s ponto culminante é o monte Aconcágua, com 6 962 m de altitude. A cordilheira dos Andes se estende desde a Venezuela até a Patagônia, atravessando todo o continente sul-americano.                A expectativa era grande por esse dia, um dos principais pontos turísticos que estava em nosso roteiro. Saímos cedo para percorrer aproximadamente 40 km de carro até reserva natural Villavicencio, ponto onde eu continuei de bike até Uspallata, pedalando mais 57 km com 1.880 metros de elevação, e alcançando a altitude máxima de 3.000 metros, subindo ininterruptamente 25 km, a subida mais longa que já fiz na minha vida. Só para ter uma idéia, a serra do Rio do Rastro tem aproximados 16 km de subida.           A medida que ganhava altitude, a vegetação ia diminuindo, a cada curva um suspiro de admiração, uma paisagem ímpar e maravilhosa, aos poucos a imponente Cordilheira dos Andes se mostrava mais.                Elizete e a Nadine estavam encantadas com a beleza do lugar, e assim fomos avançando montanha acima, elas indo de carro e acompanhado minha saga de subir essa longa montanha de bike. Boa parte do trajeto é seguro e fácil de passar de carro, somente tem que ficar atento a alguma pedra que pode rolar montanha abaixo. Paramos várias vezes para contemplar a paisagem, muitas fotos para ficar registrado. Como diz o popular ditado, uma fotografia pode valer por mil palavras, assim pode-se definir as fotos desse lugar mágico.         Mais ou menos na metade da subida surge um imprevisto, avisto de longe o carro parado e elas olhando para o pneu, uma pedra causa um rasgo no pneu traseiro. Mas isso não é motivo para reclamar ou desanimar, tivemos que tirar toda bagagem do porta molas para poder trocar com o pneu de reserva, mas fizemos a tarefa nos divertindo e rindo da situação, sabendo que seria um causo para contar posteriormente. Feito a troca seguimos viagem, e logo a frente avistamos os primeiro Guanacos. “O guanaco, assim como a lhama, é um mamífero ruminante da América do Sul. Ao contrário das outras espécies de camelídeos, este animal tem pelagem mais curta, podendo passar quatro dias sem água. Vive em grandes alturas, próximas aos 4 000 metros.”                A medida que nos aproximamos dos 3.000 de altitude, á paisagem muda rapidamente, parecendo mais uma região de deserto, praticamente nenhuma espécie de vegetais. Paramos mais uma vez num local com uma vista espetacular da cadeia de montanhas, e ali fizemos um agradecimento a Deus por poder estar nesse lugar, ficamos escutando o som da montanha com o vento batendo, e a impressão que temos é que estamos mais próximos de Deus. A Nadine aproveita o momento para tocar seu ukulele e juntos cantamos a música Ousado Amor.   “ ...Traz luz para as sombras, escala montanhas pra me encontrar, derruba muralhas destrói as mentiras pra me encontrar...”
                 
                  O cume da ruta 52 está a 3.000 de altitude, e nesse ponto apesar de estarmos em pleno verão a temperatura já é bem baixa e com a presença de um vento muito gelado. Ao redor a magnífica imagem de montanhas congeladas. Bem no topo tem um monumento denominado Cruz Del Paramillos, onde fizemos algumas fotos e iniciamos a longa decida até Uspallata. As meninas sentem com a altitude, a Nadine chega a pegar no sono sem perceber, e a Elizete também tem momentos de sonolência e um pouco de dor de cabeça.
      Nesse ponto a bike atinge facilmente 60 km e avança muito mais rápido que os carros, e diferente da subida que tinha 365 curvas a descida tem longas retas e curvas leves, o freio é usado somente para aliviar a velocidade e esperar que as meninas não fiquem muito distante, pois fico preocupado com o sintoma delas.
      Chegando na pitoresca e simpática cidade de Uspallata, vamos almoçar no restaurante El Rancho, comida deliciosa mas bem mais caro do que vínhamos pagando. A preocupação era arrumar o pneu do carro que furou no caminho, e por coincidência tinha uma borracharia bem ao lado do restaurante. Desse ponto em diante a bike volta para o transbike (mas deu uma vontade enorme de continuar de bike, quem sabe numa próxima...) e seguimos rumo a Las Cuevas, última cidade antes da fronteira com Chile.
      O caminho até Las Cuevas segue pela ruta 7 e com 84 km a serem percorridos, saindo de 1800 metros até alcançar 3200 de altitude. A paisagem é de tirar o fôlego, é impossível não nos sentirmos pequenos frente a tamanha magnitude da Cordilheira dos Andes. Impressionante a mudança de cores que se seguem em cada montanha, tons de verde, outros cinza, marrom claro e muitas outras tonalidades. O trajeto em si não é de extremo perigo, o trânsito é tranqüilo nessa época, mas exige muita atenção. Há alguns trechos em que um deslizamento de terra ou pedra perece iminente. No inverno por causa das nevascas é obrigatório ter correntes para passar nessa região. Atravessamos alguns túneis estreitos, e enfrentamos bastante vento, teve momentos que fiquei preocupado se o rack do teto iria suportar, ficava dando uns estalos fortes. Passamos por alguns cicloturistas com seus alforjes carregados, numa velocidade baixíssima, lutando contra o vento e as longas subidas. Para alguns isso pode parecer loucura, mas a sensação de liberdade e de conquista parece como estampado em suas faces, uma odisséia de respeito.
      Chegamos quase fim da tarde em Las Cuevas, o céu com um intenso azul, sombra em quase toda cidade que é encravada entre os Cerros Tolosa (5.432 m) e Navarro (4.547 m), o sol batendo nos picos das montanhas, muito gelo por toda parte, uma paisagem surreal.
       
      CRISTO REDENTOR DE LOS ANDES
       
                  A poucos quilômetros da fronteira com a República do Chile, Las Cuevas é uma alternativa diferente, em uma paisagem imponente. Lugar ideal para ambientação de quem vai escalar o Aconcagua. Las Cuevas é um pitoresco povoado de alta montanha. Entre seus atrativos se destacam suas casas de estilo nórdico e escandinavo, feitas com troncos e pedras. Uma de suas construções mais características é um edifício com um grande portal que era caminho obrigatório para o Chile.
      Nós escolhemos ficar no hostel Portezuelo Del Viento, onde o Juan Pablo nos atendeu muitíssimo bem. Foi o local que mais gostamos de ter ficado hospedado, o atendimento nota dez, ambiente rústico mas acolhedor, fica de frente para a entrada do caminho ao Cristo Redentor de Los Andes. Assim que chegamos e descarregamos as malas, Pablo nos alertou que a temperatura cairia rapidamente ao anoitecer, e após tudo arrumado no quarto resolvemos ir para fora tirar umas fotos, e realmente já estava muito frio, um vento cortante que gelou o corpo rapidamente. O hostel é muito bem equipado com aquecedores, deixando super agradável o ambiente, sem falar as histórias que Pablo contava com muita empolgação, relatando algumas aventuras de escalada ao Aconcágua, no qual ficamos sabendo que ele é um conhecido e renomado guia de escalada.
      Arrependi-me de não ter ficado mais um dia nesse local e explorar um pouco as trilhas ao redor, mas mesmo assim conseguimos visitar o que tinha planejado. De manhã após o café subimos de carro ao Cristo Redentor de Los Andes. Este trajeto é fechado durante o inverno, pois acumula muito gelo, e tivemos sorte que a estrada estava transitável a veículos pequenos. È uma subida de 9 km bem íngreme, que precisa bastante atenção na direção. Nosso carro 1.0 sofreu um pouco, nessa altura é comum a perca de potência, mas isso não impediu que nosso valente chegasse aos 4.000 de altitude. Chegar ao topo dessa montanha foi surreal, foi o ponto mais alto que atingimos. Inacreditável poder chegar até a placa que limita a Argentina com o Chile. Durante a subida passamos por vários pontos com gelo, e quase chegando ao topo passamos por um corredor de quase 2 metros de gelo.
                  “O Cristo Redentor dos Andes é um monumento na Cordilheira Principal dos Andes, a 3.832 metros acima do nível médio do mar, na fronteira entre a Argentina e o Chile. Foi revelado em 13 de março de 1904 como uma celebração da resolução pacífica da disputa de fronteira entre os dois países.”
                  Junto ao monumento tem um alojamento militar de adestramento operacional brigada de montanha. Mesmo sendo pleno verão o frio é intenso nesse lugar, o vento chega a ser perturbador. Eu vi que era possível subir um pouco mais a pé, uma pequena trilha leva a um ponto mais alto, eu não resisti e encarei essa trilha pedregosa, e nesse momento foi possível sentir um pouco o ar mais rarefeito. O visual é estonteante, é possível visualizar uma parte do antigo caminho que levava ao Chile.
      Voltamos boquiabertos com tanta beleza natural, as montanhas me fascina. Chegando ao hostel a Elizete e a Nadine já sentiam os efeitos da montanha, com enjôo, tonturas e dor de cabeça. Eu então comecei a me arrumar para subir a segunda vez ao Cristo, desta vez de bike. Minha esposa me questionou se tinha certeza que faria isso, e sem hesitar um segundo respondi que não perderia esse momento por nada. Um motociclista que tinha pernoitado no hostel veio verificar minha bike, me questionou sobre minha relação de 36 dentes, duvidando que conseguisse subir a montanha sem parar. Isso de certa forma me instigou a tentar subir os 9 km sem parada, e claro que consegui, pena que ao voltar ele já tinha partido kkkk. Foi difícil no começo, pois não consegui me aquecer, e minha ansiedade era grande, mas assim que subi o primeiro quilometro fui ajustando o ritmo e curtindo o visual, passando a centímetros do peral e superando a difícil subida. Foi uma sensação indescritível chegar ao topo pedalando, uma turista americana veio me parabenizar e quis saber o tempo que levei para subir, mostrei no celular a marca de 1:16 hora. Claro que subindo esquentou bastante o corpo, mas em poucos minutos o corpo esfriou, bateu uma rajada de vento que tive que me segurar para não cair. Resolvi descer logo para não travar a musculatura, e pelo incrível que pareça a descida foi um pouco tensa, em certo momento precisei parar devido a força do vento, mas cheguei em segurança ao hostel, com a felicidade estampada na face. Lembrei de um dizer que li em uma garrafa térmica logo cedo...” Hoy vas a conquistar el cielo sin mirar lo alto que queda del suelo. (De la canción "Ella", de la cantante española Bebe)
                  Terminamos de arrumar a bagagem e começamos a volta para Mendoza, agora eu também me sentia um pouco tonto, parecia que não tinha controle da altura da minha própria voz. Nossa intenção era parar em alguns pontos turísticos entre Las Cuevas e Uspallata, mas as meninas estavam bem enjoadas e sem ânimo para mais paradas. Fizemos somente uma parada, na entrada do parque provincial Aconcágua, a imponente montanha com 6.961 metros de altitude, o ponto mais alto da América. Por ser a montanha mais alta da América desafia todos os anos montanhistas de todo mundo a escalá-la
                  Mais uma vez ficamos admirados com a beleza das cores da montanha, e a medida que vamos descendo o calor vai aumentando e o enjôo vai diminuindo. Fizemos uma parada no dique Potrerillos, que é uma barragem localizada no Rio Mendoza, com um grande lago verde-turquesa. A barragem foi construída entre 1999 e 2003 por um consórcio formado pelas Industrias Metalúrgicas Pescarmona e Cartellone para fornecer controle de inundações, hidroeletricidade e água de irrigação.
       
      ULTIMAS VISITAS E VOLTA PARA CASA
       
                  De volta a Mendoza ficamos hospedados no hostel Restó del Teatro, um antigo casarão muito bem localizado para quem quer ficar próximo ao centro, e ao lado da Plaza Indepencia. O quarto deixou a desejar, já sabíamos que não teria ar condicionado (eu pensava que não faria falta) mas devido ao grande calor que fez nesses dias o ar condicionado fez muita falta, e o ventilador de teto funcionava precariamente, parecia que a qualquer momento cairia. Mas isso não nos desanimou, até porque o café da manhã servido foi o melhor de toda viagem. Aproveitamos para conhecer um pouco mais a cidade, e claro experimentar mais sorvetes. Uma sorveteria muito boa que conhecemos foi a da Famiglia Perin, com grande variedade e sabores deliciosos.
      Como é conhecido Mendoza, a terra do sol e do bom vinho, não poderíamos deixar de conhecer uma Bodega (vinícola), e a escolhida está localizada em Luján de Cuyo, a bodega Renacer. A visitação é possível somente com hora marcada, isso fizemos ainda no Brasil. Optamos por uma visita acompanhado de almoço, algo comum na maioria das bodegas. Uma refeição diferenciada com o chef Sebastián, com pratos deliciosos, montados de uma forma criativa, e claro servido com um bom vinho. Escolhemos no menu o prato de 03 passos com destaque para tiradito de novillo a la piedra e ao ojo de bife, foi de lamber os beiços. Muitos vinhos malbec argentinos são premiados internacionalmente, e realmente fica difícil escolher o melhor.
      Tivemos mais um dia livre em Mendoza, e nesse dia aproveitei para fazer mais um pedal. Pesquisando descobri um local muito freqüentado por esportistas, o Cerro Arco. Para chegar nesse local passei pela charmosa Avenida Del Libertador, adentrando por portões enormes ao parque General San Martin.
      “O Parque General San Martín é o mais antigo parque de Mendoza, fica próximo à Cordilheira dos Andes e é um dos maiores parques da Argentina. Foram plantadas árvores e plantas numa área de aproximadamente 307 hectares e o que era um deserto se tornou um enorme oásis, um verdadeiro jardim botânico. Feitos com ferro fundido, os portões do parque foram comprados em Paris em 1908. Um condor e um escudo de Mendoza tornam a estrutura ainda mais imponente. É um ótimo passeio para caminhadas e para apreciar o jardim que, por sinal, é muito bem cuidado. Os destaques do espaço são as praças, os lugares para piqueniques e churrascos, a bela Fonte dos Continentes, um Monumento ao Exército dos Andes em homenagem ao General San Martin, bem no topo do Cerro da Glória. Pela pista que circunda o grande lago artificial do lugar transitam ciclistas, corredores, patinadores e skatistas. Vários eventos gratuitos são realizados no parque, incluindo concertos públicos de orquestra, apresentações de bandas e grupos de danças folclóricas.Dentro do parque estão localizados, além do zoológico, o Museu de Ciências Naturais e Antropológicas, o anfiteatro do Teatro Grego Frank Romero Day, onde acontece a Festa da Vendímia, o Estádio Provincial Malvinas Argentina, a Universidade Nacional de Cuyo e até um clube de golfe!”
                  Na parte alta da cidade tem vários condomínios luxuosos e logo a frente já era possível avistar o imponente Cerro Arco. Foi uma subida muito sinuosa e com muitas pedras soltas em 4,5 km. Fiquei espantado com a quantidade de pessoas treinando ou simplesmente praticando uma caminhada. Algo que nunca vi no Brasil, e olha que já tive o privilégio de subir várias serras e morros conhecidos em Santa Catarina. Pelo incrível que pareça, esse dia amanheceu gelado, isso que no dia anterior fez 38 graus. Acredito que a mudança de direção do vento trouxe o ar gelado da cordilheira dos Andes, mudando radicalmente a temperatura, mas o céu continuava azul sem nuvens.
                  Voltando ao hostel com aquela sensação de ter conhecido mais um lugar espetacular, fui logo convocando as meninas para irmos ao parque General San Martin de carro. O parque é muito grande, e passamos um bom tempo nele. O Cerro da la Glória é visita indispensável, com um incrível monumento, uma merecida homenagem ao exército. A história de Mendoza vibra e se faz presente neste morro e em seu monumento.
                  Ficamos muito satisfeito com o que conhecemos em Mendoza, procuramos sempre que possível conversar com as pessoas e aprender mais sobre a cultura deles. A conversa se deu desde com atendentes das lojas, dos hostels, outros turistas e até morador de rua. Claro que é visível a insatisfação da população com a política argentina, uma nação em crise econômica e política. Espero um dia voltar a Argentina e conhecer mais lugares, pois a Argentina tem um potencial turístico enorme, principalmente para quem gosta de aventura e paisagens singulares.
                  Dia 31 de dezembro iniciamos a volta para casa, 03 dias de viagem. Optamos em voltar pelo mesmo caminho, inclusive paramos na mesma hospedagem do Sr.Quique em Saturnino Laspiur para passar a virada do ano. Algo muito diferente, uma cidade com aproximadamente 2496 habitantes a festa é bem singela comparando com nossas festas de virada. Ao anoitecer os moradores foram montando suas mesas e cadeiras na frente de suas casas em plena ruta 158 esperando para festejar o novo ano. Tentamos ficar acordados para participar com eles da virada, mas o cansaço nos dominou e cabamos dormindo. Graças a Deus todo nosso retorno foi sem percalços, mesmo pegando uma tempestade no segundo dia de viagem, causando um pouco de tensão.
                  Ao passarmos na alfândega para fazer a migração, encontramos o pátio alagado de tanta chuva que caiu minutos antes. Assim que passamos para o lado brasileiro bateu uma certa nostalgia por tudo que vivemos na Argentina, um sentimento de satisfação por ter decidido realizar essa viagem. Tudo começou com um sonho, parecia distante, difícil de conquistar, mas com perseverança, economia, e muita vontade de experimentar algo novo, conquistamos nosso sonho.
       
       
      Lindolf Bell: Menor que meu sonho não posso ser
      LIVRO PRONTO mochileiros.docx





    • Por Wes Bonfante
      Olá, pessoal, saio neste sábado, 13 de julho de Niterói, Rio de Janeiro, em direção a Santiago no Chile de mochilão. Quero descer até Montevideo, visitar Buenos Aires novamente, Mendoza, e seguir até Santiago. Queria chegar em Santiago até dia 22 de julho. Gostaria de dicas diversas, sobre o caminho a percorrer, segurança, banhos, tempo, também aceito ofertas para couchsurfing... Ah, preciso de seguro viagem pra cada lugar? 


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