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Olá viajante!

Bora viajar?

Patagônia Norte Argentina no verão: Bariloche, El Bolsón, Villa La Angostura e San Martin de los Andes sem neve (só nos picos das montanhas)

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Olá mochilers!! Acabei de voltar de viagem de uma região muito visitada pelos brasileiros no inverno, mas bem pouco no verão, a Patagônia Norte Argentina. A viagem foi focada em trilhas, mas também rolou bike e praias de rios e lagos. Teve também alguns dias em Buenos Aires antes e depois, porque comprei meu voo "quebrado": São Paulo - Buenos Aires- São Paulo, pela Air Canadá (melhor preço, considerando que incluía uma mala despachada),e Buenos Aires - Bariloche - Buenos Aires pela Aerolíneas Argentinas, tb com mala despachada. Compras assim ficou mais barato que pela opção multidestinos, e pra mim sempre é um prazer passar por Buenos Aires. Em relação ao câmbio, trocamos um pouco e mandamos um pouco por western union. Em ambos pegamos a cotação 1 real para 68 pesos, só que o wester union cobra uma taxa, proporcional ao quanto vc mandou, e onde eu saquei tb cobrarm comissão de 1%. Pra mim não foi muito vantajoso, pq peguei fila de 1 hora e o local me deu tudo em notas de 100 e 200 pesos. Um calhamaço de dinheiro. Troquei no pagfacil da praça de El Bolsón.

Vou concentrar aqui o relato da Patagônia:, de 10 a 19 de janeiro.

Dia 1 - voo para Bariloche, retirada do carro alugado - alugamos com a empresa Fit Car Rental, diretamente com eles por whatsapp, pagamento via wester union (cotação blue) antecipado - tudo bem com o carro, muito mais barato que alugando pela rentcars, total com seguro full por 9 diárias e umas horas a mais 1900 reais. Em Bariloche nos hospedamos em um airbnb na altura do km 13 da Avenida Bustillo. Achamos ótimo se hospedar por lá, tem mercado bem perto e está próximo das principais atrações da cidade. Deixamos as malas e fomos almoçar num espaço de foodtruks chamado Manduka, ali comemos um sanduíche de cordero braseado no forno a lenha e as primeiras pintas de cerveza artesanal local. O lanche 2000 pesos, a pinta 700 pesos. Dali fomos para o Cerro Campanário, subimos pelas aerosillas (teleférico) , valor 2200 pesos. estava um dia lindo mas com muito vento. A vista lá é incrível, sem palavras. Descemos e fomos tomar mais umas cervezas no Manduka (é quase do lado da entrada do Cerro). Depois mercado (o La Anonima tem em todas as cidades da Patagônia e tem bastante variedade em padaria, queijos, vinhos e carnes; o Todo achamos muito básico, embora um pouco mais barato). Preço de mercado muito bom, vinhos bons a partir de 9 reais!!!! Gasolina cerca de R$ 2,50 o litro!!! Isso mesmo!

Dia 2 - Fizemos o Circuito Chico de bike! Deixei previamente reservado 3 bikes (fui com marido e filho de 13 anos) por whatsapp, mas o pagamento foi só lá mesmo, no Circuito Chico Adventure. Mountain bikes novas, aro 29. Valor do dia 5400 pesos. Vale muito a pena o rolê, mas é pesado. São aproximadamente 30 km com muitas subidas. O circuito passa por lagos, arroyos e cerros, além do Parque Municipal Llao Llao, que tem trilhas curtas e médias, tudo gratuito. Passamos o dia fazendo o circuito. Ao lado do arroyo Lopes tem um parador bem charmoso pra tomar um café, comer um pancho (cachorro quente, 700 pesos) ou sanduíches frios, como de presunto cru e queijo (foi minha escolha), pelo mesmo preço. Na entrada do parque municpal, onde tem a casinha do guardaparque, tem um mini trailer de café que é imperdível para tomar um chocolate caliente, o qual na Argentina sempre é chocolate de verdade derretido em leite quente, e não achocolatado. Nesse dia conseguimos fazer a pequena trilha Sendero de los Arrayanes, onde uma passarela de madeira abraça alguns exemplares dessa árvore de casca cor de canela, crescimento lento e tortuoso, bem rara mas que possui um bosque na região (acessado por passeio de barco, não fizemos). Pegamos a bike as 11 e devolvemos as 17h. Mortos. Fomos pra casa descansar e a noite fomos conhecer o centro de Bariloche. Pra mim vale a pena só pra comprar chocolates. Recomendo a Rapanui, na Av. Mitre, onde vende o incrível FRANUI, framboesas banhadas em chocolate branco e em chocolate amargo, 890 pesos. Das melhores comidas da viagem. Nesse dia também comi uma pasta incrível, raviolone (um ravióli grande) de espinafre com recheio de abóbora (calabaza, sempre presente nos pratos deles) e molho de cogumelos nativos. Esse foi uns 1600 pesos também numa praça com foodtruks na avenida mitre.

Día 3 - Voltamos pro Circuito Chico pra fazer algumas coisas que a bike não deixou. Fizemos a trilha do Cerro Llao Llao, no parque municipal. Subida de uns 45 minutos com uma vista linda, aliás a vista é linda ao longo da trilha inteira. Descemos e fomos até às prainhas de Villa Tacul. Esse dia estava mais quente, mas ainda bastante vento, então não teve vemos coragem de entrar na água, só tomamos um sol patagónico, que queima muito mais que eu imaginava e molhar os pés. Essas praias são do Lago Nahuel.Huapi, mas por estarem mais abrigadas pelo relevo, nelas venta menos e a água tende a ser menos gelada. Lembrando que quase todos os lagos da região são formados por degelo. Às prainhas tem vista maravilhosa, água incrivelmente transparente ,mas são de pedra, como a maioria da região, então não é fácil ficar entrando e saindo da água, o pessoal entra de crocs. Ali entre às prainhas também tem as ruínas de uma casa que dizem que o Hitler passou por lá. Dali fomos para a Colônia Suiza (tudo isso no Circuito Chico), lugar delícia para passear, comer, e ver artesanato. Recomendo o sorvete Jauja, que depois voltei a tomar em El Bolsón (a sorveteria é de lá), tomei o de arándano (mirtilo, ou Blueberry, é nativo da região) nesse dia, preços a partir de 600 pesos. Dali fomos pra casa e fizemos nosso asado, compramos uns bifes de chorizo e provoleta no mercado Lá anônima, um vino tinto, e nós sentimos os verdadeiros patacóns. Vantagens de alugar uma casinha, aliás, essa super recomendada, posso mandar o link.

 

Dia 4- Deixamos nossa casinha e fomos para o Cerro Tronador. Fica dentro do Parque Nacional Nahuel Huapi, entrada 3500 pesos. 40 km de estrada de rípio, como horários para ir e para voltar. Ida das 10:30 as 13:30. Entramos logo que abriu. A paisagem até lá é espetacular, a estrada bem ruim, perigosa, cheia de curvas e precipícios. Destaque para a área "Los rápidos", um ponto do Rio Manso, para o Lago Mascardi, que tem um tom verde azulado absurdo e para o Mirador Isla Corazón, uma ilha no lago Mascardi com esse formato. Incrível. Depois de quase duas horas, chegamos em Pampa Linda, um micro centrinho onde está o guardaparque, um camping, um albergue e uma pousada. Todos servem desayuno, almuerzo e cena. A maioria das pessoas que vai pra lá vai de van dessas de passeio, só para passar o dia. Nós dormimos uma noite no Albergue para aproveitar melhor tudo o que queríamos fazer ali e pegar os pontos mais vazios. Chegamos, deixamos as malas no albergue (quartos e banheiros compartilhados, 5500 pesos por pessoa sem café da manhã), fomos comer ali, hamburguesa com papa frita por volta de 1800 pesos. Fomos fazer a primeira trilha do dia , Saltillo de las Nalcas, trilha curtinha para uma cachoeira bem bonitinha. O caminho é lindo, destaque para a ponte com vista pro Tronador. Dali , de carro, uns 7 km acima, fomos para o Ventisquero Negro, um dos 7 glaciares do Cerro Tronador, cujo degelo arrasta sedimentos e deixa uma coloração escura, e forma um lago verde água leitoso, onde bóiam icebergs bebês. Chorei. Desse lago forma o Rio Manso, que citei acima, que mantém a mesma cor , cruza a cordilheira e vai desaguar no Pacífico. Por fim , um quilometro acima, chegamos até a base do Cerro Tronador, um paredão de onde se vê o Glaciar Alerce, e algumas cachoeiras. Alifizemos a trilha Garganta do Diabo, também curta, mas com bastante subida, onde adentramos neste paredão e vemos as cachoeiras mais de perto. Ali também tinha vários lugares com neve. Lindo demais. Pegamos esses dois lugares, que costumam ter bastante turista, totalmente vazios, pois subimos a hora que as vans de passeio já estão voltando. Voltamos com o sol começando a descer (por do sol na região no verão é entre 21:30 e 22h). Banho e fomos tomar uma sopinha no restaurante do camping. 2000 pesos a sopa de abóbora com cenoura, deliciosa mas pequena. As coisas no cerro tronador são caras, mas dá pra entender pelo isolamento total do lugar.  Tínhamos levado um vinho, e tomamos com a sopa, e depois no saguão do albergue, onde tinha uma galera comendo, bebendo e conversando sobre as aventuras do dia.

Logo mais continua...

 

 

 

 

 

 

 

 

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Editado por JanaCometti

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Que relato maravilhoso!

Há alguma diferença da estrutura dos locais? Pretendo ficar proxima a Colonia Suiza...

As trilhas são bem demarcadas ou precisaram de GPS?

 

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Muito bom o relato, vou deixar salvo aqui pq essa é minha próxima parada, talvez daqui 1 mês. 

Ah e uma pergunta, vc viu artesãos e artistas de rua? Será que é um lugar tranquilo pra trabalhar assim?

Editado por Felypez
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8 horas atrás, Hugo Henrique disse:

Que relato maravilhoso!

Há alguma diferença da estrutura dos locais? Pretendo ficar proxima a Colonia Suiza...

As trilhas são bem demarcadas ou precisaram de GPS?

 

Valeu Hugo!!! Todas as trilhas que fizemos estavam super bem.demarcadas, e em todas tinha gente fazendo, então qualquer dúvida era só perguntar. Mas não precisamos não.

Em relação a se hospedar perto da Colônia Suiza, eu achei a região linda, mas não tem muitos serviços...na Colônia em si tem lojinhas, restaurantes, mas nem sei se fica tudo aberto.fora de temporada...agora mercado, farmácia, essas coisas básicas não tem...recomendo bastante a região que fiquei (perto do.km 13), passa ônibus na Av Bustillo,se não estiver de carro.

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1 hora atrás, Felypez disse:

Muito bom o relato, vou deixar salvo aqui pq essa é minha próxima parada, talvez daqui 1 mês. 

Ah e uma pergunta, vc viu artesãos e artistas de rua? Será que é um lugar tranquilo pra trabalhar assim?

Valeu, Felipe! É uma região linda demais! Vou terminar o relato logo mais!!

Tem bastante gente vendendo artesanato sim! Galera de motorhome expondo produtos pra seguir viagem, pessoal do.macramê, músicos, malabares. Não sei se existe algum tipo de fiscalização, mas na Colônia Suiza foi o lugar de Bariloche que mais vi , e também.nis faróis da cidade. 

Não sei se pretende ir a El Bolsón...la tem.yma feira regional e de artesanías bem grande, muito artista de rua na região da plaza pagano ( a praça central),  lá creio que não teria problema pra isso.

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Continuando mais um pouco...

Dia 5 - Acordamos cedo, fomos tomar o desayuno no albergue, 1500 pesos o café com duas tostadas, mermelada e manteca. Já arrumamos as malas e deixamos no carro (o que eu não recomendo porque tem alguns alertas por aí de arrombamentos de carro pra pegar malas, casacos, NUNCA deixe nada visível dentro do carro em Bariloche, se for deixar, que seja no porta malas). Nesse dia fizemos a trilga para o mirador do Glaciar Castanho Overa. Essa trilha requer registro de treking no site do parque http://www.nahuelhuapi.gov.ar/, na lateral direita onde diz "registro de trekking", lá vc ve se a trilha que quer fazer está habilitada e se registra, é um controle deles, já houve casos de pessoas perdidas nas trilhas então seria para ajudar eles a localizarem. Pode fazer o registro 48h antes. Eu deixei pra fazer na hora no posto do guardaparque (unico lugar com internet em Pampa Linda), mas no dia a internet não estava funcionando...então, faça antes se possível... me orientaram a deixar um papel com nossos dados e a trilha que faríamos por baixo da porta do guarda (que estava fechado), e foi o que fizemos. A trilha tem um total de 14 km, cerca de 2h30min cada perna, nós fizemos em menos tempo. A trilha é autoguiada, está impecável, no começo é um caminho bem aberto, passa uma ponte linda, daí fecha, tem vários cortes de caminho indicados com placas de animais da região. A vegetação é lindíssima, tipo bosque da Chapeuzinho Vermelho, árvores centenárias gigantescas. Quando falta uns 10 minutos pra chegar vc já começa a ver as cachoeiras e o glaciar, é imponente, jurássico, emocionante. Chorei. Exploramos o local, tiramos fotos, comemos lanchinhos e começamos a voltar, demoramos 1h45 min na volta, em ritmo acelerado. A trilha é longa mas não tem grandes subidas. Almoçamos na hosteria de Pampa Linda, comemos milanesa com papa frita, uns 2400 pesos, e um strudel de manzana com doce de leite e creme maravilhoso, 1000 pesos. 

Dali fomos para El Bolsón, quase 3 horas de viagem, respeitando o horário de volta da estrada (das 16 as 19h), quase duas horas de rípio até chegar na Ruta 40. Ah, a Ruta 40!! Uma paiasgem maravilhosa a cada curva, aliás muitas curvas e descidas dali até El Bolson. Chegamos na nossa hospedagem, uns chalés um pouco fora do centro, Maranatha Bolsón, lá pelas 19 h. Mercado, cerveza artesanal e pizza na Plaza Pagano, não lembro o preço mas coisa de uns 2000 pesos a pizza de 8 pedaços, a cerveza meio "tabelada" a 700 pesos a pinta (500 ml).

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Editado por JanaCometti

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50 minutos atrás, JanaCometti disse:

Continuando mais um pouco...

Dia 5 - Acordamos cedo, fomos tomar o desayuno no albergue, 1500 pesos o café com duas tostadas, mermelada e manteca. Já arrumamos as malas e deixamos no carro (o que eu não recomendo porque tem alguns alertas por aí de arrombamentos de carro pra pegar malas, casacos, NUNCA deixe nada visível dentro do carro em Bariloche, se for deixar, que seja no porta malas). Nesse dia fizemos a trilga para o mirador do Glaciar Castanho Overa. Essa trilha requer registro de treking no site do parque http://www.nahuelhuapi.gov.ar/, na lateral direita onde diz "registro de trekking", lá vc ve se a trilha que quer fazer está habilitada e se registra, é um controle deles, já houve casos de pessoas perdidas nas trilhas então seria para ajudar eles a localizarem. Pode fazer o registro 48h antes. Eu deixei pra fazer na hora no posto do guardaparque (unico lugar com internet em Pampa Linda), mas no dia a internet não estava funcionando...então, faça antes se possível... me orientaram a deixar um papel com nossos dados e a trilha que faríamos por baixo da porta do guarda (que estava fechado), e foi o que fizemos. A trilha tem um total de 14 km, cerca de 2h30min cada perna, nós fizemos em menos tempo. A trilha é autoguiada, está impecável, no começo é um caminho bem aberto, passa uma ponte linda, daí fecha, tem vários cortes de caminho indicados com placas de animais da região. A vegetação é lindíssima, tipo bosque da Chapeuzinho Vermelho, árvores centenárias gigantescas. Quando falta uns 10 minutos pra chegar vc já começa a ver as cachoeiras e o glaciar, é imponente, jurássico, emocionante. Chorei. Exploramos o local, tiramos fotos, comemos lanchinhos e começamos a voltar, demoramos 1h45 min na volta, em ritmo acelerado. A trilha é longa mas não tem grandes subidas. Almoçamos na hosteria de Pampa Linda, comemos milanesa com papa frita, uns 2400 pesos, e um strudel de manzana com doce de leite e creme maravilhoso, 1000 pesos. 

Dali fomos para El Bolsón, quase 3 horas de viagem, respeitando o horário de volta da estrada (das 16 as 19h), quase duas horas de rípio até chegar na Ruta 40. Ah, a Ruta 40!! Uma paiasgem maravilhosa a cada curva, aliás muitas curvas e descidas dali até El Bolson. Chegamos na nossa hospedagem, uns chalés um pouco fora do centro, Maranatha Bolsón, lá pelas 19 h. Mercado, cerveza artesanal e pizza na Plaza Pagano, não lembro o preço mas coisa de uns 2000 pesos a pizza de 8 pedaços, a cerveza meio "tabelada" a 700 pesos a pinta (500 ml).

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Que ótimo relato de viagem, Bariloche é muito mais que esquiar e ver neve. Região lindíssima. 

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3 horas atrás, casal100 disse:

Que ótimo relato de viagem, Bariloche é muito mais que esquiar e ver neve. Região lindíssima. 

Obrigada!!! Sim, tem tanta coisa linda pra ver por lá!! E o brasileiro só vai no inverno! Que deve ser lindo também, mas que não dá pra aproveitar esse lado das trilhas e lagos...

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@JanaComettiEu prefiro San Martín a Bariloche e no outono,pois até o começo de maio não neva e as árvores estão com as folhas amarelas ou vermelhas, porém acho que nunca mais vou,pois o foco são viagens mais longas.Porém, surgiram 2 dúvidas aqui:Foi a Colônia Suiza de bicicleta? Havia um micro que ia lá, se não me falha a memória o número 10.Outra é a subida ao Tronador que havia horário.Pela manhã só subia e a tarde só descia, não existe mais essa restrição? 

Aguardando a continuação do relato. 

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12 horas atrás, D FABIANO disse:

@JanaComettiEu prefiro San Martín a Bariloche e no outono,pois até o começo de maio não neva e as árvores estão com as folhas amarelas ou vermelhas, porém acho que nunca mais vou,pois o foco são viagens mais longas.Porém, surgiram 2 dúvidas aqui:Foi a Colônia Suiza de bicicleta? Havia um micro que ia lá, se não me falha a memória o número 10.Outra é a subida ao Tronador que havia horário.Pela manhã só subia e a tarde só descia, não existe mais essa restrição? 

Aguardando a continuação do relato. 

D Fabiano, se quiser faço um roteiro de 1 mês pra vc só na região de Bariloche, aproveita enquanto ainda é de graça kkkk, brincadeira, é que tem MUITA coisa pra fazer na região, sem dúvida daria um mês de roteiro. 

Eu TB amei San Martin de los Andes, mas eu acredito que a impressão que se tem de Bariloche é diferente dependendo do bairro em que se hospeda. O meu parecia bem cidadezinha do interior e minha casinha estava a dez minutos a pé da praia, Bem delícia!

Acho que Bariloche é incrível o ano todo, tudo depende do que quer fazer lá. Para passeios de contemplação tenho certeza que o outono e o inverno são os mais lindos. Mas para curtir os lagos e trilhar, que era meu objetivo, sem dúvida o verão é melhor.

E em relação ao Tronador, sim, esses horários valem desde Los Rápidos até Pampa Linda. Só subida das 10:30 as 13:30 e só descida das 16 as 19h. Mas de Pampa Linda até a base do Tronador pode subir e descer a qualquer hora (dá 8 km esse trajeto).

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Mais um pouquinho...

Dia 6: Acordamos mais tarde nesse dia, cansados do batidão dos dois dias anteriores, aproveitei pra lavar roupa (a dona dos chalés disponibiliza a máquina de lavar) de manhã. Compramos empanadas numa panaderia no centro de El Bolson, na altura da plaza Pagano, do outro lado da rua, não vou lembrar o nome mas custavam 300 pesos e eram muito boas, e fomos para a Feria de Artesanos da cidade, que é a maior da Patagônia e uma das maiores da Argentina. Só artesanato e produtos locais, muitos cosméticos naturais, óleos essencias, inclusive óleo de cannabis, que na Argentina se compra sem receita médica, facas, artesanato em madeira, incensos artesanais, roupas, jóias em prata e pedras, plantas e vários carrinhos de comida, além de músicos e outras apresentações. A feira acontece de terça, quinta, sábado e domingo, e super movimenta a cidade. Nós adoramos uma feira de artesanato de verdade, além de adorarmos trocar ideia com a galera local, então um prato cheio. Dali fomos conhecer o Rio Azul inicialmente fomos ao Mirador e depois na costa do rio pegar praia. Coisa doida essa história de praia na Patagônia. Galera com seu mate, suas empanadas, crocs para andar nas pedras da beira e bora aproveitar o dia de sol, já que não saõ muitos no outono e no inverno são raros. Isso achei muito doido lá, o quanto eles aproveitam o dia e os espaços ao ar livre. Para ter uma base do local do rio que fomos, a indicação é o Camping Campo Base (pode colocar isso no google maps), ali na frente tem uma área que o rio fica fundo e uma pedra que alguns corajosos pulavam. Corajosos devido a temperatura da água. kkkk. Nesse dia me molhei até o peito, o rosto, o cabelo, mas não tive coragem de mergulhar. Pra acessa essa prainha, você passa por uma ponte colgante irada e faltando algumas madeiras. Mas o grande atrativo do local pra mim, além da cor da água, foram os patos que ora nadavam no rio, ora saíam atras de restos de comida da galera. Nesse ponto tinha um parador que vendia bebidas, cerveza latão stella 700 pesos e uns lanches, mas não vi o preço.

Saindo dali, e aproveitando que só escureceria as 22 h, fomos em direção ao Laberinto, que fica uns 10 km ao sul de El Bolson, en El Hoyo, e é o maior labirinto da América do Sul. Mas eis que na estrada vimos uma fumaça escura e espessa, e chegando mais perto presenciamos um incêndio patagônico, infelizmente comum no verão, que é a época seca. O incêndio foi bem perto do Laberinto, então ele estava fechado e a polícia não estava deixando passar. Sendo assim, voltamos pra cidade, fomos almoçar mas por volta das 17h os restaurantes não estavam servindo comida... comemos waffles nos food trucks da feira de artesanias (por volta de 1000 pesos, delicioosoo), compramos uma pinta de IPA e ficamos ali com os patacóns (assim é chamada a galera que vive na Patagônia) sentados na sombra na grama da praça vendo o movimento, ouvindo a galera tocando por ali... amo isso!!

Voltamos para jantar depois na Nordoeste, uma cervejaria linda com varal de luzinhas no jardim. Pintas 700, milanesa gigante com papas fritas (nesse dia pedimos com ensalada) 2400 pesos. Mas antes do jantar ficamos mais de uma hora conversando com nosso anfitrião, política, economia e os rumos da América Latina. Amo isso! No dia seguinte ele tava com uma camiseta do Che Guevara. 

 

El Bolson é vibe!!!

 

Dia 7: Dia de subir montanha!!! A maior parte de carro, até a plataforma de paraglider do Cerro Piltriquitron, que eles carinhosamente chamam de Piltri. O Piltri é onipresente na cidade, tipo o Cristo no Rio, todo lugar que vc tá vc vê ele. Piltriqutron, em mapiche, sigifica "colgado en las nubes", ou seja, encostado nas nuvens. Amo isso! Dá uns 40 munutos subindo por uma estrada de rípio cheia de curvas mas com um visual alucinante pro próprio Piltri e para a Cordilheira, branquinha mesmo no verão. Daí você faz uma trilha de uns 40 minutos até chegar ao Bosque Tallado, que são esculturas feitas em troncos de lengas (única espécie que cresce nessa altitude, 1450 metros) caídas devido a um incêndio que ocorreu no passado. Tudo isso com uma vista absurda. O recorrido compelto deve dar uns 40 minutos, são mais de 50 esculturas. Dali subimos mais uns 10 minutos (a trilha toda é beeeeem inclinada, queima as panturrilhas) e chegar até o Refúgio de Montanha, que oferece alojamento, pizzas, café e cerveza artesanal, a 1500 metros de altitude. Do refúgio há a possibilidade de subir mais cerca de duas horas e chegar no cume do cerro. Paramos no refúgio.

Para descer todo santo ajuda, e depois tinha a descida de carro também. Paramos na cidade para um sorvete (tinhamos almoçado empanadas da mesma panadeira que falei, que tínhamos passado na ida pra comprar). Fomos na Jauja, que já conhecíamos da Colonia Suiza, que é daqui e fica bem na plraça. Esse dia pedi de framboesa com dulce de leche, maravilhoso. O tamanho que eu pedia, bem grandinho, era 800 pesos. Daí fui sacar dinheiro no wester union e perdi uma hora valiosa da viagem (queríamos ter ido dar um rolê pelo circuito mallin ahogado, um pouco afastado da cidade, e que tem umas cachoeiras), mas faz parte. Já que era assim, então fomos as compras para o nosso segundo asado da viagem, compramos a dupla perfeita provoleta e ojo de bife, e vinho tinto claro, e fomos terminar o dia de barriga cheia na nossa hospedagem.

El Bolson é vibe. Foram dois dias e meio em que não ouvi ninguém falando português, além de nós. Inclusive no dia da praia do rio, um menininho de uns 5 anos me olhava enquanto eu falava com meu filho, daí daqui a pouco ele manda : "que idioma hablán?" nunca tinha ouvido português!!!

 

 

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Editado por JanaCometti

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