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Raisa Rodarte

Lençóis Maranhenses, mais uma maravilha nacional!

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Olá mochileiros!

Depois de um bom tempo sem postar nada aqui, eis que retorno para dividir com vocês a viagem sensacional que eu e duas amigas fizemos há uns dias atrás para o Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses, que fica no estado do Maranhão e se estende por uma área de 155 mil hectares repleta de dunas de areia branca e fina e milhares de lagoas de águas cristalinas e doce. É um cenário espetacular, como eu nunca havia visto antes!

Nossa viagem aconteceu em junho de 2017. Os meses de junho, julho, agosto e setembro são considerados os melhores para a visitação, uma vez que o período de chuvas (responsável pelo enchimento das lagoas) concentra-se de dezembro a maio. Nos anos em que o período chuvoso é farto, a alta temporada costuma prolongar até outubro.

Partimos do aeroporto de Guarulhos em um vôo da Latam direto para São Luís, que totalizou 3h e 30min. Conseguimos uma tarifa com preço excelente (média de R$ 420 ida e volta, com as taxas inclusas), o que nos permitiu investir um pouco mais nos passeios.

O Parque não fica perto de São Luís. Dependendo de por onde você resolva iniciar a viagem, a distância pode chegar a 270 km. Há duas principais portas-de-entrada, as cidades de Barreirinhas e Santo Amaro do Maranhão, além da Vila de Atins. Barreirinhas é a mais conhecida e a mais bem estruturada para o turismo. Já Atins tem uma cara mais rústica e aventureira (mas podem ficar tranquilos, pois a história de que lá não tem energia elétrica, internet, sinal de telefone é balela!). Por outro lado, a vila realmente não dispõe de caixas eletrônicos e ruas asfaltadas e somente poucos locais aceitam cartão como forma de pagamento (o que também acontece em Santo Amaro). Leve dinheiro para tudo e, se possível, trocado. Santo Amaro é um meio-termo entre as duas.

Dia 01

Optamos iniciar nosso roteiro por Santo Amaro. A rota para lá é divida em duas partes. A primeira vai até o vilarejo de Sangue e pode ser feita de ônibus, táxi, carro normal ou van. Já a segunda (de Sangue à Santo Amaro) só com carro 4x4, pois todo o percurso é feito em estrada de areia fofa. Ou seja, não perca tempo e dinheiro alugando carro para visitar os Lençóis, o veículo não é apropriado.

Escolhemos ir de van (trajeto completo saiu por 60 reais). O serviço pode ser agendado com 1 ou 2 dias de antecedência e ele te busca no hotel, aeroporto, onde estiver. Saímos às 3hrs da manhã e chegamos em Sto Amaro por volta das 7h. Todo o serviço de transfer foi realizado com o Denílson tur (98) 98808-9190.

Ao chegar à Pousada (Bellas Águas) procuramos nos informar sobre a melhor maneira de deixar a cidade e seguir viagem em direção à Barreirinhas. Li em vários sites que o deslocamento entre algumas cidades era um pouco complicado, então o melhor a fazer era buscar maneiras de sair, logo na chegada. Isso foi uma dica valiosa, pois no domingo não tem transfer saindo de Sto Amaro no período da manhã (exceto transporte privativo). Como nosso roteiro estava bem apertado, não podíamos perder tempo. A solução foi reservar um “táxi” privativo para domingo, às 5hrs (valor total = R$ 400). Cabiam cinco pessoas, portanto com mais duas cada uma pagaria R$ 80 reais. Apenas R$ 10 a mais se comparado aos transportes tradicionais e tempo de 1h e meia, apenas.

Nosso primeiro passeio foi pras Lagoas América 1 e 2. Saímos às 9hrs e retornamos para o almoço. Almoçamos no Restaurante do Gordo, lugar muito simples, mas com comida boa, barata e porção generosa. Serviu a nós três e ainda sobrou para o jantar.

Á tarde, fomos para a Lagoa das Andorinhas (60 reais), com retorno previsto para as 19hrs. Nesse trajeto passamos por várias lagoas, entre elas a Lagoa das Gaivotas (famosíssima). Assistimos o pôr do sol do alto e foi lindo. Era semana de lua cheia e no caminho de volta ela resolveu dar o ar da graça.

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Na volta, antes de retornar à Pousada, os guias fazem uma paradinha estratégica na Praça central para um sorvete. O sorvete é artesanal e bem gostoso, com opções de frutas da região, como: bacuri, buriti, açaí juçara (não é o do palmito juçara!), cupuaçu, tapioca. Nesse local onde eles param, o sorvete é realmente muito bom, mas é caro e o atendimento é péssimo!! Não tome sorvete lá! Vá na Dona Marinilde (em frente ao restaurante Sol de Santo Amaro), sorvete delicioso, fabricação artesanal e preço excelente (picolés = 1 real, sorvete de massa = 2,50 a bola). Sério, não dá para comparar!

Dia 02

Levantamos cedo, tomamos o desjejum e saímos para um passeio de dia todo, o circuito Lagoa das Gaivotas e Betânia (80 reais), com almoço em um restaurante próximo à Lagoa da Betânia, no qual o prato famoso é a galinha-caipira. Na saída do hotel já faça o pedido para o guia, ele quem comunica o restaurante, aí você chega e o prato está semi-pronto.

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Visitamos lagoas lindíssimas no circuito todo, mas a que mais chamou a atenção foi a Lagoa Sem Nome, descoberta recentemente e, por isso ainda não havia sido batizada. O Júnior (guia) nos levou em lugares paradisíacos, de tirar o fôlego e sempre nos deixava muito à vontade para o banho. Não ficava no nosso encalço sabe, cronometrando o tempo no relógio... Uma maravilha!

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Paramos para o almoço e no período da tarde, mais lagoas. Ficamos mais de 2 horas na Lagoa Betânia. Lugar de águas mais agitadas, fazia até ondinhas. No fim da tarde, mais um pôr do sol, dessa vez na Lagoa das Gaivotas... Mais sorvete (Dona Marinilde, não se esqueça!), banho e jantar. Queríamos comer algo típico da região e resolvemos conhecer o restaurante Sol de Santo Amaro, que aceita cartão de crédito!!! Lá pedimos uma refeição mais tradicional e dois caldos de ovos (bem comum por lá).

Dia 03

Saímos de Santo Amaro às 5:30 da madrugada e chegamos em Barreirinhas às 7:10, há tempo de fazer o sobrevôo nos Lençóis Maranhenses. Inicialmente, pensamos em fazer esse passeio ao entardecer, mas seria difícil encaixar no nosso roteiro. Então, o fizemos no amanhecer mesmo e foi sensacional! Rolou até um arco-íris na volta. Você pode optar pelo Circuito completo ou pelo mais “simples”. O primeiro sobrevoa o Rio Preguiças, os vilarejos de Mandacaru (com o Farol) e Caburé, o delta do rio Preguiças, passando pelo Canto de Atins e por Atins, retornando por cima dos Grandes Lençóis; já a segunda opção sobrevoa os Grandes Lençóis por mais tempo, adentrando mais na região do Parque. Independente do circuito que escolher, serão 30 minutos de muita beleza! Vai por mim, vale muito a pena! Sobrevoamos com a Voar, com o piloto Antônio. Como estávamos em três, ele fez o passeio por 270 reais cada (originalmente custa R$ 300). Às 9:00 ele nos deixou de volta no hotel, onde pegamos a caminhonete para um dos circuitos mais famosos de Barreirinhas, o da Lagoa Azul (50 reais).

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Ah, esqueci de falar sobre o hotel de Barreirinhas, o Hotel Rio Preguiças. Ele não é nenhuma Brastemp, mas o custo X benefício compensa.

Para o Circuito da Lagoa Azul e o da Lagoa Bonita (que fizemos à tarde), tem que atravessar o rio Preguiças de balsa, que é relativamente rápido se não houver uma fila de caminhonetes aguardando. O valor da balsa já está incluso no total pago pelo passeio tá. O demorado mesmo é o trajeto de carro até as lagoas, pouco mais de 1 hora “sacolejando” sem parar. Se você tiver algum probleminha de coluna peça para ir dentro do carro e não na carroceria adaptada, pois no interior do veículo balança menos. Chegamos de carro até o marco do ICMBio, a partir dele seguimos a pé (pouca coisa). Visitamos três lagoas: Lagoa Esmeralda, Lagoa Azul e Lagoa da Paz. Todas muito bonitas! Única crítica ao passeio... O tempo para aproveitar cada uma das lagoas é curto demais :( Demora-se 1 h para chegar, 1 h para voltar e o início do passeio é às 8:30, com retorno para o almoço.

À tarde fomos para o Circuito da Lagoa Bonita. O trajeto de carro também é longo (~50 min) e sacode mais que o anterior. Esse passeio durou pouco mais, pois incluía o pôr-do-sol visto do alto das dunas. E põe alto nisso, na chegada ao parque tem uma subida beeeem íngreme, de uns 30 a 40 metros. Mas não entrem em pânico, há uma corda lateral que auxilia a subida do pessoal. Mas acredite tudo valerá à pena! A paisagem com a qual você se depara assim que termina de subir a ladeira é impressionante!!!! :)

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Lá nadamos na Lagoa do Maçarico, na Lagoa Bonita (cuja água é quentinha, quentinha) e na Lagoa do Clone, que recebeu esse nome, pois algumas cenas da novela “O Clone” foram gravadas lá.

À noite, jantamos no restaurante A Canoa, que fica na orla da cidade (indicação de um dos guias de lá). Ótimo restaurante, ambiente agradável. Aprovado! Independente do seu paladar, em Barreirinhas você provavelmente não terá dificuldade em encontrar um restaurante que seja do seu gosto (já nas outras localidades, as opções não são muito diversas).

Dia 04

Nosso próximo destino? Atins. Por esse motivo reservamos o dia para fazer o passeio de barco pelo rio Preguiças. O passeio é de ida e volta, mas como na ida ele chega bem próximo a Atins, pedimos ao piloteiro para nos deixar por lá. Como agendamos o passeio pelo hotel, eles nos cobraram 20 reais a mais para nos levar até o “porto” de Atins (total = 70 reais). Li em alguns posts que as pessoas conseguiram ir até Atins sem pagar nada a mais por isso. O que elas fizeram foi ir até a orla e contratar o passeio direto com os barqueiros que ficam ancorados lá. O que eu aprendi nessa viagem é: Negocie, mas sempre negocie na fonte!

Saímos às 8hrs do hotel e seguimos para o barco. O primeiro ponto de parada foi Vassouras, famoso pelos macacos-prego. Os animais são extremamente acostumados com a presença humana e não se intimidam com nada. Pelo contrário, eles podem até pular na sua cabeça ou puxar sua bolsa (sério, eu presenciei isso). Portanto, não dêem bobeira, não abram pacotes de biscoito na frente deles, eles pegam tudo!!! Se quiserem dar comida a eles, levem apenas frutas (banana, maçã...). Saindo de lá, fomos até Mandacaru, para ver o Farol. A subida é free e o visual é bem legal.

Fiquem atentos em Mandacaru! Logo na saída de lá, um guia se aproximou e nos perguntou se iríamos para Atins e o que faríamos lá. Falamos da Revoada dos Guarás e o cara se ofereceu para nos guiar. Recusamos. Aí ele começou a fazer uma pressão psicológica ferrenha! Disse, inclusive, que lá em Atins o preço era mais alto e que com ele teríamos desconto. Resumo da obra: Não fechamos nada com ele. Sempre desconfiem de abordagens muito invasivas! Mais tarde descobrimos que isso tem acontecido com frequência. Pessoas de outras regiões tentam conseguir turistas para passeios que não exigem guias credenciados pelo ICMBio (a Revoada dos Guarás é um desses passeios). Estes caras assediam os turistas, pressionando-os de uma forma abusiva, principalmente os estrangeiros. Isso acaba reduzindo a oferta de turistas para os guias nativos de Atins. Dica: você consegue resolver tudo a respeito dos seus passeios em Atins, em Atins.

Próxima parada: Caburé. Paramos lá para o almoço. Mais uma vez, quase caímos no conto das agências de turismo. Eles fecham acordos com certos restaurantes, então te levam para comer nos locais onde vão ganhar algo em troca. Mas descobrimos um restaurante bom, barato e de gente muito boa por lá, o Restaurante do Celso, que fica bem em frente ao mar (não ao rio). Vale muito a pena! O Seu Celso é muito simpático e a comida é uma delícia. O preço é excelente! Custa pelo menos a metade dos outros lugares.

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Pós-almoço, seguimos para Atins. A pousada de lá foi nos buscar no “porto” assim que chegamos. Pousadinha pequena, bem simples, com Wi-Fi (incrível!!) e mto bem localizada. Assim que chegamos, combinamos os passeios para mais tarde (Revoada dos Guarás e Plânctos Bioluminescentes), para o dia seguinte, a saída de Atins para Barreirinhas e fomos tomar um banho de mar. Atins é a única das três cidades pelas quais passamos que tem litoral. Ás 16hrs, fomos para o local combinado aguardar a revoada dos Guarás. Os guarás são aves lindíssimas de coloração vermelho-sangue (adultos) e cinza-escuro (jovens). Ao cair da noite, eles deslocam-se dos manguezais para seus dormitórios sobrevoando as dunas onde estávamos. É impressionante! E custou 30 reais.

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Ficamos, então, na expectativa do show bioluminescente dos plânctons. Não era uma boa semana para ver o fenômeno, pois era lua cheia. Mas, mesmo assim, às 19h fomos à praia. Procuramos um local escuro e começamos a andar chutando a água e não demorou muito até vermos as primeiras “faíscas”. À medida que a gente movimentava a água e as ondas quebravam foi possível observar um brilho amarelado na superfície, que se dissipava seguindo os movimentos da água. Pra gente, já estava lindo, até que o Sr. João (dono da Pousada) nos disse que o mais legal era NADAR com os plânctons. Ah, não demorou 1 segundo eu já tinha pulado na água e estava (pela primeira vez na vida) nadando no mar à noite e com plânctons bioluminescentes. No primeiro mergulho eu pirei!!! É surreal! Uma sensação que precisa ser vivida! Só para dar uma noção do que se parece: É como se você enrolasse piscas-piscas nos braços e pernas e fosse nadar no mar à noite. É MARAVILHOSO!

Dia 05

No dia seguinte, visitamos as Lagoas da Capivara e das Sete Mulheres no período da manhã (70 reais). No almoço resolvemos provar o famosíssimo prato de camarão grelhado do restaurante do Seu Antônio. Na verdade tem dois restaurantes muito conhecidos por esse prato, o do Seu Antônio e da Dona Luzia. Estávamos em dúvida a respeito de em qual dos dois ir, e resolvemos ir ao do Seu Antônio. O prato de camarão é lindo (são 20 camarões enormes que vem inteiros e abertos), ele vem acompanhado de arroz, farofa, feijão e salada. Mas o atendimento não foi legal, principalmente quando chegou uma família de estrangeiros e toda a atenção foi para eles.

Depois fomos conhecer a Lagoa Tropical (uma das mais famosas de Atins) e a Lagoa da Água Azul, sem sombra de dúvidas, a mais linda de todas em Atins. Água limpíssima, morninha, areia branca e tão fina. Perfeita! Como tudo que é bom chega ao fim, retornamos à cidade ao cair do sol.

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À noite, fomos ao Bar.Co, um barzinho na beira do mar no qual o balcão é realmente um barco. Os proprietários são estrangeiros (franceses eu acho), como muitos em Atins. O resultado disso é que em vários lugares você encontra placas, cartazes, cardápios escritos em três ou quatro idiomas (português, inglês, espanhol e francês). Algo que só vimos em Atins. Nas outras duas cidades (Barreirinhas e Santo Amaro), só português e inglês.

Dia 06

Infelizmente, nossos dias nos Lençóis Maranhenses estavam chegando ao fim. Retornamos a Barreirinhas de Toyota 4x4, mas também dá pra fazer o trajeto de barco. Independente do tipo de transporte, o valor é 25 reais. A diferença é o tempo e o conforto (de barco é mais rápido e sacode bem menos). De Toyota a viagem durou 2h. Chegamos a São Luís pouco antes das 9hrs, há tempo de pegar uma van que estava de saída para São Luís. O motorista nos cobrou 50 reais e se comprometeu a nos deixar no hotel (Paulinho tur = (98) 99199-7897 ou (98) 98149-5474). A viagem foi tranquila e, antes de 13 horas estávamos Green Smart Hotel, localizado numa região estratégica de São Luís. Há várias linhas de ônibus nas redondezas, bancos, restaurantes. Além de ser um ponto fácil para pegar Uber. É, em São Luís tem Uber.

À tarde fomos a Raposas conhecer a famosa renda de bilro, confeccionada artesanalmente pelas rendeiras. Andamos por uma rua conhecida como ‘Corredor das Rendeiras’ assistindo as rendeiras trabalharem ao vivo. A renda de bilro com a linha grossa é mais popular, bem mais fácil de encontrar e os preços são mais em conta. Já os trabalhos com a renda fina (belíssimos!!!) estão ficando cada vez mais escassos, pois o preço é bem alto, uma vez que o trabalho que dá para confeccioná-las também é bem maior. Disseram-nos para levar dinheiro, pois lá não aceitava cartão. Logo, deixamos o cartão no hotel. Mais um engano, pois várias lojas passavam cartão sim. A Dona Cléia, inclusive, faz um esquema super legal! Nos casos em que as clientes gostam das peças, mas não tem mais dinheiro vivo para acertar as compras na loja, a Dona Cléia (que reside em São Luís) leva todas as peças escolhidas pelas clientes até o local combinado (hotel, pousada) e a máquina de cartão, para que a compra seja finalizada, sem cobrar nada a mais por isso! Depois das compras, retornamos a São Luís de ônibus circular. A impressão que tivemos foi positiva. O ônibus estava impecável, as cadeiras acolchoadas e havia ar condicionado. Considerando o tempo e a distância do trajeto (~30 km), o valor da tarifa foi bom (R$ 3,10).

À noite, fomos à famosa Festa Junina de São Luís do Maranhão, dançar ao som do Bumba meu Boi e comer comidas típicas. Eu recomendo a visita ao Maranhão no mês de junho, a Festa de São João, São Pedro e Santo Antônio, celebrada durante todo o mês junino é de uma riqueza cultural tremenda. Os shows do Bumba meu Boi são muito legais, é uma explosão de cores! As apresentações são um espetáculo e a plateia vai à loucura quando os bois aparecem. Sobre a comida, tentamos provar de tudo um pouco, pena que o espaço no estômago não foi suficiente. Provamos sururu, arroz de cuxá, vatapá, mugunzá... Sabores diferentes, mas nada muito espetacular! Senti uma falta de tempero nos pratos maranhenses. Eles não “carregavam a mão” em nenhum tipo de tempero. Até mesmo os pratos com coentro eram suaves, de modo que dava para comer tranquilamente (e olha que eu detesto coentro!).

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Dia 07

O vôo de volta saiu de SLZ às 5:50 da madrugada. As meninas compraram outro vôo, portanto ficaram mais tempo na cidade. Pedi um Uber até o aeroporto, que acabou saindo barato (40 reais), já que eu o dividi com outro hóspede. Conversa vai, conversa vem, descobri que ele estava no mesmo vôo que eu e seu destino final também era o mesmo que o meu, Piracicaba. No fim das contas consegui uma carona 0800 pra casa... :wink:

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Muito legal o relato, Raisa! Lugares lindos!

Vc sabe dizer como foram as chuvas por lá? As lagoas estavam bem cheias?

Abs!

  • Obrigad@! 1

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Você foi literalmente em TUDO Raisa, excelente relato! Sou de São Luís e a cada vez que vou até lá, tento conhecer algo novo. Só falta eu conhecer Atins.

 

Sérgio. Voltei de lá ontem, as lagoas ainda estão cheias sim, pois está chovendo casualmente na região dos lençois (Inclusive, choveu no último domingo).

A lagoa azul está me cobrindo (tenho 1.85cm), então ainda dá pra aproveitar bem. Acredito que vá ficar assim até o começo de setembro =D

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Você foi literalmente em TUDO Raisa, excelente relato! Sou de São Luís e a cada vez que vou até lá, tento conhecer algo novo. Só falta eu conhecer Atins.
 
Sérgio. Voltei de lá ontem, as lagoas ainda estão cheias sim, pois está chovendo casualmente na região dos lençois (Inclusive, choveu no último domingo).
A lagoa azul está me cobrindo (tenho 1.85cm), então ainda dá pra aproveitar bem. Acredito que vá ficar assim até o começo de setembro =D

Legal, Kassio! Muito bom saber! Estou planejando a travessia para final de setembro e estou torcendo p ainda haver lagoas cheias no caminho. Valeu mesmo!

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Em 7/31/2017 em 21:33, Sergio M disse:

Muito legal o relato, Raisa! Lugares lindos!

Vc sabe dizer como foram as chuvas por lá? As lagoas estavam bem cheias?

Abs!

Sergio, que bom que gostou. Espero que seja útil.

As lagoas estavam lindas, muito cheias. Esse ano as chuvas foram generosas por lá. 

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Em 8/1/2017 em 09:19, Kássio Sousa disse:

Você foi literalmente em TUDO Raisa, excelente relato! Sou de São Luís e a cada vez que vou até lá, tento conhecer algo novo. Só falta eu conhecer Atins.

 

Sérgio. Voltei de lá ontem, as lagoas ainda estão cheias sim, pois está chovendo casualmente na região dos lençois (Inclusive, choveu no último domingo).

A lagoa azul está me cobrindo (tenho 1.85cm), então ainda dá pra aproveitar bem. Acredito que vá ficar assim até o começo de setembro =D

Que bom saber Kassio. Tenho amigos que ficaram tão empolgados com o lugar e tudo o que eu disse sobre lá e São Luís, que animaram passar férias lá em setembro. Eles vão amar saber sobre as chuvas e o nível das lagoas. Muito obrigada!

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Olá Raísa! Estou indo num período não muito legal (final de março), mesmo assim, irei me arriscar. Gostaria de saber com quem vc fechou os pacotes em Santo Amaro, pois irei fazer uma rota semelhante e gostei dos valores...

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Helier, bom dia!
Tudo bem?
Sigo o Instagram do parque e de algumas agências de turismo da região e pelas postagens que tenho visto as lagoas já estão bem bonitas. Ótima notícia não?!

Sobre os pacotes, fechei tudo lá, nas pousadas onde fiquei. Várias realizam esse serviço. Eu gostei muito dos guias de Santo Amaro, eles não tinham pressa. Ficavam conosco o tempo necessário para que aproveitássemos cada lagoa, cada paisagem. Já em Barreirinhas, os guias são mais apressadinhos, pois o fluxo de visitantes é maior. Quando o passeio envolve um circuito de lagoas, o tempo máximo para nado e apreciação em cada lagoa foi de 30 minutos. 

Se tiver restado alguma dúvida, pode perguntar.
Boa viagem!!

 

Bjs

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    • Por tqueel
      São Luis
       
      Alimentação- R$17,00 Uber - R$23,00 do aeroporto até o centro histórico. Lembrancinhas- R$52,00 Hospedagem no Hostel Reviver - R$109,00
      Passagem- R$ 329 volta ida 652 = 981
       
      Chegada as 12 horas - aproveitar o dia em São Luis, pois decidimos aproveitar no dia da chegada, do que do retorno.
      - Centro Histórico, é bonito, mas está bem abandonado, juro que procuramos locais pra tirar foto lá, rsrs muitos casarões também invadidos, mas gostamos do Centro.
      - Placa de São Luis "ilha do amor", pegamos um uber do palácio dos leões até lá, deu R$10,00, fica no espigão;
      - Fomos também na avenida litorânea, onde tem o monumento dos pescadores, do espigão até lá deu R$18,00 (tinha aumentado o valor do uber); E da avenida litorânea até o centro histórico deu R$18,00 de Uber;
      - Noite, ñ saímos, quase nem dormimos também, pois é época de carnaval.
      - Almoço = Dom Francisco, comida boa e barata, self service com comida típica, nos outros que entramos eram a la carte, gastei com coca R$17,00.
       
      Barrerinhas - trekking Transfer saída as 03 horas do centro histórico, destino a Barreirinhas, duração 4 horas, então previsão de chegada 08:40 da manhã.
      Quem fez nosso transfer foi Caio, super recomendamos R$60,00 por pessoa e te pega no hotel que estiver 09888816769
       
      Passeios compramos antecipado (Santo Amaro/mini trekking Atins/Lagoa Azul) + transfer (são luis/barreirinhas/atins/santo amaro) - R$475,00
      Hospedagem - R$ 40,00 para cada (fizemos umas jogadas com a booking, foram duas noites) uma no Hostel da Júlia e outra na Casa Dona Vilma.
       
      Chegando em Barreirinhas saímos direto para o passeio de Trekking, deixamos as coisas no hostel da Júlia e embarcamos no porto. No primeiro dia, pegamos a voadeira e fizemos um primeiro passeio, passando por vassouras (tem macaquinhos, cuidar que eles roubam as coisas), farol de Mandacaru (fila kkkk tem revezamento para subir), após isso o almoço é opcional em Caburé (gastamos R$106,00 - prato carne de sol, coca um 1l e uma água) apenas pagamos, pois começariamos a travessia (5km), mas me encantei mesmo pela travessia, fotos, experiência, relatos, com isso fiz um jeitinho, mesmo com pouco tempo de encaixar um mini trekking, pesquisei alguns trajetos e notei que tinha ao inverso um povoado mais próximo, meu objetivo era ver o sol se pôr, nascer e dormir nos redarios, essas experiências que eu acho o mais sensacional!
      Nosso agente dos passeios foi paciente e mesmo com os problemas que tivemos ele conseguiu resolucionar, Digo Neto (98-988149835), sempre me ajudando e passando novas cotações, durantea nossa estadia na cidade ligando perguntando o feedback e avisando mudanças, ñ tenho do que me queixar, achei super legal essa atenção que ele nos deu. No trekking foi o Geovani (98-987917796), também muito atencioso, acho que se eu fosse vcs falava para pedir esse guia, sabe quando a pessoa ama o que faz?!!! Ele é muito bom também para "driblar" multidões na lagoa azul, então conseguimos muitas fotos sem um monte de pessoas atrás.
      Dormimos em redarios, olha tinha tudo para ser tranquilo, se ñ fosse a super chuva, balançou bastante a rede, mas foi pontual, nunca ocorre isso, no valor que pagamos do trekking estava incluso o redario e o jantar *jantar maravilhoso!
      No segundo dia seguimos o trekking (15km) para um restaurante próximo a lagoa azul (caminhando), o almoço fico em R$118,00 com peixe ao molho de camarão e 4 cocas lata (esse era obrigatório), após o almoço conseguimos ir a tão esperada lagoa azul (é um circuito de lagoas na verdade) de carona, acho que o guia ficou com dó de nós (hahahaha), finalizando e retornando, o caminho estava muito alagado e o carro que iria nos buscar teve problemas na água (faz parte nos lençóis, vamos com a mente relaxada, hahahaha), fizemos outro caminho para ñ correr o mesmo risco, passamos de balsa também, bastante fila!)
      Então chegamos no hostel da Julia as 20 hrs, tristes pois estava quase finalizando a aventura de carnaval, pelo menos a parte mais especial da viagem para mim.
      Jantamos pizza, saiu um total de R$26,00 uma pizza com 8 pedaços e um guaraná 1l.
      No terceiro dia Santo Amaro, que estava programado para ser antes, mas tivemos que mudar devido problemas climáticos. Esse passeio dura o dia todo e o almoço não está incluso. Tomamos café no hostel e o transfer nos buscou 07:50. O trajeto demorou chegamos 10:30 para escolher o almoço (ñ incluso), mas pagamos 20,00 self service (Está no cardápio como PF, mas acho super compensa, pq o restante é livre e carne vc escolhe 2 tipos), esqueci o mome do restaurante...
      O passeio achei curto, mas tem beeem mais lagoas do que em Atins e Lagoa Azul, achei o mais lindo em questão de quantidade de lagoas, mas o trekking é bem melhor para aproveitar, pois no de Santo Amaro voltamos as 13:30 para almoçar no restaurante que reservamos a comida e já retornamos.
      Nessa noite passamos no Hostel casa dona Vilma, tão simpática (bem mais que no hostel da Julia, porém preferia a localização do da Julia, mais perto de tudo, mas até água faltou), quando passamos só para deixar a bolsa, já até nos ofereceu café, sabe fazer vc se sentir em casa, ela tem um restaurante também e preços maravilhosos, fizemos questão de jantar lá, peguei uma jantinha e um sucos (10,00 - vou colocar foto do cardápio) e já retornamos dormir. O café da manhã é maravilhoso, adorei tudo, com certeza eu me hospedaria novamente.
       
      Transfer de retorno no dia 05/03, as 08 horas da manhã, chegando em São Luis as 13 horas (tivemos paradas para organizar, tinha bastante gente, viemos de ônibus) nosso retorno ficou para as 16 horas, almoçamos no aeroporto, mudaram meu vôo, devido a Garulhos estar com problemas, cheguei mais cedo do que o previsto em casa!!
      E resumidamente você deve ir para essa aventura, de mente e coração aberto, pois ñ é fácil, depende muito de questões climáticas e não é para qualquer um!!!
      Ps. Ñ pega operadora TIM, no hostel da Julia a internet era péssima! Casa dona vilma o wifii era maravilhoso...
      Levem dinheiro, alguns lugares pegam cartão, até Caburé, mas muitos ainda ñ.
      Façam trekking, melhor forma de aproveitar os lençóis maranhenses. 










    • Por Diego Minatel
      Para mim é algo realmente complicado traduzir em palavras os momentos vividos nos dias da minha viagem. Viagem esta que não se traduz num simples mochilão ou turismo de longa duração. Foi o encontro de uma pessoa comum com seu sonho de andar por terras que tanto o inspiraram, terras mãe da esperança, terras de homens e mulheres feitos de histórias e de coração, corações gigantescos. O sentimento que fica depois de quase seis meses na estrada é o de gratidão, do agradecimento as infinitas pessoas que ajudaram esse pobre viajante das mil e uma maneiras possíveis, para vocês meu muito obrigado.

      Foto 1 - A companheira de viagem
      Tinha uma vida igual a tantas outras, era bem razoável por sinal, mas a vontade de caminhar e estar frente a frente com o novo me atormentava todos os dias. Queria conhecer com meus olhos as diferenças, os sotaques, as comidas, as belezas. Desejava não ter pressa, fazer tudo no seu tempo necessário, não estar preso a rotina dos dias e principalmente aprender. Sim, aprender, não com fórmulas prontas e nem sentado dentro de uma sala de aula. Queria aprender com experiências. Queria conhecer pessoas. De alguma forma queria fugir da minha vida cotidiana, não por ela ser ruim, mas pelo desejo de se conhecer e assim, quem sabe, voltar uma pessoa melhor. Quando esse sentimento passou a ser insuportável decidi que tinha que partir.
      Por um ano ajuntei algum dinheiro, queria ficar seis meses na estrada. A grana não era o suficiente, mas suficiente era a minha vontade. Dei um ponto final no trabalho. Abri o mapa e não tinha ideia por onde começar. Decidi não ter um roteiro, apesar de ter muitos lugares em que eu queria estar.
      Assim começa a minha história (poderia ser de qualquer um). O relato está dividido da seguinte forma:
      Parte 1: de Rio Claro ao Vale do Itajaí
      Parte 2: Cânions do Sul
      Parte 3: de Torres a Chuí
      Parte 4: Uruguai
      Parte 5: da região das Missões a Chapecó
      Parte 6: Chapada dos Veadeiros e Brasília
      Parte 7: Chapada dos Guimarães
      Parte 8: Rondônia
      Parte 9: Pelas terras de Chico Mendes, Acre
      Parte 10: Viajando pelo rio Madeira
      Parte 11: de Manaus a Roraima
      Parte 12: Monte Roraima y un poquito de Venezuela
      Parte 13: Viajando pelo rio Amazonas
      Parte 14: Ilha de Marajó e Belém
      Parte 15: São Luis, Lençóis Maranhenses e o delta do Parnaíba
      Parte 16: Serra da Capivara
      Parte 17: Sertão Nordestino
      Parte 18: Jampa, Olinda e São Miguel dos Milagres
      Parte 19: Piranhas, Cânion do Xingó e uma viagem de carro
      Parte 20: Pelourinho
      Parte 21: Chapada Diamantina
      Parte 22: Ouro Preto e São Thomé das Letras
      Parte 23: O retorno e os aprendizados
      O período da viagem é de 01/10/2015 a 20/03/2016. De resto não ficarei apegado nas datas exatas em que ocorreram os relatos que irão vir a seguir, tampouco preocupado em valorar tudo. Espero contribuir com a comunidade que tanto me ajudou e sanar algumas dúvidas dos novos/velhos mochileiros.
    • Por Jackie Erat
      [Lençóis Maranhenses; Dicas de Translado; Dicas para travessia a pé, Sobrevôo, 2018]     Oi Galera, tudo bem?   Acabamos de voltar dos Lençóis Maranhenses e eu gostaria de compartilhar com vocês todas as informações que me levaram horas para reunir, mais aquelas que só consegui depois de ir mesmo. Já que esse grupo já me ajudou muito, nada mais justo que retribuir.   Foi um passeio incrível, único! Super recomendo!   Fizemos tanto a travessia a pé quanto o sobrevoo. Gostamos muito dos dois, mas se tivessemos que escolher um, com certeza seria a caminhada.   Lagoa do Junco - nossa favorita. Fica entre a Queimada dos Brito e Betânia     Vamos as dicas!   A única cidade que você consegue ir caminhando até as dunas é Santo Amaro. Ainda é preciso transporte 4x4 para chegar em algumas partes da cidade, mas uma vez que você chegar na sua hospedagem consegue explorar um pouco do parque por conta própria.   Atins é perto do mar. Há kilômetros de vegetação entre a cidade e as dunas do parque. Há algumas dunas perto da praia, mas não são o cenário típico que o turista imagina onde só há dunas e lagoas.   Barreirinhas é a cidade portal do parque pois você consegue chegar até ela com seu carro normal de passeio. De lá saem a maioria dos passeios. Mas é bem muvuca. Na minha opinião vale muito a pena ir até Santo Amaro ou Atins para fugir do vuco-vuco.   NÃO É PERMITIDO ENTRAR COM VEÍCULO MOTORIZADO NO PARQUE. Ao redor do parque até pode, mas se alguém te oferecer, por exemplo, ir até os oásis de carro, é um passeio ilegal. É por isso que mesmo tendo mais de 10 mil lagoas, você só encontra passeios para as mesmas 5 ou 6. E todas elas ficam ali na beirada do parque. É porque é onde os carros chegam. Muitas pessoas não querem caminhar.   Meu marido e eu somos nômades digitais e estamos fazendo uma viagem pela América do Sul. Então não estamos aqui de férias, trabalhamos horário integral durante a semana. Então não tínhamos 3-4 dias para fazer a travessia a pé conforme os roteiros prontos que encontramos na internet. Assim, depois de muita busca encontramos a possibilidade de fazer uma travessia de 2 dias. Pegamos um dia de folga do trabalho para fazer o translado de São Luís + 2 dias de travessia, totalizando 3 dias de viagem.   Fiz umas imagens para demonstrar os diferentes tipos de transporte que usamos. Também, percebemos que ir de ônibus não é a maneira mais barata e melhor (de São Luís).   Quem tiver interesse em saber mais detalhes, fique a vontade para dar uma olhadinha no nosso blog: https://vidaitinerante.wordpress.com/2018/08/06/logistica-para-a-travessia-dos-lencois-maranhenses-a-pe/   Você sempre tem que fazer a travessia no sentido Atins - Santo Amaro, por causa do vento:   Valores (julho 2018):   Guia para travessia: 200 reais e diária Guia Lessinho (98) 8880-1982 https://www.instagram.com/lessinhoguiatrekking.lencois/   Translado Van São Luís - Barreirinhas: 60 reais por pessoa   Transporte entre Barreirinhas e Atins: 30 reais por pessoa (4x4) Último transporte sai as 11h da manhã. Depois disso só há a possibilidade de fretar um carro ou barco (350 reais - então fiquem ligados!)   Transporte entre Atins e foz do Rio Negro (início da travessia a pé) 200 reais o casal (quadriciclo)   Transporte Betânia (fim da trilha) e Santo Amaro: 200 reais o casal (quadriciclo)   Translado Van Santo Amaro - São Luís: 50 reais por pessoa   Nos oásis: pernoite 35 reais por pessoa (dormir em rede); refeição 35 reais por pessoa (tanto almoço quanto jantar)   Sobrevoo AVA: 350 reais por pessoa (aviões novos em boas condições) Foi o menor avião que entrei na vida, muito massa! Cabem 4 pessoas contando com o piloto     É isso galera, espero que essas informações lhe ajudem a planejar sua viagem.   Grande abraço!  



    • Por Leandro Z
      Apesar de haver bons relatos no site, espero contribuir com o meu.
      Há 4 ônibus diários entre São Luís e Barreirinhas pela viação CISNE BRANCO, R$51, demora 5h (não procurei vans saindo do aeroporto direto pra Barreirinhas, mas existem). Dizem que é melhor fazer a travessia no sentido Barreirinhas - Santo Amaro, por causa da posição do sol e do vento. A estrada São Luís e Santo Amaro é relativamente nova, está boa e é mais perto que SLZ - Barreirinhas. Além disso, as lagoas de Santo Amaro serem mais bonitas. ATENÇÃO com a volta de Santo Amaro para São Luís, acho que não tem ônibus (se tiver, são raros) e dependemos do guia em achar uma van que ia pra lá (felizmente deu certo). Geralmente, este último dia termina 12:30h e o transporte até São Luís demora 4h30min. Grande parte da travessia é em areia firme e fria, então é melhor andar descalço ou com meia. Também tem inevitáveis passagens por lagoas menores, onde se molha, pelo menos, as pernas. Elas são boas para se refrescar (o tempo inteiro eu estava molhado ou úmido). Melhor época: junho e julho, alguns dizem agosto e até setembro, mas nestes muitas lagoas já estão secas. Preços: como junho e julho são os melhores meses, só diária do guia custa até R$250; hospedagem (café da manhã incluído), em redário, sai por R$35; jantar: R$30 a R$35; água de 2l: R$8. Converse com o guia para ver o que está incluído no preço dele (passeio pelo rio Preguiça, hospedagens e refeições, etc). Cansar vai, mas com certeza vale a pena. Acredito que uns treinos de caminhada de 8km sejam suficientes para preparação. Esta é a travessia mais tradicional do parque, mas tem outras de até 10 dias! Levar: poucas roupas (inclusive com proteção UV), meias, chapéu (nessa época, não precisa levar nada pra frio, nem tênis), chinelo, protetor solar, água (pode ser comprada em cada parada),  snacks (frutas desidratadas, amendoim e castanhas), dinheiro em espécie, lanterna (não precisa na caminhada, mas ajuda nas hospedagens), coisas pra higiene pessoal (sabonete, escova, pasta).  
      Dia 28/jun - 1º dia: Pegamos um barco em Barreirinhas para fazer o passeio pelo rio Preguiça (R$80) por volta das 10h, o guia já nos acompanhava. O passeio é tranquilo, para em Mandacaru, onde tem um farol, também para em Caburé onde tem dunas e a uma lagoa. Termina em Atins, banhamos em uma praia. Depois caminhamos até Canto de Atins, cerca de 3,5h em ritmo tranquilo, sem paradas para banhos, o GPS marcou 12km de caminhada durante o dia todo (pareceu bem menos). Em Canto de Atins, tem dois restaurantes/pousada: do seu Antônio e da dona Luzia. A dona Luzia foi pioneira e é mais famosa, mas o guia disse que a fama subiu-lhe a cabeça, ficamos no seu Antônio. O camarão na chapa é o prato chefe de ambos, não é barato (com refri e água, saiu R$50 cada um o jantar), mas realmente estava muito gostoso. Dormimos em rede (R$35), local coberto, mas sem paredes, até às 2:30h da manhã.
       
      Dia 29/jun - 2º dia: Prometia ser o mais pesado, cerca de 17km até Baixa Grande (o quarto dia que foi o mais cansativo). Começamos a travessia por volta das 3:15h, depois de um bom café da manhã, caminhamos sob a lua cheia iluminando tudo e temperatura amena. Andamos pela praia um bom tempo, cerca de 4h (com direito a cochilada no caminho) até chegar às dunas. Valeu a pena? Sempre, tem gente que faz este trajeto de carro e isto economiza umas boas horas. Nas dunas, subida, descida, banho em algumas lagoas. Terminamos em Baixa Grande às 12:10h. Cansei muito! O GPS marcou, durante todo o dia, uns 27km. Eu digo "durante todo o dia", porque ainda caminhávamos pelos arredores do local da hospedagem para conhecer lagoas, rios, ver o pôr-do-sol. Baixa grande é um vilarejo no meio do deserto, mas com construção de alvenaria e vegetação por perto. Almoçamos galinha caipira por R$35 (preço padrão e não é você que escolhe o que comer). Descansamos e, à tarde, fomos para uma lagoa e ver o pôr-do-sol. Dormimos, como sempre, em rede (R$35 preço padrão). O dia seguinte seria mais tranquilo.
       
      Dia 30/jun - 3º: Este terceiro dia foi tranquilo, acordamos por volta das 4:30h para sairmos às 5h, após café da manhã simples (tapioca e ovo). Caminhamos devagar, parando bastante em lagoas e terminamos antes do meio-dia em Queimada dos Britos, o GPS indicou 15km. Eu comecei a usar meia, pois vi que estava começando a formar bolha no meu pé. Almoço (R$35) era peixe (estava salgado), teve salada (artigo raro) e até sobremesa. Lagoas, pôr-do-sol, jantar e dormir cedo.
       
      Dia 1º/jul - 4º: De novo, acordamos umas 2:15h, tomamos café e saímos para caminhar às 3h e alguma coisa. Só terminamos à 12:30h, exaustos, em Santo Amaro. Foi o dia mais longo e mais cansativo, cerca de 28km. Neste dia, mais uma vez, é possível pegar um transporte  em Vassouras, economizando assim, uns 10km. Pergunta se pegamos? Não. Faltando uns 8km (talvez 6km), o guia, mais uma vez, perguntou se queríamos pedir um carro e pagar R$50 cada um. Pegamos o carro? Claro que não, só faltavam 8km! kkk. As lagoas perto de Santo Amaro são bem mais bonitas que as de Barreirinhas e, acredito eu, o turismo em Santo Amaro irá aumentar com a boa estrada até são Luís (só falta transporte).
    • Por Marcos Nakayama
      RELATO TEXTÃO 😜 da minha travessia pelos lençóis maranhenses, com o grande "tchan" de ser a ideal para sedentários (que tenham disposição, claro)!
      (Mais fotos e outras viagens no Insta: @marcos.nak 😉)
       
      Você é do tipo que fica esbaforido ao subir uma duna? Eu sou, quase todo mundo é. Mas, se ao chegar ao topo e ver as lagoas, seu cansaço se transforma em encantamento e vontade de fazer de novo, então você consegue fazer este trekking! Todos os relatos que eu havia encontrado mostravam uma travessia longa de 3 dias de duração, saindo de Atins, mas eu tinha receio de ficar muito cansativo e acabar perdendo o objetivo, que era curtir, e não "sofrer"😎! Então, dado que eu só tinha 2 dias e estava em Santo Amaro, e depois de conversar com o guia, decidi fazer como ele indicou. Não me arrependo de jeito nenhum! Ficou assim: 
      .
      1) Fomos de Santo Amaro até a lagoa de Emendadas de quadriciclo, e lá vimos o sol nascer (14 km).
      A cena foi linda, e a escolha da lagoa se deu pela duna imensa, de onde se tem a vista mais panorâmica. É sério, debaixo da duna você já fica maravilhado, pela imponência. Lá de cima, não fosse o vento muito forte, poderia passar horas. Depois do belo nascer do sol, começamos a caminhada.

       
      2) Andamos até Betânia, passando pela incrível lagoa do Junco (18 km).
      Eu sei, falar em andar 18 km na areia, subindo e descendo, sem sombra, parece loucura, mas eu fiz numa boa e não sei explicar por quê. É um misto de encantamento e empolgação que faz a caminhada ser fácil. Além disso, cara, cansou? É só deitar na areia e rolar, que logo vc cai numa lagoa 😂😂😂! A lagoa do Junco só é acessível a pé, e por isso a maior beleza do parque está exclusiva aos poucos corajosos que encaram a caminhada. No caso, eu tive ela e infinitas outras só pra mim! No caminho, encontramos ninhos de gaivotas e rastros de vários animais. Um fato interessante é que a lagoa do Junco é nova. Eu havia lido vários relatos de que a lagoa das cabras era a mais linda de todas, e o guia prometeu me levar até ela. Aí, num momento em que cruzávamos uma areia molhada com plantas, ele disse: "Você está em cima de onde já houve a lagoa das cabras!" 😮
       

      QUIK_20180913_181331[1].mp4
       
      3) No horário do almoço, chegamos a Betânia, onde passei a tarde e a noite.
      Na verdade eu nem conheci o vilarejo de Betânia, pois fiquei hospedado num restaurante isolado entre uma mata e um rio. É o mesmo restaurante onde os turistas do passeio a Betânia almoçam. Chegamos e já almoçamos. O guia disse que eu teria a tarde livre para descansar na rede e curtir o rio, mas eu não quis saber, pedi pra ir pra alguma lagoa (como se eu já não tivesse tomado muito banho de lagoa hehe). Aí (ele tinha um acordo de pegar caiaque gratuitamente no restaurante), atravessamos o rio de caiaque e ele me deixou numa lagoa incrível, onde uns turistas inconvenientes faziam algazarra 🙄. Aproveitei pra fazer uma caminhada pelas dunas ao redor, e assim que eles partiram eu tive a lagoa inteira só pra mim, onde fiquei horas curtindo, até o sol começar a descer. Foi delicioso! O guia chegou para me acompanhar no pôr do sol, subimos uma duna e ficamos até escurecer, e passamos um tempão apreciando o céu mais estrelado que já vi na vida! 🤩Ele tem um celular foda e é um excelente fotógrafo, e tirou fotos incríveis e me mostrou os planetas e as constelações num aplicativo que vc aponta pro céu e reconhece as estrelas. Depois, voltamos de caiaque pelo rio, num breu quase absoluto, pois a lua também havia se posto. Paramos um pouco de remar pra curtir o silêncio e o céu, e foi sensacional. Ao chegarmos ao restaurante, acredite!, havia uma belga e uma alemã (muçulmana, todo coberta), que também estavam em travessia e passariam a noite lá. Nosso "quarto" era uma palhoça com redes onde os clientes descansam após o almoço. Não tem paredes, o que fez as gringas passarem trezentos tipos de repelentes, mas a dona garantiu que, sabe-se lá por quê, não há pernilongos ali, e de fato nenhum inseto nos incomodou. Foi muito engraçado quando a belga subiu na rede e descobriu que a rede balança. Logo ela e a alemã estavam tomando impulso e se chocando uma na outra! É claro que eu filmei e coloquei no vídeo! 😂😂😂 
       

      QUIK_20180913_203058[1].mp4 QUIK_20180913_203058[1].mp4
      4) De manhã, passeamos pela região (8 km)
      Depois de uma noite mal dormida na rede (não tenho costume e sou fresco pra dormir), acordei às 4h para ver o sol nascer. Mais uma vez atravessamos o rio a caiaque e subimos uma duna para apreciar o espetáculo, que infelizmente mais uma vez foi prejudicado pelas nuvens. Percebi que o dia amanhece meio nublado e as nuvens se dissipam durante a manhã. Outra coisa impressionante é a variação térmica da água, que amanhece gelada e anoitece morninha. Depois de clareado o dia, andamos 8 km pela região curtindo novas lagoas. Voltamos à hora do almoço (caiaque) e dei uma relaxada na rede e curti um pouco o rio. 😎
      5) Voltamos a Santo Amaro (9 km)
      Partimos às 15h30. A volta foi bem tranquila, mas como meu pé começava a reclamar, eu preferi fazer mais paradas e ficar menos tempo em cada lagoa (não se assuste, é só um pequeno cansaço). O guia me levou a uma duna alta já no fim da tarde, para curtirmos o pôr do sol. Depois que escureceu e curtimos um pouco o céu estrelado, caminhamos alguns minutos no breu total e chegou um amigo dele pra nos dar carona até a cidade.
       

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      Foi uma experiência inesquecível. Cada parte teve uma importância imensa pra mim: o dia, a noite, o cansaço, o descanso, a companhia das meninas e do guia, os momentos a sós (confesso que temi sentir solidão, levei vários ebooks e filmes no celular, e nem encostei nele. Simplesmente eu consegui amar ficar horas sem pensar em nada nem ninguém, só curtindo o momento). 
      .
      Os lençóis maranhenses são uma beleza única no MUNDO e mesmo assim poucos conhecem. E o que mais impressiona é a abundância de belezas, por isso quando me peguei pensando: "Ah, a lagoa X eu não gostei muito!" eu lembrei: "Isso porque são infinitas lagoas pra eu poder escolher minha favorita. Se fosse só areia e houvesse só essa lagoa X, eu diria que é incrível! Aliás, se fosse só o rio que eu pouco aproveitei já valia o passeio!" 😂
      .
      O melhor de fazer a travessia em vez dos passeios coletivos é poder ter o contato exclusivo com a natureza, seja a areia, as lagoas, o céu, o rio, o sol... tudo está lá pra você, e sem pressa de ir embora como nos coletivos porque "temos um monte de lugar pra ir e tirar foto e aquele turista inconveniente do grupo tem que voltar mais cedo pra não perder a van"... Sabe? 


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