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Rapaaazzz fico feliz demais de ver q meu relato ajudou um pouquinho na tua viagem e feliz tb de ver q vc aproveitou bastante esses dias na Patagônia. Sem duvida uma viagem inesquecivel e teu relato ficou bom d+ ::otemo::

Laguna de los Tres e Piegle Tumbado sao os tops de Chalten mesmo

Vc gostou daquele vinho Termidor de caixinha? :o achei aquilo a treva :lol:

Boas trilhas e trips aeee

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13 horas atrás, Rezzende disse:

Rapaaazzz fico feliz demais de ver q meu relato ajudou um pouquinho na tua viagem e feliz tb de ver q vc aproveitou bastante esses dias na Patagônia. Sem duvida uma viagem inesquecivel e teu relato ficou bom d+ ::otemo::

Laguna de los Tres e Piegle Tumbado sao os tops de Chalten mesmo

Vc gostou daquele vinho Termidor de caixinha? :o achei aquilo a treva :lol:

Boas trilhas e trips aeee

Boaa Rezzende! Eu que agradeço por ter feito um relato show de bola! Partiu mais trips!

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5 horas atrás, VICTOR SANCHES disse:

Top d+, to querendo fazer um roteiro rm setembro, sera q é um bom mes, vai ser minha primeira viagem 

Fala Victor! Cara, não sei se as trilhas estão em boas condições pra fazer em setembro, uma vez que provavelmente vai estar com neve! Mas posso estar falando merda haha. No verão foi suavíssimo! Tenta ler uns relatos de setembro! Abção!

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Oi Victor, parabéns pelo relato! Estou pretendendo fazer esse roteiro ainda em 2018 e com certeza ajudará muito.

Dois questionamentos: 1. Com quanto tempo de antecedência você comprou as passagens e reservou a hospedagem?

2. Você chegou a cogitar colocar Ushuaia no seu roteiro? Estou pensando em fazer o mesmo circuito, porém na dúvida se vale a pena colocar Ushuaia, já que o passeio que mais quero fazer está em El Calafate (passarelas e mini-trekking).

Agradeço desde já :)

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Em 03/01/2018 em 17:08, victoralex disse:

Saravá, mochileiros!

Me sinto na obrigação de fazer um relato completíssimo aqui no fórum da viagem que fiz na Patagônia Argentina sozinho em dezembro de 2017, uma vez que 98% da trip foi inspirada em dois relatos aqui do Mochileiros! Esses daqui: Carol (https://www.mochileiros.com/topic/54824-trilhas-em-el-chalténel-calafate-10-dias-sozinha-na-patagônia-argentina-out2016/) e Rezzende (https://www.mochileiros.com/topic/57467-imensa-patagônia-ushuaia-el-calafate-el-chaltén-e-bsas-em-15-dias-fev17/). Vale muito e leitura além do meu relato!

Antes de tudo, assistam o vídeo compilado da viagem que eu fiz! B|

Gastos

Vamos começar com os gastos, questionamento mais frequente que eu tive. Fiquei 10 dias totais, sendo dois de deslocamento e 1 de descanso (essencial!). Aqui vão:

Passagem Aérea LATAM: R$ 1396,00

Seguro Viagem Assist Card: R$ 139,00

Passeio Minitreking Perito Moreno (já com entrada do Parque): R$ 738,00

Hostels EL Calafate e El Chaltén: R$ 463,00

Comidas, Cartão de Crédito e Extras: R$ 1000,00

Total com passagem aérea: R$ 3736,00

Total sem passagem aérea: R$ 2340,00

Eu ainda gastei uma grana com roupas e afins, mas nem vou contar como gastos dessa viagem porque trato como um investimento pras próximas haha!

 

Câmbio

Fiz o câmbio R$ - US$ no Brasil (300 dólares) e troquei para ARG$ no Aeroparque em Buenos Aires. Péssima ideia! Perdi uns 100 reais nessa bagunça, então o que eu recomendo, caso o real esteja forte, é trocar os R$ em espécie no aeroporto direto pra pesos! Maaas tava tudo na paz!

Hostels

Em El Calafate fiquei 2 dias no Bla! Guesthouse. Ele é bem centralizado, pertinho da avenida principal, com mercado perto, correios, bares e restaurantes. No geral bem confortável, com um café da manhã muito bom e bem limpo. Recomendo! Em El Chaltén, optei por retornar todos dias para o hostel ao invés de acampar, já que não tinha experiência. Foi no Condor de Los Andes, hostel bem confortável também, no entanto com um café da manhã bem mais ou menos, mas pelo menos tava incluso! Recomendo!

Condicionamento Físico

A história dessa minha viagem é bem legal. Um dia estava no trabalho e já estava procurando coisas pela América Latina para viajar no fim do ano. Eis que me aparece um pop-up da Laguna Los Tres, um dos lugares mais incríveis que vi nessa viagem, e cliquei. E foi batata: No dia seguinte, após passar o resto do dia inteiro lendo sobre a Patagônia estava comprando passagem aérea na loucura! A ideia era fazer as trilhas e ver o Minitrekking. Depois que me dei conta: "Será que você consegue fazer as trilhas, Victor?". Eu estava estudando pra um concurso em setembro (tudo isso foi em junho) e estava desde fevereiro paradão (sempre gostei de correr!). Então, depois do concurso, passei outubro e novembro treinando todos os dias resistência, e consegui perder 4kg e ficar com uma resistência bem boa! Fiz uma média de 21,3km diários nos 10 dias de viagem, então é uma trip que requer sim um bom condicionamento. Mas dá! Só não vá sedentário haha.

Roupas

Li nos relatos que me baseei que uma roupa impermeável era essencial, além de um fleeche e um anorak. E realmente foram! A Patagônia é uma loucura, então o tempo muda de pato pra ganso...do tipo tá muito calor um dia e do nada começa a ventar, ainda com sol, mas o que te faz usar um corta-vento. Não usei luvas nem cachecol, e não peguei nenhum dia de chuva! Mas sempre bom se prevenir com um anorak impermeável. Usei bastante também bandana/protetor de pescoço, pra proteger orelha de queimar, cabeça. Sobre sapatos, peguei uma bota impermeável do meu pai, que durou UM DIA. Depois a sola começou a descolar, e tive que comprar aquelas colas de sapateiro. Mas não aguentou a viagem toda! Minha última trilha em Chaltén foi com um tênis emprestado, e fiz 3km da penúltima trilha de meia! Fiquei arrrependido de não ter levado um tênis de corrida, dava total! Comprei ainda um bastão de trekking que AJUDOU MUITO, principalmente nas descidas das trilhas de Chaltén! Só coprem! Não é necessário o par, um já basta, até para deixar uma das mãos livres!

Roteiro

A viagem aconteceu entre 4/dez e 13/dez de 2017. Aqui vai o roteiro:

Dia 1 - 4/dez/2017: Deslocamento: 08h00 Voo SP-Buenos Aires

                                                               15h40 Voo Buenos Aires-El Calafate

Cheguei umas 17h30 em Calafate, e já na semana anterior à viagem, o pessoal do hostel ofereceu um serviço de transfer do aeroporto pra lá poe 150 pesos! Foi ótimo e já tinha uma plaquinha me aguardando (mór daora). Nesse dia, ainda conheci o Steffen no transfer, um alemão que falava português fluentemente, e fomos tomar uma breja e comer uma pizza de boas, já que no próximo dia ia fazer o Minitrekking em Perito Moreno.

Dia 2 - 5/dez/2017: Minitrekking Perito Moreno: 10,6km andados, dia inteiro

Tinha reservado o passeio com a Hielo y Aventura duas semanas antes. Li nos relatos que o passeio lota, e como são grupos pequenos, é melhor reservar sim! A empresa tem o monopólio do turismo no Glaciar, então qualquer passeio que comprar de outras agências estará comprando deles! Melhor fazer diretão então, né? E como um bom monopólio, eles levam o preço láa em cima, devem ter visto nos gastos no início do texto! Mas como sabia que não voltaria pra Calafate tão cedo, achei que valia a pena. E valeu! Andar no gelo é sensacional. O passeio dura o dia inteiro, e você fica umas 2h horas andando na geleira. Mas ainda visita o parque, fica nas passarelas vendo os gelos caírem. E é SÓ no Minitrekking que eles servem o whisky na própria geleira! Fiquei sabendo que no Big Ice eles servem no barco apenas. O passeio é muito bunito e faz um barulhão da porra todo aquele gelo escorregando montanha abaixo!

Eles te buscam e te deixam no hostel, então é show de bola!

No fim do dia, ao voltar pro hostel, conheci três garotas de Brasília gente finíssimas! Fomos tomar uma breja junto com o alemão lá de noite e ainda iria encontrá-las em Chaltén no dia seguinte! Em Calafate, os bares que valem a pena são os de cerveja artesanal, mesmo preço da Quilmes de supermercado!

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Dia 3 - 6/dez/2017 - Ida para Chaltén + Miradores de Las Águilas e de Los Condores: 18,5km andados, 40min ida e 40min volta.

Comprei o busão pra Chaltén de manhã, no próprio hostel, pra sair as 13h da rodoviária de Calafate. Paguei $600 pesos. E fui enganado! Descobri que tinha van por $450 pesos na própria rodoviária. Mas o busão que eu peguei era "de elite", tinha dois andares, lugar pra deitar...foi bem confortável, mas pegaria a van de boas. Tanto que na volta peguei. A empresa van é a Las Lengas! (http://www.transportelaslengas.com/es/).

Antes de ir, passei a manhã na vila, mandei uns cartões postais e o mais importante: fiz compras. Fiquei sabendo que os mercados da vila de Chaltén são caríssimos, então comprei em Calafate 1 pacote de pão de forma, uma lata de atum, cream cheese, frutas e barrinhas de cereal. Basicamente essas foram as minhas refeições nos 6 dias de Chaltén! Melhor rolê!

Chegando em Chaltén, umas 16h30, o busão para no centro de visitantes para explicar as regras da cidade, como a água é potável, cuidado com os animais (inclusive pumas!), etc. Fiz o check-in no hostel e já peguei minha mochila de ataque, bastão de trekking, a GoPro e parti pros Miradores Águilas e Condores, que ficam pertinho da cidade. Como era verão e anoitecia às 23h, tava suave para ir! Achei ótimo ter um panorama do que ia ver nos próximos dias de trilha, já que além da vila dava pra ver um aperitivo do Fitz Roy e do Cerro Torre.

A noite ainda encontrei as meninas de Brasília e ficamos tomando vinho barato no hostel delas!

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Mirador de Los Condores!

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Mirador de Las Águilas!

Dia 4 - 7/dez/2017 - Laguna Los Tres (Fitz Roy): 40,7 km andados, 4h ida e 6h volta (me perdi e fiz um caminho mais longo haha)

E chegou o dia do graande motivo de ter escolhido a Patagônia de viagem! Aquele pop-up da Laguna Los Tres virou realidade! Fiz a ida pela Hosteria El Pilar, em que você pega uma van que sai do seu hostel e te deixa na Hosteria, onde tem o início de trilha. A volta foi na trilha que chega na cidade, só que eu consegui a proeza de ME PERDER e perceber depois de uns 8km andando na trilha alternativa. Calma, detalhes virão haha. O caminho na ida da Hosteria é muito bonito, você passa pelo Glaciar de Piedras Blancas, coisa que não faz quando vai pela vila. Além disso, o caminho é bem plano em comparação com a ida pelo caminho da vila, o que é essencial já que no fim da trilha, para subir até a Laguna Los Tres, é uma subidona do baralho! Cheio de pedras e beem íngrime. Então poupe energia! Aliás, aqui que percebi o quão o bastão de trekking foi ótimo. Parabéns aos envolvidos!

Chegando na Laguna vem o baque: que lugar espetacular! O azul do lago é muito mais azul que o pop-up que eu vi! O tamanho do Fitz Roy é muito maior que a tela do laptop! E o lugar é o paraíso da calma. Claramente me emocionei ao bater o olho pela primeira vez, é inacreditável. Pensar que estava realizando aquele sonho, depois de um ano tão corrido, dando um presente pra mim, viajando sozinho...sem palavras. Fiquei das 13h às 17h30 naquele lugar, não dava vontade de sair! E como um bom brasileiro, apostei com uma garota da Nova Zelândia, a Lucy, que conheci lá em cima da Laguna que ela não nadava comigo naquela água gelada. E nenhuma surpresa: CHALLENGE ACCEPTED, a moça era tão sem noção quanto eu! E láa fomos nós nadar a 0º num dos lugares mais bunitos que já vi! 

Fiquei trocando ideia com um povo do hostel que encontrei lá também, todos viajando sozinho e eles começaram a voltar lá pelas 16h. Quis ficar um pouco mais, e como estava planejando 4h de trilha de volta, tava tranquilo, teoricamente chegaria às 21h, de dia ainda! Mas senta que lá vem história!

Fiz a primeira parte da volta tranquilo, caminho certo. Até que tem uma bifurcação: de um lado, Chaltén pelo caminho da vila, do outro uma trilha que conecta a trilha pra Laguna Torre com a da Laguna Los Tres. E o que o panguão aqui fez? Claramente entrou errado. Só fui perceber que estava completamente perdido 2h depois, no meio do caminho do Cerro Torre. E isso eram 20h30...Ou seja, tinha 2,5h a mais de sol pra fazer um trecho de trilha que demora umas 3h haha. Imagina um maluco correndo, sozinho, descida abaixo no caminho de volta do Cerro Torre, morrendo de medo que um Puma aparecesse de noite haha. Graças aos deuses patagônicos, 22h50 estava chegando em Chaltén, num pôr-do-sol espetacular, de presente pro perrengue. Aí tá a explicação dos mais de 40km andados nesse dia! Salve o verão patagônico!

O legal é que, por conta desse caminho alternas que eu fiz, acabei conhecendo duas lagunas que não estava planejando visitar! A Laguna Madre e Hija! E particularmente as achei muito mais maneiras que a Laguna Capri, que conheceria no dia seguinte!

A noite encontrei o povo que conheci lá no pico e ficamos tomando umas cervejas e dando risada do perrengue haha. Bora descansar que no dia seguinte também tinha trilha!

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Caminho pela Hosteria El Pilar! Esse é o Glaciar Piedras Blancas

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Mergulho a 0º!

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Pensem num lugar da paz!

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Laguna Madre e Hija, que conheci só porque me perdi! Haha

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Pôr-do-sol às 22h50, pós perrengue!

Dia 5 - 8/dez/2017 - Chorrilho del Salto + Laguna Capri: 24,5km andados, o dia inteiro andando.

Depois da aventura dos 40km rodados no dia anterior, optei por algo mais leve: Primeiro fui com o pessoal que conheci na Los Tres pra Chorrilho del Salto, uma cachoeira que fica 1,5h de trilha da vila. Foi bem de boa, a cachoeira é bunita, mas nada espetacular. Mas vale a pena, principalmente algum dia que você quer pegar leve! O pessoal só fez ela no dia, mas eu, o panguão, como errei o caminho no dia anterior, ainda não tinha conhecido a Laguna Capri! Ela normalmente se faz na volta da Los Tres, já que fica no caminho pro Fitz Roy via trilha. E lá fui eu sozinho ver a dita cuja. A subida da trilha pela vila é realmente bem íngrime no início, por isso que o povo faz pela Hosteria. A Capri fica no meio do caminho do Fitz Roy. No geral foi uma trilha tranquila, muita gente voltando do Fitz Roy, poucas indo.

Na volta, lá pelas 19h, estou passando cansadíssimo na avenida que sai da trilha e ouço uma garota começar a gritar no meio da rua "Victooooorrr". Era a Lucy, a neozelandeza que nadou comigo! Ela tinha feito a cachoeira de manhã comigo e tava com o Thomas, um belga, que também conheci no pico da Los Tres tomando uma breja no happy hour de um dos bares. Fui lá com eles, ficamos um pouco e ainda passamos no mercado, compramos um macarrão e comemos no hostel os três. Mais uma vez demos bastante risada do perrengue.

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Chorrillo del Salto!

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Laguna Capri! Nada demais, mas vale o passeio! Só não se perca!

Dia 6 - 9/dez/2017 - Descanso e passeio pela vila: 4,1km andados

Tantos km andados até então, me dei um dia de descanso, já planejado quando estava programando a viagem. Mas como me sentiria um inútil ficar no hostel o dia inteiro, dei um passeio de 1h na vila, atrás de uns souvenirs..mas acabei comprando uma bandana do Fitz Roy e um mapa topográfico da região pra enquadrar! Melhor souvenir! Foi o único haha. De resto, hibernei a partir das 20h.

 

Dia 7 - 10/dez/2017 - Loma del Pliegue Tumbado: 27,5km andados, 4h ida e 4h volta.

Aí tava o segundo lugar que queria mais ver! Saí cedinho no domingo dia 10 pra fazer o Pliegue Tumbado, que é um vale imenso que dá pra ver a Laguna Torre de cima, além de conseguir ver todas as montanhas de Chaltén. É espetacular! E a trilha é bem legal de se fazer. A ida é constantemente íngrime, mas nada de morrer. Apenas inclinada. Mas o mais louco é que você passa por váarios ecossistemas no caminho. Saí no deserto, passa por uns lagos, uma floresta cheio de árvore, um campo de pampas e termina numa área de montanha cheia de pedra. É muito legal mesmo! Gostei mais desse caminho do que o caminho para a Laguna Los Tres! O mais engraçado que o povo não bota muita fé nessa trilha por não ter uma própria laguna, mas pra mim foi pau a pau com a Laguna Los Tres! Por conta disso, o lugar é vazio. Fiquei sentado lá um tempão, almoçando, e tava um solão de invejar!

Depois de 1,5h sozinho lá em cima, quem surge? O Thomas, o belga que conheci no Fitz Roy. Ficamos trocando uma ideia até umas 16h, quando resolvemos voltar. Nesse dia, fomos comer uma carne com um americano, o Ilan e duas amigas americanas dele, a Ellie e Christine! Não é que nos demos tão bem que a Ellie e a Chris foram fazer a Laguna Torre com a gente no dia seguinte!

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Pliegue Tumbado!

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"Pulo" Tumbado!

 

Dia 8 - 11/dez/2017 - Laguna Torre: 23,1 km andados, 4h ida e 4h volta

E chegou o último dia de trilha! Fomos eu, as duas americanas e o belga fazer a Laguna Torre. O dia tava sol, mas tinha uma nuvem bem em frente ao Cerro Torre! Então não dava para ver direito. Mas tudo bem, já que tinha visto o pico com uma clareza especular no dia anterior, do Pliegue Tumbado. Fazer a trilha com eles foi engraçado, as meninas eram divertidíssimas. A Laguna Torre não é tãaao massa quanto a Laguna Los Tres, tem uma cor diferente, mais opaca, mas o lugar é muito legal! Vale o passeio. O engraçado é que já tinha feito metade do caminho no dia que me perdi haha. E pude ver o QUÃO longe eu tava quando percebi que estava perdidão. Só alegria!

E ahh, mais uma vez, virei pra americana, a Ellie e a desafiei para nadar comigo na Laguna Torre! Não deu outra, assim como a Lucy, a americanazinha do Colorado era doida também e láa fomos nós pular na água, cheio de icebergs! Sim, eu zerei as lagunas nadáveis de Chaltén!

A noite fiz um jantar pra todos no hostel e ficamos tomando vinho de caixinha! Melhor rolê!

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Laguna Torre com icebergs e nuvem no Cerro Torre!

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Eu e Ellie no verão patagônico de 0º!

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Magnífica Chaltén!

 

Dia 9 - 12/dez/2017 - Deslocamento para o aeroporto de Calafate + Voo pra BsAs: 2,6km andados

De manhã um café da manhã show com o pessoal antes de pegar a van Las Lengas direto pro aeroporto de El Calafate. O voo saiu às 17h30! Cheguei em BsAs, no Aeroparque umas 20h30. Tinha que trocar de aeroporto, já que o voo pra São Paulo saía de Ezeiza, que é o aeroporto "longeparacaraleo" da cidade. Mas foi batata: 200 pesos (o que dá uns 40 reais) o busão entre os aeroportos, demora uns 50min a viagem. A cia que usei foi a ArBus, empresa que além do translados entre aeroportos, também faz translados dos aeroportos para o centro da cidade, entre outros bairros. Achei ótimo! Sei que o Tienda Leon também faz, mas é mais caro! Viagem bem confortável, e dá pra comprar na hora!

Chegando em Ezeiza, já fui pro embarque e arranjei um cantinho para dormir até o voo sair às 4h da manhã. Dica: vá para os últimos portões, depois do portão 12, que tem umas cadeiras inclinadas e com encosto grande! Perfeito pra dormir!

O dia "10" foi apenas a chegada em SP, nada além disso.

 

Conclusão

Essa viagem, até agora, foi a viagem da minha vida, com absoluta certeza. Foi minha primeira viagem sozinho pra turismo apenas, de contato com a natureza a todo momento, numa paz inexplicável e com um sentimento de dever cumprido após um ano MUITO corrido. Cada momento que passei por lá foi de reflexão e autoconhecimento, de forma que voltei alguém muito mais de boas com a vida. Voltei com um sentimento de querer conhecer mais lugares de natureza (Atacama, Salar, além da própria Patagônia Chilena e o resto da Patagônia Argentina, além dos inúmeros parques nacionais aqui do Brasil). Emagreci 2kg na viagem, me sinto muito mais disposto depois de andar tanto e voltei querendo tornar o trekking um hobby na minha vida. E vai acontecer! Já estou planejando um trekking pro Pico da Bandeira pra 2018.

Espero que eu tenha ajudado a dar um norte pra viagem de vocês e cara, se estão nessa vibe de fazer trilha mas estão com medo de elas não terem guias, não terem condicionamento, medo de viajar sozinho, DESCONSTÓI, TREINE e SÓ VAI! Não se arrependerá!! E responde aqui postando o relato que vou ler com certeza!

Aqueele abraço pros leitores e partiu mais uma viagem! Salve a Argentina e Salve a Patagônia!

 

 

 

 

 

 

Muuuito legal seu relato, eu e meu marido estamos nos baseando nele para ir agora em dia 12 de fevereiro, gostaria algumas dicas de roupas levar, que tipo de jaqueta e calça, precisa daquelas segunda peles? a mochila de ataque que tamanho? esse tipo de coisa... Obrigada ;) 

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4 horas atrás, carolina L. cadaval disse:

Muuuito legal seu relato, eu e meu marido estamos nos baseando nele para ir agora em dia 12 de fevereiro, gostaria algumas dicas de roupas levar, que tipo de jaqueta e calça, precisa daquelas segunda peles? a mochila de ataque que tamanho? esse tipo de coisa... Obrigada ;) 

Oi Carol!

Sobre roupas, eu até levei segunda pele, mas não usei! Nem luvas e cachecol! Dezembro ficava em torno de uns 15-20 graus de dia e de noite uns 10!. Mas ventava, por isso recomendo o corta-vento. Acredito que fevereiro vai estar bem parecido o clima! A calça eu usei aquelas de tactel de trilha da Decathlon que viram bermuda, e foi ótimo! Fiz a maioria sem a parte de baixo! Sobre a mochila de ataque, levei uma mochila normal, de uns 10L. Deu pra usar tudo tbm! Levava dentro comida, um kit de primeiros socorros, fleece e camera+carregador! Mas de resto, uma corta-vento tá de ótimo tamanho, além do fleece.

 

boa viagem!!

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      Olá galera mochileira, quando resolvemos (eu e meu companheiro de vida Junior), ir para Africa do sul, logo pensei na Suazilândia e Botswana, por estarem próximos, porém diferente dos demais, pensei nesse roteiro de carro, e tive dificuldade em encontrar informações. Depois de muita  cabeçada e alguns perrengues ter conseguido conhecer esses 3 países foi algo sensacional... e vou contar um pouco dessa história para vcs. Os preços vou colocar em reais para ajudar, mas tudo foi pago em Rands (Africa do Sul e Suazilândia) ou Pula (moeda de Botswana).
      Passagem de BH x Joanesburgo 2300,00 (ida com a Latam e volta com a South Africa)
      Embarcamos no dia 16 de maio e chegamos em Joanesburgo no dia 17, duas horas depois do esperado devido a um atraso de mais de duas horas em São Paulo. Chegamos por volta das 11:00 da manhã. Trocamos alguns dólares no aeroporto, depois do desembarque a algumas casas de câmbio.. o dólar havia dado uma disparada nessa época então as cotações não eram tão legais como havia lido em alguns relatos aqui. Na Africa do Sul, eles cobram taxas para realizarem o câmbio, então o valor nunca é aquele anunciado... 1 dólar nos rendeu menos de 11 rands.
      Fizemos reserva  do carro aqui do Brasil para ser retirado no próprio aeroporto de Joanesburgo pela Europcar, alugamos um carro manual, visto que os automáticos são bem mais caros, mesmo sabendo da mão inglesa resolvemos arriscar e deu tudo certo, em questões de horas já estávamos dirigindo normalmente. O valor em reais foi cerca de 800,00 por 9 dias de aluguel, porém ai vai a primeira dica: PARA SAIR DO PAÍS COM O CARRO ALUGADO ELES COBRAM UMA TAXA E NÃO NOS COMUNICARAM, ESSA TAXA CHEGA A SER MAIOR QUE O VALOR DO ALUGUEL. Como em toda locadora de veículos, e feito uma cobrança calção no cartão de crédito, só vimos esse ROMBO, após alguns dias da devolução do mesmo. Então esse detalhe merece cuidado. Não deixe de mencionar que irá sair do país se realmente o for, pois sem uma autorização por escrito da locadora vc não cruza nenhuma fronteira. 
      Papeis na mão e chave do carro, saímos de Joanesburgo por volta de 13:00 e já rodamos cerca de 500 km até Phalaborwa, onde havia feito uma reserva pelo booking em uma Guesthouse (seria como nossas pousadas). Porque escolhemos Phalaborwa, porque nessa cidade tem uma portaria do Kruger Park e queríamos fazer nosso proprio safari até o camping que havíamos reservado dentro do Kruger. Chegamos em Phalaborwa já de noite e bem esgotados, o carro arriou a bateria no meio da estrada e por sorte contamos com a ajuda de algums pessoas que estavam trabalhando em uma reforma na estrada. Ficamos no Lalamo Guesthouse e super indico. O preço foi cerca de 150,00 reais quarto privado com banheiro para duas pessoas com café da manhã ou 540 rands, quarto simples mas completinho, inclusive com uma garrafa de vinho como cortesia de boas vindas e alguns snacks tbm de cortesia. Tomamos um banho e fomos comer em um restaurante próximo. No dia seguinte cedo, o café da manhã me surpreendeu, o mais gostoso de toda a viagem, além da simpatia dos funcionários com seu belos sorrisos.Por volta das 08:30 estavamos entrando no Kruger... agora falo um pouco desse park.
      Depois de uma boa pesquisada sobre o Kruger nacional park (aqui no mochileiros vcs encontram muita info), optamos por ficar duas noites em dois diferentes acampamentos, o Pretoriuskop e Lower Sabien, as reservas foram feitas com cerca de 3 meses de antecedência, por ser alta temporada (inverno) e para não arriscar chegar e ter apenas acomodações caras (reservas diretamente no site www.sanparks.org). Optamos ficar em Hut, uma casinha com duas camas de solteiro, ar condicionado e geladeira, com banho compartilhado, pagamos cerca de 50 dólares a diária. Tbm se paga uma taxa por dia por pessoa para estar no kruger, que chega a ser quase 100,00 reais por dia por pessoa. O parque é bem organizado e logo na entrada mostramos as reservas e recebemos tipo um folder com um recibo da nossa entrada, a tal taxa por dia foi paga diretamente nos acampamentos. Existe outros tipos de acomodações nos acampamentos, mais baratos e mais caros, aí vai do gosto e bolço de cada um.
      Da portaria de Phalaborwa até nosso primeiro acampamento rodamos cerca de 280 km dentro do parque, daí dá para imaginar como ele é grande. Vc já começa fazendo seu próprio safari e confesso que tivemos muita sorte, porque de cara nesse primeiro dia já vimos 3 dos Big fives, elefante, búfalo e leão. Big Five se refere aos cinco mamíferos selvagens de grande porte mais difíceis de serem caçados pelo homem. Chegamos no Pretoriuskop já no final da tarde, pois além da velocidade permitida dentro do Kruger ser 50 km, toda hora se para para admirar uma imensidão de animais e aves. Os acampamentos são bem estruturados, com mini supermercado, restaurante e até posto de gasolina. Optamos por fazer um game drive pago que saía as 05:00 da manhã e foi graças a ele que vimos nosso quarto big five, o leopardo, um dos mais difíceis de serem vistos.  Alguns preços: gasolina cerca de 5,00 reais, café da amanhã cerca de 35,00 reais para 2 pessoas, uma coca cola de um litro cerca de 7 reais. Existe tbm  suvenir para comprar mas o preço é bem salgado e a maioria das coisas que tem dentro do Kruger, vc encontra em lojas em Cape Town e em Joanesburgo. Mas é claro que se vc quiser algo com o nome do Kruger, vc deve comprar lá.
      Depois de dois dias incríveis e inesquecíveis dentro do Kruger, partimos para Suazilândia, aqui vai mais uma dica importante: baixe no celular o aplicativo Here, foi ele que nos ajudou com GPS off line e foi nosso salvador.
      Saímos do Kruger pela portaria do Crocodile bridge e fomos em direção a Jeppe's Reef - Matsamo fronteira na Suazilândia. A imigração foi tranquila, documentação ok e fomos para a região Ezulwini Valley.  Agora algumas considerações sobre a Suazilândia: o rand é bem aceito em todo o país e não foi necessário câmbio para a moeda deles. O país é pequeno e bem acolhedor, pessoas sempre alegres. Ficamos em um hostel  de nome Sondzela Backpackers que fica dentro de uma reserva natural a Mlilwane Wildlife Sanctuary, e foi bem difícil conseguir chegar devido a obras na estrada de acesso, mas o lugar é incrível, mas só indico para quem estiver de carro, pois é longe de tudo, não dá para fazer nada a pé. . O jantar do hostel (pago a parte) é imperdível, cerca de 23,00 reais por pessoa. A diária do hostel foi cerca de 130,00 reais sem café da manhã, quarto privativo com banheiro compartilhado. Vc já acorda nesse lugar vendo animais envolta da cerca e dentro da área do hostel, até javalís rsrsrs. Acordamos e fomos conhecer um pouco da região e tomamos um café da manhã no Malandelas tourist information e internet café, uma parada meio obrigatória para pegar mapas e tirar dúvidas em relação a passeios. Internet na Suazilândia não é algo fácil, nesse lugar por exemplo, mesmo tendo internet no nome, não estava funcionando esse dia. No hostel era vendido 200mb por 50 rands, cerca de 15,00 reais e não dava pra nada rsrs. Como ficaríamos apenas duas noites nesse país incrível, optamos por visitar uma aldeia Suázi no Mantenga Nature Reserve .
      Foi emocionante ver de perto um pouco da cultura e costumes desse povo tão hospitaleiro.
      No outro dia cedo partimos rumo ao Soweto, foram cerca de 5 horas de viagem e chegamos por volta das 13:00. Soweto é a sigla para South Western Townships, um dos bairros no subúrbio de Joanesburgo, cenário de importantes lutas políticas durante o regime do apartheid. O bairro nasceu sob a base do regime de segregação racial, onde os negros deveriam, por lei, viver em regiões afastadas dos brancos. O local é sinônimo de resistência e luta contra o regime opressor que os negros sofreram na Africa do Sul nesse período. Existe várias coisas para se ver e ouvir nessa região... a rua Vilakazi, a única do mundo onde dois ganhadores do Prêmio Nobel moraram. Nelson Mandela e o arcebispo Desmond Tutu dividiram muito mais do que a mesma vizinhança, eles compartilharam o sonho de viver em um país mais tolerante e com mais oportunidades para todos.                                                                                                
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      Esse dia dormimos em Melville, bairro em Joanesburgo onde existe um bom comércio e restaurantes próximos. Ficamos no Grand View B&B , cerca de 160,00 reais a diária em quarto privado com banheiro com uma linda vista da cidade, com um delicioso café da manhã.
      No dia seguinte, fomos rumo a Botswana. O trajeto até a fronteira foi um pouco tenso, pois faltando cerca de 100 km para chegar, passamos em uma região que havia algum tipo de conflito, não ficamos sabendo ao certo do que se tratava, apenas encontramos estradas bloqueadas com pneus pegando fogo e muita brasa no chão, e o pior é que estávamos sozinhos, não tinha mais ninguém transitando nessa estrada, foi o único momento nessa viagem que ficamos com medo, maaaaaaas tudo de certo e chegamos na fronteira Pionner. De Joanesburgo até a fronteira foram uns 370 km. Para atravessar para Botswana tivemos que pagar 120 pulas, mas no local tem como fazer câmbio. Um dólar equivale a mais ou menos 10 pulas. Eles ficaram surpresos em ver nossos passaportes brasucas, não se vê brasileiros nessa região de Botswana, por isso tive dificuldade em achar infos, os brasileiros quando vão para Bots acabam ficando no norte do país, principalmente quando vão a Zimbábue ou Zambia. Ficamos em um hostel a cerca de 10 km da capital Gaborone no Mokolodi Backpackers, gostei muito do lugar, super indico. Pagamos cerca de 200,00 reais a diária... simmmm, Botswana é mais cara, como dizem, é um destino exclusivo rsrsrs mas valeu cada centavo. Esse hostel fica perto do Mokolodi Nature Reserve, onde fizemos um safári incrível por 150 pulas por pessoa que seria mais ou menos 60,00 reais por pessoa. É claro que nem dá para comparar com o Kruger park, pois são bem diferentes, em tamanho e estrutura mas ver aqueles animais em seu habitat natural é sempre uma aventura. Como estávamos de carro, era fácil ir até Gaborone comprar comida e artesanatos (meu fraco rs). O hostel tinha cozinha completa e fizemos nossa própria comida...  ficamos 2 noites naquele lugar e amamos, queremos voltar para conhecer as outras regiões.
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      Saímos de Botswana em direção a Pretória, a estrada tem muitos pedágios, mas na hora de alugar o carro fomos informados que o veículo possui um equipamento que passa pelos pedágios e depois na hora da devolução eles calculam quantos pedágios foram e vc paga juntamente com o valor do aluguel. Pretória realmente não tem nada demais, e se vc estiver com o tempo contado pode abrir mão desse destino facilmente. Mas já dentro da cidade fomos parados pela polícia que alegou que havíamos passado encima de uma faixa amarela que era proibido... oi??? isso mesmo, ai rolou aquela treta que li em vários relatos aqui no site, propina era o que queriam... masssss resistimos bravamente e acabamos saindo sem pagar os 500 rands que pediram. A dica é a seguinte: sempre diga que não tem dinheiro, só cartão de crédito, assim fica mais difícil deles levarem seus rands. Durante nossa viagem fomos parados várias vezes por policiais, principalmente em Botswana, mas a única vez que pediram propina foi essa. 
      Novamente dormimos em Joanesburgo no 84 on 4th Guest House tbm em Melville, quarto privado com banheiro e café da manhã, por 200,00 reais a diária. Excelente localização e atendimento. Gostamos muito do lugar. No dia seguinte deixamos o carro no aeroporto e pegamos um voo da Kulula para Cape Town (compramos no Brasil pela Decolar) e ficou 1.000,00 reais ida e volta para duas pessoas. Em Cape Town ficamos no The Verge Aparthotel em Sea Point, pagamos cerca de 830,00 reais por 5 diárias pelo booking. Atenção, esse lugar é perfeito... um apart hotel mega bem localizado, pertinho da praia, com muitos bares e restaurantes próximos, supermercados... além do apartamento ser completo e bem decorado (é só entrar no booking e dá uma olhada), amamos o lugar e tbm super indicamos.  Fizemos um passeio pelas vinículas que vale muito a pena... foi caro, cerca de 300,00 reais por pessoa, mas o passeio dura o dia todo e foram 4 degustações em diferentes vinícolas  com vinhos e queijos, com direito a passeio de trem tbm degustando vinho. Dica: os vinhos na África do Sul são muito bons e baratos, custa praticamente o preço de um imã de geladeira rsrsr paguei em um bom vinho premiado cerca de 20,00 reais.
       

      Do Brasil tínhamos comprado o passeio para Robben Island, mas no dia programado o tempo não tava legal e foi cancelado, algo bem comum de acontecer por lá, vc pode trocar por outro dia ou pedir a devolução do dinheiro. Aproveitamos esse dia e fomos até a Green Market Square onde rola uma feirinha livre de artesanatos onde compramos algumas lembrancinhas. Depois passamos no supermercado e compramos comida. Não se vende bebidas alcoolicas nos supermercados, apenas em lojas próprias e por sorte havia uma bem perto do apart.
      No dia seguinte pegamos o Bus vermelho (City Sightseeing Cape Town), tbm perto do apart, na avenida da praia para o Cabo da Boa Esperança (cerca de 70 km de Cape Town), com o custo de mais ou menos 170,00 reais por pessoa, o passeio dura o dia todo e primeiro eles param em Boulders Beach, praia cheia de pinguins, mas a entrada é paga separadamente, custou cerca de 15,00 reais mais ou menos, não lembro direito mas não era caro,  a praia é linda e vale o preço.

      De lá fomos para Cape Point, onde fica o Cabo da Boa Esperança. A entrada do parque está incluida no preço do passeio. Vc pode subir a pé ou de bondinho e é claaaaro que fomos a pé, uma subida bem interessante com uma vista incrível do mar.

       
      Nesse passeio vc tbm faz uma trilha com uma vista de deixar qualquer um de queixo caído... voltamos no final do dia e aproveitamos para dar um rolezinho no Water Front , onde tem inúmeros restaurantes e lojas, se vc garimpar, consegue comprar lembrancinhas por um bom preço no local.
      No dia seguinte fomos rumo a Table Montan fazer a trilha tradicional a Plattew Klip Gorge, cerca de 3 horas de subida para pessoas como nós rsrsrs longe de sermos atletas... pegamos um Uber até o Cable Way onde na mesma rua se inicia a trila... não se paga nada para subir, só se vc for de teleférico. O frio tava de lascar e o tempo ameaçava chuva a todo o momento, mas é algo que não dá para perder.

      Cape Town é uma cidade muito bonita e com vários atrativos. Andar de Uber por lá é uma boa pedida. É bem econômico e foi nosso principal modo de transporte.
      Depois de Cape Town, voltamos para Joanesburgo onde ficamos no Saffron Guest House, quarto privado com banheiro e café da manhã por cerca de 200,00 reais o casal, tbm foi um excelente lugar e super indico, perto de tudo e bem seguro. Fomos conhecer o museu do Apartheid e despedir desse lugar tão fabuloso pois no dia seguinte íamos voltar para o Brasil. Foram 16 dias no total, bem aproveitados...
      E foi isso galera, até a próxima!!!!
       
    • Por milamguerra
      Olá, mochileiros!
      Passei dezoito dias de muita movimentação, chuva e bacalhau em Portugal. País lindo e seguro. 😍
      Usamos quase todos os tipos de transporte disponíveis no país, experimentamos algumas comidas típicas e nos enrolamos quase todos os dias com as diferenças do idioma. Curiosamente, nem sempre o idioma que temos em comum facilita as coisas. Às vezes dificulta a comunicação e nos proporciona bons rolos e boas risadas. Apesar de não termos tido sorte com o tempo (choveu praticamente 14 dos 18 dias que passamos por lá) adorei conhecer Portugal e deixo aqui minha experiência para quem planeja visitar a terrinha. Vou postando em etapas porque o relato ficou um pouco extenso, mas fiquem à vontade para ler, comentar e perguntar entre os posts.
      DIA 1: Lisboa - Oceanário, Telecabina e Parque Eduardo VII de metrô
      Depois de meses esperando uma promoção, voamos de TAP direto para Lisboa e chegamos lá às 5h da manhã. O check-in no estúdio que alugamos pelo Booking era só ás 15h e então aproveitamos o dia e a localização próxima do aeroporto para conhecer o Oceanário e a região do Parque das Nações. O voo foi muito cansativo, com direito a neném chorando o tempo todo, e o cansaço nos impediu de aproveitar melhor as visitas desse dia. 😴 Mesmo assim, valeu muito.

      Obs: optei por reservar estúdios em 3 das sete cidades pelas quais passamos para ter liberdade de cozinhar algo rápido, preparar nossos cafés da manhã, lavar e passar roupa, tudo isso pagando menos que em um hotel normal. Isso nos permitiu viajar com uma mala menor e economizar um pouco nas refeições. Dica: fiz minhas reservas com quatro meses de antecedência e peguei ótimos preços em lugares excelentes. Se puder, não deixe para a última hora.
      Continuando: esperamos um pouco no próprio aeroporto e lá mesmo compramos um chip da Vodafone com o plano turístico para ligações e internet (€ 10 com cerca de 4MB e do meu celular eu roteava para o do marido), que funcionou maravilhosamente bem em toda a viagem. Compramos também o Lisboa Card (de 3 dias, € 40 por pessoa) no balcão de informações turísticas do aeroporto Esse cartãozinho permite visitar várias atrações “gratuitamente” e dá desconto em outras tantas, além da gratuidade nos transportes da cidade como metrô, trem, bonde, elevadores. Já começamos a usar o cartão ali mesmo no aeroporto quando pegamos o metrô para a estação do Oriente. Sair do aeroporto de metrô é fácil, fácil. E barato!
      Na estação de trem Oriente, deixamos nossas malas no que eles chamam de cacifos (ou lockers), que são armários/cofres automáticos. Você deposita um valor em moedas de acordo com o tamanho do armário que escolher, recebe uma senha e paga o restante no retorno para retirar a bagagem. Se usar os cacifos, não perca a senha. Só com ela você consegue reaver as malas. Outra coisa que achei legal é que há no local uma máquina para trocar dinheiro, para o caso de você não ter moedas na hora. Você deposita uma nota e recebe tudo em moedas. Muito prático e fácil de usar. Também é possível guardar malas no aeroporto.

      Recomendo muito a visita ao Oceanário. Não é à toa que ele é considerado dos mais bonitos da Europa. Reserve um bom tempo para essa visita, especialmente se você for fã de vida marinha. Ao redor do imenso tanque principal há banquinhos para você observar com calma a movimentação de peixes, tubarões, arraias etc. Lindo!
      Há também lontras❤️, pinguins, patos, águas-vivas etc etc etc.

      Nós visitamos as duas exposições: a permanente (os aquários em si) e a exposição de florestas aquáticas, também interessante. Pagamos € 15,30 por pessoa já com o desconto do Lisboa Card. Sem ele ficaria em € 18 pp.
      Já cansados e com fome depois de não dormir à noite e bater perna pra lá e pra cá, pegamos a telecabina ali pertinho e fomos almoçar um bacalhau, melhor dizendo, quatro bacalhaus, pra começar bem a viagem: bacalhau a brás, posta de bacalhau grelhado, bacalhau com broa e bacalhau com natas no restaurante D’Bacalhau, ali mesmo no Parque das Nações.

      O passeio na telecabina é bacaninha, mas nada excepcional. Também tem desconto com o Lisboa Card.

      Depois dessa odisseia já estávamos mortos de cansaço e ainda não eram 14h. Não tínhamos gás pra mais nada, então liguei para o proprietário do estúdio que alugamos, que foi super gentil e nos deixou fazer o check-in um pouco mais cedo. Por falar nisso, o horário de check-in em Portugal é quase sempre às 15h e o check-out às 11h ou 12h.
      De volta à estação Oriente, reavemos nossa bagagem e pegamos o metrô até a estação Alamedas e lá mudamos para a linha verde até a Baixa-Chiado. Molezinha. O único porém é quem nem todas as estações estão equipadas com escada rolante/elevadores e isso pode dificultar a vida de quem viaja com malas grandes ou muitas malas. A nossa era pequena e não tivemos problemas.
      Descansamos um pouco no estúdio e saímos para conhecer a região.

      Ficamos hospedados no estúdio Chiado InSuites 100, na Baixa, pertinho de tudo. Recomendo. O estúdio é uma graça e muito prático. A área é muito bem servida de bares, restaurantes, farmácias, mercado, lojas, metrôs, trens, ônibus etc.
      Passamos no mercado Pingo Doce para comprar produtos para o café da manhã e, apesar de a água da torneira ser própria para beber em todo o país, não gostei do gosto dela e preferi comprar a mineral no mercado mesmo. Mas fica a dica para quem quiser economizar uns euros em água.
      Aproveitando que nessa época escurece por volta das 21:30 e, apesar do tempo feio, passeamos pela rua Augusta, conhecemos o Arco da Rua Augusta, a Praça do Comércio, o Parque Eduardo VII (que estava hospedando a Feira do Livro de Lisboa e não rendeu boas fotos).



      Jantamos uma massa deliciosa com vinho da casa no Prima Pasta, um dos inúmeros restaurantes da Baixa, e desmaiamos até o dia seguinte. Vale comentar que os vinhos da casa nos restaurantes portugueses são geralmente muito bons e baratos. Eles servem uma taça, meia garrafa ou garrafa inteira. Peça sem medo de ser feliz.
      DIA 2: Lisboa – São Pedro colaborou com a minha preguiça
      Conforme anunciado por vários aplicativos de previsão do tempo, o dia amanheceu frio e muito chuvoso. 😒 Aproveitamos para descansar e tentar espantar a desgraça do jetlag. O marido precisava trabalhar e passei a manhã de preguiça no estúdio. A chuva parou pela hora do almoço e resolvemos conhecer o Timeout Market, com a intenção de almoçar por lá. Não mesmo, de jeito nenhum. Muita gente, muita fila, muita confusão. O local é muito legal e há restaurantes de todos os tipos de cozinhas, mas estava insuportavelmente cheio. Desistimos e acabamos almoçando na Pastelaria Brasília ali pertinho. Bem simples, mas com bom preço, boa comida e bom vinho da casa.

      Dali pegamos o metrô e fomos visitar alguns clientes em Lisboa mesmo. Chovia bem e voltamos para o estúdio para o marido continuar o trabalho pendente. De novo fiquei de preguiça dando uma folguinha para os meus pés e esperando a chuva passar.
      À noite fomos bater perna pela região e experimentamos o bolinho de bacalhau da Casa Portuguesa do Pastel de Bacalhau. Apesar de famoso e de vir recheado com queijo da Serra da Estrela, achei que não vale a grana pagar tanto por uma massa de batatas. Enfim, gosto é gosto.

      Nesse dia experimentamos também os famosos e aclamados pastéis de nata. Gostamos, mas não achamos nada assim tão fenomenal neles. Enfim, questão de gosto mesmo.
      Mas o mais decepcionante em Portugal, para mim, foi o café. Passamos por uma sofrida peregrinação em busca de um café, no mínimo, mais ou menos. Sempre que pedíamos café, serviam um expresso MUITO FORTE ou alguma outra coisa muito ruim. A gente fazia cara feia e tomava por questão de honra, mas só mesmo em Cascais descobrimos o nome do café que gostamos e que normalmente tomamos aqui no Brasil. Fique de olho nos próximos capítulos para saber e fugir das roubadas. Hehe... 🤪

      Estava chovendo, então pegamos o metrô e fomos conhecer o shopping Colombo. São mais de 400 lojas de marcas conhecidas como Timberland, Chilli Beans, Toys "R" Us, C&A, Nike, Lacoste etc. Há também um mercado Continental e uma ótima praça de alimentação por lá. O acesso ao metrô é super fácil, feito por dentro do shopping mesmo. Não achei os preços lá essas coisas, mas vale a visita...

      Caminhar tranquilamente por Lisboa à noite com uma câmera a tira colo e mochila nas costas foi algo surreal pra mim. Mesmo morando em uma cidade relativamente pequena aqui no Brasil, não tenho coragem de sair à noite de câmera na mão. Essa é, sem dúvida, uma das grandes vantagens de Portugal.
      DIA 3: Lisboa – Belém e Castelo de São Jorge de elétrico (bonde)
      Um dia que eu não repetiria.
      Ainda com um pouco de jetlag, pegamos o elétrico 15E (o moderno, com wi-fi gratuito e tudo) na Praça da Figueira e desembarcamos em Belém. Detalhe: esse elétrico tem Wi-Fi gratuito. É tanto turista em Belém que achei que estava entrando em um formigueiro.
      - Padrão dos Descobrimentos: monumento interessante e imponente. Subimos de elevador até a cobertura, de onde se tem uma boa vista da Torre de Belém, do Mosteiro dos Jerônimos e de toda a região. Tem também um pátio muito bonito contando a história dos descobrimentos e das conquistas portuguesas, onde as escolas levam seus alunos para conhecer um pouco sobre as antigas glórias do país.


      - Torre de Belém: do Padrão fomos caminhando até a Torre (Cerca de 10 minutinhos) e depois de quase desistir, decidimos enfrentar aquela fila enooorme para entrar no monumento. Valeu, mas eu não faria de novo. Perdemos tempo demais ali.

      A intenção era visitar o Mosteiro dos Jerônimos logo em seguida, especialmente porque ele fica gratuito com o Lisboa Card, mas não tivemos coragem. A fila estava quase chegando no Japão e não tínhamos mais muito saco sobrando pra elas.
      Visitamos rapidamente a igreja (grátis para todos) e partimos para tentar experimentar os famosos pastéis de Belém. Doce ilusão. Como eu já tinha usado toda a minha cota de paciência na fila da Torre, nem pensei em enfrentar a quilométrica fila para saborear os pastéis. Entramos então em busca de uma mesa, na esperança de que seria mais fácil comer ali mesmo, mas a coisa estava séria demais para o meu gosto. Saímos dali correndo e, a mando do estômago, entramos no primeiro restaurante com mesas disponíveis na área. Era uma hamburgueria e nesse dia eu comecei a confirmar o que eu já vinha suspeitando desde o primeiro dia: a comida portuguesa é mesmo muito boa e muito farta, mas carece de sal. Durante toda a viagem fiquei com a sensação de que faltava alguma coisa.

      Pegamos o mesmo bonde de volta, saltamos na Praça da Figueira e fomos ao estúdio descansar um pouco.
      Com as energias meio renovadas e o tempo um pouco melhor, partimos para o Castelo de São Jorge no elétrico 12E, na mesma Praça da Figueira. Esse elétrico nos deixou em frente ao miradouro das Portas do Sol, ao lado do miradouro de Santa Luzia. O elétrico 28 vai mais próximo do castelo, mas a diferença não é grande. Depois de algumas fotos ali, fomos caminhando para o Castelo. É fácil chegar seguindo as indicações, não se preocupe.

      Adoramos o castelo, especialmente agraciado com uma linda vista da cidade e do Tejo, ótimo local para assistir ao pôr do sol.


      Descemos o bairro de Alfama caminhando, com a noite em nosso encalço, e nos enfiamos no estúdio, exaustos. Ô dia cansativo!
      Sobre alimentação, os preços dos pratos ali na Baixa variam entre € 7 e € 11. Nem passei perto de restaurantes mais caros. 😬
      Veja mais abaixo:
      - Sintra de trem e taxi: Quinta da regaleira, Palácio da Pena, Castelo dos Mouros e Travesseiros da Periquita
    • Por Murilo Andrade
      BELO HORIZONTE:
      02 – 01 – 2017:
      Saí de Vitória da Conquista na noite anterior, chegando a tarde em Belo Horizonte. Fui de “carona” conseguida através do aplicativo Blablacar, o motorista dirigia muito bem e a viagem ficou bem em conta, recomendo demais.
      Chegando em BH, fui para um hotel (Hotel Madrid – somente para passar uma noite é razoável) próximo a rodoviária, pois no outro dia viajaria para Brumadinho. Aproveitei a tarde para passear pelo Centro de BH, saindo da praça Rio Branco em direção ao Mercado Central de Belo Horizonte. Cidade excelente para uma boa caminhada, tanto pela qualidade das ruas, quanto pela sensação de segurança.
      O mercado é um local com muita variedade de produtos, especialmente de comidas (rs). Destaco o restaurante Casa Cheia, com uma vista do alto de todo o interior do mercado, oferece um cardápio excelente, ao começar pelas deliciosas almôndegas exóticas:
        
      Continuei batendo perna pelo centro de BH, a cada esquina um prédio, igreja, casa com arquitetura interessante. Cidade muito boa de percorrer a pé.
      Fiquei impressionado com Igreja de São José:

      A noite retornei ao hotel para descansar.
      BRUMADINHO:
      03 – 01 – 2017:
      No dia anterior já havia comprado minha passagem de ida e volta para Brumadinho, com chegada e partida no estacionamento do Instituto Inhotim, centro de arte contemporânea de renome mundial. Já estava com ingresso a postos, comprado antes da viagem.
      Fui para a rodoviária bem cedo, chegando em Inhotim por volta das 09:30h, onde descemos no estacionamento da própria instituição. Deixei minha mochila na recepção do local, desde o início percebi a excepcional estrutura do local.
      Digo desde já que não entendo nada de arte, apenas gosto de admirar o que instiga à reflexão e (nem sempre rs) é belo.
      O lugar é impressionante, para todo lado que você olha enxerga alguma coisa impressionante, sejam as representantes da flora brasileira e mundial (o Instituto possui a maior coleção de palmeiras do mundo) sejam, claro, as esplêndidas obras de arte contemporânea espalhadas por todo o local.

      O Instituto é imenso, devendo ser feito um planejamento prévio sobre por onde vai se iniciar o passeio, recomendo começar pelo lado esquerdo do instituto, especialmente por causa da enorme ladeira no circuito laranja. O mapa fornecido na entrada é de imensa ajuda e sua utilização é bem intuitiva, ademais o parque é bem sinalizado e possui funcionários muito prestativos.
      Destaco algumas obras que mais me interessaram no Instituto Inhotim.
      Galeria Adriana Varejão, um conjunto imenso de obras em azulejos em uma estrutura impressionante, visceras  e órgãos humanos substituem cimento e tijolos nessa parede:


      Essa obra, bastante interativa (viewing machine), oferece um panorama incrível e uma nova forma de ver não só do parque, mas de todo o seu entorno servindo como um gigantesco monóculo com caleidoscopio:

      Esta obra achei muito interessante ao propor demonstrar o poder do acaso (beam drop inhotim), no qual o artista, usando um guindaste, deixou cair sobre um poço de concreto uma série de vigas de aço:

      Árvore de metal interagindo com árvores de verdade (Elevazione):

      Galeria Cosmococas, um lugar incrivel e de grande interatividade. Piscina onde podemos mergulhar os pés, redes onde podemos deitar, chão inesperado..são diversas as propostas. Foi o lugar que mais gostei nesse primeiro dia de visitas:

      Ao final das visita, beeem cansado, fui aguardar o transfer do Hostel70. Ali já conheci pessoas que estavam hospedadas no local. A própria dona do hostel foi-nos buscar, Nathi, uma pessoa excepcional.
      O hostel, um local simples e muito bem localizado, superou as minhas expectativas especialmente pelo atendimento, todas as pessoas que ali trabalham se mostraram super atenciosas e prestativas. Naquela mesma tarde fomos a um morro local em busca do por do sol, mas em razão do tempo nublado não podemos ver, em compensação apresentou-se uma paisagem deslumbrante e o belo momento no qual as brumas (névoa) tomam conta das serras de Brumadinho, serpenteando por entre os morros:

      De volta ao Hostel, fiquei por ali mesmo, após o jantar, hora de bater papo até tarde da noite com os outros hóspedes. Dei sorte de encontrar uma galera super gente boa, desde fotografo e professores de São Paulo até estudantes “black blocks” de Brasília, passando uma adolescente que tinha “fugido” de casa, para quem acabei dando consulta jurídica a mesma e ao pai que estava na França rs
       
      04 – 01 – 2017
      Acordei cedo, após um bom café da manhã no Hostel70, partimos para mais um dia de desbravamento do Inhotim. Já levei minha mochila, pois de lá mesmo voltaria para Belo Horizonte.
      Dessa vez fiz o percurso mais longo (roteiro rosa) e com uma ladeira gigante (rs).
      Como era o dia de gratuidade, o local estava lotado. Por isso fui direto para a última obra, no fim do percurso, Som da Terra, uma cúpula na qual encontra-se um poço com 202m de profundidade com microfones que captam os sons emitidos pelo terra. Não sou nem um pouco místico, mas ali é um lugar mágico sem sombra de dúvidas. Fiquei por um bom tempo, refletindo ao som das profundezas da terra e descansando após a longa caminhada kkk:

      Saindo dali fui até a uma galeria, uma impressionante cúpula espelhada no meio da mata, que guarda a obra Lama a Lâmina – que resgara o confronto entre os orixás que representam o ferro e a fauna. Apesar de, na minha humilde opinião, expor a destruição da natureza que tanto assola o nosso país e, em especial, aquela região de minas amplamente atingida pela exploração mineral:


      Dirige-me depois a galerias que expõe uma série de obras de áudio, vídeo e imagens:
      Na galeria Claudia Andujar estava acontecendo uma exposição fotográfica com a temática de índios do Brasil:

      Na galeria Miguel Rio Branco haviam expostas imagens e vídeos projetados em tecidos com a temática de nudez, muito interessante ao nos dar uma visão leve e reflexiva sobre o tema:

      Ainda passei no complexo do Instituto no qual se localiza biblioteca, lanchonete e uma enorme coleção taxonômica de borboletas.
      Fui para o estacionamento, onde o ônibus da Viação Pássaro Verde já aguardava para retornarmos para Belo Horizonte.
       
      Algumas considerações sobre Inhotim:
      - O acesso à Inhotim por ônibus é bem tranquilo, com ônibus saindo diariamente da rodoviária de Belo Horizonte, com destino tanto ao próprio instituto quanto a cidade de Brumadinho.
      - A caminhada é nível médio, é bom ter disposição, caso não, vale a pena contratar o uso dos carrinhos para se deslocar pelo complexo.
      - Em todo o instituo encontram-se banheiros e bebedouros, muito bem cuidados. Quanto a água, vale a pena levar uma garrafinha em razão das distâncias a serem percorridas. Existem restaurantes e lanchonetes, com preços condizentes com o local, vale a pena levar umas barras de cereais ou lanches mais práticos rs.
      - O uso do mapa é fundamental, mas os funcionários e uma excelente sinalização dá segurança para se deslocar pelo parque.
      - Recomendo ao menos dois dias de visitação, tempo suficiente para ver todo o parque. Ver, não conhecer, pois ai seriam necessárias algumas semanas rs. Fiz o circuito amarelo e laranja no primeiro dia e o rosa no segundo, mas no pique e com bastante disposição...mas, não contratei os carrinhos kkkk
      - Por fim, destaco que, por mais que não entenda-se nada de arte contemporânea, o Inhotim é um local impressionante tanto pela estrutura quanto, especialmente, pela natureza e pelas obras ali existentes.
       
      OURO PRETO
      04/01/2017
      Cheguei na rodoviária de Belo Horizonte e imediatamente comprei minha passagem para Ouro Preto, viagem bem tranquila, cheguei em Ouro Preto por volta das 20:00h, fui andando até o hostel (Brumas Hostel – uma enorme casa colonial no alto da cidade, com uma estrutura simples, compensada pela disposição dos proprietários do local e pelo excelente café da manhã rs, e a 1 minuto de caminhada da praça principal da cidade).
      Fui procurar um local para comer, sai do hostel, passei por uma igreja e me deparei com a seguinte imagem, que deixou-me impactado pela impressionante arquitetura colonial na noite de Ouro Preto:

      Senti naquele momento o que as fotos nos livros e internet não conseguem traduzir, ver mais de três séculos de história ao vivo e a cores é outra coisa rs.
      Fui até uma hamburgueria na praça principal da cidade, hambúrguer muito bom. Voltei ao hostel para descansar, mas lá encontrei um fotografo de Montes Claros, muito gente boa, e voltamos até a famosa Rua Conde de Bobadela para tomar a famosa cachaça mineira.
       
      05/01/2017
      Acordei cedo, afinal era dia de conhecer a Ouro Preto.
      Meu café da manhã, o tradicional colonial mineiro, foi com essas vistas:


       
      A mesma imagem da noite anterior, mais ampla e tão bela quanto a cidade no período noturno, com o pico do Itacolomi ao fundo:

      A praça Tiradentes, principal da cidade, onde se localiza o Museu da Inconfidência, que vale a pena demais a visita e de onde tirei a foto seguinte, e antiga Escola de Minas de Ouro Preto, ao fundo na imagem:

      Após visitar o Museu da Inconfidência, saí dali e iniciei um périplo pelo lado oeste da cidade, visitando primeiro a Igreja de Nossa Senhora do Carmo, onde conheci uma sanfoneira de São Paulo, excelente musicista e fã de Elomar rs. Deu boas dicas sobre a cidade. Foto da igreja:

      Fui até o Teatro Municipal de Ouro Preto, o mais antigo do Brasil. Depois passando por um beco, saí na Rua Conde da Bobadela dos bares (Porão), restaurantes e botecos (Satélite) da cidade:

      Dei uma volta pelos fundos da Igreja do Carmo, passando pela Escola de Odontologia de Ouro Preto, após uma boa caminhada, já saí na lateral da Igreja de São Francisco de Assis, cujo largo se localiza uma feirinha de artesanato, com muita coisa feita de cristais e outros minerais:

      Por fim, voltei para almoçar no restaurante Forno de Barro, na praça da Inconfidência, onde serve a tradicional e deliciosa comida mineira. Reencontrei também almoçando lá a sanfoneira paulistana e o fotógrafo de Montes Claros, além de conhecer um estudante alemão de intercambio que estava hospedado no Brumas Hostel também.
      Após o almoço, saímos nós três para um passeio pelo lado leste da cidade, começando por uma visita pelo interior da Igreja de São Francisco de Assis. Depois seguimos até as Igrejas Nossa Senhora da Conceição (segunda foto a partir do pátio da Mercês) e Nossa Senhora das Mercês (na primeira foto a partir da frente da Conceição):

       
      Fomos até uma uma antiga mina de ouro, não entramos, apenas tomamos um belo açaí para recuperar as forças e enfrentar novamente as ladeiras no retorno ao hostel. A noite fomos, eu, o estudante alemão e um professor de história para O Porão novamente, um bom papo acompanhado por uma cerveja estupidamente gelada.
      06/01/2017
      Madruguei para assistir o nascer do sol, ao lado da igreja de São Francisco de Assis:

       
      Igreja de Santa Efigênia no topo ao lado do sol nascente:

      Inicialmente, tinha previsto que nesse dia iria até Mariana. Mas, acabei decido-me por ir, juntamente com o intercambista alemão, até o Pico do Itacolomy (1.772m) pela trilha de 7 Km no parque de mesmo nome. Fomos de ônibus até a entrada do parque e dali a pé em direção ao centro de visitantes (5km), mas demos sorte de pegar uma carona após 2km rsrs
      A trilha é mediana, mas conta com pontos íngremes, locais nos quais inclusive precisa-se de apoio das mãos na subida, mas as paisagens são surpreendentemente belas a cada passo dado.
      Vista de Ouro Preto:

      Após uma longa e sinuosa trilha, chegamos ao Pico do Itacolomy, local de onde dá para visualizar a cidade de Mariana:


      Saindo do local do pico, após subir uma trilha apertada em meio as pedras chega-se ao topo da serra do Itacolomy, uma bela visão de 360º na qual se vê a imensidão das terras mineiras:

      Tivemos que descer a trilha meio que na pressa rs, uma vez que começou a se formar uma forte tempestade com fortíssimos trovões, para nossa sorte pegamos chuva apenas próximo do centro de visitantes:


      Após a longa e sedenta trilha de volta (levem muita água rs) até o centro de visitantes, voltamos de carona até a cidade.
      Lá após um pesado almoço mineiro, pegamos carona com o fotografo de Montes Claros para Belo Horizonte, sem tempo nem para tomar um banho kkk.
       
      Algumas considerações sobre Ouro Preto:
      - Ouro Preto tem uma boa estrutura turística, com diversas opções de turismo histórico-cultural e bares/restaurantes.
      - Andar pela cidade é uma excelente opção para turistar, mas é importante ter folego para enfrentar as ladeiras da cidade rsrs.
      - A visita das igrejas é imperdível, mas diante dos custos vale a pena selecionar umas duas para conhecer (a Igreja de São Francisco é fundamental).
      - Mariana é visita “obrigatória” para quem vai para Ouro Preto, mas diante do meu tempo exíguo preferi fazer a trilha do Pico do Itacolomy.
      - Por fim, vale a pena demais conhecer trezentos anos de história do Brasil, passando pelos períodos do Brasil colônia e sua mineração, a inconfidência, as escolas de minas e odontologia, além da impressionante arquitetura das igrejas e palacetes.
       
      BELO HORIZONTE:
      06 – 01 – 2017:
      Chegamos em BH já a noite, fui para o apartamento no qual havia reservado um quarto através do Airbnb. Fui muito bem recebido pelos proprietários, pessoas super hospitaleiras, além de estar localizado em um excelente local, próximo a estação de trem de Belo Horizonte.
      A noite fui para ao famoso Edificio Maletta com o pessoal que conheci em Ouro Preto, lá tomamos uma no Objetoria, depois saímos para o Sindicato do Choppe:

      07 – 01 – 2017:
      Tirei a manhã para conhecer o complexo cultural da Praça da Liberdade, um complexo de museus e centros culturais no entorno de uma belíssima praça, na imagem com o Edíficio Niemeyer ao fundo:

      Fui primeiro ao Centro Cultural Banco do Brasil, no qual ocorria uma exposição de arte denominada ComCiência, que trazia uma interessante proposta sobre a perspectiva da vida humana e animal em um futuro distópico:

      Agora, o Memorial Minas Gerais Vale, focado na história do estado de Minas e do seu povo com interessante acervo de mídia sobre a formação do povo mineiro:


      Saindo dali fui até o Museu das Minas e dos Metais, focado na metalurgia e mineração, atividade de forte importância econômica em Minas a ponto de inclusive oferecer o primeiro nome ao Estado. Lá encontra-se farto acervo audiovisual e interativo, além de grande coleção de minérios, inclusive um meteorito no qual todos os visitantes podem tocar. Na imagem, o Museu de Minas e dos Metais e ao fundo o Espaço de Conhecimento da UFMG, dedicado as ciências:

       
      Enquanto esperava a abertura do planetário do Espaço do Conhecimento da UFMG fui até a famosa Sorveteria São Domingos, sem dúvida o sorvete mais delicioso que já tomei. No Espaço pude assistir a uma representação de uma noite nos céus da Inglaterra que inspirou Shakespeare em seus escritos.
      Na volta para o apartamento onde estava hospedado passei no Parque Municipal Américo Gianetti, uma bela peça de interação entre arquitetura e a natureza no centro de uma metrópole, e além de parar na interseção da Avenida Bahia com a Álvares Cabral (a “quando cruza Ipiranga a Avenida São João” de BH), afinal nada mais beozontino que subir Bahia e descer Floresta:

      No período da tarde fui até a Praça do Papa, no alto da cidade de Belo Horizonte, emoldurada pela Serra do Curral ao fundo. Além de ter um dos mais belos por-sol, acompanhado por centenas de pessoas:


      No mais, sem dúvida, a melhor vista de Belo Horizonte também está aqui:

       
      Voltei para o apartamento por volta das 21:00hs, pois no outro dia teria que acordar cedo para não perder o trem para Governador Valadares.
       
      Algumas considerações sobre Belo Horizonte:
      - Ouro Preto tem uma excelente estrutura urbana (transporte público, opções de lazer noturno, etc), com diversas opções de turismo histórico-cultural e bares/restaurantes.
      - Andar pela cidade é uma excelente opção para turistar, ruas amplas e praticamente sem ladeiras e onde qualquer um pode facilmente se localizar em razão da organização bem racional e planejada das vias públicas.
      - Fiquei muito pouco tempo na cidade, pequei por não ter conhecido todos os lugares mais interessantes da cidade, mas isso serve como desculpa para voltar em outra oportunidade rsrs
       
      08 – 01 – 2017:
      Acordei cedo, pois o trem sairia as 07:00 (sem atrasos rs) da estação central de Belo Horizonte, ainda bem que fiquei hospedado bem próximo de lá. Vagões confortáveis, com televisores e tomada individual, além de vagão restaurante e serviço de bordo (almoço incluso):


      O melhor dessa viagem de mais de 600km sem dúvida foram as belas paisagens vistas pela janela do trem, minas gigantescas, pontes que desafiam grandes distâncias, bucólicas cidadezinhas a beira da ferrovia, florestas e fazendas:


       
      GOVERNADOR VALADARES:
      08 – 01 – 2017:
      Cheguei em Governado Valadares por volta das 15:00hs, Célio Nobre já me aguardava nas proximidades da estação de trem. Próximo destino - Pico da Ibituruna. Objetivo – voo livre de parapente:

      Lá de cima além de avistarmos a cidade de Governador Valadares, ainda se tem uma vista em 360º da imensidão dos Gerais, que dão o segundo nome desse tão belo Estado:

      Simplesmente incrível a sensação de liberdade e paz, nenhum resquício de medo ou temor, apenas admiração naquele momento:

       
      Após esse incrível voo, fui ao shopping dar tempo até o horário de ir a rodoviária pegar meu ônibus com destino a Bahia rs
       
      Algumas considerações sobre a viagem de trem e Governador Valadares:
      - Viagem de trem foi uma das partes mais surpreendentes deste meu périplo mineiro, já que nunca tinha viajado assim, experiência que valeu demais a pena a um custo menor até mesmo que viagem de ônibus. Recomendo demais. Vale a pena ficar algum tempo no último vagão, vista incrível.
      - O voo de parapente em Gov. Valadares não tenho palavras para descrever, apenas isso.
       
       
       
       
    • Por Patricia Senatore Grillo
      Olá mochileiros e mochileiras!  
      Voltamos e dessa vez com uma viagem bem caprichada! Se você têm acompanhado nossos relatos por aqui, sabe que já tivemos alguns finais de semana e alguns bate-e-volta a partir de Invercargill (Catlins e Peninsula Otago; Te Anau e Milford Sound; Queenstown). Pois bem… dessa vez partimos para uma semana inteira de descobertas em terras maoris.
      O fato é que Diego soube que teria duas semanas de férias da pós (break de meio de semestre) e decidimos antecipar alguns de nossos planos para o último mês de Nova Zelândia. Como voltaremos para o Brasil em agosto, a idéia inicial era aproveitar julho – após as aulas – para conhecer os lugares mais distantes de IVC. Porém, julho significa inverno que por sua vez significa restrição em alguns dos nossos pontos de interesse devido neve, condições climáticas e riscos de avalanche. Assim sendo, lá fomos nós planejar uma semana viajando pela Ilha Sul. O roteiro original tinha 8 dias/7 noites, mas em nome da economia consegui apertar e fazer nosso roteiro caber em 7 dias/6 noites. Partimos para a viagem com o seguinte cronograma:
      1º dia: Twizel e Pukaki (noite em Twizel) 2º dia: Mount Cook: Hooker Valley e Kea Point Track (noite em Mount Cook Village) 3º dia: Mount Cook: Blue Lakes; Tasman Glacier e Red Tarns Track (noite em Twizel) 4º dia: Tekapo (noite em Twizel) 5º dia: Mount Aspiring National Park: Rob Roy Track (noite em Wanaka) 6º dia: Roys Peak Track (noite em Wanaka) 7º dia: Blue Pools; Arrowtown e volta para casa. No meio da viagem mudamos os planos (conto por quê ao longo do relato!) e o roteiro feito foi:
      1º dia: Twizel, Pukaki e Tekapo (noite em Twizel) 2º dia: Mount Cook: Hooker Valley; Kea Point e Red Tarns Track (noite em Mount Cook Village) 3º dia: Mount Cook: Blue Lakes; Tasman Glacier View e Twizel: Twizel Walkway (noite em Twizel) 4º dia: Mount Aspiring National Park: Matukituki Valley; Diamond Lake e Lake Wanaka (noite em Wanaka) 5º dia: Roys Peak Track (noite em Wanaka) 6º dia: Blue Pools; Arrowtown e Lake Hayes (noite em Shotover River) 7º dia: Glenorchy e volta para casa.  
      1º dia: TWIZEL, PUKAKI e TEKAPO
      Saímos pouco depois das 7h embaixo de uma friaca e tendo que tirar o gelo do parabrisa do carro.  O fato é que nos dias que antecederam a viagem tivemos uma frente fria que derrubou a temperatura em diversos pontos do país e, inclusive, causou estragos com os temporais em Auckland. Mas como não tem tempo ruim que tire a vontade de viajar, lá fomos nós! 
      O destino era Twizel e isso nos daria cerca de 4 horas e meia de estrada pela frente. O frio havia coberto de gelo os gramados e pastos pelos caminho, mas a estrada felizmente estava de boa. Bem, já devo ter falado isso nos outros relatos: se tem uma verdade sobre viajar na Nova Zelândia é que as estradas são lindas – sempre.  Por esse motivo acredito que a melhor opção de transporte seja alugar um carro para poder parar em todos os lookouts pelo caminho e que as viagens devam ser feitas sempre durante o dia (além de ser uma precaução para evitar possível gelo no asfalto e de ser mais seguro, visto que todas as estradas que pegamos até agora são mão dupla e com alguns pontos mais estreitos).
      No caminho, destaque para o Lake Dustan, The Bruce Jackson Lookout (em Cromwell) e Lindis Pass Viewpoint (o lookout mais anunciado de todos: 15km de distância já tinha placa! Mas o lookout em si não é tããão lookout assim... ). Lindis Pass liga as regiões de Mackenzie Basin com Central Otago, em uma altitude de 971m acima do nível do mar.


      Chegando em Twizel fomos recepcionados pelo Lake Ruataniwha e provalvemente não encontrarei palavras para descrever o quão azul é esse lago. Eu havia visto algumas fotos na internet, mas tinha certeza que o Photoshop rolava solto… até vê-lo pessoalmente. 

      Algumas fotos depois seguimos viagem em direção à Pukaki. Havia lido sobre uma trilhazinha de 10 minutos chamada Pukaki Boulders e fomos direto para lá. Essa trilha começa na estrada que vai para o Mount Cook e achá-la não foi tãããão simples: o Google Maps não a localiza e a placa não está na beira da rodovia, portanto passa facilmente despercebida. Pukaki Boulders foi o primeiro “ponto de interesse” da NZ que não tinha estacionamento – e como as estradas daqui não têm acostamento, precisamos parar o carro meio de banda no gramado. 5 minutinhos de caminhada e chegamos em umas pedras – fim de linha. As pedras eram as “boulders”, que foram parar ali na era glacial. Nada de mais. Nadica mesmo. Economizem esses 10 minutos e façam qualquer outra coisa mais legal! 

      De lá voltamos para a SH8 (a rodovia de Twizel) e seguimos em frente rumo ao Lake Pukaki, também de um incrível azul. O I-Site (centro de informações ao turista) fica na beira do lago e obviamente estava cheeeeeio de turistas. Uma dica é seguir para qualquer outro estacionamento (existem vários ao longo do lago!) e fugir da galera.

      Ainda eram umas 14h e como o dia estava ensolarado (contrariando as previsões), decidimos esticar até Tekapo, 30 minutos de distância. Bem no começo da cidade você já encontra o lugar mais famoso por ali, a Church of the Good Shepherd. A igrejinha de pedra fica na beira do lago, com as montanhas nevadas ao fundo e é a coisa mais linda e pitoresca  – e cheia de turista. Muuuuuitos. Saímos para desbravar a orla do lago e na volta consegui uns 5 segundos sem ninguém na frente da igreja. Hahahaha! 


      Seguindo com o carro, contornando o lago, paramos na Old Homestead Picnic Area e o lugar era tão gostoso (e ver o lago era tão lindo) que ficamos algum tempo por ali. Estávamos esperando o sol baixar um pouco para seguir para o topo do Mt. John Observatory. Wanaka faz parte da Aoraki Mackenzie International Dark Sky Reserve e seu céu é considerado um dos melhores do mundo para ver as estrelas. O observatório oferece tours (o mais barato sai $140), mas nossa viagem era low budget e o tour não cabia no nosso bolso, hehehe.  A idéia era apenas subir até o observatório para ver Tekapo lá de cima, mas chegando lá a estrada estava fechada (tem uma cancela no início da subida) e não entendemos se isso é recorrente ou se demos azar. Enfim, não subimos.
      Voltamos para Pukaki e paramos novamente no lago para ver o pôr-do-sol. As nuvens que estavam no topo das montanhas durante à tarde haviam diminuído e conseguíamos ver o Mount Cook. O sol foi embora, o frio tomou conta e fomos pro hostel.


      O High Country Lodge, em Twizel, é um hostel bem simples e o maior ponto a seu favor é a localização (tudo bem que Twizel deva ter umas 6 ruas… ). Ao lado dele tem uma Liquor Store (loja que vende bebidas – aqui na NZ não são todos os mercados que podem vender bebida alcoólica), um mercado e um mall que na verdade é todo o centrinho da cidade. Tem uns barzinhos boitinhos também, mas como nossa viagem foi na base do economizar o que for possível, comemos no hostel mesmo! A cozinha do hostel tinha tudo que precisávamos, mas dava uma deslizada na limpeza (aliás, esse é um ponto interessante: grande parte das pessoas por aqui não têm toda aquela dedicação para lavar louça e muitas vezes nem bucha você encontra – saudades, detergente Ypê e Scotch-Brite! ). Ficamos em um quarto compartilhado com 2 beliches bem barulhentas, mas na primeira noite não tinha mais ninguém no quarto conosco. $35/noite por cabeça.
       
      2º dia: MOUNT COOK NATIONAL PARK
      Partimos cedo sentido Mount Cook National Park, cerca de 40min de distância – e sim, a estrada mais uma vez é linda e sim, você consegue ver o Mount Cook lindão à sua frente. Contrariando a previsão do tempo, não choveu o dia toooooodo e conseguimos fazer a primeira trilha no seco. A primeira escolha foi a mais famosa por ali, a Hooker Valley Track. É uma trilha de 10km bastante tranquila, com 3 pontes suspensas pelo caminho. Você começa apreciando o Mueller Lake e termina com a visão incrível do Hooker Lake/Glacier e Mount Cook – que nesse momento estava praticamente todo descoberto . As placas sinalizam 3h return para essa trilha, mas levamos 1h10 cada trecho, apenas. O caminho todo é bem bonito e com certeza é um must-do. No início do caminho você encontra uma indicação para a Freda’s Rock: Freda du Faur, australiana, foi a primeira mulher a escalar o Mount Cook/Aoraki e essa pedra é onde ela tirou a foto para registrar o feito – isso foi em 1910 e a foto está reproduzida no local. Palmas para Freda!  Também tem um memorial construído em 1922 em homenagem a alpinistas que foram atingidos por uma avalanche em 1914 e somadas à homenagem inicial você encontra diversas outras plaquinhas de outros montanhistas vítimas de quedas ou avalanches por ali .



      Ao voltarmos para o estacionamento o tempo já estava nublado e havia começado uma chuva fina (se você está na NZ, principalmente em áreas montanhosas – ou em Invercargill, hahaha  – nuuuuunca esqueça sua jaqueta e calça impermeáveis). Seguimos para Kea Point Track, apenas 2.8 km. Essa trilha, também tranquila, termina em um mirante para o Mueller Lake e, se o tempo colaborar, parece que você vê o Mt. Cook dali também – não sabemos.

      A chuva apertou e fomos para o hostel fazer o check-in. Como ainda eram umas 15h30, decidimos encarar o clima inóspito e fazer a Red Tarns Track, uma trilha que começa no meio da vilazinha, com previsão de 2h return. Prestem atenção na descrição: você caminha uns 100m, atravessa uma pontezinha e encontra uma escada – e a escada nunca mais vai acabar.  É 1h subindo degrau, 300m de ganho de altitude. Lembra que tava chovendo? Pois é. No meio do caminho era só neblina e não vimos nadica de nada ao redor. No final da trilha tem um laguinho com umas plantinhas que deixam ele meio avermelhado e, por conta do tempo, tinha um pouco de neve também. Voltamos encharcados e sem joelhos.  Talvez em climas mais amigáveis a vista lá de cima impressione!

      O hostel em Mount Cook Village foi o primeiro a ser reservado da viagem. A vila é minúscula e só encontrei 2 opções de hostel fora as opções de chalés e hotéis mais caros, o que faz a disponibilidade ficar bastante restrita. Ficamos no YHA, uma rede presente em toda a NZ e filiada ao Hostelling International. Nosso dormitório tinha 4 beliches, mas era todo bem estruturadinho e bastante confortável e o hostel tinha diversas facilidades e uma cozinha bem bacana. $39/noite por cabeça. Ah, importante: não tem mercado por lá, organize-se!
      Foi à noite, olhando o mapa na parede do hostel, que veio a idéia de mudar os planos da viagem. Como já havíamos antecipado à ida a Tekapo (que no roteiro original seria no 4º dia, mas que fizemos no 1º), por quê não tentar antecipar nossas diárias em Wanaka e seguir para Glenorchy no último dia? A idéia original foi do Diego e eu achei uma boa. Perderíamos umas das diárias de Twizel, mas por outro lado conheceríamos um lugar a mais, já que não sabemos quando teremos oportunidade de alugar o carro de novo. Fizemos contato com nossos anfitriões do AirBnb em Wanaka, que foram super disponíveis e disseram que não haveria problema algum e procuramos um lugar para passar a última noite perto de Queenstown. Como já falei no outro relato, Queenstown é extremamente turística e as coisas por lá podem ter um preço maior do que em outras cidades da NZ. A melhor opção custo-benefício que encontramos foi um quarto, também pelo AirBnb, em Shotover River – 10 minutinhos de Queenstown.
      (P.S.: fui descobrir só depois que o Diego trapaceou e olhou a previsão do tempo em Wanaka e por isso veio com a idéia de adaptar o roteiro! Que espertinho!!! ).
       
      3º dia: MOUNT COOK NATIONAL PARK e TWIZEL
      O terceiro dia amanheceu chovendo e enevoado. Mesmo assim saímos em direção a Blue Lakes e Tasman Glacier, ainda em Mount Cook National Park. Fizemos uma horinha dentro do carro esperando a chuva dar uma maneirada e lá fomos nós.
      Do estacionamento e ponto de início das trilhas você encontra duas opções: uma das trilhas leva ao Blue Lakes e Tasman Glacier View e a outra ao Tasman Lake, beirando as Blue Lakes (spoiler: na verdade elas são verdes ). Como a chuva parou por uns instantes, fizemos o viewpoint primeiro. É uma trilha curta (de uns 15-20 minutos), mas com uma subidinha.
      O Tasman Glacier é o maior da NZ, com 27km de extensão. Nossa visão não foi a melhor possível devido ao tempo, mas algo que percebi é que ele é coberto por uma espécie de resíduo, que não vou saber dizer o que é (rocha?). Ou seja, não espere aquele glaciar branquinho, por vezes até azulado, como é o Perito Moreno na Patagônia argentina, por exemplo. É diferente – e ainda assim bonito. Enquanto estávamos lá um arco-íris bonitão estava dando o toque especial no vale (outra característica da NZ: devido às mudanças rotineiras no clima, os arco-íris são bem normais por aqui… Em 3 meses de NZ com certeza vi mais deles do que havia visto nos meus 31 anos de Brasil!).

      Do viewpoint partimos para a outra trilha, que chegaria pertinho do Tasman Lake. Chegaria – o tempo verbal é esse mesmo . Essa trilha é estimada em 1h e o terreno é mais acidentado e com mais pedras. Neste ponto a chuva já havia recomeçado. Demos a volta nos Blue (”Green”) Lakes (bonitões, mesmo com o céu cinza!) até chegar em um ponto onde a trilha “acabava”: na realidade, a trilha neste pedaço era bem estreita e pedregosa entre a vegetação e estava completamente alagada. É bastante comum nas regiões montanhosas da NZ uma planta espinhuda e tentar abrir um caminho alternativo, além de não ser ambientalmente correto, ainda nos deixaria algumas marquinhas pelo corpo. A única opção seria tirar a bota e meter o pézão ali, com a água entre canela e joelho. Não estávamos nesse pique todo e o frio também não estava convidativo para isso – demos meia volta e paciência . Ainda deu tempo da chuva apertar mais no caminho de volta pro carro!


      Tínhamos cogitado fazer a Sealy Tarns antes de sair de Mount Cook, uma trilha de aproximadamente 4h return e, dizem, um pouco mais íngreme. Com o andar da carruagem e o tanto de chuva na cabeça desde o final da tarde do dia anterior, abortamos a missão e pegamos estrada sentido Twizel.
      Se nas montanhas o tempo estava horrível, na planície do lago estava a coisa mais linda! Tínhamos o resto do dia tranquilo, pois seguiríamos para Wanaka somente na manhã seguinte. Tocamos direto para o Lake Ohau, um lago distante uns 20 minutos de Twizel. De lá, voltamos para o Lake Ruataniwha (aquele primeiro, da chegada!) e fizemos parte da Twizel Walkway ao redor do lago. Ficamos por ali o resto do dia, bem delicinha.


      A noite foi no High Country Lodge outra vez.
       
      4º dia: MOUNT ASPIRING NATIONAL PARK e WANAKA
      Logo cedo deixamos Twizel e no caminho fizemos um desvio de 30 minutos para ver as Clay Cliffs, uma formação rochosa na região de Omarama. Seguimos então sentido Wanaka, mais precisamente sentido Rob Roy Glacier, a quase 3h de distância.

      Basicamente, as informações que eu tinha sobre o Rob Roy Track é que era uma trilha de 10km no Mount Aspiring National Park, estimada em 4h return, com acesso restrito de Maio a Novembro devido risco de avalanche e que era uma trilha fácil, inclusive possível para crianças um pouco mais velhas. Ok. 
      Cruzamos a cidade de Wanaka e seguimos na estrada em direção ao parque. O dia estava ensolarado desde nossa partida de Twizel, mas claro que quanto mais perto das montanhas do Mt. Aspiring National Park maiores eram as nuvens e a chuvinha começava. Bem, a primeira descoberta foi que para chegar até o estacionamento e ponto de partida da trilha seriam 30km de estrada de terra – beleza, a gente encara. A segunda descoberta foi um pouco mais, digamos, desafiadora: chega um momento em que a estrada começa a ser cortada por “fords”: riachos.  Ficamos receosos com o primeiro, mas cruzamos e a partir dali a estrada tinha uns trechos bem estreitos. O grande problema é que eles eram muitos e, além de serem muitos, a profundidade aumentava: chegamos em um bem grandinho e ficamos com cagaço de continuar – além do nosso carro ser alugado, ele era um modelo de Hyundai bem pequenininho e baixinho e a chance de “dar ruim” era alta. O da foto foi um dos primeiros, quando ainda eram rasinhos.  

      Decidimos voltar um pedaço e parar em uma outra trilha que vimos pelo caminho, a East Matukituki Valley. O problema era que ela é apenas um trecho de uma travessia maior e demoraria cerca de 3h para te levar para um abrigo, mas ainda assim decidimos fazer parte dela só para não perder o dia e o investimento psíquico de chegar até ali, hahaha.  Andamos por cerca de 2h no vale e embora o lugar fosse bonito também, a verdade é que estávamos bem frustrados.

      Voltamos pro carro e Diego decidiu que iria tentar continuar para Rob Roy mais uma vez. Cruzamos mais uma vez alguns fords até chegar no mesmo lugar que havíamos retornado. Desci para tentar analisar o melhor caminho, mas não dava pra ter idéia de quão profundo era. Alguns minutos de análise e indecisão e Diego mais uma vez chegou à conclusão de que seria muito arriscado. Enquanto manobrávamos para retornar, chegaram outros dois carros e os motoristas também desceram para avaliar. Decidimos esperar e ver como eles fariam – depois de um tempo de indecisão eles cruzaram, mas de fato era bem fundo e a água atingia a parte de cima do parachoque. Em menos de 50 metros eles pararam e desceram novamente, provalvemente porque deveria ter outro ford maior. Realmente arregamos e lamentamos não ter um Jeep. Foi o fim da linha. 
      No caminho de volta para Wanaka, sem nada planejado, paramos no Diamond Lake Conservation Area. Dali você pode seguir 10 minutinhos até o lago, 40 minutos até o Lake Wanaka viewpoint ou 1h30 até o topo da Rocky Mountain. Fomos até o viewpoint.

      A parada seguinte foi em Glendhu Bay Lookout, de onde teoricamente você enxerga o Mt. Aspiring e de lá, fomos para o centro de Wanaka ver a famosa Wanaka Tree, a árvore que nasceu no meio do lago. A paisagem é curiosa e bonita, mas o mais bizarro é quando você chega: você dá de cara com um amontoado de pessoas, eu diria que 99% asiáticos, com tripés e câmeras fotográficas gigantes pra fotografar a árvore.  Engraçado e estranho.


      A cidade de Wanaka é bem gostosa e para nós lembrou muuuuito Queenstown. Tem uns bares e restaurantes que parecem ser legais e todo um movimento turístico.

      Ficamos em um AirBnb, hospedados pela Erica e pelo Pete. A casa deles fica a 20 minutos de Wanaka, no caminho para o Lake Hawea. O preço era similar aos quartos compartilhados de hostel na cidade, mas como não tínhamos planos de gastar com restaurante ou bares à noite, optamos pelo conforto de um quarto e banheiro só pra gente. A casa é linda, espaçosa e aconchegante!
       
      5º dia: WANAKA: O ROYS PEAK
      Esse foi um dos dias mais esperados da viagem e, sem dúvidas, um dos meus favoritos! O projeto era ousado: fazer o Roys Peak Track. O tempo estava lindo (ou seja, foi ótimo mudarmos os dias da viagem!) e antes de seguir para a trilha, ainda aproveitamos o céu azul para passar rapidamente (de novo) na Wanaka Tree.

      Sobre o Roys Peak: a trilha de 16km de extensão te leva primeiro até o viewpoint (a foto que provavelmente vai aparecer se você fizer uma busca por Roys Peak) e de lá até o topo, a 1578m de altura. A previsão é de 6h return e para o nosso ritmo deu exatamente isso. A trilha é inteeeeeira de subida, na qual você ganha uma elevação de 1.228m e, embora não exija nenhuma habilidade técnica, exige muito pulmão. 
      Quando começar a trilha procure por uma antena beeeeeem no alto: é lá que você vai chegar.  Levamos 2h20 até o viewpoint e até chegar nesse ponto você não vê grandes mudanças de paisagem, exceto que as ovelhas e os arbustos ficam pelo caminho conforme você sobe – é apenas um grande zigue-zague montanha acima. A característica do Roys Peak viewpoint é que você está na crista da montanha e tem uma visão incrível da crista das montanhas menores, à frente. São montanhas nevadas, lagos menores e o grande Lake Wanaka, lindão. Mesmo com céu aberto, como toda montanha, o vento é congelante. Do viewpoint até o topo foi umas das coisas mais incríveis que já vi na vida e, para aumentar a beleza, próximo do topo a trilha estava com neve.  Claro que isso aumentava a beleza, mas aumentava o desafio também, hahaha.  A neve deixava o caminho extremamente escorregadio e principalmente no finalzinho, o negócio ficava tenso. Para subir, ok. Para descer, era uma pista de patinação! Vimos um capote e vários escorregões e boa parte descia meio que sentado, hehehehehe. 
      A trilha pro Roys Peak fecha somente de outubro a novembro por conta da época de reprodução das ovelhas (lambing season), mas no inverno você precisa portar (e estar hábil a usar) equipamento de gelo (crampons e aqueles machadinhos de gelo), além de atentar para o risco de avalanche. Ah, nós levamos nossos bastões de trekking e, embora eles não sejam indispensáveis, acho que eles foram bastante úteis (principalmente na parte final).
      Se na subida você precisa de fôlego, na descida você precisa de joelho. Parece que quanto mais você desce, mais longe está o estacionamento. O que eu gosto de descidas é que geralmente é o momento que você mais se dá conta do quanto subiu.





      Terminamos a trilha destruídos e fomos recuperar a vida fazendo hora embaixo de uma árvore no Lake Wanaka e depois fomos para Bremner Bay ver o sol se por atrás das montanhas.
      (Ah, lembra dos fords do dia anterior? Conversando com a Erica, nossa anfitriã, ela contou que eles estão lá independente da época do ano e que é muito comum os carros de passeio terem problemas ao atravessá-los. Inclusive, disse que não é raro que os fords carreguem troncos pelo caminho e, por não vê-los, os carros se arrebentarem.  Isso diminuiu um pouco a nossa frustração do Rob Roy!)
       
      6º dia: LAKE HAWEA; BLUE POOLS; ARROWTOWN e LAKE HAYES
      Ainda sob o efeito do Roys Peak e relembrando cada músculo que existe em nossas pernas , deixamos Wanaka sentido Makarora com destino definido: as Blue Pools. Pelo caminho, destaque para o Lake Hawea lookout.

      As Blue Pools fazem parte do Mount Aspiring National Park, mas o acesso (dessa vez asfaltado!) é de um lado diferente do Rob Roy, fica mais ao leste, mais ou menos 1 hora de distância de Wanaka. Do estacionamento até as pontes suspensas são 10-15 minutos. Como o dia estava nublado, estavámos na expectativa se elas seriam tão azuis assim. Bem, vejam vocês mesmos na foto. 

      De lá pegamos estrada sentido Arrowtown, mais quase 2h de viagem. A estrada de Wanaka para Arrowtown passa por Cardrona, uma cidade que foi fundada na época da corrida ao ouro, e pouco depois atinge o Crown Range Summit, no topo da serra – com um visual beeeeeeem bonito. Outro destaque no caminho, mas aí já descendo, é o Arrow Junction Lookout Point. Dependendo do clima redobre o cuidado nessas estradas: a serra tem umas curvas bem caprichadas e, na época do inverno, pode ser necessário botar corrente no pneu.


      Deste último lookout até Arrowtown é um pulinho. A cidade é bem pequenininha, mas a fama de seu outono é grande e chegando lá não foi difícil saber o porquê. Acho que o melhor jeito de descrever Arrowtown é dizer que ela é uma cidade dourada, do tanto que o amarelo das árvores prevalescem na paisagem. A colina na entrada cidade é uma escala de cores entre amarelo e vermelho e a cidade tem um quê altamente aconchegante.  Fora os restaurantes e as lojas que vendem jóias feitas de jade, não tem tanta coisa assim pra se fazer por lá, mas vale a pena a visita. Fizemos duas trilhas de 1h cada, mais ou menos, a Arrow River Trail e a Arrowtown Millennium Walk. A primeira é mais legal porque você vê a paisagem mais aberta, mas o que eu não gostei foi o fato de que ela acompanha um grande cano de água da cidade. Desnecessário.


      Saindo de Arrowtown fizemos uma parada rápida no Lake Hayes e demos uma esticada até a Old Lower Shotover River. Uma curiosidade é que o Shotover River foi um dos rios mais ricos em ouro do mundo.


      A nossa hospedagem foi na casa da AJ. Dependendo do que você procura, a localização pode não ser tão boa por ser um bairro que não tem nenhum comércio perto, mas a casa era confortável e para nós foi uma ótima opção.
       
      7º dia: GLENORCHY
      Saímos de Shotover River direto para Glenorchy e decidimos que faríamos as paradas na estrada durante a volta. Glenorchy fica no final do Lake Wakatipu e a estrada de Queenstown até lá margeia o lago o tempo todo e é considerada também uma das estradas mais bonitas da NZ.
      Glenorchy é um pequeno vilarejo próximo a dois grandes parques, o Mt. Aspiring National Park (que se estende de Wanaka até lá) e o Fiordland National Park (o de Milford Sound) e é ponto de partida de uma das grande travessias da NZ, a Routeburn Track – chegamos a cogitar fazer o bate e volta da primeira perninha da Routeburn, mas seria uma caminhada longa para quem iria precisar pegar a estrada de volta para Invercargill.  Glenorchy também é conhecida por ter sido cenário de filmes como Senhor dos Anéis, Nárnia e X-Men e várias empresas vendem passeios guiados para esses lugares, além da famosa estrada para Paradise. Na realidade nossa ida para lá foi mais despretensiosa e demos uma circulada pelo píer, vimos as famosas Willow Trees e seguimos somente até o Isengard Lookout. O tempo não estava lá aquela coisa e logo pegamos o caminho de casa.



      Nossa primeira parada na volta para Queenstown foi em Bennetts Bluff Lookout, um mirante na parte alta da estrada. Não tem placa indicando o local, embora tenha um painel informativo depois que você desce do carro – você pode achar a localização certinha no Google Maps. Paramos ali e ao descer quase perdemos a porta do carro, literalmente. O vento estava muito muito muito muito forte e segurar a porta, na hora de entrar de volta no carro, foi uma missão e tanto. 

      Seguimos mais uns 5 minutos de estrada até Bob’s Cove Track, uma trilhazinha de meia hora que passa por um píer e sobe para o um lookout do Wakatipu. De lá você também tem a opção de seguir para a Twelve Mile Delta ou para a Bridle Track, ambas com estimativa de 2h. A última parada foi em Wilson Bay, já bem perto de Queenstown. Depois, 2h30 de estrada até chegar em casa.


      A viagem foi linda e mesmo com o tempo oscilando, tivemos dias muito bem aproveitados! Não consigo escolher uma parte favorita, mas os lagos todos (Pukaki, Tekapo e Ruataniwha), Mt. Cook, Roys Peak e Blue Pools são imperdíveis, em minha opinião. 
      Para esse trajeto todo gastamos cerca de $275 de gasolina, mas rodamos mais de 1500km.
      Ah, e pra quem queira acompanhar as fotos no Instagram: @paty.grillo 
       
       
       
       
       
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